#670: França de Mbappé na semifinal da Copa! É o novo Brasil? Quem pode parar?
Eduardo Tironi, PVC, José Trajano, Juca Kfouri e Danilo Lavieri debatem a classificação da França para a semifinal da Copa do Mundo e os números impressionantes do time de Mbappé e Dembélé. É o novo Brasil das Copas? Espanha e Bélgica decidem adversário francês, qual deles pode parar a favorita?
Eduardo Tironi
Danilo Lavieri
José Trajano
Juca Kfouri
PVC
- Copa do MundoFrança como favoritaça · Comparação com Brasil de 82 · Comparação com Brasil de 58-70 · Comparação com Brasil de 94-2002 · Mbappé · Messi
- Técnicos e Estilos de JogoLeveza e fluidez no jogo · Intensidade e verticalidade · Controle de jogo · Rabiot · Dembélé · Mbappé
- Marrocos na Copa do MundoVitória da França por 2 a 0 · Desempenho de Marrocos · Estratégia de jogo de Marrocos · Ausência de centroavante em Marrocos · Bono
- lesão de jogador francêsFormação de jogadores na França · Diversidade e miscigenação na seleção · Identidade da seleção francesa · Mbappé · Olisey · Thuram
- Análise da seleção belgaEstilo de jogo da Espanha · Histórico de confrontos Espanha x França · Desempenho da Bélgica · De Bruyne · Lukaku · Rudi Garcia
- Pressão sobre a Seleção BrasileiraFalta de craques no Brasil · Comparação com Marrocos · Expectativa de títulos · Ancelotti · Endrick
- Duelo Messi vs. MbappéEscolha de jogador para reforço · Fator físico na escolha · Poder de decisão · Messi · Mbappé
- Condições de trabalho da imprensa em CopasBancadas expostas ao sol · Legado dos estádios brasileiros · Condições na Copa de 94 · FIFA
Muito bom dia, está no ar o Posse de Bola desta sexta-feira. Hoje é dia 10 de julho e já temos a primeira finalista. Semifinalista do Campeonato Mundial de Futebol, a França, que venceu o Marrocos. E vamos aos destaques, que eu estou aqui acompanhado de José Trajano, Juca Kifuri nos Estados Unidos, Danilo Lavieri, Paulo Vinícius Coelho. Daqui a pouco o Rodrigo Matos estará conosco também. Vamos aos destaques então. Portanto, eu vou começar com a turma dos Estados Unidos. PVC, bom dia!
Bom dia! Nunca teve uma Copa do Mundo assim, né? Você já olhou a tabela de artilheiros? Não existe na história das Copas uma Copa que você tenha Messi, Mbappé, Haaland, Harry Kane, Dembélé e Vinícius Júnior. Os 6 primeiros goleadores da Copa são 6 dos maiores jogadores do momento no futebol mundial. Faltou Cristiano Ronaldo e não faltou mais ninguém.
Juca Kfouri, bom dia.
Bom dia, companheiros. Bom dia, quem nos vê. Eu fico me perguntando que seleção brasileira, que time de grande porte, de grande qualidade essa seleção francesa me lembra. E vou descobrindo ao pensar uma porção delas, mas o que eu sei é o seguinte: ninguém revela e ninguém joga um futebol tão bonito como o futebol francês como a França hoje nos permite ver. É impressionante.
Olha, essa comparação vai ser tema aqui, viu?
Ah, é?
Sim. José Trajano, bom dia.
Bom dia a todos e todas. Olha, algum tempo atrás, eu não lembro depois de que jogo, eu me manifestei aqui dizendo que seria um pecado para o futebol se a França não fosse campeã do mundo pela qualidade do seu jogo. Recebi cacetada de tudo quanto é lado, porque o Brasil ainda tava no páreo. Ainda tava disputando. Já se viu falar da França, Brasil aí vai ser hexa, não sei o quê. Reafirmo o que eu falei: dificilmente não será campeão, a não ser que nessas rodadas finais, quartas, semifinal, apareça, por exemplo, uma Espanha, uma Inglaterra que realize partidas tão memoráveis, tão encantadoras como esse time da França tá fazendo.
Danilo Laviere, bom dia.
Bom dia, amigos. A cada jogo de Copa, a cada dia de Copa, eu fico pensando quando será que eu vou ver de novo um Brasil nesse nível. Porque num dia a gente vê a Argentina fazendo o que fez, não que tava jogando muito, mas virou de uma maneira emocionante, com jogadores muito conectados com o que é Argentina, o Messi, E aí a gente vê a torcida nessa conexão, essa identidade. No outro dia a gente vê a França, que é um jogo matador.
Entrevista do Mbappé, que ontem eu estava na zona mista, uma entrevista tranquila, sóbria, de um cara que tá indo para sua terceira final consecutiva. Nem parece tudo isso. Então eu fico olhando e falo, porra, não sobrou nada para o Brasil.
É, tô falando que vai ser, tô falando que vai ser, vai ser destaque, Juca. Tá falando, tô falando. Muito bem, temos a pesquisa, uma enquete, temos uma enquete.
Já é uma comparação, quer ver?
Não, não, não é uma comparação, ela é focada no que a gente viu ontem, na França de ontem. Então a pergunta é a seguinte, olho na tela, olha que suspense. Após o jogo de ontem, a França se colocou como favoritaça, lembrando do bordão criado por Arnaldo Ribeiro, ou seja, super favorita, favorita, já é campeã, ou é igual aí às outras parecidas, outras mais fortes? Onde ela se coloca depois de ter amassado o Marrocos por 2 a 0 ontem?
Você quer que responda já?
Não, não, não, ninguém responde agora. Pelo semblante eu já vi que o Trajano gostou.
Não, não, eu vou ler aqui.
Mas ele não vai dar, não vai dar o número de likes ali de barba.
Ontem a gente deu uma, fez um tapetão no número de likes e deu uma encaixutada ali no final.
Tô procurando alguma coisa aqui que tem a ver com as enquetes.
Já falo, já procurado pela justiça para te acionar.
Danilo, por favor, a sua meta de likes. Lembrando que ontem a gente, a Luísa foi, depois voltou, e aí no final conseguimos.
E eu queria que você soubesse, Danilo, porque tem que dar uma cor local, vocês vivem tá me dando a cor da grama, deixa eu te dar a cor do asfalto. Eu não sei se você tem consciência, provavelmente nem você nem o PVC tem essa consciência. Há 3, nós estamos atravessando um período de 4 sábados. Ontem foi sábado, hoje é sábado, amanhã é sábado e domingo é sábado. É, entendeu? Porque como foi feriado aqui em São Paulo na quinta-feira, Hoje emendaram. Então a cidade tá parada, tá vazia. Então tenha isso em mente para pedir likes.
Isso, pois é. E como eu não sou a Luísa, como eu não sou o Balogum do Posse de Bola, que tem um infantino, o senhor Tironi, aí para dar essas carteiradas de mudança de likes, eu vou pegar leve: 8 mil likes.
Tá ótimo, tá excelente, foi muito preciso o seu número de likes. Parabéns!
O Fernando Yasbeck manda aqui o seguinte: Nós estamos com essa promoção de camisetas, né?
Sim, mostraremos.
Então, em relação à enquete, ele fala o seguinte: falta uma camiseta da enquete. Que ele sugere o seguinte título, o seguinte texto: vou espinafrar essa enquete Mequetrefe.
Muito bem. Nada, essa enquete é maravilhosa. E você que está em casa, então, portanto, faça o seguinte: primeiro vote na enquete. O PVC está pensando nessa enquete até agora, desde que foi citada. E daqui a pouco ele vai dar o seu voto. E você que tá em casa também, dê o seu voto na nossa enquete. Vamos buscar aí audiência brutal, estamos um pouco longe dela. Então, portanto, o número de likes tá correto, 8 mil. A Copa tá afunilando.
E só em homenagem à França, né, que fez um jogo maravilhoso. Que legal que é ver a França jogar. Nos deem likes aí, vamos chegar à nossa meta. Vamos fazer um breve intervalo na TV. Vote na enquete, chamem parentes e amigos, vamos buscar audiência brutal. E eu fico conversando com vocês aqui no chat do YouTube. Já voltamos. Muito bem, o Roberto fala: Harry Kane, Messi, Mbappé perderam pênalti. Messi inclusive mais de uma vez, mas não fogem da responsabilidade.
Vinícius Júnior nem se apresentou para bater pênalti. É um dos debates da seleção brasileira, foi isso, porque que ele não bateu, porque que ele deveria ter batido e tudo mais, né? O Neymar bateu e fez no final, mas resolveu brigar com o goleiro. O Silvano Patente fala: Olísio é o Geraldo do Flamengo, companheiro do Zico.
Olha, Geraldo Assobiador, é bom a gente colocar.
Belíssimo, foi um belíssimo jogador, elegante para chuchu, mas meio de campo, o cara é igual.
Não é, ele tá dizendo que é o estilo, jogando com o Zico, elegante, cabeça erguida.
É isso mesmo, morreu muito cedo, morreu na operação de garganta. Irmão, ele tinha um irmão que era zagueiro, o Austin. O Austin também jogou no Flamengo.
E agora eu tô tentando lembrar, ele foi criado com quem? Ele foi criado, ele era muito amigo e foi criar, era da família do Zico, eu acho. Era do Zico, né?
Se eu não me engano, meio irmão assim, não é isso?
A família do Zico meio que o adotou, né? Porque eu acho que ele era um menino órfão. Foi uma tristeza a morte do Geraldo, era um baita jogador.
O Húmus de Minhoca vai, olha aí, rema contra a maré e fala: eu acho que a Espanha vai ser campeã.
Não, eu acho que a Espanha ganhou na semifinal, 5 a 4, jogo louco, tava 5 a 1 o jogo em 2024.
Isso mesmo.
Agora, não tinha nem Olizé nem Doué no time titular da França.
É, meu amigo. E o Manuel Líbano fala: bom dia, como joga a França, hein? O Brasil não tinha chance de ser campeão. É, jogando que jogou, não tinha chance nem de passar das oitavas, como não passou, né? E o Milton Gouveia fala: Brasil passou o maior sufoco para empatar contra Marrocos e a França venceu com muita facilidade o time africano. Eu vou colocar esse debate aqui depois, que o jeito que o Marrocos jogou contra a França diz muito sobre a França.
Contra o Brasil, quem é Brasil? Ah, deixa comigo, vou passar o trator nesses caras aí, vou fazer gol, tô nem aí. Contra a França, não, ou eu fico aqui atrás ou eu tô frito.
Mas eu acho que tem uma outra coisa, diferentemente do jogo Paraguai-França, O Paraguai não quis jogar. Não, o Marrocos quis jogar, a França não deixou.
Ontem entrei num debate no Twitter porque alguém falou assim, é, vai falar agora que o Marrocos não quis jogar. Cara, é muito diferente o que o Marrocos fez do que o Paraguai fez. Paraguai catimbou, reclamou do juiz, fez cera. O Marrocos não fez isso, mas esse é um debate já do passado. E o Léo Mesquita fala que a culpa da saída do Brasil é da CBF. Todos os times classificados para as quartas, com exceção da atual campeã, tem vermelho no uniforme.
Se tivéssemos tido a camisa vermelha, a gente tinha passado. Isso é comunista, diz aqui o Léo.
Não leia, não leia, isso é comunista.
Verdade. E o Edinei fala: bom dia de São José de Ribamar, no Maranhão.
Gozado! Como tem Ribamar no Maranhão, né? Tem, próprio Zé também, né?
Estamos voltando, atenção. Estamos de volta na TV, ainda buscando audiência brutal. Então, ó, Chamem parentes e amigos e vamos mostrar o que aconteceu ontem, o placar de ontem e o jogo que acontece hoje na Copa do Mundo, que está acabando. Tivemos França 2, Marrocos 0. Hoje tem Espanha e Bélgica, bom jogo em tardezinha linda, sexta-feira, 4 horas da tarde. E amanhã, 2 jogos, é 4 da tarde, 4 da tarde. E amanhã tem Noruega e Inglaterra e também tem Argentina e Suíça fechando as quartas de final.
A França vai jogar com o vencedor de Espanha e Bélgica. Tá aí então definidas, definida o primeiro classificado para semifinal.
Tá bom, né? Espanha, Espanha e França seria uma final antecipada, mas olha, seria muito. E Argentina e Inglaterra, Inglaterra, um pouco abaixo para mim, mas vamos lá.
Bom, de novo a maravilhosa enquete, por favor coloque no ar de novo. Após o jogo de ontem, a França se colocou como favoritaça, como diria Arnaldo Ribeiro, dá azar chamar de favoritaça. Favorita, apenas favorita, já é campeã, pô, ninguém tem para ninguém, ou na verdade tá igual às outras aí, não impressiona demais, não é, José Trajano?
Assim como a Copa, a enquete tá se esvaindo também, né? Daqui a pouco não vai ter mais o que falar, colocar nas enquetes. Não, olha, é um É igual às outras, é brincadeira tá aí nessa lista, né? Só para perturbar um pouco, balançar um pouco o coreto, né? Pelo que a gente viu até agora, e foi a minha participação inicial, seria uma injustiça com o futebol, né? Porque é a seleção que tá mostrando um futebol que a gente gosta de ver, de acompanhar, vibra com as jogadas, com gols, com a postura, essa coisa toda.
Mas não quer dizer que vai ser campeã, porque nem sempre o melhor, a melhor seleção conquista o título. Muitas vezes perde na final, nem vai para final. Tem, teria em tese a Espanha pelo caminho. Vamos colocar como favorita, como favorita.
Eu concordo, muito bem.
Acho que não há favoritação quando você tem eventualmente a Espanha pela frente, a Argentina, até a Inglaterra. Acho que favoritaça é demais, mas é favorita.
Para mim é favoritaça, mas eu quero ouvir.
Podemos pôr uma confusão entre o que é melhor seleção, isso, que tá jogando melhor que todas as outras, e o que vem pela frente. Acho que ninguém aqui é mãe de Inácia e sabe, você não pode barrar com o negócio.
O melhor futebol da Copa é o da França. A França, a França, a França já ganhou, é a única que tá 100%, não é isso?
Sim.
E a França pode, pode, pode— o Brasil ganhou uma Copa, ganhou uma Copa em 70, os 6 jogos, ganhou uma Copa em 2002, os 7 jogos. A França pode ganhar os 8 jogos. Sim, ganhou 6 já.
E tem outro detalhe, só para passar a bola para ele, já falou, isso colocou no anúncio da coluna dele, falou Quem garante que a Espanha vai para semifinal? Ninguém, não é? Os mexicanos não são favoritos contra a Bélgica.
Mas então, agora, se há uma coisa que não se discute até agora, quem nunca na hora H, ou na hora H ou sem ser na hora H, decepcionou até aqui, para mim foi a França. A Espanha já empatou não sei com quem lá na primeira fase. Quem tá jogando de verdade aqui é a Espanha, a França. Por isso eu vou Vou ver o PVC e vou dizer a minha opinião. A França tem que ser campeã do mundo para o bem do futebol.
Você vai decretar que nem decretou que aqueles lá que valiam 10 mil?
Então você tá repetindo o que eu falei. A França tem que ser campeã do mundo para o bem do futebol.
A França tem que ser campeã. É o time que eu— tem 10 jogos acontecendo. Tem o da França, vou ver o da França. É isso.
A não ser, vamos deixar um parênteses, um asterisco, que a Espanha— vamos pegar a Espanha, começa hoje, ganha. Sensacional! Aí cruza com a França, dá uma cacetada.
Vou nessa.
É difícil, mas vamos ver.
Paulo Vinícius Coelho, vamos lá, vem comigo.
Olha só, estatisticamente a Argentina também ganhou todos os jogos, né? Porque ela ganhou um jogo a menos, mas ela ganhou de Cabo Verde na prorrogação, mas ganhou 3 a 2, não foi para os pênaltis. Então também ganhou todos os jogos. Eu acho que a França é favorita, mas a gente, quando a gente olha para a Espanha, a Espanha não vai encantar hoje contra a Bélgica, se ela classificar ou se ela não classificar. A Espanha não perde para a Bélgica desde 1980.
Mas foi eliminada pela Bélgica nos pênaltis em 86, no México, um empate por 1 a 1. A Espanha tem um caminho que a gente tá falando pouco disso, tentando, ela tá atravessando o país e de volta, né? A Espanha jogou a segunda, o primeiro mata-mata em Toronto, jogou as oitavas de final em Dallas para encontrar os Estados Unidos em Los Angeles. Olha como a tabela foi montada para os Estados Unidos. A Espanha vinha Toronto, costa leste, já no Canadá, Dallas no centro, para Los Angeles, para voltar para Dallas.
Mas só que a parte que é o favorecimento dos Estados Unidos, que já estão fora da Copa. A Bélgica tava em Seattle e desceu para Los Angeles, é muito mais fácil. A Bélgica pode eliminar a Espanha, mas eu acho que a Espanha, que não vai encantar, ela tem um estilo de jogo, ela sabe o que ela faz o tempo inteiro. É pressão, posse de bola, circula. Pessoas acham chato, mas é um jogo consistente e não tomou nenhum gol até agora. Então, se houver esse França-Espanha, nos últimos 10 jogos França-Espanha, a Espanha ganhou 6.
Ou seja, o jogo da França, por alguma razão, talvez por esse controle de pressão e posse de bola, porque a Espanha consegue tirar a bola da França, o jogo da França não tem encaixado facilmente contra a Espanha. A Espanha eliminou a França na semifinal da Liga das Nações. E na semifinal da Eurocopa. Então acho a França favorita, a França é o melhor time, mas se vai acontecer a gente vai ter que ver numa hipotética semifinal, semifinal que pode ser com a Bélgica.
Vote na enquete.
Aí eu voto favorita.
Favorita. Danilo, você também estava lá, então portanto sentiu o cheiro da grama. Conta para gente como é que é esse jogo da França no estádio.
Pois é, eu voto favorita também. E só para ratificar aqui também, eu entendo que o estilo de jogo da Espanha, como disse PVC, pode de repente atrapalhar um pouco a França por essa questão de segurar um pouco mais a bola e tal, de controle. A gente tem que ver como a França vai reagir sem essa oportunidade desse domínio. E aí ontem a gente viu, foi isso, né? Em determinado momento apareceu lá no telão 13 finalizações da França, uma de Marrocos.
É um negócio absurdo. E aí você vê como tem muitas alternativas, porque dentro do próprio jogo, o Lise começou, o Lise começou pela esquerda, não começou tão bem. De repente ele apareceu pela direita e tava flutuando em campo. É um negócio assim absurdo para você ver como ele consegue jogar e tem uma fluência de jogo. Sei lá, eu não sei nem explicar de tão tranquilo que é esse jogo da França, sabe? Parece que eles não estão fazendo força para jogar.
Ontem eles estavam parando nesse cara aí da foto que a gente tá vendo, que é o Bono. Bono tava no seu dia encantado, tava assistindo o jogo, eu, PVC e o Cazão. Cazão falou, bom, beleza, o Bono já fez duas, mas vou ter que fazer 7. Aí ele agora fez 3, agora fez 4, que era as defesas que ele ia fazendo. Só que uma hora ia passar. E o mais engraçado é que o gol do Mbappé, que abriu o placar, foi ali talvez o menos provável, porque ele tava cercado por uns 5 caras com uma proximidade ali de menos de 2 metros do marcador, ele achou um chute passando no lugar perfeito, do jeito certo, entrando no único lugar que entraria.
Então assim, sendo que segundos antes o mesmo cara que fez esse golaço, ele tinha isolado a bola que quase bateu onde a gente tava ali na tribuna de imprensa, de tão longe que foi o chute do Mbappé. Ele parecia um pouco ansioso, parecia, sabe? Falou, pô, não vai resolver, já tinha perdido o pênalti. Depois ele deu até na entrevista dizendo que achou ruim que ele ficou ali 2 minutos esperando para bater, perdeu a concentração, teve uma mira ruim.
Mas aí ele vai e acha esse golaço num cantinho, no lugar perfeito, do jeito perfeito. E aí dali para frente não teve mais jogo, né? Marrocos tava na aposta de de repente ou levar para prorrogação ou achar algum contra-ataque, algum encaixe de bola perfeito. Não, depois do 1 a 0 não fez mais nada. Depois tava 2 a 0, a França até cedeu uma finalização um pouco mais difícil, mas Mané defendeu. E foi por isso assim, ó, o ritmo de jogo.
O que mais me impressiona vendo a França é que sempre parece que os caras estão jogando sem fazer força, sem fazer força. A única vez que você viu os caras um pouco mais nervoso, um pouco mais nervoso, um pouco mais tenso, foi contra o Paraguai, por toda a discussão que a gente já teve. Gostamos ou não gostamos, a França saiu um pouco do eixo contra o Paraguai. Tirando isso, muito tranquilo. O jogo da França é leve. E o próximo desafio, eu torço muito para que seja a Espanha, porque eu tô muito curioso para saber como vai ser esse duelo de estilos aí.
Foi uma pergunta dos amigos que tava lá vendo o jogo, queria saber da reação da torcida diante desse time tão leve, tão efetivo. Há uma certa, você nota uma certa aflição? A torcida também vai nesse embalo de achando que confiante o tempo inteiro.
E complementa, faz favor, era como parecia na televisão, 90 a 10 em matéria de torcida? 90% de marroquino contra 10% de francês?
É, tinha bastante marroquino. Acho que 90 a 10 é um pouco de exagero, mas 80 a 20 talvez seja mais preciso. É muita gente torcendo para Marrocos. E aí a diferença é o quê, né? Na França você via gente falando inglês, você via gente falando espanhol, você via turista com a camisa da França. Marrocos praticamente era todo mundo marroquino de verdade. Então você sentia essa diferença. Ontem eu fiquei rodando o estádio aqui. O jeito que eles colocam a imprensa, ele permite que a gente fique bem próximo da torcida.
Em alguns estádios a gente tem um contato bem longe. Nesse eu pude andar no meio ali mesmo e deu para presenciar isso. Então tinha bastante marroquino. Torcida do Marrocos bastante barulhenta também. E a torcida da França, entre aspas aí, organizada da França, ela ficou de frente para gente, né? E aí você via que os caras estavam ali cantando tranquilo. Eu não conseguia ver a expressão, mas os caras pareciam estar sempre ali tranquilos.
Até porque, como eu disse, manhã também quase não trabalhou, né? Então era— e aí quando mostra no telão, os caras estavam ali leves. Tem uma outra coisa também, né, que que eu acho que favorece. Tem, eles foram campeões em 2018, bicampeões em 22, e chegam nessa Copa para mais uma semifinal. O lugar que eles estão é um lugar leve, é diferente de um lugar do brasileiro, por exemplo, que tá há 20 ou agora 28 anos sem ver o Brasil ganhar uma Copa do Mundo, sem conseguir acreditar.
Os caras estão ali leves, eu acho que por saber tudo isso, porque acabaram de ganhar, porque olham para o banco e fala, beleza, agora Ontem entrou Duê, agora vai entrar o Barcola. Ah não, agora o Olides vai para direita, daqui a pouco entra. Então assim, é um negócio. O Tchouaméni ficou o tempo inteiro no banco, tá se recuperando da lesão da coxa. Então assim, você vê como é realmente um excesso de talento, né? E muitas vezes a gente vê seleções que tem esse monte de talento que o cara, o treinador, não consegue usar.
O Deschamps sabe usar perfeitamente. Ontem até achei que quando o Mbappé foi substituído, ele deu uma olhada, deu um sorrisinho. Eu falei, tô achando que ele ficou bravo porque ele queria fazer mais gols, né? Ele tá nessa perseguição ao Messi aí. Mas depois ali os franceses disseram até que ele teve uma dor na perna durante o jogo, ele foi poupado e tal. Então deu para entender. Mas você vê como também há um controle, há uma tranquilidade, mesmo com esse monte de estrela da Champions.
Não tô dizendo que também os caras não fiquem insatisfeitos, provavelmente ficam de não entrar. Mas deixamos, parece ter o controle da nave.
Esse negócio que eu gostei da palavra que o Danilo utilizou, e eu queria colocar isso na conversa aqui, que é leveza. Porque a França, eu acho que é isso mesmo, ela parece que ela joga, ah, vamos aí agora, né, não tem pressa, não tem desespero, perdeu o pênalti e continua na mesma. Que é diferente de alguns times que acontece quando são muito bons que eles dão uma impressão de soberba. Eu acho que a França não dá essa impressão, ela dá a impressão de leveza. Não, nós estamos aqui, a gente é melhor, vamos ganhar e tá tudo certo.
Eu concordo. Eu acho que talvez até posso usar como sinônimo alegria, prazer. É um time que tem prazer de jogar, é um time que fica com a bola, e isto se traduz na maneira de encarar o adversário, de dizer, olha, vem para o jogo, vamos jogar junto. Eu vou para cima de você.
Chama para dançar, né?
Exato, chama para dançar, pede valsa. É isso, quer dizer, eu me lembrei ontem, e não é a primeira vez, diversos momentos, eu fechava os olhos e eu tô vendo a seleção brasileira de 82, que não seja um mau presságio, né, porque não foi campeã, mas Aquilo, aquele meio de campo da França me lembra Falcão com Cerezo.
Meio de campo que é o menos badalado desse time, né?
Mas é que eu não sei, Zé.
O pessoal fala muito do ataque.
Eu sim, pois é. Mas se você olhar para os atacantes, eles são jogadores que têm habilidade de jogadores de meio de campo, de passe, de drible. É uma coisa assim. Qual que era, né? Você não compartimentava a seleção brasileira de 82, mas nem com os defensores, porque o Leandro era um baita de um atacante, o Júnior era outro. Enfim, eu tô assim apaixonado por esse time da França. Agora veja, eu acho que a Argentina tem um, num disso que você disse, a Argentina tem essa mesma característica.
Ela não se aperta, aperta, mas é lenta, é lenta, mas vai no outro ritmo.
A Argentina tem uma diferença para mim, queria ouvir vocês, que ela, ela até pelo espírito argentino, ela é dramática, tudo é dramático.
Não é Argentina, vou te dar um exemplo, um exemplo familiar. É a primeira Copa que eu assisto com a minha mulher assim, a Copa quase praticamente inteira lado a lado, né? Teve Copas que eu viajei, teve Copas que a gente não teve chance de assistir com tanta, com tanta pressão, tanta atenção. Ela vendo o jogo da França, como eles são rápidos, né? Que rapidez que eles vão para frente e tal, sei lá o quê, comparando com a seleção brasileira e até com a Argentina.
Sim, eles vão com intensidade, e aí sim, com uma leveza, com uma intensidade legal, um jeito legal. Por isso tá nos encantando. De repente, de pé, perdeu o pênalti, tudo bem, vamos lá, vai indo, parte para cima. Os atacantes partem para cima. Não tem aquela coisa que me irrita muito no futebol de bolinha para trás. Você recebe a bola, devolve meio de campo, meio de campo tal, atrasa para o goleiro, goleiro vem, dá para o zagueiro desse lado da direita, dá para o zagueiro da esquerda, zagueiro da direita para esquerda.
Não tem muito, todos os times fazem isso. É, aí dá para o lateral, aí o lateral atrasa para o goleiro, goleiro deu para o zagueiro, para o volante que se aproxima perto da área para pegar a bola, aí fica trocando, zagueiro fica trocando passe. Não, eles vão para frente, não tem ninguém jogando de costas, né?
Não tem ninguém que joga de costas, né?
E como joga esse Rabiot, a gente fica falando do Dembélé, do Mbappé, desse pessoal que joga muito, mas no meio de campo ajuda demais. Esse Rabiot é forte, tem vigor, bonito, E de repente o Cherki tá no banco e o Tchouaméni tá no banco.
Não é uma mão, não.
Aí tem um negócio que eu quero falar sobre isso, que os caras que estão no banco e dessa França e tal. Mas antes eu quero falar uma outra coisa que tem a ver com a leveza que o Danilo fala e que eu falei um pouco. Eu quero botar isso na conversa. A França, ela parece que ela entra em campo com uma vantagem prévia. Os adversários sabem que tá ali a França. E para mim isso ficou muito claro com Marrocos ontem. Marrocos pareceu outro time que até aqui foi nessa Copa.
Por que que você não fala isso em relação à seleção brasileira? Era o primeiro jogo deles na Copa, isso, enfrentar o Brasil.
Exatamente.
Eles não entraram com essa postura.
Não, não, era outro time. Você fala assim, ó, pega o time que jogou contra o Marrocos, eram os mesmos caras, mudou um outro ali. E aí o time que enfrentou a França A postura do time quando ele olha para França e fala, não, eu vou ficar.
Quando olhou para o Brasil, falou, não, vamos em cima.
Essa é uma vantagem da França, sem dúvida. Mas eu fiquei com uma dúvida, queria tirar com o nosso homem com cheiro da grama. O Danilo Saliba fez muita falta, não fez? Porque faltou uma alternativa para o time de Marrocos.
Saliba, você falou Saliba, o nosso zagueiro do Arsenal.
Não, como é que ele chama?
O que tá machucado.
Saibari, Saibari, Saibari. Faltou uma alternativa para o ataque, centroavante, o atacante, goleador, o cara que fosse alimentado nas saídas de este— caiu a caneta, sabe?
Então é a queda diária da caneta.
Eu tô fazendo uma estatística, o Danilo tá longe, mas ouve o barulho, já sabe do que se trata.
100%, até hoje na Copa não houve.
Se alguém quiser me dar Uma caneta com uma cordinha aqui que não cai, eu tô acertando.
Uma vez, pelo menos, e que eu estivesse presente, 100%, que não tivesse caído.
Sabe aquele pessoal que usa óculos com corrente?
Isso, é isso, cara.
Eu não uso porque eu acho uma coisa meio, sei lá, né?
Mas ele diz, Juca tem essa corrente de óculos velho, né?
Quando ele tiver, óculos todo cheio.
Crusoé engata, engata aqui.
É, mas você devia usar uma caneta com aquele tipo uma correntinha, caneta de banco, sabe aquela caneta?
Na hora que caiu, eu tenho certeza que o Danilo falou: é a caneta, foi a caneta.
Mas enfim, até as ligações diretas que o Marrocos tentou fazer, não tinha quem desse profundidade para o ataque de Marrocos. Você não acha que ele fez falta, Danilo?
Não, sem dúvida. Até tinha uma discussão para ver se daqui a pouco ele volta aí, ele pode falar. A gente tava discutindo quem ia jogar, né, na escalação. Quando a FIFA nos passou, deu a impressão de que o Brahim ia jogar ali, depois não foi. Agora, uma coisa que eu acho que é diferente é, a gente discutiu muito isso no Brasil e Noruega, o Brasil contra Marrocos, ele não tentou ter a posse de bola o tempo inteiro. E o Marrocos se sentiu muito confortável circulando ali tranquilo e pressionou o Brasil.
E aí a gente viu aqueles 30 minutos que muita gente disse que foi ali os piores 30 minutos desde o 7 a 1 de Copa do Mundo, né? Ontem eu vi diferente. Eu não acho que Marrocos não quis ter a bola, eu acho que o Marrocos não conseguiu. E outra coisa que eu fiquei de olho contra o Brasil, me chamou atenção o seguinte: o Marrocos saída de bola no meio de campo, ele dá aquela bica ali quase no escanteio para começar o jogo pressionando.
Falei, vamos ver se eles vão fazer a mesma coisa contra a França. Aí fizeram, eles fizeram. Então eu acho que o plano de jogo de Marrocos era o mesmo do plano contra o Brasil, só que eles não conseguiram executar. Eu também concordo, eu entendo, Juca, o que você falou, porque eu acho que realmente eles devem olhar com mais respeito para França. Mas eu acho que eles não estavam ali, ah não, não queremos, vamos nos defender mais.
Não, eu acho que eles Não tiveram escapatória, sabe? É diferente da discussão do Brasil e da Noruega. E eu, a gente vai divergir aqui, já foi, já divergimos em outros momentos sobre essa questão. Eu acho que o Brasil não quis ter a bola. Eu não acho que a Noruega não deixou o Brasil não ter a bola. Eu acho que o Brasil não quis, que o Brasil não pressionava alto, o Brasil não fez nada. Ontem, França e Marrocos, a França tentava um pouco pressionar um pouco alto, não deu, voltava.
Tentou fazer essa jogada jogando a bola na lateral lá perto do escanteio. Não conseguia. Quando pegava a bola, trocava passe, tentava pressionar, quando roubava a bola, a França é muito rápida e muito vertical. E aí o Marrocos era forçado a voltar. Então eu acho que tem uma diferença entre querer e poder nesse caso aí. Eu acho que ontem Marrocos quis, mas não pôde impor seu estilo de jogo contra a França, coisa que a gente já tinha visto eles fazendo contra o Brasil, contra a Holanda, em outras partidas dessa Copa do Mundo.
Eu concordo plenamente, eu também acho que jogar.
E a França, eu acho que o Danilo tá certo, julga também. Eu vou tentar, eu achei isso ao contrário do que isso foi mesmo observado pelo Danilo, foi ao contrário do Brasil e Noruega, né? Que a Noruega impediu o Brasil, o Brasil é que não quis.
Exatamente. Agora, bom, calma, ainda é cedo esse processo.
Desculpa, não Dá o PVC de volta, deixa, vamos ouvir, vamos ouvir o PVC.
A gente tava falando aqui que o, que a França ela conta quase como que uma vantagem antecipada nos jogos, porque quando o cara vai, o outro time vai jogar contra ela, sabe que é a França. E a gente tava comparando o que foi o Marrocos ao longo da Copa, o que foi o Marrocos ontem.
Foi um time que só se fechou da ausência, da ausência de atacante também, PV, que a gente falou aqui ontem antes de começar o jogo do Brahim, onde ia ficar e tal.
E a comparação gritante é o jogo que fez contra o Brasil e o jogo que fez ontem contra a França. E na minha visão é olhar para a França assim, meu, se eu quiser jogar com esses caras aqui, eu vou tomar 10. E aí eu vou fazer o que eu posso. Mas o Trajano e o Juca tava falando, não, eles não conseguiram fazer isso. Que que você acha?
Eu tô com uma voz só, mas o melhor, segundo tempo, tempo de trás, não consegui fazer nada.
Pera aí, PVC, sua conexão não está boa, tá ruim, então não estamos te ouvindo, mas a gente vai PVC vai sair, vai entrar novamente.
Agora, aproveitando que, vamos ver se o PVC conserta ali. Nós estamos falando muito da França, óbvio, tá na semifinal, é a grande seleção da Copa, enchendo os olhos de todo mundo. Mas vamos falar um pouquinho só de Marrocos, não sobre esse ponto de vista, sobre esse olhar de feito, né?
De feito, são duas coisas.
Semifinalista da última Copa, Jogou nas quartas de final nessa contra a poderosa França, campeão mundial sub-21, campeão da Copa Africana, Copa Africana campeã sub-20, finalista na Copa Africana. Então quando a gente falava até algum tempo atrás, Marrocos, Marrocos tá muito melhor do que a gente, pessoal. Sim, Marrocos no ranking, não é só no ranking da FIFA que é meio fajuto, meio esquisito, mas os resultados de Marrocos nas divisões de de base, comportamento na Copa do Mundo, nós estamos bem atrás de Marrocos.
Aquele patamar que tá a França lá em cima, talvez a Espanha um pouco abaixo, a Inglaterra ou Argentina, sei lá o quê, nós estamos na prateleira. Nós não estamos na mesma prateleira de Marrocos, nós estamos bem abaixo.
Eu tava pensando sobre isso, daqui a pouco a gente vai falar sobre o Brasil, sobre a seleção, daqui a pouco o PVC volta também, mas que a gente O brasileiro, ele durante muitos e muitos anos, ele falou assim: não, não, quando chega desacreditado, aí é uma máxima. Agora, quando chega desacreditado, é igual a caneta cair no chão.
Quando chega desacreditado, a gente chega desacreditado e aí se desacredita mesmo, entendeu?
A gente confirma que não ganhamos.
Mas até um pouco, mas tinha até uma dose de razão, até certo ponto. Porque durante muitos anos, às vezes que o Brasil ganhou, Teve isso, saiu vaiado, desacreditado.
Isso, a ponto que o Nelson Rodrigues cunhou uma frase famosa: a seleção brasileira sai do exílio e embarca para disputar a Copa do Mundo. Ele usava essa, usou essa frase em 70.
Boa!
A seleção tinha sido vaiada no último amistoso contra a Áustria, quando na verdade, né, Zé, naquele dia, naquela noite, descobriu-se o ataque do Brasil, que foi Primeira vez que o Rivelino jogou na ponta esquerda, mas empatou 1 a 1.
E aí, qual é a frase?
A seleção deixa o exílio e embarca para a Copa do Mundo.
É boa! Ó, o Flávio aqui fala: tenho 35 anos, sou fã do Trajano. Eu também, desde a Copa Fox Kids.
Pois tá velho, hein, meu?
Fui formado pela ESPN. E hoje, ao contrário da maioria dos brasileiros, sou fã do esporte e não apenas de ganhar. Por isso, França campeã. Eu tô nessa pegada da França campeã também.
Pois é, rapaz. Agora veja que coisa, sabe? Eu sempre falo isso. O Danilo, Danilo vai entender porque o Danilo é um pouco dessa geração, né? Danilo, você lembra do Brasil campeão do mundo?
Lembra?
2002? Lembra bem? Claro.
Lembro.
Não, 94 eu tenho memória de criança de lembrar da festa, não lembro da Copa em si, né? Mas 2002 eu lembro com clareza.
Porque desde que eu sou criança, Danilo, e depois na vida profissional isso se reavivava, cada vez que ia pra uma Copa e tal, eu pensava assim, que bom que eu nasci no Brasil e não no Paraguai. Eu fico pensando, né? Os meninos paraguaios não têm a menor possibilidade de comemorarem um título. E aí, sei lá, domingo tinha, ou quarta-feira à noite tinha Santos e Botafogo, eu dizia, coitadinho. Dos meninos. Depois, como jornalista, tem Flamengo e Palmeiras.
Eu pensava, que maravilha, né, ser jornalista, vir para o Maracanã fazer um Palmeiras e Flamengo do Telê contra o Zico. O coitado do Paraguaio vai ver Cerro Porteño e sei lá quem, né? Hoje em dia isso acabou.
O Paraguaio hoje tá com o peito cheio, o cara quase ganhou, eu quase parei a Marroquino, muito mais. É isso, PVC.
A conversa aqui é a seguinte: 28 anos, 28 anos que vai chegar na Copa de 30 sem ter visto o Brasil ganhar, né? O cara que nasceu 2003 ali, ele vai 27, 28 anos.
O PVC, a nossa conversa aqui que eu tinha falado e perguntado para você é que, na minha visão, Marrocos falou: isso aqui é a França, ou eu fico aqui quietinho no meu esperando, ou eu tomar de 10. Trajano e Juca acharam que na verdade Marrocos não conseguiu jogar, como em outras partidas. Dificuldade não ter aquele atacante principal, e teve a dificuldade de não ter o Saibari. E a minha comparação é como jogou contra o Brasil e como jogou contra a França. Mas queria saber qual a sua visão.
A questão que ficou muito forte da posse de bola do Brasil, o jogo contra o Marrocos, Brasil terminou com mais posse de bola. Primeiro tempo, Brasil não conseguiu atacar, não conseguiu ter a bola, não conseguiu defender, não conseguiu fazer nada. Fez nada, né? Então Marrocos se criou contra o Brasil e não se criou contra a França, porque a França sobe a marcação, dificulta muito a saída de bola. Marrocos não tinha meio, não conseguia organizar o meio-campo, não tinha um centroavante.
Ele colocou o El Kaanoush, que era o ponta esquerda nos outros jogos, como centroavante. Até quando saiu a escalação, saiu com Brahim Dias como atacante, mas não foi. O Brahim Dias jogou na posição dele. Eu acho que a França é o melhor time. O que tá claro é que ninguém consegue jogar contra a França do mesmo jeito, porque a França é o melhor time. Talvez quem consiga jogar com a jogar contra a França com o seu estilo seja a Espanha, porque a Espanha tenta tirar a bola e aí circula, circula, circula, circula, circula, circula, circula.
Eu acho que o Marrocos não conseguiu jogar contra a França mesmo. Essa conversa de Paraguai, já falei aqui que eu acho que a gente tá virando o México, né? A gente tá virando o México por um ponto de vista também individualista e clubista. Um dia você vai perguntar na Inglaterra se o Flamengo, se o Palmeiras joga de vermelho e preto e o Flamengo de verde, ou o contrário. Porque assim, qual é a cor da camisa do Puebla? E o México tinha o melhor campeonato da América antes do Brasileirão crescer.
A gente precisa ter um projeto de futebol que seja completo, né? Porque não é acaso que França, Inglaterra e Espanha estão aqui na reta de chegada da Copa, porque hoje tem o maior polo de cultura do jogo, tá na Liga Espanhola, na Liga Inglesa e na seleção francesa.
Perfeito.
Ô Juca, sim, Juca sou eu.
Eu quero curiosidade. O PVC e o Danilo estão onde?
Vocês estão ali em Boston?
A gente tá em Boston. É que a gente tá no mesmo quarto do hotel, então eu desci para fazer na recepção do hotel e o Danilo tá no quarto.
E agora vocês vão para onde?
Para casa.
Nós vamos para Nova York, Morristown, hoje à tarde, hoje à noite, hoje à noite. Vamos ter que almoçar em Boston, fazer esse favor. Boston é uma cidade extraordinária. Eu não gosto dos Estados Unidos, mas Boston é uma cidade extraordinária.
É a cidade mais inglesa dos americanos, né? A sensação tá na Inglaterra, né?
É um pouco. Essa região que inclui Massachusetts, que é o estado que Boston é capital, mas que inclui outros estados, é chamada de New England, né? Por isso que o time de futebol e de futebol americano daqui de Boston é New England Patriots. Que é o de futebol americano, e New England Revolution, que é o de futebol, só que é futebol, futebol. E o jogo ontem foi no estádio do New England Patriots e do New England Revolution, na região que é chamada de New England por causa disso.
A região do rio Charles River aqui é espetacular, e os franceses se reuniram numa espécie de Arco do Triunfo anteontem à noite, que é do lado do rio Tem um arco do triunfo. Eles foram para lá fazer um bandeiraço, fazer uma festa gigantesca. Daqui nós vamos para Maurestown, ficamos final de semana em Maurestown, ali perto onde a seleção treinava. E aí o Danilo vai para Atlanta na terça-feira, eu vou para Dallas para semifinal da França, na, eu vou na segunda para o jogo da terça.
Eu fico imaginando, olha, deixa eu dar um recado importante para vocês dois, vocês já coloquem nas suas agendas, vai ter posse de bola depois Depois, pós as duas semifinais, e claro também depois da final, ok? Então vocês não ficam, ah, vou marcar um almoço, não tem nada disso não, vai ter posse de bola depois, é trabalho.
Embora vocês possam contestar porque não está no contrato, tá sim senhor, ontem me provaram que sim, tá sim senhor, estaríamos no Brasil até o fim, como o Brasil não foi, nós ficamos devendo 3 jogos.
Exatamente, sim senhor.
Então o Juca tá fora?
Não, isso aí sabe discutir na justiça. Não, porque eu estava previsto para o Brasil. Se o Brasil não tá, eu não estou.
Então tá. Mas sabe o que eu fico imaginando quando eu vi o jogo de ontem? A gente fala, quando vai no Morumbi, fica na arquibancada, que é ruim de ver jogo. Dá saudade do velho Pacaembu, que era um estádio bem legal de você assistir as partidas.
Maravilhoso.
Era o cara que fica naquele último ano, a última lá no jogo, que é longe para chuchu. Eu fico até com— eu tenho medo de altura e eu não iria. Brincadeira, se me desse o ingresso ali, com medo de altura que eu tenho, eu não iria. Apesar de perder a chance de ver o espetáculo.
O estádio, sobretudo nos Estados Unidos, tem essa cultura, é você estar no local, você estar lá.
Não é de louco?
Exatamente, ver o jogo, estar no local.
Zé Trajano, você precisa ver o que é o último degrau de Wimbledon, você não vê a bola, Zé. É isso, não vê a bola.
É o pertencimento, é o pertencer, estar lá.
Eu estou, eu vou dizer para o Neto, olha, eu assisti, eu assisti o Borg jogando em Wimbledon.
Mais ou menos quando você vai num show que tem— eu, por exemplo, fui lá no show, para mim histórico, fui no show do Rolling Stones na praia de Copacabana, tinha 5 milhões de pessoas.
Eu Não, mas aí você tá embaixo. Eu sei, mas você tá embaixo. Eu tô falando a altura, lá em cima.
Mas fala, ô.
Olha só, deixa eu só colocar uma coisa. Esse assunto me jogou pra uma coisa que é uma boa conversa. O Trajano fez comigo a final da Liga dos Campeões 2010. Na verdade, eu fiz com o Trajano a final da Liga dos Campeões 2010, Internacional e Bayern, que era bem alto no Santiago Bernabéu. Mas isso me remeteu a uma conversa que é sobre FIFA. Ontem o Everaldo Marques na Rede Globo reclamou, e reclamou com razão, que os narradores ficavam numa bancada debaixo do sol, expostos ao sol muito, muito, muito, muito.
E isso nos leva a como a FIFA se comportou em relação à Copa do Mundo no Brasil. Acho que ficou até um legado dos estádios. Os estádios brasileiros melhoraram muito por causa da Copa do Mundo, ou boa parte deles, mas Tudo que a FIFA pedia, exigia na Copa do Mundo do Brasil, depois exigiu também na Rússia, não tem aqui. Aqui você, os estádios não tem cobertura. No Brasil não, porque tem que ter cobertura. A Copa do Mundo saiu do Morumbi para Itaquera sob o pretexto de que o Morumbi tinha que formar todos os vestiários, que os vestiários tinham que ser na região central do campo.
O Marrocos e a França saíram de trás do gol ontem. Tudo que tinha que fazer em Copa do Mundo de 2006, 2010, 2014, 2018, não tem que fazer aqui. É bom, o vestiário fica atrás do gol, o narrador fica exposto ao sol e à chuva. É incrível.
Bom, na Copa que o Trump colocou o cara de volta no jogo, pode tudo, meu amigo.
É isso. Você lembra muito bem as circunstâncias em que nós trabalhamos na Copa de 94. E a gente saiu de lá, a gente saiu de lá com a sensação de que eles tinham feito o evento para chicanos. Eu fiquei surpreso ao ver o Galvão pê da vida pelas condições que lhe ofereceram para narrar os jogos. E eu pensei, bom, é que agora ele tá no SBT, não tá na Globo, né? Achando que o pessoal da Globo ainda tivesse E pelo que o Hevê tá dizendo, também não.
E a gente via todo mundo, né? É impressionante. Eles, você se lembra, PVC, aquele jogo final? A gente debaixo do sol, 45 graus na grama, o jogo no Rose Bowl, né? Na final da Copa. Aquilo foi, eu me lembro de ter brigado com uma americana que ela veio com uma garrafa d'água já na prorrogação. Eu pedi um gole, ela não deu. E eu falei para ela, mas até na guerra os inimigos dão água para o outro, você não quer me dar um gole d'água? Tal era o meu desespero de sede.
A surpresa para mim, Juca, é que isso tinha mudado. A Copa da Itália tinha o Estádio Olímpico de Roma, jogo era à noite, mas ele não tinha cobertura. Então 94 vinha de uma estrutura anterior. Aí o que me espanta hoje é você voltar no tempo como voltou. Sem nenhuma—
são as circunstâncias da Copa nos Estados Unidos, gente. Os caras vão lá para o Catar, para não sei o quê, olha, a gente quer o estádio de ouro, os caras vão fazer. Nos Estados Unidos não.
Já que nós estamos contando história de intimidade, de cobertura e tal, e problemas e não, você falou do calor, que a moça não te deu um gole d'água. Então vou falar agora de um gole que resolveu um problema nosso na Copa da África do Sul. Um frio de rachar, tá vendo? Os frios mais terríveis que eu senti na vida cobrindo o jogo. Do Brasil, tinha, sabe aquelas garrafinhas pequenininhas de uísque? Sabe quem tinha? Quem? Doutor Tostão.
Não, Zé, você já contou isso, já corrigiu.
Eu dava para o Tostão, ele dava, o Tostão passava de mão em mão. Tomar aquele golinho de uísque com aquele frio de rachar. Era um frio, PVC tava lá no estádio, foi um frio de rachar, foi o maior frio que eu passei na minha vida.
Jelly's Park, ele chamou o estádio do Ellis Park.
Ô Juca, uma pergunta para você, para o Trajano, sobretudo para o PVC também, para todos. A França não foi campeã ainda, mas pode ser. Estamos aqui falando que é a favoritaça, favorita, enfim. Ela vai ter em 3 Copas do Mundo, sendo 2 vezes campeã e uma vez vice-campeã. Invicta, invicta, além de tudo, com jogo a mais e tal. A França dessa era é o Brasil que foi de 58 a 70, que transformou o Brasil no país do futebol?
Então veja, veja bem, primeiro perguntaram se ele achava essa a seleção francesa mais forte que ele jogou. Ele disse, olha, eu por enquanto joguei numa que foi campeã E nota que foi vice-campeã. Então espero, eu vou avaliar mais tarde, né? Vice-campeã invicta, vamos lembrar, perdeu nos pênaltis a final para Argentina. Eu outro dia escrevi e depois achei que eu mesmo tinha cometido uma heresia ao dizer que essa França me lembrava o Brasil de Garrincha, Didi e Pelé.
Falei, ah, meu Deus, Acho que cometi uma heresia. Garrincha, Didi e Pelé, os 3 franceses que mais me encantam, não chegaram nesse ponto. Daí troquei para, enfim, os Ronaldos e o Rivaldo, o Sócrates, o Zico e o Falcão. Sim, eu acho que sim, esse time, e isso vem de longe. Isso vem do trabalho feito no Castelo. Eles estão fazendo o que tem de melhor no futebol mundial. E não é de hoje, independentemente de ganhar ou não ganhar a Copa.
Viraram o grande celeiro de jogadores. E não apenas de jogadores, de cidadãos, porque essa molecada sai desse centro de formação com uma consciência social que a gente não vê, por exemplo, nos outros jogadores. Você pega o Mbappé, é um cara que faz campanha antirracista, cara que denunciou a Madame Le Pen, enfim, é um, é um, é uma campanha contra as bets, exatamente, se recusa a fazer bets. É uma coisa, é uma coisa. E o Dembélé vai pelo mesmo lado, pelo mesmo caminho.
Uma coisa tão óbvia, não fala.
Eu já queria dizer, a partir do momento em que a França quebrou a onda e foi campeã, 98, são 8 Copas do Mundo. Considerando, vamos supor que vai ser campeã em 2026, serão 8 Copas do Mundo com 5 finais.
É pouca coisa?
Não.
Você sabe que dizer que a França vai ser campeã é uma afirmação perigosa?
Porque apesar de ser a melhor, a Hungria não foi, o Brasil não foi.
E etc., etc. Mas a resposta é tão— agora, já que nós estamos falando em França, daquela pergunta que te fazem de brincadeira: qual é a cor do cavalo branco de Napoleão? A resposta é mais ou menos essa. A França vai ser campeã, né?
O Danilo, vou ouvir o PDC, mas enfim, a França é o time, sobretudo no seu tempo, que você é mais jovem do que a gente. E aí, ah não, Não, mas 2002 tinha o Rivaldo, Ronaldo e Ronaldinho. Olha, então a França tem o Lise, tem o Dembélé, tem o Barcola, tem o Mbappé. O Mbappé é, ainda não é, o Mbappé ainda não é, mas será que ele vai ser tão distante do Ronaldo Fenômeno?
Não, ao que tudo indica não.
Diga, ô Danilo.
Vocês falando disso, eu lembro claramente em 98 assistir a final com meu avô, que aliás assiste sempre o Posse de Bola aqui. E ele fez assim, eu falei, putz, pô, e aí, hein, esse jogo? Ele olhou para mim e fez assim, onde já se viu ter medo da França? Hoje vai ser um passeio. E aí o resto é história. De 98 para cá, como você disse, a França virou o que era o Brasil. Eu, como você disse, eu sou dessa geração de ver a França crescendo muito, né?
É um time que Bom, mesmo quando não foi campeão, tinha Zidane ali, como foi em 2006. Então é uma geração que aprende na marra a respeitar a França. Eu acho que o Brasil em alguns momentos ele conseguiu competir no quadrado mágico, pelo menos no nome, na expectativa, no quadrado mágico e tal. A diferença dessa França é que, tirando, acho que a última vez que a gente tinha uma expectativa talvez tenha sido 2002, que a França esperou pelo Zidane, deu errado, né?
Depois de lá para cá, a França correspondeu, né? Então assim, foi chegando em final, semifinal. O Mbappé vai fazer sua terceira semifinal, provavelmente sua terceira final. Com ele fez a primeira, ele tinha 18, 17 anos. Então assim, é uma realmente uma diferença muito grande. E eu acho que tá até desperdiçando, entre aspas, jogador, né? O Obadi lá do Marrocos é francês, o cara optou por jogar no Marrocos. O Boadji, ele preferiu jogar no Marrocos, ele poderia ser mais uma opção para França.
Então é um reflexo aí disso que o PVC já falou, fala sempre bastante dos estudos que são feitos, da formação de jogadores. E não dá para falar que, ah não, é porque a Liga é forte, porque a Liga, né, PVC, Liga, ela é muito, ela é muito concentrada tudo no PSG. Mas existe uma formação de jogador e uma identidade de como atua a seleção francesa no nível nacional, não no nível de liga local, né? Não, a gente tem a ideia de seleção.
Nossa seleção vai ser isso, nosso estilo de jogo é esse. É muito diferente do que a gente vê no Brasil. Enquanto isso, a gente fica aqui no Brasil acreditando numa estrela que pode brilhar. E ah não, Ancelotti, olha, a estrela do Ancelotti brilhou contra o Japão. Não, o Endrick, quando entra, decide. Tudo deu errado contra a Noruega, a estrela do Ancelotti não brilhou, o Endrick entrou e perdeu um gol inacreditável e tudo mais que a gente já discutiu.
Então realmente é uma geração francesa, é uma geração francesa. Até para vocês, amigos, entenderem, para mim é tão chato ficar vendo a França ganhar que eu tô cogitando de novo torcer para Argentina, se for Argentina e França na final. Só para vocês entenderem como que tá a minha cabeça.
Eu tenho uma hora que isso suplanta para mim a minha, o meu, ah, vou secar. Para mim eu não consigo mais, não consigo, nem que eu quisesse eu não conseguiria mais secar.
Falando em França, eu quero fazer um registro aqui muito legal, dar parabéns para um ex-jogador de futebol que atuou na França no time pequeno alemão, que tá se revelando excelente colunista no jornal O Globo, Paulo André.
Paulo André, grande Paulo André.
As colunas dele são surpreendentemente maravilhosas. Surpreendentemente, para quem não conhece, como colunista não conhecia.
Ele é fantástico.
PVC, vai usar. E outra coisa, fala de futebol francês, como é que fala?
Liga, como dizia o seu grande amigão, grande saudoso amigão, teremos agora o Felipe Luiz, né? Teremos Felipe Luiz do Mônaco, ensaiou um francês ali no começo e falou, em 8 meses eu vou estar falando francês.
A melhor história da Copa do Mundo da França, quem foi protagonista foi Eduardo Tironi, que contará essa história assim que quiser.
Ao fim da Copa contarei eu e o gigantesco repórter fotográfico Joel Silva, que salvou a minha cobertura. Ele foi o grande cara daquela Copa.
Ele era—
então vamos esperar durante as semifinais.
Joel Silva, até não conhecer o Joel, conheço bem. Joel foi para a guerra do Iraque, cara. Joel é um atropelado, é um baita fotógrafo, todo dia também ele faz fotográfico maravilhoso. PVC, eu vou contar essa história no fim da Copa, mas PVC, estamos vivendo a era França, meu amigo, que é tipo a era Brasil.
Mas eu acho que não é a primeira era Brasil. A comparação, na minha opinião, é de 94 a 2002. Não é com 58 a 70, tá? 94 a 2002, o Brasil ganhou, jogou 3 finais de Copa seguidas, né? Aliás, ó, só um detalhe: a França perdeu para Tunísia o jogo da Copa do Vice-Campeonato, time reserva da França, mas perdeu para Tunísia o terceiro jogo. Então ela não chegou invicta contra a Argentina.
É mesmo, você tem toda razão.
Boa! Era o time reserva, mas perdeu. Por que que me parece muito mais com 94 a 2002? Em 2001, na Rua Piracicaba, bem na frente da ESPN, por telefone eu conversei com o técnico uruguaio Sérgio Marcarian, que dirigiu o Paraguai antes, no ápice da crise da seleção brasileira na eliminatória de 2001. E eu perguntei para ele o que que ele achava de a seleção tá naquela crise. Ele falou: crise? Que crise? Vocês têm Ronaldo, Rivaldo, Cafu, Roberto Carlos, Ronaldinho.
Vocês não conseguem entender que o que transformou o futebol brasileiro foi a de juntar força, potência com a técnica que vocês têm. Então vocês têm jogadores, os preparadores físicos e os técnicos brasileiros do final dos anos 80, começo dos 90, formataram um novo futebol de potência e velocidade unida à grande qualidade técnica que o Brasil possui. Não tem crise nenhuma. O Brasil tá num momento bom, mas vai, vai voltar a jogar muito bem em breve.
Bom, menos de um ano depois, o Brasil foi campeão do mundo. E era aquela, é diferente a geração de Cafu, Roberto Carlos, Ronaldinho, Ronaldo. Ronaldo é um símbolo disso e o Mbappé é outro símbolo disso. A França tem uma qualidade técnica assustadora, impressionante, mas é um time extremamente físico e potente e veloz. Esse futebol é difícil de bater. Esse futebol era o futebol de 2002 que o Brasil não tem hoje. Mas por isso que eu não enxergo a qualidade.
Para mim, a melhor seleção de todos os tempos é a de 70, porque para mim a seleção de 70 faz a fronteira do futebol do passado para o futebol contemporâneo. É bem a divisa, não é a Holanda. O Brasil de 70, que tem o Jairzinho na ponta esquerda para fazer o gol do Carlos Alberto, o Brasil de 70 é já muito moderno. Então para mim a melhor seleção de todos os tempos por essa fronteira é do Brasil de 70. Mas essa França para mim lembra 94, 98, 2002, que às vezes a gente não percebia que tinha um domínio de 3 Copas seguidas com 3 finais da seleção brasileira. Hoje é a França.
Você já ouviu falar do Missão Saber? É o não tão novo podcast do UOL que parte de livros. Vamos recomendar muitos livros para falar de vários assuntos. Já pensou ouvir a Daniela Lima falando de ansiedade?
Por conviver lidar com o processo da ansiedade há tanto tempo, eu entrei numa espécie de vigília constante, assim.
O PVC sobre memória, o Facundo Guerra sobre China, Maria Prata sobre educação dos filhos, Sakamoto e os evangélicos.
Muita gente esperava que o número de evangélicos seria ainda maior.
Eu sou Murilo Garavello e apresento Missão Saber, o podcast para quem é curioso e gosta de aprender.
Tudo na vida a gente equilíbrio ali, consegue viver e ao mesmo tempo entender as problemáticas, e ao mesmo tempo se amar.
Tem tudo isso e muito mais, muita coisa legal para você. Busca Missão Saber no YouTube, no Spotify ou na sua plataforma de podcasts favoritos, ou fica atento no Canal UOL. Assista o Missão Saber toda semana no Canal UOL.
Eu acho até, voltando um pouco no tempo, nós estamos falando de comparação, eu também concordo com o PVC essa coisa de de 94 para diante e não de 58. Pela primeira vez, eu era garoto e tal, mas a primeira vez que eu ouvi falar futebol francês, seleção francesa, foi 58, né, que o Brasil deu uma paulada, foi para semifinal, né, Brasil e França foi semifinal, semifinal 5 a 2.
Porém o jogo tava duríssimo quando o Jonquet tem o troque Vavá e não tinha substituição. O Brasil golei a França a partir do momento que ficou 11 contra 10. Isso, a França tinha Fontaine e Kopa no ataque.
E o Fontaine nascido em Marrocos. Sim, marroquino. Não, mas veja como é que as coisas são. Nós estamos esquecendo um dos maiores artilheiros de toda a história.
Aliás, tem muito racista, é bom a gente lembrar, tem muito racista dizendo que a França, que esta França é uma seleção terceirizada porque ninguém nasceu na França.
Todos nasceram na França, apenas 3 não nasceram na França. Agora vou fazer uma pergunta para você, só de curiosidade. Não atingimos nada, atingimos audiência bi-brutal. Se a gente se organizar um pouco, a gente chega na bi-brutal.
O Danilo tá querendo saber, ele falou 8 mil, ele falou 8 mil.
A gente precisa chegar, precisamos de mais 2 mil likes. Então calma que temos pouco tempo, então vamos lá. Agora vamos fazer uma pergunta para vocês 4. Eu, a FIFA enlouqueceu, certo? Sim, a FIFA enlouqueceu e falou assim: olha, é o seguinte, daqui até a final, da semifinal até a final, você, o seu time, seja ele qual for que está na Copa, pode escolher um jogador, Messi ou Mbappé, para jogar esses 3 jogos finais aí, 2, 3 jogos.
Sim, eu escolho o Messi só para ir.
Você, Trajano?
Vamos repetir a pergunta. A pergunta é: a FIFA jamais enlouqueceria, porque ela já é louca.
Se o Trump mandar, ela faz isso.
Ó, o Messi agora vai jogar não sei aonde para esse jogo de finais, de semifinal e final.
Isso, você pode ter um reforço, ou Mbappé ou Messi.
Aliás, eu defendo, antes de responder, eu defendo uma tese, já que a FIFA é essa coisa estranha e o Trump também, é à medida que os jogadores vão indo embora, eles formem outro time, você teria opção de pinçar de seleção que foi embora um ou outro jogador.
Legião estrangeira.
Legião estrangeira, né? Você foi para quarta de final, os outros não foram, aí o time que tá na quarta de final teria direito, faria um sorteio para saber, tipo um draft lá. Dos times que tá aí, aqui pode escolher do Brasil um jogador. Aí você, ah, não quero do Brasil, não quero ninguém não, mas eu nada a ver.
Messi, Mbappé, você pode escolher um para reforçar seu time até o final.
Eu escolheria o Mbappé pelo problema físico.
Não, mas por isso que eu coloquei só esses 3 jogos, né?
Porque não pelo homem matador, qualidade genial que o Messi é, mas por problema físico. Tem uma semifinal e uma final, teria que ter uma estrutura, vai ter que ter se for, né?
Eu torceria, eu escolheria o segundo maior jogador, melhor jogador de futebol de todos os tempos, Lionel Messi.
Danilo, é bem difícil, eu tô pensando o tempo inteiro aqui, porque para mim o Messi é muito superior a Mbappé, a história, por conta A questão é clara, né? O Mbappé tem mais 20 anos para jogar ainda, mas para escolher para jogar esses 2 jogos, um amanhã e o outro terça que vem, Mbappé.
Foi o meu raciocínio. Sim, foi meu raciocínio.
PVC, me ajuda, PVC.
Mbappé. Eu escolho o Messi para tudo, mas eu escolho Mbappé.
Não, mas o que nós estamos querendo dizer é o seguinte: a gente não tá comparando Messi com o Mbappé para jogar amanhã, para jogar 2 jogos. 2 jogos, 2 jogos próximos um do outro. Calor do cão.
Eu tô pensando nisso desde ontem quando eu pensei essa história.
Você joga a pergunta e não tem ainda.
Cada hora eu vou numa, porque o raciocínio do, o raciocínio do Trajano é ótimo, é a questão física, mas o seu é bom. O Messi, no fim das contas, são 2 jogos. É um cara que é mais capaz de resolver uma coisa.
Teria sido uma enquete.
Não, eu sei que eu não quis colocar agora.
Coloca, o pessoal dá tempo ainda, o pessoal responder.
Você me responde o seguinte, senhor Quiões, me responde o seguinte: você fez a escolha física, entendi, mas moço, tal, tem o mesmo número de gols nesta Copa.
Eu sei, eu sei, eu sei.
O Messi tem sido tão decisivo ou mais e tem um poder de de liderança que o Mbappé não tem ainda.
Não, ainda tem, tem, não, não, eu não tô comparando. Que eu quero dizer que não, vocês estão enganadíssimos. Você tá sendo teimoso nisso aí pelo seguinte: a gente não tá comparando um com o outro. O problema físico tem um jogo hoje e depois da manhã outro, pesa, pesa. Você botar um cara mais jovem, físico, não sei o quê. Agora, se fosse escolher quem é o melhor dos dois Claro que é o Messi. Escolheria o Messi até o fim da vida.
Físico, quem jogou os 90 minutos, quem jogou os 90 minutos e a prorrogação foi o Messi.
Ó, a gente tem um tempinho, ele vai trocar aqui a enquete então. Portanto, pronto, vamos colocar.
Mas tem que explicar direitinho nessas condições.
Daqui até a final da Copa, essa é a pergunta, daqui até o final da Copa você tem direito a ter um jogador no seu time, um reforço para o seu time?
Você é belgicano ou você é egipciano?
Considerando a semifinal e final, né? Porque quartas e final, semifinal e final, você tem direito a ter um reforço no seu time, Messi ou Mbappé. Qual você escolhe?
Só levando em conta o seguinte: a semifinal é terça e quarta, as semifinais serão, e a final no domingo, não é isso?
Isso mesmo.
E com posse de bola especial logo após.
Sem o Juca, que por contrato tá fora. Ó, vamos fazer o seguinte, vamos para um breve intervalo na TV, mas antes eu preciso dar alguns recados, viu, Trajano? Primeiro que o seu, a sua postagem ontem na comunidade foi muito bem aceita, todo mundo achou muito legal, foi bacana.
Eu fiz questão de postar, sim, porque foi um, realmente foi um momento ruim. O que eu fiquei indignado, depois eu recebi muita solidariedade e tal, principalmente do próprio Pedro, foi a rede social. Se o sujeito não tiver um certo equilíbrio— eu não costumo ler muito o que as pessoas dizem, mas eu procurei ler, não sei por quê. Se você não tiver um certo equilíbrio, o sujeito pode até se matar. Não, porque você sofre ataques de todos os lados, como se tivesse sido a pior coisa que aconteceu na imprensa esportiva durante a Copa.
Foi um ato que eu devia ter— eu repensei, vi de novo. Fui deselegante, pedi desculpas e tal, mas não foi um negócio. Houve tanta coisa absurda que a gente viu nessa Copa, mas as redes sociais tem uma— até guardei o desejando a nossa morte, Juca.
Que legal!
Desejando a morte, que você tem que apanhar na rua, não sei o quê. Se você não tiver um equilíbrio, um pouco de tranquilidade, a rede social te leva a caminhos perigosos. Então eu fiz questão de postar no Instagram e pedir que, como era minha folga ontem, que fosse colocado na comunidade e lido. E manda um abraço aqui para o Pedro. Acho que ele entendeu muito bem, fez um texto muito generoso. Olha, eu tive dois momentos aqui. Olha, vê como é que é a natureza, como diria Zé Trindade.
Tive um com Danilo faz muito tempo, né? Daí até despertou amizade entre nós dois, uma aproximação que a gente não tinha tanto, porque tem até trabalhado em lugares diferente. E agora com o Pedro, sim, que até já houve uma troca de texto daqui e dali. Então são dois momentos que aconteceram, e não é você o tempo todo apanhar na rua, desejar a tua morte.
Eu ontem ia falar disso e você me interrompeu porque tinha que chamar o intervalo, e eu acabei que eu comecei a frase até: só diz isso quem não conhece os Parou. E aí o assunto voltou. Eu quero que só— eu não preciso defender essa tranqueira que tá aqui do meu lado, só dizer o seguinte: esse Zé Trajano que destemperou com o Pedro, como havia destemperado lá atrás com o Danilo, que destemperou comigo no Linha de Passe, que destemperou com o amigão, coitado, foi defender o amigão, o amigão não entendeu, ele tava bravo era comigo que roubei vencer.
Com toda razão, porque a gente não parava de falar do Palmeiras. É o mesmo Zé Trajano no bar, ele faz isso no bar também. Você tá falando uma estupidez, blá blá blá. E aí, vamos pedir um camarão? Vamos pedir um camarão, vamos pedir uma cerveja. É o mesmo Zé Trajano. E que não guarda um resquício de mágoa com ninguém e que explode e abraça em seguida. Agora, quiser entender, entenda, não quiser entender, Não entenda, as pessoas são o que são.
Mino Carta, um dos maiores jornalistas da história do Brasil, era exatamente igual.
Só para concluir essa conversa, se o João Saldanha estivesse vivo hoje, ele ia apanhar no meio da rua todo dia, que não existia cara mais explosivo na imprensa esportiva. Frases incríveis, pegava até revólver, pegava até revólver.
Dito isso, deixa eu dar uma dica para vocês. É porque a gente tá falando da comunidade nossa no WhatsApp. Então, se você não assina o UOL, é a hora de você assinar, entendeu? Porque primeiro que você vê as colunas do Juca, do PVC, do Danilo, do Mauro César, do Casagrande, do Rodrigo Matos, de todo Pedro, de todo mundo, e você pode ter acesso a esses textos todos. E mais, além disso, você tem acesso à nossa comunidade no WhatsApp, que é onde o Trajano se manifestou.
Ele criou várias salas, você falou, né?
Várias salas na comunidade do WhatsApp. Sabe que você pode entrar lá. Trajano foi muito bem acolhido depois que ele postou a sua, o seu pedido de desculpas. Enfim, aliás, tem uma enquete lá agora. Eles fizeram uma enquete paralela na comunidade perguntando o seguinte, exigindo na verdade: posse de bola depois do jogo de hoje da Espanha. Não, hoje não, hoje não vai ter. E tava ganhando 90% querendo posse de bola. Legal, mas não, acho que você sugere inclusive na comunidade uma nova enquete: o Juca deveria estar nos posses de bola pós-semifinais?
Então é hora de você assinar o UOL com esse QR code que tá na tela, que você tem acesso inclusive à nossa comunidade.
E o bolão continua, o bolão continua, eu vou falar já.
E além disso, você assinando o UOL por um ano, você ganha o quê? Uma camiseta, essa que o Juca tava usando ontem. Tem vários modelos, essa ou outras, tem vários modelos lá. E você pode ganhar, você ganha uma camiseta da coleção Posse de Bola.
Ronaldo, Juba, Trajano, Davi.
Até uma branquinha também com a chuteira.
Tem, tem vários modelos. Então, meu, tem vários modelos legais lá que você pode—
O Ratão de Bronze.
Tá ali o Ratão de Bronze.
Imortalizado o Ratão de Bronze.
Certo, vamos para um breve intervalo.
Gisele Bündchen pediu uma camiseta dessa, eu soube.
Não é? Um breve intervalo na TV e já voltamos. Não saiam daí. Muito bem, não chegamos ainda, viu, Danilo, na meta de likes. Faltam 600 likes. Mas calma, o programa tá acabando.
Que tá acabando? Tem mais 15 minutos.
E a galera tá mandando mensagem aqui porque o infantino do posse de bola não vai baixar uma lei nova aí para perdoar, nem perdoar como perdoou a Luiza ontem.
É impressionante. Não, tudo bem, você vai conseguir, Danilo, mas foi um horror aquilo que ele que ele fez, né? Quer dizer, veja como são as coisas. Ninguém patrulhou ele porque ele faz calmo. Ele fez calmo. Não, que você cometeu ontem foi uma arbitrariedade sobre os likes, sem dúvida.
Não, foi uma mudança. Ele teve uma, teve uma, teve um, o conselho técnico do Posse de Bola se reuniu e falou assim: não, a meta é de 8.500. E assim foi no final.
Você vê como que é? O cara comete uma arbitrariedade sorrindo, todo mundo acha tudo legal.
Temos que chegar em 8 mil então. Ó, aqui na nossa comunidade no WhatsApp, é o Fernando Garcia, que é de Itupeva aqui em São Paulo, pergunta: vocês não acham que os países europeus onde a imigração, principalmente africana, conseguiu, conseguiram formar seleções com essa mistura, força física, disciplina tática?
Com certeza, sem dúvida.
Eu acho que Itupeva é a terra do Vinícius Nicoletti.
É, sim, eu acho que é assim, grande Vinícius.
A miscigenação que nos caracterizava fundamentalmente, o Brasil, porque embora as escolas argentinas e uruguaias fossem tão talentosas quanto, não tinham tanta influência. O Uruguai mais, até o Bidulio Varela, o capitão de 50, era negro. E outros exemplos de grandes jogadores negros uruguaios. Mas Argentina não, né? Isto nos distinguia. Acabou, acabou. Você pega a seleção da Suíça, da Holanda. Felizmente, felizmente, é a volta do cipó no lombo de quem mandou dar.
Você ia falar, PVC? Você tinha chamado?
Não, eu ia dizer só que assim, eu acho que a seleção brasileira tem sido uma seleção bastante miscigenada. Ela tem, você for pegar Gabriel Magalhães, Douglas Santos, Vinícius Júnior, Matheus Cunha, é que a França tem 8 negros e 2 brancos. Só brancos na seleção francesa, Rabiot e Digne, são só os dois.
Isso.
Mas o Brasil tem sido, Brasil no ano passado, no ano retrasado, nas eliminatórias tinha, chegou a ter nos amistosos contra Senegal, chegou a ter na minha conta, 8 jogadores negros e 3 brancos. Mas não é questão assim, nós estamos miscigenados, continuamos sendo miscigenados.
Eu não disse que nós deixamos de ser, não pode falar. Eu não, eu disse que nós perdemos a exclusividade, isso que eu quis dizer.
Sim, isso sem dúvida. Essa é a Moçambique, excelente Copa do Mundo.
Estamos voltando.
Só o último ponto, estamos voltando na TV.
O PVC tá falando sobre miscigenação e das— pode completar, PVC.
É que o Brasil continua sendo uma seleção miscigenada. A seleção francesa é uma seleção negra e branca, tem 2 titulares, 8 e 9, e 9 negros. Mas o importante não é ser negro ou ser branco, é ser francês, é ser brasileiro, é ser humano, é ser humano. A raça humana é uma semana do trabalho de Deus. A França tem, como você disse agora há pouco, Juca, São todos franceses menos 3. Isso, menos 3. O Lisey, o Marcus Thuram, que é filho do Lilian Thuram, porque nasceu na Itália, porque jogava na Itália, né? O Lisey é aquela grande exceção.
Você que é um cara que gosta da exatidão e é exato, é Olisey.
Ontem eu vi um francês falando que é Olisey.
Eu não tenho a menor dúvida.
Francês da França corrigindo os outros. O cara, Olisey, não, é Olisey.
É, Olizé, daquela lista lá que os caras falaram.
Eles falam, ele fala, ele sei de Olizé, mas o francês chama de Olizé porque ele nasceu na Inglaterra.
Ele nasceu na Inglaterra. Tem uma matéria do L'Équipe de anteontem que a professora dele, diretora da escola pública onde ele estudou, em House, que é a região oeste, região metropolitana de Londres, ela diz: se ele jogar a final da Copa França-Inglaterra, para mim ele é o Michael.
Naquela, naquela, os jogadores todos fizeram uma plaquinha com o nome como eles chamam, você lembra?
É verdade.
O Olize falou o quê? Alguém lembra? Alguém viu?
Tem que recopiar esse vídeo.
Aliás, sobrenomes, tem uma coisa curiosíssima, né? O Mike Tyson era Mike Tyson no começo, aí ele virou Tyson.
Ah, não sabia.
É, olha que loucura.
É verdade isso?
É verdade isso.
Não sabia disso.
Vivendo e aprendendo.
Muito bem, então tá bom. A Espanha entra em campo também miscigenada, e a mal e tudo mais, um pouco menos miscigenada, mas também miscigenada. É o time que vai poder, bom, encarar a Bélgica, que não é um jogo simples, PVC, mas depois se passar pega a França. E aí, que tal?
Eu vou usar uma palavra que a gente acho que não falou nenhuma vez nesse programa hoje: Inglaterra. Sim, tá na Copa do Mundo, tá? E a gente falou hoje, eu falei da história do centro do polo cultural, que Inglaterra também virou do futebol. Eu acho que a França é o melhor time, a França é favorita para ganhar a Copa, mas a França pode se complicar com a Espanha, a França pode se complicar com a Inglaterra, com a Argentina, porque tem jogo para jogar.
Mas eu acho que o ponto central da Espanha é a capacidade de jogar dentro de uma filosofia que pode ser chata, insosta, insípida, incolor e tudo mais, Mas toca, toca, toca, toca e consegue fazer seu jogo. Agora, a Bélgica cresceu. A Bélgica tem um aspecto da tabela que ela foi indiretamente favorecida, porque ela desceu de Seattle para Los Angeles enquanto a Espanha percorre costa leste a oeste duas vezes. E a Bélgica fez uma partida exuberante contra os Estados Unidos.
Tem todo o ingrediente da absolvição, da anistia ao Balogun. Mas ela fez uma partida exuberante tirando estrelas. Tchouaméni tava no banco de reservas, o De Bruyne no banco de reservas, o Lukaku continua no banco pela questão física dele, o De Ketelaere fez uma partida fantástica. Então a Bélgica se rearrumou com esse bom técnico que é o Rudi Garcia. Rudi Garcia apareceu no Lille, campeão francês em 2011, que tinha Gervinho, que tinha Cabaye, que depois foram se espalhando por vários clubes importantes da Europa.
E o Rudi Garcia hoje é o técnico da Bélgica, técnico francês, francês da Bélgica. Clairefontaine não forma só jogadores, forma técnicos também. E é incrível uma história do Aimé Jacquet, o técnico campeão do mundo em 98, que foi quem deu a ideia de fazer no Instituto Nacional de Futebol, que é o do futebol masculino, fazer no Centro Nacional de Futebol o polo feminino de futebol francês. Então, Claire Fontaine forma também jogadoras técnicas, jogadores e treinadores.
Descobrimos aqui, hein, no videozinho lá, ele fala Olizé. Então, portanto, Olizé. Sabe uma coisa sobre a França, sobre a Espanha? E eu queria ouvir vocês para a gente Tá caminhando para o final, eu descobri o que que me pega. A França não me cativou. Ah, desculpa, a Espanha não me cativou.
Nem começar o programa de novo.
A França me cativou, a Espanha não me cativou. Joga bem, é organizado, troca 7.500 passes, tudo muito legal, mas não me pegou.
Não, não me encantou.
Não é o jogo que eu fala, pô, eu não posso sair daqui porque vai acontecer alguma coisa.
Não encantou como a França.
Não encantou. Espera aí, a França vem melhorando. O Lamine Yamal entrou na— nem vinha para Copa, nem ia para Copa, né? Talvez ele agora consiga jogar de uma forma melhor. As entrevistas todas do técnico, jogador, ele falava que ele tá 70%, vários companheiros de clube. Ah, ele tá— se ele atingir 70%, já tá bom. Quer dizer, a grande estrela da da Espanha, não tá 100%, mas quem sabe que vai estar 100% no jogo de hoje. Agora eu queria falar de uma entrevista do Lukaku ao lado do técnico.
Achei muito interessante ele falar, ele assimilando que ser reserva, que ele jogou pouquíssimas, sei quantos minutos na temporada, nessa temporada, que teve uma longa conversa com o treinador que explicou para ele direitinho: você vai ficar no banco, Mas vai ser meu homem em determinado momento do jogo e tal. E ele dizendo como ele aceitou isso, porque o Lukaku é o Lukaku, né? Tem nome, tem história e tal. Então, diante dessa entrevista do Lukaku e do treinador e desempenho da Bélgica contra os Estados Unidos, não vejo a Bélgica como galinha morta.
Então tudo que nós estamos falando da Espanha cruzar com a França e tal, não é, não é carta marcada ainda, apesar de eu achar que a França que a Espanha favorita, mas eu não descarto a Bélgica contra a Espanha não.
Fala, vocês dois que estão aí, tem alguma informação?
De Bruyne deve começar, vai jogar, é, ouviu falar, vai.
As prévias, as prévias, eu li o Marca agora há pouco, o L'Équipe também, as prévias dão De Bruyne como titular, mas com ataque com o Lukebakio na direita, com Trossard na esquerda e De Ketelaere no ataque. Como centroavante. É um time parecido com o que ganhou nos Estados Unidos, mas com De Bruyne.
Quer dizer, o Doku no banco.
Isso. Ou Doku, também tem uma questão polêmica. Na Inglaterra eles dizem Doku.
Não, a frase realmente, tá, tá, ficou péssimo.
Não, tudo bem.
Bastante, ninguém nem ligou que eu falei que a Espanha não me cativa, não encanta, não encanta, não me pegou.
Claro que não, como é que ia dar bola para você numa situação dessas? Ó, o Olise nasceu em Londres e joga na França, ele pode ter duas pronúncias. O Doku joga na Inglaterra, por isso que eu falo Doku.
Ó, lá ele, como diriam os mais jovens.
Fala aí, me ajuda aí, fala que também não te encantou, que tá certo, a França joga muito mais.
Eu falei para vocês, eu acho a seleção da Espanha aborrida, uma seleção chatinha de assistir. Né? Mas é uma seleção que pelo estilo de jogo pode complicar para França. Então hoje eu quero muito que a Espanha passe para ver esse confronto Espanha e França.
O Pedro aqui fala: o Vinícius Nicoletti é de Itapeva e não Itupeva.
Me confundi.
A escola de Navarra tem uma frase que é meio guia da ideologia, da filosofia deles. Redações aborridas fazem periódicos aborridos.
É isso.
É uma coisa que nós outros não somos, é aborridos.
Aliás, para quem viveu redação, a morte da redação era o silêncio, né?
Exatamente.
Chegava na redação, tava todo mundo.
E eu desconfio, nós chegamos aos números de likes pedidos pelo canal.
Você desconfia corretamente, 8.500 likes. Passou inclusive a nossa primeira enquete.
Graças ao banco do Juca.
Obrigado.
A nossa primeira enquete, um pouco vai ter reflexo desse banco do Juca, passar de 10 mil.
Aquela nossa primeira enquete sobre a França favorita ficou assim, ó: favoritaça 55%, favorita 30%, campeã 10% e igual 6%. Agora a outra, que foi a brincadeira, você quer, quem você quer nos 3 jogos finais, Messi ou Mbappé? Vou pedir para produção me mandar aqui.
Vai ganhar o Mbappé porque as pessoas são contra os hermanos.
Mbappé 67%, Messi 33%.
Estamos bem, 33%.
Vamos ganhar com o Lionel Messi. E aí é curioso, você estava falando sobre, né, as pessoas aí, a gente está recebendo muitos elogios aqui, muitas gargalhadas inclusive por causa da frase do Juca.
Eu colocaria na comunidade.
Vamos colocar na comunidade.
Não, eu não colocaria na comunidade.
Vamos colocar na comunidade.
Me respeite, eu sou avô, tenho duas netas.
Mas é interessante quando você vê algumas coisas, né, do tipo assim, a mensagem aqui do Jude.
Meu nome, igual o Berga.
Essa bancada estava chorando de emoção depois do jogo da Argentina. Agora, depois de uma vitória avassaladora da França, falam como se fosse o 15 de Piracicaba. Eu acho que você só pode ter visto outro programa. A gente tá aqui com mais de 40 minutos falando que a França, porque a França comparou a França com o Brasil.
Aí não dá para comparar o que a Argentina Argentina fez, teve de fazer a virada da Argentina com a tranquila vitória da França. Mas estamos todos aqui encantados.
É com a França, nós choramos de rir agora, vale?
É, choramos de rir. Enfim, então, então, meu caro Jude, a gente falou bastante aqui, tá? Enfim, 8,7 mil likes. A gente organizar bem, chegaremos a 9 mil. A semifinal dos sonhos, Trajano.
Fala para aquela cidade do Pará lá, o tio. De repente a gente chega em 9 mil aí.
Aquela foi a minha aquela vez. Ó, semifinal dos sonhos para você.
Não, seria legal. Eu já briguei, já falei várias vezes que eu, para o bem do futebol, glorificar o futebol, a França merecia, merece ser campeã, mas não quer dizer que vai ser. Agora, semifinal, semifinais legais de maior peso seriam França e Espanha, Inglaterra e Argentina. 4 pesos pesados.
Bárbaridade! Mas no outro, Inglaterra e Argentina, meu.
Fala para você também. Noruega e Suíça. E fala aí, Danilo.
Eu já falei para vocês que depois já tinha falado sobre a questão da seleção brasileira. Agora que saiu, eu estou só para jogo grande. Então para mim é França, Espanha, Argentina, Inglaterra. Estou curiosíssimo para ver Messi nesse papel de Argentina, Inglaterra, como vai ser. Pode ser. A gente já considera o Messi com uma carreira, uma trajetória feita e que é ídolo da Argentina de toda maneira. Eu acho que esse Argentina, Inglaterra tem um potencial para Não sei se dá uma chamuscada, mas assim, falar, ah, se fosse o Diego, sabe assim?
Ó, Lionel jogando pelas Malvinas.
Não, já imaginou a lembrança do Diego nesse confronto? Sim, claro, ele vai estar presente o tempo inteiro em campo, o tempo todo.
PVC, eu quero ver, eu quero ver França-Espanha, Inglaterra e Argentina. França-Espanha no estádio Eu não lembro de ter feito. França e Espanha jogaram um grande jogo ainda nas oitavas de final de 2006, que o vencedor ia enfrentar o Brasil em Frankfurt. Veio a França que eliminou o Brasil. Argentina e Inglaterra, o Juca estava na Cidade do México, não tava, Juca? Não, você tava em Guadalajara na véspera, dia 21. Dia 22 você não tava na Cidade do México?
Não, eu não fiz o jogo da Mano de Deus. Não, eu não tava no estádio, não.
Tá, eu tava no estádio em Saint-Étienne, 98, Argentina 2, Inglaterra 2, que a Argentina ganhou nos pênaltis para enfrentar a Holanda. E foi um dos dias mais incríveis de dificuldade para sair do estádio. Eu fui de trem de Paris para Saint-Étienne e para sair era uma pancadaria do lado de fora na estação, e pancadaria de inglês com argentino. E para entrar no trem que tava absolutamente lotado, tinha que entrar no trem e tentar se refugiar em algum vagão que não tivesse ninguém ali disposto a arrumar uma encrenca.
Voltei com o de volta em segurança, mas foi um dia dificílimo daquele Argentina 2, Inglaterra 2, da expulsão do Beckham e da classificação da Argentina para as quartas de final.
Muito bem, ó, chegamos em 9 mil likes, hein? E com essa marca maravilhosa e com audiência 1,6.
Lembrando que amanhã tem posse de bola normal, domingo tem posse de bola normal, domingo tem posse de bola normal, e assim vai.
Depois das duas semifinais tem posse de bola depois do jogo. O caso Juca Kifuri tá nos tribunais do posse de bola, ele pode ser, ele pode ser obrigado a participar desse programa.
É bom que não utilizem esse vídeo aí do nosso amigo no banco, ainda mais depois desse vídeo que ele postou.
Pode me bater, mas eu não mudo de opinião.
Danilo e PVC, então preparem-se que os senhores vão ter que trabalhar sim senhor no posse de bola depois das semifinais e da final.
São frouxos, porque também não tá no contrato de vocês, mas são dois frouxos. É por isso que os jornalistas são todos unidos, certo?
Então ficamos por aqui por hoje.
Lembrar todos, oi, que lembrar todos que hoje tem fim, não tem posse de bola depois.
Ah, tem fim de papo, exatamente, fim de papo, exatamente. Depois de jogar não tem posse de bola, mas tem fim de papo sim depois dos jogos. Sempre tem jogo, exatamente. Então venham. E ficamos por aqui, fica agora com a programação do canal UOL. Valeu, tchau!