Serotonina - Aplicando a Regra a Cada Receptor de Serotonina - Parte 03 - Episódio 961
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Entender essa regra aplicando ela com exemplos é o melhor caminho para o seu verdadeiro conhecimento, portanto, vem comigo escutar um pouco desse tipo de raciocínio!!
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- Receptores de Serotonina 5-HT1A5-HT1A pré-sináptico · 5-HT1A pós-sináptico · Proteína G inibitória
- Receptor de Serotonina 5-HT3Canal iônico · Náuseas e vômitos · Efeito antiemético
- Teoria das Monaminas e a Hipótese da SerotoninaProteína G estimulatória · Ritmo circadiano · Sono REM
Oi, tudo bem? Tudo tranquilo comigo? Tá tudo ótimo. Espero que você esteja bem, suas famílias estejam bem. Se eu não me engano, estamos falando sobre serotonina, não é mesmo? Hoje eu quero continuar esse assunto com você. Meu nome é Lucas e esse é o Consegue Me Explicar? Antes de mais nada, eu gostaria de fazer aqueles convites de sempre. Se você ainda não segue o Consegue Me Explicar aqui no Spotify, no CastBox, por favor, curte e segue.
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A serotonina, ou também chamado de 5-hidroxitriptamina, que é o 5-HT, ela é sintetizada a partir do aminoácido triptofano lá nos neurônios do núcleo da rafe, que estão presentes dentro, claro, do tronco encefálico. Existem 14 subtipos de receptores em 7 famílias diferentes, famílias que vão de 5-HT1 até 5-HT7. Receptor 5-HT3 é o único que funciona como canal iônico. Todos os outros são acoplados à proteína G. E é isso que a gente veio falando sobre essa regra, sobre esses macetes relacionados à proteína G, se é uma proteína G inibitória, excitatória ou até estimulatória.
E a gente lembra que bloquear uma inibição é igual a estimular, e bloquear uma excitação é igual a inibir. Na nossa química, na nossa farmacologia, dois negativos aqui viram um positivo. Isso é a álgebra da farmacologia. A gente já falou disso. Agora eu quero aplicar a regra a cada receptor de serotonina. Vamos lá, agora que a lógica tá bem clara, vamos ver como que se aplica a cada receptor serotoninérgico que é relevante para o nosso estudo.
Primeiro de tudo, a gente tem um receptor 5-HT1A pré-sináptico, pré-sináptico. Esse receptor 5-HT1A pré-sináptico tá acoplado a uma proteína G inibitória. Se eu fornecer um fármaco agonista de 5-HT1 pré-sináptico, o que vai acontecer? O que vai acontecer? O 5-HT vai ser estimulado. O que isso leva? Isso leva a um menor número de disparo neuronal. Consequentemente, menos 5-HT é liberado, ou seja, freio. Lucas, entendi. Então o raciocínio aqui é que ativou proteína G inibitória, consequentemente inibiu a célula.
Exatamente. Então vamos lá, estou diante de um receptor serotoninérgico 5-HT1A. Apressináptico. Eu tenho que— eu sei que esse receptor 5-HT1A pré-sináptico, ele é acoplado a uma proteína G inibitória, certo? Agora eu vou dar um fármaco que é agonista de 5-HT, ele vai estimular 5-HT. O que acontece? Acontece que diminui o disparo neuronal. Isso gera menos 5-HT liberado, menos 5-HT liberado. O nosso raciocínio é que ativou a proteína G inibitória e inibiu a célula.
Perfeito, legal, não é? Só que agora eu te dei outro fármaco, um fármaco antagonista, que faz um antagonismo Esse fármaco faz um antagonismo, esse fármaco bloqueia. Que que vai acontecer nesse receptor serotoninérgico 5-HT1A pré-sináptico? Vai aumentar o disparo neuronal, consequentemente libera mais serotonina, libera mais 5-HT liberado. O nosso raciocínio aqui é que a gente bloqueou a proteína G inibitória, logo removeu a inibição, gerando o quê?
A desinibição. Beleza, tranquilo, sossegado, né? Lucas, eu entendi sobre o 5-HT1A pré-sináptico. Como é que vai ser com o pós-sináptico? Vamos lá, o 5-HT1A pós-sináptico também é acoplado a uma proteína G inibitória. O que vai acontecer se eu fornecer um fármaco agonista de 5-HT aqui? O que vai acontecer se eu fornecer um fármaco agonista? Agonista, isso vai gerar um efeito ansiolítico, um efeito antidepressivo e um efeito pró-cognitivo.
Então você agonizar 5-HT1A pós-sináptico, você faz com que tenha um efeito ansiolítico, antidepressivo e pró-cognitivo. O raciocínio aqui é que ativou a proteína G inibitória em neurônio pós-sináptico. Isso gera um efeito modulador inibitório no córtex pré-frontal e também no seu hipocampo. Beleza, tranquilo, legal, né? Então, ao agonizar um receptor serotoninérgico 5-HT1A pós-sináptico, eu tenho um efeito pró-cognitivo muito legal, um efeito ansiogênico, um efeito antidepressivo e pró-cognitivo.
Porque ao ativar a proteína G inibitória acoplada a esse receptor, a gente faz com que o neurônio pós-sináptico gere um Modulador inibitório no córtex pré-frontal e no hipocampo. Beleza, tranquilo. Lucas, mas agora, e se eu der um fármaco antagonista? Um fármaco antagonista, o que que vai acontecer? Opa, eu, ao dar um fármaco antagonista, eu sei que eu vou pegar esse receptor, se engater um ácopoladão, proteína G inibitória, e eu sei que eu vou acontecer, que eu vou perder os efeitos ansiolíticos.
Eu perco os efeitos ansiolíticos aqui eu removeria a modulação inibitória, que é benéfica para o cérebro. Aqui eu estaria removendo a modulação inibitória, que é benéfica para o cérebro. Beleza, tranquilo. Lucas, adorei sobre 5-HT1A pré-sináptico e pós-sináptico. Vamos continuar? Vamos falar de 5-HT2A. O 5-HT2A aqui, opa, ele é diferente porque ele é acoplado a uma proteína G excitatória. A uma proteína G excitatória. Sim, a proteína G excitatória.
O que acontece se eu fornecer um fármaco agonista de 5-HT2A. Opa, esse vai fazer o quê? Ele é acoplado a uma proteína G excitatória. Consequentemente, vou fazer um aumento do glutamato cortical, uma inibição da dopamina no estriado e no córtex pré-frontal. A gente vai ter alucinações. Então ativou, se você, o nosso raciocínio aqui é que ao você fornecer um agonismo de 5-HT2A, o nosso raciocínio faz com que ativou a proteína G excitatória e excitou a célula.
Beleza, tranquilo, sossegado, né? Mas e se eu bloquear então? Se eu bloqueio ela, se eu faço um fármaco antagonista de 5-HT2A, eu vou soltar a dopamina no estriado, vai ter menos efeitos extrapiramidais e o córtex pré-frontal vai ter uma melhora da sua cognição. Então aqui o legal seria inibir 5-HT2A, porque eu solto a dopamina no estriado, que é uma área relacionada muito aos efeitos extrapiramidais, que é os efeitos de CEP, e eu melhoro no CPF.
A cognição. Eu melhoro no córtex pré-frontal a cognição do meu paciente. Então, ao utilizar um fármaco antagonista de 5-HT2A que é acoplado a uma proteína G excitatória, eu vou acabar removendo a excitação e a nossa célula vai se acalmar. Legal, não é? Adorei, Lucas! Eu adorei entender sobre o 5-HT2A. Eu quero entender um pouquinho mais sobre o 5-HT2C. O 5-HT2C, assim como 5-HT2A, também está acoplado a uma proteína G excitatória.
O que acontece se eu fornecer um fármaco agonista. Eu vou fornecer um fármaco agonista. Consequentemente, que que a gente vai encontrar aqui? Ao fornecer um fármaco agonista para 5-HT2A, que é acoplado a uma proteína G excitatória, eu vou inibir a dopamina e noradrenalina no córtex pré-frontal e aumentar a saciabilidade do meu paciente. Então, ao fornecer um fármaco agonista de 5-HT2A, eu vou inibir dopamina e noradrenalina no córtex pré-frontal e vou aumentar a saciabilidade.
Então, quando você ativa proteína G excitatória nesse receptor serotoninérgico, você excitou a via inibitória sobre dopamina e noradrenalina. Você excitou a via inibitória, você vai acabar inibindo esses dois neurotransmissores, tanto dopamina quanto noradrenalina. Beleza, tranquilo. Lucas, e se eu fizer um antagonismo? O nosso raciocínio é o contrário. Ao fazer um fármaco antagonista de 5-HT2C, eu vou ter o quê? Eu vou ter um aumento de dopamina e noradrenalina no córtex pré-frontal.
Se eu tenho aumento de dopamina e noradrenalina no córtex pré-frontal, eu consequentemente tenho um efeito antidepressivo. Então o fármaco bom aqui seria um fármaco que, por exemplo, iniba, que seja antagonista de 5-HT2C, porque eu aumento a concentração de dopamina e noradrenalina no córtex pré-frontal, gerando um efeito antidepressivo. Consequentemente, eu aumento o apetite e meu paciente acaba engordando. Então, ao você usar um fármaco antagonista de 5-HT2C, eu pego aquela proteína G excitatória e bloqueio ela.
Eu removo a inibição de dopamina e noradrenalina. Beleza, tranquilo até aí, sossegado. Beleza, né, Lucas? Eu entendi sobre 5-HT1A pré-sináptico e pós-sináptico, entendi sobre 5-HT2A, sobre 5-HT2C. Agora eu quero entender sobre 5-HT3. Opa, pausa! Eu me recordo que 5-HT3, ele está associado não a proteína G, mas sim ele funciona como um canal iônico. Ele funciona como um canal canal iônico? Exatamente. Se eu der um fármaco agonista de 5-HT3, o que que vai acontecer?
Opa, eu vou acabar gerando náuseas e vômitos e vou aumentar a motilidade do trato gastrointestinal. Ao então você dar um fármaco agonista de 5-HT3, você abre o canal, gera uma despolarização rápida no centro do vômito. Então isso é ruim, dá náuseas e vômitos. Mas se eu quiser bloquear então esse canal iônico com fármaco antagonista, eu vou ter um efeito o quê? Antiemético, um efeito que melhora o paciente que quer vomitar, um efeito antiemético.
Então, fármaco que bloqueia 5-HT3 gera um efeito antiemético. Você bloqueou esse canal, além, claro, de você evitar que haja o sinal do vômito. Não há sinal de vômito agora porque 5-HT3 está bloqueado. Lucas, como que eu vou lembrar que 5-HT3 é do vômito? Vômito tem quantas sílabas? 3 sílabas, vomito. Então 5-HT3 é a via do vô-mi-to, porque estão 3 sílabas. É assim que funciona na minha cabeça e eu espero que funcione para você.
Lucas, adorei. Antagonizar 5-HT3 é necessariamente melhorar o paciente que tá querendo vomitar. Ele é um efeito antiemético e você, ao bloquear esse canal, você fica sem o sinal do vômito. Muito legal, Lucas. E 5-HT7? 5-HT7 tá acoplado a uma proteína G estimulatória. Ouça que eu tô te falando, estimulatória. Se você faz um fármaco agonista de 5-HT7, você modula o ritmo circadiano e o sono REM. Ao ativar, ao dar um fármaco agonista de 5-HT7, você ativa a proteína G estimulatória e você estimula a célula.
No entanto, se você fornece um fármaco antagonista de 5-HT7, você melhora então o sono Você normaliza o ritmo circadiano porque você bloqueou a proteína G estimulatória, você removeu o estímulo em excesso. Beleza, tranquilo. Então aqui a gente tem um raciocínio, uma dica. Com esse raciocínio que eu te falei, você não precisa ficar decorando 5-ATOA, 5-AT2A é antagonismo, que é igual menos efeitos extraprimordiais. Basta saber que 5-AT2A, por exemplo, tá relacionado à proteína G excitatória.
Se eu bloquear a proteína G excitatória, eu reduzo a excitação. Se eu reduzir a excitação, eu tenho menos glutamato, por exemplo. Logo, vai ter mais dopamina onde faltava. Então a gente vai saber o que fazer e como raciocinar. O que eu quis fazer com você aqui foi aplicar a regra do episódio passado sobre cada receptor e assim entender sobre, por exemplo, 5-HT1A, 5-HT1A pré-sináptico, pós-sináptico, 5-HT2A, 5-HT2C. 5 até 3 e 5 até 7%, por exemplo.
Mas existem outros receptores que eu vou acabar falando com você nos próximos episódios. Beleza, tranquilo. Em relação a esse raciocínio, era isso que eu queria falar com você. Reforço, se você ainda não consegue explicar aqui no Spotify, no Cashbox, por favor cogite seguir. Basta clicar no botãozinho seguir para você receber todo domingo 3 novos episódios desse que é o seu, o meu, o nosso podcast. Além disso, gostaria de convidar você também a tá seguindo o Instagram e se inscrevendo no nosso canal.
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