#662: Polêmica na classificação de Portugal! Espanha no patamar da França?
Eduardo Tironi, Arnaldo Ribeiro, Mauro Cezar, Casagrande, PVC e Danilo Lavieri analisam a polêmica na classificação de Portugal contra a Croácia, o nível da Espanha em comparação com a França, Cristiano Ronaldo e as dúvidas na escalação da seleção brasileira para o jogo com a Noruega
Eduardo Tironi
Arnaldo Ribeiro
Mauro Cezar
Casagrande
Danilo Lavieri
PVC
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Muito bom dia, está no ar o Posse de Bola desta sexta-feira. Sextou, hoje é dia 3 de julho e a Copa está pegando fogo. Eu estou aqui muitíssimo bem acompanhado de Arnaldo Ribeiro, Mauro César Pereira, nos Estados Unidos Danilo Lavieri, Paulo Vinícius Coelho, e daqui a pouquinho o Casagrande também estará conosco. Então, sem mais delongas, vamos aos destaques de hoje. Paulo Vinícius Coelho, seu destaque. Bom dia.
Eu queria dar parabéns à Mônica Bergamo e ao Alberto Dins, a Mônica Bergamo pela entrevista com o Carlo Ancelotti Alberto Diniz, pelo maravilhoso, extraordinário slogan que ele criou no Observatório da Imprensa, que é: você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito.
Boa, PVC! O norte-americano Danilo Lavieri, bom dia.
Bom dia, Eduardo, bom dia a todos, amigos. O meu destaque de hoje é: o principal temor de Carlo Ancelotti chegou com muita força aqui nos Estados Unidos. Em 94, quando ele tava na delegação da Itália, ele disse que um dos motivos que fez a Itália perder o jogo pro Brasil foi que eles ficaram derretendo, como diz o PVC, aqui na costa leste. E o Brasil hoje enfrenta o calor de uma das cidades, de uma das 5 cidades mais quentes do mundo. É isso que tá acontecendo aqui em Nova Jersey, no treino da seleção brasileira.
Muito bem, mas esse negócio de aquecimento aí é tudo mentira, isso aí é cascata, não tem nada a ver. Arnaldo Ribeiro, bom dia.
Bom dia, Tironi, bom dia, companheiros. Bom, ontem a gente discutiu muito a questão da parada para hidratação nesse calor insano, e hoje vamos discutir muito o VAR e a tecnologia, sobretudo o que aconteceu em Portugal e Croácia. O fato é que a gente está vivendo um novo momento do nosso sagrado esporte. Tem gente que gosta mais, tem gente que gosta menos, mas é diferente.
Mauro César Pereira, bom dia.
Bom dia. Bem, os dois participantes do jogo da vergonha, dois, a missão, estão fora da Copa. Argélia e Áustria foram eliminadas, já vão tarde.
É, meu, foi exato, caíram ontem. Argélia caiu para Suíça. Daqui a pouco, Casa Grande estará entre nós. Temos uma enquete e Eu sinto que eu estou com uma certa síndrome de Estocolmo, porque o Trajano não está nos últimos dias para detonar a enquete.
Está inseguro.
Então eu quero abrir para vocês, quem quiser se manifestar contra a enquete, fique à vontade, embora ela seja excelente. Quem, abre aspas, "entrou", fecha aspas, na Copa de vez e vai incomodar? A Espanha, que eliminou a Áustria. Portugal, que eliminou a Croácia num jogo dramático. Os dois estão dentro, claro que os dois tecnicamente estão dentro, mas podem incomodar, aliás, vão se enfrentar, né? Ou nenhum dos dois, na verdade ninguém assusta, tá tudo bem e tudo mais. Alguém quer levantar a mão e cornetar a enquete, por favor?
Oh, eu não tô brincando não.
Ninguém? Sério? Só elogios?
Não é possível. Eu gostei, eu gostei.
Eu não gosto muito desse negócio de entre aspas. Ele acha que eu uso uma coisa que eu não uso, não gosto.
Aí, ó, certo, com síndrome de Estocolmo. Pessoal no chat, por favor, detonem a enquete aqui que eu tô com saudade. E o Andrés e Bete falou que eu fui irônico perguntando se eu fui irônico sobre aquecimento global. Evidentemente que eu fui irônico. Quem não tá sentindo esse negócio tá maluco. Evidentemente eu fui irônico. Claro que tá tendo aquecimento global, mas enfim. Bom, ninguém vai detonar a enquete, eu vou ficar mais solto aqui.
É o tema do dia hoje.
Essa é a ideia. Então tá, então vocês votem na vocês na enquete, esculhambem aqui no chat se vocês quiserem, alguém liga para o Trajano para ele participar, sei lá, faça alguma coisa. E Danilo, vamos ao Casagão. Casagão chegou, agora sim. Bom dia, Casão, seu destaque inicial.
Bom dia a todos.
Meu destaque inicial é o seguinte: é uma Copa que os grandes astros estão desequilibrando, mas ao mesmo tempo grandes gênios estão se despedindo de Copas do Mundo, né?
Então ontem foi Luka Modrić. Então aos poucos, quando terminar a Copa, terão vários jogadores geniais das últimas décadas que não jogarão mais a próxima.
Confesso que a classificação de Portugal foi emocionante, teve o Cristiano Ronaldo lá, mas me doeu um pouco ver o Modrić ser eliminado ali no último, na última fiada, daquela forma. É um cara muito bom, enfim. Bom, vamos fazer o seguinte, vamos para um breve, um ligeiro intervalo na TV, mas Danilo, por favor, a meta de likes? A gente tem batido todos os dias, hein, você sabe.
Pois é, mas vamos manter o padrão, sem soberba, 10 mil likes.
10 mil likes, ok, não vai ser fácil, ontem a gente teve que remar um pouco, então a meta é de 10 mil likes, venham, estamos aí próximo da audiência brutal já, vamos para um breve intervalo na TV, e vocês fiquem aqui conversando comigo no chat do YouTube. Já voltamos. É, o Rogério fala: será que hackearam o chip da bola no jogo de ontem? Quase fiquei com pena dos croatas. A bola bateu no cabelo, né, o chip pegou ali e tal, impedimento capilar, né, vamos dizer assim.
Pois é, acho que essa é a grande polêmica do dia. Parece um eletrocardiograma ali para sensor, o chip na bola, para constatar o desvio do jogador da Croácia no lance, iniciando uma segunda jogada. Bom, para lá de polêmico, né? Em tese, um lance objetivo. Em tese. Mas acho que vale a discussão sobre a tecnologia no futebol.
No final, ele admitiu, né, que tocou no cabelo dele.
É uma coisa muito importante.
A discussão que a gente vai ter aqui é se o cabelo interferiu numa trajetória da bola para cair no pé do outra, que enfim. Luiz Santos: Portugal e Croácia foi insano, diz. Fala, PVC.
Não, é só uma coisa, Danilo tava vendo comigo, tem o barman aqui do bar do hotel, do restaurante do hotel onde a gente tá, chamado Jimmy. E ontem, pela primeira vez na Copa do Mundo, ele sorriu. Aí a gente começou a falar com ele, ele falou assim: não, esse esporte é legal, mas assim, os cara põe a mão na cabeça toda hora. Aí a gente explicou, ele chegou pra gente, falou assim, Fernando Calaço tava aqui, Aí ele chegou para o Calas e falou assim: 'Por que só um cara pode usar as mãos?' 'Só pode usar as mãos.' 'Peraí, vou chegar no...
Deixa eu molhar o bico.' Aí a gente explicou para ele: 'Por que só um cara tem um negócio no braço? É o capitão.' Quando a gente foi explicar para ele o impedimento, aí não, aí não. É que se tocou no cabelo dele, ele tá impedido. Se não tocou, ele não tá.
Cara, é isso.
Mas assim, vocês devem estar aí convivendo com muita gente que não conhece de fato as regras do esporte, não está acostumado a isso. Mas tem barman aqui na Vila Madalena e público que não entendeu nada. O brasileiro também não tá entendendo mais o jogo. Esse jogo é um jogo diferente, não é? É um esporte que está ficando diferente, né? Então no bar ontem, no bar brasileiro ontem, ninguém tinha entendido porcaria nenhuma do que tinha acontecido.
Ninguém tinha entendido. E acho que é interessante a gente discutir isso. O brasileiro, torcendo para Croácia, torcendo para Portugal, não tinha entendido patavinas do que tinha acontecido.
Eu vou voltar em 30 segundos, mas só dar um pitaco. Eu estava vendo sem som também, num bar também, e sem soberba nenhuma, eu entendi claramente na hora. Falei: "Bateu no cara, tá tudo bem, foi isso que aconteceu." A impressão geral nossa é que já tinha tocado sem a, sem a, estamos voltando, atenção, estamos de volta na TV. O debate ficou acalorado aqui sobre a questão do impedimento, que vai ser assunto aqui, fiquem tranquilos.
Impedimento que tirou o segundo gol da Croácia, que levaria o jogo para prorrogação. Um dos gols anulados por impedimento Uns foram por impedimento, exatamente, mas outros foram meio claros, né?
Claros? Não, claros com semiautomático, mas claro, por um, por uma fagulha, né?
Claro, mais objetivos, mais, né? A questão da regra.
O Arnaldo tá dizendo que essa jogada de ontem do gol da Croácia é o novo futebol. Eu acho que essa jogada aconteceria de qualquer maneira. A questão é se bateu na cabeça do jogador da Croácia ou não.
Bateu.
Aí você vai ficar na dúvida. A dúvida é: bateu mesmo na cabeça dele?
Isso é impedimento.
50.
É a mesma dúvida, não tem, né? Porque o chip comprovou que bateu no cabelo e tal.
Mas a dúvida, se quando você vê o cara impedido, você fala, tá impedido, aí você fala, ah, mas se não tocou na cabeça do atacante, ele não tá impedido. Mas isso não é da mudança da regra, isso é uma regra que existia.
Não, é a introdução de uma tecnologia avançada e tudo mais. Ó, a outra é a questão do semiautomático, que aí também é aquilo, também é difícil de entender o corpo, o pé, o braço e tal e tudo mais, a ponto de as pessoas agora não comemorarem o gol nem no bar, no estádio e nem no bar. Então vai lá, Cristiano Ronaldo, cara a cara, dominou, opa, espera um pouco, vou esperar um pouquinho. Então tem acontecido, a regra do impedimento me parece que ela precisa ter uma adaptação, porque esse negócio do nariz da fagulha, da franja na frente, de fato não faz muito sentido pelo que está acontecendo, né?
Está tão próximo a linha, né, agora que acho que é o Wenger, né, que tem sugerido. Está um pouco demais. E ontem o jogo é um jogo coalhado dessas situações, né? Não é um jogo que teve um lance, teve vários lances decididos pela tecnologia.
Eu acho que o Wenger quer o impedimento só se o corpo inteiro estiver à frente, o que como princípio é verdade, mas você não vai acabar com a polêmica porque o meu calcanhar, o meu cotovelo, o meu ombro tá na mesma linha ou não tá na mesma linha dessa cadeira? Eu tô o corpo inteiro na frente da cadeira ou eu não tô porque tá um pedaço da minha, da minha, do meu bumbum na linha da cadeira?
Mas isso deixa Isso deixa a regra mais perto da intenção da regra, que é ter vantagem.
Ou ter vantagem de noção.
Se tem 1 milímetro de corpo e tal, mas ao menos já tá claro que você tem uma vantagem. Não quando o cara tá 1 centímetro com o cadarço da chuteira na frente. Eu acho que já muda.
Mas não foi cortada.
Mas vamos falar sobre esse tema, turma. Mas vamos só colocar os resultados que aconteceram ontem e os jogos que aconteceram hoje na Copa do Mundo. Tivemos Espanha 3, Áustria 0, como ressaltou bem o Mauro. Áustria que fez o joguinho meio "lesco-lesco" ali com a Argélia, caiu fora bem caído, nem incomodou o goleiro da Espanha, nem pegou na bola praticamente. E Portugal 2, Croácia 1, um jogo insano, dramático. E depois, no fim do dia, a Suíça, num ato milagroso, conseguiu fazer 2 gols em um jogo. 2 Suíça, Argélia 0.
Argélia também é outra componente. Tchau, como disse o Mauro. Hoje tem o excelente Egito e Austrália, imperdível, né? Um grande jogo. Argentina e Cabo Verde do Vozinha. E Colômbia e Gana, esse jogão bem legal, esse jogo Colômbia e Gana, fechando a rodada de hoje da Copa do Mundo. Vamos voltar à enquete. Eu sei que ninguém reclamou, tal, ninguém detonou, mas vamos lá. "Quem entrou na Copa de vez vai incomodar: Espanha, Portugal, os dois ou nenhum dos dois?" Vocês podem votar aí.
Aqui, como todo mundo adorou a enquete, não vou nem me estender muito. Mas vocês estavam falando sobre a questão da arbitragem, então vou colocar você para falar, ô Mauro. Impedido, não impedido, cabelo, não cabelo?
O que eu fico pensando é o seguinte: o equipamento não pode apresentar um defeito? Assim... Tecnologia pode falhar? Não, a gente está entregando, de fato, é disso que eu falo do futebol, né? Confiança total e absoluta no equipamento que talvez possa falhar como qualquer equipamento pode não funcionar adequadamente. E quando é por um detalhe tão pequeno, de fato, acho que torna quase que imperativo que exista uma reflexão sobre isso, sobre o que está virando o futebol.
Não só para a pessoa que não conhece a regra e que fica perguntando: "Que diabo é isso aí? Não estou entendendo nada, por que é assim?" Mas para a gente que vive o futebol a vida inteira, porque realmente é Complexo, né? Não dá para analisar, acho eu, assim com extrema frieza. "É isso, acabou, ponto final." Porque é um detalhe, cara, sabe? "Não, mas o chip e tal..." E se não funcionar? Você não vai saber, né? Então você entrega total confiança num equipamento que...
E se ele não funcionar? A gente não vai saber, vai ficar aqui perguntando. Tocou, não tocou? Resvalou no cabelo? Foi, não foi? O que alterou? Mudou a trajetória da bola? Impulsionou a bola com uma força maior na direção do atleta que recebeu o passe e depois fez assistência, mudou a direção para permitir que ele dominasse a bola ou não houve nada? Alguém acha que mudou a direção da bola? Digamos, resvalou no fio de cabelo, mudou alguma coisa na jogada, alterou?
Sim ou não? Acho que não, aparentemente não. É diferente quando a bola toca e ela muda de direção ou ela é impulsionada com mais força e aí por isso chegou Por exemplo, o cara toca de cabeça, impede que o zagueiro que está atrás dele intercepte o cruzamento, e aí ela chega ao colega de time que dá sequência à jogada e surge o gol. Nesse caso, não pareceu que não mudou nada. Se tocou, foi, resvalou no cabelo. O cabelo não oferece resistência à bola, né?
É diferente de tocar na cabeça, correto? Tocar no cabelo não vai oferecer, nem o cabelo do Valderrama talvez ofereça resistência a uma bola com violência. Ela passa e acabou, ela resvala. É, isso, isso. Mas aí é porque era a questão da cabeçada, né? Ele amortecia naquele vídeo dele, ele desenvolve essa tese. Mas enfim, é de fato muito complicado. Eu fiquei bem incomodado porque eu queria mais 30 minutos do jogo e não teve.
É isso, exatamente.
Acho que muita gente está com a mesma sensação, né? Esse jogo está tão bom, tomara que tenha mais.
Um pouquinho mais de movimento.
Porque assim, quando teve o Canadá lá e... Canadá e quem mesmo que foi? No primeiro jogo, na África do Sul, no final eu comemorei o gol porque acabou aquilo, né? Chega, né? Já deu.
Vamos terminar.
É um dos jogos ruins da Copa do Mundo de ontem. É, mas ontem não, ontem acho que todo mundo queria mais 30 minutinhos daquele duelo e não teve. Esse foi o aspecto negativo que acho que irritou bastante.
Seu pitaco, Danilo.
Então, eu entendo que realmente a tecnologia pode falhar, mas isso aí é um meio que nosso dia a dia, né? Qualquer tecnologia pode falhar em todo lugar e o árbitro também pode falhar. Então a gente precisa escolher alguém para alguma coisa, para acreditar alguma coisa, para poder botar fé. Não estou dizendo que não vai falhar, pode ser que seja mesmo. E é muito diferente porque a gente está vendo uma maneira de apontar que estava impedimento de uma maneira diferente.
Ele tem um sensor, um ecocardiograma na tela que mostra que a bola desviou. Então realmente causa impacto. Óbvio que causa impacto, é óbvio que vai gerar discussão e a gente está aqui, começo do nosso programa, falando sobre isso. Mas a partir do momento que a gente tem uma regra, ela tem que tentar ser o mais objetivo possível. Nunca vai ser 100% objetivo, a ponto de o ecocardiograma mostrou que a bola tocou na cabeça do cara e ainda assim o juiz foi chamado para tela do VAR. Porque se fosse tão objetivo assim, ele nem precisaria ter ido lá.
Perfeito.
No ponto dele, olha, bateu, impedimento, acabou. Não, ó, vem lá, vai lá olhar. Isso gera ainda mais discussão, né? Ainda gera um debate ainda maior. Então a gente precisa em algum momento falar: "Pô, vamos acreditar nisso, não vamos?" A mesma coisa do semiautomático, porque a tentativa é de transformar a regra mais objetiva possível. Óbvio, como o Arnaldo e o Mauro disseram, concordo 100%, que muda a experiência de quem tá assistindo, muda a experiência de quem tá no estádio, de quem tá na TV, de quem não conhece e de quem conhece a regra.
É óbvio que muda, mas é o jeito mais prático possível de fazer a regra valer. Não tem como a gente olhar ali e falar: putz, pegou, mas pegou um pouquinho, pegou, mas pegou muito, ah, não alterou. Pegou, a regra é essa e acabou. Agora, o que o Arnaldo falou, eu também concordo muito, precisa urgentemente mudar a regra do impedimento, porque não dá mais para você anular um gol por uma unha. E nem é o caso do jogo de ontem. O caso do jogo de ontem é um desvio muito difícil de ser percebido e que no final o croata até admitiu que bateu.
Mas em outros casos, quando você anula um gol por conta de uma chuteira um pouco maior, a regra não está sendo cumprida no seu espírito porque o cara que está ali não está tirando vantagem daquela posição. Então é complexo, mas para mim a gente precisa se aproximar o máximo possível da praticidade nesse caso.
O casal, o Mr. Cricosil, ele fala assim: Tironi, imagina essa regra na época que o Cazão jogava com aquele cabelão. Eu não tô ouvindo o Cazão.
Não é tão longe. Antes do VAR, vamos lá, a regra é que mudou, as confusões maiores tá sendo agora com o VAR, mas antes do VAR, que não faz muito tempo, acontecia gol impedido, os caras anulavam um gol legítimo. E a discussão era essa, discussão de VAR. Pô, você viu? Não foi, viu? Foi aquela confusão toda. Com a tecnologia, eu acho que a regra tem que mudar. Eu sempre achei que a regra tem que mudar, porque você tem que trabalhar na direção do gol, na direção da validade do gol, não procurar coisas para anular o gol.
Eu acho que o VAR procura muita coisa para anular gol. Então, se você mudar a regra, vai meio corpo para frente, o VAR vai funcionar, eu acho que melhor do que ele tem, do que ele tá funcionando nesse momento, de uma unha para frente. Para o VAR, impedimento, ele vai mostrar lá, tá na frente uma unha, mas não tem vantagem nenhuma. Mas é uma unha, meio pé, sabe? É a cabeça do cara para frente, é o ombro do cara mais para dentro, mas na mesma direção da defesa, mas o ombro dele tá mais para dentro, tá impedido.
Então, essas coisas na realidade confundem, a regra confunde, né, as pessoas que estão assistindo. E cria esse tipo de polêmica, porque o futebol é o gol. Eu não tô falando para dar gol que não vale, gol que foi falta, gol que o cara pegou com a mão. Não é isso. Eu tô falando que se você colocar meio corpo, se você mudar a regra e colocar meio corpo para ser impedido, para ser impedimento, o VAR vai criar menos problemas. Porque ele vai, quando ele olhar uma unha para frente, ele não vai chamar, ele não vai dar impedimento, vai ser gol, a jogada vai seguir.
Então quanto mais partes do corpo valer no jogo, valer na hora do impedimento, menos erros vão acontecer e mais gols vão sair. Claro, se o cara ontem, por exemplo, eu tava assistindo o jogo, quando eu vi a jogada, pô, gol da Croácia, mas na hora que eu vi de novo eu achei que foi, que tava impedido, eu achei, para mim foi claro que resvalou, eu Achei eu, na minha opinião, eu olhei e falei assim: puta, tocou no cara e o cara tá impedido.
Mas eu não sabia se era um cabelo, a nuca do cara, mas para mim pareceu até que foi mais toque ainda do que só o cabelo. Eu olhando, né, eu olhando. Então, por exemplo, se tem meio corpo para frente, aquela jogada continua. O cara tava, ele tava passando meio corpo.
Verdade, né, Tironi? Eu tô com a minha experiência que quando aconteceu o lance, eu tive a mesma sensação que o Casagrande. Passou pela primeira vez e no bar eu falei: "Tá impedido, vai anular." E aí quando anularam, vieram as pessoas falar comigo: "Como é que você percebeu o toque no cabelo do Chipe?" "Não, para mim a impressão é que teve um desvio claro." Depois, quando eu vi que foi anulado pelo chip, no "electrocardiograma", aí vira uma outra discussão.
Mas eu acho que é importante a gente estar dizendo, analisando e, como disse o Mauro, debatendo a tecnologia do futebol, porque o VAR não trouxe as soluções que ele vendeu lá atrás. Ele não trouxe o fim da polêmica, pelo contrário, ele incrementou. Ele não trouxe a objetividade, como disse o Danilo. Ele transformou o impedimento muitas vezes num lance interpretativo e não objetivo. Então a gente... ele não trouxe justiça ao futebol.
Então ele simplesmente mudou a forma do jogo acontecer. Então essa é a conclusão. Ontem, e aí acho que o Casagrande toca no ponto nevrálgico do VAR, que no Brasil é ainda mais aflitivo, o VAR muitas vezes caça gols e caça pênaltis. É o contrário, ele vai contra o gol e vai a favor do pênalti, como se fosse uma espécie de compensação. No Brasil é muito isso. E a gente viu ontem também, e também no polêmico jogo Bélgica Inglaterra e Senegal, essa situação, né?
E são coisas diferentes. O pênalti é um lance interpretativo, o impedimento era para ser um lance objetivo, não é para ter discussão, certo? Como Danilo falou, e o Danilo tocou no ponto interessante de ontem, sendo o lance objetivo o último do jogo, o árbitro não precisava ir ao monitor. Certo? Olha, tem aqui o sensor, raspou na cabeça do cara, impedimento. Aqui, ó, o árbitro não precisa ir.
Ninguém no campo deu gol.
Hã?
Ninguém no campo não deu gol, todo mundo deu gol, certo?
Então...
Os caras ficaram comemorando lá.
Aí o VAR falou: "O fulano deu impedimento aqui." O cara falou assim, ó, tal, tal... Ele não precisa ir lá analisar o lance.
É que no meu olhar, Para mim ficava muito claro. Falei: "Ah, tá impedido, vai anular." Sim, mas estou dizendo assim... Acho que não anular seria um erro, inclusive.
Então, tudo bem. Eu entendo o seu ponto de vista. Estou dizendo assim: o árbitro ir ao monitor significa que ele foi interpretar o lance. Era um lance de impedimento, o lance tinha que ser objetivo. O árbitro não precisaria ir interpretar nenhum lance de impedimento. Só que agora, com a tecnologia, ainda tem essa coisa do... Do se o jogador X ou Y interferiu na jogada que ocasionou o impedimento ou não. Então são detalhes novos, a espontaneidade ela vai se perdendo, de fato, não é só no estádio, no estádio é incrível essa sensação, e é curioso porque o gol da Croácia é aquele gol que todos os jogadores portugueses se desmancharam, ninguém reclamou e todos os jogadores da Croácia foram à euforia plena.
E aquilo durou alguns segundos, né? E é um outro tipo de jogo. E também dá para constatar uma situação nesta Copa especificamente: o VAR praticamente não apareceu na fase de grupos e a gente estava gostando disso. E agora no mata-mata ele tá muito presente, ele tá, ele tá mostrando as caras, né? E a gente saiu de um Bélgica e Senegal para Portugal e Croácia, em que teve de tudo. Teve gols anulados por milímetros, teve o último muito polêmico, teve pênalti discutível de agarra marcado, né?
Teve de tudo no jogo em termos de arbitragem. E acabou com a classificação de Portugal. A gente nem discutiu ainda o Cristiano Ronaldo, o Cristiano Ronaldo saindo do jogo e permitindo que Portugal fosse mais competitivo, Portugal tentando jogar todas as bolas para o Cristiano Ronaldo, a dificuldade, a resistência que a Croácia teve em todas as últimas Copas. A gente nem entrou no ponto esportivo até agora, porque Teve tanta coisa para discutir em relação à arbitragem que passou à frente da classificação portuguesa para enfrentar a Espanha.
Depois de vocês ficarem falando da arbitragem, vamos entrar sim no jogo agora, Mauro. A gente vai falar da Espanha daqui a pouco, que tem a ver com a nossa enquete também, porque estão comparando os dois. Mas vamos, já que a gente está falando de Portugal e do jogo de Portugal, vamos lá. Portugal, com todas as questões, foi um jogo duro contra um adversário que era muito difícil, né? E a Croácia se mostrou difícil. Que time resiliente.
Que poderia ter ganho inclusive, né, o jogo. Mas foi lá, Cristiano Ronaldo fez o gol de pênalti, saiu depois, saiu, pareceu meio contrariado, mas se conteve, e o Portugal passou.
Se conteve em umas, né? É, ele demonstrou claramente insatisfação por sair. Eu acho que ele é a questão da falta de autocrítica, né? Acho que é muito importante o jogador na reta final de carreira ele ter esse entendimento, né? Ele precisa entender "Eu não vou conseguir ter o mesmo desempenho durante 90 minutos." Até uma discussão: começa com ele ou entra durante o jogo, né? O que é melhor? No caso, começa com ele, ele sai. E quem entra vai lá e faz o gol.
Aí ele vai lá, abraça o cara e tudo. Enfim, aí mesmo fica aquela imagem final de solidariedade, companheirismo, mas ele fez uma careta aí de quem não estava nada satisfeito com o fato de ser substituído quando a substituição se mostrou absolutamente pertinente, né? Quem entrou fez o gol, o Gonçalo entrou, fez o gol e o time se classificou. E o cara tem marcas interessantes fazendo gols em Copa do Mundo sem ser titular boa parte do tempo, embora tenha jogado o Cristiano para o banco lá na Copa do Catar.
Essa questão do Cristiano é problemática, assim, porque de fato o time joga preocupado com ele, tentando acioná-lo.
Dá para perceber isso, né?
E, por exemplo, tem jogadas, aconteceu em jogos anteriores, aconteceu ontem de novo, aquela bola cruzada que Ele chega um segundo atrasado, eu fico sempre pensando: "Pô, algum tempo atrás ele chegaria nessa bola antes do zagueiro e ia meter dentro do gol". Mas ele chega dividindo com o zagueiro e a bola passa, atravessa a área ali e ele não consegue tocar, que é normal, é normal. Agora, ele não vai mudar, ele não vai mudar. Outro dia ele deu lá um piti porque na coletiva pós-jogo citaram o nome do Messi, o repórter nem terminou a pergunta, só quando ele falou: "Não, não respondo, tudo próximo e tal".
Então assim, isso vai continuar sendo desse jeito. Agora, é aquela coisa, se ele fizer o gol as pessoas vão dizer que ele foi decisivo, se ele não fizer vai ter a discussão. Mas a discussão, acho que ela faz sentido porque Portugal tem ótimos jogadores, ele é inegavelmente um dos grandes nomes da história do futebol, mas ele está com 41 anos e alguns meses, né? Lembrando, o Messi tem 39, ele tem 41 e alguns meses. Ele já está fazendo muito em chegar na forma física que está e tudo nessa idade jogando futebol e conseguindo até ser competitivo.
"Ele não é mais o intocável", foi o João Neves que falou, né, depois do primeiro jogo. "Ele não é mais o Cristiano, ele é mais um de nós". E de fato, ele hoje é um jogador entre outros, ele não é tão especial, embora possa ter momentos em que ele se destaque, ele faça algo, porque ele tem talento, ele tem experiência, mas hoje ele é uma solução, um problema, eu já não sei o que ele é dentro do campo. Porque de fato o time joga muito preocupado em servi-lo, né.
Em justificar a presença dele, é complexo isso aí, bem complexo. Mas, repito, o Del Piero ficou no banco na Copa do Mundo, quando a Itália foi campeã, e tá tudo bem. O Totti encerra a carreira na Roma, não joga como titular, também tinha 40 anos. E tem jogadores que entendem isso, outros não. O Diego Ribas era capitão no Flamengo e reserva em 2019, e era o capitão do time. Ele entrava e botava o braço dele e tava tudo bem, não teve problema.
O Felipe Melo terminou no Palmeiras a sua trajetória, Jogador como reserva, que eu me lembro também não teve problema com o Felipe Melo na reserva. Palmeiras foi campeão da Libertadores, ele foi lá para levantar a taça. Então existem jogadores que aceitam essa situação e outros que parece que não. E no caso do Cristiano, as reações dele são de quem não tolera muito certas situações. Portugal venceu, essa discussão não vai existir. Mas se Portugal fosse eliminado, acho que essa seria uma pauta mundial.
Sem dúvida.
Mundial. A reação dele, né? Foi de clara, na minha visão, foi de clara insatisfação, né?
Dá o contexto, né, da troca. O técnico da seleção portuguesa tinha feito uma alteração, uma parada com 4 alterações e colocado 2 centro-avantes, né, o Gonçalo com o Cristiano. Empata o jogo e aí a Croácia começa a dominar completamente o meio de campo, mais ou menos A decisão da troca foi mais ou menos a decisão do técnico da Bélgica tirando o De Bruyne. Eu posso ser eliminado, mas vou tirar, paciência, vou tirar meu principal jogador. E aí ele teve que recompor o meio de campo.
Talvez hoje não seja o principal jogador, né?
Talvez não seja mais o principal jogador, exato. Acho que essa é a semelhança. E aí para recompor o meio de campo ele tirou o Cristiano, só deixou um centroavante e foi ali que equilibrou o jogo, né? Porque a Croácia estava melhor. Mas é exato, a expressão dele. E era a última troca do tempo normal e ele mastiga. A única coisa que ele fez foi não dar bico na garrafinha d'água ou xilique, mas a insatisfação foi evidente. Depois ele vibra com os companheiros e tudo mais, etc. e tal, mas é uma questão delicada.
E Portugal, os outros principais os principais jogadores também não luziram nessa Copa. Nessa troca de 4 de uma vez, ele tirou o Vitinha e o Bruno Fernandes, né, que são 2 dos principais meio-campistas do mundo e que não estão jogando nada. E aí Portugal vai por uma— tem tanto jogador bom, Portugal, que ele vai para um sistema alternativo, colocou 2 pontas abertas, 2 centro-avantes, e conseguiu lá empatar o jogo depois virar na marra, na bola aérea, né?
O Danilo, é, conseguiu virar, tudo beleza, tal, mas assim, com tanto, é, eu consigo entender os focos tá no Cristiano Ronaldo, por ser o Cristiano Ronaldo, e também por, pelo fato de ser um time, como diz o Arnaldo, com tanto jogador bom, mas que parece que joga menos do que a gente acha que pode jogar, embora ontem fosse um jogo dificílimo contra a Croácia, que é muito boa. Mas essa é a minha sensação. Tem um monte de jogador bom, só que aí você é bom, precisa do Cristiano Ronaldo fazer o gol de pênalti e por aí vai.
A expectativa que a gente tinha em Portugal era que fosse um dos melhores times a ponto de brigar pela final, pelo título. Para mim, a expectativa que eu tinha de Portugal era isso, muito pelo meio de campo, também pelas laterais. São jogadores que a gente olha e fala: não, vai fazer esse time jogar no futebol de intensidade que a gente fala muito hoje. O Vitinha é uma máquina, enfim. Então a gente olhava e olhava e falava: esse time vai longe.
E o time sofreu contra o Congo na fase de grupos, sofreu ontem contra a Croácia, que ainda dá para entender, né? A Croácia é um time que também oferece resistência para todo mundo, fez um bom jogo com a Inglaterra também. Então a gente com certeza esperava mais. E acrescentando ao que disse o Arnaldo e o Mauro, disseram Arnaldo e Mauro, você repara que várias vezes que alguém chega na linha de fundo, nas laterais e cruza e o objetivo não era a bola no Cristiano Ronaldo, você vê ele dentro da área fazendo assim, tipo, pô, não é para mim.
E aí obviamente que isso condiciona você dentro de campo também, né? Não é tão fácil assim um jogador ali dentro olhar e falar, não, não vou passar para o Cristiano. Claro que os caras procuram o tempo inteiro. E anteriormente, sei lá, 4 anos, 4 anos não, porque na Copa passada também tiraram o Cristiano, mas houve um tempo em que fazia sentido você jogar totalmente a bola no Cristiano e torcer para que ele resolvesse o jogo. Ontem ele fez um gol que estava impedimento e tal, mas assim, ele fez pouco, ele acrescenta pouco ao time.
Esse debate existe aqui entre nós no posse de bola e existe também no posse de bola de Portugal, de Lisboa, do Porto. É um debate muito fervoroso, a ponto de ontem o debate ter ido até para um lado curioso, que era: ah, por que o Cristiano estava homenageando tanto o Diogo J. ontem, que faz um ano da morte dele, se ele não fez questão de ir no enterro dele? Que há uma polêmica gigantesca porque o Cristiano não quis ir no enterro do Diego Jota quando foi lá em Portugal.
Então assim, é um personagem que envolve essas discussões dentro de campo, envolve fora de campo, tem questão com mulher, com filho. É um personagem gigantesco, né, o maior jogador da história de Portugal, maior que Eusébio e tal. Então é uma discussão que lá em Portugal também alimenta muito debate, viu, amigos.
PVC, colocar na conversa aí, É também em cima disso, do Cristiano Ronaldo e do restante do time. Tem um monte de jogador bom, parará, parará, parará, a gente fica discutindo Cristiano Ronaldo. Acho que também por isso, porque no time de Portugal não surgiu outro cara. Vou fazer uma comparação: se discute pouco o Neymar, se ele deve jogar na seleção brasileira, porque o Vinícius Júnior vai lá e resolve a vida do Brasil, você entende?
Sim, mas eu acho que tem uma outra coisa. O Neymar chegou aqui machucado, Neymar chegou aqui com muita gente. Eu acho que depois da convocação, no dia da convocação, acho que tinha uns 50/50 para Neymar e contra Neymar. Eu não convocaria, mas depois da convocação me pareceu que tem uns 70/30 a favor da convocação. Só que o Neymar não tem condição física, ou não teve até aqui condição física, e o Cristiano Ronaldo trabalhou para voltar e estrear em Portugal.
Tem essa diferença. Ele também tem uma outra diferença que deu muito, deu uma crise muito forte em Portugal em 2022. E a saída do Fernando Santos não teve só a ver com isso, mas também teve. Ele ia sair, mas o fato dele ter barrado o Cristiano Ronaldo, levado o Cristiano Ronaldo para o banco antes do jogo contra a Coreia do Sul, foi o terceiro jogo, criou um mal-estar na Federação Portuguesa. Então muita gente olha para o Roberto Martínez e diz: o Roberto Martínez está a serviço da Federação Portuguesa, por isso que ele não tira o Cristiano Ronaldo do Ontem acabou tirando aos 40 do segundo tempo e Portugal ganhou o jogo.
Mas o Cristiano tá jogando muitas vezes sem estar resolvendo tanto problema. Ontem ia resolver. Ontem ele fez o primeiro gol, o impedimento milimétrico. Depois ele fez o gol de pênalti. Respira, respira, respira. Mateus seguro no meio do gol. Ele tava atento, embora tenha dito que tinha um pressentimento de que haveria o pênalti que ele converteria. Ele tava atento porque podia se despedir da Copa do Mundo perdendo o pênalti. Eu acho que ele tem um valor inegável.
Também parece que não tá no melhor momento para ser intocável, como intocável não foi Bruno Fernandes e nem o Vitinha. Portugal não tá bem, não tá jogando o que pode jogar, que se imaginava que fosse jogar. Mas Portugal ganhou da Espanha final da Liga das Nações nos pênaltis, mas ganhou. Aliás, aqui tem uma sequência de jogos possíveis, né? A Espanha não ganha de Portugal e a França não ganha da Espanha. A França, a Espanha tem 34 jogos de invencibilidade.
Desses 34 jogos, duas vitórias sobre a França nas semifinais da Eurocopa e da Liga das Nações. Então vai ficar bem, bem forte esse lado da chave.
Você acredita em Portugal?
Primeiro assim, sobre o Cristiano, existe principal nome e existe o principal jogador. O Cristiano não é mais as duas coisas. Ele é o principal nome, mas não é mais o principal jogador. O De Bruyne é o principal nome da Bélgica, não é mais o principal jogador. Então eu acho que para esses caras que foram as duas coisas por muitas décadas ou por muitos anos, é difícil deles entenderem que hoje eles só são o principal nome. Os principais jogadores são outros.
Então é difícil ouvir. Eu concordo com Mauro, eu vi, eu tava vendo o jogo na hora, eu falei, puta, Cristiano, Cristiano tá contrariado, tá contrariado, ele não queria sair, faltava 5 minutos, era 40 minutos, ele queria ficar, ele queria fazer o gol da vitória. Ele gosta de ser herói, ele gosta de ser o cara decisivo, só que ele não consegue mais ser com frequência como ele era antes. Então ele tem que, ele tem que entender que nessa Copa, ele, De Bruyne, vários outros, o próprio Neymar, né, que não tá jogando, eles são, eles hoje representam o seguinte: eles são o principal nome das seleções que eles jogam, mas não são mais os principais jogadores.
E eu ainda assim, é claro que Portugal passa, vai jogar com a, vai jogar com Espanha, Espanha e Portugal, duas seleções que antes da Copa estavam na lista de favoritos. Continuam na lista de favoritos porque a gente sabe o potencial que tem. Mas se a gente for olhar, se a gente for fazer uma análise só do que tá acontecendo na Copa, eles estão longe da França no rendimento, na personalidade do time, de jogadores decisivos. A França tem 4 em campo decisivos e mais 2 no banco que entram e decidem também.
Franco dela, 6 jogadores que nesse momento decidem jogos, que nesse momento desequilibram, nesse momento são os melhores, é o melhor ataque da Copa, que tem o Ulises, que para mim é o melhor jogador da Copa, é o líder de assistência, mas não é assistência comum, assistências que ele consegue, que ele encontra, né. Então eu não vejo nesse momento de futebol de Copa, a Portugal batendo de frente com a França. Ninguém é Espanha.
Você já ouviu falar do Missão Saber? É o não tão novo podcast do UOL que parte de livros. Vamos recomendar muitos livros para falar de vários assuntos. Já pensou ouvir a Daniela Lima falando de ansiedade?
Por conviver com o processo da ansiedade há tanto tempo, eu entrei numa espécie de vigília constante assim.
O PVC sobre Memória, o Facundo Guerra sobre China, Maria Prata sobre educação dos filhos, Sakamoto e os evangélicos.
Muita gente esperava que o número de evangélicos seria ainda maior.
Eu sou Murilo Garavello e apresento Missão Saber, o podcast para quem é curioso e gosta de aprender.
Tudo na vida a gente acha um equilíbrio ali, consegue viver e ao mesmo tempo entender as problemáticas e ao mesmo tempo se amar.
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Então, é bom ponto. Eu, pela rodada de ontem, pela sequência, pela consistência coletiva, você ver mais perspectivas na Espanha do que em Portugal, embora Portugal para mim tenha melhores jogadores. Simplesmente Portugal tem titulares fundamentais em todas as principais equipes europeias. E eu tava recuperando, o PVC lembrou da final da Liga das Nações que faz um ano mais ou menos, né, a vitória de Portugal nos pênaltis contra a Espanha. 2x2, Portugal ganhou nos pênaltis.
E eu lembrei também que Cristiano Ronaldo fez gol e teve que ser substituído. A substituição dele também deve ser o fato de a prorrogação estar ali, né, se avizinhando, e ele não ter condição de jogar a prorrogação toda. Então, na Liga das Nações, ele assiste Portugal vencer a Espanha nos pênaltis sem estar em campo, sem estar contribuindo. E é curioso que vários momentos marcantes da seleção portuguesa o Cristiano Ronaldo esteve no banco, saiu, foi substituído.
Como na final da Eurocopa, aí naquela de 2018, né, que o Casagrande falou, aí ele era o melhor jogador lá atrás e o maior nome. E ele se machuca no início. E aí tem uma espécie de humanização do Cristiano Ronaldo. Ele começa machucado a torcer e incentivar seus companheiros, que vencem a França lá na França, na final da Eurocopa, no primeiro grande título da seleção portuguesa na história. E ele incentivando os caras para bater pênalti: "Você bate ali." "Não, você vai ter que bater." Você não sei o que lá, como um um grande homem de equipe.
E se ele não tiver, para mim, esse clique nele e nos companheiros, dele ser literalmente mais um— isso é complexo, né, mais um— mas ele ser apenas um e não o centro das atenções, Portugal não vai passar da Espanha. Eu acho que o desafio de Portugal é adquirir um sentido coletivo uma constelação de bons jogadores. Ontem teve o primeiro lance agudo do jogo, o Nuno Mendes, lateral, que é um espetáculo, entra rasgando a defesa da Croácia, podia finalizar o gol na frente dele e tinha ainda um jogador no segundo pau, acho que era o Pedro Neto.
Ele vai e tenta dar o passe para o Cristiano só colocar para dentro. Cara, era assim, era a principal chance de Portugal no jogo, ele vai, ele em vez de bater cara a cara, ele prefere dar o passe para ver se o Cristiano, aí não tem jeito. Contra uma seleção que é muito coletiva, com a Espanha, que oferece poucas oportunidades de gol para o adversário, eu acho que, eu espero para ter um grande jogo e para ter perspectiva, que a seleção portuguesa pense mais no coletivo do que na despedida do Cristiano final do Encopa, senão vai ficar pelo caminho, não tem dúvida disso.
Ô Mauro, e a Espanha? 3 a 0, jogará mais fácil, mas ficou facílimo, né? Porque foi um jogo completamente dominante da Espanha.
Olha, rapidamente, sobre Portugal, eu acho que o Roberto Martins deveria não escalar o Cristiano de saída, fazer o inverso, não escala de saída. Qual é a melhor formação? Se ele coloca outro atacante, se ele coloca mais um cara no meio-campo, aí ele vai definir qual a estratégia dele, é outra história, mas... Bernardo Silva não virou reserva? Exato, exato. Ele não foi reserva no Copa passado para o Xangai? Ah, ele não vai gostar?
Gente, os interesses dele não podem ficar acima dos interesses do time, da seleção, do país. Enfim, para esse jogo especificamente, acho que ele deveria pensar muito nisso. Por tudo que o Arnaldo falou e tudo que a gente falou aqui, o Casagrande falou também, enfim. Agora, a Espanha, eu acho interessante observar o seguinte: a Argentina jogou com a Áustria, tudo bem, fase de grupos, mata-mata é diferente, mas como foi o jogo? O Messi faz 1x0 e fica lá, 1x0, 1x0, aí a Áustria flerta com o empate, a Argentina passa por momentos ali que poderia tomar um empate, aí o Messi faz 2x0, acabou o jogo.
Dessa vez a Áustria nem viu a bola, não teve nem... não fez nada, não houve nada, nada. A Espanha foi lá e disse o seguinte: "Cheguei, demorei, mas cheguei". Teve lá a vitória sobre o Saudita de goleada, ali foi meio café com leite, né? Agora não, mata-mata, um jogo de imposição ao estilo da Espanha, com muito mais objetividade do que em jogos anteriores, que o time ficou ali trocando passes e não machucava o adversário. Ontem não, finalizou mais, criou situações, com o Corelo jogando para caramba também, né?
Foi um jogo de uma imposição assim, e com a identidade de jogo dos espanhóis, né? O estilo de jogo dos caras, da maneira deles, vencendo assim, sim, Aquele jogo que está 0x0, você está vendo o jogo assim: "Pô, esse gol vai sair a qualquer hora." Lógico, o cara está torcendo, fica ansioso: "Pô, não sai o gol." Mas você vendo o jogo assim, friamente, você fala: "Cara, o gol é uma questão de tempo, não tem como." Porque nem a França contra a Suécia, o gol sai no último lance, é óbvio que o gol ia sair, não tem como não sair o gol ali.
Foi um jogo de muita imposição e acho que assim, a Espanha mostrou agora que ela, quando começa a matemática, Entramos na fase mais importante da Copa, ela disse presente e tudo indica vai brigar e vai evoluindo. Ela teve problemas de lesão, jogadores machucados, o próprio Jamal começou a Copa sem estar nas melhores condições, mas agora a coisa muda e até lança um goleador não improvável, mas assim, pensando na competição dos nomes dos caras que brigam pela artilharia, ela lança um concorrente improvável a brigar por artilharia. 4 gols, o Yazabal, né?
Tem tese brigando ali também para ser um dos artilheiros da Copa, já tá no bolo, né? Então isso acho que é muito bom isso para Copa do Mundo, né? Porque vai ser muito legal. Ah, o Vozinha, Cabo Verde, todas as histórias são muito legais, mas porra, cara, a gente quer ver os times bons jogando, jogando bem, né? Eu sou dessa, eu sou dessa. Nem isso, nem isso que faz. Assim, as pessoas que ficam pensando ao contrário, todas elas adoraram Argentina e França na final da outra Copa.
É isso.
Você queria o quê? Um time fechado um jogando nada, o outro atacando. Não, grande jogo, mudando de cara durante os 90 minutos. Eu acho que a Espanha bem, eu acho que é bom, é bom para Copa do Mundo que a Espanha esteja bem.
Eu sou desse também, para mim time bom tem que continuar. Agora, PVC, essa metáfora eu gostei: a Espanha demorou, mas abre aspas, chegou. Ontem foi aquele cartão de visitas, ou sei lá, ou cheguei de vez.
Eu respeito muito o futebol da Espanha porque a Espanha tem um jeito de jogar, ela tem um rosto, ela tem uma— às vezes pode ser alguém achar chato, mas ela sabe o que faz, trabalha a bola, circula a bola e tem um jogador decisivo. Eu não acho que Portugal tem mais jogadores do que a Espanha porque a Espanha tem lá o Minamal, que ontem foi eleito o melhor em campo sem ser o melhor em campo. Praxe na Copa do Mundo, né? O Casemiro foi eleito melhor em campo em Brasil e Japão e não foi melhor em campo.
Melhor em campo do Brasil foi Bruno Guimarães, E o melhor em campo do jogo talvez tenha sido o Zion Susu. Mas o Lamini Amau decide mais jogo hoje que qualquer, até que o Bruno Fernandes, que não tá decidindo. Lamini Amau pode decidir um jogo num repente. Ontem, embora a Espanha tenha como cereja do seu bolo o Lamini Amau, os 3 gols nasceram do lado esquerdo, né? 2 passes do Cucurelha e um do Alex Baena, que acertou o meio-campo da Espanha.
Só que a Espanha entrou, entre aspas, na Copa Tem um detalhe, a gente passou a considerar a Espanha, diferentemente do que acontecia até 2006, a gente passou a considerar a Espanha sempre candidata, sempre time grande, porque é, porque ganhou duas Eurocopas, três Eurocopas e uma Copa do Mundo nos últimos 20 anos. Só que a Espanha, depois de ganhar a Copa, não passou das oitavas, né? E agora ela chegou às oitavas. Então ela ainda não chegou onde ela tem que chegar.
Ela tem que chegar nas quartas, ela tem que chegar na semi, ela tem que chegar na final. Eu acho que ela pode chegar na final. Se tiver um Espanha e França, vai ser um jogo grande, porque a Espanha tem um estilo que tem sido suficiente para bater a França nesses confrontos recentes. Claro que o passado não joga.
O último foi 5 a 4 para Espanha contra França na semifinal da Liga das Nações. Nada mal, né?
O Danilo, nesse aspecto, a gente tá falando sobre o Cristiano Ronaldo, como o time de Portugal tenta jogar para o Cristiano Ronaldo e tal. A Espanha, embora tenha uma figura como La Mini Amal, não é assim. É um time que todo mundo pega na bola o tempo todo e tal.
E aí? É, não joga tentando acionar apenas um atleta, né? A gente, na última vez que a gente discutiu a Espanha, até falei que era um time um pouco entediante. Porque como o PVC disse, tem um estilo de jogo que cada um vai gostar ou não. Eu acho um pouco, toca muita bola e não tem tanta objetividade como teve ontem. Ontem foi diferente. Aburrido, sim. Ontem teve essa objetividade, ontem foi e quis fazer, embora a Áustria seja um adversário frágil.
E a gente viu uma objetividade e jogadores que têm qualidade. A minha dúvida ainda é uma questão de experiência num jogo duro como vai ser para esses jogadores da Espanha, para eles levarem essa pressão, para eles conduzirem esse tipo de jogo. E como disse o PVC, essa é uma discussão que a gente estava tendo outro dia aqui. A gente coloca a Espanha sempre como uma candidata, como um dos melhores times da Copa, mas faz um bom tempo que a Espanha não olha e faz um grande jogo de Copa do Mundo.
Teve a Eurocopa, como disse o Arnaldo, a Liga das Nações, no caso, né, contra a França. Mas um grande jogo de Copa do Mundo que a gente olha. E eu fiquei olhando com o PVC, o PVC falou: putz, acho que foi Espanha e Alemanha. Falei: pois é, mas foi empate, né? Então assim, faz um bom tempo que a Espanha não faz um jogo de Copa do Mundo que a gente fala: caramba, os caras são realmente favoritos, como a gente vê a França fazendo Copa atrás de Copa, né?
Então eu tô aguardando. Foi um bom cartão de visitas, mas vamos ver agora contra Portugal, que vai ser um adversário que vai trazer muito mais resistência em termos técnicos, em termos táticos, obviamente, e também no mental. Eu tô curioso para saber como vai ser a Espanha reagindo a um time que é muito mais rodado numa Copa do Mundo.
Você, Cazão, gostou da Espanha? Eu gostei bastante, confesso.
Jogou bem, fez uma partida, não teve resistência, não teve contra-resistência, né? A Áustria não deu contra-resistência nenhuma. A França Concordo com a imposição, concordo com o toque de bola, concordo que ela envolveu. A Austrália não teve contra-resistência. Como será o jogo da França sendo agredida, da Espanha sendo agredida? Como será que a Espanha vai se virar contra uma seleção que agride muito, como a França, por exemplo, que é muito agressiva, que vai para cima, que procura o gol, que tem 4 caras que se movimentam para tudo quanto é lado?
Ontem a França, a Espanha tava precisando um jogo jogo melhor do que ela fez. Ela veio de uma fase de grupos péssima, gente, com um grupo fácil, né? Ela não foi brilhante no grupo dela, muito pelo contrário. E agora ela fez um jogo contra a Áustria, que a Áustria, sabe, a Áustria tá, tava lá 16 avos porque tem 48 seleções, gente, né? A gente, que nem o Mauro falou, eu também gosto que passe as melhores seleções. Eu também gosto de grandes jogos, mas para isso não precisava— com 48 demora um pouco para acontecer, às vezes não acontece porque sempre tem uma zebra, que daí a outra, a equipe mais fraca passa se retrancando e depois é eliminada na outra fase.
Enfim, isso é uma outra discussão, mas eu gosto também de grandes jogos. Só que eu não vejo o futebol da Espanha, esse futebol que a Espanha jogou ontem contra a Áustria, sem contra-resistência, contra a França. A França teve contra-resistência no jogo contra Senegal. Ela não teve contra Noruega porque jogou todo mundo, o time todo reserva, mas contra Senegal ela teve contra-resistência. Ela jogou com um time que deu trabalho para todo mundo, né, trabalho, e foi eliminada assim, sabe, uma coisa absurda.
Então, para Espanha ainda, eu acho Eu concordo com o PVC e com o Danilo. Desde 2010, nada mais aconteceu em Copa do Mundo com a Espanha. É a mesma coisa da Alemanha. Alemanha não aconteceu mais nada desde 2014, mas sempre que tem Copa e a Alemanha classifica, ó, Alemanha. A Itália faz 3 Copas que ela não vem para cá, não participa. Na próxima, se ela classificar, a Itália entra no grupo de novo daquelas, ó, Itália chegou, a Itália não sei o quê, a Itália tem peso, porque tem uma história. E a Espanha A Espanha, a história dela em Copas do Mundo de verdade é 2010.
Interessante.
Porque depois nada aconteceu. Interessante. E diferentemente da Espanha, que ela pode ir para a terceira final consecutiva, né? Foi campeã em 2018, fez aquele jogaço absurdo contra a Argentina, que ela podia ter sido campeã. Foi a Argentina, mas ela poderia ter sido campeã. Foi nos pênaltis e tudo mais. Perdeu o gol no último minuto da prorrogação. Enfim, a França A França é uma realidade no futebol mundial há muito tempo, uma realidade assim, o time a ser batido de 10 anos para cá, provavelmente, vai de 10 anos para cá, é a França.
Os outros têm grandes equipes, Portugal uma grande equipe, Espanha uma grande equipe, Brasil sempre respeitado, mas tá crescendo na Copa. Você tem uma surpresa, Noruega pode surpreender, tem a Inglaterra, tem o Kane faz gols, mas todas essas seleções estão correndo atrás de melhorar para possivelmente cruzar com a França e poder ganhar, porque a França já tá pronta para isso. Isso eu não tô dizendo que a França vai ser campeã, ela pode ser eliminada na próxima fase, porque acontece, futebol acontece isso.
Mas todas as outras seleções estão olhando a França jogar e começaram a acelerar uma evolução técnica, tática e de agressividade Porque senão não vai competir, senão não vai dar para competir. A Espanha, o futebol que a Espanha jogou ontem contra a Áustria é suficiente para ganhar da França, do futebol que ela apresentou até agora? Então vamos fazer esse exercício. A Espanha chegou mesmo na Copa com aquele futebol? Se ela jogar igual ela jogou com a Áustria e a França jogar igual ela jogou contra Senegal, contra a Suécia vai ser, vai ser competitivo o suficiente para ganhar o título? Eu acho que não.
Tem que melhorar. Só, eu só, eu não sou, eu não vou passar aqui de burro porque todo mundo tá vendo que a França é melhor time. Eu também tô vendo, a França é melhor time, a França é a maior qualidade do campeonato, a França tem os melhores jogadores. Ninguém tá discutindo isso, tô discutindo só o seguinte: a França teve mais contra-resistência contra a Suécia do que a Espanha contra a Áustria?
Parecido, eu acho.
Então assim, veja, todo mundo sabe, estamos todos de acordo que a França é a maior candidata ao título.
Mas a chave da França foi muito mais difícil que a chave da Espanha na fase de grupo, muito mais.
Mas o Senegal, que fez um jogo difícil contra a França no primeiro tempo, não ganhou de ninguém na Copa, só do Iraque.
Mas assim, vamos lá, né, a gente viu como é que foi contra a Bélgica. Colocou a Bélgica no bolso e esfarelou por alguns fatores. A França foi muito mais... Mas sabe qual é o ponto, PVC? Acho que o Casagrande colocou um ponto que a gente fica meio hesitante. A grande seleção europeia de futebol de Copa do Mundo é a França. Não é a Alemanha, não é a Itália, não é a Espanha, não é Portugal, não é a Inglaterra, é a França. A França é a grande seleção europeia de futebol da nossa geração.
De 2018 para cá. Porque ela foi eliminada na fase de grupos duas vezes, de 98, quando virou campeã do mundo, para cá.
Mas a gente sabe como, né? Com tantos conflitos internos. Não é a Holanda que você tenta. A França é a seleção europeia mais forte desde 98, desde que ganhou a primeira. Quando eles quebraram, quando eles entraram nesse hall seleto, eles não saíram mais. Teve gente que quebrou. Não, saiu um pouco, mas voltou com tudo, né? Tudo bem, mas assim, não tem. É do Zidane para o Mbappé, tal, ela é sempre forte. Forte, e agora ela tá fortíssima.
Agora ela foi para final, exato, ela foi campeã em 98.
Então, olha só, o que transforma o futebol francês de seleção, é porque eu tenho dito aqui o tempo inteiro, o melhor trabalho de seleção do planeta é o da França desde que criou o centro nacional de formação, o Centro Nacional de Futebol, CNF, em Clairefontaine, 1988. Isso era um trabalho preparatório para sediar a Copa do Mundo 98, como sediou e ganhou. Mas de lá para cá você tem oscilações, você tem a França de hoje, a mais forte, acho que a França de hoje é a mais forte que já houve.
Acho essa França melhor do que 98, acho essa França melhor do que 2006, do que 2006, no meio para frente era Mathieu Lelievre, Ribéry, Zidane, Malouda e Henry, e ainda tinha Thuram de zagueiro. Mesmo assim, essa aqui é a mais forte. Então eu tô de acordo com vocês, eu só tô dizendo assim, Beleza, Senegal fez um jogo grande, primeiro tempo Senegal contra a França foi muito bom, mas Senegal é uma seleção que não ganhou de ninguém, só ganhou do Iraque.
Eu acho a França mais forte que a Espanha, mas entendo que esse hipotético confronto vai ter um duelo porque o estilo da Espanha tem combinado com o estilo da França.
Perfeito.
Isso, isso.
Só ter um dado aqui sobre a França rapidamente, só para não deixar passar. A França tem 4 finais e 2 títulos nas últimas 7 Copas, não tem nenhuma seleção que chegou perto disso.
Nem a Alemanha vai brigar por ninguém. Nem Argentina, nem Brasil, nem nada. Mas eu entendo essa coisa do... E tem se mostrado um confronto de estilos. É a posse, a cadência contra uma coisa super aguda e é um antídoto. Mas na discussão ainda Espanha, Portugal entraram na Copa ou não, mostraram solidez, para mim é muito curioso esse hipotético confronto porque eu acho que os Estados Unidos devem passar pela Bélgica, pelo que devem, aspas, porque começa uma outra etapa para os dois agora, né?
A Bélgica saiu do limbo e voltou não sei como, mas Estados Unidos está jogando muito mais do que a Bélgica. O estilo dos Estados Unidos, essa coisa do— como é que é, Casagrande?
Contra—
é, exato, os Estados Unidos têm sendo Portugal ou Espanha, se Estados Unidos passar da Bélgica, ser um adversário muito indigesto pela forma que joga, pela velocidade, pela rapidez, né? A França, a Espanha tem cadência. Estados Unidos tem uma coisa um pouco diferente do que a gente viu nas outras seleções. É claro que é uma equipe anfitriã, inexperiente, perdeu o melhor jogador expulso, Tem um monte de coisas ainda além de passar pela Bélgica, mas eu acho que a Espanha já pode ter problemas contra os Estados Unidos pelo estilo, justamente por esse confronto de estilo. Portugal também com os Estados Unidos.
Eu tenho a impressão que a Espanha joga no diapasão do adversário.
Possivelmente.
Foi claro isso. Ah, vamos jogar contra a Áustria, é um time tal, então vamos jogar nesse aqui. E fez assim, não sei, o que que você acha, Mauro?
Primeiro, só lembrar que as duas derrotas em finais foram nos pênaltis, né? A Francesa, ela não perdeu os jogos, né? Ela perdeu nos pênaltis quando chegou a final nessas quatro finais em sete Copas do Mundo que você lembrou aí. Ah, cara, eu acho que se assim, a França favorita e tal, óbvio, mas eu acho que se entra em campo França-Espanha para um jogo ali pau a pau, é outra parada. É outra parada, é outra mobilização. A Espanha se prepara para neutralizar os pontos fortes da França, vai tentar dificultar, vai dificultar.
Eu acho que dá jogo sim. A França pode ser favorita, ok. Favoritismo não é garantia de vitória, evidentemente. Mas acho que dá jogo. Esses times todos se conhecem. Eles ficam jogando entre eles, né? Liga das Nações, ficam jogando entre eles lá os europeus e tal, e vendo e prestando atenção o que pode cruzar, estudando, analisando. Eu acho que dá jogo. Acho que a questão da Espanha é assim, acho que para mim a régua é essa: a Áustria contra a Argentina, a Áustria contra a Espanha.
A Áustria incomodou a Argentina, a Áustria não fez cócegas na Espanha. O jogo de imposição total, ao estilo dela. Aí o estilo da França é onda. E a França é o time, como eu já falei aqui outras vezes, é um time que ele se arrisca. A França se arrisca. Eu vou te atacar, eu vou te encher o saco, eu vou te machucar para caramba. "Se você quiser aqui, tudo bem." E os adversários conseguem criar. Lembrando que o próprio jogo agora da Suécia, o gol demora a sair, sai o gol no final, o gol do Mbappé, na sequência a Suécia quase empata.
A Suécia não chegava há uns 15, 20 minutos, não chegava na área com algum perigo e quase empatou, teve uma chance real de gol. Porque a França, ela se arrisca, é um estilo que a gente gosta de ver, por isso também é ousado. E se garante pra cacete. Eu vou atacar, tudo bem que eu vou me expor um pouco, não tem problema. Não é um time com extremos cuidados defensivos, quero dizer. Então eu acho que dá jogo, se acontecer vai ser demais, né?
É isso que eu tava dizendo, eu gosto, né, que se encontrem. Tô falando isso porque tem pessoas que torcem para o Cabo Verde ganhar da Argentina, para o Vozinha, não sei o quê. Se ganhar, ganhou, paciência, segue o jogo ali. Mas eu fico torcendo para os grandes se pegarem. É claro que se um grande for incompetente, for eliminado, como a Alemanha é eliminada e tal, independentemente do gol lá que eu achei esquisito, aquela anulação, que se dane, vai embora.
Você foi incompetente, você sai. Se a Argentina conseguir perder para o Cabo Verde, justo, vai embora. Se o Marrocos eliminar a França, paciência, azar da França. Mas esses confrontos acho que são o grande barato da Copa do Mundo, né?
Para fechar, Danilo, Fala quem é o cara da Espanha. Essa pergunta é difícil. Ah, é o La Mina e Jamal. Não sei se é assim, se tá em campo, é o cara que faz a completa diferença.
Putz, para mim é o cara que tem que ficar de olho, com certeza. Eu sou técnico de um time que vai enfrentar, eu com certeza olho por Jamal, claro que tem outros. O Baena, como disse o PVC, entrou bem no meio de campo, mas para mim Jamal é de longe o cara que pode resolver o jogo em uma bola só. Os outros é mais uma questão de como se encaixam bem ao sistema do que uma individualidade. Mas o Yamal é o cara que, se você tiver num jogo uma linha de 5 e 4 como tava o Japão, por exemplo, e você precisa apostar em alguém para furar isso, eu aposto no Yamal.
Então, para mim, a resposta não é tão difícil não, desculpa frustrar a sua expectativa, mas para mim é bem fácil apontar o Yamal.
O de Jerebe aqui fala que o cara da Espanha é o Pedri, por exemplo. Não, é claro que o Jamal é melhor e tudo mais, mas assim, ele não é, ele não é fazer uma comparação maluca. O Jamal não está sendo para Espanha o que o Vinícius Júnior tá sendo para o Brasil.
Chegou machucado ontem e foi eleito melhor em campo. Não foi melhor em campo.
Então eu não achei que ele foi o melhor em campo, não achei ontem.
Não procurei, depois foi o Pedro Porro, não foi o Lamine Jamal. Mas o Lamine Jamal é o diferencial do time da Espanha. O Lahmin Jamal não está decidindo o jogo, mas ele pode decidir num instante.
E tem outra coisa, né, uma questão também. O Jamal, ele primeiro que ele não chegou no auge físico, totalmente o oposto do Vini. O Vini chegou no auge físico. E outra, o Ancelotti faz o Brasil para o Vini, a Espanha não é feita para o Jamal. Então essa é a diferença também.
Pois é, que é uma outra questão, né? A Espanha tem, toca tanta bola lá que não, não é, não joga em função do cara, certo?
Certo. Se a gente for buscar algumas semelhanças outras com a seleção brasileira, o volante da Espanha, capitão, que dita o ritmo, é um volante que está longe do melhor momento. Já foi melhor do mundo, o Rodri, e que mostra muita lentidão quando a Espanha perde a bola. Na partida de ontem, nos poucos momentos em que a Áustria ousou contra-atacar, bolas perdidas do Rodri e ele não consegue acompanhar. Ele, desde que teve aquela lesão seríssima no joelho, ele não conseguiu mais jogar com leveza, né?
Ele tem dificuldade, mas ao mesmo tempo ele é a referência, o capitão, carimbador das bolas e tal. Eu acho que esse jogo coletivo— o que deixa a Espanha forte é justamente isso que o Mauro notou. E que nenhum outro consegue fazer, nem a Argentina que controla bem o jogo. É muito difícil o adversário atacar a Espanha. Isso, porque, né, então o goleiro espanhol praticamente não trabalhou na Copa do Mundo até agora, né. Então essa é ao contrário da França nesse aspecto, né, porque o Maillard trabalha toda hora, os zagueiros ficam no mano a mano toda hora, a França dá contra-ataque.
Então é um confronto muito grande de estilos. Mas eu acho que esse, esse já, essa próxima etapa contra Portugal vai também, já é um dos jogos, como Mauro falou, sabe, a Portugal até agora, Portugal até agora é um confronto gigante que dependendo do encaixe, das escolhas dos técnicos, da inspiração individual de um ou de outro, porque também se o Yamal tá entrando na Copa, o centroavante começou a fazer gol, gols. Se o Pedro tá se soltando, a gente espera que algum momento alguns dos jogadores portugueses despertem, né?
A Copa até agora do Bruno, do Vitinha, do Bernardo, é muito abaixo do que a gente esperava, né? E o técnico Martins tem tentado a cada jogo colocar um atacante diferente, uma peça diferente. Acho que o Rafael Leão, que é muito irregular, mas quando joga bem é imparável.
É, deu assistência.
É imparável, né?
Deu assistência, botou a bola na travessão.
E esse é um jogador com uma característica física de velocidade muito importante, que machuca a Espanha. Esse jogador machuca a Espanha. Por isso eu tô— o Mauro falou, eu tô pensando aqui. Portugal poderia sim abrir mão do Cristiano Ronaldo de início por esse tipo de conforto, mas eu duvido que o faça.
Pode ser melhor para ele, Armando.
Eu sei.
Até para ele pode ser melhor.
É, o cara entrar, né?
Exato, pode ser mais interessante para ele. A questão é que tem que passar por um processo de convencimento, é quase um pedido de permissão, é o que parece ali. Eu posso fazer isso? Você permite, Cristiano? Você vai ficar zangado comigo? Você entra no segundo tempo, eu garanto a você, sabe? Parece isso, a sensação que dá é essa.
Mas enfim, ó, deixa eu dar uma dica para você que acompanha aqui o Posse de Bola. Se você ainda não assina o UOL, presta bastante atenção, essa é a hora de você assinar o UOL, porque além de conteúdos exclusivos, o assinante do UOL tem acesso à comunidade do Posse de Bola no WhatsApp. Nós estamos lá, hein, falando, interagindo com a galera o tempo todo. Comunidade da novidade do Posse de Bola no WhatsApp. E também, claro, as colunas da turma toda que faz o programa aqui, né?
O Juca, o Mauro, Danilo, o Trajano, Casagrande, todo mundo. E agora, meu amigo, quem faz assinatura do UOL ainda ganha o quê? Arnaldo, por favor, mostra essa sua camiseta maravilhosa.
Gostou? Aqui, ó, Copa de 70. Aqui, ó.
Nossa, essa camiseta aí, essa é uma das camisetas da nossa coleção do Posse de Bola. Que tem, além dessas 70, tem vários bordões: Ratão de Bronze, Audiência Brutal, tem várias outras camisetas.
A gente vai mostrar mais parecidos com a Gazeta TV.
É isso, meu amigo.
Ele recusou, o Trajano recusou, ele pediu para trocar, ele quer uma outra, porque tem vários modelos. Você pode ir lá, eu não sei. Não, era uma legal que falava 52, 60, 58. Coisa e tal, era muito legal.
Ele quis uma outra.
Você pode escolher a sua e usar o cupom Posse de Bola 15, cupom Posse de Bola 15. Então lá você, na lojinha, você compra sua camiseta do Posse de Bola, fica bonito, maravilhoso. Eu vou trazer a minha nos próximos, nas próximas edições aqui do Posse de Bola. Vamos para um breve intervalo na TV, estamos chegando na audiência brutal, chegamos já na bi-brutal, o Danilo, mas estamos um pouco longe da nossa meta de likes. Então vamos correr, já voltamos, não saiam daí. É muito bem, galera aqui mandando mensagens, viu, Danilo? 8 mil likes.
Nosso grande colega Rafael, fala, Dani, desculpa.
Não, não, era só reta final para 2 mil likes aí, não é possível. Se a gente já tá na mais audiência, people e tal, a gente não vai ter 50% dos likes, é impossível. Então vamos lá, desculpa.
O que que você ia falar?
Desculpa, eu já atravessei, só para registrar Legal a mensagem do nosso grande colega, nosso argentino Rafael Sibila, se aquecendo para Argentina e Cabo Verde, tá nos acompanhando aqui e disse que é a Copa do VAR intervencionista, está só começando.
É, quem tem essa explicação sobre o que está acontecendo com muitos erros é o Marcelo Meisel, que ele manda mensagem que a esposa dele é astróloga e diz que estamos vivendo um momento de Mercúrio retrógrado e nessa hora muita coisa errada acontece, as pessoas erram muito.
Eu tô vendo ontem Mercúrio retrógrado. Por exemplo, você lembra ontem no programa que a gente tava, que você errou todos os confrontos?
Errei os confrontos.
Era o Mercúrio. O Mercúrio tava retrógrado.
Então estamos vivendo sob Mercúrio retrógrado, meus amigos. Então esse é o problema, se a gente errar alguma coisa é por causa disso, tá?
Certo, perfeito.
Mandem suas mensagens pra gente aí. Por favor. O Jairo Bittencourt falou: técnico português tem que falar para o Cristiano. Na volta a gente entra, não é? Cristiano, dá um tempo aí.
Antigamente era quando eu machucava o calcanhar. O quê? Mercúrio retrógrado.
É isso, Mercúrio retrógrado.
Exatamente.
E o Goborges pergunta se o Ancelotti está treinando o pênalti. É a pergunta que eu fiz para o Danilo ontem. O cara faz a mesma pergunta para você aí, para você também.
Então Culpado, hein, vai rolar.
Mas não é boa história? Você não foi você que contou a história, Danilo, do como o Ancelotti trabalha pênalti? Não foi você? Então eu perdi quem foi, mas a história é muito boa, que ele faz, ele faz desafios. Então ele põe, ele faz um time ganhar do outro. E Fernando Calas fez uma grande matéria para Reuters ontem sobre um livro especial publicado na Europa sobre decisão por pênalti, de como bônus do Marrocos virou o maior especialista em pegar pênaltis de jogadores que esperam a decisão do goleiro.
Mas o caso do Ancelotti, que não tá, não é uma história apurada, a gente só consegue falar com o Ancelotti em coletiva, a gente, né, pelo menos a gente só consegue falar com o Ancelotti em coletiva. Mas, mas a história que circula é que ele põe o desafio de um time contra o outro. E o time tem que ganhar do outro nos pênaltis. E isso se dá nos treinos normais também, mas nos pênaltis ele coloca os dois times no meio-campo e ele tem que reproduzir o que acontece no jogo.
Claro que sem torcida é outra atmosfera, mas ele tenta reproduzir o máximo possível do jogo e analisa no período de 2000.
É só que a gente voltou para o ao vivo agora, estava explicando essa técnica do goleiro de Rockers.
Diga lá, pênalti.
É uma matéria da Reuters, eu vou tentar achar o link depois, do Fernando Calá, sobre o livro que fala sobre como pênalti decide vidas, tipo Saka e o Rashford na final da Euro 2021. Mas ele fala do Bono, que o Bono se tornou o maior especialista em pegar pênalti de jogadores que esperam a decisão do goleiro. Esse é um livro que foi publicado, Fernando Calas traz essa história. O caso do Ancelotti, ele faz desafios, então ele define times que tem que ganhar um do outro.
Isso acontece nos treinos, mas acontece para treinar pênalti. E ele reproduz situação de jogo colocando no desafio os dois times tem que ficar no meio-campo e caminhar até a marca do pênalti. E os analistas da comissão técnica do Ancelotti estudam, só 20 anos, o comportamento de quem caminha, inclusive a leitura corporal. Se você anda, depois dá um pique, depois caminha de novo. E cada caso, cada leitura é diferente de um jogador para outro, porque você tá vendo se o nervosismo ou não, se existe, se ele vai acertar ou se ele vai perder.
Bom, o Ancelotti ganhou uma decisão, uma Copa dos Campeões nos pênaltis contra Juventus, e perdeu outra, uma final contra o Não quer dizer que vai ganhar todas, mas é assim que ele tem trabalhado.
Muito bem. Porque você tá falando isso? Porque no intervalo aqui alguém perguntou se o Antelotti estava treinando pênaltis com a seleção. Mas para além dos pênaltis, Danilo, tem a velha decisão: vai jogar quem, não vai jogar quem. Ontem voltaram a treinar, e aí deve ser o Danilo Santos.
É o Danilo, é o favorito. Não, eu não tenho Tô fora de forma já, o Arnaldo sabe. O Danilo Santos é o favorito para o lugar do Paquetá, mas ele ainda vai conversar e testar no treino de hoje também, sexta-feira, com o Martinelli, com o Henrique. Mas aí a apuração até nossa aqui do PVC, minha, Pedro, Luiza, de que o Danilo ele tá na frente. Vamos ver como vai ser. Até a matéria de hoje de manhã deve estar no ar já, nossa matéria.
Dando algumas das explicações do porquê o Danilo tá na frente. E uma das questões é uma questão tática, de que ele cumpre, não é igual, mas mais próximo possível à forma de que o Paquetá joga. E daquela questão que a gente disse sobre como muda o resto do time também. A gente ainda precisa ver, precisa ter certeza. A gente sabe, a gente tem acompanhado bem de perto como o Ancelotti aqui não é pragmático nas trocas, ele muitas vezes surpreende.
Nos amistosos ele decidiu e avisou os jogadores em cima da hora. Então vamos deixar para cravar quando tiver 100% de certeza. Mas hoje é uma tendência muito forte de que o Danilo seja o substituto. E eu acho que agora, dando a minha opinião, acho que é uma boa opção. Danilo, quando entrou tanto no amistoso contra a França lá atrás em março, ele entrou bem. Contra a Croácia ele também entrou bem. Acho também que ele jogou bem contra o Panamá no penúltimo amistoso antes da Copa do Mundo.
Acho que é um jogador que está preparado, ao contrário do que aconteceu quando ele foi convocado pela primeira vez pelo Tite lá em 22, que ele claramente sentiu o peso de estar na seleção brasileira. Não é o caso de agora. Acho que vai ser uma boa substituição. E uma outra coisa para a gente ficar de olho, a gente está monitorando aqui dia a dia, mas como eu disse para vocês na abertura, ontem a região aqui que a gente está de Nova Jersey esteve entre as 5 mais quentes do mundo.
E isso é um alerta que o Ancelotti tinha desde 94, porque em 94 a Itália ficou por aqui. E na versão, na frase dita por ele, a Itália ficou cozinhando. E aí o Ancelotti queria evitar no sorteio, não deu para o Brasil não ficar na costa leste. O Brasil teve que ficar na costa leste e agora enfrenta isso, não tem o que fazer basicamente. Ontem às 11 da manhã a gente tava no treino, 11 da manhã local, meio-dia aí do Brasil, 36 graus, sensação térmica de 40.
As 2 da tarde tava 40 graus, sensação térmica de 45. E não tem como mudar para amanhã, porque durante a manhã você tem que mudar todo o sono do jogador, alimentação do jogador, e também não pode mudar para noite pelo mesmo motivo. O jogo tá marcado para as 4 da tarde, horário local, no domingo. A previsão diz que vai sair de 40 para 30, o que já é um belo de um ganho, mas ainda assim vai estar bastante calor. Então a gente deve ver a influência da temperatura no jogo contra a Noruega no domingo.
Ontem, na hora do jogo de Portugal, na hora do jogo de Portugal, Tironi, eu tava, eu saí do ar condicionado e vim aqui fora. Deus do céu! E era um, o jogo começou de Portugal às 7 da noite, eram 8 da noite no intervalo, tava um bapho, uma coisa.
O sol se põe 8:30 e era 8, era 9 horas, tava 33 graus, 9 horas da noite.
É importante, fala. Em 94, o sorteio se dava com os cabeças de chave já definidos, os lugares para onde eles iam. Quando o Brasil ganhou do Uruguai em 93, ficou a conversa de que o Brasil ia para Orlando por causa da grande comunidade brasileira na Flórida. Mas o Moraci Santana, a comissão física da seleção brasileira, pediu ao Parreira interferir, e a CBF trabalhou nos bastidores para ir para São Francisco, que não por acaso é onde tá o grupo D.
O grupo D dos Estados Unidos é um dos 3 grupos que não entraram no sorteio cabeça de chave, e os Estados Unidos foram para costa oeste porque lá o vento do Pacífico torna mais fresco. O Brasil treinava em Santa Clara, onde fica o Levi's Stadium. Os Estados Unidos jogaram no Levi's Stadium. São Francisco fazia 24, 26, fazia 30, Itália, mas você não cozinhava como aqui. O Ancelotti, na semana do sorteio, eu perguntei para ele: se você pudesse escolher, você iria para Nova York ou para Seattle?
Ele respondeu Seattle, por causa do clima. E ele acha que a Itália não perdeu por causa disso, mas que um dos fatores foi ter cozinhado em Nova Jersey por 40 dias. Na Sportsweek, a revista da Gazetta dello Sport, 3 semanas atrás, na semana da abertura da Copa, Onde a Lotte diz: em 94 eu estava a 5 minutos daqui, da onde o Brasil está terminando hoje. Eram 5 minutos, só que desta vez o verão está mais fresco do que daquela vez.
Estava até a semana passada, não vai cozinhar igual 40 dias, mas dessa semana aqui tá fritando.
Ô, casão, isso é bom ou é ruim para o Brasil? É ruim para todo mundo, para pegar um calorão desse, mas é para o jogo, vai, especificamente do fim de semana contra Noruega, tal, sem estádio climatizado.
O calor, o calor tá altíssimo mesmo, insuportável. Ontem eu entrei, tava o Danilo e o Pedro vendo o jogo. Você, gente, nunca mais saiu daqui de dentro do quarto, vou ficar aqui dentro e não saiu nunca mais. Tudo que eu fizer vai ser aqui dentro porque tá insuportável. Mas o Brasil tá aqui treinando no insuportável, né? E a Noruega, além da Noruega não ser um país quente, muito pelo contrário, eles estão transitando, né? Eles vão chegar aqui, não sei nem se já chegaram ou se vão chegar amanhã para treinar.
Já tá aí? Então chegaram aqui, então aí 2, 3 dias, o Brasil tá aqui igual, pá. Vai ser difícil, não é que assim você fica 40 dias aqui, fica adaptado, não, você vai fritar também, mas você já tá aqui. Sair desse sufoco. É mais difícil falar que aqui, o que a Noruega vai fazer? Ela vai sair do ar-condicionado, vai vir para fora. O Brasil já tá aqui fora.
É, você tinha falado, né, você vinha ressaltando desde o começo, ó, a obsessão por ficar em primeiro lugar no grupo do Brasil para continuar onde tá e parará.
Para semana inteira, jogou um dia antes, já viajou, Chegou, já dormiram após o jogo passado em Nova Jersey. O avião chegou antes da meia-noite, já estava em Nova Jersey. Vão direto lá. Os adversários foram conhecidos no dia seguinte, jogaram em outra cidade, tem que viajar. É uma vantagem brutal. Estava olhando aqui a previsão de sensação térmica de 30 graus e 29, de 31 com 30 graus na hora do jogo domingo. Se for isso, já é bem—
Já melhora.
Bem mais tranquilo do que 40, né, de sensação térmica. Porque tem isso, né, quando chega perto dos 40 é insuportável, em qualquer situação. Você tá jogando futebol, tá andando na rua e tal, é horrível, horrível. Perto dos 40 é insuportável, é um negócio muito incômodo, você começa a transpirar o corpo inteiro e tal. 30 já é mais, né, é quente também, mas acho que tem uma diferença razoável. Agora, tava falando com Arnaldo aqui, tá vendo os números que o nosso grande Rodolfo Rodrigues Relíquia a todo instante, né?
Aí tem lá os artilheiros, os grandes goleadores e tal. E aí você vai ver quem gols por jogo. O Haaland é o único dos grandes goleadores que tem mais gol do que jogo pela seleção. É, mais gols do que jogos. Impressionante, né? Bizarro, né?
É bizarro.
É bizarro.
E a gente tem que—
ninguém chega perto disso. Claro, a amostra dele é 59, 56 jogos, algo assim, mas mesmo assim É muito. É impressionante.
E a gente tem que ver se aquela, falando em calor, desgaste, maratona, quarentena, se o fato de a Noruega ter abdicado de um jogo em relação aos seus titulares, pensando no mata-mata, vai fazer alguma diferença prática na questão física no jogo com o Brasil, né? E não era um jogo qualquer, né? Era um jogo contra a França. A tendência do desgaste contra a França, para correr atrás da França, para competir com a França, seria considerável.
Até o goleiro da Noruega trocou, né? Então é uma— tanto o Haaland poderia até ter mais gols aí, né? Porque ele não participou de um jogo. Não só ele, todos os titulares praticamente não participaram para fazer uma espécie uma espécie de poupança e acho, na minha avaliação, isso fez diferença contra a Costa do Marfim, a favor da Noruega. Costa do Marfim é um time dificílimo fisicamente falando e a Noruega teve gás para jogar até o fim.
Vamos ver como é que vai ser essa poupança nessa próxima etapa contra o Brasil. Acho um jogo bem difícil, cara. Não acho um jogo mole para o Brasil, não.
Olha, é É, a nossa enquete, a pergunta era: quem entrou na Copa? Coloca lá na tela aí. Quem entrou na Copa de vez e vai incomodar? Que você acha que tá ganhando, Arnaldo?
Espanha, pelo nosso cheiro aqui da grama, com folga, 58%. Espanha com folga?
É, 58% Espanha, Portugal 3%, os dois 8%, e nenhum dos dois 29%. Portugal 3 é pouco também, é um pouco demais. Ô Danilo, era bom você dar um apelo emocionado. Se você quiser, a gente pode ligar para o Juca para ele falar, ou para Luísa, porque a gente precisa ainda de 600 likes.
Ah, gente, o Juca, se tivesse aqui, ele estaria querendo colocar a cereja no bolo, como eu sempre digo, né? A gente vem construindo o bolo todo, ele põe a cereja e sai comemorando como se o gol fosse só dele. Então, pô, se o pessoal não quiser dar essa cereja para mim pessoalmente hoje, Fazer o quê? Tem que entender a vontade do público, né, Tironi? Mas acho que dá para o pessoal pôr o dedo no like aí, completar esses 600 para a gente continuar invicto na Copa do Mundo, batendo todas as metas.
Temos um pequeno tempo ainda e agora vou quebrar as pernas da produção, perguntar se a gente tem a tela com os confrontos atualizada, sim ou não? Cruzamento, com os cruzamentos já definidos até agora. Então temos aí, os caras não deixa a gente na mão. Olha lá o que tá definido já.
Então, 3 retângulos, né?
Paraguai e França, Canadá e Marrocos, Espanha e Portugal. Acho que esse vai ser o maior jogo desse confronto, né? Estados Unidos e Senegal, Suíça e Colômbia ou Gana.
México e Inglaterra vai ser bem legal também, hein?
Vai. Estados Unidos e Bélgica, na verdade, já tá definido. E Brasil e Noruega. Hoje, Argentina contra o Vozinha. Eu tô com o Mauro. Vozinha é muito legal e tal, Mas era legal, a Argentina passar.
Não sei se vocês concordam, teve uma zebra até agora, a eliminação da Alemanha para Paraguai, só. Isso, isso mesmo. Ah, Marrocos e Holanda é pau a pau. Hoje até pau a pau mesmo, hoje até semifinalista da última Copa, né? Acho que Marrocos, o resto passou quem passaria. Então Argentina, coloque as barbas de molho porque é outra chance de o resto tá passando quem a gente esperava. Não tá ficando ninguém pelo caminho, mas pode ficar, vai ficar calmo.
A partir das oitavas aí talvez mude um pouquinho a questão. E passando os anfitriões, né?
Exatamente, todos os anfitriões. Batemos a meta, viu, Danilo? Fomos muito bons. Olha, ficamos por aqui por hoje. Valeu, Arnaldo! Valeu, Mauro! Valeu, Cazão! Valeu, Danilo! Valeu, PVC! Cuidem-se aí no calor. Aqui tá um frio maravilhoso.
Não tá frio, não, não.
Bom, perto do que você quer, o quê? 40 graus do casão, os 20 que tá fazendo aqui hoje.
Não, 20 com ar-condicionado no estúdio, tô bem.
Ficamos por aqui.
Eu queria ver o amor do Tironi aqui em Nova Jersey, Arnaldo, com 45 graus e sem metrô. Aí eu queria ver como é que tá o Tironi.
Aí para mim não dá. Bom, Mauro César Pereira, a partir de amanhã, estará também lá nos Estados Unidos. Os Estados Unidos. E aí, com uma, com uma trajetória premium, hein? Ele só vai ver jogo bom e vai contar tudo para a gente aqui. Boa viagem, Maurão! Fiquem bem, fiquem com a programação do UOL. Valeu, tchau!
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