#681: Espanha ou Argentina, quem ganha a Copa do Mundo? Decisão do 3º lugar foi boa?
Eduardo Tironi, PVC, José Trajano, Juca Kfouri, Luiza Oliveira e Danilo Lavieri debatem a final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina, os protagonistas do jogo, as lições para a seleção brasileira e a decisão de terceiro lugar vencida pela Inglaterra contra a França
Eduardo Tironi
Danilo Lavieri
José Trajano
Juca Kfouri
Luiza Oliveira
PVC
- Copa do MundoEspanha vs Argentina · Favoritismo da Espanha · Argentina campeã · Coração vs Cérebro · Lionel Messi · Luis de la Fuente · Lionel Scaloni
- Situação dos Terceiros ColocadosJogo divertido · Não deveria existir · Valor mostrado · Mbappé · Inglaterra vs França
- Instituto Escolhas· SociedadeLionel Scaloni · Luis de la Fuente · Técnico Carlo Ancelotti · Amor de Jesus · Abel Ferreira · Futebol Brasileiro · Identidade Futebolística
- Crítica de pleonasmo em 'Detalhes'Jogo Sujo · Racismo · Lionel Messi · PIX na Argentina · Espanha
- Impacto da torcida no jogoReação Americana · Imprensa Francesa · Imprensa e Cobertura Midiática · Gêmeos como Equipa
- Copa do Mundo - Jogos e ArtilhariaLei Rouanet · Lionel Messi · Histórico de Copas
- Estatísticas e CuriosidadesVencedores do terceiro lugar · Histórico de Copas · Espanha favorita
Muito bom dia, está no ar o Posse de Bola deste domingo pré-final. Se as nossas contas não estão erradas, esse é o Posse de Bola número 45. Da Copa e vamos completar o 46º assim que acabar a grande final entre Espanha e Argentina. Eu já estou aqui acompanhado dos meus companheiros José Trajano, Juga Que Fure no Brasil, nos Estados Unidos PVC, Danilo Lavieri e Luísa Oliveira. E vamos aos destaques, eu começo com você, Luísa.
Bom dia, bom dia, gente, tudo bem? Olha que dia especial, né? Final de Copa do Mundo chegou. Então vamos aí por muito neste programa. Meu destaque ainda fica para Inglaterra e França, o jogo que fez os americanos gostarem de verdade do soccer, ficaram animados por aqui com essa, com essa pelada de fim de ano.
Muito bem, será assunto aqui, sim senhor, porque ontem eu fui massacrado, mas tudo bem, eu não quero ser revanchista aqui. Paulo Vinícius Coelho, bom dia.
Bom dia para todos e todas, porque a Espanha pode ser o país a unificar o título mundial, pode ser o primeiro campeão mundial masculino e feminino ao mesmo tempo. Isso não é coincidência. O feminino em 2023 foi campeão, foram campeãs na Austrália e Nova Zelândia com mais posse de bola em todos os jogos, incluindo na derrota por 4 a 0 para o Japão. O resultado desse país do futebol, de todas e de todos, das meninas e dos meninos, é que 1,37% do PIB da Espanha vem do futebol.
José Trajano, bom dia.
Bom dia a todos e todas. Ao contrário, eu vou remar contra a maré. Eu achei um barato o jogo de ontem, jogo de ontem que não valia nada. Né, disputa de terceiro e quarto lugar, todo mundo desenhando no jogo, esperando um jogo chato, um jogo preguiçoso. O jogo teve todos os ingredientes de um jogo de futebol: falta de vergonha na cara, gente preguiçosa, é um ataque fulminante, gols bonitos, é expectativa, emoção, possibilidade de dar a volta por cima.
Ou seja, 10 gols, jogador em busca de recordes de número de gols. Ou seja, gostei, gostei. Para quem não esperava, segundo o Mauro, que seria broxante, foi tudo menos broxante.
É, você vê como são as coisas. Danilo Laviere, bom dia.
Mas teve tudo menos competição também, né? Terceiro e quarto de encana. Bom dia a todos. É a Copa invadida por Trump chega ao seu final. E eu acho que a gente nunca mais vai ver uma Copa igual depois dessa.
Boa, Juca Kfouri, bom dia.
Você é engraçado, né? Você deixa esses 7 destaques aí só para mim, né? Você quer? Vou te dar um destaque surpreendente.
Diga.
O jogo de ontem foi tão legal que valeu pela vingança de Mbappé contra a Espanha. Ele obrigou o Messi a fazer 2 gols e o Messi fará 2 gols daqui a pouco, às 4 horas da tarde.
Ele mesmo falou isso, né, o Mbappé, depois do jogo. Não, faz gol todo jogo, né?
Falou, falou. Mas presta atenção nisso, claro que o Messi não precisava de nenhuma motivação extra para o jogo final da Copa do Mundo em que ele poderá ser bicampeão seguido. E aliás, dar ao Scaloni um título que só o Puzo em 34, 38 teve, o técnico da Itália bicampeão seguido.
O Scaloni pode repetir o Puzo, mas Puzo, Vitório Puzo, Vitório Puzo, Puzo, Puzo, Vitório Puzo é o Mário Puzo, é o autor do Poderoso. Exatamente, Vitório Puzo é o técnico da Itália.
Exatamente, Vitório Puzo. Mas é isso, Mbappé deu a Messi o motivo da revanche.
Muito bem, fala, PVC.
Só não é que o Messi, como Scaloni, o que o Juca destacou, o Messi pode ser o primeiro capitão a levantar a taça duas vezes. Nenhum capitão foi repetido até hoje.
Olha só, isso mesmo, podia ter sido no Brasil com Bellini. E o Benembiu no reserva e o Mauro foi titular.
Muito bem, senhores, então é isso aí, né? Ontem tava todo mundo aqui: porcaria, não devia ter, prefiro ver o Caldeirão do Miondo que essa porcaria desse jogo. E o jogo foi legal para caramba, tá todo mundo falando aqui, até o Torrão. Pô, foi legal, teve tudo, teve competição, tá vendo? Foi legal o jogo, tem que ter. Mas vocês podem votar na nossa brilhante enquete que tem a ver com isso. A gente vai pôr duas enquetes hoje, tá?
A gente vai falar da final, último dia vai ter 8 enquetes, enquete para dar e vender.
Claro que falaremos da final, mas vamos falar um pouquinho desse jogo de terceiro e quarto aí. Então a pergunta, a primeira enquete, a pergunta é a seguinte.
Olá, aquela nova tela, nova tipologia, agora nova tipologia para o ângulo poder enxergar de longe, conhecida como precisamos improvisar no fim de semana, entendeu? Que que temos ali?
Que você achou da decisão de terceiro lugar? Foi uma pelada. Foi divertida, não deveria existir, ou enfim mostrou seu valor?
Pela primeira vez vou votar logo de cara. Pode votar. Vamos considerar o seguinte: todo mundo achava que esse jogo não merecia acontecer, que ia ser terceiro, quarto lugar, não dou bola, é broxante, é desagradável, não vale nada. Ele não vale nada, é verdade, porque não é um jogo que tá em disputa na primeira fase para vocês chegar em primeiro ou segundo, não é você ganhar e passar para uma outra fase, passar para as quartas, semifinal e adiante.
É um jogo que jogado para córner, de certa maneira, interesse menor pelos analistas de futebol, quem, os comentaristas de futebol que acompanha o futebol. E foi divertido, ou não foi divertido ver 10 gols? É, pois é divertido ver a França no primeiro tempo, que tem uma vergonha Divertido ver a França tentar reagir no segundo tempo, ver o Saka jogando. Aliás, não sei porque que o Saka não jogou na semifinal, né? Porque jogou para chuchu.
Se pode jogar 90 minutos dias depois, será que não podia entrar 20 minutinhos, né, para o time ter um atacante mais driblador, insinuante? Então, como eu já disse no início, foi divertido. Ficou aquela expectativa: será que a França, será que a Inglaterra vai trupecar de novo? E tal, e vem, vai ganhar de 8, né?
4 vira, 8 acaba.
O Mbappé jogou, acho que o único em campo que queria jogo era o Mbappé. É um recorde, né? Ele queria jogo o tempo inteiro e foi legal também ver em busca de um recorde. Ou seja, então divertido, divertido. Pode fechar em mim aqui. Olha aqui, olha aqui, Tironi, âncora, qualquer jogo que tenha 10 gols É interessante. Goleiro que engole frango, o cara que tropeça na bola e cai de cara no chão, sei lá o quê. Depende do ponto de vista. Foi uma grande partida de futebol? Não. Mas que foi divertida, foi.
Eu estava em casa e disse no intervalo: vou passear. Não, a França vai virar.
Tá vendo?
Eu tinha certeza absoluta.
Tem dia que o jogo não vale nada, que é uma porcaria, que devia ser eliminado para sempre, que queimem na fogueira quem gosta do Brasil. Seria legal, não é verdade?
Você imagina o The Champ no intervalo? Pois é, então o que vocês querem?
Estamos aqui debatendo, vocês não gostam, vocês não gostavam até ontem.
Vocês querem que a minha despedida seja uma vergonha?
Até ontem eu tava sozinho aqui nessa mesa.
Não vem com esse negócio que não gostavam não. Há alguns que não gostavam mesmo, outros achavam legal, não, mais ou menos.
Então faço o seguinte, senhores, votem na enquete com honestidade. E a gente vai para um breve intervalo na TV porque eu quero ouvir os norte-americanos sobre isso. A Luiza falou que encantou os americanos, inclusive. Eu tô fazendo essa promoção desde ontem, que é legal. Aí no começo do jogo eu falei, pô, o jogo é legal, todo mundo, é, você é um idiota, você é um palhaço, nas redes sociais. Depois do jogo, é, até pode ser mesmo, foi divertido, tá vendo?
Encantou americanos e torcedores americanos do América também, né?
Ó, então vamos a um breve intervalo aqui na TV. Vocês mandem as suas mensagens no chat do YouTube. Só quero dizer que é o nosso—
quem vai dar o like?
Ah, é a Luiza, é óbvio. Luiza, sua meta de likes. Lembrando que ontem a gente precisou fazer uma adaptação no final porque não chegamos, mas era um dia complicado mesmo.
É complicado, pois hoje é um dia de final, né, galera? Tem que dar um gás aí. Vamos de 10 mil?
Final de Copa, domingo, tá bom.
Falou 10 mil, agora é 10 mil.
O cara tem razão, final de Copa.
Tá certo, vamos lá, vamos em 10 mil, é isso aí.
Final de Copa vai chegar quando, gente?
Tá bom, vamos lá, vamos lá.
10 mil, você já pode antecipar.
Eu vou antecipar então da noite, como eu sempre faço.
Calma, isso foi um jogo ruim, pior que o de ontem.
Não, mas é final de Copa.
Ah, final de Copa. Claro que o de ontem é o mesmo jogo.
O debate racista, não racista, de Millet contra Bolsonaro, tem tanta coisa em jogo. 30 mil.
Nossa Senhora.
Bárbaro, meu Deus do céu.
Nós já chegamos a 30 mil.
Uma coisa por vez, vamos alcançar os 10 mil aqui. Caso seja necessário, a gente junta os 10 mil de agora com os votos.
Você querendo, aliás, votar já nas duas, pode ser, vota separado, tá certo?
10 mil likes, porque a Luísa, quando ela pede like, tem like, sim senhor. A gente vai para um breve intervalo. Eu só quero dizer que tem uma moça atrás do PVC.
Deixa eu fazer um intervalo, pelo amor de Deus. Não, mas tá atrapalhando a imagem.
Não, deixa ele lá.
Pede o produtor, o André. O André não tá por aí?
O André, penúltimo posse de bola, já virou uma esculhambação. Preciso fazer uma enquete, ninguém tá nem aí.
Mas ou então é o técnico ali da Inglaterra.
Eu preciso fazer um intervalo, eu preciso fazer um intervalo, senão a Jennifer, a Jennifer, a Stephanie vem aqui. É que tinha uma Jennifer aqui no chat. Senão a Stephanie vai brigar comigo e a gente vai para um breve intervalo na TV. Só avisar que o O sujeito chamado Atos Lima foi devidamente eliminado do nosso posse de bola aqui do chat. Não é bem-vindo, não precisa voltar nunca mais. E a gente vai para um breve intervalo e já voltamos.
Imagina, imagina, nem é bom comentar, não vamos dar cartaz para quem não merece.
Só o nome dele. Já voltamos, não saiam daí, mandem suas mensagens. Vamos lá, a galera mandando aqui, ó. Celso Rico: Saka foi o maior erro de Tuchel na semifinal, final. Exatamente, falar aqui piada o que foi feito. Roberto Marinho: Olisée na Copa tem muita categoria em assistência, mas tem grande dificuldade de fazer gols em Copa do Mundo. Eu, a gente vai entrar nisso, a gente vai mostrar as seleções que muita gente, todo mundo colocou Olisée.
Eu achei que foi uma enorme decepção, do meio para diante não jogou porcaria nenhuma, inclusive ontem perdeu 3 gols ontem, que saiu de baixo, amarelou.
Eu pus ele na minha seleção, tô arrependido, trocaria pelo Rodri. Agora, depois do meio do caminho, aí eu tenho uma pergunta para os nossos 3 americanos. Eu vi a imprensa inglesa, eu faço, passamos a Copa inteira falando do Tuchel e ele é chamado de Tuchel.
Aí é, eu falo Tuchel, mas assim, a gente acha também, fala como, PVC. Eu falo Thomas Tuchel desde que ele era técnico do Borussia Dortmund, mas não tenho pretensão de ter a pronúncia perfeita. Sabe uma coisa que é uma brincadeira que eu sempre faço para a gente se lembrar que a gente tinha a nossa comissão do bom senso na ESPN, formada por Sílvio Lancelotti, que era timeiro, cada vez que tinha um problema de pronúncia. Era o Livorno e o Brescia, não é, Tadinho?
Olha que saudade do nosso querido Silvio Lancelotti, né?
É verdade. Mas aí eu falava uma coisa que é o seguinte: liga da Itália para o Brasil, como já me ligaram para perguntar se a pronúncia certa é Ronaldo ou Ronaldo. Aí você ligou, ligar para o meu amigo no Brasil, 5571, o cara vai dizer como? Que é Ronaldo ou Ronaldo? Pode ser que é Ronaldo. Só no Brasil tem sotaque? Não é verdade.
Não é Falcão? Eles chamaram o Falcão de Falcão a vida inteira.
Até porque tem uma questão fonética, tem os fonemas na língua dos caras. Gast Barreto, ontem foi um churrascão futebolístico divertidíssimo. Tá vendo, uma boa definição. Bruno Ramel, pelada, olha o gol final do Bellingham, foi um golaço.
Pelé assinaria.
O DJ Thiago Vacina, Messi não será artilheiro e nem campeão. Veremos, há controvérsias. Que mais? Mandem suas mensagens aí, vamos tentar chegar na Buscando audiência brutal ainda. Tô achando que a Luísa deu uma exagerada, mas vamos chegar, vamos chegar.
Eu gostei do destaque da Luísa porque é isso mesmo, americano adora contagem alta, né, Luísa?
Tá vendo só?
Só eu gostei, só eu gostei. Estamos voltando para eles, é uma coisa esquisita, né? Estamos voltando aí, a gente fala mais.
Estamos de volta na TV e você pode nos dar audiência brutal, por favor. Precisamos chegar nela, ainda estamos longe dela.
Um detalhe, só fazer, dar uma informação para quem está nos vendo de novo na TV e não viu o intervalo no YouTube. A Luísa chamou atenção para o fato de que os americanos gostaram da contagem alta. Americano adora contagem alta e adora esportes que não tem empate, né? E o futebol é dos poucos. Que tem. Aí eu me lembro da frustração, do tiro no pé que foi a primeira Copa de Sóquer nos Estados Unidos, exatamente a que o Brasil ganhou em 94, em que a final da Copa em 120 minutos foi 0 a 0.
Foi um tiro no pé assim horroroso, horroroso para atrair o americano. Esse jogo de ontem, ao contrário, né? Olha, é possível ter um jogo de 10 pontos, né, no, no, no soccer. Eles podem mudar de opinião sobre o futebol.
Muito bem. Aí, tá vendo? O jogo que era uma porcaria ficou bom de repente. Juca, qual é o seu voto na enquete? Estrangeiro já, já, já se divertido.
Eu falei de novo no ar, eu falei sim, âncora. Sim, sei que não ouviu.
Ele tá tão comovido que ele defendeu essa tese, ele só fala dele.
Não, tô falando do jogo.
Não, mas você defendeu essa tese, parabéns.
Pelada divertida.
Eu achei divertido. Eu achei divertido, embora eu ache que não deva existir a disputa do terceiro lugar. Porque é isso, é interessante mesmo para o Marrocos, para uma seleção menor. Para os papões não é interessante, né? A depressão francesa, depressão inglesa Eram muito claras. E nesse aspecto, o Túrgel foi inteligente, porque ele deu, poupou mais, né, jogou com mais reservas do que jogou a França. Então tinha mais gente motivada para mostrar jogo, ou menos deprimida porque não participou da derrota anterior. Enfim, mas acabou sendo muito divertido, sem dúvida alguma.
Danilo, você que ontem tava lá no mau humor do caramba, fala para ver se eu vou votar.
Foi uma pelada divertida que não deveria existir, mas mostrou seu valor.
Aí, tá vendo?
Foi tudo pelada divertida que não deveria existir.
É isso, é exatamente.
Mas Danilo, você ontem que tava aqui falando, né, isso é uma porcaria, não tem que existir, tem que acabar.
E aí?
Eu mantenho, porque assim Se a ideia é agradar americano, colocar 4 tempos, aí então faz outro esporte, entrega para os caras. Eu acho que não precisa agradar americano nenhum com esporte. Esporte existe aí há tanto tempo, é o mais popular em quase todos os países. Azar dos Estados Unidos, você não gosta de futebol do jeito que ele é. E eu concordo com o voto do PVC, eu acho que foi uma pelada divertida que não deveria existir, mas mostrou seu valor.
Porque é uma pelada, porque claramente O Bellingham, o Olise, o Mbappé, eles tiveram chance de fazer outros, mesmo Mbappé menos, mas tiveram chance de fazer outros gols e preferiam sempre tentar fazer o mais bonito, último toque, último drible, que num jogo competitivo isso jamais existiria. Divertido porque foi 6 a 4, isso é divertido. 4 a 0, 4 a 3, chance de empatar, isso é algo legal, mas que só existe porque não tava valendo nada.
Se tivesse valendo vaga, se tivesse valendo ponto, ninguém ia estar jogando tão leve. Se tivesse valendo vaga, tivesse valendo ponto, a gente não ia ver o Kane na beira do campo e a gente ia ver o Kane dentro do campo. A gente não ia ver o Pickford fora do time, a gente ia ver essas coisas. E mostrou o seu valor porque, pô, a FIFA ganhou dinheiro para caramba. Eu escrevi ontem na minha coluna que é amigo de Ronaldinho contra amigo de Romário, que normalmente é jogo beneficente, você consegue alimento, consegue.
Só que a diferença é que a beneficência foi feita para FIFA. FIFA ganhou mais 10 milhões de dólares, sei lá quanto que ganhou com o jogo de ontem. Então assim, É um jogo beneficente, com a FIFA sendo beneficiada e com o Mbappé batendo recorde. Já do Mbappé, ele tá fazendo na dele. O jogo vale para Copa, ele fez 2 gols, passou o Messi tanto nessa Copa quanto no histórico. Vai assistir agora para ver se o Messi vai conseguir passar.
Agora, tudo isso que a gente tá discutindo, o 6 a 4, tudo isso só existe porque ninguém levou a sério. Alguém levou a sério o jogo de ontem? Não, foi uma pelada, foi uma pelada divertida. Mas se fosse um jogo valendo, nada disso teria acontecido. Poderia até ser 6 a 4. A gente já viu um 7 a 1 em semifinal de Copa, mas a gente não teria visto todos esses outros ingredientes. O Pereira entrando no meio, Pereira deixando o Saka bater. Tem coisas que só existiram porque é um jogo que não vale absolutamente nada.
A prova disso é que não teve um cartão amarelo.
Não, mas é o Danilo que tá contra o jogo. Ele deu um gancho para dizer que o jogo valeu. Jogo que não vale nada. Exatamente, jogo que não vale nada foi divertido. Terceiro e quarto lugar, é o que eu te falei, não está em jogo você se classificar em primeiro ou segundo, passar de uma fase para outra. Ou seja, motivou. Aliás, que todas as que se mantiver ainda nas outras Copas, a disputa no terceiro e quarto lugar, que seja desse jeito.
Pelo menos a gente vai acabar a Copa de um jeito divertido, porque não tem em jogo a qualidade no jogo, sei lá o quê.
Eu acho que futebol é feito de muitas outras coisas, não precisa ser só competição.
Não tá valendo nada, não tá valendo nada, vamos ver uma brincadeira, uma diversão.
Eu acho que é isso, mas eu queria ouvir a Luísa.
Quer falar para você?
Não, pode falar primeiro, depois eu falo.
É o mínimo, não?
Eu acho que é um pouco disso tudo aí, nessa mistura toda aí. De fato entregou o entretenimento, né? Quem queria entretenimento teve. E Âncora, você sabe que você, além de um grande jornalista, é um grande influenciador também, né? E você me influenciou, porque Depois que eu vi o seu tweet perguntando se você prefere o caldeirão do Mion ou o jogo, eu falei, é mesmo, é melhor ter disputa de terceiro lugar. Até porque a gente já tá meio no ritmo aqui de uma saideira da Copa, né, já tá naquele modo saudade.
Então é bom ter um terceiro e quarto lugar, ainda tem um pouquinho de Copa do Mundo para a gente, ainda mais um jogo divertido desse. É, o meu destaque foi, né, de como as pessoas aqui trataram esse jogo, e me chamou atenção uma É uma manchete da CBS, que é uma das principais redes de televisão e de rádio aqui, e a manchete estava estampada de todo tamanho. O jogo mais insano da Copa do Mundo de todos os tempos era uma pergunta.
Então dava para ver como eles estavam se divertindo com esse jogo. E nas redes sociais também os americanos se engajaram bastante nesse jogo, falando, nossa, esse é o tipo de placar que a gente gosta, assim todo mundo vai querer ver só, que eu acho que agrada muito o americano. Porque o americano, ele tem uma relação com o esporte, especialmente com o futebol, diferente em relação a gente, né, diferente em relação a outros países.
Mas o outro lado, né, como o americano trata com entretenimento, acho que isso também trouxe um certo prejuízo para a Copa do Mundo. As paradas para hidratação, que foram sucesso comercial, mas ponto de vista esportivo muita gente reclamou. A forma como a FIFA tratou o pré-jogo, né, as conferências de imprensa antes da partida, Isso atrapalhou as equipes, os técnicos reclamaram. Então os Estados Unidos fizeram um show em cima disso, vendendo esse entretenimento.
Na final hoje vai ter um intervalo mais longo com shows também, ao estilo Super Bowl, mas o esporte fica em segundo plano, o que é ruim. E aí na enquete, que eu acho que dá para misturar um pouco de tudo, que foi legal, entregou tudo, mas em algum grau também foi um pouco desrespeitoso, especialmente ali o primeiro tempo, o modo como a França encarou esse jogo. E era uma despedida do Deschamps, né, um técnico icônico, um técnico campeão como treinador, como jogador, junto com Beckenbauer, com Zagallo.
Acho que ele merecia uma despedida mais honrosa. E até por isso ele chama atenção, muda o time no vestiário, e aí depois a França consegue entregar algo melhor, né, com seus jogadores mais focados ali no segundo tempo. Então eu acho que dá para ir pelos dois lados, entretenimento, mas também acho que ficou um pouco feio, né, essa falta de competitividade da França. E para mim o Tuchel saiu também bem criticado, viu. Depois dos gols do Saka, todo mundo falou, ah lá, O Luciano já bem, já bem falou sobre isso. Eu acho que o Tuchel sai com problemas aqui para resolver.
Daqui a pouco eu vou mostrar o que o Mbappé falou depois do jogo, que é bem interessante, que vale para a gente bater um raciocínio.
Tem que tirar o chapéu para ele, né? Boas entrevistas, bom, bom artilheiro, enfim, penha.
O que me leva a só já— não, desculpa, não, não, continua você, depois eu falo o que eu quero falar.
Diga, PVC.
Não teve competição, tudo de acordo, mas a gente aprendeu a gostar de futebol quando a gente tinha uns 9 anos de idade, 8 anos de idade. De que jeito? Eu lembro do gol do Nelinho na final da decisão terceiro e quarto lugar de 78. Eu tava falando, mostrando para o Danilo ontem, porque o Danilo já viu esse gol 200 vezes, mas não sabia que era uma decisão terceiro e quarto lugares, aquela curva insana. O Nelinho bate na bola escondidinho.
E confunde o Dinozoff. A decisão de terceiro e quarto lugar já teve o gol mais rápido da história das Copas, foi maravilhoso. Turquia e Coreia do Sul, não, mas dá um gol mais rápido da história das Copas. Fontaine é o maior artilheiro da história das Copas porque fez 4 gols na decisão de terceiro e quarto lugares, 6 a 3 para França contra Alemanha. Cara, a gente se apaixonou por futebol por causa disso tudo. Aí a gente sai de um jogo que foi 6 a 4, divertidíssimo, Ah, mas ninguém competiu, mas foi uma pelada de churrasco de fim de ano.
A gente vê o jogo do Zico no final do ano e não vai ver a decisão do terceiro e quarto lugares, que foi 6 a 4? Eu não entendo por que que precisa ter esse mau humor com o jogo.
É só não ver o jogo.
Não gosta de decisão do terceiro e quarto lugares? Beleza, então muda de canal, vai fazer outra coisa. Vamos fazer churrasco de verdade. Aliás, os caras aqui estavam fazendo churrasco, deu uma virada pra cá, pra trás, porque a churrasqueira tava muito suja. Agora o cara veio aqui e limpou a churrasqueira.
É aquela churrasqueira que aparece atrás? Do PVC, aparecia isso, né? É daquelas americanas, abre e fecha, fuma, tem relógio, tudo.
Aqui, ó, vamos te mostrar.
Parece uma locomotiva.
Olha só, olha lá, rapaz!
Agora tá linda aí, não brilhou, né?
Bom, conclusão, conclusão, sabe o que eu acho? Grande programa de ontem, sabe qual foi aqui para o brasileiro? Fazer um churrasquinho com a turma e assistir esse churrasco lá. O que aconteceu lá nos Estados Unidos.
Aí vou falar algumas coisas. Ah não, porque não vale nada, nunca ninguém deu valor. Não é verdade, tem decisões muito legais, teve decisões que aconteceram coisas importantes. O gol do Nelinho em 78 foi um gol de terceiro lugar. A disputa do terceiro lugar de 94 foi legal, com a Suécia levando as séries, migalhando a Bulgária, que também ficou orgulhosa.
Lembra?
Exato. A Bulgária valorizando também porque tava chegando em quarto lugar. Em 2002, talvez uma das coisas mais legais que eu lembro, que eu lembro em Copa do Mundo, que Turquia e Coreia, que no final do jogo os jogadores da Coreia ficaram em quarto, né, que estavam tristes porque tinham perdido o terceiro lugar, e o Sukur foi lá levantar os caras, falar: não, vamos comemorar junto isso aqui. Então tem coisas legais. 2006 eu tava lá, a Alemanha valorizou muito o terceiro lugar que ela conseguiu, tava em casa, tava jogando em casa e valorizou o terceiro lugar, a torcida valorizou.
Agora, só que eu queria saber, BBC acompanha muito, eu não sei se ele teve contato, Danilo, Luiza também, qual foi a repercussão na Inglaterra e na França com a imprensa, os sites, só para sentir o que que eles acharam. Nós estamos falando nós e o público americano, o que que eles sentiram? Qual foi a reação?
Então, acho que esse é um negócio interessante do terceiro e quarto. Para quem não tá envolvido, ele pode ser legal, isso aí, pode ser divertido. Né? Para quem tá envolvido é horrível, gente. Imagina se fosse o Brasil jogando terceiro e quarto, que que a gente estaria falando hoje? Então assim, vocês sabem exatamente que eu não sou uma pessoa mal-humorada, não é que eu não vou ficar, não perdi meus fios de cabelo, não perdi meu sono assistindo o jogo, tudo bem.
Só é um jogo que quando você tá envolvido é ruim. Agora, que o futebol é divertido para assistir, que isso eu concordo com vocês, não é que nossa Meu Deus do céu, eu tava assistindo, p da vida. É a mesma coisa hoje. Eu sou contra o show de 25 minutos de intervalo, mas eu vou estar lá no estádio. Você acha que eu não vou gostar de ver a Shakira cantar? Sei lá quem, lógico que eu vou gostar. Eu não vou fechar a cara e ficar p da vida.
Eu só acho que não deveria existir, mas já que existe, vamos embora, vou curtir. Eu não fiquei do lado do PVC, eu tô assistindo o jogo xingando Deus e o mundo, pelo amor de Deus. Eu sou de bem com a vida. Eu tô tranquilo, mas eu acho que é um jogo que não deveria existir. Eu tenho certeza que o Mbappé saiu do jogo falando: eu entendo quem achou que foi uma palhaçada, porque foi uma palhaçada o primeiro tempo, mas é divertida, é uma palhaçada divertida.
Então eu acho que dá para a gente falar das duas coisas ao mesmo tempo, que tem um monte de coisa legal, de jogos históricos que a gente marca.
Pegar ali, ó, L'Équipe, eu acho, né?
Fala, PVC.
É o L'Équipe, ó, você já quer a capa do L'Équipe? Tem um anúncio divertidíssimo dentro do L'Équipe, vou mostrar para vocês. A capa fala: fúria total, fúria total. Aí que tem uma sombra aqui, mas é. Aí o texto embaixo diz: catastrófico abaixo do placar, 0 a 4. Leblé, os azuis, conseguiram reverter depois da pausa, mas se dobraram depois no final. Aí dentro tem um anúncio que é mais ou menos o seguinte: merci Didier, obrigado Didier, você nos fez sonhar.
Dia Azizu, é boa, boa, muito boa, muito boa, é boa, muito bom.
Dia Azizi.
O Gustavo aqui, ó, ele mandou uma mensagem boa: vejo o terceiro lugar é mais uma celebração do esporte do que um jogo competitivo, deve continuar. É isso, uma celebração do negócio. Só isso aqui é o futebol. Tem um amigo meu, um grande amigo meu chamado Fábio Rosas, ele não suporta futebol. Conheço ele desde os 15 anos, nunca gostei.
Amigo de um amigo, você tem um amigo muito muitas, muitas.
Ele adora música, então é um grande cara, é advogado, e ele não gosta de futebol, nunca gostou, nunca torceu para ninguém e tal. Ontem ele mandou mensagem para mim: olha, se futebol fosse sempre assim, eu ia adorar. Você tá vendo como ele é capaz de captar outro tipo de público?
Um dos maiores espetáculos esportivos do século passado eram os Globetrotters. Que que era? Era um basquete de exibição, era uma festa. Não era competição.
Enfim, a gente vai falar bastante da final, sim senhor. Mas, ó, acho que é legal a gente colocar o que o Mbappé falou. Aliás, o que o Deschamps falou também é bem, bem impactante. O Deschamps falou no intervalo, né? E o Mbappé falou ao final do jogo. Acho que a gente tem uma tela aí. Ele falou o seguinte: no primeiro tempo consigo entender quem disser que foi uma palhaçada e que não respeitamos a camisa. Diria que fomos humanos e infelizmente não podemos nos permitir ser humanos.
Estávamos completamente atordoados. No segundo tempo voltamos a ser jogadores de alto nível, máquinas mentais que não têm mais sentimentos. Eu acho interessante isso porque basicamente que ele tá falando assim: nós não temos o direito de estar daquele jeito decepcionados depois de não ir para final. Então daí no segundo tempo a gente falou: olha, a gente não pode, a gente não pode, a gente tem que ser uma máquina que não tem sentimento e tem que jogar isso aqui como se fosse valendo mesmo.
Não é curioso que vai o que tem em cima de um jogador de futebol? Então, quer dizer, vamos lá, que a gente tá aqui no Posse de Bola, e o Posse de Bola tem duas pessoas assistindo. A gente não pode ficar um pouco decepcionado, meio desanimado? Não é o caso, porque a gente tem muita gente assistindo. Você entende o que eu tô dizendo? É como se a gente não tivesse, o jogador não tivesse direito de, cara, eu não queria estar aqui, eu queria estar na final, fracassei, agora eu tô deprimido, não posso.
Que que o Dechamps falou?
O Deschamps falou que o que ele viu, não sei se a gente tem as falas dele, mas se não tiver eu pego aqui no intervalo, né?
No intervalo ele tava decepcionadíssimo, irritado.
A gente vai pegar aqui, eu vou pegar para vocês. Falou, é uma vergonha o que tá acontecendo, o que alguns jogadores estão fazendo é inaceitável.
Trocou 4 no intervalo, né?
Daí para baixo, falando que era uma vergonha. Ele só não falou, mas é quase como se tivesse falado, o que esses caras estão fazendo comigo é uma grande sacanagem.
Eu imagino que no intervalo ele tenha dito para os caras isso. Escuta, viemos até aqui, vocês querem que eu volte para Paris com 8 a 0? E aí o time tomou-se de— antes da pausa para os comerciais, tava 4 a 3 em 20 minutos.
É, pois é, né? Mas o que o Mbappé fala é curioso, tem sentido, né? Nós não temos o direito de de estar decepcionado.
Agora, sabe que eu tô curiosíssimo? Qual é a enquete? Como é que tá?
Divertido, aposto.
Curiosíssimo.
Como é que está? Como você acha que está?
Tem poucos votos ainda, que nós estamos começando o programa, mas já dá uma visibilidade.
Como você acha?
Divertido. Divertido.
Divertido, 45%. Pelada, 29%. Não deveria mais existir, 11%. Você vê como são as coisas? Ontem era 98%, achava que não tinha que ter. E mostrou o seu valor, 14%.
Então, Luiza, Danilo perdeu então, né? Danilo tá goleado. Que tal essa, essa mal-humorada do Danilo, né?
Não sei, aquela cara de mal-humorado morrendo de rir.
Eu imagino que a convivência dele não tenha sido lá muito boa. Quando ele voltar para cá, a gente restabelece o humor dele.
Luiza, atingimos audiência brutal e eu queria saber que você falasse sobre essa história do Mbappé, que realmente me pegou. É, o cara falou assim, cara, eu sou humano, eu posso achar uma porcaria ter perdido e não tá a fim de jogar.
Ah, eu acho que é totalmente compreensível, né, essa falta de motivação, de mobilização diante de um jogo desse, ainda mais para França, que era considerada a favorita para o Mundial, né. A França tava lutando ali para ser campeã, mas você tem que buscar motivações dentro do seu contexto ali, né. E eu acho que tinha uma motivação forte que era a despedida do Deschamps, era o fim de uma era, né? Um treinador na sua terceira Copa do Mundo como treinador, depois de chegar a duas finais.
Então acho que tinha algo honroso ali em jogo, sabe? Porque se a França sai goleada com 6 a 0, com 8 a 0, ia ser uma mancha, uma marca negativa muito grande para o Deschamps. Então acho que existiu algumas questões em jogo ali também para os jogadores se motivarem. Trajano tava perguntando sobre a repercussão dos veículos franceses e ingleses. PVC trouxe um pouco. Mas o L'Équipe também, né, no site, ele já começa a discutir um pouco agora o início da era Zidane, né, o que vem pela frente, quem que ele vai utilizar, o que que ele pega, o que que ele pega de legado do Deschamps.
E me parece que ele pega algo muito positivo, um time muito forte e com uma pressão um pouco menor, porque o time não foi campeão, né. Acho que seria mais difícil ele herdar um time vindo de um título mundial. E a imprensa inglesa trata como um certo alívio para o Tuchel, porque o Tuchel saiu muito questionado, né, obviamente. Então fala, olha, a crise ficaria enorme se o Tuchel não conseguisse essa vitória ontem. Então deu uma aliviada para conseguir trabalhar a partir de agora.
Inglaterra também vai ter que olhar para si, né, rever algumas questões. Por exemplo, Harry Kane vai para mais um ciclo de Copa na idade que ele tá, 37 anos, se não me engano. Então tem algumas discussões já depois desse jogo Eles tratam como épico. Aliás, o The Guardian fala essa expressão, jogo épico, como divertido também. Mas os veículos locais já começam a projetar o próximo ciclo agora que a Copa acabou para as duas seleções.
Ah, legal, interessante a gente saber que é que eles estão— apesar que o L'Équipe tratou com seriedade na capa, né? Depois não brincou. Que eu tô aí, todos estamos sentindo que ambos estão já projetando Foram derrotados, não foram campeões, não foram para a final, já estão projetando o que vai acontecer.
Desse sentido, PVC, quem tem mais um futuro mais interessante pela frente? A Inglaterra, que vai manter o Tuchel e tem uma boa base, tem o Bellingham, que é jovem, outros caras, ou a França, que muda o leme e terá Zidane?
Eu acho que as duas têm de maneiras diferentes, um pouco do que a gente falou na reta de chegada da Copa. A França tem o melhor trabalho, trabalho mais sério de seleções nacionais. A partir de tudo que se faz em Paris Saint-Germain, de montagem de jogadores. E o Zidane é um bom técnico. O Zidane é o único técnico tricampeão consecutivamente na Champions League. Verdade, porque pegou o Real Madrid, né? O Real Madrid é o único time que jogou com a mesma formação duas finais seguidas, 2017 e 2018, os 11 mesmos titulares e o mesmo técnico, Zinedine Zidane.
Mas eu acho que a Inglaterra, ela tem que chegar num lugar mais alto do que ela está, porque ela se tornou um grande polo do futebol mundial por causa do campeonato. E transformar o campeonato numa seleção é o que a Inglaterra não tá conseguindo fazer e que a Espanha consegue. A Espanha consegue nesse cenário de poder ser a primeira e única campeã mundial unificada masculino e feminino.
Ó, o jogo de ontem valeu, claro, pelo menos a momentânea artilharia para o Mbappé. Olha a tabela aí com os artilheiros dessa Copa e também de todas as Copas.
Ele chegou a 10 gols, né, contra 8 do Messi, né?
10 gols e 4 assistências. Messi tem 8 gols em 7 jogos, né, e 4 assistências. O Bellingham, 7 gols e 1 assistência. O Haaland, 7 gols. Nessa Copa do Mundo. Então tá aí a artilharia desta Copa, que o Messi pode passar ou igualar desde que ele faça 2 gols hoje.
Você sabe que todos os nossos companheiros na seleção que o UOL pediu, todos puseram o Unai Simón como goleiro. Vão ficar todos arrepiados. Eu pus só a Fabíola, não, olha lá, Danilo não, Boazinha deve ter colocado. Eu pus o Boazinha, o Danilo não pôs o Boazinha.
Vozinha.
Só a Fabíola e eu pusemos Vozinha. O Bono, ele pôs o Bono, tá bom. Então você não corre o risco de se arrepender. Todos os outros hoje vão se arrepender, entendeu, com o frango que o Nascimento vai tomar. É aquela coisa quando elegeram lá o alemão, né, o Oliver Kahn. Agora, o povo elegeu Vozinha como goleiro e eu fiz uma seleção 4-2-4. Ninguém pôs o Haaland, só eu. Quer dizer, eu não entendo mais nada.
Eu acho que já teve um voto para o Haaland também. Ó, eu acho que teve um além do seu.
O voto do Danilo é muito bom porque o Bono é, o Bono é deu ano.
É, ó, eu coloquei o Haaland, viu, Juca? Aí, ó, aí coloquei.
Boa! Agora os artilheiros, maiores artilheiros de Copas. Em todos os tempos. O Mbappé, essa marca não é nada trivial, ele tem 22 gols em 22 jogos, é uma média de um gol por jogo. Esse negócio é fora de qualquer comparação.
O artilheiro das Copas tá na cara, né?
Porque se não for nessa, será na próxima. Messi, 21 gols em 33 jogos. Klose, 16 gols em 24 jogos. E Ronaldo, 15 gols em 19 jogos. Esses são os números. O Mbappé tem mais uma Copa pelo caminho.
Ele que não jogava nada aí, o Luxemburgo.
O Mafê provavelmente tem mais duas, do jeito que os cara tão dizendo.
Todo mundo é craque fora de série e tal, menos o Close, né?
É o Close, é mais abaixo dessa turma.
Como que era o canto da torcida para o Close? Como que era, PVC?
Não me lembro do Close, eu não lembro.
Eu me lembro da Soninha Francine fazendo o canto do do close. Tinha um canto especial, era, então vou descobrir.
Ó, é para a gente começar a falar da final, só duas coisas. Eu vou trazer onde tinha pedido, que fala o que tinha falado de Samp. Você, eu vou ler aqui para vocês. Chegamos com muitas ambições e conseguimos fazer várias coisas positivas. Fizemos uma partida ruim contra a Espanha, que soube jogar bem diante de nós. Nem tudo deve ser descartado. Esse é um grupo com qualidade futebolística, veio material para alcançar resultados.
No aspecto humano, foi uma bela aventura. Foram 8 semanas bonitas de Copa, disse ele depois do jogo. No intervalo intervalo descascou, falou, é inadmissível o que estão falando aqui e tal. E aí quem falou alto no final de jogo foi o Rabiot, que falou, alguns caras, eu vi alguns fazerem coisas inacreditáveis aqui. Aí foi só, não admito, só faltou falar o nome dos caras que não jogaram nada.
Os 4 que saíram, provavelmente, né?
Provavelmente, provavelmente foram os 4 que saíram.
Imagina o clima no vestiário Deve ter partido para a direção.
Entramos no primeiro tempo de uma forma bastante vergonhosa. Vi o comportamento de alguns jogadores que eu nunca tinha visto antes. É um pouco decepcionante. Há muita decepção após a derrota para Espanha, mas havia um trabalho a ser feito até o fim. Não podemos simplesmente estragar as coisas assim. Conversamos no intervalo, dissemos um ao outro que precisávamos de um pouco de orgulho, e foi muito melhor no segundo tempo, porque no primeiro tempo certos comportamentos eram inaceitáveis.
Tudo isso enaltece o jogo. É, ué, essa coisa de que no vestiário, de um coisa, eu falar que temos que ir até o fim, não sei o quê, dá mais ingrediente para o jogo.
E entre outras coisas, o estádio tava cheio de Miami, né? Tá certo que tinha, né? O artista não tem que estar onde o povo está. O povo tava, os artistas tinham que fazer o seu desempenho. Olha lá, o mal-humorado tá fazendo sinal de grana. Para ele tudo grana, materialismo.
Ele tá impactado pela Copa nos Estados Unidos, onde tudo foi grana. Exatamente, ele tá impactado. Ele falou, a Copa nunca mais vai ser a mesma, vai ser para sempre assim.
Nós vamos ter que fazer aqui uma limpeza, vai ser um trabalho de purificação.
E vamos falar da decisão ou não vamos agora?
Porque é o seguinte, tem uma estatística interessante.
Eu quero dar um depoimento sobre a decisão.
Pode dar, quer dar antes?
Sobre Lionel Messi.
Tá bom, mas ó, fala, pode falar.
Porque é importante, eu vou tentar ser o mais objetivo possível. Há uma grande desonestidade intelectual cercando Lionel Messi. Uma delas: Lionel Messi apoia o Netanyahu. Lionel Messi é sionista. Lionel Messi é contra, não é solidário à Palestina. Eu fui examinar exatamente por que que se fala isto de Lionel Messi e descobri, estarrecido e até envergonhado, porque eu devia ter descoberto isso antes, que a tal foto de Messi com Netanyahu, o carniceiro, o terrorista Netanyahu— opa, já deixei de ser objetivo— com Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, é de 2013, 13 anos atrás.
E foi uma manifestação de apoio de Lionel Messi a Netanyahu? Não, foi fruto de uma excursão chamada Tour da Paz, promovido pelo Barcelona, pela paz entre Israel e Palestina, ambos os países visitados. E a famosa foto em que eles dão um cumprimento e fazem embaixadinha envolve também o Iniesta o Xavi, o Neymar, o Puyol, era um jogo entre Barcelona e um combinado lá em Israel para um hospital do câncer, de crianças com câncer, em Tel Aviv.
Ou seja, não tem uma declaração do Messi sobre o episódio em si, a não ser pedindo pela paz. Ele, aliás, é embaixador da UNESCO, como uma porção de jogadores são. Ou seja, não há nenhuma razão para chamar o Messi de sionista. Nenhuma. E isto está sendo usado desta maneira, né. Torça para quem quiser, mas não invente motivos. Não, não, Não rotule os outros daquilo que eles não são.
Muito bem, tá falado. Sim, né? Aliás, nessa Copa teve muito, é, muita generalização sobre muitas coisas, né? Sobre se é, se não é, quem é, quem não é, enfim. Mas eu queria falar da estatística para a gente começar a falar do jogo. Trajano, na história, só 4 times que venceram a disputa do terceiro lugar não foram aqueles que perderam para o campeão. Ou seja, significa que a Argentina vai ser campeã, ou pode ser.
Você sabe que eu não acredito nessas coisas. É, aconteceu lá atrás, discorda, mas tudo bem que ele discorde. Mas tem uma coisa também que parece que tem um grupo, eu acho que foi até no UOL aqui, de um grupo de jogos, não sei, que acerta das últimas 4 Copas Aí tem o povo também, aí tem propaganda com o povo na televisão, horrorosa aquela publicidade, o povo feíssimo, né? Então eu não me pego a esse tipo de coisa. Discordo de você, o povo sempre é bonito. Não, não, o povo no prato é bonito, cozidinho e tal, batata e tal.
Você tá falando do polvo? Eu falei do povo.
Ah, você falou do polvo?
Sem o L.
É, mas o polvo me complica às vezes. Porque você falou do Messi sionista, tem um Messi racista também, que a gente pode falar daqui a pouco, acusando ele de racista, assim como falam do povo argentino, como se todo argentino fosse racista, né? A gente fala disso, mas espanhóis não. É, a gente fala daqui a pouco também.
Na Espanha não tem racismo.
Mas então, voltando a isso aí, explica de novo o que você me falou.
Tem até uma tela. Olha, só 4 vencedores do terceiro lugar não perderam a semifinal para o campeão. Foi a Alemanha em 34, ganhou da Áustria. Tem sim, se não tiver eu falo aqui. Perdeu da Itália, que foi campeã. Em 70, a Áustria ganhou do Uruguai, que perdeu do Brasil. Em 86, a França ganhou da Bélgica, que perdeu da Argentina, que acabou campeã. Em 2014, a Holanda ganhou do Brasil, que perdeu da Alemanha, que acabou campeã. O PVC está em polvorosa, mas eu não dou a menor bola para isso.
O PVC, o PVC tá, o PVC tá empolgado, ele quase ligou a churrasqueira para comemorar.
Aí vamos lá, 54, quem perdeu para Alemanha foi a Áustria, foi, foi a Áustria, foi Hungria e Uruguai. Em 30 e 50 não teve isso, né, porque não tinha semifinal, não teve decisão de coisas de quarto lugares em 30 e não teve semifinal em 50, era turno único. Já mudou a estatística.
É, em 50 foi um quadrangular final, né?
Foi, né? Por isso que outro dia a gente colocou uma tela aqui, falou que o Brasil tinha chegado a 6 finais, porque não foi contada 50, como se não fosse a final. Embora vamos combinar que era, né?
Final brasileira mesmo, né?
Não, ali era um quadrangular, não era isso?
Sem jogo final do quadrangular, mas acabou combinando que na lista ia o campeão, mas não era finalíssima e tal. Muito bem, só isso você vai falar, PVC, da Da estatística, pô, chegou para levantar uma história.
Eu acho que nós vamos fazer desmentir essa estatística hoje. Eu acho a Espanha favorita, não quer dizer que vai ganhar. Favorito não é necessariamente time que vai ganhar depois, mas eu acho que o meu palpite é que a Espanha ganha o jogo no duelo cérebro versus coração. Aliás, ontem teve o clássico Donald Trump. Sabe qual é o clássico Donald Trump, Tironi?
Não.
Americano contra América.
Ele me ligou, ele me ligou para falar isso. Olha só que falta do que fazer lá nos Estados Unidos. Me liga, tem a churrasqueira, tem sei lá o quê, e me liga para o americano e América. Quem ganhou? É bom não falar. Foi goleada, 4 a 1.
E não foi o jogo em campo, não, foi no Arizão.
Arizão. O América, portanto, mais um ano vai gramar na segunda divisão. Era Era a chance de subir.
Eu tava com medo, eu sabia da existência desse jogo, tava com medo de procurar o resultado. Fala, Danilo.
Não, ontem, só rapidinho aproveitando, foi quase que uma homenagem ao trajano que aconteceu, porque a gente tava no treino da Espanha e aí a gente foi para o treino que foi cancelado por conta do mau tempo, né? E aí quando a gente tava chegando no campo, todo mundo teve que entrar ali para um media center, um lugar meio que improvisado ali, ficamos ali. Aí em algum momento a imprensa brasileira se reuniu, tava conversando. Sabe qual foi o tema da conversa primeiro?
Americana e América segundo, Portuguesa e Uberlândia. Era isso que estavam discutindo no treino da Espanha antes da final da Copa do Mundo.
O Júlio Gomes estava nessa conversa?
Tava o Júlio Gomes e tinha o Lucas da Globo também.
Aliás, simpático trio, me digam as condições de temperatura, porque primeiro era poluição, depois a tempestade de ontem que inundou New Jersey. Como é que estamos hoje? Tudo garantido? Vamos ter jogo?
Tem só 27 graus a previsão para hora do jogo e não vai chover hoje. Aqui nos Estados Unidos aprendi um ditado novo, que é: depois da fumaça vem o tornado.
Aliás, grande defesa do Júlio Gomes. Quero mandar um grande abraço e cumprimentar O Flávio Gomes, um artigo brilhante dele no blog dele analisando essa concorrência, a cobertura de televisão Globo, Cazé, etc. Parabéns, Flávio Gomes, escreve muito bem.
O Flávio escreve muito bem, não é no blog, é no tal do Substack.
Muito bem, o PVC acha que a Espanha vai levar. O que que você acha, Luísa?
O que que é? Ele saiu das quadras?
Não, não, pegou ali do lado.
Tá batendo papo aqui. O que que você tá batendo papo aqui? Me desconcentrou aqui, ó, que ele tá conversando com a galera tomando café aqui, que tá todo mundo tomando café.
Pode tomar café em paz, que a gente que tá atrapalhando eles, não são eles que estão atrapalhando a gente não.
É verdade. O que que eu acho? A Espanha favorita, mas acho difícil de— para mim é um favoritismo muito apertado ali, 55, 40. 85, por aí, viu, Âncora? Acho que a Espanha, né, a gente tem falado muito sobre isso, é o coração, razão versus coração. Então um time coletivo, né, que tem uma ideia, uma filosofia, que joga assim há muitos anos, que é um time muito azeitado, foi crescendo durante a Copa do Mundo. Mas a Argentina, que também tem sua ideia de jogo, né, aliás, são duas, isso é legal de ver entre os finalistas, são duas equipes que vão contra a tendência do futebol atual de ser muito físico, muito intenso, da velocidade, que é o que a gente falou aqui no início da Copa, né, como essa Copa tá sendo marcada por isso.
E agora as duas seleções que chegam são seleções que respeitam as suas ideias de jogo, estão muito calcadas na figura dos seus treinadores também, né, seus treinadores que respeitam essa ideia também, treinadores sem grife, mas que trazem consigo essa história e conseguem colocar isso em prática. Mas a Argentina, né, como chega com essa história da da superação, da coragem de colocar o coração em campo. Eu não aposto contra essa Argentina, não.
Eu acho que racionalmente é uma Espanha favorita, mas se eu tivesse que palpitar, eu colocaria Argentina campeã por essa história, pela força mental, que vai ser outro elemento desse jogo. Se a Espanha leva a melhor ali no campo e bola, pelo menos nessa prévia, o jogo pode passar muito pelo meio de campo, dela ter esse domínio. E deixar a Argentina numa situação mais complicada. Argentina que também quer ter a bola, acho que é um jogo mais confortável para Espanha nesse sentido.
Mas no jogo mental, eu acho que a Argentina leva vantagem por já ter passado por isso, por já ter passado por situações de adversidade, por ser atual campeã. E acho que ela vai levar para esse campo mental como ela fez contra a Inglaterra também. Acho a Espanha favorita, mas eu, eu, meu palpite seria Argentina. Olha que contraditório.
Você viu como é que é essa final?
Para mim, exatamente isso. A França é a melhor seleção da Copa, terminou em 4º lugar. A Espanha é a segunda melhor seleção da Copa, vai terminar em 2º lugar. É melhor que a Argentina, mas a Argentina vai ser campeã. Essa é exatamente— não acrescento nada ao que disse a senhora Luiza.
Mas quem vence não é o melhor ou não? Na Copa não, não. Na Copa nem sempre.
Campeonato de pontos corridos, em regra, quem vence é o melhor. Campeonatos de mata-mata, com muita frequência, quem vence não é o melhor, mas também não é o pior, não é o melhor. Não, sim, mas temos os clássicos exemplos. A Hungria de 54, o Brasil de 82, a Holanda de 74, eram melhores vão ganhar.
Essa é a perspectiva do Brasil, o pior ganha. Aí o Brasil capaz de voltar a ganhar qualquer coisa.
Se a lógica for o pior ganhar, o Brasil é forte concorrente.
O Danilo, coração e cérebro, que é o que tá todo mundo falando sobre essa final, que a gente já falou aqui bastante também, mas enfim, impossível fugir dessa análise.
É, eu, para mim, o chave, a chave do jogo vai ser como a Espanha vai reagir com o coração, porque só cérebro não basta. Então muitas vezes a gente fala da Argentina como se fosse um time que só tem coração. Não é exatamente assim. É um time que além de ter coração, de resolver jogo nas horas importantes, do Messi ser genial, tem também ali um estilo de jogo, né? Então quando a gente falou da virada da Argentina contra a Inglaterra, a gente elencou ali as qualidades do tanto do Messi, mas também do Scaloni, das decisões que ele teve para poder mudar o jogo e ter um monte de Análise mostrando que o Scaloni soube ler o que a Inglaterra estava fazendo e a gente critica o Tuchel justamente por isso.
Então assim, eu acho que a chave desse jogo é como o coração da Espanha vai bater durante o jogo. O Yamal, o Olmo, eles vão olhar e vão falar: nossa, tô jogando contra o Messi. Eles vão se importar se o Enzo Fernandes e o Paredes na primeira bola levantarem eles 2 metros na primeira entrada? É isso que para mim vai resolver. Essa partida de hoje, porque bola para mim os dois têm. Claro que a Espanha é um time mais organizado, por isso tem sido caracterizada aí por uma seleção de cérebro, como tem falado.
Mas eu acho que a Argentina também tem uma organização que a gente precisa respeitar. E para dar o meu palpite aqui, eu acho que já falei para vocês, eu acho que vai ser algo épico assim. Eu tô visualizando algo como a Espanha fazendo 2 a 0, de repente achando que tá resolvido, A Argentina empata nos finalmentes e na prorrogação o Messi faz 3 a 2.
Para mim vai ser um jogo, meu Deus do céu, você quer matar metade da população da Argentina de coração.
Mas não é, mas pô, Argentina vai adorar que seja assim, é a alma do Argentina.
Agora, que eles acreditam, se a Espanha fizer 2 a 0, que Argentina vai ficar tranquila, certo de que vai ter uma virada, isso eu não tenho a menor dúvida.
A questão é se fizer 1 a 0, se a Argentina vai conseguir ter a bola. Mas diga, PVC.
Não, é só, outro dia eu tava conversando com jornalista chileno que escreve para o jornal alemão, Javier Cáceres, e eu tava usando a metáfora do controle remoto, né? Fui aprender que controle remoto em espanhol se fala mando. E eu falei, aí, Espanha tem um mando? Aí ele disse, não é bem assim. A Espanha não é tão organizada quanto parece, nem a Argentina é só coração como parece. Então eu concordo com isso. Eu gosto muito dessa.
A gente tá sempre em busca como jornalistas de grandes frases, né? Então Marcelo Becker cunhou uma frase extraordinária que é o jogo da, como é que ele disse, um jeito de jogar versus um jeito de viver. Mas aí quando eu vejo o Luis de la Fuente dando entrevista, eu acho que o de la Fuente tem um jeito de viver. Esse aqui não é o jogo do Mágico de Oz, não é o Espantalho contra o Homem de Lata. O Homem de Lata que precisava de um coração e o Espantalho que precisava de um cérebro.
Não é isso que vai acontecer. Argentina tem coração, mas tem cérebro. E a Espanha tem cérebro, mas tem coração. Claro que a gente construiu essa, essa maneira de olhar para o jogo porque é muito cerebral o jogo espanhol e foi muito da alma o jogo da Argentina. Mas não é uma coisa, não exclui a outra, não é o jogo do mágico de Oz.
Você já ouviu falar do Missão Saber? É o não tão novo podcast do UOL que parte de livros. Vamos recomendar muitos livros para falar de vários assuntos. Já pensou ouvir a Daniela Lima falando de ansiedade?
Por conviver com o processo da ansiedade há tanto tempo, eu entrei numa espécie de vigília constante, assim.
Acer sobre memória, o Facundo Guerra sobre China, Maria Prata sobre educação dos filhos, Sakamoto e os evangélicos.
Muita gente esperava que o número de evangélicos seria ainda maior.
Eu sou Murilo Garavello e apresento Missão Saber, o podcast para quem é curioso e gosta de aprender.
Tudo na vida a gente acha um equilíbrio ali, consegue viver e ao mesmo tempo entender as problemáticas, e ao mesmo tempo se amar.
Tem tudo isso muito mais, muita coisa legal para você. Busca Missão Saber no YouTube, no Spotify ou na sua plataforma de podcasts favoritos, ou fica atento no Canal UOL. Assista o Missão Saber toda semana no Canal UOL.
Ó, o PVC, é só uma pergunta pessoalíssima. Javier Cáceres deve estar cobrindo a 12ª Copa dele, é a grande figura, né?
Grande figura, grande figura. Não sei qual a Copa dele, se a décima, se a décima primeira, não sei, mas é um veterano de Copa do Mundo, tava aqui no Mundial de Clubes ano passado, tá aqui também hoje, deve estar na final.
Bom, duas figuras além de Messi, mande um abraço meu para ele, e cérebro, pode deixar, e coração. Os dois treinadores são figuras legais dessa, dessa final porque eles contrariam o que a gente fala, não, agora, agora os Os caras estão chegando, estão chegando super técnicos, estão chegando nas seleções e tal. Eles são exatamente o inverso disso. E para exemplificar, a soma dos salários dos dois não dá o salário do Ancelotti.
Eu nem falei isso.
Vamos esquecer o míster Ancelotti, 50%. Tá lá em Vancouver, tá lá em Vancouver pescando. Aliás, devia mandar um enviado especial ficar na cola dele em Vancouver, saber o que que ele faz no seu dia a dia, se sai, passeia. Tá pescando. Agora tem uma coisa interessante dos dois: o Lafuente foi professor do Scaloni num curso que o Scaloni fez na Espanha. Sabia disso? Não, tem até uma foto de todos os alunos formados e na ponta tá o Scaloni abraçado ao professor, que é o Delle Fuente.
Olha só!
E o Scaloni mora na Espanha.
Agora eu não sei, talvez os três que mais próximos me desmintam. A minha sensação é que o Della Fonte, diferentemente do Scaloni, não é exatamente um cara que tem um carisma que você possa definir assim.
Tem, eu gosto da frase do Calaço.
Ah não, pois eu já sei, ele é tão bom, é tão bom que é chato.
É tão legal, mas tão legal que ele é chato, chega a ser chato. Mas ele, as entrevistas dele são longuíssimas, ele chama todos os jornalistas pelo nome. Sim, Javier, penso como você, que vai acontecer tal coisa. Não, Fernando, não é. Ele chama todo mundo pelo nome, mas ele não é carisma. Eu falei com o Silvinho outro dia porque tinha uma história de que o Silvinho mudou a forma de pensar futebol quando ele começou a ver que o Scaloni saía de La Coruña, descia para Vigo, pegava o ACD e iam juntos para Madrid para fazer o curso.
O Silvinho disse que não era bem assim. Ele via isso acontecer em Vigo com uma geração anterior. Que era Pablo Caballero, goleiro do Celta, Eduardo Berizzo e Gustavo Lopes. Os três íamos juntos para Madrid. O Scaloni fez o mesmo movimento mais tarde, quando morava em Mallorca, morava em Palma de Mallorca já, ia para Madrid para fazer o curso de Las Rozas. E aí ele conheceu o Luis de la Fuente. Eles são amigos, amigos de verdade, não são só conhecidos, só mestre e aluno.
O Scaloni falou, ele sabe o que eu penso de futebol, como eu penso futebol, e eu sei como ele pensa futebol.
Mas aí, PVC, então vou você, depois eu quero ouvir a Luísa e também o Danilo, os três aí. Que explica técnicos não badalados? Quer dizer, o Scaloni, claro, é campeão do mundo e tudo mais, mas vamos combinar, até ele virar o técnico da seleção argentina, ele era auxiliar lá do Sampaoli. E aí isso rema contra o que a gente tá falando. Aliás, rema até com o que vem na próxima Copa. Vai ser o Klopp na Alemanha, é o Ancelotti no Brasil, é quem mais que tem?
Mourinho.
Mourinho, Mourinho não, Jorge Jesus no Portugal. Esses caras contrariam. Zidane, esses caras contrariam isso. São os técnicos, é como se o Micali fosse o técnico da seleção brasileira hoje.
Jardini.
O Jardini ganhou.
Jardini não escalaria o Neymar.
Estamos falando de dois técnicos que foram campeões olímpicos pelo Brasil. Enfim, mas diga, PVC.
Não, eu acho que a gente também não tem que ficar nessa coisa de então é agora, é assim que se faz. Eu não acho que tem que ser necessariamente assim. Agora, poderia ter sido Se você tivesse feito um planejamento de que o Jardine seria assistente do Tite e faria a sucessão e teria chegado a este ponto, podia ter dado certo com a nossa impaciência, porque a gente derruba. Isso é o que a gente chama de cultura do futebol brasileiro, e eu digo que é o analfabetismo do futebol brasileiro.
A gente não respeita processo nenhum no Brasil. No Brasil, qualquer office boy, o tempo de experiência de 3 meses. No Brasil, um time tem 3 técnicos em 3 meses. Então isso aqui tem que mudar. E a Espanha teve o entendimento. Veja, o técnico da Espanha em 2022, eliminado nas oitavas de final, era o Luis Enrique, que é 3 vezes campeão da Champions League. O melhor técnico de clube da atualidade é o Luis Enrique, bicampeão da Europa.
E o Luis Enrique levou a Espanha só até as oitavas de final. O De La Fuente tem uma experiência da federação. Quer acompanhar todos os processos desde 2013, todos os jogadores passaram por ele porque ele foi técnico do Sub-17, campeão europeu, do Sub-19, campeão europeu, e veio trazendo esse trabalho. Se você acreditar que pode dar certo, pode. Podia ser o Jardim? Podia. Agora, eu hoje, hoje eu não acho que tem que demitir o Ancelotti para começar tudo de novo pela sexta vez em 6 anos. Mas o que que a gente quer ser quando crescer? Essa é a pergunta.
Diga lá, Danilo.
É assim, eu acho que nem o Scaloni nem o De La Fuente sobreviveriam no Brasil. E eles são técnicos que a gente elogia de longe, mas que já teriam sido massacrados na primeira semana. O Scaloni, quando perde a primeira Copa América, ele já teria sido demitido, não estaria até Hoje no Brasil. O Scaloni seria detonado se tivesse no Brasil e falasse que o que mais legal é churrasco e truco do que a prancheta, assim como o De La Fuente seria detonado no Brasil se ele tivesse dado a entrevista que ele deu na véspera do jogo dizendo que o mais importante é chegar na final, que se perder tá tudo bem.
Então tem muitas coisas que é, e aí um pouco disso do que o PVC disse, a gente não tem a calma do processo. Eu já falei um pouco sobre isso também. Então no Brasil o Ancelotti já virou ultrapassado e tem um monte de coisa que a gente discute aqui porque não temos nenhuma, nenhum tipo de paciência para um processo que precisa. E outra, o pior de tudo, o processo não garante nada. Como a gente fala, o Scaloni era um bombeiro que acabou dando certo e o resultado foi mantendo ele por lá.
E olha, os argentinos hoje que estão leves, eu acho até que os argentinos são recebidos lá em Buenos Aires amanhã com ou sem título, eles vão ser super bem recebidos, na minha visão, a não ser que seja uma tragédia, claro. Mas uma derrota normal, acho que eles vão ser recebidos com festa igual, porque são atuais campeões, porque senão estariam mais parecidos com a gente do que estão hoje. Então, sinceramente, eu acho que é muito legal, mas a gente não conseguiria aplicar nem o que o Scaloni faz na Espanha, nem o que o Scaloni faz na Argentina, nem o De La Ponte na Espanha.
E mais do que isso, acho que até o tal do estilo do futebol espanhol seria detonado no Brasil se tivesse perdido Copa de 14, 18 e 22. Não aguentariam falar: nossa, esse jogo chatíssimo. A Espanha topa, a gente como comunidade de futebol não topa, seja porque a gente tem uma outra exigência, seja porque a gente tem um analfabetismo do futebol, como definiu o PVC.
Diga lá, Luiza.
É que eu vejo assim, não tem garantia de ganhar de nenhuma forma, né? A gente contratou um técnico super vencedor e também não ganhou, ao contrário, né? Foi um resultado histórico do ponto de vista negativo. Mas é melhor você perder tentando colocar algo da sua ideia, da sua identidade, ou você perder com 35% de posse de bola? Onde e o quanto você está mais perto de vencer? Se você acreditar em algo ou se você não acreditar em nada, só ir mudando e contratando um treinador?
Eu vejo que os dois técnicos, né, o De La Fuente e o Scaloni também, eles mostram como que nessa Copa do Mundo não é a gripe que tá garantindo alguma coisa, né? É você olhar um pouco para si. De la Fuente, a gente já falou várias vezes do quanto ele participou de todo o processo de construção dessa Espanha desde 2013, lá passando pelas categorias de base, conhece esses jogadores desde pequenos. E o Scaloni, por mais que a AFA não seja exemplo de nada, e a gente sabe muito bem disso, mas ele tem, ele blinda esse elenco de todos os problemas extracampo que existem na seleção argentina.
E a Argentina, diferentemente do Brasil, ela tem sim uma identidade dela, contraria o que tá acontecendo no futebol Mundial, ela não vai mudando. Você vê que tem uma escola ali de meio-campistas, por exemplo, não, ela não vai ficar desenvolvendo um ponta driblador, não é essa característica da Argentina. Ela respeita isso que ela tem de ter mais meio-campistas. Você tem uma escola de treinadores que existem estudos sobre isso, existem livros sobre isso.
Então, por mais que a AFA não seja exemplo, eu vejo futebol argentino, ele está em outra prateleira nessa comparação com o Brasil, nesse sentido de estudos e de se voltar para cima. Então vejo nesse sentido, a forma como eles lidam com a derrota também é muito diferente da nossa. Acho que tem esse contexto que o Danilo traz, sim, que quando você tá ali, né, no jejum, a situação é muito mais complicada. Mas para mim foi bem marcante dela falando, ó, eu fecharia, firmaria chegar em todas as finais de Campeonato Mundial e perder.
E o Scaloni também fala a mesma coisa, ele fala, vencer não é o que me move, é romântico, é bonito, na na prática é meio de nisso. Daniel tá falando aqui do lado, é meio de nisso. É, mas no caso desses dois deu certo, né? Tanto que eles estão ali na final, na final, e o Scaloni é o atual campeão. E o Messi também falou disso, ele falou que ele aprendeu na vida, isso na conferência lá antes do jogo, que ele vai perder muito mais que ganhar e que isso fortaleceu ele como pessoa e como jogador também.
Então é um pouco romântico, mas no caso deles deu certo também, né? No nosso caso, a gente tá fazendo o contrário, tentando só vencer, pegando o caminho mais curto, atalho para vencer, e não tá dando certo também.
Aí cabe uma outra discussão, tem a ver com tudo isso, mas é uma outra discussão, é o famoso técnico estrangeiro. O Scaloni é argentino, De La Fuente é espanhol, não é?
Sim.
Então a gente vem de longe com a história do futebol do seu país. Um trabalhou nas divisões de base, o outro estudou fora, mas é argentino, jogou, né? E nós trouxemos um técnico de fora para ter pouco tempo de trabalho, apenas um ano, mas sem conhecer nada do futebol brasileiro, apesar de acompanhar coisa nenhuma, sabe? Trouxe o filho, como o filho já tava aqui, se deu mal no Botafogo para ser assistente. Nós temos que retomar essa conversa.
Agora não dá para retomar porque tem contrato até 2030, mas foi uma vergonha. Ele não deixou nada. A expectativa em torno dele era imensa. Um técnico vitorioso, ganhou, foi campeão em todas as ligas importantes da Europa, né? O sujeito que sabe lidar com grupo, tem paciência, conhecia de perto o Vini Júnior, o Endrick, o Rodrigo que não veio, o o capitão, que fez questão de convocar o Danilo antes de todo mundo, que ficou, o veterano dele conhecia, vamos dizer.
E que que a gente faz agora? Nós temos um técnico estrangeiro que se deu mal, nos colocou em 11º lugar na classificação da Copa que ele dirigiu a seleção brasileira, e tem contrato até a próxima Copa. É para insistir com ele ou começar do zero? Que aí teria 4 anos. Alguém que começasse do zero não teria um aninho como ele teria 4 anos. Quem vai ser esse não cabe a mim decidir, mas será que um técnico brasileiro que conhece de perto— fracassou o Dorival, fracassou o Diniz, teve o Ramon, sei lá o quê, mas não sei.
Talvez a gente se concentrasse mais na nossa história, mais no nosso sentimento, mais o nosso conhecimento, esquecer essas coisas, essa ideia de técnico estrangeiro, a não ser que esse técnico estrangeiro fosse um técnico habituado a lidar com seleções e Copas do Mundo e tivesse um planejamento para cuidar da base, né, um trabalho a longo prazo de formação. Não sei, eu, eu me decepcionei, eu tô muito decepcionado com o que houve com Ancelotti.
Quando ele chegou, até eu achei legal, poxa, um técnico estrangeiro, Vitória. Mas eu confesso que tô muito decepcionado selecionado e não apoia a continuidade dele. Não sou ninguém, ele assinou o contrato, ganha muito bem. Olha o que nós temos aí, o salário dos dois somados, o Ancelotti ganha mais que o salário dos dois que estão na final, né? Ele ganha 5 milhões por mês.
É isso que o Trajano tá falando.
Fala, Danilo.
Não, uma pergunta só, é se o Samir Shaoud liga para o Trajano agora, fala: Trajano, você não sabe, o Ancelotti pediu demissão. Eu quero contratar um técnico brasileiro, me dá um nome. Eu não vejo. Eu queria ver do Trajano se ele tem um nome de um técnico brasileiro que ele acha que teria estofo para substituir.
Eu não vejo. Aí, aí, quando eu falei técnico estrangeiro, leia-se o seguinte: não é exatamente o técnico estrangeiro, porque no futebol brasileiro só tem técnico estrangeiro também, não é? Sim, pode ser um técnico estrangeiro que trabalha no Brasil algum tempo e conhece. Abel Ferreira, por exemplo. O Abel não está aqui. Há quantos anos o Abel tá, Danilo?
Quase 6 anos.
6 anos. Conhece muito bem o que acontece no futebol brasileiro. Ele é estrangeiro, é português.
Eu fico à vontade pelo seguinte: quando havia discussão entre Ancelotti e Jorge Jesus, eu sempre me manifestei pelo Jorge Jesus, porque conhecia o futebol brasileiro, foi campeão aqui. Por isso que o Zé Trajano tá dizendo, acrescentado ao fato de que ele fez o Flamengo jogar futebol brasileiro em 2019. O que mais me preocupa é a perda da nossa identidade, essa coisa que a Luísa disse com perfeição em relação à Argentina não abdicar da sua cultura futebolística.
Nós abdicamos da nossa e demos com os costados na água, né? Caímos de 4. Ora, se a gente abandona a nossa cultura e não acontece nada, melhor perder com a nossa cultura. E acho que insistir na nossa cultura, essa coisa, e aí tem tudo a ver com que também o Zé disse em relação à base. Quando é que nós vamos voltar a formar jogadores de meio de campo? Quando é que a gente vai parar de pegar os mais talentosos e jogar nas laterais porque é mais fácil vender?
Há uma série de questões não resolvidas filosoficamente do futebol brasileiro. Agora, eu tô convencido de que não vai ser a CBF que vai dar, que vai dar solução para isso. A tal ponto que uma semana depois da eliminação do Brasil, a CBF faz uma reunião para estabelecer metas para seleção brasileira sem o técnico presente. E os presidentes de federação, as 27 sumidades que presidem as nossas brilhantes federações estaduais, estabelecem A meta: Copa América, primeiro lugar nas eliminatórias.
Eliminatórias que a gente sequer sabe se vão acontecer, porque se tiver 64 seleções, América do Sul inteira estará na Copa do Mundo. Enfim, é patético, né? O que você sabe do Samir Chalghi? Que ele tá com Rolex novo. Eu percebi isso numa foto que vi no jornal. É, e que ele paga viagens para a família, não tão família, enfim. Olha, não mudou nada. A nova CBF é um desastre igual a antiga CBF.
Olha, agora também tem uma diferença de técnico de clube, técnico de seleção, que a gente tá falando de estrangeiro, da própria nacionalidade, né? A gente tá discutindo isso. Será que há essa distinção, técnico de clube, técnico de seleção? Talvez treinar uma seleção não seja a mesma coisa que treinar um clube.
Talvez essa Copa indica isso.
O exemplo do Luiz Henrique, citado pelo PBC, que é um técnico mais vitorioso dirigindo clubes, e quando teve à frente a seleção de maior não foi vitorioso.
Isso é uma figuraça.
Mas era o Felipão, mas era o Felipão em 2002, que era um técnico de clube e que deu certo numa seleção num período de 364 dias, que é o período entre a estreia dele e a final da Copa. Eu acho que o Brasil do futebol lembra muito o Brasil do basquete, lembra muito o processo de declínio do basquete masculino brasileiro, feminino também, né? O basquete feminino no Brasil é campeão do mundo em 94, e no mesmo ano em que o Brasil foi campeão do mundo, teto campeão do mundo, o Brasil foi campeão mundial de basquete feminino.
E olha o que aconteceu com o basquete. E é o exemplo que eu sempre dou da história do Maiano. O Ancelotti tem que ser aqui. O Ancelotti chegou para ser o salvador da pátria, porque a gente acredita em milagre como manhano. E ele devia ser uma ponta de um, a ponta do iceberg, para começar a montar uma estrutura que você rediscuta a formação dos treinadores brasileiros. E você tem bons treinadores. O exemplo do Jardim é bom. O Jardim fez um bom trabalho na base.
O Edinaldo Rodrigues destruiu todo o planejamento que existia na base da seleção brasileira que era para 22, 26 e 30, no período em que o Jardim tava comandando a base. E não é o Jardim que vai fazer milagre, não se trata disso. Eu não acredito em milagre, acredito em trabalho. E aí você vai ter uma seleção que em 2019 não foi para o Mundial porque ficou em 5º lugar no Sul-Americano, mas que o Carlos Amadeu, que era o técnico, não levou 9 jogadores que ele convocou.
E aí passa por um processo todo de formação de jogadores que o Juca citou, tem toda razão. O Brasil forma jogadores para exportação e tá errado. Só que assim, desculpa, só um clube tem que ter uma formação de calendário que não é obrigar o clube a liberar jogadores, mas tem que ter um processo que se entenda que a seleção brasileira vai se formatar e que se o Brasil for campeão mundial, for uma referência no futebol mundial, os clubes brasileiros vão ser mais conhecidos no exterior do que são hoje, tirando América do Sul.
Eu acho que um dos erros maiores foi que o— tem a ver um pouco com que a Luísa perguntou, de técnico de clube, técnico de seleção. O Ancelotti foi contratado para ser técnico da seleção e não houve nenhuma preocupação de olhar para o futebol brasileiro. Sim, ele tentou ser a salvação da seleção brasileira e não um treinador para melhorar o que acontece no futebol brasileiro com novos métodos, filosofia e, sabe, trabalho de base.
Na seleção, a lógica dos clubes, contratou para trazer a diferença, o resto dane-se.
E nunca foi, né, nunca foi, digamos, a característica do trabalho dele. Revelador de jogadores não é exatamente o forte do Ancelotti. Mas é isso, é tudo da mão pra boca. Tanto é que havia isso, a dúvida entre o Jorge Jesus e ele, né, que são dois estilos absolutamente diferentes. A mesma coisa que acontece em clube, é a salvação. Qual é a costa quente que a gente pode achar? Assim se fez algumas vezes, deu certo, outras não. Deu certo com o Felipão em 2001, né, deu certo, era a salvação do Ricardo Teixeira, e outras vezes não deu certo.
Mas é uma pergunta para os americanos lá, certo?
Na segunda vez, fala.
É, eu tenho a sensação, pode ser uma sensação errada, que o Scaloni é um treinador que só dá certo como técnico da seleção argentina. Contrata o Scaloni para trabalhar no Brasil, eu acho que ele tem tudo a ver com Argentina, com a maneira de ser, com o ambiente argentino. O envolvimento hoje, a sensação que eu tenho.
Um cara que diz que o churrasco é o mais importante, é mais argentino impossível.
O que que vocês acham disso, transportando ele para seleção brasileira, vamos dizer?
Ele mora em Palma de Mallorca, já é uma situação que a gente não aceitaria.
Quer dizer, o Celote mora em Vancouver, em Rio de Janeiro, não sei onde ele mora.
O estilo dele, o envolvimento dele Eu, as entrevistas do Scaloni, não sei Danilo e Heloísa o que pensam, assim, ele é muito menos coração do que a seleção tá mostrando, ele é muito mais cerebral. E a história do ambiente da onde ele vive, do futebol espanhol que o formou como técnico, ele é um técnico formado na Espanha, na escola de Las Rozas. Eu acho que ele vai ter uma carreira internacional boa quando ele sair da seleção da Argentina.
Vai ser um técnico como o Pochettino é, não sei se ele vai ser um técnico como Luiz Henrique é. Ele vai ter que construir essa carreira, mas ele tem um mercado na Espanha, por exemplo. Ele não vai trabalhar num clube argentino, ele vai trabalhar no clube espanhol, muito provavelmente.
Muito bem, ó, vamos fazer um breve intervalo. Desculpa, esqueci da Luiza e do Danilo. Diga lá.
E o desafio para mim de ver o Scaloni, eu acho que o Scaloni ele consegue compor num grupo em que todo mundo joga para o Messi. Ele soube fazer um projeto para o Messi, tanto na Copa passada quanto nessa, quanto na Copa América que ganharam no Brasil, na finalíssima que ganharam da Itália. Eu quero ver o desafio do Scaloni jogando sem esse entorno. Eu Como vocês sabem, eu entendo obviamente que a tática é muito importante, técnica é muito importante, mas para mim eu sou apaixonado por técnicos que sabem lidar com o ambiente.
O Scaloni para mim é nota mil nisso, é um cara que sabe controlar perfeitamente. E eu quero ver se ele continuar na Argentina, enfim, e o Messi saindo, como vai ser. Porque para mim, insisto, todo mundo faz tudo pelo Messi nessa seleção, não pelo Scaloni.
Diga.
É difícil ver ainda porque ele não tem essa bagagem ainda fora de seleções, né? Ele era auxiliar do Sampaoli, ele assume a seleção argentina, já tá bastante tempo no cargo, então ele ainda não foi testado fora desse ambiente. Mas a favor dele, comparando aí com futebol brasileiro, é um técnico que já mostrou saber sair de situações de pressão. Na Copa do Mundo de 2022 foi assim, né? Ele foi arrumando soluções para Argentina em momentos difíceis.
Perde o jogo contra Arábia, ele vai mudando o time. Agora também vem passando por isso muitas vezes. Então em Copas do Mundo é um cara que tem resultados e que vai saindo de situações difíceis. Então teria que ser testado, né, no Brasil, que o que vale sempre é o resultado. Acho que isso ele tem mostrado. Mas de fato, além de ser um ótimo gestor de vexada, É não só para o Messi, mas para todo o grupo. Ele deixou de fato o Messi muito mais leve, mais feliz.
Ele, eles falam uma expressão que é desdramatizar a seleção argentina. Então ele tirou esse peso todo das costas do Messi antes mesmo do título, né, para que o Messi pudesse voltar a ser feliz na seleção argentina, esse ambiente favorável. Então acho que teria que ser testado, mas vejo que é um técnico também tático também. Então não é só vestiário. Contra Inglaterra ele foi muito tático, para vencer o jogo também. Foi deméritos do Tuchel, mas muitos méritos dele também. E aí tem que sair da seleção argentina e para o mundo assim para ser testado.
Luiza, me diga uma coisa, e queria ouvir também rapidamente PVC e Danilo, porque essa é a opinião do Arnaldo e de outras pessoas das quais eu discordo. Você acha a seleção argentina, Luiza, joga um futebol sujo?
Esse é um tema polêmico, né, Juca? Eu acho que em alguns momentos eles dão uma pesada. O Paredes, por exemplo, o Enzo Fernandes, por exemplo, eles sabem provocar o adversário, sabem fazer o adversário— eles entram na cabeça do adversário e sabem lidar com os árbitros também. Mas para mim, o jogo mais polêmico nessa Copa nesse sentido foi Paraguai e França. Foi o jogo que para mim que mais pegou e que mais foi debatido, né, sobre ter passado de um limite.
E para mim, o Paraguai jogou com as armas que tinha. O Arnaldo discorda totalmente disso, acha que, acha que o Paraguai foi muito pesado. Eu acho que teve uma passada de limite ou outra ali, quando o Velásquez, por exemplo, vai lá e pisa a marca da cal na hora do pênalti. Mas eu acho que tava tudo dentro do que é o jogo jogado. Eu vejo assim, eu não vi nada muito fora do normal, nem da Argentina, nem do Paraguai.
Danilo, desculpa, eu entendo que a Argentina sabe jogar o jogo sujo se precisar. Às vezes passa do ponto, como passou o Enzo e não foi punido logo no começo do jogo contra a Inglaterra. Mas eu acho que não sendo uma cotovelada no nariz, não sendo um soco na barra, assim, esse negócio absurdo, acho que faz parte do jogo.
PVC não tá, tá, não tá mutado.
PVC, eu acho que o Enzo Fernandes e o Paredes fizeram um jogo sujo em parte do jogo contra Inglaterra, mas não acho que a Argentina faça jogo sujo. Eu acho que ela usa artimanhas, e foi o que o De La Fuente fez questão de dizer. O De La Fuente fugiu dessa conversa decididamente. Ele não jamais diria, eu respeito o Scaloni, respeito a seleção argentina, é um time extraordinário que foi campeão do mundo e que está em outra final.
Não faria isso, você tá jogando sujo. Mas em alguns momentos ela sabe fazer isso. E acho que o Fernandes, no começo do jogo, podia ter sido expulso. Foram 3 soltas de cartão amarelo que ele fez.
Muito bem, vamos a um breve intervalo aqui na TV. Como é que nós nunca mais Falaremos no intervalo. Vamos a um breve intervalo na TV, a gente volta já. Não acabou, tem mais posse de bola pela frente. Mandem suas mensagens, não só pela frente como depois do jogo. É isso, já voltamos. Bom, então, ô Luiza, a gente tinha falado sobre 8 mil likes, estamos quase chegando lá, estamos com 7,8 mil. A gente tinha falado de 10 mil, mais 200 likes a gente já chega nessa meta, tá tranquilo, né?
Mas se a gente quiser forçar um pouquinho, a gente Pode chegar em 9. Você tá mutada agora. Sim, agora tá legal.
Alguma coisa aqui. Aí, tá vendo? Eu acho que faltam 200 likes aí para a gente chegar.
Então, com 200 likes nós chegamos na nossa meta de 8 mil likes.
Que ventania aí atrás, hein, companheiro?
Conforme programamos, chegou o tornado.
Esse vento, o tempo comprou esse vento para dissipar a fumaça.
O Antônio Cajuela fala: conheci o conhecido vira-latismo típico parece que vai ficar bandeira no futebol brasileiro.
Por quê, hein?
Não entendi.
Parece que eu não entendi que você prometeu ter duas enquetes. É, acabou que a gente colocamos só uma.
O debate foi indo, foi indo, foi indo, esquecemos a segunda enquete. Foi fundo, acabamos, acabou que não temos a segunda enquete. Mas tudo bem, calma que tem outro Posse de Bola pela frente.
Eu tinha pedido para pôr a foto do Messi no Tour da Paz, mas parece que também não vai ser possível.
A Lúcia Maria fala: Argentina foi muito favorecida pela arbitragem, isso fez muita gente torcer contra, desconhecer por que isso aconteceu, mancha o resultado do futebol. Espero que a Espanha ganhe.
Na verdade, as pessoas estão sempre procurando uma maneira para torcer contra a Argentina. É arbitragem, é o racismo, é o Messi que não se pronuncia, é não sei o quê, é o Miley, é o não sei quem. Pum, pum, pum, sabe? Ele tem que encontrar uma maneira, uma justificativa para torcer contra a Argentina.
É o que diz o sociólogo Pablo.
As pessoas podem torcer contra a Argentina porque querem também.
Exato.
Não, eu sei, eu amo odiar a Argentina.
Você tá entendendo mal o que eu falei. Eu falei que as pessoas procuram uma justificativa para torcer contra a Argentina. É o que diz o sociólogo Pablo. As pessoas podem torcer contra a Argentina porque querem também. Exato. Não, eu sei, eu amo odiar a Argentina. Você tá entendendo mal o que eu falei. Eu falei que as pessoas procuram uma justificativa. Eu tô até tendo a favor delas.
As pessoas podem apenas torcer contra Mas só que procuram pelo e ovo. Justificativa para torcer contra uma ou outra você pode encontrar, né? É só ver o que a Espanha fez com Vinícius Júnior, por exemplo, né?
Bom, e com o absoluto América Latina, inclusive o Lamine Amal, que é vítima de atitudes racistas.
O pai do Lamine Amal foi preso por manifestar, se acusou, perseguiram ele. Reagir a uma acusação da foto que o Juca pediu, tá aí.
Olha, ah, tem? Que beleza, é legal. Ó, tá vendo, Zé? Pistola. E ali embaixo do pistola tá escrito pela paz entre Israel e Palestina, coisa que eu falo. E é uma atividade que fez o Barcelona.
Tamo voltando, hein? Tamo voltando agora.
Bom, já que nós estamos acabando, é bom lembrar que estamos de volta para dizer que depois do Espanha-Argentina tem o quê, José Rogério? Detalhe nessa, no pós-bola especial, que vai contar com a participação do nosso amigo, que é o último programa de Copa, todo mundo tem que participar. Que folga é essa, né? Isso é que nós só vamos entrar no ar depois que o capitão da equipe campeã levantar a taça.
Exatamente. Então, posse de bola, o último de Copa do Mundo depois da grande finalíssima, depois que o cara erguer a taça, seja ele quem for campeão.
O Messi, depois que o Messi erguer a taça.
Isso mesmo.
Quem é o capitão da Espanha?
Rodri, né?
Rodri. Rodri.
Ou Rodri ou Messi. Pronto, é isso.
Vamos ficando por aqui. Valeu, Trajano. Valeu, Juca. Valeu, PVC. Valeu, Danilo, Luísa. Depois tem posse de bola. E ó, Tem pré-jogo aqui, sim senhor, tem pré-jogo, tem pré-jogo. Você estará? Ok, pré-jogo então também aqui no canal UOL antes da final. E depois da final tem posse de bola. Valeu, tchau!