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Governança como estratégia

28 de agosto de 202651min
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Neste episódio de O Futuro Vem do Futuro, Douglas Souza conversa com Eduardo Farias, da B3, sobre uma jornada que começa em uma cidade de 15 mil habitantes no noroeste do Rio de Janeiro e chega ao comitê executivo da maior infraestrutura de mercado do país. Aos 14 anos ele saiu de casa para estudar computação, ainda nos anos 1990. Já na faculdade percebeu algo que definiria sua carreira: quanto mais técnico ficava, menos humano se tornava. Foi atrás de uma profissão que o colocasse diante de problemas reais e de pessoas, passou pela consultoria e, há 15 anos, chegou à bolsa, onde liderou auditoria, controles, riscos, processos, projetos e a integração que criou a B3.

A conversa organiza um debate que costuma ficar polarizado dentro das empresas. De um lado, a pressão de conselhos e CEOs para acelerar iniciativas de inteligência artificial. Do outro, áreas de risco e segurança tratadas como obstáculo. Farias recusa essa oposição e descreve o modelo que aplica: barreiras claras de uso, ferramentas homologadas, laboratórios para casos que exigem mais liberdade e um conjunto de perguntas que precisa estar respondido antes de qualquer modelo entrar em produção.

O ângulo de liderança aparece quando ele conecta governança e cultura. Para Farias, a companhia é um reflexo cultural da autoliderança de quem está no topo, e valores não são o que está escrito na parede, mas o que as pessoas vivem todos os dias. É esse mesmo raciocínio que ele aplica à adoção de IA: a demanda nasce de quem sente o problema, não da área de tecnologia, e o papel da governança é mostrar os guard rails para que a decisão seja consciente.

Ao longo do episódio, você vai ouvir reflexões sobre:


- Governança como habilitadora da adoção de inteligência artificial

- Apetite a risco diferente para o core do negócio e para as avenidas adjacentes

- Critérios de aprovação de modelos e o limite dos fluxos agênticos

- Segurança cibernética quando atacante e defensor usam as mesmas ferramentas

- Cultura, propósito e o tom do topo na formação de times

- A competência de contexto como novo diferencial profissional

- Um episódio para quem lidera risco, tecnologia ou negócio e precisa transformar pressão por velocidade em decisão sustentável.

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