#685: Flamengo e Palmeiras decepcionam! Neymar em fúria?
Eduardo Tironi, Arnaldo Ribeiro, Mauro Cezar, Juca Kfouri e José Trajano debatem a rodada com tropeço do Flamengo contra o São Paulo e derrota do Palmeiras para o Atlético-MG com frango de Carlos Miguel, o empate do Corinthians com o Bahia em Salvador, além de Neymar, que fez gols, levou cartão e deu bronca no empate do Santos
Arnaldo Ribeiro
José Trajano
Juca Kfouri
Mauro Cezar
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Muito bom dia, está no ar o Posse de Bola desta segunda-feira. Hoje é dia 27 de julho, Campeonato Brasileiro em mais uma rodada com surpresas, hein? Os poderosos não venceram, mas eu estou aqui muito bem acompanhado de Mauro César Pereira, Juca Kifuri, Arnaldo Ribeiro e José Trajano. E vamos sem mais delongas aos destaques. Hoje eu vou começar com Arnaldo Ribeiro.
Bom dia, bom dia, companheiros! Numa rodada que desafia a espanholização do âncora, um dos destaques foi o impedimento semiautomático. Dá para confiar? Essa é a pergunta.
Juca Kifuri, bom dia.
Tudo bem que eu esteja aqui hoje no lugar do Arnaldo, que tá de chinelinho em casa, mas ele roubou o meu destaque. Eu ia falar para você, eu posso fazer como aqueles repórteres dizem, duas perguntas em uma, dois destaques em um. O primeiro era esse: cadê a sua esponsorização?
Alguma rodada só.
Cadê as suas da atualização. E o segundo destaque é o seguinte, não sei se você se deu conta: 6 empates na rodada. Para dar medida do equilíbrio, 6 empates, 2 vitórias de visitante, 2 vitórias de mandante, mas nenhum placar bailarino.
Impressionante.
Agora, por baixo, né, jogos ruins, gramados péssimos.
Teve jogo aí, foi um Convite ao, ao, alguém reclamou, ao Arnaldo gostar de futebol. José Trajano, bom dia!
Bom dia a todos e todas. Eu reclamei do Juca falar gramados péssimos, sabe por quê? Do mesmo jeito que o Arnaldo tirou da boca o comentário dele, o meu comentário vai em cima disso. Não adianta negócio de semiautomático para cá, semiautomático para lá, enquanto os gramados foram horríveis, Maracanã inclusive. E os jogadores com comportamento de sempre, simulando falta, simulando agressão, segurando o jogo, partindo para briga. É inacreditável, é um caos, viu?
Pois é, vamos falar sobre isso. Mauro César Pereira, bom dia.
Bom dia. Só queria registrar que o trabalho dos dois portugueses que têm em suas mãos os melhores elencos da América do Sul nesse momento são trabalhos ruins. Flamengo e Palmeiras se destacam pela qualidade individual dos seus elencos. Os resultados mostram isso, embora as pessoas insistam em dizer que o Palmeiras não tropeça, mas vive tropeçando. O Flamengo, então, tudo que herdou do seu antecessor Leonardo Jardim, tá embrulhando e jogando no lixo.
Ontem fez isso de novo. Eu gostaria até de acrescentar que José Botto, o nobre diretor do Flamengo, foi o homem que colocou quase 20 milhões de euros nas contratações de Emerson Royal e Vitão. Vitão, que ele contratou duas vezes, uma quando era diretor do Shakhtar Donetsk e agora no Flamengo. Vai gostar de Vitão assim lá em Portugal, meu irmão?
Falaremos.
E o gol foi em cima do Vitão, né, que tava dormindo. Aliás, anunciou o jogo inteiro que ele ia entregar, o jogo inteiro ele anunciou que ia falhar, e falhou no gol. Não só foi ele que falhou, mas falhou no gol. Essas pessoas têm que ser questionadas também.
Você podia dar um destaque positivo, não?
Não, destaque positivo é sobre a espanholização, porque a gente tá falando, não, porque não tem a superioridade.
Tá vendo só, a gente tá debatendo isso numa rodada que Palmeiras e Flamengo tem Os dois têm muito dinheiro, os dois elencos são muito superiores, os trabalhos dos técnicos são ruins. Alguém acha que esse time do Palmeiras joga de acordo com o investimento feito? E o Flamengo? Aí, Flamengo não tem mais nada do que tinha do ano passado. O Palmeiras, o que que melhora com o Palmeiras? Tanto tempo fora e treinam, descansam, atende esfalque.
Gente, tá jogando com elencos muito piores. São Paulo vinha de 1 ponto em 15. Acredite você, o Atlético Mineiro vem patinando já há 3 temporadas com diferentes treinadores.
5:30 da manhã hoje eu conversava com Lúcio de Castro Somos dois madrugadores.
E ainda não tinha dormido essa hora, certamente.
Não, evidentemente. Eu tava acordando, ele ia dormir.
Ainda vai dormir.
É um recado que ele dá.
Ele dorme no fuso horário da Austrália.
Exatamente. E você sabe como é que ele terminou a conversa? Volta, Felipe Ruiz.
É, mas eu, mas ó, ontem eu pensei nisso. É o famoso trem do BAP, né, que tá indo sei lá para onde que tá indo, né. Pode ser Assim, a diferença financeira é tão grande que o trem sozinho pode tomar a direção certa. Mas o downgrade, como a gente poderia dizer, fala muito de upgrade, o Flamengo fez downgrade, desceu o nível de um técnico para o outro. Não que o Tite seja ruim, não, mas o trabalho dele é ruim e o que ele herdou ele não soube usar.
E a gente fala muito pouco sobre isso. Palmeiras é a mesma coisa. Gente, o que que são esses dois times? Voltamos agora à realidade. Aí você puxa um pouquinho antes, Flamengo eliminado pelo Vitória, tomando uma tamancada do Bragantino, lembra? 3 a 0. Palmeiras empatando com o Remo, empatando em casa com o Santos, não ganhando do Corinthians com 2 homens a mais durante muito tempo. Tudo isso aconteceu. Perdendo em casa para o Cerro Porteño na Libertadores.
Os 2 vêm tropeçando há algum tempo e a gente insiste em não olhar para isso, porque olhar só para tabela, os 2 estão destacados porque os outros são muito ruins. Muitos são muito ruins e muitos são adversários tradicionais em profunda crise. Ó, São Paulo Corinthians, Santos, Grêmio, Internacional, Atlético Mineiro agora conseguiu respirar um pouquinho com a vitória de ontem, mas vive mal colocado. Cruzeiro, quanto ao Rio Baixo, começou muito mal o campeonato apesar dos altos investimentos.
Aí quem é que ocupa aquele bloco intermediário? O Atlético Paranaense, que veio da Série B, o Bragantino, que é um time de uma empresa, né, e que não briga por título, vai. O Bahia, que é uma situação parecida com o Bragantino, ele fica ali naquela zona de classificação da Libertadores, mas não briga para ser campeão. Quem mais? Fluminense também fica ali na posição junto com esse bloco e não tem desafiador. Não tem o Botafogo SAF, não tem o Atlético SAF, não tem nenhum Cruzeiro do ano passado que o Arnaldo tanto falava.
Não tem ninguém. Então eles nadam de braçada porque a diferença de investimento é muito grande, mas a qualidade do trabalho dos técnicos ela não é boa. É só olhar para os jogos e os resultados que vão pipocando aqui e acolá contra equipes inferiores que eles não conseguem vencer ou vencem suando sangue. Quer um exemplo? O último jogo do Palmeiras antes da Copa do Mundo, ganhou lá da Chapecoense com gol esquisitamente anulado, pênalti perdido, 1 a 0, suando sangue pra ganhar do Lanterna.
Tudo isso aconteceu, gente, entre o pré-Copa e agora no pós-Copa. A gente precisa botar uma luz em cima disso, que as pessoas não estão percebendo. Os dois técnicos têm os melhores elencos da América do Sul. Nem o River Plate, que faz investimento, tem um elenco tão bom, porque tem um monte de jogador velho lá que eles ficam recontratando. Perderam pro Barracas Central final de semana. Olha a linha defensiva, tô só de campeões do mundo.
Montiel, Martínez Quarta, Otamendi e Acuña. Mas todos já envelhecidos, o time não anda, muda de técnico não adianta nada. É Palmeiras e Flamengo, são os dois disparadamente melhores elencos e o futebol muito aquém, gente, muito aquém.
Olha, eu tô correndo rompido com o Mauro, você sabe, né? Faz uns 6 anos que a gente não se fala.
Eu noto que você olha para mim quando você quer mandar recado para ele.
Mas o Mauro foi no caminho que o Posse de Bola vai falar, o Palmeiras e Flamengo e seus treinadores, suas questões. Mas, ó, temos uma enquete, hein, para quem tá nos acompanhando ao vivo. Pior que não, mas ele amplia o debate. Excelente enquete, inclusive. Vamos lá, coloca na tela aí. Quem foi o personagem da rodada, hein? Foi o Carlos Miguel?
Não, mas também, mas eu jurava que eu tava tão feliz que a gente passou já quanto é, quanto tempo, 7 minutos do programa e não tinha feito referência a esse segundo nome.
Que falhou. O Neymar, que fez 2 gols e tomou cartão, depois reclamou nas redes sociais, brigou, brigou com o Leonardo Jardim, que agora tá sendo muito questionado, tá sendo bastante questionado pela sua torcida. Ou foi o impedimento semiautomático que estreou ontem? Quem é o personagem da rodada do Campeonato Brasileiro? Vamos lá, vocês votem aí. A gente vai para um breve intervalo na TV, já tentando buscar a audiência brutal, mas ainda não chegamos. Bom, não tem ninguém para dar like.
Eu vou dar.
Não, já tá já, já tá já. Você pode dar os nossos números de likes com parcimônia, por favor.
Eu não me atrevo aí muito alto, mas eu vou ficar ali na 7 mil, 8 mil.
Eu vou fingir que eu ouvi só os 7 mil. 7 mil então, tá bom. É ousado, mas vamos lá. 7 mil então, 7 mil likes. Vocês mandem suas mensagens no chat do YouTube que eu converso com vocês. Chamem parentes e amigos e a gente já volta na TV. Muito bem, galera já tá aqui na pegada mandando mensagem. Vamos lá, o Rogério fala que a espanholização do âncora durou só uma semana. É o contrário, né, gente? Uma semana durou a não espanholização, que agora que vocês perderam, perderam ponto.
Mas o Mauro tocou no ponto, os dois clubes são bilionários, muito mais fortes que os outros. E aí deu essa derrapada.
Então tá valendo, né? Imperdoável. Realmente o trabalho dos dois treinadores deixa muito a desejar no momento.
O Samuel falou: âncora, o que você achou do impedimento semiautomático? Na verdade, vamos sendo justos, esse aqui é o impedimento sabor semiautomático, né? Porque não tem o chip na bola.
Isso. Então já, mas eu começo por não entender, âncora, o termo Semiautomático. Por que semi? Com chip na bola é automático, nem precisa da intervenção do VAR. Quer dizer, o VAR não participa na Copa do Mundo, na FIFA, com chip na bola o VAR não entra.
É, pois é, é também não interfere.
Eu proponho, eu proponho que agora haja árbitro semiautomático, isso, jogador semiautomático. E campo de futebol, gramado semiautomático, para ver se melhora tudo, porque tá um lambambu, não melhorou nada. E outra coisa, aquele impedimento do Flamengo no finalzinho com a unha, é isso, mas aí tem que mudar a regra, né?
Porque eu sou a favor da regra, o impedimento do Bahia.
O impedimento do Bahia contra o Corinthians também, né? A ponta da chuteira, né? Não é esse o espírito da regra, né? Que quem quer impedir que o atacante leve vantagem sobre o defensor, tá? Tem que— essa regra é essencial. Agora, também não adianta mudar essa regra se você vai jogar na Fonte Nova depois de 50 dias de folga para Copa do Mundo para arrumar gramado, e era um areal, não era um gramado. Você entende, por exemplo, gramado em Itaquera também não tá bom, famoso gramado do Corinthians, mas o Corinthians trocou o gramado, então é natural que vai melhorar, né?
O lá na Bahia tava horroroso, tá doido, isso não é futebol profissional. Daí explica 11º lugar na Copa do Mundo.
O Rubens fala: estou achando que o Garro quer sair do Corinthians.
Eu também.
Do Corinthians eu não sei, mas do campo ele não queria sair. Ele fingiu que ele tomou um soco e caiu, ficou meia hora no chão. Eu não quero ser atendido, mas eu também não quero ficar levando em pé. E aí demorou mais 10 minutos.
Será que tomou um curso com a seleção argentina, com a final da Copa do Mundo? Quer dizer, que horror, né? Só catimba, catimba, catimba.
Impressionante. Vamos lá.
Por falar em Argentina, hein, eu, se sou presidente do Brasil, mandava prender o Milei. Prender. Ninguém pode chegar aqui, presidente da República, e cometer as ofensas que ele cometeu. Ninguém. No mínimo declarar-o persona non grata.
Pois é, estamos voltando, hein, estamos voltando em alguns segundos. Estamos de volta na TV agora, já sob momento de audiência brutal. Muito obrigado! Então vamos chegar aí em bi-brutal hoje porque precisamos de 7 mil likes. Bom, vamos colocar na tela aí os resultados do Campeonato Brasileiro deste fim de semana. Tivemos, ó, esse sim, hein? Atlético Paranaense 2, Internacional 0. Baita campanha do Furacão, terceiro colocado. Liderando a Taça Terceiro Lugar com folga.
Depois tivemos Santos 2, Chapecoense 2. Com tudo que aconteceu, o Santos saiu na frente, tomou a virada, Neymar fez 2 gols, brigou, foi nas redes sociais, tomou 2 cartões amarelos, não joga o próximo jogo, aconteceu tudo. Agora empatar com a Chape em casa realmente tá dramático.
Não, pelo menos dessa vez ele bateu o pênalti, correu para pegar a bola, saiu arranhando o goleiro, mas pelo menos ele correu para ver se ganhava o jogo.
Drama também para o Vasco, hein? 1 a 1 contra o Mirassol, tá na zona de rebaixamento. Situação dramática.
Ambos na zona.
Bahia 1, Corinthians 1, no jogo em que se você quer que alguém odeie futebol, você fala: assiste aí para você ver que delícia. Os caras reclamando, cuspe na cara, rodinha em volta do juiz, gramado ruim. É um combo de acabou a Copa do Mundo. Cruzeiro 0, Botafogo 1. Grande vitória do Botafogo sobre o Cruzeiro. Aí, Grêmio 1, Fluminense 1. Grêmio também situação difícil, Fluminense conseguiu empate. Aliás, o Grêmio conseguiu empate, né, saiu atrás do placar.
Gol de Hulk.
Isso. Bragantino 0, Coritiba 0. Decepcionante, hein?
Esse eu não vi.
Flamengo 1, São Paulo 1. Surpresa, né? Esperava que o Flamengo já fosse vencer o São Paulo, mas não. São Paulo até tem uma boa, bom desempenho. Palmeiras 1, Galo 2. Olha aí o Galo. E aí o Mauro fez um, né?
E depois que o Palmeiras empatou a duríssimas penas, né, havia tempo suficiente para virar. Ninguém tinha dúvida que o Palmeiras fosse virar, né? E nada, tomou o gol.
E Remo 2, Vitória 0. Olha o Remo aí, hein, ganhando do Vitória. Deu aquela briga ali embaixo tirando a chapa, tá todo mundo querendo sair.
Chamar a torcida da Noruega para ajudar a remar.
É verdade. Muito bem. Enfim, a enquete novamente, coloque aí no ar, por favor. Quem foi o personagem da rodada? O Carlos Miguel falhou no gol do Galo, no primeiro, 2 gols, né? Os 2, verdade. O Neymar, com tudo que aconteceu, cartão, gol, tudo. Leonardo Jardim, que a torcida tá falando que tá piorando o trabalho do antecessor. Ou o impedimento semiautomático que estreou? Muito bom dia, José Trajano.
Que coisa! Você sabe que eu tento me livrar dessas enquetes mequetrefes e não consigo. Eu fui ao meu, meu, que a minha querida Tijuca no fim de semana, não ia muito tempo, entro numa, numa mistura de livraria, era a Casa da Árvore, não é mais, ali na Rua Almeida de Gavião, na Tijuca. Primeira coisa que eu recebi Vem cá, qual vai ser a enquete mequetrefe de amanhã? Falei, não sei ainda, mas com toda certeza será. É o caso de agora, é o caso de agora, né?
Quer dizer, bons tempos aquele que o personagem da semana, vou falar para os mais velhos, era o Sobrenatural de Almeida. Agora nós temos que nos ater às falhas do Carlos Miguel, a esse chato do Neymar, provocador, né? Ninguém pode encostar nele que ele quer briga, não sei o quê. O Leonardo Jardim, que só fez um brilhareco naquele time que o Arnaldo adorava. Depois, de lá para cá, vou te contar. E o famoso, já que foi motivo de conversas no início do programa, o semiautomático.
Portanto, me recuso a votar, que eu não vou votar no semiautomático, que eu não sei do que se trata.
Muito bem, ó, mas vocês podem votar aí.
Quem maneja o semiautomático? É na CBF ou como é que é?
Não, é semiautomático, Zé. É uma coisa automática.
É o semigrupo da turma do VAR.
É, ué.
Esse é o negócio.
Ele apita ali, ó. Ele apita numa tela.
É legal. O Arnaldo tá louco pra falar sobre isso. Eu vou me dedicar, sem brincadeira. Eu acho que o programa hoje devia ter uma permissão especial para que o Arnaldo desenvolvesse a tese dele sobre o semiautomático e a participação do pessoal do VAR. Bem lembrado, os hábitos do bandeirinha, etc., etc.
Teremos esse espaço para o Dr. Arnaldo.
Mas antes que ele nos ilumine com suas ponderações a respeito dessa maravilha da tecnologia, você podia me explicar, Arnaldo Ribeiro? Vou fazer uma maldade com você porque eu não faço a menor ideia. Por que que o semiautomático não tem mais Foi na reforma ortográfica, certeza.
Semi, semi não tem mais, não tem hífen depois de semi. Essa é a reforma ortográfica. Muito bem, Juca.
Ó, mas tu não era o Dr. Arnaldo?
Mas o Dr. Arnaldo não sabe disso.
Não, Dr. Arnaldo ia falar sobre o semiautomático.
Não, vamos falar do jogo. Daqui a pouco a gente fala.
Você não tá no roteiro ainda?
Não, daqui a pouco vamos falar assim.
O Dr. Arnaldo tá muito calado.
Calma, calma que ele vai entrar. Agora, Juca.
Sim, Juca sou eu.
A rodada tava boa, falou, pô, agora sim, hein, Palmeiras, coisa linda. Sim, Flamengo empatou. Sim, vai lá e perde. Ficou boa para o Palmeiras, para o Flamengo.
Veja, quando o Flamengo foi para o intervalo, tava 0 a 0 com São Paulo. Isso, certo. E aí ia começar o jogo do Palmeiras. Palmeiras já tinha ali um bom incentivo, os caras estão empatando lá, né? Vai que empata, a gente faz 3 pontos aqui. Quando acabou o jogo do Flamengo com o empate, tava, acabou, o Palmeiras tava entrando em campo para o segundo tempo e logo em seguida. E aí eu pensei, agora o Palmeiras mata o Galo. Toma o gol, ok, um acidente, né, uma falha brutal.
Palmeiras vai virar e nada de virar, nada de virar. Criou chance e tal, mas aquilo. Aí você vai pra entrevista, calma entrevista do técnico Abel Ferreira, e do que que ele reclama? Que o Palmeiras cruzou poucas bolas na área. Hein? Quer dizer, aí fiquei me perguntando, voltamos ao velho futebol inglês? É isso que ele propõe? Chuveirinho, bola aérea, né? Agora, e ainda com um assoprador do apito que marcou um pênalti, né, contra o Galo, que era um escândalo, né?
Obviamente braço no chão, o cara caindo, né? E ele teve que ir lá ao VAR, mas também não demorou muito, se deu conta que não tinha pênalti nenhum. Tá doido, tá doido! Realmente foi uma atuação decepcionante do Palmeiras, frustrante para o torcedor do Palmeiras. Podia botar 9 pontos na frente do Flamengo, agora potencialmente está apenas 3 pontos, e os dois Vão jogar no segundo tempo. Olha que maravilha! Esse, ele gosta de fazer isso, né?
Fazia tempo que não fazia. Até fez uma defesaça no primeiro tempo, mas ele não transmite confiança. Aliás, eu acho que a mesma coisa do Hugo Souza. São goleiros que não me transmitem confiança, Carlos Miguel e Hugo Souza.
Coisa esquisita esse gol. Muito bem, Mauro, você começou no seu destaque inicial falando sobre os dois jogos. Agora, especificamente sobre o Flamengo, é interessante que você falou, o Leonardo Jardim pode estar jogando fora muito do que o Felipe Luiz deixou, que é um problema, porque a torcida, senti pelo menos em redes sociais assim, a galera meio incomodada com o Leonardo Jardim, que lembrando, né, ele tem o Brasileiro e a Libertadores. Copa do Brasil já foi.
Flamengo não tem mais saída de bola. São Paulo ontem subiu um pouco, Flamengo não ficou acuado. São Paulo foi jogar no campo do Flamengo, dificultou a saída de bola. Não tem saída de bola. Jorginho distante dos demais tentando organizar o time, gesticulando, não acontece nada. Flamengo tinha jogo aéreo ofensivo, defensivo eficiente, não tem mais. Embora ter feito ontem um gol de escanteio, mas tomou um gol de cabeça, uma falha primeiro de permitir que o Osório progrida com a bola, sem ser pressionado.
E depois, ah, porque o Léo Pereira deu condição. Gente, a bola era do Vitão. O zagueiro tá entre o cruzamento e o Calleri, é o Vitão. É só ele interceptar o cruzamento. O Vitão ficou olhando. O erro do Vitão, é óbvio que o erro do Vitão, que já tinha duas vezes errado no primeiro tempo, em passes que ele entregou. Um armou o ataque do São Paulo, outro foi uma bola que ele recuou, o Rossi conseguiu chegar na frente do atacante, que eu não lembro agora qual atacante do São Paulo, mas enfim.
Muito mal, muito mal. Ele tinha o Danilo, mas preferiu o Vitão, né? Tinha o Varela, preferiu o Royal, que ontem não foi nem o grande vilão, o Royal. Só registrei porque eu acho que 20 milhões de euros nesses dois jogadores é algo para você parar e pensar.
E podia ter feito um gol, né, Mauro? Aquela cabeçada dele.
Depois ele alegou que a máscara atrapalhou, que ele joga com aquela máscara protetora. Alegou isso, sei lá. Nunca joguei de máscara, nunca cabeceei uma bola no Maracanã, não posso dizer se atrapalha. Mas foi a ligação do rapaz, né? Mas o fato é que assim, o time do Flamengo perdeu muitas das características positivas do ano passado. E depois dessa parada longa aí de Copa do Mundo, que se vê que não tem nenhuma retomada, nenhuma evolução.
O time não constrói mais, não controla pela posse de bola, não consegue construir jogadas como antes, não tem jogo aéreo ofensivo, defensivo que tinha, que era muito forte. Tem uma série de deficiências, muita bola longa, muito chutão. Chega a ser uma coisa irritante. Tudo bem que tinha desfalques, mas o que eu tô falando, gente, é de jogo coletivo. O jogo coletivo, ele está desaparecendo pouco a pouco com a troca de treinador.
Isso é muito claro, muito claro. E ontem foi uma atuação, primeiro tempo, então o próprio técnico admitiu, foi péssimo, péssimo. Flamengo fez a partida muito, muito ruim. Eu acho que a chance do Flamengo na temporada, Palmeiras acho que não é muito diferente disso não, vai depender das qualidades individuais. Se contratar o Almada, aumenta a chance de ser campeão brasileiro pelo seguinte: é um jogador que vai decidir jogo, provavelmente seja com assistência, seja com gol.
Não é nem artilheiro ele, mas pode fazer um gol ou outro, mas pelas jogadas que ele pode gerar, que ontem o time não construiu. Então, com a qualidade de jogadores acima da média, volta do Paquetá, o Léo Ortiz retornando, tendo as opções do Plata, que é um cara importante no contexto como o time funciona, o próprio Luiz Araújo jogar como opção, que são jogadores que estavam fora ontem, né? O Varela, por opção do técnico, também poderia, deveria ter jogado, mas enfim.
O Danilo também. A tendência, claro que vai crescer. Você bota esses caras todos à disposição do técnico, tem o Carrascal também, apesar das pataquadas recentes, né? O time vai melhorar. Então, com individualidade vai funcionar, mas o jogo coletivo do ano passado acabou. Na 19ª rodada, 19ª partida do Flamengo no passado, o time tinha sofrido 9 gols. Já sofreu 17. Ainda assim tem a segunda melhor defesa, primeira do Palmeiras, e tem o melhor ataque, segunda do Palmeiras.
Isso tudo só mostra o que eu tô dizendo desde o começo: os dois se destacam por osmose, vai normalmente, porque os outros são muito inferiores e os tradicionais adversários estão completamente fora da briga. E esses que ficam ali abaixo são times, todo respeito, de um outro escalão. Alguém acha que Bahia, Bragantino, Atlético Paranaense São do nível, do peso de outros momentos, de um Vasco, de um Corinthians, de um São Paulo, de um Santos, de um Inter, de um Grêmio, de um Atlético Mineiro?
Não são. São times, mesmo o Bahia já foi campeão no passado, mas não é. Ele tenta se reinserir, ainda não houve esse investimento todo para o Bahia brigar nesse porte. E o Fluminense, com as dificuldades que tem, tá ali também nesse bloco, ele não consegue dar um salto à frente. Também tem investimento muito menor que os outros dois. Os trabalhos são fracos nesse momento, podem ser bons amanhã, a gente vai elogiar se melhorar, se começar a jogar bem e tal, a gente vai elogiar.
Mas hoje são trabalhos fracos dos dois técnicos, dos dois elencos mais caros. E analisando especificamente o Flamengo, vai depender das individualidades, elas é que podem levar o time para algum lugar. Só o jogo coletivo que o Felipe Dias construiu, o Leonardo Jardim não está sabendo aproveitar. E o São Paulo acho que fez um bom jogo, bom jogo São Paulo fez ontem, para suas limitações, porque você vê o time que fez um ponto em 15 Vai jogar fora com o Flamengo.
Nessa situação você vai preocupado em não perder o jogo, mas não jogou retrancado. São Paulo foi para o jogo, jogou no campo do Flamengo e soube explorar essa deficiência. Flamengo com dificuldade muito grande há algum tempo para sair jogando, para sair da pressão inicial do adversário, que é fundamental. Você supera aquela marcação, você já começa a encontrar espaço, você encontra uma jogada. Qual foi a jogada do primeiro tempo?
Foi um contra-ataque que o Pulgar na sequência chutou no travessão. Foi uma jogada de contra-ataque. Agora, o destaque que eu acho que o ponto positivo do Jardim foi encontrar o Samuel Lino numa posição também de meio-campista, quando necessário, na ausência de outros, que tá jogando muito bem, né? E foi até premiado com um gol que acabou sendo anulado, mas finalizou muito bem, fez uma ótima partida. Ele deu um passe ótimo, por exemplo, para o Lohan, que o Lohan não conseguiu dominar a bola, a bola escapuliu.
E jogando muito bem nessa função, esse foi um achado dele. Eu não tô aqui dizendo que o Abel Ferreira e o Leonardo Jardim são técnicos ruins. Eu estou dizendo que o trabalho— antes que alguém entenda dessa maneira ou distorça minhas palavras, que é muito comum. Né? Eles fazem trabalhos nesse momento ruins, na minha opinião, nesse pós-Copa. Podem corrigir isso, mas precisam trabalhar. E no caso, Leonardo Jardim, ele tem, ele herdou um time em má fase, mas com muito conteúdo que tá se perdendo.
E no caso do Abel, ele há muito tempo treina Palmeiras e recebeu os jogadores. O time tem que melhorar e não piorar, mas piorou.
Arnaldo Ribeiro, e o Flamengo, como eu falei, tem o Campeonato Brasileiro, que ele tá perseguindo o Palmeiras, até tirou um ponto ontem, na rodada de ontem, e tem a Libertadores. Não tem mais a Copa do Brasil. E essa análise do Mauro é interessante. São muitas coisas questionáveis e uma boa, essa história do Samuel Lino. E um bom jogo do São Paulo.
Bom, vamos lá por partes. Eu acho que essa discussão sobre o Abel e o Leonardo Jardim é interessante. Porque os dois espanhóis, eles têm uma cultura diferente em relação aos seus treinadores, né? O Flamengo troca muito e o Palmeiras não troca nunca. Isso tem os prós e os contras, né? Então o Abel já passou por fases ruins, períodos péssimos. O ano passado, sobretudo, eu acho que teve, além de um time derreter no Campeonato Brasileiro, proeza de não ganhar nada na temporada, e ainda assim ele é bancado pela presidente do clube, ele tem prestígio, mesmo que às vezes a torcida, parte dela pelo menos, faça suas críticas e xingue, proteste, peça sua saída.
O Flamengo é o contrário. O Flamengo, qualquer sopro, maré, mudança de tempo, chuva, sol, ele troca de treinador. E foi assim nesses anos todos, de hegemonia dos dois, né? E a última troca, ela foi particularmente discutível, né? O Felipe Luiz começa mal o ano em termos de resultado, e depois de um ano excepcional, com muita coisa autoral, ele é demitido para chegar do Leonardo Jardim. Então assim, é difícil até comparar o trabalho dos dois, né?
O trabalho do Abel de mais de 5 anos, o trabalho do Jardim, pouco mais de 5 meses, né? Mas de fato, pelos jogadores que os dois têm, e a cada ano Palmeiras e Flamengo tem jogadores melhores, a cobrança vai ser por excelência, excelência de resultados, de desempenho. Não tem, não tem. Na verdade, sendo bem sincero, eu vi entrevista do Bappi hoje, ontem, desculpa, momentos antes da partida, e entrevistas da Leila. Os dois clubes hoje, eles miram coisas além América do Sul, né?
Eles querem ser campeões do mundo, eles investem para campeões do mundo, não para ganhar só Libertadores. Então a cobrança é proporcional ao investimento, né? É o Palmeiras tentando oferecer 30 milhões pelo Danilo, é o Flamengo não sei quanto pelo Almada, e assim vai. Então ou eles jogam bem toda semana, todas as partidas, ou vai ter pau. Basicamente é isso. E muitas vezes os técnicos não, e os jogadores também, alguns ficam devendo, não atinge a expectativa.
Na temporada específica, acho que existe uma grande diferença entre os dois, né? O Palmeiras, ele ainda é líder com alguma folga, embora essa diferença tenha diminuído um pouquinho. O Palmeiras está na Copa do Brasil, como você falou, e o adversário é o Fortaleza, que trocou treinador, que vendeu o mando de campo. Então, adversário quase que inofensivo. E ele está na Libertadores num cruzamento simples, em tese, que é o Cerro Porteño.
O Flamengo já não está na Copa do Brasil, está atrás no Brasileirão e tem um cruzamento difícil na Libertadores, que é o Cruzeiro. Então, nessa perspectiva, e também pelo trabalho muito longo do Abel, é mais fácil ajustar, né? Para o Flamengo não. Flamengo tem que correr atrás. A gente falava, o Flamengo, a rodada acabou não sendo trágica, porque o Palmeiras perdeu, mas o Flamengo é aquele quem está perseguindo, né? E acho que Atlético Mineiro e São Paulo, que foram os adversários surpreendentes, eles são uma bagunça só.
Mas a gente pode entrar no trabalho dos treinadores também. O Atlético já tem a cara do seu treinador, o Barba, né? E aliás, ontem a novidade foi que o time foi bem como visitante. Ele só conseguiu ir bem como mandante. Mas tem já uma organização, joga com um sistema diferente que já é característico. Ele aos poucos vai adquirindo a cara barbada do seu treinador. E o São Paulo, depois de mil trocas de treinador, tem de novo Dorival, que tem uma marca interessante, né, contra o Flamengo.
Ele nunca perdeu para o Flamengo como técnico do São Paulo. Aliás, nessa fase de distanciamento absurdo entre Flamengo e São Paulo Nas últimas 11 partidas, o São Paulo só perdeu 2 para o Flamengo. Tem essas coisas entre clubes que é difícil até de explicar. E o São Paulo vai tentando adquirir, readquirir aquela cara do Dorival, que é uma cara mais ou menos como ele mostrou no Maracanã, uma certa pressão, não se acovardar, ter um pouco a bola, ter cadência.
Aos poucos ele vai conseguindo um pouquinho disso. Mas o São Paulo, né, Tironi, a gente não sabe qual jogador vai ficar pro próximo jogo, se o presidente atual vai, vai, vai ser afastado, se o anterior vai dar entrevista e vai ser indiciado pelo Ministério Público, se os caras vão pagar os atletas. São Paulo é uma— o São Paulo depende mais do que nunca do seu treinador, acostumado a essas situações desfavoráveis. Ele era um técnico com aquela pecha de bombeiro né, que entra para salvar um time de algum lugar.
E eu recebi essa missão de novo: salvar o time, manter o time na primeira divisão.
Isso tá claro.
Eu acho que a comemoração ou o envolvimento, a concentração do São Paulo em pelo menos tirar um ponto do jogo de ontem era como se um time tivesse disputando uma decisão. Um ponto não faz grande diferença na tabela se a gente olhar, mas para o São Paulo fazia toda a diferença no jogo de ontem.
É do ponto de vista moral, né, fazer. Agora, ontem, Trajano, você estava no Rio, mas ontem o Maracanã tava daquele jeito, lotadão, lotadação, 70 mil pessoas no Maracanã. Teve lá um anúncio, o BAP falou, não, vou anunciar um negócio aí no começo, mas aí era só o busto do Arrascaeta e do Bruno Henrique. Aí teve também festa no intervalo, tava daquele jeito o Maracanã ontem.
Quem não tava daquele jeito era o time do Flamengo, que a torcida do Flamengo estava. E toda vez que o Flamengo joga é uma festa no Rio de Janeiro, né? Eu sempre fico perto do Maracanã, fui criado ali, o Maracanã era quintal da minha casa. Fico na Praça Afonso Pena e as pessoas passam, são levas de torcedores que passam para ir para o Maracanã. Agora, o que me chamou mais atenção no jogo de ontem, vocês já falaram bastante sobre o jogo e tal, Foi como fim da partida, a reação dos jogadores do São Paulo.
Parecia que teriam— o Arnaldo passou rapidamente por isso— parecia que tinham sido campeões mundiais. Jogadores ajoelhados, caídos, agradecendo com as mãos para o céu. Negócio de louco. Tudo bem, um empate importante no Maracanã lotado, mas mostra um certo, sei lá, desespero. Time vinha muito mal, conseguiu empatar com o Flamengo diante de quase 70 mil pessoas. Mas fiquei meio impressionado com aquilo, quer dizer, conseguimos, ufa, até que enfim, meu Deus, foi o que aconteceu.
Agora, que nós estamos falando aqui, somando uma coisa e outra, esse jogo lá na Bahia, essa coisa toda, um espetáculo de quinta categoria, né? Joguinhos de meia tigela, a maioria deles, né não? Essa coisa que a gente fala, acaba a Copa do Mundo e começa logo na sequência o Brasileiro, com todas essas mazelas aí de estádio, gramado, não sei o quê, pum pum, parará. Mas o que mais me irrita, eu falei no início do programa, é a confusão.
Haja o juiz que a gente costuma criticar, aí muitas vezes com muita razão, o comportamento do jogador brasileiro é irritante, é irritante. Eles são provocadores. E um dos mestres dele, eu não quero falar, viu, Juca, mas sou obrigado a falar, um dos campeões de audiência nisso é seu querido Neymar. Não pode encostar nele, ele já parte para briga, vai empurrando, que que é, como se fosse dono da bola. O espetáculo do jogo do Bahia, aquela confusão, Rogério Ceni no meio, jogando, olha, sei lá, não é legal.
Acho que o futebol perde muito com isso. Acabou a Copa, a gente viu jogos emocionantes, Também tinha um jogo ou outro, não foi bom, mas recomeçar o Brasileiro desse jeito é desanimador.
Vamos falar sobre esse assuntozinho que eu também acho. Quando eu falei, falava semana passada, vocês vão sentir a saudade da Copa, daqui a pouco vai começar. É, né? Você não gosta, esse é o futebol do dia a dia, insuportável. Jogo do Corinthians, pelo amor de Deus, não conseguia ver, dá vontade de desligar a televisão. Mas só para fechar o assunto e entrar também em outro assunto de arbitragem e de mau, má educação. Mauro, a história indica, né, esse negócio de anúncio, festa em dia de jogo do Flamengo dá errado, dá ruim, cara.
Assim, não dá para dizer que o Flamengo jogou mal porque o presidente fez um anúncio antes, é óbvio que não. Mas assim, a história recomenda dia do jogo você se concentra só em jogo, né?
Eu ouvi você falar exatamente isso.
É só lembrar o dia do Cabanhas, que teve homenagem para o Joel Santana, que tava para África do Sul. Flamengo tinha vencido por 4 a 2 no México, tomou 3 a 0 no Maracanã, foi eliminado da Libertadores pateticamente, 2008. Então isso aí é tipo da coisa que são ensinamentos, são ignorados, sabe? E assim, para avisar que vai botar, não, nota oficial, olha, vai ter um busto Arrascaeta.
Beleza, não precisa ser nota oficial, né, Mauro? O que eu não entendo, quer fazer disso uma grande data, anuncia na segunda-feira. Numa quinta-feira morta diz, ó, temos uma grande novidade, venham todos à Gávea.
Ainda tem uma outra coisa. Ele ainda fala o que eu acho um absurdo, vindo do presidente do Flamengo, em tom de brincadeira, que discorda do Roberto Assaf, que é o jornalista historiador do Flamengo, que sempre questiona o absurdo de contabilizarem os títulos de Bruno Henrique, Arrascaeta, como os maiores vencedores do Flamengo, ignorando que nos tempos do Zico, por exemplo, o Flamengo ganhou uma série de taças que valiam muito.
As Taças Rio, Taça Guanabara, valiam muito mais do que uma Supercopa, gente. Eram jogos de turno completo, jogavam os 12 times da cidade. Depois entrou o Americano, Volta Redonda, do interior, todos jogavam entre si, pontos corridos, clássicos com 170 mil pessoas no Maracanã. O dia que o Zico perde um pênalti na final contra o Vasco, contra o Taça Guanabara, para minha geração foi uma das maiores punhaladas que nós tomamos assim naquela fase de infância, pré-adolescência.
O Zico perdendo um pênalti na final contra o Taça Guanabara, e para o vascaíno da minha idade foi uma das maiores euforias. O Roberto depois converte, no final o Vasco ganha com gol do Luiz Augusto. E vários turnos assim, você pega até no YouTube, final do segundo turno, 170 mil pessoas no Maracanã. Aquilo não valeu nada porque era o que tinha. Não tinha Supercopa, não tinha Recopa, não tinha Copa do Brasil.
Outro dia eu vi uma entrevista, não tinha nem Campeonato Brasileiro.
Então assim, os caras ganharam várias taças, que tinha aposta, é placar, fazia aposta, edição especial, Jornal dos Esportes, onde trabalhei também, cara. Aí, ah não, porque aí você fica adorando a pílula atual do dirigente também. São os vencedores, são da minha época. Não, não, não, não, a história do clube é outra. Vindo do presidente do clube, isso é um absurdo. É assim, um absurdo que ele queira dizer, olha, vamos homenagear o Arrascaeta, vamos homenagear o Bruno Henrique, beleza.
Mas essa historinha de que são os maiores campeões, eles são os maiores campeões do clube nessa chamada era moderna, desse futebol atual, com esses certames que existem. Mas ignorar a história do passado É como você pegar então Rio-São Paulo, não existe mais. Então os jogadores dão 60, ganharam Rio-São Paulo pelos clubes brasileiros, não valeu nada, aquilo não serve para mais nada, entendeu? Que é diferente da discussão do fax, antes que alguém venha falar.
A discussão do fax é outra coisa, é a transformação de um título em outro. Ninguém tá reivindicando que os turnos do Carioca sejam transformados em título brasileiro, não é isso. Apenas sejam reconhecidos como conquistas daqueles grandes jogadores que passaram pelo clube, como passaram pelo Botafogo, Fluminense, Vasco. América. O título da Taça Guanabara que o Trajano comemorou em 74 não valeu então? O América ganhou a Taça Guanabara em 74, então não valeu nada.
Então não valeu nada, não valeu nada então. Quer dizer, toda comemoração que os americanos fizeram naquela ocasião não valeram nada. O que vale é o atual. Isso não pode partir da boca do presidente do clube, porque isso é— aliás, o Zico trabalha no clube inclusive, né? Zico poderia chamar o presidente e falar: presidente, deixa eu te dar uma aulinha aqui. Faz isso, Zico, chama uma sala, os dois conversam. Tem tamanho de sobra para isso, né? Para chamar atenção até do presidente. Olha, tá errado, tá errado isso aqui.
Outro dia eu vi uma entrevista, vi uma entrevista do Zico em que ele reclamava do seguinte: o artilheiro do New Maracanã. Ele disse: ó, pera aí, o artilheiro do Maracanã sou eu. Então esqueceram do que o artilheiro do Maracanã é ele. Agora, até com cuidado sobre essa uma frase que o Mauro acaba de dizer. Futebol moderno é o futebol de 50 em diante, depois da Segunda Guerra Mundial. Não é esse necessariamente que tá sendo jogado agora.
Futebol moderno jogou o Pelé, o Pelé. Porque senão vira isso mesmo, a história é esquecida. E é só isso que justifica que alguém discuta que o Messi possa ser maior que o Pelé, ou que se cape do Pelé e dizer que o Neymar é o maior artilheiro da seleção brasileira. Uma pinoia! É o Pelé. Eu não vou, eu não vou me dobrar a números que a FIFA resolve de repente transformar em oficiais e outros não são oficiais. Não vou, não vou me dobrar ao fato de Não se contabilizar o Campeonato Paulista, que tinha Ferroviária, o Guarani, a Ponte Preta, que eram timaços, como se fosse coisa menor, porque não era, não era coisa menor.
E o Mauro falou do Rio-São Paulo. Óbvio que não se pode transformar o Rio-São Paulo em mais do que o Rio-São Paulo era, mas quando o Rio-São Paulo era pra valer, nos anos 50, anos 60, era o que tinha de melhor no futebol brasileiro, era, ponto. Felizmente, na metade dos anos 60, descobriu-se que não era bem assim, que tinha o Cruzeiro, que tinha o Galo, e depois a gente viu o Inter ser o time da década de 70, né, que este eixo Rio-São Paulo podia ser alargado.
Mas você não pode soterrar isso e fazer disso coisa menor, porque não é coisa menor e não é saudosismo. Aliás, não apenas não é saudosismo, como, desculpe, é a idade de ouro do futebol brasileiro.
Você já ouviu falar do Missão Saber? É o não tão novo podcast do UOL que parte de livros. Vamos recomendar muitos livros para falar de vários assuntos. Já pensou ouvir a Daniela Lima falando de ansiedade?
Por conviver com o processo da ansiedade há tanto tempo, eu entrei numa espécie de vigília constante, assim.
O PVC sobre memória, o Facundo Guerra sobre China, Maria Prata sobre educação dos filhos, Sakamoto e os evangélicos.
Muita gente esperava que o número de evangélicos seria ainda maior.
Eu sou Murilo Garavello e apresento Missão Saber, o podcast para quem é curioso e gosta de aprender.
Tudo na vida a gente acha um equilíbrio ali, consegue viver e ao mesmo tempo entender as problemáticas, e ao mesmo tempo se amar.
Tem tudo isso e muito mais, muita coisa legal para você. Busca Missão Saber no YouTube, no Spotify ou na sua plataforma de podcasts favoritos, ou fica atento no canal UOL. Assista o Missão Saber toda semana no canal UOL.
Muito bem, tá aí. Oi, fala, fala, Trajano.
Eu, como fui um garoto criado no Maracanã e acompanhei de perto muita coisa, né, não fui igual Sílvio Lancelotti, que esteve lá aos 6 anos de idade na final da Copa de 50, mas comecei aí um pouco depois. Se for homenagear os grandes artilheiros do Flamengo, eu concordo inteiramente com o Mauro, com o Júlio. O segundo maior artilheiro do Flamengo é o Dida, que foi o grande inspirador do Zico. Depois vem Sílvio Pirillo. Depois vem Henrique Frade, tem Leônidas da Silva.
Eu não entendo, é jogar assim. Ah, então, bom, os maiores ídolos da história. Eu quero saber de uma coisa, vou falar uma coisa grave até aqui. Eu nunca achei justo o Arrascaeta ficar com a camisa do Zico, sem brincadeira. Não tem tamanho para isso. Grande jogador, joga muito bem, conquistou grandes títulos com o Flamengo na história recente, mas tá muito longe, mas muito longe longe mesmo da gloriosa história do Zico no Flamengo.
Muito bem. O Trajano, é você que elogiou bastante a enquete, não quis votar tal, mas gostou. Quem você acha que tá ganhando aqui nossa enquete?
Você pode repetir? Ah, tá aí: Carlos Miguel, Neymar. Olha, o cara votar no impedimento subfêmea automático É botar no poste, sabe? Botar numa máquina, não tem alma, não tem caráter, sabe? Uma coisa, é uma máquina. O outro é um frango. Aliás, lembrou o gol do Merino, o gol do Merino, primeiro gol do Merino na Copa. A bola sobrou, ele entrou daquele jeito. O Neymar é um desperdício, né? O Neymar é um desperdício. Eu não sei, é uma enquete, é muito— você não leva mal, Âncora? Aí quer já teve dias melhores, sabe? Mas eu não tenho, não tenho a menor ideia.
Você falou que não votar numa máquina não vale e tal. Pois, ó, 42% votaram no impedimento semiautomático como personagem da rodada. Leonardo Jardim, 7%, Neymar, 13%, e Carlos Miguel, 38%. O destaque inicial do Arnaldo foi sobre o impedimento semiautomático. Diga lá, Arnaldo, você não acredita nele?
Não, eu não acredito piamente na tecnologia. No futebol. E assim, o semiautomático, eu achei interessante o Juca falar, porque sempre, porque se fosse automático, na hora que acontece o gol, na hora, no momento, no exato segundo, ele indicaria anulação, por exemplo, né? Então demora um tantinho. E como qualquer inovação tecnológica, ele vem, ele chega com a o carimbo da, é infalível. Então, em tese, a gente não pode mais discutir impedimento depois do semiautomático.
Então não tem que ter discussão se o gol do Flamengo foi anulado. Eu não penso assim exatamente. E na Copa, para mim, a mesma coisa. Tem a questão, né, do momento em que a bola é lançada sempre. Aí você fala do chip, né, faz uma grande diferença. Exato, o impedimento não é como a chegada de uma corrida de 100 metros ou do jockey, que você pega apenas o momento da chegada. Você tem que ver o momento da partida, né? Então, e acho que a gente tá discutindo essa coisa toda há muito tempo, desde a introdução do VAR, como a regra ficou defasada perto do, entre aspas, avanço da tecnologia.
E ele apareceu, o Juca citou a Fonte Nova, no Maracanã meio que decidindo o resultado da partida, o semiautomático. Mas você percebe que aí eu vi a entrevista do Jorginho depois do jogo, falou que todo mundo ali tava achando que o Daronco, o VAR, estavam chamando uma falta no início da jogada, uma revisão de uma possível falta no início da jogada no Ferreirinha para anular o gol do Flamengo. Quando o Daronco fala, ó, semiautomático, o árbitro tem agora esse álibi, né?
O semiautomático falou ali, eu não vou nem— e aí o semiautomático apareceu com tudo, né? O semiautomático foi adotado no meio do campeonato, o que eu já acho meio complexo, e eu não acho que ele seja infalível. Eu acho que ele está em ajuste, né? E essa situação também, ela, ela, ela, ela— o semiautomático, ele chegou no meio do campeonato junto com a mudança da comissão de arbitragem. Né, que mostrou até o Tironi levou a faixa para mim, que era um novo mantra: mínima intervenção do VAR, né, como se fosse o resgate da essência do VAR lá atrás.
Comissão agora comandada pelo Sandro Meirahit, que foi árbitro, que foi da central do apito e tudo mais. E que eu acho que tem que tomar cuidado com outras situações, sobretudo escalas. Eu sou obscecado por escalas. Então eu já percebi que o jogo do Palmeiras no Barradão contra o Vitória vai ser apitado por um árbitro do Rio, e o jogo do Flamengo contra o Inter em Porto Alegre vai ser apitado pelo árbitro de São Paulo, Candançã.
Meu Deus do céu! Então, para quê? O que eu me pergunto é o para quê, se você tem 800 outras opções, sendo que Palmeiras e Flamengo estão disputando cabeça a cabeça a liderança do campeonato. Para quê? Então deixo essa informação: árbitro carioca no Vitória e Palmeiras no meio de semana, árbitro paulista no Internacional e Flamengo no meio de semana.
Aí o Dr. Arnaldo fazendo a escala tal. Você é assim, o Mauro, o impedimento semiautomático, esse aí do Brasil, como eu falei, é sabor semiautomático. Para mim, a questão central Para você ter a precisão do impedimento é o momento exato que a bola foi tocada. Sem chip você não sabe. Para mim, a minha impressão é que esse impedimento semiautomático, ele é meio parecido com outro, só que tem uma cara mais bonita.
Eu acho que o maior problema é que para o público também não fica muito claro, porque mostra aquela arte, mas não mostra o momento do passe. Então fica uma coisa meio incompleta. A detecção não é pelo chip, pelo contato com a bola, é pelas câmeras, né? São muitas câmeras, mas eventualmente a bola pode estar encoberta ali, a visão pode não estar, a imagem pode não ser tão clara. De fato, gera esse tipo de discussão. Mas eu acho que essa questão ela passa por um debate mais amplo que a FIFA tá adiando, que é da regra do impedimento.
Se você adotar, como vem sendo defendido por algumas pessoas, que impedimento obrigue você a ficar com o corpo inteiro à frente, vai continuar a discussão porque pode ficar um pedacinho do corpo corpo atrás da linha ou à frente da linha, né? Como ficou ontem a pontinha da chuteira do Alassane no lance do gol anulado do Flamengo, por exemplo. Mas aí você caracteriza a vantagem. Olha, o cara tá o corpo inteiro na frente, não o nariz, o pedacinho do ombro, a pontinha da chuteira, né?
Então acho que essa discussão ela precisa também avançar. E para adotar esse negócio durante o campeonato, por que não espera mais um pouquinho, compra o pacote completo, né?
Isso. O automático.
Ontem até o Arnaldo César Coelho tava criticando isso da rede social, e acho que com propriedade. Quer dizer, uma coisa que deixa margem para essa discussão que a gente tá tendo agora, cara. Já foi assim até metade do campeonato, então vai até o final do jeito que vai, com aquelas linhas traçadas insuportáveis. A gente poderia aguentar um pouco mais aquela tortura, né? Até porque outros torneios devem ter essa jossa. Libertadores vai ter essa porcaria, né?
Não vai mudar. Aí no ano que vem começaria com o pacote completo, sabe? Já compra o modelo 2027. Isso parece, sabe o quê, aquele cara que vai comprar um carro, aproveita, compra o carro do modelo anterior que é um pouco mais barato. Eu não sei se foi isso, não sei, mas parece um negócio desse. Espera mais um pouco, para que essa pressa? Já estamos em agosto mesmo, praticamente. Espera um pouquinho e entrava no ano que vem, no próximo.
Aí entrava Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, todas as competições já com esse. Porque é bizarro você ter a Copa do Mundo que acabou de terminar com um sistema mais moderno E aí o brasileiro adota algo inferior logo em seguida, semanas depois, dias depois. Não tem muita lógica, mas enfim. Agora, uma coisa que acho que é importante frisar é que de fato em alguns jogos está vendo os árbitros tentando deixar o jogo correr mais.
Isso tá acontecendo, mas eles têm que saber o seguinte: há uma diferença entre deixar correr e o VAR não interferir em nada. Existem situações que o VAR deveria se meter, deveria falar. O pênalti marcado para o Santos é uma vergonha. O VAR aí tinha que falar alguma coisa. Ali o VAR tem que falar: olha, amigo, aquele tá bem colocado, decisão de campo, mas pera aí, não é nada, você tá louco, decisão errada de campo, deixa eu te ajudar ali, deixa eu te ajudar, eu te aconselho a dar uma olhada, sabe?
Eu te aconselho a dar pelo menos isso. Olha, não tem que ficar fazendo a cabeça do juiz, eu te aconselho a dar uma olhadinha, o lance merece uma revisão. O árbitro vai na beira do campo, como ontem no Palmeiras, esse negócio do pênalti que não foi nada, é o tal do braço de apoio, chamou. O que foi feito ontem no Allianz Parque foi correto, deveria ter sido feito sábado no jogo Santos e Chapecoense, mas não foi feito. O que salvou o Santos de uma derrota que afeta todos aqueles que estão no bolo, o Chapecoense acho que não, porque praticamente tá rebaixado, mas afeta aquela turma lá.
Esse pontinho do Santos, olha para classificação, você vê como ele é importante nesse momento e pode ser importante no final. Isso interessa Vasco, a Mirassol, a Remo, que tá remando para tentar sair, o Inter, o Grêmio, que estão ali abraçados tentando fugir do rebaixamento. O Santos tá nessa turma ali, gente. Podem cair 2, 3 grandes, hein?
Podem.
Tem risco de cair 3 grandes, porque o Remo não se entregou e ontem voltou a vencer, né? O Mirassol continua reagindo pouco a pouco. Tem um jogo atrasado e tudo, inclusive contra o Flamengo, que ele pode até pontuar e quem sabe, né, sair. Mesmo que ele pontue nesse jogo, ele tem muito turno e assim tá num viés mais de alta. Inter e Grêmio muito mal, Santos muito mal, Vasco muito mal, não consegue nem se impor em São Januário. Então pode cair Chapecoense e 3 grandes.
Essa possibilidade hoje ela é muito— a não ser, sei lá, que algum outro time despenque. Vitória, o Coritiba, o que não parece ser o caso. O Coritiba tá bem colocado, continua bem fora de casa, voltou a pontuar fora de casa, correndo o risco de errar.
Como a gente sempre corre, eu diria que pela organização que tem e pelo pouco peso da camisa que tem, o Mirassol escapa. Mirassol não cai. Pode reagir. E tem estrutura, respaldo e pouca pressão para— porque o problema é a camisa pesada que funciona como âncora.
O calendário também, né, que dá nas competições todas.
Isso pode pesar.
Ele agora tá pegando um pedaço que não tem Libertadores, tem Copa do Brasil. Daqui a pouquinho recomeça essa maratona. Aí ele vai ter que fazer escolhas. Talvez ele tenha que fazer Copa do Brasil, botar um time misto e pensar em não cair, né? Por exemplo, Libertadores não vai fazer isso, acho que vai tentar ir o mais longe possível, normal.
Agora, Arnaldo, e o Palmeiras e o Carlos Miguel, hein? Era, agora vai. O Palmeiras, o Flamengo empatou, perde jogando mal inclusive.
É, o Carlos Miguel é um personagem interessante. Eu nunca vi uma torcida tão contra um jogador como a torcida do Corinthians. Todo jogo do Carlos Miguel no Palmeiras é visto por duas torcidas, a do Palmeiras e a do Corinthians. E o Carlos Miguel, ele vinha bem, né, na temporada toda. Ninguém tava sentindo muita falta do Everton e tal, mas foi uma das, talvez um maior frango do Campeonato Brasileiro até agora. E acho que, mas não foi só ele, né?
Tem várias decepções. Era o Palmeiras de volta à sua casa mesmo, a Casa 1, né, com novo nome. Era o Abel de volta ao banco depois de muito tempo suspenso. Era o time com Paulinho jogando, Vitor Roque voltando, e o Palmeiras decepcionou, decepcionou. Tudo bem que, como o Flamengo teve desfalques importantes, fato, mas depois entrar, depois a gente sempre fica perguntando aquela coisa: é melhor você entrar depois, jogar depois do seu concorrente ou antes?
E como o Juca falou ali, cronologicamente, quando O jogo do campo do Palmeiras, eu não vou mais chamar de nome que ele vai mudando.
No Nubank Parque.
Boa, Arnaldo!
A casa da mãe Joana, eu chamo de Casa Verde desde que foi inaugurado, porque fica essa coisa, é que nem casa de show.
Casa Verde, isso. Quando a Casa Verde foi para o intervalo, o São Paulo tinha arrancado o empate com o Flamengo no Maracanã. Né, já tinha acabado. E a coisa tá muito propícia para o Palmeiras, mas o que se viu foi o contrário. O time teve disperso, nervoso, empatou aí com Felipe Anderson nesse lance que a gente tá vendo. E o Juca falou, quando agora vamos virar, ó lá, vamos virar, vamos virar, ele tomou gol na sequência do William Gomes, do William Gomes, não, do Igor Gomes, ex-jogador do São Paulo, para uma derrota inesperada nesse percurso.
Normalmente tirou no Palmeiras, recupera rápido, né, nessas situações. Mas o jogo dele agora no Barradão contra o Vitória, o Vitória do Jair Ventura, é um time que como visitante não oferece muito, mas é um dos melhores mandantes do campeonato. Então é um jogo difícil, cara, antes que o Palmeiras entre na situação Copa do Brasil e depois Libertadores. Nesse aspecto, né, o Flamengo vai ter um eliminado precocemente pelo mesmo Vitória da Copa do Brasil, vai ter uma certa folga, né?
Para quem não se atentou ainda, o final de semana que vem vai ter a ida da Copa do Brasil, não vai ter Brasileirão, é a ida da Copa do Brasil no final de semana que vem e a volta imediatamente após, no meio de semana. O Palmeiras pega o Fortaleza agora, do Paulo Autori, e o Flamengo não joga, né? Então o Palmeiras tem agora essa, essa, falou, o Mauro falou das escolhas do Mirassol.
O Palmeiras em tese não precisa colher, né?
Ele tem time, elenco para levar as 3 no começo com as mesmas, com a mesma seriedade. Mas ontem foi bem inesperado. E o Carlos Miguel, o que teve de corinthiano comemorando depois do jogo, eu achei incrível isso, cara. Corinthians tinha jogado às 4, mas o corinthiano só foi sossegar às 9:30 quando acabou o jogo do Palmeiras com o Galo.
Foi duas falhas, foram duas falhas, né, Mauro?
Sim, também no segundo gol que ele tromba ali com o zagueiro, depois escorrega. Ah, mas ele não foi bem, ele não foi bem o jogo inteiro. Fez uma boa defesa no primeiro tempo, depois, e depois foi muito mal. Agora, eu não, embora corintiano, não tô nessa turma que torce contra ele.
Eu não torço contra jogador nenhum na minha vida. Você achou?
Primeiro, isso é normal, corinthiano pega no pé dele. O cara saiu do Corinthians, foi para Inglaterra, não jogou, vai jogar no Palmeiras, vai passar em branco, né? Isso é assim mesmo. Ele pratica, ele foi tipo uma ponte, né? Tipo Cafu no Palmeiras, né?
Isso, né?
Exatamente.
Foi para Europa, voltou, não jogou quase lá, foi jogar justamente no maior rival. Eu acho assim, tem as falhas do goleiro que são óbvias, mas tem atuação do Palmeiras. Atuação do Palmeiras, atuação fraca do Palmeiras, mais uma atuação ruim do Palmeiras. O Palmeiras não pode ser mais esse time que vai ganhar na marra, na pressão, não sei o quê e tal. Tem que ter um pouco mais de conteúdo, né? Para que esses jogadores todos? Para que esse elenco todo?
O elenco muito caro, elenco de qualidade. Tanto que o mesmo vale para o Flamengo. Você tem uns desfalques, mas ainda assim coloca um time em campo que é mais forte do que seu adversário e não consegue se impor. Então assim, eu acho que o conteúdo é muito fraco do que tá sendo apresentado. Os trabalhos das comissões técnicas são ruins. O Palmeiras é aquela coisa, é muito fácil ficar repetindo, olhar para tabela e ver a pontuação diz muito sobre os adversários, repito, não só sobre os dois.
E aí você fica ali olhando a tabela, não, esse time aqui não tropeça assim. Citamos aqui alguns jogos, ontem de novo. Isso não é surpreendente, não é surpreendente não, mas os outros são tão inferiores que eles tropeçam entre eles mesmo, ficou naquele perde e ganha. E eles conseguem manter essa vantagem. E no caso do Palmeiras tem esse agravante do horário do jogo. Quando o Palmeiras volta para o segundo tempo, a torcida começa a cantar e tal, o jogo tá 0 a 0 e o Flamengo tinha acabado de empatar.
A informação chega ao Nubank Parque, como chama agora, né? Chega a informação: olha, os caras empataram, uma vitória aqui te abre 9 pontos, né? Aí se eles ganham o jogo atrasado, são 6 pontos. São duas rodadas, são duas rodadas. Esse é o momento decisivo. Como para o Flamengo era importante também, Flamengo perde para o São Paulo, por exemplo, o Palmeiras ganha, aí abre o quê, 10 pontos? Tá louco! Aí vai jogar com Cruzeiro Libertadores, se por acaso for eliminado, que perfeitamente pode acontecer, você fica sem nada no campeonato, fica longe no Brasileiro, fora da Copa do Brasil, e trazendo o Thiago Almada por uma fortuna, né?
Então assim, no caso do Flamengo é até mais dramático, porque ele pode ver a temporada empurrá-lo em poucas semanas. Mas o Palmeiras tinha a chance de abrir uma vantagem e nem assim. Quer dizer, era o momento assim, ó, tá 0 a 0, o adversário Atlético Mineiro, que é um time meio errático ainda, com o Barba lá, o Eduardo Domingos, tá tentando ainda arrumar, acerta aqui, acerta ali e tal, ainda não é um time consistente. O jogo tá 0 a 0, o Flamengo empatou com São Paulo em casa.
Ou seja, temos aqui a faca e o queijo na mão, não perde o jogo. E quando empata, sofre logo depois o gol, que também tem uma jogada de muita exposição defensiva do Palmeiras, né? E o rapaz lá, o Mina, né, Mina, Mina, ele carrega e arrasta também muito bem a jogada, né? Ele arrasta o time para frente, vai levando, vai levando, e o Palmeiras muito exposto, né? Então acho que tem todo um pacote aí. O Carlos Miguel é meio que o grande vilão, ele simboliza a derrota pelas falhas grotescas cometidas, mas tem mais coisas aí além do Carlos Miguel.
Muito bem. Juca Kfouri, sou eu. O Corinthians empatou, sim, com o Bahia lá. Mas eu vou ressaltar, cara, você quer um que alguém não goste de futebol, você vê esse jogo aí. Teve todo cenário que o Trajano já traçou ali no começo, cara, que insuportável, era tudo ruim.
Você há de se lembrar, ou talvez não, aliás, não tem nenhuma obrigação de se lembrar, que quando comentamos aqui na sexta-feira a vitória do do Corinthians sobre o Remo, num bom primeiro tempo, eu fiz questão de lembrar que o jogo seguinte era na Bahia contra o Bahia, que o Bahia era favorito, que se o Corinthians trouxesse um ponto estaria de bom tamanho, que era bom pôr os pezinhos no chão, porque se jogasse como jogou contra o Remo não ganharia do Bahia.
Surpreendentemente, os primeiros 7 minutos do Corinthians, o Corinthians jogou São Paulo de alguma maneira fez a mesma coisa no Maracanã. Olha, tudo bem, vou para cima, não vou me assustar com 70 mil no Maracanã nem com 44 mil na Fonte Nova. E fez 1 a 0 neste golaço, né, surpreendente, de alguém que inclusive não é titular, né, que tava no lugar do Bidu.
O goleiro foi mão de alface aí também, né?
De novo. Aí houve falha do goleiro. O Ronaldo pulou atrasado e ainda tocou na bola, mas não teve força para fazer a defesa completa. E surpreendentemente, a partir dali, o Corinthians recuou para segurar o empate e o jogo virou uma guerra, como se fosse Libertadores nos estertores. Não teve jogo, foi catimba para cá, catimba para lá. Aquele lance do Garro é alguma coisa rigorosamente ridícula, porque ele força uma cabeçada que não houve e desmaiou em campo e ficou 4 minutos.
E aí assim, não chamava o atendimento e não saía do campo.
É porque ele tava achando que ia valer a regra, a regra da Copa do Mundo, que ainda não vale, né? Não vale, né? De se tivesse saído de campo, ficava 1 minuto fora. E aí eu tava contando que o VAR chamasse para ver o tamanho da agressão que ele sofreu, só que ele não sofreu nenhuma agressão enorme. Enfim, o Corinthians festeja esse ponto. O Bahia tem motivos para lamentar os 2 pontos que perdeu, mas o jogo foi abaixo da crítica.
E o segundo tempo, que não foi tão guerreado, né, foi muito pouco criativo. E curiosamente, o Corinthians terminou o jogo melhor que o Bahia. O Corinthians jogou os acréscimos melhor do que o Bahia jogou. Olha quanta confusão! Tem uma cena que eu queria entender, que até agora não entendi. O Rogério Ceni sai atrás do gol, né?
Desculpa, pedir desculpas. Ele tinha brigado com o Hildoberto no campo e depois ele foi pedir desculpas, tanto que ele abraça o Hildoberto depois.
Fugia dele, né?
Então depois eles se entenderam ali, foi isso que aconteceu.
Mas foi realmente um espetáculo lamentável desses para chamar os árbitros e dizer: vocês não podem aceitar uma coisa dessa, usem a sua autoridade.
O Trajano, saudade de um Irã e Jordani, hein?
Não, não, não vou nem comparar com Irã e Jordânia, mas é o que eu falei, me irrita profundamente esse teatro promovido pelos jogadores, né, de se atirarem, parece que tá morrendo, e pedindo uma expulsão do outro, imaginando que, querendo dizer que foi agredido e não foi. É muito louco isso, quer dizer, desagradável. Eu propus uma quarentena geral depois da Copa porque a gente, para a gente ficar um pouco mais livre desse tipo de coisa que a gente viu.
Pois é, sabe?
Aí não podia ir ao cinema, passear, para ir à praia, para não fazer nada, dormir até tarde. Nós que eu tô falando, todos nós torcedores brasileiros, porque eu já desconfiava que na volta ia acontecer coisa como aconteceu, principalmente na Fonte Nova, do gramado à ponta esquerda, né? Então é lamentável, lamentável. E o Rogério também, sabe, é muito puxando segurança para cá, puxando segurança. Olha, o O mercado de seguranças é um negócio impressionante.
Cada time tenta ter seguranças mais fortes, mais parrudos, mais altos do que o outro. É uma disputa entre eles para ver quem era aquela massa de, parece lutadores de sumô, né? É impressionante para ver quem tem mais aguerridos seguranças e que protege o time, o técnico, sei lá o quê. E sempre estão envolvidos nas confusões. Só olhar aí, ó, olha o número de seguranças envolvidos na confusão.
Sempre assim, é ali o miudinho, segurança. Olha o miudinho ali, Zé, é brincadeira.
Mas tem segurança em vestido de preto, segurança em vestido de azul, ó, disputa entre eles.
É isso. Agora tem uma coisa que tem que chamar atenção também do Rogério Ceni, né? Uma, ele contestou Aquele, não houve nem anulação do gol porque o apitador deu falta antes, né, o pé alto. Contestar aquele pé alto, né, que atinge inclusive, né, não é possível. Mas o intervalo do Bahia nunca tem 15 minutos, é verdade. O Rogério Segura o time e não pode um negócio desse, é verdade, é verdade. Já tem que voltar com cartão amarelo, na segunda vez, pronto, expulso.
Chega, poxa vida! As televisões deveriam reclamar porque o intervalo é de 15 minutos, não de 20.
Olha, falando em intervalo, fala, fala, só para não falar mal, que o programa hoje foi só para esculhambar, né? É o que a gente falou mal para lá e para cá, com um pouquinho de ressalva para o São Paulo, que cumpriu o papel até E é melhor do que se esperava, digno, né? Pegar o Flamengo lotado e tal, time que não conseguiu um ponto e sei lá e tal. Bom, a campanha do Furacão, que é o intruso da vez, é sensacional. Foi o Fortaleza, foi o Bragantino, foi não sei o quê, mas olha, tá dando gol. Aí sim é uma notícia boa, é verdade.
O campeão é o líder da Taça Terceiro Lugar nesse momento, e vai para o próximo adversário do Corinthians, próximo adversário do Corinthians.
Do Corinthians.
E na verdade, né, Arnaldo, a queda do Atlético Paranaense foi uma coisa fora da curva, né?
Não era para cair, né? Olha, falando em intervalo, vamos fazer o intervalo aqui, mas de 15 minutos. Não, não, intervalo rápido aqui.
Agora proteste contra o Zé Trajano porque ele tá trabalhando contra nós. Imagina que se houvesse uma quarentena, o que seria do posse de bola?
Quarentena, posse de bola também ia ser folguinha para nós. Muito bem, vamos para um breve intervalo. Antes disso, eu deixo um recado aqui com vocês.
Mas já voltamos sem áudio, Zé. Mas ele protestou contra o meu protesto.
Sem áudio não, agora cortando a minha voz aí. Não, é, no estúdio teria um conjunto de violinos durante a quarentena.
Eu toco, você sabe, né?
Muito bem, nós vamos para um breve intervalo na TV. Antes, eu deixo um recado com vocês. Insiders. Já voltamos e ficamos com você aqui no chat do YouTube. Já voltamos. Tem uma característica que separa os grandes jogadores: a capacidade de manter o mesmo nível do começo ao fim, e não só em momento decisivo. Se tiver regularidade no preparo, a chance de ter fôlego para sustentar toda a partida é muito maior. E quando a gente fala de carro ou moto, funciona do mesmo jeito.
Fazer a escolha certa na manutenção é o que ajuda a manter ter tudo rodando com o desempenho que você espera no dia a dia. E sabe quem acompanha você do começo da partida até o fim do percurso? É o Avoline, o lubrificante da Texaco desenvolvido para entregar alto desempenho, proteção para o motor e mais economia de combustível para o seu carro e a sua moto. Então você já sabe, na hora da troca, peça substituição, vai de Avoline, o lubrificante com T de Texaco.
Caiu a caneta do Antônio.
Muito bem, estamos aqui no chat do YouTube. Já caiu a minha caneta, minha caneta. Mas vamos lá, mande suas mensagens aqui para gente. O Trajano está com saudade da Copa, não tá?
O número de likes que eu quero saber.
Batemos a meta já, 7,2 mil likes. 7,2 mil likes, tá batida a meta. E a nossa enquete, o impedimento semiautomático segue com 42%, Neymar 13, Leonardo Jardim, 7%, e Carlos Miguel, 38%. Mas você tava com saudade da Copa, não tava?
8 mil likes.
Não, não, ele falou 7, depois 8. Eu falei, não, vamos ficar com 7. Isso, mas para desafiar você, vai chegar em 8, vai chegar em 8, exatamente. Mas você tá com saudade da Copa, não tem, ô Trajano?
Completamente.
Então vamos falar de quem esteve na Copa. Neymar Júnior.
Eu pensei que fosse do Danilo Oliveira, que desapareceu, tá de férias.
E o Neymar Júnior fez 2 gols, tomou cartão, brigou com todo mundo, não joga o próximo jogo. Aí tem notícia de que ele xingou a garotada, reclamou com a garotada, daí desmentiu depois. Neymar é assunto, ô Trajano.
O que você acha?
Olha, já encheu, né? Já sabe, é uma repetição. Vai ser assim daqui para frente até o final do contrato. Agora, o que me espanta no caso do Neymar Aí é espantoso. Eu acho que é caso de polícia. É, o Santos devia 90 milhões para ele. 90 milhões, gente, é entrada para 90 milhões para um cara que jogou pouco. Não é que jogou, jogava de manhã, de tarde, de noite, jogava no Sub-20, Sub-30, jogava pelo misto de veterano. Não jogou futsal pelo time, jogou basquete, jogava em todas as copas.
Não, 90 milhões pelo número de poucas partidas que fez. Isso é uma fortuna, isso é caso de polícia. 90 milhões para o Neymar é interdição da presidência, do conselho deliberativo, todo mundo que manda lá no Santos.
Loucura, milhões em ação, é uma loucura, né? Mas veja, isto é obviamente o mesmo processo que a gente viu no Galo, sucateia para comprar barato, que foi o que os três, os três fizeram, os quatro R fizeram. Então os quatro R complicados, né? Porque tem um R respondendo inquérito na polícia com o banco dele, voltando em 30 segundos, tem o Alvorcaro, que é um dos sócios da SAF, tem a coisa. O Santos Santos tá dando a dívida para que a família Neymar compre o time, compre o clube baratinho.
Estamos voltando agora, hein? Atenção, estamos de volta, Arnaldo. A gente tava falando aqui no intervalo da questão do Santos encalacrado e do Neymar. Não sei nem dizer se o Neymar foi bem ou foi mal. Foi bem, né? Fez 2 gols.
Depende do ponto de vista, né? Tirou incentivo, só observar os gols. Aliás, mais uma partida do Neymar contra equipes mais frágeis em casa. Ele só jogou em casa no Brasileiro, sabia? Só jogou na Vila no Brasileirão. Então uma relação de dependência completa, não em campo, mas fora de campo do que dentro de campo. Então ele escolhe meio quando vai jogar e fica irritado com as questões fora de campo, comemora jogando pôquer, comemora jogando golfe.
E acho que essa é impossível, esse tipo de relação não provocar desgastes internos com os demais, sejam jovens, sejam outros, porque ele tem privilégio que nenhum outro tem.
Né?
E o futebol é um jogo coletivo, cara, não tem como. Então aos poucos vai ficando, e essa dependência, eu julgo que descreveu bem a situação do Santos de joelhos para família Neymar, ela tem suas implicações no campo. Então assim, ele foi bem, mais ou menos, ele fez 2 gols, mas se riscou todo. Buscou mais um cartão amarelo. É impossível ele passar um jogo sem tomar o cartão amarelo do jeito que ele joga hoje. E tem essas situações, essas situações do dia a dia, do desgaste dele com o elenco e tudo mais, com comissão, com dirigentes.
Ela não é inventada, ela tá passando por todos os setoristas que cobrem o Santos e conhecem bem o clube, o dia a dia do clube, né? Então é um, e é um É uma questão por um time que está em 3 competições, mas no Brasileiro, que é a principal delas, o Santos está na Copa do Brasil, está na Copa Sul-Americana, já encaminhou sua classificação na Sul-Americana para o mata-mata. Mas a preocupação eu acho que é em relação ao Campeonato Brasileiro, onde ele disputa a permanência com, de novo, a permanência na Série A e só isso.
Olha ele comemorando, jogando golfe, tá vendo? Com outros grandes que têm vários problemas. É o que o Mauro falou ali naquele momento em que ele destaca a possibilidade de grandes caírem, né? E acho que o Neymar tem ajudado pouco nesse aspecto, até porque ele até agora, como quando o Santos visita e o campeonato é 19 partidas em casa, 19 fora, Quando o Santos visita, ele não vai, ele não vai para o jogo. Então eu não vejo como isso ter grande sucesso.
Ah, o Neymar, os jogadores— tem uma coisa também que é interessante, né? O Neymar, ele talvez seja ídolo completo dos jogadores da geração dele, do Casemiro, do Marquinhos, né, dos outros caras. É a ver como é que é a situação com a molecada, né, molecada mesmo, né, que são alguns jogadores jovens do Santos que pela apuração dos colegas estão incomodados com o tipo de cobrança, com o jeito que ele lidera e tudo mais, né. Isso, e o Cuca é mais um técnico do Santos que é refém do poder do Neymar, ele tem que compor Acho que ele já assumiu sabendo disso e escala o Neymar quando o Neymar quer jogar. Basicamente é isso.
Olha, deixa eu dar um recado rapidinho, já passa a bola para você, porque é o seguinte: nossa comunidade lá no WhatsApp segue, hein, do Posse de Bola. Então vocês vão lá na comunidade do Posse de Bola no WhatsApp que nós estamos lá. Inclusive lá você pode ter um episódio novo, meu e do Arnaldo no carro falando coisas de posse de bola, assuntos e tudo mais. Aliás, vocês são convocados, viu, para participar dessa campanha.
Eu tenho um compromisso hoje às 5 horas, você podia mandar me buscar?
Vamos trocar.
Qual dos dois?
Ótimo, muito bem. Então estamos lá na comunidade.
Vai lá, vai, eu só queria lembrar o seguinte, que eu, que eu acho que é importante a gente ressaltar a diferença, né? A gente viu Lionel Messi dar passes preciosos na Copa do Mundo e receber melancia e sem reclamar, sem reclamar. O Neymar não tem um lance que ele não dê a bola e se ela não volta como ele quer, que ele não faz assim e tal, né? Irrita. Obviamente a garotada não pode estar gostando disso.
Eu não sei, tem uma coisa esquisita agora para fechar mesmo. O Neymar, ele não era assim, né? Não, mas irritadíssimo assim, né? O que que tá acontecendo? Não sei se ele tá envelhecendo, tá ficando rabugento.
Eu acho que é a demonstração de quem há 4 anos não consegue fazer aquilo que a cabeça arquiteta.
O jogo com 5 minutos ele já tava com o cartão amarelo, pilhado.
Falando que não pode tocar nele e tal. Agora, fez um golaço, né? O primeiro gol dele é lindo.
É um golaço.
É típico do cara que sabe tudo, né? Agora, é uma pena. É uma pena que seja isso, tá? Ele virou um velho, um velho Renziza. Impressionante, impressionante. O menino Ney hoje é um velho ranzinza, não é?
Tudo, tudo reclama, tudo não pode, tudo.
Enfim, olha, hoje é o velho do Rio, velho da praia agora, é o velho da praia.
Olha, chegamos à nossa audiência quase bi-brutal hoje, então muito obrigado. Quase 20 mil aqui, muito bom. Batemos a nossa meta de likes de 7,2 mil. O posse de bola fica por aqui.
Meu Deus do céu, mas 47, mas 13 minutos antes das 10.
Não é o possuidor da Copa, é o posse de bola normal. Quem entrega nesse horário?
Proteste você que nos vê, que nos ouve, porque o âncora tá roubando, ele tá querendo acabar o programa. Eram 2 horas, começava às 8:30. Não, como é que é?
8:30, começava 8:30, 10, 8:30, 10.
E agora das 8:30, 9:48, Zé.
É, mas sempre foi. Muito bem, então é isso, ó, ficamos por aqui por hoje. Valeu, Mauro, valeu, Juca, valeu, Arnaldo, valeu, Trajano. Semana que vem tem mais Posse de Bola. Fique agora com o UOL News com Fabíola Sidral, que estava no show de Martinho da Vila no fim de semana, que eu sei.
Tá, valeu, tchau, bom gosto!