#674: França e Espanha decidem primeira semifinal da Copa! Tem favorito?
Eduardo Tironi, Arnaldo Ribeiro, Mauro Cezar, Juca Kfouri, PVC e José Trajano debatem o confronto entre França e Espanha pela semifinal da Copa do Mundo, os principais personagens do confronto e o favoritismo, além da projeção da final contra Argentina ou Inglaterra
Eduardo Tironi
Arnaldo Ribeiro
José Trajano
Juca Kfouri
Mauro Cezar
PVC
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Muito bom dia, está no ar o Posse de Bola desta terça-feira. Hoje é dia 14 de julho e rola a primeira semifinal da Copa do Mundo. Que jogo, hein? França e Espanha. Eu já estou aqui muito bem acompanhado de José Trajano, Arnaldo Ribeiro, Juca Kifuri, elenco reforçado dentro do job rotation. E nos Estados Unidos, Mauro César Pereira, Paulo Vinícius Coelho também, ou seja, tropa de choque, todo mundo junto. Vamos aos destaques. Vou começar com você, Paulo Vinícius Coelho.
Ah, meu destaque que eu tô lembrando do Juca aqui chegando de Mustang a Dallas 32 anos atrás. Não, destaque que tem muito francês aqui em Dallas, muitos franceses, mas ontem teve uma festa espanhola num bar aqui do lado chamado Franky's, as espanholas cantando a milhão. O estádio vai estar bonito. A Espanha tem um time diferente do que venceu a França um ano atrás. Vamos explicar por quê.
Mauro César Pereira, bom dia.
Bom dia, Tironi. Bom dia, companheiros. Eu não sei por que tanta gente tá colocando a França como se já fosse praticamente na antagonista. Me parece um exagero.
Ó, vamos debater e daqui a pouco vocês vão gostar da enquete. Juca Kifuri, bom dia.
Então, eu tô lembrando de 44 anos atrás com uma interrogação na cabeça: será que veremos em Dallas o que vimos em Barcelona no Sarrià? Será que a França, no papel de Brasil de 82, vai ganhar de fato da Espanha no papel de Itália de 82. E eu lembro, para quem não sabe e para quem viu e não reconhece, aquela Itália era um timaço. Achar que o Brasil perdeu por um time, foi uma zebra, não é bem assim.
José Trajano, bom dia a todos e todas. Falando, só colocando a história em campo primeiro, antes de ter o meu destaque. E 50, o Uruguai entrou no quadrangular final como zebra. O Brasil ganhou de 7 a 1, Brasil ganhou de 6 a 1, mas depois do jogo, dias depois, perguntado ao vizinho: foi zebra? Não, eles jogaram mais do que nós. Então é bom ficar atento. Vem cá, gente, é o que a gente queria ver, esse confronto França-Espanha, mas o desejo maior é é que fosse numa final.
Desejo não, a expectativa maior era que fizessem a final. Mas enfim, chegamos, jogo de cachorro grande. E aí eu tô louquinho para bola rolar, para a gente já ter um semifinalista. E vamos comentar sobre semifinalista no Posse de Bola Especial, que será finalista, o finalista, já finalista, que o Posse de Bola Especial vai comentar a partir das 6 da tarde, se não houver a prorrogação e pênaltis.
Arnaldo Ribeiro.
Bom, para o The Champions, a favorita, para deixar claro, é a Espanha, né? Foi a grande manchete da coletiva, da tumultuada coletiva dele ontem. Mas minha maior preocupação não é o jogo, que vai ser ótimo, é a arbitragem, tanto hoje quanto amanhã. Para fazer média com os organizadores, 2 árbitros da CONCACAF, um hoje e outro amanhã, 2 árbitros ruins. Para apitar dois jogões.
Acho um risco.
Corre por aí que o Wilton vai apitar a final da Copa em homenagem ao Arnaldo.
O Wilton é melhor ao Doutor Arnaldo.
Já tá aqui. O Wilton é melhor que esses dois, mas com certeza, só por deixar claro que esses dois acabou aí.
Aí estamos fritos, hein?
Não, eu não discuto essa questão.
Mas vem cá, o Brasil também não tem gente no VAR, na bandeirinha? Seria só o Wilton isoladamente?
O Doutor tem?
Doutor não mais. O Rodolfo Toschi Marques do VAR E graças a Deus tá de volta também aqui para reciclagem.
Muito bem, temos uma enquete, hein? E olha, eu gosto da simplicidade quando a enquete ela não precisa de 4 alternativas, ela pode ter 2 que ela resolve a questão.
Vai dizer que é que eu tô esperando?
Não, quem vai se classificar? Espanha ou França?
Pelo amor de Deus, o Rubens tentou empurrar essa aqui, eu falei não, não, Rubens, vamos mais além. Então a pergunta é a seguinte: Olha lá a enquete. O que que é mais difícil, a França tirar a bola da Espanha ou a Espanha segurar o ataque francês? Se alguém falar que não é para pensar, eu já paro o programa aqui, já vou embora. Já, olha, não vou comentar agora porque é o seguinte, você tá vendo que não tem Luísa, não tem Danilo. É você mesmo que significa que não, Zé Trajano.
Ainda mais em época de frio de rachar, as pessoas gente deve estar em casa, ao contrário lá dos Estados Unidos que tá um calor de rachar, né? Então, como tem muita gente em casa, venho do Posto de Bola, eu vou ficar naquela média ali dos 10 mil.
Olha, pai, foi ousadíssimo!
Semifinal, gente, vocês querem o quê?
Ousadíssimo! Nós estamos nem na metade da audiência brutal ainda.
Pô, você foi bem!
Eu acho que eu não consegui chegar aos 10 mil numa semifinal, parei.
Não tá nem na metade da audiência brutal, mas tudo bem, vamos embora. Pediu, tá pedido. Bom, vamos fazer o seguinte, vamos a um breve intervalo na TV e como sempre eu fico aqui conversando com vocês no chat do YouTube. Já voltamos, vai pensando aí como é que volta nessa enquete muito bem bolada. Já voltamos.
Humus de minhoca.
Tibério Gaspar, ele fala o seguinte: a omissão do Messi diante de recorrentes casos de racismo na torcida argentina não configura uma mancha em sua biografia? Vou fazer uma outra pergunta. A omissão de todos os jogadores, 100% deles, da seleção brasileira sobre o caso do estupro do Robinho, não configura que estamos falando de uma seleção que é, que não respeita a mulher?
Você vê alguma, alguma solidariedade aos casos de racismo que sofre Vini Júnior dentro da seleção brasileira? É os casos de racismo que acontece na Espanha e demais.
Não é bem verdade. Há manifestações do Messi, principalmente, o PVC pode me ajudar nisso, principalmente numa campanha feita pela Liga Espanhola, ele gravou vídeos de diálogo a 4 contra o racismo, contra o bullying, contra a discriminação por gênero e tal. Há participação dele nisso. Ele não é exatamente um ativista, de fato não é, ele é um cara tímido, de perfil baixo. E a tal história, aí eu acho muito engraçado, porque tá se cobrando do povo argentino, ou da torcida argentina, ou da seleção argentina, o que não se cobra do povo brasileiro, da seleção brasileira.
Porque sim, há um problema de racismo na Argentina, como há na Espanha, como há no Brasil. E basta olhar para as penitenciárias brasileiras, 80% da população carcerária ou mais de negros. Basta olhar para as periferias do Brasil, o que se mata de jovem negro. E aí, tudo bem, então nós vamos misturar a seleção brasileira com isso também? Tem um excesso aí. Justifique que você não gosta da Argentina e por isso você torce contra a Argentina. Eu, como gosto, torço pelo Messi.
Muito bem, que mais aqui, ó?
Vai dar debate, tem um outro debate. Outro aspecto.
Acho que o Nilson de Oliveira fala: entre paella e croissant, eu sou mais paella. A Espanha vai surpreender geral também. O cara deu uma reduzida no que é a culinária francesa, né?
Então é isso aqui, contraste.
Eu também adoro paella, mas tem um equilíbrio grande aí da culinária francesa.
Eu tô aqui pensando na enquete. Olha lá, meu velho! Mas não, mas não, não, pera aí, espera que vem chumbo grosso aí.
É, e o Alan fala assim, que a manhã, pão de queijo, essa hora eu prefiro pão de queijo.
Aí, ó, tá vendo?
Ele falou essa hora, essa hora, essa hora, essa hora.
Exatamente.
Feijoada agora às 7:30 da manhã?
Pelo amor de Deus, né?
Aqui com friozinho, não sei não, até que cairia.
Nós que vamos fazer no programa, estamos fazendo agora e vamos fazer mais depois do jogo, cá entre nós, uma feijoadinha entre um programa e outro cairia bem.
Aí eu durmo durante o outro.
Durante o jogo, voltando, estamos de volta na TV. Respondemos aqui a galera, algumas pessoas aqui no chat do YouTube. Mande suas mensagens também no chat do YouTube. É bom, agenda é a seguinte: hoje tem, vamos colocar na tela aí, França-Espanha, primeira semifinal da Copa do Mundo, às 4 da tarde. E assim que acabar o jogo tem posse de bola, tropa de choque reunida aqui para debater o primeiro finalista da Copa. E amanhã tem Inglaterra e Argentina às 4 da tarde, e depois de Inglaterra e Argentina tem posse de bola também especial.
Então, depois do posse de bola especial, tem outro posse de bola especial fora daqui, fora daqui, fora especial, tá?
Muito bem, meus amigos, território norte-americano.
Colocar novamente a enquete no ar, por favor. Que bem bolado, hein? O que é mais difícil? A França tirar a bola da Espanha ou a Espanha segurar o ataque francês? Quando o Trajano coça a cabeça assim é porque ele gostou, já percebi.
Olha, você sabe que é uma enquete envergonhada?
Envergonhada?
É pelo seguinte: não era mais tranquilo botar quem vai se classificar? Não, porque tem nuances. Mas achando que pegaria mal... Que seria uma coisa muito nada, muito óbvia, tentou botar uma firula nessa enquete.
Tentou colocar conteúdo. É, conteúdo, conteúdo.
Mas na verdade, o que quer dizer essa enquete?
Quem vai para a final?
É o gol português, claro. Quem vai para a final é a França ou é a Espanha? Envergonhadamente, em vez de— ficou com vergonha de colocar França ou Espanha, criou-se uma firula tática, técnica, não sei o quê, para dar uma engrossada no caldo. Portanto, não tem nada de sensacional a enquete.
PVC, me defende aí. Não tem nada de firula tática, tem um negócio. E como você vota nessa enquete?
Eu acho mais difícil a Espanha segurar o ataque da França.
Aí, ó.
E aí tem uma curiosidade, José, a gente entra na conversa. O meu voto é a Espanha segurar o ataque da França.
O que que ele quer dizer com isso? Que a França vai ganhar o jogo, pô. Bora, pô. É, em outras palavras, é isso, mais ou menos. É mais ou menos.
Consiga segurar os ataques da França e consiga ganhar o jogo. Aliás, se a Espanha ganhar o jogo ou empatar, ela vai ter a maior invencibilidade da história das seleções mundiais, empatado com a Itália, né, 37 jogos. Era o que aconteceria com a Argentina se ganhasse na estreia da Copa do Mundo 2022 contra Arábia Saudita. A Argentina tem 36 jogos, a Espanha tem 36 de invencibilidade hoje, e a Itália, campeã da Europa em 21, tem 37 jogos.
O que é um perigo, né, PVC? Porque atravessar essa fronteira é sempre uma coisa desafiadora, né?
É, a Espanha não tá falando muito sobre isso não. Outra coisa, outra curiosidade: o Lamine Amal nunca perdeu um jogo como titular. Isso, ele perdeu só esse jogo que foi para Colômbia em março de 22, e março de 24, e ele era reserva. A Colômbia ganhou em Londres 1 a 0, gol do Muñoz. E o jogo seguinte que abriu a sequência invicta foi aquele empate 3 a 3 com o Brasil no Bernabéu. Naquele jogo contra a Colômbia, o Lamine entrou aos 27 do segundo tempo, já tava 1 a 0 para Colômbia. Depois, como titular, são 26 jogos e ele nunca perdeu um jogo.
Ô Mauro, você que gosta tanto de responder enquetes, ontem eu perguntei para você, não, quem você tá torcendo? Não tô torcendo para ninguém, tô torcendo para o jogo ser um jogo legal. Diz aí.
É porque isso é uma chatice hoje em dia, né? Tem que estar torcendo por alguém. Tem que torcer por ninguém. Eu torço para que seja um jogo bom. A gente espera da Copa do Mundo a cada 4 anos, depois de tantas datas FIFA insuportáveis, né, com jogos enfadonhos, eliminatórias sul-americanas e outras chatices, que um confronto como esse seja um grande jogo, né? Tem tudo para ser um grande jogo, mas a gente só vai ter certeza quando a coisa acontecer.
Eu falei no início que eu acho, quando, quando no destaque inicial, quando que não sei por que tanta gente dá a França quase classificada, que eu acho um exagero, porque eu acho que as pessoas comparam, especialmente torcedor, né, o fascínio que a França exerce pela sua forma bela de jogar, como se fosse sinal de uma inferioridade de um adversário que apenas tem uma maneira diferente de jogar, mas também é competitivo. Né? E dessa maneira construiu também, ganhando de 1 a 0, sofrendo poucos gols, o caminho do seu título em 2010.
E até hoje tem um estilo de jogo que pode variar em detalhes aqui, acolá, mudam jogadores, mas a forma de jogar é a mesma, né? A Espanha, ela joga assim, muda o técnico, mas ela tem a sua característica. Ela tem uma, tem algo que o Brasil, por exemplo, não tem, né? O Brasil tem com Tite, era de um jeito, com Tcheloschi na outra Copa, completamente diferente, né? Você quer a bola, depois você não quer mais a bola. A Espanha não, mas para ter a sua forma de jogar, tem ótimos jogadores, tem um jovem talentosíssimo que ainda não brilhou na Copa porque vinha de lesão também.
E aliás, se não brilhar nessa Copa, ele terá outras para brilhar, que é o Lamine Amal. Então não vejo por que a Espanha seria quase carta fora do baralho. É um jogo difícil para França, a França vai ter dificuldade certamente, mesmo contra Marrocos, quando ela se impôs tremendamente, encurralou Marrocos lá no seu campo no primeiro tempo. Marrocos só conseguiu chutar uma bola no gol, 50 minutos, uma falta que o Hakimi bateu para fora.
Antes disso não conseguiu sequer finalizar. Só no segundo tempo conseguiu abrir o placar, perdeu o pênalti, o goleiro catou. Então é um jogo difícil para os dois, não tem carne assada ainda não, é um jogo difícil para os dois. Embora a França exerça esse fascínio em quase todo mundo, porque realmente é um time sensacional de ver, com jogadores espetaculares do meio para frente especialmente, né. Então tem um duelo aí. Quem hoje, o torcedor especialmente, que vai para rede social e tal, se precipita achando que é uma carne avançada, que a França não tem, não tem que estar na semifinal de Copa do Mundo, gente, a não ser numa situação absolutamente excepcional, né?
É isso. Você tinha levantado, erguido a mão?
É só porque eu vou me ausentar por 10 minutos em seguida, eu queria colocar um detalhe tático aqui, que é o que aconteceu no ano passado. Depois que a gente tava tendo ontem aqui, aqui na sala de conferência de imprensa, a Espanha que ganhou no ano passado, a Espanha dos últimos 10 jogos contra a França, a Espanha ganhou 6, e a França ganhou 3, o que dá noção de que o jogo da França tem tido dificuldade contra a Espanha. Os franceses entendem que isso aconteceu na semifinal da Liga das Nações no ano passado, 5 a 4, e na semifinal da Liga, da Eurocopa, 2 anos atrás em Munique.
Isso aconteceu porque a França tinha um time, embora com 7 titulares iguais à final da Copa do Mundo, Um time que como equipe não tava maduro o suficiente, eram titulares há pouco tempo. Esse é um ponto da história. O Deschamps disse, até por causa desses números, o Deschamps disse que a Espanha é favorita. E o Luis Álvarez diz uma coisa que é muito mais valiosa, na minha opinião, que favoritismo quer dizer nada. Se ele acha favorito, não quer dizer nada.
Bom, o fato é que no ano passado, especialmente no ano passado, a Espanha era diferente de hoje. Ela ganhou o jogo 5 a 4, chegou a estar 5 a 1, com 43% de posse de bola, porque ela jogava à base da velocidade, da força do Lamini na mão direita, o Migui nas pela esquerda. Então era um time muito mais incisivo, parecia que tinha morrido o toque de bola espanhol. 43%. Na semifinal da Eurocopa foi diferente, a Espanha teve 58%, um time mais parecido com hoje.
Há gente na imprensa espanhola que aposta numa coisa que eu duvido, que seria o Nico Williams começar a jogar para repetir o que houve na Liga das Nações, ter um time mais forte, mais incisivo. Só que o Alex Baena, o titular, foi o cara que estabilizou o meio-campo da Espanha e estabilizou justamente pela capacidade de não perder a posse de bola. Então a Espanha de hoje é mais parecida com a de 2010 do que a do ano passado da Liga das Nações, que venceu tendo 43% do tempo com a bola.
O Nico não tá bem fisicamente, não tá bem como Lamine Amal, não tava jogando uma Copa do Mundo no ápice, não tá. Então a Espanha voltou a ter a circulação de bola e a pressão como ponto principal. Para mim, a Espanha vai apostar no Fabián Ruiz no lugar do Pedri, que é mais incisivo por dentro, e no Alex Baena no lugar do Nico, como tem sido. Do lado esquerdo para dar essa estabilidade no meio-campo. Esse jogo não combina com o da França, mas o jogo que anulou a França completamente, chegou a estar 5 a 1 aos 20 do segundo tempo no ano passado, foi o jogo de mais velocidade, de mais rapidez, mais agressivo, mais vertical.
Arnaldo, um time tomou um gol, que é a Espanha, um outro time tomou 2 gols. Que é a França. O Arnaldo, como gosta de defesas, ele tá encantado com isso.
Gosto de equilíbrio, né? Time não— esse 5 a 4 foi bom para você lembrar, porque o 5 a 4 foi um vareio da Espanha.
Tava 5 a 1, né, esse placar?
Tava 5 a 1, na parte final a França fez mais ou menos como lá na final da Copa contra Argentina, começou a tirar uns gols da cartola, mas era, foi um vareio. E aí eu fiquei me lembrando, putz, Aí é uma questão de gosto, é o seu gosto, Âncora. Você que agora é banco neutro na enquete, você não gosta do estilo espanhol?
Não, não gosto.
E tem gente que não gosta mesmo, né? Eu tenho os debates com o Juca aqui e tal. Aquele time, esse do 5x4, com Yamal e Mico, eu gostava mais. Era mais vertical, mais rápido, né? E esse é um pouco, como você falou, mais parecido com o de 2010, que foi campeão. Mas olha Deus meu, era difícil, né? Estava na Copa de 2010, foram poucos jogos bons da Espanha. Aliás, a Espanha não costuma frequentar semifinal de Copa do Mundo. Trajano lembrou lá de 50, que era um regulamento novo, 2010.
E, cara, em confrontos europeus é diferente, ela costuma nas Eurocopas, na Liga das Nações, e mais longe do que em Copas do Mundo. Agora, nesse confronto desta Copa, eu vejo, embora o Deschamps tente jogar por outro lado o favoritismo, é o favoritismo francês. Isso não é bom para quem joga com essa expectativa, né? A Espanha, para mim, vai mais leve para o jogo, até porque imagino que pegando o Yamal como símbolo O objetivo final da Espanha seja lá em 2030, quando ela vai abrigar a Copa do Mundo.
Portugal, a mesma coisa. O Jorge Jesus já dando as entrevistas, Portugal e Espanha na próxima Copa, que terão jogadores bons, como anfitriões vão ser ainda mais fortes, mais. E acho que a França tem agora uma oportunidade, numa combinação mágica de talentos, de tentar ser campeã do mundo outra vez. Então, acho que a responsabilidade maior fica para o time francês. Acho que é quem vai tomar a iniciativa, vai tentar arriscar. E imagino também que, diante dos últimos insucessos diante da Espanha, o Dejan tenha adquirido alguma estratégia para fugir da armadilha.
Para mim, a gente fala muito dos talentos, né, do Yamal, do Olisé, do Mbappé. Do Dembélé. Mas tem duelos nesse jogo que para mim são muito interessantes. Os dois laterais talvez mais ofensivos da Copa do Mundo sejam os da Espanha, o Pedro Porro e sobretudo Cucurella. E a França é muito forte pelos lados, né? Então esse Dembélé e Cucurella, quem que vai, né? A gente fica imaginando como Como será esse time? O Cumbrela vai passar toda hora?
Dembélé vai apanhar bastante hoje.
Pois é, isso também é uma questão. Os jogadores— tem um vídeo, eu não sei exatamente, do Deschamps falando com a seleção dele depois de uma vitória.
Falando ele dentro do campo?
No vestiário, com números.
Tá.
Era um time mais antigo, mas eu acho que esse vídeo serve para hoje. Ele tá assim, rapazes, fomos bem, vencemos, mas eu vou começar com as coisas negativas, depois eu falo com as coisas positivas.
Exato.
E não se surpreendam se eu gastar mais tempo com as coisas negativas.
Você viu esse vídeo?
E aí o que que ele fala? Porque eu acho que serve para esse time. Ele fala assim, olha, o adversário, o próximo adversário corre mais ou menos 120 km por jogo. Nós corremos hoje 100. Quando a gente for jogar contra eles, se a gente correr 100, significa que a gente vai estar jogando com um jogador a menos em campo. Outra coisa, a média de quilômetros corridos pelos adversários hoje foi X cada um. Só um jogador nosso correu essa média.
Vocês sabem quem é, né? Kanté era o único. Porque só ele corre, vocês não correm, ele corre sozinho por vocês.
Então são coisas, valoriza muito o papel do técnico, hein?
Não é interessante?
Interessantíssimo.
Porque assim, não tem mais Kanté, né? Teve agora Kone ou Tchouaméni e Rabiot.
Agora, que aliás joga para burro.
Exato. Se os atacantes da França não se envolverem com o jogo desde o início como os caras gostam de dizer, sem a bola, não correrem para trás, a França vai ter um sério problema. Porque até agora eles não precisaram fazer muito isso, né? E acho que não é o que o Dembélé mais gosta de fazer, não é o que o Alizé mais gosta de fazer, não é sobretudo o que Mbappé mais gosta de fazer. O Doué faz. Eu acho que o Doué é o mais jovem, o mais novo titular, ele faz.
Ele vai atrás do Hakimi e tal. Mas eu acho que vai depender muito do esforço dos jogadores franceses brilhantes sem a bola, esse equilíbrio. Senão a França terá problemas de novo, na minha visão.
Diga, você falou que tinha achado interessante esse detalhe.
Não achei interessante o papel do técnico, porque essa conversa, esse vídeo que o Arnaldo citou, que o Júlio deve assistir, os números, né? Depois de uma vitória, a interpretação de uma vitória através da derrota. É fascinante isso, né? Então vou gastar mais tempo falando onde nós erramos do que onde nós acertamos, visando o próximo jogo. Ele falou tudo isso visando não para contestar a vitória, não, o que vamos encontrar pela frente.
Então achei muito interessante. Agora, pode ser a última vez dele, né? À frente da seleção francesa. Tem esse componente também, né? Disputa terceira e quarta, mas enfim, a última chance, última chance de ser campeão do mundo.
É, sim. Fala, Juca.
Não, eu, a minha expectativa é muito, muito grande, igual de todo mundo, mas eu tenho uma expectativa muito especial em relação a um jogador que ainda não jogou o que pode na Copa do Mundo entre os dois times, que é o Pedro.
Eu imagino que o Pedro possa ser mais que em relação ao Yamal e mais em relação ao Olivier.
Veja bem, em relação ao Yamal, a gente sabe que o Yamal vem de lesão, então você não pode ter uma expectativa que você vai ter o Yamal 100%, né? O Pedro pode, e o Pedro ainda não jogou o que a gente espera dele.
E no último jogo foi até para o banco, né?
Não sei nem se será titular, digo isso, né? Porque, mas eu acho que é um jogador que pode alterar esse equilíbrio, quer dizer, esse desequilíbrio, porque eu acho que há um desequilíbrio. O time da França é um time melhor que o time, tem mais jogadores decisivos do que tem o time da Espanha. O Pedro pode ser o cara que traga um equilíbrio para isso. Esse 5x4, ele jogou uma barbaridade, ele matou a pau ali, foi muito extraordinário.
O Mauro, essa França que a gente tem visto hoje, super forte ofensivamente, ela foi, ela foi transformada ali depois da Euro de 2024. Li uma reportagem sobre isso, que ali perderam, né, perdeu justamente para Espanha. Ele falou assim, nosso time tem muito jogador bom atacante, mas a gente utiliza mal isso. E aí que o The Champions mudou o jeito de jogar, e aí virou esse time que é mais, como é, vou dizer, rock and roll, como a gente comentou ontem.
É um time, é um time muito agressivo, né, que contra Marrocos não deu muitas oportunidades, mas em outros jogos já vimos com uma certa disposição defensiva, né, um time que muitas vezes se lança ao ataque e deixa, deixa uma certa, tem uma certa vulnerabilidade, né? Esse é o ponto. Acho que esse é um ponto importante. Aquela história do cobertor curto sempre existe, né? Difícil você manter o equilíbrio total quando você joga tanto tempo no campo do adversário pressionando, criando situações, e você tá tão bem protegido lá atrás.
Contra Marrocos funcionou muito bem. Para mim foi assim o melhor jogo da França em todos os aspectos, né? Até no segundo tempo, quando aí cedeu um pouco de campo, Marrocos avançou e é com mais espaço, chegou inclusive a construir algumas jogadas de gol, entre elas a do segundo gol. Gol do Dembélé, né, correu com a bola ali pela faixa central do campo por muitos e muitos metros até finalizar. O time tá voando, né, gente, isso é fato.
Já tínhamos visto a França contra o Brasil em amistoso antes da Copa do Mundo se impondo com uma certa facilidade. Ali já ficou claro para todo mundo que havia uma clara diferença entre o que a seleção brasileira poderia fazer, pelo menos no começo do Mundial, e o que os franceses já estavam conseguindo fazer. E agora ela atinge, acho que, uma certa maturidade. Mas eu falei no começo, a Espanha também cresceu. A Espanha começou mal também a Copa do Mundo, mas depois teve um desempenho dentro do seu estilo mais convincente, mais seguro, né? E por isso eu acredito que seja um jogo de equilíbrio.
Outra, Jano, entre tudo que a gente lamenta que faltou à seleção brasileira, eu vou falar o que eu acho que recebi de você. Para mim, o que mais me chama, me pega, é uma coisa que essas duas seleções têm. Você olha de campo assim, ó, isso aqui é Espanha jogando, essa aqui é a França jogando. Que isso é muito claro e o Brasil nunca teve isso. É o jeito, o jeito que encara o futebol, o jeito que joga, enfim, porque é muito claro nesses dois times, né?
Você sabe que a seleção brasileira tá tão distante de mim nesse momento? Não, daí é uma coisa assim, parece que foi ano passado que ela atuou, porque eu apaguei. Do mesmo jeito que ela quase teve um apagão, eu apaguei ela. A Seleção Brasileira da minha, aqui da minha história hoje, da minha preocupação, do meu interesse. Afinal de contas, estamos diante de uma semifinal. Nós estamos falando aqui das virtudes de França e Espanha.
Aí vamos lembrar da Seleção Brasileira que não teve virtude alguma? Fica difícil, realmente fica difícil. Que a gente pode comentar como é que tá o iate lá em Ibiza, como é que tá o pôquer em Las Vegas, como é que tá a temperatura no Canadá. Você entendeu? Isso a gente pode comentar, talvez procurando uma informaçãozinha aqui, o que chega para gente. Mas em termos de bola rolando, de entusiasmo, de desempenho, nós estamos muito distantes, muito distantes.
Agora, eu acho tudo que tá falado aqui é muito bom falar de futebol do jeito que nós estamos falando. Fica agradável, fica agradável. Por isso que a expectativa em relação a esse jogo, 2 cachorros grandes, dois pesos pesados, é muito intensa.
Agora, Arnaldo, você se deu conta quando você falou que em 30 a gente pode esperar Portugal e Espanha mordendo em busca da taça, que o Bruno Fernandes e o Bernardo Silva vão ter 36 anos?
Já passou. Não é uma questão, ah, último suspiro do Cristiano Ronaldo. A geração 94, que é desses Jogadores portugueses também vai extrapolar a casa dos 30.
Nesse aspecto, eu acho que o Brasil até entra na história um pouquinho a favor. Sem brincadeira, ao mesmo tempo que vão ficar quase quarentões, né, vai renovar, vai ter que renovar, vai ter obrigado a renovar. Aí tem o Estevão, aí tem o Rodrigo que não jogou, você tem um Rayan, tem um vídeo, o Hendrique.
Como Leste-Densa.
Não é? Aí sim dá para falar um pouco de Brasil, né, Arnaldo?
É, eu acho que é só porque assim, essa Copa ela não é no continente europeu, né? Então é sempre bom a gente lembrar. Essa é a Copa que tem jogos em estádios climatizados. Mauro sempre lembra disso: jogos em estádios climatizados, jogos em estádios com 40 graus, jogo em estádios com campo rápido, jogos.
Afinal, vai ser no campo que não é climatizado.
Não sei o quê, não sei o que lá, não tem cultura futebolística, os árbitros são da CONCACAF, a Copa que vem é outra coisa. Ah, tem essa coisa, vai ter um pouco Marrocos, um pouco da América do Sul. A Copa majoritariamente será disputada na Europa, em dois países super tradicionais, um que nunca foi campeão do mundo, Portugal, bateu na trave duas vezes, e com ótimos jogadores. Então a perspectiva não é nada, nenhum exercício miraculoso, que não é.
É óbvio, França e Espanha estarão muito fortes na próxima Copa, né? O desafio do Brasil é mais ou menos o desafio da Itália. Como é que nós vamos chegar lá? Ou da Alemanha, da reconstrução com Klopp e tal, né? O da Argentina, se vai ter ainda o Messi, vai ter o Scaloni, vai saber, não sei, sei lá. A França também deve estar forte porque a França tem média de idade baixa, baixa. Mas convenhamos, ela vai visitar Portugal e Espanha.
Então eu acho que se fosse a França, eu tentaria aproveitar agora essa geração, esse momento, esse encaixe. Porque diferentemente da Espanha, que não tem muito— a Espanha é um caso curioso de futebol, né? Porque eu acho que tem o conflito interno Catalunha O resto da Espanha. O resto da Espanha. Essa é uma seleção, curiosamente, que é catalã barra basca, né? Ela tem jogadores da Real Sociedad e do Athletic Bilbao.
Só não tem no Real Madrid, né?
Só não tem no Real Madrid. Mas enfim, eu não sei como é que vai ser o projeto para quando eles forem anfitriões, isso eu ainda não sei, mas dá para imaginar que as duas ainda estejam fortes. Frância e Espanha em 2030, mas uma é dona da casa. Isso sempre faz diferença.
Agora, tem um aspecto que eu quero lembrar, lembrando de um texto que eu publiquei semana que passou, do diretor da Escola de Educação da Universidade de Brasília, em que ele diz o seguinte: será que o tetra da Argentina não acenderá luzes em relação ao que deve ser feito no Brasil? Porque 30 pode ser a Copa do Penta da Argentina, Argentina empatar com o Brasil.
Ora, se vai acontecer tudo isso, eu não sei. Só vou fazer uma proposta aqui: já que Portugal e Espanha vão concentrar o maior número de jogos, que o posse de bola dessa vez, da próxima Copa, Seja em Barcelona e Lisboa, tá feito, tá feito. E nós lá, e nós lá, nada de ficar aqui do estilo.
Marrakech, o Mauro e o PVC, Mauro e PVC estão escalados, e a base.
Vocês falaram sobre a França de 2030, o que pode ser, talará. Olha a França que tem uma invencibilidade.
Não temos ainda, eu ia pedir, fala, Martela, com a invencibilidade em Copa do Mundo também. Você falou, mas tem que ter quem tem série invicta em Copa do Mundo é o Kylian Mbappé, né? O jogador, é verdade, ele tem um desempenho em Copas. Porque assim, a gente fala da juventude do Yamal, e é, né, tem muitas Copas, 19 anos, 2, né? O Mbappé com 18, sim, foi protagonista de uma Copa, de um título.
E aí, ô Mauro, sobre a França, a gente conversou um pouco sobre isso ontem, você me falou isso que eu fiquei um pouco até espantado. O time campeão de 2018 tem 4 caras só que estão lá hoje, e titular mesmo só o Mbappé.
É, você pegar no time titular, sim, né? O time, cara, titular, a base, né? Só sobreviveu, só sobreviveu ele, né? Não são 2 ciclos de Copa, mas acho que o interessante é o seguinte: perceber que todos esses caras tão bons que a França tem hoje, eles não estavam lá, né, quando o time foi campeão há 8 anos. Eu acho isso bem, bem impactante, né? Bem impactante. Se mostra uma renovação realmente muito forte, nem todas as idades.
Em relação ao time vice, em relação ao que foi campeão em 2018, não, eu sei, mas em relação ao que foi vice, tem quantos?
Aí tem que olhar, pera aí, eu não sei. Aí tem uma grande diferença falando sobre o último título ontem, o Arnaldo.
É duas grandes diferenças em relação ao time do vice, PVC Pode entrar aí também na conversa de volta, né? E aí acho que é o que hoje nós vemos no quarteto, né? Time da Copa passada tinha ainda 2 jogadores um pouco diferentes desses brilhantes que a gente tem hoje. Um centroavante mais fixo, não tão técnico, mas que era o maior goleador da França até o Mbappé, Giroud, você conhece bem. E o outro era um jogador muito interessante, mas que já estava num ritmo um pouco diferente, que é o Griezmann, né?
E aí ele sabe, bota interessante nisso, abriram passagem aí. E agora nós temos o Olissé e o Doué.
Isto dá medida da diferença do futebol francês para o futebol brasileiro. Você perde Giroud e Griezmann. De uma Copa para outra e tem os substitutos que tem para ambos.
Eram 6, vamos lembrar que 6, 6 era com Deel, Upamecano, Rabiot, Dembélé, Mbappé e Tchouaméni. Quer dizer, Tchouaméni não deve ser titular hoje, né, mas era titular antes de se machucar. Então eu não sei titulares da final, metade do time, metade do time.
Enfim.
Tem um vídeo rolando aí que, com esperança para 2030, a gente vai falar logo mais.
O PVC, é, a gente tá falando sobre ter que dar a mão para eu bater.
A Espanha também tem isso para chegar em 2030 forte com essa geração aí. Essa turma chega até lá?
Eu acho que tem. Eu tô falando muito essa expressão cultura do jogo, que não é uma expressão muito exata, né? Se alguém tiver uma forma melhor de falar sobre isso, me ajuda. Mas são duas formas diferentes de construir, de construir essa cultura. A Espanha tem, a partir de Real Madrid e Barcelona, a segunda maior liga do mundo, o segundo melhor campeonato do planeta. E você faz as pessoas conviverem, as melhores com as melhores, isso cria um ciclo virtuoso.
A França não. A França, a gente já detalhou muito aqui o que aconteceu a partir de Claire Fontaine. Eu acho que a história do Clairefontaine tem um episódio marcante, que é, e o Aimé Jacquet criou o departamento de futebol feminino em Clairefontaine, que também faz a França melhorar muito na capacidade de revelar jogadoras. Jogadoras que chegam ali, 20 jogadoras por ano, uma geração que vai ser trabalhada. Não dá para chegar todo mundo ali, por isso formam jogadores também.
Mas a França construiu uma força de seleção nacional que não é a força do seu campeonato. Embora a França tenha hoje realizado o sonho do Gabriel Hanot— Gabriel Hanot era jornalista do L'Équipe, que criou a Copa dos Campeões da Europa, hoje Champions League— e a França queria ganhar a Copa dos Campeões da Europa de qualquer jeito. Primeira final foi Real Madrid e Reims, da França. Ela foi ganhar a Champions só em 93, com o Olympique de Marselha, Olympique de Marselha não perdeu o título, mas foi suspenso pela corrupção do Bernard Tapie, que era o seu dono, o seu presidente.
E foi ganhar a Champions League de verdade, de verdade, de verdade, com o Paris Saint-Germain, que é um time do Catar. Então não, a força da França ela é da seleção nacional. Ele tem um projeto de construção do futebol nacional na seleção francesa, porque a França não tem uma capacidade de manter os principais jogadores como a Inglaterra tem, como a Espanha tem. Então são formas diferentes de construir essa cultura do jogo, mas de qualquer maneira é uma maneira de entender, interpretar o futebol e de trazer bom resultado para cá.
Ontem eu pensei que era uma sensação só minha. Eu cheguei aqui, olhei para os franceses e espanhóis, falei assim: graças a Deus a Copa do Mundo de 2030 é na Espanha! E aí os espanhóis começaram a falar a mesma coisa, um monte de espanhol falando a mesma coisa, e eles vão levar para a Copa daqui a 4 anos. Essa ânsia de voltar a ser campeão do mundo, seja campeão do mundo aqui, defende o título lá, ou se você for jogar a Copa na sua casa, porque na Espanha vai ser a Copa da Espanha, como aqui nos Estados Unidos, apesar de ter país.
Você já ouviu falar do Missão Saber? É o não tão novo podcast do UOL que parte de livros. Vamos recomendar muitos livros para falar de vários assuntos. Já pensou ouvir a Daniela Lima falando de ansiedade?
Por conviver com com o processo da ansiedade há tanto tempo, eu entrei numa espécie de vigília constante, assim.
O PVC sobre memória, o Facundo Guerra sobre China, Maria Prata sobre educação dos filhos, Sakamoto e os evangélicos.
Muita gente esperava que o número de evangélicos seria ainda maior.
Eu sou Murilo Garavello e apresento Missão Saber, o podcast para quem é curioso e gosta de aprender.
Tudo na vida a gente acha um equilíbrio ali, consegue conviver e ao mesmo tempo entender as problemáticas e ao mesmo tempo se amar.
Tem tudo isso e muito mais, muita coisa legal para você. Busca Missão Saber no YouTube, no Spotify ou na sua plataforma de podcasts favoritos, ou fica atento no Canal UOL. Assista o Missão Saber toda semana no Canal UOL.
Ó, a pergunta para vocês, 5, que eu também não sei responder.
Como é que nós estamos? Só de curiosidade para pedir mais, viu?
Pode pedir mais, nós estamos precisando, estamos precisando, estamos precisando de likes. Audiência bi-brutal, 1,6 brutal, tá ótimo, mas não tá nem na metade.
Mas agora que são 9:10, tem muita água para correr debaixo da ponte.
Pergunta para todos vocês que eu não sei responder, por isso que eu pergunto. Quem é o melhor jogador da Espanha tirando o Lamine Yamal?
Merino.
Rodri.
Não, eu tô falando do Merino.
Ontem tá jogando uma barbaridade.
É claro que eu tô falando de brincadeira. Vamos dizer que o Merino entre hoje de novo, faltando 10 minutos, e faça mais uma vez o gol salvador. Ele se tornaria, claro, agora acontecesse de novo é um absurdo, mas vamos dizer que aconteça, ele se tornaria o jogador mais importante da história da Copa. Salvador em 2, em 3 jogos, é muito difícil que isso aconteça, mas aconteceu 2 vezes.
Quem é o melhor?
Eu acho que para mim o Rodri, para o time o Rodri, mas nessa Copa especificamente o Cucurella.
Eu tô com o Arnaldo. O Rodri não começou bem, o primeiro jogo não foi bem, ele começou a melhorar no decorrer da Copa, mas é um baita jogador.
Eu fico horrorizado com que um time que tem Rodri tem alguém que diga que o Cucurella é um volante bom, tem em todo lugar, o lateral não tem mais, né?
Então acho que ele é um jogador, bota ele na seleção brasileira no lugar do Douglas.
Quem você acha, Mauro, mais importante? É depois do Lamine Amal.
Acho o Roderick. Achei que ia ser talvez até mais do que o Lamine Amal em alguns momentos. Lamine Amal é o lampejo decisivo, mas para o jogo funcionar, acho que é o Roderick. PVC, o meio-campo sustenta esse time, né? A forma de jogar, a posse de bola. Ele é um jogador de força e qualidade. Eu acho que o Roderick é fundamental.
PVC tá mutado.
PVC, eu acho que o mais brilhante é o Cucurella, mas o mais importante que estabilizou o meio-campo foi o Alex Baena. E aí, hoje tá jogando uma grande Copa. Não, o Alex Baena deu Ele entrou no time, ele mexeu.
Posso fazer uma pergunta aqui em relação ao Alex Baena? Querido Arnaldo, Ferreirinha ou Alex Baena?
Pelo amor de Deus, só de inteligência.
Bom, então tivemos aqui Rodri, Alex Baena e Cucurella.
É assim, só para ver como é que a Espanha joga hoje, o Cucurella é o oposto ao Yamal, né? O que o Yamal faz na direita, o Cucurella tenta fazer na esquerda. E o Baena vem para dentro e permite a passagem do Cucurella. É o tal do equilíbrio para compensar a ausência do Nico Williams. Então ele é muito— esse duelo, insisto, esse duelo Cucurella e Dembélé é um duelo interessante, porque é preciso ver como teve aquele duelo sensacional.
E aí a Espanha conseguiu vencer o jogo para mim também pelo Merino. Mas muito porque um dos caras do duelo saiu machucado. Nuno Mendes, Lamine Yamal. Foi Portugal-Espanha, era um duelo, era o duelo do jogo, que são dois excelentes jogadores. Quando o Nuno Mendes se machuca, entra o Semedo, Portugal começou a tentar jogar para os pênaltis. E hoje acho que é interessante essa situação, né, do ponta que é muito bom e do lateral que é muito bom ofensivamente, o Corella e Dembélé.
No caso da França, é mais fácil tirando o Mbappé a falar quem é o melhor?
Não acho.
Eu, para mim, tirando Mbappé, é o Liseté, mas disparado, disparado.
Mas ainda não é aquele jogador.
Aí eu sou babaca. Aí são questões, como diz outro, questões de gosto de pessoa.
Vou fazer uma comparação. O Liseté jogou menos jogou menos que o Bellingham na Copa.
Tá bom, pera aí, tem uma certa forma do time da França nesse sentido também.
Sim, mas o Bellingham talvez tenha jogado, o Bellingham, o que mais tenha jogado, né?
Mas dessa turma toda da França, embora seja muito talentoso, é legal ver ele jogar, talvez dessa, dos bons lá, talvez eu tenha menos jogado.
Eu acho que o Rabiot, já que você quer botar no meio de campo, Rabiot, pronto, a importância dele para o time.
Eu acho que o Lise começou a Copa melhor e depois diminuiu um pouco. E o Bellingham fez o movimento contrário. Isso, começou a ter razão, um pouco abaixo, e depois foi subindo barbaramente. O jogo contra o México que ele fez, o jogo das quartas de final contra Noruega que ele fez, o Bellingham cresceu muito. Outro dia a gente fez um exercício com os franceses de perguntar por que é que o— se, por que e se o Dembélé joga mais no Paris Saint-Germain do que na seleção francesa.
E os caras disseram assim, não, não, ele é, são times diferentes. O Paris Saint-Germain é muito mais coletivo do que a seleção francesa. Luiz Henrique não deixa o time ser individualista e ele joga por dentro. E na França quem joga por dentro é Mbappé, então o time funciona mais para o Mbappé. Por isso que o futebol do Dembélé aparece menos. Mas a França marcou 16 gols na Copa do Mundo, 13 de Mbappé mais Dembélé, 8 mais 5.
Fala aí, Arnaldo, para você quem?
Cara, essa é uma boa pergunta. Eu também gosto mais tecnicamente do Olivier, mas eu acho que ele pode jogar mais. Ele ainda não fez um gol, ele ainda não— e acho que um jogador que ele é um pouco desprezado por não ser tão carismático como os outros 3, mas que é muito importante e que quando sai o time cai, é o Duê. Eu acho que é o jogador que na dificuldade contra o Paraguai decidiu, na hora mais difícil contra Marrocos foi importante.
Então, e ele é um jogador mais solidário, e ele é um cara do Paris Saint-Germain Aproveitando o gancho do PVC. Então eu acho que é um jogador que não tá nos holofotes, mas talvez seja o Baena da Espanha, é o Doué para a França. Mas perceba, né, nós estamos falando de um, talvez um coadjuvante, e que é muito bom. O Doué jogaria na seleção brasileira, sem dúvida, né, para a gente ter um grau de comparação, né. E eu acho que ele é um jogador também, hoje vai ser muito importante para o jogo.
Imagino que ele comece no lugar do Barcola, porque acho que ele é mais constante que o Barcola.
Quem você acha, Mauro?
Para mim, o Doué foi o melhor jogador nos momentos mais difíceis, que o jogo tava 0 a 0 contra Marrocos, e foi o melhor jogador. Inclusive, a jogada do pênalti que o Mbappé perdeu, ele que inicia a jogada, recupera a bola, né? E tem só 19 anos, né? De 87, de 2007, 21 anos, perdão, tem 21 anos, é muito novinho também, pouquinho mais velho que o Lamine Amal. Agora, aquela questão, a fartura também, né, é a fartura. Joga ele, joga o Barcola, o Cherki quase não joga.
Olha só a quantidade de jogadores que os caras têm para revezar. Para quando faz 2 a 0 contra Marrocos Sai você, sai você, sai você, vamos descansar tranquilo. O jogo tá, cara, resolveram uma partida de quarta de final sem estresse, podendo preservar alguns jogadores na reta final do jogo. São luxo, né? Um jogo que se esperava muito mais difícil, que a França fez ficar desigual, na minha visão fez ficar desigual. Marrocos não conseguiu jogar, e quando saiu um pouco para o jogo no segundo tempo, foi armadilha que a França deixou pronta para liquidar o jogo rapidamente e conseguir pavimentar sua classificação.
É do meio para frente da França, qualquer um seria titular da seleção brasileira, eu acho. Eu acho que sim.
A gente teria que guardar a vaga do Vinícius. Não, tá bom, mas os outros jogariam com o Vinícius, todos eles, evidentemente.
Se você propuser trocar do meio de campo à frente, incluindo o Vini Júnior, eu topo.
Ah, contando o conjunto, conjunto. Mas, né, você vai falar, o Cornet joga, joga, o Rabiot joga, joga, o Dembélé joga, joga, o Mbappé, óbvio.
Aí assim, né, nós temos um jogador também que também nunca vai ser apontado como principal destaque, mas fazendo uma Copa absurda. 2, vou dar o nome.
Eu tava esperando ele lembrar do Saliba.
Muito bom, que na França joga do lado esquerdo, não joga do lado confortável dele.
Ele joga do lado direito, do lado esquerdo.
Gabriel Magalhães faz uma Copa esplêndida e eles são muito mais exigidos do que os zagueiros da Espanha. Os zagueiros da Espanha, ele já pega uma coisa mastigada, né, quando pegam. E os zagueiros da França no mano a mano toda hora, toda hora mano a mano, toda hora mano a mano. Para jogar com 4 na frente você se expõe. E os dois estão muito bem, né? E o Saliba acabou ganhando a vaga do Konaté, que era mais titular antes de começar a Copa, e tá fazendo uma Copa gigante.
E tá todo mundo do Arsenal, pode ser o Merino, o Saka, Saliba, com mazelas da temporada muito extenuante, né? O Saliba tá com dores nas costas, jogando, sendo poupado de treinamentos. Mas também tem esses caras que são coadjuvantes que que explicam o fato da França ter tomado só apenas 2 gols na Copa do Mundo toda, mesmo tendo um ataque avassalador.
Ontem a informação foi que o Mbappé treinou 3 minutos, porque ele vai para o jogo, mas ele tomou uma lesão no pé no jogo contra o Marrocos. Então a condição física do Mbappé foi entrada no tornozelo, PVC.
Ele tomou um carrinho absurdo, torceu o tornozelo, saiu por causa de um carrinho completamente desproporcional.
Então ele tá treinando pouco, sendo preservado para o jogo. Ele deve ir para o jogo, mas ele não tá 100%.
Ó, tem uma coisa que você falou, que a França—
deu para ver a imagem dele quando ele foi substituído com gelo no tornozelo, né?
O Mauro falou que a França ganhou uma certa tranquilidade de Marrocos, conseguiu até descansar, tirou jogadores e tal no final. E a França também foi dos 4 semifinalistas que menos viajou. Tem uma tela aí sobre isso, ó. Viajou 5.460 km. A Espanha viajou 21 mil, quase 22 mil km, né? E acho que isso é um ponto importante. A França jogou antes ainda. Se tem alguém que tá descansado aí para esse confronto, mais descansado.
Aí aquele cara que tem resposta para tudo fala assim, o francês: reclamando de quê? Eles foram a pé.
Agora, como é que tá o tempo aí em Dallas?
TVC, tá sem áudio para ver.
O Mauro não tá em Dallas igual você. Eu tô em Dallas, o Mauro tá em Atlanta, né? Tá chuvoso, não tá chovendo, mas tá chuvoso, mas tá quente, tá bafo.
Mas o estádio, o estádio até climatizado, os dois. Amanhã também, amanhã é climatizado, Mauro.
O estádio de Dallas é climatizado e é sensacional, cara.
Aí você falou, então, que é incrível.
Não tem ali, não tem problema nenhum de clima, pelo amor de Deus, é espetacular. É um estádio até meio assustador, sabe, a obra, sabe, aquela coisa gigantesca toda refrigerada.
Enfim, enfim, amanhã então semifinais climatizadas e final.
Então, conclusão que a gente vai chegar: a final da Copa é no estádio que não é climatizado, gramado horroroso. É, o PVC falou que é o pior E o árbitro que vai apitar é de uma federação que futebol para eles é um negócio impressionante, né, Arnaldo? Então a final tá sendo aguardada com gana, né, do jeito todo especial.
Trazeram ontem, a gente conversou isso aqui, você não tava, mas acho que você poderia entrar nessa conversa rapidamente, pelo menos, que a gente tava falando sobre a Copa dos Protagonistas, a gente fala muito de jogador, e tanto de um lado quanto de outro estamos falando de treinadores que não são os donos do jogo. Né, porque a gente tá acostumado ao longo de 4 anos aqui no Brasil, o técnico vai lá para dar entrevista, seja na seleção ou não, ele tem, ele resolveu tudo, né?
Eu fiz isso aqui porque foi aqui, ele é o dono da bola, do discurso. Nessa Copa, ou nessa semifinal pelo menos, não. O De La Fuente aí, mas as pessoas mais não sabia quem era até outro dia.
Não, é mais ou menos isso, né? Nós temos que pressionar alguns, por exemplo, nós acabamos de falar do Deschamps aqui.
Então, mas ele não é uma figura—
Não, mas lá em torno, só esse vídeo relembrado aqui pelo Arnaldo já o coloca numa dimensão e um sujeito mais vitorioso. Ele pode ser o técnico mais vitorioso na história das Copas, né?
Não, meu ponto é que ele não coloca mais em torno disso.
Você quer dizer que não tem um personagem que apareça mais, que tá no nível dos jogadores assim, como destaque e tal?
Não, não tá nenhum deles.
Tem destaques isolados, mas não desse tamanho. Ainda bem, tudo bem. O pessoal, o personagem principal é o craque, é o jogador, não é? A verdade, eu acho que inclusive vai na seguinte ordem: é o craque, é o jogador, depois a torcida. O peso das torcidas nessa Copa do Mundo é que a gente esperava que tivesse estádios vazios, que não sei o quê. É sensacional a experiência que o Mauro O PVC, o Danilo, Luiza, nosso pessoal lá tá tendo, e os relatos que eles passam quando estão nos estádios é sensacional, né?
Você vê a Inglaterra com— ontem foi Dia Mundial do Rock, a Inglaterra canta Oasis e os Beatles, né? A seleção da Noruega com aquela remada, a seleção dos países africanos também com aquele show sensacional. Malemolência, Cabo Verde. Então a participação dos torcedores é muito importante. O técnico que chamou a minha atenção, que foi diferente de todos e teve uma postura política, porque a Copa a gente não pode colocar política na lata do lixo, pelo contrário, é a Copa mais politizada, é o técnico do Egito.
Aliás, colocou 3 estentes agora, voltou para o Egito lá, fez uma operação, os maiores jogadores da história do Egito.
Mas em todas as entrevistas dele falava da Palestina e fez questão de pegar a bandeira palestina e dar uma volta no gramado exibindo a bandeira da Palestina. Ou seja, ele teve uma participação política mais forte que todos os outros. E o ponto negativo para mim é o nosso Ancelotti, que a gente depositou todas as esperanças e ficou aquela pajemaceira no banco ali errando no jogo final.
Quis falar, Naldo?
É que hoje, 14 de julho, queda da Bastilha, né?
É, eu ia falar isso.
É uma data, a gente foi na França, 4 de julho dos Estados Unidos. Nossa primeira experiência em Copas foi na França, né, 98. Então 14 de julho tem muita coisa, não, dia seguinte da final, né?
Você lembra?
Imagina a França hoje, a França hoje, feriado, 14 de julho, nessas coisas. E o The Champ é uma nessa questão dos técnicos, nós temos só um estrangeiro. E não tem técnico campeão do mundo estrangeiro, tá? Não tem técnico, né?
Não tem. Falou disso daquela da Basília ontem. Fala, termina. Desculpa que te interrompi. O De Ciano falou sobre aquela da Basília ontem.
É, então falou na coletiva, né?
Daí nós tivemos técnicos, por exemplo, com personalidade. O Scaloni é uma figura diferente, né? Outro tipo de personalidade, outro tipo de personalidade.
Que eu tô falando, não é o técnico protagonista.
Chora.
É discreto.
E que chamou para o fato de que é um jogo de futebol.
Desarmou a rivalidade política, geopolítica entre os países.
Se você fosse a França ou a Espanha, você ia olhar para o jogo de amanhã falando: eu quero jogar a final contra Argentina, Inglaterra.
É isso? Se eu fosse os dois, desperdiçou enquete de amanhã.
Assim não acaba o programa e você não se manifestou. Vamos lá, olha a tua dúvida. Olha o tamanho da dúvida.
Olha que enquete saída assim.
Não existe enquete prévia, não existe enquete prévia, porque qualquer um dos dois, olha, vou falar mobilidade, qualquer um dos dois terá passado Por um dos dois. Se a Argentina passar a Inglaterra, segura a Argentina, meu amigo. Se a Inglaterra passar a Argentina, voltar uma final de Copa do Mundo, segura a Inglaterra, meu amigo.
Vem cá, como é que tá a enquete falando nisso agora?
Podia fazer aquela coisa que você propôs, poder contratar um jogador para jogar a final do outro.
Não, eu acho que na próxima Copa, como vai ter muito país, quem ficar de fora, entendeu?
Messi, Bellingham, é o mesmo time.
É, você pode escolher igual álbum de figurinha. Você podia ter um álbum de figurinha. Se você fosse escolher, à medida que você fosse saindo, vai preenchendo o álbum de figurinha dos que saíram. Aí você pode ter acesso. Eu quero aquele, aquela figurinha ali.
Ó, primeiro eu vou te falar que nós, no ponto de vista de likes, tá um desgraça. Não vamos chegar, hein?
Vamos falar sobre Argentina, que o negócio vai pegar.
Não vamos chegar. Vamos falar da Argentina agora.
Como é que é a boca? Engarrafada.
Um pouquinho mais da metade.
Tem coisa engarrafada, porque você já segurou na cadeira.
Mas fala a enquete, como é que tá?
Com relação à enquete, pedi uma parcial aqui, vão me mandar já já a parcial da enquete. Mas enfim, você preferiu pegar Inglaterra, é isso? Mas por quê?
Porque Argentina é atual campeã, casca, tem um caracaço, tem torcida. Para mim é muito diferente, a Argentina agora É o último canto e a torcida sabe disso. Vamos ver. Por isso que o PVC falou da Espanha na Copa e eu tô falando tanto. A próxima Copa é na Europa. As torcidas europeias na Europa são outras. No Catar, nos Estados Unidos, é as torcidas africanas e sobretudo a torcida da Argentina, que é uma torcida de time de futebol.
Fora aqueles cretinos racistas que mancharam muito a participação da torcida, uma parte da torcida.
Exatamente. Diferente, né? Mas eu acho que, claro que tem o componente do Juca, quem chegar na final chega grande de qualquer forma, mas eu acho que eu preferiria pegar a Inglaterra pelo ineditismo e tal, e pelo fato da Argentina ser atual campeã.
Pelo lado histórico, é mais difícil pegar a Argentina, portanto.
Pelo lado histórico, por exemplo, vamos dizer, qual é o confronto que tem mais número de vitórias de um sobre o outro, que tem uma facilidade maior histórica?
Esses daí, né?
A gente pode ter uma final repetida, o que é raro, como teve Alemanha e Argentina, né? Ter França e Argentina de novo, pode ser. Os caras chegaram muito fortes de novo.
Mauro, quer opinar? Se você fosse francês ou espanhol, quem você gostaria de— que seria melhor, menos pior pegar na final?
Bem, antes da Copa eu responderia Inglaterra, né, pela, digamos assim, pelo retrospecto, né. Mas a Inglaterra tá diferente nessa Copa, né, tá com um pouco mais de sangue nos olhos, um time mais vibrante, mais inquieto. O próprio técnico, com a entrevista que deu na saída de campo após a classificação diante da Noruega, deixando claro que tava insatisfeito, ele quer mais, quer que o time jogue mais. Então eu diria Inglaterra, mas acho que tanto faz, cara.
Não vejo muita diferença não. A diferença da Argentina tá na arquibancada, que tem uma torcida que ninguém tem, né, nem perto. Mesmo com a quantidade de ingleses sendo até grande atrás da seleção, vai ser menor aqui do que Atlanta, do que a de argentinos, certamente. Mas é um time mais errático, né. Agora, acho que tanto faz, sinceramente. Acho que a França escolheria ninguém não, cara. Antes escolheria Inglaterra, mas acho que Inglaterra tá diferente na Copa, ela tá mais competitiva.
E aceitando menos a derrota, sabe? Aquela coisa, né? Eliminado, os jogadores caminham em direção da torcida e ficam aplaudindo. Aí você pensa, tá aplaudindo o quê? De novo morreu na praia. Acontece agora, duas vezes vice-campeã europeia, uma delas em casa. E havia um certo conformismo sempre, né? Inglaterra é isso aí mesmo, tá? E sempre morre na praia. Agora tá um pouco diferente, de fato. O jogo doméstico mostrou isso. E a reação do treinador depois da classificação, como eu falei, contra Noruega, acho que reforça a tese ele inquieto e cobrando imediatamente após o jogo, que quer o time jogando mais, porque o time tem que jogar mais de fato, né? Contra a Noruega, especialmente segundo tempo, não foi bom.
E confrontou, e confrontou o Bergha, né, Mauro? Porque o Bergha teve a reação dele. Não, pera aí, o Bergha o criticou pela frase. Tem uma resposta dele que eu vi ontem, uma resposta dele dizendo que isso não é papel de líder, que se o Bellingham quiser contestá-lo, vá procurá-lo pessoalmente e não fale em público, que ele tem o direito de criticar o time e que as críticas que ele fez ele mantém. Ele foi para o palco, Bellingham. Eu não sei nem se o Bellingham vai jogar amanhã.
Pelo amor de Deus, ele que é mandado embora do Ele é alemão. E o outro é inglês.
Fala, Maluca, o repórter fez um leve traje, né? A sequência foi assim: passa o Thomas Tuchel, vai lá e vai dar entrevista. E aí, tal, classificado, o que que você achou? Gostou do time? Alguma coisa?
Não.
Ah, não gostei, acho que jogamos menos, teve que jogar mais, erramos nisso, nisso, nisso, nisso, e temos que jogar mais e vamos jogar mais. É, mas jogadores estão festejando. Claro, eles têm que festejar, a hora de desfrutar com a torcida, comemorar assim, estamos classificados e tal. Separou bem entre as duas coisas. Análise do jogo, não gostei, meu time tem que jogar mais. Ah, mas a galera tá festejando, tem mais que festejar, é óbvio que tem que festejar, não importa, jogou bem ou mal, que vale a classificação.
Então ele foi muito correto na resposta. Aí veio o Beller, né, ele chega, ah, o Thomas Tuchel não gostou muito aqui e tal, falou isso, isso, isso. Aí o cara no calor do jogo ali teve aquela reação, ah, talvez ele não saiba a dificuldade que é enfrentar esse time da Noruega. É uma resposta ríspida de fato, mas tem um contexto que assim, o repórter na bucha já jogou o desabafo do técnico para cima do jogador. Eu acho que é uma coisa que eles têm que assistir o vídeo, os dois juntos, e entender o contexto e baixar a bola, porque isso aí não vai levar a nada.
Mas acho que o Thomas Tuchel falou aquilo que eu espero de um técnico, que ele fala a verdade, né? Tá dando uma entrevista, não gostou da atuação, não gostou da atuação. Tá falando o quê? Contar uma historinha do Boitatá ali para gente?
Isso que você observou é a pura verdade. Eu acho que tem uma mudança de comportamento na seleção inglesa para os torneios anteriores na Inglaterra. Que é absolutamente notável, é absolutamente clara, né? É um time de, tem alma, coisa que a gente não sentia. Eu achava que era um bando de sers. Bom, a gente vem aqui, joga, se ganhar ganhou, se perder perdeu, futebol, vamos para casa, então tá tudo bem. Esse time me parece mais raçudo.
O PVC, quem que é melhor ir para final? Quer dizer, quem é o adversário menos pior na final para Inglaterra ou para Espanha ou para França? A Inglaterra ou Argentina?
Eu tava tentando responder a pergunta do Trajano aqui. Se você for pegar Espanha e Inglaterra, são 13 vitórias da Inglaterra e 11 da Espanha. É o maior equilíbrio. Até contra a França, a França, a Inglaterra ganhou 17 vezes da França e perdeu 10. Contra Argentina, incrível. Argentina jogou 14 vezes contra a Inglaterra e ganhou 2.
Olha só, olha só, mas uma delas com gol de mão e a outra com a expulsão, e outras, e outra com a expulsão do Beckham, aquela.
A Argentina deu duas vezes só nos pênaltis, só 14 jogos, 6 vitórias da Inglaterra, 6 empates, 2 vitórias da Argentina. Só que a Argentina eliminou a Inglaterra em duas Copas do Mundo. É isso, só isso que aconteceu. Uma foi com empate, um 2 a 2, e depois, e depois a vitória nos pênaltis. Acho que é difícil escolher. Eu acho que a Inglaterra chegou mais forte, chegou mais forte do que Argentina, chegou mais forte do que até do que Espanha.
E depois pode ganhar da França hoje perfeitamente, mas acho que a Inglaterra, aquilo que a gente falava, que a única chance de o Brasil chegar na semifinal seria crescer durante a Copa, o time que mais cresceu durante a Copa foi o time inglês.
Boa! Olha, embora tenha estreado bem, né, é que a estreia foi marcante contra a Croácia, depois deu um baque, né.
E mas acho que o jogo que deu à Inglaterra esse tamanho foi o jogo do Estádio Azteca. O México tava empolgado, não tinha sofrido nenhum gol, né, nunca tinha perdido no Azteca, não tinha perdido no Azteca, não sei o quê, na vida. E enfim, foi um jogo de reviravolta. Na volta.
Ele, e para a gente que tá aqui, gente, foi logo depois da eliminação do Brasil, né, para Noruega, o jogo Inglaterra e México. Lembrou um pouco aquela eliminação do Brasil para Holanda em 2010. Aí logo depois teve Uruguai e Gana, o jogo da cavadinha da mão, não sei, foi quando o Uruguai, opa, né, tipo. E de fato foi um, e aí tudo que a gente viu naquele jogo dos ingleses contra os mexicanos no Azteca Por que que a gente não pode ter esse inconformismo?
Por que não?
Porque não, se até eles estão jogando com esse, né, com esse, com essa vibração.
Muito bem. Você falou que vamos falar da Argentina. Vamos falar da Argentina, sim, porque assim, aqui no chat tá todo mundo, vocês estão passando pano para racista e droga. Acho que as coisas se misturam, né?
Eu até peguei a informação, 2013 a UEFA fez uma campanha contra o racismo, o Messi foi dos principais protagonistas da campanha. Essa coisa de dizer, o Messi nunca se manifestou, não é verdade. Eu não estou passando pano, acho que deveria se manifestar todas as vezes, coisa que ele não faz, devia. Agora, eu também respeito o perfil de cada um. Este é o estilo dele, não vou cobrar dele o heroísmo com o pescoço dele. Gostaria que ele fosse mais participativo, que ele tivesse a postura do Mbappé, por exemplo, em relação a essa questão, ou do Vini, né?
Mas mais do Messi, porque ele não sente na própria pele. Seria uma questão de empatia, de comprar a briga dos outros, né? Que é uma briga do ser humano, a briga antirracista, né? Não basta não ser racista, é necessário ser antirracista, denunciar, gostaria que ele fizesse, mas não vou carimbá-lo com uma sentença definitiva. Aí não torço por ele por causa disso, porque se for por aí vai ser difícil achar por quem torcer.
Basta lembrar que o Pelé não era exatamente um ativista contra o racismo, né? Durante sua carreira inteira. Mauro, você pegou o microfone, talvez você queira falar.
Não, não, essa babaquice do tá passando pano para racista, né? Na verdade, os caras fazem, praticam xenofobia o tempo todo, o tempo todo, isso, e nem sabe o que que é. Também é crime, também é crime, e generalizam toda uma população por conta de meia dúzia de cretinos, covardes, canalhas, escrotos, que são de fato racistas. Como no Brasil também existe uma quantidade de racistas, só que com o rabinho entre as pernas e não se manifesta publicamente, porque no Brasil nós estamos mais avançados do que na Argentina e na maioria dos países na luta contra o racismo, porque já se caracterizou como crime.
Então o racista brasileiro, ou que mora no Brasil, ele fica na dele, ele segura mais a onda. Mesmo assim existem registros em estádios de torcedores brasileiros fazendo manifestação racista contra jogador, contra torcedor adversário. Inclusive o Vinícius, quando ainda jogava no Flamengo, sofreu ataque racista lá no estádio Nilton Santos, em Engenhão, no jogo Botafogo contra Flamengo, por exemplo. Já naquela época, antes de ir para Espanha, não foi na Espanha que ele conheceu isso não.
O Vinícius conheceu o racismo lá em São Gonçalo, onde ele foi criado, nas ruas, certamente sendo tratado, maltratado, tratado de forma racista pelos racistas que estão soltos por aí. Então o problema não é esse, né, passar pano, é não generalizar, tá? E você até ontem me recomendou um vídeo excelente da menina argentina que fala muito bem o português, falando historicamente. Ela fala um ponto importante, Aí os ignorantes falam: não, não tem preto, não tem negro na seleção da Argentina.
Ela cita o Lautaro, ela cita o Romero, ela cita o Maradona, que são descendentes de negros sim, ou de população do norte da Argentina, que é totalmente diferente da população de Buenos Aires. Eu fui esse ano a Salta e a Jujuy, cara, o povo é totalmente diferente. As pessoas acham que a Argentina é só Buenos Aires com influência europeia, os branquelos. Não é bem isso, não é bem isso. Então essa estupidez, essa ignorância que o sujeito ainda não tem nem a vergonha de colocar ali, escrever no chat, colocar na rede social.
Ele exibe a sua ignorância e a sua xenofobia. Então são tão— esses aí são quase tão abjetos ou tão abjetos quanto esses racistas argentinos, que são alguns, não são a maioria. E tem gente que nem conhece nenhum argentino, nunca conversou com argentino, e quer rotular. E se você não se posiciona nessa onda cretina que tá se criando, que se criou contra os argentinos generalizando, é o que você tá passando o pano. Ah, vai procurar o que fazer, vai estudar Fala um pouquinho, idiota.
Eu vou só fazer uma observação. Não, não, é importante.
Diga.
Eu acho que vamos passar de 10 mil.
Não vamos.
Não, você não entendeu a minha colocação. Porque diante dessa conversa começou a existir agora, passamos, vamos passar de 10 mil.
Assim, vamos combinar que eu acho que para mim fica claro que é uma questão específica contra a Argentina de alguns brasileiros. Porque se fosse assim, tinha que estar todo mundo torcendo para França hoje, porque a gente vê manifestação racista na Espanha o tempo todo, inclusive contra o Vinícius Júnior, inclusive com o governo, com o governo e a Federação Espanhola. Acho que não, né?
O ex-chanceler, o ex-primeiro-ministro, falou sobre a seleção francesa, que agora não, agora tem um primeiro-ministro de esquerda, mas antigamente era de direita, o antecessor, né? Manifestando contra a seleção francesa.
É uma questão com a Argentina, né? Vamos lá, porque senão a Espanha não poderia ter o torcedor de um torcedor brasileiro aqui. E vamos lembrar, mais racista do que fizeram com o Cristiano durante anos aqui.
E vamos lembrar que Monsieur Le Pen, quando a França foi campeã do mundo em 98, disse que aquela França não representava, porque o Zidane não era francês. Quer dizer, essa questão é uma questão universal, é uma questão que se dá no mundo inteiro. Particularizar na Argentina, como disse o Mauro, é querer disfarçar uma atitude chauvinista em relação aos irmãos com esta causa nobre. A mim não pega, a mim não pega.
Mas o Arnaldo tem uma outra questão com a seleção da Argentina.
Ok, ok, tem bastante, porque assim, acho que essa é uma das poucas vantagens de acompanhar a Copa fora do local, é você sentir o termômetro, a temperatura do seu país. Uma das poucas vantagens nessa Copa, evidentemente, existe uma torcida contra a Argentina que não existiu em 2022. Pelo contrário, muita gente torceu para— eu tô falando não, não esses caras que ficam pegando essa bengala do racismo aí para justificar a torcida contra.
Tô falando da torcida contra, ela existe hoje. Policiamento das narrações, Não sei o que lá, qualquer uma em 2022. Você pode pegar em qualquer, na tua família, nos seus amigos, um monte de gente torceu para Argentina em 2022 por conta, sobretudo, do ineditismo do título do Messi, que o Messi merecia e tal. Parece ter havido aqui, ó, aquilo já deu, já foi. E o Brasil aí começa a ter a comparação, pô, os caras são além nossos rivais, eles estão muito melhores que a gente, eles têm mais envolvimento com a torcida.
Eles têm garra, eles têm. Então assim, hoje tá todo mundo, praticamente todo mundo torcendo contra Argentina. Isso não aconteceu nem de perto em 2022. E aí agora esse argumento do— e eu fiquei pensando muito sobre isso porque eu fui um cara, sou um cara que nunca torceu nem a favor e nem contra. Eu não sou apaixonado e nem detesto. E comecei a pensar o que que me causa paixão e ódio em relação à seleção argentina. Argentina, porque talvez seja a seleção mais superlativa nesses aspectos, porque ela é uma seleção sui generis.
A minha primeira Copa do Mundo foi menino assistindo Brasil-Argentina na casa do Fernando Meligeni, de família argentina. Os caras compararam a televisão, jogo Brasil-Argentina, Batalha de Rosário. Para quem não viu, põe no YouTube. É só o jogo que entrou o Chicão.
E vamos só explicar para os mais jovens, Chicão era um jogador São Paulo, viril, viril, brutamonte, né?
Isso.
E vinha da Ponte Preta, e que entrou porque o time argentino era bruto e batia para Dedé, o Gadiego, Tarantini, Luque. Primeira bola, o Chicão dá uma muca na cara do Luque, porque assim foi o jogo. Aquela Copa ainda teve aquela questão com a seleção peruana. A Copa foi bem, tinha ditadura, foi bem manchada. Aí nós Isso foi 82, aí eu já era, já gostava de futebol, tinha crescido, e comecei a ver o Maradona jogar. E aí aquele jogo Brasil-Argentina, ele me mostra o que me apaixona na Argentina e o que me deixa com náusea. O argentino, a seleção argentina, normalmente ela só sabe ganhar.
Isso é verdade.
E o que o Maradona fez lá no Batista, depois de estar tomando um vareio, é normalmente o comportamento do jogador argentino.
Tem toda razão.
E isso me dá asco. Então eu adoro Argentina quando vence e odeio Argentina quando perde. E nesse time tem vários jogadores desse tipo, como era o Simeone, por exemplo, né, que tirou o Becker. O Paredes, que foi o cara do Embolô, é assim. O Otamendi é assim. O Romero é assim. Então assim, não dá para gostar desses caras quando eles perdem, porque eles não sabem perder.
É, mas tem um componente que a gente não colocou até agora.
Qual é? Esse eu tô falando do ponto de vista esportivo, do caráter do jogador argentino, que é do Boca, do River, tá bom? Toda hora quando ele perde.
E os brasileiros sabem perder? Luiz Pereira com a Holanda.
Não, aí você pode pegar, você pode pegar, não, não é exemplo do coletivo. Aliás, o brasileiro sabe perder demais. Eu acho que tá faltando um pouco de— eu quero falar uma outra coisa que O brasileiro, você tem uns exemplos, tem o Felipe Melo, tem o Luiz Pereira, tem não sei o quê, mas não é um comportamento coletivo. E esse time tem muito essa cara, é que esse time tá ganhando todas. Esse jogo da Inglaterra apitado por um norte-americano, se a Argentina tiver perdendo, você pode apostar todas as suas fichas que o Paredes vai dar um soco na cara, que o Depay vai não sei o que lá. Isso eu não gosto.
Tô entendendo perfeitamente o que você tá falando. Tem razão em vários, alguns aspectos. O Mauro colocou bem, gostei do que ele falou. O Juca, são aspectos diferentes. Mas nós estamos esquecendo de uma coisa: sempre houve um estímulo, liderados até pela voz do Brasil, Galvão Bueno.
Sem dúvida.
Isso sempre alimentou aquela frase dizendo: como é gostoso ganhar dos argentinos.
Perfeito.
Estimulava Colocando um antagonismo brutal na relação entre os torcedores e entre as seleções.
Você tem que votar no Rafa Santos.
É um cara que é formador de opinião. Ou nós estamos esquecendo disso?
Luiz Fernando Veríssimo, quando o jogador, como é que chamava, meu Deus, centroavante do Botafogo, artilheiro do Botafogo, da seleção brasileira, Túlio. Quando o Túlio Maravilha fez um gol de mão contra a Argentina, Luiz Fernando Veríssimo, que não tinha nada a ver com Galvão Bueno e as idiossincrasias do Galvão, com humor fino de Luiz Fernando Veríssimo, diz o seguinte: a partir de hoje ficamos assim, gol de mão contra Argentina é peito.
Mas não podemos esquecer o que eu tô falando aqui, porque um formador de opinião e Estimulou essa raiva do brasileiro contra o argentino.
E tem essa famosa frase de um sociólogo argentino chamado Pedro Alabarce, da Universidade Federal de Buenos Aires: os argentinos odeiam amar os brasileiros, os brasileiros amam odiar os argentinos.
Exatamente.
Eu acho que é brilhante essa definição.
Mas você queria completar?
Não, eu acho que é isso aí, tem todos esses elementos.
Sim, eu entendi, é uma questão esportiva.
A questão do racismo, que é uma chaga mundial, ela não passa nessa conta.
Tem um outro ingrediente que não foi colocado aqui nessa conta, outro ingrediente.
Essa análise que o Arnaldo faz, e eu repito, eu torço pela Argentina quando o Brasil não tá, eu tô de plena acordo com você.
Não sabem perder.
E não apenas a seleção argentina, os times argentinos.
O Arnaldo falou uma coisa interessante, que ver a Copa do seu país não é super legal? Primeiro, se ele tivesse lá, evidente, menos com as filas de aeroporto que o PVC falou. Não, mas a gente tem mais, tem mais contato com o sentimento da população brasileira. E não é só o caso do racismo que vem à baila, há também uma revolta, um sentimento grande dizendo que a Argentina tá sendo beneficiada, ajudada pelo VAR, pela FIFA, sei lá o quê, não é?
É verdade.
Basta ver as redes sociais.
Os lances polêmicos todos foram resolvidos a favor da Argentina. Agora, tirante o primeiro lance do Messi, que as pessoas querem que ele tenha, que ele tivesse sido expulso, né, no jogo de estreia, que ele então não jogaria o jogo seguinte, pelo menos. E que eu compreendo que num jogo de estreia o craque seja protegido, não é, Âncora? E aí não foi expulso o Messi. Nos demais, nas demais questões de arbitragem, eu não teria feito a intervenção que o VAR fez no jogo contra o Egito, mas eu teria infelizmente expulsado o Embolo.
Mas não é sua opinião que tá em jogo, que eu quero dizer, é o sentimento que ainda nas ruas Sim, não, e tá claro, tem uma rejeição gigantesca.
Mas não existe sentimento nenhum com relação ao gol do lado da Noruega.
Ah, não, não, que eu quero dizer o fato da Argentina. É verdade, é verdade.
Tiraram um gol da Noruega, gente, tiraram um gol da Noruega. Tiraram, o cara escolheu dar falta e agora vou marcar falta. Aí bate o interior, é claro, esse tipo de jogada, todo mundo se agarrando, o Anderson deixou o corpo cair, tirou o gol da Noruega.
Na verdade, tá insuportável. Eu citei aquilo, se já citei aqui, citei em outro lugar. Lembra a situação do Everaldo Marques? Sim, que toda vez que um time faz gol ele fala: vai, vai Corinthians, vai Grêmio, vai Bélgica. Quando ele falou vai Bélgica, ele falou vai Argentina. A partir daí, o número de ataques que ele sofreu e ameaças, ele e a família dele, mulher, filho e tal, o deixa completamente transtornado só porque gritou vai Argentina.
E o próprio Luizinho, narrador, Zacazé, narrou o jogo com ênfase, ele é um locutor exaltado, também tá sendo atacado de todas as maneiras porque gritou gol da Argentina, o escanteio que o Messi cobrou. Quer dizer, nós estamos vivendo uma situação completamente desagradável nesse momento.
Mas é por essa razão que o Mauro apontou chauvinismo, que também é crime, também é crime.
Fala, PVC, para fechar e ir para o intervalo, mas pode falar. Desculpa, você não falou.
A questão do racismo, quem melhor se manifestou ontem com a maturidade de quem completou 19 anos ontem foi o Lamine Amal, respondendo a idiotice do Mariano Harrooy. Ele disse, ah, eu não queria falar muito sobre isso não, mas futebol é para integrar. E acho que esse futebol francês, futebol espanhol estão integrando. Ele tá falando sobre pessoas. Eu acho que ele foi muito bem, né? Teve uma maturidade gigantesca ontem. Isso, esse mínimo, no dia do aniversário, 19 anos.
Muito bem.
Eu como Arnaldo, eu não torço nem para Argentina nem contra Argentina. Acho que existe esse emporcalhamento das redes sociais, que é o que faz a gente falar sobre tudo isso que a gente tá falando. Agora, o cara torcer a favor ou contra é um direito do cara. E torcer contra o maior rival, a gente torce. O Cruzeiro torce contra o Vasco.
Não, mas é evidente, você pode torcer para quem você quiser. É o jeito O jeito que a coisa tá correndo é diferente.
O que acontece é que é esse fascismo que a gente vê nas redes sociais. Quer dizer, que as redes sociais eram para democratizar uma coisa, que a gente só tá vendo o oposto disso.
E existe um detalhe, só acrescentar o que o Paulo falou, tem outro detalhe que é o seguinte: ao mesmo tempo, será que os caras que têm esse comportamento são os mesmos que vivem na rede social dizendo que os pretos da seleção francesa são africanos e não franceses? Como se o Pelé fosse descendente de um norueguês.
Isso, né?
O avô do Pelé era o quê? Era um holandês? Era o quê? Então assim, tem isso também. E outra coisa, brasileiro adora falar mal da Argentina, mas tem muito brasileiro que vai estudar de graça lá na Universidade de Buenos Aires, inclusive fazer curso de medicina, né? Aí é legal. É uma cretinice total também, né?
Preciso fazer um intervalo.
Só dá um recado para o PVC. PVC, acredite você ou não, tem corintiano torcendo contra Argentina. Só por causa do Flaco Lopes.
É, tá vendo? Bom, vamos fazer o intervalo. E acho que simbólico de— bom, deixa eu dar um recado aqui, daqui a pouco eu falo o intervalo. Dá uma dica para vocês que ainda não assina o canal UOL, então assine agora, porque além de ler o PVC, o Mauro César, o Juca, o Casagrande, o Danilo e a Mili, a Alice e todo mundo, o Júlio Gomes e tudo mais, Você ainda tem acesso a esses conteúdos exclusivos. E mais, assinando o UOL por um ano você ganha uma linda camiseta da coleção Posse de Bola.
Olha só que beleza, várias muito legais para você, para você vestir. Você pode escolher a que você quiser. Tem Ratão de Bronze. Eu gosto daquela que tem o nome da gente, é um pouco, um pouco cabotinho, mas eu acho bonita aquela preta ali. Parece aquelas camisas de rock.
Você não gosta?
Gosto do Ratão também. Tem outro lá falando Posse de Bola. Audiência brutal. Tem alusivas aos títulos brasileiros da Copa do Mundo. Enfim, tem vários modelos.
Mas a do Ratão eu comprei.
Tem a do Ratão de bronze. Você pode ter, você só escolher. Você assina o UOL por um ano e você escolhe. E a camiseta da coleção Posse de Bola. A gente vai para o intervalo na TV, mas não sai ainda.
Você sabe que eu não venho hoje depois do jogo, né?
Sabemos. Tá dando confusão esse negócio, porque depois vem gente a mais. Aí você sabe como é que é. Vamos, vamos, vamos, vamos para um breve intervalo, não saiam daí. Muito bem, o debate ficou ótimo aqui, embora vocês não sei o quê estão passando pano para Argentina, não é exatamente isso, a gente tá apenas contextualizando algumas coisas. Tem uma mensagem que eu não vou ler o autor aqui, mas acho que ela resume um pouco sobre tudo que o Mauro falou, mas o que todo mundo falou aqui sobre essa questão do racismo.
Não vou falar o nome da pessoa porque não merece Então vou ler a mensagem dele.
Não, é porque ela é ilustrativa disso que estamos falando. Fala assim: o Vinícius Júnior só namora loiras. Isso é racismo que você tá fazendo, porque o cara namora quem ele quiser. Ele pode namorar loiras, negras e indígenas, quem ele quiser.
Ele pode, ela pode, essa pessoa, entre outras coisas, por uma razão muito simples: existem muito mais brancos na elite que hoje o Vini Júnior frequenta pelo dinheiro que o trabalho dele lhe proporcionou do que negras, pra ele se apaixonar. O Pelé recebia a mesma acusação. Ah, o Pelé só namora brancas. É que no meio em que o Pelé vive, viveu a partir de um determinado momento, não tinha negras. Sabe por quê? Porque são discriminados pela elite brasileira.
E paralelamente, se você achar que um negro tem que namorar um negro, isso se chama racismo.
É, isso.
Isso se chama discriminação.
Isso.
A partida é apartheid, né, como dizem. Enfim, vamos lá, mandem suas mensagens aqui, façam o programa com a gente, não terminou, temos tempo ainda. Deixa eu ler aqui algumas coisas. Ah, bom, a nossa enquete, eu não falei quanto tava, né?
Porque o Fiabank deve estar com 12 mil.
Não, não vamos chegar na meta de likes. A gente pode fazer uma revisão, eu acho que é justo. Considerando que a gente todo dia fazendo 8 mil, fazendo 8 mil, certo?
A nossa meta diária tem sido 8 mil, que a gente tem que chegar para cima.
O Trajano chutou um pouco para cima. Acho que é justo que a gente faça. Não era o 10 mil que a gente queria.
Não acho justo não.
A gente queria 9 mil.
Nós temos 9 mil hoje?
Não, temos 8.800.
Então, amigo, faz favor, pega 9 mil e continua buscando.
Podiam ficar quietos um pouco, não? Por favor, deixar quem sabe fazer esse troço.
Não, você não sabe, porque quem chegou a 30 mil aqui fui eu que falei.
Mas a gente vai, fala, viu?
Faça favor, colabore com o decano e dê os 1.100 likes que estão faltando para chegar a 10 mil e para ver se de uma vez por todas cala a boca dele sobre quem é que sabe pedir likes aqui no Posto de Bola. E a última vez que eu peço, dicas de passagem, R$10 mil, os R$10 mil que ele pediu.
R$10 mil, estamos com R$9 mil agora, estamos de mil em— faz favor, a gente precisa de mil em 2 minutos.
Na enquete, vamos na enquete. Mas nós estamos no YouTube ou estamos na TV?
Estamos em tudo.
Estamos no YouTube ou estamos na TV? Estamos no YouTube por enquanto, certo?
Vamos dar o resultado na TV também, né?
9 segundos, estamos voltando agora.
9 segundos. 5, 3, 2, 1.
2, 1. Estamos de volta na TV. O Juca desafiou a chegar a 10 mil likes, estamos com 9,3 mil. A gente não tem mais tempo.
Você tá falando?
É, acabou o programa.
Aqui acabou o programa.
Aqui acabou o programa.
Ué, vocês querem mandar na Stephanie? Ela tá falando acabou o programa.
A Stephanie não manda mais nada.
Começou com essa enquete teórica tática mais fria.
Enquete filosófica, põe a enquete na tela.
Filosófica, enquete filosófica, que é bom.
Cadê? Aí, o que que é mais difícil? França tirar a bola da Espanha, Espanha segurar o ataque francês. Que que é mais difícil?
Não me neguei, eu achei que eu não me neguei.
Você acha que tá ganhando?
Não acho nada.
A Espanha, a Espanha segurar o ataque, 74%. Espanha segurar, parar o ataque francês, 26%. Quanto deu já? R$9,6 mil, não há tempo para mais nada.
Vem cá, só saudar essa reunião aqui, que me sinto privilegiado de participar. Sou o mais novo dessa turma aqui.
Mais novo?
É verdade, é verdade.
Que grande coisa! São os meus inspiradores habituais, né? São todos reunidos, é uma raridade.
Eu não queria dizer nada, mas quando o Arnaldo tá do meu lado, não há como negar, é o Zema em pessoa.
Depois disso, vocês vão prestar atenção no ar perplexo tanto do Mauro quanto do PVC. Eles devem estar pensando: nós vamos voltar logo, porque enlouqueceram lá de São Paulo.
Porque realmente, ó, estamos terminando a Stephanie.
Voltaremos à noite, voltaremos depois do jogo.
Eu não.
Isso, ó.
E esse elenco aqui, meu amigo, eu não, que não tá no meu coração.
Também, por causa do jogo.
Cláudio e PVC, muito obrigado pelo Posse de Bola hoje.
Pelos 10 mil que chegamos, não chegamos.
Vocês que estão em casa, que possam ter discordado e tal, esse debate foi riquíssimo. Vocês, ao menos isso, vamos.
Então não vem com essa que riqueza não dá audiência, então, né?
É um pouco veemente.
Enquanto vai passar os créditos, a gente vai chegar, porque a gente tá em 9,9 mil likes.
Agora a Stephanie falou: acabem esse programa ou enfoque para o pós- Manda ela entrar aqui.
Valeu, Juca!
Valeu, Arnaldo! Valeu, Trajano! Valeu, Mauro! Valeu, PVC! Mauro, a última questão: tem mais argentino ou tem mais inglês em Atlanta? Argentino. Ah, só? Eu tô ficando—
Argentina! Argentina!
Assista a reportagem do Mendel Bidlovski sobre Atlanta. É uma Espetacular, baita reportagem, como não poderia deixar de ser vindo de Mendes.
Aliás, o mesmo que fez lá no sul, uma matéria maravilhosa sobre as casas de lata lá, lembra disso?
Isso, maravilhosa, muito boa reportagem. 10 mil likes, valeu, tchau, obrigado, galera!