#664: França sofre com a estratégia do Paraguai! Brasil tem como parar Haaland?
Eduardo Tironi, Arnaldo Ribeiro, Juca Kfouri, José Trajano, Luiza Oliveira, Danilo Lavieri e Rodrigo Mattos analisam a classificação da França contra o Paraguai, a estratégia da seleção paraguaia diante dos franceses e a preparação do Brasil para encarar a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo
Eduardo Tironi
Arnaldo Ribeiro
José Trajano
Juca Kfouri
Danilo Lavieri
Luiza Oliveira
Rodrigo Mattos
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Olá, sejam todos muito bem-vindos ao Posse de Bola deste domingão. Hoje tem Brasil e Noruega, ontem teve França e Paraguai. Marrocos e Canadá. Hoje tem mais também. Vamos direto aos destaques, que eu estou muito bem acompanhado da turma toda aqui: Arnaldo Ribeiro, Juca Kifuri, José Trajano. E nos Estados Unidos, Danilo Lavieri e Luísa Oliveira. E o Rodrigo Matos deve pintar também aqui para falar com a gente. Vamos aos destaques, começando pelo pessoal dos Estados Unidos. Luísa, bom dia!
Bom dia, Tironi. Bom dia a todo mundo, tudo bem com vocês? Meu destaque é para o Paraguai, o antijogo que o Paraguai fez contra a França, mas que ao mesmo tempo deu dicas para os adversários de como enfrentarem a grande favorita. E será que dava para atuar de uma forma diferente? Acho que é um bom debate que a gente vai ter por aqui.
Ótimo debate, Luísa, sempre esperta. E falaremos sim sobre isso, que suscitou debates nas redes sociais e todo lugar. Danilo Lavieri, o outro norte-americano.
Olá, Eduardo, bom dia a todos os companheiros, bom dia a todos que nos acompanham no canal e no YouTube. A minha, o meu destaque hoje é que tudo indica que o Ancelotti vai abrir mão do equilíbrio que ele tinha encontrado na seleção brasileira.
É, rapaz, veremos. José Trajano, bom dia.
Bom dia a todos e todas. Eu tô incluído no rol dos americanos porque eu sou torcedor do América, não estou lá nos Estados Unidos, mas estou incluído junto com a Luísa e com o Danilo. Eu fiz uma listinha aqui pelo andar da carruagem. Um desses países que eu listei aqui vai estar na mão— não sou mãe de Ná não, eu tô tentando vislumbrar a tabela dos confrontos. Um desses países aqui vai ter que remar muito, passar por cima de grandalhões e tal, mas vai estar na semifinal.
E o maior candidato a estar na semifinal dessa lista que eu fiz, que inclui Marrocos, claro, vai pegar a França, Estados Unidos, México, Colômbia, e o vencedor de Brasil e Noruega, é a Colômbia. Tirando o Brasil, Brasil fora, a Colômbia tem tudo para ir para semifinal pelo futebol que vem jogando e pelo cruzamento.
Muito bem. Arnaldo Ribeiro, bom dia.
Bom dia, bom dia a todos. Pegando carona no destaque da Luísa, O time mais chato da Copa do Mundo tá fora, ainda bem. E teremos uma partidaça, a primeira definida, partidaça, França e Marrocos nas quartas de final, repetindo o confronto semifinal da Copa passada, mas com o Marrocos num outro estágio. Vai ser bem interessante.
Rodrigo Matos, bom dia.
Bom dia, Tironi, bom dia para todo mundo. É, vou pegar o outro lado aí do destaque da Luiza e do Arnaldo. A França soube ganhar um jogo que não era o padrão até agora, né, jogos mais fáceis que ela teve. Segundo a descrição do Mbappé, a gente sabe sujar as mãos quando precisa.
É, rapaz. Juca, deixei você por último porque você falou que tinha um destaque arrebatador.
Eu tô absolutamente surpreso que só Danilo Lavieri fez referência ao jogo do Brasil. Todos os demais companheiros e companheira não fizeram menção a Brasil e Noruega. Eu quero propor uma reflexão para todos nós, principalmente para aqueles que dizem que futebol é entretenimento. O Henri Gossac disse um dia que o futebol era a coisa mais importante dentre as menos importantes. Já o Bill Shankly dizia o inverso, que o futebol não é uma questão de vida ou de morte, é muito mais do que isso.
Entre esses dois polos, eu pergunto a você que está nos vendo: você neste momento está ansioso, esfregando as mãos porque você vai ter um fim de tarde muito de entretenimento, vai ter com o que se divertir, está esperando um momento assim, puxa, vai ser legal, "Vamos ganhar todo mundo aqui!" Ou você tá fazendo figa, preocupado, com medo, achando que "puxa vida, vamos sofrer, que esse jogo chegue antes, que bom que se ele fosse às 2 da tarde e não às 6".
Como é que tá o seu espírito? Eu, talvez pelo DNA corintiano, tô com expectativa do sofrimento. Não do entretenimento. Mas eu acho que essa é uma questão interessante da gente olhar. Como é que estamos olhando para o que vai se dar no final da tarde, começo da noite no Brasil?
Bom ponto. Inclusive tem a ver com Paraguai e França, entretenimento... Isto. Tem tudo a ver. Por causa disso mesmo que a enquete de hoje Eu diria que é especial, porque ela acaba envolvendo todas as coisas, entendeu?
Tenho certeza disso, Ancora.
É Brasil, são os outros, os adversários, o tipo de jogo, tudo isso numa coisa só. Eu sei que o Trajano já está absolutamente ansioso para saber qual é a enquete, então vamos a ela. Olho na tela. A dificuldade do Brasil com a Noruega será: Nível França e Paraguai, nível Argentina e Cabo Verde, foram duas pedreiraças. Mais difícil que esses dois ou mais fácil? Essa é a pergunta. Vocês veem a sacada da questão?
Brilhante, né?
Envolve tudo, senão é uma coisa só.
É brilhante.
Esse é o negócio.
Você fez a enquete, você já votou na última opção, você colocou a última opção Que você tá sempre otimista.
Calma, ele, ele, ele, ele, ele, ele votará na mais forte. Então vocês, vocês votem. O Trajano já está aí pensando, porque realmente impossível não ficar pensando nessa enquete enquanto eu não tava pensando não.
Caiu, eu caí, dei a volta por cima.
Mas você viu?
Vi agora.
Ótimo, isso que é importante.
Vou falar nada agora, me calo diante dessa enquete. Você sabe que eu sempre acho das enquetes, mas tarde eu me manifestarei.
Então faça o seguinte, meus amigos, fiquem aqui com a gente porque nós vamos a um breve intervalo. Antes, a Luísa, retomando o posto de pedidora de likes, vai dizer quantos likes teremos hoje.
Vamos ser agressivos, vamos no 424, ou seremos cautelosos, hein, âncora? Vamos domingão, mas é jogo da seleção, né? Vamos de 10 mil, o que que vocês acham?
10 mil likes. Não, falou, tá falado. Foi bem, foi bem, foi bem, foi bem.
Então, coragem, Luiz Oliveira, coragem.
Muito bem, vamos lá, espero que a galera ajude aí.
Portanto, 10 mil likes é a nossa meta de likes.
Oi, meteu o meu bedelho porque eu tenho sido feliz nos pedidos de like. É verdade, ontem nós temos 10 mil, ontem, sabadão. Eu vou fazer um pedido antecipado. Eu gostei também do pedido da Luiza, 10 mil tá de bom tamanho, domingão de manhã. Meu pedido é para o poste de bola especial que a gente vai fazer pós-jogo Brasil e Noruega.
Ótimo!
30 mil!
Parou!
Tá louco!
Que isso!
30 mil likes aí, aí a gente vai para casa.
Não, sabe o que que é? É que ele tá feliz da vida dele porque ontem ele fez a provocação que fez, eu já recebeu uma ligação de um amigo do Olé e de outro do Clarim dizendo: então você tá dizendo que o Brasil vai encaçapar nós outros? Precisa disso? Tá lá na primeira página do UOL.
Ô Juca, ô âncora, quanto deu o último jogo do Brasil? Qual foi o número de likes?
20 mil.
Então eu tô partindo de 20 mil.
Tá bom, beleza, falou, tá falado. Vamos ver, vamos ver o que vai acontecer no jogo. Mas enfim, Então comece dando os likes para esse programa. Temos chegar a 10 mil, que é a meta da Luísa, que não é nada fácil também. E temos chegar na audiência brutal. Estamos longe dela, hein? Já vou avisando que estamos longe. Domingão, pré-jogo do Brasil. Chamem parentes e amigos, venham para a live. Nós vamos para um breve intervalo na TV e fico aqui conversando com vocês no chat do YouTube.
Já voltamos. Muito bem, galera, aqui já andando bala. O Rogério Toné fala: Toné, já estamos audiência brutal aqui em casa, 100%, eu, a esposa e o cachorro.
Bom, aí garoto, time completo.
E o Nilson fala: Bom dia, todo cuidado com o boneco de Olinda norueguês é pouco. Chegou o momento do Brasil mostrar que foi fazendo na Copa. Maratona esportiva da equipe do All é algo para ser elogiado. De fato, estamos aqui firmes todos os dias, certo?
Sem dúvida.
Felipe Medeiros: Bom dia, seus exas! A geladeira aqui já tá cheia, e a de vocês?
Adorau, tá loucão!
Só depois do jogo.
Exato. O Wilmer fala: O Brasil é muito pior do que os dois e a Noruega melhor, hora de dar tchau. Que isso, Wilmer!
Muito pior do que os dois o quê?
Da Argentina e França, pelo jeito. Não, calma, calma. Cada vez mais eu acho que o Brasil é mais perto desses daí. Cada vez que joga, alguém joga.
É?
É.
Não, sua visão é sempre muito boa.
Sobretudo quando o Brasil não joga. Então, mas aí você vê o que eu falo. Aí dá uma aproximada.
Soube que treinou muito bem.
Xaranga da Alegria: Noruega é muito mais forte e perigosa que Cabo Verde e Paraguai. Eles não vão esperar o Brasil, vão jogar. O que pode ser bom para nós.
Não, eu tenho para mim que desse aspecto nós não vamos enfrentar uma retranca feroz como a França enfrentou, mas vamos enfrentar um time que vai jogar futebol, vai tentar ganhar do Brasil, não vai querer levar para pênalti, vai tentar ganhar o jogo.
O Hugo Borges fala o seguinte: "Essa de chamar que o Paraguai praticou antijogo porque não deixou os europeus golearem eles é muita hipocrisia." É, pois é, tem muita gente dizendo isso.
Vamos debater, tem debate. Tem debate, né?
Tem debate.
Depende muito do que você espera do futebol, que é aquilo que você mesmo colocou quando eu fiz a minha reflexão aqui. Entretenimento ou honra nacional? Defensores del Chaco ou vamos bailar?
Pois é, isso. Eu adoro o jogo defensivo, acho legal também, mas imagina... Uma coisa, outra coisa, outra coisa...
Mas exagerou, né? Passou do limite. Se tivesse uma lei anti-jogo... Aliás, tem! Eu até estava conversando com o Cazão isso outro dia. Outro dia, não, ontem, você sabe que teve um Corinthians e Santos em que o Corinthians entrou tão favorito no Morumbi, que o Santos, houve um momento que o Santos pegou a bola, Clodoaldo, e parou o Corinthians atrás do meio de campo, não tinha pressing naquela época, e o Santos não foi. O Dulcídio veio e deu cartão amarelo para ele, falta técnica, e Ele não entendeu nada e era antijogo. Se recusava a lutar. No boxe tem isso também.
Pedrinho Raposo: Acho que será um jogo difícil. Noruega é uma seleção com ataque forte, clima será muito difícil, muito calor e provável tempestade e paralisação do jogo. Enfim, será difícil. Ou seja, o cataclisma em forma de jogo de futebol, segundo aqui o Pedrinho Raposo. Estamos voltando. Estamos de volta aqui na TV para mais um Poste de Bola, tentando chegar aqui na audiência brutal. Chamem parentes e amigos e chegar na audiência de 10 mil likes, então corram aqui, venham com a gente.
Vamos colocar na tela aí os jogos, jogões que aconteceram ontem e os jogos que acontecem hoje na Copa do Mundo. Tivemos, temos, não temos, eu falo de boca. Ah, temos aí, ó, Canadá 0, Marrocos 3. Esse, o Canadá não tentou nem se defender, não tem jogo.
Buono fez 3 defesaças em 10 minutos.
E aí o jogo com cara de Libertadores, Paraguai 0, França 1, de pênalti. Hoje temos jogaço em Brasil e Noruega e outro jogaço México e Inglaterra. Brasil joga primeiro e depois tem México e Inglaterra. Entre Brasil e Noruega e México e Inglaterra teremos posse de bola depois do jogo do Brasil, então tragam parentes e amigos. Aliás, pode Vem cá já no UOL aqui, fica direto até o jogo e depois do jogo. Olho na enquete, por favor. Aliás, como é bem bolada essa enquete, mas vamos lá.
Você passou a noite pensando nela?
Não, foi, saiu assim, né?
Sabe, né?
A dificuldade do Brasil com a Noruega será nível França e Paraguai, lembrando 1x0 com Paraguai amarrando o jogo e tal, nível Argentina e Cabo Verde. Cabo Verde foi lá, empatou duas vezes, levou para prorrogação e tudo. Mais difícil do que esses dois ou mais fácil? Mole essa, hein, Trajano?
Você embolou alhos com bugalhos, rapaz. O que que tem a ver uma coisa com a outra? Mais difícil do que França e Paraguai? Mais difícil que França e Cabo Verde? Não entendi. Você gastou a noite sem sono em vão, entendeu? Você podia dizer o jogo Brasil-Noruega vai ser difícil, fácil, mais ou menos.
Aí é para apanhar mesmo com a enquete. Fazer uma enquete mequetrefe dessa não dá para comparar.
O que houve no jogo França e Paraguai com o jogo que vai haver, que vai acontecer, a Noruega com Paraguai. Se a Noruega virar Paraguai, aí sim. Cabo Verde atacou, foi um fenômeno, né? E o estilo de jogo tem nada, nada comparável à Noruega. Não sei, não tá muito confuso para mim. Infelizmente, mais uma vez, nossa enquete deixa a desejar e não traz nenhum conteúdo, contribui pro debate no programa, o debate nacional.
É o seguinte, você notou a dificuldade que ele teve em desmontar a sua enquete? Não, pois é, entendeu? Porque a sua enquete tá tão bem bolada que ele ficou tentando achar um argumento. A sua enquete é brilhante, só que eu não sei responder.
Aí, tá vendo? Mas enfim, então vamos ao Paraguai, França. Daqui a pouco eu vou pedir para a galera responder a enquete aqui. Tá bom, você não quer? Volta na enquete, Arnaldo. Isso, né? Eu sei. Como diria Vicente Mateus, o difícil você sabe não é fácil.
Não é fácil. Tim Maia também acha isso.
Vou com você, otimismo, vai ser mais fácil.
Que isso?
Eu também acho que vai ser mais fácil.
Rodrigo, mais fácil ou mais difícil?
Eu acho que vai ser o nível Cabo Verde, só que com outro estilo de jogo. Aí, ó, é, a enquete até é boa, mas você está tanto se autoelogiando que eu não vou elogiar de novo, não, tá?
Sabe o que que é isso, Rodrigo? Aquela sensação quando você tá vendo o jogo e aí na narração tem um, a equipe tá torcendo tanto para um time que você começa a torcer para o outro, você entendeu?
Foi o caso de Argentina e Camarões.
Voti. Eu acho que vai ser mais fácil, mas no sentido de ser mais jogado, que se deixa, que joga e se deixa jogar. Acho que vai ser um jogo mais aberto do que essas outras partidas. Então, fácil nesse sentido. Não quer dizer que o resultado está garantido, mas um jogo mais franco.
Vamos dizer mineirinha mesmo, né?
Gostei, gostei.
Boa.
Danilo.
Não gostou, Juca?
Não, gostei, mas gostei muito. Mas é que eu estou querendo injeções de ânimo. O Arnaldo me deu uma enorme, porque acho que me dera achar que vai ser fácil. Tudo bem, mas é um DNA corintiano terrível, é sempre pessimista. Vamos que vamos, Danilo Lavieri.
A Luiza, ela inventou uma quinta opção para enquete, né? Tem quatro, ela não, mais franco, mas não tava, não tava, escreveu prova de teste, você não pode criar uma quinta alternativa, tudo bem.
Vai ser mais fácil para ver. Não para qualquer um dos adversários.
O fator emocional que é o Brasil, não vai ser nada fácil.
Mas eu acho que, eu acho que vai ser mais fácil. Eu acho que vai ser o único jogo entre esses três que estamos comparando que vai terminar com dois gols de vantagem. Meu palpite para hoje é Brasil 2 a 0. Então vai ser mais fácil.
Daqui a pouco eu dou uma parcial de como está a nossa enquete. Vai surpreender vocês, viu, sobre como já tá. Já tô vendo aqui. Muito bem, mas vamos lá, Juca. É Paraguai heroico ou foi o antijogo que atrapalha o futebol?
Olha, veja, heroico, heroico foi o Paraguai de 98, de Chilaverde, Arce, de Gamarra, né, que não deixou a França colocar o time em risco e agrediu a França, esteve perto de ganhar da França de eliminar a França nas oitavas de final em Lens. O jogo foi em Lens. Como é que fala? Lens.
Lens.
Muito bem. Ontem foi o antijogo permanente, né, do chutão pra frente, bola vivinha, bola pro mato, que é jogo de campeonato. Na VARSE é divertidíssimo. Num jogo de Copa do Mundo foi uma coisa. O Cazão me mandou um me mandou um WhatsApp no meio do jogo. Falou assim: "Qual foi a última vez que você viu um jogo que não era jogo? Que tinha um time que não queria jogar?" Eu falei: "Hoje, agora, nesse momento." E aí ele propôs até que devia ter, como no basquete tem a regra que exige que um time troque de quadra em 8 segundos, né, pro ataque, que no futebol devia ter uma lei que obrigasse, sei lá quanto tempo, 20 segundos, 3 jogadores no campo do adversário.
Qualquer coisa. Foi muito desagradável. E toda vez que um francês tentava alguma coisa, falta. Eu só achei que o Dechamps demorou muito para botar o Doué, para botar jogadores que fossem para um confronto. Porque evidentemente tinha ali Eu achei que o Mbappé, que não é exatamente a característica dele, mas que o Olizé, nossos narradores estão falando Olizé, é Olizé, me informei com o meu professor de francês. Jogadores que tinham que ir para cima da defesa do Paraguai sem ficar cruzando bola, sem chutar de fora da área, tentar ir para cima até para sofrer falta e sofrer pênalti.
E demorou para fazer. Mas o que o Paraguai fez a mim agride, agride os olhos. Aquilo não é futebol. Então se é para jogar uma Copa do Mundo desse jeito, é melhor não ir. Eu não gosto, eu não gosto. Não acho que teve nada de heroico. Me lembrou o Juventus do... Como é que ele chamava?
Milton Guzzetto.
Milton Guzzetto. Eu não gosto.
Só rapidinho, porque queria só pedir para Luiza, que estava no jogo, falar suas impressões do campo, cheiro da grama. E aí, Luiza?
Então, é um tema polêmico esse, né, que de fato tem tomado as redes aí. Tironi, eu penso um pouco diferente porque eu vejo méritos na atuação do Paraguai. Não estou exaltando toda a postura que o Paraguai teve em campo, vamos falar sobre isso, mas eu acho que era um desafio muito difícil para esse Paraguai diante da França super poderosa, super favorita, com um jogadores estão brigando para ser os melhores do mundo. E o Paraguai, para mim, teve muitos méritos em conseguir segurar essa França.
Não era fácil, eles tiveram, eles foram muito aguerridos na marcação, conseguiram dobrar a marcação muitas vezes. O Olise não conseguia circular a bola, Dembélé não conseguia pegar na bola, o Mbappé esteve super apagado, mesmo fazendo o gol de pênalti, chegando a 7 gols na Copa do Mundo, mas pouca gente viu o Mbappé em campo. E até agora ninguém tinha segurado a França dessa forma. Tinha outra forma de agir. Eu percebi ali do campo que tiveram excessos, sim.
Por exemplo, Velázquez, zagueiro, lá e colocar o pé na marca da cal na hora do pênalti. Essas táticas, ferramentas de Libertadores de antijogo, e que a gente condena porque não são legais, não fazem bem para o futebol, de fato não contribuem. Um braço ou outro que foi deixado ali E em algum momento subiu o tom. Eu acho que isso também não é legal, mas eu não vejo que o Paraguai foi agressivo, violento ou desleal. E em alguns momentos eu vejo que o debate está indo para esse lugar.
Eu conversei, perguntei para o Maurício na Zona Mista ontem como é que ele via esse antijogo, e ele falou, até peguei aqui a declaração para lembrar bem, ele falou: a gente nunca quis machucar um adversário ou causar dano para os adversários da outra seleção. A nossa identidade sempre foi marcar forte, disputar jogada. Não foi com maldade em nenhum lance. Essa percepção dele, acho que teve um braço ou outro que foi deixado, poderia ter sido coibido sim, mas não vejo como uma seleção desleal na partida.
Você pode até dizer que o árbitro foi permissivo em alguns momentos, mas a França teve 11 faltas marcadas e o Paraguai 13, ou seja, 2 faltas diferentes. Paraguai não tomou nenhum cartão amarelo, a França tomou 3. Então assim, eu não vejo esse desrespeito todo. Acho que teve muita dificuldade com a bola, não sabia o que fazer com a bola. E a torcida, falando um pouco mais do clima do jogo, a torcida do Paraguai, ela comprou essa postura do Paraguai.
Antes do jogo, conversando com os torcedores ali na porta, eles falaram, olha, eu falava: como é que vocês vão parar essa França? É possível parar essa França? Eles falaram: sim, porque nós somos aguerridos, nós temos garra. Então existe uma conexão da torcida com esse time. Hoje os jornais paraguaios falam: foi um time que deixou a alma em campo. Então existe sim de fato essa conexão. E quando eles não sabiam de fato o que fazer com a bola, isso foi horroroso.
Eles chutavam para lateral, se livravam da bola de qualquer jeito. Quando isso acontecia, a torcida do Paraguai gritava Paraguai, Paraguai, Paraguai, muitas vezes deixando os franceses sem muita reação, num tom muito mais baixo, os paraguaios celebrando cada bola que era jogada para lateral. Então assim, eu acho que passou do tom em alguns momentos, sim, mas não vejo que tenha sido, que eles tenham sido agressivos nesse ponto.
E vejo uma conexão da torcida que está orgulhosa desse time. Jogadores falaram do orgulho de terem chegado até essa fase da Copa do Mundo, de terem conseguido bater de frente diante da favorita, saírem em umas oitavas de final depois de superar a Alemanha e voltando numa Copa do Mundo depois de 16 anos. Então eu acho que essa celebração do povo paraguaio com o time, apesar disso tudo, né, que eu concordo com o Juca, concordo com vocês, eu acho que tem algum mérito nisso sim.
Arnaldo, tem mérito nenhum? Fala aí, você acha isso?
Não tem mérito nenhum. Não tem mérito nenhum. Não, não, sabe qual é o problema?
A visão de quem tava lá, de ver a torcida gostar e aplaudir, era: "Viemos aqui para isso." É isso, né?
Por isso que o Tironi perguntou lá o cheiro da grama. Isso faz diferença, mas o problema para Paraguai é que na noite anterior teve Argentina e Cabo Verde, né? Então você pode se defender, você pode, sem praticar o antijogo. O antijogo do Paraguai, ele não tem conexão com o espírito dessa Copa, com as diretrizes dessa Copa, que são— isso não quer dizer colocar mil zagueiros em campo, mais um, tirar o Bobadilha, ficar se defendendo, é fazer cera, é chutar a marca do pênalti, é bater sem bola, né?
Isso, isso não, isso não é, isso é antijogo. Isso Paraguai fez, Cabo Verde não fez isso em nenhum momento, né? E pouco importa se chutar a bola para fora de propósito, se defender bem, isso tudo bem, isso faz parte do futebol, tática, estratégia. Antijogo não faz parte. E a grande missão da FIFA nessa Copa, e é o que nós estávamos começando a gostar, era combater o antijogo. Combater literalmente o antijogo. A cera, as práticas antiesportivas, e nós estávamos no caminho.
Por isso, e aí que tá, Juca, não vou nem entrar no mérito do entretenimento barra resultado, Porque acho que isso vale quando você tem envolvido o teu time, a sua seleção. Quando você tá contemplando um jogo neutro, você vai torcer pro espetáculo. A Copa te dá a maravilha de você começar as partidas sem torcer por um time ou pro outro. O jogo te inebriar, né? E o que Paraguai... Na verdade, Tironi, você tá me provocando, mas você que chamou, você teve o mérito de levantar a lebre lá atrás.
Quem comemorou a classificação do Paraguai contra a Alemanha não percebeu que tinha ali uma seleção que pratica antijogo. Agora, eu percebi, você percebeu. E quando saiu a escala desse juiz péssimo, pior juiz da Copa, o Uzbekistão, o cara não deu acréscimo no primeiro tempo. Ele deu 3 minutos que são o intervalo da hidratação. Então, com um árbitro desse, você tem o prato cheio. E nem o pênalti ele ia dar, né, não fosse o VAR.
Então acho que sim, a França teve dificuldade, sim, a França se enervou, sim, poucos jogadores souberam jogar a partida. Acho que o Mbappé soube, o Dembélé não sabe, nunca vai saber jogar uma partida dessa. O Olise, Olise, teve momentos bons ou ruins, mas não foi por conta só do sistema defensivo paraguaio, foi porque não teve bola rolando. Teve muita encenação, teve deslealdade, não para machucar, mas para provocar, para deixar o bracinho, como a Luiza falou.
Então, se Paraguai demorou 20 anos para voltar para a Copa, vai ter que demorar mais 20 para voltar para a próxima, porque a Copa não— a Copa, o que estão tentando fazer com o futebol é justamente não ter— qual o nosso temor aqui no Brasil? "Ai, daqui a pouco volta a Libertadores e a Sul-Americana, os caras vão ficar rolando no chão 10 horas, vão chutar a marca do pênalti, né? Então, para mim, até pelos outros exemplos de equipes mais frágeis conectadas com seus países, dando orgulho aos seus povos, mas que jogaram sem praticar o antifutebol, para mim, Paraguai foi tarde embora, bastante tarde.
Foi a única seleção eliminada que eu celebrei. Cabo Verde é uma sensação, puts, tal. Cara, os caras fizeram o máximo. Sabe qual que é a prova disso? É o pós-jogo. Como é que foi o pós-jogo de Argentina e Cabo Verde? A seleção da Argentina aplaudindo os jogadores de Cabo Verde. Os caras de Cabo Verde tirando foto com o Messi, todos abraçados. Como é que foi o pós-jogo Paraguai e França?
Ninguém deu a mão para ninguém, não deu briga.
Ninguém deu a mão para ninguém. Não quiseram brigar. Queriam brigar, etc. e tal. Entendeu? É isso. Isso não faz parte do jogo. Isso não é estratégia defensiva. Isso é mal-caratismo. Isso é antijogo. Isso tem que ser coibido. Em qualquer lugar, na Libertadores, na Sul-Americana, no Brasileirão, na Várzea, no Juventus. Uma coisa é sistema defensivo, se defender. Outra coisa é ser desleal com o jogo, o espírito do jogo. E Paraguai foi isso o tempo todo.
Muito bem, quero ouvir os outros todos falar sobre o seu, mas só vou dar uma pequena frase. Para mim, esse jogo do Paraguai, eu também achei que foi desleal muitas vezes, foi desonesto, sim. Traz de volta no período de Copa do Mundo tudo que é insuportável no futebol brasileiro e sul-americano, tudo. Que é escanteio para a França, o goleiro vai lá e pega uma bola, aí o zagueiro vai lá e Cai no chão fingindo que tá machucado, que ninguém nem encostou nele.
Esse tipo de coisa, esse tipo de lateral demora 3 minutos para comprovar, falta fica meia hora no chão. Esse negócio é insuportável. Mais ou menos quando, como você tá nas suas férias, porque a Copa do Mundo nas férias, você tá nas férias, você tá vendo supra sumo da coisa, você quer ver alegria, você quer ver jogo e tal. E aí você tá de férias e teu chefe te liga: Oi, deu um problema aqui no trabalho. Você volta tudo. Você retoma tudo ao seu cotidiano, que você quer escapar um pouco durante a Copa.
Mas quero ouvi-los. Vou ouvir você, Danilo, diga lá. Eu vi que você tá falando não aí, porque você não concorda com nada disso.
Eu discordo de tudo que o Arnaldo falou, de tudo. Eu não acho que foi desleal, eu não acho que é contra o jogo. Tem lá a regra, quem tomou, como disse a Luiza, a França tomou 3 cartões amarelos, Paraguai não tomou nenhum.
É, mas é o juizão. É o juiz, né, cara? Eu acho que o dado da falta e do cartão da Luiza Desculpa interromper, só comprova a incompetência do árbitro, né?
E mais do que isso, né, Danilo, a irritação dos franceses em relação a uma coisa que eles não esperavam que fosse tão anti-futebol, e que era o que o Paraguai tava praticando.
Eu sinto que há uma ditadura do que é jogar futebol. Ah não, jogar futebol é só querer jogar para frente. Eu não concordo com isso, tá?
Não é isso que a gente falou.
Eu acho que tem várias estratégias. Você pode jogar, gente, eu tô fora daqui, eu com delay é muito ruim. Então só para terminar aqui, porque fica muito ruim com delay aqui para a gente conversar. Eu acho que tem a estratégia, tem estratégias e estratégias. Você pode jogar para frente, você pode tentar parar o adversário. A França, ela conseguiu parar, Paraguai conseguiu parar a França toda poderosa por muito tempo. O goleiro foi fazer boas defesas no final, depois.
Então você tem vários tipos de jeito de jogar. Claro que se você gosta de filme de drama, você não vai assistir um filme de comédia. Se você gosta de ter medo, você não vai. Você tem gosto de filme de terror, você não vai procurar um filme de comédia. E obviamente que eu respeito todo mundo que não gosta desse jogo, que não gostou e que não se divertiu vendo esse jogo. Eu entendo 100%, isso é gosto, isso é normal. Agora, tentar dizer que o que o Paraguai fez no futebol é futebol É um futebol chato, é um futebol que não é vistoso, ok, mas é um futebol, é uma estratégia.
Eu entendo que a França não tinha como querer jogar de igual para igual com Paraguai. França não dá para jogar de igual para igual. Paraguai não pode querer atacar a França, eu discordo disso. Inclusive, quando jogou Brasil e França no amistoso, o Brasil tomou uma atitude de deixar a bola com a França. Não foi um antijogo, não foi um jogo de ficar caindo de cera, Mas é normal. A gente pode aqui de novo, eu entendo que vocês não tenham amado o jeito de jogar.
Agora, falar que isso não é futebol, é isso que eu discordo. E eu não acho que teve tentativa de machucar o adversário. No futebol existe um jogo mental que você pode tentar desequilibrar o adversário. O Mbappé, ele terminou o jogo comemorando em francês, em espanhol. Por quê? Porque ele queria responder e provocar os paraguaios. Deu para ver. Focando a cara dele, gritando vamos, vamos, vamos, e foi para cima dos paraguaios para falar algumas coisas.
Por quê? Porque você tirou do sério o cara dentro da regra do jogo. Ok, o juiz podia ter dado amarelo, o juiz podia ter expulsado. Ok, você joga no limite da regra, e aí se o juiz entendeu que passou da regra, você dá amarelo. De novo, respeito, vocês não gostaram, mas falar que isso não é futebol, é isso que eu discordo. Eu acho que a estratégia de cada equipe— se Cabo Verde conseguiu atacar Argentina Ótimo, eu gostei muito do jogo também.
É um jogo mais legal, só que é outro tipo de partida. Não é todos os jogos precisam ser bonitos, todos os jogos precisam ter todo mundo atacando. Pelo amor de Deus, que me livre dessa regra do basquete de forçar um jogador, um time, de ter que ir para o campo adversário. Deus me livre de qualquer regra que transforma o futebol em basquete, de 4 quartos, de ter que obrigar Não, sou contra totalmente isso. Então assim, eu entendo, respeito, pelo amor de Deus.
Não é que eu não— vocês podem não ter gostado, claro que pode não ter gostado. Agora, isso não é futebol. Isso que eu discordo. Eu acho que é futebol sim. É uma estratégia diferente que pode ser chata, que pode entediar. E aí tem um outro, sobre o ponto de vista de torcedor, pensando com a cabeça de um torcedor brasileiro, pachecão, eu tava secando muito a França. Porque se você olha para a Copa do Mundo, o jeito de ter mais chance do seu time ser campeão é vendo os grandes caindo antes.
Eu que não quero ver jogo grande, eu não tô nem aí para jogo grande, eu quero que o Brasil seja campeão. Sobre o ponto de vista torcedor, sobre o ponto de vista torcedor, claro, se você quer encarar a Copa do Mundo como férias e não torcer para ninguém, então beleza. Aí sim, é França e Alemanha, Argentina, é Portugal, Espanha, aí beleza. Agora, sobre o ponto de vista torcedor, nossa senhora.
Danilo Lavieri, peraí, peraí, fala.
Não concordo com nada do que você disse, defenderei até a morte o direito de você dizer o que disse e entendo perfeitamente o que você disse. Eu sei que parece contraditório, mas eu entendo perfeitamente esse sentimento E eu ia dizer simpatizo com ele? Não, talvez eu não simpatize, mas me solidarizo com a sua posição. Acho que você entende o que eu quero dizer.
Muito bom. Ó, deixa eu ouvir o Rodrigo Matos, mas só duas coisas. Primeiro, uma informação péssima para você, Arnaldo.
Qual é?
O Paraguai já está na próxima Copa, porque é sede.
Eu sei, tô ligado.
Então não adianta esperar 30 anos, ele estará na próxima Copa.
É verdade, Paraguai é gente muito boa.
Quem não estará é o problema, né? Talvez a França não seja.
E a segunda coisa, e aqui é pra passar a bola pro Rodrigo, ele mesmo, Kylian Mbappé, o cara do jogo, tarará, tarará, terminou o jogo, ele falou: "Não existe jeito certo de jogar futebol." Ele mesmo falou. E aí nós mostramos aqui que a gente sabe jogar o jogo que for necessário.
É, que a gente sabe sujar a mão de merda, ele diz isso, né?
Mas diga lá, Rodrigo.
É, eu acho que o Arnaldo explicou bem explicadinho o que se chama diferença entre um time que se defende e um time que é desleal com o jogo. Primeiro, 5 minutos, vem uma bola na área, um jogador do Paraguai se taca na área, dá um encontrão com Rabiot, e o Gustavo Gomes começa a pedir atendimento médico. O Galarza deu um tapa no Mbappé no primeiro tempo e depois um tapa na cara do Koundé. Era para ter sido expulso. O árbitro foi permissivo.
Na verdade, ele não levou os cartões porque o árbitro não deu os cartões, né? O Velásquez deu uma de Andrés Pereira e foi lá, o time inteiro do Paraguai fez rodinha em volta da marca do pênalti. A gente achou que não ia ter isso na Copa, mas tinha, né? E teve. E ele foi lá tentar danificar. Aí, isso aí não é, não faz parte das regras do jogo, não faz parte das regras do jogo. Se tacar o tempo inteiro, Gustavo Gomes gritando com o árbitro o tempo inteiro para ver se conseguia, que tinha, se tinha atendimento.
O Galarza jogando de um jeito que não é leal. Desculpa, eu vou discordar totalmente da Luiza. Totalmente desleal você criar um desconforto físico no adversário. Faz parte, você joga mais duro e tal, você começa a dar tapa nele, não é leal, não é, não é, é outra coisa, né? Então é ceras constantes, coisas que a gente não viu. Então assim, uma coisa é se defender, outra coisa é defender que você seja permissivo antes de jogo. Então quando chegar na Libertadores, o seu time, seja lá quem for, tiver jogando contra o time e usar de todos esses expedientes, então tá valendo também.
Não pode reclamar, tá bom? Porque se vale agora, tem que valer depois. Esse argumento do quero que depois, ah, porque é bom para seleção brasileira, olha, independente do time que eu torça, eu não quero ganhar desse jeito. Seja Paraguai, seja seleção, seja lá que time for, eu não quero ganhar desse jeito, tendo que dar tapa nas pessoas, mexendo na marca do pênalti, se jogando o tempo inteiro. É, não é, não é, não é o jeito que eu acho legal.
E isso é fora da— vamos deixar claro aqui, é fora da regra do jogo, não é da regra do jogo. Se defender, ficar lá atrás, ok, era postura que o Paraguai podia fazer. Mas existe uma diferença, e o Arnaldo mostrou isso bem, que é: uma coisa é se defender e usar isso como estratégia. A gente pode discutir aqui, um acha bom, outro acha ruim, beleza, mas faz parte do jogo. O que o Paraguai fez ontem não faz parte do jogo. Inclusive era previsto na regra que fosse punido.
É que o árbitro Tá na chefe, não puniu. Inclusive, todo lugar do mundo tá se vendo desse jeito, né? Quer falar assim, ó, esse hábito é horroroso e permitiu o antijogo durante 90 minutos, que o Mbappé soube se adaptar. Eu acho que os outros jogadores franceses não souberam. Barcola não conseguiu jogar, o Lisie não conseguiu jogar, o Doué entrou e conseguiu jogar, e foi pênalti. Ele entrou, sofreu pênalti, e aí foi marcado o pênalti, acabou saindo o gol.
Ah, o Paraguai poderia ter imposto essas mesmas dificuldades sem usar antijogo. Se defendendo, que é um time que sabe se defender, ficava lá atrás. Isso aí tá dentro da regra. Agora, o que foi feito ontem não tá dentro da regra. Se a gente defender isso agora, então aí quando voltar no jogo não dá para reclamar que o brasileiro não tem bola rolando, não dá para reclamar, porque tudo que foi feito é exatamente o que é feito no futebol sul-americano aqui, que a gente critica tanto.
Você já ouviu falar do Missão Saber? É o não tão novo podcast do UOL que parte de livros. Vamos recomendar muitos livros para vamos falar de vários assuntos. Já pensou ouvir a Daniela Lima falando de ansiedade?
Por conviver com o processo da ansiedade há tanto tempo, eu entrei numa espécie de vigília constante assim.
O PVC sobre memória, o Facundo Guerra sobre China, Maria Prata sobre educação dos filhos, Sakamoto e os evangélicos.
Muita gente esperava que o número de evangélicos seria ainda maior.
Eu sou Murilo Garavello e apresento Missão Missão Saber, o podcast para quem é curioso e gosta de aprender.
Tudo na vida a gente acha um equilíbrio ali, consegue viver e ao mesmo tempo entender as problemáticas e ao mesmo tempo se amar.
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Olha, deixa eu só colocar a frase completa do Mbappé que ele falou depois do jogo, que ele acabou sendo a figura do jogo, né, porque Brigou, batalhou, não deu a mão para o gargalhada, depois ele falou o seguinte: a gente sabia que tipo de jogo teríamos, mas acho que fizemos bem no dia de hoje, por todo jeito que jogamos. Mostramos que sabemos jogar contra uma equipe defensiva. Se tivermos que colocar a mão na M, vamos colocar a mão na M.
Eles não quiseram jogar, nós mostramos o futebol que sabíamos e que éramos melhores, disse o Mbappé. O Trajano é Ser antijogo à parte, Paraguai mostrou um caminho.
Eu tô achando interessante o debate, eu acho legal quando a gente tem opiniões divergentes e tal. Danilo colocou a posição dele, a Luiza, o Marinho, Arnaldo, Juca, um certo confronto de ideias, que é legal. Nosso programa se valoriza com isso, eu acho muito importante. Só voltando ao argumento que o que o Danilo apresentou do torcedor, é óbvio, é óbvio que o torcedor brasileiro, que hoje deve estar todo engalanado com camisas do Brasil, bandeiras de bandeirouras e tal, tava torcendo que a vaca da França fosse para o brejo de qualquer maneira, antijogo, sei lá o quê e tal.
Então essa ideia do Danilo, ela se confunde um pouco. Eu entendo o que ele quer dizer, Até concordo em alguns detalhes com a opinião do torcedor, ficou uma coisa meio híbrida para mim. Agora concordo em gênero, número e grau com o Arnaldo de cabelinho cortado. Vocês repararam isso? Cabelinho cortado, preparado para o jogo do Brasil e Noruega, que o Marrinha falou com o Juca. E essa discussão entre— você vê que a enquete foi completamente superada, né?
Botar o jogo do Brasil no meio dessa confusão toda, o assunto Tá sendo a postura, o antijogo do Paraguai. Essa discussão que a gente pode ter um dia dessa coisa de usar algumas coisas do basquete para o futebol, né? Levando-se em conta que um dos fãs do jogo de basquete e que falava que gostaria ou adotou algumas maneiras de jogar do basquete no futebol foi Muricy Ramalho.
Muito bem. Ó, nossa enquete segue firme, não tem nenhuma hora não. É muita, é muito voto aqui.
Chegamos à audiência brutal?
Não chegamos à audiência brutal. E vou dizer mais, estamos longe da audiência brutal. Não, na brutal não, da bi-brutal, que é a nossa quase nova brutal. Temos que chegar em 20 mil aqui, não chegamos ainda, estamos longe.
Já passamos de 10.
Passamos de 10.
Não, 20 mil é de noite, 20 mil é de noite.
Não, de noite é 30 mil.
30 mil?
É. Então temos que chegar aí.
Mas o programa tá começando ainda, o programa tava esquentando os tamborins ainda.
Isso é verdade.
Quer como? Tem 40 minutos de programa.
Sim, vamos falar da seleção brasileira já já. Mas no outro jogo, Marrocos passou pelo Canadá. Fala, Luiza.
Luiza queria falar.
O Rodrigo falou. É rapidinho, rapidinho. Eu concordo quando vocês dizem que esse antijogo não é legal para o futebol e tiveram excessos de fato que têm que ser coibidos. Acho que a gente tem que melhorar o nosso futebol. Eu concordo com isso que vocês falam. Mas eu penso também que como que o Paraguai vai enfrentar essa França? Ele tem que usar de alguma forma as armas que tem para enfrentar um time tão poderoso. Não dá para você estender um tapete vermelho diante da França.
E a França também não foi esse exemplo máximo de fair play. O Paraguai é mau, é mau, e a França é boazinha. O Mbappé também xingou os adversários, ele não cumprimentou o goleiro adversário no fim da partida. Eles entraram no bolinho ali também. Então eu acho que ficou esse jogo mental, acaba fazendo parte do jogo também. Então isso eu concordo com Danilo. É claro, né, um jogo mais agressivo, acho que isso tem que ser coibido, mas esse jogo mental faz parte. A França também entrou nessa, nesse campo de jogo, vamos dizer assim.
Bom, tem muita gente que coloca também, Juca, questão, não é uma quase como que um Os mais pobres, mais quase desafiando os poderosos.
Mas, gente, por isso que eu pego o exemplo de Cabo Verde na noite anterior. É isso que pega mal para o Paraguai, né? Ou Marrocos contra a França na Copa passada.
Não Marrocos atual.
Marrocos era retrancaça na Copa passada, certo? Eliminou Espanha e Portugal e jogou contra a França se defendendo o tempo todo. Ninguém deu beliscão, chutão, chute na marca do pênalti, rolou no chão, caiu.
Isso que o Marrinha observou.
Não tem, não tem, né? O número de vezes que eles atingiram o francês fora do lance da bola, não é futebol. É uma distinção entre se defender, a estratégia, não é estender o tapete vermelho, é Ao contrário, ninguém tem que ceder tapete felino para ninguém. Agora, deste jeito, se tivesse um hábito razoável no campo, talvez o andamento da partida fosse outro.
E tem a coisa de, em última análise, de você voltar a cultivar a catimba, né? E uma catimba que não é a catimba que faz, usa ferramentas do jogo para desestabilizar o adversário. É a catimba, por exemplo, que os uruguaios Eram marcantemente flagrados ao fazer, e que justificou a anulação de um jogo final de Libertadores da América entre Santos e Peñarol na Vila Belmiro, que o Sácia, que era um belíssimo meia uruguaio, jogava areia no rosto do Gilmar na cobrança de escanteio.
E foi o jogo que o Santos ganhou, que o árbitro levou até o fim, e que quando terminou o jogo, o Santos comemorando o título, ele avisou que o jogo tinha acabado 20 minutos antes com a vitória do Penharol, e que ele tinha levado até o fim apenas e tão somente porque se não levasse até o fim não sairia vivo da Vila Belmiro. Isso a gente não pode voltar. A viver. E o que a gente viu ontem, duas ou três vezes, três vezes que eu me lembro claramente, foi de jogador francês indo em direção à área sem a bola e ser parado na porrada. Aí você vai me desculpar, eu não assino embaixo.
Muito bem. Esse discurso, né, de que o Paraguai é pobre porque é sul-americano e tal, a gente tende sempre a torcer pelos sul-americanos. É o Gustavo Alfaro, técnico do Paraguai, tá com esse discurso, fomos formados aqui, não tinha dinheiro para comida e tal. O Dembélé, Mbappé nasceu, o quê, a linha ancestral do Luís XIV, eles nasceram em berço de ouro, é isso? Essa argumentação tem nenhuma lógica. Os cara ralaram o pão com diabo na sopa, chegaram onde estavam também, os jogadores franceses.
Só porque eles estão jogando para uma seleção importante europeia não significa que eles não têm uma história de vida e superação também. Então ficava parecendo que de um lado são os pobrezinhos que não tiveram nada e do outro são caras que tiveram ali Brasil nasceram e a realeza francesa. Não tem a menor lógica essa argumentação do Gustavo, como já não tinha contra a Alemanha também.
Ô Danilo, bom, vai ter Marrocos e França agora. Aí é outra conversa, outro tipo de desafio, porque o Marrocos é melhor, bem melhor que o Paraguai, não é?
Bem melhor, bem melhor. E o Marrocos mostrou contra o Brasil que pode atacar uma equipe de primeiro escalão. É outro jogo, outro estilo. E aí a gente pode ver a França sabendo atacar Marrocos, sabendo atacar a França, Marrocos trazendo dificuldades para a França de outra maneira que não só no desequilíbrio mental, no antijogo, nas faltas, enfim, na cera. A gente vai ver Marrocos propondo alguma coisa. E aí eu acho que vai ser um desafio muito maior, mas dependendo de como for, Dependendo de como o Marrocos propor o jogo, a gente pode ver no primeiro tempo, por exemplo, o jogo já resolvido, 2 a 0 para a França, 3 a 0 para a França, em duas escapadas do Mbappé, uma do Olivier, e por aí vai. É Olivier ou Olivier, Juca?
Já sei, não tem o acento, mas pronuncia-se como se tivesse.
Boa! Então do Olivier, enfim, aí a gente vai poder ver, vai ter que ver como que vai ser essa estratégia. De Marrocos para jogar. E ontem, vou te falar que eu fiquei surpreso com o Canadá levando dificuldade para o Marrocos no começo do jogo. E aí depois o Marrocos acabou resolvendo, mas no começo do jogo eu não esperava que o Canadá conseguisse levar ali 2, 3 bolas para área do Marrocos e atacar e realmente levar perigo. Fiquei realmente surpreso positivamente com o desempenho do Canadá.
Agora é um jogo muito mais difícil, mas para mim França continua plenamente favorita. Acho que a França vai ter dificuldade de verdade lá na semifinal, naquela semifinal lá atrás que a gente discutiu aqui, semifinal provavelmente França e Espanha. Aí eu acho que a França a gente vai ver um risco de ser eliminado de verdade. Até então não consigo ver risco de a França cair antes não, Tironi.
Pois é, para além do antijogo que você entende, Arnaldo, a França suou sangue para tentar fazer um gol. Não é que só fez um gol só porque o Paraguai amarrou o jogo, também não conseguiu, precisou de um pênalti lá.
É, eu acho que a seleção francesa—
e agora comparando com Marrocos, que vai ser a seleção—
eu acho que vai ser o jogo mais interessante da seleção francesa, porque o Marrocos foi a seleção em 4 anos que mais se modificou, mais do que a seleção francesa. A capacidade de acabamento do time de Marrocos, da técnica, é chegar a impressionar, e foi assim que eles conseguiram Depois, além de tudo, de um time bem treinado, começou com uma falta ensaiada, um gol de falta ensaiada, né, a vitória do Marrocos, mas na base da qualidade técnica, vencer por 3 a 0 num jogo que não refletiu essa superioridade toda.
Mas o Marrocos enfrentou a França na Copa passada, é um outro time completamente diferente, mais leve, mais técnico, mais confiante, que propõe o jogo também. Foi um time que foi dominante contra a Holanda, foi dominante contra o Brasil no começo. Não é qualquer coisa isso, né? Então eu acho que a França é um outro tipo de— eu, diferentemente do Danilo, acho que eu tô discordando bastante dele hoje, eu acho que a França não ganha essa partida de antemão não.
Ou aliás, ou a França joga no prime todos os seus jogadores, nível Mbappé de concentração, ou a França pode passar O Dembélé é um pouquinho a cada jogo. O Olivier, Olise, é muito técnico, mas também não joga 100% concentrado o tempo todo. O Mbappé joga, os defensores jogam, os volantes jogam, porque a França tem essa, é tanta técnica. Então se o Dembélé não quiser correr para trás, o Doué, ou vamos pensar Todas as seleções que enfrentam o Marrocos fazem marcação especial no lado direito do Hakimi, que é o melhor lateral direito do mundo com sobras.
O ponta esquerda que a França escalar, ele vai ter que correr para trás, senão vai dar problema. Então acho que vai ser um jogaço, um jogaço mesmo. É um confronto esperado, com 4 anos de defasagem em que a França acho que subiu de produção, mas Marrocos Se a gente for comparar o estágio de 4 anos atrás da outra Copa, subiu ainda mais. Então, acho que a França não vai ter dificuldade só contra eventual semifinal contra a Espanha, não.
Agora é um outro tipo de dificuldade. Ninguém vai estar dando alfinetada, chutando marca do pênalti, rolando para lá ou para cá. E acho que isso é interessante também, porque não deixa de ser um confronto do favorito contra um azarão, mas esse azarão, eu vou te contar, é o melhor time africano que eu já vi jogar, né? Em termos de organização, em termos de técnica, em termos de maturidade. E olha que perdeu os seus dois principais atacantes durante a Copa, perdeu ontem o seu goleador machucado, e mesmo assim consegue jogar futebol.
Perdeu perdido, perdeu perdido. Acho que a lesão muscular lá atrás, né, na cor, saiu no primeiro tempo, não vejo possibilidade de voltar para esse jogo.
O que mais me impressionou ontem no time Marrocos, o fato de o time ter resistido aqueles 10 minutos iniciais, na verdade ter resistido no primeiro tempo, quando eles deviam estar absolutamente surpresos, não esperavam que o Canadá fizesse o jogo que que fez e foram capazes de se reencontrar perdendo um jogador da importância que perderam e fazer o segundo tempo que fizeram. É que aí foi exemplar, né?
Perfeito. E aí na hora da dificuldade conta muito o melhor goleiro da Copa, talvez o melhor goleiro do mundo no momento, né? Ele é um goleiro espetacular. Paraguai também tem um grande goleiro, isso contou também, mas o Bono é espetacular, né? Inclusive se for para os pênaltis, ele tem uma técnica particular que agora tá sendo estudada por todo mundo. Então acho que França vai ter grandes dificuldades na quinta-feira.
Quem chamou?
Eu!
Ah, quem chamou?
Não, não, queria fazer uma pergunta para o Arnaldo. Se o Marrocos conseguir eliminar a França, um serial fake espetacular, coloca Marrocos como finalista da Copa do Mundo?
É, então, né, Trajano, se a gente levar em consideração que na Copa passada, com um time bem inferior, ele eliminou o Espanha e Portugal no caminho, que seriam prováveis adversários. Eu acho que, para mim, as duas candidatas à surpresa da Copa, as duas seleções estão nesse lado da chave: Marrocos e Estados Unidos. Então, e a gente, a gente está prevendo uma semifinal europeia, né, França e Espanha, mas eu acho que pode ter surpresa tanto em relação a Marrocos quanto em relação à seleção norte-americana, que é uma seleção muito boa também, diferente.
Vamos ver, cruzam com a Colômbia ou eu tô confuso?
Não, Colômbia do outro lado. Colômbia possivelmente com Argentina, se os dois se classificarem, né, para as quartas de final. Seria uma quartas de final sul-americana com Colômbia e Argentina, né?
Então, só concluindo, se Marrocos passa pela França, pode estar na final da Copa ou então repetir o que fez a Copa passada.
Ele já estaria na semifinal como na Copa passada, né? Seria um espetacular, né? Uma coisa incrível.
É realmente bom.
O âncora fala. Eu acho que vai ser interessante acompanhar esse jogo que o Marrocos, como o Arnaldo está dizendo, é um time muito técnico, um time que gosta de controlar, de ter a posse de bola, um time muito bom, tem ótimas individualidades. Você tem Hakimi, Unai, Faiqari está super bem na Copa também, Brahim. Agora, esse time que chega um pouco mais, que também gosta de controlar o jogo, claro que vai ter essa preocupação defensiva diante da França, Mas pode ser interessante porque a França também gosta de quem a ataque, né, para ela explorar a velocidade dos jogadores que tem, de Mbappé, de Olivier Giroud, de Dembélé.
Então acho que vai ser um jogo interessante para a gente observar esse domínio da posse de bola no jogo, porque a França ela pode gostar também desse adversário dificílimo, mas que chega um pouco mais para ela explorar essa velocidade. Então acho que isso aí também vai ser interessante. Agora ainda sobre o Marrocos, Em alguns momentos eu percebo que falta um pouco de poder de decisão. Contra o Canadá fez 3 gols, foi letal, mas contra a Holanda dominou muito o jogo, mas teve dificuldade de matar o jogo, tanto foi decidido da forma que foi.
Contra o Brasil também. Então acho que em alguns momentos falta ser um pouco mais letal esse Marrocos para chegar numa prateleira ainda maior que já está, né, por tudo que vem fazendo aí até desde a última Copa.
Perfeito.
Olha, não chegamos à audiência bi-brutal, lamentável, hein? Chamem parentes e amigos aí. Estamos com 3 mil likes da meta inicial de 10 mil, ou seja, lamentável.
Ó, mas audiência qualificada, nosso grande Gerd Wenzel, nosso chanceler, hein, Trajano? Especialista em futebol alemão.
Grande abraço para ele.
O que será que ele teria a dizer sobre a praga brasileira desde o 7x1. Bom, Alemanha nunca mais, souber de vez, nunca mais será sequer finalista de um Mundial.
Mas então, mas a notícia dele aqui, ela é promissora para os alemães. Jürgen Klopp, sim, próximo contrato, não, ainda não assinou o contrato, mas próximo de ser o novo técnico da seleção alemã com um projeto a médio e longo prazo. A vítima do Paraguai, né?
Mas eu tenho uma má notícia para o Bernardeschi.
Qual é?
Se de fato ele assinar o contrato, a França desiste de Zidane e contrata Pep Guardiola. Então, eu acho que o Ancelotti abriu uma porta que não existia.
Super técnicos em seleção.
É verdade.
Abriu uma porta que não foi contratada até agora.
E numa fase da vida que talvez seja a Ele já chegou nessa fase, ele não quer mais ficar aqui, já tá em outra. Tuxo, né? Foi uma porta aberta ali. Olha, a nossa enquete espetacularmente bem bolada, eu duvido que alguém sabe quem tá ganhando.
Márcio, você influencia, vai dar fácil.
Vai dar fácil? Acha que vai dar fácil? Achou errado.
Obrigado.
Arnaldo, acho que eles vão colocar mais difícil.
Professor, Achou errado, tá reprovado.
Luiza, que que você acha que está ganhando mais?
Enquete mais difícil, pelo que você tá falando, tá surpreendendo, né? Então vou votar no mais difícil.
Acertou, mais difícil, mais difícil, né? 40% acham que Brasil e Noruega vai ser mais difícil.
Cacilda, como é que pode ser mais difícil que Argentina? Total, é.
E 24% Acho que vai ser mais, vai ser tipo o jogo da Argentina, 15% que vai ser tipo o jogo da França e só 22% acho que vai ser mais fácil.
Agora, eu fico feliz com o nosso público por uma razão muito simples. Me perguntaram o meu palpite e eu falei assim: o meu palpite é 2 a 0 para o Brasil, mas é palpite, quer dizer, não, não é palpite, é esperança.
Desejo.
Exatamente, é desejo.
Danilo, e parece, ao que a apuração de vocês aí indica, é Martinelli e não é Danilo Santos. É isso mesmo?
É que me preocupa também.
É, como eu disse ontem, ele faz muito teste, né? Então, antes da estreia, ele testou para caramba e surpreendeu todo mundo. Antes da escalação, mudou os dois laterais. E dessa vez ele testou de novo bastante nos últimos dois dias do Martinelli. Indica que vai ser o Martinelli. Vamos aguardar ali horas antes do jogo, daqui a pouco aliás, né, quando eles tiverem a pré-eleção lá no hotel, para ter a certeza da escalação. Mas é tudo indica que sim, que vai ser o Martinelli.
E aí, isso aqui tirando a parte da informação, agora a minha opinião, né, eu acho que ele coloca em risco aquele equilíbrio que a gente tinha visto no time, e o que ele mesmo falou ontem na coletiva de imprensa Tudo isso que eu posso estar falando aqui, pode ser que o Brasil ganhe de 6 a 0, tudo bem. Mas eu vejo que o Brasil vai abrir mão de um sistema colocando Martinelli, que você vai ter que fazer outros ajustes no time. Então, de repente, o Matheus Cunha vai ter que voltar ainda mais, jogar atrás de uma linha.
A gente vai ver de repente o Matheus Cunha jogando mais defensivo do que ele já joga hoje para poder ajudar o Vini. Então assim, ou o Vini vai ser só aquela Como usou o PVC o termo ontem, inclusive na coletiva, a isca muito mais aberta pela esquerda para tentar abrir a zaga da Noruega para que o Martinelli e o Mateus tenham um caminho mais central também. Enfim, eu sinceramente não gosto dessa decisão do Ancelotti, caso ela se confirme mesmo.
Eu acho que coloca em risco o equilíbrio que a gente tinha. E vamos lembrar que o Ancelotti passou um ano jogando não no sistema 4-2-4, mas com 4 defensores, 2 meio-campistas, 4 atacantes. Na véspera da Copa do Mundo, ele ouve os líderes e entende que tem que testar um meio de campo com 3 meio-campistas propriamente dito. Ele acha esse meio de campo com esses 3 meio-campistas. Ele ainda depois faz mais uma troca, mudando o Paquetá para a esquerda, colocando o Bruno Guimarães jogando mais como meia-direita, o Casemiro como o cara camisa 5 ali.
Ele encontra um equilíbrio, o Rayan pressionando muito pela direita, o Douglas Santos abrindo abrindo o campo pela esquerda quando necessário. Encontrou equilíbrio. O Brasil começou a entender melhor. Jogou contra um Japão fechadíssimo, conseguiu criar algumas oportunidades. É verdade, muito pela bola aérea, que no jogo de hoje imagino que não vai ser a mesma facilidade, porque a zaga da Noruega é muito mais alta que a zaga do Japão.
Mas ainda assim você via um time que conseguia criar, tinha um equilíbrio. Eu acho que a partir do momento que ele volta a colocar um meio campista como uma outra opção, ele pode correr risco de novo desse equilíbrio. Repito, pode ser que dê certo, não dá para a gente falar aqui, mas estou falando antes do jogo. Na minha visão, seria mais, seria mais lógico ele colocar ou Danilo Santos ou mesmo Ederson eventualmente. Acho que o Danilo Santos mais para você manter esse equilíbrio de meio de campo e conseguindo ainda explorar o Vini pela esquerda, usar o Rayan na direita ou marcando, ou mesmo abrindo o campo pela direita.
Então Eu vejo um risco, eu acho que ele tá tomando risco. Eu gostaria de ter o Martinelli como uma alternativa de jogo se o Brasil precisasse mudar a partida. Desse jeito, eu acho que ele tá colocando em risco o equilíbrio que ele demorou para encontrar durante a Copa.
É o Arsenal dominando a seleção, Trajano.
Não só a seleção como a Copa do Mundo, né, que você tem que ver que no time que vai enfrentar o Brasil tem um grande meio de campo que é o Odegaard. Então vamos Vamos falar a verdade, na França temos Saliba indo muito bem na zaga central, né, e vamos adiante. Eu falei, eu coloquei no Instagram, não, uma manifestação minha aqui no Poste de Bola, depois repliquei lá no Instagram e tomei paulada de todo lado. E eu sou fã do Martinelli, torcedor do Arsenal, gosto da maneira que ele joga, mas não do jeito supostamente vai jogar.
Eu também ficaria, como Danilo falou, como opção de segundo tempo. O jogo tá meio apertado, ele é muito agressivo, ele parte para o drible, ele é um jogador insinuante. Agora, ele no meio de campo, ele joga— Brasil vai ficar com dois jogadores típicos de meio de campo, Casemiro e o Bruno Guimarães, e um jogador improvisado. O Brasil volta a ter quatro atacantes. E o meio de campo, quem sabe, quem sabe não, vai ficar em desvantagem no confronto com o meio de campo da Noruega, onde tem um baluarte que é o Odegaard.
Então gosto, tomara que dê certo. Sou fã do Martinelli, eu acho que tem uma trajetória do futebol muito bonita. Ele no jogo que ele entrou outro dia, ele chutou uma bola na trave que ia ser um golaço, fez o gol, né? Até eu falei, se não tivesse feito o gol, será que ele seria usado como titular? Porque deu certo, que ele salvou o Brasil de contra o Japão. Mas eu preferia que o meio de campo fosse mais inteiro como meio de campo e o Martinelli usado como uma arma para depois.
Mas enfim, o míster diz que sabe o que faz. Tem o Brasil, tem melhorado jogo a jogo. Vamos acreditar que dá certo. Eu desconfio, tomara que dê certo, mas eu tenho uma desconfiança.
E aí, Arnaldo, desconfia?
Eu tô com os dois. Não estou só divergindo do Danilo não, hein? Concordo plenamente com ele. E acho, meu, eu desde a convocação, para mim, com poucos meio-campistas, era a principal preocupação do Brasil jogar só com 2 jogadores no meio de campo, ainda mais com as características de Casemiro e Bruno Guimarães. Acho arriscado. A explicação do Ancelotti também não me convenceu completamente. Não temos um jogador com as características do Paquetá.
O Danilo Santos não é idêntico ao Paquetá, mas ele tem várias coisas que ele faz que o Paquetá faz, não é só a perna esquerda. Então acho que seria... E me surpreende um pouco também ele não ter desabrochado na Copa, né? Nossa expectativa é que ele tivesse mais oportunidades, o Danilo Santos. Não sei, aí o Ancelotti está treinando com ele todo dia, está observando, né?
Não te ocorre que possa ser, Arnaldo, ele está dando tanta pista que será o Martinelli, que é para não ser o Martinelli?
Pode até ser, ele já fez isso outras vezes, é verdade, tem razão.
Eu fiquei com essa sensação, porque é tão clara. Todas as entrevistas que ele deu, e eu vi diversas exclusivas para os canais que têm direitos, sempre o primeiro a ser citado é o Martinelli, que eu fiquei achando esse italiano tá... Querendo deixar uma coisa que ele não fará, porque também a mim desagrada, desagrada.
Ontem ele foi questionado sobre esse equilíbrio, sobre a questão da marcação, e ele deu um sorrisinho. Ele deu uns 3 sorrisos ontem, inclusive na pergunta do PVC, uma outra na pergunta do Prétzel. E aí nessa pergunta do Prétzel, você não acha que tem que considerar? Ele deu um sorrisinho assim: sim, sim, é algo que a gente tem que pensar sobre como vai ser. O Martinelli na marcação, sobre como a equipe vai reagir se o Martinelli tiver, que a pergunta foi justamente nessa linha.
E aí se a gente for pensar no adversário então que tem Musa, Sorlotti, Haaland, Odegaard, cara, é surpreendente. Pode ser que o Martinelli entre e vire o maior marcador da face da terra que a gente não conhece. Pode ser ou pode ser que o Martinelli joga de um jeito, o Mateus Cunha recupere todas as bolas por trás dele. Dá para imaginar, pode ser, mas sinceramente Acho arriscado.
Agora, vocês aí, não ocorre a vocês a hipótese que me causa grande temor de, em vez de jogar o Sorlotti, jogar o Bob, para explorar os nossos laterais?
O técnico da Noruega ontem foi perguntado várias vezes sobre a condição física dos jogadores, sobre time. Ele não revelou nada sobre o time, e ontem ele deu mais de uma resposta dizendo que não, tem várias alternativas, que os times deles estão— o jogador tem alguns jogadores que estão desgastados, mas que eles sabem como jogar, que eles sabem como atuar. E os jornalistas entendem que não vai fazer grandes mudanças porque o discurso do técnico da Noruega é que eles têm uma identidade, que eles podem atacar, que eles sabem atacar e tal.
Então eles entendem que não vão fazer grandes mudanças no estilo de jogo. Vamos ver como vai ser.
Diga lá, Rodrigo.
Então, eu tô lembrando aqui, eu cobri um jogo Brasil-Colômbia em Barranquilha, Diniz o técnico. A escalação no meio de campo era Bruno Guimarães, André, Rafinha e Martinelli, Rodrigo e Vinícius. Era 4-2-4, na verdade, né, como falou Danilo, mas o Martinelli jogava como meia pela esquerda. Talvez foi um desastre. Eu tava nesse jogo, o Brasil começou bem, até conseguiu criar umas chances. A Colômbia começou a achar muito espaço.
O James Rodríguez teve mega espaço, deu um monte de bola no Luiz Dias. O Luiz Dias fez 2 gols, a Colômbia ganhou o jogo, e o Brasil acabou assim cedendo várias chances para Colômbia. Eu não tô dizendo que o Martinelli não possa jogar nessa posição, Ele até eventualmente pode, mas o próprio Antelotti falou assim: ele pode ser adaptado, precisa de tempo. Mas se precisa de tempo, como é que vai botar numa Copa? Então eu acho que poderia ser para uma alternativa, para uma coisa a longo prazo.
Como eu acho que a seleção que eu acho que ele vai treinar para o ciclo vai ser diferente que essa, ele vai fazer outras alternativas. Podia ter um meio de campo mais leve, não ter o Casemiro, todas as ideias que a gente pode pensar aqui, ficar discutindo e elucubrando o tempo. Agora era hora de estabilidade. E aí, por isso eu tô com todo mundo que é o— embora não tenha característica, ele mesmo falou que o time tá 7,5. Aí, quando tá 7,5, tá, aí ele vai fazer: não, não, vou voltar para trás e a gente pode tirar um 10 ou pode tirar 3, sei lá.
Eu não estou dizendo que não ter dado certo Martinelli nesse jogo contra Colômbia não vai dar certo agora, mas tem um indicativo de que às vezes ele tem dificuldade de fazer essa— ele corre para caramba, o Trajano sabe bem, ele corre para caramba voltar para marcar, mas às vezes você não corre certo para marcar ali dentro dessa posição de meio de campo. Então eu teria mexido menos, assim como os colegas concordam, que acho que era hora de dar mais estabilidade.
O Danilo seria essa opção, e acho que inclusive que ele errou de não dar mais minutos para o Danilo na primeira fase.
Ô Luiza, oi, fala, fala, fala.
Não, não, eu digo assim, eu acompanho muito o Arsenal porque eu sou torcedor acompanho todos os jogos do Arsenal, nas ligas, na Premier League, na Champions League. Jamais vi o Martinelli jogar de meia com a camisa do Arsenal. Já vi ele jogar na ponta direita.
É verdade.
Às vezes, poucas vezes, ele joga na esquerda como meia, no meio de campo. Ele, claro, ele recua às vezes, pode acontecer. Ele tem muita velocidade na frente, para frente, para trás. Então, velocidade incrível. Agora, como jogador de meio-campo, não vi nunca jogando com a camisa do Arsenal em nenhuma competição, nem naquelas ligas de barbante lá de Copa da Liga, sei lá de quê, papapá.
Luiz, ao seu parecer, lembrando, né, que o PVC trouxe essa informação baseado no que ele viu que o Ancelotti fez aí ao longo dos jogos. Sai um, sempre que saiu Paquetá, entrava o Martinelli. E a gente ficou com o Danilo Santos no radar e pode ser que não seja, mas o que você acha?
É, e também nos últimos treinos que o Ancelotti fez aqui, né, ele testou o Danilo, mas o Martinelli foi bastante testado aqui também, então vem daí essa percepção. Ó, depois da gente criar uma celeuma aqui sobre Paraguai e França, vamos todos concordar dessa vez. Olha só que clima bom deste programa. Eu tô com os amigos assim, eu acho que é uma, ele coloca em xeque, pode dar certo, claro, mas coloca em xeque o que ele havia construído de positivo no Brasil, que vem crescendo ao longo dessa Copa do Mundo, né.
Não acho que o Paquetá fazia uma Copa perfeita, cometia alguns erros, erros de passe e tal, mas ele conseguiu dar mais dinamismo nesse meio de campo, meio de campo com mais mobilidade, né, e também potencializando O que o Vini tem de bom foi compactar ali, que o Vini encontrou seu melhor futebol fazendo as associações, as triangulações, enfim, potencializando o Vini. Ele tirando um jogador de meio de campo, será que ele vai prejudicar o Vini nesse aspecto?
O que o PVC traz de informação sobre essa questão da isca contra o Japão? O que ele fez? O Danilo também falou um pouco, uma defesa muito fechada, uma linha de 5 muito difícil de entrar ali na área. Ele coloca o Vini chegando mais pela ponta, atraindo essa marcação adversária, e aí você abre um espaço pelo meio, Martinelli por ali, tanto que Martinelli faz o gol. Mas será que a Noruega vai estar tão fechada assim a ponto de você precisar dessa isca?
A Noruega, ela tem grandes virtudes ali em termos ofensivos, o Odegaard jogando, é um jogador importante, o Haaland nem se fala, poderia falar mais do Haaland, mas ela tem fragilidades, ela se expõe mais. Então será que você se tem essa necessidade de alargar tanto o campo, e como é que esse ataque vai ser abastecido com o meio de campo numericamente inferior, né, ou com menos jogadores por ali, menos força nesse meio de campo.
Então são dúvidas que eu tenho para acompanhar nessa partida, e eu concordo aí com todos vocês.
Por outro lado, né, tem essa, para mim até um pouco surpreendente, a volta do Rafinha ao banco, certo? E isso me coloca a questão sobre o durante, né? Não só escalação inicial, durante, com base no que a gente tem observado. E o durante do último jogo foi Neymar não entra, certo? Eu tô falando do meio para frente, né? Porque você tem, digamos que o Ancelotti esteja despistando e começa com um trio no meio. Um time mais conservador, ele teria no banco o Martinelli, o Rafinha, o Hendrik e o Neymar para frente, fora o Igor Thiago, mas fora o Luiz Henrique que sumiu.
É verdade.
Aí nessa, eu, para mim a grande dificuldade para mim até agora tem sido vislumbrar qual que é a hierarquia da preferência do Ancelotti em relação As trocas, as trocas tem. Se eu tivesse 4 jogadores desse naipe, como gostam de dizer, no banco, eu estaria bem, né? Martinelli, Rafinha, Hendrick, Neymar. Vamos combinar que nem a França tem 4 jogadores desse nível no banco. Mas qual seria a ordem deles? Eles estão em condições muito diferentes, né, físicas.
Eu acho que tem.
Qual que é a ordem na sua?
O Rodrigo tem uma Não, eu acho que a França tem jogador. É, tem Cherki, porque jogador eu, Barcola, eu acho que são melhores que os nossos.
Tá bom, podem até ser melhores, mas são 2, não são 4. Tô dizendo, tem lá o Mateta também, tem, tem jogador a França, tem o Thuram. Eu só fui para dar uma— Argentina não tem o molho, tem o Julian Álvarez ali, tem o Flaquito, né? Mas enfim. Mas assim, tem Rafinha, fala do Rafinha, explicar o negócio do Rafinha.
Ele está relacionado e pode eventualmente estar até de chuteira e tal, mas é muito difícil que ele entre em campo por muito tempo, por qualquer— Sim, eu imagino que o Rafinha vai passar a ser uma alternativa num segundo tempo de prorrogação, num desespero, porque ele fez ontem o primeiro treino dele completo e até o Ancelotti deu a entender que ele ainda não está 100% e tal. Qual que é a grande questão que facilita a decisão da seleção brasileira?
O Brasil não vai viajar, o Brasil não vai para a Filadélfia, para Miami, para o Brasil vai jogar aqui em Nova Jersey. Então o que significa? Hoje de manhã o Rafinha pode acordar, fazer fisioterapia, fazer musculação, correr em volta do gramado, fazer o que for e tá à disposição. É diferente dos outros casos, quando por exemplo o Neymar nem viajou na segunda partida porque ele teria que ir um dia antes, perderia treino. O Rafinha, ele foi facilitada a decisão dele estar no banco por isso, mas condição, condição mesmo, ele não vai ter condição de, putz, vir no segundo tempo.
Seria sim algo muito surpreendente, até dentro do que a gente ouviu ontem no treino.
Não seria para bater pênalti, Danilo?
Não sei, pode ser.
Mas daí uma concorrência. Então é isso, para mim a presença do Rafinha nessas condições precárias que você descreveu, para mim Significa uma concorrência ao Neymar em ainda condições precárias. Tô dizendo, né, os dois estão sendo reservados para situações emergenciais, tipo prorrogação e pênalti, né. Então, mas é mais um elemento, é um jogador que não vinha jogando bem, etc., mas é um jogador talentoso, o Rafinha, jogador que bate bem na bola, jogador bate falta, bate pênalti. Então é mais um elemento aí nesse baralho para uma coisa do Martinelli também.
Você coloca o lado esquerdo da seleção, para mim é uma coisa muito sensível, porque a gente viu aí alguns testes, algumas variações nesse pré-Copa. Mas uma coisa ele, o Ancelotti, nunca mexeu, que era potencializar Vinícius Júnior. Quando você coloca um jogador naquele setor, que foi mais ou menos o que aconteceu quando ele tentou colocar o vinho fazendo dupla com ele ali pela esquerda contra o Egito, a gente viu um Vini mais encaixotado, a gente viu um Vini com menos potencial.
Então isso é uma outra coisa que me chama atenção de como vai ser esse encaixe do Martinelli e do Vini Júnior. Pode ser que o Martinelli tenha uma dinâmica parecida com o Paquetá e aí fica só com problema defensivo, pode. Mas mexer nessa questão deste lado da seleção para mim é um risco no momento em que não poderia ter. Que é no mata-mata de Copa do Mundo.
Agora, olhando para o adversário, a gente consegue entender por que seria o Martinelli? Ah, vai ser o Martinelli porque, sei lá, a defesa é mais fraca. Tem alguma razão olhando para o outro?
Tem. Costa do Marfim fez contra a Noruega no segundo tempo, foi um jogo equilibrado, a Noruega acabou vencendo com o gol do Haaland. Mas fez uma coisa, vai, similar pelo outro lado do campo, né? Ela colocou dois pontas esquerdas, mais ou menos como a França joga, com Dembélé e Olivier Giroud. Isso tem sido uma novidade dessa Copa para mim. Então eu não vejo trazendo o Martinelli exatamente como um meia, mas como um dublê de Vinícius pela esquerda.
São 2 jogadores, 2 pontas de um lado do campo, como a França joga e como Costa do Marfim fez e chegou ao gol desta forma, com o Diallo, que joga no Manchester United. Dobrou o ponto esquerdo.
Então, foi o direito, o ponto esquerdo, são os 2 canhotos, né? Ele não fez o gol partindo da direita para esquerda, mas ele acabou fazendo do outro lado.
O Marquinhos fez invertido, né? Os dois pontas eram do lado direito. O que o Ancelotti pode fazer é do lado esquerdo, que é o mais forte do Brasil, né? Essa composição. Mas também, Costa do Marquinhos fez isso quando tava perdendo, fez para empatar. Foi uma coisa, uma estratégia desde o início, né? Porque os laterais da Noruega são mais pesados mesmo. E os pontas não recompõem tanto, sobretudo o Sorlotti, se ele começar jogando, é mais pesado.
Não apenas não recompõe, como tem dificuldade de cruzar, né? Ele é um perigo dentro da área, fora nem tanto. Ao contrário do Musa, que é um perigo fora da área.
Sim, sem dúvida.
É um driblador.
Então pode ser essa, sei lá, essa é a ideia do Ancelotti mirando a Noruega.
Quero apenas comunicar a todos.
Mas vou dizer que todas essas alternativas, fora a França, foram adotadas no segundo tempo, em condições adversas, e não desde o início. Acho arriscado, continuo achando arriscado, portanto.
Muito bem. Comunicar a todos que já chegamos à audiência bi-brutal e estamos a 600 likes da meta da Luiza.
A 500 likes, tá vendo?
Muito bom. Vamos falar mais um pouquinho. Se der tudo certo com o Martinelli, primeiro que se der tudo errado, o único cara que não tem culpa é ele. Se ele for colocado de uma maneira que ele não está acostumado a jogar, só porque fez alguns treinos e não der certo, ele não— quando você tá na Copa do Mundo, se escalar você de goleiro, você vai lá e pega.
Ancelotti pagará conta.
O Ancelotti cai naquela frase famosa cunhada pelo Alto Glória, são duas Auto Glória, que o técnico de futebol é uma besta ou é bestial. Vai ficar esse dilema.
Exatamente. Olha, deixa eu dar um recado para você, a gente vai para um breve intervalo agora, mas é o seguinte, para você que acompanha o Posse de Bola, se você ainda não assina o UOL, presta atenção, essa é a hora Além dos conteúdos exclusivos, o assinante do UOL tem acesso à nossa comunidade no WhatsApp. Isso mesmo. Além das colunas da turma que faz o programa, Juca, Mauro, Danilo, Rodrigo e todo mundo mais, PVC, todo mundo que faz o programa com a gente aqui, acesso a essas colunas.
E agora quem faz uma assinatura anual do UOL ganha uma camiseta da UOL Comprei ontem a do Ratão de Bronze. Olha aí, você escolhe uma, meu irmão.
Comprei, eu ganhei antes de você ganhar.
Tem vários bordões, audiência brutal, várias outras, olha. Tá aí a loja.
Mas eu entendi errado, Danilo disse que tinha ficado muito orgulhoso de ter. Pois é, eu achei que era uma foto que nem os Beatles. Não, a foto é essa mais bonita. Então, ó, entendeu?
Vá lá, aponte a câmera do seu celular seu celular para esse QR code que está na tela e assim, amarelinha, do ratão, hein? E na comunidade, na nossa comunidade no WhatsApp, que você pode entrar lá, é muito legal porque olha aqui que mensagem legal que a gente recebeu lá da Cláudia Fragoso, que é uma grande modista. Ela diz o seguinte: sério que eu estou falando com o Poste de Bola? Adoro você, sério. Nossa, Estamos aí na comunidade, então entre na comunidade.
Vamos para um breve intervalo na TV, rumando para atingir a nossa meta de likes. Já voltamos. Já batemos! A chefe Stephanie já berra no meu ouvido. Já batemos a meta de like, informa Stephanie. E ainda me deu bronca: preste atenção no programa, me falou.
Meu Deus do céu, ela é dura. A gente precisa fazer o abaixo-assinado para o A Lucena voltar, porque ela é muito rigorosa.
Já batemos.
Outro dia eu cheguei aqui, ela tava com um chicotinho.
Se você não deixar eu ir pro intervalo, ela vai invadir o programa. Oi, não, Trajano, pelo amor de Deus, a gente vai embater. Fala, chama.
Se a gente conseguiu bater os 10 mil pedido da Luísa, aquela minha meta de 30 mil, 40, tem chance de ser alcançada.
Não é, agora então já voltamos.
Não saiam daí, senão você sabe, a Stéfani invade aqui. Já voltamos. Muito bem, mandem suas mensagens aí, chamem parentes e amigos para essa reta final do nosso Poste de Bola.
Você sabe que agora, a 1 hora da tarde, Zé Trajano, eu e Alicia Klein estaremos no Sesc 24 de Maio, sim, discutindo o futuro do futebol. Não perda! Você que quiser ver Trajano pegar fazer uma fotógrafo com ele, fazer uma base na ótica do duelo França e Paraguai.
Exatamente, o futebol, o tour do futebol será o nosso debate.
E o Rodrigo Nabuco fala o seguinte aqui, ó: não se sabe como estão treinando. E se o Danilo Santos não está bem nos treinamentos e Martinelli está melhor? Tá aí, tem isso, né? Nós não estamos vendo.
Evidente, tem tudo isso. Que tá todo dia correndo aqui, cadê o Luiz Henrique? É, o que aconteceu?
Sim. Zapier. O Lili Souza fala: Tomara que o míster não seja um pardal hoje. E o Rafael Avólio fala: Ancelotti montou o Real do BBC, né, com Di Maria, que era originalmente ponta no meio.
Sim, é verdade. BBC veio Benzema e Cristiano, né?
E deu certo, não foi?
Marcelo da Silva fala: Depois da Copa, posse de bola diária, amém. Tá louco, amigo, todo dia aqui, 8 horas da matina.
Você tá louco, amigo, você tá doido.
E o Mário Silva fala: também acho que vai ser difícil, mas o Brasil passa. Eu acho que não só o Brasil passa como vai ser mole.
Acho legal.
Tá querendo muita moleza, Juca? Que história é essa? Muita moleza, Juca Kifuri. Pô, vamos embora, vamos trabalhar todos os dias, 8:30. Vamos embora, vamos embora.
Bom, tem umas sonoras aí do antilote, vou mostrar aquele carro.
Antigamente as pessoas mais jovens tinham mais respeito com os mais velhos. É verdade. Imagina se eu seria capaz de falar assim com o João Saldanha. Vamos lá, levanta, vamos trabalhar. Que absurdo! Você vê que o Marinha, que tem esse apelido, é um cara respeitoso. O Danilo não, com esse topetinho.
Ele tá rindo ali, ele tá rindo, ele tá rindo secretamente, mas tá rindo também.
Eu não sou mais jovem.
Não somos mais jovens. Muito bem, manda Temos 1 minuto. Diz aqui a Stephanie: parem de assuntos paralelos, ela tá falando.
Ainda deu bronca ainda? É assunto paralelo?
Exatamente.
Fica lá o cara em cima do outro.
Eu acho que a Stephanie tem que participar do programa amanhã.
Censura no programa não pode haver não. O assunto paralelo faz parte do programa. Não vem para cima de mim com essa não.
Fui eu que falei, coitada da Stephanie.
Eu brinquei com ela. Eu venho de longe.
A bronca em mim. Não é na Stephanie.
É assunto paralelo, faz parte, vai fazer parte sim, da minha parte sim.
Estamos voltando rápido, calma, em 30 segundos. O Vargas Josa fala que excelente nível de debate hoje. Parabéns, obrigado, Vargas Josa, muito obrigado.
Entendi que era o Vargas Josa.
Estamos voltando. Opa, estamos de volta para falar rapidamente palpite sobre a Brasil. Não, México e Inglaterra, quero ver. E aí, México passa.
Eu também tô com essa sensação. Que time aí?
É o último jogo deles, é o último jogo deles em casa, né? Porque ao passar, jogarão nos Estados Unidos Contra o Brasil, provavelmente.
Luiza, quem passa?
Difícil, hein? A Inglaterra ainda não passou aquela confiança. O México vai estar uma atmosfera incrível.
Mineiríssimo.
Eu vou de México hoje.
Rodrigo, eu acho que passa a Inglaterra, mas vai ser um jogo de não exatamente a mesma característica do Paraguai Itália e França, mas já tem uma característica de libertadores, que tá um clima lá no México, né? Eles já quase mudaram o horário inclusive por causa disso. Vamos ver, vai ser divertido de ver.
Eu li tua matéria, Marinha. A Inglaterra chegou, tá em lugar incerto e não sabido, é por causa das divisões.
Descobriram já, já descobriram. Mexicano todo na porta lá falando Mexico, Mexico. Eles ficaram revoltados porque vazou o nome. Enfim, a Inglaterra tá reclamando de tudo também, né? É, reclamou da altitude. Os, olha isso, 2000 metros, os repórteres ingleses estão perguntando: precisa levar balão de oxigênio?
Danilo, quem passa?
Eu acho que vai passar o México. México vai passar para festa geral, inclusive festa de quem? Da Argentina, né? Que eu acho que para Argentina, depois, desculpa, para o Brasil, né? Que vai ser mais, se o Brasil passar da Noruega, é melhor pegar o México fora de casa do que pegar a Inglaterra, na minha visão.
Muito bem. Trajano não vai voltar aqui porque pediram, falaram não voltar, ordem superior. Mentira, Trajano, pode voltar, é óbvio.
Você sabe que eu sou um cara meio rebelde, né? Vou voltar aqui.
Você estará presente daqui a pouco aqui, né?
Acho que vai dar México, mas se a Inglaterra vencer, ganha uma moral incrível para enfrentar possivelmente o Brasil. É verdade. Entra na Copa do Mundo se ganhar.
É isso. E nós entraremos no posse de bola depois de Brasil e Noruega, que o Brasil vai ganhar por 2 a 0. Estaremos todos felizes aqui.
Tenho mais medo da Noruega do que da Inglaterra.
Eu também. Da Inglaterra não mete medo em ninguém. Eu também.
Esse é um bom ponto.
Valeu, Arnaldo! Valeu, Juca! Valeu, Trajano, Danilo, Rodrigo, Luísa, querida Luísa, e todos vocês que estiveram com a gente.
Por que que você não fala querido, marrinha? Que lindo o Trajano, que lindo, que linda Luísa!
Porque a Luísa é querida mesmo.
Também acho.
Tá bom, é isso, valeu! Fique agora com a programação do Canal All e depois do jogo Brasil e Noruega, posse de bola. Valeu!