#676: Argentina ou Inglaterra, quem é mais difícil para a Espanha na final da Copa?
Eduardo Tironi, Arnaldo Ribeiro, Mauro Cezar, PVC, Juca Kfouri, José Trajano e Danilo Lavieri debatem a vitória da Espanha sobre a França na semifinal da Copa do Mundo e quem chega mais forte para o outro confronto entre Argentina e Inglaterra, além do planejamento da CBF para a seleção brasileira em 2030
Eduardo Tironi
Arnaldo Ribeiro
José Trajano
Danilo Lavieri
Juca Kfouri
Mauro Cezar
PVC
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Muito bom dia, está no ar mais um, mais um Posse de Bola da Copa do Mundo. E hoje tem a segunda semifinal. Na primeira, a Espanha esmigalhou a França. E hoje espera quem vai para a final com ela, Argentina ou Inglaterra. Eu já estou aqui muito bem acompanhado dos meus companheiros José Trajano e Arnaldo Ribeiro no Brasil, Juca Kifuri no seu chateau, e nos Estados Unidos Mauro César Pereira, Danilo Lavieri e Paulo Vinícius Coelho.
Vamos aos destaques. Vou começar com a turma norte-americana e hoje vou começar com quem não estava aqui com a gente ontem, mas tem muito o que dizer. Mauro César Pereira, bom dia.
Bom dia, mas eu estive ontem com você.
Sim, sim, mandou um vídeo.
Não, eu estive durante o programa de manhã também.
É verdade, é verdade.
São várias frentes.
Então tá bom, meu destaque inicial é bom dia, âncora. Calma, âncora, tem muita coisa para acontecer ainda.
Muita coisa para acontecer ainda.
Meu destaque é bom dia, calma. Danilo Laviere, bom dia, calma.
Bom dia, Eduardo. Bom dia a todos os amigos. Bom dia a todos que nos acompanham aqui. Eu ontem vi uma coluna na Folha em que a frase citada era: a Argentina, ela joga um futebol sadomasoquista em que é a dor como entretenimento. Desde ontem à noite, antes de dormir, que eu li sobre isso e fiquei pensando que é um bom retrato do que a Argentina que vai jogar hoje contra a Inglaterra.
O Danilo lembra de quem é a coluna só para a gente ir atrás?
Você lembra de quem é a coluna?
Eu tenho anotado aqui, Trajano, eu já te passo.
Legal, é para a gente ir atrás também que eu fiquei curioso.
Trajano.
Opa, não, pera aí, tem mais gente lá fora.
Não, mas tem.
Você foi o primeiro? PVC.
Então tá, então PVC. Ninguém quer fazer destaque antes?
Eu não, claro. Deixa o pessoal que tá na navegação.
PVC, tá que nem a reta final do bolão.
Exatamente.
Eu não sou supersticioso. Porque dá azar, vocês sabem disso. Mas é muito engraçada essa história da Argentina jogar de camisa azul hoje, porque a Argentina perdeu para Inglaterra em 62 de camisa celeste e branca, em 66 de camisa celeste e branca, em 2002 de camisa celeste e branca. E as duas vezes em que eliminou a Inglaterra tava com a camisa azul escura, 86 e nos pênaltis em 98. Se você olhar para a tabela da Copa, você vai ver que sempre quem tá à esquerda é quem tem a prioridade no uniforme.
E quem tá à esquerda na tabela hoje é Argentina, não é Inglaterra. O Scaloni não foi quem decidiu, disse que não sabe, que não sabe nada disso, mas que alguém da Argentina falou para jogar com a Azul.
Falou, rapaz, tá vendo? Ó, agora sim, já tá já, agora sim.
Bom dia a todos e todas. Bom, como disse o Mauro, calma, âncora, que tem muita coisa para acontecer.
Muita não, tem alguma coisa.
Uma dessas não tem. Ou seja, você não defende o terceiro e quarto lugar? Eu defendo, né? Então, então tem a semifinal de hoje que aponta o adversário da Espanha, tem o terceiro e quarto lugar, tem a final, tem posse de bola especial hoje, tem posse de bola especial no domingo. E eu queria, o Mauro, o Arnaldo me falou uma coisa aqui antes do programa, que eu tô muito curioso. Mick Jagger vai estar no jogo? Acho que vai, porque ele deu uma entrevista, segundo o Arnaldo, deliciosa para FIFA, para o site da FIFA.
Eu tô curioso em saber detalhes dessa entrevista, se ele vai ser o pé frio ou não. E ele, fazendo uma relação, que ele tem essa fama de pé frio, de todas as Copas que ele presenciou, acompanhou, desde 1966. Desde antes, desde antes de 66, que aquele título da Inglaterra em casa, título inclusive meio discutível.
Arnaldo Ribeiro.
Ah, eu não tô calmo. Eu, depois do que eu vi ontem e projetando para hoje, vou repetir depois de quantos anos a expressão favoritaço. A Espanha favoritaça ganhar a Copa do Mundo, seja contra Inglaterra, seja contra a Argentina. Tem alguém rindo lá.
Se não tivesse calmo, seria qual a expressão, Arnaldo? Esse que eu fiquei curioso.
Eu não sei agora, mas eu acho que diante de todo o quadro da solidez da Espanha, do intervalo para os jogos, os desgastes de Argentina e Inglaterra, ninguém vai tirar esse campeonato da Espanha no domingo.
Favoritaça!
Diria que agora os espanhóis estão nervosos agora depois dessa previsão do Arnaldo.
Exato.
Juca, quem tá nervoso é o Della Fuente agora. Falou favoritaço. Juca Kifuri.
Não, PVC tá falando um negócio lá.
Eu não sou supersticioso porque dá azar, mas esse negócio favoritaço com Arnaldo Paiva dá muito azar.
Juca Kifuri.
Oi, tudo bem?
Tudo bem.
Como vão vocês aí? Todos bem alojados?
Ótimo.
Olha aqui, todo mundo tá falando do embate entre Kane de um lado, né, e Messi do outro. Eu diria que o debate, o embate será entre o Paredes e o Bellingham. Quero ver, vai sair faísca. E entre a tediosa Espanha e a masoquista Argentina, Eu aposto que exatamente a final será entre os dois países de língua espanhola. E quero ver, Arnaldo Ribeiro, se no domingo esta sua previsão prevalecerá. Alguma coisa me diz que não, que teremos de novo, depois de muito tempo, um bicampeão seguido na Copa do Mundo.
É isso aí. Eu falei do Mick Jagger aqui, que é pé frio e tal, mas é um bando de pé frio que tá aqui.
Só um? Eu pensei que a superstição—
não, não, você lembra do Juca dizendo que ia cortar o braço dele enquanto trabalhava na Rede Globo? Lembra disso? Lembro, né? O Arnaldo, esse favoritazo surgiu quando?
Impressionante. Sabe o que que eu acho? Sabe o que que eu acho impressionante? É como as versões prevalecem sobre os fatos. Quando eu disse que cortaria o braço se o Atlético Mineiro ganhasse do Palmeiras naquele jogo, eu acertei que o Palmeiras ganhou do Atlético Mineiro naquele jogo no Estádio Independência. Me arrependi de ter dito porque o time do Palmeiras sofreu uma barbaridade por uma frase de um corinthiano, porque foi pressionado e foram agredidos, o diabo a quatro.
Mas PVC testemunha que o Palmeiras, de que o Palmeiras ganhou o jogo em que eu disse que eu cortaria o braço se o Palmeiras perdesse.
Vou fazer um pedido aqui, eu tô na última semana de férias do futebol doméstico. Vamos falar, pelo amor de Deus, não fale, me lembra todas as coisas ruins do futebol do Brasil, é cera, é reclamando. Por isso que nós vamos à nossa enquete.
Transferban. Amanhã tem Brasileirão, depois eu explico.
Amanhã tem Brasileirão, amanhã tem jogo ruim.
Depois eu vou ler o nome do cientista político português, o João Pereira Coutinho, tá? Ele que escreveu sobre isso. Aliás, uma bela análise dele sobre a Argentina.
Vou ler quando sair daqui do programa. Obrigado, Danilo.
Muito bom. Ó, temos uma enquete, hein, aqui. Olho na tela, não vou nem falar nada. Qual o adversário mais difícil para Espanha? Argentina, Inglaterra.
A Espanha é pior que todos. Difícil para Espanha, menos difícil.
Argentina, Inglaterra, Espanha pior que os dois ou Espanha melhor que os dois, que é o voto do Arnaldo. Vocês podem votar na nossa enquete aí e pode também nos dar o número de likes, viu, Danilo, por favor.
Pelo que eu vi ontem, foi difícil de manhã, né? Foi difícil de manhã, mais uma emenda, né? Então vamos, vamos ficar com uns 8 mil de novo.
Ótimo, eu gosto assim para bater a meta, 8 mil likes.
Eu não gostei não, achei pouco. Ontem, ontem, hoje a noite nós temos programa, eu falei que de noite serão 20 mil, lembra que eu falei isso ontem?
É, pois é, a gente tiver que fazer uma revisão no final, no final a coxa ambrou, 15 mil e deu jeito.
Posto isso, posto isso, posto isso, 8 mil tá de bom tamanho, né, galera?
8 mil, galera falou que é que é grinch, não cringe, viu, Arnaldo?
Você que tá falando, me rotulando. Depois eu não vou atropelar o seu roteiro, eu vou explicar esse negócio do favoritazo que pegou em mim injustamente. O Juca explicou o negócio do cortar o braço, eu vou explicar o negócio do favoritazo que pegou em mim injustamente, mas mais para frente.
Ó, estamos filmando para audiência brutal, mas ainda não chegamos. Por isso que eu acho que a meta de 8 mil tá bem dada. E vamos fazer o seguinte, vamos para o intervalo na TV. Vocês votem na enquete, chamem parentes e amigos e mandem suas mensagens aqui no chat do YouTube, que eu fico conversando com vocês.
Cara que não tem parente nem amigo faz o quê? Fala com vizinho, grita na janela sozinho?
Enfim, solitário, pode vir para quem quiser, quem quiser pode vir. Muito bem, mandem suas mensagens aí para gente. Quem não tem parente, amigo, é, mandem suas mensagens aí para gente para eu ler aqui.
É, você falou uma antes.
Nunca comparem essa França com a Holanda de 74 ou Brasil 82, diz aqui a Lili.
Mas você falou, você tinha lido antes de começar o programa que nós já temos uma casa onde ficar em Portugal na próxima Copa.
Aliás, a produção já, a produção já está em contato com a Doutora Rita, Doutora Rita Mota, que fala parabéns pelo programa, especialmente aos comentários do Juca. Mas o convite dela é estendido a todos. Será uma satisfação recebê-los em minha casa em Portugal na próxima Copa do Mundo. Produção já está entrando em contato com ela para a gente chegar um pouco antes para ver como é que é e tal, né? Dá umas férias lá antes. Então é isso.
Ela mora numa quinta, numa quinta maravilhosa. É minha prima, evidentemente que o elogio é gratuito.
Muito bem. Mandem aí as suas mensagens, pessoal, pra gente. O Eniver fala: favoritaço já virou termo folclórico do futebol brasileiro.
Você sabe que até eu ganhei uma chuteira oficial escrito favoritaço? É injusto isso. Foi uma expressão de um clamor no Linha de Passe 2014 na ESPN. Eu fiquei por último, não conseguia falar. E tal e tal, não sei o quê, lá não sei o quê, o Brasil favorito. Eu tinha uma palavra para falar antes de chamar o intervalo, entendeu? Favorito, favoritação.
Aí pegou em mim, entendeu?
E aí ficou.
E protestos em Madrid nesse momento.
E depois do 7 a 1, digamos que eu fui colocado em praça pública com algum requinte.
O Ítalo Iago aqui fala: se a Espanha for campeã, Lamine Amal merece a Bola de Ouro? Não tá também jogando assim esse futebol exuberante, hein?
Calma, como diz o Mauro, tem muita coisa para acontecer ainda, né?
A Copa, ela baliza, ela normalmente baliza a bola.
Merece, mas ele prefere, quer dizer, prefere, vou explicar. Acho que o debate vai acontecer aqui, tem várias outras figuras, né? Rodri, o Naismith, enfim, isso a gente conhece no campeonato.
Arnaldo, Lamine Yamal é o maior fenômeno do futebol mundial há 2 anos, desde o ano passado, eu acho.
Você acha que o Cocorello é diferente?
Mas a Copa dele, vamos voltar em 26, é boa. Não é excepcional.
Problemas físicos graves, ele, ele, lembre-se, houve um momento que era dúvida se ele ia jogar ou não.
Estamos voltando agora. Estamos de volta aqui na TV e vamos mostrar o que aconteceu ontem, o que acontecerá hoje na Copa do Mundo. Tá chegando ao fim a Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá. Olho na tela. Tivemos ontem França 0, Espanha 2, um amasso da Espanha sobre a França, e a França tá na final. E hoje a Espanha tá na final, claro. E hoje temos Inglaterra e Argentina, o jogo explosivo às 16 horas. E depois também tem um programa explosivo que é o Poste de Bola, que vai acontecer depois do jogo, assim como ontem acontece hoje de novo o Poste de Bola depois de Inglaterra e Argentina.
A gente falando do jogo, falando, projetando a final. Agora vamos à enquete novamente. Olha lá, tá aí. Qual é o adversário menos difícil para a Espanha? É a Argentina? É a Inglaterra? A Espanha na verdade é pior que os dois, então os dois vão ser casca grossa? Ou a Espanha é melhor que os dois, ninguém, ninguém tasca?
José Trajano, tudo isso para fugir da pergunta mais fácil do mundo: não, quem vai para a final, Argentina ou Inglaterra?
Ontem inclusive que a enquete era que que era mais difícil acontecer, todo mundo errou. Porque 80% falou assim, não, o mais difícil é a Espanha ficar com a bola. Ficou e amassou todo mundo.
É, mas não...
Semifinal é semifinal e vice-versa. Quer dizer, é difícil de qualquer... Não tem favoritação nem menos favoritação. E é a preguiça dessa enquete, mais uma vez, que beira a meter quefismo... Como é? Ao fato de ser mequetrefe, né?
Mequetrefismo.
Meter quefismo, né? O que, em vez de perguntar logo direto para todo o nosso pessoal quem vai para a final enfrentar a Espanha, fica criando artifícios para chegar uma pergunta.
Já pensou se eu faço essa aqui, ia ser malhado? É enquete preguiçosa.
É também, porque acha que tem esse lado também.
Muito bem. Bom, tá aí. Vamos lá, vamos começar com a turma dos Estados Unidos, porque ontem o Mauro mandou o seu vídeo aqui para gente no Posse de Bola depois do jogo falando das suas impressões breves ali sobre a partida e tal. Mas eu queria ouvir mais você, Mauro. Mauro, por que que a Espanha ganhou e por que que a França perdeu? E se você quiser responder a enquete também, fica à vontade.
Não, a enquete o Trajano já respondeu, não vou esticar esse assunto para não constranger o âncora. É assim, eu acho que uma vitória do jogo coletivo sobre o jogo mais individual, né? A Espanha tem um jogo coletivo mais apurado. É um raro país importante no futebol que tem uma identidade de jogo muito clara, que não muda mesmo com a troca de treinador, que prevalece em divisões de base. O que não é uma certeza de sucesso, tanto que ela fracassou em Copas recentes, mas que quando encaixa é difícil, né, porque sabe muito bem o que fazer.
E ontem foi exatamente o que aconteceu. Achei muito pobre em soluções para aquilo que aconteceu, que era mais ou menos previsível. A seleção francesa, era óbvio que a bola seria da Espanha, isso é evidente, todo jogo vai ser assim. Aliás, chega a ser uma tolice se você quiser brigar por posse de bola com a Espanha, dificilmente você vai conseguir ter mais do que o time espanhol. Então você tem que buscar outros caminhos aí para tentar superá-los.
E não houve de fato nada do ponto de vista francês que apontasse o contrário, foi um domínio Muito claro. Muita gente acha que é o time enfadonho e tudo mais. Eu penso um pouco diferente. Eu acho que, lógico, o ideal é que o time tenha a bola e que o time, além de ter a bola, seja um pouco mais incisivo. Fica mais interessante de acompanhar, sem dúvida. Mas é uma forma de jogar. Você se defende tendo a bola. E criaram, criaram, aproveitaram as vulnerabilidades da França, que a gente vem destacando a Copa inteira, desde o começo, desde o jogo do Senegal.
Ataca, cria, tudo mais. Se expõe lá. Eu vou te agredir, mas beleza, se você quiser vir aqui, eu me garanto, né? Sempre tenho lembrado, os reservas da Noruega ficaram um tempão tomando pressão, o gol custou a sair. Quando sai o gol francês, imediatamente após, a Noruega quase empata o jogo. A França concedia muita oportunidade para os adversários, exceção foi o Marrocos, com o jogo que ela controlou bem, foi o melhor jogo dela na Copa.
E a Espanha, mais madura, mais organizada, com plano bem claro, bem evidente, foi lá e aproveitou, né? O Lamine Amal não foi brilhante, mas A vitória começa a partir do pênalti que ele sofre. É bem esperto ali, né, se antecipa o Dinho e sofre o pênalti. Um pênalti tolo, mas ele tem mérito ali, né, porque tava ligado no lance. Está distraidão ali, não faz nada, ficou olhando o adversário tentar dominar a bola, mas se antecipa, toma um pontapé, pênalti ali, 1 a 0.
O jogo começa ali a se encaminhar. Acho que o Deschamps se despede melancolicamente da seleção no sábado, depois de 14 anos, porque ele realmente ontem foi mal. A França, que já tinha tomado outras tabancadas da Espanha, uma freguesa, né, ontem não apresentou nenhum plano, nenhuma estratégia, nada. Nem antes do jogo, para o começo, nem durante o jogo, depois que a coisa foi se encaminhando. E o segundo gol eu achei absurdo, assim, não que tenha sido um fato isolado na partida, mas no segundo gol, se você olhar bem a origem do lance, começa com a Espanha saindo jogando.
E mais uma vez, porque isso aconteceu durante a partida, a França perdendo o jogo, segundo tempo, não pressiona Não, não pressiona, não, não tenta tomar a bola, não tenta dificultar o adversário. Simplesmente a seleção francesa assistiu. Aí é o momento em que o Dani Olmo recebe a bola antes, um pouco do meio-campo, ele desfila na intermediária sem ser incomodado. A jogada prossegue, prossegue, prossegue, até que ele mesmo aparece como se fosse um centroavante, faz o pivô, e o Pedro Porro faz 2 a 0.
Ou seja, uma postura muito passiva para um time que precisava reagir, precisava vencer. Então achei a França muito mal, sem soluções, com um elenco muito bom. Aí aparecem uns bobos de plantão, né? Ah, e aí, ô Lise?
E aí, hein?
E aí, ô Lise? A pergunta que eu faço é: não jogou nada, quer no teu time? Eu quero. Alguém não quer? Isso vale para todos os outros grandes jogadores da França. O elenco é excelente. Pode ser que a França com um novo técnico fique ainda mais forte, mas nesse jogo deixou a desejar. Mas acho que passa muito pelo treinador. E um detalhe, né, na Copa do Mundo em que o Brasil rejeitou a bola, a seleção que mais gosta dela, que dela não abre mão, que tem uma paixão visceral por ter a bola no pé, está na final.
Sim, foi o destaque que o Mauro tinha falado. É interessante isso, né, é o contraste do que fez o Brasil, enfim, aquele jogo contra a Noruega. Arnaldo, vote na enquete. Bom, assunto para sua enquete, ninguém, porque Espanha já ganhou, ou é favoritaça.
Eu acho que por diversos motivos. Eu volto na— não digo que não vá ter emoção na final, mas eu acho que em termos coletivos não há um time igual à Espanha, embora a Argentina em termos coletivos seja interessante. A Inglaterra nem tanto, tá se reformulando. É com base na evolução da Espanha, na confiança da Espanha. Aliás, foi o time, se você reparar, que de alguma forma eliminou duas favoritas a conquista do título no caminho: Portugal e França, né?
Mais dificuldade contra Portugal. Eu tô inteiramente de acordo com Mauro na decepção da França em encontrar soluções a um time que sempre foi difícil para ela, né? E ontem quem jogou de uma forma diferente, com pequenas alterações fundamentais, foi a Espanha. Para ficar ainda mais dominante contra a França. Se vocês repararem no posicionamento do goleiro espanhol ontem, eu acho isso incrível, né? O Unai Simón ontem jogou de líbero, ele jogou de zagueiro.
Por quê? Porque todos os gols da França, inclusive no 5x4, são aqueles esticões absurdos para o Mbappé, sobretudo, em que ele fica no limite da linha de impedimento e ele é imparável nesse lance. E o Naissimão, quantas vezes ele interceptou bolas, inclusive de cabeça, jogando fora da área dele como goleiro linha. Uma coisa espetacular, uma, porque mesmo com a atuação excelente da dupla de zaga, você tinha, você tem contra a França o perigo da bola esticada, como você teve na Copa passada naquela defesa do Dibu Martínez, que decidiu a Copa do Mundo na prorrogação antes dos penais.
Então essa alteração O Unai Simão não jogou dessa forma em nenhuma partida na Copa, nem contra a Bélgica, nem contra Portugal. Contra a França ele jogou de líbero. E se— qual foi o principal marcador do Mbappé? Os zagueiros e o goleiro. Eles saíram no— o Mbappé foi dar um tranco nele depois.
Deu uma trombada grande, né?
Então, por incrível que pareça, a Espanha, que era dominante em relação à França, criou novas soluções para o confronto, além da posição do ponta esquerda que Não era um ponta-esquerda, mas um jogador de meio. E a partir, até discuti bastante com o Casagrande no pós-jogo, não é uma questão fácil para o Deschamps mexer no time que tava encantando para a partida decisiva. Mas acho que o Mauro encontrou a expressão correta: não apresentar novas soluções.
Ele não apresentou e o time foi presa fácil A partir do primeiro gol, né? Faz o primeiro gol, a Espanha sofre muito pouco, né? Ela consegue se defender bem, só tomou um gol na Copa. E aí a França não teve o contra-ataque, a sua principal arma, e aquilo ficou um jogo fácil em determinado momento, para o estilo espanhol. E aí, Tironi, para projetar— ah, só um outro aspecto. O Mauro falou do Olise, o Olisé. Hoje eu tava vendo com o Trajano ontem, antes do programa, repercussão na imprensa francesa da derrota.
Muita frustração e muita, muita análise sobre esse jogador, que eu acho um pouco precipitada. É um jogador mais novo, ele não tava nas últimas. Aí os jornalistas franceses, nós ousamos compará-lo ao Zidane, ao Platini, e acho que esse foi o nosso erro. Sim, porque além de grandes jogadores, Zidane e Platini Eram jogadores de muita personalidade, né, de jogadores de estilos diferentes em épocas diferentes. E o Olise é um coadjuvante ainda, ele pode virar um protagonista.
Ontem, fora o Mbappé que tentou, os outros não conseguiram nem tentar, né? E ele foi um deles, foi uma decepção mesmo. E acho que a discussão com o Casagrande, a virtude da Espanha, o defeito da França, E o que o Mauro apontou, o coletivo acima do individual, é a marca do contraste entre a Espanha e a França, e mais entre equipes que têm jogadores espetaculares, como o Real Madrid tem Vinícius, Mbappé e Bellingham, e conjuntos espetaculares como o Barcelona tem.
Isso foi transportado para o Campeonato de Seleções, né? Então a França ainda é um conjunto frágil, que se baseia nas suas individualidades. A Espanha tem um conjunto muito forte. E aí, projetando para final de domingo, além de ter um conjunto mais forte que Argentina e Inglaterra, a Espanha tem mais juventude, vigor, banco, condição física. A minha projeção é esse jogo de hoje que a gente não sabe ainda o que vai dar, ele vai provocar sequelas físicas, sem dúvida, talvez de suspensões, cartões emocionais.
E o intervalo para a Espanha, que chegou a se poupar na parte final do jogo ontem, para a final que vai ser disputada, como é que é, em campo ruim, sem ar refrigerado, etc. e tal, isso pode fazer bastante diferença na última partida. E a Espanha vai chegar inteira, confiante, sem sequelas, para ser bicampeã do mundo. Essa é a minha projeção, mesmo que Argentina e Inglaterra possam fazer mais frente do que a França fez, mas não acredito que consigam superar um time que foi subindo, subindo e chegou a ponto de bala na hora da decisão da Copa.
Juca, só ilustrar o que o Arnaldo falou sobre os impedimentos, né? Sobre o Mbappé nessa jogada de velocidade, na Copa inteira o Mbappé ficou impedido 5 vezes, 5 vezes, 3 ontem das 4 vezes em que a Espanha colocou a França com ataque impedido. 4 impedimentos, 3 do Mbappé, que em todos os jogos só tinha ficado 2 vezes. Ou seja, isso também é mérito da Espanha, né? Sem dúvida, só não percebe. Mas ele reclamava, né, que ele fica pouco impedimento.
Você ficou 2 vezes todos os jogos. E olha a quantidade de vezes que ele sai em velocidade. Mas ontem a Espanha tava até muito bem sintonizada nisso aí. Isso é muito importante.
Bom, bom ponto, bom ponto. Juca, você falou da Argentina e tal, então significa que você vota que mais difícil para Espanha é Argentina, não é isso?
Sim, sim, eu acho mais difícil para Espanha Argentina. E acho que o que tá acontecendo com a seleção da Espanha, com o técnico do Sub-20, como era tratado até ontem, me parece, alguém menos importante. Eu vou reiterar, porque vocês me ridicularizaram quando eu falei do Jardini, e eu quero reiterar aqui a minha posição sobre a necessidade de cuidar mais da base e do que as seleções de base são capazes de conquistar e depois se perdem na poeira, porque ninguém fica de olho e faz um trabalho em cima da garotada, porque esse time também da Espanha é uma demonstração de que um trabalho de base bem feito rende frutos.
Com um técnico de paletó e gravata, também com ar muito mais de gerente de banco do que de treinador de futebol. E vocês estão aí enaltecendo até a velha linha do impedimento ou de um goleiro que jogue como líbero. Tudo fruto da cabeça de quem? Do Pep Guardiola? Não, do técnico sub-20. É bom a gente olhar para esse tipo de trabalho feito na base pelo mundo afora.
Marrocos é prova disso também.
Marrocos também, né?
O técnico de Marrocos foi campeão mundial nessa idade.
Daqui a pouco a gente vai falar sobre isso, porque o planejamento da seleção brasileira já tá feito até 2030. Tem muitas metas aí. Ontem na CBF teve uma reunião lá, o Os caras já resolveram tudo a partir daquele vídeo brilhante, emotivo, aquela coisa toda. Eu fui mal interpretado, mas o vídeo do Neymar é muito mais legal que o vídeo da CBF, mas muito, ó, 10 vezes melhor. Agora, Danilo, vamos lá, quero que você vote na enquete e quero que você que está em Atlanta, não é isso, me diga se já tem treta de argentino e inglês por aí.
É só para, como eu não pude ontem estar no pós-jogo também, Vou aproveitar rapidinho, que tava durante nas entrevistas lá. Vou falar rapidinho. Eu acho que eu lembrei do Casagrande, acho que foi no primeiro jogo da Copa. Casagrande falou assim: para essa França perder, ela vai ter que estar num dos seus piores dias e o adversário nos seus melhores dias. Eu acho que foi exatamente o que aconteceu ontem no jogo com França e Espanha.
A Espanha tava num dia muito bom. Teve uma hora que o jogo tava 1 a 0 para Espanha e tinha 2 caras Marcando a saída de bola do Mané. Então assim, o negócio assim, e pressionava, voltava, marcava. Deu tudo certo para Espanha e praticamente tudo errado para França, incluso aí o trabalho do Deschamps, o Olise que veio caindo na Copa. Então acho que ontem foi um encontro perfeito, a tempestade perfeita para que a Espanha pudesse passar.
Jogaço da Espanha, realmente assim surpreendente no sentido de o tempo inteiro pressionando, né? A gente sabe que a Espanha tem um jogo muito bom coletivo, falamos aqui a semana toda que o estilo de jogo da Espanha poderia complicar a França. Acho que todo mundo do programa falou por 3, 4 dias seguidos sobre isso. E só que o encaixe foi muito perfeito, foi muito acima do que acho que a maioria esperava, porque foi realmente muito, muito bom o desempenho da Espanha.
Respondendo a sua enquete, eu acho que a Argentina vai trazer, pode trazer mais dificuldades para Espanha do que a Inglaterra, inclusive porque eu acho que o Scaloni ele tem essa característica de mudar mais. Até para o jogo de hoje já tem uma possibilidade dele mudar, dele tirar o Depay, jogar numa linha de 5 com Otamendi, de repente colocar o Palacios, colocar o González. Enfim, a imprensa argentina tá especulando bastante sobre mudanças que ele pode fazer nessa equipe para enfrentar a Inglaterra.
Então eu acho que até por essa característica aí o Scaloni pode trazer mais dificuldades para o jogo da Espanha. E aí eu ainda, ainda não presenciei ontem andando aqui por aqui por Atlanta, o Tironi. Eu encontrei só argentino, eu não encontrei nenhum inglês, exceção feita, claro, amigos da imprensa, que aí sim eu encontrei ingleses, mas encontrei só argentino no metrô, na rua. Bastante argentino. Ainda não vi nenhum tipo de confusão, mas há uma questão no ar, sim.
Até conversando com argentinos e com ingleses, eles também têm essa, esse medo assim, esse receio. E ontem eu fui até o estádio, encontrei aqui no meu hotel dois colegas da imprensa da Inglaterra que já estão aqui há um tempo, já vieram outras vezes para outros jogos aqui em Atlanta. E no caminho do estádio eles notaram que até ontem já, que nem é dia de jogo, o policiamento já tava mais reforçado. E a tendência é que hoje a gente veja ainda mais polícia, porque é um jogo de risco.
Vamos ver como vai ser esse ambiente. Não há separação nas arquibancadas, como vocês sabem, né? Tem um bom, uma boa parte do estádio que é torcida mista. Então a gente vai ver como vai ser, mas eu acho que é um clima tenso.
Você já ouviu falar do Missão Saber? É o não tão novo podcast do UOL que parte de livros. Vamos recomendar muitos livros para falar de vários assuntos. Já pensou ouvir a Daniela Lima falando de ansiedade?
Por conviver com o processo da ansiedade há tanto tempo, eu entrei numa espécie de vigília constante, assim.
O PVC sobre memória, o Facundo Guerra sobre China, Maria Prata sobre educação dos filhos, Sakamoto e os evangélicos.
Muita gente esperava que o número de evangélicos seria ainda maior.
Eu sou Murilo Garavello e apresento Missão Saber. O podcast para quem é curioso e gosta de aprender.
Tudo na vida a gente acha um equilíbrio ali, consegue viver e ao mesmo tempo entender as problemáticas e ao mesmo tempo se amar.
Tem tudo isso e muito mais, muita coisa legal para você. Busca Missão Saber no YouTube, no Spotify ou na sua plataforma de podcasts favoritos ou fica atento no Canal UOL. Assista o Missão Saber toda semana no Canal UOL.
Mauro, você também está em Atlanta, você viu, presenciou algo ali já ou não? Por enquanto tá tudo bem?
Não briga não, briga não vi, mas tem muito argentino, né, gente? Muito mais argentino do que inglês, né? E aí tem um detalhe que é curioso, né? Se você pegar a renda média do cidadão inglês, a renda per capita, né, PIB per capita do inglês é quase 4 vezes o que ganha o argentino. A população da Inglaterra é uns 13 milhões a mais do que a população da Argentina. Aqui os caras falam a língua, prioritariamente a língua dos ingleses, né, embora muita gente fale a língua dos argentinos.
E a diferença é muito maior de argentinos presentes, né. E olha que os ingleses, entre os europeus, são daqueles que mais viajam atrás de sua seleção, né, muito mais do que os franceses, por exemplo. Então assim, essa mobilização da torcida argentina desde a Copa passada acompanhando a seleção campeã do mundo é um negócio completamente fora do padrão, gente. Desafia qualquer lógica. Os caras vêm para cá, eles estão, se endividam, vende carro, vende a geladeira da mãe, pega o dinheiro emprestado com a sogra, não paga, faz qualquer negócio, qualquer negócio.
Mas é impressionante assim, é muita gente, é muito mais gente. E isso deve se refletir no estádio também. E claro, né, a festa que eles fazem, não sei se alguém consegue fazer igual. O tempo todo os caras estão cantando e fazendo, tem várias imagens inclusive já rodando que pode ser visto aí no Brasil de como se mobilizam. E eu acho que isso, fora aquelas questões que discutimos ontem, isso tá despertando muita invejinha de muita gente, porque o que eles fazem é diferente, sabe? Aguentem aqueles que se incomodam com isso, é um fato, ninguém faz igual.
Eu queria saber do Mauro, até que ponto essa torcida diferenciada, essa coisa impressionante interfere num jogo como o de hoje.
Perfeito. Diga, Mauro, é uma boa pergunta.
No jogo passado, não estando no estádio, a minha percepção foi de que não estava interferindo em nada no momento que a Suíça dominava, e até embolou, embolou tudo fazendo aquela bobagem, né? Mas vamos ver se hoje consegue interferir, consegue criar uma atmosfera como aconteceu alguns jogos no Catar. Em que jogaram em casa, né, jogaram em casa. E deve ser parecido, deve ser parecido. Acho que vai depender do jogo. Alguns jogos acho que isso pesa.
Agora, independentemente do que aconteça, assim, é muito diferente qualquer outra torcida faça. Ninguém faz nada, não é nem parecido, nem parecido, nem chega perto, nem chega perto. E, ah, mas que eles não ganhavam muito tempo, foram para o Catar. E agora? E agora? Eles são campeões da Copa América duas vezes, são campeões do mundo, e você não tá jogando tão bem a seleção. E outra coisa, quando se discute Maradona e Messi, pode reparar, toda vez que você vê uma concentração, os caras cantando as bandeiras do Maradona, bandeiras com o rosto do Maradona, com o nome do Maradona, camisa 10 de 86 azul do Maradona, o rosto dele, camisa do Maradona com o nome nas costas. O tempo todo é lembrado, parece que ele tá jogando hoje.
É, é, é. Quem disse que ele não tá jogando hoje?
Essa coisa com relação ao Maradona que não tem reflexo talvez em outras. Você não via lá na torcida de Portugal ninguém com a camisa do Eusébio, né? E a do Cristiano Ronaldo tava lá.
Mas isso também, né, Âncora, é típico dos argentinos, né? Eles adoram dizer que Carlos Gardel canta cada vez melhor.
Sim, sim, é, tem uma coisa dessa adoração.
Os argentinos, eles fazem na Copa uma torcida de time, né, de clube. A gente tá acostumado a ver em alguns clubes uma torcida que a gente elogia. Os argentinos, eles transformam a Copa em uma torcida de time, né?
Assim, é um negócio, pode citar, parece o bando de loucos, pode citar, tudo bem, nenhuma restrição.
Parece Itaquera, né, Gil?
Que é isso aí.
Mas é isso que o Danilo falou, que o Mauro falou, né, que isso diferencia a Argentina de qualquer coisa.
Eu não lembro que jogo que foi, mas nos primeiros jogos que eu levei meu filho Pedro, são paulino, para assistir um jogo no Morumbi, foi um jogo, se não, eu não lembro, eu acho que foi o Santos contra o Boca. É possível isso?
Final de 2003, final da Libertadores. Pode ser.
Quando acabou o jogo e eu querendo ir embora, ele não queria ir embora do estádio. Ele queria ficar com aquela torcida que não parava de bater bumbo e não parava de cantar, porque tinha cantado o jogo inteiro. Ele ficou fascinado durante o jogo inteiro e logo depois que o jogo acabou também não queria ir embora, fascinado com aquela manifestação. Eu, vamos embora, Pedro. Não, não, eu quero ir lá, sabe? Foi uma coisa tão marcante que ele, aquela batida de bumbo.
Eu vou pedir um bumbo emprestado para torcida do América, para ver se anima um pouco o pessoal lá no Jurídico Coutinho, porque Olha, é impressionante, é verdade, é muito impressionante mesmo.
Galera está se manifestando aqui no chat, mas o PBC está aí e eu quero que você vote na enquete também, PBC. Não me desmoralize aqui.
Eu acho que é um time que não tem time fácil na final, mas eu não vou prever o que vai acontecer na final nem no jogo de hoje, mas eu acho mais difícil para o menos difícil para Espanha é enfrentar a Inglaterra, porque senão vai ter que jogar contra o alter ego dela, que é o Messi.
Ah, interessante isso, explica melhor.
Não, o que que é a Espanha do tiqui-taca? Nasceu antes do Guardiola, porque foi o Luís Aragonés quem— você que pegar o livro La Roja vai ler que o Luís Aragonés tratou de jogar mais a Barcelona do Rijkaard, com mais trocas de passes, e conversou com os jogadores e estabeleceram uma forma de jogar, uma identidade de jogo que a Espanha tem desde a Copa de 2006. Por isso que a gente falou ontem, a Espanha tem mais posse de bola que o adversário em todos os jogos desde que empatou com a Coreia do Sul em 2002.
O último jogo que teve mais posse de bola do adversário da Espanha foi Coreia do Sul 0, Espanha 0, nas quartas de final de 2002. E a Espanha não ganhou todas, não ganhou todos os jogos assim, perdeu de 5 a 1 da Holanda e tinha 54 100% de posse de bola. Não é, mas aí é uma identidade criada. A maior expressão dessa identidade criada do jogo espanhol é o Barcelona de 2011, o time que ganhou 3 a 1 do Manchester United em Wembley.
Era Vítor Valdés, Daniel Alves, Piqué, Mascherano e Abidal, Busquets, Xavi, Iniesta, Pedro, Messi e Villa. Era era um tiqui-taca com o Messi. A maior expressão do jogo da Espanha é o Barcelona de 2011. Por que que a Espanha de 2010 é o pior ataque campeão da história das Copas? Porque era um time que jogava a Barcelona sem o Messi. Hoje você vai jogar, se jogar Espanha-Argentina, vai jogar a Espanha contra o alter ego.
É, gostei dessa história. Se bem que ainda precisa acontecer Inglaterra e Espanha.
É, você vê como é que— Claro, acho que todo mundo falou, e com muita pertinência, as questões da Argentina, sobretudo relacionadas às questões da Espanha. Até essa ótima comparação do PVC com relação à questão do Messi, que virou argentino recentemente, entre aspas, jogador de seleção, 5 anos para cá. Veja que a tarefa da Inglaterra hoje é muito complicada, né? Ela não tem torcida comparável, ela não tem o Messi, ela não tem um conjunto, ela não chega nunca.
Ela, conjunto ela tem agora, tem um conjunto recente. O jogo contra a Noruega foi um caos. Ela tem dois grandes jogadores, dois grandes jogadores.
Mais que dois.
Não, assim, tem ótimo, mas dois grandes jogadores desequilibrantes, ela tem dois. E acho que a tarefa da Inglaterra, se a Inglaterra consegue chegar à final passando por tudo isso, além das questões extracampo, do gol de mão, do uniforme azul, da Malvinas Falklands, vai ser um feito incrível.
Mas você não acha que o jogo, a vitória sobre o México, não foi uma preparação para uma grande superação para frente?
Ótima. Agora eu vou ter que evocar, foi eu sair daqui ontem, tava lá minha filha com namorado esperando, ele fez a mesma pergunta. Eu falei, o México é o México, o México aceita, topa, está acostumado a perder, ele é, não, nesse caso não, porque nós, estádio Azteca, jamais havia perdido o jogo, mas Em termos de comportamento, tá?
Então entendi o que você quer dizer, certo?
Então é tipo, perdemos, saímos abraçados. Argentina não é assim. Se o Juca tá prevendo Beringa em paredes, não é um duelo técnico, né? É um duelo mental, físico, físico e mental, né? E a Argentina tem essa, esse mantra recente de se recusar a perder. Embalado por uma torcida e com jogadores que mudam bastante o comportamento quando estão perdendo, né? Acho que a alternativa para Inglaterra seria estar em vantagem e deixar a Argentina descontrolada, como já quase aconteceu em alguns momentos nessa Copa.
Mas eu acho bem difícil a missão inglesa, acho mesmo, mesmo que o time tem até jogadores mais desequilibrantes do que a Argentina.
Deixa eu propor um contraponto. Mauro, eu vou com você, e depois eu quero ouvir os outros também. Tudo bem, tem tudo isso aí, tem a torcida, tem a Argentina, o jogo emocional e tal, mas Argentina, vamos combinar, até aqui, qual foi o super jogo da Argentina? Pô, hoje a Argentina jogou o que fez a Espanha ontem. Não teve. Se você pegar a Copa de um e outro, a Inglaterra com seus, suas questões, fez uma Copa melhor do que a da Argentina até agora.
Como a França havia feito em relação à Espanha.
Sim, sim, tô falando assim do jogo, né? Não estamos falando de uma Argentina que é avassaladora.
Ô Mauro, na sua resposta, faz favor acrescente qual foi o grande jogo da Argentina na Copa do Catar. Não vale a final.
É, eu assim, a Inglaterra primeiro, com relação à torcida, Inglaterra já jogou como visitante contra o México, né, que foi o jogo heroico da Inglaterra, irreconhecível. Então assim, essa é uma situação que se for esse, a atmosfera no estádio for essa, os ingleses já enfrentaram isso, então foram batizados já. Isso eu acho que é um ponto importante para Inglaterra. O jogo da estreia da Inglaterra foi muito bom, né, esse jogo do México teve esse componente aí de uma certa superação.
Que foi importante. Agora, o último jogo da Inglaterra não foi bom, segundo tempo contra Noruega foi ruim. Próprio técnico admitiu isso e desdobrou toda aquela situação lá do Bellingham e tudo mais. E de fato, Argentina não fez nenhum jogo que mereça grandes elogios, né? Houve muitos elogios no começo da Copa por conta do Messi, que fazia algo que parecia improvável, já que ele às vésperas do 39º aniversário decidindo os jogos.
Mas de fato, os adversários não eram dos mais desafiadores, né? Na Copa passada, acho que teve uma diferença, foi que a derrota para Arábia Saudita, que fez a melhor linha de impedimento da história das Copas, né, e ganhou aquele jogo da Argentina, colocou a faca no pescoço argentino já no segundo jogo. Se perdesse para o México, já tava eliminada. Então eram jogos de muita tensão, né, em que qualquer risco, qualquer vacilo ali, o time poderia ser eliminado.
Então acho que teve essa diferença, né. Ali era sobrevivência. Dessa vez não, o time se classificou antes. Terceiro jogo já pôde poupar jogadores, mas mesmo assim, de fato, não teve nenhum grande jogo. E no último jogo, a vitória passa muito pela expulsão correta, é uma expulsão de um adversário, porque naquele momento a Suíça tinha empatado, tava melhor no jogo, tava com pinta de que poderia virar qualquer momento o placar. Então, de fato, a Argentina não fez nenhum grande jogo.
A gente vai ter que fazer hoje o jogo, mas é possível, né? O Carnaldo lembrou aí, a seleção da Espanha, ela, ela dá aquela goleada na Arábia Saudita, depois daquele jogo insosso com Uruguai, que o Uruguai é eliminado. Que ganha na falha do Muslera. Aí faz jogo com Portugal, um jogo bem— os dois times tiveram boas chances, vai ter um bom jogo, primeiro tempo especialmente. Aí ganha com aquele gol no final e vai seguindo a moda espanhola.
A Argentina pode também avançar na moda dela, né, que é ganhando dessa maneira aí, no coração, na superação, nas reclamações de arbitragem de muitos adversários e gente que tá secando a Argentina. Mas pode levando. Agora a Inglaterra, acho que ela já teve demonstrações mais assim de futebol e superação muito significativas nessa Copa. E o fato de ter ficado irreconhecível ao jogar da maneira que jogou lá contra o México, sem se submeter ao adversário, sem pipocar, né, por uma seleção que habitualmente pipoca, eu acho que é bem importante.
E a palavra do técnico inconformado com a atuação no final do jogo contra a seleção norueguesa, eu acho que é muito relevante nesse contexto. Mostra uma Inglaterra que quer mais, que não tá, não tá aí a passeio, que não vai se contentar em chegar à final. Porque, gente, os ingleses, se você pegar algum tempo, chegou na final, já poderia ser considerado muito bom. Não, chegamos na final e tal. Agora chega, chegaram duas finais europeias e perderam as duas, uma delas em casa.
Então eu acho que a Inglaterra tá muito mobilizada, muito mobilizada. Acho que a Inglaterra tá melhor que a Argentina na Copa do Mundo, para resumir.
Fala, fala, Danilo.
É rapidinho só, porque eu acho que casa perfeito um trecho até que o Eudes, nosso amigo, da nossa colega que tá na audiência, ele mandou o trecho da coluna que eu citei. E é bem rápido, ele, o trecho da coluna é a seguinte: queremos previsibilidade, a Argentina nos oferece caos, colapso, gênio e vitórias arrancadas no sofrimento. É uma capacidade que arrebenta a nossa capacidade de compreensão, né? É um jogo que arrebenta a nossa capacidade de compreensão.
Eu acho que é isso, porque muitas vezes a gente busca na tática, na técnica, obviamente que isso faz parte do jogo, né, não tô dizendo que não, mas muitas vezes a Argentina ela tem essa questão. E é por isso que eu tô tão, desde ontem quando eu li, eu fiquei pensando sobre isso, porque a Argentina tem isso. Você fica olhando ali, você fala, cara, tem alguma coisa que acontece nessa equipe. Aí tem a conexão com a torcida do Catar, desde antes na verdade, mas no Catar ficou muito marcado.
Tem o Scaloni que muda muito a seleção de um jogo para outro, tem os caras jogando muito mobilizado pelo Messi. Você vê de vestiário da Argentina. O Mauro citou a expressão invejinha. Eu tenho invejona, não é invejinha não, tem invejona do que faz a Argentina no vestiário, do jeito que os caras se mobilizam, dos caras todos sabem a música da arquibancada, cantam, jogam por um país, jogam por um cara que seja, que seja o Messi, a última, la última de Leo, como diz a música, falam da escaloneta.
Então assim, tudo isso da Argentina, e eu acho que ele às vezes, ele ultrapassa a nossa capacidade de compreensão. Eu acho que é uma boa, uma boa expressão usada pelo João Pereira Coutinho nessa coluna.
O Casagrande recentemente fez uma comparação entre os ex-jogadores argentinos e os ex-jogadores brasileiros que estão lá nos Estados Unidos. Ele fala, quando aparece a imagem dos ex-jogadores brasileiros, parece que eles são cartolas da FIFA, todos de ternos, engravatados. Kaká, Roberto Carlos, né? Ronaldo. E os jogadores argentinos, ex-jogadores, vários deles no meio da torcida cantando e vibrando junto com os torcedores.
Sim, é verdade.
Ele citou inclusive o Batistuta, o Sorin, e eu esqueço o outro, no meio da torcida. E os que estão na tribuna, né, Zé, com a camisa da Argentina, como Simeone outro dia.
O PVC, ontem e a gente já debateu bastante isso, nós vimos a vitória do time, certo? A vitória do conjunto. Isso aí foi que ganhou o jogo ontem, para estar claro, né, sobre as individualidades. O confronto de hoje é diferente nesse sentido, porque não necessariamente vai ser a vitória do time. Pode ser a vitória do Messi, pode ser a vitória da torcida, pode ser a vitória do Wonderwall. É outra coisa.
Não, eu acho que essa história que o Danilo falou do João Pedro Coutinho é muito boa mesmo, porque se para final for Espanha e Argentina, é o controle remoto contra o caos. E é muito, muito bem colocado pelo João Pedro Coutinho. Eu acho que pode ser a vitória do Bellingham também. E para mim, se ganhar a Inglaterra, vai ser porque o Bellingham jogou muito bem. Não existe muita hipótese da Inglaterra ganhar da Argentina sem o Bellingham.
Pode ser 2 gols do Harry Kane, o Harry Kane eleito o melhor em campo, mas eu só imagino a Inglaterra jogando bem e vencendo a Argentina se o Bellingham tiver num dia como teve no México ou como teve decisivo contra a Noruega. Então, contraponto também do Mick Jagger, que é o Príncipe William. Príncipe William está com sorte. Príncipe William é torcedor do Aston Villa, que não ganhava nada nesses anos 80 e foi campeão. Agora ele postou com a Kate Middleton um vídeo dizendo que foi controlando a bola com cachorro, controlando a bola com cachorro e tudo mais.
Isso aí. Então, nesse ano, ele pode ser tão pé frio. Como é que fala pé frio em inglês? É chinks? O Príncipe William esse ano, alguma coisa.
Ó, atingimos aqui audiência bi-brutal, mas ainda estamos a 1.300 likes de chegar na nossa meta. Mas acho que dá para a gente chegar. Deixa eu dar um recado. O Danilo falou que o Eudes mandou uma mensagem para ele, então quero dar um recado aqui. Antes do jogo hoje, no pré-jogo, tem o Eudes, a Denise e todo mundo fazendo um aquecimento aqui, aqui no Canal UOL. Então venham a partir das 2:30 da tarde eu disse, Denise e grande elenco estarão aqui fazendo pré-jogo de Inglaterra e Argentina.
Agora tem uma coisa que a gente não falou também, né? Quando ele falou do Scaloni, quem falou do Scaloni foi o Danilo, né?
Acho que sim.
Tem a qualidade da carne que é fervida antes dos jogos, né? O assado deles, né? Ele faz questão de citar, não é?
É verdade, ele é o ritual dele.
Quando a gente vai aqui em São Paulo para algum restaurante Argentina, a gente não se delicia? É isso, né?
O duelo dos técnicos hoje, falando nisso, são caras muito diferentes, né? Um é o técnico do alemão, do ambiente, do Scaloni, né? O cara formou um ambiente e tal, ele é quase que um admirador do que ele tá vendo.
É um deles, do jogo.
Eu acho que ele não caía, time não tá jogando nada, né?
Agora eu vou falar uma coisa aqui, parece um puxar braba para minha sardinha, Não entendo, entendo assim, mas não entendo também assim. Gostou dessa? Tem um jogador que não vem jogando bem na Copa, que ainda não está em forma, mas pode ser determinante se jogar bem. Chama Saka. Sem brincadeira, se o Saka jogar como jogou várias vezes nos melhores momentos do Arsenal, ele mata a lateral esquerda ali do lado da Argentina e cria e cria situação muito boa de cruzamento para o Kane, para chegada do Bellingham.
Sem brincadeira, que é um ponto frágil.
Num dos jogos, se não me engano, o último da Argentina, ele só fez uma jogada boa da Inglaterra, que ele foi ali de fundo, puxou para cá, puxou para lá e cruzou. Ninguém fechou, entendeu? De uma forma quase saiu o gol. Então Saka pode ser determinante como jogador que joga na ponta partindo para cima do Tagliafico, deve jogar ali. Exatamente.
Você sabe quem que acha isso? Você tá falando? Não, o Majimbo Gordão que manda a sua mensagem.
Como é o nome do cara?
Majimbo Gordão.
Ele fala assim, ó: Saka decidirá o jogo para alegria do Trajano, diz ele.
Tô falando.
Agora vem cá, há que ver se o Saka será titular, né, Zé?
É, então eu acho que a Inglaterra tem essas questões. O Saka, mais que o Yamal, Ele, os jogadores do Arsenal estão assim, o Saliba estourou ontem.
Rice também?
Rice tá assim, o Saliba estourou ontem, né? A temporada do Arsenal foi muito desgastante e ele não tem conseguido jogar as partidas todas. Às vezes ele começa no banco, às vezes, e a diferença dele para o Madueke e tal é como no último time, né? Ele faz muita diferença. Então esse, a gente cita sempre o Bellingham e o Kane, Mas o Saka, o Rice, são jogadores fundamentais no time também. Mas é um time que tem encontrado soluções, já que foi a palavra do Marlon.
Até o Gordon, que começou mal, lembra? Entrou no lugar do Rashford, né, que tava na esquerda.
Então, e faz às vezes boas partidas. E no jogo contra o Noreg entrou o Spence, última opção, jogou bem. Então a Inglaterra tem encontrado soluções, o Tuchel tem encontrado soluções também na questão, embora para mim ele tenha mexido errado no intervalo, né, quando ele perdeu o Rice, e aí a Noruega tomou conta do segundo tempo. Mauro observou isso também, mas o Tuchel é um personagem interessante, é o estrangeiro, é o intruso nessa história, é o técnico estrangeiro na semifinal com essa, com esse comando meio conflituoso.
E com muita energia na beira de campo é o Tuchel. É aquilo, o Tuchel é o cara, para quem não lembra, que naquela saudação toda formal e ritual nos pós-jogos com o Antônio Conte, depois de um jogo, eles começam, um dá a mão para o outro, começam a brigar, um puxar o de lá. Você lembra dessa cena na Premier League? O Tuchel não é um treinador que vá como o treinador espanhol jogadores como o Dechamps, De La Fuente, o Dechamps, que vão, olha, tal, ele, a energia dele no campo conta, né?
Mas a minha impressão é que a Argentina, além de tudo, ela joga pelo empate para ir para eventuais penais.
Esmigalhada fisicamente?
Não, mas ela tem, eu acho que essa é uma questão que a Inglaterra também tá. E porque numa eventual decisão por pênaltis tem todos os traumas ingleses de todos os tempos, até do Saka que perdeu o pênalti na Inglaterra.
Todos os jogadores, aliás, o The Sun, tabloide inglês, fez uma lista dos truques sujos do Dibu Martínez.
Isso, que é um goleiro do Aston Villa e que é um especialista nesse negócio, né? E o Pickford é um goleiro pequeno, você chuta no lugar Quando o Pix for defender um pênalti, você me avisa. É um desequilíbrio aí, porque se for para os pênaltis, a gente assim, a chance da Argentina vencer nos pênaltis a Inglaterra é gigante. Se a Argentina fosse nos pênaltis contra Marrocos, Bono contra Dibu, a gente podia, opa, aí vai ter uma coisa interessante.
Argentina, vamos lembrar a Copa passada, não fez nenhuma partida brilhante. Ela foi campeã por duas decisões de pênaltis.
Mas aí tem uma coisa, né, contra Holanda e França, certo? Você mata a Argentina para o jogo contra a Espanha.
Se a Argentina puder jogar uma prorrogação, por isso que eu acho que a Espanha vai ficar lá tranquilona, vai comer a paella no domingo. É que eu acho que agora hoje, se for para negociar empate até assim, os jogos dos dois times têm se estendido. Argentina joga pelos pênaltis, a Inglaterra não. A Inglaterra não é opção jogar pelos pênaltis, senão tá ferrado. Não vai, não vai ganhar.
Acho que sim, mas acho que a Espanha, do ponto de vista físico, tá— a Argentina, do ponto de vista físico, me parece mais, mais machucada. Não sei o que vocês acham.
Ela sim, mas os principais jogadores, alguns dos principais jogadores ingleses não têm conseguido terminar os jogos fundamentais, né? Fundamentais, inclusive uma eventual disputa por pênaltis. A gente falou do Saka, do Rice, o Bellingham tem saído Às vezes até o Kane sai. Então os jogadores fundamentais ingleses, eles não têm conseguido acabar os jogos.
Você acha, PVC?
Eu acho que a questão da Inglaterra, eu tava revendo aqui as decisões por pênalti da Inglaterra, cara. 90, 96, 98, 2004, 2006, 2021, 2020 na Eurocopa. A Inglaterra não pode ir para os pênaltis por dois motivos: pelo cansaço E pela má sorte, ela foi falar de novo que não precisa dar azar. Não, mas aí não é superstição, né? Aí é incompetência mesmo. A Inglaterra tem uma incompetência histórica em decisão por pênalti. Ela ganhou uma de 8.
Mas eu acho que assim, a Argentina também não tá muito fisicamente tão apta, até porque o Messi também não tem, o Messi tem 39 anos. A Copa dele começou, o Bonarcista, Antena, falou um negócio que é muito Muito, achei muito inteligente. Eu perguntei para ele, tentei perguntar para a comissão técnica da seleção brasileira, mas a comissão técnica da seleção não tava falando, tirando o Ancelotti para Mônica Bergamo, não tava falando.
E então eu recorri ao Mouracy, perguntei para ele por que que os jogadores de mais alto nível nessa Copa estão jogando tão bem, porque nas Copas do século 21 tirando a do Catar, que foi no meio da temporada, o calor e o cansaço da temporada europeia é desgastante. Não fizeram os grandes craques da temporada europeia jogarem bem a Copa do Mundo. Ele falou, talvez eles tenham se preparado melhor e talvez eles tenham, tem um número de dias.
Aí ele falou, não teve nenhuma Copa como esta que na primeira fase teve 6 dias entre um jogo e outro. A Argentina teve 2 vezes 6 dias de intervalo entre um jogo e outro. E acho que faz sentido. O Messi tem uma outra questão. O Messi jogou 16 jogos só nos Estados Unidos antes da Copa do Mundo, ou seja, ele se preparou para esta Copa. Mas na medida em que o número de dias diminui, é impossível o cansaço não pegar os cara. O Messi teve um início de Copa extraordinário, exuberante, e os últimos 2 jogos já não foram do mesmo nível. Então, contra o Egito foi épico, mas é uma dúvida para prorrogação também.
Fala, Juca.
Você chegou, você chegou a ver um levantamento da The Atlantic mostrando Messi, o jogador que ganha andando em campo?
É, então é muito bom que mostra que isso.
Outro dia o Lúcio de Castro mostrou, trazendo para mim esses números. Era uma coisa assim, não vou me lembrar de cabeça, mas durante 16% do tempo ele esteve parado, durante 42% do tempo ele caminhou em campo. É impressionante o que esse cara tem consciência de si mesmo hoje e é capaz de se preservar.
Mas eu acho que esse é o mérito do Scaloni também, também, claro, porque o Scaloni É porque assim, o Messi tá sempre fora da guerra. Você pega, tá todo mundo jogando 3-2-5 no ataque, Argentina joga 4-4-1-1, e o 1 lá da frente é o Messi. O Julián Álvarez ganhou a posição do Lautaro porque ele funciona mais para marcar a saída de bola e deixa o Messi completamente livre, livre. Então a Argentina volta com linhas de 4, linhas de 4 no meio, Julián Álvarez pegando o volante, e o Messi passeando no campo com a função dele, que é essa.
Quando o time joga, a última linha da Argentina tem De Paul, De Paul, Julián Álvarez, Enzo Fernández, Mac Allister, Tagliafico. E o De Paul é o mais inteligente para inverter com o Messi. Que a hora você vê, o De Paul tá na ponta direita e o Messi tá na linha de segundo volante. Então ele tá fora do conflito. Aí o De Paul saca e vem por dentro, e o Messi se enfia na posição do De Paul, fica lá na ponta direita. O jogo tá na ponta esquerda, tá na ponta direita.
É o gol que ele fez contra a Áustria. Ele tá na ponta direita, tem uma linha de 5 no ataque, e ele tá, parece um leão na selva, tá passando animalzinho e o leão tá ali só olhando. De repente, bum, pegou. É o gol contra a Áustria. Ele tá fora da guerra por inteligência dele, porque ele é um jogador, ele é o Cruyff do século 21 nesse aspecto de inteligência do jogo. Mas inteligência também do Scaloni, que conseguiu montar um time que trabalha para o Messi jogar e brilhar. Só que o cansaço também chega.
Ó, os números exatos do que eles estão falando, é impressionante. Do tempo de jogo da Argentina, o Messi, 62,7% do tempo de jogo total da Argentina, ele caminhou 62,7%, 24,7% ele ficou parado, 8,6% ele correu em ritmo leve, tipo eu aqui na Barão de Limeira, 2,8% ele correu efetivamente, 1% ele correu em alta velocidade. Em 0,1% ele deu um sprint. O cara joga andando. É isso que eles falaram. Isso, isso às vezes o número não quer dizer nada, aqui quer dizer bastante coisa, né? E é impressionante, né?
Então poderia se aposentar, ele tá preparadíssimo para disputar na Inglaterra o walking football. Foi motivo até de pretexto para o livro que eu escrevi, porque na Inglaterra tem campeonato de walking futebol para idosos.
Isso.
E tem uma regra toda especial, não pode levantar o pé, não sei o quê, não pode correr com a bola, né? O Messi pode sair quando encerrar a carreira para jogar o walking futebol. Tem mais de 600 times de walking futebol na Inglaterra.
Ó, que é muito diferente do Cristiano Ronaldo nesse aspecto, que é mais velho. Mas o Cristiano Ronaldo, a posição que ele joga e como ele joga, ele precisa dar o sprint. Ele precisa arrancar, ele fica parado.
Foi um jogo de força, né?
Ele fica parado bastante, o Cristiano Ronaldo também volta caminhando, mas quando ele é acionado ele precisa arrancar, a posição que ele joga. Então é bem diferente, é bem interessante esse dado.
E uma mudança do Messi, Arnaldo, é quantas vezes que no Barcelona a gente via aquelas arrancadas. Teve um gol que ele fez à la Maradona em 86. Hoje em dia o Messi ele chega e um toque ele jogo todo. Ele dá um toquinho, dá dois toques no máximo ali, ele vira o jogo inteiro. Ele, e é o que o PVC sai de um lugar que o jogo não tá rolando, chega, é a intervenção dele, é um, dois toques e clareia. Um negócio absurdo. Então, além de toda essa capacidade de ler jogo e tudo, ele teve a capacidade de compreender que ele precisa mudar o jeito dele jogar.
Não adianta ele ter a ficar forçando que nem o Cristiano tem que forçar e acaba travando o intervalo inteiro. Messi consegue fazer, e mais, hein, não é substituído jogando prorrogação.
Então é um ponto.
E uma coisa que não tá entrando em campo e que talvez eu pensasse que pudesse entrar, é a Espanha é o time que mais viajou, né, 22 mil km. Ontem a gente até falou disso, né, jogou nos 3 países, mas até aqui não entrou em campo até agora. E a Espanha tá aguentando firme essa questão física.
Só um negócio, Danilo, não que o Cristiano também não tenha se reinventado, e muito, O Cristiano Ronaldo era ponta no United, corria que nem um maluco e virou um centroavante. Aprimorou o cabeceio, a falta, o pênalti, o posicionamento, a linha de impedimento.
Ele também, mas ele não se reinventou o suficiente para não prejudicar o time, né? É esse meu ponto.
Aí depende, aí depende do treinador também, viu? Essa é a questão, né? Eu acho que Vamos ver o que o Jorge Jesus agora na Eurocopa, que vai querer assim, tem isso, né? São jogadores diferentes, mas eles são fenômenos de longevidade e de alto nível, né? Mas eles tiveram que se reinventar. A gente não vai nem chegar naquela discussão do, em tese, nosso mais talentoso Neymar, que não conseguiu se reinventar na carreira em termos de jogo, de posicionamento, de estilo, né? Então é uma situação que prejudica a extensão da carreira.
O Mauro, tem uma mensagem aqui do Felipe lá de Santo André, ele fala: Scaloni defende, o Messi ataca. Que explica mais ou menos como, como o Scaloni fez esse negócio para o Messi andar em campo, sei lá, 60% dos jogos e tudo mais.
Não é o primeiro time, né, que cria uma situação favorável para o seu principal jogador, né? Ainda mais um cara com 39 anos, né? Vamos lembrar, antes da Copa havia uma dúvida sobre como ele iria utilizar o jogador, né? Talvez se usar com parcimônia, entrando em alguns jogos e outros ficando no banco. Nada, ele joga direto, fica em campo na prorrogação. É de fato impressionante. Mas é claro que ele tinha que criar aí uma situação minimamente favorável, né?
Descansa para guardar energia para os momentos mais adequados. Você perguntou no começo do Pós-Bola sobre brigas, né? Acabei de descobrir que uma briga, mas entre argentinos, torcedores do San Lorenzo e do Huracán, que são rivais, saindo na mão, e a polícia americana entrou em ação para acabar com a brincadeira. Mas com os ingleses até agora nada muito grave não, até agora.
Os caras estão brigando entre eles, aí é brincadeira, né?
Igual no Brasil, né?
Igual no Brasil.
Imagina, vai o movimento verde e amarelo, leva os caras da torcida do Vasco, do Flamengo, do Corinthians e do Palmeiras. A chance de ter confusão é real.
A gente vai para um breve intervalo, mas, Juca, você falou no seu destaque inicial sobre o duelo Bellingham versus Paredes, que você acha que vai ser o duelo desse jogo. Conta mais.
É, eu acho, porque é evidente que o Scaloni tá olhando para o que o Bellingham vem fazendo nos jogos da Inglaterra. O Kane a gente sabe, né? O Bellingham, além do mais, é um jogador com uma capacidade de surpreender fabulosa. Eu tenho para mim que ele vai ter uma fiscalização permanente, e nem sempre uma fiscalização permanente, digamos, gentil, que não é exatamente o perfil do Paredes. Então eu tô muito curioso por ver o que será este embate entre os dois.
Hora que eu parei, não é Simeone, viu? Porque negócio de embate já tivemos do Simeone com Beckham, né?
É, não, é exato, muito, muito lembrado. Eu acho que tirou o principal jogador da Inglaterra, né, num embate mental numa E acho boa comparação. Eu acho que Bellingham e Paredes pode lembrar de Simeone e Beckham.
Olha, a Inglaterra tem 13 gols, 6 do Bellingham, 6 do Kane e 1 do Rashford. Ou seja, é bem concentrado, né? 6 do Kane, 6 do Bellingham nos 13 gols. Ou seja, a Argentina tem um caminho bem claro se ela quiser parar a Inglaterra.
Olha, recado importante, fala.
O Arnaldo, o Arnaldo acaba de me sugerir uma enquete, Âncora. Opa, quem é melhor? Quem foi melhor, Beckham ou Bellingham?
Vou esperar a final da Copa, sabe, que o Bellingham é campeão, aí dá para conversar.
Bellingham tá em franco desenvolvimento ainda, né?
Curioso também que antes da Copa havia uma enorme desconfiança em relação ao Bellingham, que não vinha jogando bem no Real Madrid. Será que ele vai jogar bem na Copa ou vai jogar o que ele tá jogando no Real Madrid? E ele foi explodindo, explodindo, explodindo, e tá aí como os grandes nomes da Copa.
Ó, vamos fazer o seguinte, primeiro falar que você, se você não assina o UOL, você deveria assinar, porque tem as colunas do PVC, do Danilo, do Mauro, do Juca, da Mili, da Alice, do Casagrande, do Júlio Gomes, e todo mundo, muita gente. Então você tem acesso a conteúdos exclusivos. Mas além disso, assinando o UOL você ganha por um ano, você ganha uma camiseta da coleção Posse de Bola. Olha que beleza, tá aí a coleção Posse de Bola.
Então você pode escolher o seu modelo, tem vários que você pode escolher aí diferentes, e você ganha uma camisa do Posse de Bola, que é um sucesso absoluto e tudo mais. Inclusive, se você quiser, você poderia, deveria entrar lá na nossa comunidade, no WhatsApp do nosso mais posse de bola, hein? Tem uma mensagem para o Arnaldo aqui que daqui a pouco eu vou ler para ele aqui, que é bem, bem interessante. É, aliás, para todos, é uma pergunta do Rafael Zigurato lá do Mato Grosso do Sul. Esse é um recado. Outro recado: o Arnaldo errou no bolão, viu, Trajano?
O Trajano tentou me eliminar daqui a pouco, mas ainda assim lidera.
Por isso que eu vou te conhecer, confiança, não é possível.
Como diria o PVC, isso precisa ser investigado.
Daqui a pouco teremos, ó, daqui a pouco teremos um embate no Splash pré-jogo entre eu e o Josias de Souza.
Olha lá, tá vendo?
Vai ter, vai ter, vai ter. Eu não dei o palpite até agora, eu vou para cima do Josias, não vou no duelo. E aí eu vou estabelecer contra Argentina. Vou estabelecer o palpite depois. Ó, ele chegou, Trajano.
Então tá aí o ponto, Arnaldo ainda liderando, mas calma, isso pode mudar hoje.
Mas vamos lá, porque hoje atingimos a nossa meta, né?
Atingimos e superamos a nossa meta. E se organizar bem, dá para chegar em 10 mil, mas eu não vou nem exigir. Vamos buscar, estamos com 8,7 mil. Outro recado para vocês importante é o seguinte: hoje aqui no Canal UOL tem amistoso Ajax versus Bochum, que é os comentários, é os amistosos aí de pré-temporada na Europa. Meio-dia, hein, horário de Brasília. Narração do Dudu Monsanto, grande Dudu. Comentários de Flávio Latifi. Transmissão aqui no YouTube do UOL, no UOL Esporte e no UOL Play.
Ajax, novo time do Marcos Leonardo.
Marcos Leonardo, que foi, acaba de ser contratado pelo Ajax, aquele que já foi um dia, né? Aquele que já foi um dia, aquele que já foi um dia, certo? Então, meus amigos, vamos para um breve intervalo aqui na TV. Mandem suas mensagens para gente, a gente já volta, não saia daí. Ó, galera, falei, né, da comunidade do WhatsApp que está pegando fogo. Eles vão adorar o nosso vídeo da escada ontem, que será publicado lá. Fizemos um vídeo exclusivo, a gente descendo as escadas ontem.
Mas olha essa pergunta aqui, ó, do Rafael Zigurats, o Trajano, lá na comunidade do WhatsApp do Posse de Bola. Entre lá na comunidade, tem várias salas lá, você entra, conversa com a gente e tal. A gente fica o tempo todo ali interagindo. Ele pergunta o seguinte: a Espanha é o dinizismo que deu certo?
Sabia que íamos chegar a esse ponto. Não, não tem nada a ver. Ele tá querendo perguntar isso para diminuir a Espanha. Para exaltar o Diniz, ou nenhuma coisa nem outra?
Pois é, boa pergunta, né? Boa pergunta. Mas enfim, mande lá sua mensagem.
A questão é que, assim como a Espanha, o Diniz—
você já viu alguma vez o goleiro dentro da área dar o capace com zagueiro, dá para o zagueiro dentro da área?
Mas não, não, não, não.
Apesar que o Diniz nos últimos tem um estilo, ele tá mudando um pouco, tá se adaptando no timão, ele tá um pouco diferenciado, né? Na Itaquera ele não bobeia mais não, né? Vem cá, e essa pergunta que você ia fazer aí para o Arnaldo, para todo mundo, é essa aí, né?
É essa do dinizismo, tá feita.
Então, como é o nome daquele que comungou comigo da opinião sobre o Saka?
Gostei do nome dele, o Bojum Gordão. Gordão é ele, é ele. Deixa eu ver o nome dele aqui direito. A gente tá voltando, tá? É o Majimbu Gordão. Falou que o Saka decidirá o jogo para alegria do trajeto. Estamos voltando daqui a pouco. Olha, a gente vai falar, Arnaldo, a gente não falou uma coisa importante. Doutor Arnaldo, você está preocupado com a arbitragem da partida de hoje? Por favor.
Ontem não foi uma questão?
Ontem o Arnaldo, até ele ver o replay 7 vezes, ele achou que não tinha sido pênalti.
Não, o começo do jogo, o Deschamps chegou a falar sobre o árbitro, está à altura do jogo, esteve à altura do jogo. Não, não esteve. Mas depois ele não tinha nem argumentos, porque a Espanha não ganhou por conta da arbitragem, longe disso, esmigalhou o time dele. Hoje a escala é igualmente abjeta, absurda, política. O árbitro norte-americano é muito ruim, foi o que apitou Brasil e Noruega, muito ruim. Apitou Uruguai-Espanha também, ruim demais, norte-americano.
E hoje o jogo me parece, se o Juca estiver com razão, Paredes e Bellingham, muito mais difícil de ser mediado. Veremos. A escala é arriscada e Dr. Arnaldo está preocupado.
Estamos na TV ou no YouTube só?
Estamos voltando para a TV.
Quando voltar para TV, faltam 10 segundos. Aí já voltar. 9 segundos, 8, 7, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1.
Estamos de volta na TV. O Trajano ia fazer uma pergunta para o Dr. Arnaldo.
Exatamente, você tá falando da arbitragem. Com essa arbitragem que você fala que é preocupante para o jogo de hoje, de um norte-americano, abre definitivamente as portas para o nosso querido Wilton apitar a final?
Acho que Se tivermos uma final europeia Espanha-Inglaterra, é possível, né, se esse critério for adotado. Eu me surpreendi, achei que ontem o árbitro ia ser europeu, né, foi salvadorenho. E como tá sendo uma, uma, um grande desfile de médias, né, médias, eu vou fazer média com, eu não duvido não que o árbitro da final seja brasileiro de novo. Lembrando de uma época que o Brasil não ganhava, mas tinha árbitro na final, né?
Romualdo duas vezes e o Arnaldo uma.
Isso, uma vez o Arnaldo, meu xará, em 82, e o Romualdo em 86 foram árbitros de finais de Copas consecutivas.
Vamos combinar que o Arnaldo César Coelho não dá para colocar na mesma prateleira do Wilton Pereira Sampaio, não, pelo amor de Deus.
Ambos Aptaram muito bem as duas finais, com vantagem em relação ao Arnaldo. Aí o Arnaldo foi provocado à expulsão para não fazer o jogo do alemão, que agora não me lembro qual era, mas alemão que provocou o tempo todo para ser expulso e ele se recusou a expulsar.
Não pegou muito bem, tá ruim a conexão.
Ele tá falando que durante a final de 82, Itália-Alemanha, o Arnaldo César Coelho que foi a Itália abriu vantagem. E eu acho que esse jogador alemão que ficou forçando a expulsão, se eu me lembro bem, é o Paul Breitner, temperamental. Paul Breitner, aquele que perdeu 2 pênaltis defendidos pelo Valdir Pérez, se eu me lembro bem.
É, e ele não expulsou, né?
Ele foi até o fim.
Olha aqui o José Ricardo, ele fala assim: Hey Jude ou Por Una Cabeza, Shakespeare ou Borges, Wembley ou La Bombonera, não importa. Hoje quem ganha somos nós. Um grande jogo de futebol. Gostou? Boa, hein?
Que coisa, muito bom, muito bom.
Enquanto tá rolando a final da Copa do Mundo, semifinal, final, vai ser espetacular. Aqui no Brasil, Trajano, a CBF já se reuniu e já traçou planos até 2030. E vou te falar, tem dois objetivos aí: ganhar a eliminatória e ganhar a Copa América.
Aí, para você, e refazer o vídeo, né? Tem precisado de uma melhoradinha no vídeo, um tapa no vídeo lá. Quem é o técnico da seleção de base do Brasil sub-20?
Quem é o técnico da seleção de base do Brasil?
O PVC agora, o Paulo Vitor. Agora o PV, agora o Paulo Vitor. Pera aí, o Paulo Vitor acabou de ser contratado, que era o técnico campeão da Copa São Paulo pelo Palmeiras e que foi assistente do André Jardim por muito tempo. Esse dado é bem legal, né? A história da da final olímpica, porque não é a base, não é o Sub-20 a comparação com a Espanha, me parece. É a seleção olímpica. Seleção olímpica da Espanha tem 9 jogadores aqui. Deixa eu ver se eu fotografei.
O Naissimão, Eric Garcia, Cucurella, Miguel Merino, Zubimendi, Pedri, Oyarzábal, Dani Olmo. E a seleção brasileira que ganhou a final olímpica de 2020 em 2021 em Tóquio teve só Bruno Guimarães e Matheus Cunha. O técnico do Brasil era o André Jardini e o técnico da Espanha era o Luiz de la Fuente.
Ó, Arthur, aí tá na tela aqui para você.
Aí, ó, capitão brasileiro.
Essa comparação, essa fala algumas coisas, né?
Por que que não, por que que não andava?
Você nem é o Alves, cara.
Vovô Olímpico, lembra? Ele, no nome do sonho olímpico, ele abandonou o São Paulo, lembra? Foi o Daniel Alves, era o capitão do time. E foi aquela Olimpíada da polêmica da convocação do Pedro, que o Flamengo não liberou. Isso, né? E foi disputada na volta da pandemia, né? Na pandemia. E não sobrou nada do time brasileiro, é isso mesmo, nada, praticamente nada. O time da Espanha, a base. É isso mesmo.
Agora, sabe quem que não estava nessa reunião aí que rolou na CBF, Mauro?
Quem? Rogério Micali? Rogério Micali deu uma entrevista sensacional essa semana.
Eu vi, eu vi que ele falou que o Neymar deveria ser mais aproveitado.
Instrutor da CBF Academy, né? Isso aí realmente é complicado, irmão.
É isso.
E quem não, Paulo Vítor, seja uma pessoa realmente com a mente bem mais arejada, porque vou te dizer um negócio, hein? Pois é, essa turma aí.
E quem não estava, pessoal, nessa reunião da CBF que traçou os planos, pai do Neymar, não, não estava. Quem não estava? Carlo Ancelotti não tava.
Claro, pô, o Canadá é longe.
Não, Canadá não é longe, é logo ali, como diria outro, é um pouco mais longe, né?
Eu imagino que ele não tivesse nem Nem chamado de vídeo.
Dallas também é longe, Dallas também é longe, Atlanta também é longe.
É isso, pois é, né?
Não faz, sei lá, só por Zoom, né? Mas um cara que ganha o que ele ganha tinha que estar pessoalmente no Brasil resolvendo esse negócio.
Evidente, é isso, pô.
Não tem que estar por Zoom, ele não tem nada que tá por Zoom em lugar nenhum. Ele tem que estar no, onde é a sede, no Rio de Janeiro? É lá que ele tinha que estar.
Perfeito.
Nesse momento, bizarro que o Brasil faça esse papel ridículo na Copa do Mundo. E o técnico contratado por uma montanha de dinheiro, com uma pompa toda, né, não esteja presente para fazer uma avaliação posterior a tudo que não aconteceu e tu começar a traçar planos. Isso é absurdo, é negócio bizarro. Mas enfim, deixa eu falar da CBF, futebol brasileiro, é o de sempre, né, é o de sempre.
Diga lá, Danilo. Só lembrar que o Paulo Vítor acabou de ser contratado, né, então Paulo Vítor não tem responsabilidade pelo que aconteceu na Sub-20 E na Olímpica no passado, ele acabou de chegar, acabou de sair da América do México.
Poxa, que coisa! É uma sacanagem com o Ramon, né? O Ramon fez um belo trabalho.
Foi tentativa do Brasil dessa história de técnico da base. Mas é isso, Danilo. Então teve lá reunião, traçado planos, ganhar eliminatória. Ganhar eliminatória, agora vai todo mundo, tanto faz ganhar, não ganhar. E ganhar Copa América lá em 2028, sei lá.
É, eu acho que a gente tá até A gente tava falando disso, da dificuldade que vai ser essa eliminatória com 3 países da América do Sul já garantidos na Copa. Ainda não tem esse formato, não tem uma certeza de como vai ser. E esse tipo, CBF falar, não, agora nosso planejamento é ganhar as eliminatórias e ganhar a Copa América, o tipo de coisa que poderia passar, tenta nem falar sobre isso, finge que não aconteceu. Negócio absurdo, porque que tipo de planejamento que você faz sem seu técnico estar presente?
Ainda que, como disse os amigos aí no Zoom, não adianta. Então é um negócio absurdo. Poderia falar: não, olha, a gente já tem um planejamento, uma observação de alguns jogadores lá, vamos voltar agora dia 1º de setembro, mas vai ter uma reunião dia 1º de agosto, que seja uma reunião todo mundo presencial e tal. Agora, esse tipo de: ah não, fizemos um planejamento aqui, olha, visando 2030 ser campeões das eliminatórias e Pelo amor de Deus, né?
Um negócio realmente absurdo, não faz sentido nenhum. E mostra que se for depender só do vídeo feito ou só dessa primeira reunião aí, rapaz, 2030 é bom que a nossa amiga que ofereceu a casa aí prepare bastante vinho para gente lá em Portugal, porque vai ser difícil.
Maria Rita, Maria Rita, Danilo, sem se dizer, sem se dizer que estabelecer como meta ser o primeiro das eliminatórias significa estabelecer a meta sobre um torneio que eventualmente nem vai acontecer. É verdade que com 64 seleções não haverá eliminatórias da América do Sul.
Perfeito. E outra coisa, você não tem nem o primeiro da eliminatória, não tem pressão, pode parar, não passar nenhum sufoco na eliminatória. Mas o projeto tem que ser construir uma nova identidade de jogo que a seleção brasileira precisa ter nos próximos 10 anos. Tem que ser o Juscelino, 50 anos em 5. Não é você fazer 40 anos em 4. Não é você planejar ser primeiro colocado num torneio que não existe, mesmo quando existe. Você primeiro colocado eliminatório não leva para lugar nenhum, leva para Copa do Mundo em quinto também.
É lógico, não tá na crise que tá porque foi quinto colocado das eliminatórias, tá na crise que tá porque teve todo dia, todos os desmandos nos últimos tempos.
Aí, trajando, então tem mais uma coisa, né? Só assim, ah, tem que, o nosso, vamos mirar lá quem vai ganhar a Copa América. Eu desconfio que se o Brasil não ganhar essa Copa América, o Ancelotti vai ficar com a corda no pescoço mais ainda. Então, se ele perde de novo, pouca vergonha, né?
Pouca vergonha. Depois da vergonhosa campanha na Copa, 11º lugar, aí a primeira resposta, a primeira atitude da CBF é colocar no ar um vídeo mequetrefe, horroroso, mal construído, mal editado, um péssimo texto, uma péssima narração, um vídeo que não estimula nada, né? Pelo contrário, passa vergonha. E a segunda vergonha, primeira vergonha foi enorme, foi a participação na Copa. Segunda vergonha, um pouco menor, mas uma vergonha, o vídeo. Terceira vergonha, essa reunião sem o treinador. Começamos bem.
É, nessa o vídeo do Neymar é bom. Perto disso tudo aí, mas o Neymar não tem nada a ver com isso. Olha, a versão com Jorge Jesus ou a versão sem o Jorge Jesus? Fala, Danilo.
Não, se a gente continuar assim, daqui a pouco o próximo passo é o Brasil ser recebido em caminhão por classificar nas quartas de final, que nem foi a Noruega, pelo amor de Deus.
É isso, é exatamente, exatamente isso. Muito bem, olha, ô Danilo, tem ótima notícia para você.
Quero lembrar que Rodrigo Caetano certa vez comemorou efusivamente um 6º do Flamengo quando empatou com Vitória lá em Salvador.
Ah, verdade, valeu vaga na Liberta, valeu vaga na Liberta.
Não, ah sim, comemorou assim efusivamente, foi uma festa. Ele, o ex-presidente do Flamengo, foi um negócio muito emocionante. Rodrigo Caetano, esse aí que tá na CBF, ele tava na reunião inclusive.
Ele que tava fazendo a campanha, foi digna, digna, final 10º lugar.
Para alguns, já que o Brasileirão recomeça amanhã para alguns, o 6º lugar seria uma dádiva.
Opa, tô nessa, Sam! Me dá o 6º lugar hoje que eu mato no peito aqui, ó. Danilo, tem uma ótima notícia para você, tá? Você pediu 8, a gente chegou a 9,8. E se a gente organizar aqui rapidinho, a gente chega a mais 200. Audiência bibrutal, excelente audiência, muito obrigado.
E depois do jogo, pode anotar, 20 mil É a pedida para depois do jogo.
Isso, inscreva-se.
Ainda mais sem a presença do Juca, então vai melhorar muito mais.
Juca já tá fingindo que a conexão tá ruim, já apagou a luz. Também inscreva-se no canal, ó, nossa, nosso número de inscritos ali, a gente quer chegar a 2 milhões daqui a pouco. Então vocês, por favor, colaborem.
Então depois do jogo, Trajano, depois do jogo, depois do jogo tem 2 pós-de-bola especiais, tem 2 eventos importantes. Aqui no estúdio. O segundo Posto de Bola Especial é fora do estúdio.
Exatamente.
Perfeito.
Bom, no jogo estarão Danilo e Mauro, certo?
Estaremos lá.
Boa! Então tá.
Então vamos ter a participação dos dois. Sim, além do PVC, do Casa Grande, todo mundo, para chegar a esses 20 mil aí.
Exatamente.
Eu vou estar, eu vou ver o jogo no aeroporto, voltando para Nova York, para final.
Boa!
E chegamos em 10 mil, tá aí. Valeu, Trajano! Valeu, Arnaldo, Juca, Mauro, Danilo e PVC! Grande elenco! Fique agora com a programação do Canal UOL. E não se esqueça, hein, tem posse de bola depois do jogo. E antes do jogo tem um esquenta aí com eu, diz, com a Denise. Fim de papo, tá bom? Então venham, tchau!
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