#668: Virada histórica da Argentina de Messi na Copa! CBF confia em Ancelotti para superar erros
O Posse de Bola desta quarta-feira (8) analisa, ao vivo, o futuro de Carlo Ancelotti na Seleção Brasileira e a classificação polêmica da Argentina sobre o Egito na Copa do Mundo.
- Vitória da Argentina na Copa do QatarVirada histórica da Argentina · Messi · Egito · Polêmicas de arbitragem · VAR
- Técnico Carlo AncelottiAposta da CBF · Erros na Copa de 2026 · Status do técnico · Renovação do time
- Performance de Bianca BrasilEliminação melancólica · Avaliação positiva do trabalho · 11º lugar na Copa · Rodrigo Caetano
- Personalidade e Responsabilidade de JogadoresRacismo na torcida argentina · Falta de envolvimento dos jogadores brasileiros · Postura de Ancelotti · Desrespeito ao povo brasileiro
- Polêmicas de arbitragemEscala de arbitragem · Decisões polêmicas · Interferência do VAR · FIFA
- Superação e ResiliênciaArgentina vs. Brasil · Capacidade de superação · Conexão time-torcida
Muito bom dia, está no ar o Posse de Bola desta quarta-feira. Hoje é dia 8 de julho, não tem jogo hoje na Copa do Mundo. A Copa do Mundo chegando ao fim. Mas tem muito, muita discussão, porque ontem teve Argentina, teve Colômbia caindo fora, Suíça classificada, seleção chegando no Brasil melancolicamente. Eu estou aqui muito bem acompanhado de José Trajano, Arnaldo Ribeiro, e lá nos Estados Unidos Luiza Oliveira, Rodrigo Matos e Pedro Lopes. E vamos aos destaques, começando com você, Luiza, que esteve lá.
Muito bom dia, meus amigos, tudo certo? O meu destaque é, em que pese todas as polêmicas de da partida, e vamos falar disso, a postura da Argentina, né, esse envolvimento que a Argentina tem com o jogo e o que que a gente pode aprender com ele.
É debate. Rodrigo Matos, bom dia.
Bom dia, Tironi, todo mundo. É, meu destaque ficou para a queda da Colômbia, né, surpreendente. Foi um jogo equilibrado, cai mais um sul-americano, só sobra Argentina. E um africano, e o resto é Eurocopa, né?
É Super Eurocopa contra os invasores. José Trajano, bom dia.
Bom dia a todos e todas. Eu fico, eu tava procurando onde um dia surgir nele, né? Não tem jogo, é meio estranho. Primeiro teve aquela ressaca moral do pós-jogo do Brasil, agora um dia sem jogo, mas já foram definidas as quartas de final. Mas eu continuo ainda naquela perseguição, vamos dizer assim, em relação à comissão técnica do Brasil. O Rodrigo Caetano disse que foi um trabalho positivo do míster. Eu gostaria de saber que positivo é esse no trabalho do míster. 11º lugar seria a mesma coisa que nós fazendo aqui o Posse de Bola na hora que você pedisse os likes, tivéssemos 5 likes, nós estamos com 5 e estamos indo para 7 até o final do programa, seríamos todos demitidos aqui, acabaria o Posse de Bola. É o caso da seleção brasileira, 11º lugar, é uma avaliação positiva. Parei, pô.
Pedro Lopes, bom dia.
Bom dia, bom dia, Tironi, Trajano, Arnaldo, Luísa, Rodrigo. Eu acho que não tem como não ser Argentina, né? E o Trajano falando aí do desempenho do Brasil, Argentina parece que tem algo ali na parte mental que o Brasil não tem, né? Uma resiliência, uma capacidade de ir buscar que o Brasil já há algum tempo não tem. Então sei que foi o destaque da Luiza também, mas acho que não tem como fugir disso. A Argentina realmente impressionante.
E sabe qual é o problema? Na hora que você elogia a Argentina, elogia o Messi, tudo que aconteceu, a virada e tal, que você sofre nas redes sociais.
Ah é, não pode, é proibido.
Elogiando a Argentina, falando bem do Messi, Argentina, se emocionando com a Argentina. Ô velho gagá, é inacreditável. A poesia, a ternura, a tua relação com o bom futebol vai tudo por água abaixo.
Pois é, Arnaldo Ribeiro.
Meu destaque é para o eliminado, para o Egito, uma seleção que chegou na Copa sem nenhuma vitória na história e avançou. E eliminada, tocou nas suas referências, entrevistas muito duras na questão da arbitragem, na questão da organização da Copa. Dá para prestar atenção no que falaram os egípcios. E dá para prestar atenção no que tá acontecendo com arbitragem da Copa no mata-mata. Também teve tudo isso na partida de ontem.
E o técnico, né, do Egito, falou: ah, não querem que eu fale as coisas, então vou falar. E falou umas 10 vezes durante, depois: Palestina livre, Palestina livre, Palestina livre.
Falou, não só falou como entrou em campo no outro jogo com a bandeira da Palestina.
Muito bem, temos uma enquete que é claro que só poderia ser relacionada ao jogo da Argentina de ontem. E o que ele nos causa? Olha que enquete muito bem bolada. Qual é o seu sentimento com a vitória da Argentina? É inveja, como disse a Luiza? Pô, Zé, a gente podia pensar na gente e tal. É injustiça, porque afinal roubaram o Egito? É felicidade pelo Messi? Não é possível que ninguém se emocionou com o Messi chorando, sendo atirado para cima e tal.
Mas é essa? Ou na verdade é indiferença? Depois que o Brasil caiu fora, quer saber? Vou cuidar da minha vida, quero pensar aí no Corinthians, no Flamengo, vamos pensar em outra coisa, nas contas que eu tenho que pagar. Essa é a nossa enquete, que o Trajano já está sorrindo de felicidade.
Não, eu tô sorrindo porque tem aqui, tem a ver, tem a ver, tem a ver. Muito bem, então é o seguinte, Luiz, vergonha na cara em relação à seleção do Brasil.
Luiz, é o seguinte, você viu o que que o Trajano falou no começo do papo aqui, né? Pô, já precisa a gente ter aqui 5 likes, a gente ia ser todo demitido e tal. Se a meta não é atingida, a gente vai embora.
Então, portanto, calma, não peça 7, 8 likes.
Hoje não tem jogo, é véspera de feriado. Mas queremos a sua meta de likes.
Tá bom, vamos lá. Sem jogo é duro, né? Depois do Brasil cair ainda, 6 mil likes, o que que você acha, Alcura?
Acho discreto, mas você que manda.
Discreto? Ah, você me jogou para baixo, eu acompanhei. Então vou subir um pouco, vamos para 7,5.
7,5, aí já ficou mais bonito.
Nós temos que lembrar e falar com o pessoal que nos vê, nos assiste e tal, que nós já tivemos 33 mil, não foi? Naquele dia, pós-eliminação. E eu tava vendo no YouTube que mais de 500 mil visualizações.
Isso mesmo.
Portanto, não seremos demitidos. Não, né?
Se o Rodrigo Caetano examinar a nossa performance, a gente tá na Copa, aquele de 2050. Então, ó, 7.500 likes para começar. Se a gente passar aquele esquema da Luísa, passou, a gente Aperta mais um pouquinho. Então vamos lá, like 7.500. Mandem as suas mensagens pelo chat, responda essa maravilhosa enquete. Eu diria, tô numa fase excelente das enquetes. Mandem suas mensagens, diferentemente da seleção brasileira. Mandem suas mensagens, faça o programa com a gente, tragam parentes e amigos.
Eu vou para um breve intervalo na TV e já volto. A gente começa a conversar com vocês. Já voltamos. Muito bem, ó, a galera aqui, ó. Nilson de Oliveira, ele é durão.
Ele deve ter aparecido muito, Nilson de Oliveira.
Apareceu agora.
Bom dia, programas de modo geral.
Realidade: Argentina sem o Messi não é nada.
Argentina tem o Messi há quantas décadas?
Pois é, então é bom ter o Messi.
Então tem o Messi, tem o Messi.
O Alan fala assim: a Bélgica, depois de tirar o sarro do Trump, já entra com 2 a 0 contra no placar, né? Convenhamos. Bélgica e Espanha.
Arbitragem inglesa, saiu há pouco a escala. Vamos falar bastante agora. Eu tô de olho na escala porque ela tá dando muitas pistas do que tá acontecendo na Copa do Mundo.
Sabe o que eu fico impressionado com o Arnaldo? Ele é um dos poucos caras que eu conheço que acompanha ali com lupa.
Isso, ele é isso.
Mal saiu, antes de sair a escalação, já sabe que vai dar certo.
Já tá reclamando.
Mostra muita coisa.
Ele é um especialista, né? Então aqui com o Arnaldo Ribeiro, especialista em arbitragem.
Como é que é da arbitragem? Como é que é? Fala.
Ele faz parte, ele, o central do apito.
O Arnaldo vai trabalhar na central do apito.
O André Bacelar fala o seguinte, ó: o mundo inteiro chocado com a garfada que o Egito levou da FIFA ontem, um escândalo, diz ele.
Vamos debater, vamos debater bastante.
Sabe que o central do apito aqui da Fox News, que eles têm um cara que entra também, ele chama de doutor. Então o cara é doutor.
É isso, quem sabe, hein, Rodrigo?
Vamos começar a chamar o seu Arnaldo de Doutor. Doutor da arbitragem.
É, em geral é um ex-árbitro, uma coisa assim, um cara que participou, foi comissão de FIFA, alguma, tem uns nomes ali, mas ele se chamou de Doutor. Doutor Marco não sei o quê, Doutor Arnaldo.
Tem até uma rua aqui, né, chamada Doutor Arnaldo.
Avenida, né? Doutor Arnaldo.
É uma rua famosa aqui em São Paulo. Avenida Doutor Arnaldo.
Só um pouco de reminiscência e de história. Essa história de Central do Apito começou há muitos e muitos anos atrás no rádio, e era o grande, o grande comentarista era Mário Viana, com dois N. Ele fazia questão de Mário Viana com dois N. Era um homenzarrão da Polícia Especial. Havia uma Polícia Especial, dava borrachada nos estudantes, era uma violência danada, e ele era um desses. Mas todo mundo ouvia o Mário Viana. Quando ele dizia, é impedido, é impedido, é impedido.
Era uma sentença.
Era uma sentença.
E aí a gente falava, gol legal.
Gol legal, o Maracanã todo ouvia, gol legal. Opa, o Mário Viana falou, gol legal, tá falando.
Era o Doutor da época.
Era o Doutor Viana.
Forasteiro fala, Argentina joga com raça e com coração. Também é o outro lado dessa história aí, vamos falar. Estamos voltando, hein, na TV. Atenção.
Gostei dessa do Doutor, hein. Essa do Marinho foi boa. Agora pegou já aqui, viu.
Estamos de volta. E aqui no intervalo, o Rodrigo tava falando sobre um cara lá na Fox News Sports, que é o cara do apito, que é chamado de Doutor. E a gente acabou de batizar o Arnaldo como Doutor Arnaldo, especialista em arbitragens aqui. E Luiza, boa notícia para você, já chegamos na audiência brutal! Vamos buscar mesmo, dá a volta no intervalo, já estamos na audiência brutal. Agora falta só chegar nos 7.500 likes. Olho na tela com os jogos que aconteceram ontem.
E eu não tenho os jogos que acontecerão hoje porque não tem jogo hoje. Vamos lá, tivemos 2 jogos de oitavas de final: Argentina 3, Egito 2. Rapaz, tá aí, a gente tá vendo os jogos que aconteceram aí nas oitavas lá atrás, né? Isso, 3 a 0 para o Marrocos, 1 a 0 da França, 2 a 1 para Noruega contra o Brasil, trágico, 3 a 2, jogão da Inglaterra contra o México. Ontem, Espanha 1, Portugal— ontem não, anteontem, né? Espanha 1, Portugal 0, Estados Unidos 1, Bélgica 4. Bem feito, porque colocaram Balogun na marra.
Bela sapecada.
E ontem tivemos, enfim, Argentina 3, Egito 2. Jogo maluco que vai ser muito debatido aqui. E aí um contraste, né? Jogo chato à beça. Suíça 0, Colômbia 0. Só valeu pelos pênaltis, que aí foi emocionante e tudo mais. Então tá aí, Argentina enfrenta a Suíça no último, no último confronto das quartas. A gente vai mostrar todos daqui a pouco. Agora, enquete, vamos lá. Qual o seu sentimento com a vitória da Argentina? O meu, com a minha enquete, de alegria, de prazer, de dever cumprido. Mas eu quero saber o seu sentimento.
Você tá pleno.
Inveja, injustiça, felicidade pelo Messi ou indiferença? Não tô nem aí que você ganha a Copa.
Pelo que você leu aí das primeiras mensagens, também é uma coisa muito polêmica, né?
Polêmica.
As pessoas que levam, que acusam que foi roubalheira, de um modo geral brasileiro torce contra Argentina. Sim, detesta Argentina, o futebol, quer que o Messi se lixe. E alguns brasileiros que gostam de futebol, que apreciam o jogo bem jogado, né, o talento desse gênero do futebol, vão para o outro lado. Tá tudo, a divisão é absurda. Isso se deu logo que acabou o jogo, nas redes sociais você via esse embate, né. Eu fico, eu coloquei uma foto do Messi chorando, que eu acho umas imagens mais comoventes, vamos dizer assim.
Você vê o maior artilheiro dessa Copa, o maior artilheiro de todas as Copas, a maneira que se deu o jogo, aquele gol, o pênalti perdido, toda a dramaticidade que envolve sempre o futebol argentino, o povo argentino e tal. Tomou, que eu tomei de pau, de xingamento. Como é que você vai se comover com jogador argentino? Quem é esse Messi, velho gagá? Sei lá o quê, comovido com a Argentina, nunca se viu. Aí compararam até com choro, acharam o choro do Neymar mais autêntico.
Vejam vocês o que é a natureza. Comparação dos choros, vamos comparar choro. Bota aí um palanque, sommelier de choro, sommelier de arbitragem, que é o Dr. Arnaldo aqui, né? Então o meu sentimento É essa coisa de indiferença, é o sujeito, então é aquele cara que vê a Copa do Mundo quando o Brasil joga para fazer festa.
Mas tem bastante.
Não, isso que eu quero dizer, não tem nem aí para Copa, tá aí para o Brasil, vamos ganhar, farra e tal, vai para o bar comer. Mas Copa do Mundo em si, bola rolando, não tá nem aí. Inveja existe um pouco, inveja do jeito que foi a coisa, né? Foi dramático, foi emocionante. Quais são as outras duas opções?
Coloca na tela: inveja, injustiça, felicidade pelo Messi ou indiferença.
Mas felicidade pelo menos, felicidade pelo ter acompanhado tudo isso. Por mais que tem essa polêmica da arbitragem, vamos dizer o seguinte, foi o jogo mais emocionante da Copa até agora?
Foi um dos, acho que tem vários.
Vocês incluiriam da Bélgica e Senegal também?
Foi incrível também, né?
Paraguai contra Inglaterra, tem muito jogo bom, tem muita emoção.
Emoção em vários jogos, mas esse jogo tá no rol, tá na lista.
É que esse tem um personagem, tem um mestre.
Então eu acho, eu vou cumprimentá-lo pela enquete.
Muito obrigado.
No dia que não tem futebol, não tem nada, papapá, você foi de certa forma ousado. Mas a vitória na enquete vai ser surpreendente, a gente vai se irritar.
Pois é, eu já tenho uma parcial aqui, mas daqui a pouco eu vou mais além. Luísa Oliveira, você estava no jogo e não podia deixar de ser, se emocionou também. Então queria, já que também foi seu destaque inicial aqui, que você falasse o cheiro da grama. Como é que foi isso, acompanhar isso de perto?
Ai, Tironi, tem as polêmicas, vamos falar sobre isso, vamos falar também sobre a fragilidade da Argentina, sobre o jogo. Mas foi muito emocionante, foi muito marcante mesmo. Pode parecer piega assistir, mas você vendo esse time jogar e vendo o que o Messi representa, é uma entrega, é uma conexão, uma sinergia de jogadores e torcida, uma crença de que as coisas vão dar certo, sabe? Uma coisa de acreditar até o fim que esse time mostra em campo e muito na figura do Messi, que é muito bonito.
E tava muito difícil para ele. Ele perde um pênalti no mata-mata de Copa do Mundo. Ele sente, né, lógico, ele até amarra a chuteira na hora ali e ele olha para o céu Você vê que ele tava tentando achar uma solução e tava difícil de encontrar. Primeiro porque ele tava muito bem marcado e é um time do Egito que chegou não só muito organizado, mas muito empoderado. O time do Egito assim, ele chegou grandão. O técnico no Mundial anterior, ele falou, nós não somos underdog, nós somos grandes, nós somos uma civilização de 7 mil anos.
Então o Egito, ele chega com muita força e tava muito difícil para ele. E quando tá difícil para o Messi, tá difícil para Argentina também. Então ele aparece ali no meio de campo, ele aparece na ponta direita, ele tenta de um lado, ele tenta de outro, ele não consegue. Mas aí ele vai nessa resistência, nessa resiliência, nessa atmosfera do estádio, que era um estádio coberto, fechado. Então essa voz ecoava muito, e os egípcios também fazendo uma festa muito linda.
Sai o primeiro gol. Quando sai o primeiro gol, você percebe uma transformação ali de que faltava um pouco de minuto, mas isso vai dar certo, isso pode dar certo. E aí o terceiro gol me chamou muita atenção, porque quando o Salah perde a bola e o Paredes recupera, ele olha para o Messi, porque o Messi é um maestro desse time. E o Messi tava no meio de campo, e como o Egito tava com a bola, ele não tava muito marcado. Ele olha para o Messi e o Messi não quer a bola, o Messi rejeita a bola, ele faz assim, ó, ele aponta Ele aponta para o Lautaro.
Então assim, ele abre mão de ter a bola pensando nos companheiros, no que era melhor para o time, com uma visão de jogo que só ele tem. E aí isso é feito, né? Vai para o Lautaro e depois para o Enzo e faz o terceiro gol. E aí ele depois, ele deixa de ser um extraterrestre e vira uma criança que ele chora aos prantos. Ele vai de ombro em ombro ali, vai do Molina para o Enzo, para o Julian Álvares, e torcida naquela comoção. Então assim, realmente para mim foi muito bonito.
Eu não me lembro de ter me emocionado no estádio sem ser jogo do meu time, e isso de fato foi muito marcante. E a torcida também, né? Eu entrevistei um torcedor que foi de bicicleta, que veio de bicicleta sem ingresso. Ele percorreu 6.000 km pedalando de Córdoba pela cordilheira até onde dava, chegou nos Estados Unidos, sabe-se lá como, estava sem ticket, com uma plaquinha levantada assim, não tem ticket. Eu falei, mas você veio até aqui sem ingresso ainda?
E não, mas vale por esse amor, sabe? E aí na zona mista, é claro que eles querem ser campeões do mundo, né, de novo. Mas como existe essa mobilização em torno do Bet, você vê o tanto que isso move o Bet, porque eles não querem que isso acabe. Eles falam muito, quero continuar desfrutando isso. Lautaro fala, o Depo também fala na zona mista, e não, a gente quer mais essa dança, essa última dança. Eles querem continuar dançando.
Então isso move muito esse grupo de Vamos continuar mais um pouquinho para a gente tê-lo mais um pouquinho. E isso vai movendo nas dificuldades. O time tem dificuldade, não é um time brilhante, mas esse espírito, sabe, vai comovendo todo mundo e vai levando. Então é um dia que para mim foi realmente muito, muito marcante, muito bonito, muito emocionante mesmo.
Muito legal isso, hein? Eu não tinha reparado algumas coisas que a Luísa falou. Eu não tinha percebido que o Messi não quis a bola e apontou para o Lautaro.
E o Lautaro tava aberto lá na direita.
Os caras não querem que a Gabi, eu ia passar para o Pedro, Pedro caiu, então vou passar para você, Arnaldo.
Não sei se eu fui clara, é que quando ele recupera a bola, ele olha para o Messi que tá no meio de campo. Messi não tava tão marcado, mas o Messi aponta para o Lautaro que tava livre, né? Conduz a bola ali pela direita. Eu compreendi, é um orquestrar, um reger o time, né? Não só pela genialidade, não só pela habilidade, Mas pela forma como ele conduz também.
Perfeito. Pedro voltou. E aí, Pedro, seu destaque também não podia deixar de ser a epopeia da Argentina.
Sim, mas é sobre a suquete, Tironi. Eu fiquei muito feliz pelo Messi em 2022 porque eu achava que o Messi merecia um final mais bonito, né, com a camisa da Argentina, por tudo que ele foi, por tudo que ele é. Mas esse ano não, né? Eu, eu, claro, não tava lá, tava assistindo pela TV, mas imagino a dor que deve ter sido para o Egito, que fez um baita jogo, tava jogando muito bem. Eu achei que foi absurdamente prejudicado pela arbitragem, eu acho, né?
E depois a gente vai discutir com o Dr. Arnaldo, mas a FIFA tá dando margem nessa Copa do Mundo para que se pense e se ache várias coisas nesse processo de americanização. Eu gosto muito de assistir NBA. Na NBA tem faltas e coisas que para algumas estrelas, as principais estrelas, acontecem, para outros times não. Eu acho muito improvável que aquele VAR fosse chamado se tivesse sido um gol igual da Argentina contra o Egito. Não acho que esse time da Argentina quando encontra aí adversários que tirem mais do time.
Acho que é um time que tem vários problemas, alguns até parecidos com os do Brasil. Então, para mim, eu saí com uma sensação de que foi um resultado injusto.
Pera aí, pera aí, pera aí, pera aí. O que eu ouvi do Pedro me parece um cara completamente sem alma, completamente sem sentimento. Tá me surpreendendo. Ele em momento nenhum foi tocado pelo que aconteceu. Só tá indo pelo outro lado, pela outra estrada? Pelo amor de Deus, Pedro!
Mas aí tá o Egito envolvido.
Não, eu sei que tá, mas ele podia fazer um asterisco. Ele podia fazer um asterisco. Ele falou só se sensibilizou com o Messi na Copa passada. Sim, o Messi é o artilheiro dessa Copa. É assim, o Messi é o—
Mas eu entendo ele.
Eu não entendo.
Pensa no olhar do egípcio hoje.
Ele deve estar feliz da vida. Não, não, eu entendo o olhar aí. Não é isso, Anco. Eu entendo esse olhar egípcio se achando prejudicado, mas o tom dele é só de crítica da seleção da Argentina e o problema do VAR, e que o Egito foi prejudicado. Vamos dizer que seja verdade, mas em momento algum o que houve de sentimento que deixou a Luiza desse jeito e eu desse jeito, ele toca. Eu tô achando que o Pedro é um comentarista sem alma.
Não, não, eu discordo, eu discordo, eu discordo, eu discordo e defendo o Pedro.
Pedro tem uma alma que levando para o junto, tá junto com o torcedor pachequista brasileiro.
Sim senhor, tá junto com o torcedor egípcio que hoje tá pedaçando, achando, ué, então vai lá, vai lá dar um beijo no, no, no, então a Argentina é a mesma coisa.
Que isso, eu, o estrangeiro, eu não detesto Argentina não, eu torci muito pela Argentina em 2022 contra a França.
Mas não é torcer, Pedro, não tô pedindo para você torcer, eu tô falando você em momento nenhum se sensibilizou. Foi um momento emocionante. Se foi o arbitrário a favor contra a Argentina, se o time da Argentina é fraco, tudo bem, vamos considerar isso. Mas foi um momento histórico de emoção no futebol. Isso que eu quero dizer. Em momento nenhum você citou isso. Isso que eu tô contra.
Diga lá, Pedro. Mas só deixa eu ver, mas eu acho que seria a mesma coisa que ele falar: a gente não falou um pio do Egito aqui, que foi uma final mal.
Eu falei que eu não sou contra. Eu vou falar de novo, eu tô mal interpretado aqui. Então eu entendo ele falar da arbitragem, entendo falar da fragilidade, mas não entendo não deixar sensibilizar e se emocionar com o que houve. São duas coisas diferentes, dois acontecimentos no mesmo jogo.
Eu, só para fazer a distinção, uma coisa, a Luiza estava na grama, com cheiro da grama, é uma coisa completamente diferente, né? Você assistir um jogo no local e você assistir o jogo mesmo se envolvendo completamente. E acho que o Pedro tava trazendo um pouco das duas coisas.
Não, não trouxe das duas não, trouxe só de um lado.
Mas a gente também trouxe só de um lado agora, até agora. A Luísa que estava lá exaltou todas as questões do Messi, a gente passou aqui tangenciando que teve uma polêmica da arbitragem que não é pequena.
Tanto que a gente tinha uma conclusão, tá determinado que nós temos que pegar o momento emocionante que sensibilizou a Luísa, que me fez deixar emocionado no sofá de casa. Eu não estava com cheiro da grama, eu tava no sofá de casa. O programa tá determinado hoje a crucificar o que houve. Não houve emoção nenhuma, não houve emoção. É o seu tom, Antônio, também. Você tá concordando com o Pedro?
Não, não tô concordando.
Com você e com a Luísa, os dois lados.
A Luísa fez o que fez, falou coisa até que eu não tinha percebido, eu achei incrível. Você também. E o Pedro fala, bom, pera aí, teve um Egito lá que teve que ter uma questão.
Sentimentos não são contraditórios. Eu também acho, exatamente. Eu tava acompanhando, eu vou dar um exemplo aqui, eu tava acompanhando no grupo de WhatsApp, eu tenho um grupo de jornalistas estrangeiros, tá? E tinha um egípcio, tinha um argentino, eles estavam reagindo emocionados os dois ali. O egípcio tava falando que pena, chegamos tão perto e tal. Então tinha sentimento dele, tinha o sentimento argentino quando tava questionando ali da arbitragem, ele não tava muito feliz.
Mas enfim, tem sentimento, futebol desperta esses sentimentos contraditórios, por isso talvez essa questão.
Pedro, desculpa, deixa só o Pedro terminar o seu raciocínio.
É, exatamente.
O meu sentimento foi mais para esse lado, né? Não é ausência de sentimento, é o sentimento. Por outro lado, você tem uma seleção que é uma das mais tradicionais do mundo que é atual campeã, que tem estrela, que tem o maior jogador aí, muita gente considera ou o maior da história ou o segundo maior da história, enfrentando um time que era ali o underdog, né, como eles chamam aqui nos Estados Unidos, que fez o jogo da vida, caminhava para matar o jogo, teve uma decisão e destrúxula ali da arbitragem, do VAR chamado para analisar um lance do outro lado do campo. 1 minuto e meio antes, o gol foi anulado, o jogo correu e a Argentina achou gols ali no abafo.
Na minha visão, foi um final injusto. O arbitragem interferiu no jogo e o próprio Messi não precisa disso. Esse é o meu sentimento, não é ausência de sentimento, é um sentimento de que, pô, beleza, Argentina virou. Até falei no começo, A Argentina tem uma força mental que precisa ser estudada. É uma coisa impressionante, é uma coisa que faz falta há anos ao Brasil. Mas terminou aquele jogo, eu fiquei com gosto amargo na boca. Putz, isso aqui não foi legal, algo errado aconteceu aqui, sabe?
Eu acho que a única alternativa da tua enquete que não presta é a indiferença. É impossível ficar indiferente à Argentina por todos os aspectos. Todos os aspectos, na Copa toda, sobretudo porque tem o Messi, né? E é um, o Messi é um, é um dos poucos jogadores que faz qualquer pessoa que nem goste muito do futebol se envolver. O meu cheiro do sofá do Trajano era ver o jogo com a minha filha mais nova, que não é a que se interessa por futebol tanto, e com a Cida, que trabalha em casa de vez em quando, que não se interessa por futebol.
E as duas começaram a ver o jogo também, primeiro pelo, pela partida surpreendente do Egito, e não tiravam o olho da televisão. E eu lá. E aí chegou uma hora que a Cida me falou, ah, contra quem que o Egito vai jogar mesmo? Quando saiu o segundo gol, depois, e o segundo gol sai, e todo mundo que tava no sofá, anula agora, anula agora aí, anula agora aí, professor!
Recebi umas 1 milhão de mensagens de anulação.
É aquela coisa, aí tem aquela parada mágica, porque tem as nossas paradas mágicas agora. Eu expliquei para elas, olha, quando tem a última parada do segundo tempo, normalmente muda tudo. Só com Ancelotti que muda para pior, várias outras equipes mudam para melhor. Eu falei, é Argentina, tal, não sei o quê. Se eu falei, se sair um gol, não tá garantido ainda o Egito. Aí sai o primeiro gol, a gente pode analisar Eu acho que vale a pena, porque tem tantos elementos com a seleção argentina, essa virada de chave.
A Argentina até pouco tempo era o contrário, você tinha a nítida sensação que com o Messi, com o Agüero, com qualquer cara, eles não ganhariam de ninguém. Virou o jogo. Eu fui ver a Argentina no estádio com o Messi em Copas anteriores que você tinha a certeza de que não aconteceria nada. A torcida era a mesma, embalava do mesmo jeito, e o Messi não decidia porcaria nenhuma.
Mudou.
Isso é muito interessante, isso é espetacular, né? E aí tem essa virada do jeito assim: o cara faz um golaço, né, por 2 a 2, é impossível ficar indiferente. Eu falei: vai virar antes da prorrogação, sendo que o Egito teve 2 contra-ataques para né, para talvez fazer o 3 a 2. E aí sai a virada. Então, indiferente, tava todo mundo de pé essa hora, ninguém tava no sofá mais. A indiferença não dá com essa Argentina atual. Com a anterior, que tinha o Messi inclusive, era a mais absoluta indiferença.
Sobre esse time, eu acho que é um time com mais problemas em relação à Copa passada. É um time que não enfrentou adversário algum forte até o momento. O Egito não tinha vencido uma partida de Copa do Mundo antes dessa Copa. Cabo Verde nunca tinha jogado uma Copa. A Argentina passou desse jeito, ela não foi testada, é verdade. Ela já mostra algumas situações, mas não dá para ficar indiferente à força mental destacada aí pelo Pedro, que esse time adquiriu desde aquela Copa América da pandemia sem torcida aqui no Brasil.
A Argentina, e agora acho que é hora do contraste, né? Argentina é o que a seleção brasileira foi durante algum tempo, mesmo em algumas, inclusive nos confrontos entre o Brasil jogava com Argentina. Lembra aquele gol do Adriano na Copa América, Copa das Confederações? Argentina jogava como nunca, perdia como sempre para o Brasil, com qualquer relação. A força mental dos brasileiros em relação aos argentinos era imperativa até aquela bendita Copa América, quando a coisa mudou.
Claro que o Messi é um catalisador sem igual, mas ele passou a ser. Ele joga na seleção argentina desde a Copa de 2006, cara, né? Então não é que ele chegou e ele só se tornou o jogador da seleção argentina se tornou um jogador de seleção que ele era nos clubes dele recentemente, recentemente. Então não é uma coisa que foi sempre assim. Eu ia para o estádio, Luiza, para ver o Messi decidir, eu ficaria sempre decepcionado, sempre.
E nós vamos ter um Argentina e Suíça agora que eu vi na Copa de 2014 no estádio do Corinthians, ao lado do Sorin, que era comentarista da— e aí acho que é um ponto que eu gosto de fazer com a comparação com o brasileiro. O Sorin comentando pela ESPN, Sorin capitão, que não ganhou nada com uma geração brilhante com a seleção argentina, inclusive jogando com Messi. Argentina e Suíça, o jogo modorrento, vai para prorrogação, e o Di Maria descola 1 a 0 e classifica a Argentina.
Primeiro, o estádio e a vibração, envolvimento de ex-jogadores argentinos com aquilo. O Sorin praticamente arrebentou o muro do estádio comemorando o gol. Não deu em nada aquele time, não deu em nada. Quer dizer, perdeu de novo na final para a Alemanha do Mario Götze. Cadê o Mario Götze? Perdeu, né? Mas aí que tá, eu acho que o envolvimento do argentino que gosta de futebol com a seleção dele é uma coisa completamente diferente.
O que eu reparei ontem aqui era os jogadores argentinos que atuam no Brasil. Eu não sei se vocês viram essas imagens, os 3 do Fluminense, os do São Paulo, eles, eles se envolvem. E cadê o envolvimento dos jogadores brasileiros?
Estão de terno na atividade assistindo a Copa do Mundo, Roberto Carlos, sei lá o quê, Ronaldo, Kaká. Você viu o Simeone ontem na transmissão? Vi.
Parecia que ele ia ter um infarto, né? E eu acho que isso é uma boa dose de comparação, né? E ela não é só na vitória, ela era nesse tempo da fila que eles não ganhavam de ninguém com Messi. Então essa é uma situação, não existe indiferença. Do argentino que gosta de futebol, que joga futebol com a seleção do país dele. No Brasil existe muita indiferença, inclusive de quem— e aí eu vou no sincericídio do Vampeta, comentarista do Jovem Pan, que fala: nós do grupo de 2002, a maioria torce contra o Brasil para ficar com o último, né, o último grupo que venceu Copas do Mundo.
Então tem uma, tem uma diferença aí que se estabeleceu ao longo dos anos e que hoje você vê o Brasil jogar, você sabe que vai perder, e Argentina jogar, você sabe que vai ser difícil ela cair.
Eu só quero deixar claro o que eu falei, para ficar bem claro. Eu acho que você pode analisar o jogo pelos dois lados, compor as duas coisas. Foi prejudicado, o VAR interviu do jeito que interveio, do jeito que não devia. Se meteu onde não devia, foi uma injustiça. E o outro lado, o lado da emoção. O que eu critiquei: faltou emoção no comentário, deixou a emoção de lado, só ficou pelo lado que foi um roubo, que só teve a visão do Egito.
Acho que esse jogo tem que ser analisado pela visão do Egito e pela visão da Argentina, a emoção da Argentina e a injustiça que sofreu o Egito. Isso que eu acho. Sim, por isso que eu ouvi da observação.
Por esse lado, acho que além do jogo do Egito, a Argentina Argentina vem tendo uma complacência da arbitragem durante a Copa toda. Isso é fato. Desde que o Messi entrou por trás no jogador da Argélia, numa falta violentíssima que não foi analisada, né? A Argentina vem sendo contemplada, vista com bons olhos, né? E aí Vou prestar bastante atenção na escala de Argentina e Suíça, porque acontece, tá acontecendo, além de árbitros pouquíssimos preparados nessas partidas decisivas.
Ontem o jogo Colômbia e Suíça foi apitado por um salvadorenho que não é do principal escalão. O jogo da Argentina foi apitado por um francês, justamente um francês. O jogo da França vai ser apitado por um Rodrigo, argentino, né?
Antes do jogo, os dois estavam reclamando, né? O Egito e a Argentina.
Pois é, né? E eu acho que ontem é o egípcio que falou com mais frieza sobre isso, porque o técnico foi bonção pura, o Zico idem. Foi o Salah que disse: é difícil você jogar um jogo em que todas as decisões polêmicas complexas são a favor de um time só. E foi isso que aconteceu ontem. Não foi só no gol anulado, foram todas as decisões polêmicas do jogo a favor de um time só.
Decisão que você tá lembrando, Arnaldo, o pênalti é discutível.
É que a gente não, não, não, não pensa no Salah. O pênalti que o Messi perde, o pênalti no Tagliafico, foi 1 a 0.
Tá, eu achei discutível.
Acho discutível.
E as situações todas do jogo, os cartões, a falta. E na verdade é só uma questão do gol anulado, aí é uma coisa que é, acho que ela infere a essência do futebol. E a gente vê isso toda hora aqui no Brasil, a gente reclama aqui no Brasil o tal de voltar a fita até o momento tal, né? E o que aconteceu da pseudofalta no zagueiro argentino até o gol espetacular do contra-ataque egípcio foi uma eternidade. E essa é uma interferência no futebol que eu imagino também o cheiro da grama do egípcio no estádio que viu aquele contra-ataque espetacular, a vibração, o cara tirando a camisa E de repente, olha, VAR, depois de 5 minutos, meia hora atrás teve uma falta lá atrás. Isso não existe, isso não é futebol, na minha opinião.
Ele elimina toda emoção que houve depois?
Não, não, eu tô entrando na emoção do gol, gente.
Não, mas vamos botar outra emoção. Não, você considera que foi emocionante o que aconteceu depois?
Eu achei espetacular.
Então pronto, só para saber.
Eu achei espetacular, inclusive. Humanização do Messi, que não era essa figura desde que a coisa virou, né? E ele hoje, ele transpira emoção, né? E acho que é isso, é impossível ficar indiferente a isso, é impossível ficar indiferente a essa situação que aconteceu no final do jogo, além da comemoração.
Deixa eu pôr o Rodrigo na conversa, porque além do jogo, você pode falar do jogo também, teve um outro fato. E aí Aí não dá para ter emoção, pode ter emoção que você quiser, mas houve um caso de torcedores argentinos com gestos racistas contra um influenciador negro norte-americano que tava no campo, que é um negócio abominável. Eu não sei por que que a FIFA não aparece com esse cara, faz, meu, o senhor tá deportado do país, o senhor vai, tem que ir embora daqui.
Que é daquelas coisas que a gente pode ter a emoção que for do Messi, Mas quando aparece um fato desse, quebra um pouco o encanto das coisas. Eu sei que uma coisa não tem nada a ver, não é o Messi que fez isso, não é o time da Argentina, sei lá. Mas quando você vê um torcedor fazendo um negócio desse, para mim ao menos, me quebra um pouco esse encantamento todo, porque tinha um idiota lá, um criminoso fazendo o que fez. E eu queria saber, a FIFA, né, colocou todo mundo com braçadeira de camisa de qualquer racismo.
Eu concordo com você. Sim, mas você vê como é que há uma perseguição em relação à Argentina. Por exemplo, Cabo Verde não era todo queridinho pelo povo brasileiro?
Sim.
O fato de ter um acusado de estupro aqui, não é que foi falado aqui, foi falado em vários lugares, mas pouco falado. Manchou também toda essa entusiasme em relação a Cabo Verde, mas não ficou essa coisa, não teve esse tipo de tratamento. Sim, que eu sou um time no arquipélago, não sei que o caso do estupro ficou em quinto plano. Perfeito, entendeu? Só para colocar.
Diga lá, Rodrigo.
É, então eu tava até procurando aqui porque teve uma resposta, eu não cobri exatamente, mas a FIFA colocou, ela falou assim, ah, que condena o racismo. E foi feito um incidente, foi reportado pelo Speed, né, que é o nome do influenciador, isso no jogo Argentina e Cabo Verde. Eles ainda estão falando do Argentina e Cabo Verde, na verdade, porque aconteceu no outro jogo, né? É a segunda vez que acontece isso. E aí fala que é, só falou que condena.
E eu acho que inclusive essa, a FIFA tá com uma questão que aconteceu, não sei se vocês perceberam, também no jogo do México. A torcida do México tá gritando aquele grito lá deles que é homofóbico, né? Que uma época aí a torcida do Corinthians andou gritando também, e não tá acontecendo nada. Porque em outras Copas eles eram advertidos pelo menos, e até agora não vi nada no processo disciplinar. Então é, condenou, mas Vamos ver se tem algum, se pega o torcedor e faz alguma coisa, porque aqui nesse comunicado não tem nada.
Então é lamentável de fato que isso tenha acontecido e tem que ser tomado providência. Afinal, enfim, é uma das campanhas aí relacionadas. Agora, falando aí da questão especificamente da arbitragem, eu acho que assim não dá para considerar também um erro crasso, né, anulação do jogo. Eu concordo com Arnaldo, acho que não deveria ter anulado. Não deveria ter voltado tão atrás. Foi o que eu ouvi também do Sálvio, que com quem eu ouvi.
Mas a Ana Paula, por exemplo, que aqui do UOL vê de forma diferente, entende que foi correto. Então tem argumentos para os dois lados. Ó, começou a fase de ataque. Eu acho que a fase de ataque é muito lá atrás e passa por muito zagueiro. O Hassan dribla 2, 3 argentinos até chegar do outro lado. E aí eu acho que é distorcer também a natureza do futebol você anular um gol desse. Mas eu também não acho que é um erro crasso, e pelo menos eu não vi como Arnaldo assim, todas as decisões, esse favorecimento para Argentina, não vi.
Eu acho que tem um, na minha visão, teria tomado a decisão diferente. E nisso não é contraditório em relação ao sentimento. Eu não concordei com nenhum dos sentimentos aí da enquete, viu, Tironi? Mas eu acho que dá para ter um encantamento sem necessariamente você ficar feliz. Você às vezes fica encantado por coisas que não te fazem necessariamente feliz, não é o quê? Que você queria que acontecesse. Eu não tava torcendo em contra nem a favor, mas que você fica encantado, como ter o sentimento do Trajano aí, que ele ficou até, digamos assim, que quis exaltar bastante, né, essa questão dele ter ficado encantado.
Eu acho que todo mundo ficou de uma certa forma, mas tem esse outro lado. Eu fiquei acompanhando os egípcios, inclusive o técnico no final ele reage de uma forma muito, até meio confusa, né, porque ele fez um sinal de racismo, mas eu não sei se ele vendo, eu acho que ele não tava proclamação de racismo, acho, né? Porque ele depois não reportou nenhum incidente. Ele, eu acho que, não sei se ele tá reclamando cartão e fez o sinal errado, não ficou claro ali.
Ele não fala inglês, segundo o repórter aqui egípcio que a gente tava ouvindo. Então ficou uma coisa meio confusa. Eles protestaram muito. Acho que é compreensível também esse sentimento dos egípcios de revolta, mas também falar que que tá tudo voltado para a gente tá armado, a culpa entrega logo. Eu acho isso aí já não é errado no Brasil, então é errado aqui também, entendeu? Aí eu acho que não faz o mínimo sentido.
Você já ouviu falar do Missão Saber? É o não tão novo podcast do UOL que parte de livros. Vamos recomendar muitos livros para falar de vários assuntos. Já pensou ouvir a Daniela Lima falando de ansiedade?
Por conviver com o processo da ansiedade há tanto tempo, eu entrei numa espécie de vigília constante, assim.
O PVC sobre memória, o Facundo Guerra sobre China, Maria Prata sobre educação dos filhos, Sakamoto e os evangélicos.
Muita gente esperava que o número de evangélicos seria ainda maior.
Eu sou Murilo Garavello e apresento Missão Saber, o podcast para quem é curioso e gosta de aprender.
Tudo na vida a gente acha um equilíbrio ali, consegue viver, e ao mesmo ao mesmo tempo entender as problemáticas, ao mesmo tempo se amar.
Tem tudo isso e muito mais, muita coisa legal para você. Busca Missão Saber no YouTube, no Spotify ou na sua plataforma de podcasts favoritos, ou fica atento no Canal UOL. Assista o Missão Saber toda semana no Canal UOL.
É, o Pedro, daí o técnico do Egito, o Ieluísa também pode falar, ele relacionou, falou, né, porque ele foi um defensor aberto da Palestina. Tem aquelas questões que a FIFA não permite manifestações políticas, ele falou na coletiva depois Palestina livre umas 4, 5 vezes em seguida assim, não foi isso, Pedro?
Ele já tinha, né, usado a bandeira. O Rodrigo tá em Miami, né, ele vinha cobrindo, pode dizer melhor, mas pelo que eu percebi também não teve nenhuma reação, né. Eu acho que a FIFA permitiu essa manifestação política, ainda mais agora com eliminação, e nada deve acontecer, né? Me parece que passou, passou, e foi algo que foi aceito.
Diga, Luísa, você tinha chamado?
Era sobre isso mesmo, né? Por hora não teve nenhuma manifestação da FIFA, mas sobre arbitragem, foi uma polêmica que começou antes mesmo da partida, porque quando o árbitro francês, o François ele foi escalado, isso já gerou uma insatisfação, uma reclamação muito grande por parte da torcida argentina e dos veículos argentinos também, da imprensa, por ele ser francês, ter uma rivalidade. São dois dos times mais fortes aí da Copa do Mundo.
O La Nación, por exemplo, ele escreveu, até peguei a declaração, a manchete dele: surpresa, é francês, um dos grandes rivais da Argentina. Então já tinha tido essa reclamação antes do jogo. E depois a FIFA vai lá, escala um árbitro argentino, Facundo Tello, para apitar França e Marrocos também pelas oitavas de final. Então já tinha esse ambiente que não era muito favorável. Minha opinião sobre a questão da arbitragem: eu não anularia o gol.
É um lance muito no início ali da jogada. Depois acontece muita coisa naquele lance. A Argentina tem a chance de matar a jogada e não mata. O árbitro não estava longe do lance, ele estava relativamente perto. Então ele tomou a decisão dele também. Então, para ser um lance de VAR, para o VAR acionar, me parece que de fato não é o caso. O árbitro tomou a decisão dele em campo, não foi um erro crasso. Mas para mim não foi uma anulação absurda, não vejo como absurda.
Eu entendo a reclamação dos egípcios, entendo mesmo de alguns lances talvez tenham sido mais pró-Argentina na visão deles, mas eu não acho esse erro crasso. E poucos minutos depois, o Egito faz o gol, né? Foi anulado ali aos 17 minutos. 21 minutos, o Egito abre 2 a 0. Então, mesmo depois desse fato, o Egito tem uma grande vantagem e permite que a Argentina faça essa virada. Agora, falando sobre sentimentos, para finalizar, o Egito comoveu e muito.
E eu acho que até isso que valoriza ainda mais essa vitória da Argentina e que dá grandeza desse jogo da forma que foi. O técnico Hossein Hassan, no dia anterior, ele toma conta da sala de imprensa. O discurso que ele dá de grandeza do Egito foi muito forte: nós não somos underdogs, nós somos grandes. Ele traz essa postura, esse discurso sobre a Palestina. Ele ficou 5 minutos falando sobre a causa palestina, foi aplaudido na sala de imprensa durante o jogo.
A postura que o Egito tem comoveu e muito. Os jornalistas egípcios que estavam ali perto de mim comemorando muito, muito envolvidos com o jogo. Eu até fiz um vídeo deles porque me chamou atenção. Então eu acho que foi, não, uma coisa não exclui a outra. Eu acho que o Egito trouxe sim muita emoção, e é isso que valoriza ainda mais a história dessa partida.
Muito bem. Olha, acho que talvez uma das imagens dessa Copa daqui a 350 anos, quando a gente começar a ver das imagens, acho que uma das mais marcantes é o Messi, duas, né? O Messi chorando e o Messi sendo atirado para cima com aquela faixa do Maradona ao fundo. Parece que o Maradona tá olhando para ele, né? Que é um negócio muito, muito emocionante.
Aí voltamos aqui, tem uma questão pessoal, né, Tironi?
Diga.
Tá passando, né? O Messi tá passando por uma questão pessoal com o pai e tal. O pai tá doente, então eu acho que tem isso aí, tá tudo aflorando mais ele na Copa, né?
Tem isso também.
Eu tô comentando com Arnaldo aqui, a boca pequena, antes do programa, falando, pô, programa não, né? Não vai ter jogo, sabe o que é que vai? Esquentou o programa logo de cara, a gente achou que não ia ter assunto, hein?
Esquentou o programa.
E acho que a questão, você falou dessa imagem, é por isso que eu volto a essa imagem que o Tironi tá falando. Depois do jogo, o Messi, mal dá para ver, né, essa imagem.
Maradona, tá mais pertinho.
É ao contrário, talvez, talvez ele vai aparecer ao fundo, ele vai aparecer quase que de frente para o Messi, de costas para a gente, de frente para faixa. Vamos ver se aparece aí, mas pode falar.
Talvez a gente não imaginasse que o Messi, nenhum argentino, né, encarnasse o Maradona, né. Acho que era uma distinção, os dois craques, mas um impossível de encarnar, e ele tá de fato encarnando. E o Maradona era um personagem, as seleções do Maradona que ele defendeu, controverso. Em 86 ele fez um gol de mão, velho, antes de fazer um golaço.
Você vê como é que é, você vê, é parecido com a nossa discussão de hoje, falta de sentimento ou não. Na hora que ele faz um gol ilegal de mão, ele faz o gol talvez mais bonito da história da escola no mesmo jogo.
É um pouco, é isso que envolve um jogo da Argentina. É isso, né?
Aí você vai eliminar aquele gol mais bonito das Copas porque fez um gol de mão antes.
Eu lembrei disso. E eu, em termos de sentimento, essa gangorra de sentimentos em relação à Argentina, do Messi, do Maradona. Na Inglaterra, imagine o inglês, o Peter Shilton, estava felizão com o cara dando uma cortada na bola. É a mão de Deus. É assim, o Argentina assim, né?
Até hoje eles não levam bem isso não, né, Arnaldo?
Não levam, né?
Ninguém tem sentimento nenhum sobre aquele jogo.
Não existe, não.
Mas ficar entre nós, não é coisa boa, né?
Sabe por quê, Rodrigo? Sabe por quê? Porque a possibilidade de uma semifinal Argentina e Inglaterra, ela é real. Ela é real, né? E nós vamos discutir isso muito e vai ter isso muito.
Aliás, nós temos os cruzamentos aí, só para dar entrada.
Nós temos entre Argentina e Inglaterra, outras coisas envolvidas, né? Guerra. Nós temos muita coisa. E acho que aquele jogo é um jogo marcante na história do futebol pela mão e pelo golaço, né? E a gente pode ter um confronto de novo. E de novo, eu espero que a partir de agora, a partir da arbitragem do argentino no jogo da França, que é uma espécie de conflito de interesse que já tinha existido antes Quando o Klaus apita o jogo do Trump dos Estados Unidos, depois um americano apita o jogo do Brasil e dá aquele pênalti para o Brasil, aquela coisa toda.
Veja bem, porque é fácil fazer escala de arbitragem. O difícil é você colocar coisas— por que que o juiz de um país, o outro do outro, no mesmo— eles poderiam evitar o francês no jogo da Argentina e poderiam evitar o argentino no jogo da França. Mas eles colocam. Então a responsabilidade do senhor Tello amanhã no França e Marrocos é grande.
Quem é o Tello?
O juiz argentino que a gente conhece, Facundo Tello. A gente conhece ele bem daqui da Libertadores, bem, bem. Então a responsabilidade dele e da escala é daquela turma lá. Na fase de grupos não tava tendo problema nenhum, o VAR nem aparecia, tava tudo beleza. A gente elogiando. Agora no mata-mata tem de tudo, já teve de tudo.
Mas no caso do gol anulado, não foi o juiz, foi o VAR.
Então o VAR tá intervindo muito mais, né?
Na verdade, a FIFA tem um novo problema para resolver aí, que é o começo da atuação do Dr. Arnaldo agora com a lupa na Copa.
Ele fala dos árbitros com uma intimidade, né? Fala, não sei o quê, papapé. Falando nisso, uma intimidade, vamos juntar assuntos aqui, porque é juntar com sensibilidade ou sem sensibilidade, com emoção, sem razão, com todas as coisas.
Uma boa enquete, aliás, hein? Sensibilidade ou razão? Vamos às duas.
Nome de filme, só que é o inverso, né?
Porque estão aqui emocionados com o Messi, foi coisa incrível e tudo mais e tal, o que isso significa, o Messi. E aí não dá para não juntar com o nosso Messi, o nosso Neymar, com o Choro, essa relação que torcida, nós e não sei o quê, temos com, tem, se tem com Messi, os outros jogadores, e do Neymar, com relação ao Neymar. O nosso cara da Copa terminou lá daquele jeito, com todo mundo detonando o cara porque ele foi brigar com o goleiro.
E aí junto também ao fato de que o Brasil desembarcou aqui com um jogador Um único jogador voltou ao Brasil, que é o goleiro lá, o goleiro Júnior do Flamengo. Um único jogador, o Danilo, que desceu aqui no Brasil num desembarque absolutamente melancólico, que é um contraste de tudo. Contraste Neymar e Messi, o contraste de torcida da Argentina, a relação dos jogadores ou ex-jogadores com o time.
Mas há uma expectativa na chegada do Neymar, se ele vai pagar imposto pelaquela, pelo Real Madrid. Não, a expectativa de quando ele chegar Para pagar imposto daqueles sobre os R$5 milhões do relógio que ele comprou em Nova York. Enfim, já teve a muamba, lembra? Teve isso, famosa muamba.
Aquele era com teto, aí passa tudo. Então é isso, é sobre isso que eu queria falar, essa relação entre uma coisa e outra. A gente já tá aqui, 5 brasileiros emocionados, 4 meio dormindo tanto, mas emocionados com Argentina, com o que aconteceu. Crucificado, brincadeira, desculpa. Mas enfim, muita gente se emocionou e não tá indiferente, como diz o Arnaldo. E me dá uma sensação que no Brasil é o contrário, é uma certa indiferença, tanto que os cara nem vieram para cá. Que se dane, foi só o Danilo. Diga aí.
Esse, eu acho que a gente pode partir para essa comparação da convocação de cada seleção. E quando teve aquela, aquela festa toda, parafernália da convocação da Seleção Brasileira, com a cereja do bolo presença do Neymar, lembra que a gente foi buscar a convocação da Seleção da Argentina para Copa de 2022, que era numa salinha de hotel, Scaloni com seus auxiliares preenchendo a caneta o nome dos jogadores? Então, esses porteiros Fulano, fulano, fulano.
Daí o Ayala, que era, tava escrevendo, né, ex-zagueiro da Seleção Argentina: é isso, é isso, Scaloni, vamos gravar, vamos. Aí senta o Scaloni, uma câmera, ninguém. Os 22 convocados à Seleção da Argentina para Copa do Catar são fulano, fulano. Ele não dizia nem o nome, o time, o time. Lembra, a gente falou isso. Essa imagem é muito— e o Brasil é o país que faz a convocação que fez, do jeito que fez, o evento que fez. E acho isso uma— eu acho o contraste vai a partir da convocação ao embarque de cada seleção, né?
E o que foi feito dessa vez, acho que um pouco ludibriando o povo brasileiro, isso que eu fico p da vida, isso que me deixa— para a gente que tava vendo todo mundo aqui nas esquinas e tal, foi até o aeroporto Aero Brasil lá, quando embarcou a seleção brasileira, era um evento das televisões e tudo mais, dos patrocinadores, com o povo nas ruas meio embalando ônibus, tipo como tem o Aerofly, as coisas aqui dos clubes. E o Brasil saiu assim daqui, nos braços do povo, mas num evento mercadológico.
E na volta ninguém se dignou pessoa voltar no voo fretado de uma pessoa. Isso é um absurdo, é um desrespeito de todos os envolvidos, do Ancelotti que foi para o Canadá, de todos os atletas, da confederação, do chefe da delegação, da assessoria de comunicação. Isso é um desrespeito ao povo brasileiro, né? E acho que era o mínimo voltar todo mundo com o rabinho entre as pernas no fretado, chegar no aeroporto, o Ancelotti, os principais líderes, Neymar incluindo, Vinícius incluindo, darem uma entrevista coletiva de satisfação ao povo brasileiro que se envolveu de novo que nem os patinhos nessa seleção de papel.
E isso, enquanto não tiver essa indignação com derrota e satisfação com derrota, não tem virada. Enquanto não tiver isso, vai ser a mesma coisa de sempre, vai perder para qualquer um na Copa, né? E não vai ter, vai ter, vai começar a ter indiferença, cada vez mais indiferença, cada vez mais indiferença, porque não tem uma reciprocidade nessa história. Então isso é uma mancha, inclusive mais uma mancha no nosso míster, o técnico italiano que veio para passear por aqui por enquanto.
Ele não voltar ao Brasil de novo a decorar o hino nacional com uma forma de— é a coisa mais fácil. Voltar e dar satisfação ao público, ao povo brasileiro no aeroporto. Neymar, Neymar não deu uma entrevista, nenhuma entrevista nos Estados Unidos. Ancelotti botou o filho para falar com os jornalistas quando o time foi eliminado. E os caras não voltaram para o Brasil, né? Quando é para ir para o Brasil, para ir para Copa tal, eles querem todo mundo abraçando o ônibus, fazendo foguetório lá no aeroporto.
Quando perde de forma vexatória nas oitavas de final, ninguém volta. Um tá em Ibiza, o outro tá no resort, o outro tá no Canadá, o outro tá— é uma vergonha, é uma vergonha, né? E o contraste com cada— pode ser o Egito, pode ser Argentina, pode ser a Noruega, pode ser Inglaterra, pode ser Cabo Verde. Poucas seleções deixaram uma imagem tão ruim como a seleção brasileira nessa Copa, em todos os aspectos, inclusive nesse desfecho final. Uma vergonha.
Pedro, queria te ouvir. Depois eu vou passar para o Rodrigo, que ele tem até informação sobre o futuro da seleção brasileira. Brasileira. Mas é sobre isso, sobre, enfim, teve a cobertura toda lá e agora ninguém voltou para casa. O que eu também, eu acho, acho ruim, acho que simbolicamente é muito ruim. Mas o que que você acha?
Ninguém voltou. Eu acho, concordo com Arnaldo também, que faltou. A gente teve ali uma zona mista, né, depois do jogo, que foi estranha, tá? Teve ali um certo momento que a zona mista, ela tem, ela tem uns tapumes, né, que tem os patrocinadores ali da E a gente tava lá na zona mista, os jornalistas começou a ver os jogadores passando atrás dos tapumes. E aí rolou uma gritaria de jornalista: pô, tem que passar aqui, tem que falar.
E a funcionária da FIFA até fechou um pouquinho um dos tapumes porque os jogadores estavam expostos ali, a imprensa tava vendo eles passarem e cobrando que viessem falar. Eu não sei, não posso dizer se tava previsto ou não, Mas depois disso teve ali uma mudança e eles passaram e aí falaram. Mas eu acho que sim, eu acho que era um momento para ter uma coletiva de líderes para falar. A gente até fez uma matéria que os líderes falaram com a presidência da CBF e o que eles pediram para o próximo ciclo para ter mais estabilidade, mais paz para os jovens jogadores na construção do time.
Poderiam ter vindo, ter falado isso, né? Ter se aberto para perguntas. Eu acho que a postura do Ancelotti também, pô, ele terminou o jogo, ele saiu direto para o vestiário. Durante o jogo ele não colocou o melhor jogador do time para bater pênalti. Soa familiar, né? A gente lembra a última vez que isso aconteceu e com treinador brasileiro que foi massacrado por isso. Aí colocou o filho dele para dar as entrevistas ali na beira do campo.
Depois ele veio para coletiva meio monossilábico Ele que teve uma participação abissal, né, na eliminação do Brasil. Em 20 minutos ele rompeu com tudo que ele indicava que era a convicção dele durante a Copa, desmontou o time, colocou um esquema novo com ataque novo, sem nenhum jogador de ataque que marque, colocou o volante que tinha chegado no meio da Copa depois do corte de um lateral direito. Tudo isso para o time assimilar em 20 minutos E não tava perdendo, né, não tava no desespero, tava 0 a 0, o jogo tava equilibrado.
O Brasil até, apesar de não ter posse de bola, tendo um pouquinho mais de oportunidades ali. E ele nesse momento desmontou tudo, rompeu com tudo, foi para um tudo ou nada que não precisava, e depois foi para o Canadá, que é onde ele tem casa, né. Eu acho que a cobrança é legítima, eu acho que faltou ali um momento de análise e de satisfação sobre o que aconteceu aqui, que não aconteceu. E é uma coisa que tá fazendo mesmo com que a relação do brasileiro com a seleção se deteriore já faz um bom tempo, né?
É um processo que pode acabar sendo irreversível, essa reaproximação, porque eu acho que a força mental que a gente tava falando, né, da Argentina, eu tenho sim sentimento. Eu só não fiquei feliz, mas eu fiquei impressionado, eu fiquei admirado. Eu falei, caramba, realmente os caras são muito fortes, é muito essa força mental. Eu acho que vem daí, né, vem dessa relação da torcida do Messi com o país. Eu acho que é dali, que é dessa fonte que eles bebem, e que o Brasil perdeu isso já faz muitos anos, né.
Perfeito.
Bom, como eu falei, o Rodrigo tem uma história para falar sobre o futuro, mas eu queria ouvir a Luiza para fazer justamente esse contraponto. Ela falou, ela que estava lá no jogo da Argentina e sentiu essa emoção, essa conexão e tudo mais. E para mim, essa é minha opinião, queria saber a sua, é um contraste muito grande você ver lá o Danilo no celular descendo do avião sozinho. O negócio para mim é deprimente, assim, são relações muito diferentes.
Muito diferente. Isso tanto internamente, né, você percebe essa mobilização dentro do time, quanto na relação com a torcida. Eu citei isso na minha primeira fala, você vê um torcedor que veio de bicicleta até aqui. É um nível de envolvimento, né, dos torcedores, é uma sinergia da torcida com o time argentino Que é muito diferente do que a gente vê. Eu acho que a figura dos técnicos, elas simbolizam um pouco isso. Ontem o Scaloni, depois da vitória, ele se debulhou em lágrimas, ele não conseguia se conter valorizando esse time, valorizando o Messi.
Você vê aquele envolvimento emocional e do outro lado essa frieza do Ancelotti. Vocês já falaram, mas são vários episódios em que a gente se decepciona com Ancelotti, e não tô nem falando das escolhas que ele fez de campo, de convocação. Mas de postura mesmo. Tudo bem, ele aprendeu o hino nacional, isso é legal, mas quando ele vai embora depois de uma eliminação, simplesmente deixa o filho dele lá para dar satisfação para uma nação inteira, você vê esse nível de desconexão.
Eu tava na coletiva dele e ele foi assim extremamente frio. Ele falou, tô profundamente triste e tal, mas ele foi frio, ele não deu explicações e ele não passou o ânimo que o torcedor quer naquele momento ali que vem da seleção no momento da derrota, é que eles estejam sentindo isso. E o Ancelotti em nenhum momento mostrou isso. O avião é um absurdo, né? Os jogadores não voltarem é completamente absurdo. Só o Danilo voltou e o Leonanete.
Aí já tinha a questão do comercial de cerveja, que ok, nem que seja, não é errado você fazer um comercial de cerveja, mas eu acho que já não mostra essa mobilização, a postura que um técnico de seleção tem que Então são vários episódios, vários fatos que mostram essa separação. O Cazão fala, ele fala muito sobre jogador de TikTok, né? E para mim, eu concordo muito com ele. Eu entendo que o Brasil, ele é muito envolvido com rede social, e que a rede social ela atrapalha o jogador brasileiro.
Ele é muito influenciado pelo que estão falando, mesmo às vezes em campo quer fazer uma jogada mais bonita, às vezes tá muito envolvido no que tá fora e pouco envolvido no que importa mesmo, sabe? Ali dentro de campo, no que tá acontecendo no grupo. Então isso para mim fica bem claro.
Olha, vou passar para o Trajano, só falar uma frase. Com isso tudo, com essa história do Ancelotti, sobretudo Ancelotti não ter voltado, me deu uma sensação que apesar do hino tal, ele meio que, ele transpareceu que ele não é um dos nossos, entende? Ele é um estrangeiro dirigindo a seleção. Essa foi a minha sensação, mas queria te ouvir.
Primeiro queria dizer para o Pedro que eu sei que ele tem sentido, não precisa cantar a música do saudoso sentimental, eu sou, não precisa para dizer que tem sentimento. Acredito, foi só nesse embate que tivemos aí sobre a situação do jogo com o Egito. Curiosamente, a gente vai lembrar os primeiros programas que nós daqui, quando o Brasil estava, começou, iniciou os treinamentos lá nos Estados Unidos, ambiente maravilhoso, perfeito, todo mundo tranquilo.
Era, as notícias chegavam assim, né? E todo mundo, os jornalistas tinham contato 15 minutos para ver um pouquinho do treino, depois eram tirados dali. Mas o ambiente tava maravilhoso, jogador, com jogadores entravam de campo. Olha só, o pessoal se abraçando, afagando o cabelo do outro e tal. Tudo mentira, era observação de longe, não tinha nenhum contato direto para saber se o ambiente— me contaram depois, a Luísa, o Pedro podem confirmar, que estão mais perto da seleção, que os jogadores tinham também fotógrafos exclusivos deles para colocar nas redes sociais.
Alguns deles tinham isso, né? Equipes para fazer, que o importante era rede social. Agora, depois de tudo isso que foi falado aqui, não voltar para o Brasil, o cara vai para o Canadá, só o Danilo desce com o Rodrigo Caetano, voltou, vou voltar. Minha primeira fala minha aqui no programa disse que o resultado foi positivo do trabalho do Ancelotti. Rapaziada, em que você pode ver? Teve pouco tempo para trabalhar, foi provado aqui que outros treinadores tiveram menos tempo e fizeram, como treinador de Marrocos, por exemplo.
E esse que você falou agora no final tem a ver. Ele não é um dos nossos, não pode ser estrangeiro, não. Ele podia ser turco, podia ser chinês, egípcio, né? Mas tem um, ele tem uma certa arrogância, construiu-se em torno dele por ser um técnico vitorioso em clubes, ganhou muita coisa, que seria a panaceia, resolver todos os males do futebol brasileiro, da seleção, sabe? Começou a tentar falar português, mascando chiclete durante o jogo.
A frieza dele durante o jogo, por um técnico do futebol brasileiro durante uma Copa do Mundo, causa estranhamento. Ele pode ser um jeito até equilibrado, sabendo o que tá fazendo e tal, mas você olhar um técnico do Brasil de colete, mascando chiclete, o jogo seguindo, e o sujeito Observando como se estivesse vendo uma peça de teatro, não sei o quê, causa estranheza para gente.
É isso, é isso.
Soa mal para gente. Eu acho que vocês precisavam ter mais entusiasmo, mesmo o entusiasmo ruim, mesmo entusiasmo ruim, mesmo. Não precisa ser o outro louco que pula da queimancada lá, o BK7, pulou. Não, mas eu tô pedindo isso, mano, um pouco de reação. Parecia que nada tava acontecendo.
Então Indiferença, que é a palavra, acho que hoje não combina com treinador da Seleção Brasileira. E para quem ensinou a letra do hino para o Ancelotti, ser treinador da Seleção Brasileira é um karma.
Você acha que o hino brasileiro foi a carta da dona?
É, de certa forma nós temos que, se alguém ensinar história para ele, ele que fala que acompanha ganhou a história. O Felipão foi campeão e foi destruído pelo 7 a 1. O Zagallo foi campeão e foi destruído. O Parreira foi campeão e foi destruído.
O Telê foi destruído.
Foi destruído. Tocar de lado sendo técnico da seleção não tem, não tem menor possibilidade. E a coisa virou a partir da convocação. Se ele acha que— e ele deu esse indício, por isso quando a A Luísa citou trechos da coletiva, eu me identifiquei. Se ele acha que aposentando a geração Neymar, Casemiro, tirando os jogadores vendedores, os líderes, ele vai poder fazer um trabalho tranquilo de renovação, não. A responsabilidade tá toda dele.
Ele deixa uma péssima imagem depois dessa Copa do Mundo, do comercial de cerveja à convocação e as atitudes dele dentro e fora de campo durante essa Copa. Ele foi muito mal como técnico e mal como líder também, né? E não voltar ao Brasil é um epílogo nessa passagem ruim do Ancelotti depois de um ano como técnico da seleção brasileira.
Rodrigo, você tem uma postagem importante hoje aqui no seu blog no UOL. UOL dizendo que vem por aí, né? O título é: CBF aposta em status de Ancelotti para superar erros na Copa de 2026. Vamos ver, conta para gente.
É, vamos lá. Primeiro que a frieza, não gosto que quem tava esperando algo diferente dele, né? Talvez ele tenha se vendido um pouco quando chegou no Brasil, mas ele sempre foi esse técnico, né? Inclusive quando tava ganhando, né? Quando o jogo contra o Japão, o Brasil vira comemoração dele é fria, ele foi frio no final. Acho que isso aí é um técnico europeu, ele é um italiano, mas ele não é aquele italiano de super manifestações.
Mas sobre isso é o seguinte, eu fui ver várias pessoas da CBF que eles me dizem o seguinte, ó, quando foi renovado o Ancelotti, porque ele sabia que era um técnico que tinha um status, que se acontecesse uma campanha ruim na Copa do Mundo, ele não ia ter uma pressão muito grande para ele ser demitido. E de fato, embora a gente esteja fazendo várias críticas pertinentes aqui sobre o trabalho dele, a pressão tá sendo muito pouca, né?
Se fosse o Jorge Jesus, foi o que eu ouvi, ele ia ser demitido depois de uma campanha dessa nas oitavas de final, né? E esse é a primeira parte. Segunda é o Rodrigo Caetano falou lá sobre o ciclo turbulento, tá, mas disse que o trabalho é positivo. Bom, em cima lá na CBF não é visto desse jeito, é visto que teve um ciclo turbulento, que a culpa também da CBF, tem um reconhecimento disso. Não só do Edinaldo, que tinha gente que também, que hoje tá aqui, também tava naquela época, mas da CBF em geral, de turbulência.
Então tem um reconhecimento de que teve esse erro deles, mas que tem erros do Ancelotti. Isso não sou eu que tô falando. É assim, é que no final do jogo, no último jogo, ele errou, errou feio no segundo tempo, pode criar substituições que destrói o time, e que ele acabou caindo no apelo popular, né? O apelo do, botou o time, eu até usei a expressão outro dia, o time da galera. Né, é no final ali. E que aí ele sai justamente dessa frieza dele.
Então quando era para ele ter sido frio, que era justamente quando ele tava dirigindo o time, ele não foi, acabou atendendo um pouco, não sei se a pressão. Então tem essa percepção de que ele errou e que a campanha dele foi abaixo do esperado. O esperado era pelo menos umas quartas de final. Não sei, ah, até um ciclo turbulento, papapá. Mas assim, o Tite também pegou no meio do caminho e fez um bom ciclo. Aliás, primeiro ciclo do Tite foi melhor do que o segundo, né, apesar de ter tido menos tempo.
Mas, e chegou nas quartas jogando melhor do que ele jogou. Então esse mundo poliana de que o trabalho foi positivo não é a visão lá em cima. A visão é que ele é um técnico de status que pode conduzir uma remontagem do time. E aí, uma com essa renovação, porque quando ele chegou e falou assim, olha, eu confio muito nessa nova geração, que tem jogadores que não jogaram, né, Estevão, É um exemplo, né? O Hendrick, que vai, que estaria mais.
Oi, o Rodrigo também, Rodrigo é o Rodrigo contundido, né? Mas aí ele não é exatamente a nova geração, por isso que eu não tava citando, trajando. Mas de fato ele não pôde jogar. O Rodrigo e o Estevão teriam sido titulares, é isso, é bem apuração. Se eles tivessem inteiros, você não teria, é, o time seria Rafinha, Vinícius Júnior, Rodrigo e Estevão, né? Se tivesse todo mundo disponível. Então ele tem uma avaliação de que pode fazer muita coisa durante esse ciclo, que já com essa renovação— tem uma dúvida se a renovação vai começar já numa talagada na próxima data FIFA, tipo tira todo mundo que é veterano, ou se você vai fazendo de forma paulatina e tirando eles até a Copa, né?
Então essa visão cor-de-rosa de que foi tudo positivo não é a visão dentro da CBF. Eu acho que ninguém vê desse jeito. Agora, esperar um técnico sanguíneo, não vai ser isso. Pode ser que na próxima Copa ele consiga fazer um trabalho muito melhor e ganhe, porque o trabalho dele nesse não foi bom, né? Oitavas de final não é bom, mas pode ser. Mas não vai ser sanguíneo isso aí. E eu acho que quem achava que isso ia acontecer tava se iludindo.
Eu só queria lembrar o nome do cantor quando eu falei do Pedro, que eu sou sentimental, eu sou. Altemar Dutra.
Altemar Dutra.
Última coisa, Tironi, só sobre os jogadores. Primeiro, a última Copa 2022 ninguém voltou também, né? Todo mundo saiu no hotel e foi embora. Então não é uma, não é uma— e essa história de jogador com falta de atenção, TikTok, a gente fala muito quando perde, mas a verdade é que é uma realidade de todas as seleções. Lá no Uruguai a gente viu lá aquele, você lembra do meme que eu botei para você, né, do Bielsa? E isso com certeza acontece em todos os times.
Talvez jogadores técnicos como Scaloni consigam trazer um envolvimento maior e tal. Mas o problema da falta de atenção do jogador com o ambiente até do time dele é um problema mundial, não é só do Brasil.
Perfeito.
Uma questão: ninguém tá pedindo para o Ancelotti ser o BK7 ou sanguíneo, que ele nunca foi. Eu tô pedindo para o Ancelotti ser tranquilo também, ser profissional, não na hora de assinar contrato de cerveja e renovar o contrato, ser profissional literalmente realmente, né, não fazer o jogo que a gente acostumou ver técnicos brasileiros fazendo o jogo, né, cedendo ao clamor popular, a pressão da família do Neymar. Eu não preciso ser sanguíneo, não, é só ser bom técnico e ter autoridade de fato para comandar uma reformulação e não ser mais um. É só isso.
Ó, seguinte, gente, uma dica para vocês que acompanha aqui o Se você ainda não assina o UOL, presta atenção porque eu acho que ia falar. Oi, Luísa, diga lá.
Dá entrevista na saída do campo, é uma questão de respeito, né? Não é sobre, né, não é sobre estar chorando. E aliás, hoje é aniversário do 7 a 1, hein?
Hoje é aniversário do 7 a 1. Exatamente. Quantos anos? 14 para 16.
Muitos, muitos anos.
Ó, deixa eu dar uma dica para você então, hein, você que acompanha aqui o Posse de Bola. Se você não assina o canal UOL, se você não assina o UOL, essa é a hora, porque além dos conteúdos exclusivos, você tá colhendo do Rodrigo, do Pedro, do PVC, do Mauro, do Juca, do Casagrande e tudo mais. Quem assinar, fazer uma, fizer uma assinatura anual do UOL apontando a câmera do seu celular para esse QR code que tá na tela, ganha uma camisa do Posse de Bola.
E são vários modelos ali, ó, 1970, 62 e tudo mais. Tem ratão de bronze, tem gatão de ouro, tem audiência brutal, tem o nome da galera. Enfim, você ganha uma camiseta à sua escolha.
Falando em audiência brutal, como é que nós estamos no like, hein?
Já vou falar já já.
Curioso.
Então, ó, assine o UOL e ganhe uma camiseta do Posse de Bola. A gente vai para um break na TV e E eu fico conversando com vocês no chat do YouTube e falando sobre como anda a nossa audiência. Já voltamos. Muito bem.
Só lembrando também, a Luísa falou do choro na entrevista coletiva depois do jogo. Ele também chorou quando, na primeira partida, quando o Messi fez um gol. Sim, lembra?
É, o Rodrigo, ele tem um ponto bom, ponto, né? Tem umas questões também. Pessoais, o pai. Mas ele deve estar vendo que dessa vez é a última mesmo, né?
Não, não, eu falo o Scaloni.
É verdade, chorou. E ele falou, os jogadores me chamam de chorão, né?
Ele é chorão, mas pelo visto ele é chorão.
É tipo eu, chorão. Sou meio chorão também.
Você é um Pacheco chorão.
Pacheco e chorão.
Ex-Pacheco.
Ex-Pacheco, exato. Agora é sobre audiência. Quase chegamos na B Brutal. Se a gente quiser forçar um pouquinho dá para chegar na B Brutal. E batemos com tranquilidade nossa meta, Luiza, 9,2 mil likes, bem acima dos 7.500 que a gente tinha falado.
Dá para chegar a 10 também, dá para chegar a 10, dá para chegar a 10.
Vamos dar uma chorada para vocês fazerem a gente chegar em 20 mil likes e 9.500, quem sabe, né? Não tá bom? Olha, nós vamos botar os cruzamentos aí, vamos colocar assim que a gente voltar do intervalo. Agora, durante o intervalo na TV, eu queria— como você acha que tá a enquete, por exemplo?
Eu não quero me decepcionar mais uma vez. Dá o resultado, vai.
Eu peguei a—
o Tironi não passa mais o bolão porque você saiu da liderança.
Não é possível.
Algum destaque, se tem Maracutaí nas arbitragens, vou abrir uma margem.
Maracutaí, eu não vou não, né?
Tu, Arnaldo, não sai da liderança.
Olha lá, em primeiro lugar, Josias em segundo, Tarcísio em terceiro, eu tô em nono.
Então você viu 9.900, você acertou o empate, ele acertou o empate, tudo, tudo. Agora é o seguinte, faltam poucos para chegar a 10 mil pontos. A mesma coisa, 10 mil likes, dá aquele Ponto, pontuação brutal, pontuação brutal.
Enquete, como você acha que tá?
Não, não, eu me recuso, que eu quero, vou ficar triste.
Pedro, como você acha que tá a enquete?
Bravo, não?
Eu acho que vai ganhar injustiça. Será que vai ser isso?
Não, mas quase. Inveja, 22%. Injustiça, 30%. Felicidade pelo Messi, 31%. E indiferença 17%.
Me surpreendeu. Tá aí, então acho que foi equilibrado. Foi a discussão que nós tivemos aqui. A enquete reflete a discussão, os pontos de vista divergentes tivemos aqui.
Pois é, então tá aí equilibradíssima enquete. Talvez essa seja uma das melhores enquetes já feitas aqui nessa, ao longo do Posse Bola. Tamo voltando, hein?
Ela já virou agora, né?
Então voltando para a gente não bater.
Estamos de volta na TV. Falei um pouco sobre a enquete, como ela tá e tudo mais. Falou que dá para a gente chegar até em 10 mil likes se a gente quiser, porque temos um tempinho ainda e na audiência vir brutal também. Vamos colocar agora os confrontos das quartas de finais, agora que estão todos definidos. Teremos França e Marrocos, esse jogo é amanhã, e Espanha e Bélgica, quando é? Sexta-feira. Noruega e Inglaterra sábado. Argentina e Suíça sábado.
Exato.
Seco para vocês. Qual mais equilibrado?
Deixa ali, por favor, Nato. Perdão. Projeção para semifinal, vai.
O Rodrigo destacou a Eurocopa com dois intrusos, né? Marrocos de um lado e Argentina do outro, né? E é mais ou menos o que a gente é assim. A projeção para esse mata-mata, ela tem duas ausências: o Brasil, que deveria estar no lugar da Noruega, e Portugal, que deveria estar no lugar da Suíça. Antes, quando começou a Copa, tá, tá, Portugal ficou do outro lado. Aí ficou Colômbia com Suíça. Então o resto não tem grande surpresa. As grandes exceções: Brasil, Portugal, Neymar e Cristiano Ronaldo.
Portugal, você acha que pode dar ali França, Espanha e Inglaterra e Argentina?
Eu acho que é o favoritismo dessas 4, cada um com a sua, né, com a sua diferença. Acho a maior diferença aí, para mim, Espanha e Bélgica. Mas eu não vou duvidar da Bélgica depois do que tá acontecendo nos últimos tempos, tal. Eu acho que a maior diferença entre um e outro. E acho que a Argentina, falei com o Mauro ontem, ele tem essa ideia também, teria mais ou menos dificuldade com a Colômbia do que terá com a Suíça. Acho que a Suíça é um jogo chato de se jogar e talvez a Colômbia se intimidasse um pouco, como foi na última Copa América, com essa situação da Argentina. Mas veremos.
Pedro, seco para você, semifinais: Inglaterra, Argentina, Espanha e França.
E eu acho que o jogo mais mais equilibrado vai ser Inglaterra e Noruega. Luísa?
Noruega e Argentina, Espanha e França. E ontem, vendo o jogo com os argentinos, eles estavam torcendo para Colômbia, tal, que corrobora com a nossa pauta.
Aí é mais, né? Rodrigo?
Inglaterra e Suíça, França, Espanha. Vou lembrar aqui que só eu apostei na Inglaterra contra o México. É verdade, Rodrigo, você lá na cidade do México Eu apostei na Inglaterra contra o México.
Você vislumbrou a virada de caráter inglesa na cidade do México, no Azteca.
Você vê como é que a natureza e Copa do Mundo, a coisa vai andando, andando, a gente vai mudando as impressões e tal em relação a uma seleção e outra. A Inglaterra no início tava mortinha, né?
Ela fez o primeiro grande jogo, depois a dor nasceu. Já era dominante, chamou de faca de bolo puro.
No caminho que tá indo pode chegar Pode chegar na final, pode chegar, pode chegar, dizer que vai, né?
Mas não sei não.
Não, não, né?
Não sei não. O Rodrigo com a história da Suíça aí, ó, 4 dias jogando essa, olha.
Agora uma pergunta nossa, você sempre pergunta para todo mundo: você depois do pachequismo diluído, né? Então você tem alguma seleção que você acha que aqui eu tô, não torcendo, mas que você acha?
Eu gostaria que a França fosse campeã.
Agora, o pessoal, no decorrer do jogo de ontem, Egito e Argentina, nós temos um grupo aqui do Poste de Bola. Aí começou, vou falar, nossa, tá vendo? A final pode ser Egito e Marrocos, final da Copa, hein? 2 a 0. Aí eu até dei um palpitezinho lá, enfim, teremos um Zico na final da Copa do Mundo, um Zico campeão do mundo. A gente foi todo caminhando para esse lado aí, que nem assim de casa. Aí saiu, então internamente, durante o 2 a 0 do Egito, tava um trelelê aqui tudo, que Argentina já era e pepê-pom.
Inclusive falamos um pouco da nossa comunidade no WhatsApp, você pode entrar lá.
Aí depois, com o resultado, foi murchando, os comentários foram murchando, desaparecendo. Ninguém comentou mais nada, sumiu tudo.
Inclusive você pode participar do nosso, nossa comunidade lá no WhatsApp, hein. Estamos lá todos os dias. Inclusive vamos fazer uns conteúdos aí ao longo dessa, dessa, do dia de hoje lá para vocês interagirem conosco. Entre lá na comunidade do WhatsApp do Posse de Bola. Batemos em 10 mil likes, viu, Luísa? Olha só, que maravilha! 10 mil likes, aí é mais uma batida. Muito bem, ficamos por aqui. Valeu, Pedro! Valeu, Luísa! Valeu, Rodrigo!
Valeu, Arnaldo! Valeu, Trajano! Fiquem agora com a programação do Canal UOL e a gente volta amanhã. O Posse de Bola continua e, conforme prometido, após grandes jogos, pode ser que comece nas quartas, tem Posse de Bola sim depois dos jogos. Atentem, já voltamos amanhã. Tchau!