#660: França é o time a ser batido na Copa? Noruega assusta o Brasil?
Eduardo Tironi, Arnaldo Ribeiro, Mauro Cezar, José Trajano e Casagrande analisam a classificação da França para as oitavas de final com grande atuação contra a Suécia, a definição da Noruega como adversária do Brasil, o México classificado com a defesa intacta e quem deve substituir Paquetá na seleção brasileira
Eduardo Tironi
Arnaldo Ribeiro
Casagrande
José Trajano
Mauro Cezar
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Muito bom dia, está no ar o UOL News, não, Posse de Bola, como todos os dias desta quarta-feira. Hoje é dia 1º de julho. Eu já estou aqui muito bem acompanhado, os meus companheiros aqui no Brasil, também nos Estados Unidos, teve França, teve México, teve muita coisa, tem mais coisa hoje acontecendo, tem Paquetá contundido. E vamos aos destaques da nossa turma. Eu já estou aqui acompanhado de José Trajano, Arnaldo Ribeiro, Walter Casagrande Júnior, vai adentrar ao gramado a qualquer momento Mauro César Pereira. Então vamos começar com você, Arnaldo Ribeiro. Bom dia.
Bom dia, companheiros. Como eu já sei que o Casagrande esteve in loco No desfile francês, eu vou destacar o México, um dos anfitriões. Quarta vitória em 4 jogos, nenhum gol sofrido. Próximo jogo é no Estádio Azteca contra a Inglaterra ou Congo. Tironi não acredita muito no México, sabe, Trajano? Sempre fala: "O México, o México..." Mas é uma Copa boa do México e falta um anfitrião passar. Vamos ver se os Estados Unidos confirma hoje à tarde.
Walter Casagrande Júnior, pertinho da seleção, seu destaque inicial. Bom dia.
Bom dia, Tironi, Arnaldo, Trajano. Ontem eu presenciei um dos maiores espetáculos dos últimos tempos em Copa do Mundo de uma seleção. A seleção da França, ela é simplesmente revolucionária no modo de jogar, porque tem jogadores para revolucionar mesmo. Dembélé, Mbappé, Barcola, Iulisi, mais Dué e Cherki no banco, é um ataque, são 6 caras que nenhuma seleção que está aqui tem. Isso não significa que ela vai ser a campeã, que não tem ninguém que possa derrubar, pode, porque futebol pode acontecer, mas igual essa seleção da França não tem nenhuma.
Muito bem, José Trajano, bom dia.
Bom dia a todos e todas. Eu tô morrendo de inveja do Casagrande de ter ido lá ao jogo, porque o futebol tem aquela— futebol tem peleja, que como lembrava o nosso, gostava de citar, o nosso saudoso Silvio Lancelotti. Existe vários tipos de peleja: aquela peleja ruim, mequetrefe, que dá sono, aquela peleja que tem uma dose de intensidade ainda, bola na trave, mas não E tem essa coisa espetacular que o Casagrande presenciou ontem, a gente viu aqui sentadinho no sofá.
Realmente, a gente tirar o chapéu, a apresentação da França, e concordo com o Casão. Copa do Mundo nem sempre quer dizer que o melhor vai vencer, porque muita coisa pode acontecer. Mas seria até uma tragédia para o futebol um time dessa qualidade não ganhar o título.
Muito bem, olha, daqui a pouco o Mauro César estará entre nós e também dará o seu destaque inicial. Mas enquanto isso, vamos à enquete, muito, mas muito bem bolada mesmo hoje.
Teve bem bolada, né?
Tem a ver com os jogos de ontem, tem a ver com o Brasil, tem a ver com tudo.
É, é um grande apanhado da Copa do Mundo, colocou uma alternativa à forceps no final.
O que deve preocupar mais a torcida brasileira? É a contusão do Paquetá? Vai ser assunto aqui. É a Noruega, próximo adversário? Eliminou a Costa do Marfim. É a França, que todo mundo falou aqui que se não der nada errado a França vai ser campeã? Ou é o México, que não perdeu, não tomou gol até aqui, joga em casa e ontem passou pelo Equador? Então vocês votem aí na nossa enquete.
E tá no caminho do Brasil, né, no caminho do chaveamento.
O México tá no caminho do Brasil.
Se o Brasil passar pela Noruega, é México ou Inglaterra barra Congo, né, nas quartas de final.
Então vocês votem aí nessa ótima enquete. Bom, não temos Danilo hoje, então Trajano, é com você, hein?
Aliás, eu quero registrar aqui, como tem sido expressiva a participação do nosso pessoal, muito expressiva, a gente, nós subimos uma prateleira, mudou o patamar, galgando o parâmetro, como diria o Lazaro. É, exatamente. Então Quando você falava assim 3 mil, 4 mil, 5 mil, era tudo o galé. 10 mil já é um número até meio insignificante. É um dia meio morno, né, em relação à seleção brasileira. Mas eu vou nos 10 mil para começar.
Abrindo, rapaz, nem o Juca é tão ousado assim. 10 mil likes então, pedido pelo Trajano, é uma ordem. Então, por favor, likes. Mauro César Pereira, com uma linda camisa preta do Manchester United, está entre nós. Mauro, seu destaque. Bom dia.
Bom dia. Homenagem à Inglaterra que vai jogar hoje, a França que jogou antes. Uma camisa do Eric Cantona para você, âncora. Eu vou ser repetitivo, né? Aquilo que eu escrevi no blog eu vou repetir aqui agora, que é o seguinte: essa equipe da França faz até aquele cara que só vê futebol na Copa do Mundo gostar do negócio. É espetacular o que eles fizeram ontem, foi sacanagem, cara. Que jogo, que time, hein? Porra, que time!
Bom parâmetro esse, hein, cara? Até quem não gosta de futebol fala: deixa eu dar uma olhada nesse time.
Não, sabe o que eu fico imaginando? Hoje é dia 1º, a Copa acaba no dia 19.
Isso.
Logo após o dia 19, aliás, antes do dia 19, tem jogos do Campeonato Brasileiro. Tem 4 jogos do Brasileiro antes de terminar a Copa do Mundo. Com que olhada vamos ver esses jogos do Brasileiro depois de ver uma seleção da França?
Pensa bem.
Imagine. Foi isso que me pegou com a história do Paraguai ontem. Até discuti em outro CNPJ.
É, eu acho que é uma boa discussão.
O Paraguai, ele traz de volta aquele futebol.
Traz de volta.
Eu imagino que assim.
Deixa eu convidar o Paraguai para a Série A do Brasileiro.
Exato.
Traga o Paraguai e Gustavo Alfaro para jogar. Só não vai ter o Maurício. O Maurício é do Palmeiras. Mas os outros pode trazer todo mundo.
É isso.
Tá acostumado já.
Será que a CBF, Mauro, pensou na possibilidade de a gente ter uma final Brasil e França da Copa do Mundo e o Brasileirão voltar na semana que acabará com Brasil e França? Vocês pensaram nessa possibilidade?
É, tem outro detalhe.
Nós estamos falando de seleção, né? Comparando com os jogos do Campeonato Brasileiro, que esses 4 vão acontecer, vejam bem, Durante, antes do final da final da Copa. Mas vem junto com esse brasileiro, arbitragem brasileira.
Também tem isso.
Entendeu? Vem junto com arbitragem brasileira.
O jeitão brasileiro de arbitragem.
O jeitão brasileiro de ser.
Não é o Hilton da Copa, é o Hilton do Brasil.
Ele pega o avião e se transforma no Hilton do Brasil.
Exatamente. Ele muda de roupa e pimba.
Olha, já atingimos audiência brutal, hein? Vamos lá, então. Isso é importante, antes mesmo do intervalo. Então agora só falta atingir os 10 mil likes pedidos pelo Trajano. Então vocês votem aí na enquete, nos deem likes, mandem mensagem, chamem parentes e amigos, e a gente vai para um breve intervalo na TV e já voltamos. Fico falando com vocês no YouTube, já voltamos. Olá, galera, já mandando bala aqui, ó. É Nino, Mbappé, Dembélé, Olise, Barcola, Duet.
Dá prazer de assistir esse time que drible e arrisca, não aquela coisa chata do futebol espanhol.
É, eu lembrei com o Tironi, com o Mauro ontem, casal, e o Trajano. Há um ano tava rolando aquelas finais da Liga das Nações, né? E a semifinal da Liga das Nações foi Espanha e França, foi 5x4 para Espanha, que tem um jeito de jogar de fato oposto ao da França. Mas essas seleções se encontraram numa semifinal de Liga das Nações, foi 5x4 para Espanha. Eu lembrava que tinha sido um Placar daqueles que o Mauro fala, bailarino, mas teve esse encontro há um ano mais ou menos depois.
Portugal acabou sendo campeão da Liga das Nações em cima da Espanha na decisão, né?
O Carlos Castro Albino fala: em condições normais de temperatura e pressão, a França ganha a Copa, mas é a Copa, Copa é Copa, aquela história que a gente fala, né?
Copa é Copa e vice-versa.
Exatamente. Nilson de Oliveira: bom dia, primeira fase das oitavas terminando e a França está assustadora. De fato, tá muito bem. Aliás, você que tá mandando mensagem aqui no chat do YouTube, você pode mandar também na nossa comunidade lá no WhatsApp, tá? Temos uma comunidade do Posse de Bola lá com várias salas já cheias. Você pode mandar sua mensagem lá que a gente vai trocando figurinha aqui também. É comunidade Posse de Bola no WhatsApp.
Bom, a gente posta um monte de coisa lá, gente. Fotos raras já postadas, inclusive a do Trajano outro dia, novidades, muitas coisas aparecem lá na comunidade. Você fica lá trocando figurinha com a gente também. Na comunidade do WhatsApp. Oi, Mauro, pode falar.
Então aproveita, avisa o pessoal da comunidade o seguinte: a história das Copas do Mundo tem Hungria de 54, Holanda de 74, Brasil de 82, algumas seleções que eram aparentemente imbatíveis e que perderam. Então tem isso também, né? A França, ela dá um sinal assim de uma força muito grande, mas não existe time imbatível no futebol, e essas coisas acontecem, né? O Brasil de 50 também, né? Tinha aplicado goleada, jogava em casa pelo empate, e o Paraguai foi campeão. Então, a história do futebol, né?
É bom lembrar, é bom lembrar a Copa de 50 que o Mauro tocou aí, que ficou um quadrangular final. O Brasil ganhou de 6 a 1 e de 7 a 1, entrou para o jogo contra o Uruguai, poderia empatar, e aconteceu o que a gente, que aconteceu, não é? Então é bom lembrar, que é bom lembrar que Copa, quando Quando a coisa engrossa lá no final, pode acontecer umas coisas. Agora, uma questão que eu vou colocar aqui para todo mundo: será que nunca existe zebra? Não é bem zebra, nada, não tem nenhum...
Tá, vamos lá. Atenção, vamos voltar. Estamos de volta, o Trajano estava no raciocínio sobre zebra, Copa de 50 e tal.
Não, é o seguinte, foi na Copa de 50 que o Brasil era o quadrangular, ganhou de 6 a 1, 7 a 1, chegou na final, perdeu de virada para o Uruguai. Os campeões do mundo são sempre os mesmos, né? Aqueles, aquela lista. Será que essa Copa com mais seleções, uma Copa em 3 países, sei lá o quê, pá pá pá, pode haver algum time que conquiste a Copa do Mundo fora dessa lista dos grandes?
Pode, poder pode.
Lembrando, pelo andar da carruagem que eu tô falando, poder pode.
Talvez não, porque quem entraria nessa possível lista?
Algum anfitrião? México, Estados Unidos?
Marrocos.
Marrocos. Primeiro africano a ganhar.
Colômbia.
Lembrando que a França não era... Portugal. Não era uma seleção até pouco tempo...
O tempo que te diz é exatamente 98. Faz mais de 20 anos.
Tudo bem, já faz tempo, mas... Faz 30 anos.
O que faz tempo é que a gente não ganha a Copa. Isso eu tenho certeza que é. A única certeza que eu tenho é que a gente não ganha a Copa faz tempo.
Muito bem, vamos colocar os jogos que aconteceram ontem e também os jogos que acontecem hoje na Copa do Mundo. Coloca na tela aí para gente. Tivemos ontem Costa do Marfim 1, Noruega 2. Noruega será adversária do Brasil no domingo. França 3, Suécia 0. Um amasso da França, um negócio impressionante. E o México também deu uma bela amassada no Equador, 2 a 0 no primeiro tempo. Ia ter feito mais, não teve nem Nem graça.
O Gonzalo decepcionou, hein, âncora?
Pois é, dormiu bem, dormiu mal e tal, decepcionou.
Não, mas não maluconcou, foi porque não adiantou nada. Fizeram barulho na porta do hotel, ele não dormiu.
Na chuva ele não rende.
Não dormiu direito.
E hoje temos Inglaterra e República Democrática do Congo. Vocês estão achando que vai ser fácil? Eu acho que a Inglaterra nada é fácil. Teremos Bélgica e Senegal. Interessante esse jogo, hein?
Bem interessante.
E Estados Unidos e Bósnia. Estados Unidos pode ir para sua, para oitava de final também, anfitrião tal, pega um adversário bastante acessível. Esses jogos, portanto, de hoje na Copa do Mundo. E agora de novo, oi, com Inglaterra nunca é fácil, nunca é fácil, perfeito, sempre, sempre é difícil, perfeito, exatamente. Ó, coloca agora a enquete novamente. O que deve preocupar mais a torcida brasileira? Contusão do Paquetá, a Noruega, a França ou o México? José Trajano, que baita enquete, hein?
Eu prefiro— que coisa, que coisa, que coisa, né? No cinismo atroz, né, o Pacheco? Eu me reservo o direito de ficar por último.
Por último. Então, casal, como você vota nessa enquete?
É o próximo jogo. O Brasil tem que se preocupar com a Noruega, que se não passar para Noruega não tem México e não tem França.
E a contusão do Paquetá nesse bolo, preocupa.
Sim, mas o casal tem que passar a razão.
Tudo bem, preocupa, é um jogador importante, machucou, vai entrar outro. Se a seleção brasileira são os melhores, não dá para lamentar muito esse ou aquele que sai. Mas independentemente da contusão do Paquetá, o Brasil tem que passar pela Noruega para pegar França e México. Com Paquetá, sem Paquetá, se tirar os 11 e colocar outros 11, Tem que ganhar da Noruega para passar. A preocupação do Brasil é o próximo jogo.
Percebi que o Carlos Leão—
Ou deveria ser o próximo jogo.
Derrubou a enquete.
Não, calma.
É tão óbvio. Derrubou, não. Ele foi direto no assunto, rapaz. Exatamente, derrubou a enquete.
Eu vou ver aqui como é que tá. Não, tá vendo? Tá equilibrada a coisa. Mas fala aí, Arnaldo, o que você acha?
Eu tô com o Cazão completamente. Eu sou um daqueles que sempre cai na tentação de ficar projetando confronto, chaveamento. Eu tenho essa tentação, eu sei disso. E quase sempre eu quebro a cara, né? A projeção era, por exemplo, Alemanha e França. Agora nas oitavas nós vamos ter França e Paraguai, né? Acho que a projeção do cruzamento do Brasil tá sendo seguido mais à risca. A maior expectativa era o Japão. Japão. Entre Noruega e Costa do Marfim, um pouquinho a Noruega.
Deu Noruega. Mas eu acho que tem muita coisa para a gente discutir nesse Brasil e Noruega, incluindo a ausência de mais um jogador, para ficar se preocupando lá na frente. O que a gente— é inevitável a gente não ter prazer de ver algumas seleções jogarem, como foi o caso ontem da França. O Mauro estava num lugar, eu estava no outro, o Trajano no outro, você no outro, e o Casagrande teve o privilégio de estar no estádio. Então a gente fica mirando a França.
Lá do outro lado da chave, no eventual final, não sabemos nem se o Brasil vai chegar e nem se a França vai chegar. Eu entendo, porque a sensação do brasileiro depois da derrota do Japão para o Brasil era: "Além da classificação, caiu a Holanda, caiu a Alemanha, tá limpando o caminho." Cara, é muita fase até lá, né? Ainda tem muita coisa no nosso caminho. Começando pela Noruega.
Mauro, você que é um cara avesso a enquetes, mas o que a torcida se preocupa nesse momento?
Deveria? Acho que o Cássio Agnelli resumiu bem, é o próximo jogo. Não adianta se preocupar com qualquer outra coisa. O Paquetá acabou, não vai jogar mais a Copa. Já tem que encontrar uma solução, mas a preocupação agora tem que ser o próximo adversário, que tende a ser mais complicado do que o anterior. Principal jogador já veio com discurso totalmente diferente do discurso até realista lá do japonês lá, que irritou o Mateus Cunha.
Então Mateus Cunha não vai ficar zangado, né, porque o Haaland já falou que é difícil e tal, já calçou a sandália da humildade, aquela coisa inteira toda. Então é a Noruega, a próxima adversária, nunca foi derrotada pela seleção brasileira, já ganhou o jogo em Copa do Mundo, né. É uma equipe que pode ameaçar o Brasil. Então essa tem que ser preocupação, uma coisa de cada vez. Pensar na França agora é até algo meio pretensioso, porque são times que estão em patamares diferentes.
E o Brasil, se por acaso enfrentar, será na final. E até lá o Brasil vai ter que evoluir. Mas para chegar na final, acho que vai naturalmente ter evoluído, né? Então uma coisa de cada vez, não pode ser diferente. Tem várias outras preocupações, tem melhorar a saída de bola, Tem que trabalhar melhor para conseguir fazer jogadas como do gol da Noruega, né? O Brasil não faz uma jogada como a do gol da vitória norueguesa lá. Passe em profundidade, né?
Jogador arrastou na marcação, o cara chega na linha de fundo, faz o cruzamento, seu travante fica livre, empurra a bola para dentro do gol. O Brasil não constrói jogadas assim. Basicamente dá a bola para o adversário para roubar perto da área ou dentro dela e finalizar. Foi assim que fez o gol da vitória contra o Japão, foi assim que fez o gol de cabeça do Vinícius, né? É, então acho que não pode pensar em outra coisa do Ceará, que aliás o Brasil até a logística melhor, né, jogou antes, chegou à sede do jogo antes, porque por acaso o jogo vai ser Nova Jersey, Brasil lá está concentrado, tudo muito favorável, né.
Agora tem que organizar o time para conseguir um resultado no domingo. E a galera que segunda-feira festejou no quase feriado, domingo o jogo agora caiu domingo, não vai ter essa moleza.
A gente vai falar bastante da França, que eu gostei da abertura do Cazão sobre o que ele viu lá. Então a gente vai debater, mas você precisa votar agora.
Agora que você tem, todo mundo falou a mesma coisa.
Vocês vão se surpreender com o resultado aqui, mas tudo bem.
Enquete é para xequista, né? Pedia Projeto Brasil na final. Não, você tá preocupado com a França. Ah, legal. Evidentemente para Noruega, que é o jogo de domingo. Aliás, lembrando, sempre faço a chamada, que após Brasil e Noruega, o jogo começa às 16h, a partir das 18h teremos O poste de bola especial, não é isso?
Sempre pós-jogos da seleção, né?
Exatamente. Se prepara com a Noruega.
Domingo, rodada dupla de poste de bola. Mas o jogo é às 17h. O jogo é às 17h.
O jogo é às 17h.
17h da tarde no domingo.
Exatamente. Será que o Haaland faz um curso, daquele curso de... Como é que é? Treinamento de oratória?
Media training.
Media training.
Deve fazer.
Para sempre falar sobre o adversário?
Em outro patamar.
Não, não, não tem jeito, não vamos ganhar mesmo.
Ele é aluno do Simon van Strauben, Trajano.
É isso, é. Simon van Strauben, Boas Falas, é aluno dele. Boa lembrança, maravilhoso. E agora o Brasil, não, não, é difícil ganhar, eles são melhores que a gente, eu acho que não dá mesmo e tal. Ele que tá repetindo o discurso, né? É verdade. Ao contrário do japonês, falou: o que que é isso, eles não sobem nada, não vão ganhar.
Exatamente. Agora, Cazão, daqui a pouco vocês vão ficar surpresos com como tá a nossa enquete aqui, não vou antecipar, mas Cazão, você viu o que viu a França ao vivo e deu seu destaque inicial sobre, aliás, falando que foi umas coisas mais legais que você tem visto aí, que você viu até aqui nessa Copa do Mundo. Então, é bom, qual a impressão do campo?
Então, é, cara, você vê a França, você vai para o campo O jogo de ontem, se tivesse um artista que pintasse quadros ontem, ele ia pintar vários quadros, porque tem várias cenas que é uma tela, que é um quadro. A bicicleta do Olise que pegou na trave, voltou, Dembélé bateu para meter a bola no ângulo, ela passou raspando, é um quadro. O gol do Mbappé, cara, o gol do Mbappé foi uma coisa absurda, porque foi um escanteio, aí juntou ali naquele cantinho Olise, Dembélé, Mbappé, e deu no que deu.
Foram 3 A hora que o Olise tocou a bola para o Mbappé, ele apareceu na cara do gol. Você fala: pô, como que esse cara, como que esse cara viu o buraco e movimentou? E aí esse cara se movimentou. Aí o Mbappé fez aquele gol.
É um quadro.
A enfiada do Olise para o gol do Bartolomé, cara, só ele via. Você tá na França, é o seguinte, gente: você tá sentado no estádio olhando o jogo, aí de repente o Olise pega na bola e ele enfia uma bola, você fala: pô, Caramba, como que ele viu esse buraco? Você tá no estádio, você não vê. Você tá olhando o jogo e você não vê a movimentação do cara. É tão surpreendente que os caras saem na cara do gol sozinhos, sem zagueiro. Vocês perceberam?
Jogadores da França, eles saem cara a cara com o goleiro sem nenhum zagueiro perto, porque ninguém percebe, ninguém vê o que eles estão vendo. É uma coisa muito louca. Eu, sem exagero nenhum, porque eu acho isso mesmo, eu vou falar uma coisa que não é para nem para ter corte, nem para título de texto como eu fiz e tal. Depois da Holanda de 74, é que revolucionou o futebol, que ficou para história, né? A seleção brasileira de 70 ficou para história, a Holanda de 74 ficou para história, o Brasil de 82 não ganhou, ficou para história.
Essa França vai ficar para história, gente. Essa França vai ficar para história porque eles fazem coisas que nenhuma outra seleção faz. As coisas, todas as jogadas as outras seleções fazem de enfiar uma bola e tal, é tudo trabalhado, bem forçado, né? Você força o passe, você força a jogada. Eles fazem naturalmente. E tem outra coisa, eles se mexem tanto, o Lise, Dembélé, Mbappé e o Barcola ontem, mas os outros jogos foi o Duê, eles se mexem tanto que a defesa adversária ela não consegue chegar na marcação porque ela não sabe onde os caras estão.
Parece que eles são invisíveis, gente. Eles parecem invisíveis. Quando a defesa adversária olha, já tem o Lise com a bola sozinho vindo para cima. Ela olha o Dembélé passando em diagonal, ela olha o Mbappé aberto na direita para arrancar. Cara, é uma coisa espetacular. É a melhor coisa que eu vi, a coisa mais legal que eu vi em Copa do Mundo, porque eu comecei a trabalhar em Copa do Mundo como jornalista, comentarista e tal, foi em 98, na Copa de 98.
Então, de 98 até hoje, 26, são 8. Por acaso, nenhuma seleção que eu vi nesse tempo todo é igual essa França. Nenhuma, nenhuma. Para mim, essa França, ela vai ficar, ganhando ou não, ganhando ou não, isso que eles fazem vai ficar para história, como ficou 82, como ficou 74, que não foram campeãs.
Arnaldo, e aí? Você que é um fã declarado desse time da França. Para mim, a questão é que tem muito jogador bom. E aí, quando a bola vai no pé de alguém, o cara é bom.
É, eu sou fã da França desde que eu comecei a ver Copa do Mundo com atenção em 82. 82 era a nossa seleção, a seleção do Telê, mas a França que foi eliminada na prorrogação para a Alemanha, do Platini, do Tresor, do Tigana, já era para mim a seleção favorita da Copa quando o Brasil caiu. E eu fiquei... Foi aquele jogo que o Schumacher arrebentou a cara do Batistão. Eu fiquei traumatizado com aquilo. A Alemanha passou a final e perdeu para a Itália.
Depois teve 86, que a França eliminou o Brasil com o gol do Platini nos pênaltis. E a França ficava no quase, mesmo com gerações muito boas. O Mauro tá com uma camisa, ele falou do Cantona, né? O Cantona não disputou Copa, cara. A França tinha uma... Teve uma geração perdida, boa. Cantona, Ginola, os caras perdiam pra Finlândia, pra Islândia. Então teve a Copa nossa aí, né, Cazé? A nossa primeira Copa in loco, no local, né? A Copa de 98.
Sim.
Que foi marcada pela ascensão da França durante, pela consagração do Zidane, que era uma... Revelação na época. E aquela França era uma França super forte na defesa, tinha o Rahn, Blanc, que eu estava lembrando aqui que eu estou trazendo, Deschamps, acho que é importante a gente falar do Deschamps.
Desailly.
Desailly, exato.
Em compensação, o ataque...
Não tinha.
O ataque não tinha.
O Mauro lembrou ontem que é Dugarry de Guivarche. Meu pai, que foi muito horroroso.
Não, o Dugarry entrava depois e a imprensa falava que ele estava na seleção porque ele era amigo do Zidane, vocês lembram? O comentário era esse.
Falavam que ele tropeçava no cabelo, que ele dava umas tropeçadas sozinho, ele tinha um cabelão e tal, enfim. Mas daí a França, acho que ela tem um impacto, esse primeiro título em casa, muito grande, sobretudo para a afirmação do Zidane como um dos grandes jogadores da história do mundo. E a França teve outros grandes times, teve 2006 eliminando o Brasil e perdendo a final para a Itália, a cabeçada do Zidane. Teve várias Copas que ela se autossabotou.
Conflitos internos, técnico horroróscopo, conflitos raciais, um monte de coisa. E aí tem esse time que eu acho que é o time do Deschamps técnico, Mbappé jogador, que começa ganhando uma Copa em 2018 da Croácia, já com Mbappé brilhando, então muito jovem, já um jogador decisivo muito precoce, isso já me impressionava, mas parecia ser uma França que Tinha um jogador desequilibrante, um, como várias seleções tiveram. Na Copa passada contra a Argentina, na final, ou a trajetória toda, também era meio: "Ah, o Mbappé equilibrou o jogo sozinho, fez todos os gols possíveis." O Griezmann estava um pouco na fase descendente e não tinha ainda essa preciosidade que é esse Olise, que é um jogador do futebol atual, com várias etnias, descendências e tal, e que é uma raridade, é brilhante.
Acho que quando o Casagrande fala de espaços que ninguém vê, acho que ele traduz, olhize isso em campo, e o entendimento dele com o Mbappé é brilhante. E acho que hoje você tem dessas 3 versões da seleção da França do Deschamps a melhor.
O Arnaldo...
Fala, Cazão.
Só uma coisinha, só para completar com o que você tá falando, só uma coisinha. O Olise, ele se entende com todos eles, com todos eles. O Olise, ele é tão genial, ele é tão genial que ele sabe o tipo de jogador que ele tem na frente dele, dos três, Dembélé, Mbappé e Barcola, ontem, que ele enfia a bola ou ele dá o passe de acordo com a característica dos três caras.
Perfeito.
Ele deixa os três caras na cara do gol.
Perfeito.
Deixou o Barco lá, por exemplo, num passe antológico.
Antológico. Ótima observação. Até quem cobre, eu estava conversando com o nosso querido Gerd Wenzel, quem cobre o dia a dia do Bayern de Munique, porque o Ulisses é um jogador do Bayern de Munique, por vezes vem na Copa, lamenta o fato de no Bayern ele jogar um tanto quanto preso pelo lado direito. Vale lembrar que teve time que para jogar Contra o Bayern, e o PSG fez isso, o Luiz Henrique, que dirige uma seleção no PSG e um time francês, contra o Bayern de Munique, para dificultar a vida do Olise, ele mandava o goleiro chutar o tiro de meta direto para a linha lateral, no lado do Olise, para que ele recebesse o arremesso lateral de costas espremido na linha.
Você vê como são as estratégias do futebol hoje tão requintadas. O Olise sem freio, ele é imparável. E ele tá jogando essa Copa sem freio, deixando o lado mais pro Dembélé e ele fica naquele jeito sem freio.
Eu não entendo direito onde ele joga, porque ele vai pra cá, vem pra lá, preenche o meio, passa, cai na esquerda, cara, é impressionante. Ele criou uma liberdade pra ele.
Exato. E o nível de definição do Mbappé é nível de maiores de todos os tempos. Aqui no Brasil tem um certo Sei lá, sobretudo o caso, eu acho que é bom você falar também, porque sobretudo aí jogadores brasileiros de muito sucesso, talentosos, acham o Mbappé um jogador comum. Comum? Como se ele fosse só velocidade. Só velocidade?
Cara, o primeiro gol foi absurdo.
Ele é um jogador extremamente inteligente, ele é um finalizador espetacular, ele é um jogador que tem liderança. Quando você vê um técnico que foi campeão como jogador e campeão como técnico, um desse tipo, fazer assim, ó, é que tem alguma coisa ali, né? Então o Mbappé, ah, não vou comparar o Mbappé com o Messi ou com o Cristiano Ronaldo, mas o Mbappé é o maior jogador de futebol no momento que nós temos em todos os, e algum tempo.
O melhor do mundo tá jogando com ele, que é o Dembélé, mas ele é melhor que o Dembélé, né?
E ele, essa coisa é o "Ah, o Guardiola vai cansar o Messi, passou o close, não sei o quê lá". Dane-se, ele, como começou Copa muito cedo, ele está só na terceira Copa dele. As três Copas dele foram brilhantes, já são, já podemos dizer que essa também é. E também acho que o resto, o recheio, o goleiro eu acho melhor que o Lloris, a dupla de zaga eu acho melhor que na Copa passada. Os volantes são os mesmos, eles têm um trabalho do cão, né?
Porque os outros 4 atacam que nem uns malucos. O Rabiot, que é mais clássico assim, né? Canhoto mais... E o Tchouaméni, que fica correndo pros outros. Então, é um baita time. E não é uma garantia que ele vá ser campeão, mas ele tá marcando. E eu fico muito... Já que eu não resisto, É, na projeção de confrontos, o Trajano estava falando aqui no começo do programa, eu fico muito ansioso por um eventual confronto com o Marrocos, que pode acontecer desde que dê a lógica, né?
A França passa pelo Paraguai e o Marrocos passa pelo Canadá, porque esse time de Marrocos tem uma coisa muito diferente daquele da Copa passada, quando ele foi eliminado pela França na semifinal, né? Na Copa passada A França ganhou de um time que só se defendia, só se defendendo. O Marrocos passou pela Espanha, passou por Portugal. Agora é um time diferente, é um time também um tanto quanto irresponsável, no bom sentido, que fez o que fez com a Holanda porque atacou a Holanda o tempo todo.
Então seria um jogo espetacular, espero que a gente possa ver. E você, Casagrande, espero que você esteja no estádio. Eu sei que o Mauro tá indo para lá, e já reservou para esse eventual jogo, se a gente tivesse França e Marrocos.
Sensacional! Trajano, uma pergunta para você, porque tem gente falando assim: "Ah, vocês estão falando aí, essa França não pegou ninguém, só pegou galinha morta, não sei o quê." Pegou o grupo mais difícil da Copa. Aí eu olhei aqui, comparando com o que o Brasil pegou. Então a França pegou Senegal, duro, o Iraque, mole, Noruega reserva, ok, e a Suécia. Brasil pegou Marrocos, duro, Haiti, molíssimo, Escócia, molíssimo, e o Japão. O caminho da França me pareceu mais roscado.
Não gosto nem de comparar, eu gosto de saber, olhar como é que foi o desempenho, sabe? O prazer de ver jogar, a beleza de ver um futebol bem jogado. E você estava falando, curioso é o seguinte, a França tem o time campeão do mundo, não é isso? PSG. É, hein?
Bicampeão. Bicampeão europeu. Bicampeão europeu.
E tem a melhor seleção faz tempo.
Tem, exatamente. Porque foi campeão numa vice na outra e agora tá com esse desempenho.
Então eu fico me perguntando o seguinte: de onde surgiram esses caras? De outro mundo? De que mundo vocês vieram?, né? Esses para jogarem todos juntos e desempenhar do jeito que estão desempenhando. O Mauro vai ter o privilégio de vê-los também.
Exatamente, sensacional. Mauro já tá, o Mauro fez um trajeto ali espetacular. Agora, Mauro, para não dizer que a gente só tá falando que a França é boa para caramba, o que que tem de errado aí? O que que a França tem de vulnerável, vamos dizer assim?
Ah, isso eu acho que é uma coisa que a gente vem falando já há algum tempo, né? Todo time tem a sua vulnerabilidade, né? Não existe time imbatível, né? Em qualquer modalidade esportiva, né? E assim, é um time que agride muito, né? Impressionante, né, o que fez ontem. E aí, nessa questão aí de comparar adversários, é a maneira como você ganha de determinados adversários, né? A maneira, as maneiras. E assim, ontem a França teve um momento do primeiro tempo que ela esganou a Suécia, pegou pelo pescoço, sacudiu, vou te triturar, e fica em cima, e fica em cima.
O gol demorou a sair porque o goleiro fez grande defesa, bola bateu na trave, toda hora batia na trave. Teve um gol impedimento por pouco também. E aí sai o gol, né? Demorou, mas já poderia ter saído muito antes. Mas é um time que se expõe muito, né? Assim, ele joga tudo ou nada, não tem, não tem papo, não é negociável para França. Tanto que logo depois que o Mbappé abriu o placar, na jogada seguinte a Suécia quase empatou. A Suécia não ia lá umas 3 semanas que ela não chegava no ataque.
De repente a Suécia teve oportunidade de gol. Isso tem acontecido, reserva da Dinamarca foi a mesma coisa. Então acho que esse é o ponto. O cuidado que eu acho que os franceses devem ter num jogo mais equilibrado, que possa acontecer, que deve acontecer, é justamente esse: chegar um dia e encontrar uma defesa bem postada, um dia que o Lys não tá tão inspirado nos seus passes sensacionais, que o Mbappé não tá acertando o alvo, e de repente o adversário vai ter chance também, porque ela oferece oportunidade.
Ou jogando contra alguém que tenha jogadores que desafiem também. No jogo contra uma Argentina, por exemplo, você vai ter que resolver a questão Messi. Por exemplo, né, ou até se a Espanha se acertar no confronto com os espanhóis. O jogo com o Marrocos tem tudo para ser muito legal se acontecer. Dificilmente vai deixar de acontecer, porque os adversários são bem mais acessíveis, né, Canadá e Paraguai. Poderia ser a Alemanha no caminho da França, aí haveria uma certa expectativa pela rivalidade, pela tradição.
Seria uma briga de cachorro grande. Mas sendo Paraguai, a chance do time sul-americano é mínima nesse confronto, quase zero, diria. Deve passar, e Marrocos tem tudo para passar pelo Canadá. Aí a questão do Marrocos é dificuldade para transformar em gol todo o volume de jogo que consegue produzir. Mas acho que a França tem essa questão, ela se expõe, ela ataca, ela agride, ela cria e deixa a sua linha defensiva muito exposta várias vezes.
Não é questão de qualidade dos jogadores, é como o time se comporta, né? Esse é o ponto que evidentemente os adversários vão tentar tirar proveito de alguma maneira É nos jogos que virão.
Então, olha só, a França ela ataca com 4 e ela defende com 6. Os laterais não passam e os 2 volantes que eles só vão apoiando, eles vão, a defesa da França, os laterais, os 2 volantes, eles vão caminhando junto com o ataque. Quando a bola chega no Olise Todo mundo para e deixa só os 4 jogando. Aí um volante, na maioria das vezes é o Rabiot, que ele se apresenta mais ali na frente como um segundo armador ou o cara de apoio, sabe?
Quando tá tudo fechado, eles ficam tocando a bola, tocando a bola. Aí o Rabiot aparece para receber a bola e reorganizar toda a, o funcionamento da equipe. Mas na realidade, na realidade, os 2 laterais eles não vão para o fundo Os dois zagueiros só vão para área em escanteio, bola parada. E os dois volantes são dois volantes de apoio, eles não são volantes de ficar tocando a bola para o lado, recuando para o goleiro. Olha a França jogar e conta quantas vezes eles tocam a bola para o lado ou para trás e compara com a seleção brasileira. Quantos jogos, quantos eles tocam a bola para o lado e para trás?
Nada.
É só dali para frente, porque eles têm uma organização exatamente para isso. O papo deles é o seguinte: esses 4 vão só atacar, eles não vão marcar. Ninguém marca, os 4, ninguém marca. Fica sobrando para os outros 6. E muitas vezes, e eu acho mais vulnerável os lados da França, porque como não tem, como Dembélé não volta para dobrar o lateral direito, nem o Barcola ontem voltava para dobrar com esquerdo, fica os dois laterais mano a mano com ataque adversário.
E às vezes dois contra um, às vezes triangulações. Então os lados da França defensivo, eles são mais frágeis porque fica só os dois laterais mesmo, porque os outros quatro é para matar o jogo. 6, 6 marcam, 6 correm, 6 dão apoio. Para 4 caras matar um jogo. Então eu não acho, a França, eu não acho que ela tem uma defesa vulnerável. Eu acho que ela tem fragilidade dos lados, mas ela não tem uma defesa vulnerável porque faz parte do pacote.
Você tem 4 caras que não vão voltar, então quando você toma um contra-ataque você tem que se virar. O volante tem que sair num cara, tacou para o outro, tem uma tabela, sai o cara na frente do zagueiro, zagueiro tem que sair para marcar. Isso aí, isso aí é igual a todas as outras equipes, do meio para trás da França É igual a todo mundo, não tem diferença, é igual a todo mundo. O problema da diferença é que os 4 da frente são muito melhores do que qualquer ataque que tem aqui na Copa do Mundo.
Não tem nenhuma seleção aqui na Copa que tem um ataque com criatividade como eles têm, com velocidade como eles têm, com inventiva de jogo como eles têm e com poder de decisão como eles têm. Todos eles têm poder de decisão, os três da frente, né? Porque o Origi vem mais como armador se movimentando, mas ele também decide para caramba. Dembélé, Barcola e Mbappé são jogadores que decidem jogo, eles decidem jogo. Você tem três caras que decidem jogo e um que cria, que é genial.
Para mim, o Origi é o melhor jogador da Copa, tá? Para mim, o Origi é o melhor jogador da Copa, sobrando, sobrando. Então eu vejo essa França da seguinte maneira: Ela pode, alguém pode ganhar dela? Claro que pode. Qualquer, como futebol, seleção brasileira de 82 perdeu da Itália, que não tinha ganho de ninguém, só da Argentina, e a primeira fase não tinha ganho de ninguém. Pode perder? Pode. Mas ela é favorita contra todas as outras seleções que ela vai jogar.
Ela pode ser eliminada por Marrocos, mas ela é favorita. Ela pode depois ser eliminada pela Espanha, talvez, mas ela é favorita. Ela chega, se ela chegar na final com qualquer um, ela é favorita e é melhor, mas ela pode perder. Futebol é isso. Mas não tem comparação. Quando você for, quando você olha, vamos, esquece título, esquece que no final tem uma final, né, no final da Copa vai ter duas seleções jogando uma final, alguém vai ganhar um troféu.
Esquece o troféu. A França é melhor que as 48 seleções que vieram para cá, mas melhor sobrando.
Boa, você queria completar, Arnaldo?
Vamos rapidinho, vamos mudar. É só, eu acho que foi bom o Casagrande falar do jeito que a França joga, virtudes, defeitos ou pequenas fragilidades. Acho a vantagem para o Brasil foi ter enfrentado a França no amistoso recente, tentado jogar da mesma forma, com 6 defendendo e 4 atacando. Desse jeito não dá para você jogar da mesma forma com a França, esquece, né, que o Brasil não tem 4 iguais. Da frente e não consegue com os dois do meio fazer esse equilíbrio.
Então acho que essa é uma vantagem de saber o que não fazer no eventual confronto, se for na final. Agora, quando o Trajano, rapidamente, isso é conversa para outro dia, quando o Trajano fala de onde eles vieram, é importante dizer que a França é um país que fomenta o esporte há muito tempo, que é o esporte como inclusão social em todos os esportes coletivos e individuais. Então hoje a França tem Diferentemente da Inglaterra, que não aproveitou a Olimpíada, a França aproveitou muito bem a Olimpíada.
Então a França tem times fortíssimos de vôlei, de basquete, tem judoca, tem handebol, tem tudo. Porque o Estado contribui também para o desenvolvimento do esporte em alto nível. Isso é importante. A Inglaterra largou, né? Os dois sediaram Olimpíada recentemente. Isso ajuda também na formação de atletas de todas as modalidades e a mistura, né? Mistura, o sincretismo, isso é muito importante e vai desenvolvendo equipes fortes em todas as competições.
Nas Olimpíadas, a França já marca muito presença entre as melhores e no futebol é uma coisa já contínua. Há algum tempo, e consistente.
Você já ouviu falar do Missão Saber? É o não tão novo podcast do UOL que parte de livros, vamos recomendar muitos livros para falar de vários assuntos. Já pensou ouvir a Daniela Lima falando de ansiedade?
Por conviver com o processo da ansiedade há tanto tempo, eu entrei numa espécie de vigília constante assim.
O PVC sobre memória, o Facundo Guerra sobre China, Maria Prata sobre educação dos filhos, Sakamoto e os evangélicos.
Muita gente esperava que o número de evangélicos seria ainda maior.
Eu sou Murilo Garavello e apresento Missão Saber, o podcast para quem é curioso e gosta de aprender.
Tudo na vida a gente acha um equilíbrio ali, consegue viver e ao mesmo tempo entender as problemáticas e ao mesmo tempo se amar.
Tem tudo isso e muito mais, muita coisa legal para você. Busca Missão Saber no YouTube, no Spotify ou assista na sua plataforma de podcasts favoritos ou fica atento no Canal UOL. Assista o Missão Saber toda semana no Canal UOL.
O Trajano perguntou como estava de like, certo? Tá preocupado que você mandou 10 mil, mas estamos com 7,2 mil. Dá para chegar, dá para passar. E vou dizer mais, 2,5 brutal praticamente. Passa de 2, vamos chegar em 3 mil.
Vamos para 12 mil.
Não, calma.
Não, vá para 12 mil, pode anotar aí.
Não, não, não chegamos no ralo ainda.
Vai pular, vai pular. Só queria fazer a última observação sobre a França, que tem a ver com o Arsenal, que é o meu time. Não, o Saliba é um zagueiro central que joga com o pé direito. Na França ele joga pelo lado esquerdo.
Exatamente.
Ele é tão bom que o Deschamps encontrou um lugar para ele como titular, porque senão ele seria reserva como zagueiro central. Ele se defende bem, joga bem, é um belo jogador, alto, forte, sabe sair jogando, mas ele tá jogando de um lado que ele não costuma jogar. Marafonso, ele é titular pelo lado esquerdo. Esse lado esquerdo que o Casagrande falou que pode ser, pode ser, não é um caminho das pedras.
Barrou o Konaté do Liverpool que tá indo pro Real Madrid, foi o Saliba, ele colocou junto com o Pamecano, tá jogando do lado esquerdo mesmo. É isso mesmo.
Ó, só para não deixar passar, então falando rapidinho, só rapidinho, rápido, que o Trajano falou assim: pô, da onde aparece esses caras, né, Trajano? Da onde aparece esses caras? Gente, olha só, nós tivemos Jairzinho, Tostão, Pelé, Rivelino, Gerson, Falcão, Cerezo Sócrates, Zico, Éder, o Júnior e o Leandro, tudo ao mesmo tempo. É a vez deles, Trajano, é a vez deles, porque eles deviam pensar assim: pô, como que surgiu esses caras?
Da onde vieram? Falcão, Sócrates, Zico. Falcão, Cerezo, Sócrates, Zico. Da onde esses caras apareceram? O Leandro, da onde surgiu? E o Júnior? Agora é a vez deles. Nós sabemos, não sabemos como que surgiu esses caras ao mesmo tempo, no mesmo lugar.
Pô, é de coisa de louco, é um negócio muito impressionante.
Muito bem, ó, só para não deixar falar que a gente não falou, porque afinal a França ela ofusca todas as outras, mas o México é o único time que não tomou gol, tá 100%, meteu 2 a 0. O tal do Quiñones, né?
É meu parente, é meu parente.
É parente do Trajan.
É porque eu sou Quiñones, ele é Quiñones. Exatamente.
Qual a campanha do México aí? Coloca na tela aí os jogos do México. Não temos a tela, mas eu falo.
O México tem uma vantagem muito grande, continua jogando no Azteca. Exato.
Isso, ó, 2x0 na África do Sul, 1x0 na Coreia, 3x0 na Tchequia e agora 2x0 no Equador, com o jogo resolvido lá, com meia hora de jogo, tava 2x0 já. Pro México, que agora vai enfrentar o vencedor da Inglaterra ou Congo.
Eu vou nesse aspecto que o Trajano falou, é na cidade do México.
Se tudo correr como tá correndo, a expectativa, pegaria a Inglaterra, Inglaterra passando pelo Congo, República Democrática do Congo, não confundir com, porque são, tem dois, né? No Estádio Azteca, o que é uma grande vantagem, a torcida em casa, o time não viaja, certa altitude, com altitude, aquela coisa toda. Eu vou mandar uma foto também para a nossa comunidade em relação ao México.
Muito bem.
E mostrar uma seleção brasileira que foi vitoriosa no México, conquistou o título de campeão mundial no México.
Outra, além daquela?
Exato, além da dupla que citaram pelo Casagrande, aí vem Pelé, Tostão e Rivelino.
Tem outra seleção que foi campeão lá.
Agora é a última partida do México O México, a próxima no México, mas ele já estaria, se der tudo certo para ele, já estaria nas quartas de final. Isso, né?
Um eventual confronto com o Brasil seria nas quartas de final fora do México. Então tem essa questão. E acho que Miami, em Miami, exatamente. Ó, mas promete também, né, se ocorrer, mas seria fora do México, né, se acontecer esse Tá bom.
A Noruega vai enfrentar o Brasil, ganhou da Costa do Marfim. Só um dado aqui que o Júlio César me manda aqui, ele acompanha o programa todo dia e adora futebol, foi um craque inclusive. Ele fala o seguinte, ele lembra: 99 dos jogadores dessa Copa do Mundo nasceram na França.
99 o quê?
Jogadores nascendo em território francês.
Ao contrário de Curaçao, que apenas um jogador tinha nascido na França.
Exatamente, espalhado pelas essas seleções todas, tem 99 jogadores que nasceram na França. Ô Mauro, você falou um pouquinho sobre a Noruega, como as dificuldades do Brasil. Ganhou por 2 a 1 da Costa do Marfim. Era um jogo, foi um jogo duro. Costa do Marfim é boa também, é um jogo difícil. Depois do jogo eu fiquei na dúvida se era melhor para o Brasil, a Costa do Marfim, a Noruega, porque eu achei os dois times muito bons. Mas é isso, Brasil e Noruega. Que você achou da Noruega?
É, foi um jogo mais ou menos na linha do que se imaginava, né? Já sabia que ia ser um jogo difícil, né? Um jogo equilibrado. Demorou a conseguir encaixar o jogo dela. Foi mais na parte final do primeiro tempo que conseguiu trocar mais passes, ter um certo controle, o De Gea entrar mais no jogo. Foi quando construiu a jogada do seu gol. Depois teve a chance de fazer o 2x0, por muito pouco não ampliou. E o gol acaba, gol da vitória, como eu falei no começo, uma jogada que a seleção brasileira ainda não fez, né?
É a jogada em profundidade que abre espaço na linha defensiva do adversário. Um jogador arrasta a marcação, o outro recebe o passe em profundidade, bagunça a defesa porque começa a acontecer, vão acontecer as coberturas, né? Um vai tentando cobrir o buraco que vai ficando, e aí sobra justamente o atacante perigoso Haaland para fazer o gol. Da vitória, né? E o jogo foi dramático até o final. Eu acho que para o Brasil seria melhor pegar a Costa do Marfim.
A Noruega, um time mais perigoso, e tem esse cara, cara, esse cara é um demônio dentro da área. Não apareceu tanto nesse jogo, ainda assim fez o gol da vitória. Então, puder evitar é bom, mas não foi possível, né? Eu acho que o Brasil até tem um favoritismo contra a Noruega, embora nunca tenha derrotado essa equipe na história, né, 4 confrontos, 2 empates, 2 derrotas, inclusive derrota em Copa do Mundo. Mas acho que vai subir um pouquinho o nível do adversário.
Por outro lado, o Brasil tem toda uma vantagem logística, né, como eu já falei, chegou antes, tá na cidade onde o jogo vai acontecer, já jogou naquele estádio, enfim, tudo muito favorável, né. Um dia a mais para poder se preparar, porque jogou na segunda, Noruega jogou na terça, e ainda tem que fazer a viagem. Então tudo isso pode favorecer. A grande questão que eu vejo é o que que o Ante Lotti vai acrescentar à equipe após dias de treinamento.
Vai melhorar a saída de bola que tá ruim, né? Vai conseguir fazer com que o time trabalhe melhor diante de uma defesa fechada? É provável que a Hungria pegue a bola com o Brasil e fique fechada durante o começo do jogo, pelo menos, tentando explorar saídas em velocidade. Acho que essa é a questão. Nos dias para trabalhar, ele tem recebido, ele tem tido e está tendo nesse momento. Ontem foi um dia meio relax, os caras puderam dormir fora, né, a família, essa coisa toda.
A partir de hoje, quarta, quinta, sexta e sábado, 4 dias, gente, 4 dias para trabalhar pensando no jogo no domingo. É um tempo, é um privilégio, né? Se você pensar na realidade dos treinadores até de clube, raramente eles têm esse tempo todo. E detalhe, sem viagem. Não é que o Brasil foi para Nova Jersey, treina, treina, treina e viaja. Não, ele fica por lá, ele joga lá. Essa é uma vantagem muito grande. Aliás, esse estádio, depois desse jogo, só recebe final, né? Não vai ter mais jogo por lá. E o gramado tá sendo criticado. É isso também.
O estádio vai ser no MetLife, né, o jogo, certo? Em Nova Jersey, que não é climatizado. Detalhe, o que pode ser pior para Noruega, né?
Não, é aberto, é aberto, é aberto. Ontem estava um calor infernal. Mas só uma coisa, a Noruega jogou aqui com Senegal, eu fui assistir Noruega e Senegal aqui em New Jersey, né?
Diga lá, Noruega, Naldo.
É, Noruega, quando você cita Noruega, você vai lembrar do Haaland ou vai, se a gente esticar um pouco, do Ødegaard, são os dois jogadores mais representativos, mas ontem...
E do pontinha direito ali.
Então, ontem quem decidiu o jogo com um passe, vou cometer uma heresia à la Olise, foi o Oscar Bobb, que é um ponta aí reserva, mais leve, jogador mais hábil, joga no Fulham da Inglaterra, que entrou no lugar do Sorloth, que é aquele atacante do Atlético de Madrid que é desse tamanho. E ele descola um passe incomum, porque a Noruega, o tipo de jogo, a criatividade toda passa pelo Ødegaard, e todo adversário tenta bloquear o Ødegaard.
E o Oscar Bobb descolou um passe espetacular e deu na triangulação que ocasionou no gol da vitória do Haaland. Acho a Costa do Marfim um time mais imprevisível que a Noruega, daria mais trabalho para o Brasil em termos defensivos, mas ao mesmo tempo é mais vulnerável. A Noruega é um time mais coeso, frio, certinho, tem essa situação que o Trajano descreveu do comportamento do Haaland, tipo: "A França não dá para competir, o Brasil não temos mínimas chances e tal".
Então fica meio... Como franco-atirador, que eu acho uma posição confortável, mas não acho que seja um jogo fácil, não acho mesmo. E o Brasil, com as suas deficiências ainda, acho que precisa atingir um estágio superior ao que atingiu no jogo do Japão para eliminar a Noruega, que vai escolher um caminho, né? Ela, no jogo com a França, ela escolheu: poupar meu time, como disse o Mauro, e se eu ficar em segundo lugar da chave, tudo bem.
Não sei se eu vou ganhar da França mesmo, já talvez imaginando que pudesse encontrar com o Brasil nessa etapa. Esse é um confronto previsto, né, e acho que é um jogo bem interessante, com duelos particulares.
Aí que eu queria dizer, as imagens que estão sendo exibidas do confronto, vários confrontos entre o Gabriel Magalhães e o Haaland, São impressionantes.
Impressionantes.
Como eles se pegam, né?
Gladiador.
E se abraçam, se enrolam no chão, gravata, rasteira, dedo na cara, é um negócio de louco.
É, porque City e Arsenal decidiram tudo nos últimos tempos, né?
E são dois... Só que na Copa não pode ser assim.
Aí que tá, na Copa não pode ser assim. E se acontecer isso, o Gabriel Magalhães era expulso.
É outra história.
Exato.
Tem um outro confronto que acontece muito na Premier League, que pode acontecer, e é uma situação também para a gente reparar, é o Odegaard contra Casemiro, né? Jogaram várias vezes, Arsenal e Manchester United. Casemiro, que tá na alça de mira de todo mundo, ele seria o responsável pela marcação do Odegaard, que não é exatamente um jogador muito rápido, mas ele é muito criativo, inteligente, e ali sai muita coisa interessante do jogo da Noruega.
Outra coisa que o Ancelotti disse na coletiva que pode decidir esse confronto é bola parada, bola aérea, e que o Ancelotti está insatisfeito ainda com a produção da seleção brasileira nesse tipo de jogada. A Noruega é muito forte nesse aspecto, tem vários jogadores com mais de 1,95m, Tem 5, e é um jogo que ela explora bastante às vezes, embora o gol tenha saído numa jogada que poderia ter sido assinada, só a jogada, tá, do gol pela seleção francesa, só a jogada do gol, que o Haaland, né, casal, ele vai, ele não é que ele vai dominar e ela já vai para o gol, meio que escapa dele, ele só tava ali para encostar, jogada foi muito bem tramada.
Agora, além do Haaland, o Odegaard também falou, né? Ah não, vamos ver jogo a jogo, vamos curtir aí o momento.
Também tava, mas há um técnico, como é que é, um media training permanente norueguês, que rema todo dia com eles.
Tem uma coisa que pode, tem uma outra coisa que pode te preocupar o Brasil, gente. É a marcação do Danilo no Nusa, António Nusa, ponto esquerdo da Noruega. Ele vai para cima, tanto para o fundo como em diagonal, ele tenta clarear para bater, ele é muito rápido e o Danilo não é mais rápido, né? O Danilo não tem mais aquela velocidade e também não tem aquele confronto físico, né? Então o Danilo vai sofrer bastante caso a Noruega encaixe o jogo ofensivamente.
Então é uma preocupação muito também do Marquinhos pode ser a cobertura do Danilo em relação ao Musa, que ele é muito rápido, muito habilidoso. E só uma coisa, o Haaland e o Gabriel Magalhães, né, tu tá trazendo, destacou muito bem, o Haaland é um jogador, eu vi aqui no Weg Senegal, cara, ele é enorme, ele tem uma força física absurda, ele tem uma explosão absurda, mas ele consegue se fazer de morto. Muitas vezes os dois zagueiros do time adversário não percebem onde ele tá.
Quando olha, ele tá saindo na cara do gol, ele tá arrancando, ele tá buscando a bola. E o lado direito do Brasil, ele é mais vulnerável na jogada de força e aérea, né? Porque você tem o Marquinhos, que é bem mais baixo que o Haaland, e você tem o Danilo, que vai fazer a diagonal como lateral, que é bem mais fraco fisicamente que o Haaland, também mais baixo que o Haaland. Então essa questão de escolher, porque eu fui centroavante, você olhava, às vezes você escolhia o lado que você acha que você vai se dar melhor.
Então se o Haaland olhar a defesa do Brasil, ele vai pensar assim: 'Puta, eu vou ficar mais do lado direito, que ali eu vou ter mais vantagem', porque o Marquinhos não é habituado a marcá-lo, o Danilo também, mas do lado esquerdo da defesa sim. Se ele for para o lado esquerdo, vai ser Gabriel Magalhães que marca ele todo ano, já tem uma qualidade. Eles sabem, Gabriel sabe como se virar. Do lado direito vai ser uma novidade para defesa brasileira, tem que marcar esse cara.
Acho curioso um centroavante complementar sobre o outro centroavante, e é diferente, tamanho diferente. Casagrande é um mezarão, quem não conhece o cara, grande. Agora, queria que o Casagrande, se for possível, quando você vê o Haaland jogar, dá para fazer um, lembra alguém que você já tenha visto antes, ou jogou contra, ou que você já tem observado na história do futebol? Ou era isso?
O Haaland é um jogador, um centroavante diferente, né? Porque a gente tinha muitos centroavantes altos que eram mais magros, tipo o Flo da própria Noruega de 98. Eu acho que ele é mais alto que o Haaland, só que ele é mais magro que o Haaland, menos força física, menos explosão muscular. E tinha o Serginho Chulapa, do que jogou no São Paulo, um artilheiro da história do São Paulo, muito alto, com um forte fisicamente, né, mas menos explosão do que o Haaland.
Então, se você for pegar os centro-avantes altos que eu já vi, o Haaland é o cara mais complicado de se marcar, porque ele tem todas, ele tem tudo, ele tem tudo ao mesmo tempo. Nem todas as coisas que ele tem São ótimas, né? Mas ele tem tudo. Ele tem, ele é alto, forte, tem explosão muscular, ele bate muito bem na bola por ser canhoto, ele tem o tapa, ele tem o chute forte, ele cabeceia bem. E ele tem outro detalhe: a bola, quando passa na área, quantos gols nós já vimos ele fazer se jogando na bola, tanto rasteira como no alto?
Ele se joga na bola. Então não tem bola, não tem bola assim, se o cara cruza uma bola, você olha, o Haaland tá longe, ela não tá morta, porque esse cara pode se jogar na bola e fazer o gol. Ele fez vários assim.
Ele lembra talvez um pouco, um pouco, mas acho melhor, ele é melhor, mas ele lembra um pouco desses recentes com trauma, certo trauma para o brasileiro, Lukaku, né?
É canhoto, muito mais forte assim, né? Desculpa, deixa eu só, eu não sei se foi você que falou, mas eu acho que foi. Se não foi, pode pegar para você também. É que o Haaland É que o Haaland é como se ele fosse um jogador de como será o jogador de futebol no futuro, que vai ser muito forte, mas ao mesmo tempo com técnica.
Mas eu acho que isso não é já no futuro, não, acho que já é no presente, né? É só pegar os jogadores de basquete, né? Jogadores de basquete no passado, jogadores com 2 metros eram raros, eram jogadores lentos, basicamente o pivô pegando rebote no garrafão. Ofensivo, defensivo. Os jogadores com 2 metros e tanto, eles são malabaristas com a bola, fazem terradas acrobáticas, tudo mais. O atleta vai se desenvolvendo. Então no futebol acho que não é diferente.
A ideia de que o jogador grandalhão não tem agilidade, não tem mobilidade, não é veloz o bastante, ela tá enterrada. O Haaland faz pressão, Haaland se movimenta, ele salta. Ontem ele fez uma cabeçada que a bola veio fraca no cruzamento do Sorlott no primeiro tempo. Você percebe assim como ele se movimenta bem, né? E ele consegue correr por trás do zagueiro para fazer o cabeceio. Só que a bola vem fraca, aí a cabeçada também não sai com a força que ele gostaria.
Mas ele tem mobilidade, não é um, aquele grandalhão que fica dentro da área esperando que a bola sobe para ele escorar, não. Ele consegue fazer outros movimentos, né? E faz alguns gols até meio acrobáticos, né? Tem que se virar todo para poder finalizar. Tem muito recurso, tem muito recurso. Mas como ele é aquele cara gigantesco, eu já ouvi pessoas assim: ah, não, ele é meio gutinudo. Tu tá bom, vai nessa, vai no muito butinudo, vai que o cara não joga nada, que ele é só um grandalhão, você vai se dar mal.
É isso, tá bem claro. Inclusive, quando ele foi contratado pelo Manchester City, havia muita discussão sobre o estilo dele, o porte físico e a característica básica dele com relação ao estilo do time do Pep Guardiola. Ah, não vai dar certo, tudo funcionou, né? Funcionou, claro que funcionou. Ele continuou fazendo muitos gols. E detalhe, tem um jogo a menos que os outros que brigam com ele pela artilharia, porque ele foi preservado.
No jogo contra a França, né? Não jogou aquela partida. Ele tá ali brigando pela artilharia da competição.
Ele fez gol em todos os jogos eliminatórios, em todos os jogos da Copa.
Isso, né? A não ser que ele não jogou.
É que ele não jogou.
Você queria finalizar?
Não, eu tava, eu falei um pouco da questão do Lukaku, mas eu acho que o Haaland tem mais recursos, né? O Lukaku foi um centroavante também marcante, né? Ainda tá na Copa, aliás, joga hoje. Desculpa, não é que foi no auge, né? Joga hoje, ele pode até, mas já tá numa outra fase e tal. Mas ele é um centroavante muito forte, canhoto, que não tem bola perdida e tal. E acho o Haaland tem um refino maior ainda e vai dar um trabalho do cão.
Vai ser um grande jogo, acho. Olha, até agora, das oitavas definidas, talvez, até agora, tem bastante, pode ter Espanha e Portugal.
Até sexta-feira nós teremos esse ambiente aí.
Eu acho que é um dos jogos mais promissores, o Brasil e Noruega. Mais desafio, mais equilibrado.
Muito bem, ó, Trajano, você tinha pedido 12, a gente não chegou a 10 ainda. Eu acho que a gente devia fechar no 10 por enquanto e depois...
Fácil, de curiosidade.
9,7 mil.
Não, 9,7, 10. Mas tem tempo de 3 para cima, 3 para baixo. Isso. Então já chegou nos 10 mil.
Tecnicamente, agora vamos ver. Você quer saber como tá a enquete?
Não quero, curioso. Que você falou que tinha surpresas.
E tem surpresa, exatamente. Põe a enquete na tela aí. Quem deve preocupar mais a torcida brasileira? Todo mundo aqui falou que a Noruega, porque é o próximo e tal e tudo mais, certo?
Certo.
Para a torcida brasileira que está aqui acompanhando o Posse de Bola, é a França 47%, Noruega 39%, ausência do Paquetá 12% e México 2%, por enquanto.
Maneira de olhar, nós já explicamos isso. O pachequismo tá envolvido na fan cast.
Tá envolvido.
Tá envolvido.
Então, todo mundo de olho na França já, mas tem que ficar de olho sim na questão do Paquetá. Paquetá, informação dada aqui pelo Rodrigo Matos, depois todo mundo deu também, também, não deve, talvez fique fora da Copa, né?
Então nós temos o Wesley, foi cortado antes do começo lá nos Estados Unidos, mas não chegou a jogar na Copa.
Isso.
Aí veio o Rafinha, agora o Paquetá. Mas além desses que, cortados ou não, tem dois que estão completamente abandonados, eu acho, na seleção. Igor Thiago e o Ibanez.
E o Luiz Henrique, são três.
Mas o Luiz Henrique chegou a jogar.
Sim.
Jogou?
Jogou.
Mas o Igor Thiago jogou duas.
E o Ibanez também jogou.
Jogar, jogar.
Paquetá não deve jogar, talvez não jogue mais essa Copa do Mundo, né? Informação do Rodrigo Matos é nesse sentido. Não que não vai jogar, certeza, mas a tendência é que ele jogue mais.
Um pouco antes, não ficou uma dúvida antes da Copa?
E agora teve essa nova, essa nova contusão. A gente tem uma tela aí mostrando duas possibilidades de Brasil sem Paquetá. Podemos colocar?
Com duas formações táticas diferentes.
Opção 1: mantém a formação tática e com a única diferença que o Danilo Santos entra no lugar do Paquetá, ali, ó, um pouquinho na frente do Bruno Guimarães.
Como é que tá a escalação? Vê ali.
E do Casemiro. Alisson, Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos, Casemiro, Bruno Guimarães, Danilo Santos, Rayan, Matheus Cunha e Vini Júnior. Outra opção: Em vez de Danilo Santos, recua o Matheus Cunha e põe o Hendrick lá na frente. A segunda opção seria essa.
Então fazer uma pergunta para o nosso pessoal na comunidade também, não na comunidade. Há um jogador de futebol brasileiro que foi um grande jogador, figuraça, meu amigo, jogava muito bem, que mora na ilha de Paquetá. Há anos mora lá.
Afonsinho.
Afonsinho.
É Afonsinho. Então, grande abraço para ele. E não sei se está morando lá, mas como são inseparáveis, acredito que esteja lá, o Ney Conceição, que era o meio de campo. Afonsinho, Ney Conceição caberiam nesse meio de campo aí, no lugar do Paquetá, né, Castão?
É isso.
Bom, e aí?
Primeiro, a gente vive uma era que é muito complicada. As pessoas A torcida, as redes sociais, sobretudo, elas comemoram lesão do próprio jogador.
É uma coisa... Como assim?
Como assim?
Ah, é...
Não é problema, é reforço, vai acertar o time. Cara, eu acho péssimo, péssimo, péssimo para a seleção brasileira, assim como foi a contusão do Rafinha. Uma coisa é o Rafinha perder a posição para o Rayan, por... Virtudes do Rayan. A outra coisa é o Paquetá perder a posição para o Danilo. A outra coisa é você ter 2 a menos na Copa. E isso vai dificultando as trocas, as opções, as possibilidades. E o Paquetá, ele vinha entrando antes, aos poucos, ganhou a posição de titular e faz parte da nova composição do trio de meio de campo da seleção brasileira que o Ancelotti decidiu utilizar a partir do início da Copa do Mundo.
A duras penas ele foi acertando o posicionamento do Casemiro, do Bruno, Paquetá e do Rayan, o Matheus ajudando. E agora é um problema. As duas opções que você colocou ali, nenhuma delas é exatamente estilo Paquetá, né? O Danilo mexe menos no time. Acho Danilo uma ótima opção para mim, seria a minha alternativa. Ele é um meio-campista canhoto, tem uma dinâmica diferente da do Paquetá, talvez seja um jogador menos agressivo, faça menos gols, entre menos na área, embora ele esteja incrementando esse jogo dele no Botafogo, como a gente tem visto aqui no Campeonato Brasileiro, fazendo gols inclusive.
A outra opção, que seria colocar um atacante, o Hendrick ou Martinelli, como entrou, no segundo tempo, faz o Brasil voltar à formação com 4 na frente.
Mas tem o Mateus Cunha também ali, ele que apareceu.
É, o Mateus Cunha vai ficar. Eu acho que colocar um outro atacante além do Mateus Cunha, ou o Hendrik ou o Martinelli, acho que o Brasil volta a uma formação mais— voltaria a uma formação mais agressiva, mais vulnerável, e eu não acredito que o Ancelotti recorra a essa formação mais francesas, já que a gente falou tanto nesse quarteto. Acho mais provável jogar o Danilo. E acho que vai fazer, vai fazendo falta. A gente conversava aqui desde a convocação, da bendita convocação, da pouca opção que o Ancelotti fazia para o meio-campo da seleção.
E olha que ele convocou um meio-campista. No lugar do Wesley, o Ederson. Aí você já tem menos o Paquetá, o Rafinha que pode fazer às vezes o meio, fora também o Casemiro tem cartão amarelo, tá em grande discussão. Se você reparar, o Antelotti tinha utilizado praticamente todos os meio-campistas nos jogos e as seleções têm feito isso de trocas. Então é uma baixa péssima para seleção. A ausência do Paquetá, eu não concordo com quem disse que é solução, que é melhor assim, né?
Que é melhor assim. Não, o Danilo seria melhor? Beleza, deixa o Paquetá no banco e coloca o Paquetá se precisar. Mas não tê-lo até o final da Copa, eu acho uma péssima notícia.
Mauro, e aí, que fazer?
Eu acho que tem uma diferença aí, que esse desenho que você colocou, ele coloca o Danilo na frente, o Bruno Henrique do lado do Cazemiro, mas não é assim não, tá jogando Casemiro como primeiro, o Bruno mais à direita para aquietar mais à esquerda, certo? Aí o Danilo teria que entrar à esquerda, um pouco à frente do Casemiro. Só que no Botafogo ele joga pela direita, tá? Tem esse pequeno ajuste aí que tem que ser feito em relação ao que ele vem fazendo no clube, tá?
Então seria para manter a estrutura, simplesmente tirar um e colocar outro, é o Danilo um pouco à frente pelo lado esquerdo com Bruno Guimarães à direita, e o primeiro homem é o Casemiro. Acho que a grande diferença é que eles estão mais agrupados em relação ao primeiro jogo, que o Brasil ficou muito isolado, meio campo muito vazio. Vamos lá, será que ele vai adotar a estratégia dos 4 caras na frente como ele fez contra o Japão, uma situação de ir para o bolo, o bull cup, como se dizia antigamente, tudo ou nada?
Essa é a questão. Vai colocar o Hendrik, recua um pouco o Matheus Cunha e vai na verdade com 4 atacantes com aquela ideia inicial ou ele vai ficar na ideia que ele acabou adotando após o início da Copa do Mundo, com um tripé no meio-campo, né? Essa é a grande questão, né? O que que ele vai fazer? Qual vai ser a escolha dele, né? Porque quando o Japão foi uma situação circunstancial, o time não criava nada no primeiro tempo, rigorosamente nada, e era o Japão, gente.
E o Japão é muito intimidado com o Brasil. Para o Japão, ele reverencia o futebol brasileiro. Segundo tempo, o Japão não contra-atacou, não atacou, não fez nada. E o Brasil tava mais disposto, claro que tava. E não teve nada, uma jogada só de contra-ataque que os japoneses conseguiram criar. Noruega vai ser assim, né? Vai ser igual, vai ter possivelmente, provavelmente não. Então eu acho mais provável que ele vá com Danilo. Não sei se ele vai se arriscar de sair, né, de colocar um atacante, que pode ser, ele poderia ser o Igor Thiago, pode ser, no caso acho que seria o Endrick, em tese, e ter o Mateus como um atacante que compõe ele com meio, que ele já faz isso.
Ele já faz isso tendo esses 3 meio-campistas. E aí o Vinícius fica mais à vontade ali na frente, Vinícius tem poucas funções ou nenhuma, né? E o Rayan do outro lado, o contrário, volta, recompõe, reforça ali o lado do Danilo. Ele vai ter que fazer isso também nesse jogo, talvez até um pouco mais. Eu acho mais provável que ele vá com Danilo. Não sei se ele vai jogar essa cartada de saída durante o jogo, é outra história. Como foi contra o Japão, durante o jogo é outra conversa.
Aí é uma tentativa de mudar, virar o jogo, né? Ele não tinha conseguido nenhuma virada até então no comando da Seleção Brasileira. Agora, para começar, colocar mais um atacante, acho muito pouco provável. Vou ficar surpreso se o Ancelotti for nessa.
Ó, vou fazer o seguinte, vai continuar batendo o assunto, mas eu preciso fazer um intervalo aqui na TV. Mas o papo vai seguir sobre a substituição do Paquetá durante o intervalo. Estamos aqui no YouTube com vocês, venham. Muito bem, vamos colocar só aí na tela a manifestação do Paquetá, né? Ele se manifestou nas redes sociais: 'Fé, eu já vivi disso antes.' Então tá aí, já viveu outras contusões e tal. Muito ruim, né, o cara sair do meio da Copa, né?
Agora que o Mauro tava ali no ar, eu me lembrei assim, eu sou meio fiscal do poste de bola, né? Certo, pessoas falando, eu posso jogadas de bola. É, já falei do motorista de táxi, já falei do sujeito lá do supermercado que coloca as coisas na gôndola. Ontem eu tava no restaurante e o assunto era o Mauro César, na mesa do lado. Mas tava falando bem, pelo que eu entendi, pelo que eu entendi. Tá bem, eu tentei ouvir assim mais de uma forma mais próxima, mas eu acho que falavam tão bem que no final eles levantaram, vieram me cumprimentar, dizendo que assistem. Aí sim, mas O tom da conversa ali, o lead da conversa era o Mauro César.
Muito bem, tá aí.
Agora então eu quero aproveitar, não tem nada a ver uma coisa com a outra, mas eu esqueci de falar ontem, de mandar um grande abraço para o pessoal do site Peleja.
Muito legal.
Aliás, é um trabalho completamente diferente de tudo que se faz por aí, sem gracinha, sem palhaçada, sem fake news. É um bando de jovens noruegueses também, mas que cobrem a Copa do Mundo de uma outra ótica, um outro olhar, outro prisma, e contribui muito para informação geopolítica, política, esportiva, tudo. É um trabalho muito bem feito, gosto muito do trabalho deles e mando daqui meu parabéns para o pessoal do Peleja.
Aliás, vi uma postagem hoje do Peleja falando sobre a questão que a Noruega exalta essa questão da cultura viking, mas a Suécia gosta, é bem legal.
Eles procuram sempre um lado que ninguém tá preocupando lá fora, na cobertura.
Interessante.
Mas os torcedores suecos há muitos e muitos anos em Copas do Mundo metem aquele chapéu com chifre, né?
Isso, isso, isso é verdade. Aliás, esse pôster da peleja até fala que na verdade só tem um registro de um capacete com chifre, que então também, também não fosse Não sei se é tão comum assim que eles usassem capacete com chifre. Mas enfim, a gente tava falando aqui da questão do paquetá. Nós estamos no intervalo, mandem suas mensagens. Chegamos a 11 mil, Trajano, dá para chegar em 12 organizando direitinho.
Dá para chegar, subimos de patamar, não tá fácil não.
Dá para chegar em 12 mil, hein? Temos mais um tempinho aí para chegar em 12 mil. 2,5, brutal a nossa audiência hoje.
Provoca que daqui a pouco eu subo mais.
Calma que falta pouco. E a gente tá falando assim da substituição do Paquetá. A gente vai voltar em 30 segundos. Quando a gente voltar, eu vou colocar o Casagrande para também dar o seu pitaco sobre a substituição do Paquetá. Mas é incrível, né? Você falou dos caras machucados: Wesley, Rafinha, Paquetá. Antes, então, Rodrigo, Voltando, estamos voltando agora. Estamos de volta na TV. O debate é sobre quem vai substituir o Paquetá. Quero te ouvir, Cazão. E aí?
Não, eu vou com pensamento igual de todo mundo. Eu colocaria o Douglas Santos, o Danilo Santos no meio-campo. Eu acho que o Brasil não tem condições de jogar com 4 atacantes e 2 volantes. 2 caras no meio-campo para marcar, como foi os 45 minutos contra Marrocos, foram desastrosos. O Brasil é uma equipe boa, uma equipe que tá crescendo na competição, mas é uma equipe que não é, não tem um ataque que você, que te garanta que você vai sofrer, mas eles vão fazer gols, 2, 3 gols, entendeu?
O Brasil precisa se preocupar em posicionar o meio-campo para equilibrar o jogo contra equipes mais poderosas ou tão poderosas quanto. Então você vai jogar contra a Noruega, coloca o Danilo Santos, equilibra ali o meio-campo, vamos jogar, sabe? Você não pode jogar, você pegar Argentina semifinal e você jogar com 4 na frente e o Casemiro e o Bruno Guimarães no meio. Essas são, essa questão de ficar 4 atacantes é circunstâncias do jogo.
Uma necessidade excessiva de fazer alguma coisa, ou virar o placar, ou chegar um empate, alguma coisa desse tipo. Agora, sair jogando dessa forma, o Brasil mostrou que não funciona, pelo menos não funcionou contra uma equipe boa como Marrocos. Eu acho que o certo seria do Danilo Santos.
Se a gente fosse a França, até que daria certo, né?
É, então, mais jogadores, exatamente.
A França já joga assim, né?
Pena que não somos a França.
Exatamente. Mas diga lá, Arnaldo, você queria?
Não, eu acho que não vejo outra, sinceramente não vejo outra.
Mas aí temos um problema, né? Porque aí você não tem mais paquetá, vai entrar o Danilo Santos, virou um deserto ali no meio, né?
Só teria o Ederson e o Fabinho como opções no segundo tempo. Eu acho que ainda tem essa questão do lado direito O Brasil é um time que só joga pelo lado esquerdo, também porque tinha o Paquetá, né? Parece que não, mas ele ajudava nessa situação. Douglas Santos, Paquetá, Vinícius, ora um outro jogador. Ainda é uma equipe muito em construção, né? E perder jogador que está sendo titular ao longo da trajetória, não acho nunca bom.
É que acabou dando tão certo a entrada do Martinelli, mas assim, naquele momento do jogo, provavelmente se tivesse o Rafinha no banco, ele colocaria o Rafinha e não Martinelli naquela situação, naquele momento, naquele jogo. Ah, mas deu certo, então Martinelli é melhor que o Rafinha. Não, ele é diferente do Rafinha.
Sabe de uma coisa? Vamos, enfim, no que você tá falando. Levou tanto tempo para colocar o Paquetá no time, para acertar o meio de campo, jogando com 3, pois é, né, o rapaz se machucar. E agora fica essa dúvida, eu também acho que não vai jogar com 2, vai botar o Danilo ali, não é possível. Mas havia insistência, não pode jogar com 2, estreou com 5, né. Aí na hora que vamos ver, tá se acertando, tá indo.
E tem a questão particular de cada um, né, Trajano. Eu acho que a trajetória do Paquetá, a questão toda que envolveu Paquetá na situação investigações esse tempo todo. A decisão de voltar ao Brasil e para jogar a Copa. Aí você consegue no Flamengo não uma largada excepcional, aos poucos. Aí ele começa a jogar bem, aí se machuca, aí se machuca. Vai ter tempo de se recuperar ou não? Se recupera. Aí vai, começa a Copa, começa a preparação na reserva, tem um amistoso no Maracanã, entra no intervalo, brilha, ganha posição, sou titular agora, tal. Machuca, eu tô fora da Copa.
E é o jogador mais caro atuando no futebol brasileiro, não é isso?
É, acho que sim.
É a transação mais cara.
Agora, me refresca a memória, o Danilo já jogou nessa Copa?
Já, já entrou todo mundo menos os dois zagueiros reservas, os dois goleiros.
Mas o Danilo entrou quando?
Entrou duas vezes, entrou inclusive contra o—
entrou no último jogo contra o Brasil, no lugar do Bruno. Do Bruno, foi 10 minutos finais.
Mas ele, ele— mas respondendo a tua pergunta, eu acho que ele participa Participou menos do que a gente esperava. A gente achava que ele jogaria mais vezes, mais tempo, entraria mais vezes, né? Porque ele vinha pedindo passagem, né? Até, acho que o Hendrik acabou participando, eram os dois, as duas esperanças quando começou a Copa no banco de reservas, mais jovens e tal. O Hendrik acabou participando mais, o Ryan nem se fala, virou titular, e o Danilo agora talvez tenha a sua oportunidade.
A gente falando que vai entrar o Martinelli.
Então pode ser, mas é o que o Mauro falou, vai jogar assim desde o início.
Foi um momento do jogo que precisava fazer, aumentar a intensidade na frente, jogador de armação. Mas ele não é um cara ali de meio, ele é um, ele é um ponta esquerda que eventualmente pode ser usado na meia. E deu tudo certo, recebe a bola, Bruno Marinho faz o gol. Mas não tem nada a ver, é o Danilo. Ou então até o outro lá, o que veio da Itália, como é que é, o Ederson, né? Pois é, jogador de meio, tem que entrar alguém de meio.
Agora não conta como Fabinho, ele tem um lugar garantido na Seleção Brasileira, entrar no lugar do Casemiro. Essa é a função dele.
Agora, Mauro, como característica, eles são jogadores diferentes, certo? Paquetá é mais vertical, O Danilo menos.
São jogadores diferentes. O Danilo chega bastante na área, ele entra na área para finalizar. O Paquetá arrisca mais o passe vertical, né? Tem uma diferença aí. Até o Paquetá, às vezes, as estatísticas ganhistas assim, ah, ele errou tantos passes. Tá legal, vai ver para qual o passe que ele tentou. Você abre o mapa, você vê vários passes para frente tentando encontrar companheiros entre os adversários para tentar furar a linha defensiva do oponente.
É diferente do cara que vai tocar para o lado. Ninguém trocou tanto espaço quanto os zagueiros da Argélia naquele jogo absurdo contra a Áustria, né? Pega estatística para ver, os cara ficava 5 minutos trocando o passe ali no meio do campo, os zagueiros pegava na bola toda hora. Mas o Davi tem outro estilo também, é um jogador que pode ser um jogador agressivo, entrar na área finalizando, mas é uma outra, é uma outra organização, né?
Agora, a questão é o que que ele vai treinar a partir de hoje. Essa é a grande questão. O que que ele vai treinar? Imagino que ele vai fazer diferentes experiências para chegar a uma conclusão, para ver o que que ele pode fazer. E ele falou também uma coisa do Martinelli, que ele entende que o Martinelli pode ser um meia, ele não é só um ponta. Isso ficou na minha cabeça também. Pois é, por isso tem gente falando que ele poderia jogar, mas não para ser o atacante, para ser um meio campista.
Ele entende, pelo que eu compreendi na entrevista que ele deu depois do jogo, ele entende que o Martinelli é capaz capaz de fazer essa outra função. Ou seja, ele não vê só como reserva do Vinícius, né, para entrar na ponta esquerda, como inicialmente as pessoas imaginavam. Então pode ser também que ele surpreenda com isso, mas vai depender muito dos treinamentos que ele vai fazer ao longo da semana. E tem que fazer, minha gente, até para ter opção.
Ah, vou com Danilo, beleza, não tá funcionando, eu tenho Martinelli que eu testei nessa função, eu posso buscar uma outra saída.
Enfim, perfeito. Ó, a gente tá terminando aqui, mas eu quero só Responda só o nome, eu vou fazer uma situação hipotética. Danilo e Paquetá, os dois estão em plenas condições, o seu time entraria, jogaria quem?
Deixaria como tá.
Paquetá, Arnaldo, Mauro, se tivesse os dois em plenas condições, seu time teria Danilo ou Paquetá?
O Danilo numa outra situação, talvez os dois, é, talvez jogasse com 4 no meio-campo alguns jogos e saísse um pouco desse sistema que sempre tem que ter, são o 4-2-4, 4-3-3, talvez até com os dois.
Casão, Danilo ou Paquetá?
Ah, eu gostaria dos dois, mas se eu fosse escolher um, escolheria o Danilo.
Muito bem. E nós escolhemos finalizar o Posse de Bola hoje. Pois é, pois é, tá vendo só? Deixa eu ver aqui. 11 mil, cravado, cravados 11 mil.
Vocês querem Inglaterra ou Congo no caminho contra o México?
Tanto faz para mim.
Eu, apesar da Inglaterra ter jogado nada Teve um jogo bom da Inglaterra, primeiro contra a Croácia. Eu acho que a Inglaterra não é tão frágil e tão mexuruca como deixou transparecer nos dois últimos jogos. Eu espero um pouco mais na Inglaterra, não espero muito, mas eu acho que não vai ser aquela coisa mexuruca. Vamos ver hoje.
Valeu, Trajano, valeu Arnaldo, valeu Cazão, valeu Mauro, todos vocês. 12 mil likes agora, chegamos!
Olha, desculpe, tá?
É isso.
É isso.
Não leve a mal.
Isso. Fique agora com a programação do Canal UOL. A gente volta amanhã. Valeu, tchau.