Episódios de Posse de Bola

#644: Messi recordista e Mbappé decisivo! Brasil tem primeiro treino de Neymar

17 de junho de 20261h25min
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Arnaldo Ribeiro, Eduardo Tironi, Mauro Cezar, Juca Kfouri, Luiza Oliveira e Danilo Lavieri debatem o hat trick de Messi, o show de Mbappé e o quanto França e Argentina assombram a seleção brasileira enquanto Neymar só agora fez a primeira corrida no gramado, e ainda as expectativas para as estreias de Inglaterra e Portugal na Copa do Mundo

Participantes neste episódio5
A

Arnaldo Ribeiro

Host
D

Danilo Lavieri

Host
J

Juca Kfouri

HostJornalista
L

Luiza Oliveira

Host
M

Mauro Cezar

Host
Assuntos8
  • Copa do Mundo: Destaques da rodadaHat-trick de Messi · Show de Mbappé · Estreia de Haaland · Comparação Messi vs. Pelé · Desempenho da Argentina · Desempenho da França · Artilharia histórica das Copas · Estreia de Portugal
  • Léo Dias e ameaças à Seleção BrasileiraNeymar retorna aos treinos · Preocupação com a condição física · Críticas à convocação de Neymar · Falta de ideias táticas da seleção · Comparação com outras seleções · Desempenho físico dos jogadores
  • Análise de seleções e estilos de jogoFrança: Força, velocidade e ataque · Argentina: Meio-campo e conjunto · Espanha: Arrogância e decepção · Portugal: Elenco e expectativa · Inglaterra: Convocação e potencial · Noruega: Força física e jogo aéreo · Senegal: Força física e adversário
  • Análise de Jogadores e Números HistóricosMessi e a comparação com Pelé · Zidane e Maradona · Trajetória de Messi na seleção · Comparação de craques em diferentes épocas
  • Brasil x Noruega: Relembrando o passadoJogo da Copa de 1998 · Polêmica do pênalti · Histórico de confrontos
  • Discussão sobre a situação do jogador AlissonConfiança vs. arrogância · Exemplos de jogadores 'marrentos' · Olise e sua postura
  • Condições de jogo na CopaCalor e umidade · Qualidade dos gramados · Estádios climatizados
  • Participacao OuvintesCompetição entre os participantes · Interação com o público
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Voz A:Muito bom dia, está no ar o Posse de Bola desta quarta-feira. Hoje é dia 17 de junho, aconteceu muita coisa de ontem para hoje na Copa do Mundo e aqui vai ter Copa do Mundo e Posse de Bola todos os dias às 8:30 10. Sem mais delongas, ainda aguardando aparecer a turma do telão, a turma que está nos Estados Unidos para falar com a gente, vamos aos destaques. E eu começo com você, Juca Kifuri. Bom dia.

Juca Kfouri:Bom dia, ô âncora. Aproveitando a ausência de José Trajano, para que ninguém patrulhe as suas enquetes, eu quero lhe dizer que a sua brilhante enquete de ontem justificaria que a enquete de hoje fosse a seguinte: para quem não viu os jogos de ontem, dessa terça-feira magnífica de futebol, quem você menos se desculpa por não ter visto? O Mbappé, o Haaland ou o Messi?

Voz A:Bom, para falar, para ser sincero e triste, dizer, eu não vi nenhum, eu nunca vi nenhum. Isso in loco, na história. Ah, o Messi, o Messi. O Messi. Até porque o Mbappé eu vou ver mais.

Juca Kfouri:Então, você se lembra que ontem só Trajano e eu dissemos que a gente queria ver o Messi?

Voz A:Sim, é verdade.

Juca Kfouri:Lembra?

Voz A:É verdade.

Juca Kfouri:Cazão tinha motivo, o Haaland, porque ele nunca tinha visto o Haaland no estádio. O Lavieri também, porque gosta de francês, né? Isso. A Luísa também, porque é outra que fala francês fluentemente. Então, o Mauro não tava, então não sei. Mas que dia de futebol que a gente viu ontem, que privilégio ter visto os três esses. E quem foi ver o Mapê viu o Olize, né, que jogou uma bola... Que terça-feira gloriosa. Ontem eu, de novo, confirmei pra mim mesmo que futebol ainda é melhor que basquete.

Arnaldo Ribeiro:Ah, agora que frase maravilhosa. Ah, que frase maravilhosa.

Voz A:Essa frase é importante. Luis Oliveira, bom dia!

Luiza Oliveira:Muito bom dia, meus amigos, tudo bem com vocês? Pois é, dia maravilhoso ontem de futebol para a gente ter que ficar depois do show de papéis e Messi. Eu imagino que Cristiano Ronaldo nem tenha dormido essa noite. Hoje tem mais, tem Cristiano Ronaldo, tem Portugal, belo Inglaterra e Croácia também.

Voz A:Muito bem. Vou com você, Danilo Lavieri, que está colado na seleção brasileira.

Danilo Lavieri:Olá, amigos, bom dia! Espero que vocês estejam me ouvindo muito bem. Eu queria aproveitar meu destaque inicial para fazer uma pergunta para Juca Kfouri. Ontem, assistindo ao jogo da Argentina com os amigos da imprensa aqui, um deles falou assim: será que se a Argentina ganhar essa Copa com o Messi arrebentando, ele passa o Pelé? E eu não assisti Pelé, como vocês sabem, pela minha idade. Eu pensei, pô, vou perguntar para o Juca amanhã, se ele tiver no programa. Eu quero saber a sua opinião sobre isso depois, viu, Juca?

Voz A:Muito bem. Arnaldo Ribeiro, bom dia.

Arnaldo Ribeiro:Bom dia. Enquanto a gente viu a sequência Neymar, Barra, Olise, Mbappé, Messi, e vai ver o Cristiano Ronaldo, como disse a Luísa, e o Harry Kane, O Neymar deu voltas pelo campo depois de 30 dias. Isso dá um pouco a noção do abismo entre a seleção brasileira e algumas outras, não só pelo futebol praticado, mas por tudo que envolve a seleção brasileira hoje em dia. E aquele vazio do domingo pós-empate Contra Marrocos. E aquela sensação de que a Espanha deixava todo mundo no mesmo prato, ela já se esvaiu na terça-feira maravilhosa de futebol, como disse o Juca. Que dia de futebol!

Voz A:Paulo César Pereira, muito bom dia.

Mauro Cezar:Bom dia. A quarta-feira começou com Áustria 3, Jordânia 1. Não esqueçam, hein? Teve isso?

Voz A:Teve isso, é verdade. Teve. Exatamente, Áustria 3, Jordânia 1.

Juca Kfouri:Perfeito.

Voz A:Olha, muito bem, vocês mandem suas mensagens para gente. Temos uma enquete para quem está nos acompanhando ao vivo. Eu sei que José Trajano, onde quer que esteja, está acompanhando a gente ao vivo e portanto vai elogiar a enquete. E a pergunta é sobre, claro, o dia glorioso de ontem e seus personagens. Olho na tela. Qual o seu destaque de ontem na Copa? Foi o Mbappé contra o Senegal? Ah, por que colocou o rival? Porque o Senegal é uma seleção muito forte. Então Mbappé vai lá e mete 2 gols contra Senegal. Messi contra Argélia, 3 gols, virou o maior artilheiro das Copas ao lado do Klose, mas contra Argélia, tem um time mais fraco. Foi o Haaland contra o Iraque, primeiros 2 gols da história do Haaland, na estreia dele em Copas do Mundo o cara já mete 2 gols. Ou foi o Neymar que volta a treinar, finalmente em campo, o Neymar?

Arnaldo Ribeiro:Não foi.

Voz A:Não olhe para mim não, você pode olhar para Rubens Lisboa, que obrigou a colocar essa última, essa última. O Rubens tá se tornando um caça-cliques absoluto. Ele obrigou, tá? Tem nome e sobrenome esse último. Essa última opção, Rubens Lisboa.

Juca Kfouri:Eu tô perplexo. Pois é, então Neymar voltou a treinar, voltou a dar um trote lá. Que maravilha, que maravilha! O Cristiano Ronaldo aos 41 anos estreia hoje, estreia hoje. O Messi aos 38 fez 3 gols ontem.

Voz A:Isso é isso, é isso mesmo.

Juca Kfouri:Neymar voltou a treinar.

Voz A:Rubens Lisboa, tem nome e sobrenome isso aí, tá? Então vocês votem na nossa enquete, nos deem likes. Aliás, Luísa, por favor, a nossa meta de likes, que por enquanto batemos todas.

Luiza Oliveira:Opa, tamo, tamo com moral. Primeiro que eu preciso fazer às vezes, José Trajano, neste programa, make a traffic essa enquete, hein, amor? Meu Deus do céu! Meu Deus do céu! É porque depois do show de Messi ontem, as outras as opções ficaram ali em segundo plano, não é mesmo? Pode ser que o público sempre me surpreende, né? Mas, Mc Treffer, só que como nada com José Trajano. Ô, âncora, nossa audiência, será que chega a bi-brutal hoje? Será que podemos pedir likes bi-brutais? O que que você acha?

Voz A:Já estamos na audiência brutal, tá?

Luiza Oliveira:Ontem fomos com 9 mil. Quer manter a meta?

Voz A:Mantemos a meta, tá ótimo.

Juca Kfouri:Eu aumento. 12 mil.

Luiza Oliveira:Boa, boa. Time que tá ganhando não se mexe.

Voz A:9 mil likes é a nossa meta. Então vocês que estão em casa, nos deem likes, elogiem a enquete. Qualquer reclamação, @rubenslisboa. A gente vai para um breve intervalo na TV e vocês, por favor, mandem as suas mensagens para a gente aqui no chat do YouTube. Já voltamos. Muito bem, galera, já mandando bala aqui. Essa mensagem é muito boa aqui, de um cara que sempre nos acompanha e entende pra caramba de futebol, jogou muita bola inclusive, porque eu conheço. Chamamos de Júlio César.

Juca Kfouri:Nossa, goleiraço!

Voz A:Não, não, não é exatamente. Júlio César, brilhou nas quadras pelo Brasil e ele fala o seguinte: o gigantismo do Messi esconde o que foi o jogo coletivo da Argentina, disparada a melhor estreia até aqui, diz ele.

Juca Kfouri:Argentina fez de fato uma belíssima estreia, do "toca e me vou" e tudo mais, mas eu ainda acho que como atuação, a dos Estados Unidos foi melhor.

Voz A:Podemos debater isso aqui, é um bom ponto.

Juca Kfouri:Em relação a Danilo Lavieri, Danilo, ponha na sua cabeça o seguinte: Pelé jogou 4 Copas, ganhou 3. Messi está jogando a 6ª, tomara ganhe a 2ª. Pelé fez quase um gol por jogo na Copa do Mundo. O Messi o superou, tem mais gols do que ele, mas o Messi jogou muito mais jogos do que ele. O Messi tem uma média de 0,6 gols por jogo em Copa do Mundo. Pelé tem 0,9. Não dá para comparar, não tem jeito, mas eu sei, é inevitável e não me ofende a comparação. Mas o Rei é o Rei. 1300 gols quase, esquerda e direita, cabeça, jogava no gol. Não tem, não dá para comparar, mas vai fazer o quê? Para quem está vendo o Messi, tem que comparar, tem que exaltar, eu exalto. Mas eu não entro mais nessa discussão.

Voz A:O Mauro sempre fala que o Pelé é o jogador que é nota 9 em tudo.

Arnaldo Ribeiro:Todos os quesitos.

Mauro Cezar:9,5.

Voz A:9,5, 9,5.

Arnaldo Ribeiro:Depois eu tenho uma história, uma comparação um pouco menor, mas essas comparações sempre dão, entre aspas, azar quando o cara está em atividade naquele momento, naquela Copa.

Juca Kfouri:Deixa o Messi fazer.

Arnaldo Ribeiro:A minha comparação era num momento entre Zidane e Maradona, quando eu fechava a Copa, a revista Placar, na Copa de 2006. Portanto, há exatamente 20 anos. Mas depois eu conto, daqui a pouco a gente vai voltar, não vai dar tempo, mas é rapidinho a história.

Juca Kfouri:Tá velho, né, Lobão?

Arnaldo Ribeiro:Tô velho, isso aí já 2006 eu já tava velho, agora então, mas agora fazem 20 anos e aquela Copa parecia ser a Copa do Zidane, certo? Mais uma Copa do Zidane.

Voz A:O Breno aqui manda aqui um hashtag fora Rubens Lisboa, diga Mauro.

Mauro Cezar:Primeiro salvar o Rubens Lisboa, né, que não merece esse fora, mas se vocês quiserem comparar vida romântica, vida amorosa, Tô lendo aqui no wall: Clara Brasil se declara ao noivo, ex-chefão da CBF, dois pontos, aspas: te amo. É apresentadora de 32 anos se declarando a Marco Paulo de Donello, 85.

Voz A:Tamo de volta. O Mauro acaba de lembrar aqui que a namorada do Shaude fez uma declaração.

Juca Kfouri:Uma foto no restaurante, acho que no Dia dos Namorados. Bonito. O Mauro roubou um dos meus assuntos, porque como o Shaudy tá na ordem do dia, né, com suas namoradas e tudo mais, o UOL achou hoje de reviver a vida romântica de Marco Polo De Onero, que não pode viajar, mas namora doidadamente.

Voz A:O Marco Polo vive aí. Quem tá pensando o quê? Esses caras vão ficar namorando por aí? Eu sou o presidente que namora, meu amigo.

Juca Kfouri:Que que é isso? Na foto, não sei se você viu a foto, um arbovino assim. É isso, é uma coisa maravilhosa.

Voz A:Marco Polo, grande Marco Polo. Bom, vamos lá, vamos falar de futebol, vamos colocar de novo, aliás, vamos colocar os resultados ótimos dos resultados, dos ótimos jogos de ontem e o que vem por aí hoje na Copa do Mundo. Tivemos então jogaço de bola, França 3, Senegal 1, Daqui a pouco eu vou falar um pouco sobre Senegal, que vai ser um pecado se ficar fora da— mesmo que se ficar em terceiro lugar, pegou um grupo muito difícil, mas o time é muito bom. Iraque 1, Noruega 4, 2 do Haaland. Estreia da Noruega, estreia do Haaland em Copas do Mundo. Meteu 4 a 1 no Iraque, vamos combinar, um time muito fraco. E Argentina 3, Argélia 0, com tudo que já falamos aqui, o show do Messi, hat-trick, maior artilheiro da Copa.

Juca Kfouri:Na verdade fez 4 gols, né, Ancora?

Voz A:É, tem um gol aí.

Juca Kfouri:Porque aquele impedimento milimétrico, né, o primeiro gol dele.

Arnaldo Ribeiro:Morindo de entusiasmo.

Voz A:Mas teve também um lance que poderia ter sido expulso e essa história toda aconteceu.

Juca Kfouri:Então, senhor Mello, vai vermelho se eu não expulso o Messi com 10 minutos de jogo.

Voz A:Esse é o debate. Daí tivemos Áustria 3, Jordânia 1, ficou meio escondido depois de tantos jogos bons e até o jogo lá no Maracanã.

Juca Kfouri:Primeiro jogo que eu não vi é João Ancora.

Voz A:É, eu também não vi, esse eu confesso que eu não assisti.

Juca Kfouri:Mauro viu, pelo jeito.

Voz A:Aí hoje tem Portugal e República Democrática do Congo, muita expectativa sobre a estreia de Portugal. Um ótimo jogo, né, Inglaterra e Croácia.

Juca Kfouri:Que horas é o jogo? É 14?

Arnaldo Ribeiro:14 Portugal, 17 Inglaterra e Croácia.

Voz A:Gana e Panamá, mais um africano entrando em campo. E para fechar o dia, Uzbequistão e Colômbia.

Arnaldo Ribeiro:São as 8 últimas seleções, né? Não estrearam ainda, vai agora.

Juca Kfouri:E a América do Sul, enfim, ganhou um jogo.

Voz A:Hoje teremos o fecho da primeira rodada. Quem tem mais garrafa vazia para vender, eu não tenho. Muito bem. E aí vamos colocar novamente a enquete, que é muito boa, exceto pela última alternativa imposta por Rubens Lisboa. Qual o seu destaque de ontem na Copa? Mbappé contra Senegal. Ah, por quê? Pois o adversário, porque Senegal não é qualquer coisa, fazer 2 gols contra Senegal. Messi contra Argélia, que é um time muito mais fraco, mas o Messi meteu 3. E também Haaland contra o Iraque, estreia do Haaland em Copas do Mundo, o cara já mete 2 gols. Não sei se alguém já fez isso na história da vida. Teve o Salenco, né, que fez 5 gols. Quem? O Salenco, em 94. O cara fez um monte de gols.

Juca Kfouri:Na estreia?

Voz A:Não, ele fez...

Arnaldo Ribeiro:Quantos gols ele fez na estreia? Foi depois, na primeira fase, porque o Brasil estreou contra a Rússia. Ah, ele fez depois. Ele faz 5 depois, né?

Voz A:É uma boa estatística para o PVC, se algum outro estreante em Copa do Mundo fez 2 gols. Deve ter tido, mas enfim. E por fim, se o destaque é...

Danilo Lavieri:Vou perguntar para ele aqui agora, ele está na minha frente.

Juca Kfouri:Aí, o Vavá! Que isso? O Vavá contra a Áustria.

Voz A:Pronto, tá aí.

Juca Kfouri:O Vavá contra a Áustria. O Brasil ganhou de 3x0, ele fez 2 gols e o Newton Santos o terceiro.

Voz A:Você vai trazer a lista completa, ó lá. Daqui a pouco vai ter uns 20 caras aqui que fez isso. Ou o Neymar, asterisco, asterisco...

Juca Kfouri:Não, acho que eu estou enganado.

Voz A:Alternativa imposta por Rubens Lisboa, reclamações com ele. Vocês votem aí.

Danilo Lavieri:Ô, Tironi.

Juca Kfouri:Oi?

Danilo Lavieri:O PVC já trouxe a resposta aqui, e assim acontece anteontem.

Voz A:Porra, anteontem o cara fez a mesma coisa, sem graça, acabou.

Arnaldo Ribeiro:Quem é esse cara?

Voz A:Não é ninguém também.

Arnaldo Ribeiro:É verdade, você tem razão.

Voz A:É isso. Bom, vamos lá, vou começar com você, Jogo Aqui Fúria.

Juca Kfouri:De novo, tô pesquisando aqui Brasil versus Áustria, diga.

Voz A:É sobre ele.

Arnaldo Ribeiro:O cara fez 2 gols anteontem, é muito fácil fazer 2 gols.

Juca Kfouri:Não, mas foi o Mazola que fez 2 vezes. Mazola, 2 gols e... Porque o Vavá não jogou esse jogo. Mazola, 2 gols e 58, estreando na Copa.

Danilo Lavieri:Perfeito, vamos lá.

Arnaldo Ribeiro:Eu só contando a história de 2006, que aí dá o gancho do outro. Porque assim, né, essas comparações... O Juca falava ontem do Messi, de ter aflição de saber que está acabando. Isso foi colocado por todo mundo depois do jogo de ontem. Primeiro que ele jogou de uma forma surpreendente, com uma desenvoltura surpreendente desde o primeiro toque na bola. Então era um Messi diferente dos jogos da Argentina nas eliminatórias e na preparação, um Messi diferente da Copa do Mundo de Clubes. É, eu reparei, a gente acompanhou um Messi muito mais solto, participativo, uma coisa De fato, brilhante se vê, gols à parte. Sim, tem o asterisco da entrada, que eu concordo com o Juca. Se o árbitro dá o cartão amarelo naquela entrada, ok. Passar ileso daquela entrada, acho um pouco discutível, embora também não considere lance para cartão. Mas o que ele fez ontem dá uma aflição de estar acabando. Isso que é... Agora, que bom que a gente tenha mais uma Copa com ele desta forma. E depois do jogo, aí vou até citar de novo o nosso Rubens, ele é de Lisboa, fã de tênis, ele comparou o momento dele e a trajetória dele à do Rafael Nadal, tenista. Engraçado, né? Porque o Rafael Nadal, o esforço, a persistência, a insistência, ele falou que estava lendo, viu a série do Rafael Nadal e tal, e é difícil um jogador de futebol se comparar a outro esportista, um esporte individual e tal. Eu achei interessante essa canhoto como ele. Mas ele que citou, não fui eu.

Juca Kfouri:Mas o Rubens Lisboa não deve ser citado pelos próximos 3 programas depois de pôr o Neymar na enquete. Então esqueça. Mas você tem razão, ficou claro que se houve alguém que se preparou para jogar a Copa do Mundo de 2026, se chama Lionel Messi. Esse cara se preparou, passou 4 anos ali em Miami tomando sol e tal, jogando eliminatória "Calha a boca!" Mas Copa do Mundo, eu vou jogar. Jogou 80 minutos, jogou no campo inteiro, não se poupou em nenhum momento, estava absolutamente em cima dos cascos, impressionante.

Arnaldo Ribeiro:Então, aí seria a segunda Copa que ele se prepara para jogar, independentemente do clube que ele está jogando.

Juca Kfouri:Exatamente.

Arnaldo Ribeiro:A outra ele estava no PSG e se preparou, gerou muita revolta. Em Paris, mas estava na ponta dos cascos na Copa, como está de novo. E ele, esses últimos 8 anos, marcam a transformação do Messi num jogador de seleção. Ele nunca tinha sido um jogador de seleção, ele era um jogador de clube. Essa era... Em 2006, quando eu estava fazendo aquela comparação lá, ele já jogava na seleção argentina, evidentemente, ele já era o maior do Barcelona, ele já era o maior do mundo, Mas ele não tinha história na seleção.

Juca Kfouri:Esse status ele adquire na Copa América aqui, não é isso?

Arnaldo Ribeiro:Perfeito, perfeito, exatamente. É o clique, é a virada. E aí a comparação à época...

Juca Kfouri:Cantando o hino, você viu de que maneira?

Arnaldo Ribeiro:Cantando o hino, tal.

Juca Kfouri:Entusiasmo.

Arnaldo Ribeiro:Com outra coisa. A cilada do que eu falei para o Danilo é a gente tentar, e a gente está vendo aquilo. Em 2006, a comparação do Zidane na época não era com o Messi, era com o Maradona. Porque o Zidane era um jogador de seleção que tinha feito a seleção dele campeã em 98. Em 2002, ele chega machucado, a França é eliminada. Em 2006, ele tinha colocado a Copa debaixo do braço. Contra o Brasil, que tinha um time maço, ele destruiu. Foi uma das maiores exibições de um jogador numa Copa do Mundo. E aí ele vai para a final contra a Itália com aquela perspectiva e o recorte mais recente dos grandes craques. E a comparação da época na placar era Zidane e Maradona. Cada um tinha sido protagonista numa Copa e o Zidane estava indo para sua segunda Copa debaixo do braço. Eis que passa o Materazzi na frente dele.

Juca Kfouri:E ele dá a cabeçada.

Arnaldo Ribeiro:E ele dá a cabeçada. Ele é expulso, ele não participa da decisão por pênaltis e a Itália é campeã. Ontem eu vi um monte dessas ações comerciais, craques como Ronaldinho Gaúcho assinando a camisa do Zidane, colocando a camisa do Zidane, porque o Zidane foi um estupendo jogador de futebol. Gênio. Mas aí que tá, né? Ele não superou o Maradona e nem superaria. E agora essa comparação do Messi com o Pelé, ela é interessante de fato, porque... E o Messi nessa... Citação ao Rafael Nadal, ele fala, ele não fala do Pelé, mas como a estatística era: você superou os maiores artilheiros, né, era o Klose, o Ronaldo, e ele fala: eu acho o Ronaldo, para mim, foi um dos maiores e ele não era o líder, era o Klose. Então ele fala: são só estatísticas. Um toque de humildade que ele realmente tem, né?

Juca Kfouri:É, o gênio é gênio, né? Gênio é gênio.

Arnaldo Ribeiro:E ontem, de fato, eu não me surpreendi, não é isso. O que me surpreendeu foi a forma física e a participação dele com muita desenvoltura, mas como disse o nosso colega aí, por trás tem um time, um conjunto muito forte, assim como tem para o Mbappé, assim como vai ter para o Cristiano Ronaldo. E daí, nas comparações, até Primeiro, o Brasil não tem um craque. Segundo, o Brasil não tem conjunto. Então nós estamos com uma grande...

Juca Kfouri:O Vini Jr. é um craque.

Arnaldo Ribeiro:Ah, mas não é do nível deles, né?

Juca Kfouri:Ainda não, mas talvez chegue.

Voz A:Vou botar os nossos homens do telão e mulheres do telão para falar. Luiza! Bom, vocês estavam aqui falando: "É, as grandonas e tal, ainda não tem nenhuma que empolgou." Bom, ontem essa história mudou, né? Com Argentina e com França em campo.

Luiza Oliveira:Assim, né, tô vendo, ouvindo aqui vocês falarem, né, sobre, sobre o Messi e sobre essa Argentina. Tinha uma dúvida muito grande do quanto Argentina chegaria de barriga cheia, né, depois de ter conquistado a Copa do Mundo, que buscava, né, loucamente, desesperadamente, e passou os últimos anos celebrando. Deu essa impressão da Argentina. Como é que essa Argentina chega para Copa? E ela chegou com uma leveza simbolizada muito pelo Messi, né. A gente viu uma Argentina confiante, tranquila. Claro que o adversário era frágil também. A Argélia deu muitos espaços, acabou ajudando muito o Messi para que ele conseguisse fazer esses 3 gols e escrevesse mais um capítulo na história. Mas é uma Argentina que chega num nível de confiança com um time que já azeitava há muito tempo. A base é a mesma de 2022, então que dá um sinal de que essa Argentina vem mais uma vez, vem muito forte. E o Messi, acho que é ver mais uma vez a história sendo escrita Se alguns poderiam pensar, pô, agora é last dance, é despedida, o Messi chegando aos 39 anos jogando na MLS, uma liga menos competitiva, ele sempre surpreende. Ele chega e fala, não, ainda estou escrevendo essa história. Se por um lado jogar uma liga menos competitiva pode ser que ele não seja desafiado no mais alto nível, por outro lado ele chega descansado, né, o que nessa Copa pode ser fundamental, até decisivo numa Copa tão física, tão intensa como a gente vem Falando. E ontem a França, pude acompanhar esse privilégio de ver a França jogar, um time letal, muito forte, com tantos talentos. Ver o Lise jogar, impressionante. O Mbappé também quebrando recordes. Mbappé quebra recorde, aí o Messi vai lá e quebra dele de novo. Os dois ali, né, o Messi já chegando no close, Mbappé se aproximando. Mbappé chama ainda mais atenção por ter 27 anos, né, tem mais que duas Copas pela frente para quebrar esse recorde. É uma seleção que chega muito forte agora, Tironi. Eu confesso que a França às vezes me dá uma pequena irritada, sabe? A França, obviamente, ela é muito forte. No primeiro tempo ali que não foi bom, e no segundo tempo, depois da mudança de posicionamento ali do Olise, que ele foi mais para o meio de campo, como ele joga ali, né, ele acha um passe maravilhoso para o Mbappé. A França faz 1 a 0 e ela não é aquele time que vai para cima, que mete pressão. Que quer fazer 2, 3. Não, ela vai para um lugar muito confortável, assim, ali observando o campo. Dá para a gente ver bem, ela até baixa um pouco ali o bloco e vai jogar no conforto dela, explorar a velocidade do Mbappé ou do Duhay, enfim. Então ela, às vezes eu sinto falta assim, nossa, mas quero ver essa França fazendo 3, 4, fez 3 gols, é porque ela é muito letal, mas não é aquela França que tá em cima o tempo todo. Então essa é uma curiosidade desse time assim, às vezes falta de ver essa França com tantos talentos, é uma potência, tem um potencial para ser um time memorável Mas às vezes eu tenho dúvidas se ela tem essa pretensão, sabe? Acho que ela quer ganhar mesmo, não sei se ela quer ser um time inesquecível. Então acho que tem esse ponto também em relação à França.

Voz A:É bem legal isso, eu li também o que escreveu o Rodrigo Matos, que ele fala que a França em 10 minutos ela resolve o jogo. Faz um gol, aí fala assim: "Agora eu vou um pouquinho mais", e aí vai e ganha. Eu tive a mesma impressão, parece que é um time que está o tempo todo sabendo o que está fazendo. "Não, calma, está tudo bem, primeiro tempo foi difícil, a gente vai lá e vai construir a vitória". Ô Mauro, vamos colocar na tela aí os artilheiros da história da Copa do Mundo, porque o Lionel Messi acaba de se tornar, estar entre os maiores, né? Lionel Messi com 16 gols, Klose com 16, Ronaldo citado pelo Messi com 15, Mbappé com 14, provavelmente vai brigar lá em cima, tem mais Copa pela frente aí, Gerd Müller com 14, Fontaine com 13 e o Pelé Pele com 12 pontos, os maiores artilheiros da história das Copas.

Juca Kfouri:Eu vi todos eles jogando, inclusive o Fontaine, 58.

Voz A:Ah tá, olha só, eu não vi nenhum, não vi nenhum pessoalmente, ao vivo.

Juca Kfouri:Não viu jogar não?

Voz A:Do Ronaldo, do Mbappé, Ronaldo, Close e Messi eu vi, e o Pelé eu não vi. Mauro César Pereira, o Arnaldo e alguém, eu não não lembro quem aqui agora falou sobre essa questão da força física do Messi e tal, e do jogo coletivo. Foi o Júlio que mandou aqui a história do jogo coletivo da Argentina. Eu vou para você num outro ponto que tem a ver com isso. O Messi, pelo menos ontem, ele pareceu mais um jogo mais feito para ele do que de fato na Copa de 2022 que a Argentina ganhou. Me pareceu que era um jogo mais centrado nele, pelo menos ontem, ou não?

Mauro Cezar:Eu acho que a diferença principal é que ele, mais do que nunca agora, é o atacante dele. Descansa e o Lautaro, Álvares, quem tiver em campo volta para fechar. Ele trabalha ali mais à frente e esperando para ser acionado e volta, troca um passe ali, mas na intermediária defensiva, o outro. Mas você vê que ele fez gol de centroavante no rebote, fez gol em passe em profundidade no primeiro. Passa o depô, joga um pouco mais à frente, descansa. Imagino que ele vai ser em alguns momentos até preservado, né? Imagino que vá fazer isso, escalando, para tê-lo nas melhores condições sempre, né? Não podemos esquecer que agora, da semana que vem, ele faz 39 anos, né? Ele tem 38, mas faz 39 na semana que vem, dia 24. Então acho que esse tipo de cuidado vai ser necessário. O jogo ontem foi ficando mais fácil também, né? Embora a Argélia seja também vizinha ali, e rival até de Marrocos, há uma distância muito grande entre o futebol que o adversário do Brasil pratica na atualidade e o primeiro adversário da Argentina, né? Acho que isso é importante ressaltar também. A Argentina tem muito entrosamento, muito conjunto. A minha grande dúvida era com relação justamente à mobilização, porque eles estão curtindo o título de 2022 até hoje. E muitas vezes acontece com times argentinos também, os caras ficam tanto tempo ali naquela onda ali, naquela brisa ali, curtindo a conquista, que perde um pouco de competitividade. Mas não foi o que aconteceu ontem não, né? E ele vem jogando a Liga Recreativa Americana, mas pelo jeito serviu para descansar, né? Agora eu queria falar sobre essa questão também dessas comparações de jogadores em diferentes épocas. A gente faz uma comparação muito justa com jogadores da atualidade, que eles não escreveram suas histórias ainda. Vinícius Júnior, desses jogadores atuais, não escreveram, elas estão em curso, né? Sendo que o Vinícius, por exemplo, que o Arnaldo coloca no patamar abaixo, é o único brasileiro com 2 gols em final de Champions League. Não sei onde ele vai chegar. O Messi 2010 tava naufragando numa seleção argentina que tinha como técnico Maradona, que não era um técnico, ele era tudo menos técnico. E a seleção foi goleada pela Alemanha no jogo da eliminação a partir de erros graves cometidos pelo Maradona nas substituições. Tava 1 a 0, Messi carregando o time nas costas tentando empatar o jogo, aí o Maradona fez mexidas no time e a Alemanha meteu 4. 2, 3, 4, né? O Messi na Copa de 2018 também naufragou com seus companheiros no time em crise treinado pelo Sampaoli, que havia um claro desentendimento entre jogadores e treinador. Então esses jogadores todos também do Brasil que já passaram, os atuais, como todos os outros, passam também. Você vai ter um desempenho em Copa do Mundo, depende também da seleção tá bem, né? Tem um time que seja competitivo, de um time que possa te proporcionar oportunidade de ser campeão, de fazer mais gols. E tudo mais. O Messi teve essa chance em 2014, né, e em 2022, nas outras Copas. Em 2006 ele era muito moleque, entrava durante os jogos. E tanto em 2010 como em 2018, a Argentina era uma bagunça, né, do ponto de vista de time, de conjunto. Não tinha, só tinha talentos, não tinha mais nada. Isso prejudicou bastante. Se a Argentina tivesse bons trabalhos e a AFA não fosse a bagunça que é em todas essas Copas do Mundo, ele certamente teria números ainda mais expressivos, né? Então acho que tem isso também que não pode ficar fora do contexto de qualquer análise. Os jogadores atuais, eles ainda estão tentando escrever suas histórias, né? E eles não têm culpa, né, de tanta confusão na CBF, dentro dos dirigentes, troca de técnico e toda bagunça que acontece no futebol brasileiro.

Voz A:O Danilo, Mauro falou sobre o fato de também Messi e Mbappé terem times por trás dele, times bons. E isso evidentemente conta. Quero saber como que aí na cobertura da seleção, não só de lá de dentro da seleção, mas na cobertura mesmo, caiu essa boa estreia da Argentina e da França.

Danilo Lavieri:É, foi na mesma linha que a gente vinha falando nos outros programas, quando a gente assistia aos outros jogos e via: nossa, olha o ritmo que tá A gente falou disso de Japão e Holanda. Imagina se não vai falar da Argentina que fez 3, da França que resolveu o jogo no segundo tempo, né? Vocês estavam falando sobre a Luiza, falou sobre um time que não tenha talvez a ambição de ser histórico e tal. E a Luiza estava no estádio, eu estava aqui no hotel assistindo ao jogo pela televisão e o Ibrahimović estava de comentarista. E aí no intervalo o Alex Lalas também estava de comentarista, falou assim: "Ah, tô achando a França meio arrogante." E é engraçado porque o Ibrahimović, ele mantém o personagem dele como comentarista também. Então ele não é só aquele, não é, ele não tá mais humilde, ele continua sendo aquele personagem. Então ele falou assim: "Olá, Lázaro, arrogância não é arrogância a palavra, a palavra é saber o poder que tem, porque arrogância é arrogância para quem não entende tanto de futebol assim." Falou algo nessa linha assim, e o Henry do lado abriu os olhos assim, aí eles brincaram, riram e tal. E aí, Ibrahimovic falou: a França não é arrogante, a França sabe o que pode fazer. Só que é isso que a Luiza falou, né? Às vezes no primeiro tempo ali você viu um jogo abaixo da França. O Cazão voltou revoltado, falou: primeiro tempo foi pior que o do Brasil, mas no segundo tempo resolveu. Já o Messi e a Argentina, cara, o que mais me impressionou é que no primeiro lance ali, 2, 3 minutos, o Messi tava brigando pela bola no escanteio da Argentina. Ele deu um escanteio para Argélia ali brigando pela bola. Falei: não é possível que o cara tá marcando ali, porque na Copa de 2022 muitas vezes a gente via a Argentina ali e o Messi quase que grudado na linha ou mudando de um lado para o outro, aquele jeito que ele observa muito o jogo para saber os espaços que ele tem, né. Lógico que ele não fez isso o jogo inteiro porque ele não tem físico, mas só de ele ter feito no comecinho já me foi algo que me chamou atenção. E na hora eu lembrei: caramba, a última notícia antes da gente sair do Brasil era de que o Messi tinha saído ali com desconforto na coxa, algo assim. Da liga recreativa, como diz o Mauro. Gostei desse termo. Então falei, pô, o cara tá muito bem. E aí é realmente muito diferente. Só que eu acho que também tem uma outra diferença também, que é a questão de Argentina está no momento como já curtindo ainda o 2022 mais leve, a França campeã agora, e o Brasil tentando esse clima, como a gente tanto falou aqui, tranquilo, mas que na hora H pode pesar, né? Então acho que também faz diferença, e sem dúvida nenhuma. Todo ciclo acidentado, a bagunça que é, e depender de um Vini Jr. que fez um golaço, mas só, né? O Brasil não teve mais nada para oferecer para a gente assistir. Vamos ver como vai ser na sexta-feira contra o Haiti.

Voz A:Daqui a pouco vamos falar mais da seleção. Quero saber de todos vocês, Messi à parte, Mbappé à parte, qual time jogou, falou opa, França ou Argentina?

Juca Kfouri:É, para mim a França é imbatível. Porque aquilo que a Luísa disse, você vai ver o Mbappé, aí você vê o Olise, aí você vê o Doué, aí você vê o Dembélé, aí entra o Cherki do banco. É impressionante, quer dizer, você imaginar que todo mundo, que todos esses caras vão estar mal num determinado dia, é pouco provável. Eu acho que a diferença é essa, eu tinha muita expectativa do que a Espanha aliás, continuo com essa expectativa, possa vir a fazer com o Jamal bem. Bem, tava na cara que ele não entraria no jogo contra Cabo Verde, entrou por necessidade e assim mesmo deu uma mudada de jogo, né, na cara do jogo. Mas eu acho a França uma coisa, a França tá me lembrando assim as grandes seleções brasileiras, de você ter 4, 5 baita jogadores assim lá do primeiro patamar no mesmo time, que é fruto do quê? De um trabalho de 30 anos, sei lá, 20 anos lá no Castelo, né, formando jogador, formando jogador, formando, e estão 5 lá no mesmo time. É impressionante.

Arnaldo Ribeiro:E o trabalho do Castelo de 98 que você diz, né, a França foi campeã do mundo sem um atacante. Ela não tinha grandes atacantes, né? Guivarch, Dugarry. E hoje o que tem é bom. Acho que dois pitacos sobre os dois times, dois dos favoritos. E acho que é uma coisa muito interessante, vinha conversando aí o Juca no caminho sobre o envolvimento das pessoas. Gostaria que você soubesse que hoje, revivendo a origem do Poste de Bola, a verdade, vim com meu motorista É, e assim, a impressão das pessoas, a gente estava falando das netas do Juca e das minhas filhas, que são as pessoas que gostam de futebol, mas gostam de futebol sobretudo na Copa do Mundo, e não seleção brasileira à parte, vendo as seleções mais fortes em ação, né? E essa palavra arrogância saiu muitas vezes da boca da minha filha mais velha ontem. "O Mbappé é arrogante, o Haaland é arrogante." Eu falei: "Filha, não é exatamente pelo jeito de comemorar, pelo jeito..." Não, eles são bons.

Juca Kfouri:São confiantes.

Arnaldo Ribeiro:Eles são bons, isso é confiança. Isso é confiança. Eu sei que a gente gosta, muitas vezes, e as celebrações que eu mais gosto de gol, acho que a celebração de gol em Copa que eu mais gosto é a do Falcão contra a Itália em 82, né? Que é aquele gol maravilhoso que a veia salta e não é um... Ou tocar flauta ou cruzar perna.

Voz A:O Tardelli na final também é espetacular, né?

Arnaldo Ribeiro:Tardelli?

Voz A:Não, na final 3x2.

Arnaldo Ribeiro:Então, Tardelli que é o segundo, né? Que ele sai... E o Grosso quando faz o gol de título da Itália 2006 também sai mais ou menos como o Tardelli. Mas assim, eu acho que são times muito diferentes. E esses estilos já foram confrontados na Copa passada, na maior final de todos os tempos, na minha opinião. Então não é só Messi contra Mbappé, são times muito diferentes. O que a França tem de profusão? Velocidade, ataque. A Argentina tem meio-campo. A França joga com 2 caras no meio de campo só. A Argentina joga com 4, às vezes com 5. Então a França joga com Tchouaméni e Rabiot, que aliás jogou muito o Rabiot. E aí, Luiza, o único jogador da França que dita ritmo é o Rabiot, né? Os 4, e podem ser os reservas também, como você tem um contra-ataque completamente letal, quando você tem a vantagem mínima, você volta. Porque qualquer erro, qualquer erro, qualquer erro contra a França é fatal, né? Desde que E ontem, olha que o Mbappé... Eu vi as transmissões, o Mbappé não está no dia dele, e não estava no dia dele, ele tinha perdido várias bolas. Mas ter o melhor contra-ataque do mundo é uma virtude, ainda mais numa Copa dessa. Então, são estilos completamente diferentes. Aí você tem um terceiro estilo, que é o da Espanha. Aí vamos voltar à palavra arrogância. Porque o que a Espanha foi contra Cabo Verde, aí talvez a equipe tenha sido arrogante a tal ponto de desprezar o adversário. Qual foi a grande decepção da Copa agora? Não foi o Brasil, foi a Espanha, que a gente esperava mais. A grande decepção— quem tá devendo mais que o Brasil, bem mais que o Brasil, é a Espanha. E nós vamos ver agora, daqui a pouco, Portugal, que é outra seleção cotada, que tem também uma profusão de talentos impressionante. Aí mais parecida com a Argentina, o tipo de jogo, o quadrado no meio, um jogador extraterrestre, Cristiano Ronaldo de um lado, Messi do outro. E aí, né, a gente vê o Brasil está muito distante disso tudo, dessa conversa toda que a gente está falando de Espanha, Portugal, Argentina, França, Messi, Mbappé, Cristiano, Jamal. Nós estamos muito distantes disso. Eu acho que o patamar da seleção brasileira na Copa, antes da bola começar a rolar, já era um patamar inferior. Depois da bola rolar, é mais ainda. Porque seleções médias jogaram mais que o Brasil até agora. Essa é a questão.

Juca Kfouri:A Noruega, por exemplo.

Arnaldo Ribeiro:A Noruega, Costa do Marfim, Holanda e Japão mais ou menos.

Juca Kfouri:Eu só faço um atenuante para a Espanha em relação a uma questão. Eu estou de acordo com você, não se pode comparar o futebol de Marrocos com o futebol de Cabo Verde, quer dizer, então O adversário do Brasil era muito mais respeitável do que era o adversário da Argentina.

Arnaldo Ribeiro:Da Espanha.

Juca Kfouri:Da Espanha. Agora, mal ou bem, Arnaldo, a Espanha fez de um goleiro o personagem da primeira rodada da Copa do Mundo. O Brasil nem isso. O Brasil nem isso, né?

Voz A:Nem isso. Sim, o que a gente estava falando sobre a arrogância da França, eu enxergo mais na Espanha. Joga! Joga! 49 segundos e fala— Fala Luiza.

Luiza Oliveira:Quando eu falo do estilo da França é que quando a gente olha o talento desses jogadores de fato são uma geração que reúne tanta qualidade que mesmo quando um não está no seu melhor dia ontem Dembélé não fez uma grande partida os outros estão ali porque você tem muitas boas opções. Aliás o Dembélé ele é questionado na seleção conversando antes do jogo com torcedores que estavam chegando. Quando você pergunta quem vai fazer os gols hoje, todo mundo Mbappé, Mbappé, Mbappé. O segundo nome falado, Olise, Olise, Olise. E o Dembélé, todo mundo torce um pouco o nariz. Todo mundo, Dembélé, né, claro, Bola de Ouro, tem toda a história que ele construiu no Paris Saint-Germain, mas na seleção francesa o torcedor ainda espera um pouco mais do Dembélé. Mas o que eu ia dizendo é que você vê tanto talento que você quer ver aquele time dominante, que massacre o adversário. Mas como Arnaldo falou, a França sabe exatamente o que fazer, né? Ela confia, confia muito na sua qualidade, no seu estilo de jogo. Ela topa dar a bola para o adversário, ela não precisa ter a bola o tempo todo, justamente para explorar essa velocidade e para atingir o objetivo que é vencer, né? Então é um time que sabe exatamente o que faz.

Voz A:Pode falar, Mauro.

Mauro Cezar:Não, é que assim, o que vocês estão chamando de arrogância, vou chamar de marra, né, cara? Ibrahimović Era marrento. E o Romário, o herói de uma conquista do Brasil, e era um, ele é marrento, se dizia um cara marrento, e problema nenhum. Outra coisa, primeiro gol não é contra-ataque não, primeiro gol, passe espetacular, dualismo no meio de vários defensores adversários, passou em Mbappé, que desvia do goleiro com muito recurso, né, uma roladinha na bola para fazer o gol. E eu achei que o primeiro tempo Além do time de Senegal mais inteiro e marcando forte, sendo mais ameaçador, aparentemente o calor, como diria aquele velho narrador, é ensurdecedor, né? Derrete os tímpanos, né? Tava bem quente porque o jogo começou às 15 horas em Nova Jersey, né? A gente vê aí pelos colegas que estão nos Estados Unidos que faz muito calor. E no segundo tempo, me pareceu que o sol já não tava mais atingindo o gramado. O estádio lá é muito grande, me parece que já tinha uma sombrinha. Isso também acho que pesou ali no comportamento dos times, né? E Senegal vai cedendo. E outra coisa, Senegal é seleção que ganhou do Marrocos na bola a final no Marrocos da Copa Africana de Nações e foi tungado esse título no tapetão. Ou seja, Senegal é seleção que enfrentou a seleção que foi adversária do Brasil na estreia, na final africana, e vence daquela maneira espetacular. Depois tem essa situação do tapetão que deve ficar rolando aí durante algum tempo. Ou seja, era um adversário que realmente tira respeito, né, com vários jogadores nascidos na França, por sinal. E o Olise, para quem não sabe, é inglês. Isso mesmo, ele nasceu, foi criado na Inglaterra, começou na base de times ingleses, foi profissionalizado no Reading, que é um time ali dos arredores de Londres, mas optou por jogar pela França. A mãe é franco-argelina, o pai nigeriano, e joga pela França. Ele não fala tão bem, dizem, o idioma, né, o francês.

Juca Kfouri:O Mauro acaba de fazer uma demonstração. Veja o que é a geopolítica. Senegal sofreu com o calor senegalesco, sofreu, e a França no segundo tempo saiu à francesa.

Voz A:Exatamente. Eu vou botar o Danilo para falar.

Arnaldo Ribeiro:É porque só para salientar, o jogo foi disputado no mesmo estádio de Brasília e Marrocos, sim, só que o jogo começou Muito mais cedo. E pra mim também ficou evidente que a França no primeiro tempo ela... Sentiu. Não, não é que ela sentiu. Ela não se resguardou. E correu riscos, né? Senegal foi melhor no primeiro tempo. É que a França também tem uma zaga muito boa, mas assim, sobreviveu ao primeiro tempo e no segundo tempo tinha energia pra fazer o que fez.

Voz A:Eu quero passar a bola pro Danilo pra falar sobre questões físicas e não da seleção brasileira.

Luiza Oliveira:Reclamações do gramado também, viu, âncora? Só para complementar, jogadores da seleção brasileira já tinham reclamado, né? Ontem o Rabiot também reclamou, falaram que o gramado tá duro, aqui parece sintético. E os jogadores da seleção brasileira falaram que o gramado tá muito seco também. Parece que eles ainda estão assim tentando ajustar a melhor irrigação, assim, essa sensação que dá um gramado seco, até por conta desse clima que você citou.

Voz A:Boa. O que eu ia perguntar para você, Luiza, só para você confirmar essa história do calor. No primeiro tempo parecia muito calor, no segundo tava mais tranquilo, é isso?

Luiza Oliveira:Tava, tava bastante calor no primeiro tempo, depois de fato deu uma melhorada assim. Isso também contou, acredito, para o futebol da França de ontem, para o jogo como ele se desenvolveu.

Voz A:Ó, para ter a sua informação, 2,4, brutal a nossa audiência, 7 mil likes, temos aí remar para mais 2 mil, mas vamos chegar lá. Danilo, o que eu ia falar com você é sobre um tema que é bem importante nessa Copa, que tem sido falado, que é a questão física. E me pareceu Senegal um time muito forte. No primeiro tempo tava voando o time de Senegal. E aí eu tenho uma crueldade nessa história, né? O Senegal capaz que fique fora da próxima fase porque tá num grupo muito difícil. Essa questão física tem sido muito importante, me parece, né?

Danilo Lavieri:Sem dúvida nenhuma, é uma questão muito importante, muito relevante. A gente vê jogadores de 18, 19 anos aí também sendo destaque em outras seleções. Acho que muito por isso. Ontem realmente tava calor na hora do jogo, foi jogo disputado às 3 da tarde, mas eu vou te falar que se tivesse sido disputado às 3 da tarde da semana passada, ia ter sido ainda pior. Que deu assim uma melhoradinha em relação ao que tava, tava assim algo insuportável. Ontem tava calor, mas não tava um negócio absurdo. Acho que ainda assim é ainda pior. A questão física, sem dúvida nenhuma, vai ser uma questão muito relevante. A gente tem visto isso em várias seleções. E aí a dúvida que fica, já para falar um pouco do Brasil também, é como o Brasil vai resolver isso, né? De ontem para hoje a FIFA soltou algumas estatísticas e aí o Casemiro está muito abaixo em termos físicos, em número de sprints, em velocidade máxima alcançada. Tem muito essa questão de como o Brasil vai reagir a essa Copa muito física, porque o Brasil tem uma média de idade alta, jogadores que são rodados, que já estão indo para a terceira Copa, alguns deles, e que não necessariamente estão no seu auge físico. Então assim, e aí tem o Neymar como símbolo disso tudo, que está hoje completo um mês sem jogar. Então é um ponto que o Brasil vai ter que reagir e reagir rápido, porque fisicamente deu para ver, não só taticamente também, o Brasil estava abaixo, mas fisicamente também o Brasil estava. Se a gente for comparar o Brasil e o Marrocos, o Marrocos sufocou o Brasil no começo do jogo. E acho até que a questão que o Brasil conseguiu reagir um pouco no segundo tempo, além das trocas, claro, a saída do Casemiro, foi também que o Marrocos caiu fisicamente. Então a gente vai ter essa observação durante essa Copa toda aqui. E é uma Copa que tem um jogo a mais, então pode fazer a diferença. Vamos ver como vai ser a reação já colocando o Brasil na roda de conversa. E eu lembrei uma outra coisa sobre a Marra. Um personagem que tem se destacado aqui na Copa do Mundo pela Marra é o Olise. Ele fez um belo jogo e tal, mas ele sai com o capuz, não olha para câmera, não dá entrevista, olha para baixo. Os franceses têm destacado muito essa questão de Marra. Outros jornalistas que cobrem, que cobriram também a zona mista da França, destacaram. E o Elise, aquela questão com os brasileiros, né, que perguntaram: ah, um jogador brasileiro? Não sei. Então assim, é um personagem para a gente ficar de olho em relação a Marra, porque eu acho que tudo bem jogador ser marrento, desde que ele resolva em campo, né. O problema é o cara Marrento e ruim. O marrento e bom a gente gosta, acho até um bom personagem, né? Mas marrento e ruim, que é tosse de aguentar, né?

Voz A:Ele foi eleito o melhor em campo e a foto dele com o troféu lá parecia que ele tava com, sei lá, na mão, o cara com uma cara de perdi que ele tinha, mas tava lá, tinha acabado de ser eleito o melhor em campo.

Juca Kfouri:Qual que é o termo que o Thunderbird ontem citou?

Voz A:Ah, esqueci, dos roqueiros que olham para baixo. É, vamos lembrar. Agora, Arnaldo, você que é um fã do futebol africano, Senegal, rapaz... Aliás, já aproveita e já fala também do Haaland, que ficou meio de lado aí. Falo, falo.

Arnaldo Ribeiro:Vou sentar de novo minha filha Madalena, mas sobre o Haaland... Mas sobre o futebol africano, eu acho que são seleções muito diferentes, né? Muito diferentes, muito, muito diferentes, características diferentes. A que foi mais longe na Copa passada, Marrocos, Tem um time, para mim, melhor do que o da última Copa. Jogou bem contra o Brasil, mas a que mais me impressionou foi a Costa do Marfim, que tinha dado um sinal. Ah, mas é jogo preparatório. Mas eu assisti Costa do Marfim-França no jogo preparatório. A França jogou com Costa do Marfim por quê? Porque ele ia jogar contra Senegal, então era preparação de time de estilos parecidos. E Costa do Marfim tem um moleque número 11 ponto esquerda que joga na Alemanha, no Red Bull, que o Danilo tá falando, né? O jovem com saúde e muito técnico. Vou pegar o nome dele daqui a pouco, porque é um jogador, esse passou ali, ninguém citou. Ele, o jogador que fez o gol, o Canhoto, joga no Manchester United, costa do Marfim, que ganhou de uma ótima seleção equatoriana. Foi a grande seleção africana da primeira rodada, levando em consideração que também ocupa um grupo muito difícil, que é um grupo que tem Alemanha e Equador.

Voz A:Diomandé.

Arnaldo Ribeiro:Diomandé joga no Red Bull Leipzig. Diomandé, exatamente. Excepcional jogador. Presta atenção porque esse é um jogador diferente. Ele não é um olise, Mas ele é um jogador, ele joga no Red Bull e não joga no Bayern de Munique, né, para fazer a comparação. Mas é um jogador, e além da força física, a defesa de Kostas me pareceu muito interessante, meio de campo. Então é uma equipe para a gente prestar atenção. A Noruega é um papo diferente de tudo que a gente está falando, certo? São jogadores acima de 1,90m. Aí a comparação do basquete com o A Noruega, muitas vezes, ela joga basquete. É tanto jogador alto.

Juca Kfouri:Aquele terceiro gol é prova disso.

Arnaldo Ribeiro:Cara, é uma coisa... E que também pode fazer a diferença nesse Mundial. Ela tem um... E aí é curioso, porque o craque, que é o Odegaard, que é o baixinho do Arsenal, ele fica até meio... O jogo dele não casa... O jogo dele casa muito mais com o Arsenal do que com a seleção norueguesa, que é força pura. É uma outra força, né, Luiz, em relação à França. A França é força, velocidade. A Noruega é trombada, e mais, são trombadas de qualidade, não é feio. E vamos lembrar, né, a gente, nós, eu e Tironi começamos a cobrir Copa do Mundo em 98, que tinha uma Noruega interessante que ganhou do Brasil. Na Copa, muito por conta também do jogo aéreo, de jogadores muito fortes. Tem memes e situações, eles— e a torcida da Noruega fica imitando um barco viking, adoro isso. Como a torcida— você já viu, Tironi? É isso, Danilo!

Mauro Cezar:Nunca remou.

Arnaldo Ribeiro:Rema aí, Danilo!

Voz A:Preparem o corte desse momento mágico do Arnaldo remando.

Arnaldo Ribeiro:É isso, Danilo! É isso. E a seleção da Noruega é isso, são os Vikings remando. E eles estão, eles têm um jogador que é letal, que é o Haaland, e pode muito surpreender nessa Copa do Mundo inteira.

Juca Kfouri:E o grupo é muito difícil.

Arnaldo Ribeiro:A gente vai ter França e Noruega só na última rodada, mas hoje a Noruega tá à frente da França pelo saldo. Então pode embaralhar um pouco o cruzamento e assim, a minha projeção com a minha filha, que ficou, ela via a altura de cada jogador da Noruega, ela ia se surpreendendo que tinham mais altos que o Haaland, mais alto que o Haaland, mais alto que o Haaland. Na nossa projeção, se a Noruega passar em segundo, a França em primeiro, que seria o mais lógico, e o Brasil ainda passar em primeiro, O Brasil teria, né, o segundo do grupo F, ou Holanda, ou Suécia, ou Japão, e passando 16 avos de final, possivelmente a Noruega em oitavas de final. E hoje, se o Brasil joga com a Noruega, cara, olha, assim como em 98. Então assim, você fica— eu não tô prevendo o cruzamento do Brasil lá na frente com a França, com a Espanha, com Portugal, com a Argentina. Eu tô falando já, com Japão e Holanda e eventualmente com Noruega. Lembremos... São seleções que me pressionaram mais do que a seleção brasileira.

Juca Kfouri:O Brasil jamais ganhou da Noruega, é das poucas seleções que nunca perderam pro Brasil. E em Copa do Mundo a Noruega ganhou do Brasil o célebre jogo do Junior Baiano.

Voz A:Exatamente.

Arnaldo Ribeiro:O seu filho e o Tironi.

Voz A:Eu e o seu filho André Kfouri fomos os únicos jornalistas do mundo que na hora... 3. Você também?

Juca Kfouri:3, 3, graças ao André. Na verdade, eu estava com o Joãozinho Assunção do meu lado.

Arnaldo Ribeiro:João Carlos Assunção.

Juca Kfouri:Ele falou: "O que que ele marcou?" Eu falei: "Pênalti." Exatamente. E aí ele falou: "Por que?" Eu falei: "Porque o Júnior segurou." Aí todo mundo dizia que não e não tinha imagem da FIFA. Eu me convenci que das coisas das maiores burrices da minha vida, o fato de não ter a imagem me convenceu que aquilo que eu tinha visto eu não tinha visto. Escrevi minha coluna para Folha dizendo que o Brasil tinha sido roubado. André me telefona e diz: pai, o que que você escreveu do jogo? O Brasil, eu escrevi assim que o Brasil falou: pai, teve um puxando, eu tava do outro lado do gol, atrás do gol, e eu vi. Eu imediatamente liguei para Folha, mandei derrubar a coluna, fiz outra, entrei na CBN dizendo: "Foi pênalti". É o dia em que a central telefônica da CBN deu... "Kill team". Isto. Porque todo mundo me xingando: "Ah, esse cara porque não gosta do Ricardo Teixeira". "O Galvão Bueno tinha entrado no Jornal Nacional e feito um editorial dizendo que tinham roubado o Brasil." No dia seguinte apareceu a tal imagem fora do eixo, ninguém ligou pra Rádio CBN pra dizer: "Não, cara, tinha pênalti." Eu tava vendo o jogo ao lado do André Kfouri, a gente viu e na hora não teve a menor dúvida.

Voz A:Depois, na hora que a gente saiu do jogo, que na época tinha que ligar pra redação, eu falei: "Foi pênalti." Os caras: "Não, não foi." Eu falei: "Foi, foi pênalti." Era o puxão na camisa, o Haaland da época era o Tore André.

Arnaldo Ribeiro:Flo, que fez sucesso no futebol, mas perto do Haaland é um aprendiz, né?

Juca Kfouri:Ó, mas era grandão também, né?

Arnaldo Ribeiro:Grande, mas mais magro, né?

Voz A:Se vocês estenderem mais, só um juro que é rápido. Eu não trabalhava no Lance na época, mas a manchete do Lance nesse dia, no dia seguinte do jogo Brasil e Noruega, foi: "Juiz ladrão!" Ponto de exclamação. Aí aparece a imagem, não sei o quê. A manchete do outro dia foi: "Juiz ladrão?" Interrogação, interrogação só. Foram duas manchetes. Bom, o Carlos Eduardo Freitas, que além de bom jornalista, é bom músico, entende tudo de música e de rock, shoegaze, está nos acompanhando. Grande Carlos Eduardo Freitas, jornalista de mão cheíssima, rockeiro e toca Toca muito também.

Juca Kfouri:É o Loco Bielsa, né, que é showgaze.

Voz A:Fica olhando para isso. Muito bem, quem não é showgaze é a seleção brasileira, Danilo. E ontem, além de ter visto o Neymar, o Messi fazer 3 gols, o Haaland fazer 2, o Mbappé fazer o que fez, tivemos imagens de Neymar trotando. Essa foi a grande notícia da seleção brasileira. Aí, dando um ó, ó. Essa foi a notícia da seleção brasileira de ontem, que teve coletiva do Douglas Santos e nada muito além disso. Ficou um pouco chocante, né? Você vê o Neymar trotando e depois, horas depois, vê o que a gente viu.

Danilo Lavieri:Pois é, ontem foi pela primeira vez desde o início da Copa do Mundo que o Brasil fechou seu treinamento. Lembrando que no dia anterior o Brasil também já tinha, pela primeira vez desde o início da Copa do Mundo, feito um dia sem nenhuma entrevista. Então foram dias mais fechados e ontem 100% sem ninguém da imprensa presente ali, com a ressalva de que os familiares puderam entrar no treino e depois foram para o hotel da seleção para participarem de um jantar. A grande novidade do treino foi realmente essas imagens que a gente está vendo aí, o Neymar fazendo trotes primeiro com tênis, depois ele colocou a chuteira e foi para o campo, ficou ali um tempo, mas Pelo que a gente conversou, a gente pôde apurar aqui, não passou de 15 minutos. Ele ficou ali 15 minutos no gramado, trotes para um lado, trotes para o outro, toques leves na bola sem realmente exagerar, porque há uma preocupação de que se ele exagere agora, exagera agora no momento, pode voltar a sentir dores na panturrilha, pode voltar a ter questões na panturrilha direita. Hoje é uma data simbólica, faz um mês que o Neymar se machucou. E hoje também estoura o prazo dado pelo Rodrigo Lasmar de que Neymar estaria em campo. Há quem interprete que essas imagens aí já são suficientes para dizer que ele voltou para campo. Para mim, ele não voltou a campo ainda. Voltar a campo significa treinar com os demais, coisa que não aconteceu e que não deve acontecer nos próximos dias. Neymar já está 99,9% fora contra o Haiti. E eu já digo a vocês que já é uma grande dúvida também para enfrentar a Escócia no dia 24.

Voz A:É, Luísa, pois é, as previsões todas foram devidamente pulverizadas da volta do Neymar. Tudo que nós vimos até agora foi o Neymar dando uma corridinha lá.

Luiza Oliveira:Pois é, mas o Douglas Santos falou que estão orando para que ele se recupere 100%, né? Então estão confiando na fé aí para que ele volte o quanto antes. É de fato, né, muito pouco, um mês sem jogar. Ele já antes já não estava no mais alto nível, já completou um mês. E agora, pensando quando ele vai, como que ele vai poder ajudar a seleção brasileira num jogo contra a Escócia, um jogo difícil, um jogo físico, um jogo duro, para que o Antelotti vai poder lançar mão do Neymar nessa situação, ou talvez o Brasil precisando da classificação nessa partida, ou no mata-mata, numa situação complicada para o Brasil. Em que cenário Vocês imaginam que o Neymar possa ser usado, né? Então, quando a gente tá vendo as estrelas brilharem, a gente tá vendo o Neymar aí tentando voltar, e ainda com toda a cautela do mundo, né? Porque qualquer coisa que ele sinta, qualquer dor que ele sinta, já é uma preocupação muito grande para não regredir nesse processo de tratamento, né? Então, tudo feito com muita calma, com muita cautela. Mas o momento em que a Copa passou da primeira fase, passou da primeira rodada, da segunda, daqui a pouco começa a funilar já. Contra o Haiti, um adversário tido mais fácil, seria melhor dele entrar, né, sem ritmo de jogo nenhum, pensando lá para frente quando vai ficando mais difícil. É aí que você vai usar o Neymar. Então fica difícil. Antialotti não tá lançando mão nem do Hendrik, que tá todo mundo pedindo. Como que o Neymar pode ajudar a seleção? Fica cada vez mais difícil imaginar que ele possa contribuir de alguma forma para esse time.

Voz A:Mauro, focar o nosso tema, não nós aqui no Posto de Bola, mas toda a cobertura em cima do Neymar É ruim para seleção, ou pelo menos tira foco, e aí os caras podem tentar resolver as coisas que interessam, que é quem vai entrar em campo?

Mauro Cezar:É conveniente para seleção, né? Porque você fala menos dos problemas do time, fica falando de um jogador que até agora é um jogador imaginário nessa Copa do Mundo, que tá lá fazendo sabe-se lá o quê, né? Cada vez fica mais injustificável a convocação. Acho que já passa da hora do médico da seleção explicar, afinal O que significa isso, né? Afinal de contas, vamos lembrar, informação inicial: edema. Depois não é edema, é algo mais grave, pode voltar com toaetise, especulava, não vai ser. Tá bem feio, mas ele tem cumprido, sem ironia nenhuma, muito bem a missão que lhe cabe hoje. O que é possível fazer, que é ficar à beira do campo apoiando seus colegas. Lembrando que ele é referência e ídolo de muitos jogadores que são mais jovens. Então, se a presença dele ali faz bem, deixa ele no banco, bonezinho virado, bacana. Sem problema nenhum, mas não precisava ocupar a vaga de um atacante.

Voz A:Pois é, tá ocupando a vaga no atacante, é isso, né, Juca?

Juca Kfouri:Então, e aquilo, tá bom, amanhã ele treina com bola, quanto tempo ele vai precisar para pegar ritmo de jogo? No que que você aposta, que ele vai entrar nos últimos 20 minutos no jogo contra a Escócia e vai achar um passe magnífico para quem for fazer o gol? É disso que se trata? Estamos dependendo a este ponto de alguém? Isso dá medida da fragilidade da seleção do ponto de vista técnico e da nenhuma personalidade dessa seleção, que depende desse guarda-chuva que virou grande escudo. Não existe na história das Copas alguma coisa parecida com Olhe para o Messi. Veja, de alguma maneira, até o Memphis está à frente do Messi, do Neymar.

Arnaldo Ribeiro:Até o Memphis?

Juca Kfouri:Até o Memphis.

Arnaldo Ribeiro:Vou concordar com você.

Juca Kfouri:Memphis entrou, já tem um cartão amarelo, já está na história dessa Copa, já está registrado nas súmulas da FIFA. Memphis tem um cartão amarelo. O Messi, o Neymar nem isso.

Danilo Lavieri:Nem isso.

Arnaldo Ribeiro:Exato.

Juca Kfouri:Estão brincando, estão brincando com a seleção brasileira. É aquilo, é uma decepção que o Ancelotti tenha se curvado a isso, é uma decepção. Eu não vou falar para você da decepção com os jornalistas, entre aspas, que andaram dando aula de jornalismo para justificar por que que o Neymar seria mantido e não seria cortado, porque dia 8 ele estaria em campo. Dia 8 ele estaria treinando numa boa e tal, pá pá pá.

Arnaldo Ribeiro:São duas questões que estão mais no colo do Ancelotti do que propriamente a recuperação, a perspectiva do Neymar fazer algo de interessante nessa Copa. A convocação, até agora injustificável, E a convocação parte 2, o resto da convocação, os outros 25 e a falta de uma ideia de jogo durante a Copa do Mundo.

Juca Kfouri:E com um detalhe, né, Arnaldo? Machucar, o cara pode se machucar, alguém que esteja plenamente são pode se machucar amanhã treinando, claro. Mas o Neymar não, não é que o Neymar vai se machucar. Pode se machucar. O Neymar está machucado, foi convocado machucado e permanece machucado.

Arnaldo Ribeiro:Exato, né? E nesse, se o time tivesse se desenvolvendo uma ideia, talvez a nossa conversa fosse assim: a perspectiva que o Danilo e a Luiza trazem do aproveitamento apenas no mata-mata, que seja, ah, com o time encaixado desse jeito, onde o Neymar jogaria, como ele ajudaria, como ele poderia entrar. Como não tem nada, não tem nada, o Brasil não tem nada. O Brasil não tem defesa, não tem meio de campo, não tem ataque.

Juca Kfouri:Então, como contra o Recoleta, aí ficam as conversas, começam a se misturar.

Arnaldo Ribeiro:Aí, a corridinha em volta do campo, a maior, o momento de maior satisfação dos brasileiros até agora na Copa foi no empate da Espanha, quando se teve a ideia de que, olha...

Juca Kfouri:É duro, é duro.

Arnaldo Ribeiro:É, não, que assim... Copa é Copa, é difícil. Copa é Copa, ninguém está não sei o quê lá. Então, a segunda-feira, que parecia para mim muito frágil aquela impressão do jogo da Espanha, porque domingo já foi muito ameaçador para o Brasil, com o que a gente viu domingo, sem nenhuma outra favorita estreando agora depois da terça-feira, aí nós estamos com um problema muito grande. Então assim, não é só quando o Neymar volta. Que time vai jogar contra o Haiti? Qual é o time?

Juca Kfouri:Qual a ideia?

Arnaldo Ribeiro:Qual o sistema de jogo? Quantos jogadores velhos terão em campo? Quantos jogadores jovens? Fala, Danilo, responda todas as perguntas.

Danilo Lavieri:Não sabe o que eu acho que é o mais curioso nesse debate? É o seguinte: se a gente estivesse falando de um jogador, ah não, olha, vai trazer um jogador para jogar só o mata-mata, mas que a gente soubesse que é o cara que vai entrar e realmente pudesse fazer a diferença, como no caso do Estevão, por exemplo. Eu não estou entrando no mérito aqui se o diagnóstico que ele deu, que a lesão dele está curada ou não, se ele teria condições de estar aqui ou não. Mas vamos imaginar que a lesão dele fosse, sei lá, de 4 semanas. Naquela época que ele se machucou. E o Ancelotti falou: olha, eu vou levar o Estevão para jogar só no mata-mata. Pô, a gente estaria aqui entendendo, porque é um jogador que na última temporada mostrou potencial e mostrou que realmente poderia fazer a diferença. Não é o caso do Neymar. Esse é o meu ponto principal, porque o Neymar não joga de verdade, sei lá, faz 4 anos. O último grande momento dele talvez tenha sido o gol contra a Croácia, né? Então esse é meu ponto principal: não faz sentido ele estar aqui dentro de campo, para jogar, para dentro de campo. Ah, se ele é importante para o grupo, ele podia estar aqui sem estar na lista dos 26, podia estar aqui, sei lá, como auxiliar, como um chefe de delegação, qualquer coisa do tipo. Mas não ocupando a vaga de um jogador que poderia estar hoje, no momento em que o Ancelotti olha e precisa de soluções para sua equipe, ele tem uma solução a menos por opção própria, por questão, porque ele quis. Né, por falar, ah não, ele é importante para o grupo. Então o que mais me chama atenção, o que mais me deixa entristecido nessa análise, é você pensar que os caras estão fazendo esforço para um jogador que ainda que volte não fará diferença nenhuma, ou o cara do nada ele vai ser um jogador que não foi nos últimos 4 anos. Dá para acreditar nisso? Eu não acredito. Então por isso, para mim, a pior coisa de toda essa novela foi fazer essa novela para um jogador que não faz diferença nenhuma faz tanto tempo.

Voz A:É, o Mauro, Neymar à parte, não vamos falar mais dele assim, pelo menos para você, é culpa do Rubens. O que você espera que possa ser de diferente, não por conta do adversário que é muito fraco, Haiti, mas no time do Brasil mudar o quê, já que o Arnaldo falou que não tem nada?

Mauro Cezar:Mudar tudo, né? Acho que ele precisa definir melhor o sistema defensivo, né? Vai manter uma improvisação na lateral, vai colocar o Danilo, que é o que ele tem para posição, como jogador que é da posição, embora não atue ali há algum tempo, desde os tempos da Juventus, né? O meio-campo, como ele vai definir esse meio-campo? Não digo de nomes, não digo de comportamento, né? Ter de fato um tripé no meio-campo. Vai usar quem vai fazer o lado direito? Vai ficar deslocando jogador do meio-campo, que já é meio oco, vazio, com só 3 homens em tese para fazer aquele corredor? Ou vai escalar um Luiz Henrique para explorar aquele lado ali, por exemplo? Que eu acho que seria uma— ou Rayan, seriam possibilidades interessantes que poderiam ser muito bem pensadas, se é que ele não tá pensando, né? Acho que isso seria importante. E a questão também do Rafinha, né? O Rafinha, ele não joga do lado direito. A seleção brasileira, ele ficou mais lá direito. Ele joga mais do meio esquerda no Barcelona. Não tá funcionando ali. E aí, o Rafinha vai ser intocável ou ele pode abrir espaço no time tirando o Rafinha, escalando um desses jogadores que podem fazer aquele corredor? Eu acho que esse é um dos problemas do time também, a inexistência. Ele quer jogar com jogadores abertos, não tem um cara que faz lá direito, não tem um lateral que apoia pela contusão do Wesley, não tem o Estevão, que é um desfalque absurdamente gigantesco, e não tem nessa escalação que ele adotou, não tinha ninguém para fazer aquele ado. Além do comando do ataque, que eu acho que se ele lançar o Hendrick tem que ter um certo cuidado, porque está sendo colocado em cima desse rapaz uma responsabilidade de salvar o Brasil, né? E eu acho que é um pouco demais. Se por acaso ele vai bem, ótimo. Se ele vai mal, nossa, não vai faltar a gente dizendo que ele só joga bem amistoso, esse tipo de bobagem. Então ele tem que ter muito cuidado em todo esse momento, mas precisa mudar, mudar comportamento, não só jogadores. Acho que esse é o ponto. E esse, a questão do lado direito, é super importante ali. Acho que é uma das razões pelas quais o meio-campo ficou ainda mais vazio e o Casemiro muito sobrecarregado. Acho que qualquer volante ali ia ter dificuldade naquela formação do Brasil no primeiro tempo. Vai jogar contra um adversário fraco que a gente não sabe também como vai se comportar. O Haiti contra a Escócia. A Escócia é um time, gente, quando faz um gol, ele fala: "Meu Deus, fizemos um gol!" Eles vão se defender até a morte, porque eles sabem que para um escocese fazer um gol é um negócio muito difícil. É sério, é muito difícil. Então fizemos um gol, vamos nos defender. E ficaram ali agarrados naquele 1x0 ali. E aí o Haiti sai pro jogo contra o Brasil. O Haiti vai ser o Facendo Curaçao, que se empolgou, fez um gol na Alemanha e resolveu que ia jogar e tomou de 7, roubando do Brasil a exclusividade do 7x1 imposto pelo time alemão, o que é lamentável, né, pra história da seleção brasileira. Ou vai ser Cabo Verde, que olhou pra Espanha e falou: "Aqui vocês não vão entrar, vou jogar fechado e vou impor dificuldade." E impôs. Como é que vai ser o Haiti? A gente não sabe exatamente qual vai ser a estratégia, se vai ser um time que vai se arriscar ou se vai jogar super retrancado, super fechado. A Escócia vai jogar fechada, com toda certeza, até porque mesmo que ela perca para o Marrocos no último jogo, o empate pode dar a ela 4 pontos. Se ela perder por 1 a 0, ela pode ficar com saldo de 0, 4 pontos e se classificar. Então acho que é mais previsível o comportamento do adversário do último jogo do que desse jogo de sexta-feira.

Voz A:Luiza Oliveira, você está precisando sair porque tem trabalho para fazer, então estou me despedindo de você com a meta atingidíssima, viu?

Juca Kfouri:É sempre o trabalho duplo da mulher, né?

Voz A:É impressionante isso. Exatamente. Tem posse de bola, mas tem trabalho de verdade daqui adiante, Luiza.

Juca Kfouri:A dupla jornada.

Luiza Oliveira:Tripla, tripla. Tem matéria para fechar, daqui a pouco a gente vai para o treino da seleção também. Accompanhar o que vai acontecer hoje. Será que o Neymar vai avançar um pouco mais nessa recuperação? São só 15 minutos que a gente acompanha, vai ser curtinho. Imagino que não dê para ver muito trabalho tático, até dessas mudanças aí que o Ancelotti pode fazer. E depois tem a coletiva do Danilo, lateral também, que vai falar. Então, como o jogador fala, a gente imagina que ele jogue, né? E o Ibanez não foi mal, então é algo que a gente está imaginando mesmo, Danilo como titular. Mas é isso, muita coisa pela frente hoje ainda, além dos jogos, enfim. A gente vai aí trabalhando, trabalhando, mas é muito bom.

Juca Kfouri:Luiza, você me faça um favor na sua observação: note se o Neymar for dar embaixadinha, se ele dá uma quarta, quinta, sexta, porque pelo que a gente viu ele deu 3. Vai que hoje ele já evoluiu e dá o dobro e a gente se enche de esperança.

Voz A:É isso. Valeu, Luiza.

Luiza Oliveira:Aí vai salvar o Brasil, né, Júlio? Pode deixar, eu vou fazer essa observação. Obrigada, amigos, muito obrigada. Sempre um grande prazer estar com vocês.

Voz A:Ancora, valeu, Luísa. Bom trabalho para Luísa. Vamos fazer o seguinte, vamos para um breve, um ligeiríssimo intervalo aqui na TV, mas não acabou, tem mais Posta de Bola. Mande as suas mensagens no chat aqui para gente e a gente vai conversando. Já voltamos. É, ó, a nossa chefe aqui, a Stephanie, Vamos fazer um bolão no break com os resultados de hoje, é isso?

Arnaldo Ribeiro:Ah não, não fala bolão porque eu tô em grande fase, embora você esteja me perseguindo.

Voz A:Não é o nosso bolão, você não quer que mostre, a gente não mostra.

Arnaldo Ribeiro:Não, pode mostrar.

Voz A:Ah, agora mostrou, porque ele tá em primeiro, aí então ele quer, entendeu?

Juca Kfouri:Opa, opa, calma aí.

Voz A:Bom, tem alguém na sua cola, que sou eu no caso, terceirão ali, na cola. Classificação geral.

Juca Kfouri:Eu gostaria de saber dos Integrantes do poste de bola, quais que estão participando do bolão e que nem aparecem?

Voz A:Lavieri, Danilo, Mauro. O Mauro não tá no bolão, mas o Danilo deve estar em último, PVC em penúltimo.

Juca Kfouri:PVC, Zé Trajano não tá no bolão.

Voz A:Também não tá no bolão.

Juca Kfouri:Então, os sérios, né? Mauro, eu, Trajano, não nos façamos de loucos. Agora, o Danilo, Lavieri, lá De corpo presente, não aparece entre os 10. E o Tabet, que tanta morte deu à roda, já tá em décimo.

Voz A:Olha só, você pode participar do bolão também aqui do UOL. Vai aparecer um QR code na sua tela, então você, por favor, pode participar do bolão, compita com a gente. E olha o que eu vou fazer aqui para você, para mostrar que é tudo verdade, ó.

Juca Kfouri:Nem tudo é verdade.

Voz A:Essa foto aqui que eu acabo de tirar vai para o WhatsApp, vai para a nossa comunidade do WhatsApp. Mande a sua pergunta lá na comunidade do WhatsApp que a gente responde. E essa foto vai lá, a gente fica ali interagindo com a galera, vocês perguntam, a gente responde, a gente manda aqui.

Juca Kfouri:Queria só acrescentar, quando na primeira intervenção brilhante do Arnaldo Ribeiro, meu motorista, sobre o Zidane, Eu gostaria de lembrar o seguinte, que é uma coisa, que é uma tese que eu defendo há muitos anos. O Zidane é argelino, descendente de argelinos, como era argelino o grande Albert Camus, que tem entre todas as suas obras uma obra essencial que é a sobre o suicídio. Ele diz que a única questão realmente relevante da filosofia é a questão do suicídio. E aquele dia, Arnaldo, o Zidane se suicidou em praça pública ao mostrar para o italiano o seguinte: olha, dane-se essa Copa, enfia essa Copa onde você quiser, mas da minha irmã você não vai falar não. E deu-lhe a cabeçada.

Voz A:Estamos voltando já já, mas pode falar.

Arnaldo Ribeiro:Filho do Zidane no gol ontem. Ontem, aliás, colaborou, né?

Voz A:Colaborou. Estamos voltando já já. Mandem as suas mensagens, façam o programa com a gente. Estamos voltando em poucos segundos agora, hein? Mais ou menos 10, 9, 8, 4, 3, 2, 1. Estamos de volta com o Posse de Bola aqui na TV. Falamos do bolão, falamos da seleção, falamos dos outros, dos times que entraram ontem, e agora vamos falar de quem vai entrar em campo hoje. Coloca na tela de novo aí. Os jogos de hoje da Copa do Mundo. É um dia legal também, hein? Porque tem a estreia de Portugal contra República do Congo, tem a Inglaterra contra Croácia, ótimo jogo, Gana contra o Panamá e a Colômbia contra o Uzbequistão.

Juca Kfouri:Portugal é outra seleção que é exemplo da França, tem 4 ou 5 jogadores de primeiríssimo nível.

Voz A:Sim, é a seleção que o Arnaldo tem se encantado, né, Arnaldo?

Juca Kfouri:Eu também me encanto com ela. É o Vitinha, Bernardo, Bruno Fernandes, Bruno, João, João, não, João Fonseca não, o lateral lá, o outro lateral, Nuno, João Neves, isto, João Neves, não, olha, não, eu tô muito curioso por ver esse time de Portugal.

Arnaldo Ribeiro:Em termos de elenco, é um elenco comparável ao da França, é muito jogador bom junto. Quero ver. Agora, eu não domino muito a questão das temperaturas. O jogo é em Houston, 14 horas. O Danilo está mais familiarizado. O estádio é climatizado? Como é que é esse negócio? Porque quando tem jogo 14 horas, eu me aflijo um pouco. Que é o jogo de Portugal, estreia. E o Cristiano Ronaldo meio que vai pressionado pelo sucesso dos outros. Até agora, né? Certo? Tá todo mundo... E o Cristiano Ronaldo entra em campo, mas eu acho... Está totalmente climatizado. Totalmente climatizado. Ainda bem, ainda bem, porque vai permitir que...

Juca Kfouri:Mas então vai ser o indoor?

Voz A:É, a fusão... Que na verdade fazer uma reclamação, tem um problema aí, né?

Arnaldo Ribeiro:Tem uma disparidade.

Voz A:Tem uma disparidade, alguém joga no friozinho, jogam gostoso e outros jogam sem graça.

Arnaldo Ribeiro:Era muito difícil comparar, por exemplo, o ritmo da França no primeiro tempo com o ritmo da Argentina ontem. A França evidentemente se poupou na primeira etapa. A Argentina começou o jogo contra a Argélia... Onde foi?

Juca Kfouri:Em 94 o Brasil jogou o jogo contra a Suécia num estádio fechado.

Arnaldo Ribeiro:Isso, acho que era o único naquela época, né? 94. Você tava lá? Não, não tava. Silverbone... Você tava?

Juca Kfouri:Eu tava.

Arnaldo Ribeiro:Acho que era Dallas, se não me engano. Dallas. Se não me engano.

Juca Kfouri:Isto. E a minha sensação é que a gente viu um grande jogo de futebol de salão.

Arnaldo Ribeiro:O jeito que era o Estados Unidos. Aquele 1x1, né?

Juca Kfouri:Isso, 1x1.

Arnaldo Ribeiro:1x1, empate.

Juca Kfouri:Eu não gostei.

Arnaldo Ribeiro:Agora, Inglaterra e Croácia, aí o Mauro pode até falar também, a gente sempre tem uma expectativa grande em relação à seleção inglesa. Mas vamos lembrar que a Croácia, a envelhecida Croácia, ela vem de duas Copas brilhantes. Ela foi finalista numa e semifinalista na outra. É uma seleção acostumada com Copa do Mundo.

Juca Kfouri:E é outra seleção que tem um cara que a gente precisa homenagear todas as vezes, que é o bruxo Modrić, né?

Voz A:Mauro, Inglaterra e Croácia é o jogo de hoje para você?

Mauro Cezar:Sem dúvida, né? E aí tem uma questão que envolve a Inglaterra, né, que foi a convocação autoral do Thomas Tuchel, né? Ele tinha motivos, né, técnicos, digamos assim, para não convocar Cole Palmer, não convocar Phil Foden, que fez vídeos ali mostrando que tá treinando e tal, e o Arnold, que não jogou bem com ele, não teve boa temporada. O Arnold está vivendo mais ou menos algo parecido com o Michael O cara sai do Liverpool com fetiche do Real Madrid e não consegue se encontrar. Lembrou? Ou quando sai, sai dizendo: "Estou saindo para ser campeão". Aí o Liverpool é campeão europeu sem ele, ele tá tirando para o Real Madrid. E o Arnold tá fazendo o mesmo caminho, né? Não vou me surpreender se amanhã ele voltar para a Inglaterra, não sei se para o Liverpool, porque não tá se dando bem lá na Espanha. Mas assim, ao não convocar esses jogadores, né, ele deu uma cartada pesada, o técnico que é alemão. Nele, tem essa questão, técnico alemão na seleção inglesa, né. Enfim, então a expectativa acho que é bem grande, né, porque ele escolheu jogadores que ele acredita que possa executar aquilo que ele pensa. É um técnico bom, foi campeão europeu, ganhou aliás uma Champions em cima do Guardiola, né, com Chelsea. Então acho que é uma seleção também que tá sendo pouco comentada, mas que tem bom material humano, tem bons jogadores, tem jogadores jovens, jogadores fortes. E que, se bem treinada, se executar aquilo que esse técnico imagina, acho que pode ser uma seleção realmente competitiva, né? Lembrando que os ingleses melhoraram muito o nível dos seus jogadores, né, de tempos para cá. Aliás, a Inglaterra derruba essa tese de que jogador estrangeiro atrapalha a formação de jogadores no Brasil. Qual jogador, né, bom, bom de seleção, que não joga em time grande no Brasil porque tem um estrangeiro lá? Os melhores vão embora, pô, não estão no Brasil. Isso é uma falácia. "Ah, porque é a Itália." A Itália está nesse buraco por uma série de outras razões, porque na Inglaterra acontece o contrário. Os técnicos são estrangeiros, jogadores, grandes jogadores estrangeiros que elevaram o nível do futebol, e aí paralelamente os clubes passaram a trabalhar muito mais na base, né, a formação de jogadores, parte técnica, domínio, passe, posicionamento do corpo, entendimento do jogo desde a base. Isso gerou boas safras com títulos na base mas não ganharam nada no principal, mas tão mais próximos disso, me parece, porque tem bons jogadores, não tem só aquela geração, né, "Gerra e Lampa", os dois juntos e tal, não tem uma dependência de um, dois jogadores, acho que a Inglaterra pode ter um bom conjunto. E a Croácia é um time experiente, é um time bom, um time que chegou aí bem em duas Copas do Mundo, né, foi finalista em uma, então acho que é o jogo, acho que é o jogo mais pesado da Copa até aqui, né. Acho que pensando aí no retrospecto, nas camisas, eu acho que é o jogo mais pesado até agora, sem dúvida alguma.

Voz A:Danilo, e aí, suas perspectivas para o dia de hoje?

Danilo Lavieri:Eu espero um jogo fácil de Portugal, né, contra Congo. Acho que vai ser isso. Não consigo ver Portugal fazendo o que a Espanha fez com Cabo Verde. Tô com Arnaldo e com os amigos, eu Inclusive no bolão que eu tenho com amigos, não bolão do All, tem lá um lugar para pôr quem vai ser campeão. Eu coloquei Portugal, tem uma pergunta extra lá, bônus. Eu coloquei Portugal como campeão. Acho que tem um meio de campo invejável. Então estou na expectativa para saber como vai estrear esse time. E Inglaterra e Croácia é um grande jogo também. Eu estou para te dizer que considerando que Marrocos foi quarto da Copa passada e o Brasil é sempre o Brasil, Brasil e Marrocos também foi um jogo de boas forças assim, né, de dois times que acho que Marrocos não vai chegar longe de novo, mas que pode fazer uma boa Copa, assim como a Croácia. E a Inglaterra é essa dúvida que a gente tem, né, como vai surtir o efeito das decisões do Tuchel de ter tirado jogadores aí que são, que todo mundo esperava estar na Copa, embora, como disse o Mauro, deram motivos para que não estejam lá. Então acho que é um bom dia, mas não como ontem. Ontem para mim foi o melhor dia que a gente teve na Copa nessa primeira fase. De estreia de Messi, estreia de Mbappé, o Haaland fazendo gols. Hoje é um dia um pouco mais frio do que de ontem, eu acho, viu, Tironi?

Voz A:Muito bem. Ó, a nossa enquete ficou da seguinte forma, põe ela na tela aí para gente. Qual o seu destaque de ontem na Copa? Mbappé 14%, Messi 78%. Haaland 4 e Neymar 4, que é a alternativa que entrou graças a Rubens Lisboa, com reclamações com ele. Olha, atingimos 10 mil likes, bom, bom. Atingimos uma audiência 2,5, brutal. Então só podemos agradecer a vocês que fizeram esse posse de bola com a gente.

Juca Kfouri:Nosso amigo tão fiel que Rubens Lisboa acaba de ser suspenso pela direção do É de fazer enquete.

Voz A:Muito bem, vamos ficando por aqui. Valeu, Arnaldo! Valeu, Juca! Valeu, Mauro! Valeu, Danilo! Obrigado também a Luísa que esteve com a gente, e a você que mandou mensagem, participou, fez bastante coisa legais aqui junto com a gente.

Juca Kfouri:É o meu motorista, deu um destaque.

Voz A:E o Arnaldo que vai dar carona na volta. Aliás, vamos gravar um vídeo sobre isso e postar lá na nossa comunidade do Arnaldo dirigindo barbaramente. Pelas ruas de São Paulo ao lado de Júlio César Freire.

Juca Kfouri:Impressionante, né?

Voz A:Como ele é ruim, né?

Juca Kfouri:Ele é um selvagem, né? Selvagem do céu. Selvagem no asfalto, é.

Voz A:Ficamos por aqui, fica agora com a programação do canal UOL. Tchau!