EP 32 | Federico Grosso, ServiceNow: Menos de 15% dos projetos de IA funcionam, e o problema não é o motor
Neste episódio de O Futuro Vem do Futuro, Leandro Costa conversa com Federico Grosso, da ServiceNow, sobre o que três décadas de ondas tecnológicas ensinam a quem lidera a adoção de IA hoje. Italiano, no Brasil há quase 20 anos, ele viu a internet comercial nascer de dentro do Yahoo, acompanhou nuvem, mobilidade e redes sociais, e hoje responde pela operação da ServiceNow na América Latina.
A conversa organiza um debate que costuma ficar disperso. Federico parte de uma constatação incômoda: o que derruba as estratégias de IA nas grandes empresas não é a falta de atenção à tecnologia, e sim o excesso. Quando todo o esforço vai para o motor, ficam de lado o carro, o piloto e a equipe, ou seja, a estrutura, os silos, a governança de dados e a segurança que fazem um projeto sair do piloto e chegar à escala.
No fim, o tema volta para a liderança. Com agentes de IA trabalhando ao lado de pessoas, governança que não acompanha a velocidade da tecnologia e uma geração de profissionais que pode perder a porta de entrada nas empresas, Federico defende coragem, comunicação sem ambiguidade, curiosidade como forma de humildade e uma responsabilidade sobre tecnologia dividida por todo o C-level, do RH à segurança.
Ao longo do episódio, você vai ouvir reflexões sobre:
- O darwinismo tecnológico e a vantagem de quem se adapta
- A analogia da Fórmula 1 aplicada à estratégia de IA
- Agentes de IA tratados como funcionários
- O descompasso entre governança e tecnologia
- A crise das vagas de entrada e a formação de talentos
- Segurança com IA no ataque e na defesa
Uma escuta para executivos que já passaram do encanto com a IA e agora precisam provar que ela escala.