Pancreatite Aguda - Critérios de Atlanta, Outros Exames - Parte 08 - Episódio 931
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Bom dia, tudo bem? Lembra que estamos falando de Critérios de Atlanta, não é mesmo? Precisamos de 2 dos 3, sendo um critério clínico, outro laboratorias e, por fim, um imagético. Pensar em diagnóstico de imagem é pensar em USG, TC e até USG endoscópica. Vem comigo!!
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- Pancreatite AgudaCritério clínico · Critério laboratorial · Critério imagético · Dor abdominal epigástrica · Amilase e lipase elevadas
- Exames e diagnósticosUltrassom como primeiro exame · TC como exame padrão ouro · Indicações para TC · Tempo para visualização de necrose
Oi, tudo bem? Tudo tranquilo? Comigo tá tudo ótimo, espero que você esteja bem Tua família esteja bem Se eu não me engano, estamos falando sobre pancreatite aguda, não é mesmo? Hoje, eu quero continuar esse assunto com você Meu nome é Lucas e esse é o Conseguem me explicar? Antes de mais nada, eu tento fazer aqueles convites sempre Se você ainda não sei, consegue me explicar aqui No Spotify, na Cashbox Por favor, coxinha e seguida, basta clicar no botãozinho de seguir Pra você ter recebido todo domingo Três novos episódios
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Beleza, pensar em pancreatite aguda é como você já bem sabe, é falar de um tema importantíssimo. Tema esse que envolve anatomia, fisiopatologia, etiologias como etiologia litiásica, alcoólica, hipertriglicidemia e até relacionado ao uso de fármacos. E a gente sabe bem daquele quadro clínico do nosso paciente. Uma dor abdominal, doutor.
Uma dor abdominal na região epigástrica. Essa dor caminha normalmente em faixa. Normalmente essa dor caminha em faixa ou em cinturão ou em barra. Pra região do dorso, sim, exatamente, meu amigo. Isso pode acontecer. E a gente tá falando um pouquinho mais sobre o diagnóstico. Falamos sobre aquele diagnóstico.
dos critérios de revisão de Atlanta, falamos um pouquinho sobre a milase lipase, eu quero continuar esse raciocínio, falando com você um pouquinho mais sobre os exames de imagem. Pensando em exames de imagem, tem que pensar, poxa, meu paciente, eu sei que estou diante de um paciente que eu tenho que ter para o critério de Atlanta, dois dos três a seguir.
Primeiro, clitério clínico, uma dor abdominal sugestiva, dor epigásica intensa, de início a agudo, corrediação para dorso. Segundo, uma elevação das enzimas pancreáticas, que é essa amilase e olipase elevadas, em pelo menos 3 vezes o limite superior da normalidade. E por fim, achados de margem sugestiva, que são sinais de pancreatite, entomografia computadorizada ou contraste, ressonância magnética ou...
ou até ultrassonografia. Estamos na hora de pensar sobre esses exames de imagem, que a gente vai encontrar, por exemplo, na ultrassonografia. Primeiro, qual o exame que a gente tem que pedir primeiro? É a ultrassonografia? É a tomografia? Opa, vamos pensar um pouquinho. Na ultrassonografia de vias biliares, esse é o exame que deve ser o primeiro a ser solicitado em todo paciente com pancreatite aguda. Então, a ultrassonografia das vias biliares deve ser o primeiro exame a ser solicitado em todos os pacientes com pancreatite aguda. Lucas!
Por que eu vou solicitar um ultrassom de vias biliares para o meu paciente de pancreatite aguda? Opa, pensa comigo. Estamos diante de um paciente com pancreatite aguda. Não conhecemos esse paciente, mas conhecemos a epidemiologia da doença. E epidemiologicamente falando, a gente sabe que a pancreatite aguda é mais comum por quadro etiológico de litíase biliares.
A litíase bilhar é o primeiro lugar nas etiologias da pancreatite aguda. Então fazemos a ultrassonografia de vias bilhares porque é o mais provável. O mais provável é que algum cálculo esteja impactando e levando a esse quadro clínico. Por isso, a ultrassonografia de vias bilhares é o primeiro exame a ser solicitado em todos os pacientes com pancreatite aguda. Então o ultrassom de vias bilhares deve ser o primeiro exame solicitado em todo paciente com pancreatite aguda. Beleza?
O objetivo não é avaliar o pâncreas. O ultrassom tem baixa sensibilidade para avaliação do pâncreas, aliás, pois o gás intestinal dificulta a visualização desse órgão. Afinal, o pâncreas está atrás do estômago, que é um órgão... Então, ou seja, o pâncreas é um órgão retroperitoneal, exatamente.
Então o objetivo aqui não é avaliar o pâncreas pela ultrassonografia, mas sim investigar a causa mais provável, que é a litíase bilhar, é procurar um cálculo na vesícula, uma dilatação das vias bilhares e até uma colédocolitíase. Então a ultrassonografia de vias bilhares deve ser o primeiro exame a ser solicitado em todo paciente com pancreatite aguda. O objetivo...
Não é avaliar o pâncreas. Por que não avaliamos o pâncreas? Primeiro, o ultrassom tem baixa sensibilidade para avaliação do pâncreas, pois o gás intestinal dificulta a visualização e o pâncreas é um órgão retroperitoneal. Exatamente. Então a gente usa a ultrassonografia para investigar a causa mais provável, que é a litíase biliar. A gente procura cálculos da vesícula, dilatação das veias biliares e colédoco-litíase.
Outro exame que a gente tem que pensar de imagem é a tomografia computadorizada com contraste intravenoso. Esse, sim, é o exame padrão ouro. Ele é o exame padrão ouro para avaliar o pâncreas e as complicações da pancreatite. Lembre-se disso. A TC com contraste intravenoso é o exame padrão ouro para avaliar o pâncreas e as complicações de pancreatite aguda. Então, se vai numa prova lá e pergunta, qual o exame padrão ouro para avaliação da pancreatite aguda? Opa!
Tomografia computadorizada. Qual o primeiro exame a ser solicitado? Opa, peraí. O primeiro exame a ser solicitado é o ultrassom de biose biliares. Exatamente. Então, a TC de abdômen com contraste intravenoso é o exame padrão ouro para avaliar o pâncreas e as complicações da pancreatite. O contraste intravenoso é essencial porque ele permite diferenciar áreas de parênquima viável, que são áreas que conseguem captar o contraste,
de áreas de necrose, que não tem a capacidade de captação de contraste. Então o contraste é importante e importantíssimo, porque áreas que pegam contraste são áreas que estão nítidas, são áreas que estão íntegras, são áreas que captam contraste. Áreas que não pegam contraste são áreas de necrose, que não são capazes de captar o contraste.
Quando que eu devo solicitar a tomografia, Lucas? Quais são as indicações de solicitação de tomografia? Primeiro, em caso de dúvida diagnóstica, um paciente com apresentação atípica, aí compensa a solicitação de uma tomografia computadorizada, afinal, é um exame de alto custo. Então, quando eu vou solicitar? Em caso de dúvida diagnóstica, um paciente com apresentação atípica. Segundo, paciente grave ou com piora clínica, como por exemplo, um paciente com um score de Apache 2 alto, com uma falência orgânica.
Isso justifica a gente solicitar uma tomografia. Então, paciente grave ou com piora clínica. Opa, compensa solicitar uma tomografia. Terceiro, a gente vai fazer a tomografia de rotina, sempre, após 72 a 96 horas, após o início dos sintomas, se houver uma indicação e para avaliar complicações. Então, a tomografia, como está usado, vai ser de rotina, após 72 a 96 horas, após o início dos sintomas, se houver indicações de avaliar complicações. Beleza?
Tranquilo, então ela vai ser de rotina após 72 a 96 horas do início dos sintomas, se, se houver indicação de avaliar complicações. Não devemos solicitar TC nas primeiras 48 horas em pacientes estáveis. Vou reforçar isso pra você. Nós...
Não, N-A-O-T-U, não devemos solicitar tomografia computadorizada nas primeiras 48 horas em pacientes estáveis. Por que, Lucas? Pois a necrose pode não ser visível tão precocemente, exatamente por isso. Então a gente não deve solicitar nas primeiras 48 horas do meu paciente.
Se esse meu paciente estiver estável, opa Lucas, meu paciente acabou piorando, ele está mais grave, aí compensa. Porque é uma indicação solicitar a tomografia em paciente grave ou com piora clínica, a parte 2 alto ou com falência orgânica, aí pode. Mas de forma geral, não devemos solicitar uma tomografia computadorizada nas primeiras 48 horas em pacientes estáveis, pois a necrose pode não ser visível tão precocemente. Então vamos lá.
Vamos pensar, quando solicitar a TCE, primeiro, em caso de dúvida diagnóstica, apresentação atípica, segundo, paciente grave ou com piora clínica, de rotina, após 72 a 96 horas de início de sintomas, se, se houver indicações de avaliar complicações. Não devemos solicitar a TCE nas primeiras 48 horas em pacientes estáveis, pois a necrose pode não ser visível tão precocemente. Exatamente.
Um ponto importante para as provas, a TCE de abdômen não deve ser resultado de rotina nas primeiras 48 horas de pancreatite aguda estável. A necrose pode levar 48 a 72 horas para se demarcar. Uma exceção é no quadro de dúvida diagnóstica ou, claro, em deteriorização clínica do meu paciente.
Beleza, sossegado. Então, falamos do ultrassom de vias biliares, falamos da TC e podemos falar também da ultrassonografia endoscópica. A ecoendoscopia, ela vai ser indicada quando houver suspeita de microlitíase ou lama biliar como causa de pancreatite de repetição. Então, a ultrassonografia endoscópica, ela é indicada quando a forte suspeita...
de microlitíase ou lamabiliar como causa de pancreatite de repetição, mas o ultrassom convencional e outros exames não conseguem demonstrar esse cálculo. Ou seja, quando você lançou a mão de uma tosonografia normal e não conseguiu ver nada, e meu paciente tá ficando de repetição, opa!
compensa fazer uma ultrassonografia endoscópica, afinal ela é indicada quando há forte suspeita de microlitíase ou lama biliar como causa de pancreatite de repetição, mas uma ultrassonografia convencional e outros exames não foram capazes de demonstrar esses cálculos.
Essa ultrassinografia endoscópica apresenta uma sensibilidade superior a 95% para a detecção de colédocolitias. Interessante, não é? Então ela apresenta uma sensibilidade superior para a detecção de colédocolitias. É o exame de escolha para o cenário clássico da prova. Aquele paciente com pancreatite aguda, recorrente e que a etiologia ainda é indeterminada. Beleza?
Tranquilo, em relação a esses exames de imagem para fechar o diagnóstico pelos critérios de Atlanta, era esse que eu ia falar com você. Reforço, se você ainda não consegue me explicar aqui no Spotify, no Cashbox, por favor, coge seguir, basta clicar no botãozinho de seguir para você estar recebendo todo domingo três novos episódios desse canal.
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