#643: Espanha decepciona, Neymar segue fora e CBF vive crise política durante a Copa
Arnaldo Ribeiro, Eduardo Tironi, Casagrande, José Trajano, Juca Kfouri, Luiza Oliveira e Danilo Lavieri analisam a estreia da Espanha na Copa do Mundo, a expectativa para os primeiros jogos de Messi, Mbappé e Haaland, a ausência de Neymar em treino, o clima diferente na seleção brasileira e a crise política na CBF
Eduardo Tironi
Arnaldo Ribeiro
José Trajano
Juca Kfouri
Casagrande
Danilo Lavieri
Luiza Oliveira
- Situação de LulinhaLesão e incerteza sobre participação · Histórico de lesões · Debate sobre liderança e admiração · Críticas à CBF e Ancelotti
- Seleção BrasileiraEmpate com Marrocos · Críticas ao técnico Ancelotti · Falta de personalidade e rumo · Sequência de gols sofridos
- Copa do MundoEmpate com Cabo Verde · Vozinha · Estilo de jogo lento e pouco vertical · Falta de intensidade física
- Crise política no São PauloDisputa pelo poder · Acusações contra o presidente · Conflito entre dirigentes
- Expectativas para JogosFrança x Senegal · Noruega x Uruguai · Argentina x Arábia Saudita · Destaque para Mbappé, Haaland e Messi
- Comparativo de Liderança: Neymar vs. Cristiano RonaldoAdmiração vs. Liderança · Papel de Neymar na seleção · Liderança de Cristiano Ronaldo
- Análise de Jogos da CopaUruguai x Arábia Saudita · Bélgica x Egito · Desempenho de seleções africanas e asiáticas
Eduardo Tironi:Muito bom dia, está no ar o Posse de Bola desta terça-feira. Hoje é dia 16 de junho e daqui até o final da Copa do Mundo tem Posse de Bola todos os dias às 8:30 da manhã. Vamos sem mais delongas aos destaques, porque eu já estou acompanhado aqui de José Trajano, Juca Kfouri, Arnaldo Ribeiro, Casagrande e Luiz Oliveira. Danilo Lavieri estará com a gente logo mais, falará também. Vou começar com— bom dia, Casagrande!
Casagrande:Bom dia, Tironi, Juca, Trajano, Luiza, Arnaldo, tudo certo?
Eduardo Tironi:Tudo maravilhoso. Luiz Oliveira, muito bom dia.
Luiza Oliveira:Bom dia, âncora. Bom dia, meus amigos. O meu destaque de hoje, a minha manchete, é uma pergunta para você, meu caro âncora: será que, diferentemente do futebol brasileiro, na Copa do Mundo a espanholização não se cria? Tá tudo nivelado. Uruguai empata com Arábia Saudita e nem a Espanha é espanhola, meu âncora.
Eduardo Tironi:É, tá vendo só? É isso, exatamente. Muito bem. José Trajano, bom dia.
José Trajano:Bom dia a todos e todas. É uma provocação, né?
Eduardo Tironi:Provocação.
José Trajano:Provocação que ela fez para você. Claramente uma provocação. Mas Copa do Mundo, o que é legal na Copa do Mundo é quando surge uma zebra. E foi uma zebra que eu vou te contar, maravilhosa, e quando surge um personagem como o Vozinha. Essa é a riqueza da Copa, uma Copa tão contestada, uma Copa cheia de problemas antes da Copa. Ao mesmo tempo que a gente comemora e vibra com o Vozinha e seus milhões de seguidores agora, O empate, a festa em Cabo Verde, a festa em pequenos locais do Brasil onde a colônia... Fortaleza eu vi, por exemplo, tem moradores nascidos em Cabo Verde, festejaram. Porque eu estava tentando ver, depois tem que ver no mapa, você pode nos ajudar. Eu desconfio que Cabo Verde, que é um arquipélago, seja o ponto da África mais próximo do Brasil. Olhando no mapa dá essa impressão. Mas o que eu queria dizer é que, além de tudo estar indo bem, a Copa indo, zebras e surpresas e tal, decepções, de seleções, como da seleção da Espanha. Estava lendo e vendo o depoimento na coletiva do técnico do Irã. Eles foram praticamente afugentados, corridos para fora. Terminou o jogo, já tinha a polícia lá, o pessoal do ICE, expulsando os jogadores, delegação do Irã, que voltassem rapidamente, o mais rápido possível, para o México. É uma barbaridade, não é?
Eduardo Tironi:Juca Kfouri, bom dia.
Juca Kfouri:Bom dia, âncora. Bom dia, Luísa. É bom fazer um programa com a Luísa. Bom dia, casal. Zé Trajano, olha aqui, tudo isso que o Zé falou. Bom, essa história do Irã, no dia que estão celebrando a paz, exatamente, parou a guerra, mas eu tô Claro, encantado com Cabo Verde, com a história do Vozinha, mas também estou absolutamente perplexo com o recorde que Cabo Verde bateu. Apenas uma falta o jogo inteiro contra a Espanha, contra uma seleção favoritaça, para usar o termo inventado por Arnaldo Ribeiro. Uma falta só valeu cartão amarelo, uma falta do seu Cabral. Quer dizer, é o Vozinha e o Cabral, e Cabo Verde é a grande atração do Mundial.
Eduardo Tironi:É, meu amigo.
José Trajano:Você falou isso para rimar? Cabral, doeu?
Juca Kfouri:Claro, evidente. Sou um rimador militante.
Eduardo Tironi:Outro trocadilho é que a Vozinha engoliu o Lamine Lobo Yao Mau. Arnaldo Ribeiro, bom dia.
Arnaldo Ribeiro:Vamos com calma, vai. Bom dia a todos. Eu tô muito ansioso pelo sexto dia de Copa porque é o dia mais legal até agora. Vai ter França, vai ter Noruega e vai ter Argentina. E entre os favoritaços, a Espanha é que menos me dá prazer de ver jogar. Então eu gostei bastante do 0x0 de ontem.
Juca Kfouri:O time chato Ô Arnaldo, você poderia fazer uma apreciação da atuação do Sr. Labat ontem?
Arnaldo Ribeiro:Não, no jogo da Bélgica, nota 6. Ramon Labat, Abel, esteve à altura do jogo. Ele esteve à altura daqueles ex-cracks, né, De Bruyne e Salah, e foram enormes, e hoje são jogadores mais comuns pela idade, lamentavelmente.
Eduardo Tironi:Quem brilhou foi o Lukaku de novo, fez gol.
Juca Kfouri:Entrou, fez o primeiro toque na bola.
Eduardo Tironi:Temos péssimas lembranças do Lukaku. Bom, temos uma enquete, hein, para quem está nos acompanhando ao vivo aqui e queremos que você vote e que tem a ver com esse dia, o melhor dia, mais legal da Copa do Mundo até aqui. Olho na tela. De qual estreante de hoje você espera mais? É o Haaland que estreia na Noruega? É o Mané de Senegal? É o Mbappé? Da França ou do Messi da Argentina? Qual estreante você aguarda mais hoje? Lembrando que tem jogos muito legais hoje, dia mais legal da Copa do Mundo.
José Trajano:Essa pergunta é mal formulada, como sempre as enquetes que você bola. Porque mais espera... Coloca de novo na tela, que é bom.
Eduardo Tironi:De novo na tela.
Juca Kfouri:Você vai fazer uma análise de texto.
José Trajano:Mas não é que você espera o quê? Esperar... Ah, tô esperando... Eu tô à expectativa. Agora, é o desempenho ou a expectativa de vê-lo em campo?
Eduardo Tironi:Expectativa de vê-lo em campo.
José Trajano:Ah, bom, então tá legal, obrigado.
Eduardo Tironi:Expectativa de vê-lo em campo. E também temos a expectativa de qual é a nossa meta de likes, viu, Luiza?
José Trajano:Por favor.
Juca Kfouri:Eu ia elogiar a enquete, ele escolheu a boa. Tenho certeza que foi a Luiza que propôs essa enquete.
Eduardo Tironi:Diga, Luiza.
Luiza Oliveira:Não, não fui eu, foi o âncora. Ele foi bem dessa vez. Você tá vendo, âncora, que eu sou Como nada com José Trajano. Inclusive a gente já fez enquete a quatro mãos.
José Trajano:Exatamente.
Luiza Oliveira:Para muitos, a melhor enquete da história.
José Trajano:Até agora, a melhor da história do Poste de Bola em todos os tempos.
Juca Kfouri:Qual era? Quem ganha? Corinthians, Palmeiras ou empata?
Luiza Oliveira:Foi isso? Diga, diga, vamos lá. Ontem eu fui muito cautelosa nessa meta, eu falei 5.500 e passamos de 9.000. Será que hoje a gente chega lá ou tá muito? 9 mil, o que que você acha, âncora?
Eduardo Tironi:Muito difícil. Falou, falou, tá falado. 9 mil likes é a nossa meta. Então faça o seguinte, vamos chegar nessa meta. Então chamem parentes e amigos, vote na enquete muito bem bolada. Aliás, o Rod Pontes fala: queria ter a sua autoestima porque as enquetes são sempre uma porcaria e você se elogia. Obrigado aqui, é uma mensagem tão carinhosa, né, do Rod Pontes, logo de manhã. Antes das 9 Há poucas horas recebeu um elogio desse, você termina o dia pior.
José Trajano:É o Rod Porto?
Eduardo Tironi:Rod Pontes o nome dele. Obrigado aí, Rod, obrigado pelo carinho.
Juca Kfouri:É um rapaz que constrói pontes, né, assim, de relacionamento.
Casagrande:Exatamente.
Eduardo Tironi:Então, ó, você vote na enquete, nos dê likes, temos que chegar em 9 mil, afinal. Vamos buscar essa audiência brutal. Ontem chegamos na 2,5 brutal, espetacular. Vamos chegar na brutal pelo menos hoje. Chamem parentes e amigos, votem na enquete, a gente vai para um breve intervalo na TV. E fica aqui já conversando com vocês no chat do YouTube. Já voltamos. Muito bem, aqui, ó, o Samuel: "Âncora, o Vozinha, goleiro de Cabo Verde, em uma partida já fez mais defesas que o Alisson em 3 Copas do Mundo." Bom, tal história, ainda bem, né, porque isso é sinal de que a defesa da seleção brasileira não faz com que o Alisson participe tanto.
Juca Kfouri:O problema é que o Vozinha foi decisivo e o Alisson a gente ainda está esperando que seja, né. Exato. Até no gol que tomou de Marrocos, né, porque ele saiu meio alocado, né. Não diria que a culpa foi dele, porque não foi culpa dele, mas digamos, a gente sempre espera que um goleiro faça um milagre e o Alisson na seleção brasileira não tem o hábito de fazer milagres.
Eduardo Tironi:Mandem aí as suas manchetes. Aliás, só um recado: a gente tem um grupo agora, uma comunidade lá no WhatsApp. Daqui a pouco vou tirar uma foto nossa aqui. Aliás, vou tirar agora, tirar uma foto nossa e mandar no grupo vamos provar que o grupo existe mesmo. Então tá aqui, ó, nós aqui.
José Trajano:Tira o fundo lá com a Luísa Casagrande.
Juca Kfouri:Olha lá, melhora a imagem do grupo com a Luísa, pelo amor de Deus. Baita homem feio.
Eduardo Tironi:Tá aí, tá fotografado. Eu vou mandar lá para o grupo. E você que tá nesse grupo na comunidade, você entra aí, tem esse QR code aí na sua tela para você entrar na nossa comunidade no WhatsApp. E aí, entrando na comunidade, você conversa com a gente, faz pergunta, Aliás, mande suas perguntas lá na comunidade e a gente vai ao longo da jornada responder para vocês aí, tá? Mande lá sua pergunta em vídeo, em texto, como você preferir, tá? Então tá lá, comunidade do WhatsApp do Poste de Bola está a todo vapor. O Felipe Lima falou o seguinte: espero que mais do Mbappé. Ele e o Haaland são os únicos da lista no auge, mas o Luiz precisa que a bola chegue nele para brilhar.
Juca Kfouri:O francês não, mas esse então entendeu que ele espera Não é expectativa de ver, é espera o desempenho, que foi como eu entendi. Quem vai jogar melhor desses 4? Quem vai brilhar mais desses 4? Foi assim que eu entendi.
Eduardo Tironi:Não, mas pera aí, o Trajano deu uma corrigida.
Juca Kfouri:Então é o...
José Trajano:Não, pois é. Ele está corrigindo exatamente como eu pensei.
Arnaldo Ribeiro:Isso.
José Trajano:Quem vai jogar melhor? Mbappé, Haaland, Messi, sei lá o quê. Quem vai se dar bem hoje? É isso.
Juca Kfouri:Ou qual é a sua expectativa? Quem você quer mais ver?
Eduardo Tironi:Expectativa pessoal, acho que a pergunta é essa.
José Trajano:Para ver, para ver. Expectativa.
Eduardo Tironi:Você quer ver?
José Trajano:Eu vou fazer a pergunta para você. Qual a sua expectativa? Quem você quer ver hoje, tivesse que escolher no mesmo horário de todos?
Eduardo Tironi:Jogador?
José Trajano:Desses 4 que estão ali.
Eduardo Tironi:Eu queria ver o Mbappé.
Juca Kfouri:Eu queria ver o Messi porque tá acabando.
José Trajano:Então, tá vendo? Vamos consultar o nosso pessoal.
Eduardo Tironi:Vamos perguntar. Ju Luiza, uma palavra, quem você queria ver dos 4? Só com expectativa assim, quem que você gostaria de assistir? Tivesse que ver só um?
Luiza Oliveira:Um grande privilégio que eu vou inclusive realizar, que é ver o Mbappé.
Eduardo Tironi:Aí, ó, estamos voltando e vou perguntar para o Cazão e para o Arnaldo também quem que eles queriam ver. Já voltamos. Estamos de volta na TV. Você, a nossa pergunta aqui no intervalo era sobre a enquete. Vai, a gente vai mostrar já já. E eu preciso perguntar ainda para o Cazão e para o Júlio, qual é? Enquete tá aí, ó. De qual estreante você espera mais? E aí o Trajano deu uma ajeitada na pergunta. É assim, qual é a sua expectativa? Quem que você gostaria tivesse todo mundo jogando na mesma hora? Só pode ver um. Quem você gostaria de ver? Eu, Mbappé, o Juca, o Messi, porque está terminando. Não, não, a Luiza, a Luiza, a Luiza, o Mbappé. Você não falou?
José Trajano:Eu não falei, vou deixar para o fim.
Eduardo Tironi:Casa Grande, uma palavra, quem você gostaria de ver?
Casagrande:Haaland, o único que eu não vi ainda.
Eduardo Tironi:Ah, boa!
Arnaldo Ribeiro:Arnaldo, essa é fácil: Mbappé e Mané, porque eles estão no mesmo jogo.
Eduardo Tironi:É um só, mas ele dificultou. É, qual que é que você gostaria de ganhar? Mbappé e Mané?
Arnaldo Ribeiro:Posso fazer nada.
Juca Kfouri:Arnaldo é muito realista, é impressionante, ele não deixa sonhar, ele é pragmático, né?
José Trajano:Trajano, eu vou para ajudar os sul-americanos, o Messi, porque os sul-americanos até agora estão com problemas, né?
Eduardo Tironi:Ninguém ganhou ainda. Ninguém venceu.
José Trajano:Vamos ver se o Messi melhora a situação sul-americana. E tá em fim de carreira, sabe?
Eduardo Tironi:E detalhe, nenhum asiático perdeu até agora, além disso.
José Trajano:É mole o quê, mano?
Juca Kfouri:Você sabe que isso me lembra uma capa histórica de placar comovente, que era o Pelé, a chamada de capa "Olhe bem que está acabando".
Eduardo Tironi:É muito bom. Olha, então tá aí a enquete.
Luiza Oliveira:Ô, Cora, PVC chegou aqui, ele vai responder também. Quem você mais gostaria de ver? Boa, PVC, responda! Embappé, chega aqui para descer. Mbappé, Messi ou Haaland, da enquete.
Danilo Lavieri:Ah, eu vou ficar mascarado porque eu não vi foi o Haaland no estádio. Prefiro ver o Haaland, mas hoje nós vamos ver o Mbappé e vamos ver o Dembélé.
José Trajano:Essa enquete conduziu um caminho que não devia ter sido conduzido.
Eduardo Tironi:É mesmo?
José Trajano:Qual? Porque o privilégio de ver no estádio é um privilégio. Nós estamos comentando quem está sentado no sofá.
Danilo Lavieri:Ah, eu vi o Haaland, eu vi o Haaland na final da Champions.
Eduardo Tironi:É, tudo bem, mas aí cada um fala da sua perspectiva.
José Trajano:Não, mas não é a mesma. É diferente, eu nunca vi jogar, vou ver pela primeira vez ao vivo, é uma coisa. Sim. Você acha que o Casagrande nunca viu o Haaland jogar?
Eduardo Tironi:Não, vai ver pela primeira vez hoje no estádio.
José Trajano:Ah não, no estádio, mas eu nunca vi jogar na... Não, viu ao vivo, todo mundo viu. Mas isso que eu quero dizer, quem tem o privilégio de ver ao vivo tem uma colocação diferente de quem vai ver no sofá. Perfeito, mas vamos combinar que não. O que o PVC falou agora? "Ah, vou ver o Arralo pela primeira vez, ao vivo." Eu sei, mas eu tenho um contra-argumento.
Eduardo Tironi:Vamos combinar que...
José Trajano:Você vê que a pesquisa está levando a um caminho de discussão que não deveria levar.
Eduardo Tironi:Muito pelo contrário, a pesquisa suscita isso. Mas então, no universo de... Vou te falar aqui quantos. De... Sei lá, mais de 5 mil pessoas que votaram, vamos combinar que provavelmente só a Luiza, o Casagrande e o PVC viram os caras ao vivo. Certo ou não? Todo mundo que tá aqui viu, não vão assistir ao vivo.
Juca Kfouri:Então o PVC se corrigiu, né? Ele viu Haaland numa Champions, diz ele.
Eduardo Tironi:Bom, vamos lá, daqui a pouco teremos Danilo Lavieri para falar também com a gente. Vocês querem o quê? Que a gente debata mais a enquete? Que a gente mostra os jogos de ontem?
Juca Kfouri:Quem ganhou os jogos de ontem e os jogos que acontecem hoje?
Eduardo Tironi:Ontem tivemos... Ninguém ganhou ontem, né? Espanha 0, Cabo Verde 0, futebolzinho tico-tico, né, da seleção.
Juca Kfouri:Primeiro e único 0x0 até aqui, não é isso?
Eduardo Tironi:Sim, exatamente. Futebolzinho tico-tico da Espanha, não chuta uma bola no gol, coisa irritante. Tá errado esse placar da Bélgica e Egito porque o jogo foi 1x1.
Juca Kfouri:Exatamente.
Eduardo Tironi:O Courtois, como disse o Juca no nosso grupo, Se fosse contra o Brasil, eu defendia aquela bola, mas contra o Egito, não. Arábia Saudita 1, Uruguai 1. Confesso que no final eu tava torcendo pra virar, porque tava merecendo o Uruguai.
José Trajano:Eu fiquei com pena do Uruguai, merecia.
Eduardo Tironi:Também torci. Foi, e tal.
Juca Kfouri:Também torci pro Uruguai.
Eduardo Tironi:Eu sempre torço pro Uruguai. E tivemos, aliás, só um detalhe, cravei no bolão Arábia Saudita e Uruguai, cravei no bolão Irã e Nova Zelândia 2x2. O melhor jogo ruim da Copa foi esse aí, né?
Juca Kfouri:Quando você fala em "cravou no bolão", como eu tô fora do bolão, Você cravou empate ou cravou 2x2?
Eduardo Tironi:Cravei 2x2 e cravei 1x1.
Arnaldo Ribeiro:Ah, e aí é bom, não é bom a gente não pedir o bolão aí, deixa para lá, porque o Arnaldo tá liderando, tá mascarado.
Eduardo Tironi:É mesmo me dispor com os outros companheiros, não precisa se dispor, não causar ciúmes. Ó, chegamos na audiência brutal, só para avisar, tá?
Juca Kfouri:Essa que é a minha dúvida em relação a bolão. Agora, se fosse 3x3, você não fazia ponto nenhum?
Eduardo Tironi:Fazia Acho que você acertou o empate, mas quando você faz a certa, crava ali na unha.
José Trajano:Você sabe que tem uma discussão que eu gostaria de ouvir todo mundo, que é o empate. É uma tese, né, com a qual não concordo, que o empate da Espanha melhorou a situação do Brasil.
Juca Kfouri:Tá se falando muito isso.
José Trajano:Aí vocês não falam nada.
Eduardo Tironi:Então, mas eu ia começar a conversa mais ou menos nessa linha aí.
Juca Kfouri:Mas o Bono foi melhor jogador em campo, Brasil e E Marrocos?
Eduardo Tironi:Não.
Danilo Lavieri:Não.
Juca Kfouri:Por quê? Porque você teve que fazer uma defesa. Qual foi o melhor jogador em campo de Espanha e Cabo Verde?
Eduardo Tironi:Vozinha.
Juca Kfouri:O Vozinha?
José Trajano:Sim.
Juca Kfouri:Significa o quê? Independentemente do mau resultado para a Espanha, o desempenho da Espanha não foi tão ruim como o desempenho do Brasil, com o resultado bom.
Eduardo Tironi:Mas tem um detalhe aí.
Juca Kfouri:Lá vem você passando pano, é?
Eduardo Tironi:Não, Marrocos é o Marrocos, que é a quarta colocada do Campeonato Mundial, campeã sub-20, tá bom. E Cabo Verde é a penúltima colocada do ranking da FIFA.
Juca Kfouri:Essa é uma ponderação correta.
Eduardo Tironi:E aí, é isso que eu queria, por isso que a gente vai colocar a conversa aqui. Quero ouvir de você, Casagrande, a Espanha decepcionou mais do que o Brasil?
Casagrande:Depende do ponto de vista. Eu sou brasileiro, então a minha indignação, o meu envolvimento emocional é com o jogo do Brasil. Então, para mim, o Brasil jogou muito mal, empatou contra uma equipe boa, então o resultado foi muito bom, mas o desempenho foi péssimo. Mas a indignação, a irritação de não ter, do treinador não ter colocado o Hendrick, do treinador não ter colocado o Rayan para jogar, de demorar para tirar Igor Thiago, de ter deixado Rafinha 90 minutos, mexe muito mais o emocional preocupação comigo do que a Espanha, se o cara trocou, não trocou, quem ele queria colocar. Eu vejo o jogo Espanha e Cabo Verde pelo lado de Cabo Verde, não pelo lado da Espanha, porque o lado de Cabo Verde é muito mais interessante para quem não tá envolvido emocionalmente. Então, por exemplo, eu escrevi um texto sobre o Vozinha e sobre Cabo Verde. Eu não perdi meu tempo ficar criticando a Espanha. Quem tá criticando a Espanha é jornalista espanhol. Os outros, todos do mundo, estão valorizando Cabo Verde. Então, para mim, é muito pior, o rendimento para mim foi péssimo, mexeu com o meu emocional, me deixou indignado, irritado, o desempenho do Brasil. Espanha é problema do espanhol, agora Cabo Verde é problema do mundo, não é?
Eduardo Tironi:Problema não, é um deleite para o mundo. Luiz, que história espetacular de Cabo Verde e particularmente do Vozinha, né?
José Trajano:Olha, eu quero dizer que eu assino embaixo completamente a fala do Casagrande. Adorei, parabéns.
Juca Kfouri:Casão é brilhante.
Eduardo Tironi:Diga, Luiza.
Luiza Oliveira:A história da Copa, né, que história linda, que bonito, né? Um jogador desconhecido que ganha o mundo dessa forma, que se profissionalizou aos 25 anos de idade, que joga na segunda divisão de Portugal e ser um protagonista dessa forma, né? Eu acho que Faz a gente resgatar o amor pelo futebol. São dessas histórias lindas que o futebol nos mostra, ainda nos mostra, mesmo tendo mudado tanto, mesmo com o dinheiro dominando tanto. Ainda é possível o pequeno ganhar do grande. Uma seleção que está na posição 67 da FIFA ganhar de um campeão mundial, do campeão da Eurocopa. Eu acho maravilhoso. Eu acho que nos reconecta com o futebol que a gente ama de verdade e que tantas e tantas vezes a gente está afastado. E além desse ponto romântico e lúdico, como a seleção de Cabo Verde jogou bem, né? Como foi organizada, como foi disciplinada, como soube ali, né, se portar diante da Espanha, se concentrada. Tudo que o Brasil não teve na estreia, seleção de Cabo Verde teve diante de um desafio muito grande. E a Espanha, para mim— para mim não, para todo mundo, né? Mas Espanha decepcionou muito, sim, mais que o Brasil pela forma que jogou. Lenta, né, naquela coisa chatíssima que não vai a lugar nenhum. E para mim mostra um outro ponto também, que como é a Copa do Mundo, é um jogo físico hoje, né, de intensidade. Não adianta você ter o Memphis se ele não tiver intensidade que o jogo pede. Não adianta ter o Lamine Yamal se ele tá voltando de lesão e sem ritmo de jogo. Não adianta ter o Nico Williams que tem 23 anos e tá mal. Então assim, não vai ser pelo nome que vai se ganhar essa Copa do Mundo. Precisa ter intensidade, precisa ter físico. Então acho que é um jogo que nos mostra muitas, muitas coisas. E a grande história da Copa, acho que é um deleite assim para gente aproveitar mesmo, um privilégio. É uma delícia ver um jogo como esse, uma vitória como essa, uma história tão linda.
Eduardo Tironi:É muito bom. O Arnaldo, o Juca falou que você é pragmático. Vamos ao pragmatismo. Que time tico-tico, né, blasé, não chuta no gol, troca um bilhão de passes, não acontece nada, se fica lá 'Vai, agora vai, agora vai, agora vai.' Não acontece absolutamente nada no jogo, sinceramente. Então falando aqui do vozinho e tal, mas sei lá, se tivesse algum time chutasse um pouquinho mais no gol, será que a bola não entrava?
Arnaldo Ribeiro:Bom, antes de entrar no estilo espanhol, elogiar também o destaque da Luisa. O Casagrande foi brilhante, ela também completou com essa pitada do aspecto físico, né? Porque a Espanha e seus jogadores, ainda mais sem o Jamal e sem o Williams, que entraram só no final do jogo, é um time mais leve, né? É Gavi, Pedri, Olmo, né? E vai sofrer nessa Copa, vai sofrer, né? Ainda mais num cruzamento eventual contra, sei lá, Costa do Marfim, contra Senegal, vai sofrer no aspecto físico. Entre as favoritas, ela tem esse aspecto diferente por exemplo, da França, que une técnica e força física, né? E o estilo. E nós estivemos lá em 2010, no título da Espanha na África do Sul. A Espanha foi campeã mundial, para mim, sem jogar uma boa Copa. Era chato de ver jogar, cara, era chato de ver jogar. Mas tem um propósito, né? É você, você deixa o seu adversário sem tocar na bola praticamente. Agora, se você consegue marcar bem essa troca de passes, muitas vezes inócua, você nem precisa fazer faltas, como disse o Juca, né? Você não precisa ser violento, você não precisa fazer falta, basta você se organizar muito bem defensivamente. E essa foi a grande virtude de Cabo Verde ontem, foi muito bem armada defensivamente. Sem precisar recorrer a faltas, né? E também notei, e acho que isso foi claro para todo mundo, a Espanha com uma marra, né? Com isso, né, Tironi? Eles não mudam o estilo há muito tempo, independentemente do treinador, não importa circunstância da partida. É um pouco de soberba, né? E eu não gosto, de fato, para ver o jogo como espectador do sofá, como disse o Trajano, Para mim é a favorita mais chata de se ver jogar. Não gosto, definitivamente não gosto. É pouco vertical, pouco agressiva. E o Yamal tem uma coisa diferente nisso, né? É um jogador vertical, agressivo, e ele não tá ainda na ponta dos calços. Que aí a Luisa foi muito bem nesse aspecto mesmo, porque isso pode fazer a diferença na Copa do Mundo. Então eu tô muito mais ansioso para ver França contra Senegal Argentina, que também não tem um time muito físico, defendendo o seu título. E Portugal, sobretudo, que Portugal une as duas coisas. Ele une a leveza de um meio de campo com Vitinha, Bruno Fernandes, Bernardo, com a força física do Nuno na lateral, no outro lado também, e com o Cristiano Ronaldo, que dos veteranos aí É o mais velho mais inteiro, por incrível que pareça. Então tem muita coisa boa ainda para acontecer. E aí, para entrar na tua pergunta inicial, é sobre a, vai, a satisfação do brasileiro, de muitos, e deu para perceber isso ontem, o resultado da Espanha. Para fazer a comparação com o Brasil, e o Juca tocou no assunto, e o Casagrande também muito bem, por sinal. Não dá para comparar alhos com bugalhos, né? A Espanha tem literalmente crédito, ela vem há muito tempo no topo, ela conquistou campeonatos europeus, ela tem jogadores no primeiro escalão. E o Brasil não tem crédito algum há 24 anos, nem Copa América ganha. E vocês Dá para perceber que a Espanha, a partir do segundo jogo, ela pode voltar a ser o time envolvente que foi, até porque o melhor jogador tá voltando. E o Brasil, qual é a expectativa? É continuar secando os outros, continuar olhando para os outros, porque se a segunda-feira deu um certo alento, o domingo que a gente discutia aqui com seleções médias em campo foi um desespero, né? Que a gente viu o Brasil pior que a Costa do Marfim, pior que Holanda, pior que o Japão, pior que Equador. Então não adianta comparar alhos com bugalhos. Os problemas do Brasil são muito maiores porque a gente não vê ainda a luz no fim do túnel, uma perspectiva e uma forma de jogar. A gente não vê sequer o sistema tático preferido do Ancelotti nessa Copa ainda. Então não adianta comparar Espanha com o Brasil, lamentavelmente.
Eduardo Tironi:Daqui a pouco o Danilo estará com a gente para falar mais também sobre o Brasil e também, claro, sobre os outros jogos. Só que vocês falaram sobre a história da Copa física, do jogo físico, e eu pedi aqui para o nosso Rubens falar assim: quais são os resultados africanos até aqui na Copa? São uma vitória, 3 empates e 2 derrotas apenas, sendo que as 2 derrotas foram, tudo bem, 5 a 1 da Suécia sobre a Tunísia, que talvez seja uma das mais fracas, né? E a África do Sul também é fraca, perdeu do México de 2 a 0. Mas ó, tivemos coisas interessantes. Marrocos pega o Brasil e empata. Costa do Marfim vence o Equador, que fez uma eliminatória espetacular.
Danilo Lavieri:Foi.
Eduardo Tironi:Cabo Verde empata com a Espanha, o resultado mais incrível até agora. E o Egito empatou com a Bélgica, nada mal, né? Os o desempenho africano.
Arnaldo Ribeiro:É, mas não só africano.
Juca Kfouri:Fala, fala, Ronaldo.
Eduardo Tironi:Os asiáticos não perderam ainda.
Arnaldo Ribeiro:Desculpa, Juca.
Juca Kfouri:Não, você que—
Arnaldo Ribeiro:Exato. Eu acho que não só africano, só para deixar claro, eu acho que os Estados Unidos, que nos encantaram em campo, só em campo, conseguem na sua seleção unir força e técnica, organização, né? Muito físico o time norte-americano. Que melhor se apresentou até agora.
Eduardo Tironi:Exatamente. Muito bem, bom, então tá aí a Espanha. Você também acha isso, que não dá para comparar? Porque você—
José Trajano:não, eu coloquei da pauta porque eu achei que seria uma conversa interessante e foi. Eu acho que elogiei a análise do casal, é da Luísa, do Arnaldo, foram brilhantes, falaram tudo que eu gostaria de ter dito e por nuances diferentes, ângulos diferentes. Eu coloquei isso porque há uma onda daquele torcedor que você vê nas redes sociais tentando fazer essa comparação que não tem pé nem cabeça e já foi devidamente analisado aqui.
Eduardo Tironi:Muito bem, bom, e aí no outro jogo, existiram dois jogos ontem, mas o outro jogo estava muito com expectativa, era o Uruguai entrando em campo, camisa maravilhosa do Uruguai sempre, toda vez, mas empatou com a Arábia Saudita e poderia ter vencido, Juca, quase.
José Trajano:O primeiro tempo do Uruguai foi muito ruim.
Eduardo Tironi:Foi ruim.
José Trajano:Foi muito ruim, lembrou do Brasil. Lembrou o do Brasil, pau a pau, Brasil e Uruguai, quem fez o pior primeiro tempo.
Juca Kfouri:Agora é impressionante como o Bielsa é corajoso, né? Porque de repente ele foi para frente, encheu o time de atacante até conseguir o empate e mereceu ganhar. Mereceu ganhar.
Eduardo Tironi:Poderia ter vencido.
Juca Kfouri:Esse Valverde joga uma barbaridade, né? Que jogador que é esse cara.
José Trajano:Agora os brasileiros, entre aspas, da seleção uruguaia não jogaram, né?
Eduardo Tironi:Não, o Canóbio entrou.
José Trajano:Brasileiro, brasileiro, Arrascaeta e o Piquerez, né? Não, tudo bem, jogador qualquer, não jogador qualquer, mas quer que é um bambambam, entra no futebol brasileiro, né?
Juca Kfouri:Mas esse acho que vai ser assim, vai entrar na Copa como Neymar.
Eduardo Tironi:Fora, ela foi titular. Varela do Flamengo, né, foi titular do time. Foi sim, entrou, De La Cruz entrou também. Você viu esse jogo, Cazão?
Casagrande:Que tal? Então é isso aí, o primeiro tempo do Uruguai foi péssimo, né? Depois, além de encher de atacante, né, porque eu acho assim, encher de atacantes não significa que você vai ser mais agressivo, nem vai, nem vai amassar o adversário, nem vai pressionar, nem vai encurralar. Precisa atacantes, tática, né, e estratégia para fazer isso. E o Uruguai teve no segundo tempo, mereceu vencer, chegou o empate, mereceu vencer. Só queria falar sobre o Valverde. O Valverde é aquele cara que une a força física, a inteligência futebolística com a técnica. Ele é um meio-campo que joga em qualquer posição que você colocar. Muitas vezes lá no Real Madrid ele jogava aberto na direita, outras vezes aberto na esquerda. A posição dele real a gente nem sabe qual que é, mas eu acho que é um segundo volante, mas ele joga de primeiro volante também. E ele pode jogar num losango fazendo o bico da frente lá atrás dos dois atacantes. É um jogador, se você for falar, se você for lembrar assim, lembrar da Holanda de 74, por exemplo, que era o futebol total, o Valverde ele faz um futebol total, ele consegue fazer um futebol total, ele consegue ter presença em todos os lugares do campo. E na hora que, na hora que aperta, não só lá no Uruguai como no Real Madrid, na hora que aperta ele parece que vira o dobro, parece que ele se transforma mais ainda do que ele já estava antes. A indignação do Valverde faz com que ele cresça dentro do jogo. Isso é impressionante num jogador, porque muitas vezes um jogador de time de uma seleção principal contra uma seleção inferior que tá perdendo por 1 a 0 e começa a perder, né? A indignação de tá perdendo às vezes não mexe positivamente com o jogador, mas com o Valverde mexe. Ele vira um monstro em campo quando bate indignação, quando ele olha que o time dele tá perdendo contra qualquer um. É aquele cara que o Valverde, aquele cara assim, vai pro churrasco, você tira para o ímpar, você escolhe o Valverde achando que ele vai brincar, e não, ele vai jogar sério no churrasco. É esse é o Valverde.
Eduardo Tironi:Boa! Olha, sabe quem joga sério com a gente sempre aqui, apesar das bandeirinhas do Brasil atrás dele em clima de festa? Danilo Lavieri, que está aqui já conosco. Como você não tava no começo, quero ouvir as suas palavras aí sobre a Espanha.
José Trajano:Só um minutinho, houve uma coletiva do Brasil, acho que hoje de manhã, não houve? Vai haver, vai haver ainda, não vai haver, tá?
Eduardo Tironi:Vai haver.
José Trajano:Por isso que o Danilo tá aí, eu gostaria de saber.
Eduardo Tironi:O Danilo vai para coletiva que será do Douglas Jucas Santos hoje.
Juca Kfouri:Como é que tá o clima aí, Danilo?
Eduardo Tironi:Danilo, que antes de você falar do clima, queria que você falasse também, que a gente tá falando bastante aqui sobre a Espanha, o Brasil, quem jogou mais, quem jogou menos e tal, e queria ouvi-lo.
Danilo Lavieri:Bom dia, Tironi, Luísa, Casagrande, Arnaldo, Juca Trajano, todo mundo que nos acompanha. Tô aqui na Kermesse do Brasil nos Estados Unidos, como vocês podem ver aqui, a concentração Hotel da Seleção Brasileira, hotel atrás de mim aqui, essa portinha aqui. A gente vai entrar já já para coletiva do Douglas Santos. Resolvi mudar um pouco, em vez de fazer de dentro da coletiva, mostrar para vocês um pouco a entrada do hotel da Seleção aqui. Eu acompanhei ontem a Espanha absolutamente no começo torcendo logo por uma goleada por conta do meu bolão, e no meio do jogo eu falei, não, agora quero que se dane, vou torcer para Cabo Verde, até porque No bolão ninguém acertar o Cabo Verde. Então vamos torcer para a história da Copa. Gostei muito do desempenho do Vozinha. Claro que eu já vi vocês falando aqui no caminho para cá, estava acompanhando o programa e até concordando com você, Tironi. Não tem muito como comparar o empate com a Espanha, com Cabo Verde, com o Brasil, com Marrocos, porque Cabo Verde é muito, muito, mas muito mais fraco que Marrocos. O jogo do Uruguai e da Arábia Saudita também acompanhei, acompanhei mais o segundo tempo do que o primeiro. O segundo tempo, o Uruguai pressionou o tempo inteiro ali, reagiu. E na hora que a Arábia Saudita fez 1 a 0, eu falei: nossa, não acredito que vai ser a segunda estreia seguida batendo sul-americano. Mas acabou que o Uruguai conseguiu o empate. Um dia que dá uma diminuída naquela nossa discussão ainda. Claro que o Brasil ainda precisa melhorar e tal, mas que fala: olha, Bélgica e Egito, olha, o Egito não é tão ruim assim, o Brasil ganhou e tal. É aquela coisa que a gente tem dia a dia discutindo os jogos. Vamos ver como vai ser hoje os jogos das superpoderosas.
José Trajano:Estão falando de Uruguai, viu, âncora?
Eduardo Tironi:Pode falar.
José Trajano:Mas é o que chama atenção também do Uruguai é o comportamento do Bielsa, né? Do Loco Bielsa.
Eduardo Tironi:Depois ele se explicou, né, porque ele olhou para baixo. Fala assim: eu olho para baixo mesmo, tal, né?
José Trajano:Mas ele tem criticado tudo e todos, tudo, tudo. A voz contrária à organização da FIFA, tudo mais.
Juca Kfouri:É, Mas mas ele é assim como era o seu maravilhoso antecessor, que também era um cara, sempre foi um cara muito crítico. É gozado isso, porque os dois, se você quiser, seguem uma linha que o Eduardo Galeano seguia, de olhar para o futebol com um olhar, digamos, mais para o romântico do que para o olhar pragmático do Arnaldo Ribeiro, não é? Eu tô me esquecendo, o Tabárez, o Bielsa, não exatamente taticamente, porque o Tabárez era mais conservador que o Bielsa, mas tô dizendo do ponto de vista de exigir do mundo do futebol um relacionamento que passa menos pelo resultado e mais pela beleza e mais pelos detalhes do que eu, e que de alguma maneira é o que encantava o Eduardo Galeano nos seus textos sobre futebol.
Eduardo Tironi:É verdade. Ô Danilo, vamos retomar a você e também a Luísa e também ao Casagrande, mas começando por você, porque ontem saiu o resultado de mais um exame do Neymar entrando na Seleção Brasileira, e surpresa para zero pessoas, ele talvez, talvez não, ele provavelmente não estará em campo contra o Haiti. E isso significa que a previsão feita há uma semana atrás, ou há duas semanas atrás, pelo Ancelotti, a turma lá, não deve se concretizar. Tô certo?
Danilo Lavieri:Pois é, pois é, Tironi. O discurso não fecha mais, né? A justificativa para você ter um Neymar na Copa do Mundo não é mais plausível. Porque vamos lembrar rapidamente aqui a história como foi, né? O Ancelotti falou: só vou convocar Se tiver disponível na estreia, já não estava disponível na estreia. Não, mas vai ser rápido a recuperação dele, também já não joga esse segundo jogo contra o Haiti. E eu já diria para vocês que é muito, mas muito provável que ele não jogue no dia 24 contra a Escócia. O Neymar completa amanhã um mês sem tocar na bola, um mês do último jogo dele quando ele se machucou jogando pelo Santos contra o Curitiba. E depois de você ficar parado um mês, ainda que ele voltasse a campo amanhã, no dia 17, ele teria ali 7 dias para estar pronto para jogar no dia 24 contra a Escócia. É altamente improvável, ainda mais considerando o histórico do Neymar de 13 lesões desde 2022. Então é um caso que as justificativas dadas não fecham mais, e cada dia que passa fica pior ainda a atuação do Santos. É verdade, a gente já tinha conversado sobre, a gente sabe que o Santos faria de tudo para que ele pudesse estar aqui, O Santos basicamente transformou o projeto coletivo do Santos em um projeto de trazer o Neymar aqui para essa Copa do Mundo. Mas assim, sinceramente, a cada dia que passa fica pior. Amanhã estoura também o prazo dado pelo Rodrigo Lasmar, médico da seleção brasileira, dizendo que depois daquele dia do exame em Teresópolis, não, a gente até em 3 semanas volta. É amanhã e ele provavelmente não estará em campo de novo. E para atualizar a vocês também, hoje a seleção brasileira resolveu fazer seu primeiro treino fechado desde o início da Copa do Mundo. A gente entrava lá, ficava 15 minutos, segundo dia que a gente viu tudo. Hoje vai ser o primeiro treino fechado depois de um dia que foi a primeira vez que a gente não teve coletiva. E com todo respeito ao Douglas Santos, hoje a coletiva do Douglas Santos, que é um jogador que a gente sabe que independentemente do que, a não ser que ele falha alguma bomba não vai repercutir tanto. Então são dias, e eu brinquei com Juca em relação a AZ2, e aí a gente volta ao que disse o próprio Ancelotti: o clima tá ótimo até a estreia, depois a gente vê o que acontece. E é exatamente isso que tá acontecendo. A gente acompanhando dia a dia aqui, a gente já vê uma certa, um ambiente um pouco mais carregado, um lugar mais fechado. Ontem quando a gente via, e eu sempre falei para vocês que O pouco tempo que a gente vê, a gente vê os caras, Paquetá dançando, Rayan e Hendrick sorrindo, Casemiro brincando, Ancelotti abraçando. Ontem os caras entraram para campo quietos, tranquilos. Bruno Guimarães, Gabriel Magalhães, Rafinha nem para o campo foram, só de tênis, porque estão com controle de carga. Então você sente dia a dia a mudança, e esse empate foi, esse resultado foi imediato, viu, Tironi?
Juca Kfouri:Pois é, aí fala Eu tenho um recado para você.
Eduardo Tironi:Diga.
Juca Kfouri:Thunderbird.
Eduardo Tironi:Aê, grande Thunderbird!
Juca Kfouri:Bom dia, Juca, tenho acompanhado o Posse de Bola diariamente, adoro vocês. Quanto ao Bielsa, ele é um treinador showgaze. O Tironi, roqueiro, saca esse termo que define o músico que encara o próprio tênis ao invés do público. Abraços a todos. Showgaze. O casão também deve sacar o que que é.
Eduardo Tironi:Aquele cara mais tipo de corte corbém assim, sabe?
Juca Kfouri:Mas é, o casão faz isso com All Star dele, que tem uma coleção.
Eduardo Tironi:Grande abraço, grande audiência qualificada aqui.
Juca Kfouri:Não é pouco não.
Eduardo Tironi:Luiza, é isso que o Delírio pode falar.
Danilo Lavieri:Desculpa interromper, só para avisar, na linha da audiência qualificada, mandar um abraço para o Mauro Naves, que ontem me encontrou, falou: toma cuidado que todo dia eu ele toma o café da manhã ouvindo vocês.
Eduardo Tironi:Então abraço demais.
Juca Kfouri:Danilo, queria te dar uma informação, eu daqui e você daí, que você não sabe, mas eu sei, em relação ao Neymar. Ele pode até entrar em campo, jogar na Copa ele não vai. Não joga há 3 anos, por que que eu acho que ele vai depois de passar 45 dias se recuperando na panturrilha, ele vai entrar em campo e jogar. No máximo ele entra em campo, jogar não joga.
Eduardo Tironi:É o que eu ia colocar para Luísa, porque Luísa, aí a gente junta o quebra-cabeça. O Brasil vai lá, estreia mal, aí no dia seguinte o clima um pouco mais estranho, aí o Neymar sai do exame e o Neymar não vai jogar nem contra o Haiti. Vai se formando um clima ruim e claro que, e o Trajano tinha falado isso no dia do jogo, o Neymar vai vai voltar para pauta, vai. Só que tá voltando do pior jeito possível, não joga. Quer dizer, voltou para o outro motivo também, que ele vai ser pai de novo, mas isso pouco importa para o futebol, quero dizer.
Luiza Oliveira:É, o clima ruim já tá formado há bastante tempo, né, né, âncora. E essa história do Neymar, ela tá mal explicada, a meu ver, né. Desde o início a CBF conduziu muito mal, é, todos os prazos foram se esgotando, como trouxe o Danilo Rodrigo Lasmar falou lá no dia 28, 2 a 3 semanas, isso acaba amanhã. No dia 5, uma sexta-feira, o Antelotti falou, vai fazer exames, segunda-feira pode ir para o campo. Isso já tem uma semana. Ou seja, todos os prazos foram se esgotando e a CBF não consegue ser clara a esse respeito, porque a CBF fala ele está evoluindo, mas não diz exatamente qual foi o resultado do exame, o que que isso quer dizer, um prazo, né, não fala de um prazo. Fora o tempo para ele voltar e ele ganhar ritmo de jogo, ele conseguir entrosamento com os companheiros nessa Copa que a gente já falou bastante aqui, que o físico e a intensidade são premissas, são tão necessárias. Então quando é que ele vai estar em campo? Falar do Neymar como uma solução me parece uma loucura, uma grande insanidade, assim, para achar que o Neymar nessas condições todas que a gente está falando aqui vai resolver o problema da seleção ou os problemas da seleção, que são muitos. Mas pensar nele depois de um mês fora e ainda distante da volta, pelo menos nesse momento, é uma loucura total. Agora, um questionamento que fica também, âncora, é por que que a CBF dá ao Neymar esse tratamento de protagonista, como o Uruguai tá esperando pelo Arrascaeta, como a Espanha estava esperando pelo Jamal? Jamal até entrou ontem, não era nem esperado que ele jogasse ontem esse primeiro jogo, pela necessidade jogou. Enfim, mas por que que a seleção brasileira dá ao Neymar o tratamento que as outras seleções dão as estrelas. Por que não esteve essa paciência com o Estevão, por exemplo? Estevão, no dia 4 de junho, no início do mês, deu uma declaração dizendo que já tava curado, que ele poderia jogar, por exemplo. Poderia ter acompanhado um pouco mais a situação do Estevão? Não poderia ter tido um pouco mais de paciência? O Estevão sim era um protagonista da seleção, artilheiro da era Antiellotti, o melhor jogador da era Antiellotti. Então, porque eu vejo uma diferença na condução das duas situações e falta CBF explicar bastante coisa a esse respeito.
Juca Kfouri:Luiza, vou te responder, Luiza, por uma razão muito simples: pelos patrocinadores e pela garganteada que deu o senhor Francisco Mendes, vice-presidente da Federação Mato-Grossense de Futebol e filho do ministro Gilmar Mendes, dizendo lá no Gilmar Palooza em Lisboa que quem convocou Neymar foi ele. Isso dá medida. E ele é protagonista deste momento em que estão puxando o tapete do senhor James Saudi. É isso, é isso. Foi uma carteirada política barra marketológica, ponto. Nada além disso.
Eduardo Tironi:Casão, aproveitando esse gancho e repassando o que a Luísa falou, a pergunta que ela que ela fez sobre, sobre maneiras de lidar com certos jogadores, te pergunto sobre isso e acrescento outro jogador que é mais ou menos o contrário do Neymar, né, que tá todo mundo querendo, mas que não tem prestígio nenhum lá dentro, que é o Hendrik. E acrescento ainda mais uma coisa, estamos falando sobre a copa física e tudo mais, já da juventude, da vitalidade. Esse é o Hendrik, não Neymar.
Casagrande:Exatamente. Bom, primeiro vamos começar, eu nunca fui a favor da convocação do Neymar. Para Copa do Mundo. Em nenhum momento desses 2 anos, 1 ano e meio que ele veio para o Santos, em nenhum momento ele teve intensidade, nenhum momento ele decidiu jogo importante, em nenhum momento ele teve sequência de jogos jogando futebol. Porque aquele papo, ah, ele ficou, ele já, ele ficou 90 minutos 9 jogos seguidos, ficar 90 minutos eu também fico hoje. Me coloca, dá a roupa da seleção, eu entro lá no campo contra o Haiti e fico andando para lá e para cá 90 minutos e fico em campo 90 minutos e faço isso também contra a Escócia e vou fazendo mais 8 jogos andando sem correr, sem marcar ninguém. O lance é que o futebol de hoje tem intensidade. O que o futebol, uma das principais mudanças do futebol nas últimas décadas que foi passando despercebido porque nós estamos prestando muita atenção em tática, em o modo que o Guardiola joga, o modo que Modo que o Klopp joga, o modo que aquele joga. Claro que é importante isso, mas foi passando um pouco despercebido que o jogo começou a aumentar de rotação, que a intensidade começou a aumentar. Quando chegou o momento que ficou perceptível, o jogo é intenso demais. Não dá para ter um jogador de 34 anos que tem 13 lesões nos últimos anos, de 22 para cá, 13 lesões, que não joga uma partida decente mesmo há mais de 4 anos e que tá machucado há 1 mês, né, e ele ficou 1 ano e meio no Santos sem entrar em forma, é um absurdo você achar que o cara vai entrar em forma agora, né? E jogando num sol, num calor de 40 graus, contra a intensidade que o futebol tem hoje do outro lado. Outra coisa foi, além da carteirada, Juca, além da carteirada, Eles, o momento tá mostrando que quem deveria ter sido a aposta de uma recuperação deveria ter sido em cima do Estevão, que o Estevão é o melhor jogador brasileiro da atualidade, que o Estevão tem só 18 anos, então a recuperação é muito mais rápida, que o Estevão é magrinho, né, então ele descansando a cura é acelerada, né, é acelerado. O Neymar tem 300 contusões. O lance é o seguinte, é, não é Por exemplo, não tá sendo erro de fisioterapeuta, não tá sendo erro de medicina, não tá sendo erro de medicamentos. O Neymar tem a recuperação lenta, caramba! Todas as contusões do Neymar é lento. Quando ele operou o joelho, que ele foi pro navio, né, que ao invés de ficar descansando, repousando, uma lesão de ligamento cruzado, de uma cirurgia agressiva, ele foi pro cruzeiro dele lá, para aquele navio. Né, os jogadores hoje se recuperam em 8 meses, 9 meses, se quiser voltar legal, um ano, né. O Pedro, o Pedro bateu o recorde de recuperação, recorde assim, recuperou rápido da lesão de ligamento cruzado. O Neymar demorou uma eternidade, quase 2 anos para voltar a jogar. Então a recuperação do Neymar é lenta, lenta. Ele, a contusão foi contra o Curitiba daquele 3 a 0. Vai fazer um mês, cara. Se fosse um jogador de 18 anos, estaria jogando, estaria jogando. Mas você não pode apostar em cima do jogador de 34 anos com 13 lesões em 4 anos, que não tem intensidade nenhuma. Eu fico falando assim, fora isso, ele não decidiu jogo contra os reservas do Ricoleta. Quem pode falar que ele vai decidir contra a Escócia? Desculpa, cara, mas tudo bem. Eu não queria falar mais do Neymar porque eu coloquei desde o começo aqui do— antes de eu vir para cá eu falei, ó, gente, só quero falar de jogador que pode jogar. Eu não vou ficar discutindo jogador que não pode jogar. A seleção, nós estamos discutindo como vai ser a seleção, quem tem que entrar, o Hendrick tem que entrar, eu colocaria o Rayan no time. Eu não queria falar de jogador que não joga, mas a situação pede, porque deixa a gente indignado. Você olha o Estevão com 18 anos ali levantando a mão que ele podia estar recuperado. E você vê a seleção trazer tudo isso que o Juca falou, Marques, enfim, são tudo suposições, né, mas que leva a crer que seja realidade, né, carteirada.
Arnaldo Ribeiro:É isso, Arnaldo.
Casagrande:Só mais uma coisa, só mais uma coisa, o Santos, o Santos se esforçou, né, o planejamento do Santos foi para trazer o Neymar para Copa do Mundo, né, ele esqueceu coletivo, não foi isso que você falou? Tirou ele. Só que assim, fez de bobeira, porque não precisava esforço nenhum. O Neymar não precisava ter jogado o número de jogos que ele jogou. Ele seria convocado do mesmo jeito. Sem dúvida. Não tem nada, não tinha nada que impediria o Neymar de ser convocado.
Eduardo Tironi:Perfeito. Arnaldo, é bom. Agora, tem jogador com saúde lá na seleção para mudar esse caminho que que tá se abrindo aí de uma Copa esquisita, ruim?
Arnaldo Ribeiro:Ah, tem a sugestão do casal Rayan, que é um pouco nesse aspecto, né? Juventude e saúde. E o treino fechado que o Danilo falou hoje, talvez a gente enxergue não Neymar, mas o Danilo sabe aqueles buracos no que tem nos alambrados, tal, daquelas olhadinhas, tal, os fotógrafos, drone e tal, talvez a gente enxergue mudanças que visam saúde. Mas é só para completar, o Casagrande estava falando sobre o Neymar e discutir um jogador que não atua. Sabe o que acontece, Casão? É que nós não estamos discutindo o Neymar, nós estamos discutindo o comando do Ancelotti, que é a grande decepção até agora. Porque, né, nós já vimos, só para completar o raciocínio, nós já vimos um Neymar centrismo em outras Copas, com outros presidentes da CBF, com outros líderes, com os outros comandantes, com outros técnicos. E a gente esperava que com um técnico estrangeiro, com todo esse estofo, é, essa situação ela só acontecesse se o Neymar tivesse ótimas condições de jogo, o que é o contrário, né? Ele tem as suas piores condições de jogo desde que ele começou a ser um jogador de seleção brasileira. E aí tem uma informação, e eu gosto da expressão carteirada. Tudo que eu não esperava do Ancelotti era aceitar carteiradas, né? E aquilo que foi visto no evento da convocação já dava um prenúncio de que seria uma carteirada. Arnaldo, a informação que a gente tem, eu e o Tironi, antes do início da Copa, uma fonte segura era que No momento da escolha do Ancelotti, aquele final da gestão Edinaldo, é que ele queria deixar, antes de sair ou de ser tirado, a contratação de um técnico estrangeiro. A CBF trabalhava paralelamente com outra contratação via Rodrigo Caetano. Rodrigo Caetano estava contratando Jorge Jesus e Edinaldo e seus intermediários fecharam com Ancelotti antes do Jorge Jesus ter assinado contrato. Eram duas contratações. Aí eu fico me perguntando assim, como seria diferente? Possivelmente seria, porque primeiro, além do estilo de jogo diferente, Jorge Jesus foi quem barrou o Neymar no clube, mandou o Neymar, aspas, de volta ao Brasil. Disse que Neymar não tinha condição à época de jogar em alto nível. E eu fico me perguntando, Jorge Jesus, que foi técnico no Brasil, que encantou não só torcedores do Flamengo, como ele lidaria com essa situação, né? Talvez ele não chamasse o Neymar e comprasse uma briga necessária em nome do aspecto físico e técnico que ele teve até no clube dele na Arábia Saudita. Eu quero, eu tô comparando currículos, histórias, Jorge Jesus e Ancelotti, mas isso, o tipo de comando poderia ser diferente. E essa é a grande decepção com Ancelotti, as suas concessões. Então eu queria fazer uma pergunta, nos decepciona como selecionador, né, e também tem decepcionado como técnico de campo. Ele é a grande decepção nossa até o momento.
Juca Kfouri:Uma coisa que eu estou reaprendendo ao assistir uma Copa pela televisão é notar detalhes que quando a gente está in loco a gente não nota. Suponho que nem Danilo, nem Cazão, nem Luísa tenham percebido uma coisa que você percebeu, que você, Arnaldo, percebeu, percebeu, quiser, Trajano, percebeu que eu percebi que ontem Lúcio de Castro conversando com nós dois chamou atenção e que eu queria ouvir do casal principalmente. Eu tô convencido que nem sequer a tal liderança dele entre os jovens é verdadeira. Por quê? Pegue as cenas dele tentando falar com o Danilo, pegue as cenas dele tentando falar com jogadores em torno, na hora da pausa para hidratação, Cazão, ninguém prestou a menor atenção no que ele dizia. Ele inclusive teve uma hora que deu um abraço por trás no Hendrick. Ele não me parece que os jogadores prestam atenção nele. Você já pensou nisso, Cazão?
Casagrande:Olha só, Juca, o Neymar nunca foi líder, nunca teve liderança. Quem inventou a admiração é diferente de liderança. O jogo, esses jogadores jovens têm admiração pelo futebol que o Neymar apresentou, porque eles eram pequenos e viram o Neymar arrebentar no Barcelona, arrebentar no Santos, fazer uma boa Copa do Mundo em 2014, né, final de Champions. O Neymar fez grandes coisas no futebol, aliás, fez grandiosas coisas no futebol. Ele foi genial até ir para o PSG, foi mesmo. Ele criou uma admiração mundial, como tem aí muitos que admiram ele pelo mundo todo. Os jogadores, os jogadores os treinadores das seleções adversárias, quando o Neymar tá em campo, vão lá, cumprimentam, tiram foto. Mas pergunta para eles se eles queriam o Neymar de hoje no time deles, né? Então é assim, eu não— o Neymar nunca teve liderança, o Neymar não tem liderança nenhuma, né? Não tem, nunca teve. E é óbvio que ninguém vai prestar atenção no que ele fala, porque ele nunca falou. É isso, não tem um histórico de falar.
Juca Kfouri:É isso.
Casagrande:Então a liderança é construída durante a carreira correndo do jogador, né? Então vamos lá, você pega, eu vou no extremo, tá? Vamos, vou no extremo. Você pega o Magrão, tá? O Magrão, aí o Magrão vai para Fiorentina, fica fora, tal, volta, volta mais velho, já com o saco cheio, nem tanto a fim de jogar e tal, mas ele entra na roda e começa a falar, todo mundo para para falar, porque Você conhece quem tem, conhece a liderança nata e a liderança já conhecida da carreira toda. Agora você pega um cara que sempre fez dancinha, que sempre postou coisas de influencer, que não pode, não faz nada, nada, nada, nada de interessante na parte pessoal dele, é relacionada à profissão, obviamente tudo relacionado à profissão. Aí de uma hora para outra ele quer falar o quê? Vamos lá, não, joga assim, joga assado, vamos ficar junto. Ele nunca foi junto, ele sempre foi individualista, ele nunca foi coletivo. Agora ele quer falar coisas coletivas, eu não sei nem o que ele tá falando e nem sei o que que os caras vão prestar atenção nele.
Eduardo Tironi:Eu também não prestaria.
Arnaldo Ribeiro:Desculpa, Tironi, só para comparação do Cristiano Ronaldo, sim, no banco da seleção portuguesa Né, naquela Eurocopa vencida na França como visitante, e ele liderando literalmente de uma forma a não estar jogando, sem estar usufruindo daquilo, no título mais importante da história de Portugal, liderando seus colegas, inclusive na disputa por pênaltis, né, convencendo o jogador a bater aquilo. Eu acho que transformou a carreira do Cristiano Ronaldo. E não foi uma atuação dele dentro de campo, uma atuação dele à beira do campo, né? E ele hoje exerce na seleção portuguesa, com muito mais idade, com Neymar, uma liderança genuína, né? Não dá para— eu adorei essa comparação. Uma coisa é a admiração dos seus colegas, outra coisa é você ter ascendência sobre os seus colegas. São coisas diferentes. Então eu acho que tem uma distinção muito clara. Por exemplo, quando a gente compara o Cristiano Ronaldo em Portugal com o Neymar, não só técnica, que é incomparável, e o Cristiano Ronaldo tá inteiro para jogar, mas tô dizendo em termos de cara, liderança.
Eduardo Tironi:Bom, é isso que eu ia falar para o Trajano, é que diferenciamos as coisas, que admiração, que o Danilo sempre fala, né? Os jogadores adoram o Neymar, todo mundo adora Osmar, e liderança, que talvez seja uma outra história.
José Trajano:Foi bem colocado, exatamente isso, admiração e liderança. Agora, o cerne da questão é o seguinte: havia um sentimento geral da nação, com inteira justiça, que a seleção brasileira estava abandonada, estava sem rumo, sem caminho a seguir. Aí se fala no técnico estrangeiro, que foi a decisão de trazer um técnico estrangeiro brasileiro foi aplaudido pela maioria, sem dúvida, torcedor, mídia, todo mundo. Havia uma expectativa de trazer o Jorge Jesus, como Arnaldo falou, mas chegou Ancelotti até com mais banca que o Jorge Jesus. Apesar que Jorge Jesus, a passagem dele pelo futebol brasileiro foi super vitoriosa, transformadora e tal, mas o Ancelotti veio mais cheio de banca pelo número de conquistas que obteve durante a trajetória dele como jogador em várias equipes importantes, conquistando campeonatos, dos principais campeonatos do mundo, né, como campeão. Então chega o Ancelotti, jogamos no colo do Ancelotti toda a nossa esperança, esperança que havia um bom selecionador, um sujeito que não ia deixar se levar pelos ouvidos com dirigente piando, com presidente de CBF, com presidente de clubes, e muito menos pelo clamor popular de levar o Neymar. Lembra que até a hora de sair a convocação houve essa dúvida? Não, ele não vai se deixar levar, ele sabe o que quer, é um homem calejado, é um homem experiente e não vai cair nessa esparela. Caiu. E à medida que o tempo passa, o dia a dia vai indo, com a seleção decepcionando em campo, E notícias da convivência, a carteirada que houve e a permissividade dele em relação à convocação do Neymar, o prestígio que ele tinha até então tá indo por água abaixo.
Juca Kfouri:Aí eu te pergunto, com 1 milhão de dólares por mês, você acha que ele resistiria à carteirada?
José Trajano:Resistiria, porque ele tem muito milhão no bolso, ele tem muito milhão no bolso, não é como a gente aqui. Resistir, poderia resistir, porque é um homem realizado, ele ganhou muito, sabe? Futebol de hoje em dia, nesse patamar de técnico e jogador, os caras são milionários. Sim, o Neymar é bilionário, tem iate, tem avião, tem carro do Batman, tem o que ele quer. Então eu vejo o seguinte, à medida que o dia a dia vai indo e o prestígio do Ancelotti vai caindo, aí vou colocar, só voltando para coisa dentro das 4 linhas, como aquele sujeito preso gosta de falar, né, dentro das 4 linhas. O time vai jogar contra o Haiti, em tese mamão com açúcar, será o mesmo que vai jogar contra a Escócia? Ou vamos ter um time contra o Haiti e outro time contra a Escócia? O que prova o seguinte: vamos continuar sem um time.
Eduardo Tironi:Pergunto para Luísa e para o Danilo: vai continuar com o mesmo time? Vai mudar o time? E depois quero falar sobre a reportagem que está também aqui no UOL sobre as tretas fora de campo do presidente da CBF. Mas diga lá, Danilo. Peraí, o Danilo acho que tá meio travado. Não, não tá, pode falar.
Danilo Lavieri:Não, tava só desmutando aqui. Assim, primeiro, em relação à liderança do Neymar, eu acho que a gente tem que separar tipos de liderança. E aí o que eu vou falar Eu concordo com a opinião de que para mim ele não deveria ser líder, mas é, tem informações que vão contra o que eu falo, a minha opinião. Não tem muito como lutar contra isso. O Neymar senta na mesa com o presidente da CBF para discutir o prêmio do grupo. O Neymar sentou na mesa com o Caboclo para tentar acabar com a Copa América da COVID. Ele que conversou com todos os capitães das equipes, ele que assinou a carta que foi distribuída para os capitães. Que foi recusada pelo Messi, pelo campeão boliviano. Foi por isso que a Copa América continuou. O Neymar, ele é o cara que senta com esses caras. Então assim, são várias lideranças diferentes. Uma coisa é a liderança, por exemplo, do Thiago Silva, uma coisa é a liderança, por exemplo, do Daniel Alves, outra coisa é esse tipo de liderança que a gente vê. Não existe só uma, não existe só uma pessoa que faz esse papel na Seleção Brasileira. Então por isso que eu e os jovens todos, Estevão, Rayan, o Henrique um pouco menos, o Eduardo Conceição do Palmeiras, que nem tá aqui e que é um dos jovens de 16 anos, o sonho da vida dele era encontrar o Neymar. Então tem os dois, tem um pouco da liderança, tem um pouco da admiração. De novo, a gente pode ligar aqui para mim bem na hora, a gente pode debater se deveria ser. Estão me ouvindo ainda? Sim, a gente pode debater se ele deveria ser. Isso é um debate justo, mas internamente ele tem esse papel de líder. Só que não é um único líder, não necessariamente é uma liderança tática. Vamos lembrar contra a Croácia na Copa passada, quando o Brasil tomou gol, quem vai dar o esporro e falar tudo que tem que ter sido feito foi o O cara é consultado. O Casemiro pede a presença do Neymar aqui. Então assim, concordo com vocês que para mim não faz sentido nenhum ele ser líder. Não tem por que ele seria, mas ele é. E talvez isso diga, retrate um pouco justamente do porquê a seleção tem esse ambiente, que é um cara que não deveria ser líder, que não deveria ser exemplo pelo atual momento, mas sim pelo passado, e continua ocupando esse cargo.
Juca Kfouri:Mas, Danilo, a gente viu ele na televisão, na pausa para hidratação, mais ou menos como Dorival Júnior, pedindo licença, e os caras não prestavam atenção nele. Isso que me chama atenção. Eu imaginava que quando ele falasse, ainda mais no intervalo de um jogo que o Brasil tava perdendo ou tava empatando, agora não me lembro qual intervalo foi, e ninguém deu a menor pelota para ele. Isso que me chamou atenção.
Danilo Lavieri:Mas antes de começar, quando a televisão ainda não tava transmitindo, quem tava liderando a conversa era ele. Quem abraçou o grupo antes de transmissão era ele. Então eu não sei exatamente qual foi o momento que você viu, porque ele não tá sendo ouvido na hora, ou se o Vini Jr. tava conversando com ele e o auxiliar tava conversando com outro, e por aí vai. Mas antes de começar era ele que tava. Quando eles vão para o banco e conversam antes do jogo começar É normalmente a ele que puxa. A gente, sim, não dá para a gente tirar uma imagem para falar que ele não é líder por conta disso. Todas, e repito, todas as informações que a gente tem, e aí eu citei para vocês, conversa com presidente, com diretoria, com líder de grupo, com Ancelotti, ele tá presente. Pode não ser o líder sonhado, pode não ser o perfil de liderança que nós gostaríamos, mas ele tem esse papel. Queremos nós, que a gente queira ou não.
Eduardo Tironi:Perfeito. Ó, fala uma outra coisa aqui, tem reportagem no UOL do Danilo, do PVC e também do Pedro sobre as coisas fora de campo. CBF vê guerra política aumentar no meio da disputa da Copa do Mundo. Então tem acusações contra o presidente atual da CBF que ele teria levado amantes lá para os Estados Unidos, com fotos, com não sei o quê, porque há uma disputa ali. O jogo ali é bruto, não é pouca coisa não, né? Então é uma disputa pelo poder ali. Sabe-se lá o que vai acontecer a partir dessa história. Leia a reportagem, que é uma reportagem bem interessante. Vamos fazer o seguinte, a gente precisa ir para um breve, ligeiríssimo intervalo na TV, mas claro, vocês podem mandar suas mensagens aqui para a gente no chat do YouTube e também também no WhatsApp, na nossa comunidade. Já voltamos. Trajano, você perguntou, né?
José Trajano:Eu não tenho o número de likes aqui.
Eduardo Tironi:Eu vou falar, Luiza. Nosso número de likes está em 7,5 mil, 7,6. Temos tempo ainda de chegar nos nossos 9 mil. Em contrapartida, já estamos na audiência 2,3. Brutal! Nada mal, hein?
Luiza Oliveira:Excelente audiência maravilhosa, hein? Maravilhosa. Agora os likes poderiam acompanhar um pouco mais essa audiência, não poderiam, âncora?
Eduardo Tironi:Deveriam, na verdade.
Luiza Oliveira:7.600, pois é.
Eduardo Tironi:Vamos aí, vamos chegar, vamos chegar.
Luiza Oliveira:Chegamos em 7.700, então vamos, vamos chegar em 9 aí nesses minutos finais de programa. Vamos sentar o dedo no like aí.
Juca Kfouri:Como que está?
Luiza Oliveira:Oi, fala. Só para complementar essa história do Neymar, né, o Danilo falando sobre essa liderança, mas a questão é se essa liderança é positiva ou negativa, né? Porque os jogadores fizeram lobby danado para o Neymar ser convocado. João Pedro falou, falou, ele acabou ficando fora, né? Diz que o Neymar tinha que estar na Copa, ele mesmo acabou ficando fora. É o quanto, né, que esses jogadores colocam no Neymar toda essa expectativa e deixam de assumir a responsabilidade, deixam de matar a bola no peito no momento que a seleção precisa muito. Então Neymar estar ali como este líder, na visão deles, com essa influência, como esse escudo, tira muito do poder desses jogadores que colocam tudo isso nele, né, e não assumem a responsabilidade que tem que ter. O Rafinha falar o Neymar É o cara do Hexa ou algo nesse sentido. O Rafinha que deveria estar no auge e assumir isso, né?
Eduardo Tironi:Perfeito, perfeito, exatamente.
Juca Kfouri:A seleção mais sem personalidade que eu vi em muitos anos, é exatamente isso. Joga nas costas dele.
José Trajano:E outra coisa, eles queriam o Neymar lá para jogar ou para ficar de conversar? Para viver ou para conversar?
Eduardo Tironi:Liderar, administrar e tal. Agora Ah, falando em liderança, nossa enquete cuja pergunta foi qual é a expectativa, né?
José Trajano:Ficou meio embolado meio de campo na pergunta. Qual você acha que tá ganhando?
Eduardo Tironi:É, você não falou o seu inclusive, né?
José Trajano:Falei Messi.
Eduardo Tironi:Ah, tá.
José Trajano:Falei, pessoal, no nosso pessoal lá nos Estados Unidos, o Haaland ganhou, né? Eles vão ver o Haaland, eles vão ver.
Eduardo Tironi:Vamos ver o Haaland.
José Trajano:Aí que nasceu a polêmica da pergunta, não é isso? Eu acho que o Mbappé tá ganhando.
Eduardo Tironi:Com certeza, 51%, Haaland 25%, Mané 6% e Messi 18%. Assim está nossa enquete. Já te passo rapidinho, passo a bola rapidinho porque a gente vai voltar já para o ar, mas quero ler uma pergunta aqui da galera da nossa, da nossa Comunidade no YouTube. Aliás, entre lá na comunidade, já encheu. São salas, uma sala já encheu só de gente falar "vamo", galera foi. Então tem outras salas lá para vocês irem lá. E aí eu vou perguntar a pergunta aqui do quem tá mandando aqui para gente. O André falou: Brasil foi à Copa com 2 jogadores a menos, Neymar e Hendrick, né? Porque um não joga e outro não pode jogar. Boa, André! Estamos voltando, hein? Estamos de volta aqui na TV. A gente estava debatendo a enquete sobre a expectativa de qual jogador é mais legal de se esperar ver, e o Casagrande chamou. Diga, Casagrande.
Casagrande:Não, é assim, quem estava no estádio em 2022 na final França e Argentina e viu aquele jogo ao vivo, eu não quero ver mais o Messi, eu já vi tudo do Messi naquele jogo. O que que eles podem fazer de mais, de mais genial do que aquele jogo? Então eu quero ver o Haaland, que tá começando agora a primeira Copa Eu quero ver a tendência de fazer um montão de gols, né? Porque a tendência sempre é essa. E eu gostaria, eu quero ver se ele vai realmente numa Copa do Mundo mostrar toda essa agressividade, eficiência de finalização que ele tem nos clubes, né? Então por isso que chama mais atenção. Agora, o Juca tava lá em 2022, não tava, Juca, do meu lado?
Juca Kfouri:Eu tava, Walter Casagrande Jr., mas veja, eu quando digo para você que eu gostaria de ver mais uma vez o Messi, é porque o Messi está acabando. E o Haaland e o Mbappé, eu sei que tem muita vida pela frente.
Eduardo Tironi:Tem uma propaganda argentina muito boa, vocês viram? Que as pessoas estão meio desanimadas, ficam: "Ah, a gente já ganhou, está tudo legal." Aí chega um cara, era uma entrevista, né? Ela estava meio embriagada. Aí chega um cara e fala: "Não, como assim? Como já acabou? Então quer dizer que vocês estão satisfeitos?" Estão falando que o mundo devia uma Copa para o Messi, e se devia duas? Os caras têm que ganhar de novo.
Juca Kfouri:E aí a galera, o Arnaldo é assim, não é?
Eduardo Tironi:O Arnaldo é assim, o Arnaldo não se satisfaz com o título de dezembro.
Juca Kfouri:Em fevereiro ele tá reclamando. Eu não, eu até hoje estou feliz com o Corinthians ter sido o último campeão mundial brasileiro.
Eduardo Tironi:O Arnaldo, por que que— Oi, pode falar, Danilo.
Danilo Lavieri:Não, é só porque eu vou ter que sair aqui porque já já vai começar a coletiva aqui, então vou ter que entrar para ajudar os companheiros na cobertura da coletiva. Mas só para reforçar o convite para vocês darem uma lida na matéria, o Juca já tinha dado um pouco do fio dessa guerra política que a CBF está vivendo. E para convidar os colegas a darem uma olhada, porque é muito interessante como no meio de uma luta contra um jejum de 24 anos com a seleção brasileira dentro da Copa do Mundo, a gente pode ver uma briga de um presidente da CBF, de um vice com diretor de seleções Tudo num bastidor, num xadrez político, um tentando derrubar o outro. Então, interessante. Fica o convite para vocês. E eu vou ter que correr ali para dentro para poder ver a coletiva. Leiam a coluna do Juca e leiam a nossa reportagem, que tem muito detalhe interessante sobre essa disputa.
Eduardo Tironi:Isso mesmo, ótimo trabalho, a reportagem muito boa mesmo. Leiam. Agora, o Arnaldo, qual é a coluna?
Arnaldo Ribeiro:Você não tá nem aí.
Eduardo Tironi:Muito obrigado. É, por que que Qual é a expectativa desses 4 caras e por que que a do Mbappé é a maior?
Arnaldo Ribeiro:Que a da França é maior, né? Que a França tem 3 candidatos a melhor da Copa. 3. O Mbappé é o favorito, mas tem o Olise e tem o Dembélé, né? A França, a chance da França decepcionar é justamente ter um problema entre eles. Uma questão de liderança, né? O Mbappé se tornou o líder do time, o capitão do time, o mais badalado. Isso também gera algumas situações internas, né? O Olise é o mais novo e é o mais introvertido, ao mesmo tempo parece o mais marrento e tudo mais. Mas é uma seleção que em termos individuais não tem paralelo, né, de em termos de expectativa de destaques, são 3 atacantes candidatos a melhor.
Casagrande:E o Dembélé tem a Bola de Ouro, né? E o Dembélé tem a Bola de Ouro.
José Trajano:Exato.
Casagrande:E aí tem um detalhe, e tem um detalhe: na França, na seleção da França, para surgir uma incompatibilidade que destrói tudo, é dois palitinhos, hein? É rapidinho, qualquer coisinha nós já temos, nós já vimos essa história acontecer mais de uma vez, mais de uma vez, né?
Arnaldo Ribeiro:Vimos em 2010, em 2002, quando o Brasil ganha pela última vez, e faz tempo, a França chega como favorita, o Zidane campeão, Zidane vai machucar, e a França caiu na primeira fase perdendo para Senegal. Eu acho que o grupo da França é bem traiçoeiro. É bem traiçoeiro. Tem Senegal, tem Noruega. Não é um grupo simples, é mais difícil que o grupo do Brasil. E então a expectativa para o dia é bastante considerável. Eu acho que Senegal não está no nível da Costa do Marfim, mas é atual campeã africana de fato, vai, né? Porque Marrocos ganhou o tapetão. Então é um grande jogo. Aí tem o jogo do Haaland, que o Casagrande falou, dá muita expectativa. Da Noruega também, o Odegaard, Odegaard. Trajano também deve estar ansioso para ver, porque é um jogador diferente, né, Trajano? É um jogador hábil, é um jogador— o Haaland é um trator fazedor de gols e o Odegaard é um cérebro do time. E depois a gente vai ver a campeã do mundo à noite, na Argentina. É o melhor dia da Copa até agora, disparado. Luiza, e talvez amanhã a gente esteja discutindo a estreia da seleção brasileira comparando com a estreia dessas três, por exemplo.
Eduardo Tironi:É isso que eu ia falar com a Luísa. Primeiro, Luísa, que batemos a nossa meta de likes, tá? Pode ficar tranquila. E a segunda coisa, Luísa, é que é isso, na verdade, das grandonas que estrearam, né, a gente meio que tá com gostinho meio, ih, não deu nada. Espanha, o Brasil, hoje tem três. Daí vai sair alguma coisa das grandonas mesmo. Bom, teve Alemanha, né, Ganhou de 7.
Luiza Oliveira:Primeiro, nossa meta de likes, muito bom, hein, gente!
Danilo Lavieri:Vamos lá.
Luiza Oliveira:Então, esses holofotes todos voltados para a França, né, algumas decepcionaram hoje. Todos os holofotes estão de olho na França e nesses craques que o Arnaldo bem falou, né? Você tem ali Dembélé, Olise, Mbappé, Cherki, Duê, são vários, né? Saliba, enfim, muitas estrelas tem esse time. E o Deschamps, ele tem justamente essa preocupação para que não fique tudo em cima da França. Ontem na coletiva ele se preocupou bastante em dar uma esfriada nessa badalação toda. Primeiro que era para o Mbappé ir para coletiva e ele não foi, e foi o Kanté no lugar dele. A justificativa do Deschamps foi: ah, porque tinha um deslocamento muito grande de uma hora e as temperaturas estão muito altas, tá muito quente, e o Kanté acorda cedo, então veio Então essa foi a justificativa que ele usou para o Mbappé, que é o capitão da seleção, não ir para coletiva pré-jogo, né, que é o capitão que fala. Quando ele foi perguntado sobre ser favorito, foi engraçado, curioso, porque foi inclusive um repórter espanhol que perguntou. Ele falou assim: ah, para mim a Espanha que é a favorita. Ele tirou todo o peso dessa França porque ele não quer carregar essa pressão. Falou: a Espanha que é a favorita, indiscutivelmente. E conversando ali com jornalistas franceses, é uma França que tem todas essas estrelas, que é a grande candidata ao título junto com a Espanha, mas que não é uma França perfeita, né? É uma França que tem questionamento, porque que a gente tem aqui também, porque que o Dembélé não joga na seleção mesmo que ele joga no PSG, que tem o Mbappé como grande astro com grandes números nessa temporada, mas num ano super turbulento, cheio de polêmica. Teve até abaixo-assinado dos torcedores do Real Madrid para ele. Tem um questionamento coletivo de, ah, com essa França deveria jogar mais. Enfim, tem algumas questões que envolvem a França. E conversando com eles, alguns defendem, uns acham que a França de fato tinha que apresentar mais com o time que tem. Já outros acham, olha, o Dechamps, ele quer ganhar, ele não precisa ter o futebol mais romântico do mundo. O negócio dele, o objetivo dele é ganhar. Dechamps, né, que é outro personagem, porque tá se despedindo, né, vai. E ele campeão como jogador, como treinador, aquele respeito que só Beckenbauer e Zagallo tiveram. Então é outro grande personagem aí dessa França. Então vai ser bem legal de acompanhar, mas tem várias questões nessa França aí, viu?
Eduardo Tironi:Perfeito. Casão, só um segundo, Casão, já passo a bola para você. A gente só vai dar uma pingada lá na coletiva do Douglas Santos, vamos ouvir um pouquinho do que ele tá falando e já voltamos aqui com a gente.
Juca Kfouri:Vamos lá.
Douglas Santos:Para defender bem, mas quando eu tiver a oportunidade de Eu vou tentar subir com qualidade, ajudar os meus companheiros ali da frente para que a gente possa ter boas opções de ataque ou tentar dar uma assistência ou até mesmo chutar para o gol. Então isso aí vai mais do contexto do jogo, tendo uma leitura boa ali para que também não possa expor muito ali a nossa zaga.
Arnaldo Ribeiro:Tudo bom?
Juca Kfouri:Bom dia.
Eduardo Tironi:Seleção Brasileira sofre gol a 6 jogos consecutivos, uma das piores sequências da história recente do Brasil. Na tua opinião, como lateral esquerdo, defensor desse time, por que que isso está acontecendo?
Douglas Santos:Obrigado. É como eu venho falando, são jogos bastante difíceis, né? A gente tenta ao máximo, é uma cobrança nossa de principalmente da zaga ali de não sofrer gols, mas estamos enfrentando as grandes seleções, grandes jogadores mundialmente muita gente que hoje em dia, todos os jogadores das seleções que estão na Copa do Mundo jogam em grandes times da Europa. Então a gente vai seguir trabalhando, vai seguir se preparando ao máximo para que a gente venha diminuir esses gols aí nos jogos.
Eduardo Tironi:Muito bem, tá aí então a palavra. Você se empolgou?
José Trajano:Vem cá, mas é empolgante, né? O conteúdo do vídeo, porra, de uma empolgação, de um Vamos falar o português, cara, de uma obviedade, sabe? Eu, olha, mediocridade, não acrescentou rigorosamente nada. Treino fechado e coloca o Douglas Santos para ver a coletiva. Tamo bem, né?
Eduardo Tironi:Você tinha chamado, fala.
Casagrande:Então, não, então agora ficou até melhor agora depois dessa coletiva, mini coletiva que nós vimos completamente concordo com o que o Juca e o Arnaldo e o Trajano falou. Pelo amor de Deus, mano, uma coletiva que não diz nada. E diferentemente da da França, porque a ida do Kanté no lugar do Mbappé, ela não foi simplesmente para substituir o Mbappé ou porque o Kanté acorda cedo. O Kanté simboliza a humildade, o Kanté simboliza a entrega, O Kanté simboliza a simpatia da seleção francesa em cima dele, óbvio. A seleção francesa não é uma seleção simpática, mas o Kanté é. O Kanté é aquele cara que você olha em campo, ele corre o jogo todo, é aquele cara mais humilde, aquele cara que se veste normalmente, aquele cara que não tem carros exuberantes, que não tem roupas exuberantes. Ele foi junto com o Deschamps, não foi simplesmente porque, ó, você tá sozinho, vai lá comigo. Foi porque É simbólico, é representar, representa um peso diferente para seleção francesa. É o Kanté. Os outros são craques, os outros são estrelas, mas o Kanté é o cara.
Eduardo Tironi:É isso, Luiza. Nos dois casos estão falando estratégias, né? Então o Kanté vai lá, que é o cara mais centrado, mais pé no chão, no momento em que a França é super favorita. E no Brasil vai o Douglas Santos, que sinceramente Acho que com todo respeito aí não tem muito exatamente o que dizer, né?
Luiza Oliveira:É o que a gente falou mais cedo, né? CBF tentando dar uma blindada nesse momento, fechando treino, colocando uma coletiva, né, com menos repercussão, se fechando um pouco mais, né? Justificativa da CBF de fechar o treino foi: a gente pode fechar um treino por semana. Mas na semana passada todos foram abertos. Então é uma CBF que depois desse empate, desse clima que pesou, O Senegal tenta se blindar um pouco mais. Então, claro, né, são estratégias. E na França, o Deschamps faz o que pode também, né? Ele quer tirar um pouco esse foco da França para o time ter mais tranquilidade aí para fazer essa estreia contra Senegal, que é um jogo bem difícil e que remonta àquele de 2002, né? Uma vitória fantástica de Senegal, emblemática, enfim, muito marcante. Tem essa história.
Eduardo Tironi:Ó, seco para todos vocês agora, sem ser jogador. Jogadores, times, os três, os três, os dois e meio grandões que vão jogar, quem não vai decepcionar? França, Argentina ou Noruega?
Casagrande:França.
José Trajano:Quem não vai decepcionar, ou quem vai, sei lá, como você preferir. Eu acho que a Argentina pode decepcionar.
Juca Kfouri:A França não decepciona, jamais, jamais.
José Trajano:Agora, Copa do Mundo, Copa do Mundo, o que aconteceu antes, até você dar o primeiro chute na bola, pouco importa, né? Então não adianta. Argentina também é confusa, não é mais aquela que foi campeã do mundo. Deixa a bola rolar, depois de Cabo Verde 0, Espanha 0, tudo pode acontecer.
Eduardo Tironi:Arnaldo, quem não decepciona hoje?
Arnaldo Ribeiro:Nenhum dos três. Tô com uma expectativa boa para os três, inclusive para Noruega.
Eduardo Tironi:Cazão, quem não decepciona hoje?
Casagrande:Eu acho que Noruega e França não decepcionam. Luiza, inclusive, Arnaldo, é a segunda vez que eu vou assistir França e Senegal.
Eduardo Tironi:Então, olha que coisa linda!
José Trajano:Ele considera do Mick Jagger lá do Pedaço, em relação a esse jogo.
Juca Kfouri:Tá velha, hein?
Eduardo Tironi:Caramba, Luísa, quem não decepciona hoje?
Casagrande:Eu acho que eu nunca vi duas vezes o mesmo jogo numa Copa do Mundo. Eu acho que nunca vi.
Eduardo Tironi:Diga, Luísa.
Luiza Oliveira:França e Noruega.
Eduardo Tironi:Juca.
Juca Kfouri:Eu vi quatro vezes Brasil e Escócia. Olha só o que ele tá falando.
Eduardo Tironi:O que que é?
Juca Kfouri:França não decepciona.
José Trajano:Eu também. Então qual foi a conclusão de nós todos aqui? Que a Argentina foi decepcionante.
Eduardo Tironi:Para mim, a Noruega não decepciona hoje.
Juca Kfouri:França e Argentina podem ser foda, hein? Você sabe que eu tava com uma expectativa melhor da Noruega, exatamente por conta do Degard.
José Trajano:Agora, que dia legal de Copa, hein?
Eduardo Tironi:Muito legal.
José Trajano:Que dia legal de Copa. Só fala em casa, vai ficar, que eu vou te contar.
Juca Kfouri:Antes de ver França e Senegal, eu vou entrevistar o Drauzio Varella. Tô bem ou não tô?
José Trajano:Tá bem. Obrigado, Doutor Adrão.
Eduardo Tironi:Ó, 9,8 mil likes.
José Trajano:Olha só, Luiza tinha pedido 10 mil.
Eduardo Tironi:Vamos chegar em 10 mil então.
Juca Kfouri:Vamos falar o que é verdade.
Eduardo Tironi:Audiência bi-brutal, enquete explodindo de votos, todo mundo elogiando aqui, até o Rod Pontes.
Juca Kfouri:Mas você deve admitir comigo que quem faz a diferença no posto de bola chama-se Luiz Oliveira.
Eduardo Tironi:O que queria lembrar?
José Trajano:Ó, que outro dia nós ficamos depois de Brasil e Marrocos e tivemos uma audiência brutal.
Eduardo Tironi:Muito brutal.
José Trajano:E após Brasil e Haiti estaremos aqui varando, adentrando a madrugada.
Eduardo Tironi:Adentrando a gambada. Então é isso, valeu Trajano, valeu Juca, valeu casão Arnaldo e Luiza. A gente volta amanhã, fique agora com o Uol News. Obrigado, tchau.