Episódios de Posse de Bola

#640: Brasil só empata com Marrocos na estreia da Copa! Preocupante?

14 de junho de 20261h27min
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Eduardo Tironi, Arnaldo Ribeiro, José Trajano, Juca Kfouri, Casagrande, Danilo Lavieri e PVC analisam o empate do Brasil na estreia da Copa do Mundo contra Marrocos. Atuação preocupante? Ancelotti escalou mal o time? Por que Endrick não entrou no segundo tempo?

Participantes neste episódio6
A

Arnaldo Ribeiro

Comentarista
C

Casagrande

Comentarista
D

Danilo Lavieri

Reporter
J

José Trajano

ComentaristaJornalista
J

Juca Kfouri

ComentaristaJornalista
P

PVC

ComentaristaJornalista
Assuntos8
  • Campeonato Brasileiro de FutebolEmpate contra Marrocos · Atuação preocupante · Escalação de Ancelotti · Ausência de Endrick · Desempenho de Casemiro · Comparação com Copas anteriores · Expectativa vs. Realidade · Análise tática do jogo
  • Técnico Carlo AncelottiDecisões táticas · Substituições · Estilo italiano de jogo · Pressão e expectativas · Comunicação com a imprensa
  • Análise de JogadoresVinícius Júnior · Igor Thiago · Endrick · Casemiro · Paquetá · Raphinha · Bruno Guimarães · Matheus Cunha
  • Seleção BrasileiraRenovação do elenco · Necessidade de coragem nas convocações · Quebrar a 'panela'
  • Marrocos· InternacionalQualidade do time · Destaque para o meio-campo · Evolução da equipe · Boadii (jogador)
  • Expectativas para JogosObjetivo de classificar · Perspectiva de melhora · Copa do Mundo como um todo
  • Novos técnicos no BrasileirãoAdaptação ao futebol brasileiro · Comparação com técnicos anteriores · Estilo pragmático
  • Opinião Pública EUAEnquete sobre a estreia · Repercussão nas redes sociais · Expectativa da torcida
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Voz A:Olá, sejam todos muito bem-vindos! Está no ar o Posse de Bola pós Brasil 1 Marrocos 1, estreia da seleção brasileira no na Copa do Mundo, sofrida, hein, rapaz. Temos muito a dizer e eu não quero falar muito porque eu quero já apresentar a turma que tá aqui e que a turma que tá nos Estados Unidos também. Olá, Juca Kfouri.

Juca Kfouri:Olá, seu destaque. Meu destaque é para o time dos Estados Unidos, para o resultado que o Catar conseguiu e para constatação de que Marrocos tem um time, a seleção brasileira tem alguns talentos. Hoje o do Vini serviu para empatar um jogo que, na verdade, pelo primeiro tempo, a seleção brasileira não mereceu.

Voz A:Arnaldo Ribeiro.

Arnaldo Ribeiro:Bom, não temos um time, temos alguns talentos. Talvez um principal deles não entrou em campo. Sem dúvida, depois de 5 substituições, Hendrick tava batendo na porta. Não entrou em campo. E o Ancelotti abraçou o 1x1, como a gente tinha comentado pela manhã, né? Então, para ele, até que não foi ruim.

Voz A:Mas olha, José Trajano.

José Trajano:Olá a todos e todas. Olha, foi um jogo horroroso. Segundo tempo, então, foi triste. O Brasil jogou mal. Marrocos no final pregou. Olha, é o futebol com carnaval, a pregoada pelo míster. Olha, eu vou te contar um negócio. Na verdade, foi aquilo que eu esperava. Eles prometeram um futebol melhor, mas não correspondeu. Teve um gol bonito do Vini Jr., mas cá entre nós, foi a decepção.

Voz A:Lá direto do estádio onde aconteceu a estreia do Brasil, a um, Paulo Vinícius Coelho, seu destaque, PVC.

PVC:O Ancelotti foi mal do início ao fim, escalou mal. Acho que muita gente queria o Ibanez, mas o Ibanez não jogou bem. Tomou cartão amarelo, saiu pelo cartão. Casemiro parecia um caminhão fazendo curva na Serra das Araras, de pesado, de torto, de lento. E acho que ele mexeu mal também, porque o jogo tava pedindo o Hendrick, tá pedindo o Hendrick. Agora, é aquilo que a gente falou de manhã, é uma Copa do Mundo à italiana. Ancelotti acha que não importa começar mal desde que termine bem. Só que para nós brasileiros, terminar bem é ganhar o oitavo jogo.

Voz A:Olha, temos uma enquete, hein, para quem tá nos acompanhando ao vivo. E é claro que é sobre a estreia do Brasil. O que você achou da estreia do Brasil? Põe na tela aí a nossa enquete. A estreia do Brasil foi preocupante, decepcionante, dentro do esperado, que afinal muita gente falava vai aparecer, vai entrar já já, ou boa? Como foi a estreia do Brasil na Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá? Vou repetir: preocupante, decepcionante, dentro do esperado ou boa? Essas são as alternativas. Daqui a pouco aparece aí na tela para você as alternativas.

Juca Kfouri:Sobre o meu ponto de vista, que esperava uma derrota, foi boa? Não, foi só decepcionante, frustrante, como jogo de futebol. Mas o resultado, acho que dentro do esperado, estamos classificados.

Voz A:É classificado, é provável que estamos. Olha, Juca, então aproveitando que você está confiante na classificação, quero pedir, olha, aí tá aí a enquete para você. Quero que na falta dos outros titulares do pedido de likes você peça likes, porque afinal já entramos na audiência brutal e vamos aqui por mais uma hora e meia.

Juca Kfouri:Meus amigos, vocês sabem que eu tenho a tarefa de voltar a exercer uma função que exerci com muito brilho durante esses anos todos de posto de bola. Tenho uma pupila que eu formei e que vai muito bem todas as vezes que pede, que é a Luísa. Danilo Lavieri é um fracasso, como José Trajano também tentou ganhar uma titularidade e não foi feliz.

Voz A:Eu quero 8 mil likes Nesse sábado à noite, 8 mil likes, portanto, é o nosso, nossa meta de likes. Então vocês que estão em casa, chamem parentes e amigos para entrar aqui na live, que já passou da audiência brutal, mas queremos abrir brutal nessa estreia do Brasil, porque temos muito, muita, muita coisa a debater. PVC, cheiro da grama, você está no estádio, então portanto você viu tudo muito de perto aí. Você falou que o Ancelotti foi mal. Que as substituições foram ruins e que o Hendrik pediu passagem. Do começo ao fim você entendeu que o Marrocos foi melhor?

PVC:Tá, eu acho que teve alternâncias no jogo, o jogo teve altos e baixos. Marrocos começou muito melhor, para mim o Boateng, número 6, jogador do Lille, foi o melhor do jogo, mas de longe, apesar do brilho individual ter sido do Vinícius Júnior na jogada do gol. Mas pelo amor de Deus, pelo amor de Deus, ninguém vai catalogar assistência para o Bruno Guimarães, né? Porque assistência é quando você toca a bola e assiste o autor do gol, não quando você toca a bola e assiste ao autor do gol. Regência verbal, aprendi na escola. Ele deu, ele deu o passe e o Vinícius fez o gol, fez a jogada toda do gol. Mas o Boadilla para mim foi o melhor do jogo. A diferença tá claramente no meio-campo, a falta de controle. O Paquetá, os primeiros 15 minutos do Paquetá foram trágicos. Depois ele até acertou um pouco mais, assentou, quase fez um gol numa jogada do Vinícius Júnior aos 45 do primeiro tempo. Mas o jogo foi ruim, Brasil jogou mal. Se eu pegar assim a estreia do Brasil, Brasil-Suíça, por exemplo, em 2018, que foi um empate por 1x1, o Brasil empatou, foi frustrante, mas jogou uma partida digna. Hoje foi uma partida abaixo da crítica. Vamos lá, vou voltar para talvez Brasil-Suécia 78, Brasil jogou mal contra a Suécia, empatou 1x1, gol do Reinaldo. Podia ter feito 2x1 naquele gol do Zico, mal anulado, na última bola do jogo. Eu não gostei. Acho que o Marrocos teve momentos de muito mais tranquilidade. Na prática, o que o Marrocos mostrou é que ele é um time. E um pouco do que a gente tem dito, o Brasil tem grandes, na minha opinião, tem grandes jogadores, mas o Brasil não tem um time.

Voz A:Olha, é só adentrando ao gramado Walter Casagrande Júnior, que também está no jogo, grande, e vai falar suas impressões. Só vou te dar boa tarde, boa noite para você.

Juca Kfouri:Fazer a primeira pergunta. Pode fazer, Casagrande. De quem tenho saudades e com quem cobrir a última Copa? Ah lá, tá, Pulp Fiction.

Arnaldo Ribeiro:Exato.

Juca Kfouri:Walter Casagrande Júnior, você com todo o seu conhecimento de centroavância, Cogita, aceita, admite Igor Thiago, que é incapaz de matar uma bola, mas pior, é incapaz de cabecear aquela bola quando tava 0x0 para dentro do gol, furar aquela cabeçada, Cazão. Me diga se ele pode estar com a camisa amarela da seleção.

Voz A:Boa noite, Cazão.

Casagrande:Boa noite a todos. Ah, cara, assim, primeiro assim, decepcionante para mim foi o Carlo Ancelotti. Eu coloco o mau futebol da seleção brasileira na conta dele, totalmente na conta dele. Segundo, você começar com Igor Thiago, ok, você vai ter, vai tentar um modo de atacar, um cara grande dentro da área, um cara que cabeceia bem, forte fisicamente, mas não funcionou o primeiro tempo inteiro. Tira no intervalo e coloca o Hendrick. Tira para, eu tiraria Raphinha e Igor Thiago no intervalo, e colocaria Hendrick e Rayan no intervalo. Faria um ataque muito mais rápido, muito mais agressivo, muito mais jovem, muito mais empolgante, sabe? O segundo tempo, aqui no estádio, a torcida brasileira, torcida de Marrocos também, o segundo tempo eles podiam ter dormido, eles podiam ter feito qualquer coisa, sair, comprar pipoca e o ataque não ia mudar nada, não mudava, não mudaria o jogo em nada. E muito por responsabilidade do Carlo Ancelotti, demorou para mudar, mudou mal, deixou o Rafinha os 90 minutos. O Rafinha não dominou uma bola, o Rafinha não deu um passe, o Rafinha não chutou uma bola, o Rafinha ele perdeu todas divididas, ele não aconteceu pelo lado direito, depois centralizado foi pior ainda. E o Henrique aqueceu, aqueceu. O Henrique lembrou o Jorge Mendonça, né, em 78. Aqueceu o segundo tempo inteiro e o cara não põe o cara, não põe o garoto que no último jogo fez gol da vitória, que no penúltimo jogo entrou e desequilibrou. Cara, eu não sei o que que passa na cabeça de treinador da Seleção Brasileira, porque não é só o Carlo Ancelotti, o Dorival Júnior fazia a mesma coisa com o Henrique. Qual é o problema? Falta coragem para colocar um garoto de 19 anos de centroavante titular da seleção brasileira? Ninguém tem peito de fazer isso. Um treinador ganhou várias Champions, todas as ligas europeias, jogou duas Copas do Mundo como jogador, fez parte do grande time da Roma, grande time do Milan. Todo mundo esperando que a personalidade do Carlo Ancelotti fosse a diferença. Para a seleção brasileira e nem ele tem peito de colocar o Hendrick no jogo de Copa do Mundo? Ah, isso aí me desesperou mais do que o Igor Thiago, Juca. Me desesperou é ver o Hendrick no banco e não entrar no jogo. Isso eu fiquei desesperado.

Voz A:Ó, daqui a pouco o Lavieri tá lá na coletiva do Ancelotti. A gente não pode mostrar porque nós temos direitos de transmissão da Copa do Mundo, mas a gente vai mostrar aqui tudo que ele falou depois do jogo. Mas olha o que ele falou do Igor Thiago antes da partida. Tem uma tela aí com as palavras dele. "Eu acho que por esse jogo, Igor é uma boa escolha. Ele tem força na frente, é agressivo, pode lutar com a bola aérea. Então, por esse jogo, creio que o Igor pode fazer bem para a equipe." Explica, Arnaldo, por que o Igor Thiago? Explica a pergunta do Casagrande. Por que não o Hendrik? Nem no segundo tempo.

Arnaldo Ribeiro:É a pergunta que todo mundo está fazendo. Essa foi a grande surpresa da escalação. Mais do que as laterais, né, eram as dúvidas. O Igor Thiago era pouquíssimo contado. Acho que de todos os comentaristas que eu vi, só o Filipão, né, ex-técnico da Seleção Brasileira, acreditava que o Antelotti começaria com o Igor Thiago.

José Trajano:Achava uma boa entrar?

Arnaldo Ribeiro:Acho que é um pouco das duas coisas, né? E de fato, estilo Filipão, estilo Filipão, exato, né, PVC?

Voz A:Eu acho que agora, até antes do jogo, o Filipão foi um dos únicos que falou que ele vai gostaram.

Arnaldo Ribeiro:Exato. Agora eu tô com os dois que estão lá. Ele sente o cheiro da grama, é mais precioso ainda. Primeiro, número 6 de Marrocos é um colosso, tem 16 anos, simboliza uma renovação. 18 anos, desculpa, tem 18 anos, simboliza uma renovação que a seleção brasileira não teve. Campeão Mundial Sub-20, simboliza uma renovação que a seleção brasileira não teve. E o entrosamento de uma equipe que aí a equipe de Marrocos também trocou o técnico Mudou mais jogadores de 22 para 26 e nós que não temos padrão de equipe? Então o Ancelotti continua sendo a grande decepção. Essa é a situação e os dois frisaram bem. Escalou mal e, curiosamente, quando o time tinha equilibrado o jogo com Rafinha na direita, equilibrado taticamente, tá? Rafinha na direita, Paquetá no meio e tal, ele faz as trocas, tira o Rafinha da direita, Põe o Luiz Henrique pra lá, tal. A única coisa mais ou menos das trocas foi que o Matheus Cunha entrou bem. E acho que é um jogador que saiu sem muita justificativa do time e que voltou a jogar bem. Então tem um... E aí nós vamos lembrar também da questão dos meio-campistas, né? Tinham 5 meio-campistas na convocação, ele usou os 5 hoje. Imagine se ele não convoca o Ederson.

Juca Kfouri:E já tem um com cartão amarelo, que costuma...

Arnaldo Ribeiro:Tomar um segundo gol. Era um jogo, o Brasil, e aí eu achei essa, achei a grande curiosidade, porque o Brasil talvez se preocupasse com os lados de Marrocos, com Hakimi sobretudo, e perdeu o domínio do jogo no meio, mesmo jogando com 3, né? E olha, tem pouca coisa para tirar boa desse jogo, e tem uma aberração que é não entrada do Hendrik entre os 5.

Juca Kfouri:Isso que o Cazão falou, eu fico vendo certas coisas e falo: "Mas será possível? Quer dizer, esse cara é tudo o que ele é. Será que eu é que estou imaginando coisas?" Ou o Hendrik é uma figura detestada pelo grupo.

José Trajano:O caso não é esse não, você me desculpa. Hoje pela manhã nós tivemos o pós-futebol.

Voz A:Sim.

José Trajano:Como todas as manhãs teremos o posto de bola durante toda a Copa.

Voz A:Isso aí.

José Trajano:E como vamos ter o posto de bola especial sempre depois dos jogos do Brasil, como está ocorrendo agora. Pela manhã eu disse, a conversa caiu para um lado, que a estrela da seleção brasileira, segundo o jornal chileno, segundo não sei quem, era o Ancelotti. E eu disse: até agora essa estrela não brilhou. Precisa brilhar quando começar a Copa do Mundo. Porque os amistosos, o time que ele dirigiu durante esse 1 ano não apresentou um bom futebol. Aí eu falei: "Bom, ele tem a oportunidade agora de fazer a estrela brilhar." E não, pelo contrário, não brilhou nada. Errou na escalação, errou na substituição. E aqui eu vou voltar à minha conversa de manhã. Se vangloriava o pessoal a favor de... "Não, ele é um cara que faz um ambiente muito bom, o ambiente está muito leve." Eu pensei: "Leve como, se ninguém está lá dentro vendo?" "Não, informações que nós temos." Na verdade, vamos falar o português, claro, foi um fiasco. A expectativa... Eu fiquei até impressionado.

Arnaldo Ribeiro:As ruas aqui, conta para a galera lá.

José Trajano:O pessoal está lá fora e não está vendo. As ruas ficaram de uma forma que eu não esperava.

Voz A:Sim, estava no clima.

Arnaldo Ribeiro:No clima.

José Trajano:O Brasil inteiro, imagens de ruas pintadas no chão, bandeirinhas, as pessoas com camisas do Brasil. Ficou uma euforia, uma expectativa imensa que eu não esperava. Havia uma expectativa imensa em relação a essa estreia do Brasil. E foi frustrante. Foi. Porque não jogou nada, foi pífia atuação, medíocre atuação. Jogadores que a gente esperava... Por exemplo, o Raphinha. Na hora de dar entrevista, todo mundo é bom. Como é que foi? Todo mundo elogiou a entrevista do Raphinha?

Voz A:Sim.

José Trajano:"Não, eu sei que no Barcelona eu jogo, sou como..." Não jogou nada também, na direita, no meio, sei lá o quê. Casemiro é um jogador, é um Manchester United, presta o homem, mas eles podem jogar bem no clube, mas na seleção não jogam. E até o Vini Jr., que fez um golaço, também não jogou bem. Primeiro tempo dele, ele cruzou uma bola para o Igor Thiago, né, passando pelo Hakimi, depois fez um golaço, empatou o jogo, mas no segundo tempo desapareceu também. Tentou jogadas individuais aí pela ponta e desapareceu. Então a responsabilidade é do míster, mascando chiclete. Tanto se falou que a estrela ia brilhar, não brilhou. Agora essa tese: "Ah, pode começar mal para acabar bem." Vamos esperar então, tomara que acabe bem, porque o início foi muito ruim.

Voz A:Ó, atingimos audiência bi-brutal e com ela nós colocamos no gramado o Danilo Lavieri, que está lá para falar com o Ancelotti, porque ele tá lá na sala da coletiva onde ele vai entrar. Mas eu quero saber de você, Danilo, sua impressão, o seu cheiro da grama desse jogo da estreia do Brasil.

Danilo Lavieri:Boa noite, amigos! Espero que vocês estejam me ouvindo bem. Tô aqui na sala de coletiva do Ancelotti, vou poder ficar ao vivo até ele chegar por aqui, ou chegar o técnico de Marrocos. A gente ainda não sabe quem vai falar primeiro. Cara, a minha impressão, eu achei o primeiro tempo o Brasil completamente perdido, tava sentado do lado do PVC E brinquei, precisa o goleiro cair, precisa parar o jogo porque não tá dando para ficar desse jeito. Depois o time foi melhorando. Eu não consigo entender como ele fez os testes que fez, viu o Igor Thiago jogando do jeito que jogou no último amistoso e insistiu com a formação com o Igor Thiago. Paquetá melhorou um pouquinho quando foi mais jogar mais pela esquerda, mas ainda assim muito longe. E não dá para tirar o Matheus Cunha do time, não dá para o Hendrick ser a última opção. Do banco e nem chegar a não entrar. Então assim, o Brasil continua jogando abaixo do que a gente imaginava, amigos.

Voz A:Muito bem, PVC, volto a você, porque ontem você falou: olha, não esperem o Tele, é o Ancelotti, é mais a italiana e tudo mais. Isso explica a escalação do Igor Thiago? Porque de fato parece ser a coisa que ninguém entendeu De primeira, diga, você quer falar, Juca?

Juca Kfouri:Não, aqui me parece que o Igor Thiago é pouco a italiana. A italiana seria entrar o Matheus Cunha.

Voz A:Sim, é verdade, também tem isso. Mas diga lá, PVC.

PVC:Não, eu assim, é claro que ele não quer empatar o jogo jogando mal como empatou, né? Você vai buscar na história do Ancelotti, Milan 2006/2007, que ganhou a Champions, a primeira fase empatou 0x0 com Lille fora de casa, perdeu para o AEK da Grécia fora de casa, perdeu para o Lille em casa, classificou, empatou com o Celtic em Glasgow, ganhou do Celtic as oitavas na prorrogação. Ah, ele queria isso e depois ia terminar bem? Não, não é claro. O plano não é começar mal para terminar bem. O que eu disse de manhã é que não podemos nos esquecer de que temos um técnico italiano. Embora ele queira ganhar todos jogos, pode acontecer de um cara que teve 12 jogos, né, por exemplo, o mesmo em 2022, ou 18, 18, Tite não teve só 18 jogos. O Filipão teve 8 jogos antes de chegar na Copa do Mundo. Quem menos teve jogos para chegar na Copa do Mundo. Ah, então vocês, então está tudo bem? Não, não tá tudo bem, não tá tudo bem. Eu não gostei da escalação do Igor Thiago. Fiquei pensando, tentando argumentar, entrar na cabeça do Ancelotti para pensar por quê. Tá claro que ele quer preencher a grande área, mas o Hendrick preenche também. Então por que o Igor Thiago? Eu não estou concordando com a escalação, não concordei com a escalação. Tô aqui tentando entrar na cabeça dele. Ele tem dois zagueiros de campeonato inglês, né, o Diop do Fulham e o Riad do Crystal Palace. Campeão da Conferência League pelo Crystal Palace. Eles vão botar um jogador de campeonato inglês no campeonato inglês para disputar com os dois? E funcionou? Claro que não, não funcionou. E era previsível que não fosse funcionar pelo que, pelos testes que ele vinha fazendo, como o Danilo disse.

Voz A:Ó, o Serginho Machado fala assim: Bruno Guimarães, Casemiro e Paquetá juntos nunca mais. Os três erraram tudo que era possível no primeiro tempo. Que trio bizarro!

Arnaldo Ribeiro:Eu não achei o Bruno Guimarães Eu achei bem melhor que os outros dois.

José Trajano:Eu também achei.

Arnaldo Ribeiro:Eu também achei.

Casagrande:Eu também achei.

José Trajano:A pesquisa não foi colocada no ar até agora, o texto, né? Foi.

Arnaldo Ribeiro:O quê?

José Trajano:Foi.

Voz A:Foi? Foi. Do quê? A enquete. Já foi, já está lá.

José Trajano:A enquete.

Voz A:Mas fala, Arnaldo.

Arnaldo Ribeiro:Não, eu acho que o Bruno tentou jogar, né?

José Trajano:Deu passe para o Vini.

Arnaldo Ribeiro:É, não foi a assistência, como disse o PVC, mas ele tentou jogar, ele não fugiu da bola, né? Era praticamente ele contra o trio de meio de campo de Marrocos. Jogos, né? E de fato, acho que para mim chamou atenção sobretudo as mexidas finais do Ancelotti, que eu acho que não fizeram muito sentido. Até a última foi a saída do Bruno para entrada do Danilo. O Danilo e o Hendrik, do jeito que eles chegaram para Copa do Mundo, eles precisam pelo menos entrar durante as partidas. Então o Danilo jogou Pouquinho e o Hendrick não jogou. E a gente falava: "Não, eles vão ser os primeiros a entrar, né? Quando tiver uma alteração no meio de campo, Danilo. Quando tiver uma alteração de ataque, Hendrick." Os caras não entram. É quase inexplicável.

Voz A:Danilo, deixa eu voltar a você porque você está na sala de imprensa. Imagino que deve ter imprensa estrangeira aí. Você conseguiu interagir com alguém para saber o que eles acharam da seleção brasileira? Se foi decepcionante, se era o esperado?

Danilo Lavieri:Eu conversei com um marroquino no elevador descendo para coletiva e ele tava bem satisfeito, reflexo do que o Bono tava fazendo inclusive no segundo tempo, enrolando, né, deixando a bola rolar e tudo mais. Então pela parte dos marroquinos eles estavam bem satisfeitos. E só para complementar o que vocês estavam falando sobre meio de campo especialmente, eu fiquei muito, muito decepcionado com a partida do Casemiro, meus amigos, muito mal, um negócio assim absurdo. Ele demorava, ele pegava a bola, parecia que ele tinha o arranque de balsa. Parecia que a cintura dele estava dura. Eu não sei o que aconteceu, que ele estava até— não que ele estivesse brilhando tanto, mas ele não estava tão mal quanto foi hoje. Hoje ele foi muito mal. Ele deixou o meio de campo do Brasil duro. Ele pegava e demorava para tomar atitude, mas assim, você via que ele queria fazer alguma coisa e não reagia. Parecia que o corpo não estava reagindo. Muito diferente do caso primeiro que a gente viu no United.

Juca Kfouri:Eu tenho para mim que numa seleção que você tem um relações públicas chamado Neymar, um bedel que é o Danilo, convocado antes de todos os demais, o Casemiro dono do time porque é homem de confiança do Ancelotti, isso tudo traz num ambiente mais relaxado um certo relaxamento. Ele está fisicamente fora de forma, é óbvio, basta olhar para o corpo dele.

Voz A:Ô, Cazão, bom, daí entrou o Fabinho, né? E agora volante, volante 5 são esses dois, né? Eu tô enganado?

Arnaldo Ribeiro:Não, é só isso aí.

Casagrande:Então você pode tentar fazer uma combinação com o Danilo, né, Danilo Santos e o Bruno Guimarães, sem um primeiro volante. Dois volantes que marcam e sai para o jogo sem ter aquele cara em cima na frente da cabeça da área, plantado, que eu acho que sinceramente não vejo necessidade. Muitas vezes é o meio-campo, se ganha preenchendo meio-campo. Não tem necessidade de você ter um cão de guarda pitbull. Isso é uma mania, isso é uma mania de futebol brasileiro lá da metade dos anos 90 para frente, porque antes dos anos 90 o meio-campo do Brasil, por exemplo, de 82, Falcão e Cereza, eram dois volantes E ninguém era pitbull, ninguém corria atrás de ninguém, eram jogadores que jogavam. Claro, eu não tô comparando a qualidade de Falcão e Cerezo com qualidade de Danilo e Bruno Guimarães, longe disso. Eu tô comparando características. Por que que não dá para produzir volantes que marcam, saem para o jogo, mais um meia na frente e um cara de movimentação, e dois atacantes como Vinícius Júnior e Henrique na frente, ou três Cantico, Rayan, Henrique, Vinícius Júnior. Eu defendo a juventude, eu defendo a agressividade, a coragem, a sede de chegar ao pote, que alguns jogadores da seleção brasileira já perderam a fome, cara. Eles não passam mais fome. E Henrique, Rayan são aqueles caras que estão querendo o prato de comida. E quando eu falo prato de comida, não é que eles ganham pouco, eles ganham muito dinheiro. Eu tô falando de sucesso. De competição, de jogar grandes jogos. O Hendrik e o Rayan estão com fome e outros jogadores não têm mais essa fome. Casemiro não tem fome. Casemiro, para mim, não devia nem ter sido convocado. É um jogador que vai pela carteirada de ser o segurança do míster, né? Não é homem de confiança, é o segurança do míster. Então Cara, enquanto não renovar a seleção brasileira, enquanto não quebrar essa panela— nós estamos falando dessa panela faz 3 Copas, gente, são 3 Copas do Mundo que quando tem debate a gente entra nessa questão. Temos que quebrar a panela, tem que chegar um treinador e quebrar a panela. Ninguém quebra a panela, ninguém quebra a panela, e o jogo fica empacado.

Voz A:Pois é, não só não quebra, inclui, né, ainda põe o Pelo contrário, o Ancelotti incrementou o padrão. Aliás, eu queria que você falasse sobre essa história do meio-campo, Arnaldo, você que é um especialista em volantes e tal. A discussão antes da Copa começar era: não, tem dois caras no meio, precisa ter mais um, precisa mudar a escalação, mudar a convocação, mudou a convocação, trouxe o Ederson e tal. Nem isso, nem o meio-campo mais preenchido resolveu hoje, porque como você falou, número 6 lá, aliás, Coloca na tela aí a ficha técnica desse cara. Que jogador número 6 do Marrocos temos aí? Aí você, pera aí, ele acabou com o jogo. Temos aí, é um pouco, ele não precisa ser um brucutu, né? 42 jogos, 3.153 minutos jogados, uma assistência, 9 cartões amarelos, 2 cartões vermelhos. Curiosidade: revelado pelo Lille, subiu para o profissional em 2023, nasceu na França e chegou a jogar na seleção de base francesa Mas os laços familiares o levaram para jogar profissionalmente pela seleção de Marrocos, 18 anos. Então esse cara tava toda hora livre e o Brasil tinha 3 caras no meio.

Arnaldo Ribeiro:Então, tava toda hora livre porque ele procurava o espaço livre, se movimentava como... A movimentação dele perto da movimentação do Casemiro era... Parece outro esporte. Agora, não adianta apenas ter 3 jogadores no meio de campo se eles estão completamente mal posicionados. Juntos, né? E foi assim no primeiro tempo. O Paquetá não sabia se ele fazia o lado direito ou se ele se aproximava do Bruno e do Casemiro. O Rafinha não sabia se ele recompunha. Então o time, o time do Brasil é uma bagunça, cara.

Juca Kfouri:E o Paquetá errou, errou grande, responsável pelo gol do Marrocos.

Arnaldo Ribeiro:O Casemiro não errou no gol do Marrocos, mas aquela falta que ele faz, que ele faz, toma o cartão amarelo, tava evidente que ele não ia ter condição de acompanhar no segundo tempo. Por isso que eu falo, no segundo tempo não foi que só entrou o Fabinho, o reposicionamento do Paquetá melhorou o buraco no meio. Então ficou aquela coisa mais básica: Fabinho centralizado, Bruno Guimarães na direita, Paquetá na esquerda, um trio. Aí você tinha um trio no meio. Não teve trio no meio no primeiro tempo, embora sejam 3 meio-campistas. O Paquetá tava descolado. Da dupla de volantes. Então, cara, era muito para um time. A gente ficava pensando, né, Tironi, ele teve 6 dias para treinar o time depois do amistoso contra o Egito. Quando ele diz: eu tenho time para estreia, cara, um desastre. O time que entrou em campo, tudo bem que a gente sabia que não era um time que nunca teria jogado junto, era um time inédito, mas um desastre. E aí eu acho que o golaço do Vini Jr. deu uma esperança e saiu no momento em que o Brasil não estava vendo a bola, o gol do Vini Jr. E aí no segundo tempo, acho que aí, taticamente, Marrocos também não arriscou tanto, taticamente o Brasil equilibrou, porém o Ancelotti piorou o time com as alterações na segunda etapa e não colocou um jogador que poderia ter vencido o jogo.

Voz A:Ué, agora outra coisa importantíssima: está batida a nossa primeira meta de like, Juca. Pode aumentar, pode aumentar, vai! Vamos a 10 mil likes, portanto. E a gente queria que chegasse também a 2 milhões de inscritos aqui no Canal All. Hoje? Hoje?

Juca Kfouri:Quantos nós temos?

Voz A:Temos 1 milhão e 780.

Juca Kfouri:Chegar hoje, você quer 300 mil?

Voz A:Mas vamos chegar um pouco mais, vamos chegar mais.

José Trajano:Parabéns!

Voz A:2 milhões, até o fim da Copa.

José Trajano:Se o Brasil tivesse jogando bem, se o Míster tivesse acertado a mão, sabe, escalado, escalando bem o ataque, o meio de campo, eu garanto a você que a gente não tinha atingido essa meta. É sempre o contrário, quando tá tudo ruim, aí o pessoal vem junto.

Juca Kfouri:Então eu vou fazer o quê?

Arnaldo Ribeiro:Vocês estavam fazendo ponderações antes, né, de não esperar grande coisa.

Juca Kfouri:Eu vou repetir isso, eu esperava que o Brasil perdesse.

Arnaldo Ribeiro:Eu tô, então, mas a atuação não foi pior do que você esperava, mesmo você contando com a derrota?

Juca Kfouri:Não, porque eu vi os amistosos, o que que podia ter acontecido? Veja, eu quero voltar ao casão, veja uma coisa, eu fico me perguntando o que que o Igor Thiago faz nos treinamentos, porque nos jogos a gente vê que ele não faz nada, mas esse rapaz deve fazer alguma coisa nos treinamentos, que os repórteres não veem, e que convence o Ancelotti a colocar em campo. Porque é isso, Cazão. O Geraldão jogaria na seleção brasileira?

PVC:Não.

Juca Kfouri:Geraldão, aquele que fez dupla com o Mago, que aliás foi citado hoje pelo prefeito de Nova York, que fez um elogio ao Mago, ao Sócrates e à democracia corintiana. Quero deixar isso registrado. Lindíssimo discurso do prefeito novaiorquino. Diga, Cazão, Geraldão jogaria?

Casagrande:Para esse esquema que ele colocou hoje, claro que jogaria. Geraldão era forte fisicamente, virava, cabeceava bem. Não é isso que ele, não foi disso que ele quis com o Igor Thiago. E que ele falou: eu quero o Igor Thiago que ele é alto, a gente tem a jogada aérea. Qual foi a jogada aérea no primeiro tempo? Aquela que ele furou a cabeçada. Não teve jogada aérea, não teve cruzamento de linha de mundo para você saber se a presença dele ia ser útil ou não. A única jogada aérea de verdade, aquela jogada aérea para fazer gol, ele furou. As outras jogadas aéreas foram chutão de trás para ele pular com zagueiro para dividir. A maioria, os zagueiros ganhavam, tanto um do lado como do outro. Talvez, ou quando ele ia matar a bola, a bola voltava no meio-campo do Marrocos. Então, se for nesse sentido que você tá falando, Juca, o Geraldão faria um papel muito melhor.

Juca Kfouri:Sim, agora eu te pergunto, você alguma vez furou uma cabeçada? Eu não me lembro.

Casagrande:Ah, não, desse jeito aí, eu já perdi gol, já perdi gol cabeceando, mas não furar a cabeçada.

Voz A:Eu vou botar o PVC na conversa de novo e também o Danilo, porque, ó, o Ancelotti, ele não falou ainda. O Danilo tá de olho aí esperando ele chegar para entrar para coletiva, mas ele falou na saída do jogo e ele falou a seguinte frase, PVC: Partida difícil, competitiva, lutada contra um bom time. No primeiro tempo não fizemos um bom jogo, no segundo tempo melhor. Temos que melhorar, nada específico.

Juca Kfouri:Que bom, temos que melhorar.

José Trajano:Parabéns, parabéns!

Voz A:Só faltava ele falar: pô, Igor Thiago não joga nada. Não ia falar uma coisa dessa, mas diga lá, PVC.

Arnaldo Ribeiro:Ele tá rindo, PVC.

PVC:É claro, pô, ele vai ficar inscrito. O Casagrande, o Casimiro, parecia uma jamanta na Serra das Araras. Não ia falar isso, né? Claro que não, mas ele também viu o jogo. Pior seria se ele saísse e dissesse: não, jogamos muito bem, merecíamos ganhar o jogo, chutamos 3 bolas na trave. Não teve isso, né? Eu acho que tem uma coisa, para mim tem 2 jogadores que arrumam o time. Um a gente já falou, que é o Hendrick. É claro, o Hendrick no lugar do Igor Thiago. Já que ele quer um centroavante na área, começar aqui, tá, gente?

Danilo Lavieri:Eu vou saindo aqui, tá?

Voz A:Tchau, vai começar, depois ele volta no final para falar tudo do antelote. Valeu, bom trabalho aí, Danilo. Fala, casal, fala, fala, PVC.

PVC:Eu acho que um é o Hendrick, é claro, mas a outra é o Danilo. O Danilo mostrou isso contra a França, mostrou isso contra a Croácia, e hoje não, hoje não deu tempo, mas só Porque eles tocaram Danilo pelo seguinte: você tem duas alternativas para o Danilo, tem três alternativas para o Danilo. Quando Danilo saiu do Palmeiras em 2023, 2022, 2023, o que que se falava? Agora sem o Danilo, Palmeiras não tem um 5. Passados 3 anos, a gente olha para o Danilo e fala: não, ele não é 5. Sim, ele é muito mais do que um 5, mas ele pode ser 5.

Casagrande:Pode.

PVC:O Bruno Guimarães que não é 5, pode ser 5 também, pode ser sim, já jogou de 5. Então assim, você pode ter uma dupla Bruno Guimarães e Danilo, como Casagrande falou, mas tem uma outra alternativa. Porque o Danilo tá jogando como meia, você pode fazer um 4-3-3 com Bruno Guimarães, com Fabinho, Bruno Guimarães e Danilo. E aí você organiza o meio-campo de uma maneira a liberar Vini, Rafinha ou Matheus Cunha E aí, Henrique, teve uma pergunta que o Pedro Lopes estava do meu lado aqui durante o jogo. Ele falou assim: será que o Rafinha vai estrear na Copa antes do Neymar? Porque também o Rafinha não precisa ser intocável. A gente tá achando que vai ser Rafinha e Vinícius Júnior mais liberados, e acho que o único acerto do Antelotti hoje foi botar o Rafinha no corredor esquerdo para marcar. Depois inverteu e melhorou. E o Vinícius livre. O acerto é o Vinícius ter mais liberdade do que os outros. Vinícius, porque o Vinícius resolve mais do que os outros. Ele é artilheiro do time, tirando o Estevão, né? O Estevão resolveria mais, resolveria tanto quanto, mas Vinícius é quem mais resolve. Então ele precisa ser mais solto, precisa ser mais livre. Esse é um acerto, ok? E tenho a expectativa ou a esperança de que o Ancelotti consiga fazer esse time crescer durante a mudação, porque são 39 dias. Mas aí ele tem que entender o que tem que mudar no time. Não adianta você morrer abraçado com essa formação.

Voz A:Bom, ele tinha falado que a Copa começa mesmo para valer tal nas quartas de final. Então tem, ó, até lá, né? Então tem mais 2 jogos na primeira fase. Só um minutinho que estão ajeitando seu microfone, Trajano. De novo? É, já estão ajeitando, já te passo a bola. É, tem 2 jogos na primeira fase, tem uma antes das oitavas as oitavas e aí o jogo das quartas.

Arnaldo Ribeiro:Amanhã vamos prestar bastante atenção no grupo F, né? Daqui a pouco tem, aliás, o jogo da Escócia com o Haiti, mas o grupo F, que é o cruzamento da chave do Brasil, porque agora o primeiro lugar está em suspenso, certo? Empatou na estreia contra o outro adversário mais forte da chave. Então, nem essa primeira— tudo bem, eu acho que esse pragmatismo, importante ganhar no final, Não importa tanto fazer uma fase de grupos brilhante e tal, mas o que dá mais do que o empate, vocês citaram outros empates nas estreias, é a falta de perspectiva de acerto. Tá muito longe de um acerto, né? Até a questão da bola parada que eles estavam citando, da altura, aí é o calendário de jogos do Brasil, né? Então assim, o Haiti, o jogo mais fácil uma próxima sexta-feira, em tese. Agora, até a questão da altura, eu tava olhando, o Cazão citou, né, o que poderia ser essa uma ideia para o Igor Thiago. Você tinha o Igor Thiago, você tinha o Ibanez, você tinha o Marquinhos, você tinha o Gabriel Magalhães, você tinha o Casemiro, você tinha o Paquetá, você tinha 6 jogadores altos e bons cabeceadores. O Brasil nenhuma bola parada conseguiu levar perigo, não, nem na altura quando o time Qual que é baixo?

Voz A:Isso, exatamente.

Arnaldo Ribeiro:Caramba, meu, não tem, não tem um bando, né? É muito aflitivo, cara.

Voz A:O Vinícius Júnior também falou na saída de campo e falou a seguinte frase: isso é Copa do Mundo, não vai ter jogo fácil. O campo também não ajuda tanto, mas temos que nos adaptar. É Copa do Mundo, por conta do calor a grama seca muito rápido e isso atrapalha nosso jogo, mas vamos nos Pera um pouquinho, a grama seca muito rápido?

Juca Kfouri:Porque o que faz a grama ser rápida?

Voz A:Não, talvez a grama estava seca, talvez essa é a questão.

Juca Kfouri:Não, realmente isso não afetou o time de Marrocos, o conjunto marroquino, o acerto de passes dos marroquinos. Porque o que o Brasil errou, eu queria ver até essa estatística, eu não vi. O que o Brasil errou de passe foi uma coisa de maluco.

José Trajano:Incrível, incrível.

Voz A:Não, Paquetá errou, errou mas todas as viradas de jogo ali ele errou. É, Cazão, aí o Vini tava reclamando, você levantou o dedinho, então você tem prioridade, manda bala. Agora o Cazão está mudo para mim, tá sem áudio, Cazão, mas agora tá legal, pode ir, agora vai, agora vai.

Casagrande:Então vamos lá, então dois assuntos. Primeiro, eu não concordo a seleção brasileira, o importante são as quartas de final. Isso aí é para quem chega com time bom. Quem chega com time sem time escalado, sem seleção definida, você tem que fazer uma ótima primeira fase. Você tem que fazer, obrigado a fazer uma ótima primeira fase, porque o Brasil chegou sem ser favorito, jogando mal as partidas, e porque ele fez uma péssima abertura, uma péssima estreia. Aí vai pegar o Haiti, ele é obrigado, ele é obrigatório o Brasil ganhar de goleada do Haiti, é obrigatório. E o Brasil precisa também fazer uma ótima partida com a Escócia para passar com um time mais confiante. Então não cabe para gente, viu, Arnaldo, para seleção brasileira não cabe essa situação de, ah, vamos começar mal para terminar bem. Nós chegamos, nós chegamos mal, certo? Então nós não podemos fazer uma primeira fase mal.

PVC:Cazão, olha só, vamos por partes só. Que eu tô querendo dizer, eu não tô, vou voltar a dizer isso aqui, eu não tô tentando defender esse argumento, mas só tô dizendo é o seguinte: a gente falou e a gente sabe que tem um técnico que não tem a cultura do futebol brasileiro. Ele tem a capacidade capacidade camaleônica de se adaptar a vários lugares na história da vida dele, que não significa que vai dar certo aqui, que deu certo no Bayern, que deu certo no Paris Saint-Germain, que deu certo no Bayern mais ou menos, mas foi campeão. Agora, ele traz para a seleção brasileira, ele traz a Itália para seleção brasileira, aí tá, ele traz o que ele aprendeu, que é começamos perdendo para Irlanda e terminamos na final da Copa do Mundo de 94. Ele traz: eu perdi para o Lille em casa e depois ganhei a Champions League. Eu não tô dizendo que isso tá certo, tô dizendo que é assim. E mesmo a Copa que você jogou, vamos lembrar, o Tele pegou aquele time de volta em março. A seleção foi crescendo no decorrer da Copa porque o time não tava pronto.

Casagrande:Mas é diferente, é diferente. A seleção de 86, ela já tinha uma base em 85. Que tinha jogado muito bem as eliminatórias. Aí, 86, ele convocou 29 caras. Então, por isso que demorou para se formar o time.

PVC:Então, porque ele voltou em março de 86, e aí, quando ele estreou, o jogo contra Argélia, que é um time africano, foi um horror. 1x0, gol do Careca. Foi um horror, ganhou de 1x0. A gente não lembra que foi um jogo contra a Espanha, foi ruim também, foi uma vitória importante, que a Espanha era forte. Argélia tinha bons jogadores, jogou com o Márcio, sabe que era bons jogadores, mas assim, o jogo foi feio, foi sofrível, como foi o jogo de hoje. Vai crescer? Eu não sei se vai crescer. O que eu tô dizendo é, para o Ancelotti, na cabeça de um técnico italiano, contratamos um técnico italiano, ele vai chegar aqui, vai dizer assim: cara, eu perdi para Irlanda na estreia e depois cheguei na final da Copa. Essa é a cabeça dele, não quer dizer que queira jogar mal, ele quer jogar melhor.

Casagrande:Só mais uma coisa, só mais uma coisa, que eram duas coisas que eu queria falar. Uma era essa, e o Brasil tinha que chegar e tem que fazer uma ótima primeira fase, na minha visão. E a segunda é: o Rafinha não jogou nada a Copa de 22, gente, e começou jogando muito mal a Copa de 26. Então eu não coloco, eu não coloco o Rafinha como intocável, mas longe disso. Eu tiraria o Rafinha hoje no intervalo.

Voz A:Agora, Trajano, é tudo bem, o PVC tem um ponto, né? O Ancelotti é italiano, o time pode não jogar mal e se classificar, tal, mas vamos avisar a turma aqui que tava na esquina, no bar. Eu acho que tá descasada a coisa, entendeu?

José Trajano:Em todas as esquinas do país, né?

Voz A:Porque é o Ancelotti, chegou, agora vai, convocou o Neymar, não sei o quê, nada.

José Trajano:Tão me ouvindo agora direitinho?

Voz A:Tamo ouvindo.

José Trajano:Então vou falar uma barbaridade aqui. Não, mas eu acho que tem sentido. Do jeito que tá, sabe quem vai procurar um lugar nesse time? Neymar. Não tô brincando não.

Voz A:Desde que ele possa jogar.

José Trajano:Desde que ele possa jogar e entrar em campo, ele toma o lugar do Paquetá.

Voz A:E vou dizer mais.

José Trajano:Mesmo do jeito que ele não tá jogando nada, fora de forma e tal. Não tô brincando não. Não vai ter argumento pra colocar o Neymar se o Neymar tiver se ele tiver condição de entrar em campo.

Voz A:Olha, se o Neymar tivesse condição hoje, a torcida ia gritar Neymar.

José Trajano:E outra coisa, o adversário que vem é moleza também. Se não passar pelo Haiti, pode jogar mal para chuchu, mas vai ganhar. Não é possível que perca para o Haiti ou empate com Haiti, né? E é um tipo de jogo, se o Neymar tiver condição de jogar contra o Haiti, não vai ter, não sei, mas há uma expectativa. Vamos ver, entra no time, o time ganha do Haiti e vai jogar muito melhor que jogou hoje, vai pegar um time moleza contra um time estruturado como Marrocos. Aí vai titular.

PVC:Então posso falar outra barbaridade? Eu acho que não. Eu acho que o Neymar, o Neymar vai entrar no time se ele tiver bem fisicamente, estiver jogando bem. Ninguém nunca vai dizer que o Neymar não jogou nada na vida dele. A pergunta é se ele vai jogar na Copa do Mundo alguma coisa que seja suficiente para jogar. Eu acho que já é para fazer uma barbaridade. Eu vou fazer outra: é Fabinho, Bruno Guimarães e Danilo, Rafinha ou Luiz Henrique, Hendrick e Vinícius Júnior. Porque aí você vai ter o meio-campo que trabalha, que roda, que circula, que é forte, que marca, que desarma, que constrói e que faz a bola chegar entre os jogadores.

Juca Kfouri:Então a sua barbaridade é muito menor que a dos atacantes.

Voz A:Nessa opção do PVC, a gente tá indo para o quarto time do antelote dele.

José Trajano:Cria uma possibilidade, pode ser uma barbaridade, mas a minha é uma barbaridade completamente barbaridade.

Juca Kfouri:Exatamente, você ganhou em matéria de barbaridade, o sábado é seu, é meu.

Casagrande:Pronto, eu tenho uma barbaridade também, pode falar sua barbaridade. Ryan Ender, que Vinícius Júnior, Bruno Guimarães, do Bruno Guimarães, Danilo e um meia, pode ser o Matheus Cunha. Bruno Guimarães, Danilo e Matheus Cunha, Rayan, Ender, que Vinícius Júnior.

Arnaldo Ribeiro:O único jogador que ganhou pontos a partir de hoje foi o Matheus Cunha, sem dúvida. Não, não, não, o Bruno Guimarães entrou no lugar dele.

Voz A:Então, cara, a turma que entrou, Luiz Henrique esperava também que entrasse.

Juca Kfouri:Eu acho que o Igor Thiago se despediu da Copa do Mundo.

Arnaldo Ribeiro:Ou como titular, pelo menos, para ter começando o jogo.

José Trajano:Mas não é curioso? Nós temos o míster com a expectativa da estrela, da grande estrela, que a imprensa em vez de falar de jogador falava do míster, da estrela, do não sei o quê, do conhecimento. Nós estamos aqui escalando o time Ele que devia estar escalando o time do Figueiredo. Nós estamos escalando o time para ele. Ele ganha muito bem para a gente escalar o time para ele.

Casagrande:Posso falar mais uma coisa só? Só para explicar. Sabe por que eu escalo Ryan e Hendrick? Primeiro que eu sou fã dos dois, jogam para cacete. Porque os dois ainda não viraram influencer, os outros já são influencer. Então nós temos que aproveitar o talento desses garotos agora, que a gente não sabe que daqui 4 anos se eles vão estar de trancinha Fazendo dancinha no YouTube.

Voz A:Ou seja, aproveite o cara enquanto ele não virou influencer. Mas falando em barbaridade, meus amigos... Já passamos 10 mil. Já passamos, já estamos em 12 mil likes. E agora eu vou falar, vamos chegar em 14 mil então. 12 mil likes e mais 2,5% brutal a nossa audiência.

Juca Kfouri:O âncora eu esqueci.

Voz A:14, já tá 12 agora, 14 mil a meta.

Juca Kfouri:Segue o que você ia falar, porque eu esqueci o que eu ia dizer.

Voz A:Não, o que eu ia falar é, tem uma mensagem aqui.

Arnaldo Ribeiro:Você falou do enésimo time, né, enésima formação muito ruim. Mas não dá para ficar desse jeito, ele vai ter que mudar. E aí que o Trajano tem razão, porque o Haiti me parece ser a partida possível para você usar.

Voz A:O Haiti é a Costa Rica do...

Arnaldo Ribeiro:Costa Rica, é que a Costa Rica...

Voz A:Qual foi o segundo time do Brasil na Copa de 2002?

Juca Kfouri:Foi muito fácil.

Voz A:A Costa Rica e a China.

Arnaldo Ribeiro:Ali foi muito fácil. O Brasil também, o Brasil teve uma estreia difícil em 2002, ganhou da Turquia daquele jeito lá.

Juca Kfouri:Depois você vê a China, 10 medalhas.

Arnaldo Ribeiro:Exato. E assim, mas aí que tá, mas ali o time já estava se formando desde a estreia, não tinha grandes, ele tá muito mais longe desse time do que tava em 2002.

Voz A:Então você acha, essa é uma pergunta que eu fiz, você acha que tá mais longe?

José Trajano:Arnaldo e âncora, antes dessa partida a gente tava falando aqui, apesar de toda essa esturbião, essa euforia nas ruas, o torcedor brasileiro, apesar de eufórico, tava com a pulga atrás da orelha. Havia uma enorme desconfiança em relação à atuação da seleção brasileira, mas ao mesmo tempo que havia uma enorme desconfiança, ou havia uma confiança no técnico da seleção.

Voz A:Exatamente.

Juca Kfouri:É, eu disse aqui no Poste de Bola sexta-feira que eu tava, era com um elefante atrás da orelha.

José Trajano:Então, o que que aconteceu hoje? A desconfiança em relação ao time continua e a confiança em relação ao técnico passou, se tornou desconfiança também.

Voz A:Tem razão, é isso mesmo, é isso aí. Ó, aqui o Gustavo Cardoso dá um puxão de orelha em todos nós, tá? O caso de Miro tinha virado unanimidade na imprensa brasileira desde que o Antelotti tirou ele da sepultura. Todos devem explicações.

Juca Kfouri:O Diego, nunca.

Arnaldo Ribeiro:O Diego, sim.

Juca Kfouri:Sim, eu já até tive uma pequena discussão mais grave com Arnaldo Ribeiro.

Voz A:É mesmo?

Juca Kfouri:Sim, não, mas assim, nossas discussões graves não tem nada de íntimo. Sim, sim, então de altíssimo nível. Eu não gosto, eu jamais achei o Casemiro isso tudo, embora reconheça que nos times, ele na seleção brasileira, jamais achei, como acho o Paquetá, gostando de doce não estaria na minha seleção. Você gosta?

Arnaldo Ribeiro:Não, não, não, é só assim, isso é uma constatação apenas das ruas também. O desgaste com os jogadores que perderam Copas é gigante. Não, galera tá falando, hoje só o Marquinhos saiu ileso, o Alisson bateu uma roupa. Eu achei que o Alisson foi bem, gente, dentro daquela defesa final ali podia ter encaixado, mas pelo menos Marquinhos saiu ileso, embora, mentira.

Juca Kfouri:Eu quero explicar o seguinte.

Arnaldo Ribeiro:Não, Paquetá você tem ranço por conta da Copa passada. O Rafinha você tem ranço porque eles perderam a Copa.

Juca Kfouri:Eu não tenho ranço com o Rafinha, eu gosto do Rafinha, mas ele tá jogando nada. Então? Eu adoro vê-lo jogar no Barcelona. Agora, é uma questão de concepção de futebol. Eu sempre brinco e digo que você e o Vitor Birner Nasceram para me chatear em matéria de meio de campo. Porque você gostava do Chicão, não gostava?

Arnaldo Ribeiro:Não, não é exatamente. Eu prefiro o Cerezo, que nem o Falcão falou. Ou Falcão. Só que o Chicão de 78 foi quem foi jogar contra a Argentina para dar um tapa na cabeça do cara. Foi ele, depende da situação. O que eu gosto do número 6 do Marrocos, meio de campo. Ele põe hoje o número 6 do Marrocos, ele põe o Danilo de nós no bolso, o Bruno Guimarães no bolso, o Casemiro no bolso.

PVC:Esse moleque, ó, o Danilo não jogou bem hoje, mas não teve tempo para jogar. Sim, sim, tô falando, tô falando, claro, o Danilo que jogou contra a Croácia, que jogou o finalzinho do jogo contra a França, rivaliza com o Boadie, rivaliza. Não é que é maior, melhor, enfim, ele é capaz de uma atuação como teve Boadie hoje. Por isso que eu tô falando. Agora, questão do Casemiro, eu acho Casemiro muito bom jogador, acho Casemiro jogador histórico. E a gente tem, vamos lidar com realismo, tá? Vou sair da barbaridade para o realismo. O Ancelotti não vai tirar o Casemiro do time, não vai agora, agora não vai tirar do time agora. Ele pode perceber que o time precisa de mais leveza, se o Casemiro não conseguir dar mais velocidade para saída de jogo.

Juca Kfouri:E aí, escute, a gente não é burro, a menos que ele pense na possibilidade do Casemiro receber ele tomar o segundo cartão contra o Haiti e não jogar contra a Escócia, que é um jogo mais duro. Então é capaz dele não pôr Casemiro para preservá-lo.

PVC:Mas ele pensou hoje, Juca, ele pensou em um jogo. Casemiro não jogou o segundo tempo porque podia tomar o segundo cartão.

Juca Kfouri:Mas que não jogou o segundo tempo porque sentiu uma lesão. Não, essa foi a informação que a gente teve aqui durante a transmissão.

PVC:Mas ele tava aquecendo 30 minutos, tá? O Fabinho, o Danilo e o Matheus Cunha avessando com 30 minutos do primeiro tempo, talvez até antes. E aí o Fabinho entrou no lugar do Casemiro, que pode ter tido lesão e tinha cartão. Ele pensou, ele tirou, ele tirou o Ibanez, que tinha cartão, ele tirou o Casemiro, que tinha cartão. Se ele tirou por lesão, ele tirou pela lesão, e o cartão teve um peso também, senão depois não tinha saído.

Juca Kfouri:Eu já disse, eu já disse, eu já disse, repito, A leveza. Detesto ser o soldado com o passo certo. Provavelmente eu estou errado em relação ao Casimiro, em relação ao Paquetá, como certamente eu estou errado em relação ao Thiago Silva, que é um baita zagueiro, mas que pra mim na hora H, na seleção brasileira, sempre decepcionou.

Arnaldo Ribeiro:É essa a mudança de Piauí 2.

Juca Kfouri:E aí o Tostão vem e me diz: "Juca, você está maluco, o Thiago devia ser titular hoje." E aí, é claro, entre a opinião do Tostão e a minha, Eu fico com a dele, não discuto com o Tostão.

Voz A:Temos aí já pelo menos duas frases que o Ancelotti falou na coletiva. Vamos colocar na tela. Primeiro, não quis falar sobre o Hendrick, então ele falou o seguinte, vai aparecer aí na tela para você, certo? Querem suspenso? Suspensa, quer que eu fale?

Arnaldo Ribeiro:Pode falar.

Voz A:Eu não estou aqui para falar individualmente no jogador, vou falar da equipe, disse ele.

José Trajano:Pois não.

Voz A:E depois falou: a confiança é total. 'Eu acho que no futebol nem tudo sai perfeitamente.' Olha lá, tá lá agora. Eu acho que algum tempo, né, quando sai, tem que fazer uma crítica construtiva para melhorar as coisas. Isso é só o princípio desse caminho. Aí bate muito com o que o PVC tá falando. O cara italiano tá pensando lá na frente, vamos, vamos um passinho de cada vez. Me pareceu que essa frase me pareceu nesse sentido, Arnaldo.

Arnaldo Ribeiro:Bom, a gente tem os exemplos bons da Itália. A Itália 82, que empata 3 jogos, é campeã do mundo. Ou a Itália, que chega à final da Copa de 94. Mas tivemos trocentos exemplos ruins da Itália também, inclusive no momento atual, né?

PVC:A Itália de 2010 empatou 6 jogos na primeira fase, foi eliminada.

Arnaldo Ribeiro:Isso é o que o Cazão tá falando. Na verdade, ninguém tá divergindo. Eles têm— ele é assim, e o Cazão "Não, no Brasil ele não pode ser assim." E talvez ele não possa ser assim. Pensa bem, ele é pragmático, ele foi pragmático o tempo todo no Real Madrid, que é um time que exige. Não exatamente, né? Se no Real Madrid ele joga para empatar com Marrocos ou com o Getafe, ele toma vaia. Então ele tem que entender também onde ele está. Mas o que mais me surpreende não é o conceito o estilo dele de jogo é o quanto ele está perdido depois de um ano de trabalho, tá completamente perdido. 3 no meio, não sei, 4 na frente, Danilo, os mais velhos, não sei o quê. Quem trouxe a turma que o Juca não gosta, entre aspas, mais do que qualquer um, foi ele. Isso, mais do que o Diniz e mais que o Dorival.

Juca Kfouri:Porque esse é o conhecimento que ele tem do futebol brasileiro, que ele não assiste campeonato brasileiro, ele vê Mas a molecada tá jogando na Europa mesmo, né? Mas esse conhecimento que ele tem do nosso futebol, né?

PVC:E do Ramon, foi o técnico da derrota para o Marrocos em 2023, ele fez gol, né? E ali tinha um time com 5 marroquinos iguais hoje e 4 brasileiros iguais. Aí você vai pensar, então o trabalho que o Ramon fez lá atrás, que não foi um bom trabalho porque ele era interino, Ele projetou uma renovação, só que depois a gente passou 4 anos, mudou de técnico 4 vezes, de presidente 2 vezes, presidente 1 vez.

Voz A:Ó, o Ancelotti também falou sobre as críticas da torcida, né, depois do jogo. Ele falou o seguinte: é, há de se aceitar quando a equipe não joga bem.

Juca Kfouri:Tá na tela.

Voz A:Há de se aceitar que quando a equipe não joga bem Creio que a escalação inicial era pensada porque trabalhamos isso. Não acho crítica individualmente aos jogadores que jogaram no início. A crítica é a equipe que não jogou bem na primeira parte, disse o Ancelotti. E depois ele falou ainda sobre as substituições. Fiz duas substituições no minuto 45 e outra no 59. Também tá na tela aí para vocês, entendeu? Duas mudanças no minuto 45, outra no minuto 59. "Eu acho que não perdi tempo para fazer mudanças", disse ele sobre as alterações. Vocês acharam que ele demorou?

Juca Kfouri:Não, eu achei que você fala muito melhor do que ele, é mais claro entender você falando do que ele. Isso.

Arnaldo Ribeiro:Pelo contrário, para mim as substituições foram apressadas, não as do intervalo, as outras duas deixaram ele com uma troca só e aí você sabia, ou o Hendrik ou o Danilo não vão entrar. Certo, 15 do segundo tempo ele trocou 4 já. E se alguém se machuca, tal? Então ele morreu com o Hendrick no banco, né? Ele já tinha feito as 4. A entrada do Luiz, então assim, não é que ele demorou para mexer não, é que ele escalou e mexeu errado. Basicamente isso.

José Trajano:Falou que treinou assim, que o time tava preparado, ele tá falando, né?

Juca Kfouri:Ele deve, o Thiago deve ser um um leão de treino.

Voz A:Bom, a coletiva continua lá. Assim que tiver aqui a gente fala.

Casagrande:Fala, casal. Então, eu acho o seguinte, para mim o erro dele maior, além da escalação, foi no intervalo, gente. Intervalo, você tá vendo o jogo. O Igor Thiago foi muito mal no primeiro tempo, foi muito mal no primeiro tempo. Troca no intervalo. Por que que você volta mais 15 minutos, sei lá, 15, 20 minutos, 10 minutos, com um cara Que foi mal, 45. O que que aconteceu no tempo que ele ficou no segundo tempo? Mal de novo. E aí você coloca outro jogador, cara, chega no intervalo, o treinador tem que ter coragem de mexer, treinador tem que ter, tem que ter intuição também, cara. Não é só mexer aos 49, não demorei. Não é questão de demorar, não é questão de momento de tirar, é questão de você ter intuição para trocar. Tira Igor Thiago no intervalo e coloca o Hendrick no intervalo. Não colocar o Hendrick foi um erro absurdo. E aí você vai para coletiva e falar que eu não falo de jogador individualmente é porque assume que errou. Porque se você tem a consciência tranquila, você vai lá e fala qualquer um individualmente. Ele não responde sobre o Neymar individualmente toda hora? Os cara pergunta sobre o Neymar, ele vai lá e responde. Por que que ele não respondeu hoje sobre o Por que que ele chega avisando, não fala individualmente? Ele não fala individualmente porque ele, na cabeça dele, ele vai assim, pô, vou me ferrar porque eu não coloquei o Hendrick. Por que que ele não colocou o Hendrick? Porque ele substituiu errado, errado, e 4 substituições. Aí ele ficou com medo que alguém se machucasse, que aí você não põe o Hendrick.

PVC:Por isso que eu acho que no final, Cazão, ele tava na dúvida se ele ia mexer no ataque ou na defesa. Se ele ia fazer o gol e ia defender, ia botar o Danilo, ou se ele tinha que botar o Hendrick para ganhar o jogo. E aí ele acabou fazendo alteração na defesa, mas ele tinha feito 4. Não, sim, é que ele ficou com uma só, como o Arnaldo disse. Então, quando ele ficou com uma só, eu acho que ele não deixou de trocar por causa do medo de ter alguém que machucasse. Ele ficou na dúvida: como é que tá esse jogo aqui? Eu vou fazer o gol e aí eu ponho o Danilo para defender, ou eu vou ter que defender já. Não, aí ele sustentou até a hora que ele falou: não, esse jogo vai ficar nesse sobe e não molha, vou botar o Danilo para sustentar, em vez de ter, que é a cabeça do italiano.

Casagrande:Aí ele não falou, mas faltou uma.

PVC:Não, foi a última, foi a última, foi a última. É, aí chegou o momento, era Danilo, era Henrique.

Arnaldo Ribeiro:E aí, né, PVC, O Marrocos arriscou mais no final do jogo com as trocas do que o Brasil.

Voz A:Sim, é verdade, é verdade.

Arnaldo Ribeiro:Nas trocas, sim, arriscou mais, né? Colocou mais um homem de frente. O Rá-Ga tem um lance, o último lance de perigo do jogo nos acréscimos de 10 minutos, é um duelo entre o Hakimi e o Vinícius. E quem arrisca é o Hakimi, ele arrisca a subida ao ataque mesmo com Vinícius nas costas dele. Ele faz o toque e tal e tem a finalização Alisson rebate, dá o rebote. Marrocos arriscou no final.

Casagrande:Só uma coisa, Arnaldo, desculpa. Quando acabou o jogo, o Dani, o Labieri veio aqui porque nós tínhamos que gravar um vídeo para colocar no UOL, né, no site do UOL. E a pergunta dele foi assim: qual, casão, qual pergunta você faria para o Ancelotti? Sabe qual foi minha pergunta?

José Trajano:Qual?

Casagrande:Vocês viram o vídeo?

Arnaldo Ribeiro:Não, vocês não viram?

Casagrande:Qual é? Então eu falei, cara, não tinha lote, por que você não colocou o Hendrick?

Voz A:Essa é a pergunta. Fala, Trajano.

Casagrande:Desculpa, não, era só, era uma pergunta que ele tem que responder na coletiva.

Voz A:Ele não quis, não quis falar individualmente, mas diga.

José Trajano:Vamos falar português, claro. Depois de Ramon, Fernando Diniz, Dorival, a nossa expectativa era que chegasse A chegada do italiano, do míster, o técnico vitorioso, gentil, sabe lidar muito bem com grupo, que nós estreássemos— não tô falando nem de um ano que ele passou à frente— que nós estreássemos na Copa do Mundo de uma forma decente, jogando futebol decente, não futebol cretino que nós apresentamos hoje. Então nós estamos aqui frustrados. Há um enorme sentimento de frustração. Não é porque empatou com o Marrocos por 1x1, é porque foi uma coisa frustrante. A expectativa, não foi dito hoje de manhã que a grande estrela, que se falava mais do técnico que dos jogadores, que ele era a grande atração no futebol brasileiro? Que é que nós estamos falando o tempo todo aqui? Que ele não colocou o Hendrick, que ele escalou mal de início, que ele botou o Iago, o Diego Thiago, Por que não tirou o Paquetá? Por que não tirou o Rafinha? Tudo concentra nele. Mas já que ele não quer falar individualmente, eu estou falando individualmente. Foi um fiasco a estreia, a estreia oficial do Ancelotti foi hoje. Por enquanto foi treinamento, aliás, para ele mesmo, conhecimento dos jogadores.

Juca Kfouri:Para quem disse que a Copa só começa nas quartas, exatamente, né? Então a Copa começou agora para ele. Deve encaminhar o time para estrear nas quartas. Quem sabe, não será a primeira vez.

PVC:Quem sou eu para falar com você? Só vou colocar duas coisas aqui que eu acho que são um pouquinho uma sutileza só. O Ancelotti não falou publicamente que a Copa começa nas quartas. A informação que a gente tem é que dentro da concentração ele diz: olha aqui, ó, a gente precisa chegar nas quartas porque a Copa do Mundo é sério é a partir das quartas. Então ele não falou publicamente, mas a gente tem a informação de que ele tá fazendo discurso: cara, a gente tem que montar o time até as quartas, porque das quartas em diante tem que jogar bem e ganhar tudo. Foi Itália de 94, né? A Itália empatou, ganhou da Nigéria 2x1 na prorrogação nas oitavas, ganhou da Espanha, ganhou da Bulgária, empatou com o Brasil nos últimos 3 jogos. A outra coisa que eu acho, que eu não acho que só uma outra sutileza, tá vendo? Minha visão, eu acho que o Ancelotti não é que ele é a estrela, é que ele é o, ele protege. O fato dele ser uma, um técnico muito grande, né, como a gente falou de manhã, nem o Zagallo em 98 servia tanto de anteparo para os jogadores quanto Ancelotti, porque a expectativa tá no Ancelotti e o muro de proteção para os jogadores, os jogadores estão todos ali protegidos atrás dele. Eles têm que responder, pode, Txalote. Mas eles não estão respondendo para nós diretamente, mesmo assim, putz, fracassei, porque errei um monte de passe de saída de bola no segundo tempo. O Txalote vai lá e fala: não vou falar individualmente, equipe não foi bem. Então ele serve como um escudo, eu acho, porque ele tem uma carreira, aí sim, estelar.

Voz A:Ó, o Ponte foi perguntado também na coletiva sobre se essa estreia, como disse o Trajano, frustrante para todo mundo, não baixa a moral do time. E tem a ver também com o PVC falou, né, que ele é um anteparo para todo mundo. Ele respondeu o seguinte: absolutamente não, porque pode passar que a estreia, que a estreia por muitos motivos não sai como você quer, mas temos que seguir, preparar bem o próximo jogo. Objetivo classificar, passar a fase de grupos e melhorar com o tempo. Ó, cada vez que eu pego uma frase do Ancelotti aqui, reforço que o PVC tá falando, ele é italiano e tá pensando como italiano, embora esteja frustrando os caras do bar da esquina aqui, que tava empolgadaço.

Arnaldo Ribeiro:Então, dessa Copa tem uma fase a mais, né? 16 avos, uma fase intermediária, 16 avos até a final, que pressupõe um confronto, em tese, se o Brasil for um dos 2 primeiros, talvez contra Holanda ou Japão. O Brasil tem que estar melhor para passar por Holanda ou Primeiro ponto. 16 avos. Oitavas, pode ter lá, sei lá, Noruega no caminho. Está melhor para passar pela Noruega. Então, assim, para quem viu as estreias dos Estados Unidos... Apavorante. O jogo de hoje do Brasil é mais aflitivo ainda. É, sim. Porque os Estados Unidos, jogando em casa, com a responsa, tal, a estreia, tal... As coisas fluíram de tal forma e com tal padrão que não dá para comparar com a seleção brasileira.

José Trajano:Tudo resolvido, tudo organizado. Que tá bem treinado, bem organizado, tudo certinho, como ele falou, não falou? Pode ter jogado um primeiro tempo do jeito que jogou, completamente perdido?

Voz A:Não, não pode.

Juca Kfouri:Pois é, graças a Deus ele não ter perdido demais, quer dizer, de ter conseguido empatar o primeiro tempo.

Voz A:Até porque o Marrocos Chegou uma hora, falou assim: "Opa, estamos ganhando dos caras aqui, vamos..." Foi jogando até o fim, mas também no final, como disse o Danilo Lavieri aqui, estava ausente.

Juca Kfouri:É claro, para Marrocos é mais importante o empate do que para o Brasil.

Arnaldo Ribeiro:Claro, mas como mudou o Marrocos da Copa passada para cá. Porque na Copa passada, o próprio meio, o símbolo do time é o Anabat, aquele carequinha forte do meio que corria atrás de todo mundo. Hoje é um moleque de 18 anos que joga, o Anabat só marcava. É um time mais leve, é um time mais propositivo, é um time mais confiante e que mudou de técnico um monte de vezes e tem uma discussão de DNA, tem também isso. Mas, cara, é um time que evoluiu barbaramente.

Voz A:PVC, eu quero te ouvir, mas só que eu preciso fazer um intervalo aqui na TV, mas a gente vai continuar no YouTube. E quero dizer, vocês desdenharam que eu fiquei pedindo like para a gente, número de inscritos, bateu a primeira meta de inscritos também, tá, Juca?

Arnaldo Ribeiro:Como assim?

Voz A:Não chegamos não, chegamos na primeira meta, que era essa aí, ó, 1.178.000. Chegamos a primeira meta de inscritos. E queremos mais 1.000 inscritos até o final da live. E vou dizer também que nós já estamos com mais de 14 mil likes.

Juca Kfouri:Então 35 mil likes.

Voz A:E vou dizer mais uma, e vou dizer como é que tá nossa enquete, O que você acha, Trajano?

José Trajano:Não tenho a menor ideia. Pode botar a enquete no ar?

Voz A:Coloca a enquete no ar.

Juca Kfouri:Frustrante.

Voz A:A estreia do Brasil foi preocupante, 36%. Decepcionante, 25%. Dentro do esperado, 37%.

Juca Kfouri:O pessoal realista.

Voz A:E boa, 3%. Vamos para o intervalo.

José Trajano:Você esperava nada?

PVC:Essa me choca.

Voz A:Vamos fazer um breve intervalo na TV. Mandem Mande as suas mensagens, faça eu calar os meus amigos aqui. Vamos chegar a 15 mil likes agora e mais inscritos no canal. Quero ver, tá desafiado, tá? Um abração. Muito bem, agressivo, agressivo, propaganda agressiva, propaganda agressiva. Mandem aí, temos aí com audiência bi-brutal, grande estreia nossa aqui depois do Brasil. Ó, o Maviere voltou, ele vai falar, vai entrar já para falar o que tudo que o Ancelotti falou aqui com a gente, já está no telão com a gente. Mas deixa eu só ler uma mensagem, trazendo que eu peguei aqui randomicamente, tá? Tem muitas mensagens chegando, mas eu randomicamente. Quando você pega uma mensagem qualquer aqui, e é a do— pera aí, agora preciso achar. Agora eu faço questão de achar essa mensagem.

Juca Kfouri:Random desapareceu.

Voz A:Ah, meu Deus, não é possível que eu perca!

Arnaldo Ribeiro:Não é era elogio, elogio sumiu.

Juca Kfouri:Você lembra do autor? Você não lembra do nome do autor?

Voz A:Não lembro de nada, na verdade.

PVC:Joga em qual seleção? Oi, qual seleção joga o Randômico?

Arnaldo Ribeiro:Pois é, tem alguma pegadinha.

Voz A:Vamos lá, aqui achei, achei! É a mensagem do MC Tá Bem. Ele fala o seguinte: esse programa é uma aula de jornalismo esportivo de opinião. A qualidade e o jornalismo real estão aqui. Sei lá, peguei aqui randomicamente.

Juca Kfouri:Escolheu, foi o cara que pediu para ele ligar.

Voz A:Aqui, ó, Danilo, assim que a gente voltar ao vivo, você vai falar com a gente sobre tudo.

Juca Kfouri:Foi do Twitter que veio essa coisa?

Arnaldo Ribeiro:Não, ele não está com cara de satisfeito, Lavieri.

Voz A:Ele está com cara da coletiva.

Juca Kfouri:Não, não, Lavieri, Lavieri, você conseguiu nos convencer sobre o ambiente. Fique tranquilo em relação a isso, que foi muito comentado hoje durante o dia inteiro. Você falou assim: eu sei que eu não tô convencendo o trajano, mas olha aqui, conte para mim, o ambiente continua ótimo, é isso?

PVC:Olha, tem uma pergunta para você, Danilo, porque o Ancelotti, que se esforça muito—

Voz A:de volta, mas vai em frente, PVC, pode ir, tem tempo.

PVC:O Ancelotti, Danilo, que se esforça muito para falar um bom português, em que tá falando português, quando ele tá mais nervoso, é igual Luiz Oliveira. Você já reparou que Luiz Oliveira, quando fica um pouco mais tensa, ela fala mais mineireza assim, sabia? É um cotô, um covô. Ela acentua o sotaque. O Ancelotti também. O Ancelotti acentuou o sotaque italiano, misturou mais italiano e espanhol nas palavras em português.

Danilo Lavieri:Ou seja, ele tava nervoso, Ele tava p da vida, amigos, mas não era exatamente mudando a língua e nem nada. Ele tava muito bravo porque ele se sentiu desrespeitado antes de chegar na sala de coletiva daqui.

José Trajano:Estamos voltando, Danilo.

Voz A:Queria que você repetisse essa informação, que a gente tá voltando no ar na TV. Estamos de volta na TV. O Danilo que tava na coletiva falando Você falou que o Ancelotti estava bastante aborrecido, chateado, nervoso, enfim. E eu queria que você explicasse por que agora o Danilo travou, né? Ah não, tá aí, tá, tá bem, tá dando. Pode falar por que que ele tava nervoso, além do fato do time dele não ter jogado bem.

Danilo Lavieri:Ele chegou muito bravo porque ele se sentiu desrespeitado pela FIFA aqui. Primeiro, antes de chegar na sala de coletiva, ele passou no que a gente chama de flash interview, né, os jornalistas, o lugar que ele passa ali para dar entrevistas exclusivas para os detentores Ele não imaginava que ele fosse ter que parar, porque normalmente são jogadores que param nessa posição. Aí ele já falou: "Não vou falar com todo mundo não." Já foi a primeira hora que ele ficou bravo. Como os jornalistas não esperavam que ele fosse passar por ali, ele teve que ficar de pé esperando. E depois que ele saiu desse lugar, ele saiu falando para um representante da FIFA: "Isso daqui é uma falta de respeito." Chegou na coletiva, tava bufando. Aí sobre o jogo, ele falou que o time foi muito mal no primeiro tempo, que precisa melhorar, que a Copa do Mundo não se ganha no primeiro jogo. Reconheceu que pode mudar o time, mas durante a coletiva voltou a reclamar do som da sala de imprensa, que o som tá horrível. A gente ouve muito mais o gerador da parte de fora da coletiva do que o próprio som. Então ele tava bem bravo, mas muito mais bravo com o ambiente, por falar na palavra da moda, do que com o desempenho do time. Ele reconheceu que o primeiro tempo foi muito ruim, que precisa melhorar, e agora já vai começar a coletiva do treinador de Marrocos. Então foi uma flash interview aqui para vocês, amigos. Até daqui a pouco.

Voz A:Daí eu tenho que sair de novo, vai pegar o técnico de Marrocos, vai ser legal, viu, que o Marrocos tem para dizer também.

Arnaldo Ribeiro:O Pochettino, técnico dos Estados Unidos, também reclamou da questão do som, mas uma coisa você reclamar, depois você tem esmigalhado o Paraguai 4x1 e sair aplaudido pelo estádio inteiro. Outra coisa você reclamar do som depois de tudo isso que a gente não se viu, né? Então, o Danilo que tá cobrando escanteio, esqueça o som nesse momento, esqueça o som e vamos aos fatos, né?

Voz A:Danilo que está batendo escanteio e cabeceando, diferentemente do Igor Thiago, já escreveu essa reportagem sobre a questão do som. Aí tá na sua tela: Antelotti reclama com FIFA e chega irritado à coletiva após o jogo do Brasil. Evidentemente, ele também descontou no som o fato do time não ter jogado bem, né?

Juca Kfouri:E o som também saiu de campo. Não jogou o jogo inteiro pela Coreia.

Voz A:Exato.

Juca Kfouri:Aliás, âncora, a gente não pode terminar esse posse de bola.

Voz A:Mas calma, estamos longe ainda.

Juca Kfouri:Sim, mas sem uma menção à fortíssima seleção do Catar.

Voz A:Empatou, foi buscar o empate no último minuto, me ferrou no bolão.

Juca Kfouri:Eu só vejo gente reclamando que ferrou todo mundo no bolão, né? Porque era uma das goleadas previstas para essa rodada.

Arnaldo Ribeiro:É, tá todo mundo igual, com o mesmo número de gols, tudo igualzinho.

Voz A:Olha, é, daqui a pouco o Danilo vai tentar voltar ainda, se der tempo, e a gente vai de novo para, é, vamos para lugar nenhum falar que ia fazer outro intervalo. Não, acabamos de fazer o intervalo, não é nada disso. Mas vamos lá, o Cazão, ele deu o seu, é, a sua sugestão de que a sua barbaridade que era um time novo. Agora, e aí, que que o Antelotti vai fazer agora? Pegou agora, era do time, era o time.

Casagrande:Rayan na direita, Henrique centroavante, Vinícius Júnior na esquerda. Aproveitar que o Henrique e o Rayan ainda não viraram influencer, são só jogador de futebol.

Juca Kfouri:Exatamente, era isso que eu queria falar. Que foi o que o Dunga não fez em 2010, se tivesse convocado o Neymar.

Casagrande:Nós vamos discutir aqui, exatamente.

Arnaldo Ribeiro:Não, mas nós vamos discutir, não dá comparação da chegada da Seleção Brasileira em 2010, como ela jogava, como ela tinha padrão, com esse, com esse bando que a gente tá vendo em 2026. A Seleção Brasileira de 2010 talvez não tivesse ano B, mas ela era bem treinada, certinha, jogava bem, e perdeu dois titulares. Perdeu um titular com a perna quebrada e um reserva com o segundo cartão amarelo, né, o Ramírez. Aí teve que jogar o Daniel Alves improvisado, Felipe Melo bateu os pinos e tal, perdeu o Heleno com a perna quebrada e o Ramírez que o substituiu suspenso. Agora, a análise poderia ter levar dos dois, poderia ter entrado os dois em algum momento, mas só poderia ter entrado esses caras na emergência contra o Orlando, porque o time tava jogando bem.

Juca Kfouri:Sim, o primeiro tempo, esse time do Ancelotti nunca jogou bem.

Arnaldo Ribeiro:Até uma heresia comparar o time do Dunga com o time do Ancelotti.

Juca Kfouri:De onde se conclui que o Dunga é mais treinador?

Arnaldo Ribeiro:Não, não, aquele time tinha, depois de caminhos tortuosos, um padrão. Sim, não era um canto, mas tinha o padrão era coletivamente forte e tal. Isso aí, olha, é uma coisa desesperadora até hoje.

Voz A:Desesperadora?

Arnaldo Ribeiro:Desesperadora, falando sério. Não é desesperador porque tem 48 equipes classificam-se.

Voz A:Dá para ajeitar.

Juca Kfouri:Você tem mesmo que dar uma recuada, porque você tava muito felizinho hoje de manhã dizendo que ia ganhar 3x0.

Voz A:Eu achei que ia ser, não, falei 2x0.

José Trajano:0x0!

Voz A:Ó, mas eu tenho o lugar de fala porque o Bolão UOL está no ar e eu tô brilhando. Vamos colocar na tela aí?

Arnaldo Ribeiro:Você continua comigo aqui hoje?

Voz A:Com o bolão do UOL, porque você pode participar todo mundo competir com a gente. Olha lá quem tá em primeiro agora—

Arnaldo Ribeiro:opa, pera aí, se chegar mais perto não... Passei você com alguma folga.

Voz A:Walter Wajmairowicz, colunista do UOL, Primeirão, Gustavo Chagas segundo, Arnaldo Ribeiro terceiro, eu em quarto. E o Antônio Taveri, que ficou, postou até vídeo falando: vocês não sabem nada, não sei o quê.

Juca Kfouri:Mas eu volto, vai te fazer isso.

Voz A:Bom, tá aí, ó, Bolão do UOL. Participe, hein, tem esse, vai aparecer um QR code.

Juca Kfouri:Eu quero explicar, quero explicar ao enorme número de fãs que eu tenho no Posto de Bola, que adoram quando eu falo de política, risca que eu não participo do bolão, tá?

Voz A:Ó, então faz o seguinte, participe do bolão. Parece que vai aparecer um QR code aí na sua tela, QR code, para você participar do bolão também. Apareça aí.

José Trajano:Vamos fazer um balancinho até agora? Vamos ver até agora?

PVC:Vamos.

José Trajano:Qual é a grande seleção até agora? Vejam vocês, a melhor seleção até agora é seleção dos Estados Unidos.

Voz A:Eu vou precisar fazer um outro intervalo.

PVC:No dia que teve tanto erro que até o QR code.

Voz A:É verdade, exatamente. Aí, ó, classificação do grupo B com os Estados Unidos, depois Turquia, depois Austrália, depois Paraguai. Estados Unidos, por enquanto, o time que mais impressionou. E a gente vai para o intervalo, que a nossa audiência continua impressionante, viu, Juca? Já voltamos. Não saia daí, não saia daí, porque estamos brilhando. 15 mil likes, já voltamos. Bom, galera segue mandando mensagem para gente aqui, mas cita alguns aí.

José Trajano:Vou citar aquele pessoal, voltou, que o pessoal tinha sumido.

Voz A:O Tales fala: empatar com Marrocos é vergonhoso, mas seguimos. Copa do Mundo se ganha no mata-mata, primeira fase é de ajuste. Ele tá aí, ó, ele tá comigo.

Juca Kfouri:Mas é mais ou menos também o que os argentinos pensam em relação a Libertadores. A gente sabe, Boca Juniors e River Plate passaram anos se classificando na bacia das almas, na fase de grupo, e depois Indo adiante na Libertadores. Eu entendo esse pragmatismo, só não tô convencido de que esse pragmatismo vai chegar adiante e ter resultado. Não tô convencido, não estou convencido, quero me convencer.

PVC:São 23 Copas do Mundo agora, 22 campeões mundiais, 4 ganharam todos os jogos. Eu prefiro ganhar todos os jogos. Eu prefiro 72-2002 a 62-94, mas só 30, 50, 72-2002 ganharam todos os jogos.

Juca Kfouri:Sim, mas pelo menos invicto nós ganhamos as 5 taças, o que é, o que é uma coisa brasileira.

PVC:A Alemanha foi campeã com derrota, Argentina foi campeã com derrota, a França foi campeã com derrota, a Espanha foi campeã com derrota.

Juca Kfouri:Sim, mas eu sou brasileiro ainda, tá, bebê? Você quer me convencer? Mas eu sou brasileiro.

José Trajano:Eu acho que o nosso caso é que perdeu, ganhou, empatou, foi a vergonha da atuação.

PVC:É justo, vocês de acordo?

José Trajano:Eu não acho o resultado desastroso, foi até normal, porque Marrocos vem jogando mais do que a seleção brasileira.

Juca Kfouri:A vergonhosa atuação da seleção brasileira Empatou com o quarto colocado no último Mundial, empatou com o oitavo colocado no ranking da FIFA.

José Trajano:Sim, campeão mundial sub-20, que tem o Brasil como sétimo colocado.

Voz A:Mas aí faço uma pergunta para vocês: agora tá tendo a coletiva do técnico do Marrocos. Quem está mais contente, o técnico do Marrocos ou o Ancelotti?

Arnaldo Ribeiro:Até pelo que foi a atuação do time.

Juca Kfouri:O técnico do Marrocos estará lamentando ter perdido a chance de ganhar do Brasil. Falará desse jeito. E o Ancelotti tem que explicar por que o Brasil empatou com o Marrocos.

Voz A:Então, portanto, não está dentro da normalidade você empatar com o Marrocos. Se o técnico que empata o brasileiro acha que está ruim...

Juca Kfouri:Mas aí é a tradição que entra em campo, o peso da camisa, isso tudo, né?

Arnaldo Ribeiro:A comparação com o empate último na estreia do Brasil contra a Suíça, eu acho que ela é válida porque é recente, não tinha esse...

Voz A:Estamos voltando em 20 segundos, pode falar, Lá.

Arnaldo Ribeiro:Pode continuar. Não tinha essa sensação de essa náusea depois dessa estreia? Náusea? Náusea, vontade de ir lá no...

Juca Kfouri:Eu, por exemplo, não consegui jantar depois disso aí.

Arnaldo Ribeiro:É o nosso lanchinho.

Voz A:Também não estou tão nauseado assim.

Juca Kfouri:Nauseabundo eu estou.

José Trajano:Na verdade, nós estamos... Já voltamos, não?

Voz A:Estamos de volta na TV Trajano, pode falar.

José Trajano:Na verdade, o âncora é um homem só. Não, você tá defendendo com mais ênfase.

Arnaldo Ribeiro:O PVC não gostou também.

José Trajano:Também não gostou.

PVC:Ninguém gostou, mas eu não tô defendendo, eu tô tentando entrar na cabeça do técnico da seleção brasileira e compreender por que contratamos um técnico italiano para jogar a brasileira.

Juca Kfouri:Dá-me um martelo e pá na cabeça dele. Para ver se você consegue melhorar.

Arnaldo Ribeiro:Essa é outra discussão boa, né? Porque... Bom, talvez para outro dia. Mas contratar um técnico estrangeiro, o PVC sempre fala, a tentativa do Edinaldo, que tentou lá e depois conseguiu ali, e o outro, Samir, que usufruiu do Ancelotti, partiu de, no momento, da escolha do Ancelotti, existia uma outra possibilidade estrangeira disponível: Jorge Jesus. Isso, que talvez tenha mais a ver com o que a gente gosta, inclusive ter dirigido o Flamengo do jeito que a gente gostou. Enquanto o tempo ele pôs o Flamengo nos tricks, é só uma ponderação, ele também fez boa história na Arábia, certo, Jorge Jesus. E não tô dizendo que isso foi discutido na época. Eu, ah, o Antelotti não é o Madrino, a carreira do Antelotti em clube é muito maior que a do Jorge Jesus. Eu tô dizendo que o estilo talvez fosse um estilo mais compatível do que a gente gosta.

José Trajano:Em cima do que você tá falando, não, é o seguinte, a gente, eu vou ler aqui estreia oficial dele foi hoje, né? Tudo que aconteceu antes era uma expectativa, treinamento e amistosa e tal. Mas todo mundo nas ruas fantasiado, verde e amarelo e tal. Mas o que a gente, de um modo geral, eu acho que as pessoas tinham uma pulga atrás da orelha, uma desconfiança, mas não imaginavam que esse míster, esse técnico consagrado fosse errar tanto na estreia.

Arnaldo Ribeiro:Ou nesse processo, nesse processo, na convocação.

José Trajano:Não, não espero. Esse cara não pode errar do jeito que errou, pelo tamanho que ele tem.

Voz A:Fala, pode falar.

Casagrande:Ele foi o pior em campo.

PVC:Foi?

Voz A:É, boa, boa.

Arnaldo Ribeiro:Se você fosse dar nota, né, Cazão, ele tinha nota pior do que o Casemiro.

Voz A:Ele foi o pior em campo. Reclamação importante aqui para você. É isso, boa, bom ponto, Cazão. Ó, informações importantes. A Escócia faz 1x0 no Haiti, que são os adversários do Brasil. Então a Escócia lidera a chave por enquanto. Está no ar também já o Instagram do Allsport. Olha lá, tem bastante coisa no Instagram, tem até brincadeiras. Ainda bem que o Antelotti não colocou. Falou, é, olha lá, o Hakimi falando para o Hendrik, que não entrou de fato. E também tá a nossa comunidade lá no WhatsApp, meus amigos. Juntos, tá? A gente tá tirando foto, fizemos muitas coisas ali. Nossa, é verdade que a sua mulher entrou na nossa comunidade, tá lá, tá vigiando sobre a gente. Ainda bem. 16 mil likes, trajando nada mal, hein?

José Trajano:Nós aqui estamos bem, a seleção tá muito mal.

Voz A:É isso, estamos muito bem. Eu, eu no final fui eu, né? Foi você?

José Trajano:O último vídeo foi eu.

Casagrande:O pessoal, o pessoal, eu não falo mais. Só uma coisa, aquela absurda festa de convocação para essa bola, tem que devolver tudo, devolve o dinheiro, sabe? Devolve tudo, porque é incompatível aquilo que nós vimos, a convocação com essa bolinha que nós vimos hoje.

Voz A:Bom, bom, boa lembrança, viu? Ó, o PVC, a nossa enquete, eu e você estamos Eu tô numa maré um pouco menos pessimista, você sabe.

Juca Kfouri:Eu não tô pessimista.

Voz A:Mas aqui a nossa galera, aqui a estreia na enquete, tá? A estreia do Brasil foi preocupante, 36%, decepcionante, 25%, dentro do esperado, 36%, e boa, 3%.

Juca Kfouri:Mas some preocupante com decepcionante, dá quanto? Dá—

Voz A:sou ruim de conta, né? 6, 12, 70, E tal. Olha, que que tem amanhã, hein, Trajano? 8:30 da manhã.

José Trajano:Eu vou estar aqui, não, mano, de casa. Eu faço de casa.

Voz A:Logo, logo temos o quê?

José Trajano:Não, mas é o seguinte, nós temos que explicar para o nosso fã do esporte, 16 mil estão entrando aí, que todo dia daqui até o final da Copa nós vamos ter o Poste de Bola com as 8:30, às 10, horário tradicional.

Voz A:Isso mesmo.

José Trajano:E quando tiver jogo do Brasil, como hoje, A gente vem aqui se lamentar, chorar as pitangas lá, você entendeu?

Arnaldo Ribeiro:Extravasar, estamos sendo filmados.

José Trajano:Um sentimento aqui, coisa não tá bom. Quanto ao Haiti, que dia que é o jogo contra o Haiti?

Arnaldo Ribeiro:Sexta à noite.

José Trajano:Sexta, vai estar um ambiente mais tranquilo.

Voz A:Mas hoje a gente fez todas essas análises assim, ainda no calor, com o cheiro da grama. Amanhã estaremos de volta com a coisa mais racional.

Juca Kfouri:Acabou o programa?

Voz A:Acabou o programa.

José Trajano:Mas você falou que era a hora que tinha muito tempo ainda, acabou.

Voz A:Fala, PVC, para a gente encerrar. Diga lá.

PVC:Eu quero saber o que a gente acha. No próximo jogo, atacante do Haiti é o Pierrot.

José Trajano:Então cuidado, porque o Ancelotti não falou de carnaval? É esse que vai sambar, é o Pierrot.

Juca Kfouri:Muito obrigado, âncora, por me deixar fazer o programa com o Tadeu.

Voz A:Eu vi, eu deixei livre. Posse de Bola fica por aqui. Cazão, muito obrigado.

Juca Kfouri:E o Ratão também não vai ter?

Voz A:Metade.

Arnaldo Ribeiro:Ratão e Ratão, melhor e pior.

Juca Kfouri:Ratão de bronze. Ancelotti.

Voz A:Boa.

Juca Kfouri:Gatão.

José Trajano:Gatão? O garoto, o garoto da, da, do, como é que chama o menino?

Voz A:18 anos.

PVC:Boadii.

José Trajano:Boadii.

Arnaldo Ribeiro:Boadii.

Juca Kfouri:Boadii.

Voz A:Fechamos por aqui. Amanhã tem Posse de Bola. Valeu, Cazão. Valeu, Pedro. VC, valeu, Juca, valeu, Arnaldo, valeu, Trajano. Tem fim de papo depois de Haiti-Escoça com o Eudes, com o Gabriel Sá e com o Paulo Massini, ok? Eudes apresentando, Eudes Júnior apresentando, viu o jogo com a gente aqui. Amanhã estamos de volta, tchau!

Casagrande:Amour!