#653: Brasil enfim convenceu contra a Escócia? Time está dependente do Vini Jr?
Dudu Monsanto, Mauro Cezar, Arnaldo Ribeiro, Juca Kfouri, José Trajano e Danilo Lavieri analisam os próximos passos da seleção brasileira após a vitória sobre a Escócia e a classificação para o mata-mata da Copa do Mundo. O time está dependente do Vini Jr? O que ainda precisa melhorar?
Dudu Monsanto
Arnaldo Ribeiro
Danilo Lavieri
José Trajano
Juca Kfouri
Mauro Cezar
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- Brasil na Copa do MundoAnálise da vitória sobre a Escócia · Dependência de Vini Jr. · Pontos a melhorar · Douglas Santos · Rayan · Matheus Cunha · Bruno Guimarães · Casemiro
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- História e Curiosidades das CopasEnquete sobre adversários · Trocadilho OVNI/Vini · História da cachaça com abacaxi · Comparação de jogadores
Oi, gente, tá chegando o Posse de Bola nesta quinta-feira, 25 de junho, e a gente, claro, vai abrir o programa falando aqui do vídeo de Michele Bolsonaro. Não, mentira, não vamos. Vamos falar de Copa do Mundo e com um super time escalado para mais essa quinta-feira. Presencialmente eu tenho aqui ao meu lado Arnaldo Ribeiro, Mauro César Pereira, e remotamente, olha eles aí, Juca Kfouri, José Trajano, Danilo Lavieri. Já vou começar a rodar o time com seus destaques iniciais, começando por você, José Trajano. Bom dia!
Verse sempre o nosso querido Ancla me deixa para o fim, o Dudu já coloca logo de cara, com o pé no peito. Mas eu quero o meu destaque de hoje é para um paraibano de 32 anos que tem um rosto até pouco conhecido pelo torcedor brasileiro, que é o Douglas Santos. Se você colocar o Douglas Santos para andar pelas ruas do país, pouca gente vai saber que se trata de um jogador titular da seleção brasileira. A não ser o torcedor do Galo, onde ele jogou alguns anos, e do Náutico, onde ele começou.
Mas ele joga lá na Rússia, ele é cidadão russo, tem cidadania russa. E ele, havia até uma dúvida se ele ia ser titular ou não, o Alexsandro. E não é que ele tá jogando numa posição que o Míster colocou e tá indo muito bem. Eu podia falar do Vini Jr., podia falar do Matheus Cunha, podia falar do Bruno Guimarães, do Alisson, do Rayan, do Míster, Mas o meu destaque é o Douglas Santos.
Maravilha, hein, da família Santos, que já deu Djalma, já deu Newton, agora temos também Douglas Santos. Arnaldo Ribeiro, teu destaque inicial. Bom dia.
Bom dia, Dudu, bom dia, companheiros. Meu destaque inicial é para a noite que reserva a definição do adversário da seleção na próxima fase, no primeiro mata-mata da segunda-feira. Holanda, menos provável. Melhor, hein, que não seja. Japão ou Suécia, né? Qual será o adversário do Brasil? E a gente vai debater um pouco as facilidades e dificuldades da seleção diante dessas possibilidades.
Bom, o Juca Kfouri está remotamente hoje rompendo uma exigência contratual minha. Eu, quando eu vim para substituir o âncora nas folgas dele, eu falei: eu quero o Juca no estúdio todo dia. E o Juca infelizmente não cumpriu a sua parte no combinado, mas traz o seu destaque inicial. Bom dia, Juca!
Bom dia, Dudu! Bom dia, companheiros! Olha, o meu destaque inicial é por uma ausência, e a gente vai aproveitar, Dudu, e falar mal de quem tá ausente. No caso, o âncora Eduardo Tironi. Por que, Dudu? Por quê? Porque entre as combinações do meu contrato razão pela qual eu resolvi não cumpri-las todas, está o seguinte: que nessa fase de programação especial do nosso Posse de Bola, com dois programas no dia em que joga a seleção brasileira, no programa pós-jogo Brasil, Brasil a entrega do Gatão de Ouro e do Ratão de Bronze.
Eis que, eis que o Âncora simplesmente ontem, para me sabotar, terminou o programa sem pedir que eu entregasse os dois prêmios, né? Como na verdade não foi ontem, foi quase hoje que nós saímos daí, Eu vou fazer no meu destaque inicial a entrega do gatão de ouro, mais uma vez, para Vini Jr., e do ratão de bronze para o assoprador de apito mexicano que evitou que o nosso Vini fizesse 3 gols na partida de ontem e assim repetisse a façanha do Rei Pelé em 58 na semifinal contra a França, quando o Brasil ganhou de 5 a 2 E ele aos 17 anos fez 3 gols.
Você sabe, Dudu, que uma vidente disse que um OVNI pairaria sobre Miami ontem? E na verdade não era um OVNI, era o Vini. Ela cometeu esse pequeno erro, um erro na verdade ortográfico. Não era OVNI, era o Vini. Mas toca o programa, Dudu, porque o nosso âncora acho que precisa mesmo descansar, porque imagine, ele simplesmente esqueceu da parte mais importante do programa.
Não, imperdoável, imperdoável. Não poderia jamais esquecer do gatão e do ratão. Mauro César Pereira também tá aqui com a gente para esse Poste de Bola. Tudo bem, Maurão?
Tudo bem, bom dia, Dudu, bom dia, companheiros, bom dia a todos. Acho que passados um período de quase 12 horas da boa vitória do Brasil, a gente precisa começar a olhar para os aspectos, não diria negativos, mas para as vulnerabilidades do time e o que isso pode significar contra adversários bem melhores que a tola, para dizer o mínimo, equipe escocesa.
Erros primitivos na saída de bola acabaram ajudando muito o Brasil. E o Danilo Lavieri, que está na terra da Copa também, Chega junto para trazer o seu destaque. E eu não deixei ele por último à toa não, é que junto com destaque ele já vai trazer também a meta de likes para essa quinta-feira. Bom dia, Danilo!
Bom dia, Dudu! Bom dia a todos os meus amigos! Eu vou assumir o papel do âncora hoje de Pacheco. Aí a pergunta que eu faço é: quem segura esse Brasilzão que agora evolui? Mas obviamente estou brincando. Brasil mostra aí um passo Legal, um passo importante, uma evolução com algumas coisas a melhorar, como disse ontem Carlo Ancelotti. Achei uma coletiva boa do míster diante da vitória. Aliás, vocês devem ter visto a imagem que já está viralizando do Ancelotti indo para cima do quarto árbitro depois que o Vini fez o terceiro gol.
Depois, considerando o anulado, o terceiro gol dele no jogo. Tá vendo muito brasileirão o míster, né? E a meta de likes, eu acho que o Juca deveria ter dado a meta de likes depois da atuação brilhante dele ontem, mas eu vou manter aqui o pezinho no chão, 9 mil likes, viu, Dudu? Um abraço.
Tá bom, é isso aí, vamos começar humilde, né? 9 mil likes.
O Danilo deve estar no aeroporto, é isso? Mas tem atrás dele, é que não dá para ver daqui, parece muito técnico de Cabo Verde. Não vai entrevistá-lo aí depois, viu? É isso mesmo.
Eu tô no aeroporto, tenho uns 20 minutos por aqui, mas eu acho que o técnico de campo verde— Olhou pra nós!
É, tá de olho no programa. Técnico de campo verde.
A galera mais nova não vai saber quem é.
Ele tá louquinho pra participar do programa, ele tá atrás do Danilo.
Tá de bobeira, ele tá ouvindo o Poste de Bola. O Bubista, a galera mais nova não vai lembrar, mas ele é a cara do Smokey Robinson, que era um cantor da Motown. Que foi uma grande inspiração para o Michael Jackson, para os Jackson 5. É igualzinho o Bubista, é a lata dele. E a enquete para a gente começar já a levantar a bola para José Trajano, ranzinza levemente nessa quinta-feira, é a seguinte: quem é melhor enfrentar na segunda fase da Copa do Mundo? Qual é o melhor adversário para a seleção brasileira?
É sacanagem com a Holanda, né?
Já cravaram que é a Holanda. Pareceu Holanda, Holanda, Holanda, não, mas você sabe. As opções são: Holanda, Suécia e Japão. A Tunísia já tá fora dessa brincadeira. Lembrando que hoje a gente vai ter simultaneamente os duelos entre Holanda e Tunísia e esse Suécia e Japão. José Trajano, suas considerações sobre a enquete, por favor.
A enquete já começou torta, né, com erro de botar a Holanda várias vezes. Então eu vou esperar que entre na tela de forma correta para eu poder me pronunciar. Vamos esperar na tela como é que vai entrar. Mas é uma enquete óbvia, há uma enorme expectativa para saber se é na verdade Japão ou Suécia, porque a Holanda já vai passar por cima, passar o rodo na Tunísia e vai ser primeira do grupo. É um jogo que tem grande expectativa.
E a enquete se justifica, mas esse erro inicial na tela me faz crer que a coisa não foi bem. Então não vou me pronunciar. É Japão ou Suécia, coisa óbvia, todo mundo sabe disso, até minha avó sabe que ou vai ser o Japão ou vai ser a Suécia. Talvez o melhor fosse o Japão, seria dar jogo legal, mas a Suécia também tem um ataque forte. Ah, deixa para lá, vamos ver agora na tela se tá correto a enquete para o pessoal em casa se pronunciar.
Vamos ver se já tá direitinho. Daqui a pouco a gente— ainda não. Daqui a pouquinho a gente vai mostrar, mas todo mundo já sabe: Holanda, Suécia, Japão, as 3 possibilidades para o Brasil pegar na segunda-feira em Houston, 2 da tarde, o primeiro desafio do Brasil. Como é que vocês estão preferindo chamar, Maurão? Segunda fase, 16 avos de final, pré-oitavas? Como é que você tá preferindo chamar?
Eu acho que a gente tem que se acostumar com 16 avos de final, né?
Porque a tendência não vai diminuir o número de seleções, pode aumentar.
Para acabar com esse negócio de terceiro colocado desclassificado, eles aumentam para 64 e fica tudo bonito. Imagina, 48, tem muito time ruim, gente. Com 64, então, vai ser uma beleza, né? Eliminatórias Sul-Americanas, isso seria um lado bom, poderia acabar, né? Não tem eliminatórias, que todo mundo se classifica.
Liberar o calendário para fazer uns amistosos com a Europa.
Seria mais interessante.
Agora já está corrigido, Trajano. Atenção, hein? Enquete: quem é melhor enfrentar na segunda fase da Copa Holanda? Japão ou Suécia. Tá corrigido, Trajano?
Pronto?
Não, agora tá ok, mas a Holanda aí é desperdício, porque a Holanda vai ser a primeira do grupo, tá? A resposta do nosso pessoal vai ser ou Japão ou vai ser Suécia.
Agora, Dudu, é só importante frisar o seguinte: concordo com o Trajano, a tendência é a Holanda golear, mas se acontecer, a Suécia é um time meio maluco, né? A gente viu contra a Holanda, ataca, se expõe, tomou goleada. Se o Japão fizer 2x0 e a Holanda, por uma razão qualquer, fizer uma vitória magra, sei lá, senta na fama ali, se acomoda. Os dois têm o mesmo saldo de gols e a mesma pontuação. A Holanda não tem vantagem no momento. Ela deve abrir se golear de fato o Tunísia.
Ela tem o adversário mais fácil em tese, né? Exato.
Mas um 2x0, digamos, da seleção japonesa e um 1x0, um 2x1 da Holanda, a coisa se inverte. O Japão fica em primeiro, né? Tem esse aspecto aí também, ou seja, que dá a sensação de que a Holanda está em vantagem no saldo de gols, mas não está, eles estão empatados, né? Porque a Holanda goleou a Suécia, né? Mas eles estão iguais ali e enfim, pode acontecer uma surpresa. Eu acho pouco provável também, mas esse cenário...
O Mauro tem razão, que depois do Haiti ontem fazer 2 gols, tudo pode acontecer.
É, e a Tunísia vai tentar diminuir um pouco o papelão que vem fazendo até agora, né? Pelo menos endurecer um pouco mais o jogo com a Holanda. Tu dizia que trocou de técnico durante a Copa do Mundo, trouxe o Hervé Renard. Toda vez que eu ouço o nome dele, eu lembro do Ené Renard. Lembra, Maurão? Era um sucesso nas, nas, nos salões de cabeleireiro, né? Era, você lembra, Trajano, do Ené Renard?
Eu pensar que era ele.
Sucesso como cabeleireiro, essa é demais, viu?
Eu achei que ele fosse lembrar do Arábia Saudita e Argentina, né, que ele era o técnico da Arábia, né?
Ah, isso é muito recente, eu gosto só de ver ele.
É o técnico bonitão, né, que tá ali na beira do campo, mas ele foi mais longe, pô.
Ele treinou a seleção feminina da França também, impressionante. Amigos, vamos fazer uma parada rápida aqui no canal UOL, mas a gente continua juntos no YouTube do UOL Esporte. Daqui a pouco a gente volta. Bom, seguindo aqui com a galera que nos acompanha no YouTube. Dora Nara, obrigado pela sua mensagem. José Andrade está aqui com a gente. O Décio Ferraz da Silva Júnior, ele acredita que a Suécia também é a melhor adversária para o Brasil na segunda fase.
O Thiago Lopes Ganso fala aqui: Houston, we have a problem. É, o Brasil vai chegar para o Texas agora. O Diego fala que Suécia não aguenta uma trocação franca com a Ponte Preta. O Poder Manus fala que esse trocadilho do Juquinha de OVNI para OVNI foi genial. O Ribeiro fala que vão ter que engolir o Ancelotti, Neymar, todo o Brasil. Vai Corinthians e vamos Argentina, é o que diz o Marcelo Batistuta Hernández. Alguém chamou?
Eu chamei Dudu só para não roubar o que não é meu. O trocadilho tá correndo pelas internets, não é criação minha não, tá? Aliás, houve um jornal espanhol que chamou o Vini de marciano na primeira página hoje. Acho que o Marca, porque se foi o Mundo Deportivo não vale, porque esse Esquece, esse é aquele que inventou a história do Ronaldo Fenômeno dizendo que o Messi era melhor que o Pelé.
Nem para forrar gaiola tá servindo o mundo deportivo. O Felipe Medeiros fala que bom dia daqui de Dundee, na Escócia, seus exas. Tá um clima de velório por aqui. Acho que a pobre da seleção escocesa encontrou o melhor do Brasil em anos. Estou na torcida para se para que se classifiquem. O Nilson de Oliveira fala: que bom dia, Vini Júnior levando o Brasil nas costas. O Alexandre Zuccoli: bom dia, seleção só fez gol por erros de saída de bola da Escócia, ainda está muito desorganizada, não chuta a gol.
Marcos Virgílio: Vini Júnior está em uma ótima fase técnica e física que o Neymar nunca esteve em Copas. Ah, era uma pergunta. O Vini Júnior está numa ótima fase técnica e física que o Neymar nunca esteve em Copas, Arnaldo, ou não?
Não digo nunca esteve, mas talvez em 2014, até aquela joelhada do Rooney. Exato, é isso que eu ia lembrar. Eu acho que em 2014 ele estava muito bem até tomar a joelhada do Rooney. Agora hoje, o melhor jogador da seleção brasileira não é mais o Neymar, é o Vinícius Júnior. Tinha essa discussão na Copa passada, tava tendo uma mudança de etc. O Vinícius Júnior chegou, foi titular às vésperas da estreia, não fez uma boa Copa, até porque colocaram ele, o Tite colocou ele ilhado na esquerda.
Agora acho que é uma boa discussão para a gente ter aqui. Quando o Neymar entra, algumas vezes ele tem que mudar o posicionamento, né? Vamos ver como vai ser.
De volta no canal, interrompi rapidinho o Arnaldo. O Arnaldo falava no intervalo, para você que não tava vendo aqui, A galera do YouTube viu tudinho. Ele contava aqui dessa passagem de cetro do Neymar para o Vini e havia uma pergunta: se esse momento do Vini é equivalente a um momento que o Neymar nunca teve em Copas do Mundo, um momento de auge físico e técnico.
E o Arnaldo concluía: É, eu acho que é uma boa discussão porque o Vinícius está fazendo nesse Mundial o que os principais jogadores do mundo estão fazendo. Desequilibrando a favor de suas seleções. E ele está no auge da forma física. Aliás, ele contou essa história antes mesmo da Copa começar, né? "Eu estou chegando aqui no meu melhor." Muitos jogadores brasileiros chegaram em dificuldades físicas, não só o Neymar, o Rafinha acabou se machucando de novo, mas ele está voando.
E a idade ideal do jogador, o auge, é ele quem vive agora. Eu fico comparando do trio xodó da galera. O Danilo tá vivendo muito isso nas arquibancadas dos jogos. Tem um trio xodó da galera: Vinícius Júnior, Hendrik e Neymar. Um tá encerrando a sua passagem pela seleção, Neymar. O outro tá começando, o Hendrik. E um tá no auge, o Vinícius.
É o futuro, o presente e o passado.
Exatamente, é isso.
Tudo junto. Repassando aqui, galera, agora no Posto de Bola, O que rolou neste 24 de junho, quarta-feira de Copa do Mundo? Tivemos pelo grupo B: Suíça 2, Canadá 1. Bósnia 3, Catar 1. Os resultados na tela para você: Marrocos 4, Haiti 2, pelo grupo C. E tivemos também Brasil 3, Escócia 0. Pelo grupo A, para mim surpreendente, hein? É. África do Sul 1, Coreia do Sul 0. Coreia ficando ali na terceira posição. E o México, que deu ali a oportunidade ao Memo Ochoa de jogar mais uma Copa do Mundo, pelo menos por alguns minutos.
O México bateu a República Tcheca, lamentável, a Tchequia, né, tomando 3x0, fechando o Grupo A. A Copa do Mundo continua hoje, os jogos são os seguintes: 5 da tarde, Curaçao e Costa do Marfim, Equador e Alemanha. O BKCS falou que se não ganhar da Alemanha, ele vai embora. É, comparou ali...
Se ele não for embora, talvez faça um "que ele vá", né? Talvez ele não tenha muita escolha, não.
Ele já não é muito querido lá mais, não. Ele comparou mais ou menos o que o Equador está vivendo agora com o que a Argentina viveu na Rússia, né? Foi uma Copa lamentável com o Sampaoli.
Mas quem escala Ener Valencia e Gonzalo Plata no ataque quer viver perigosamente, né? Porque é difícil, né, amigo? Difícil fazer gol com essa dupla aí, né?
Na Alemanha então, pelo amor de Deus.
Vai ser complicado. 8 da noite, Tunísia e Holanda, jogo que interessa muito ao Brasil. Simultaneamente teremos Japão e Suécia, os jogos do grupo F. No grupo D, 11 da noite, Turquia e Estados Unidos. Turquia já fora da briga, os americanos vivem um momento muito bom, foram uma das melhores seleções até agora, né? O time dos Estados Unidos. E também teremos Paraguai e Austrália. O Paraguai que pode, pela primeira vez na sua história, vencer 2 jogos numa mesma Copa do Mundo.
Isso jamais aconteceu com o Paraguai em mundiais. Bom, voltando agora para falar desse Brasil e Escócia que deixou muita gente empolgada, muita gente animada. Os mais céticos falam: calma, a Copa começa agora. Eu já quero começar ouvindo aqui o Danilo sobre o ambiente pós-jogo, né? Como é que tá repercutindo no país da Copa a notícia de que finalmente o Brasil chegou, né, Danilo?
Pois é, Dudu, ontem até conversando com alguns colegas de fora do país, as notícias, eu conversei com o francês, com o italiano que tava aqui, na zona mista e os escoceses também, eles têm a sensação, todos eles usaram uma expressão muito parecida de que finalmente tem uma apresentação do Brasil que a gente olha e fala bom, legal, foi uma boa vitória, foi uma vitória em que você vê coisas boas do Brasil. Eu não vi ninguém empolgado falando nosso jogo bonito voltou, mas os caras estavam meio assim ressabiados, especialmente depois obviamente do primeiro tempo contra o Marrocos e todos eles foram unânimes.
Ninguém estava considerando muito a vitória em cima do Haiti. Falar o Haiti era o time que a gente já esperava que o Brasil fosse vencer mesmo. Então eu meio que estou nessa linha e aí também conversando com os jogadores na zona mista e vendo a coletiva ontem do Ancelotti, todo o discurso dos caras era meio que assim: a gente avisou que a nossa Copa ia começar difícil, que a gente ia evoluindo, que a gente ia melhorando durante a competição.
E eu acho que o Brasil tem pontos positivos, tem pontos de evolução que a gente viu do jogo, da vitória contra o Haiti para a vitória contra a Escócia. Como disse o Mauro na abertura, tem pontos a melhorar, ainda tem que evoluir. Claro, não está tudo pronto para ser campeão. Não é que já ninguém segura, como diria nosso âncora Pacheco, mas tem bons pontos. O Douglas, o destaque do Trajano, é um cara que a gente precisa elogiar.
Está indo bem na esquerda, ninguém confiava, está indo bem, está conseguindo segurar ali por enquanto a posição. O Vini sendo protagonista. Eu gostei muito da partida do Rayan ontem. Eu achei que o Bruno Guimarães, ele também pegou no tranco ali, jogou bem. Dos 20 minutos ali do primeiro tempo para frente. Paquetá esteve um pouco abaixo do que ele pode fazer, mas nada assim também para chamar atenção. O Danilo está fazendo um bom papel na direita, correu o risco de ter sido expulso, mas passou por essa.
O Casemiro melhorou depois da tragédia que foi o primeiro jogo dele, né? Ainda não é um cara que você olha e fala: nossa, tô fechado com ele, mas é um cara que está sendo importante por enquanto. Nesse meio de campo, então eu tenho visto bons sinais. Agora precisa melhorar, né? O Brasil perde gols como não poderia perder. Ontem o Alisson teve que fazer duas defesas, uma defesa importante, uma nem tanto, mas uma defesa importante.
Tem que ter evolução porque os times que vêm por aí, seja Japão ou Holanda, os dois times estão mais organizados, mostraram mais futebol do que o Brasil nessa Copa. A Suécia tomou uma sapatada da Holanda que a gente não esperava, mas também tinha feito uma estreia boa. Então acho que serão jogos bem mais difíceis do que o Brasil teve até agora. Acho que na verdade um jogo parecido com o Marrocos. E para finalizar, porque já tá chamando meu voo, vou ter que sair aqui, mas só uma coisa: eu acho que o Brasil ele evoluiu também no aspecto mental, Dudu, em termos de o Ancelotti primeiro desprezava isso, né?
Falava: não, mental não importa, quem é um cara que fica ansioso é quem não estuda para prova. E o Brasil mostrou Ontem, um jogo seguro, sabia o que fazer com a bola, soube controlar um pouco, soube topar a pressão da Escócia, soube deixar a bola com a Escócia por um tempo, falar: se quer ficar com a bola, pode ficar, não vai me ofender aqui. O Brasil soube fazer. Então eu tô vendo aí bons sinais que ainda necessitam de evolução, mas que bons sinais. E o Brasil precisa continuar evoluindo na próxima fase.
Maravilha, Danilo, boa viagem para você e vá mandando notícias aí pelo wall.com.br para gente. Ao longo do dia, certamente, novidades da seleção brasileira com o Danilo Lavieri. Juca Kfouri, você que acho que acompanha a Copa do Mundo desde 58, se bobear, quando era um menino ouvindo no rádio, né? Acaba a primeira fase, um Brasil que vence, e a pergunta é: o gigante acordou? Dá para ficar empolgado ou menos? Menos.
Menos, menos, Dudu, menos. Claro, não dá para ficar empolgado, dá para ficar mais esperançoso que a seleção faça uma Copa digna. Claro, eu não esperava um 3 a 0 ontem mesmo contra esta fragílima Escócia, dada a dificuldade que o Brasil vinha mostrando tanto no primeiro jogo como no segundo tempo Contra o Haiti, então o 3x0 foi uma, do meu ponto de vista, uma bela surpresa. Ok, eles entregaram 2 gols, mas entregaram 2 gols fruto da pressão que o ataque do Brasil fez, né, e fruto do talento do Vini Júnior, que tá pegando a Copa para ele.
Quer dizer, ele também quer ser protagonista na Copa e está mostrando que é protagonista da Copa. Agora, o que mais me preocupa, tirando aspectos pontuais de atuações de um ou de outro, a lentidão do time brasileiro. Essa Copa tá sendo disputada num ritmo intensíssimo e eu fico me perguntando se o Brasil vai conseguir jogar em passe de valsa quando a Copa tá em ritmo de rock and roll. Eu fico pensando o que será o Brasil contra um time como os Estados Unidos, como a França, como a Alemanha, como Holanda, né, como Japão, que é rapidez, é intensidade o tempo todo, é bola para frente.
Mesmo Argentina, que tem um jogo mais cadenciado, é um jogo cadenciado vertical. O Brasil tá jogando lentamente, quebrando o ritmo, né. Nem sei se pode se dizer quebrando o ritmo, porque contra Marrocos do primeiro tempo não quebrou ritmo nenhum. Contra o Haiti não vale, né? E contra Escócia vale pouco. Então a minha preocupação nesse momento é com a lentidão do time brasileiro, e o meio de campo do Brasil não é um meio de campo desses que você possa esperar muita rapidez ou muita intensidade.
Então esta para mim é a correção principal que precisa ser feita. Espero que o Ancelotti tenha armas para tanto. Daí a minha expectativa, por exemplo, para botar mais um Santos, já que você lembrou do Djalma Santos, do Nilton Santos, esqueceu do Aldair dos Santos, né? O Danilo Santos dos Santos é um jogador que me agrada nesse aspecto de botar a bola para correr mais rápido.
Essa é uma boa questão, bom debate, porque a lentidão ela pode ser explicada por alguns fatores. Pelo fato do time ter se encontrado literalmente pela primeira vez, é a primeira vez que essa formação joga junto.
Só um parêntese, o Neymar é Santos também, viu, Juca, mas não fala pra ninguém.
Exato, não é exatamente a presença do Neymar. Então, acho que tem esse ineditismo da escalação. É o oposto da seleção argentina, né, Dudu? Em que o McAllister olha para o lado, ele já sabe o que o Depol vai fazer, o que o Enzo vai fazer. Então, não é exatamente isso.
Ele nem olha, né?
Ele nem olha mais. Então, tem isso. Tem a característica dos 3 jogadores de meio de campo da seleção brasileira. E acho que tem muita desconfiança em relação ao Casemiro, que é o mais lento e o mais veterano deles. Porém, Pro Ancelotti, é Casemiro mais 10, e sempre foi, sempre será. Eu acho que a grande armadilha que a gente caiu no primeiro jogo era imaginar que o Casemiro tinha sido substituído porque o Ancelotti não gostou.
Ele só foi substituído porque ele tomou cartão amarelo e o meio de campo brasileiro tava uma bagunça, para dizer uma palavra republicana. Essa seleção do Ancelotti, e aí eu acho que a notícia é: achou um time, porque o Brasil não tinha um time e o sistema até esse terceiro jogo. Era na tentativa e erro. Ah, vai com 4 atacantes? Vai 3 no meio? Mas qual o posicionamento? Desde o pedaço da partida do Haiti, com Casemiro centralizado, Bruno Guimarães de um lado, Paquetá de outro, se estabeleceu o trio de meio de campo que ele nunca tinha ensaiado pré-Copa.
E aí me faz lembrar, e eu sempre presto atenção nas questões do Mauro em relação ao Ancelotti, quando ele analisa as equipes do Ancelotti com aquela situação de não ter uma necessidade de domínio de bola, nem de uma dinâmica muito intensa no meio de campo, mas de jogar muitas vezes no erro do adversário, de dar a bola para o adversário e jogar no contra-ataque um, alta velocidade, né? O trio de meio de campo do Real Madrid era um trio lento.
Casemiro é o mesmo. Kroos, que é um jogador, que é um jogador de marcar, de cadência de bola, nunca foi jogador rápido, e nem por isso deixou de ser brilhante. E o Modrić, sim, um jogador mais dinâmico, só. E 3 jogadores muito rápidos na frente. Hoje o desenho É parecido, os 3 jogadores de ataque do Brasil são absurdos físicos e técnicos. Então, qual que é a estratégia do Antelotti na minha visão? É marcar pressão com os 3. Rayan, que é outra boa notícia, ele bancou o Rayan e o Rayan foi bem.
Era uma dúvida, era a principal dúvida. O Vinícius a gente não precisa nem discutir, é um dos melhores da Copa, e o Mateus Cunha é um excelente jogador. Porque ele não é estrela, mas ele viabiliza todo o resto. Então você tendo 3 atacantes assim, meu, você pode ter um meio lento, desde que eles tenham sincronia. Como era o Real Madrid da triagem no meio? Tinha muita discussão quando entrou o Casemiro no time do Real Madrid. "Pô, vai entrar mais um volante, vai tirar um atacante?" E foi assim que o Real Madrid dominou.
Então eu acho que agora ainda tem aquela coisa do um lateral ficar mais e o outro vai mais. Que agora tem já explicitamente o Danilo, que fica mais, e o Douglas, que vai mais. O Brasil tem um time, ele encontrou o time antes do mata-mata, né? Isso acho que é importante, porque não tinha esse sinal ainda, agora tem. E esses 3 caras na frente, eles são infernais, né? E ontem, acho que se tivesse um pouco de mais foco, menos individualismo na parte final do jogo, o Brasil poderia ter enfiado 6, né?
E aí nós vamos chegar na questão, então assim, o Danilo Santos pode ser super útil e acho que vai ser, ontem curiosamente ele nem entrou, mas ele não vai tomar o lugar do Casemiro, a gente tem que saber, pela cabeça do Ancelotti ele não vai, e quando o Casemiro eventualmente não puder jogar, vai jogar o Fabinho. Como entrou ontem o Fabinho e quando o meio-campo estava desorganizado de novo, saiu Paquetá e entrou Martinelli, o Fabinho teve que fazer a falta, matar o contra-ataque e tomou amarelo.
Porque um meio-campo desguarnecido, qualquer volante toma amarelo, lento, rápido ou não. Eu acho que a questão passa a ser o outro Santos, a substituição. Quando o outro Santos vai entrar no jogo, Como ele vai ser aproveitado quando o jogo estiver difícil? Como é que vai ser a utilização do banco? Porque outra coisa que me chamou muita atenção acompanhando as Copas últimas: em 3 partidas de fase de grupos, o Ancelotti utilizou todos os jogadores de linha, fora os 2 zagueiros reservas.
Todos foram utilizados, todos. Ontem entrou o Aleksandro, que não tinha entrado, e entrou o Neymar, que não tinha entrado. Ele usou os 6 do meio, ele usou todos os laterais, ele usou todos os atacantes. Então ele tem rodado o banco, sobretudo, que tinha um xodó, por isso que eu falei do xodó, era o Hendrik, e agora passa a ter outro, de uma outra forma. E acho que o aproveitamento aí do Neymar durante as partidas é uma coisa que eu ainda não sei como será quando tiver mata-mata e jogo difícil.
Vai ser a carta do desespero, né? Então, só vai entrar numa situação de desespero, eu imagino, né, Mauro?
Boa pergunta. Pode ter sido uma homenagem ontem para ele, como foi para o Shaw também, né? Talvez ele não entre mais.
Boa comparação.
Pode ser que ele não entre mais.
Boa comparação.
Aí depende de como o Ancelotti vai encarar. Eu acho que, assim, o jogo de ontem, a estratégia foi a mais adequada contra esse adversário, deu super certo. O time da Escócia errou muito, mas também, claro, o Brasil até forçou. O Brasil não pressiona intensamente, não tem pé de pressão. Até teve um pouco no terceiro gol, que foi o segundo na verdade, o que valeu, o segundo de cabeça. O Brasil perde a bola, troca muitos passes ali na intermediária, aí começa a ter um pé de ganha, pé de ganha ali no bico da área, sai o cruzamento e o gol de cabeça do Vinícius.
Mas o Brasil não pressiona intensamente. Primeiro gol, por exemplo, ele vai cercando, o Rayan muito bem, o Rayan foi o grande acerto do técnico, ele fecha ali a linha de passe. E aí o McKennie não tem como passar a bola para o Robertson, ele se atrapalha, ele põe a perna, a bola bate na perna dele, sobra para o Vinícius, Vinícius faz o gol. Mas você vê que não é aquela pressão avassaladora, sabe? Aqueles times que marcam forte, você vê o adversário tentando sair jogando e dando chutão porque sufoca o tempo todo.
Não, é uma pressão mais sutil, digamos. Vai subindo, vai subindo, tenta fechar as opções de passe e tenta dar um bote. É assim que trabalha. Agora, existem alguns aspectos que têm que ser Repensado agora, como falei no começo do programa, já 12 horas vai depois do jogo. O Rayan, cheguei a falar durante a semana, a lesão do Rafinha acabou sendo uma solução para ele porque deixou à vontade para tirar um jogador importante, que é difícil de barrar o Rafinha, né, pelo que ele significa e tal, o sucesso que ele faz no futebol europeu.
E aí ele escolheu bem, porque o Rayan, eu achava que tinha que jogar o Luiz Henrique, mas é inegável que o Rayan foi muito bem. E o Rayan, ele recompõe muito mais, ele ajuda muito Corre um pouco mais quando perde a bola, ele volta. O Rafinha não faz esse trabalho. Esse cenário deixa o Vinícius muito à vontade. O time é todo voltado para o Vinícius. O sucesso do Vinícius, a gente está todo mundo elogiando e tem que elogiar, obviamente, inclusive quem dele duvidava, quem fazia— Eu achei ótimo ontem na rede social rever os memes, virou meme, né, dos grandes profetas que o comparavam, chamavam de neguebinha em tom pejorativo e tudo.
É engraçado quando aparece isso nesse momento, né, porque ele foi muito engraçadinho debochando lá atrás, agora o pessoal desenterra aquilo e joga na cara, e tem que jogar mesmo, porque foi muito preconceito, muita coisa ruim que esse pessoal colocou para fora, agora é brincadeirinha, não era só brincadeirinha não, eu não vejo dessa forma, preconceito, clubismo, etc. Então o Ryan, ele ajuda muito mais, o jogo é muito favorável para o Vinícius, e ele está aproveitando muito bem.
Só que nos próximos jogos, especialmente contra adversários melhores que a Escócia, Primeira coisa, lição número 1, qualquer time que enfrentar o Brasil: anular o Vinícius, marcação mais forte no Vinícius. Ele vai ter cada vez menos liberdade. O que aconteceu ontem acho difícil de se repetir. Ele vai ter que jogar mais, vai ter que superar a marcação, vai ter que brilhar mais, porque a tendência é essa. E o Brasil ainda não virou o jogo com o Ancelotti.
Então tem uma série de pontos aí, o time não joga a proporção do jogo. Ontem, no começo da partida, a posse das costas chegou a ser de 65%. 100%. O Brasil dá bola para as costas, se faz um gol cedo, então tudo fica muito favorável. Mas ele precisa usar esse período. E aí que eu acho que a importância da classificação. A cada fase que você passa, você ganha dias de treino, o que ele nunca teve, porque ele não ficou na Copa América como técnico, era o Dorival.
Primeiro momento na trajetória do Ancelotti em que ele tem como trabalhar os jogadores é agora, tá quase um mês, um mês com jogadores. Então ele ganha agora de jogo na quarta até segunda. Se passar na segunda, Até o domingo. Então ele tem 5, 6 dias de intervalo e aí ele tem que trabalhar. O time precisa incorporar novos elementos ao seu jogo, saber como propor o jogo, ficar com a bola quando acontecer o contrário. Toma um gol, como é que faz?
O adversário fala: "Beleza, bonitão, agora tá 1x0 para mim, a bola é tua, te vira aí, Antialoa, te vira aí, Brasil." Como esse Brasil vai jogar? Porque o time, como a gente imaginava lá atrás, ele é muito, ele é mega-reativo. Ele joga mesmo sem fazer questão da bola e eu acho que tá certo, para ontem foi perfeito. Só que o jogo vai apresentar outras situações, outros desafios. E aí é que tem que se pensar. Ele disse numa entrevista, não na última, na penúltima, que o time dele não deveria ter uma identidade.
Isso foi até mal interpretado. Eu entendi que ele quis dizer uma equipe que não joga só de uma maneira, que tem diferentes formas de atuar.
Isso, é multi-identidade.
Essa é a tarefa dele, é o desafio dele. Ele está tendo tempo para trabalhar isso e precisa trabalhar com esses jogadores alternativos do banco, mudando a forma de jogar, porque O Brasil está muito dependente de um jogador para decidir, esse cara vai ser cada vez mais vigiado. O Rayan é o titular, acho que acertou ali em cheio, mas os adversários estão estudando o Brasil e vão começar a colocar mais desafios à frente. O jogo de ontem, acho que assim, foi a estratégia ideal para derrotar com facilidade um adversário que errou muito também, porque o Brasil provocou alguns erros.
Mas para superar os adversários mais difíceis que virão, a evolução real e grande Ela é fundamental. Acho que o que está jogando o Brasil, esse repertório, acho que ele não basta para chegar onde as pessoas esperam que o Brasil chegue.
Ô Trajano, Trajano! Fala para mim, ele prometeu que o time evoluiria jogo a jogo. Você consegue perceber essa evolução? Você consegue ver essa cara? O Arnaldo falou, ele achou o time. Mauro já falou que a identidade tem muito a ver com esse estilo reativo que a gente também via nos tempos de Real Madrid. Pergunta: você já vê uma cara nesse time e você já vê essa promessa sendo cumprida de uma evolução jogo a jogo?
Bom, primeiro quero dar uma informação que é o seguinte: logo após o nosso programa, o Posto de Bola, tem a Central Express com o Chico Barney. E quem é a convidada que vai estar ao vivo no programa? Vó Baiana. Vó Baiana. Agora me remetendo ao Ao comentário do Juca, era disso que acontece, que alguns jogadores seriam abduzidos, o OVNI presente. E o programa até pede para eu fazer uma pergunta para a vó baiana, e eu faço a pergunta daqui: será que aqueles zagueiros escoceses não foram abduzidos e no lugar dos dois entraram outros caras, os primos, os conhecidos, amigos?
Porque os erros que eles cometeram vão entrar para a história de todas as Copas. Posto isso, muito bem, melhorou de um jogo para o outro. O Mauro até colocou que ele, para esse jogo contra a Escócia, arrumou muito bem o time. O que o Arnaldo falou, ó, temos um time. Então pegar um pouco de um, um pouco do outro, temos um time. E o jogo contra a Escócia, para o jogo contra a Escócia, o time foi bem armado, né? O Douglas Costa subindo Douglas Santos subindo, o Rayan bem aberto, Mateus Cunha naquele papel que ele faz muito interessante de ajudar o Vini Júnior, de proteger o meio de campo e tal.
Agora, agora a Copa começa, como foi falado, a Copa começa para valer. E não vamos ter mais mamão com açúcar, porque cá entre nós esse grupo do Brasil foi mamão com açúcar. E o jogo mais duro nós jogamos pior que o adversário. O Brasil jogou menos do que Marrocos. Principalmente no primeiro tempo. Jogou muito mal no segundo tempo contra o fraquíssimo Haiti. E contra a Escócia contou com a boa vontade dos zagueiros abduzidos, já entraram no lugar dos abduzidos, os dois zagueiros que estavam lá, que poucas vezes vi tanta lambança em pouco tempo como aqueles zagueiros fizeram.
Tá feia a pressão aqui, ali e tal. Fica a expectativa para o próximo jogo contra o adversário que a gente vai conhecer hoje à noite. Depois do jogo Japão e Suécia, tá melhorando, ele tá encontrando o time. A expectativa é boa, mas o que nós estamos apresentando ainda é insuficiente para dizer: ah, estamos bem no pedaço, agora vai. Não, tem muita coisa boa para acontecer, ou não. Vamos ver como é que ele vai armar o time. Esse time deve ser o titular, mas vamos ver o desempenho desse time lento, né, que preocupa o Juca, que preocupa também quem gosta de futebol mais jogado, mais intenso. Vamos ver o que vai acontecer.
Ô Juca, essa marcação alta, nessa pressão na saída de bola hoje, você diria que é assim a maior arma que o Brasil tem? Porque se a gente botar no papel, nessa gestão anti-elote, um quarto dos gols acabou saindo dessa maneira, com bolas roubadas na saída de bola. 25% dos gols saíram assim. Essa é a grande arma ofensiva que o Brasil tem hoje?
É, eu diria que é uma delas e é uma arma que o Brasil utilizará quanto mais puder sem que o Neymar esteja no time, né? Porque para isso você não pode contar com o Neymar. Mesmo o Rafinha não é um jogador no Barcelona de participar muito deste perde-pegue, perde, não, não é o estilo dele. Então Nesse aspecto, o fato de termos atacantes, digamos, mais operários, mais laboriosos, evidentemente tirando o Vini desta classificação, né, porque esse é um talento puro, muito mais do que uma questão, né, de ser um jogador ferrenho, é um jogador que exala talento.
Mas acho que Sim, o Rayan tá fazendo esse papel na perfeição, né? E isso ajuda muito. Veja, ele rouba a bola do primeiro gol, né? E dá a bola pro Vini. E ele que carambola no segundo gol, que acaba saindo o outro gol do Vini. E teve além disso o lance, né? Eu vou repisar, porque quanto mais eu vi, vi essa madrugada algumas vezes, É um pecado ter anulado o gol do Vini. Um pecado principalmente numa Copa em que não se marca faltinha.
E não apenas não foi uma faltinha, como quem sofreu a falta foi ele. O jogador da Escócia é que trança o pé do Vini, não é o Vini que trança o pé no jogador da Escócia. E eu tenho para mim que para um futebol como é o futebol escocês, tosco marcar uma falta como aquela. Eles até hoje não devem ter entendido como é que o juiz do México marcou uma falta como aquela.
Você já ouviu falar do Missão Saber? É o não tão novo podcast do UOL que parte de livros. Vamos recomendar muitos livros para falar de vários assuntos. Já pensou ouvir a Daniela Lima falando de ansiedade?
Por conviver com o processo da ansiedade há tanto tempo, eu entrei numa espécie de vigília constante assim.
O PVC sobre memória, o Facundo Guerra sobre China, Maria Prata sobre educação dos filhos, Sakamoto e os evangélicos.
Muita gente esperava que o número de evangélicos seria ainda maior.
Eu sou Murilo Garavello e apresento Missão Saber, o podcast para quem é curioso e gosta de aprender.
Tudo na vida a gente acha um equilíbrio ali, consegue viver e ao mesmo ao mesmo tempo entender as problemáticas e ao mesmo tempo se amar.
Tem tudo isso e muito mais, muita coisa legal para você. Busca Missão Saber no YouTube, no Spotify ou na sua plataforma de podcast favoritos, ou fica atento no Canal UOL. Assista o Missão Saber toda semana no Canal UOL.
Maurão, é impossível, né, depois do que a gente viu ontem, ainda mais com esse gol roubado, né, que o Vinícius Júnior acabou tendo. Eu estava vendo o jogo com o Galvão no SBT ontem e o Galvão chegou a falar em desonestidade. Pronto, falei. Pegou o juiz do México e destruiu com toda razão, porque obviamente não foi falta do Vini na jogada. Fala para mim do Vini, fala para mim desse cara que mete 2 gols, que está com 4, está ali brigando com Messi, com Mbappé.
Com Haaland, você acha que ele tinha que ter mais atenção, mais carinho, mais holofote do que ele recebe, não só aqui no Brasil, mas também fora do país?
Eu acho que ele tá conquistando isso naturalmente, né? Por exemplo, acabou aquela história de que, ah, nenhum jogador assume o protagonismo na seleção, por isso o Neymar tinha que ser colocado ali. Aí o protagonista, aí depende, vocês podem escolher, querem protagonista em amistoso ou jogos de Copa do Mundo? Pode querer protagonista em amistoso, eu acho melhor em Copa do Mundo. Agora, com ele em campo em Copas do Mundo, o Brasil fez 14 gols e ele participou de 12. 12.
Ou construindo jogada, ou fazendo assistência, ou dando gol. O único gol na Copa no qual ele não teve participação importante ontem foi o último gol, né? Passe do Bruno Guimarães, o gol do Mateus Cunha. Que foi o gol, assim, já estava o jogo ganho também. Ou seja, os gols dele ontem também foram os mais importantes. Os gols que constroem a vitória, né? Pavimentaram o caminho da vitória do Brasil. Acho que ele já é, no meio dessa Copa do Mundo, um destaque como são o Mbappé, como é o Messi, como é o Haaland, os caras que fazem os gols e decidem os jogos.
Agora, é uma amostra ainda pequena para todos eles, eu acho, acho que é importante frisar isso aí, são 2, 3 jogos, alguns jogaram 2 vezes, outros 3 vezes, e agora vai entrar uma fase mais importante. Mas eu acho que ele já colocou, se colocou, mesmo que o Brasil, sei lá, seja eliminado na outra fase, a passagem dele na Copa do Mundo é excelente. O que seria do Brasil sem ele? O que teria acontecido nesse jogo sem ele?
Contra o Marrocos já tinha ido para o vinagre.
Pois é, o jogo do Marrocos, o gol acontece no momento de total domínio do time marroquino, ele tirou aquele coelho da cartola e achou aquele gol, o jogo muda a partir dali. O Brasil estava correndo risco de tomar o segundo gol ali, estava totalmente dominado, foi o pior momento da seleção brasileira nessa Copa até o momento, até agora. Então acho que ele está conquistando isso naturalmente, mas o desafio, como eu disse há pouco, vai aumentar, porque é óbvio que todo mundo está vendo isso, né, gente?
Então qualquer técnico, qualquer seleção adversária Vai, primeira coisa, todo cuidado com ele. Claro que tem o Mateus, tem o Rayan, tem outros jogadores, o Bruno Guimarães muito bem, o Paquetá é um cara que arrisca muito passe vertical, pode colocar um companheiro na cara do gol e tal, mas ele é o cara que desequilibra, tem sido assim. Então a atenção com ele vai ser maior, como os jogos da Argentina, né? Eu imagino que no mata-mata qualquer um que enfrentar a Argentina, a primeira coisa é ter que viajar, vigiar o ET, sem OVNI, mas o tempo todo, porque vai fazer o quê?
Porque a Argentina também, se você observar, ela não tem feito atuações tão brilhantes assim. O Messi faz a coisa parecer melhor do que é. O Messi, repito, faz a Argentina parecer melhor do que é. O próprio jogo agora contra a Áustria teve momentos de pressão, que não teve domínio, o meio-campo não teve sido tão impositivo como em outros momentos, até na outra Copa a gente viu em alguns jogos, mas é um caminho, pode crescer também o time.
E ele consegue fazer a diferença. Então o Vinícius já está nesse grupo de jogadores. É uma pena, de fato, que o gol tenha sido anulado. Foi um momento de arbitragem brasileira na Copa do Mundo. Aliás, uma coisa interessante que eu estou achando da Copa do Mundo, tirando esse lance que é uma exceção, me parece, é que esse pessoal que fica ditando regras sobre arbitragem aqui no Brasil, ex-árbitros e supostos analistas de arbitragem, não todos, é claro, tem uns que são muito bons, e que ficam defendendo arbitragem intervencionista, VAR intervencionista, para tudo, procurar pelo em ovo, aquela coisa toda, como aconteceu ontem, esse pessoal está sendo esculachado pela Copa do Mundo, salvo esse lance, uma ou outra exceção.
Porque a gente está vendo o seguinte: o futebol se joga e se apita de outra forma. Nem tudo é falta, nem todo contato tem que marcar, o jogo tem que correr, mas esse povo fica aqui defendendo, alguns ex-integrantes da Central do Apito, esse jogo travado, e isso está incutido Isso está na cabeça das pessoas e a Copa do Mundo está ajudando a desfazer um pouco essa ideia para o público brasileiro. O futebol se joga assim. Tanto que o jogo de ontem gerou essa indignação e muitas reações até fora do Brasil.
Se você pegar repercussão fora, muita gente diz: "Pô, não foi nada, a falta foi mal marcada". A empresa que fabrica o equipamento do VAR lá, do sistema semiautomático, ela publicou uma nota meio sarcástica inclusive, dizendo: "Olha, não temos nada com isso se o equipamento for mal utilizado". Foi anulado. Ou seja, até ela tá dizendo que o gol foi mal anulado. Então acho que esse é um ponto bem interessante, que pode ser um legado que a Copa do Mundo pode deixar para o nosso futebol aqui, para desfazer essa ideia de que até o que restou da central do apito ontem jogou mal no lado do Dudu. Até o que restou da central do apito falou: não, o gol foi mal anulado.
Então, mas ainda sobre o Vinícius, eu queria primeiro perguntar o Dudu, como é que nós estamos de like? E como é que tá a enquete? Já para a gente matar a curiosidade. Depois eu queria fazer, primeiro vou fazer uma observação em relação ao Vini Júnior, ao Matheus Cunha e ao Rayan, que é o nosso ataque. O termo é meio pesado, mas é verdade. O Vini Júnior matou o Neymar, o Matheus Cunha matou o Hendrick e o Rayan matou o Rafinha. Tô errado ou não?
Não, de alguma forma você tá certo, embora o Hendrik, né, ele nem tenha nascido, né, ele só foi uma ideia, né.
Sem dúvida.
Sem dúvida.
Diminuiu muito porque o titular absoluto é o Mateus Cunha.
Perfeito. Eu acho que agora é a discussão da primeira troca do ataque, Hendrik ou Neymar. Mas ainda sobre o Vinícius, falava com o Trajano ontem. Uma das vantagens de ter o Ancelotti no banco é de ter um técnico que tirou o máximo do Vinícius. Tirando ele da ponta esquerda e colocando ele como atacante sem posição fixa.
Até gol de cabeça o cara meteu ontem.
Um atacante capaz de fazer gols, né? Porque: "Ah não, o Vinícius não é de fazer gol". Não, ele é de fazer gols. E é curioso o dilema que esteja vivendo agora todo treinador que Assume o Real Madrid, que tem o Mbappé e o Vinícius. Não deve ser ruim ter Mbappé e Vinícius, concorda? Porém, para jogar como Mbappé joga, o Vinícius muitas vezes tem que se sacrificar. Ele tem que voltar para o lado.
Não dá para ter dois sem correr, né?
Isso. E não que eles não corram com o Mbappé.
O Mbappé não corria.
É, então, o Mbappé corre, é o último a correr e decidir. É como a seleção francesa joga hoje, os outros têm que se sacrificar pelo Mbappé, que é um excelente, é o melhor, eu acho que o cara que complementa jogadas. Mas o Ancelotti, na época dele, o Vinícius conseguia ser o atacante completo, e que tá sendo agora. E a outra boa sacada do Ancelotti, e complementando o que o Trajano falou, desde o início, é o aproveitamento do Matheus Cunha, que é um jogador que viabiliza os outros sem ter a a pretensão de ser um protagonista.
E eu tava revisitando depois, quando a gente for analisar as possibilidades de cruzamento, e ficou isso na minha cabeça desde ontem, o Japão mais provável, Japão mais provável. Eu revisitei o jogo do Japão, o 3x2, né? Ontem é o Brasil não vira jogo, como disse o Mauro do Ancelotti, ainda não virou jogo. E o Japão fez a maior fez contra o Brasil a maior virada que o Brasil sofreu na história, aquele 3x2 num amistoso de 2x0 para 3x2.
Tem coisas interessantes naquele jogo para a gente projetar o que vem por aí, porque o Brasil fez um excelente primeiro tempo, abriu 2x0 com uma formação e depois testes para cá, testes para lá, o Japão virou. E o time do primeiro tempo, a estrutura que fez 2x0 no Japão, tem muito a ver com o time atual. E o do segundo tempo tem a ver com o time antigo, com muitos atacantes e poucos caras no meio. É bem interessante isso. Então, porque o amistoso, ele não faz muito tempo não, foi outubro de 2025.
É verdade, né? Então, e já com o Ancelotti. Então tem coisas aí que os dois, claro, se for de novo Brasil e Japão, tem observar sobre aquele jogo. E acho que o Brasil tem lições para tirar daquele amistoso, projetando esse possível confronto.
7.400 likes, para informar o José Trajano, que me perguntava agora há pouco. E vamos à enquete, como é que está nesse momento? Holanda, 13%, Japão, 28%, e todo mundo quer pegar a Suécia, 59%. Eu também gostaria muito que fosse a Suécia a próxima adversária do Brasil, até pelas lembranças, né?
Falando em superstição, Júlio, se a Suécia vencesse o jogo e a Holanda ganhasse o jogo dela, por exemplo.
Porque a Suécia pode ganhar do Japão, né?
Não é tão difícil acontecer.
É um time que tem um...
Não tem golear, nada, é só ganhar o jogo. Ela ganha o jogo, ela é segunda colocada, a Holanda é primeira colocada, o Japão vai para terceira.
Fisicamente é um time muito mais forte que o do Japão, pode dar muito trabalho na jogada aérea com o Djokeris e com o O Isaac é problemático.
É, são dois jogadores muito bons, mas é um jogador muito bom, muito bom jogador.
O Juca, corinthiano é supersticioso igual o botafoguense, sim ou não?
Não, não, porque confia muito no time, né? Um time bicampeão mundial, aliás, é o único bicampeão mundial da FIFA, né?
Pelo seguinte, o Vinícius acabou a fase de grupos fazendo gols em todos os jogos.
Gols.
E nas outras oportunidades em que isso aconteceu— 1970, Jairzinho. 1994, Romário. 2002, Ronaldo e Rivaldo. A gente tinha dois jogadores capazes de fazer gols em todos os três jogos. Nas outras vezes que isso aconteceu, deu Brasil campeão. Bom presságio ou não?
Mas é, você sabe que há quem sempre fique buscando esse tipo de coisa, nessas coincidências. "Ah, quando o Nix foi finalista, o Brasil foi campeão do mundo." "Ah, quando não sei quem..." Realmente eu não levo isso em conta. Mas eu torço muito e acho que é uma possibilidade de o Vini Jr. repetir o Jairzinho completamente, fazer gol em todos os jogos. Espero que seja em 8 jogos. Já imaginou o Brasil chegar à final? A gente comentava ontem com o Zé Trajano sobre isso.
Depois do nosso posse de bola especial, sempre depois dos jogos da Seleção Brasileira tem o posse de bola especial. Segunda-feira vai ter outro.
O Juca, e tem um posse de bola que não é transmitido, né, que é o Terceira Edição. Aí você teve, você, Arnaldo, fizeram a Terceira Edição, né?
Teve, teve.
Mas o âncora, o âncora não deve ter levantado até agora porque eu acho que ele se excedeu um pouco ontem, mas enfim. É mais frágil, ele é mais frágil. Mas eu dizia, comentava com Zé Trajano sobre isso: quando foi, Dudu, que um torcedor brasileiro olhou para uma Copa do Mundo e disse: pombas, se a gente chegar à semifinal, teremos feito a nossa obrigação, teremos cumprido um papel digno? Nunca. A gente sempre acha: não, Brasil tem que ser campeão.
Não é chegar à final, tem que ser campeão. E nesta Copa eu tô olhando, dizendo: se chegar à semifinal, foi legal, o míster cumpriu o papel dele e vai ter mais 4 anos para fazer coisa melhor em 2030. Então eu tenho esse olhar. Tomara que o Vini continue fazendo um gol por jogo e bata o recorde do Jairzinho, que fez gol em 6 jogos. A exemplo, aliás, do que fez o francês Fontaine na Copa de 58. O Fontaine fez na Copa de 58, o Jair fez na Copa de 70.
O Vini vem fazendo— não, quem é que vem fazendo gols? O Messi, não é isso? Fez agora pelo 6º jogo seguido mas em duas Copas, 4 no Qatar e 2 jogos nesta Copa. Vamos torcer para o Vini fazer um gol por jogo, pelo menos isso.
Boa! O Juca lembrou do Just Fontaine, ele jogava pela seleção da França, mas era marroquino de nascimento. Então não é de hoje que o Marrocos tá jogando bola não, já revelou muita gente boa. Just Fontaine era lá de Marrakech. Trajano, queria te ouvir também. Agora pouco o Mauro falou que enxergou a história do Neymar entrar ontem como basicamente uma homenagem, que valeu, muito obrigado, mas dificilmente a gente poderia ver o Neymar numa outra situação nessa Copa do Mundo.
Você acha que também, na tua opinião, a coisa vai para uma homenagem, foi isso, obrigado pela presença e daqui a pouco a gente volta, igual o Jô falava? Ou você ainda vê espaço para o Neymar ser aproveitado em alguma ocasião aí ao longo dessa Copa do Mundo?
Primeiro quero explicar melhor o que eu falei, que o Vinícius matou o Neymar em termos de protagonismo, certo?
Perfeito.
O Matheus Cunha, Matheus Cunha matou o Hendrick, oportunidade de jogar como titular. E o Rayan, o Rafinha, oportunidade de jogar como titular, agora que ele saiu machucado. Se o Neymar entrar, atrapalha. Atrapalha, porque a coisa ela se encaixou. E o míster disse algum tempo atrás que o aproveitamento do Neymar se daria pelo meio, ou seja, no lugar de quem? Do Mateus Cunha. Neymar não é um jogador de jogar na ponta direita, na ponta esquerda.
Poderia ser usado, que seria um, mas ele não consegue recuar ter que a bola chegar para ele. Ele poderia, eu vejo a possibilidade dele jogar, ser aproveitado pelo míster como centroavante, o que prejudicaria também a possibilidade do Hendrik jogar no time. Agora, colocá-lo no meio de campo no lugar do Paquetá seria uma temeridade. Eu acho que o míster não cometeria essa bobagem. Então, na verdade verdadeira, como diria o outro, o Neymar atrapalha.
Que fique na homenagem. Porque a coisa se encaixou de uma forma melhor. E tirar o Matheus Cunha para botar o Neymar seria um pecado. E se não for no lugar do Matheus Cunha, ele vai jogar onde? No banco.
Poderia ser, Juca, da mesma maneira como a gente viu Ronaldinho Gaúcho ontem. Participação brilhante do grande bruxo. Ele ficou paradinho ali, atrasou até o protocolo da FIFA. Ele ficou paradinho ali na hora que os dois times estavam entrando E foi cumprimentando um a um os 25 jogadores da seleção brasileira. O pessoal até chegou atrasado ali pro hino, porque todo mundo queria dar um abraço no bruxo e tal. Hoje a função do Neymar é mais ou menos essa, né, Juca?
Pois é, e você sabe que a minha neta, vendo o jogo do meu lado, olhou pra mim e falou: "Por que que ele não joga? Tá com um corpinho ainda que pode." Dá uma vontade, né, quando a gente vê os dois Ronaldos e o Rivaldo na tribuna, você fala: "Ah, meu Deus, por que que não desce, põe chuteira e joga?" Mas olha, eu não sei, tomara que vocês tenham razão. Eu não estou com essa ideia de que o Ancelotti fez uma homenagem a ele, não. Eu acho que o Ancelotti está contando com ele.
Eu acho. Você que começou com esse discurso tão otimista de, primeiro, a semifinal já ser uma etapa...
Um ganho, um ganho.
Um ganho a comemorar e aí essa história pode ser complementada com o Neymar ser homenageado. Ou seja, uma Copa sem tensão, sem pressão, sem... Na prática, acho que isso não vai funcionar. E aí, a grande incógnita é justamente quando tiver uma situação complicada e ele optar pelo Neymar ou preterir o Neymar. Essa decisão ainda não houve. Houve o mundo ideal, o mundo da homenagem, como teve o México. Se o México não tivesse ganhando de 3 ontem, o Oxoa não ia entrar.
Se o México tivesse para... Então, para o... Javier Aguirre e por Ancelotti foi muito oportuna essa última partida da fase de grupos.
Esse pedágio eu já paguei, né?
Esse pedágio agora é um outro tipo de pedágio, né? É quando precisar do jogador no banco. O goleiro é mais fácil você deixar ele na homenagem. O jogador, ainda mais um jogador com esse perfil, é muito complicado. A gente tá A gente está só supondo que o Ancelotti, numa hora de aperto, quando tiver o bapho da galera... E o Danilo falou ontem. Ele tinha a minutagem. Aos 13 ou antes, 6 do segundo tempo, a galera começou: "Olê, olê, olê, olá Neymar, Neymar..." E vai ter isso.
No jogo contra Japão, Suécia ou Holanda, vai ser o primeiro nome a ser gritado. E até o Danilo também deu esse testemunho. Até então era o Hendrik. Quero o nome. Por isso que o Trajano falou também sobre a questão do Hendrik, né, que ele deixa de ser o xodó principal. Então é uma situação, eu entendo quando o Trajano fala atrapalha, porque o time encontrou uma forma e uma sincronia e os jogadores atuais titulares estão todos numa forma física muito diferente da forma do Neymar.
A gente teve a estatística ontem, o Neymar perdeu, se não me engano, para estatística, 9 bolas. O que que significa? Ele, e ainda mais uma falta na Copa sem faltinhas, ele proporciona muito contra-ataque do adversário, muito.
E aí, aí o jogador que tem que fazer uma falta, parar, é o Fabinho, por exemplo, tomando cartão, ou é o Casemiro, então é o Danilo.
E o Japão, por exemplo, eu tô com o Japão na cabeça, eu acho que vai ser o Japão, é um time primeiro que não arrisca muito saída de bola, é um time que tem um contra-ataque muito rápido e marca joga com um formigueiro. Então assim, o Neymar entrando nesse jogo, se o Brasil tiver uma eventual desvantagem, empate, é complicado. Mas acho que agora é uma hora, eu não vejo homenagem também não. Eu acho que ele vai ter que se— não sei como ele vai lidar com essa situação.
Isso. E te digo mais, um amigo, o Trajano conhece, pelo menos de já ter lido ele, Moacir Valle, tem dois belíssimos livros recentemente lançados, Me chamou atenção nesta madrugada, depois de ter visto o pós de ontem, em relação à questão de quanto tempo o Neymar vai aceitar a situação dele de bancário. E chamou atenção para um lance que tinha me passado inteiramente despercebido, mas a Thammy mandou este lance, em que o Neymar reclama do Vini uma bola não devolvida numa tabela pelo lado esquerdo da grande área. Você notou esse lance, Arnaldo? Eu não tinha notado.
Sim, eu não tinha notado. Eu acho que o Vinícius, ele foi individualista no final do jogo, mas reclamou. Sim, sim, sim, reclamou.
Veja, o Neymar entrou, jogou 15 minutos, errou, teve 9 vezes a bola tomada e reclamou do Vini, que aliás só lhe presta homenagens. E ontem prestou mais uma. Então achar que ele vai se comportar pianinho será mais uma surpresa na minha vida nesta Copa do Mundo. Eu não acredito e não acho que ele tenha sido homenageado, não.
Eu acho que, claro, eu não acho que foi homenagem, não. Eu acho que poderá vir a ser. Isso que eu quis dizer no começo, poderá vir a ser se ele não entrar mais. E eu não sei se o Antelotti vai ter assim, não sei se a palavra coragem ou falta de, acho que a palavra é falta de, falta de coragem para não colocá-lo numa dificuldade, de olhar para o banco e falar, cara, não é o cara que vai resolver o jogo para mim. Porque apostar no Neymar é apostar no aleatório, ele pode até fazer alguma coisa, qualquer um, falo sempre, Adriano Gabiru fez o gol mais importante da história do Internacional, ele passa muito longe de ser um dos 50 maiores jogadores do Inter, mas fez o gol.
Gol lá do título contra o Barcelona, Mundial de Clubes, não foi? Então pode acontecer com o Gabigol, claro que pode acontecer com o Neymar, ele pode entrar, sobrar uma bola, fazer um gol. Mas o Igor Thiago pode fazer um gol, o Danilo Santos pode entrar e fazer um gol, que ele entra na área toda hora e tal, finaliza, é muito goleador, apesar de jogar no meio-campo. Então, se tiver um momento de dificuldade, ele vai fazer isso? Porque se for para fazer isso e atender o que a torcida está gritando, ainda mais essa torcida de Copa do Mundo, que é muito festiva, Porque não é uma torcida de futebol, ainda mais em Miami, né? É uma torcida de turistas, de pessoas que não têm muita ligação com o esporte.
É torcida selfie, né?
É, torcida do selfie e tal. Então o cara vai para lá, quem é o mais famoso? É o Neymar. Vamos gritar o nome do Neymar. Qual a visão que esse pessoal tem de futebol? Muitos não têm uma visão muito refinada assim. Para eles aquilo é uma grande farra. Se for para contratar um técnico como o Carlo Ancelotti, da primeiríssima prateleira do futebol mundial, para atender o que essa torcida está pedindo, qualquer outra torcida A torcida pode ser a torcida que for, ele tem que fazer o que ele acha, não o que a torcida está pedindo.
E não escalar por grife ou porque vai fazer benzinho, porque vai reclamar que não recebeu. Ele tem que escalar quem tem que escalar. Então eu acho que na hora que a coisa apertar, uma hora vai apertar, que vai ter dificuldade, não vai ganhar, não vai jogar com a Escócia o tempo todo, né, ou com a Haiti, vai ter que jogar com times melhores. Se ele colocar o Neymar num momento de sufoco ou de dificuldade, é apostado aleatório. Apostar totalmente no aleatório.
E essa falta de noção é mais um problema. Falta de noção ao perder bola, não entender que o jogo é jogado de outra maneira, que não está jogando na Vila Belmiro no Brasileiro com arbitragem frouxa e às vezes até caseira porque não tem personalidade, o marca tudo que reclama, os hábitos não vão dar mais a confiança para ele. E a falta de noção de reclamar do protagonista e perceber: "Cara, o protagonista não sou eu, é esse rapaz aí".
Porque na outra Copa aconteceu o contrário. Jogada contra a Croácia. Teve jogada que ele tinha a bola, não deu para o Vinícius, e o Brasil perdeu um ataque que poderia ter sido importante para tentar eliminar os croatas. E quem foi substituído foi o Vinícius. Aí ele tentou aquele gol a Copa inteira. Aí quando fez, nossa, fez, não adiantou nada, até nem bateu o pênalti. Isso é muita falta de noção, gente. Essa reclamação, eu percebi também, é não entender o seguinte: cara, eu não sou mais o cara aqui.
A única coisa que eu tenho aqui é a camisa 10 que me reservaram, que era do Vinícius. Ele não convocado, né? Seria o do Vinícius, depois ele ficou com a 7 e ele com a 10. É só isso. Então, se for para o Ancelotti fazer isso, cara, então deixava o Dorival Júnior com o dedinho levantado assim: posso trocar? Posso substituir? O que que eu posso fazer?
A partir da convocação, que acabou sendo uma surpresa para muitos, o Ancelotti trouxe essa questão para ele durante a Copa. A partir do momento que o Neymar pudesse calçar as chuteiras, a gente estaria discutindo se ele ajuda ou atrapalha, se ele melhora ou piora. E talvez agora, encontrando um time com o Vinícius protagonista, com o Rayan acertando, com o Matheus Cunha tal, com o trio do meio, a gente fica pensando: seria necessário, será necessário o Neymar para ganhar a Copa?
Ou, e de novo a pergunta, ele vai ajudar ou ele vai atrapalhar? É uma grande questão a partir do mata-mata. A gente ficou brincando ontem com o Casagrande, Dudu, que quando a gente começou a discutir a possibilidade do Neymar entrar em campo depois do jogo contra a Haiti, ele surtou porque falou: "Meu, ele ainda está muito longe disso." Mas não, ele já entrou, ele já entrou, ele já entrou contra a Escócia. Então, ele já faz parte agora.
E aí é uma outra conversa. A convocação, o Ancelotti, eu acho que ele atendeu o clamor da galera e alguns outros interesses que não são os técnicos. E agora eu tenho uma questão de utilização, né?
Os lesões do Estevão e do Rodrigo acabaram dando um espaço para que isso acontecesse, porque do contrário eu acho que ele nem seria cogitado.
Então eu fico sempre pensando, eu imagino que não seria, mas eu não tenho certeza depois de tudo que aconteceu, não tenho mesmo certeza. O fato é que agora ele tem um jogador em condição mínima de atuar. Mínima, é sempre bom a gente falar, condição mínima de atuar. Eu sempre faço agora uma comparação, não com projetando o Japão, mas projetando uma possível, um possível confronto com a Holanda, é a situação do Memphis Depay. O Memphis Depay, por quê?
Porque os dois jogavam no futebol brasileiro, jogam no futebol brasileiro, os dois priorizaram a Copa esse ano, os dois tiveram lesão lesão na panturrilha antes da Copa, o Memphis antes, o Memphis voltou antes, o Memphis fez a preparação inteira com a seleção da Holanda, o Memphis ficou no banco no primeiro jogo contra o Japão. Ganhando por 2x1, um jogo vivo, o Ronald Koeman coloca o Memphis, o Memphis erra tudo, perde não sei quantas bolas, toma um cartão amarelo, o Japão empata.
No jogo seguinte, segundo jogo contra a Suécia, 4x0, Com outros jogadores atuando no lugar do Memphis, aí o Koeman coloca ele de novo, mas com 4x0 a favor, que é o jogo de ontem. Aí o Memphis, ó, beleza, tal, deu um passe, 5. O Memphis não vai ser titular contra a Tunísia, pode até ser porque tem um jogo que o Brasil não teve. É como se o Memphis tivesse uma fase anterior ao Neymar. E ele ainda não tá pronto para ser titular da Holanda no mata-mata.
Então o Neymar está em estágios. E tem uma coisa que o Brasil tem e a Holanda não tem: tem mais jogadores capazes. A Holanda tem bons jogadores também no ataque, mas a Holanda tem mais jogadores capazes. E o Ronaldo, como não vou... O Memphis, de alguma forma, ele é o maior artilheiro da história da seleção da Holanda também, né? O Ronaldo, como você não vai jogar nessa, você nem vai entrar, você vai entrar depois. Vamos ver como é que o Ancelotti vai lidar com o Neymar.
Lembrando que não tô comparando a qualidade de cada jogador, mas o momento da carreira. E lembrando que o Memphis tem muita moral na Holanda, a ponto do rei da Holanda ir no vestiário e falar: Memphis, que bom você está aqui conosco novamente, né?
Tira uma foto comigo, meu rei. Então, damas e cavalheiros, tenho o prazer de anunciar que a nossa meta de likes Foi batida, 9 mil likes! Obrigado a você de todo o Brasil e de fora do país também que tá chegando junto. Fala, Trajano, diga.
Não, que boa notícia que atingimos. Juca não gosta que eu fale, mas vamos pegar 10 mil, tá? Só para fechar a tampa.
Ontem, quando eu pedi like, chegamos a 16 mil.
Uau!
Ontem à noite. Segue a vida.
Muito bem. Não, o que eu queria colocar é uma coisa meio estranha, o que eu vou falar. Eu sinto que com essa classificação do Brasil para o mata-mata colocou, pôs em questão uma certa euforia, uma certa euforia. Não digo euforia, mas uma certa expectativa muito boa que o Brasil irá adiante. Isso por parte da mídia, por parte de muitos colegas, por parte do torcedor, criou-se uma expectativa muito favorável. Havia uma grande desconfiança em relação à seleção quando começou a Copa.
Agora, quando foi indo, foi indo, foi fundo, como diria outro, e passou. E vamos agora para o mata-mata. Mas eu fico me perguntando, não é que eu não preenche bem, que hoje em dia qualquer coisa que você fala, porque também existe a Copa da Internet, né? Qualquer coisa que você fala é motivo de crítica, de gozação, de meme, não sei o quê, papapá. Se o Brasil perder, for eliminado no mata-mata para o Japão, para Suécia, para Holanda, quem for, pensa bem, nós passaríamos pela maior decepção que houve até agora para a história do futebol brasileiro.
Não tô falando 7x1, 7x1 é uma coisa De outro planeta. Mas pensa bem, aí toda essa expectativa favorável ir por água abaixo na segunda-feira.
Pensa bem, você sente que vai acontecer nesse país.
Não, não, mas eu sinto que pelo fato de ter agora um protagonista que é o Vini Júnior, ter a figura do Neymar, que é uma figura emblemática, criado uma expectativa, né? Um teto estrangeiro pela primeira vez, que foi saudado como solução, uma panaceia, solução para todos os males. Eu fico me imaginando o que que aconteceria. Não é que eu queira que aconteça, prestem bem atenção, só imaginando como um romancista, vamos dizer assim.
Debacle seria a palavra, né? Juca Kfouri, Canadá e África do Sul é o primeiro confronto já conhecido. Da fase, 16 avos de final, domingão, jogo isolado, foi exigência do Juca no contrato lá com a FIFA. Falou: domingo eu quero um jogo só e tem que ser do Canadá. E aí os bafana bafana, nem vai jogar mais no Canadá, né? Já agora já sai, é verdade.
Isso, essa é a maldade, né? Nem será no Canadá esse jogo. E dificilmente a gente verá canadenses, que eles fizeram um baita esforço, lotaram todos os estádios em Vancouver, em Toronto. Uma pena que o Canadá vai jogar fora do seu país este jogo. Mas o cá, e aí, né, Dudu, para quem viu nascer a Bafana Bafana, só nos resta torcer por ela, torcer pela África do Sul. Já eliminar uma das sedes, ainda mais porque não será numa das sedes.
Mas não é um domingo palpitante esse que temos pela frente. Nem por isso deixaremos de fazer o posse de bola no domingo de manhã. Espero, aliás, que com a sua presença, para que a gente possa mais uma vez se encontrar pessoalmente.
Seria uma alegria. Detalhe: domingo é igual táxi, é bandeira 2, hein?
O que vencer esse confronto aí, a carne assada, é a carne assada, né? África do Sul e Canadá é carne assada, ainda mais em oitava de final. Quem pegar um desses dois, pegou carne assada.
Quem vai pegar?
Marrocos ou Holanda. Se a Holanda for a primeira, claro, né? Marrocos e o primeiro desse grupo que joga logo mais.
É um chaveamento muito melhor que o do Brasil, por exemplo.
Delícia isso aí.
Isso faz o primeiro lugar do grupo da Holanda, da Suécia e do Japão muito importante. Praticamente um convite às quartas de final, né? Então a Holanda vai jogar a Vera com a Tunísia para ter esse cruzamento.
E aí, isso, e passando pelo Marrocos, encara um desses dois, um desses dois, África do Sul, Canadá.
Gente, agora, Juca, eu assistindo ontem, um pouco antes de chegar aqui, o final do jogo Suíça e Canadá, tava 2 a 0 para Suíça, Canadá descontou e não vi no time aquela volúpia para buscar a igualdade. Porque o cruzamento do segundo colocado desta chave seria Coreia do Sul, África do Sul. A chance do Canadá— não vou jogar mais no Canadá, mas a chance do Canadá ir às oitavas é bem considerável.
E dentro disso que o Arnaldo tá falando, Trajano, veja a situação de Argélia e Áustria. Isso é uma coisa, negócio é o seguinte: nesse grupo, Argentina já tá em primeiro, Jordânia já tá eliminada. Então eles vão se enfrentar pelo segundo lugar do grupo. Só que o segundo colocado do grupo vai pegar a Espanha, e o terceiro colocado pega os Estados Unidos. Ou seja, vai ter gente fazendo gol contra nesse jogo, que ninguém vai querer ficar em segundo para pegar a Espanha logo de cara, né?
E ainda tem o componente de 1982, porque a Argélia não avançou da primeira fase por causa de um jogo de compadres entre alemães e austríacos. Então são muitos componentes para fazer esse Argélia e Áustria um jogo para a gente ficar atento, viu, Trajano?
Não, eu vou fazer um pedido: eu tenho que ficar atento a tudo. E domingo, que é um dia meio sagrado por futebol, só vai haver um jogo de Copa do Mundo. Isso, glorioso. Arnaldo, qual vai ser o grande clássico?
África do Sul E Canadá, África do Sul, Canadá. E eu conferi a escala aqui, coincidentemente domingo estou de folga, não foi nenhuma coisa inventada.
Eu estarei aí, mas eu vou fazer um pedido, eu vou fazer um pedido. Devido ao enorme sucesso do programa anterior com a presença do Dudu, eu peço a nossa produção que coloque a tela uma declaração do nosso Mister.
O Rodrigo Matos vai achar que eu tô zoando.
O que ele quis dizer com a classificação do Brasil primeiro?
De míster, interprete a fala do— eu acho que foi o grande sucesso do programa passado. Por favor, produção, coloca na tela uma fala do míster e o nosso querido Dudu.
O problema é que quando o Trajano pede, as coisas acontecem. Ele pediu 10 mil likes, já temos 10 mil likes.
Olha só, agora.
Vai lá, Dudu.
Faz um trabalho completo, tanto defensivo como ofensivo. Gostei do jogo dele, acho que ninguém sabe o nível que ele pode chegar. Em nome do Pai, do Filho...
Tem uma pegada meio Carloy Voitilla você, né? Meio João Paulo II, é isso? Grande João Paulo II. Tem uma pegada, né, Ancelotti? Mas é excelente isso, cara, excelente.
Foi goleiro na Polônia, hoje ele mora lá no céu. Vamos fazer um intervalo rapidinho aqui no Poste de Bola para você que nos acompanha no canal UOL. Você que tá no YouTube, continua com a gente.
Emenda aqui, eles contaram uma história ontem para mim, o Trajano e o Juca, sobre um outro goleiro polonês, não o Papa, Karol Wojtyla.
Tomaszewski.
Conta aí, Trajano, conta para a galera no intervalo, conta.
Isso aí é uma, de certa forma, é uma homenagem ao saudoso Michel Laurent, um dos maiores jornalistas esportivos do país. O Brasil ganhou da Polônia no Pacaembu, não me lembro de quanto, e o Thomas Zewski, que tinha fechado o gol na Copa anterior, na Copa, última Copa que ele participou, foi um dos destaques, passou mal durante o jogo, vomitou, saiu de campo vomitando. Aí o pessoal atribuiu ao calor, O que que houve? Que era um homem zarrão, não sei, que passou mal e tal.
Eu era editor de esportes da Folha, nós íamos fechar o caderno segunda-feira. Aí a manchete é aquela coisa óbvia, né? Brasil ganha da Polônia, Brasil vence não sei o quê, seleção brasileira. Era um absurdo. Mas aí eu falei para o Michel, Michel querido, Michel saudoso, Michel, que fosse até o hotel da seleção polonesa no centro de São Paulo e procurar saber o estado do grandalhão Tomazelli. Ele foi até o hotel, perguntou aqui e ali, não conseguiu grandes informações, mas viu que ao lado do hotel tinha uma casa de batidas.
E ele foi na casa de batidas, ele falou: vem cá, o pessoal da Polônia, os jogadores frequentavam aqui? Costumavam tomar um negocinho? Claro, claro. É, bebiu muito aqui. E aí ele falou, tinha um grandalhão, cara, esse aí não, esse aí então tomou várias batidas de cachaça com abacaxi. Volta para redação, Michel, com essa informação, que nós botamos a manchete: Brasil vence Polônia 3 a 0. A fórmula da vitória: cachaça com abacaxi.
É isso, né? Tá vendo?
Gênial, né? Outros tempos de jornalismo, coisa boa, coisa maravilhosa. Ó, temos mensagens aqui chegando do Brasil inteiro agradecendo. Aqui temos o Jucimar Souza, ele continua achando que o Brasil não vai muito longe quando pegar os times da prateleira A, ele acha que não vai dar para passar. Também com a gente Sidney Ferreira Martins, o Marcelo Felipe, falando: "Se chegar às quartas dentro desse contexto, já é uma vitória." O WS Rocha fala que o juiz não deixou o Vini fazer o hat-trick, o único desde o Pelé em 58.
O Valdo Grangeiro: "Vini explodiu nessa Copa porque não tem o Neymar para atrapalhar. Hoje a seleção é mais time, sem o Fominha para não tocar bola." Vinícius Júnior, furacão da Copa, diz aqui o Domingos 103. Estamos de volta no canal UOL com o Poste de Bola nessa reta final de programa, agradecendo a você que nos consagrou com seu like. Muitos likes hoje, muita gente acompanhando aqui. E lembro a vocês que tá no ar o Bolão UOL, hein, competição gratuita.
Você disputa com amigos, familiares e torcedores de gente de todo o Brasil a cada rodada. E tem mais, tem o bolão da galera aqui do UOL, jornalistas, colunistas, apresentadores. Vamos ver como é que tá essa bagaça.
É, meu filho, primeiro—
ah, não acredito!
Você não tem noção, eu tô do começo ao fim, só que eu tô perdendo gordura.
Ó, o Josias de Souza é Arnaldo Ribeiro, Walter Mayerowicz é o segundo, Josias de Souza o terceiro. Alexandre Cossenza é o quarto e Alicia Clyde já tá chegando, comendo pelas beiradas. Aliás, deixa eu aproveitar para fazer um convite rapidinho. É 3 da tarde hoje, tem um Brasileirão Sub-20 jogaço aqui no canal UOL, no UOL Play, também no YouTube do UOL Esporte. Flamengo e Corinthians, é penúltima rodada do Brasileirão, os dois brigando diretamente por uma vaga nas quartas de final.
Que o Brasileiro Sub-20 É assim, 20 clubes, os 8 primeiros vão para o mata-mata. É, tem mata-mata no Brasileirão Sub-20 e os 3 últimos são rebaixados. Então hoje não perca, 3 horas no Canal UOL, Flamengo e Corinthians, tá bom? Vamos aos destaques finais.
Diga, Duda, mas deixa eu apenas lembrar você do seguinte, lembrar, não informar. Esse jogo aqui, o Zé Trajano se referiu, foi 3 a 1 para seleção brasileira, gols de Paulo Carvalho, Reinaldo e Rivellino, com 70 mil pessoas no Morumbi. Esse jogo da forma, tá perto.
Boa, obrigado pela informação, Juca. Maurão, seu destaque final nesse Posto de Bola.
Eu acho que agora ficar atento a esses próximos jogos, né? E de fato, essa preocupação que algumas pessoas demonstram com relação à seleção, ah, não dá para ganhar, jogando isso, mas não é para jogar só isso, tem que jogar mais. E o trabalho agora do Antelotti tem que aparecer, cabe a ele usar os dias que ele tem para treinar, para fazer o time melhorar. É dele a responsabilidade.
Fechado. José Trajano: cachaça com abacaxi não dá, agora é época de vinho, né? Aquele abraço.
Aliás, qual vinho você anda tomando, hein?
Qual que é a uva que você tá tomando?
Tô louco para ver esse jogo hoje, Japão e Suécia.
Mas fala do seu vinho aí, qual que você tomou ontem? Não pode, não precisa falar o nome do vinho, mas a uva.
Veja vocês que é como é a natureza, pela primeira vez nós terminamos o programa e conseguimos um momento para bater um papo, âncora, Arnaldo, eu e o Juca. Como o programa acabou às 10:30, encontramos ainda um bar aberto e fomos lá tomar um vinhozinho com Com o pastel, essa coisinha. Foi bom botar o papo em dia, porque a gente sai do programa, outro dia nós temos 1:30 da manhã, jogo Brasil e Haiti. Então foi muito legal, regado ao bom vinhozinho.
Coisa boa! Arnaldo Ribeiro, diga, pode falar.
Você precisava ter visto eu de júnior, feliz da vida, comemorando, batendo palmas quando o Neymar entrou em campo ontem. "Aqui na redação, lá na redação, aí na redação do UOL", né? Houve um certo frisson, algumas pessoas aplaudindo, mas ele foi à loucura. Eu jamais imaginei que ele gostasse tanto do Neymar como ele gosta.
Ah, o Eudes é um cara que acompanhou o início do Neymar, né? Então é uma relação assim de carreira.
É uma referência sentimental, é. Achei tocante.
O que será que eu não acredito no que o Juca tá falando? Arnaldo Ribeiro, seu destaque final.
Obrigado, Du, pela participação, pela conduta exemplar. E só posso pegar o destaque do Trajano sobre o terceiro tempo do posse de bola ontem. O âncora chegou em casa, mandou uma mensagem: é por conta desses momentos que a vida vale a pena. O emotivo Eduardo tirou, entendeu? Com terceiro tempo do posse de bola, regado a um bom vinho.
Consequências, consequências, talvez.
Não, mas ele tava vendo o programa inteiro aqui, ele tava ligado, mandando mensagem: "Eu tô aqui vendo tudo." Quer dizer, não era para ninguém falar mal dele aqui, né?
Pelo amor de Deus, é frágil.
O Juca, além de cornetar o Eu Dizia e Nem Mais, você tem alguma outra informação, seu destaque final, ou era só isso?
Se você tivesse informado antes que o âncora tava vendo o programa, eu não teria feito a abertura que fiz, que foi um puxão de orelha nele, que esqueceu do ratão de bronze e do gatão de ouro, tá certo? Denunciei uma deficiência dele. Olha que não tinha ainda tomado vinho, entendeu? E diga-se de passagem, para que não se faça de um um consumidor fino no restaurante a que fomos, o senhor Arnaldo Ribeiro não toma um gole de vinho, é só chope, chope, chope, tá? Ele ainda não tem um paladar adulto, mas um dia terá.
Não fui eu que quebrou uma taça, mas tudo bem, depois a gente fala sobre isso.
Ok, ok. Posse de Bola revelando a intimidade das estrelas no Posse de Bola terceira edição. O que as câmeras não mostram, os dedos duros, como aqui depois, viu? Agradecendo aqui. O Tironi até mandou a mensagem: falem para o Juca contar quem derrubou o Bataça. Aí, ó, aí, ó, a trocação de chumbo aqui não dói. Amigos, um prazer. Lembrando sempre que o Poste de Bola durante a Copa do Mundo tem edições diárias, sempre às 8:30 da manhã, De 8:30 às 22h, você fica sabendo de tudo que tá rolando com a nossa equipe aqui e também com os enviados aos Estados Unidos, México, Canadá.
E ao longo do dia você vai se informando no uol.com.br. Em dia de jogo do Brasil, anota aí, segunda-feira, 2 da tarde, Brasil contra Holanda, Suécia ou Japão. Logo depois que a bola parar de rolar, tem posse de bola aqui também para você curtir para você acompanhar, tá bom? Vamos nessa, rapaziada!
Bora nessa!
Vocês querem pedir uma prorrogação lá?
Não, acho que vai. Só lembrando, a última, destaque: se for Japão, naquela derrota por 3 a 2, o primeiro tempo com vitória 2 a 0 tinha Casemiro, Bruno Guimarães, Paquetá e 3 atacantes, Luiz Henrique na época, Vinícius e Martinelli. Depois mudou o time, mudou o sistema, tirou o Paquetá, 3 a 2 Japão. Só uma dica, hein, Txelote, lembra daquele jogo.
Galera, vambora! Um abraço. E a gente já tava 3 minutos estourado, eu não ouvi ninguém pedindo para encerrar. Eu tô aqui tocando bola. A gente se vê, abraço!