#642: Impressão sobre a seleção brasileira piorou com as estreias de Alemanha e Holanda?
Arnaldo Ribeiro, Eduardo Tironi, Mauro Cezar, José Trajano, Danilo Lavieri, Luiza Oliveira e Pedro Lopes analisam as possíveis mudanças na seleção brasileira, se o desempenho de outras seleções que jogaram no domingo pioram a impressão da estreia contra Marrocos, além dos questionamentos pela ausência de Endrick e críticas pela atuação de Casemiro
Arnaldo Ribeiro
José Trajano
Mauro Cezar
Danilo Lavieri
Luiza Oliveira
Pedro Lopes
- Seleção BrasileiraComparação com outras seleções · Estreia contra Marrocos · Avaliação do trabalho de Ancelotti · Falta de conjunto e organização · Problemas físicos e lentidão da equipe
- Desempenho de Alemanha e HolandaGoleada da Alemanha sobre Curaçao · Jogo intenso entre Holanda e Japão · Comparação com o Brasil
- Técnico Carlo AncelottiCríticas ao trabalho e táticas · Pressão e possível demissão · Comparação com outros técnicos
- Ausência e possível retorno de NeymarExpectativa de retorno aos treinos · Condição física questionável · Comparação com Memphis Depay · Convocação como concessão
- Reação de Elon Musk a crítica do BrasilAtuação individual criticada · Problemas no esquema tático · Substituição e possível impacto
- Envenenamento por AcaiLiderança e experiência · Comparação com Neymar
- Expectativa sobre Endrick e jovens jogadoresPotencial de Endrick · Necessidade de juventude e fome de jogo · Comparação com jogadores veteranos
- Análise do jogo contra o HaitiOportunidade para testes e recuperação · Expectativa de vitória e bom desempenho · Potencial armadilha para o técnico
- Problemas da Seleção UruguaiaDificuldades de viagem e documentação · Estilo de comunicação de Bielsa · Questões físicas da equipe
- Comparativo histórico de gols em CopasAlemanha supera o Brasil em gols marcados · Número de participações em Copas
- Análise da vitória dos Estados UnidosVitória expressiva contra o Paraguai · Imposição sobre o adversário
- O jogo entre Arábia Saudita e UruguaiExpectativa de jogo difícil para o Uruguai
- O jogo entre Equador e Costa do MarfimJogo físico e tático · Vitória da Costa do Marfim com virada tática
- Seleção Brasileira e Corte de JogadoresFoco em venda para Europa · Deserto no futebol brasileiro
- Análise de Jogos da CopaFavoritismo contra Cabo Verde · Desempenho esperado
Voz A:Muito bom dia, está no ar o UOL, UOL News, não, a Posse de Bola que tem todo dia na Copa. Posse de Bola está no ar ao vivo e vai ter posse de bola todos os dias. Eu já estou aqui muito bem acompanhado e já vamos chamar a galera. Estou aqui com José Trajano, Mauro César Pereira, Arnaldo Ribeiro. Lá nos Estados Unidos, Danilo Lavieri, Pedro Lopes, e daqui a pouco a Luísa também estará com a gente, Luísa Oliveira. Vamos direto aos destaques da turma. Vou começar com os norte-americanos. Danilo Lavieri, bom dia!
Danilo Lavieri:Bom dia a todos! O destaque de hoje, ele é Minha voz tá estranha aí, né?
Voz A:Tá parecendo Darth Vader.
Arnaldo Ribeiro:É o Darth Vader falando, é praticamente o Darth Vader.
Voz A:Está mutado agora, começamos bem. Ele vai reconectar. Então vamos lá, o outro norte-americano, Pedro Lopes.
Mauro Cezar:Bom dia.
Arnaldo Ribeiro:Darth Vader, Luke Skywalker.
Pedro Lopes:Bom dia, Tironi, Arnaldo, Mauro, Trajano. A voz do Danilo ficou assim depois do jogo contra Marrocos, antes tava normal. É, rapaz, é destaque de hoje, né? É, a seleção volta a treinar 5 da tarde aqui em Nova Jersey. Não vai ter nenhuma entrevista coletiva hoje, né? Avaliação da seleção, todos os jogadores falaram, teve zona mista depois do jogo. Existe a expectativa de que o Neymar finalmente volte a campo. O prazo para isso acontecer é entre hoje e quarta-feira. Pode ser que a gente veja hoje, pode ser que a gente veja na quarta. Isso aí vai ser avaliado dia após dia, né, como eles falam, para ver como é que tá a situação na panturrilha direita dele. Ele é dúvida e a gente pode dizer que muito dificilmente vai ser aproveitado na partida de sexta-feira contra o Haiti, porque mesmo que ele volte, que ele esteja 100% clinicamente, né, medicamente, Ele teria aí 3 dias, na melhor das hipóteses, de treinamento em campo para ir para o jogo. É claro que ele não vai poder ser útil, né, entrar para mudar uma partida de Copa do Mundo, estar à disposição do Carlo Ancelotti. Então o Neymar segue ali como uma aposta para fases posteriores da Copa do Mundo. Muito, muito questionamento, né, começando a surgir Pode continuar, Pedro. Desculpa, então é uma semana que começa aí um pouco de contestação ao trabalho dele, né? O clima que vinha sendo muito bom, uma relação muito respeitosa dele com torcida, imprensa, ele começa a sofrer um pouco mais de pressão agora. Vamos cumprimentar a Luiza, que eu vi também que acabou de entrar.
Voz A:Muito bem. Arnaldo Ribeiro, bom dia.
Arnaldo Ribeiro:Bom dia, bom dia a todos. Depois de um domingo espetacular de futebol, eu fiquei com uma dupla impressão: que a Copa tá até superando a expectativa e que o Brasil tem seríssimos problemas, sobretudo projetando o que vem pela frente. Olha, até agora foi talvez uma das grandes decepções as emoções da Copa, enquanto outras seleções estão superando expectativas.
Voz A:Luiz Oliveira, bom dia.
Luiza Oliveira:Bom dia. Meu destaque é: será que a seleção brasileira vai estar hoje na volta ao trabalho? Foi apontado na semana passada, depois do desempenho desse empate, que Ancelotti indicou que vai fazer mudanças. Vai ser aquele país, vai ser uma passageira de férias, vai saber.
José Trajano:José Trajano, bom dia a todos e todas. Bom, se a seleção brasileira tiver como tá o áudio dos nossos companheiros lá nos Estados Unidos, nós estamos fritos, né? Porque tá difícil, tá difícil. É, o que você falou é interessante, né? Foi um fim de semana, enfim, de bom futebol. Se você colocar todas as atuações das seleções nesse início de Copa do Mundo, em que lugar estaria a seleção brasileira? Olha só, o Brasil jogou muito pior do que Estados Unidos, do que a Coreia, do que a Suécia, do que Alemanha, do que a Costa do Marfim, do que o Equador, Aliás, que jogão Costa do Marfim e Equador, um jogo com bola na trave, para lá e para cá. Então, vamos ver o que acontece. Mas eu queria falar durante o programa, não vou falar agora que o destaque é curto, sobre os imigrantes. Os imigrantes dando bofetada na cara de Trump, daqueles inimigos dos imigrantes, porque todas as seleções, de modo geral, tem um imigrante se dando bem, fazendo gols ou como destaque de sua seleção.
Voz A:Vamos ver se o Danilo Lavieri está conectado agora. Danilo, está? Claríssimo, pode falar.
Danilo Lavieri:Boa! Não, eu ia dar o destaque misturando um pouco dos colegas, mas eu fiquei impressionado com Japão e Holanda. Eu acho que eu aí falei, brinquei com Pedro, falei: vamos ver se é melhor pegar Suécia. Suécia foi lá e fez o que fez, então o Arnaldo falou um pouco do meu destaque. Japão e Holanda, rapaz, os dois se jogassem do jeito que jogaram ontem, os dois passam por cima do Brasil, viu?
Voz A:É Mauro César Pereira, bom dia.
Mauro Cezar:Bom dia. Situação da seleção brasileira é tão ruim que até a exclusividade dos 7x1 aplicados pela Alemanha o Brasil perdeu.
José Trajano:Bem lembrado.
Mauro Cezar:Nem isso tem mais, né? 7x1 torci muito para ser 8 ou 6 ou 7x2, até isso perdeu. 7x1, né?
Arnaldo Ribeiro:Pode ser proposital, né?
Voz A:Pois é. Eu vou dizer, vou dizer.
Mauro Cezar:Tinha um maluco lá com a camisa do 7x1 do Brasil, ainda parece o campeoníssimo, é o torcedor com a camisa tirando sarro, né? Quer dizer, 7x1 é eterno, não adianta, embora tentem esconder, né? Aliás, o artífice do 7x1 tá todo dia lá no Sport TV falando e tal. Tá no Times Square falando. Engraçado isso, ontem eu falei sobre isso na rede social. Aí: "Ah não, mas ele foi campeão também." Amigo, o contexto hoje é de um 7x1. E o artífice do 7x1 é Luiz Felipe Scolare, que montou uma seleção horrorosa em 2014, um time muito mal treinado, com bons jogadores e que foi O time que sofreu a maior humilhação da história do esporte. Se o Brasil chegar numa final, aí vão falar: "Não, o Brasil pode ser campeão." Aí você vai ouvir os colares do título. "Olha, o Brasil pode ser campeão, como é que foi aquela semifinal em 2002?" Aí tá num outro contexto. O contexto ontem, gente, foi 7x1 aplicado pela Alemanha em Curaçao. Aí você vê, o Brasil conseguiu chegar no nível de Curaçao em determinado momento da sua recente história em Copas do Mundo, que é péssima. É péssima. Tudo de ruim que tá acontecendo, tem um detalhe pra mim que é o grande diferencial. A esperada por muitas pessoas, por mim inclusive, defendido por mim muitas vezes, contratação de um técnico internacional, esse técnico da primeira prateleira e faz um trabalho horrível, faquíssimo, muito ruim. Aí não tem ambiente bom, Pedro fala ambiente bom, todo mundo é amigo, aí não adianta nada. O time não tem defesa, não tem meio-campo, não tem ataque, não tem nada. O time do Brasil não tem nada. E isso vai ficando cada vez mais escancarado à medida que outras seleções mostram um futebol melhor. Aí você fala: cara, olha só o paralelo. Então, realmente é uma situação bem esquisita. Agora tem um remedinho que é o Haiti, que pode ser um remédio indigesto se o Brasil conseguisse embananar com o próprio Haiti, que é uma equipe muito modesta.
José Trajano:Eu queria fazer um acréscimo, que o que eu falei das seleções que o Brasil tá bem atrás, esqueci de uma, ainda bem que o Danilo lembrou. Holanda e Japão estão muito na frente, tô até em dúvida, a gente pode colocar aqui qual foi o melhor jogo da Copa até agora. Holanda e Japão ou Costa do Marfim e Equador?
Voz A:Ontem, a hora que tava 7x1 e o jogo não tinha terminado, eu falei, eu tuitei, falei assim: olha, se a Alemanha não fizer 8, eu me dou o direito de achar que foi de propósito, que não fizeram para ser só 7x1. Mas olha, já que vocês falaram, eu quero ver quem vai ter a capacidade de criticar a enquete hoje, porque ela tem exatamente a ver com tudo isso que vocês falaram. Tudo isso que os senhores falaram está aqui na enquete hoje. Eu quero ver alguém ter coragem de falar que é ruim. Olho na tela. Qual time impressionou mais até aqui? Alemanha, 7x1. Estados Unidos, 4x1. Holanda e Japão. Por que que são os dois juntos? Porque fizeram um jogão, foi 2x2, mas os dois foram bem. Ou foi o Marrocos?
Arnaldo Ribeiro:Você esqueceu os dois. Ah, não pôs a Suécia, mas vem cá, Suécia não, você esqueceu, as duas fizeram o melhor jogo da Copa, já tá.
Voz A:Que é Equador e não sei quem, não sei quem. Equador e Costa Rica.
Arnaldo Ribeiro:O Marrocos não jogou nada não.
José Trajano:Jogou bem, bom jogo.
Voz A:Mas entenda uma coisa, Alemanha porque Alemanha, 7x1.
José Trajano:Estados Unidos, vamos dar 4x1. É um enquete do Maracutaia colocar Japão Holanda e Japão, possíveis adversários do Brasil.
Voz A:E Marrocos, que deu uma canseira no Brasil. Tudo bem, a gente vai para o— tá, a gente não— ninguém se manifesta assim, embora eu quero ver quem vai ter coragem de reclamar. Agora, Luiza, a gente vai para o intervalo, mas antes disso, por favor, nossa meta de likes, porque eu quero dizer que nós já atingimos audiência brutal.
Luiza Oliveira:Olha só, hein, que coisa! Segunda-feira, audiência brutal, 5.500 likes. Mas tá bom, tá ótimo, tá ótimo.
Arnaldo Ribeiro:Para começar, para começar, tá bom.
Luiza Oliveira:Isso mesmo. Celebrar a volta do âncora, né, que saiu da escala 40 por 1 e conseguiu uma folga, não foi?
Voz A:Exatamente, eu tava na escala 40 por 1. Exatamente, agora tem mais 40 pela frente. Ó, vamos a um breve intervalo aqui na TV. Você mande as suas mensagens, faça um programa com a gente, chama parentes e amigos, elogia a enquete que ela é ótima. Eu quero ver quem vai, quem por aqui é capaz. E a gente já volta na TV, não saiam daí. Muito bem, galera aqui já mandando ver. É o Delmo, até quando Casemiro e Rafinha vão ter cadeira cativa na seleção? Será debate aqui, porque acho que o Ancelotti vai ter que mudar. Ele até postou nas redes sociais lá, o Ancelotti, né?
Arnaldo Ribeiro:É mesmo, né?
José Trajano:Até eu vi também.
Voz A:Samuel, o Brasil conseguiu 'Pouca sanha de empatar com a Tunísia.' Teve isso?
Arnaldo Ribeiro:Ganhou, né?
Voz A:Mas tomou de 5 da Suécia, tomou de 5 da Suécia, tomou de 5 da Bélgica. Pois é, o capitão até falou: 'Desculpa aí, povo tunisiano,' né? O trabalho do Ancelotti é pífio, diz ele, só tem marketing. É, meu amigo, o Ancelotti tá entendendo como é que é a torcida brasileira agora.
Danilo Lavieri:O Brasil empatou com a Tunísia assim, viu, amigo?
Arnaldo Ribeiro:Foi empate, né? Foi empate.
Voz A:Rapaz, então tá pior do que a gente pensava, hein? No fim do primeiro tempo, o Edmilson fala: panela do Casemiro tem que acabar. Quem mais?
Arnaldo Ribeiro:É, mas aí acho que é só na próxima Copa, hein, cara. Pela convocação não vai acabar nessa não.
Voz A:O Felipe Lima fala o seguinte: até aqui Holanda e Japão deixaram as melhores impressões, fizeram um jogo de alto nível. Os Estados Unidos estrearam bem, mas o Paraguai fez uma partida tenebrosa. É, e o Paulo Pires fala que o Equador, mesmo perdendo, fez um excelente jogo coletivo.
Danilo Lavieri:Fez a referência, talvez vocês lembrem, da Tunísia. Foi aquele jogo que o Estevão fez gol de pênalti, depois o Paquetá entrou, bateu e errou o pênalti.
Arnaldo Ribeiro:Exatamente, ele tirou a bola.
José Trajano:Quem era o técnico na época?
Arnaldo Ribeiro:Antelotti já, né?
Voz A:É, meu amigo, é a data FIFA africana.
Arnaldo Ribeiro:Agora, o Equador, meu, é aquilo, a trave atrapalhou, né? O Equador fez um ótimo primeiro tempo, tal, não sei o quê. Mas agora ele tá numa chave super difícil e talvez ele seja eliminado. Ele pode entrar como terceiro, mas então, mas o terceiro da chave difícil, ele tem um problemão, né? Porque talvez se ele perder a Alemanha, não faz no máximo 3 pontos.
Voz A:Isso.
Arnaldo Ribeiro:E aí, para entrar em terceiro, vai ter terceiro com quarto, pô.
Voz A:Aquela chave lá que é tipo uma Sul-Americana, vai, o terceiro vai acabar entrando. Então é isso, é o do Canadá.
Mauro Cezar:Ele pode fazer saldo de gols, né, pegando adversário frágil. Essa Pode ser a possibilidade. Agora, o Equador tem um problema fazer saldo de gols.
José Trajano:Não faz gol, né?
Mauro Cezar:Com Valência e com Plata, alérgico a gol, é difícil fazer gol em alguém.
Arnaldo Ribeiro:Eles são alérgicos a gol?
Mauro Cezar:Os dois têm alergia a gol. O Plata a gente conhece do momento atual dele, né, no Flamengo. E o Valência ficou na história daquele confronto contra o Fluminense pela Internacional.
Voz A:O Humus de Minhoca tá aqui falando que o Antelotti tá escolhendo o Neymar.
José Trajano:Como é o nome?
Voz A:Humus de Minhoca. "Antelotti tá esperando o Neymar pro time jogar bem." E o Sumarexel fala: "Esse time da CBF não tem conjunto, não tem liga, não tem química, não tem carisma. Precisa de lampejos e momentos de rara qualidade individual. Isso não é um grupo.
Arnaldo Ribeiro:Patético e lamentável." Sim, o nosso companheiro Pedro Torre, ele colocou ontem no Novo Depois... Estamos voltando já, hein? Agora eu falo sobre isso.
Voz A:Atenção, estamos voltando. Agora voltamos, atenção. Estamos de volta aqui na TV. O Arnaldo tava fazendo um raciocínio.
Arnaldo Ribeiro:Não, teve um amigo nosso no chat, no intervalo, no YouTube, que falou que o Ancelotti tá esperando o Neymar entrar em forma para escalar melhor seleção. O nosso colega Pedro Torre postou ontem no Twitter, logo depois de Costa do Marfim-Equador, que foi um jogaço, uma carnificina física, ele pensou: cara, imagina o Neymar jogando essa partida.
Voz A:E é só Força, muita força, impressionante.
Arnaldo Ribeiro:E de fato é difícil imaginar, é um jogo, o nível físico do futebol atual é uma coisa impressionante. E não é que não falta técnica não, tem técnica e muito físico, é difícil imaginar mesmo.
Voz A:Tem um debate bom para ser colocado que muita gente tá falando que é a Copa da Juventude, é força e gente jovem.
José Trajano:E aí, fala, menos para nós, né?
Voz A:Então, acho que vocês estão fora dessa juventude. Mas ó, vamos colocar de novo na tela a nossa enquete. Excelente, hein? Qual time impressionou mais até aqui? Alemanha, Estados Unidos, Holanda e Japão fizeram um dos grandes jogos da Copa até aqui, ou Marrocos? Ah, porque o Marrocos e não Equador e não sei o quê? Porque o Marrocos foi adversário do Brasil, para ter a comparação, certo? Muito obrigado pelos amigos.
José Trajano:Precisa explicar é que o negócio não tá bom.
Voz A:O povo já teve alguma enquete que teve o E não, nunca teve.
José Trajano:E ele voltou, ele voltou, ele voltou.
Voz A:Quem sugeriu por E foi o Arnaldo.
José Trajano:Eu?
Voz A:É, ontem sim, tem o print.
José Trajano:Ele tá tirando o corpo fora, né? Mas não vai botar os resultados na tela?
Voz A:Vamos colocar, verdade, vamos colocar os resultados de ontem e os jogos de hoje na tela. Tivemos ontem Austrália 2, Turquia 0. A Turquia, todo mundo falando, porque a Turquia não é de nada, a Turquia tá perdendo todo mundo, né?
José Trajano:Bombardeou de todo mundo, não jogou uma vez, perdeu.
Arnaldo Ribeiro:Calma, mas o goleiro da Austrália foi Foi o melhor em campo, mas enfim, não fez nenhum gol.
Voz A:Alemanha 7, Curaçao 1, de propósito, nada vai me tirar isso da cabeça. Holanda 2, Japão 2, grande jogo. Costa do Marfim 1, Equador 0, bom jogo, muito bom. E Suécia 5, Tunísia 1. Hoje tem bons jogos, hein? Espanha contra Cabo Verde, Bélgica e Egito, Arábia Saudita e Uruguai, E o Irã, com todas as questões do Irã, aliás, um acordo de paz foi assinado finalmente da guerra Irã-Estados Unidos. O Irã entra em campo contra a Nova Zelândia.
José Trajano:Só um parêntese, um acordo de paz, mas Israel se recusa a retirar suas tropas do Líbano.
Voz A:Exatamente. O que indica também um racha ali entre Trump e Netanyahu.
Arnaldo Ribeiro:A primeira favorita a estrear, né?
Voz A:Não estrearam os favoritos até hoje.
Arnaldo Ribeiro:A Espanha.
Voz A:Agora sim a enquete, pode colocar na tela.
Arnaldo Ribeiro:Gostou, hein?
Voz A:José Trajano, a bola está com você.
José Trajano:Eu estou impressionado com a sua empolgação em relação a essa enquete.
Arnaldo Ribeiro:Excelente.
José Trajano:É uma forçação de barra colocar Holanda e Japão juntos, né? Porque você não deu mesmo, ele ficou de fora, quase no Marfim, podia passar do Marfim e Equador. Aí você justifica que Marrocos tá porque jogou contra o Brasil. Eu não gostei não, eu vou ser contra, eu vou Não, você não merece isso. Pensando melhor, olhando melhor, quando a Luísa tá aqui, as enquetes são melhores. Sim, tudo bem. Vamos deixar claro isso. Mas como essa é a tua empolgação, eu não vou ser contra, sabe? Eu vou abraçá-lo e vou dizer que são as melhores enquetes. Copa do Mundo. Não, Copa do Mundo.
Voz A:Clima de Copa do Mundo.
José Trajano:Copa do Mundo, a enquete tem outro peso.
Arnaldo Ribeiro:Congressamento entre os provos.
José Trajano:Eu me recuso a responder. Mandei elogio à enquete.
Voz A:A galera já tá respondendo, já tem mais de 4 mil votos aqui. Daqui a pouco eu dou uma parcial sobre como está a nossa enquete. Muito bem, vamos lá começar a trocar figurinhas aqui. O Arnaldo, eu vou com você, hein? Fala. É que tem a ver com a enquete, tem a ver com tudo que a gente está debatendo aqui. A rodada de ontem teve a Alemanha goleando, a Suécia goleando, um bom jogo do Japão e Holanda, o bom jogo de Equador e Costa do Marfim. Isso deixa a estreia do Brasil pior?
Arnaldo Ribeiro:Deixa. É um pouco o destaque inicial do Trajano, enquanto ele falava aonde a gente coloca o Brasil, até agora nós tivemos metade das seleções no Mundial, né? Ainda falta metade.
José Trajano:Onde estão os favoritos?
Arnaldo Ribeiro:Onde estão os 4 favoritos? Então, não estrearam ainda: Espanha, França, Portugal e Argentina. Com metade das estreias, temos um problema, temos um grande problema, porque o Trajano desafiou: onde está o Brasil nessas prateleiras dos estreantes? É difícil encaixar o Brasil.
José Trajano:Você antigamente, o Mauro vai lembrar, do pau de cebo da Copa do Mundo.
Arnaldo Ribeiro:Ele está lá despencando.
José Trajano:Lembra do pau de cebo que alguns jornais publicavam?
Arnaldo Ribeiro:Porque o sábado, primeiro, a estreia do Brasil foi contra um adversário difícil, Marrocos, sim. Acho que tudo bem colocar o Marrocos na enquete, porque o Marrocos foi semifinalista da Copa, existia uma grande expectativa sobre o Marrocos. E o sábado, o adversário do Brasil, Escócia, fraco, ou mesmo o jogo da madrugada, Austrália e Turquia, mas o domingo, Tironi, o domingo foi cruel. A gente falava aqui de manhã, no domingo existia um vazio nas ruas, aquela ressaca, ressaca, mas ressaca mesmo, de uma estreia não bem-sucedida. E aí você vai, começa a almoçar, a Alemanha começa a jogar. Aí vai para o 7x1. Aí você vai, tal, dá aquela digestão e vai para o jogo do provável adversário do Brasil no mata-mata: Holanda e Japão. E a gente vê dois times completamente diferentes. Quando um tentou administrar o resultado, tomou gol. E foi assim até o 2x2. Os dois com coisas interessantes, menos o Memphis Depay, que está mais para Neymar, hein? Memphis Depay Afundou a Holanda, depois a gente fala sobre isso, foi péssimo, péssimo. E aí, satisfeito já, não, vamos ver um pouco da Costa do Marfim e Equador, foi um jogaço, tio, um jogaço, o Equador dominante no primeiro tempo e a Costa do Marfim no segundo tempo espetacular, com o Dan, treinador, colocando um zagueiro a mais pra ganhar o jogo e ganhou o jogo, Costa do Marfim. Inclusive com a atuação dos treinadores, o Mauro tá falando da decepção com o Antiellotti. E aí Suécia, a noiva, dá uma olhadinha na madruga. Suécia pode ser adversário do Brasil também, né? Porque tá no grupo de Japão e Holanda. É a Suécia que classificou mal na repescagem, mas que recuperou seu principal jogador para Copa, que é o Isaac, que é do Liverpool, teve uma fratura durante a temporada. Fez gol também, meteu 5. Então temos um grande problema, porque não é só o Brasil, não tá só disputando a Copa com ele mesmo e com as suas referências históricas, com outros mundiais e tal. Ele está disputando a Copa com outras 47. E tem muita gente boa. E muita gente boa, bem preparada e, sobretudo, coletivamente mais bem preparada que a seleção brasileira. "Ah, o trabalho do Ancelotti é recente." É, mas vários outros treinadores têm trabalhos recentes, né? E acho que fica Além daquela sensação que a gente tinha prévia na Copa, que era: "Ah, existem outros times com jogadores melhores do que o Brasil, a safra brasileira não é tão boa, a convocação não é tão boa", já dá para constatar alguma coisa com metade da primeira rodada disputada. O Brasil tem um dos piores conjuntos da Copa do Mundo. Isso é deprimente. Um dos piores conjuntos coletivos da Copa do Mundo. É uma coisa assustadora, assustadora vendo os outros. Vendo os outros, o vazio fica maior, né? E acho que nós teremos talvez a mesma sensação nessa segunda-feira quando começar a jogar Espanha e assim por diante.
Voz A:Luiza, aí teve o 7x1, os brasileiros foram muito sacaneados aí? Essa é a pergunta que eu faço. E mais além, sobre também o jogo da Alemanha que causou impacto, embora fosse enfim o "cureçal".
Luiza Oliveira:Ô Ancora, já que o Trajano tá falando aí das minhas enquetes, e se a gente trocar a última opção e colocar, ao invés de Marrocos, Costa do Marfim, Equador? Você fecha? O que que você acha?
Arnaldo Ribeiro:É uma boa sugestão, tá vendo? Porém, ele, né, tudo bem.
José Trajano:Será que você podia falar: enquete com participação especial de Luísa?
Voz A:Isso, exato, podemos colocar, podemos colocar.
José Trajano:É uma boa ideia, é melhor.
Luiza Oliveira:A gente junta aqui, faz um bem bolado e dá uma elaborada maior, entendeu? Para ver se a gente atinge os likes logo. Estamos com quantos likes aí, âncora?
Voz A:Por enquanto, pera aí que eu preciso— vai falando que eu vou achar aqui.
Luiza Oliveira:Tá bom, vamos lá. Os brasileiros aqui, os brasileiros, eles entram na onda também, né? Então, o que mais rolou foram os memes, muitos memes de internet. Até tem o meme ali da Sandra Annenberg com a Maju Coutinho falando seja bem-vinda, falando para de Curaçao, né? Estamos juntos aqui, vamos dar as mãos. Mas ficou, foi um constrangimento, né? Foi passando o jogo ali, alguns brasileiros assistindo a partida, e será que vai ser 7? Podia parar ali no 6x1, mas não, foi para o 7. E aí ficou aquela sensação: será que estamos mais perto de Curaçao que ir à Copa? Foi alcançar um feito histórico, né? Um país tão pequeno conseguiu ir para Copa. Estamos mais perto de Curaçao do que das grandes seleções hoje? Acho que ficou essa a sensação. E com uma diferença, Curaçao Curaçao deixou a seleção alemã muito mais desconfortável na partida do que o Brasil, né, porque conseguiu o gol de empate. É, em algum momento ali ganhou confiança no jogo, ou a Alemanha deixou de gostar do jogo ali naqueles minutos em que ficaram empatados, e depois sim conseguiu, conseguiu deslanchar ali fazendo a goleada por 7 a 1. Mas tem isso ainda, Curaçao deixou a Alemanha ali muito pior do que no que a gente passou em 2014. Mas ainda sobre os outros jogos que a gente vai falar, me parece sim que esses outros jogos mostram que a seleção brasileira está num momento bem complicado, porque esses times mostraram organização, mostraram uma ideia, mostraram que tem um time, algo que a gente ainda tá buscando. E agora parece que vamos ter que recomeçar praticamente do zero.
Voz A:Mauro, você também tá impactado dessa maneira? Porque eu estava pensando em todos os jogos aqui, não teve nenhum jogo que você falou que, desde os de ontem pelo menos, tenha sido pior do ponto de vista de organização dos times do que o do Brasil, falando de quem venceu, vai.
Mauro Cezar:Se você comparar o comportamento das equipes do nível médio para cima, né, e o Brasil, o Brasil é pior que todos eles. Se você tratar Equador, Costa do Marfim, não são candidatos a títulos, são candidatos a classificação, a tentar avançar. Jogaram mais. Japão, Japão já ganhou da Espanha, da Alemanha na Copa passada, eliminou a Alemanha. A derrota da Espanha para o Japão eliminou a Alemanha na fase de grupos na Copa que passou. Então o Japão já tem um histórico, mas não é um candidato a título. Esses times são como coletivo, como times, na acepção da palavra, são melhores que o time do Brasil, isso é bem evidente. Mas para mim ainda a grande atuação é a dos Estados Unidos, sempre lembrando que o Paraguai ganhou da Argentina, ganhou do Uruguai, ganhou do Brasil, foi buscar um 2x2 com a Colômbia, tomou 6 gols em 12 jogos com Gustavo Alfaro e não viu a bola. Primeiro tempo, Estados Unidos foi o jogo de maior imposição, na minha visão, sobre um adversário minimamente respeitável.
Arnaldo Ribeiro:Não era Curaçao, né?
Mauro Cezar:Exato, não era Curaçao nem era Tunísia, muito frágil, muito ingênua, né? Primeiro gol, por exemplo, você vê o gol que a Tunísia toma primeiro ali, uma bagunça, o goleiro sai, o gol fica vazio. Paraguai não, Paraguai é uma equipe que se defende bem e tal, até então, né? E tomou 5 gols no jogo, um foi anulado, 3 no primeiro tempo, depois o Pochettino tira o Pulisic. Aí você pega: "Ah, o Pochettino tá mais tempo." Ele não teve Copa América, ele entrou 8 meses antes do Ancelotti, teve 2 datas FIFA a mais. É mais tempo? É mais tempo. Mas a diferença é muito grande. A diferença entre o que os americanos mostraram e o Brasil mostrou, ela não é proporcional ao pouco tempo a mais, porque 8 meses não são 8 meses de trabalho, são 8 meses que você tem ali 1, 2, 3 datas FIFA. O que tem que fazer mais? Essa é a questão. 8 meses não é tanto tempo porque você não está com os jogadores tanto tempo. E ele não trabalha com material humano brasileiro, e sim americano. Os jogadores brasileiros são melhores que os americanos, ou alguém discorda disso? Você pode ter um outro cara lá melhor do que um brasileiro na posição, mas no geral o Brasil tem jogadores melhores. E aí você vê um abismo do trabalho do técnico argentino com relação ao técnico italiano da seleção brasileira. O que me impressiona é isso. Qual o setor do campo que você pode falar: "Não, aqui o Brasil está bem, ou está bem encaminhado", "Falta um pequeno ajuste." Defesa, meio-campo, ataque, nada. Nada, não tem nada. Gente, não tem rigorosamente nada. É decepcionante. Eu imaginava que ele fosse chegar nesse primeiro jogo com algum conteúdo. E aí você pensa: "Não, vai ajustando, vai melhorando, alguém ganha posição, o outro se impõe e o time vai se ajustando." Mas não tem nada, não tem nada. Aí ele vai pedir união. Pedir união, pede lá dentro. Pode pedir união à torcida, pode pedir união ao grupo que está lá dentro treinando. A gente não tem que ter união. O papel nosso não é ter união com ninguém, é a gente elogiar e criticar de acordo com as coisas que vão acontecendo. E até agora, para elogiar, não tem nada, nada, nada.
Voz A:Ô Danilo, você deu seu destaque inicial sobre Holanda e Japão. Vamos que nada de anormal aconteça. É melhor pegar a Holanda ou Japão na próxima fase?
Danilo Lavieri:Você sabe que essa foi a discussão enquanto eu tava vendo o jogo com Pedro o tempo inteiro. Cara, será Japão? Será que vai ser Holanda? Nessas comparações que a gente tem feito, eu acho que Alemanha e Curaçao eu tiro porque Curaçao é muito abaixo, assim como Espanha e Cabo Verde, assim como vai ser Portugal e República do Congo. Eu fiquei mais assustado nas comparações com a Holanda e com o Japão, que são dois times que jogaram bem, que fizeram um bom jogo e um jogo intenso, coisa que o Brasil foi melhorar um pouco só no segundo tempo contra Marrocos. O primeiro tempo foi pavoroso. E a mesma coisa Equador e Costa do Marfim, que são times mais equilibrados e conseguiram fazer um jogo muito, muito legal. Que aliás, eu xinguei para caramba o gol no último minuto, porque agora o Arnaldo abriu ainda mais no bolão e eu tava apostando no empate lá no bolão. Mas tudo bem. Então eu fiquei preocupado com a questão da intensidade nesses times, porque eles são times que a gente coloca numa prateleira parecida, como hoje até o ranking da FIFA indica. E a gente coloca Brasil e Marrocos numa prateleira muito parecida. E o Brasil sofreu muito e teve a sorte de perder só de 1 a 0 no comecinho ali, e teve a mais sorte ainda do Vini no lampejo conseguir empatar e dar uma acalmada no jogo. Então, é, a comparação com essas partidas me assusta bastante. Agora, para não ficar no muro, eu ainda prefiro pegar o Japão por conta de tradição. Assim, a Holanda não é exatamente campeã do mundo, etc., mas tem um pouquinho mais de tradição em Copa, né, ancora. Então eu vou ficar com o Japão para, se eu tiver que escolher um para pegar.
Voz A:Só um detalhe, o Memphis entrou, o time piorou, hein, muito, não é? Deu um cartão amarelo, tomou cartão, o time começou a ser amassado pelo Japão. Os corinthianos não vão gostar, mas foi isso que aconteceu. Agora, Pedro, teve ainda a goleada da Suécia contra a Tunísia. Aí assim, né, com tanto time fraco, na verdade a média de gols vai acabar explodindo, né?
Pedro Lopes:E vendo a Suécia jogando, né, os dois centro-avantes deles, se o titular da seleção brasileira Ou se você, o Igor Thiago, brigariam por posição, né? Mas eu tenho assim um fio de esperança, lembrando da Copa de 2022, né, que a Argentina começou balançando, perdeu da Arábia Saudita, né? Parecia que ia ser uma Copa catastrófica. Então dá para acertar o Brasil ao longo da Copa, né? Uma coisa que é possível. Só que tem coisas que claramente não estão funcionando. Eu não sei se algum de vocês discorda, mas Esse meio-campo Casemiro e Bruno Guimarães não funcionou. O Brasil perdeu o meio de campo para o Panamá, perdeu de novo para o Marrocos. Tem que mudar, tem que mexer ao decorrer da Copa. Duas coisas me preocuparam, né? Foram jogadores, principalmente o Casemiro, saindo, né, ali na zona mista, e pelo menos parecendo acreditar que foi substituído só porque tinha tomado o cartão amarelo e não por causa da atuação. Em cima do que o Mauro estava falando, esse grupo aí do Brasil, né, o Brasil agora pega Haiti, Escócia. O que pode acontecer é voltar para as mesmas convicções que não estavam funcionando, voltar para o time que começou o jogo contra o Marrocos. E aí naturalmente vai ganhar do Haiti, de repente aí ganhar bem e nossa, tá tudo resolvido, tá tudo bem, o Brasil engrenou, o Brasil se recuperou. E não vai ser o que aconteceu. Me parece muito claro que pode existir um Brasil com potencial de ir longe na Copa dentro desse grupo, mas não é esse que está jogando, não é esse que está começando as partidas. Esse Brasil tem problemas sérios. A gente vai depender da capacidade do Ancelotti de entender primeiro, admitir, e aí fazer os ajustes que precisa fazer, né? Senão realmente vai ser muito complicado. A nossa reação, minha e do Danilo, e a gente tem aqueles amigos que não são jornalistas, estão acompanhando a Copa lá do Brasil como se fossem torcedores, mandando mensagem falando: gente, se a gente pegar esse Japão ou essa Holanda com aquele time que jogou contra o Marrocos, a gente vai ser atropelado. Esse é o sentimento que está rolando no Brasil.
Voz A:E aí, Trajano, se começar a dar errado, capaz do Brasil pegar inclusive a Suécia, pode ser. Pode entrar no caminho do Brasil, assim, não seja Japão, não seja Holanda e ser...
José Trajano:Durante a semana passada eu fiquei questionando esse ambiente leve. Ambiente leve, tá tudo perfeito e todo mundo observando só aqueles 15 minutos de bobinho, de um passando a mão no outro, na cabeça e tal, todo mundo feliz, dando chapéu. Não, o ambiente tá ótimo, leve, na concentração tem um espaço para videogame, um espaço para futebol de botão, espaço não sei para quê, essa coisa toda. E também todo mundo especulando qual seria a escalação. Foi uma semana dedicada a isso, a dizer que o ambiente estava leve e uma discussão sobre quem jogaria na lateral direita, na lateral esquerda e no ataque, no centro do ataque. Todo mundo errou, todo mundo errou. Quem errou mais foi o técnico. Que escalou um time que praticamente ninguém esperava, que ele esperava uns poucos, esperavam com Igor Thiago de centroavante, a dúvida entre Danilo e Ibanez, ganhava mais a predileção pelo Danilo, outros escalavam Alex Santos na esquerda e não Douglas Santos, mas havia uma possibilidade. Agora daqui até sexta-feira vai ficar mesmo, é o ambiente leve, maravilhoso, alegre e tal, não sei se vai continuar, certamente Provavelmente não, mas a especulação vai mais ainda até, porque agora nós temos onde mexer. Agora estamos apontando o dedo para lugares, para setores que não deram certo e que necessitam ser mexidos ali na lateral direita, no meio de campo, no ataque. Não só botar um jogador como a gente, o clamor popular que pede o Hendrick e tal, mas não é só escalar um jogador, tirar um e botar o outro. Que esquema ele vai montar daqui? Porque o Haiti caiu do céu para a seleção brasileira, sem brincadeira. Porque vai ganhar, porque se não ganhar do Haiti também, faz a mala, nem enfrenta a Escócia, pede para o WO para Escócia e volta, né? Então você vê que já estão falando que o Neymar vai voltar para campo, quem sabe que o Neymar entre no pouquinho contra o Haiti, pode até fazer um gol aí, ou não, vai salvar o Brasil. Caiu do céu. Agora, é uma semana complicada. Aqueles que gostam de escalar o time com a cabeça do Ancelotti podem quebrar a cara, porque a cabeça dele também não anda muito boa. Eu não vou ficar aqui tentando adivinhar quem vai entrar, quem não vai, porque foi uma enorme decepção em relação à escalação e ao sistema montado para a estreia do Brasil. Vamos esperar.
Arnaldo Ribeiro:Sabe que tem uma coisa— só, desculpa, só para emendar No raciocínio do Trajano. Então vai ser uma semana longa, que outras seleções vão jogar, as favoritas vão jogar. A semana vai ser bem longa. Mas daí tem um complicador pro próximo adversário, o Haiti caiu do céu. A comparação vai ser Alemanha e Curaçao. O Haiti está na Copa como o Curaçao está na Copa, certo? Então o Casagrande falou isso logo depois do jogo: não dá só pra ganhar.
José Trajano:Exatamente.
Arnaldo Ribeiro:O Haiti, sabe, ganhar e massacrar jogando bem, coisa que essa seleção nunca fez. E aí, deixa eu só me explicar aqui, porque eu acho que o Pedro me deu o gancho. Eu falei ontem aqui de manhã e o corte ficou como se eu fosse um defensor quanto mais do Casemiro. Sou muitas vezes, mas não sou desta forma que foi passada. Eu falei assim: se o Ancelotti tirar o Casemiro, será um atestado de óbito. Não para a seleção, mas para ele, Carlo Ancelotti. Por quê? Porque o Carlo Ancelotti, quando entrou na seleção brasileira, ele resgatou Casemiro como símbolo do time dele. E se Casemiro e Bruno Guimarães não dá certo, ele errou tudo na preparação, porque o time dele foi formado em função de Casemiro e Bruno Guimarães. Eram os dois armadores da seleção, com 4 jogadores na frente. Então, ele, a ideia dele até a estreia era Casemiro, Bruno Guimarães e 4 na frente. Contra Marrocos, ele colocou, acrescentou Paquetá, mas ele não acrescentou Paquetá como terceiro homem de meio de campo. Isso só foi visto durante 15 minutos da segunda etapa, quando o Brasil se organizou melhor. Fabinho, Bruno Guimarães, Paquetá.
José Trajano:Você acha que ele tem peito de tirar o Casemiro e botar o Fabinho, por exemplo?
Arnaldo Ribeiro:Ia ser isso meia dúzia.
José Trajano:Não, não, mas eu acho que ele talvez atenda o clamor daqueles que condenam.
Arnaldo Ribeiro:Tem até geração, qual que é o ano que nasceu o Casemiro? Geração X.
José Trajano:Tem isso?
Arnaldo Ribeiro:Que é a geração de perdedores da Copa do Mundo, como se fosse o Dunga o Casemiro, né? O Marquinhos, o Rafinha, blá-blá-blá. Talvez ele contente esse clamor, mas ele não soluciona a questão tática. Fabinho com Casemiro é 6 por meia dúzia. E o que me impressionou mesmo foi que a formação melhorzinha do Brasil, com um triângulo no meio, durou 15 minutos. 15 minutos do segundo tempo, ele tira o Paquetá, que enfim tava jogando bem, e aí põe lá o Luiz Henrique na ponta, o Rafinha no meio, aí já dividindo, sobrecarrega de novo Bruno Guimarães e Fabinho. Então ele tá perdidinho, e diante dos outros treinadores ele tá perdidaço. Diante dos outros treinadores, talvez, gente, a gente esteja aqui, e o Mauro discutia isso comigo desde lá da escolha, o Mauro tem razão e eu tô no mesmo barco Eu acho que ele, quase todos os outros, a gente clamava por um técnico estrangeiro, a gente adorou a contratação do Ancelotti, mas também a gente sabia que, e alertava, ele nunca foi técnico de seleção, ele foi técnico de clube. Técnico de seleção é um bom selecionador, e ele não soube ser um bom selecionador na primeira convocação dele para a Copa, isso está claro, né? A partir da troca do Wesley pelo Ederson. Tá perdidinho. E essas alterações, aí entra um novo aspecto que os Jogos do Domingo me colocaram e eu lembrei do Casagrande, Trajano. O Trajano falou, logo depois do jogo do Brasil, que ele ia cometer uma barbaridade. E aí ele citava o Neymar, a possível volta do Neymar, falando que quando a seleção vai muito mal, cresce o fantasma do Neymar, né? E o Casagrande rebateu de lá: "A minha barbaridade é outra, eu colocaria desde já o Hendrik e o Rayan." Falei: "Ah, o casão, Rayan, cara..." Mas aí eu entendi, depois de ver os jogos ontem, qual o ponto do Casagrande. Ele fala também da questão do Rayan e do Hendrik por serem jovens com muita fome e ainda não deslumbrados. Mas, Tironi, Raiyan, Hendrik e alguns poucos outros da seleção têm o aspecto físico que ontem sobrou no Mundial em todas as seleções. A seleção brasileira, além de ruim, é velha, é lenta, é pouco forte. Então, Trajano, das loucuras, eu acho que tá muito mais para os jovens, Raiyan e Hendrik, do que o velho Neymar, que eu não consigo ver o Neymar disputando essa Europa no nível competitivo que tá sendo colocado, no nível de força. E temos um outro detalhe dos jogos de domingo: as seleções sul-americanas estão tendo muitos problemas físicos, inclusive. O Equador ontem, que é o time mais físico da América do Sul, tentou no segundo tempo contra Costa Rica tirar todos os seus jogadores mais leves, colocar 3 zagueiros, colocar gente, colocou 4 zagueiros, e a Costa do Marfim continuava atropelando. Atropelando, atropelando. Então, o futebol, a gente vai ver o Uruguai. O Uruguai vai passar calor com a Arábia Saudita, evidentemente. O futebol sul-americano, além de tecnicamente ter questões, tem o ponto físico. E essa Copa, com temperaturas altas, 48 seleções, deslocamentos, vai ser uma Copa muito física. Então, entre as loucuras dos meus companheiros aqui, Eu tô mais para os mais jovens por conta desse aspecto do que para os mais velhos. E aí talvez a geração X lá da Copa Perdedora comece a ser substituída, mas isso não é muito simples de se fazer durante o Mundial, hein? Não é tão simples mudar tanto em poucos dias. Mas como não tem nada mesmo, talvez seja a solução.
Voz A:A gente vai falar daqui a pouco sobre a questão do Neymar, porque tem reportagem do Pedro, do Danilo, da Luísa, do PVC sobre esse assunto específico já já, mas eu queria jogar bola para você, Mauro, no outro ponto. Se não tem uma armadilha aí também, que é o time vai lá, joga com Haiti e ganha, e sei lá, com mesma escalação, escalação parecida, e isso fortalece as convicções colocadas até agora?
Mauro Cezar:As pessoas têm o direito de se enganar, né? Cada um Quem quer se iludir, que se iluda, né? É evidente que esse jogo não vai ser um termômetro para nada. Inclusive eu vi muita gente elogiando o Haiti, vendo virtudes, porque a Escócia ganhou de 1 a 0. O pessoal não conhece a Escócia, né? A Escócia não ganha de ninguém, gente. A Escócia não ganhava desde a Copa de 90. Para eles, vencer um jogo de Copa do Mundo já era o máximo. Ganharam, comemoraram efusivamente.
José Trajano:Por quê?
Mauro Cezar:Porque eles vão chegar na última rodada de qualquer forma com chance de classificação. É esse o objetivo. Um empate, 4 pontos, eles têm chance de se classificar em terceiro. A Escócia nunca passou da primeira fase de uma Copa do Mundo, sempre eliminada na primeira fase, muito tempo não disputava, só está disputando porque houve um inchaço, senão também não conseguiria a classificação. A Escócia não é uma referência para a seleção brasileira, não é. O Haiti é um time fraco, é um time que o Brasil tem a obrigação de vencer e vencer bem. E vencer bem vai ser obrigação, não importa a escalação, não é isso que vai mostrar se melhorou, se piorou, não é uma referência razoável. O outro jogo contra a Escócia talvez sim, porque embora tenha certas limitações, tem lá os jogadores da Premier League, experientes, vai ter uma retranca, vai impor alguma dificuldade. Eu imagino que o Haiti vai tentar jogar contra o Brasil como tentou jogar contra a Escócia. E se tentar jogar, vai sair para o jogo e vai tomar um coco. O Brasil vai ganhar, de repente vai ganhar até bem. E acho muito injustas as críticas ao Casemiro, porque eu acho que ele foi vítima de um sistema ruim. Ele foi abandonado no meio-campo, ele ficou sobrecarregado. O lado direito quem fazia era ora o Bruno Guimarães, ora o Paquetá. Porque não tinha mais o Estevão, não tinha mais o Wesley, não tinha ninguém para fazer o corredor. E o Baines, zagueiro na lateral, também não foi bem. Então, o lado direito ali, eles é que tinham que preencher. O Bruno Guimarães chegou a fazer jogadas por ali, até jogada até do segundo tempo ele fez jogada por ali que o Rafinha não alcançou a bola. Então, acho que o Casemiro ficou muito isolado. "Ah, mas melhorou com o Fabinho." Aí o comportamento do Marrocos no segundo tempo é outro comportamento. O Marrocos no primeiro tempo foi um, no segundo foi outro. O adversário tem que ser olhado também, óbvio. O que que ele impôs ao Brasil? Segundo tempo foi completamente diferente do time marroquino.
Arnaldo Ribeiro:O Paquetá foi jogar mais próximo do Bruno e do volante, né, no segundo tempo.
Mauro Cezar:E essa questão da proximidade ficou muito claro. Marrocos chama mais gente do meio-campo e o Marrocos trocava passe, sempre tinha um jogador bem posicionado para trocar, para sair da pressão quando o Brasil tentava fazer pressão, porque nem pressão o Brasil consegue fazer bem. E a seleção brasileira não tem isso. Então acho que assim, elegeu o Casemiro, mas acho que qualquer volante naquela situação ali que ele estava no primeiro tempo teria dificuldade. Qualquer volante. E no segundo é um outro jogo. Fabinho é outro jogo, é diferente. Se o Fabinho entrasse no primeiro tempo, acho que ele ia sofrer tanto quanto o Casemiro. E o Casemiro, se entrasse no segundo, talvez fosse elogiado como o Fabinho foi elogiado. Porque são cenários diferentes, gente. São dois jogos dentro de um só, totalmente diferente. O time de Marrocos só foi finalizar no segundo tempo, nos acréscimos. O time não atacou. Ele meio que pregou, acabou recuando. Talvez tenha sentido que no primeiro tempo teve a chance de ganhar o jogo e não fez o 2x0, tomou o gol de empate quando era melhor e houve uma mudança de comportamento do adversário da seleção brasileira. Aí o Brasil até conseguiu criar alguma coisa, mas muito na intuição, né? Não tem jogada, não tem uma trama, não tem um conteúdo ali. E as trocas são muita tentativa e erro. Tudo tentativa e erro, vai trocando sem muito critério. Eu concordo com Arnaldo com relação ao técnico que parece estar um tanto quanto sem rumo.
José Trajano:Tem uma notícia que o Arnaldo ficou triste, que depois da grande exibição do jovem de 18 anos, botou o meio de campo do Brasil no bolso, o menino de 18 anos. O Arnaldo achou que cairia bem no São Paulo, para jogar com o Danielzinho e o Marcos Antônio. Falou: "Isso aqui no São Paulo seria..." Todos os jogadores do São Paulo de domingo, de sábado, de madrugada, caíram bem no São Paulo. Animador para os torcedores lá do nosso querido Arsenal. O Arsenal está prestes a fechar com o jovem.
Arnaldo Ribeiro:Está vendo? É isso aí.
Voz A:Está vendo?
Arnaldo Ribeiro:Nada como um scout bem apurado.
Mauro Cezar:Ele já está na mira dos grandes há um bom tempo. Ele era muito bom, o Boudji. O Boudji era da seleção francesa. Aí agora ele foi convocado para a seleção de Marrocos, foi bem no Lille, Lille vai para a Champions. Tem vários times de olho nele.
Voz A:Muito bom jogador. Uma coisa para deixar o Brasil mais um pouco preocupado, nas eliminatórias da Copa do Mundo da América Central, Curaçao enfiou 5x1 no Haiti. No Haiti! Não, Haiti não, porque ele não joga no Haiti, joga em casa, mas enfim, com o mando do Haiti. Agora, Danilo, teve até, apareceu até uma leitura labial do Hendrik falando: "Se eu pudesse, eu entrava" e tal, no jogo. Aí a pergunta para você é: Tem algum cheiro, alguma coisa de que pode, que vá ter mudança na seleção?
Danilo Lavieri:Cara, eu falei sobre a mudança no time, eu acho que vai ter, né? Essa foi a minha impressão clara que eu fiquei depois do que o Ancelotti, da coletiva que ele deu. Agora, se vai ser o Hendrik essa mudança, eu acho que não, sinceramente. Eu acho que o Hendrik ainda não tá entre os jogadores mais cotados pelo Ancelotti, por incrível que pareça. Concordo com o que dizia o Arnaldo, com o que disse o Cazão em relação à juventude. Acrescento inclusive que acho que o Danilo do Botafogo poderia entrar nessa roda. Ele não é exatamente jovenzinho como o Henrique e o Rayan, mas ainda assim ele dá mais vitalidade. Então acho que ele vai mudar essa equipe. O Henrique infelizmente ainda está fora da fila. Hoje a gente tem duas reportagens no UOL inclusive falando um pouco sobre isso, sobre aquela cena que eu já falei para vocês algumas vezes, né, o Hendrik tem essa sina de resolver, mas não convencer, por incrível que pareça. Ele entra nos times, faz os gols necessários e depois de algum tempo ele perde o espaço. E tem uma outra reportagem do Pedro com o Rodrigo também falando sobre uma questão tática que sinceramente, até falei para o Pedro ontem, falei: eu não me convenço com essa explicação de que o Ancelotti acha que ele taticamente não cumpre funções e tal. Porque o Henrique, ele entra e resolve, ele faz gol, ele tem a estrela, ele tem tudo. Tudo bem, ele pode precisar aprimorar, fechar o meio, fechar a esquerda, fechar a direita, claro que pode. Mas dentro de um time de futebol você pode fazer um esquema que você compense esse tipo de situação, porque o Henrique tem talento. A gente não tá falando aqui de abrir mão para pôr um pangaré qualquer. Não vai abrir mão aqui para pôr o filho do presidente. Não é o caso, não é que tá fazendo uma concessão para um jogador ruim. Tem que fazer concessão se, ainda que o Ancelotti entenda precisa fazer essa concessão, faz a concessão, porque o Henrique é o cara que resolve, é o cara que tem resolvido, é o cara que entra na seleção brasileira e não sente o peso da camisa jogando contra Inglaterra no Wembley. Então, sinceramente, é uma coisa que não dá para entender. Eu espero que nessa semana ele consiga fazer essas mudanças. E sobre o meio-campo do Casemiro, eu entendo realmente que o sistema também prejudicou o Casemiro, como disse o Mauro, mas em alguns cortes dessas pessoas que fazem mais análise tática de prancheta e tal, cara, a vontade do Casemiro para voltar, a força, a energia que ele tava, foi, me chamou muita atenção. Então até acho realmente, Marrocos caiu muito de produção no segundo tempo, Fabinho se beneficiou disso, mas a vitalidade do Casemiro tava muito abaixo, mas muito abaixo.
Arnaldo Ribeiro:Então lá, vamos lá.
José Trajano:Tem uma notícia boa do Mauro, que o Mauro tá apurando.
Mauro Cezar:Demitiram o técnico da Tunísia.
Voz A:Técnico da Tunísia demitido pelos 5.
José Trajano:Isso não é uma moda pega durante a Copa, hein?
Voz A:Pensou?
Arnaldo Ribeiro:Isso não é uma pressão a mais no Ancelotti, não.
José Trajano:Ele tá até 2030, ele tá lá.
Arnaldo Ribeiro:O Casemiro, ele parece que ele caiu de paraquedas. E o Eudes Júnior aqui ajuda, né? Geração 92, ele, Neymar, etc. São da mesma idade. O Casemiro foi um dos melhores jogadores brasileiros na temporada europeia. Ele jogava no Manchester United, que fez uma reação espetacular, que teve ele como protagonista, ao lado de volante da seleção inglesa Bruno Guimarães, Bruno Fernandes de Portugal e Mateus Cunha. E ontem, o autor do gol da vitória da Costa do Marfim sobre o Equador, é um dos jogadores do Manchester United, que é o Diallo, que entra no segundo tempo normalmente. Então não é que o Casemiro foi convocado por carteirada, ele foi convocado porque ele jogou muito na temporada. E assim, Danilo, para mim ficou muito claro, ele estava completamente perdido, como todo meio-campo, e quando ele faz a falta por amarelo, senão era gol, ele tem que parar, ele tem que dar um passo nele, Então assim, ele vai... Eu adoro quando o público brasileiro elege um Cristo, como se fosse... Eu adoro, é sempre assim. "Ah, tem um cara, esse cara aí." Então agora ele é o símbolo de uma era de derrotas, porque ele esteve em todas as derrotas. Contra a Bélgica ele estava suspenso, contra a Croácia ele não deu uma porrada no Modrić, pô. Não foi isso? Então ele fica com essa... Agora ele joga pra caramba. Não dá para comparar tecnicamente o Casemiro com o Fabinho ou com o Danilo ou com o Hender.
Danilo Lavieri:Casemiro jogou muito no United, muito. Mas aqui no jogo do Brasil ele estava muito mal.
Arnaldo Ribeiro:Estava muito mal.
Danilo Lavieri:Eu estava no pós-jogo com vocês aqui.
Arnaldo Ribeiro:Mas é um pouco como diz o Mauro, o primeiro tempo da seleção brasileira ele enterrou praticamente todos os jogadores individualmente. Ninguém jogou bem, fora a sacada do Vinícius numa jogada individual. O Rafinha foi péssimo. O Igor Thiago foi péssimo, o Paquetá foi péssimo, o Bruno Guimarães tentou um pouco, o Ibanez foi péssimo, o Casemiro foi péssimo, o Gabriel Magalhães foi péssimo, então a gente tá com alguma coisa, né? Então assim, se sai o Casemiro, saem os outros 8 pelo primeiro tempo, pode sair todo mundo. Saiu o Rafinha. O que eu imagino é como você falou, você tá acompanhando o Ancelotti, que conhece o Hendrik há muito tempo e conhece o Casemiro há muito tempo. É muito pouco provável que ele comece a reforma da seleção pela saída do Casemiro. A gente precisa jogar com o público conforme o técnico pensa. E ele entrou na seleção brasileira e o time dele foi Casemiro e mais 10. Então, é só para a gente entender aonde a coisa pode mudar, qual o setor mais provável que mude, quais os jogadores e tudo mais. Mas embora ele tenha sido— PVC comparou ele até ao caminhão subindo a serra, tal, não sei o quê lá, pela mobilidade, né, PVC, na serra. Qualquer jogador, o Gabriel Magalhães, que é um jovem que tem uma vitalidade impressionante, foi um dos melhores zagueiros da Europa, parecia uma jamanta correndo atrás de atacante. Ele não ganhou uma na corrida, inclusive no gol.
Mauro Cezar:Esse tanto jogadores que são bons jogadores estão no time atuando mal, quem é o grande responsável?
Voz A:É treinador.
Mauro Cezar:Quem monta o time, gente, sabe? O time do Brasil não tem nenhum conteúdo, assim, é um convite. Aliás, o Hendrik, sobre o Hendrik, eu tenho um pensamento que assim, isso pode ser uma armadilha para esse rapaz, porque todo mundo espera que o Hendrik entre em todos os jogos e resolva. Nenhum jogador na história do futebol jamais será capaz de resolver todos os jogos. Um dia ele vai falhar, um dia ele não vai corresponder. Se o Hendrik entra contra o Haiti, não conta, contra a Escócia ou um outro qualquer e não faz os gols, não vai faltar o cafajeste que vai dizer que ele só faz gol amistoso. Vai ter o oportunista que vai— ele é ótimo, ele é excelente, mas a coisa vai virando da maneira que parece assim que como se fosse mais um salvador da pátria. É muito ruim isso, sabe?
Arnaldo Ribeiro:Ele acabou poupado por tantas besteiras do Antelotti no primeiro jogo, mas ao mesmo tempo cresceu a expectativa.
José Trajano:O Antelotti é tão bom de ambiente que Desde quando ninguém jogou nada, né? Graças a quê? A ele. Ele sabe que transformou o ambiente. Olha o ambiente que ficou a seleção.
Mauro Cezar:A questão que eu acho assim é que cria-se uma expectativa maior em relação ao Hendrik e qualquer coisa que não seja ele decidindo o jogo não vai servir. Quando na verdade assim, o problema não é uma troca de um atacante, de um jogador. Circunstancialmente ele pode fazer um gol. A bola do Bruno Guimarães, se é o Hendrik que não vinha, de repente ele consegue esticar mais a perna e faz o gol, e o Brasil poderia vencer o jogo.
José Trajano:Como tu fala ali, poderia não ter feito o gol aí.
Voz A:Vinícius Júnior foi isso, né? Ele pega uma bola, corta e põe lá.
Mauro Cezar:Ele pode resolver. Eu sempre defendi a convocação dele, várias vezes falei isso, até quando ele não era escalado. Não é escalado, eu falava: dane-se que não é escalado, problema do técnico do time dele que não escala. Ele é melhor do que esses caras todos. Ele sempre tinha que ser convocado, sempre defendi a convocação de Hendrik. Mas eu acho que se criou uma fantasia como se ele fosse o Superman, o Batman, O Homem-Aranha, sei lá, o cara que vai resolver tudo. Não é assim, gente. Aí se ele não resolver, aí vai ter gente que vai falar mal do garoto. O problema não é o Hendrick, o problema não é o Rafinha, no caso o problema chama-se Carlo Ancelotti, que faz um trabalho ruim. É isso. E se fosse o Dorival Júnior? As pessoas falam: "Ah, se fosse o Dorival, você ia falar o quê?" A mesma coisa que estou falando aqui agora. Eu não quero saber se ele é italiano, se ele veio do Real Madrid, quantas ligas ele fala, quanto ele ganha. Ele faz um trabalho ruim. Então ele tem que ser criticado. E a expectativa com relação a ele seria um trabalho minimamente razoável. O Brasil tem um técnico da chamada primeira prateleira que faz um trabalho igual ao de qualquer técnico mais ou menos aqui do futebol brasileiro. Não é diferente, essa é uma realidade. Então ele tem que ser questionado e cobrado, e cabe a ele tirar coelhos da cartola e começar a montar um time para ontem, senão ele vai ser criticado, o Brasil vai ser eliminado.
Voz A:Perfeito. Luiza, trago boas notícias para você e vou, trago também uma pergunta para você. Boas notícias, estamos vigentes na audiência 2,5 2,5, brutal! 2,6, espetacular! Muito obrigado! Batemos com folga nossa meta de likes, já estamos com 7,7 mil likes. Então você pode estabelecer uma nova meta. E o que eu ia perguntar para você é sobre a postagem do Ancelotti, porque o Ancelotti falou: calma, tá tudo bem. Vamos colocar na tela aí o que ele falou, o que ele falou não, que ele postou na sua rede social. Ontem demos o primeiro passo na Copa do Mundo e fizemos isso com a alegria e o orgulho de representar o Brasil.
José Trajano:Alegria!
Voz A:É só o começo, seguimos trabalhando e olhando para frente. Vamos juntos, disse o Ancelotti.
José Trajano:Só falta a carta da Dona Luísa daqui a pouco.
Voz A:Então, mas aí eu vou evocar aqui o PVC, que fala, ele é italiano, não é brasileiro. É italiano, não é brasileiro, um passinho de cada vez. Mas diga lá, Luísa, que que você achou?
Luiza Oliveira:Primeiras boas notícias, é maravilhosa audiência, os likes também. Eu fui muito cautelosa nos likes, dá para ser um pouco mais agressivo. Então vamos de 9 mil, âncora.
Voz A:9 mil, boa, excelente.
Luiza Oliveira:Tá bom, 5,5 foi só para começar, então vamos chegar nos 9 mil. Agora, as más notícias. Essa postagem para mim foi uma tentativa de passar uma tranquilidade para fora, né, de tentar passar uma imagem de que tá tudo bem. Mas o campo se impõe, e não foi isso que o campo mostrou. Além de todos os problemas táticos que vocês já falaram aí também, É um time extremamente nervoso em campo diante do Marrocos, é um time muito ansioso, errando coisas muito básicas, domínio, passe, time que mandava a bola para frente de qualquer jeito, lento. Então assim, a seleção brasileira teve um monte de problema tático, mas problema emocional também. O Antelotti vai ter que lidar com isso e a gente percebeu esse comportamento logo depois do jogo também. O Antelotti muito irritado, que não é muito do feitio dele, ele é bastante tranquilo, bastante calmo. Depois, na coletiva, estava bastante irritado. Jogadores também com poucas palavras. O Alisson falando: todo mundo falhou. Danilo comemorando: ah, tem que agradecer porque foi 1x1. Então a gente percebeu que essa tranquilidade aí desse coaching foi o que aconteceu ali depois do jogo. Tcheloti vai ter muita coisa para fazer durante essa semana, tem problemas cruciais para resolver. Dentro do que vocês estão falando, que ele não tem nada hoje, isso é muito complicado porque ele está há 1 ano no comando da seleção. E ele começa lá atrás: ah, vou com os 4 homens de frente. Tem gente que acha que é 4-2-4, outros que é 4-4-2, mas enfim, vou com os 4 homens de frente, vou seguir nesse caminho. Então tá, vamos ver o que aconteceu. Chegou a Copa, não deu certo, muitos pedidos para ele colocar um homem no meio de campo. Por fim ele colocou, mas também não deu certo. Então teve que mudar de novo, aí mudou durante o jogo. Então ele chega com a Copa em andamento do segundo jogo, tendo que recomeçar, tendo que refazer tudo que ele tinha feito, porque Não deu certo. De fato, ele parece perdido nesse momento. E a dúvida que fica é: ele mostrou que está disposto a fazer mudanças, né? Até pelo histórico do Ancelotti na carreira, ele não é um cara que se adapta, né? Não imagino ele muito preso, morrendo abraçado às suas convicções, como foi o Tite, por exemplo. É um cara mais maleável, ele tem esse histórico, pelo menos. Mas é fácil você tirar o Igor Thiago, é fácil você tirar o Ibanez. Será que ele vai repensar em outros aspectos do time, principalmente na forma de jogar? Mas ele vai mexer no Casemiro, que é um símbolo, como o Arnaldo falou, da era Ancelotti? Será que ele vai pensar que o Rafinha é intocável sempre? Como ele vai pensar, fazer essas escolhas que são mais sensíveis, mais difíceis, num momento de tanta insegurança? Como que vai ser mexer nesses caras que dão a experiência, que dão essa segurança aí, né? Porque a gente chegou no jogo contra o Marrocos falando, ah, o problema das laterais, ao meio de campo, e as laterais são um problema crônico do Brasil. O jogo termina com problemas em todos os setores e até com os líderes em xeque, né, ou pelo menos levantando dúvidas sobre os líderes. Então são muitos problemas para resolver ao longo dessa semana. Vamos ver o que que ele vai fazer.
Voz A:Perfeito isso, começou com problemas nas laterais e terminou o jogo com problemas em todos os lugares do campo.
José Trajano:Você trocar o Ibanez e o Igor Thiago, aí é mole, aí é mole. Eu quero ver mexer nos bambambãs, né?
Voz A:Aí, Pedro, vou até você, porque você, Danilo, Luísa, PVC, Rodrigo e todo mundo estão aí apurando muitas coisas. E tem uma reportagem hoje de vocês falando sobre o fator Neymar. Estamos aqui debatendo há mais de meia hora que é uma Copa do jogo físico, do jogo Tal, não sei o quê. E o Neymar tá lá. E o Neymar, nas previsões iniciais, poderia talvez aparecer no banco, não sei o quê, contra o Haiti. Será que vai ter isso? E essa é a primeira pergunta. E a segunda é: diante do que estamos vendo na Copa do Mundo, que é uma Copa física, o Neymar seria a melhor opção?
Pedro Lopes:Pois é, né? Existia a expectativa dele ter voltado a treinar semana passada, né? Ele fez aquele exame na segunda-feira que na verdade acabou adiando a volta dele, mas agora o plano é que ele finalmente volte entre hoje e quarta-feira. Mas é isso, né, mesmo voltando, treinando com bola, o jogo do Brasil é na sexta-feira. E a gente precisa ser realista, né, o Neymar não vai estar bem na sexta-feira para ser uma esperança do Brasil no jogo de Copa do Mundo. Isso não vai acontecer. Ele é dúvida para o jogo e o cenário mais provável é que ele, mesmo indo para o jogo, não seja utilizado, não seja aproveitado, ou se for, seja aí por poucos minutos, se o jogo tiver fácil, né. Eu acabei assistindo praticamente todos os jogos do Neymar desde que ele voltou ao Santos, primeiro por causa do podcast que a gente fez aqui no All no ano passado e depois para preparação para a Copa do Mundo, e o que se viu foi um Neymar fisicamente muito abaixo do que a gente estava acostumado. O Neymar nunca chegou a ter lampejos físicos do jogador que ele era no Paris Saint-Germain antes de ir para Arábia Saudita. Sempre uma rotação bem mais baixa, muitas lesões. Mesmo quando emendou uma sequência, tinha perdido aquela capacidade de explosão no um contra um. De desequilibrar partidas, eu acho ele uma incógnita gigante. Eu acho que a capacidade do Neymar de ajudar dentro de campo no nível que está essa Copa do Mundo é super questionável. Eu pessoalmente não vejo ele conseguindo fazer isso. Eu acho que o Neymar que a gente viu e viu bastante, né, um ano e meio jogando pelo Santos, não tem a capacidade de ter esse impacto que se espera dele numa Copa do Mundo, nessa Copa do Mundo. Eu acho muito difícil para ele.
Arnaldo Ribeiro:Então eu acho, ouvindo o Pedro falar e lembrando do Neymar aqui no Santos, até agora o Neymar pós-lesão séria do ligamento cruzado, eu acho que a gente pode fazer uma comparação, vai, vou arriscar essa comparação, com quem eu critiquei no início e os corinthianos ficaram bravos comigo: Memphis Depay. Memphis Depay veio jogar no Brasil no Corinthians, Neymar no Santos. A gente ficou acompanhando os dois Porque os dois aqui são espécies de donos do time, jogam quando querem, aonde eles querem, quando eles querem, como eles querem, com a camisa que eles querem. Então tem esse paralelo. O Memphis é 2 anos mais jovem do que o Neymar. Então ele é 94, o Neymar é 92. O Memphis não teve cirurgia de ligamento cruzado, ele não teve nenhuma lesão grave na carreira. Teve uma lesão muscular, maltratada, como essa da panturrilha do Neymar, no Corinthians antes da Copa. Voltou a jogar pelo Corinthians antes da Copa, ganhar minutos, foi acompanhado pelo Ronald Koeman, começou a entrar aos poucos, não participou do amistoso final na Holanda, começou a partida inaugural da Holanda no banco de reservas porque ainda não estava a gente me deu de jogo. Quando a Holanda tá vencendo o Japão e o Ronald Koeman coloca o Memphis, eu reparei nos movimentos do Memphis. De novo, eu repito, 2 anos mais novo que o Neymar, sem lesão grave. Ele tá péssimo ainda. Não é que ele é péssimo, ele está péssimo. Então ele não conseguia arrancar, segurar a bola na frente, e o Memphis é bem mais mais forte que o Neymar, hein? Eu só tô fazendo uma comparação da dificuldade de jogadores já mais veteranos com uma Copa dessa, que vem de lesões recentes, entrarem nesse ritmo maluco que a gente tá vendo. Quem joga no ataque hoje, ele não tem só que, primeiro, ele não recebe a bola limpa de ninguém, já tem uns 3 no cangote. Segundo, ele tem que marcar pressão ao adversário. E o Memphis não conseguiu. O Ronald Koeman colocou inclusive mais um atacante mais forte para que o Memphis ficasse em segundo, para não ter tanta obrigação defensiva, e ele não conseguiu jogar futebol. Ele perdeu todas as bolas. E a gente está vendo. Quem jogou mais aqui no Brasil nesses 2 anos recentes? O Memphis Depay ou o Neymar?
Voz A:Memphis, com fome.
Arnaldo Ribeiro:É bem mais, né? Pô, mas não dá para comparar. Então assim, é só esse paralelo, talvez seja interessante a gente colocar, porque o que o Pedro está projetando é que não é porque o cara— tudo bem, o Neymar tecnicamente é melhor ou foi melhor que o Memphis, eu sei, mas a questão assim, há quanto tempo o Neymar não tem um enfrentamento desse que a gente está vendo no Mundial? É bem difícil a gente imaginar que ele consiga, de fato, fazer alguma diferença numa Copa uma situação como essa.
Voz A:Eu quero ouvir o Danilo sobre isso, mas antes vou a você, Trajano, porque você falou depois do jogo, logo depois do jogo, você falou assim: "Olha, vai chegar um momento que vai começar, que o Neymar vai começar a ser demandado." Só que é esse Neymar aí.
José Trajano:Por falta de opção do técnico. E ele criando uma situação para levá-lo, entendeu? À medida que ele vai melhorando e ganha condições de treinar, Ah, ele pode ficar no banco, né? Não, ele pode jogar 10 minutos ou meia partida, uma partida inteira. Ele vai, ele vai se colocando diante, se o Brasil continuar essa coisa que foi mostrado no primeiro jogo. É claro que o jogo do Haiti, até como disse, caiu do céu, caiu do céu porque é mamão com até para ele jogar. Bota o Neymar ali 15 minutinhos, se ele tiver condições de andar sem bengala, né? 15 minutinhos. Pode até fazer um gol, pode ser uma goleada, golota, o Neymar fez gol. O Neymar pode ser responsável por criar uma situação do mesmo jeito que foi criada uma situação para ele ser convocado.
Arnaldo Ribeiro:Perfeito, perfeito.
José Trajano:Ele não era para ser convocado, mas se criou uma situação, um clima para ele ser convocado, da mídia, parte da mídia, de torcedor, de pressão, de anunciante, não sei o quê, de marketing, e o Ancelotti cedeu. Diz que só levaria jogadores em condições ideais físicas. O Neymar é o retrato ao contrário disso, não é? Como o Depay também é um retrato ao contrário. Então só falta acontecer o seguinte: o Brasil passa, deve passar, e Depay e Neymar se enfrentarem na próxima fase, um contra o outro.
Voz A:É bem possível.
José Trajano:É isso, é possível. 2 mulamancas se enfrentando, Brasil contra Holanda.
Voz A:Ô Danilo, você tinha falado essa frase, olha, convocou o Neymar, capaz de uma hora, não é precisar do Neymar, capaz de uma hora o fato de ser o Neymar e o Brasil meio capengando, põe o Neymar.
Danilo Lavieri:É, a verdade é assim, né, quando você não tem o resultado, os erros eles vão ficando mais evidentes, então a gente vai discutindo outras coisas aqui. A partir do momento que o Brasil tem um ponto na estreia, e aí é que toda essa nossa análise ela fica condicionada pelo fato de ser o Haiti. Então o Brasil vai ter que ganhar do Haiti e ganhar jogando bem. Mas imaginando um cenário em que o Brasil tenha um primeiro tempo difícil contra o Haiti, o Ancelotti olha para o banco e fala: putz, preciso de alguém para resolver. Ele não vai olhar para o Neymar, ele vai ter uma convocação de 26 jogadores, que na verdade foram 25, e que em última instância poderia ter sido 24 se o Wesley não tivesse machucado, porque ele não usaria o Danilo de jeito nenhum, como ele já mostrou. Foi, acabou usando porque o Ibanez jogou tão mal e tomou amarelo que entrou como terceira opção ali. Mas enfim, sobre o Neymar voltando, ainda que o Neymar estivesse na sua melhor forma, que foi agora nessa sequência de jogos que ele teve no Santos, ainda se ele tivesse nessa sequência, o Ancelotti não olharia para jogador que fala: não, Neymar vai resolver esse jogo para mim. O Neymar, ele foi convocado como um meio do caminho ali para o Ancelotti fazer o ambiente ficar legal, viu, Trajano, como você gosta de falar. Assim como Danilo foi convocado para ser líder do grupo, para poder ajudar Wesley. A Luiza até tava falando outro dia como os jogadores citam o Danilo como um professor aqui dentro. Wesley, antes de ser cortado, disse: não, teve um determinado momento em que o Ancelotti mostrou um vídeo e quem veio me mostrar o que eu tinha que fazer era o Danilo. O Ancelotti pediu para o Danilo me falar o que eu tinha que mudar. Então o Ancelotti, ele fez algumas concessões nessa convocação para deixar o grupo feliz, para deixar os líderes tranquilos. E aí, na hora que ele olhar para campo, não vai resolver. E o Neymar, gente, convenhamos, é o que eu falei, o Neymar, ele já tá, a gente tá no dia 15, 15, daqui 2 dias, ele vai estar 1 mês sem treinar com bola em campo. A última vez que ele entrou em campo foi dia 17 de maio contra o Coritiba. O Coritiba passou o carro em cima do Santos em Itaquera. O Neymar se machucou. No dia seguinte, o Ancelotti topou convocar o Neymar. 10 dias depois foi constatado uma lesão que o Santos e o staff do Neymar estavam escondendo. E que a seleção brasileira se fingiu de boba para topar convocar o Neymar. E agora a gente está chegando no dia 17, um mês depois, com o Neymar sem ter treinado nenhuma vez com o grupo numa Copa do Mundo em que o Brasil começou num péssimo desempenho contra Marrocos, que vai ganhar do Haiti de qualquer jeito, que tem que ganhar do Haiti, e que talvez o assunto Neymar volte a ficar por baixo do pano. Porque é um absurdo o que a CBF fez com o Neymar, é um absurdo.
Arnaldo Ribeiro:Chamou o Danilo?
José Trajano:Não, eu queria que o Danilo pensasse de outro jeito. Ele pensou: o Brasil está em dificuldade, né, para jogar contra o Haiti, ele olha para o banco, não vai colocar o Neymar para resolver a parada. Mas vamos colocar que o jogo está muito fácil, começa o segundo tempo, Brasil já goleando, ele olha para o banco, se o outro tiver condições, falou: haha, né?
Voz A:Na hora!
José Trajano:Na hora! Olha o que eu estou te falando, por aí que eu quero chegar. Por aí que eu quero chegar.
Voz A:Muito bem, Mauro. Aquela festa incrível que aconteceu lá na convocação lá atrás, Neymar, é bom, YouTubers está desaguando nisso que a gente tá vendo agora.
Mauro Cezar:Eu acho que ele teve uma ótima estreia, gostei muito do desempenho do Neymar, os momentos de pausa da hidratação ali, orientando, incentivando os companheiros. Acho que ele tá muito bem, ele já tá no banco, né? Ele tá muito bem, acho que inclusive ele cobriu muito bem o papel possível na Copa. Acho que ele deveria continuar por ali dando a força à rapaziada, apoiando e tal, mostrando essa suposta liderança que as pessoas falam. Acho que não precisa treinar, não precisa fazer nada, só de ficar ali com aquele boné bacana da CBF ali, pode virar para trás se quiser, também não tem problema, e ficar ali batendo papo com os caras, orientando e incentivando. Agora, tem esse paralelo com o Danilo, acho que tem um detalhe, né? Eu também acho que o Danilo "Ah, a fase dele de seleção já passou e tal." O Danilo há pouco mais de 6 meses fez uma grande atuação e o gol decisivo no jogo mais importante do nosso continente na temporada. O Danilo ainda consegue jogar futebol, ainda consegue ser competitivo.
Voz A:E vamos combinar, nesse jogo contra o Marrocos, diante de um desastre total, ele entrou correndo, marcou um gol.
Mauro Cezar:Eu também acho que a fase dele, ele mesmo acho que acha isso, né? Ele deu entrevista e falou Ele projetava jogar Copas do Mundo, não essa, e sim até 2022. Ele é um reflexo também da carência e tudo mais, enfim, e da linha da confiança do técnico. Mas ele consegue ser competitivo ainda, consegue jogar, e foi super importante, tem pouco tempo, no jogo mais relevante da temporada. É muito diferente da situação do camisa 10, né, que, repito, sem ironia, está muito bem ali. O que ele pode fazer é ficar dizendo força para a rapaziada.
José Trajano:A convocação foi Danilo e mais 25. Exato, porque ele foi convocado antes da convocação.
Danilo Lavieri:Mas essa coisa é só para deixar, eu não consigo comparar o nível dos dois não. Danilo, anos-luz à frente do Neymar hoje no futebol. A minha comparação é na questão de convocação, para o Ancelotti colocou o Danilo como o primeiro convocado e ele colocou todo mundo na frente do Danilo para ser lateral. Esse é meu ponto. Então assim, ele convocou o Danilo para ser um líder E vai ter que usar o Danilo como lateral. Ainda bem que o Danilo ainda consegue entregar jogos, isso é verdade. Não tô dizendo que o Danilo não entrega, não. É mais na questão do ambiente, é mais na questão de você olhar para a lista e do porquê o Danilo foi o primeiro cara a ser convocado. É só esse o ponto, pelo amor de Deus. Tem comparação Neymar e Danilo? Porque o Danilo tá muito mais competitivo do que o Neymar.
Voz A:E parece que a diferença é uma, é a seguinte: o Danilo, ele tá em último lugar na fila, só que quando precisar do cara, o cara vai poder jogar e até cumprir direito. O Neymar não, ele pode estar onde ele quiser na fila, mas ele não pode jogar.
Arnaldo Ribeiro:A gente, nessa comparação, eu entendo o critério para convocação dos dois, o Danilo tá explicando, sempre falar o Danilo Lavieri ou Danilo do Flamengo ou Danilo do Botafogo, enfim, o Danilo Lavieri tá explicando, essa situação que na outra Copa foi meio que simbolizada pelo Daniel Alves, o transcende o futebol. De ambiente. Essa situação depois de família antielótico, mas a família escolar é escambau, gente. Eu tava lá, esse negócio da família, ela só se constitui, qualquer família aliás esportiva, ela só se constitui com vitórias. Não existe família com derrota ou com time frágil. Antes de pensar no ambiente, na família, você tem que pensar no time que você vai escalar em campo ou na convocação que você vai fazer. E essa coisa, o "O Ancelotti é um ótimo administrador de elenco", dane-se se ele não for um bom técnico de campo. E ele tá um péssimo técnico de campo, essa é a questão. Então não adianta ter o ambiente salutar e os três estão lá, os três falaram pra gente depois do jogo, o semblante do Ancelotti mudou radicalmente depois do empate. Ele ficou pê da vida, ele respondeu mal. Ele não tem entrevista coletiva marcada para hoje, certo? Por que será, hein? Ninguém vai falar hoje? Falavam todo dia. Então o ambiente, hoje não tem gente falando. Cadê? Cadê a galera para falar? Então, né, família Ancelotti tem um problema, né?
Voz A:Luiza, eu sei que você precisa sair agora porque você vai na pré-coletiva da França. Que responsa, hein?
Arnaldo Ribeiro:Aí sim, aí é outro papo. Lá não tem ambiente tem time, sempre uma contra o outro, mas tem time.
Voz A:Vou te dar duas informações e quero ouvir as suas palavras finais. Um, não é que chegamos a 9, chegamos a 10 mil likes. Dois, estamos nos aproximando da audiência tri-brutal. Se a gente conseguir isso aí, vai ser espetacular.
Luiza Oliveira:Agora, Luiza, isso é maravilhoso!
Voz A:Suas palavras finais. Muito obrigado mais uma vez por estar com a gente aqui. Volte todos os dias.
Luiza Oliveira:Opa, sempre um prazer estar com vocês, meus amigos. Pois é, vou para a coletiva da França agora, do Deschamps. Tinha a expectativa de Mbappé falar, mas ele não veio para cá para falar. O Kanté vai falar no lugar dele. O Deschamps não queria que ele se deslocasse muito, enfim. Mas é uma expectativa boa para esse França e Senegal, um bom jogo da primeira fase da Copa do Mundo, relembrando aquele de 2002, quando o Senegal vence a França. Então tem muito assunto por lá, a despedida do Deschamps também, que depois deixa essa Essa seleção que chega muito badalada como das grandes favoritas junto com a Espanha e com muitas estrelas, com jogadores considerados melhores do mundo, mas ainda também alguns questionamentos sobre se o coletivo é tudo isso. Enfim, vamos ver o que tem por lá. E mais tarde estamos na seleção brasileira também. Vamos ver se alguém fala. Não tem ninguém programado para falar, mas de fato era importante. Alguém tinha que falar. E vamos ver se Neymar vai para campo também. Mas é tanto tempo fora, vocês já falaram isso bastante, difícil contar com ele no próximo jogo. Tem sido difícil contar com ele de toda forma, ainda mais para a próxima partida. Obrigada, meus amigos, amanhã estamos de volta.
Voz A:Valeu, Luísa. Então ela vai para a coletiva da França, vai lá perguntar, que ela tá colocando veneno.
José Trajano:Será que o Ancelotti agora vai se comunicar através de nós, tipo Jânio Quadros? Só nós, só os sujeitinhos.
Voz A:É isso. A gente vai para um breve intervalo, mas Pedro, queria saber de Pedro e Danilo, tem alguma explicação por não ter a coletiva, como Arnaldo ressaltou aqui? Curioso, né, porque tem todo dia.
Pedro Lopes:Tem sim, a explicação é mais básica do que parece, né. Teve o jogo e aí teve a zona mista e vários jogadores passaram, pararam lá, falaram bastante. O Casemiro falou, Danilo falou, Alisson falou, Bruno Guimarães falou, Paquetá Então é uma avaliação só de dar um dia de pausa e amanhã retomar as coletivas e voltar a ter os jogadores falando, porque é uma Copa longa, né? São muitos dias. Mesmo com um jogador dando entrevista por dia, tem mais dias do que jogadores. Então é só um dia de intervalo mesmo, porque avaliação é de que Os jogadores já deram explicações e já falaram sobre a estreia bastante em detalhes, mais profundamente, depois do jogo lá na zona mista.
José Trajano:É um bom motivo de falar em reflexão. Como é que dormiram? Dormiram bem? Estão refletindo sobre a péssima atuação? A seleção está adotando o método do ex-ministro da Justiça durante a ditadura, senhor Armando Falcão: nada declarar. Lembra disso? Ele chegava lá: não, nada a E pronto, vamos nós.
Voz A:Ó, vamos fazer um breve intervalo aqui na TV. Mandem as suas mensagens para gente, chamem parentes e amigos, vote na enquete. Daqui a pouco eu vou dar uma parcial de como está a enquete. Venham com a gente, já voltamos. Aqui o Anderson Oliveira: será fácil para Hendrick e outros reservas contra o Haiti? Azar dos titulares que se queimaram contra Marrocos. Hendrick chuta-chuta é bom, mas não tudo isso, diz ele aqui. E o Doug fala que o Brasil perdeu artilharia em Copas para Alemanha também, depois de 7x1, 7x1, né?
Arnaldo Ribeiro:Exatamente, bom dado dele, é isso mesmo. Alemanha parecia ser uma meta insuperável essa do Brasil, gols marcados.
Mauro Cezar:O Brasil que jogou todas as Copas, né?
Arnaldo Ribeiro:Pois é, foi o único que jogou. A média da Alemanha é melhor, além de ser o número bruto ser maior também.
Voz A:E o, ó quem tá aqui, Roberto Ameriot Jr. Olha lá aí os números, ó.
José Trajano:Como é que eu não tô vendo direito?
Voz A:Fala aí. A Alemanha tem 113 jogos, o Brasil 115 em Copas. Foi o, como disse, lembrou Mauro, o único que participou de todas as edições. A Alemanha tem 2 Copas a menos, tem 239 gols marcados, Alemanha. O Brasil, 238. 131 gols sofridos, Alemanha. 109, o Brasil. Então esses são os números. Então a Alemanha acaba de superar o Brasil em número de gols marcados. Sendo que o Brasil jogou mais vezes, né? Aqui, ó, o Roberto Ameriot Jr., ele fala o seguinte: falar sobre o Memphis? Não, esse Brasil desorganizado e sem brilho não vai passar fácil pelo Haiti. Alemanha, Equador, Holanda, Japão, Estados Unidos, Suécia, Costa do Marfim, Marrocos, todas estão melhores. Agora, a nossa enquete, Trajano, que você perguntou, ela está da seguinte forma: devia ter sido adaptada aquela sugestão da Luiza, que era para colocar Por causa do Marfim. Mas com o Marrocos, ela tá assim: Alemanha 13%, Estados Unidos 55%, Holanda/Japão 25% e Marrocos 7%.
José Trajano:Eles foram influenciados pelo Mauro, né? O Mauro também chamou mais atenção para você para os Estados Unidos.
Arnaldo Ribeiro:Para mim também.
Voz A:Mas sem down de Pacheco aqui, tirando Holanda e Japão que se enfrentaram, o Marrocos era mais difícil que... Teve o Paraguai, mas Marrocos eu acho que é mais difícil que o Paraguai.
Arnaldo Ribeiro:Bem mais difícil.
Voz A:O Brasil foi pior assim, tem um adversário melhor. Sem dúvida. E pareceu.
Mauro Cezar:Mas se joga bem também, a atuação tem um valor maior, né? Você fala: pô, enfrentou um adversário mais difícil e jogou bem, venceu. Isso também entra na avaliação.
José Trajano:Podia ter sido 1x1, podia ter sido 1x1. O time vem jogando bem.
Mauro Cezar:Jogando bem.
José Trajano:Bateu na trave, o goleiro fez duas defesas, o time procurou o ataque.
Voz A:Ponto, né?
José Trajano:Perdeu, perdeu.
Mauro Cezar:Poderia ter vencido o jogo, né? Dentro do que o Caldeirão pode oferecer.
Voz A:Exatamente. O PC Fernandes fala que estamos pagando o preço de formarmos jogadores apenas pensando em qual posição será vendida para Europa mais facilmente e pelo maior preço.
José Trajano:Todos já foram vendidos para Europa.
Mauro Cezar:Eu acho que tem muito disso, tem muita questão de posicionamento. Ontem eu vi uma análise muito boa do Tim Vickery também sobre a questão do meio-campo.
José Trajano:Isso, é muito bom. Eu também gostei. Parabéns para ele pela análise do meio de campo. Excelente.
Mauro Cezar:Isso passa muito pelo futebol de clubes, no estado, no Brasil.
Voz A:Estamos de volta aqui na TV e tava rolando um papo interessante sobre a formação de jogadores de futebol brasileiro. O Mauro tava lembrando de uma análise muito interessante que o Tim Vickery, nosso companheiro inglês, sobre o deserto que virou o futebol brasileiro.
José Trajano:Ele fala que a partir da Copa de 74, né?
Voz A:E aí virou essa outra coisa.
José Trajano:Bom, eu quero mandar parabéns aí, já que nós estamos citando um companheiro de outras emissoras e tal, é o Fábio Porchat, que fez um quadro, ele, aquele aperto, nós já cobrimos vários eventos importantes.
Voz A:É muito bom, na cabine, né, que vai entrando gente, é muito bom.
José Trajano:Ele, o Vivier e o Di Castro, né, são bons. E os dois se apertando, vem para cá, vem para lá, porta a mão.
Voz A:São defensores do cantor e do jogador, é bom demais.
José Trajano:Muito bom.
Voz A:Mauro, Espanha favorita, hein, entra em campo hoje. Primeiro teste contra Cabo Verde, também é um jeito, é uma coisa meio curaçao aí.
Mauro Cezar:Parecido com a da Alemanha, né, de conseguir uma vitória.
Voz A:Até mudava no meu bolão, viu.
Mauro Cezar:É, eu acho que aí é uma questão só para ver a Espanha desfilar e deve vencer bem. Vai ter que esperar para ver a Espanha competindo para valer mais adiante, né. É por isso que eu acho que a tabela foi muito ruim para o Brasil, porque pegou o pior adversário de cara. Aí pega depois o Haiti e o Marrocos, que deve disputar com o Brasil a liderança do grupo. Pega o Haiti na última rodada, já eliminado provavelmente, e sabendo quantos gols, acompanhando o jogo do Brasil com as costas, ele precisa para ser o líder. E se o Brasil for segundo, ele vai parar lá em Monterrey. É isso. Aí mexe com a logística, mexe com tudo. Tem esse aspecto também, o planejamento que foi feito e que pode ser comprometido por uma classificação em segundo lugar. E ao não vencer Marrocos, o Brasil O Brasil tá sujeito a isso. E a última rodada, quem vai pegar a carne assada vai ser a seleção marroquina. Exatamente. O Brasil vai pegar a Escócia, que não é— Escócia tem uma série de limitações, mas tem jogadores melhores, mais experientes, vai saber montar ali uma defesa chata, vai ficar aquele jogo batendo no muro, especialmente se estiver brigando por uma classificação. Deve estar, né?
Voz A:Vai estar, vai estar. Ó, já que falamos da Espanha aí, é meio jogo contra o Curaçao. Eu coloquei 4 a 0 aqui no Bolão do UOL, mas acho que eu vou mudar.
José Trajano:Pode mudar.
Voz A:Não, até antes de começar o jogo pode mudar. E você pode participar do Bolão do UOL, tá? Não cita, vai aparecer na sua tela aí o QR code, porque você pode entrar no Bolão do UOL, do qual Arnaldo está liderando, mas com alguma folga, né? Arnaldo liderando, mas eu tô em sétimo lugar, tô na cola, na boa. Tem mais de 50.
Arnaldo Ribeiro:Não são nem da Libertadores.
José Trajano:Você sabe como é que você é conhecido nesse bolão? Bortoletto. Porque é o brasileiro piloto da Fórmula 1, tá sempre lá em Assetto Remoto.
Arnaldo Ribeiro:Hamilton era velho que tá reagindo.
Voz A:Participe do Bolão do UOL e também entre no Instagram, viu, do UOL, que tem várias coisas legais lá. @uolesporte, o Instagram do UOL. @uolesporte, Instagram do UOL. Participe lá.
Mauro Cezar:Duel.
Voz A:Tem também hoje Danilo, Pedro, Uruguai em campo, e eu acho que esse jogo vai ser enroscado também. Aliás, com problemas no Uruguai, né? Teve dificuldade para passar, para chegar, atrapalhou a programação, né, para passar, acho que na alfândega foi esse, esse foi o problema.
Arnaldo Ribeiro:O voo foi cancelado.
Danilo Lavieri:Danilo era eu, eu, o Tironi, eu vou ser, eu não li nada sobre o Uruguai aqui, não tô sabendo do que aconteceu com o Uruguai, ô Tironi. Para falar bem a verdade, eu vi só, só acho que o jogo vai ser enroscado, mas sobre esse problema eu estou totalmente por fora.
José Trajano:Só uma questão: eles estavam em Cancún e o voo teve problemas, né?
Arnaldo Ribeiro:Então na chegada atrasou para caramba, e o Bielsa foi dar entrevista E muita gente tem cobrado ou reparado que o Bielsa, ele respondeu às perguntas, desde que ele foi agora recém-chegado à Copa do Mundo, olhando para baixo, sem olhar para as câmeras, olhando assim, né? Então, como se ele tivesse... Esse é o jeito dele, ele sempre foi assim, ele sempre olhou para baixo. No Brasil e Chile na Copa de 98, ele era técnico da seleção chilena, então na entrevista coletiva chamava atenção porque você perguntava, ele olhava para baixo, parecia que ele não ia responder, mas ele estava pensando no que responder. E normalmente, depois de pensar bastante, ele falava alguma coisa monossilábica: "Não, não concordo." Então é o jeito, é o "Loco Bielsa", é assim que ele é. Existe uma grande expectativa, mas com muitos problemas físicos, né, a seleção uruguaia. E acho que vai ter problema assim com a seleção árabe, não vai ser fácil não.
Voz A:E tem Bélgica e Egito também hoje, outro, né, super favorito. Arbitragem de Ramon Abate Abel.
José Trajano:Esse é o assunto, é o maior destaque de hoje, né?
Voz A:O Arnaldo vai assistir esse jogo.
Arnaldo Ribeiro:O Ramon Abate Abel, desculpa Mauro, é o Mauro, árbitro no meio, e eu sou o De Bruyne e o trajeiro é o Salah. Cara, o coroa! Olha que coisa maravilhosa! Good luck, Ramon Abate Abel! Olha que coisa maravilhosa!
Mauro Cezar:É isso! O primeiro motor uruguaio estava olhando aqui, foi de documentação no avião.
Voz A:Isso mesmo!
Mauro Cezar:Fretado para levá-los do México aos Estados Unidos, aí ficaram retidos no México e aí o louco ficou mais louco ainda.
José Trajano:Exatamente! Quem não conhece a música? Todo país tem uma música que é composta para incentivar a torcida. A do Uruguai foi composta por dois grandes músicos uruguaios, Jorge D'Étera e Hugo Fatoruz.
Voz A:Exatamente. Então esses são— vamos repassar só os jogos que acontecem hoje. Olho na tela com o que vem por aí na Copa do Mundo nesta segunda-feira. Tem Espanha e Cabo Verde, Barbada raça, que a Espanha vai ganhar, certo? O Brasil tá precisando disso, de alguém grandão dar uma enroscada, vai fazer Tá vendo? Também os outros também não ganham, entendeu? Hoje empate, alguma coisa meio, né? Por enquanto rolou, né? Bélgica e Egito. Egito jogou com o Brasil outro dia, né? Não é um time qualquer, não é um time fraco assim. Exatamente. Arábia Saudita e Uruguai, que eu acho que o Uruguai vai se embananar nesse jogo. E tem, é claro que muitos olhos voltados para esse jogo aí, o Irã entrando em campo pela primeira vez. Rajando agora que teve o acordo de paz aí, enfim, selado.
José Trajano:Eu lembrei bem que acordo de paz, mas Israel se negando a tirar as tropas do Líbano.
Voz A:Mas claro que o mundo estará voltado para olhar.
José Trajano:Eu tava vendo uma matéria do João Castelo Branco, fora do Irã, a maior colônia iraniana mora, vive nos Estados Unidos. Então vai ter muita coisa, aí tem uma grande parte que vai torcer a favor, outra parte vai torcer contra por causa da diferença de apoiar o regime, querer monarquia, não sei lá o quê. É meio complicado o negócio.
Voz A:Ficamos por aqui por hoje, hein? Olha, queria agradecer a você que esteve com a gente aqui, uma audiência espetacular hoje. Batemos 11 mil likes, mas chegamos quase a 30 mil aqui simultâneos. Muito obrigado! Amanhã tem mais Copa do Mundo, tem Copa do Mundo todo dia aqui. Valeu Trajano, valeu Mauro, valeu Arnaldo, Danilo e Pedro, nossos norte-americanos. A gente volta amanhã, fica agora com o All News. Ciao!