#677 Épico! Messi acaba com Inglaterra e Argentina está na final da Copa do Mundo
O Posse de Bola desta quarta-feira (15) analisa o confronto entre Inglaterra e Argentina pela semifinal da Copa do Mundo.
Arnaldo Ribeiro
Danilo Laviere
José Trajano
Juca Kifuri
Júlio Gomes
Walter Casagrande
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Olá, sejam muito bem-vindos ao Posse de Bola. Estamos aqui com o Posse de Bola pós Argentina 2, Inglaterra 1, de virada. Argentina vai à final da Copa do Mundo contra a Espanha. Eu já estou aqui muito bem acompanhado dos meus companheiros no Brasil e também nos Estados Unidos. E vamos pedir um destaquezinho para cada um deles. Eu começo com o Casagrande, que está nos Estados Unidos. Casão, seu destaque inicial.
Boa noite a todos, gente. Assim, eu tô sentado numa posição de um estádio que foi ontem para onde a Argentina atacou o segundo tempo, sentado do lado esquerdo da defesa da Inglaterra. Portanto, onde o Messi acabou com o jogo o segundo tempo inteiro. Então, para mim, meu destaque é assim: foi a maior, o maior desempenho de um jogador numa partida de Copa do Mundo que eu já vi. Antes desse aqui, tem o Zidane em 2006 contra o Brasil.
De lá para cá, eu não tinha visto mais ninguém, ninguém pegar uma, pegar o jogo, colocar debaixo do braço como o Messi fez e acabar com a Inglaterra. Taticamente tem a mão do Scaloni nessa história, tá? Scaloni pediu para ele abrir na esquerda, para ele abrir aqui na direita, e a defesa da Inglaterra ela largou. Então deu espaço para o Enzo Martínez bater, para o McAllister cabecear na trave, o McAllister chutar na trave, diversas jogadas de ataque terceiro da Argentina, o que o Messi veio para cá e pegava a bola sozinho. Foi magistral, foi espetacular. Assim, foi inacreditável o que eu vi hoje.
Boa, Juca Kifuri! Boa tarde, boa noite, âncora.
Eu deveria fazer aquilo que outro dia o Cazão fez depois que eu fiz uma intervenção e ele disse assim embaixo que o Juca disse: Eu assino embaixo o que disse Walter Casagrande Júnior, com uma vantagem, se é que se pode colocar assim, em relação ao Zidane de Lionel Messi. Zidane comandou a França que em nenhum momento esteve atrás do placar contra o Brasil, ao passo que esse Messi do segundo tempo levou a Argentina a uma virada que parecia improvável, porque mais uma virada não é possível.
E há um momento em que dão um close nele, ele olha para o placar e faltavam 7 minutos para terminar o jogo. E me ocorreu, ele deve estar pensando, tem muito tempo ainda para a gente virar. E crau! Viraram. Eu tô absolutamente extasiado e feliz da vida em poder ver que o último tango de Lionel Messi vai ser em Nova York. Não vai ser em Atlanta, não foi em Atlanta, nem era para ser em Atlanta. Tem que ser em Nova York. E olha, se ele se despedir com o tetracampeonato, o bi seguido, eu vou levantar e bater palmas porque este gênio merece.
José Trajano, olá a todos e todas. Olha, impressionante, né? Agora, tudo isso que vocês falaram do Messi, assino embaixo também. Ele procurou o jogo o tempo inteiro e o que ele colocou de fio de bola na cabeça do Nico, do Lautaro, de não sei mais quem, e procurava, tentava tabelar e não devolvia uma bola na hora certa para ele. Olha, sem brincadeira, Tudo que o Cazão falou, o Juca falou em relação ao Messi, concordo, assino embaixo, foi um negócio maravilhoso.
Agora, em compensação, o Tuchel deveria ser demitido no vestiário. Ele abdicou, a Inglaterra fez 1 a 0, ele abriu mão do jogo e falou, vai Argentina, nos ataque, faça uma viarada.
É isso. Arnaldo Ribeiro.
É isso, tem os dois lados, né? O lado do vencedor, como é difícil torcer contra a Argentina, se é que Alguém torceu, acho que o Brasil quase todo torceu, pelo que eu ouvi por aqui. E como é difícil torcer a favor da Inglaterra, né? Porque o inglês teve assim o sabor da chegada à final, mas comandado por um alemão que tinha mudado o caráter do time, como disse o Trajano. É difícil saber quem desequilibrou mais depois da última parada, se foi o Messi ou se foi o Tuchel.
Ambos os dois, como eu diria.
E rapaz, Eu nunca vi uma coisa dessa tão precoce, e era a estratégia do jogo contra o México, que tinha sido o batismo da seleção inglesa. Porém, contra o México, a seleção inglesa tinha um jogador a menos. Dessa vez estava 11 contra 11, mas parecia que tava 11 contra 9, ainda mais quando você enfrenta um jogador como Messi.
Muito bem, nossa enquete tem a ver com isso que vocês estão vendo, e temos uma enquete Tem enquete no programa de fechamento? Feita ali na correria, mas foi bem pensada. Quem foi o— talvez seja uma barbada, mas acho que diante do que a gente começou a falar aqui nos destaques, talvez nem tanto. Quem foi o destaque da semifinal entre Argentina e Inglaterra? Foi o Messi, que parece óbvio? Foi o Scaloni, com o jogo que fez?
Razão fez uma bela observação a respeito do que o Scaloni fez.
Pois é. Foi a torcida da Argentina? A gente recebeu áudios aqui do Danilo Laviere, que não dá para ouvir nem no WhatsApp. Aliás, está na nossa comunidade do WhatsApp os áudios. Da torcida da Argentina.
Não deu para ouvir o hino da Inglaterra.
Pois é. Ou foi o Tuchel que, na hora que tava 1 a 0, fez o que fez. Então quem foi para vocês o destaque da semifinal entre Argentina e Inglaterra? Vamos começar a trocar figurinha. Daqui a pouco tem Danilo PVC, a galera vai estar chegando lá.
Vamos pedir o número de likes.
Se você que vai pedir.
Já pedi 20 mil de manhã.
20 mil? Olha, eu vou dizer que você tá ousado, hein? Depois a gente vai, depois que nós acabamos de ver 20 mil, é nada. Merecemos 20 mil. Aliás, o futebol merece 20 mil likes hoje. Atingimos nesse momento a audiência brutal. Então venham com a gente. Muito bem, Juca, você exaltou e tal o que fez o Messi e tal, Casagrande também, mas foram dois jogos diferentes, vai. O primeiro tempo, jogo super amarrado, e depois no segundo tempo Deu o que deu.
Bendito o gol da Inglaterra, né? Porque o gol da Inglaterra destravou o jogo, porque tava com ar de prorrogação e pênalti. Aquela coisa do filósofo Vandeleiro Xemburgo: o medo de perder tava tirando a vontade de ganhar. Jogo muito truncado, muito truncado. Aí a Argentina começou o segundo tempo mais corajosa. O Pickford teve que defender duas vezes antes de 2 minutos de jogo. E aí houve o gol meio achado da Inglaterra, meio achado, porque a Inglaterra não tinha feito até ali para fazer o gol, estar na frente, mas fez.
E isto destravou o jogo. E aquilo a gente falava de manhã, e eu lembro que o Arnaldo até deu os números exatos do tal do Lionel Messi, que anda em campo, que para em campo, que trota em campo, que Dá uma certa velocidade muito poucas vezes e dá 1 minuto de sprint por jogo.
Isso até ontem, porque hoje não foi assim.
Hoje mais do que isso, né?
Não, não, eu acho que o que ele procurou o jogo, vinha pra cá, vinha pra lá, cruzava.
Sexto de colocação, né, Zé?
Mas não é um homem que fica parado. Não ficou parado hoje.
Então esse cara, esse cara desequilibrou o jogo completamente. E como disse Cazão, o Scaloni fez as mexidas que fez e foi muito feliz nos atacantes que pôs, né? Porque acabaram transformando a armada inglesa num, como diria, numa peneira, né? Porque ficou muito fácil entrar naquela área e fazer tudo que— duas bolas na trave. Não é dizer, ah, puxa vida, mas Argentina teve sorte. Não, Argentina, você falava o tempo todo, tava 1 a 0, você falava o tempo todo do meu lado, vai tomar o gol, vai tomar o gol, Argentina vai virar, Argentina vai virar.
Claro, virou. Claro, só o Tuchel não viu, só foi pôr atacantes quando já estava 2 a 1 nos acréscimos. Não tinha uma opção de contra-ataque.
Não, não.
Abdicou disso desde o início.
Fala, Cazão.
Ela podia ter ido embora daqui com 5 a 1 nas costas, fácil. Era para ser 5 a 1 tranquilo. Duas da trave, duas defesas do Pickford difícil, uma cabeçada para fora cara a cara. Era para ter sido 5, 6, fácil.
Isso tudo depois do 1 a 0.
É, sim, isso tudo depois.
Então é inacreditável É inacreditável, porque quando o massacre à Argentina, ele começou a partir do momento em que o Gordon fez 1 a 0 e a Inglaterra, com 15 minutos de jogo, quis defender o 1 a 0 contra um time que não desiste, que tinha esse histórico recente. E foi sendo com requinte. A Inglaterra sustentou até a parada, já com a Argentina pressionando. Já que, ó, vai sair o gol. Aí, pô, tem a parada. O Pickford fez assim, ó: quero beber água, né?
Pediu a parada. Aí você imagina, pô, o técnico agora vai mexer, vai mexer. E ele coloca o zagueiro, né? Ele coloca o quinto zagueiro. E na verdade, né, quando você joga contra— qual que é a fragilidade da Argentina? É o seu sistema defensivo. Você tem que machucar a Argentina. Cabo Verde ensinou e ninguém aprendeu, né, cara? Engraçado que Cabo Verde foi quem machucou mais a Argentina. E aí, sem o bicho, morreu com o Saka no banco.
Não dá, cara. A não ser que ele machucasse, sei lá. Mas falta semifinal da Copa, ou tá morto ou vai para o jogo.
Mas não precisa ser o Saka, o Rashford, o Wesley ou Madueke.
Ele precisava ter um escape, que era o Gordon, né? Porque não dá. O Kane já tava jogando de volante. Foi o Kane quem iniciou o gol da Inglaterra, um volante dominando, esticando lá por Wright, depois o cruzamento e o Gordon faz o gol. É incrível o que o cara fez. Ele, ele, por isso que eu lembrei do jogo contra o México. E contra o México chegou um momento mais à frente, depois da expulsão do jogador inglês, que a Inglaterra foi para linha de 5 e ficou tirando bola de cabeça. Mas o México é o México, o México não tem um Messi.
Mas foi uma afronta. O que o Tuchel fez foi uma afronta. Não é possível que um sujeito que é um técnico de uma seleção do porte da Inglaterra não visse o que tá acontecendo. Encher de zagueiro, depois foi um confronto de zagueiros contra atacantes. Enquanto o Scaloni colocava atacantes, ele colocava zagueiro. Então a Inglaterra não saía, não conseguia jogar no campo da Argentina nem um pouquinho, nem um pouquinho. Era bola cruzada, defendia, Voltava Argentina, bola cruzada, sei lá o quê, voltava Argentina.
E o Messi procurando tabelar, caindo na direita, colocando na cabeça dos atacantes argentinos. E todo mundo esperando, ele vai mexer, ele vai colocar alguém. O que ele colocou, que eu acho que foi uma afronta, nos descontos ele colocar 2 atacantes. Aí é molecagem, aquilo foi moleque safado, vamos dizer assim. Torcedor inglês tem que chamar, é uma atitude safada em relação ao futebol. Tudo que ele fez durante o tempo inteiro, nos acréscimos ele bota 2 atacantes para jogar 2 minutos.
Ora, vou passar a bola para você, o Cacazão. Gostei do que o Trajano falou. Eu só quero ler aqui o que disse o Gustavo. Ele fala: Argentina venceu como costuma vencer e a Inglaterra perdeu como costuma perder. Uma acha que o jogo nunca está perdido, a outra joga morrendo de medo de perder.
Perfeito.
Diga lá, muito bom.
Primeiro é o seguinte, um dos melhores comentários da Copa do Mundo até hoje. O Trajano foi o Messi do programa por enquanto. O Messi, o que o Messi fez no jogo, o Trajano fez com o Fuxa, porque é isso mesmo, concordo tudo que o Trajano falou. Só que tem um detalhe, tem um detalhe aí. Quando ele viu que o Messi tava acabando com o jogo aqui na direita, ele colocou 2 aí, mais um lateral. Que era o O'Reilly, né, o titular. Ele tentou fazer uma dobradinha aqui para matar a jogada do Messi.
Nem assim ele conseguiu, nem assim ele conseguiu matar o Messi, porque quando a bola ia para o outro lado, o O'Reilly fechava, ia para dentro, e aí o Messi ficava sozinho de novo. Quando a bola chegava nele, ele pegava a jogada de frente, a defesa toda desequilibrada. Olha só, o Messi, como nós falamos até agora, como eu falei antes, para mim foi a maior exibição de um jogador individualmente numa Copa do Mundo, foi o Messi. Mas o Scaloni foi espetacular, espetacular.
E os outros jogadores da Argentina entenderam qual era a intenção, porque eles levavam a bola para o lado esquerdo, para o lado oposto do Messi, para defesa da Inglaterra ir toda para aquele lado. Eles ficavam tocando a bola, tocando a bola devagar, e eu girando e girando. Quando esticavam a bola no Messi, o Messi tava sozinho, e aí começava a jogada de ataque. Então foi um trabalho, foi um trabalho conjunto. Os Calori, Messi e os outros jogadores que entenderam tudo.
Boa! Olha, tá com a gente, Júlio.
Boa, velho! Só um minutinho, eu tô vendo o Júlio ali. Aí a gente achava que técnico Bobalhão, babão, era o nosso míster que fez aquela lambança no jogo contra a Noruega. O Túcio superou, né, superou totalmente.
Ó, chegaram, chegaram, hein, chegou a tropa de choque, Júlio Gomes e Danilo Laviere com a gente também. Júlio, vou começar com você que apareceu antes aqui, então vai falar cheiro da grama.
E aí, tudo bom, Tironi, amigos? Tô vendo o Cazão e o Danilo aqui, meus amigos aí no estúdio. Tá até difícil de escutar, eu tô com dificuldade aqui, é porque realmente a torcida da Argentina não para um segundo sequer, né? Não era uma maioria de torcedores argentinos aqui, é a maioria absoluta de torcedores internacionais, né, de gente de diversos países estavam acompanhando aqui a semifinal. Eu acompanhei os jogos um tempo atrás, de cada gol, junto com os torcedores.
Depois, mais para frente no programa, posso falar um pouquinho sobre esse ambiente, se vocês acharem interessante. Agora, é, no jogo é a história que a gente conhece, né? Nenhuma novidade. A Inglaterra dando aquela amarelada e Argentina acreditando até o fim. É a história recente e presente desses países, com o Messi, como o Cazão identificou, deslocado mais para direita, conseguindo fazer o jogo acontecer de outra maneira, coisa que ele não conseguiu no primeiro tempo.
A Inglaterra sentou em cima de 1 a 0 que ela achou que ela fosse arrastar até o fim e foi chamando a Argentina, chamando a Argentina, chamou tanto que a hora que o juiz levantou a plaquinha ali, 9 minutos, meu amigo, tava na cara que esse jogo ia acabar nesses 9 minutos. E de fato acabou. Mais uma final para Argentina, hein? Que coisa! Uma seleção que parecia, parece esgotada fisicamente, mas tira lá do fundo da alma as forças para chegar em mais uma final de Copa do Mundo.
Danilo, você que mandou vídeos muito legais da torcida da Argentina para gente aqui, como você vota na nossa enquete? Qual foi a figura do jogo? Messi, Scaloni, torcida da Inglaterra ou o Tuchel? Do time da Argentina, claro, o Tuchel.
Primeiro, boa tarde, amigos. O negócio é assim, é uma mistura, porque o Messi ele jogou muita bola, mas o mole que o Tuchel deu para mim é um negócio inacreditável. Ele chamou a Argentina para jogar do jeito que quis, ele foi dobrando lateral, colocava zagueiro, coloca É um negócio inacreditável. Uma hora eu mostrei para o Cazão, falei: olha isso aqui, Cazão. Tinha uma linha de 6, Gonza, Byrne, O'Reilly, os caras chamando a Argentina.
E com o Messi do jeito que tava, o Mac Allister tentando cabecear, o Lautaro, tava na cara que ia acontecer. Durante o jogo eu olhei para Luísa, para o Cazão, lembrei dos comentários. O Júlio tava em outro lugar. Lembrei dos comentários que a gente fazia aqui, parecia que tava para ver o que ia acontecer. Para mim, o Tuchel foi muito, muito, muito mal, e o Messi, negócio absurdo. E a torcida da Argentina também, um negócio absurdo.
Uma enquete muito difícil de votar, mas assim, que jogo aqui! É, o Arnaldo falou que eu tava envolvido pela Argentina aquele dia que eu tava descrevendo. Agora então, meus amigos, Nossa Senhora, que negócio absurdo o que a gente presenciou aqui nesse estádio! E por sorte ou por azar, dependendo do ponto de vista, o nosso lugar aqui de imprensa é exatamente em cima da torcida da Argentina. Então a torcida da Inglaterra, que até que fez um barulho, a gente ouviu a torcida da Argentina o tempo inteiro. Foi um negócio absurdo.
Então enfim, no fim das contas, estamos falando de várias coisas, né, que levaram essa—
foi elogiada porque ele elencou 3 Dos 4 itens, ele colocou 3.
Exatamente.
A torcida, o Tuchel e o Messi.
E aí estamos falando de tudo, né? Estamos falando do Messi, o cara é um extraterrestre, fez o que fez. Do Tuchel, fez o que fez. Um é um bestial, outro é a besta, fez o que fez. Eu quero lembrar, conexão da torcida com a— e aí, desculpa, mas nisso aí a Argentina já é campeã.
Pois é, né? Acho que essa é uma coisa que desequilibra, né, como o ambiente, ainda mais quando o adversário permite uma pressão da seleção argentina e a torcida vai indo junto. Agora, só uma questão do desgaste, eu tenho pensado muito isso e observado muito isso, os dados, né, a Argentina cansada, Argentina velha, né, o preparo da Argentina no final das contas ele é bom. E acho que esse dado do— senão o Messi não conseguiria jogar todas as partidas Lembra? Ele ia jogar algumas. Ele tá jogando todas até o final, andando em campo.
E se tivesse prorrogação, ele continuaria.
Exato. Os atacantes estão entrando com mais confiança agora. O Enzo começou mal a Copa, o Julián Álvarez começou mal a Copa, o Lautaro começou mal a Copa. Agora eles estão ajudando o Messi a decidir, fazendo gols, né? Então a Argentina vai desmontando as teorias, né? E em relação ao Tuchel, ele deixa a atuação do Zidane ontem, do Zidane não, do Destino, que vai ser substituído pelo Zidane, boa. Boa eu não digo, mas compreensível. E até do Ancelotti, como disse o Trajano, foi inacreditável o que aconteceu.
O Tuchel livrou a cara do Ancelotti.
É inacreditável, parece piada. O Tuchel livrou a cara do Ancelotti porque era um técnico Por que o Ancelotti? Porque era um técnico estrangeiro indo para uma seleção que só perdia, a brasileira, e um técnico estrangeiro indo para uma seleção que só perdia, a inglesa. E eles tiveram momentos diferentes. O Tuchel estava à beira de, esse cara mudou o caráter da seleção inglesa. Ele me põe 6 zagueiros aos 15.
Hoje foi o Tuchel inglês, voltou a...
E mais um detalhezinho, o Messi, o Casagrande apontou isso, a mudança de posicionamento dele, ele é muito inteligente. E o único jogador inglês que sabe marcar individualmente é o Anderson, o volante, que tomou o cartão amarelo logo no início. Então o Messi fugiu desse jogador, ele fugiu do confronto com o Elliot Anderson e foi para o lado do campo onde os caras não sabem marcar tão bem. Então até nesses detalhes. E aí a cabeça da área ficou com uns meias que a Argentina tem também.
O Enzo Fernández chutou da cabeça da área, o Depay chutou da cabeça da área. E é um time que tem já uma sincronia e uma confiança incrível. E depois a gente vai projetar o jogo. Foi o PVC que cunhou essa imagem, essa frase hoje de manhã, do tédio contra o tédio contra o masoquista.
Não, não, não, o alter ego, o alter ego, tá?
O Messi contra a seleção da Espanha.
Quer ver uma coisa?
Olha aqui, deixa eu só fazer, deixa eu fazer aqui dois registros. Primeiro, Lembrar, Argentina está próxima a fazer uma coisa que só o Brasil fez no futebol moderno. A Itália fez lá atrás, Argentina pode ser bicampeã consecutiva, como o Brasil foi 58, 62. E eu quero retomar aquilo que outro dia eu me referi e agora tô aqui com o nome do autor. Publicuei no blog um diplomata brasileiro chamado Eduardo Brígidi, que escreveu um longo texto e muito bem fundamentado sobre a única forma de mudar a CBF é o tetra da Argentina.
Porque se a Argentina ganha o tetra, a possibilidade de virar 70 já em 2030 é capaz de fazer que as coisas aqui no Brasil mudem. É um bom raciocínio.
Olha, é um bom raciocínio.
E eu quero lembrar o seguinte: meu pai, que era um cara que gostava muito de futebol, acompanhava futebol, dizia não ter dúvida. Claro que não ter dúvida sobre um passado que não aconteceu é difícil, mas que se não tivesse acontecido a interrupção por causa da Segunda Guerra Mundial e não havido as Copas de 42 e 46, Argentina teria ganhado as duas. Era aqueles tempos que a gente lê, né, do River Plate, de La Bruna, Lostó, né, que é o trio fantástico de atacantes da Argentina e tal. Enfim, enfim, respeitem a Argentina.
Outro dia, quando a Argentina, numa das vezes que ganhou no final, eu disse que não era mais o ritmo da Argentina, não era mais o tango, era a sofrência. Isso, né, mudou. Tipo Marta Mendonça, essas coisas todas. Mas hoje não teve sofrência, não, não teve. Hoje, apesar de ter virado o jogo no final, em 7 minutos, e no finalzinho do jogo, não tem nenhuma similaridade com o que aconteceu nos outros jogos que conseguiu virar. Concordo, com sofrimento.
Hoje não teve sofrimento, ele foi, foi buscando, o outro facilitando, o Messi brilhando, e era carta marcada. Você sabia que qualquer momento Ao contrário das outras vezes, que um chute do Julio Álvarez assim foi surpreendente, aí salvou a pátria. Não, hoje não.
É verdade.
Todos nós vimos o jogo juntos, nós sabíamos, e todo esse pessoal lá no estádio, tá aí o Danilo, o Júlio Casagrande, eles tinham consciência que ia sair sem aquela sofrência dos últimos jogos, quando a Argentina conseguiu superar no desconto, na prorrogação ou nos últimos minutos.
Ó, deixa eu perguntar uma pergunta para o Cazão. Cazão, vou mandar para você, vou mandar para você. Eu aproveito, já faço uma pergunta e você fala. Você falou, né, de como o Messi jogou e tudo mais. Aí tava discutindo aqui como é que ele se esconde no jogo. Você que viu do campo, como é que o Messi se esconde no jogo? Esconde assim, se esconde da marca dos outros, que eu quero dizer.
O segundo tempo inteiro, depois que a Inglaterra fez gol, ele saiu da parte central da área, da área da Inglaterra, porque ele ficando ali ficava 3, 4 caras marcando ele. Então ficava congestionado na frente do goleiro, tava difícil de finalizar. Quando ele abriu, quando ele virou ponta mesmo, ele ficava aberto aqui quase em cima da linha da ponta direita aqui do ataque da Argentina, a defesa inglesa ela se alargava Porque ela tinha que se preocupar com o Messi que tava lá aberto.
Então ela deixava a frente da área totalmente livre. Foi assim que o Enzo Fernandes fez o gol, foi assim que o Depay cruzou, que o Mac Allister cabeceou na trave. Foi assim que saíram várias jogadas, porque o Messi, a não presença do Messi na área da Inglaterra descongestionava tudo, ficava tudo aberto. Então, além de uma exibição técnica que foi inacreditável, exibição técnica do Messi, ele teve uma inteligência futebolística, claro, ajudado pelo treinador.
Nós não podemos esquecer disso. O Scaloni pediu para o Messi abrir, e não foi a primeira vez na Copa que fez isso. Com o Scaloni pedindo para ele abrir, ele vem aqui e aí Cara, acabei, a cabeça dele começou a funcionar de uma maneira, os ingleses não sabiam mais receber a informação, né? Porque quando você joga, você vai marcar o Messi, beleza, vamos dobrar a marcação, ele tenta buscar sempre o pé esquerdo para bater, mas ele corta para direito para enfiar uma bola.
Então você começa a decifrar, né, o raciocínio do cara que você tem que marcar. Mas na hora que ele abriu aquilo, acabou. Os ingleses não entenderam nada do que o Messi pensava. Foi um baile, um baile de inteligência futebolística, foi um baile técnico. O que eu ia falar, tá, Jânio? Hoje não foi sofrência, nem foi tango. Hoje a Argentina deu para Inglaterra o gostinho de como que era a rebeldia pampa inglesa, só que foi pampa argentina.
Foi a rebeldia do tanque argentino que foi para cima da Inglaterra. E ela não suportou.
Tocou vários ritmos, incluindo Argentina no futebol.
O Danilo, enquanto a gente tava falando aqui, ele tava pulando ali. Vocês viram? Ele tava lá, ele tá ouvindo, ele tá emocionado, impactado. Ele vai tentar ver se consegue colocar. Não dá para ouvir, infelizmente.
Tá um negócio absurdo.
Mas a gente vai mostrar os vídeos que você mandou aí, a gente vai mostrar aqui alguns vídeos da torcida.
Como é que nós estamos aí de like, só para saber?
Eles estavam cantando para o Messi para caramba, eles estavam cantando Ele Que Nos Salve, que foi aliás o grito mais cantado durante o jogo todo, né? Então o tempo inteiro cantando. E é agora, eles estão saindo só agora, gente. O jogo acabou faz meia hora mais ou menos. A torcida, o time da Argentina tá deixando o campo agora. Meia hora depois cantando, gritando. E mais, mandei um vídeo aí, abriram uma bandeira no meio do campo: Las Malvinas son Argentinas.
Os jogadores, eles escreveram a bandeira escrita à mão, deu para ver, não tava escrever agora, sei lá, não ia misturar as coisas, estavam escritas aí. E todo aquele debate, né, de quanto isso ia influenciar no time ou não. Lembrando, a FIFA não gosta que isso aconteça, então pode que a Argentina sofra alguma punição, mas acho que eles não estão absolutamente nem aí para isso, obviamente. Danilo, então vamos ver.
Danilo é capaz de a FIFA suspender a Argentina por um jogo.
Suspender certamente não vai, mas essa é uma questão. Fala, Júlio.
Em cima disso que o Danilo acabou de contar, é possivelmente, eu acho que essa faixa deve ter vindo da arquibancada. Aí eles mostraram a faixa e tal. Obviamente a torcida foi ao delírio. Em algum momento ela é colocada no gramado. Quando ela é colocada no gramado, o Enzo Fernandes vai lá imediatamente e tira e dobra e entrega para um rapaz da Argentina. Foi o próprio Enzo Fernandes que foi lá e tirou na hora. Eu, no momento em que tava do outro lado, assim, olha, eu vou ser um pouco do contra aqui.
Eu, a torcida da Argentina foi com o time, como eu acho que quase todas as torcidas vão. Ela não levou o time, ela foi com o time. No primeiro tempo não dava para ouvir nada de torcida da Argentina. Eu tava em vários, vários lugares do campo, e lá do lado dos ingleses, que é onde eu tava na segunda parte do primeiro tempo, o grito dos ingleses ali era I've never seen an Argentine win a war. Eu nunca vi um argentino ganhar uma guerra.
Esse era o grito dos argentinos. Aí no fim das contas, os argentinos abriram essa faixa. Quer dizer, a FIFA não quer, o Scaloni não quer, mas é uma coisa que tá presente, né? A questão das Malvinas tá presente nessa, nessa relação entre argentinos e ingleses. E no segundo tempo, na hora que o time começou a pressionar, pressionar, pressionar. A torcida da Argentina realmente ela fez muita diferença. E vão ficar aqui no estádio bastante tempo.
Lá no jogo, no jogo da Suíça, no jogo passado lá de Kansas City, uma hora e meia depois do jogo os argentinos estavam lá no gramado. E voltar em Nova York também, eles torcem de uma maneira bem bacana. Essa coisa da faixa não vai dar nada não, viu, Juca? Mas tava lá, tava lá no gramado. Las Malvinas, só na Argentina. Zoízo Fernandes foi lá, dobrou, tirou e segue o jogo.
Só uma coisa, falando de torcida da Argentina, ela foi assim também em 22. A gente tava lá em 22, 22 ela foi desse jeito também, bem impressionante. E o futebol argentino, time argentino também é impressionante. Aí eu vou bater na mesma tecla que eu tô batendo há muito tempo, que tá demorando um pouco para cair a ficha, que é o seguinte: a seleção argentina, ela não tem jogador TikTok que nem influencer, pelo menos durante a Copa do Mundo.
E a torcida argentina também não é uma torcida TikTok, é uma torcida raiz argentina. O comportamento deles é de torcedor argentino mesmo. Então eu vejo sim essa diferença comportamental do jogador argentino que vem para seleção disputar uma Copa e da torcida argentina que acompanha a seleção argentina numa Copa. Tem diferença comparando com a brasileira, mas muito. Nós estamos muito distantes na bola, no comportamento dentro do campo e no comportamento fora também.
Perfeito, Cazão. Ó, para ilustrar isso que o Casagrande tá falando, o Mauro César, que também tá no estádio, mandou um vídeo aqui para gente com também com a torcida argentina festejando, gritando e tal. Vamos, vamos ouvir, vamos ver.
Pode admitir, essa Argentina é tudo aquilo que você queria ver no seu time de coração. Não, fala a verdade, o time que teve hoje qualidade, futebol, futebol jogou bem, coragem, muita ousadia, e aquilo que a gente chama de uma outra palavra que eles argentinos chamam de huevos, ou seja, coração. Um time que tem coração. Mas não é só isso, não é só isso, não foi só isso. A virada da Argentina foi de um time que jamais negociou qualquer coisa que não fosse a vitória.
Componente emocional, a rivalidade, a história envolve Argentina e Inglaterra, tudo isso entrou em campo e foi um inteligente emocional, que se somou à qualidade das substituições e as atuações dos seus jogadores. Todos que saíram do banco foram muito bem, especialmente Rodrigo Depay e Lautaro Martínez pelo gol marcado. O técnico Lionel Scaloni foi de extrema felicidade nas suas escolhas ao longo da partida, repetindo a sua trajetória de 2022 no Catar, quando somou o título.
Já Thomas Tuchel, técnico alemão da Inglaterra. Pelo amor de Deus, o que ele fez foi praticamente um suicídio. Foi jogando o time para trás, fazendo substituições, recuaram a Inglaterra. E aí a virada era inevitável, virada justa no jogo emocionante. E Messi, desde sempre brilhar, desde sempre ter sido grande destaque, estará em mais uma final podendo fechar o seu ciclo de Copa com mais um título. Argentina, olha, para quem gosta do futebol, gosta ou não da seleção argentina, seja fã ou não do Messi, ouça a torcida. O que vimos aqui no estádio hoje foi um privilégio.
Isso, para quem ama o futebol.
Olha, quero ouvir vocês, mas essa fala do Mauro tocou no ponto, né?
É isso.
E quem não ama o futebol Tá uma demonstração nas redes sociais dizendo, que pena, a Argentina ganhou, é humilhei, eu sou contra o milêi. Eu não tô entendendo esse áudio.
Desculpa, pode falar.
Posso falar agora?
Pode.
Veio a voz do além, né?
É.
Então nem sei mais o que eu tava falando.
Não, você tá falando nessa coisa, o milêi ganhou.
Milêi não ganhou nada. Que pena.
É o Messi que tá ganhando.
A Argentina ganhou, sou contra o milêi. Esse time de racistas. É pessoal que não tem nada a ver com futebol, quer misturar uma coisa com a outra. Nós já discutimos isso aqui, que não é privilégio argentino ter torcedores racistas. Nós temos o racismo aqui nas torcidas brasileiras também, nas ruas, na periferia, nos presídios, em todo lugar. Aí os jogadores argentinos não se posicionam contra o racismo, e os jogadores brasileiros, você viu alguém solidário ao Vini Júnior? Durante os ataques que ele sofreu jogando pelo Real Madrid.
Não, mas você viu o Robinho?
A Robinho, sim. Então vamos acabar com esse tipo de coisa. O depoimento do Mauro é o depoimento, quem é apaixonado pelo futebol, apaixonado pelo futebol, você vê que ele tá visivelmente emocionado de ter, ele falou, tem um privilégio. Eu até tô com inveja dele, tô com ciúme dele, do Júlio, do Casagrande, do Danilo. Eu tô com inveja deles porque é um privilégio mesmo, não só ver uma atuação primorosa desse gênio que é o Messi, mas como essa torcida argentina, como o Cazão falou, que nos dá um baile, que incentiva.
É a torcida verdadeira, não é torcida TikTok, essa coisa toda. Então, parabéns para os nossos companheiros que estão lá, que privilégio! Vocês vão lembrar, lembrar desse jogo o resto das suas vidas.
É isso, ó, deixa eu só ler aqui. Primeiro, o Mr. Ed, ele fala assim: parabéns para os irmãos, garra e técnica comandados pelo Messi. Mas que a Inglaterra foi covarde demais, foi, foi. É o que a gente tem falado aqui no programa. Daqui a pouco eu vou ler também um pouco do que disse. Aliás, vou ler agora.
Uma coisa, âncora, um complemento ao que o Trajano disse, principalmente para você que é mais jovem. Em 1970 foi o Brasil tricampeão do mundo. Foi o Pelé, o Tostão, o Rivelino, o Gerson, o Carlos Alberto Torres. Não foi o ditador Figueiredo, tá? Não é o presidente da República que é campeão. Nós estamos falando aqui de uma coisa maravilhosa que aconteceu lá em Atlanta.
Ditador Médici, no caso, né?
Ditador Médici.
Eu falei Figueiredo?
É porque eu tô intoxicado pelo Figueiredo gostava de cavalo mais que do povo, mais que do povo. E falou isso para o neto, que é traumatizado até hoje por causa disso. Então é isso, nós estamos aqui fazendo uma homenagem a um maestro, a um gênio do futebol chamado Lionel Messi. É isso que nós temos que curtir.
Deixa eu ler aqui o que disse o Scaloni na saída do campo para vocês. Abre aspas: somos únicos, e não digo isso com arrogância, somos únicos Ouve só o que estamos vindo, mostrando a torcida, né? Nosso uniforme é levar tudo, não vamos segurar nada em campo. Mostramos acima de tudo que sentimos o que a torcida sente. Não tenho palavras, é uma alegria enorme para o nosso país e para o nosso povo. Eu fico surpreso, esse grupo é incrível, de verdade.
Vamos continuar tentando ganhar, vamos deixar tudo, mas depois desse jogo de hoje fica até difícil falar, é difícil que as pessoas entendam o que os nossos jogadores estão mostrando em campo. Aí eu vou voltar ao Danilo, que tá super emocionado com o que ele tá vendo aí. Porque a gente tá falando sobre isso, né, Danilo? O que o Mauro acabou de postar, o que vocês estão falando aí, para a gente aqui que estamos no estúdio, a gente tenta entender, mas é complicado até.
E eu tô com o Mauro, dá uma invejinha, hein? Como seria legal a torcida do Brasil se fosse desse jeito. Tá mutado o Danilo para mim. É você mesmo aí? Fala mais. Não, não ouvimos agora.
A torcida argentina tá abafando enquanto, enquanto ele não volta.
Com probleminha, a gente vai te colocar. O do Júlio também não tá aparecendo, nem o do Cazão. Não adianta vocês falarem que vocês não estão sendo ouvidos nesse momento.
É muita emoção junto. Cazão tá, Cazão tá.
Alô, alô, alô?
Sim, Cazão tá ok.
Então vou falar aqui para vocês. É um privilégio para quem ama futebol, é um espetáculo. Uma equipe que eu não ouço falar de controle de carga. Você viu Scaloni falar de controle de carga aí quando ele saiu? Aí, meus jogadores devem estar cansados, vou ter que dar, vou ter que descansar. Não, ele falou ao contrário. Quem veste a nossa camisa não deixa nada em campo. Foi isso que Scaloni falou. Então a mentalidade argentina que eles adquiriram já faz um tempo Eles foram campeões em 22, foram campeões agora, campeão de Copa América.
É assim, vestiu a camisa da Argentina, se entrega até o fim, vai se matar até o fim. Se precisar jogar depois de 3 dias, vai jogar de novo. Se eu te escalar, você vai ter que jogar de novo. Não vem com papo de tá doendo aqui, tá doendo lá. O Messi jogou todas, só um jogo que ele ficou no banco, ele entrou depois. Então, o que o Scaloni passa, o que a Argentina tá passando para o futebol mundial, mas mais diretamente para nós brasileiros, para o nosso futebol, é completamente o oposto daquilo que nós vemos.
Os jogadores com camisa da seleção brasileira, o discurso dos treinadores, da comissão técnica, o comportamento dos jogadores e da própria torcida, eles são o oposto da gente. Obviamente um oposto positivo. Mostrem-nos a parte negativa desse ponto.
Não, não ouço o Danilo. O Júlio eu ouço, o Danilo não.
Pode falar, tá dando para ouvir?
Tá.
Eu, o Scaloni, no último jogo, no jogo contra a Suíça, ele falou sobre, depois do jogo, né, depois daquela vitória na prorrogação, ele falou assim: olha, eu tava pensando em fazer trocas no time Acabei não fazendo, acreditando nesses caras, e eles me deram a resposta. Hoje ele fez a troca, né? Ele tirou o Depay e colocou o Simeoninho, que entrou para fazer o que fez, né? Aquela, aquela correria, aquela raça, aquela gana. Ele botou frescor, né?
Ele botou físico no time ao tirar o Depay e colocar o Simeone. E aí depois, no segundo tempo, obviamente ele ia colocar o Depay. Tivesse ganhando para controlar, tivesse perdendo para tentar mudar a história do jogo, como mudou. Mas eles estão, eles estão, claro, com problemas. O que eu, é, o combo time-torcida da Argentina, ele é um combo legal, mas eu acho que nessa Copa o time tá maior do que a torcida. O time tá levando a torcida, inclusive, porque a torcida da Argentina aqui, gente, No jogo contra o Cabo Verde em Miami, ó, quietinha, 2 a 2, você não ouvia um pio no estádio, um pio no estádio.
Tavam com na mão, vocês sabem bem do que que eu tô falando. E quase sempre esse time conseguiu fazer a torcida levantar. É esse time da Argentina, é tudo o que a gente não vê na seleção brasileira. Aí a torcida, legal, vai junto e tal. Mas o time tá demais nessa Copa do Mundo. No Catar eu acho que eles tinham mais bola, né, do que, do que os erros que eles estão, que eles estão mostrando nessa Copa. Esses jogos contra Cabo Verde, a virada contra Egito, o jogo contra a Suíça que eles estavam contra as cordas e conseguiram fazer o que fizeram com homem a mais.
E esse jogo aqui de hoje São jogos que fazem com que a parte física vá ficando em segundo plano mesmo, porque o cara, o cara tá com uma força, né, uma força mental, uma força de espírito, e vai empurrando, vai empurrando, vai empurrando, e o adversário vai sentindo. Eu tô muito curioso para ver essa final, porque vai ser o melhor time de todos, né, muito melhor do que a Inglaterra, do que o Egito, do que Cabo Verde. Do que a Suíça.
A gente vai ter tempo para falar bastante da final, mas tô muito curioso para ver se esse espírito vai ser suficiente para superar o futebol.
Arnaldo, diga lá.
Não, você vai ter alguma pergunta?
Não, eu ia falar um pouco isso, porque ele fez um contraponto, né? A gente tá falando da torcida que abraça o time, na verdade o time que faz a torcida fazer o que fez.
E acho que interessante ter essa essa química, mas em duas Copas que não são na Europa. Na Copa de 2030 não vai ser assim. Então é bom, até porque a gente não sabe se o Messi é eterno. Talvez até ele seja, mas em tese acaba agora. E um pouquinho que o Júnior tá falando, domingo é uma outra coisa, uma seleção espanhola se formando, muito técnica, mais jovem, contra uma coisa que vai acabar em algum momento, né? Então esse fator catalisador do Messi é muito poderoso, ele não é eterno, né?
Então essa, essa é uma, é uma corrida contra o fim muito— e acho que isso acontece em todas as partidas em que a Argentina pode ser eliminada. Cada vez que a Argentina pode ser eliminada, acho que tudo isso vem na cabeça de todo mundo.
Essa é a definição de última dança, Arnaldo.
Exato.
O O que tá acontecendo nessa Copa aqui é a definição de última dança.
Mas eu tenho a sensação, viu, Arnaldo, que esse jogo de hoje, com tudo isso que você tá falando, tinha um ingrediente a mais, especialmente para esse jogo, que era a presença no Maradona. Sim, de alguma forma, de alguma forma, o espírito no Maradona tava presente nesse jogo, da torcida, no time, da revanche, de tudo que aconteceu.
Eu acho que isso Isso acontece, aconteceu com a seleção da Argentina desde que houve a virada de chave, desde que a seleção argentina passou a ganhar e que o Messi passou a ser abraçado pelo todo, né? E acho que a definição do Batistuta durante essa Copa, hoje eu já não consigo diferenciar os dois, que ele jogou muito, que viu os jogos na arquibancada junto com a Argentina, e que jogou muito com Maradona, eu acho que mostra um pouco essa Mas não é eterno.
Curioso, né, Arnaldo e Zé Trajano, e Walter Casagrande e Flávio. A gente nunca vê a nossa seleção jogando pelo Mané Garrincha, Pelé.
Mas não é verdade? São culturas futbolísticas diferentes.
Mas pense, não era o caso de você jogar pelo Pelé? Pelé morreu numa Copa do Mundo, logo depois de uma Copa do Mundo. Aí na próxima não tem Pelé.
Mas aí, Juca, ninguém foi ao do Pelé, você vai pensar em Pelé numa Copa do Mundo?
É inevitável misturar cultura futebolística com os jogadores, mas ao mesmo tempo os nossos jogadores eles não esticam e não conhecem, não sabem história. Não, não esticam, né? Nem o Pelé esticou. Pelé não foi a 74, o Maradona 88 a 94, você entende? Eles não querem acabar, os grandes da Argentina, eles não querem, eles não querem o fim. Os nossos querem um fim toda hora, né? Do Pelé passando pelo Ronaldo, pelo Ronaldinho, pelo Adriano, talvez agora pelo Neymar.
Então tem essa, tem essa, para fazer justiça a uma exceção, tivemos um jogador que sacrificou um olho para jogar uma Copa do Mundo.
Claro que sim, sim, sim, mas não é assim, não é assim, não é assim, é outra coisa, é outra coisa. E do Tostão não é o Pelé. É, não, né? Eu tô falando da galeria dos imortais, não dos grandes jogadores como foi o Tostão, Rivelino, Gerson, entendeu? Eu tô falando daqueles, daqueles, exato. Nós não temos essa cultura e esse expertise. Agora, essa questão do estar acabando, e nós não vamos deixar isso acabar enquanto for possível.
É o grande desafio para domingo. E acho que tem uma situação também que coloca essa comparação. A gente nem lembra que a seleção brasileira fez 3 finais de Copa seguidas. 3 finais. Não é o caso da Argentina, que não fará 3 finais de Copa. A seleção brasileira recentemente fez 3.
Por quê?
Quer ver uma coisa?
Porque a confiança de um time quando atinge esse estágio é muito grande, é difícil de ser batida. O Brasil jogou 94, 98, 2002.
Mas, Arnaldo, se é para comparar alguma coisa do que você tá falando, que é bem interessante, seria uma comparação dos jogadores de Portugal com Cristiano Ronaldo, de chegar ao fim, não deixar que chegasse o fim. E esse espírito, jogadores de Portugal não têm, não tiveram, não tiveram. E jogadores da Argentina têm. Eles não querem que chegue o fim.
Verdade, verdade.
Se a comparação existe, é nesse, nessa Copa.
E era para ter o confronto entre eles umas quartas de final, se tudo corresse bem. O Portugal foi embora antes.
Danilo está reconectado. Danilo, e aí?
Oi, espero que vocês estejam me ouvindo agora. Então, primeiro, só para passar o boletim, os caras continuam aqui, deve ter uns 3, 4 mil torcedores da Argentina aqui ainda comemorando, fazendo festa. Então ainda os caras ainda estão sem acreditar, como nós aqui ainda meio que tentando compreender tudo que aconteceu. Eu vendo o jogo aqui e vendo essa reação, eu lembrei do que disse o Arnaldo hoje de manhã sobre ainda favoritaça lá, aquela brincadeira que ele fez.
E eu acho que o jeito que passa a Argentina muda as coisas, você não acha, Arnaldo?
Então, Danilo, pensei bastante sobre isso durante o jogo e agora no pós. Eu acho que esse não querer terminar, essa última dança, como disse o Júlio, esse espírito ele vai permanecer, mas a coisa bélica ela não terá. A Espanha é o berço do Messi, a Espanha não joga em conflito. A Espanha não tem cotovelada, a Espanha é um outro tipo de jogo.
Isso é verdade.
A Espanha não tem o Paredes.
A Espanha não tem o Paredes, não tem o Bellingham mesmo, que quis ir para o confronto. A Espanha é uma outra coisa e a Espanha faz o outro time correr atrás dela. Nós estamos daí tentando observar. E o Scaloni, que tem sido genial, ele tem sido muito mais genial no durante do que no antes. A sacada do Simeone não funcionou, as escalações iniciais não têm funcionado. E aí o plano da última parada com as trocas todas, e ele não vai acabar, aí tem sido super bom.
Mas ele está— aí eu quero ver, porque eu imagino que ele vai mudar de novo para aguentar a Espanha, que é um time difícil para caramba. De ser perseguido, de ser anulado, né? E para mim, a gente vai viver bons dias. Eu sei, você quer que eu retire o meu favoritação? Eu vou manter o favoritismo da Espanha para decisão de domingo, mesmo vendo tudo que vocês estão falando e estando arrepiado aqui à distância, entendeu?
Fala, Cazão!
Tudo tem os dois lados. Pensa a seleção da Espanha assistindo esse jogo, e eles vão jogar domingo a final contra a Argentina. Pensa a cabeça deles, pensa o que que ele tá pensando, o que que nós vamos fazer, o que nós temos que fazer, como nós temos que, qual vai ser o nosso comportamento. Porque ficar imaginando aqui o que a Argentina vai fazer domingo, que a Espanha toca a bola para cá, para lá, que a Espanha faz o adversário correr atrás, parece que eles não estão preocupados com o que eles viram. Eu acho que eles estão assustados com o que eles viram.
É, ó, eu quero ouvir, eu quero ouvir, que eu juro conhece bem lá o negócio.
Quero ouvir todos vocês.
Fala, Júlio. Se a gente olhar para— eu acho que a Espanha obviamente vai respeitar a Argentina, vai se preparar para esse jogo e tal, mas tudo o que a gente viu da Espanha nos últimos anos, tudo que a gente viu eles falarem e agirem principalmente ontem contra a França, é: nós temos o nosso jeito de jogar, nós temos um plano e nós vamos seguir com isso. Eu não acho que a Espanha vai ficar assustada com a Argentina. Eles vão obviamente tentar organizar o— eu acho que Mbappé, Dembélé e Olise assustavam muito mais que a Argentina.
Aí ninguém tava nem um pouco assustado ontem. Os caras sabem o que eles estão fazendo na Copa. Ele Pode ganhar, mas eu não acho que eles vão entrar com medo da gente.
Eu tô falando assim, se eu fizesse parte de um time que eu vou jogar a final contra um outro que vem virando jogo atrás de jogo, perdendo de 2 a 0, vira para 3 a 2, vai para prorrogação e faz gol em cima da hora, massacra a Inglaterra no segundo tempo como se a Inglaterra não fosse nada, falar que não assusta é falar assim, essa é muita soberba.
Deixa eu só ouvir o Danilo também. Danilo, e aí?
Aliás, esse jogo, ô Danilo, rapidinho, esse jogo ia acontecer em março, esse jogo ia acontecer em março, lembra? Campeão do AÊ. Aí não teve, verdade, por causa da guerra, por causa da guerra do Irã não teve, ia ser no Catar.
Mas diga, Danilo, é que eu acho que tem de novo a gente que hoje tem um monte de explicação que a gente viu aqui. A Inglaterra recuou, o Messi jogou muito, a Argentina. Só que tem de novo, eu volto à frase que eu falei hoje de manhã, A Argentina nos oferece caos, colapso, gênio e vitórias arrancadas no sofrimento. É a coluna de hoje de manhã que eu citei para vocês, do João Martinho, cientista.
João Pereira Coutinho.
João Pereira Coutinho, desculpa, eu falei Martinho. É assim, então assim, tem algumas coisas. E aí você vendo aqui no campo, e eu falei para você já, é que vai além do que a gente consegue explicar. Sinceramente, eu acho que a Argentina tem isso. É a leveza do título, é a devoção pelo Messi, é a conexão com a torcida, é a conexão com o país. Os caras falaram que não ligava para Malvina, depois estavam com uma bandeira da Malvina no campo.
Tem alguma coisa nessa Argentina que vai além do que a gente consegue explicar. E eu acho que é isso o principal trunfo da Argentina contra a Espanha. Por mais que a Espanha seja fria, por mais que a Espanha saiba o que queira fazer, por mais que o Yamal tenha dado entrevista falando que a França não assusta, É que o Mbappé é não sei o quê. Tem coisa que vai além no futebol e eu acho que a Argentina tem isso. E aí a gente tenta traduzir para pacto, alma, huevos, seja lá o que for.
Eu não sei o que é, mas a Argentina tem um negócio que a gente sente no ar que vai fazer alguma coisa diferente no jogo. E hoje de novo, 92 do segundo tempo, Lautaro, que é craque em perder gol feito, fez o gol da virada. Então assim, eu acho que às vezes a gente não— a gente pode procurar o que for, é difícil explicar o que essa Argentina consegue fazer.
Gostei da expressão a gente sente no ar, que esse negócio é uma diferença. E aí o que a gente vai ver na final é meio que o confronto da razão contra a emoção, né?
Mas eu fico impressionado, o Ancora não fala dos likes, ele não acredita nos 20 mil.
Aliás, é bom dar uma remada, mas não falar nada, a notícia não é das melhores.
Ele vai falar A notícia não é das melhores em relação aos likes.
Tem razão? Você tem certeza disso?
Tenho. 11 mil likes ainda.
Poxa, não tá bom?
Ué, era para ter 20.
Não, mas como nós fizemos, a gente tem que dar uma argentinada agora. A gente vai dar uma jeitada.
Tudo perdido, a gente vai.
Mas eu acho que quem finalzinho a gente vai chegar lá.
O Júlio quer falar, mas eu, mas não digo que tenha fórmula para parar esse time passional que a Argentina tem. Mas ficou claro em todos os jogos do mata-mata que na parte final dos jogos existe uma transformação, certo? Aquela última paradinha bonitinha da Argentina. Exatamente. Em todas essas situações, quem tiver enfrentando a Argentina—
a França, Argentina transformou no futebol uma coisa que acontece no basquete, né?
O time do último quarto Mas a Copa mudou, né? E acho que a Espanha ontem chegou para o último quarto ganhando por 2 a 0 e o adversário tá abalado. A Espanha tem que se preocupar sobretudo com o último quarto.
Até o último quarto ela vai dominar o jogo, porque o Messi faz um gol de 3 pontos, entendeu? Independente dele fazer o gol ou não fazer o gol.
Isso mostra que essa, ai, Argentina tá desgastada, fisicamente, o time chega no final e ganha. Sim, não é tão desgastado assim.
Agora, o recuo ao Danilo, ganha no final, claro, tem a questão tática, tem, mas cara, tem alguma coisa, tem a alma, claro, que a Espanha tem mais, tem o que nos faltou, tem o que nos faltou, alma, garra, entrega, essa coisa toda.
Ovos por uma cabeça.
Para te responder, estamos com uma hora de de programa.
Uma observação: é delicioso pensar que teremos uma final espanholizada na terra do tio Trump.
Ah, tem isso também, tem isso. Ó, então, Trajano, estamos aí com uma hora mais ou menos de programa, 12 mil likes. A gente tem meia hora no máximo para atingir mais 8 mil.
Desde que você falou que era 11 para passar para 12, foi lá Argentina em um minuto.
É a hora. E tamo com audiência 2,5, brutal. Então, e podemos ter mais ainda. Então é bom, Júlio, você tinha chamado, diga.
Não, só para complementar o que o Arnaldo, o casão Danilo, tava falando. Se a Espanha sentir esse tremor aí, se a Espanha sentir o medo em algum momento da Argentina, que muitos sentem lá quando jogam contra o Real Madrid lá no Bernabéu, nessa reta final do jogo ela vai sucumbir, é óbvio, é óbvio. Se a Espanha não tiver preparada para essa, esse momento de furor aí, esse momento feroz da Argentina que em algum momento vai acontecer na partida, ela vai, ela vai sucumbir. Por isso que meu palpite é 4 a 0, não vai ter esse momento.
Olha aí, 4 a 0, mas o que ele tá dizendo é torcer a faca, né?
Ele superou meu favoritaço Rapaz, 4 a 0, meu amigo!
Por isso que o Júnior tá esperando a torcida da Argentina ir embora.
Então vou fazer o seguinte, se tiver esse, o último quarto que o Juca falou, vai ser 4 a 0 para Argentina.
Boa, boa!
Bom, teremos mais um embate do punk rock contra o rock progressivo, mais um, mais um embate. Na final também, já teve na semifinal, o grande, teremos na final. Exatamente. É, muito bem, mandem aí a sua mensagem.
Como está?
Boa pergunta, é isso que eu ia falar.
Como está?
85%, eu acho.
Não, certamente sim, mas não sei. Desculpa, vamos ver.
Messi 55%, só Scaloni 13%, torcida da Argentina que a gente tá falando tanto aqui 6%, e o Tuchel 26%.
Por enquanto, meu amigo Rogério Andrade, especialista em futebol inglês, disse que o Harry Redknapp, que é um técnico célebre inglês, agora já tá, e falou sobre o Tuchel antes, né, antes disso tudo que aconteceu, que ele é um espião alemão trabalhando.
Eu tinha medo disso, cara.
Imaginem, imagine os técnicos ingleses a essa altura Imagina, né? É como os técnicos brasileiros quando o Tchelotti fracassou.
Tá bom, pode tirar, pode tirar pesquisa, né?
Todo mundo agora, ah, queria um estrangeiro aqui para dirigir a seleção inglesa. O cara faz isso, meu velho?
Olha, é tudo que o inglês não admite, a covardia.
Se você acha que parou o Hitler, mas na Inglaterra você fala dos técnicos ingleses em relação ao Tuchel, E se isso tiver que o brasileiro em relação a Ancelotti, que já viu a má vontade dele, não ficou com gostinho agora?
Até o Michaili tá batendo nele.
Mas aí tá, mas aí o Ancelotti pediu, né?
Ele puxa o que fez.
Os dois pediram.
Ó, o Rômulo Amaral, ele faz uma seguinte pergunta aqui, mandou no chat: ontem no pós ficou uma discussão de qual seria a seleção do século. Hoje isso está definido independentemente da final. A Argentina fará a terceira final de Copa nas últimas 4.
É assim, olha que loucura. Sim, Brasil só pulou 2018.
Brasil 2018, Rússia não foi campeã em 2022 e finalista em 26.
E é isso, é, 22 foi eliminado pela campeã França, certo? Sim, naquele jogo do Mbappé.
O que que você disse? Ela foi finalista em 3 das últimas 4.
Sim, sim, vai ser mais do que a gente imaginava que seria a França, né? A França e tal.
Sim, sem dúvida.
Mas é claro que um quarto de século ainda, estamos com um quarto de século. E se a Espanha ganhar com 2 títulos mundiais e 3?
Isso, exatamente, vai virar Espanha.
É um balanço bom.
Eu, como sempre, aposto no último quarto, Júlio. Ainda espero que seja o Brasil.
E a Argentina, ela passa a ser a seleção, a segunda seleção que mais chegou em finais na história. Alemanha 8, Argentina 7, Brasil 6, Itália 6.
Tem que se levar em conta que a próxima Copa teremos um pouquinho da Argentina e muito da Espanha como sede.
Exatamente. Inclusive iremos para lá, né? Porque temos uma Copa Portugal.
E eu gosto sempre de lembrar isso, que é um dado que eu acho que é espantoso: qualquer, qualquer relação que se faça dos 5 maiores jogadores de todos os tempos, tem 3 argentinos.
Sim, tem isso.
Isso é, isso é assustador. Um país que tem um quarto da população do Brasil.
Exato.
Veja a escola argentina de jogar bola.
Vocês concordam que aconteça o que acontecer, até os 4 a 0 do Júlio Gomes, Argentina já cumpriu o papel?
Barbaridade!
Sim, já cumpriu, já cumpriu o papel.
Final glorioso de carreira do Messi. Você já imaginou o Messi? Porque eu ia te propor a enquete, né, na hipótese da derrota da Argentina. Mas Mbappé e Messi vão jogar pelo terceiro lugar? Acho que jogaria, disputando artilharia. Bom, o Messi tem a possibilidade de jogar mais uma final do seu último tango, ser em Nova York, numa final de Copa do Mundo Fazendo gol, sendo o maior artilheiro da história das Copas, sendo bicampeão seguido, coisa que pouquíssimos jogadores foram, e ser tricampeão, tetracampeão mundial. Vou falar mais uma coisa.
E Bola de Ouro da Copa.
Sim. E vou falar mais uma coisa.
Não entendi, Cazão.
Bola de Ouro da Copa.
Bola de Ouro da Copa. Você ganhar a Copa fazendo gol.
O Mauro César vai sentir uma pontada no coração com isso que eu vou falar, porque ele não gosta dessas comparações, quem jogou mais, quem jogou menos, quem é mais ídolo, quem não é e tal. Mas vamos que o Messi, que a Argentina seja campeã. O Messi será duas vezes campeão, Maradona foi uma.
Não, eu, mas para mim já passou.
O Messi terá também eliminado a Inglaterra como Maradona eliminou.
E o Messi também vai ser campeão.
Não, claro que não cabe.
Não, não, não, porque a gente tem essa mania de comparar. Maradona e Messi. Você vê que privilégio os argentinos, né? Eles dão o luxo de ter esses dois.
Privilégio nosso que vimos esses caras tudo lá no início.
E o Pelé, inclusive, é deles, que eles nasceram lá, né? Muito bem. Que eu quero dizer, são épocas diferentes, situações diferentes. O que o Maradona tem a favor, o Messi nunca terá. O Messi pode ser o maior jogador de todos os tempos, ganhar Bola de Ouro da Copa, bicampeão, tetracampeão, pentacampeão, o que for. Mano, Maradona é outra história. Maradona é outra história. E o povo argentino em relação ao Maradona não fica só no futebol, tem um endeusamento, sabe? É o deus.
Então não tem como termo de comparação, porque ele tem, ele tem uma porção de aspectos de Deus e uma porção de aspectos do diabo.
Trouxe aqui, o Maradona é o que somos, o Messi é o que queremos ser, né, os argentinos.
Mas eu acho que Acima de tudo, viu, gente, como é que é então, Júlio? Eu acho que mudou isso. Eu pensei nisso, eu tô há 20 anos acompanhando a Argentina em Copas do Mundo aqui. Eu fui em jogos da Argentina em todas as Copas que eu cobri essa, a sétima, todas. E sempre a pauta é Messi ou Maradona, mas tal, não sei o quê, não sei o que lá. Mudou, gente.
Mas não é isso que eu tô falando, Júlio. Ô Júlio, eu não tô falando, não tô falando Não é porque você tá acompanhando dentro do campo. A história do Maradona é além do campo. Então vamos seguir, vamos comparar os dois andando por Nápoles. Então vamos para sentir o— não, eu quero brincar, tô brincando. A força extraterrena até de uma— claro que você acompanhando agora Argentina nos últimos tempos, o brilho, a exuberância a majestade do Messi é incomparável, mas o Maradona carrega com ele uma história que tá— o Maradona já morreu faz tempo, Maradona abandonou a carreira faz tempo, e a presença dele tá presente na alma do povo argentino, da torcida argentina, do jogador argentino. Ele não entra, parece que ele não entra em campo, mas entra sim, senhor.
Não, a importância do Maradona é indiscutível. Ele E essa figura trágica que ele foi remete a muitas das tragédias sociais da América Latina, enfim, da Argentina. Enfim, é uma, é uma coisa extracampo, sem dúvida. Mas o que eu tô querendo dizer é que conversando com os argentinos extracampo, não, porque acho que no campo, sinceramente, eu acho que não dá mais para discutir Messi e Maradona. Acho que já faz um tempo, já falei isso outras vezes, eu acho que não dá para discutir Messi e Maradona.
Dentro de campo, carreira, tudo que, tudo que fizeram. Mesmo que não ganha a Copa, eu acho que não tem essa discussão. É uma discussão, para mim não existe mais. Mas fora do campo, você conversando com os argentinos, e mesmo os mais velhos, e eles, a maioria das vezes a resposta é: eu amo o Diego, mas agora não tem jeito.
Sabe uma curiosidade, Júlio? Vou te contar. Sabe quando o Messi ganhou o primeiro título dele pela seleção argentina?
Aqui, né, no Maracanã.
E no Maracanã, aqui pertinho, 10 de julho de 2021. Sabe o que aconteceu em novembro de 2020? Maradona morreu.
Morreu Maradona, né?
É, para o Messi, essa, essa comparação que a gente tá tentando refazer aqui Era, não é que era um peso, era uma coisa insuportável. Isso tem relação, gente, evidentemente tem relação.
É claro.
Vou te dar um outro exemplo.
E até o tratamento do povo, porque a morte ela cumpre mil rituais, né? Ela deixa, mas para quem continua acompanhando, você precisa de um sucessor. Enquanto o Maradona esteve vivo, o Messi não ganhou nada pela seleção argentina, absolutamente nada. Aliás, fracassou redondamente.
Mas gozado isso, Arnaldo. Isso é muito mais grave do que você tá pensando, né, que você tá dizendo. Mas é isso.
Mas eu tô falando, mas a personalidade, ele mudou de personalidade.
Você já parou para pensar que o Santos esperou o Rei morrer Para cair na segunda divisão, para cair.
Mas tem uma outra comparação, eu quero ir para um outro caminho. O Bidu Varela foi um grande zagueiro? Não foi o maior zagueiro da história do Uruguai, mas até hoje é venerado, lembrado, quando se fala em raça do sangue do time uruguaio. Menos esse que jogou a Copa agora, tirando essa Copa aí, tirando o time dirigido pelo Bielsa fora, mas sempre Lembram do Abdur Varela, que foi um zagueiro regular, no máximo, mas o capitão, sabe, que carregava a alma, entusiasmo, que teria, teria dado um tapa no bigode, que é mentira, mas fica a lenda, deu um tapa no bigode, que liderou a greve dos jogadores uruguaios um ano antes da Copa.
O Uruguai não viria para Copa do Mundo, houve uma greve liderada pelo Abdur, que era um líder sindical O líder do time até hoje, o Lugano, vamos lembrar sempre, no Bola da Vez na ESPN, perguntaram pelo Juca. O que que ele disse, Juca?
E qual foi a pergunta?
Maravilhosa. Eu perguntei para ele: você, quando era criança, brincava de ser o Bidu Livarella? Ele olhou para mim uns 10 segundos, 15 segundos, 20 segundos, os olhos foram esbugalhando. Esse cara vai me xingar. Ele olhou para mim: você brinca com nós, Johnson? Não se brinca com os deuses.
E a mesma coisa em relação ao Maradona, tá aí a comparação que eu quis fazer.
Quem quiser saber mais do Bidu Varela, procure no site da Companhia das Letras em e-book, não existe impresso, o livro Maracanã: Os Labirintos do Caráter, que é uma biografia do Bidu Varela tendo como eixo a Copa do Mundo de 50. É maravilhoso o livro.
Vou fazer um primeiro, nosso primeiro intervalo aqui no nosso Posse de Bola. Mais alguns recados importantes: mais da metade de quem assiste aqui o Posse de Bola não é inscrito no UOL Esporte. Então inscreva-se no UOL Esporte, vamos atingir aí hoje 1.830.000 inscritos aqui no UOL Esporte. A gente vai para o intervalo, você mande suas mensagens aqui no chat do YouTube, já voltamos, não saia daí.
Franklin Morales, o nome do autor.
Franklin Morales, o nome do autor. Então já estamos no intervalo e para, mande suas mensagens aí, ó, nossa comunidade do WhatsApp.
Eles criaram até uma enquete lá, olha só, são melhores enquete lá do que aqui, né?
O nosso cara que entrou na comunidade, que é o Luan de Brasília, enquete para o Âncora: qual o pior treinador, Tuchel ou Deschamps?
Não, e não botou Ancelotti, o pior das semifinais, das semifinais.
Então, claro, você entre lá na comunidade.
Não, se tivesse 4 opções, toda enquete nossa tem 4 opções. Aí ele falou: Tuchel, Ancelotti, Dechamps, o Bielsa. Não, e o primeiro técnico da Tunísia, que foi mandado embora.
O segundo também foi. Então entre lá na nossa comunidade no WhatsApp, que nós estamos lá mandando vídeo, interagindo com vocês, descendo escadas, tem coisas assim absolutamente legais lá. A gente tá Tá, o QR code tá na tela para você. E mais, ó, você pode entrar na comunidade do WhatsApp e também você deve assinar o UOL. Assine o UOL porque você vai ler o Juca Kifuri, o Casagrande, o Júlio Gomes, o Danilo, Mauro César, o PVC, todo mundo, Alice, a Mili, um monte de conteúdo exclusivo.
Além disso, vai assinando o UOL por um ano, você vai ganhar uma camiseta da coleção Posse de Bola, vai aparecer na sua na tela aí a coleção Posse de Bola.
Só pergunta que não quer calar: amanhã pela manhã às 8:30 terá o Posse de Bola?
Amanhã pela manhã às 8:30 terá o Posse de Bola. O Juca fala que não vem, mas depois ele vem. É que nem Argentina, você acha que não vai dar, mas ele aparece. Você acha que não, não vou, vai perder.
Você quer apostar?
Amanhã ele não vem, amanhã ele vem, amanhã ele tá lá.
Eu não venho.
Ó, coleção Posse de Bola aí, ó.
Se eu vier, se eu vier, você cai nos ventos, pode me tirar da sua lista. Eu não venho porque isso é uma exploração exagerada. Já fiz duas vezes hoje, não queria vir aqui agora, me obrigaram a vir, mandaram polícia buscar. Amanhã de manhã não estarei aqui nem em casa.
Amanhã a gente vê se o Juca estará ou não. Mas como eu falei, é como Argentina. Você acha que não, hoje perdeu, hoje não vai dar. Aí chega na hora H, tá aí, tá na final. Bom, então coleção Pote de Bola, vai lá. E o bolão, todo mundo errou o bolão, hein?
Opa, pera aí, pera aí, eu acertei.
Vamos lá. Vamos lá, eu estava cravando 1x1, mas eu torci pelo 2x1 porque mereceu. Não, eu não torço para o bolão, torço para o futebol, cara.
Ficou bravo com o Túcio.
Não, tinha. E o Juca tá amanhã, ele tá de folga e tá desarmado e perigoso, como a gente fala, tá sem direção, sem direção, querendo um terceiro tempo hoje. Mas tudo bem, isso a gente vai ver depois. Eu mantenho a liderança A duras penas.
Faltam 2 jogos, pô.
A gente não combinou que ia jantar?
Vamos, estamos de volta, hein? Estamos aqui combinando depois do jogo. Já virou, virou.
Então você sabe, então vou contar para os mais jovens.
Atenção, 10 segundos, estamos voltando, hein? Atenção.
A maior mesa redonda esportiva da história da TV brasileira, maior mesa redonda, mesa redonda facite. Que tinha nada mais nada menos que João Saldanha, Amando Nogueira, Nelson Rodrigues, Luiz Mendes, vai por aí.
E José Trajano.
Não, eu não, eu não. Não, é o que eu vou contar. E eles no final do programa, eles ficavam no ar falando onde eles iam jantar. Vamos jantar lá não sei o quê e tal. E eu em casa, eu com Fernando Calazans, grande Fernando Calazans, ouvindo isso. O que que nós fizemos? Vamos lá, vamos lá no restaurante para ver os cara de perto. Vamos lá, sentamos numa mesa do lado para ouvir as conversas. Veja você. Então você vê, de menino que assistia à mesa, tive assim, esse eu tive privilégio.
Então você podia dar o nome do restaurante.
Não, mas a gente não sabe para onde vai, não combina ainda. Mas também ninguém tá interessado onde a gente vai também.
Verdade, verdade. Muito bem. Nem o João Saldanha.
Vamos lá, a galera segue mandando nossas mensagens. Cazão, eu sei que você tá impactado pelo jogo que você viu ao vivo, né? Então você tá falando da Argentina, tá falando que a Espanha pode até tá um pouco apavorada com que vem por aí. Mas analisando friamente, o que que você espera dessa final?
Então vamos lá, primeiro vou explicar, cara. Eu fui jogador, né? Então eu me envolvo emocionalmente com aquilo que eu tô vendo no campo. Então eu fico com adrenalina, minha adrenalina já baixou. Não vai ser 4 a 0 para Argentina, como eu falei antes, vai ser 3 a 0. Minha adrenalina já baixou. Não, eu acho assim, eu acho que vai ser uma escola já definida, que é a escola da Espanha, que muito bem-sucedida, um time que gosta de controlar o jogo.
Mas ele vai, eles vão enfrentar uma equipe que não gosta de ser controlado, sabe? É aquele negócio de você se relacionar com uma pessoa super controladora, mas na sua personalidade você não gosta de ser controlado, você é rebelde, você gosta de fazer as coisas do jeito que você quer. Então vai ser uma partida de uma equipe organizada, de uma equipe que sabe o que faz, de uma equipe que gosta de controlar de uma equipe que não dá cotovelada, como o Arnaldo falou, de uma equipe que não gosta de guerra, de uma equipe que não gosta de jogar Libertadores.
E eles vão enfrentar um time que gosta de jogar Libertadores, que gosta de dar cotovelada, que gosta de fazer o jogo virar uma guerra. E eles têm um gênio da bola que pode— gênio, gênio mesmo. Não vamos falar de possíveis gênios. O Amilhamão é um possível. O Messi é um gênio que tá, que esfregaram a lâmpada quando começou a Copa, esfregaram a lâmpada e o gênio saiu da lâmpada e a lâmpada sumiu. E a lâmpada sumiu, ele não voltou mais para dentro da lâmpada.
Perfeito.
Você sabe que o Arnaldo tava falando comigo aqui enquanto o Cazão fazia o comentário dele, que é uma diferença muito grande do Cazão para os jogadores de futebol brasileiro de hoje em dia, que ele falou que ele tem sentimento porque foi jogador. O jogador de hoje em dia não tem esse sentimento, não. E o Casagrande carrega esse sentimento com ele. Perfeito.
Mas do que isso, né, Zé? A gente falava antes do jogo hoje, comentando as transmissões e tal. O Cazão é um ex-jogador comentarista que contribui com a sua inteligência e sensibilidade, não apenas, não apenas com a sua inteligência e sensibilidade para comentar futebol, mas para trazer para gente aquilo que ele foi dentro de campo, né? Com o mesmo ímpeto, com a mesma garra. Isso é inestimável. Perde Walter Casagrande Júnior quem é muito burro.
Ó, vamos fazer, levantou para bater palma no 2 a 1 aqui, viu?
Aí, ó, ódio ao futebol, tudo bem.
Ele levantou Gritou, bateu palma e falou, meu Deus do céu, o que tá acontecendo aqui! Eu presenciei, a gente tá cadeira a cadeira aqui, deu para ver direitinho.
Júlio, segura, segura os dois aí, cara.
Tem o Rodri do outro lado.
A torcida saiu, eu achei que o Danilo tivesse ido também, mas ele foi.
O Júlio tá melhorando, o Júlio vai começar a levar Vou dar uma espanholizada aqui e vamos à ordem. Vamos fazer mais um intervalo, tá?
Olha, já voltamos.
Bacalhau a Gomes.
Bacalhau a Gomes. Muito bem, estamos de novo no intervalo aqui. Tem que pagar mais um intervalo. Esse é o sucesso do programa. Hoje caiu a caneta de novo. Não caiu, estamos melhorando. Vamos colocar na tela aí uma imagem. Interessante. Não é aí, ó, do nosso Rafael Reis.
Eu vi ele, Rafael, aliás, descobre coisas do cacete.
Não é, não é. Messi já deu banho em Lamínio Amal. A foto viralizou, agora viralizou de novo hoje. Olha lá o Messi quando era novinho ainda, dando um banho no Lamínio Amal, que parece o irmãozinho dele, né?
E como tem aquelas imagens no YouTube do Ronaldinho Gaúcho com Messi?
Isso.
Que também são ótimas, né? Porque o Messi é uma criancinha.
Então tá aí foto que não é, não é o Messi dando banho no hospital.
É igual no tênis, tem imagens do Guga com João Fonseca. É verdade, João Fonseca, o menininho ali, e o Guga campeoníssimo e tal.
Aliás, tem uma entrevista da mãe do Guga, Roberta, da mãe do João Gomes, do João Fonseca, Roberta Fonseca, muito legal. Procura no YouTube Roberta Fonseca, mãe de João Fonseca, ela contando a trajetória do João e o trabalho dela. Ela foi jogadora de voleibol, muito interessante.
Agora, vendo o menino, o menino Yamal ali, lembra muito o irmãozinho dele, que é um grande sucesso da Copa, né? Tem uma figuraça, menino.
Ó, tá tudo muito bom, tudo bom, mas sucesso da Copa hoje não foram os likes não. Mas que eu me lembre, Trajão, você falou em 16 mil likes, mais ou menos isso. Ele falou, eu acho que ele falou 16 mil likes.
Eu vou levantar e vou embora.
Não era isso? Fala aí no blog dos argentinos aí, ó.
Demos 15 mil já, então falta um pouquinho para 16. Falta pouquinho para 16 mil likes, que era a nossa meta, né?
Isso. E olha para mim, você quer minha publicidade?
Ó, 15 mil likes, mas para a gente pode chegar um pouco mais, sei lá, 17. Então vocês Aí tem tempo da gente chegar.
A gente tem mais quanto tempo de programa?
Temos alguns minutos.
Não, mas você vê que esse é um número espetacular, porque é um programa comentando um jogo só.
Exatamente, entendeu?
Se tivesse vários jogos, nossa, 15 vezes 3, 15 vezes 4.
Tem isso também, tem esse ponto, esse ponto não pode ser desprezado. A gente não tá incluindo a final.
Eu tenho uma fórmula. Se você me disser exatamente a que horas o programa termina, a gente vai ter 3 minutos a partir da volta. 3 minutos. Então daqui a 2 minutos, se a gente chegar aos 20 mil likes, quiser trazer no final, eu tenho— não, eu não, eu quero que ficou marcado desde o início do programa. Eu tenho uma bomba sobre o Corinthians.
Não, não doa. Pera aí, se você quiser apelar, a gente fala, a gente vai juntar.
Tem a ver com Messi?
Estamos de volta já, hein?
Você é ladino, hein? Você é esperto, você é esperto, João.
A gente tem 3 minutos, então eu queria saber do Danilo rapidamente, em sei lá, 2 frases, o que que você espera dessa final da razão contra a emoção?
A Argentina vai abrir 2 a 0 e, aliás, desculpa, a Espanha vai abrir 2 a 0. E a Argentina vai virar para 3 a 2 na prorrogação com um gol de Messi. É só isso que eu tenho a falar.
Júlio, inebriado mesmo.
4 a 0.
Eu fico com o que o Cazão falou no comentário dele anterior. A Espanha é um time que gosta muito de ter a bola. Argentina também. Argentina sofre quando não tem a bola. Palavras do Scaloni. Tá aí a chave dessa final. Como a Argentina não vai ter a bola, vai acabar 4 a 0 para Espanha.
Ah, Juca, rapidamente, precisa dar nem palpite, só o que?
Argentina campeã.
Olha lá, Arnaldo, Espanha campeã.
Trajano, não sei, coluna do meio, coluna do meio, muito favoritaça.
Bom, é, nem se a gente contar onde a gente vai, não vai chegar, estamos com 16, vou botar só 1000 likes aqui.
Não, imagina, os curitianos não estão vendo. Não gosta da gente.
Não vou dar bomba.
Bom, ficamos aqui, ó. Audiência 2,5, brutal, excelente audiência. Meta de likes quase batida.
Eu não venho amanhã em hipótese alguma.
Meta de likes quase batida. A nossa enquete atualizada ficou da seguinte forma. Aliás, deixa eu colocar só uma tela que dá tempo. Fala.
Sabe essa frase que você falou de Argentina precisa ser tetra, o Brasil se ligar. Para clubes isso não dá muito certo, já percebeu?
Não, não dá mesmo, afunda mais.
Porque Palmeiras e Flamengo, então o outro ganhar 5 vezes, precisa o outro superar, não sei o quê, precisa o outro cair. Não é uma receita, né, uma receita.
Para terminar, nós estamos chegando ao fim, tem só uma tela que eu queria colocar, que eu acabei receber aqui da produção, que é interessante, ainda sobre o jogo, tá, que dá um indicativo do Tuchel e sua atuação. Posse de bola entre o gol do Gordon aos 55 minutos e Lautaro aos 92: 12% de bola teve a Inglaterra.
Demissão junto com essa partida, é o suficiente para a gente falar o que foi Esse, certamente nesse momento o Tuchel já tomou um tapão na orelha.
Isso, do Bellingham.
E não é mais técnico da Inglaterra.
Casão, Júlio Gomes, Danilo, que estão extasiados. Nós estamos com uma baita de uma inveja de vocês.
Eu não venho amanhã porque eu vou agora para festa argentina tomar Fernet.
Aê, garoto, muito obrigado!
Depois os caras culpam o Mick Jagger, Casão.
Eu não Eu não venho amanhã porque eu vou no Museu dos Direitos Civis aqui em Atlanta.
Boa, boa ocasião!
Que tem uma aula, uma parte, tem uma ala da democracia corintiana lá que eu vou visitar.
Valeu, Júlio! Valeu, Juca! Valeu, Arnaldo, Trajano e todos vocês! Muito obrigado por mais um Poste de Bola. Amanhã tem Poste de Bola às 8:30 da manhã. Eu não esperamos vocês. O Juca não vem.
Tchau!