#637: Copa do Mundo começa com Fifa confrontada e dúvidas na seleção brasileira
Eduardo Tironi, Juca Kfouri, José Trajano, Danilo Lavieri, Arnaldo Ribeiro e PVC analisam a abertura da Copa do Mundo, as dúvidas na escalação da seleção brasileira, os favoritos e candidatos a surpresa, além das declarações de Gianni Infantino após exclusão de árbitro somali e as polêmicas dos Estados Unidos como sede
Eduardo Tironi
José Trajano
Juca Kfouri
Arnaldo Ribeiro
Danilo Lavieri
Luiza Oliveira
PVC
- Críticas à Arbitragem e Pressão da FIFADeclarações de Gianni Infantino · Exclusão de árbitro somali · Tratamento de delegações · Comparação com a Copa no Brasil · Donald Trump e a FIFA · Possível última Copa do Mundo · Seleção do Irã
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- Cobertura da Copa e Relação Imprensa-JogadoresDificuldades de acesso e controle policial · Comparação com Copas passadas (70, 2002) · Media training e falta de declarações · Spike Lee no treino da seleção · Clima de NBA nos EUA
- Álbum de figurinhas da CopaJogo de abertura de 1970 (México x URSS) · Chuteiras de Fontana · Campeonato de futebol entre jornalistas · Silvio Lancellotti e Ancelotti
Muito bom dia! Começou, hein? Vai começar a Copa do Mundo e a partir de hoje, todos os dias, o encontro de vocês é conosco aqui porque vai ter posse de bola Todos os dias das 8:30 às 10 aqui no All Sport. Muito bom dia! Eu já tinha, já tô aqui acompanhado de José Trajano, Juca Kfouri, e lá nos Estados Unidos, no meio da selva, Danilo Lavieri. E vamos aos destaques, porque muita coisa aconteceu de ontem para hoje. Tem gente que até nem sequer dormiu de ontem para hoje, tal a expectativa para chegar aqui no nosso Poste de Bola. Bom dia, Juca Kfouri!
Você é muito malandro, né? Eu de fato não dormi, mas de adrenalina, por causa do jogo entre Nova York e Santo Antônio pela NBA. Mas eu queria fazer duas observações, âncora, e você escolhe depois qual que a gente aprofunda. O desfalque grave para os marroquinos ao perder seu ponta-esquerda, que preocupava tanto Wesley, que não estará porque também se machucou, mas que agora torna menos difícil a tarefa da defesa brasileira, porque não vai ter um sprinter para marcar, como é— Acabei de falar o nome dele, já esqueci, mas que é um baita de um ponta.
Exaustly, sei lá. O nosso Danilo tá ali, ó, prestando muita atenção, ele sabe exatamente. Olha lá, só que ele tá sem áudio, não há de ser nada, daqui a pouco ele fala. E a outra questão que tá posta é a seguinte, né, para você que acha e que massacra a gente todas as vezes que a gente cita isso, que futebol e política não se misturam, nós nunca vimos nem mesmo em regimes ditatoriais uma Copa tão política como a que o senhor Donald Trump está malvadamente apresentando ao mundo.
Pois é, claro que vai ser assunto aqui também, porque ontem teve a coletiva constrangedora do Infantino, presidente da FIFA. Danilo Lavieri, bom dia!
Bom dia, amigos! Bom dia, Juca! Bom dia, José Trajano! Bom dia, Eduardo Tironi! Todo mundo que nos acompanha aqui, estou aqui nessa zona de convivência. Hoje não tem destaque inicial Hoje eu quero desejar muito boa sorte para nós nessa jornada aqui. Todos os dias, 8:30, estaremos ao vivo. Muito feliz de participar com vocês aqui direto dos Estados Unidos, amigos.
Mas faz favor, é exaustivo. Como é que chama o ponta?
É isso aí, exaustivo.
E o outro que vai lateral, que vai também, faço questão de nem falar, nem citar.
Danilo Lavieri, que foi devidamente abençoado por Spike Lee ontem. Eu vi, tá? E aí deu no que deu depois ontem à noite. Para quem acompanha basquete, viu o que aconteceu. Foi os ventos de boa sorte do Danilo que fizeram o Knicks virar. Bom dia, José Trajano.
Bom dia a todos e todas. Estamos com cenário novo, né? Tá tudo bonitinho. Danilo, uma informação para você: não tem pão de queijo. Isso é uma falha da produção, da padaria aqui do lado, eu não sei o que aconteceu. Vamos exigir o pão de queijo diariamente, porque como já foi dito e redito aqui, pós de bola todo santo dia, 8:30 às 10:00. Mas quando tiver jogo do Brasil, o pós de bola volta aqui para o estúdio e a gente comenta até de madrugada.
Tem jogo, vai avançar pela madrugada, o Brasil e Haiti, o jogo é lá, é lá para Eu, no sábado, estou preocupado porque a gente entra logo depois do jogo do Brasil e às 21h30 tem NBA, tem o sexto jogo em Santa Teresa do Maciês.
Mas o meu destaque é em relação ao jogo de daqui a pouco, hoje à tarde, aqui, 16h, no Brasil, México e África do Sul. Você fala: "Pô, mas tanta coisa para falar, vai falar de Maciês?" Não, eu quero falar do Estádio Azteca, que eu tive o privilégio, a sorte na carreira de estar ao vivo, presente. Na cobertura da Copa de 1970. O Brasil jogou sempre no Estádio Jalisco, em Guadalajara, e a partida final no Estádio Azteca. Agora eu quero estender isso aí.
Eu acho que o Estádio Azteca é o estádio mais icônico, mais importante da história do futebol mundial, porque lá se tornaram campeões do mundo Pelé e Maradona.
Verdade.
Esse é um olhar... Mais que o Maracanã.
Mais que o Maracanã.
Mais que o Wembley.
Mais que o Wembley.
Que o Wembley.
Aconteceu muita coisa, hein?
Eu sei, mas qual o estádio do mundo que viu Pelé e Maradona serem campeões do mundo?
Em Copa, exatamente. É um bom debate.
Bom debate, não tinha pensado nisso.
Vocês podem colocar, falar sobre isso. O Estádio Azteca é o maior palco de Copas do futebol mundial?
Tá aí a sua enquete.
Essa é a enquete?
Não, não é. Não, não, levante-se em conta que é a terceira vez que o México vai sediar uma Copa porque ficou no lugar da Colômbia Em 86. Em 86.
Muito bem, temos uma enquete.
Opa, vamos lá.
Que tem a ver com a abertura da Copa do Mundo, começa hoje, né? México e África do Sul abrem a Copa do Mundo às 4 horas da tarde. E a manchete tem a ver com a abertura da Copa do Mundo. Vamos lá. O que causa maior expectativa na abertura da Copa do Mundo? África do Sul, o México, anfitrião, o Wilton Pereira Sampaio, que vai ser o árbitro dessa partida, Ou na verdade nada disso causa nenhuma expectativa porque o que interessa mesmo está mais para frente. Antes de reclamar, essa enquete foi feita a quatro mãos.
Não, eu vi a confecção, eu vi de pé, eu cheguei cedo aqui hoje. A confecção dessa enquete ali com o Rubem, que agora tem uma turma grande na redação.
Não, pera aí, tem uma turma grande com exceção, né?
O André Lucena.
O André Lucena, chinelinho na Copa.
Piloto fugiu.
Fez toda a programação, pôs todos nós para ir, ele não, está em casa.
Mas então eu vi, até fui contra essa enquete.
Ah, já foi contra?
Fui contra. Eu já escolhi a minha enquete antes dela vir ao ar, né? Mas agora tá no ar, é o momento de em breve.
Então vamos fazer o seguinte, porque, bom, Danilo, você por favor, de onde quer que você esteja, você precisa dar a nossa meta de likes nessa abertura de jornada do Posse de Bola.
Vamos lá, vamos de 6 mil likes, Tironi.
Caramba, tá ousado, hein? Tá ousadíssimo, eu diria. Mas tudo bem, 6 mil likes. Então, que você que está em casa faça o quê? Chamem parentes e amigos, porque o Posse de Bola está no ar e vai continuar aqui durante todos os dias da Copa. Chamem parentes e amigos, avisem que vai ter Copa todo dia aqui no UOL com o Posse de Bola. Votem na enquete, nos deem likes para a gente atingir, faça a gente atingir a audiência Brutal! Agora, o cara que não tem parente nem amigo, ele tem que ir na janela e gritar: 'Ó, tem posse de bola, mano!' Parentes, amigos, vizinhos, quem quer que seja, gritem na janela: 'O posse de bola está no ar!' A gente vai para um breve intervalo aqui na TV, não saiam daí, a gente já volta e a gente fica respondendo aqui as mensagens de você, trocando figurinha no chat do YouTube.
Vamos lá, já voltamos! Ó, o Nilson de Oliveira fala: 'Bom dia, o Neymar é o souvenir na seleção.' Não, mas de novo, Neymar, vai começar a Copa de novo. A zebra da Copa será o Brasil, diz ele. Neymar deu uma sumida nos últimos dias, não vai jogar mesmo na estreia e tal.
Mas mudou o corte de cabelo, não foi?
Mudou o corte de cabelo. E o Murilo Santiago mandou uma mensagem para você: Salve, Trajano, muito legal sua postagem sobre as bancas. Mande um abraço para os meus pais, Valdecir e Cida, em Umas, em Goiânia. 35 anos de tradição. O seu texto retrata exatamente o que vivemos a cada Copa.
Eu vi o texto, muito bom. Eu expliquei o texto no Instagram, foi o seguinte: alegria em torno das bancas que ficam de 4 em 4 anos desaparecendo, se tornaram lojas de conveniências, vende pilha, vende não sei o quê, bala, até pilha de jornal velho para xixi de cachorro, pilhas de jornais e revistas, também porque jornais e revistas começaram a desaparecer. Mas quando tem Copa do Mundo é uma febre, é uma festa, alegria. Contagiante das crianças, pais e avós também tentando comprar, por causa das figurinhas, por causa da Copa do Mundo. Então eu fiz um texto em cima da alegria em torno das bancas.
Eu preciso olhar isso aí.
Muito bem.
É legal mesmo, leiam. A Márcia Coimbra fala: "Eu gosto do Hilton Pereira Sampaio, vocês são chatos." Eu não gosto. O Arnaldo gosta também. O Arnaldo adora, acha um grande árbitro.
Sempre fala... Você está fazendo ironia.
Não, não, ele gosta mesmo. Ah é?
Ele gosta.
Olha, pro Arnaldo Gualberto, não gosta de árbitro nenhum, mas do Wilton Pereira Sampaio ele gosta.
Então foi ele que escalou o Wilton na abertura do copo.
Tá satisfeitíssimo com a escalação.
A Maribel Pacheco fala: "O Estádio Azteca é mítico, viu Trajano?" Pois é, o Trajano esteve lá em 70, eu estive em 86.
Então você viu Maradona, eu vi Pelé.
Isso.
Tá bom, né?
Olha a oportunidade que nós tivemos na vida profissional.
O Wilson Yamauchi, que tá sempre com a gente aqui, corintiano, fala: perto da estreia e o Ancelotti tem muito mais dúvidas que certezas. Eu acho que agora ele tem mais certeza, já tá em um time aí, né?
Qual time você acha que já tem? O time tem o time já, Danilo?
Eu acho que o Ancelotti pode ter assim, mas tem duas dúvidas para gente assim aqui de fora muito claras, né? O ataque e a lateral direita.
Então não tá nada claro, né?
Não tá nada claro. Falaremos sobre a seleção brasileira, estamos voltando já já aqui. Atenção, estamos voltando. Mandem suas mensagens, chamem parentes e amigos, ou então gritem na janela. Estamos de volta com o Posse de Bola. Olha, precisamos atingir audiência brutal, contamos com vocês aqui ainda. Estamos, não estamos perto dela ainda, então portanto venham Mandem seus likes, votem na enquete. Coloca a enquete de novo no ar, por favor.
O que causa maior expectativa na abertura da Copa do Mundo? África do Sul, México, o Wilton Pereira Sampaio ou nada? José Trajano, sua hora.
Muito obrigado. Vamos por partes. Você sabe que jogo de abertura geralmente é jogo muito ruim, né? Tem um jogo de abertura para fértil do México, que é esse aí. Tem um jogo por assédio nos Estados Unidos, estreia nos Estados Unidos, que é em Los Angeles, Estados Unidos e Paraguai. E no Canadá nem me lembro que jogo vai ser. E com festa, com Anitta lá em Los Angeles, Shakira hoje na Cidade do México e tal. Porque aí são 3 países sediando, coisa inédita em Copa do Mundo.
Mas vamos lá, eu vi um, vou ser um grande contador de histórias durante essa Copa do Mundo. Esse fim de semana eu estava num hotel lá em Campinas, foi aniversário de um de uma amiga nossa e vi um filme sobre oficial da Copa de 70, lá no México. E hoje certamente vai haver algo parecido, porque sempre quando tem o jogo de abertura, há um desfile com bandeiras, balões coloridos subindo para o céu, bandas de música, é uma festa, além do jogo, antes do jogo, tem essa festa.
É normal que isso aconteça. E os jogos são muito ruins, reúne o time anfitrião e mais um outro, no caso aí México e África do Sul. Mas teve um lance que ocorreu, que eu não sabia, que eu vi nesse filme, inacreditável, Gilka. Como teve durante muito tempo essa festa e os times estavam em campo, time do México e da União Soviética participaram de tudo aquilo, banda de música, Cada... Teve gente desfilando, vários, todos os países representados por crianças uniformizadas com o nome do país.
Muito bem. Aí, o oficial lá, o narrador do documentário explica: "Vai começar o jogo, o time da União Soviética que estava em campo se retira para o vestiário e entra outro time." Era um calor do cão, como vai fazer com certeza lá no México hoje. O que os russos, o pessoal da União Soviética, eles fizeram? Para preservar o time do calor, os titulares ficaram no vestiário e deixaram os reservas em campo participando da festa. Sabia disso.
Eu também não sabia. Na hora que foi começar o jogo, os caras saíram e entraram os titulares. Então não sei se vai acontecer isso hoje, mas respondendo à enquete, é difícil responder essa enquete. Aí tá vendo?
Deixa eu te ajudar a tentar responder essa enquete, porque você sabe o que eu acho que tem de muito interessante nela, âncora? É o seguinte, vou contar eu uma história. Eu estou muito curioso para saber o que terá acontecido com um garoto que eu conheci em Joanesburgo, na África do Sul, em 2010. Na véspera da abertura da Copa da África do Sul, a torcida da África do Sul resolveu fazer uma concentração para apoiar os chamados Bafana Bafana.
Que é como a seleção da África do Sul é tratada. E fizeram uma grande concentração na cidade. E o time foi se encontrar com a torcida. Eu fui ver. Estava atravessando uma avenida, vejo um rapaz, tipicamente um africano, alto, com uma criança, com a camisa do Bafana Bafana. E o pai também com a camisa do Bafana Bafana, atravessando a rua com o garoto pela mão. Quando a gente chegou do outro lado, eu encostei nele e falei: "Mas você..." Era um rapaz de uns 32 anos e o garoto tinha 7.
Eu falei pro pai: "Mas você gosta mesmo é de rugby, né?" Ele falou: "É, eu gosto mesmo é de rugby." "Mas ele vai gostar mesmo é de futebol e eu vou acompanhá-lo." Ah, que legal. Eu fico muito curioso saber se esse menino que hoje tem 23 anos de idade, se ele tá lá na cidade do México pra ver esse jogo.
Muito bem, tá aí. Olha, vamos colocar os jogos então que acontecem hoje na Copa do Mundo, começa a Copa do Mundo hoje, tá na sua tela aí, tem México e África do Sul às 16 horas, abertura da Copa do Mundo. Com um dos anfitriões, o México. E depois, às 23 horas, tem Coreia do Sul e República Tcheca, todos acordados.
Se você fosse escolher um jogo para assistir, você escolheria qual?
Do México, com certeza.
O México, né? Você, Danilo, também?
Danilo, eu sou daqueles que assisto tudo, tudo, tudo, de máximo possível, né? Aliás, vou contar um bastidor que o Juca sabe bem, né? Para o Trajano, Tironi também, para a galera que tá assistindo. Quando a gente tá aqui na Copa cobrindo seleção brasileira, o que a gente menos assiste é Copa. Exatamente. Então a gente tá o tempo inteiro no treino da seleção e deslocamento para hotel e depois vai para o CT e depois vai para lá. Então eu tô aqui vendo e fazendo as contas.
Esse jogo vai ser às 3 horas da tarde no horário aqui de Nova Jersey e a gente vai ter entrevista com Alisson às 2:30. Então já tô pensando, pô, não vou ver esse jogo. Aí daqui a pouco vai ter Coreia do Sul, mas à noite eu também possivelmente não vou conseguir ver esse jogo. Mas vamos que vamos, que seleção brasileira aí a gente vê de perto, faz parte.
O Danilo, nesse aspecto, que a cobertura no Qatar Foi muito mais fácil, né? Porque como a gente cobria no metrô, né? Porque, sei lá, acho que a maior distância entre os estádios não chegava a 70 km, né? Então você fazia tudo e conseguia. Eu acho, eu vi 90% dos jogos no Catar, 90% dos jogos. Diferentemente do que se deu tanto na Rússia como quando foi no Brasil.
No Brasil eu vi o jogo Que no Qatar era fácil a gente pegar o ônibus ali do Media Center, ir para o estádio, voltar, trabalhar. Era uma facilidade que a gente talvez nunca mais veja. Mesmo na Arábia Saudita, em 34, que é um país menor, não é tão pequeno quanto o Qatar, né? Então a facilidade que a gente teve no Qatar realmente nunca mais vamos ter em lugar nenhum.
O pior lugar para assistir Copa do Mundo para o jornalista é aquele que tá cobrindo a Copa do Mundo, principalmente se você tá cobrindo o Brasil, uma seleção, uma seleção, seja ela, principalmente atrás dela. E é isso, como o Danilo explicou. Agora, nós que estamos aqui acompanhando o Pós-Bola, vamos ver, pão de queijo, sem pão de queijo, estamos sentadinho no sofá passando informações, críticas e observações para vocês que estão em casa, é, tamo na boa, né?
Sem dúvida. Eu tô de olho nesse, eu entre os dois eu ficaria e vou ficar com o México.
Muito bem, então tá aí. Olha, senhores, ontem o presidente da FIFA, que é uma figura meio opaca, né, mas agora tá mais em evidência, deu entrevista, teve que dar entrevista, deu entrevista. O começo da entrevista foi meio aquele gari-gari, aí, que vai ganhar o Messi, não sei o quê, parará. E depois uns ingleses começaram a pá, aí mais firme, com perguntas mais incômodas, vamos dizer assim, para ele. E aí ele falou que ele tentou resolver a questão do árbitro da Somália, da Somália, né, que foi impedido de entrar no país. Vamos ouvir o que ele falou.
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Atiraram uma pedra num ônibus da FIFA lá em Salvador e a FIFA falou: "A gente vai tirar a Copa do Brasil, tá? A Copa não vai ser no Brasil." Ameaçou. Depois o Jerome Walker, aquela figura tão doce, tempos depois falou que ia dar um pé no traseiro do Brasil por conta dos atrasos da Copa e assim foi a Copa aqui no Brasil. Parece que nos Estados Unidos é diferente, né, Juca?
Então, veja, essa declaração do Infantino, me lembrou exatamente, me lembrou a figura do Jaume Valk, prometendo dar um pé nos fundílios do então Ministro do Esporte, Aldo Rebelo.
Isso.
E me lembrou Paulo Maluf, que um dia disse: "Se o estupro é inevitável, relaxa e goza". Ele disse isso, relaxa, calma, tentamos. Para quem? Impôs tantas condições, como Dona FIFA impôs tanto ao Brasil quanto a todos os demais países até que chegasse na terra de Tio Sam, é realmente surpreendente a humildade dele em reconhecer que não controla tudo. Mas ao contrário, ele tem sido controlado, ele cometeu essa bugice de dar aquele bizarro prêmio da paz para Donald Trump, em compensação ao fato do Trump não ter ganhado o Nobel da Paz.
E veja, eu não acho que eles tenham razão, mas hoje tem um artigo na The Economist daquela dupla famosa pelo livro Soccernomics, que é um belíssimo livro sobre eventos esportivos e esporte e dinheiro, em que os autores simplesmente preveem que esta pode ser, eu vou reiterar e repetir, eu não concordo, acho que não vai acontecer isto, mas eles, do alto do seu conhecimento, numa revista como The Economist, que é uma espécie de bíblia dos liberais dizem que esta pode ser a última Copa do Mundo porque o Trump exagerou e que o Trump pode estar causando um tremendo malefício já para uma situação de confronto da FIFA com a UEFA, com os europeus descontentes com este confronto, com nações africanas que se sentiram evidentemente golpeadas com o que aconteceu com o árbitro da Somália.
Que isto tudo— E ele supõe a seguinte situação: imaginem que uma torcedora espanhola é presa pela ICE e por um acidente morre. A Espanha exige que a FIFA se pronuncie. A FIFA não se pronuncia. Como não está se pronunciando nesses casos todos do Irã, do Iraque, da Somália, da delegação do Senegal que foi revistada na pista do aeroporto.
Isso aí, né?
Quer dizer, como se fosse uma quadrilha descendo no aeroporto, né? Fizeram isso com o time africano, com o time europeu não fizeram.
Oi, Juca.
Oi, diga.
É só para— isso tá acontecendo com todo mundo, tá? Aconteceu com o Brasil também. É porque eles não passam pelo controle de fronteira, descendo do avião, entram no ônibus e vão direto para o hotel. Então eles precisam passar pelo controle de fronteira na pista, passam por raio-x, cão farejador e checagem de documento. O Brasil também passou por isso, mas eu sei que viralizou bastante as imagens dos times africanos, mas isso tem acontecido com todos aqui, inclusive com a Inglaterra.
Eu não sei todos, eu não sei por todos, né? Eu não consegui checar com todas as seleções. Eu sei que o Brasil nos informou que eles sabem que todas as seleções estão passando e que eles foram informados que isso seria um procedimento padrão. Agora, se a Inglaterra conseguiu escapar, se a Espanha, enfim, conseguiu escapar, não sei. Eu sei que essa foi a informação que a CBF recebeu.
É porque a informação que eu tenho é que os europeus não foram submetidos a isso.
Vamos tentar saber isso, né? Agora, o Juca É uma coisa... Tem detalhes cruéis, atitudes cruéis, decisões cruéis. Nós falamos essa agora, o Danilo está dando essa informação, outras seleções passaram pelo mesmo. Você está dizendo: "A gente não tem a certeza que seleções da Europa passaram ou não". Mas coisas pequenas, mas que são grandes, são importantes, que mostram a crueldade do governo do Trump, a ida e vinda da seleção do Irã, que teve que ir para o México.
Sim, vai ter que ir.
Ela foi para o México, ela não se sentiu segura. Foi recebida de braços abertos pela presidenta do México e vai ter que jogar, joga e volta. Não pode pernoitar em território americano.
No máximo 36 horas.
A seleção do Irã vai jogar em Aonde? Esqueci o nome dela.
Quilômetros de distância. 2 mil quilômetros de distância de avião. De avião, vai e volta e tal.
Vai ter que viajar 2 mil quilômetros para poder—
E na somária, só terminando com o juiz, as imagens dele chegando no país de volta.
Como herói.
Foi recebido como herói. Não sei se a gente tem essas imagens aí, mas teve uma recepção digna.
Agora veja, essa questão do Irã, ela não apenas é uma questão diplomática absolutamente lamentável, como é uma questão esportiva grave, porque desequilibra as condições do Irã. O Irã não terá as condições de igualdade com seus adversários, porque ela é obrigada a se deslocar a cada 36 horas.
É um absurdo. Até o final da Copa a gente vai somando. Você imagina, a Copa não começou, gente. Começou o poste de bola da Copa, mas a Copa propriamente dita começa hoje às 16 horas, México e África do Sul, não é? Agora imagina o que irá acontecer durante a Copa, seleções se deslocando, Estados Unidos tem uma Copa que tem muita viagem de avião, deslocamento, não sei o quê. A cerveja, a cerveja mais cara do mundo, tá R$100, os ingressos Estão a preços exorbitantes.
Tem Colômbia e Portugal, que é o jogo mais disputado da primeira fase, os ingressos estão a mais de 2 mil dólares, o que dá 10 mil reais, enfim.
Ou seja, mas eu li também, o Danilo pode confirmar isso, não sei se tem essa confirmação, que os hotéis, os donos de hotéis, os proprietários de hotéis estão frustrados porque os hotéis não ficaram lotados como eles imaginaram, porque os preços são exorbitantes. Estavam muito caros.
Agora, Danilo, vamos lá, a gente daqui a pouco vai falar de bola, porque daqui a pouco tem bola rolando, mas eu queria saber de você com relação à cobertura. Vocês estão sendo— como é que tá sendo a cobertura para vocês aí? Tá mais fácil, tá mais difícil? Tem muito controle? Como é que tá aí?
Olha, tem bastante controle, bastante um aspecto bem rígido da polícia, né? A polícia ela faz alguns cercos por aqui, então faz cerco no CT da seleção, faz cercos no hotel da seleção, Esses lugares que a gente frequentou aqui por enquanto, né, que é que o Brasil ainda não jogou, a gente ainda não foi para o estádio em dia de jogo. Mas lembrando da experiência que eu tive no Mundial de Clubes, eu sei que vai ser muito parecido.
Então tem esse controle muito rígido. Eu, pelo menos na minha chegada aqui, foi super rápido para mim. Mas eu sei de relatos de vários outros jornalistas que foram interrogados, que tiveram ali perguntas, não tanto quanto o árbitro, claro que precisou deixar aqui nos Estados Unidos, mas alguns jornalistas tiveram a vida um pouco mais difícil para entrada. Então tem esse controle. Agora, é uma coisa que a gente já imaginava que fosse acontecer.
A partir do momento que o Infantino tem a coragem de dar o Prêmio da Paz para o Trump, então a gente já imaginava que ele ia se dobrar e se ajoelhar para o que pedia o Trump em relação à competição por aqui. Então assim, a gente tem enfrentado alguns cercos policiais, que aqui a polícia é um pouco mais rígida, né, um pouco mais ríspida também. As delegações daqui, a delegação do Brasil, ela tem normalmente, ela anda de um lugar para o outro num trajeto de 15, 20 minutos com mais de 10 carros de polícia, daqueles carros de polícia inclusive os que a gente olha e fala que é polícia, ou aqueles agentes secretos, né, que são carros ali que a gente não sabe muito bem, mas que quando precisa liga a luz, aí você percebe que é polícia.
Tem um controle bem rígido. Cachorro, tem cão farejador no hotel da seleção o tempo inteiro. Cão farejador em todos os deslocamentos, né, do ônibus para lá e para cá, porque se o ônibus fica estacionado tem que olhar, tem que checar antes. Enfim, é um controle bem rígido nesse sentido. E a gente tem tido muita dificuldade para fazer entradas ao vivo em lugares mais públicos, né. Então por isso eu tô aqui numa zona de convivência do hotel, posso compartilhar aqui no nosso hotel aqui Então companheiros de outras emissoras, e eles também estão transformando essa zona de convivência aqui do hotel em um estúdio, porque a gente tem dificuldade de conseguir entrar ao vivo quando não estamos dentro do CT ou dentro do hotel da Seleção Brasileira, coisa que só acontece com uma hora de antecedência.
Então hoje, por exemplo, o treino é às 11 horas da manhã, a gente pode entrar no CT a partir das 10 horas da manhã, ver o treino, 15 minutos, e depois tem mais 45 minutos para ficar lá e depois a gente precisa ir embora. No Hotel da Seleção, a mesma coisa. O Alisson vai falar às 2:30 da tarde hoje aqui em Nova Jersey, 3:30 aí do Brasil. A gente consegue entrar uma hora antes e uma hora depois. Dentro do hotel, dentro do CT, o tratamento tá super tranquilo, super de boa.
CBF, a FIFA, enfim, os organizadores aqui estão conseguindo fazer um bom lugar para a gente trabalhar. Agora, o pré-evento tá bem complicado, Tironi.
Muito bem. Tem clima para Copa do Mundo?
Vê, atenção: "A seleção inglesa chegou aos Estados Unidos no dia 1º de junho, num voo fretado da Virgin Atlantic, saindo de Birmingham. Houve menções a tratamento VIP, com escolta policial no aeroporto e chegada discreta ao hotel da base. Sem relatos de revista na pista ou procedimentos humilhantes." É, alguns são mais iguais que outros.
Agora vem cá, veja que momento nós estamos vivendo. Eu falei que a seleção do Irã tem que se deslocar, né?
Depois do jogo tem 36 horas.
Vai embora, vai!
Show!
E chotada, e chotada! Vai embora para o México no momento que os Estados Unidos estão bombardeando o Irã. Isso é importante que se diga. Nunca houve isso.
É, negócio tá exatamente, é um país em guerra, um país em guerra com outro, recebe o outro para jogar futebol.
Essa é a situação, senhores. E o Danilo está lá e vai ter México e África do Sul na abertura da Copa do Mundo. E a seleção brasileira— Oi, fala, fala, Danilo.
Só para responder, o Trajano falou do clima aqui. Ô Trajano, independentemente da questão da guerra ou não, o clima é só de NBA, tá? Onde você vai, só querem saber de NBA. Não tem Copa do Mundo em lugar nenhum. Na Times Square tem uma camisa ou outra ali, pelo que eu vi das imagens. Você consegue ver algumas promoções no telão ali, venda de camisa de futebol. Mas aqui em Morristown, que é onde a seleção brasileira tá treinando, você anda, anda, anda, anda.
Eu andei muito para achar uma menção à Copa do Mundo, que é de um patrocinador, uma cerveja. Aqui avisando que ali vai ter o telão para transmitir os jogos. E é NBA o tempo inteiro. Aqui não é Nova York propriamente dito, mas é como se fosse a cidade para ver o jogo. E aí é realmente, parece que é a Copa do Mundo para eles.
Juca tá feliz, viu, Danilo? Juca tá feliz com essa notícia.
Você parou, você viu o jogo ontem, Danilo?
Ô, vizinho, vizinho, uma coisa maluca!
Você conseguiu dormir depois?
Não, porque o meu problema é que adrenalina fica um ponto que eu 4:30 da manhã tava para lá e para cá, para lá e para cá, trocando mensagens com Spike Lee para ver como foi a impressão dele ali da primeira fileira da quadra.
Olha, deixa eu dar um recado, dois recados importantes, três na verdade. O primeiro é que a boa notícia é que nós passamos da audiência brutal já.
Tá, isso para uma estreia, nada mal.
Chegamos na metade da nossa meta de likes, então corram! A segunda notícia boa é que depois do jogo de abertura da Copa hoje, México e África do Sul, tem fim de papo ao vivo aqui com a Denise Tomaz Bastos. Que craque, hein, que nós contratamos! E mais os craques Eudes Júnior, Fabíola Andrade, Ana Paula Oliveira e também o PVC, que já está lá nos Estados Unidos E vai trazer informação.
Olha quem chegou!
Eu vi!
Ancora!
Ela não tava de folga hoje, o Arnaldo?
Essa é a terceira boa notícia. O Arnaldo resolveu entrar porque ele falou assim: eu quero falar sobre meu árbitro predileto, Wilton Pereira Sampaio, que vai apitar a abertura da Copa do Mundo.
Acabou de tomar banho, tá bonitinho.
O Arnaldo é um cara muito crítico com relação à arbitragem, mas o Wilton ele gosta bastante.
Eu tô surpreso com isso, Arnaldo Ribeiro. Eu tô achando que é ironia do do âncora. Você de fato gosta do Hilton?
Gosta muito, não é? Gosta, não gosta pouco, não. Fala, Arnaldo.
Bom dia.
Bom dia. O Danilo tá rindo ao meu lado aqui, não sei por quê, na minha entrada sobre o Hilton Pereira Sampaio, mas ele está entre os melhorzinhos árbitros do país, né? E vamos lembrar que durante essa, nesse período aqui de aquecimento para Copa, teve troca no comando da arbitragem brasileira também, né? E outro árbitro brasileiro de Copa assumiu a arbitragem nacional, Sandro Ritchie, né? Não assisti o jogo do Knicks, embora as minhas filhas sejam fãs não do Spak Lee, mas do Timothée Chalamet lá, que nossa, é um ator insuportável, invade a quadra e tal.
Falei tudo que eu gostava nele como torcedor do Knicks, ele passa um pouco do ponto.
A Taylor Swift também estava lá.
É, exatamente, minhas filhas gostam bastante. E gostei muito do destaque do Trajano sobre o Estádio Azteca. Em relação a Pelé e Maradona, né? A Copa deveria ter sido disputada no México, né? O Danilo tá falando Estados Unidos só quer saber de basquete. Estados Unidos tá em guerra contra todo mundo. Faz a Copa no México, né, como foi da outra vez. Tem muito mais a ver, né? Eu acho que hoje o PVC tá lá, por exemplo, lá tá tendo clima de Copa, né?
O mexicano gosta de futebol, mexicano vive futebol. Mas nós vamos ter uma Copa majoritariamente nos Estados Unidos. Veremos como será daqui para frente. Hoje ela começa simbolicamente no México, né, com o jogo do time da casa lá no Estádio Azteca.
Muito bem, você não vai falar do Hilton?
É, já falou que é o de melhorzinho.
A escalação, a escalação do Hilton demonstra, sempre assim, né, um certo prestígio da Confederação Brasileira junto à FIFA, né. Claro que é um jogo super importante, simbólico. É um jogo que marca a introdução de pequenas novas regras, né? Muita gente vai estar atento a isso. E ele foi contemplado. Nós, eu e Tironi, somos de um tempo, né, as primeiras Copas que a gente acompanhou, em que o Brasil não chegava a final, mas o árbitro da final era brasileiro.
A época do João Avelange na FIFA, né, que ele meio que ajudava a escalação do Arnaldo César Coelho, do Romualdo, filho, 82, 86. Numa época que o Brasil não chegava e o árbitro da final acabava sendo brasileiro. Hoje temos a era do árbitro da estreia ser brasileiro. E entre os 3 brasileiros que foram lá, o Wilton, o Rafael Claus, e sobretudo tá lá ainda, hein, Ramon Abate Abel, não sei qual vai ser a escala dele. O Wilton é o melhorzinho, na minha opinião.
Não, mas espera um pouquinho, me dá licença, é porque temos que ser transparentes com quem nos vê. "Você disse que Arnaldo Ribeiro adorava Hilton Pereira Sampaio." Se ele adora, eu espero que ele goste de mim, não desse jeito. Porque ele vai dizer: "Não, o Juca Kfouri é o melhorzinho que tem." Eu não vou gostar desse elogio.
Ele gosta.
Melhorzinho? Ou você gosta? Você acha que ele é um árbitro, por exemplo, que poderia apitar na Premier League?
Não, talvez com um banho de critérios na Premier League, um banho de civilidade dos jogadores, ele conseguisse apitar. Vamos ver, né, vamos ver como vai ser aqui na Copa, porque em tese os jogadores vão se comportar melhor, colaborar com arbitragem, né. Ele apitou a última Copa, teve a última arbitragem dele, o jogo da Inglaterra, foi polêmica, não polêmica de de lances cruciais, mas de condução do jogo. Mas ele era um árbitro cotado para apitar a final da última Copa. Ele tava fazendo uma boa Copa, né, a Copa passada.
Então, uma pergunta, o Ramon Abate Abel poderia apitar na Copa do Mundo?
Não, não, não, não, não. Uma colocação, Só uma questão, Trajano, que é assim, para a gente entender a escala dos árbitros brasileiros na Copa. Muito dela foi conduzida pelo ex-chefe de arbitragem, Rodrigo Sintra. O árbitro preferido do Rodrigo Sintra é Ramon Abate Abel. Depois daquele jogo, e ele colocou, ele colocou Ramon Abate Abel na Copa antes de ser destituído. Que isso, destino! Que quando a Copa começasse o Rodrigo Cintra tivesse fora também.
Repare que desde aquele jogo tenebroso entre São Paulo e Palmeiras, o Ramon Abate Abel saiu da escala dos principais jogos do futebol brasileiro, e mesmo assim ele foi confirmado na Copa. Então arbitragem também é um jogo de influência, de preferências, de carteirada. Mas entre a escala dos brasileiros, a cotação dos brasileiros, o Ramon Abate Abel evidentemente é o último e não deve Por exemplo, ele tá jogando tão importante como o de abertura de Copa do Mundo.
Me diga o que o senhor Rodrigo Sintra fez para ser chefe de arbitragem? A carreira do Sintra aqui em São Paulo, o que ele teve de notável para ocupar o cargo que ele ocupava?
Nada. Ele foi entre ex-árbitros, né? Ele foi um ex-árbitro de São Paulo muito fraco, por sinal, e muito intervencionista. Entre esses ex-árbitros que foram chefes de comissão de arbitragem, vemos até o Armando Marques. Com certeza ele é o árbitro menos relevante, né, que ocupou o cargo de chefia, né. E ele tem um bom trânsito, né. O Senem, o antecessor, era o chefe de arbitragem da CONMEBOL, né, antes de assumir na CBF. E o Rodrigo Sintra, acho que entrou, saiu sem deixar saudades.
Quero entrar no futebol por só uma fala.
Quero voltar para a Copa do Mundo.
Diga lá, diga, traduz.
Não para derrubar o Diego Sintra, sei lá o quê e tal. Não sei se é mau preságio ou o que representa isso. Nós tivemos árbitros apitando a final da Copa.
Sim.
Agora temos um árbitro que apita a abertura da Copa. Será que nós vamos entrar para a história dessa Copa porque tivemos um árbitro apitando, dando o pontapé inicial para a Copa? Será que a nossa glória será essa?
Vai depender.
Ou era melhor ter um árbitro na final, mesmo que a gente não estivesse na final, mas que o time fosse mais adiante? Não sei. Porque o fracasso do Brasil nas últimas Copas com a seleção, com bola rolando, o sucesso tem sido arbitragem, queira você ou não.
Sim.
Ter um árbitro abrindo a Copa do Mundo, olha que glória para o esporte brasileiro. Glória para CBF, sei lá o quê. Isso para mim não diz rigorosamente nada. Eu tô preocupado com o jogo de estreia contra Marrocos.
Glória para CBF é a notícia de ontem do Ministério Público das Alagoas investigando o chefe da delegação brasileira, que é, né, o homem, quer dizer, não é o chefe da delegação, ele é o diretor de seleções, não é isso? Danilo, o alagoano que aí está, que aliás já esteve proibido de ser candidato nas eleições lá em Alagoas, ele foi prefeito numa cidade do interior de Alagoas. Como se chama a peça mesmo, Danilo?
Gustavo Feijó.
Gustavo Feijó.
Já tem áudio, Danilo?
Eu tô, tá aberto aqui o meu. É o Feijó.
Gustavo Feijó. Aproveitando que estamos falando de seleção brasileira, Danilo, você falou aí, já deu Oi, uma última coisa sobre arbitragem, eu me calo para sempre.
Não, o árbitro da estreia do jogo do Brasil, não da Copa, Brasil-Marrocos, foi preso. É um esloveno, é o Slavo Vincic, e ele teve como participação última arbitragem daquele Real Madrid e Bayern de Munique, ou melhor, Bayern de Munique e Real Madrid pela Champions Bayern de Munique, um jogo muito esperado, em que ele tem uma atitude no mínimo polêmica, que é expulsar o jogador francês Camavinga do Real Madrid por retardar. Ele já tinha um cartão amarelo por retardar uma cobrança de falta do Bayern de Munique.
E ele, em 8 minutos, ele deu um amarelo e o segundo amarelo para o Camavinga. Os torcedores do Real Madrid, o Florentino Pérez, querem vê-lo pelo avesso. E ele é um árbitro, quando vocês verem a cara dele vocês vão lembrar, ele é o árbitro da estreia Brasil e Marrocos.
E ele ficou famoso por ter se metido numa grande confusão num bar com prostitutas e foi devidamente investigado e tudo mais e acabou inocentado, mas ele tem esta passagem na vida dele também.
Muito bem, ô Danilo, vamos falar de futebol?
Não estamos falando de bola rolando, né?
Mas dentro de campo é o seguinte: tem treino daqui a pouco da Seleção Brasileira, tem coletiva do Alisson, que deve ser o goleiro. E a pergunta que eu faço para você é: tem algum cheiro do time titular que vai entrar em campo na Seleção Brasileira amanhã?
Então, o Ancelotti tem adotado a estratégia de a gente ter 15 minutos todos os dias para assistir, né? Então são bem fechados os treinos, a gente tenta apurar, tenta descobrir. O que a gente tem de indicativo, um pequeno indicativo que a gente teve na dúvida da lateral direita foi no treino de anteontem, em que o Ibanez estava sendo o lateral direito que estava cruzando. A gente teve essa primeira dica ontem no treino de ontem.
Até apuração do Thiago Rabello é que o Ederson, ele foi também testado pela direita junto com o Ibanez e junto com o Danilo. Uma informação que eu até disse ontem no ar de primeira, que eu espero que seja apenas um teste para o Ancelotti mapear as opções dos jogadores que ele tem no grupo, porque se ele coloca o Ederson de titular da lateral direita na estreia da Copa do Mundo, olha, eu não sei o que ele pensou dessa lista dele para ter convocado o Ederson para virar lateral.
Mas enfim, então a gente tem essa grande dúvida na lateral direita e a dúvida do Igor Thiago, porque o Igor Thiago foi testado como referência no amistoso contra o Egito, não agradou, perdeu gols que, na minha opinião, um camisa 9 não poderia perder. E aí tem o debate da profundidade pela direita que a gente tanto teve. Como o time vai ter essa profundidade? Ontem o Rafinha, e anteontem o Ibanez, eles na coletiva de imprensa adotaram, aliás, um mistério curioso, sabe?
Todas as vezes que alguém pergunta, eles não falam absolutamente nada. Nem a ponto de falar assim: não, você gosta mais de jogar ali, você gosta? Não, eu não gosto de jogar em lugar nenhum. O míster me coloca onde quiser. Eles estão adotando um mistério absoluto. O Ancelotti, que sempre foi tão aberto nas coletivas de imprensa, revela time e tal, eu acho que dessa vez ele não vai dar dica absolutamente nenhuma. A gente vai ter entrevista com Ancelotti na sexta-feira, que é a véspera do jogo.
Além do Ancelotti, vai falar também o Vini Júnior. Eu tenho a impressão de que o Antelotti não vai revelar. A gente vai ter que tentar apurar e descobrir por aqui, mas acho que as grandes dúvidas são quem vai jogar na lateral direita e quem vai ficar no comando de ataque.
Eu falei jogo do Brasil amanhã, o jogo do Brasil é sábado.
Diga, Trajano. E depois do jogo tem o poste de bola.
Depois do jogo tem poste de bola, sim senhor.
Não, que era como se contando histórias também, né? Como os tempos mudam e tal. Ele fala da dificuldade, jogadores não falam nada, tô aqui para A disposição do míster, que quer botar no gol, pega no gol, botar de gandula, eu viro gandula, aquela coisa toda. Na Copa de 70, realizada no México, na cobertura da seleção, você podia entrar no hotel, era um hotel inclusive, você entrava, os jogadores ficavam ali em torno da piscina lendo jornal, ouvindo música e tal, você podia conversar com qualquer um, do Pelé ao Álvaro, reserva o reserva do Félix, goleiro reserva.
Era outro clima. E para ter uma ideia do clima da relação imprensa e jogadores, houve um campeonato de futebol entre os jornalistas brasileiros. Tinha um time do Brasil, tinha um time da Inglaterra e tinha um time do México. Nós, eu joguei, jogava, veja você, fomos campeões mundiais ganhando do México e da Inglaterra.
"Abra a câmera, veja a reação de todos." Não, chegamos não.
Tinha 22 anos, então ela estava em forma, não 80 como tem agora. Muito bem, esses jogos eram realizados depois do treino da seleção brasileira, no mesmo campinho. Alguns jogadores que gostavam de alguns jornalistas, para tirar um sarro, pegar no pé, não iam de volta para o hotel, ficavam vendo o jogo. Torcendo por nós, torcendo e gozando. "Não joga nada, tá vendo? Forou não sei o quê." E para vocês terem uma ideia da proximidade, o Fontana, que foi reserva, jogou só contra a Romênia, quarto zagueiro, foi do Vasco, foi do Cruzeiro, morreu até precocemente, ele batia até na mãe, né?
Ele me emprestou a chuteira dele para que eu fosse amaciar, lacear, como é que fala?
Lacear.
Lacear a chuteira. E eu, vestido a chuteira do Fontana, dei pontapé adoidado, porque eu estava incorporado do Fontana. Agora, para vocês terem ideia da proximidade, você falava com quem você quisesse, a hora. Claro, não era o dia inteiro, mas era um horário extenso. E hoje o cara vai dar entrevista, ele é designado: "Agora fala o fulano, fala Beltrão", cercado de anúncios e tal, e não fala nada.
"Media training".
É o media training, são treinados para não falar nada. Eu espero que no jogo eles joguem, né? Porque se for treinado para não falar, talvez treinado para não jogar. Espero que sejam treinados para jogar.
Veja você, você que está tendo a felicidade de ver esse Poste de Bola, abertura da Copa do Mundo do Poste de Bola até o final da Copa, programação diária com Poste de Bola, Você acaba de ser testemunha de um fato que passa a marcar a trajetória de José Trajano, nunca antes revelado. José Trajano usou as chuteiras de Fontana.
Hoje você sabe quem jogava no time? Goleiro Januário de Oliveira, lembra?
Olha lá, hein?
Ah lá, um corpo estendido no chão.
Lateral esquerdo Armando Nogueira, veja você.
Olha, jogava bem, hein?
Ponto esquerdo Juarez Soares.
Olha só.
Centroavante Ademir Queixada reforçando o time. Estava lá como jornalista. Aí nós ganhávamos. Aí ganhávamos. O que você acha? Agora eu recebi aqui do nosso companheiro Wilde Júnior boas informações sobre o Estádio Azteca, que vale a pena eu contar para vocês. Que eu falei do Estádio Azteca, ele deu boas informações interessantes. México e África do Sul, esse jogo daqui a pouco, será o 20º jogo nesse estádio. Em Copas. É recordista o Estádio Azteca.
E o Azteca receberá 5 partidas no local, o de hoje mais 4, e chegará a 24 jogos. O Azteca completou 60 anos há 2 semanas. Os 2 gols de Maradona contra a Inglaterra, o de mão, a mão de Deus, e aquele de placa, the blind to the moon, considerados os gols mais bonitos da história da Copa, foram lá no Azteca. Ele é o segundo estádio, o segundo estádio no ranking dos estádios, sabe quem é?
Maracanã, como sede de Copa do Mundo, 15 jogos.
E o terceiro é o estádio também mexicano de Jalisco, lá em Guadalajara, onde jogou o Brasil praticamente a Copa inteira.
É, Arnaldo Ribeiro, já que você se empolgou com a história do Trajano, você quer contar sua história sobre a Copa de 2002 também, mas tem hora que você Pelo amor de Deus, também fale sobre a escalação da seleção brasileira, que afinal joga a Copa do Mundo.
Não, não tem história particular em 2002. 2002 foi o último título do Brasil, mas existiu uma abertura grande entre jogadores, comissão técnica e imprensa, sobretudo na primeira fase na Coreia, né? E não tinha esse distanciamento. A gente não jogava bola para os jogadores assistirem, mas tinha Além do possível convívio no hotel da seleção, tinha um ritual que era o campo da seleção brasileira de treinamentos na primeira parte da Copa na Coreia do Sul, era uns 5 km do hotel.
E depois do treino, o Filipão fazia o trajeto a pé com Antônio Lopes, 5 km andando. Com um segurança lá, sei lá o quê, e um monte de jornalista atrás tentando, Filipão esbaforido e respondendo as perguntas, qualquer coisa. Então, e essa proximidade, ela, eu acho que ela fez bem em 2002. Os jogadores tinha lá Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho, e ninguém tinha medo da imprensa. É verdade que tinha muito menos gente do que tem nos Estados Unidos, né, na Copa, em termos de imprensa.
E essa proximidade, ela foi sendo importante nesse período inicial. E outra semelhança que eu vejo entre 2002— aliás, uma semelhança que eu vejo entre 2002 e agora, para falar do time, da estreia, era que existia em 2002 uma expectativa grande para estreia, porque era um time que não tinha jogado junto ainda. Na prática, né? A gente viu os 3 momentos, mas não tinha. E o time do Ancelotti para o sábado vai ser um time que não jogou junto ainda, seja qual for a escalação.
O Arnaldo, e também 2002, né, Juca? O Brasil não começa nem de longe entre os favoritos, ele começa na segunda prateleira e tal. 2002, assim como agora, França e Argentina estavam entre os favoritos. Absolutos, e eles caem na fase de grupos. A Copa foi se abrindo, né, o Brasil em 2002. Então tem algumas semelhanças com essa situação do Brasil meio correndo por fora, né, nessa Copa, que não é comum. Mas evidentemente nessa Copa o Brasil corre por fora, não tem nem comparação na expectativa da estreia do Brasil para estreia da França, estreia da Espanha, estreia de Portugal, estreia da Argentina mesmo.
Já falamos sobre os nossos favoritos daqui a pouco, mas eu vou remar contra maré: para mim o Brasil está no bolo assim como todas essas aí— Espanha, França e tudo mais... Olha aqui!
Muito inferior!
Vamos ver agora?
Eu estou com Arnaldo diferentemente de tantas Copas, o Brasil nessa vai como candidato, mas não como favorito. O Brasil não tá entre os 5 favoritos na minha visão. E eu acho que contei aqui na sexta-feira passada então não vou contar de novo, foi na segunda, o episódio com o Telê no último treino antes de o Brasil enfrentar a União Soviética na Copa de 82. Era tal a proximidade que eu pedi para ele parar o treino, para o Edinho não quebrar o Zico.
Mas eu quero lembrar o seguinte, apenas para fazer uma lembrança otimista: na primeira Copa que o Brasil ganhou, em 58, na Suécia, o time do Brasil que estreou a na Copa, não teve 5 jogadores que jogaram a final contra a Suécia. O Brasil estreou contra a Áustria, eram titulares do time do Brasil. O De Sordi na lateral direita foi substituído pelo Djalma Santos. O Dino Sani como volante foi substituído pelo Zico, pelo Zito. Joel era o ponta-direita, substituído por Mané Garrincha.
Masola era centroavante, substituído por Vavá. Dida era o meio-esquerda, substituído pelo Repelé. Quer dizer, então o fato de a gente não ter o time pronto para a estreia não significa necessariamente que será um fracasso. Agora, veja os nomes que eu citei que entraram no time. Correr da Copa. Não tem ninguém nem parecido com nenhum deles.
Vamos dar um exemplo mais para cá e não é do Brasil, da Argentina. A Argentina perdeu da Arábia Saudita e trocou meio time no segundo jogo. Eu só queria fazer um comentário aqui para o Arnaldo.
O segundo jogo da Argentina, Zé, contra o México, se ele perde, se a Argentina perde, tá eliminada.
Exatamente. Só queria dizer para o Arnaldo que assim, ó, boa, você falou em coincidência, Eu jogava de lateral direito.
Aí, ó, tá vendo?
Não, lateral direito. Agora, se o problema é lateral direito que ataca, defende e tal, eu tava mais para Danilo do que para Wesley.
Você sabe assim como eu, quando a gente é jornalista, né? Quem não é jornalista fala assim: não, conta aí para mim aquilo que só você sabe, como se a gente soubesse que a gente não ia revelar como jornalista. Então, a minha pergunta é: conta aí, no seu íntimo, qual deve ser, na sua opinião, a escalação da seleção brasileira.
É, eu tenho palpite de que ele vai voltar com Mateus Cunha para o time, porque o Mateus Cunha ele dá um equilíbrio importante para o Vini poder jogar para esquerda. E eu acho que ele vai jogar com Ibanez na direita. E aí vai, não sei qual vai ser, acho que o Rafinha vai ter que resolver a questão da profundidade pela direita. Então seria um time com Alisson, Ibanez, Marquinhos, Magalhães, Douglas na esquerda, Casemiro, Guimarães, Paquetá, Rafinha, Mateus Cunha e Vini.
Eu tenho essa impressão. Não vai ter problema de qualquer jeito, porque do jeito que ele fez o ciclo, você tem de qualquer jeito algum lugar vai ficar desequilibrado. Então a lateral direita vai estar sem profundidade. A ala direita, desculpa, vai estar sem profundidade. Se você jogar com Rafinha do jeito que jogou contra o Egito, o Vini fica mais encaixotado, consegue tocar menos na bola, não vai ter um homem de referência. Enfim, vai ter sempre algum problema.
O Douglas não é exatamente o lateral esquerdo dos sonhos, porque o jeito que ele foi testando a equipe, ele não teve alternativas, ele não testou alternativas. Então eu estou com essa sensação, o Tironi. Claro que a gente vai ter que tentar apurar aqui os próximos dias e tal para ver. Mais, tentar arrancar mais informações. Mas se fosse para dar um palpite, se eu tivesse que fazer aquela ficha técnica do jornal para o dia seguinte, eu mandaria essa ficha técnica para impressão.
O Tironi, só para avisar vocês, chegou aqui Luiza Oliveira, desembarcou agora em Nova York, está aqui atrás das câmeras aqui, estou dando o mapa da mina aqui do nosso hotel para ela.
Aê, grande Luiza Oliveira reforçando o nosso time! Só ela aparecer aí, pode botar ela na tela para falar com a gente também.
Arnaldo, é você que tá cansada do avião, que não pode aparecer na câmera, que não tá com maquiagem, que não sei o quê. Eu falei, eu pedi para ela dar um tchau aqui.
Vem dar um tchau, Luísa. Arnaldo, você segue o relator na ficha técnica?
Eu sigo. As minhas dúvidas, né, eles estão ali colados, tem mais o cheiro da grama do que eu, eram justamente as laterais, né, se os dois do Flamengo ou Ibanez e Douglas Santos, que também, né, Trajano, por isso que você se candidata lateral. Nossa, eu acho que não, as diferenças para Ibanez e Douglas Santos em relação aos jogadores do Flamengo é simplesmente uma diferença de saúde, né. Acho que Ibanez e Douglas Santos são jogadores mais resistentes, o que talvez poupasse o míster de algumas alterações nas laterais no segundo tempo.
Mas no meio para frente, acho que a coisa Caminhou para isso com as lesões, com as ausências e com a entrada de um terceiro homem de meio de campo, que eu acho uma decisão tardia, mas correta, do Ancelotti. Entrada do Paquetá para reforçar o meio que já tinha Casemiro e Bruno Guimarães. E aí, né, com o Matheus Cunha como vai um quarto homem de meio de campo, vejo que a ideia do Ancelotti, até pelo discurso dele, é dar uma liberdade para Rafinha e Vinícius Júnior.
A grande dúvida é, como Danilo apontou, sem um ponta-direita e sem um lateral apoiador no estilo diferente do José Trajano, quem fará o corredor pela direita quando o Brasil atacar? Se o Rafinha vai voltar a fazer um pouco o que ele fez na Copa passada, mas não colado na linha lateral, pelo amor de Deus.
E não há possibilidade de tirar o Paquetá e colocar um ponta-direita? Então, eu ficar com os dois volantes, como ele vinha jogando até então.
Isso seria o time antigo, é. Time antigo, é.
O sistema antigo.
O 4-2-4 de antes. Eu pensei nisso também, porque senão vai ficar um deserto na direita, né?
Eu tenho pra mim a escalação do Danilo. Eu acho que vai ser essa também. Vem cá, no meio... E é uma escalação conservadora.
Sim.
Cuidadosa. Mas eu acho que é isso que ele vai fazer.
Quem apoia mais, o Alexsandro ou o Douglas Santos?
Roberto Carlos, sim, Marcelo, pouca diferença, cara. Pouca diferença. Fez gol contra a Áustria na estreia, 58.
Mas eu pensei nesse negócio que o Trajano falou, se ele não pode, pelo menos em alguma hora do jogo, colocar o Luiz Henrique lá.
Dependerá do jogo.
Agora veja você como é a natureza, como diria Zé Trindade, saudoso Zé Trindade. Você acha que o torcedor brasileiro poderia imaginar algum tempo atrás Que a dúvida da seleção brasileira era Ibanez ou Danilo?
É não.
Ou Douglas Santos e Alexsandro? Não, cai entre nós.
Eu vou te falar.
Sem brincadeira.
Eu vou te responder essa pergunta e vou colocar vocês na conversa. Eu acho que essa dúvida está colocada...
Pro torcedor brasileiro.
Por conta da contusão do Wesley. Se não era o Wesley... E aí, a dúvida verdadeira, que eu acho que deveria ser maior e mais discutida, é com relação ao Hendrik.
Não, mas eu estou falando uma outra coisa. Eu entro que é um outro capítulo da história. Sim. Eu quero dizer o seguinte: uma vez, quando eu era editor do Globo Esporte, o Corinthians contratou um ponta-direita, eu acho que Baianinho, se eu não me engano. Ponta-direita. Aí eu pedi para fazer um cartaz do Baianinho com a cara dele e o repórter, se eu não me engano, foi o Cabrini ou o Gilson Ribeiro, que eram os meus repórteres, do centro de São Paulo com a foto do Baianinho, para perguntar: "Você conhece esse cara aqui?" Ninguém acertou.
Se você pegar um cartaz com a cara do Ibanez, andar pelo Brasil, pega bem ali em Brasília, vai correr...
70% da seleção, entendeu?
Mais do que o Ibanez. Mais do que o Ibanez. Todo mundo, concordo. Esse Everson, também ninguém conhece.
O Ederson.
Não, mas aí é torcida do Corinthians, pode lembrar.
Não, mas não tem o rosto dele.
Não tem o rosto, não tem a fisionomia. Ou seja, o time do Brasil que vai entrar em campo não tem a cara, não tem a fisionomia, a fisionomia para o torcedor brasileiro.
Só o Vinícius Júnior, né?
Não, mas eu digo de um modo geral. Claro que o Vinícius Júnior, que é popstar, o Rafinha já é conhecido, mas o time... Se botar uma foto do time armado, aquela foto tradicional, você fala assim: "Quem é esse cara aqui?" "Ah, é o fulano." Ah, não, isso não vem há anos já assim, né?
Vamos falar, a outra Copa já era assim, tinha muita gente que ninguém sabia.
A não ser o torcedor que acompanha o Pacheco, acompanha a torcida.
Isso tem muito a ver, eu acho, com a idolatria que mantém o Neymar, que é a imagem dessas pessoas que não reconhecem o time na rua e que têm do Neymar a imagem O Neymar é a cara, é o último grande jogador do futebol brasileiro, podemos negar.
Sem dúvida. Grande ídolo do futebol brasileiro.
A expectativa é de que ele possa jogar, parece que ele gosta.
Olha lá, olha lá, olha lá, olha lá, olha só, consegui convencer.
Eu falei para ela: pô, ontem o Spike Lee topou falar comigo, você não vai topar?
Só vocês mesmo, viu, que vocês têm muito prestígio. Tô aqui no jet lag, na viagem, não dormi nada, cheguei direto. Eu vou fazer reclamação aqui, né, o check-in às 3 da tarde, mas estamos aí. Que bom ver vocês estreando aí nesse, na Copa, né, o poste de bola especial. Oi, Juquinha, tudo bem?
Você precisa fazer as enquetes, Lulu, você precisa voltar, porque é um fracasso, Lulu.
Aliás, é um fracasso de likes, não é? De likes também.
Eu tô no meio.
Luiza, por favor, fala aí, chamem parentes e amigos e tragam likes, que a gente precisa atingir nossa meta de likes, por favor.
Ótimo, vamos lá, gente, posse de bola, começando aí com tudo na Copa do Mundo. Vamos dar mais likes hoje. Qual a sua meta de hoje?
Eu dei 6 mil.
6 mil.
6 mil. E estamos com quanto agora?
5 mil.
Aí, então tá perto, estamos chegando lá, né? É, tá perto, não tá ruim não, mas vamos, podemos subir, né? Podemos chegar em 7, será? Falta quanto tempo de programa?
Meia hora.
A Luiza pediu 7 mil.
Vai chegar, vamos, vamos chegar com 7, gente.
Vamos lá, com vocês.
Só nessa fala da Luiza a gente aumentou em 200.
Luiza, no voo você pôde ver o jogo do Knicks?
Não, não consegui ver o jogo do Knicks, viu, Juca. Mas eu cheguei aqui, eu liguei o rádio, primeira coisa, tem música do Knicks tocando no rádio. Go New York, go New York, go, go, go! Mais ou menos assim, a cidade pira o Nico, já deu para perceber pisando aqui.
Ah, que legal!
Muito bem, Luísa, muito obrigado, viu? Assim que chegar em 7 mil likes eu te mando mensagem para avisar que chegamos. Tá bom, vamos lá, vamos lá. Bem-vinda, bom trabalho para você.
Obrigada, gente, espero entrar com vocês aí durante a Copa. A gente vai trabalhando aqui, o Danilo nessa parceria, todo mundo aqui, nosso time todo. Casão chegou hoje agora pela manhã também, time completo por aqui.
Beijo, gente! Só nessa brincadeira que chegamos, já vamos chegar na meta de likes. Só da Luiza falar: mandem likes, já vamos chegar na meta de likes. É um sucesso!
Olha como é que tá a enquete, hein?
Vamos saber como é que tá a enquete. Vamos saber já. Tá ganhando o México, tá ganhando. É, também acho que tá ganhando.
Põe na tela de novo aí para saber. Vamos lá.
Nenhuma expectativa, 44%. O Wilton Pereira Sampaio, 28%. O Arnaldo entrou muitas vezes para votar no México. Brasil com 21%, África do Sul 7%. Nesse momento ele tá voltando, o Lúcio Pereira Sampaio.
Mais uma historinha, porque hoje eu tô para contar histórias aqui. Durante toda a Copa vai ser assim. Primeiro, aquele jogo que eu falei, México e União Soviética em 70, provocou um dos melhores títulos da imprensa esportiva brasileira. Nós éramos do Correio da Manhã, jornal já extinto. Aliás, você pegar os jornais do Rio, todos foram extintos. Jornal do Brasil, Correio da Manhã, Última Hora, Diário de Notícias, Jornal do Esporte, não tem mais nada.
Muito bem. Aí o jornal não saía na segunda-feira, saía na terça. Então o jogo inaugural foi no domingo, era uma crônica e não uma coisa mais factual. Então, brilhante jornalista, querido companheiro Zé Paulo Kupfer, que era redator da equipe chefiada pelo João Márcio.
Hoje comentarista econômico do UOL.
Do UOL, está aqui entre nós. Colocou o seguinte título: "México e União Soviética, no jogo de abertura o futebol não foi convidado", porque foi 0x0 e um péssimo jogo. Futebol não foi convidado para o jogo de abertura, eu acho de uma preciosidade e corre o risco de acontecer isso hoje.
É verdade. Ó, sabe que o Spike Lee virou amigo do Daniel, né? Vamos ver isso aí.
Ó, o Spike Lee tá atrás de mim aqui, ó. Olha lá, ele vai vir. Não acredito, ele vai vir dar uma palavra pra gente aqui, ó. What did you see inside? Review for us, please. We're ready. We're ready. Going through drills. Coach has them. Brazil is winning. I'm predicting it. Brasil! Boa! Que momento, hein, senhoras e senhores, ao vivo com Spike Lee. Espero que tenha pegado bem para vocês aí a imagem, que olha, essa, por essa eu não esperava, até perdi o que eu tava falando.
Ele acertou o Knicks, será que ele vai acertar o Brasil? Conta aí como é que foi essa história.
Eu tava ali, como vocês viram ali atrás, da onde eu tava fazendo o ao vivo do Tava Nudo de Primeira, é o CT ali atrás, que é o lugar que a gente pode ficar depois que acabou o nosso horário. Tem um gramado gigantesco ali debaixo de sol, chuva ou vento que tiver ali, a gente pode ficar por um tempo fazendo ao vivo, fazendo passagem ali. Tem muita gente que fica fazendo ali a programação ao vivo, né? E aí eu tava ali, de repente eu só ouço um "Brasil!" E aí eu olho para trás para ver quem tava gritando.
Pensei que era algum torcedor, eu ia até chamar para ver se falava alguma coisa, porque qual é o detalhe? Ontem o treino era aberto para patrocinadores e a gente da imprensa, a gente só pode ver 15 minutos. Quando a gente saiu, os patrocinadores e convidados da CBF continuaram ali. Então eu tava na expectativa de aparecer algum torcedor, alguém que pudesse falar: "Pô, eu vi o Vini treinando, eu vi o Hendrik de titular", qualquer coisa que fosse.
Quando eu olho para trás, era o Spike Lee. Olhei para ele e ele fez um sinal e começou a atravessar a rua na minha direção. Eu falei: nossa, ele vai, nem acredito, ele vai vir falar aqui. E aí na hora veio qualquer coisa na minha cabeça, depois eu me arrependi amargamente porque eu podia ter pedido ingresso para ele, né, Juca? Imagina, o cara manda no New York Knicks, eu podia ter falado: não tem ingresso para mim hoje aí? Ingresso aqui tá valendo ouro aqui, né? 50, 60, 70 mil reais.
Imagina se de repente eu assisto ali do lado daquele, naquela primeira fila ali, só fera ali, imagina. Então foi o que deu para perguntar. E depois que tudo acabou ainda, eu soube que ele conversou com os jogadores, deu um bonezinho ali do Knicks e tal. Mas ele veio para cá para o treino da seleção muito mais preocupado com a NBA do que com outra coisa. Veio com a camisa do Brasil, fez a graça dele e tal, foi super simpático. Depois eu soube com os convidados ali que estiveram ali no treino, eu soube que Ele tirou foto, foi super acessível, sabe, não se comportou do tamanho que ele é, né, o cara que é o Spike Lee e tal.
E tava à noite, pelo que eu vi na transmissão, nossa, completamente maluco ali na beira do campo, participou do pré-jogo da NBA. O cara é realmente um fanático pelo Knicks, tá animado. E depois que a gente fez o corte, o UOL fez o corte, colocou nas redes sociais, uma galera que é mais fanática pela NBA disse que o Spike Lee era pé frio, que onde ele ia o Knicks perdia e tal. E ontem ele deu sorte, né? Então eu vou permitir acreditar que foi os segundos que a gente teve junto ali, eu passei um pouco de sorte para ele, o Juca.
Perfeito, é isso, meus amigos. É isso aí. Que o Larry David também tava lá, que ele tem fama de pé frio, ganhou o Knicks. Ó, e quem não é pé frio, é muito pé quente, já está lá no México, é ele mesmo, vai adentrar ao gramado, Paulo Vinícius Coelho, o PVC. PVC, no México vai ter Copa, tá todo mundo animado, como é que tá a coisa aí?
Ó, ó, é o seguinte, eu vou sair daqui do hotel daqui a 50 minutos, se a gente não chega. São 20 para 7 aqui, eu marquei, agendei o taxista 7:30, que é justamente para não dar problema e a gente conseguir chegar. Ontem, Júlio Gomes e eu saímos do estádio às 4:30 da tarde, 4:40 da tarde no horário daqui, que eram 20 para 7, um pouco mais, 20 para as 8, 20 para 5, 20 para as 8 aí. E pegamos um Uber até o metrô, fomos de metrô até o centro, aí a gente desceu na estação errada e saiu caminhando, tentando caminhar, muita rua bloqueada, muito professor acampado na região central, no Belas Artes, no Teatro Hidalgo, no centro da cidade.
Aí a gente conseguiu pegar um táxi para chegar mais perto do hotel. E demorou uns 40 minutos do centro para o centro, foi bem complicado. Para chegar no estádio de manhã não foi complicado, demorou 35 minutos, mas eu marquei, agendei o táxi para 7:30 para não correr risco.
E qual o problema do PVC, que estaria tudo resolvido se ele tivesse com aquele motorista búlgaro?
Pois é, esse era nos Estados Unidos.
Agora tem que andar Onde ele for, tem que levar o motorista búlgaro, para o México, Canadá, onde ele for.
PVC, tem clima aí de Copa? Os mexicanos estão animados?
Tem, tem. É bem, bem dividido. O Renato Senise, que tava por trás da gente semana passada, tava com a gente ontem, foi fazer uma entrada de uma praça do centro chamada Independencia de Los Angeles, e que tem um anjo gigantesco no centro. E ele foi fazer ali, tinha muito movimento de torcedor, muita torcida do México. É curioso, ontem eu tava na entrevista coletiva do Javier Aguirre e me surpreendi com o otimismo que tava relatado ali, porque 6 meses atrás era uma crise gigantesca, um monte de gente querendo tirar o Javier Aguirre.
Só que o México não perde há 8 jogos e tem muita confiança para jogar contra a África do Sul. O Aguirre falou com muito respeito sobre a África do Sul. Tem uma coincidência, algumas coincidências incríveis nessa nessa abertura, né? Uma, é a única, a primeira abertura repetida da história das Copas. México e África do Sul repetiram, fizeram abertura em 2010 em Joanesburgo, no mesmo dia. A segunda coincidência foi dia 11 de junho de 2010 em Joanesburgo.
México 1, África do Sul 1. Aliás, ao contrário, África do Sul 1, México 1. O Javier Aguirre é o único cidadão mexicano que estava na estreia do México em 86 e enfrentou a Bélgica, que tinha Hugo Broos, hoje técnico da África do Sul. Os dois se enfrentaram na estreia em 86, México 2, Bélgica 1. Daquela vez não era abertura, quem fazia abertura da Copa era o campeão do mundo. Então abertura foi Itália 1, Bulgária 1. Mas na estreia do México em 86, o Javier Aguirre em campo enfrentou Hugo Broos E hoje os dois se enfrentam como técnicos do México e da África do Sul.
O Brose é belga.
PVC, outra pergunta para você, agora envolvo todo mundo aqui, porque é uma pergunta que eu fiz para os amigos meus ontem: por que que a Argentina ela não fica colocada nas super favoritas?
Eu acho que porque a Argentina tem uma com Messi e outras sem o Messi, mas ela também não era super favorita em 2022, perdeu os jogos de estreia para África do Sul, para para Arábia Saudita e ganhou a Copa, embora em 2022 ela tenha chegado à Copa com uma invencibilidade de 36 jogos, né. Eu acho que a Argentina é uma das favoritas. Eu acho que a França é o melhor trabalho de seleção do planeta. A Espanha tem uma geração muito boa e tem muita chance de ganhar a Copa, mas acho que aí depois tem um pelotão com Argentina, com Alemanha, A Inglaterra com Brasil, Brasil não tá bem. Essa Copa tem 39 dias.
Você não coloca Portugal não, PVC, nessa lista aí?
Portugal passou batido um pouco. Portugal, eu não acho, eu não acho que Portugal vai ganhar a Copa, mas acho que vai fazer uma boa Copa. E acho que pode ter algumas surpresas, por exemplo, o Japão, a Áustria e a Bélgica, principalmente porque a Bélgica tem o grupo mais fácil da Copa. Ela vai, ela vai teoricamente nadar de braçada na fase de grupos e se preparar para os mata-matas. Claro que ela pode ter uma pegadinha no primeiro mata-mata, todo mundo pode ter pegadinha no primeiro, nos dois primeiros mata-matas.
Brasil pode pegar a Holanda, a França pode pegar a Alemanha nas oitavas, a Espanha pode pegar Argentina na segunda fase. Essa Copa tem um monte de coisa, vai acontecer um monte de coisa que a gente não tá imaginando. Eu tô falando Áustria, Japão, Bélgica. Vai ter coisa que a gente não tá imaginando que vai acontecer, porque é muito tempo e é muito país diferente.
Ó, e aí, eu gostaria de saber o que que tem no café da manhã que o PVC tomou.
Por quê?
Eu não tomei ainda.
Aí, tá vendo?
Tá com fome? Japão e Áustria, é claro que o Japão eu coloquei como uma surpresa para mim.
É mesmo?
É, você pode pegar o Brasil antes.
Olha só como as coisas mudaram.
O mundo tá de ponta cabeça, viu?
Então, para vocês, vocês assinam com ele? Não, eu acho que Portugal, eu gostei muito da surpresa.
Portugal e o PVF colocou, né? É curioso, é que Copa do Mundo Mundo para mim sempre são os mesmos que são favoritos, não muda nada.
Do clube campeão, né?
Aquela relação que vai da Argentina com A, Brasil com B. Mas mudou, mudou.
Croácia entrou, a França entrou, gente.
Sim, a França 20 anos atrás não era.
Espanha, Espanha.
Mas pera aí, não estamos falando do Japão, né? Não estamos, né?
Pois é, porque aí é que tá, tem uma coisa, né, PVC, tem uma coisa curiosa. A gente lá atrás, quando democratizou-se, né, o aumento do número de clubes, de seleções e tudo, todos nós achávamos, né, que as seleções asiáticas estavam na frente das seleções africanas. E o que nós vemos hoje é as seleções africanas mais bem cotadas europeias do que as asiáticas, não te parece?
Não sei, porque o Marrocos fez o primeiro sucesso. Primeiro semifinalista da África foi em 2022, o Marrocos. Mas o primeiro semifinalista asiático foi a Coreia do Sul. Aliás, não, foi a Coreia do Norte em 66, e depois a Coreia do Sul em 2002. Vamos, eu queria que o Tironi me perguntasse, eu queria que o Tironi me perguntasse. Vou encomendar uma pergunta, vou encomendar uma pergunta. O Tironi me pergunta qual vai ser a surpresa.
Ô PVC, é uma pergunta para você: qual você acha que vai ser a surpresa da Copa?
Eu não sei, senão não seria surpresa.
Ah é, PVC?
Nossa, ele é que nem aquele...
É uma pegadinha que o âncora caiu.
Caiu na pegadinha.
PVC lá do México caiu na pegadinha do Tironi.
Quer ver uma coisa? Olha só, ontem tava escrito aqui nessa sonometria, tava escrito CDMX. O que que é isso?
Entendeu? A Cidade do México.
Ah, certo. Aqui tem gente que começa a fazer conta para saber qual é o número romano. Agora quero saber o seguinte, Luca, que você há de se lembrar: o que que era URSS que a gente contava na Copa da Rússia?
É, realmente tinha isso.
Isso, União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. E o RSO?
Então é isso, eu tô querendo lembrar, não tô conseguindo, mas eu sei, é urso, é urso.
Isso é um confronto da memória do PVC com a falta de memória do Juca.
Exatamente.
Mas é a pegadinha, o que que pode ser? Urso.
Só uma pessoa respondeu isso nos 30 dias de Copa do Mundo. Exatamente, exatamente. Cagou, né? Eu falo: "É urso!" Urso!
Agora, veja, só uma coisa, né, PVC, pra gente fazer o registro histórico. A Coreia do Sul chegou até onde chegou na Copa de 2002 na Coreia do Sul porque foi dos escândalos de arbitragem mais clamorosos da história das Copas do Mundo, né?
Teve isso também.
Teve, embora eu ache que contra a Itália foi menos que contra a Espanha. Mas eu acho que foi também por causa do trabalho do Guus Hiddink, que era um time que tinha, sabia muito bem o que fazer. Era um time que era muito disciplinado, era posse de bola o tempo inteiro. O time teve mais de 52% de posse de bola em todos os jogos da Copa.
Teve ajuda da arbitragem, mas eu queria fazer só um registro rapidinho em relação à surpresa do Danilo com Spike Lee. Na Copa de 90, eu tava indo para o vestiário do Brasil depois que foi eliminado pela Argentina. Veio vindo, veio vindo o Don Diego Maradona. Eu parei e falei: Maradona, "Maradona, Maradona!" Ele olhou a minha credencial e falou: "Brasil?" Eu falei: "Sim, sim, Brasil." "Um abraço, Antônio." Deu um abraço. Antônio era o careca.
E foi a única declaração que eu consegui pegar. Você foi muito melhor do que eu, Danilo.
Arnaldo, sobre os favoritos aí, você segue o relator? Tá todo mundo no bolo? Eu vou falar mais uma vez para ninguém esquecer. Aliás, faça esse recorte. O Brasil tá no bolo junto com essas outras aí. Não, França, Espanha, vocês estão falando, para mim tá no bolso.
No mundo, para fazer uma boa Copa, chegar a quartas de final, semifinal e não ser susto.
Diga lá, Arnaldo.
Bom, a primeira Copa que eu cobri logo foi 98 na França. A França, anfitriã, nunca foi considerada favorita para Copa do Mundo, embora tivesse feito Copas muito boas, maravilhosas. De lá para cá, a França sempre tá entre os favoritos. A França supera o Brasil entre os favoritos há algum tempo, né? Há algum tempo. Às vezes dá vexame e tal. A Espanha era— nunca chega, tal. A Espanha foi campeã do mundo e começou a ser campeã europeia.
Hoje não é mais a tríade Brasil, Itália, Alemanha. A Itália nem vai para Copa mais. A Alemanha, depois do 7x1 e do título aqui no Brasil, deu vexames históricos nas Então não tem mais Brasil, Itália, Alemanha. Sempre Espanha e França estão à frente porque tem trabalhos melhores, né? Espanha e França estão destacados. E Portugal e Argentina, não é só Cristiano Ronaldo e Messi, tem ótimas equipes. Portugal tem melhor meio de campo do mundo.
Então o Brasil não tá no nível dessas quatro, tirando ele. Pode até surpreender, entrar alguém saindo do caminho, mas é só pegar as convocações dessas quatro seleções, o Brasil fica muito atrás. Além dos problemas de contusão e tal. O Brasil tá no segundo escalão, na minha opinião, né, junto com a Alemanha. Mas Espanha, França, Portugal e Argentina estão para mim num outro patamar em termos de qualidade, repertório e tal. Claro que tem tudo isso que o PVC falou, e é muito importante ele frisar: a Copa com 48 equipes, 3 países, deslocamento, 50 dias, ela permite um monte de coisas e um monte de surpresas.
Mas em termos de trabalhos, jogadores, opções, o Brasil não tá entre as 4 principais seleções do mundo, não tá.
Alguns recados para vocês que eu preciso para o break. Primeiro, a fotinho mágica que vai para o nosso grupo de WhatsApp. Sim, o Poste de Bola tem agora um grupo de WhatsApp, que o QR code na sua tela aí para você entrar e interagir com a gente. Essa foto tá indo para lá já, tá? Enquete, a gente fala, tá muito legal.
Superamos os 7 mil.
Eu vou te falar já já, já vou falar. Segundo recado, tá, Jane, vou, já vou, fique com essa informação que eu vou te falar já sobre os likes. Tem o bolão da Copa aqui, hein.
Eu fiquei fora.
Bolão da Copa, podem participar lá, tá?
Vai também resistir, resistindo. Eu não sei, eu não consigo, eu sou ruim.
Mas vai ter bolão da Copa assim, a gente vai competir com todo mundo, tá? Tá, e vamos fazer o seguinte, PVC, eu vou liberar você que você terminou atrasado, certo?
Você tem tempo, eu vou tomar uma ducha e vou encontrar o Flávio. Ó, Flávio é o motorista que eu agendei com ele.
Motorista Flávio, boa sorte com o PVC.
PVC, motorista chama do Flávio, tem alguma coisa esquisita aí.
Flávio Gomes, é o Flávio Gomes.
Flávio Gomes, então PVC, boa sorte aí.
O Pulga não era o Vassil Nikolov?
Sou mais o búlgaro.
Então, PVC, bom trabalho para você, vai entrar ao longo da programação aqui no canal UOL. E a gente vai para um breve intervalo na TV e vocês mandem suas mensagens também na nossa comunidade no WhatsApp, que eu vou ler aqui, interagir com a gente. Já voltamos, não saiam daí. Você perguntou dos likes, né, Trajano? É, 7.200, 7 mil likes. Olha só, Luiz Oliveira, meu amigo, 7 mil likes. 7 mil likes, audiência brutal também cumprida, 7 mil likes.
E aí, só lembrando para o pessoal e para nós ficarmos— tem uma escala aqui, gente, que eu tô com dificuldade de entender, porque é folga no dia, é presencial, em casa, estúdio, não sei o quê, que é muito, é muito dia, né? Sim, é dia para burro. Esses Jogos do Brasil, nós vamos entrar logo após os jogos, logo após o jogo, a gente tá aqui, entendeu?
Tem que ver o jogo aí, tem que ver o jogo aqui.
Agora eu tenho receio que o Danilo, pessoal que esteja nos jogos, talvez não possa entrar imediatamente porque tem que se preparar.
Não, não, eu sei, mas logo após o jogo nós aqui, tá ali no telefone com tripé. Não, Danilo tem prática disso, amigo do Spike Lee. Tudo, tudo.
Aqui, ó, a galera aqui na nossa comunidade no WhatsApp, que você pode entrar, já tá mandando mensagem aqui, ó. O Nivaldo fala: essa Copa o Ancelotti já percebeu que é dos medalhões. Um dos motivos de hostilizarem o Hendrik e a insistência do grupo de jogadores do Neymar: a próxima será de Hendrik, Estevão, Rian, Kaique, por aí vai.
Medalhões, isso é verdade, vão ter idade para a próxima Copa e deve estar na ponta dos cachos.
Concordo com o Nivaldo aqui. Quem mais aqui? O Alex fala: "Carleto parece que não vai morrer abraçado com suas convicções iniciais, igual o Tite." Não vai mesmo, né?
Quero prestar uma homenagem aqui, que alguém, eu não sei o nome da pessoa, até reproduzi, que achei muito interessante e vou colocar aqui, que como faz falta nessa Copa o nosso saudoso Silvio Lancelotti, que seria Numa Copa que tem um técnico italiano, a presença deles seria fundamental.
Até porque meio parentes, Ancelotti, Ancelotti.
Eu sei, você ironicamente até contou. Seria uma delícia ouvir as lorotas do nosso saudoso Silvio Ancelotti. E eu também iria almoçar com o Ancelotti em Roma. Falei com a mãe do Ancelotti. Faz falta, querido, saudoso Silvio Ancelotti. Minha homenagem a ele.
Felipe Fonseca: Depois de 70, os maiores vencedores períodos de Copa são Alemanha e Argentina, com 3 em cada período. Tá aí uma estatística, verdade, verdade.
Mas eu ganhei 2, também não é pouco.
Agora vem cá, e o povo italiano assistindo a Copa?
Que besteira! Torcendo, né?
Que dor de cotovelo! Será que vão torcer pelo Brasil?
Luiz Cavalieri: até agora o melhor dessa Copa é o posse de bola todos os dias.
É, há controvérsias, mas tá certo. Muito obrigado pela parte que nos toca.
Estamos voltando, hein, aqui já já, em poucos segundos. Já atingimos, passamos de 7 mil likes já.
Estamos voltando, acabando o programa então, pelo jeito.
Estamos de volta. Vamos dar palpite sobre os jogos de hoje, vai. Ok, não, isso eu topo, mas não vamos não, porque a 1 de jogo, precisamos encerrar.
Muito bem, muito obrigado pela parte que nos toca, porque assim a gente evita dar vexame. Até amanhã, até amanhã.
Espero que o futebol seja convidado para esse jogo de estreia.
É isso aí, valeu Trajano, valeu Juca, valeu Danilo, valeu Arnaldo. Amanhã tem Posse de Bola de novo aqui com a tropa de choque completa. Valeu, tchau!
Hey!