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Serotonina - Transportador da Serotonina (SERT) e Receptores de Relevância Emergente - Parte 05 - Episódio 963

02 de agosto de 202611min
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Bom dia, tudo bem? Achou que não ia ter episódio, não é? Apenas atrasei um pouco, peço perdão!! Espero que goste, estamos quase finalizando sobre esse assunto, amei falar de serotonina!!

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Participantes neste episódio1
L

Lucas Carvalho Rezende

Host
Assuntos4
  • Teoria das Monaminas e a Hipótese da SerotoninaBomba de recaptação de serotonina · Inibidores seletivos da recaptação de serotonina
  • Receptor de Serotonina 5-HT35-HT1E e cognição · 5-HT1F e enxaqueca · 5-HT2B e fibrose valvar · 5-HT4 e motilidade gastrointestinal · 5-HT6 e cognição/memória
  • Receptores de Serotonina 5-HT1B/1DLamixidam (Reyvow) · Ditans
  • Receptores de Serotonina 5-HT1APrucaloprida · Alzheimer
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
LCLucas Carvalho Rezende

Oi, tudo bem? Tudo tranquilo? Comigo tá tudo ótimo. Espero que você esteja bem, todas as famílias estejam bem. Se eu não me engano, estamos falando sobre serotonina, não é mesmo? Hoje eu quero continuar esse assunto com você. Meu nome é Lucas e esse é o Consegue Me Explicar? Antes de mais nada, eu gostaria de fazer aqueles convites de sempre. Se você ainda não segue o Consegue Me Explicar aqui no Spotify, no Cashbox, por favor, cogite seguir.

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A serotonina, ela é também chamada de 5-hidroxitriptamina, por isso o acrônimo de 5-HT para os seus receptores. Ela é sintetizada a partir do aminoácido triptofano presente lá nos neurônios do núcleo da rafe. Núcleo da rafe esse que faz parte do tronco encefálico. A gente sabe que existem 14 subtipos de receptores em 7 famílias diferentes, que são divididas de 5-HT1 até 5-HT7. Lembramos sempre que o receptor 5-HT3 é o único que funciona como canal iônico.

Todos os outros receptores são acoplados à proteína G, como a gente falou no último episódio. No último episódio a gente abordou um pouquinho mais sobre 5-HT1A pré-sináptico, pós-sináptico, 5-HT1B, 1D, 5-HT2A, 5-HT2C, 5-HT3, 5-HT7. Falamos de todos esses. Tá na hora de entender um pouquinho mais sobre esse conhecimento sobre os receptores, mas também sobre algo que é importantíssimo, que é a famosa SERT. A SERT é o famoso transportador de serotonina.

O transportador de serotonina é a SERT. A SERT é o transportador de serotonina. Lembre-se disso. Ela é importante, importantíssima. O SERT, ele não é receptor e muito menos é acoplado a qualquer proteína G. Na verdade, ele é uma bomba de recaptação. Bloquear a SERT é o mesmo que aumentar a concentração de serotonina na fenda sináptica. Então pensar em SERT é pensar em uma bomba de recaptação. O SERT é o transportador de serotonina.

Ao bloquear a SERT, você aumenta a serotonina na fenda sináptica. O SERT, ele não é receptor e muito menos é acoplado a uma proteína G. O SERT é uma bomba de recaptação. Bloquear o SERT é o mesmo que gerar mais serotonina na fenda sináptica. O mecanismo de todos os ISRS, que são os inibidores seletivos da recaptação de serotonina, ISRSN, que são os inibidores seletivos da recaptação de serotonina e noradrenalina, que é a venlafaxina, duloxetina, e até dos antidepressivos tricíclicos como clomipramina, envolve mexer, bloquear essa CERT, envolve isso, porque você aumentar a concentração de serotonina na fenda sináptica é muitas vezes benéfico.

Beleza, tranquilo, entendido sobre essa CERT, né? Certo. Temos que falar também sobre alguns outros receptores serotoninérgicos que são de relevância emergente ou periférica. São receptores que ainda estão passando por estudos e que a longo prazo a gente pode ter mais conhecimento e acabar utilizando as medicações de forma mais certeira sobre isso. O primeiro receptor que eu quero falar com você é sobre o 5-HT1E. O 5-HT1E, ele é acoplado à proteína G inibitória.

E o que se sabe sobre esse? A função dele ainda é pouco compreendida, porém a gente sabe que existe um possível papel desse na memória e cognição. Então, 5-HT1E, ele está acoplado à proteína G inibitória. Se sabe pouco sobre a função dele, a função dele ainda é pouco compreendida, porém a gente sabe que tem um possível papel na memória e cognição. Lucas, existe algum fármaco? Como é que tá o status dessa mente, desse receptor na questão farmacológica?

Ó, não existe não tem nenhuma medicação seletiva para isso, e as pesquisas sobre esse receptor ainda estão em estágios pré-clínicos. Temos também o 5-HT1F, que está acoplado à proteína G inibitória. Ele tá relacionado àquelas enxaquecas sem vasoconstrição. Ele está relacionado a enxaquecas sem vasoconstrição, diferente daqueles mecanismos de enxaqueca relacionados a 5-HT1B, 1D, que são enxaquecas com vasoconstrição. O agonismo de 5-HT1F inibe neuropeptídeos pró-inflamatórios no sistema trigêmeo vascular.

Lucas, como é que tá os fármacos e o status desse? Existe um fármaco chamado Lamixidam. O Lamixidam, que é o Reyvow, esse Reyvow, Lamixidam, ele é um agonista de 5-HT1F. Reyvow é o nome comercial, tá? Lamixidam é o da molécula. Esse Lamixidam, ele é um agonista de 5-HT1F, e o FDA autorizou ele em 2019, sendo que é uma medicação segura em cardiopatas. Legal, né? Então agonizar 5-HT1F é o mesmo que tratar uma crise de enxaqueca sem vasoconstrição.

Beleza, tranquilo. É, a gente tem o Lamictidam, que é o Lasmitidina, também chamado no Brasil. Não tem problema, tudo tranquilo, sossegado. Essa é a ação e a base da classe desse remédio chamado de ditanas. O ditanas é o nome da classe grandona que tá dentro a lamisditana. Beleza, tranquilo. Também chamado de lamisditam, que eu te falei para você, certo? Sossegado, né? Temos também o receptor 5-HT2B. O 5-HT2B está acoplado a uma proteína G excitatória. 5-HT2B está acoplado a uma proteína G excitatória.

O agonismo crônico do receptor 5-HT2B faz fibrose valvar cardíaca. O agonismo crônico de 5-HT2B faz fibrose valvar cardíaca. Medicamentos como fenfluramina e ergotamina mexe em 5-HT2B, 5-HT2B, isso gerando um agonismo crônico. Você pode desenvolver fibrose valvar cardíaca. Fármacos serotoninérgicos são triados para não agonizar 5-HT2B. Então os fármacos serotoninérgicos, eles são criados para não agonizar. Você não pode agonizar 5-HT2B porque vai levar efeitos cardíacos, fibrose valvar cardíaca.

Beleza, tranquilo. Lucas, como é que tá o status farmacológico? Como é que tá essas questões? Nenhum agonista é desejável aqui, e a fenfluramina fofina foi retirada das farmácias em 1997. Faz tempo, né? Temos também o 5-HT4. O 5-HT4, ele tá acoplado a uma proteína G estimulatória. Estimulatória, beleza, tranquilo. Ele tá acoplado a uma proteína G estimulatória lá no trato gastrointestinal. O agonismo desse gera um efeito pró-cinético, aumentando a motilidade.

Já no sistema nervoso central, ele gera um efeito possível pró-cognitivo, aumentando a ação de acetilcolina. Essa acetilcolina vai estar para a gente mais no hipocampo, melhorando possivelmente o processo pró-cognitivo e também antidepressivo. Ele é muitas vezes alvo para tratamento de alguns problemas como Alzheimer. Mexer em 5-HT4 é mexer muitas vezes em alvos para tratar Alzheimer. Temos como medicação e estudo farmacológico falando sobre a prucaloprida.

A prucaloprida é uma agonista e ela mexe muito na constipação. Você pode utilizar ela para constipação em pacientes, porque a gente sabe que no trato gastrointestinal o agonismo desse é pró-sinéptico, melhorando a motilidade. Já na questão da cognição ainda está sendo estudado com mais afinco. Temos também 5-HT5A. 5-HT5A, 5-HT5A, ele está acoplado a uma proteína G inibitória, inibitória. Ele é pouco conhecido ainda sobre a questão do fármaco, sobre a questão do receptor.

Se sabe-se pouco sobre esse receptor e ele atua possivelmente na modulação circadiana e na liberação de 5-HT. Não existe nenhum fármaco seletivo e a clozapina apresenta ter uma afinidade leve com esse receptor serotoninérgicos. Assim como temos 5-HTA, 5-HTA, desculpa, assim como temos 5-HT5A, temos também 5-HT5B, que está acoplada a uma proteína G desconhecida. Não sabemos qual proteína G está acoplada a 5-HT5B, nem sabemos sequer se é uma proteína G, se é um canal iônico, não temos noção.

Afinal, esse receptor, o que se sabe é que ele não é funcional em humanos, ele funciona apenas em roedores, logo ele tem uma irrelevância clínica para nós. Temos também 5-HT6. 5-HT6 está acoplado a uma proteína G estimulatória, estimulatória. Ele atua quase exclusivamente no sistema nervoso central. Ele está envolvido na cognição, aprendizado e memória. O antagonismo desse receptor parece melhorar e o agonismo dele parece prejudicar a memória.

O antagonismo parece melhorar a memória e o— desculpa, o antagonismo parece melhorar a memória e o agonismo parece prejudicar a memória. E muitas vezes ele é alvo para Alzheimer. Então vamos lá, 5-HT6, acoplado a uma proteína G estimulatória, ele é quase exclusivamente presente no sistema nervoso central, ele é envolvido na cognição, no aprendizado e memória. O antagonismo desse parece melhorar a memória, já o agonismo desse parece prejudicar a memória.

Ele é muitas vezes alvo para Alzheimer. Temos alguns exemplos de medicações? Temos, como hidalopiridina, Idalopirdina, perdão, a Idalopirdina e Interpidina, que atuam como antagonismos, já que ele quer melhorar a questão da cognição e da memória. Só que eles falharam na fase 3 dos estudos, dos ensaios clínicos, o que é meio triste. E é por isso que a gente não encontra nas farmácias. Já Clozapina e Olanzapina, que são antipsicóticos atípicos que muitas vezes a gente prescreve, ele apresenta ter uma discreta afinidade com esse receptor.

Beleza, tranquilo. Como eu te falei, são todos receptores de relevância emergente ou periférica. O que eu gostaria que você levasse para casa é a seguinte: dos emergentes, os 4 que mais valem é o 5-HT1F, por conta do Lamictidam, para enxaqueca em cardiopatas. O 5-HT2B, por meio do agonismo que gera uma valvulopatia. Como causa, a gente tem que lembrar da venfluramina, que foi descontinuada em 1997. O 5-HT4, que é com efeito procinético e pró-cognitivo.

E por fim, o 5-HT6, porque é um alvo frustrado no Alzheimer, já que a gente ainda não encontrou nenhuma medicação. Beleza, tranquilo. Então, em relação a isso, em relação a esses receptores emergentes que a gente conversou, e principalmente sobre o transportador de serotonina, era isso que eu ia falar com você. Reforço, se você ainda não consegue me encontrar aqui no Spotify, na CastBox, por favor, curte e segue. Basta clicar no botãozinho seguir para você receber todo domingo 3 novos episódios desse que é o seu, o meu, o nosso podcast.

Além disso, gostaria de convidar você também a estar seguindo o nosso Instagram, só que no nosso canal é o @consegueexplicar. Claro, tiver interesse, não deixe de compartilhar com todos os amigos e também de avaliar a gente no Spotify. Tem como você avaliar com até 5 estrelinhas, e deixando essas 5 estrelinhas você vai estar ajudando e muito na manutenção do meu trabalho. E por favor, na descrição de todo episódio tem um link, clique nesse e depois clique no iFix.

Vai aparecer qualquer coisa na tela que você pode estar escaneando com a câmera do seu celular e assim ajudando financeiramente na manutenção desse meu trabalho. Caso queira, há também a nossa chave Pix. A chave Pix do canal é o consegueexplicar@hotmail.com. .com. Um grandioso beijo no seu coração, fique bem, valeu, falou e fui!

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