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Serotonina - Mapa Completo: Todos os 14 Receptores - Parte 07 - Episódio 965

02 de agosto de 202614min
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Enfim, terminamos serotonina. Sou muito grato a cada um que tem apoiado o Consegue até hoje, tenho feito meu melhor e gostaria de agradecer a mim que segue fazendo o podcast depois de 6 anos. Eu sou muito duro comigo, preciso de mais autocompaixão e melhorar em vários sentidos, mas sei que no podcast esta uma das minhas melhores partes. Deus sabe que eu tenho tentado. Deus sabe.

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Participantes neste episódio1
L

Lucas Carvalho Rezende

Host
Assuntos7
  • Uso correto de medicamentosRegra de ouro farmacológica · Agonismo e antagonismo · Atraso terapêutico ISRS
  • Receptor de Serotonina 5-HT3Família 5-HT1 · Família 5-HT2 · Família 5-HT3 · Família 5-HT4 · Família 5-HT5 · Família 5-HT6 · Família 5-HT7
  • Teoria das Monaminas e a Hipótese da SerotoninaInibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) · Fenda sináptica
  • Receptores de Serotonina 5-HT1AProteína G estimulatória · Trato gastrointestinal · Efeito pró-cognitivo
  • Receptores de Serotonina 5-HT1B/1DEnxaqueca sem vasoconstrição · Lasmiditan · Neuropeptídeos pró-inflamatórios
  • Pesquisa sobre AlzheimerProteína G estimulatória · Efeito pró-cognitivo · Alzheimer · Hidalopirdina
  • Receptor 5-HT7 e SonoProteína G estimulatória · Ciclo circadiano · Sono
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
LCLucas Carvalho Rezende

Oi, tudo bem? Tudo tranquilo comigo? Tá tudo ótimo. Espero que você esteja bem, toda família esteja bem. Se eu não me engano, estamos falando sobre serotonina, não é mesmo? Hoje eu quero finalizar esse assunto com você. Meu nome é Lucas e esse é o Consegue Me Explicar. Antes de mais nada, eu gostaria de fazer aquele convite de sempre: se você ainda não segue Consegue Me Explicar aqui no Spotify, na CastBox, por favor cogite seguir.

Basta clicar no botãozinho seguir para você tá recebendo todo domingo 3 novos episódios desse que é o seu, o meu, o nosso podcast. Além disso, gostaria de convidá-los também a tá seguindo nosso Instagram, segue o nosso canal, é o @consegueexplicar. Claro, tiver interesse, não deixa de compartilhar com todos os amigos e também de avaliar a gente no Spotify. Tem como você avaliar com até 5 estrelinhas, e deixando essas 5 estrelinhas você vai estar ajudando e muito na manutenção do meu trabalho.

E por favor, na descrição de todo episódio tem um link, clique nesse e depois clique no LivePix, vai aparecer um QR code na sua tela que você pode estar escaneando com a câmera do seu celular e assim ajudando financeiramente na manutenção do meu trabalho. Caso queira. Há também a nossa chave Pix. A chave Pix do canal é o consegue-me-explicar@hotmail.com. Beleza? Pensar em serotonina é pensar em um assunto que você já está carequinha de saber, um assunto que é de suma importância, um neurotransmissor muito legal na nossa vida.

A serotonina é também chamada de 5-hidroxitriptamina, por isso o acrônimo de 5-HTP. Beleza, sossegado, né? A gente sabe que essa é sintetizada a partir de um aminoácido, aminoácido esse que é de triptofano nos neurônios lá do núcleo da RAF, que tá presente no tronco encefálico. A gente sabe que existem 14 subtipos de receptores em 7 famílias diferentes, que vão de 5-HT1 até 5-HT7. O receptor 5-HT3, ele é o único que funciona como canal iônico.

Todos os outros são acoplados à proteína G. O que eu quis fazer com você ao longo desse episódio é explicar um pouquinho mais sobre a proteína G, explicar sobre o canal iônico, explicar sobre SERT, explicar sobre os fármacos, para por fim falar para você o que muitas vezes você ficou pensando: poxa, o Lucas falou que existem 14 subtipos de receptores em 7 famílias, eu não ouvi falar sobre todos esses. Tudo bem, ótimo, você não precisa saber sobre todos.

No entanto, você precisa pelo menos ter ouvido falar deles. E hoje a minha intenção é dar uma amostragem para você, mesmo que leve, sobre esses 14 subtipos dos receptores separados por essas 7 famílias. Então hoje a gente vai destrinchar um pouco sobre esses outros receptores que por vezes a gente pode acabar não tendo falado sobre eles, e vai ser muito legal sobre isso. E no final, quem sabe a gente tem tempo até de fazer uma pequena revisão.

O nosso assunto de hoje então é um mapa completo sobre todos os 14 receptores. Eu vou te falar a família, vou te falar o subtipo, vou te falar se tá acoplado ou não a proteína G. Afinal, exige receptor serotoninérgico não acoplado à proteína G, como receptor 5-HT3, que é um receptor acoplado a um canal iônico. Vou te falar sobre a relevância desse subtipo e, claro, vou te dar um resuminho breve sobre agonismo e antagonismo sobre cada um desses.

Vamos começar com a família do 5-HT1. O 5-HT1, a gente sabe que ele é subdividido em alguns. Vamos conversar com 5-HT1A. O 5-HT1A tem uma outra subdivisão. Por exemplo, ele pode ser dividido em 5-HT1A pré-sináptico e pós-sináptico. Isso você se recorda. O 5-HT1A, ele é acoplado à proteína G inibitória, e ele existe uma alta relevância para a gente, uma alta relevância para a gente. A gente sabe algumas questões dele. O agonismo de 5-HT1A pré-sináptico diminui disparo, logo vai ter menos serotonina, vai levar um feedback negativo.

Já o antagonismo de 5-HT1A pré-sináptico vai aumentar o disparo, levando ao aumento de serotonina. Beleza, tranquilo, né? Já o 5-HT1A pós-sináptico, pós-sináptico, se você faz um agonismo desse, você faz um agonismo desse, você vai ter um efeito ansiolítico, antidepressivo, pró-cognitivo. E se você fizesse um efeito antagonista, você perderia todos esses benefícios desse seu receptor. Beleza, tranquilo. Esse é 5-HT1A. Temos 5-HT1B.

Lucas, quando você me deu aula disso, você falou 5-HT1B/1D. Por quê? Porque eu vou te explicar. Os dois são acoplados à proteína G inibitória. Os dois têm uma relevância moderada e os dois atuam da mesma maneira. O agonismo desse tá relacionado à vasoconstrição, e é por isso que você utiliza aqui triptanos. Então eu falei como se fosse a mesma coisa porque eles têm o mesmo efeito em si farmacológico. Singat1A e Singat1D, ambos estão acoplados à proteína G inibitória.

Antes tem uma, ambos têm uma relevância moderada no nosso conhecimento. Ambos como agonista trabalham na vasoconstrição pela questão dos triptanos. Beleza, tranquilo. O agonismo desse vai estar relacionado à vasoconstrição. E pensar sempre nos triptanos, triptanos, triptanos, certo? Sossegado, né? Levando a um alívio da enxaqueca, com certeza, meu amigo. Perfeito. Temos também Singat1E. Singat1E tá acoplado a uma proteína G inibitória.

A relevância dele é muito baixa porque a gente sabe que a função dele é pouco conhecida e não existe nenhum fármaco para cá. Temos também 5-HT1F. Opa, 5-HT1F, Lucas, eu lembro que você falou para mim, é um receptor emergente. Sim, é um receptor emergente, 5-HT1F. Que que a gente tem que lembrar de 5-HT1F? Opa, 5-HT1F tá relacionado à proteína G inibitória e tem relação com a enxaqueca sem vasoconstrição. A gente sabe que a gente pode fazer um agonismo dessa e vai inibir neuropeptídeos pró-inflamatórios no sistema trigêmino-vascular, como o caso do Lasmiditan.

O lasmiditan tem esse efeito agonista, então acaba sendo legal para enxaqueca sem vasoconstrição, certo? Matamos todos os 5-HT1, terminamos essa família. Vamos falar da família 5-HT2. 5-HT2 pode ser dividido em 5-HT2A, que tá acoplado a uma proteína G excitatória e tem uma alta relevância para gente. O agonismo desse gera alucinação. E a gente sabe que vai fazer uma diminuição de um quadro do paciente em ter dopamina. O antagonismo vai gerar o quê, Lucas?

Vai gerar menos efeitos extrapiramidais, vai gerar uma melhora na cognição, uma melhora do sono. A importância dele é grande. A gente sabe que tem 5-HT2B. 5-HT2B tá relacionado a uma proteína G excitatória também, tá relacionado a um quadro de uma relevância, uma segurança, por assim dizer. O agonismo crônico tá relacionado a valvulopatia. A gente tem que evitar eles. Evitar agonizar 5-HT2B porque ele pode levar a valvulopatias.

Então a gente não quer mexer em 5-HTB porque a gente tem que lembrar de 5-HT2B. 5-HT2B, meu amigo, lembra de bomba. Mexer aqui é uma bomba na sua vida, não mexa por aqui. Temos também 5-HT2C, que eu sempre falei para você que C de comida tá acoplado a uma proteína excitatória também, tem uma relevância muito alta. O agonismo desse diminui a dopamina e noradrenalina e melhora a saciabilidade. Mas o antagonismo melhora a dopamina e noradrenalina com efeitos antidepressivos, mas o paciente acaba engordando.

Terminamos a família 5-HT2. Tá na hora de evoluir. Vamos falar da família 5-HT3. A família 5-HT3 é uma família acoplada a um canal iônico. Tem uma relevância muito forte porque o agonismo dessa leva ao vômito e o antagonismo dessa gera um efeito antiemético. É aqui onde age a ondansetrona de maneira pula. Pura. Temos também 5-HT4. 5-HT4 tá acoplado a uma proteína G estimulatória, tem uma relevância emergente. A gente sabe que o agonismo gera um efeito pró-cinético no trato gastrointestinal e também tem um efeito pró-cognitivo.

Então agonizar 5-HT4 melhoraria a questão pró-cinética do trato gastrointestinal e teria um efeito pró-cognitivo. Temos também 5-HT5. 5-HT5, ele pode ser subdividido em 5-HT5A E B, 5-HT5A tá acoplado a uma proteína G, é, tá acoplado a uma proteína G inibitória e tem uma relevância muito baixa. Ele é pouco conhecido e tem estudos que dizem sobre um possível efeito no ciclo circadiano, possível papel no ciclo circadiano. Temos também 5-HT5B.

Qual que é a proteína G acoplada aqui? Qual que é o canal iônico? Ninguém sabe, ninguém tem noção nenhuma. Ele tem nenhuma importância para nós porque ele é um pseudogene em humanos, ele não é funcional para nós. Temos também 5-HT6. 5-HT6 está acoplado a uma proteína G estimulatória. O seu, sua relevância, ela é emergente. O antagonismo tem um possível efeito pró-cognitivo. E no Alzheimer tinha até testado uma molécula que é a hidalopirdina.

A hidalopirdina tinha sido testada, mas acabou falhando nas fases do seu ensaio clínico. Beleza, tranquilo. Mas 5-HT6 tem tudo para ser estudado. Temos também 5-HT7. 5-HT7 está acoplado a uma proteína G também estimulatória. Ele tem uma levância moderada a alta. O antagonismo melhora o sono e também o ciclo circadiano. Antagonizar 5-HT7 é melhorar o sono e o ciclo circadiano. Lucas, adorei serotonina! Vamos fazer um resuminho para aula?

Vamos sim. A gente tem que lembrar daquela regra de ouro que permite a gente deduzir qualquer efeito. Lembrar que receptor acoplado à proteína G inibitória agonizar é igual a inibir a célula, antagonizar é igual a desinibir, ou seja, estimular. Receptor acoplado à proteína G estimulatória ou excitatória agonizar é excitar a célula, estimular a célula. Antagonizar é reduzir essa excitação. Bloquear uma inibição é estimular, e bloquear uma excitação é inibir.

Aqui na regra farmacológica, 2 negativos viram 1 positivo. Lembre-se disso. A gente sabe que tem uma aplicação de receptor por receptor. Singatema pós-sináptico tá acoplado a uma proteína G inibitória, e agonizar esse é levar um efeito antidepressivo e efeito ansiolítico. Singatema pré-sináptico— desculpa, eu falei do pós-sináptico, né? Então singatema pós-sináptico tá acoplado a uma proteína G inibitória. Agonizar esse é levar um efeito ansiolítico, antidepressivo.

Já a 5-HT1A pré-sináptico, pré-sináptico, também tá acoplada a proteína G inibitória, e agonizar esse é levar a um frio neurológico. A desinibição crônica pelos ISRS explica, por exemplo, o atraso terapêutico. 5-HT1B/1D tá acoplada a uma proteína G inibitória. Agonizar esse é o mesmo que fazer uma vasoconstrição cerebral, e é aqui que os triptanos vão atuar para o quadro de enxaqueca. 5-HT1F tá acoplada a uma proteína G inibitória.

A gente sabe que agonizar esse é mexer, claro, em enxaqueca sem vasoconstrição, pensar em lasmiditan. 5-HT2A tá acoplado a uma proteína G excitatória. Agonizar esse é pensar em alucinações. Já bloquear ele é lembrar de menores efeitos extrapiramidais, melhora na cognição e melhora no sono profundo. Já 5-HT1B, que tá acoplado a uma proteína, é uma proteína G excitatória também, a gente nunca vai agonizar cronicamente. Nunca, nunca, nunca, nunca, nunca, nunca, porque pode levar a valvulopatias.

Já 5-HT2C tá acoplado a uma proteína G também excitatória. Ao bloquear esse, você aumenta dopamina e noradrenalina, gerando um efeito antidepressivo, mas acaba engordando o paciente. Enquanto que você agonizando esse, você emagrece, mas pode acabar deprimindo o seu paciente. 5-HT2C é o nosso único receptor acoplado a um canal iônico. Agonizar esse é levar ao vômito, já bloquear ele é levar um efeito antiemético. 5-HT4 tá acoplado a proteína G estimulatória.

Agonizar esse é levar um efeito pró-cinético no trato gastrointestinal e tem um possível efeito pró-cognitivo. Já 5-HT6 tá acoplado também a proteína G estimulatória, assim como 5-HT4. A gente sabe que bloquear esse é levar um efeito pró-cognitivo que está sendo pesquisado. 5-HT7 tá acoplado também a proteína G estimulatória e bloquear ele é melhorar o sono e o ciclo circadiano. E não podemos esquecer que nessa aula falamos também do transportador de serotonina.

O transportador de serotonina é uma bomba Bloquear essa bomba é levar a um aumento de mais 5-HT7, mais serotonina na fenda sináptica. É o mecanismo de todos os inibidores seletivos da recaptação de serotonina. Com isso, terminamos o assunto de serotonina. Palmas para nós, estamos extremamente felizes, porque com isso temos a base para entender todos, todos os fármacos que vão estar relacionados com essa molécula, com esse neurotransmissor.

Então, em relação a esse assunto, Era isso que eu ia falar com você. Reforço, se você ainda não segue o Consegue Me Explicar aqui no Spotify, no CastBox, por favor, cogite seguir. Basta clicar no botãozinho de seguir pra você tá recebendo todo domingo 3 novos episódios desse que é o seu, o meu, o nosso podcast. Além disso, gostaria de convidar você também a tá seguindo o nosso Instagram, Instagram do nosso canal, é o @conseguemexplicar.

Claro, tiver interesse, não deixa de compartilhar com todos os amigos e também de avaliar a gente no Spotify. Tem como você avaliar com até 5 estrelinhas e deixando essas 5 estrelinhas você vai estar ajudando e muito na manutenção do meu trabalho. E por favor, na descrição de todo episódio tem meu Linktree, clique nesse e depois clique no LivePix. Vai aparecer um QR code na sua tela que você pode estar escaneando com a câmera do seu celular e assim ajudando financeiramente na manutenção desse meu trabalho.

Caso queira, há também a nossa chave Pix. A chave Pix do canal é o consegue-me-explicar@hotmail.com. Um grande beijo no seu coração, muito obrigado por tudo. Essa é a aula que eu gostaria de ter tido sobre serotonina, porque eu acho que muitas vezes a gente fala tipo assim: ai, eu entendo como funciona a fluoxetina. Mas quando você começa a fazer um raciocínio retrógrado para entender como que funciona serotonina, que é o fármaco mais relacionado à fluoxetina, a pessoa não sabe, a pessoa não entende.

Entender a base é construir de forma bem feita uma casa. A casa não se começa a ser construída pelo telhado, mas sim pelos alicerces, tá bom? Esse é o raciocínio que eu queria trazer para você, que é muito importante a gente entender lá atrás para a gente falar que tá entendendo lá na frente as coisas mais complexas. Porque lá atrás já era difícil, e se você pula esse complexo lá atrás, meu amigo, você tá pulando uma uma questão importantíssima na sua vida, ainda mais se você for como eu, um residente de psiquiatria.

Um grande beijo no seu coração, muito obrigado por tudo, espero ter te ajudado de alguma forma. Valeu, falou e fui!

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