Com Pio Netto: Da política ao esporte, como ser versátil em mundos diferentes?
O comunicado, delegado e político Pio Netto foi o convidado da semana e falou sobre sua versatilidade profissional.
- Jornada Pessoal ProfissionalInício na comunicação aos 18 anos · Carreira na polícia civil · Atuação política como deputado estadual e vereador · Presidência da Associação dos Cronistas Esportivos (CLEP) · Presidência da Associação dos Delegados de Polícia (DEPOL) · Manutenção de coluna jornalística por 15 anos · Experiência em diferentes editorias de jornal
- Mudanças nas Habilidades NecessáriasEquilíbrio entre universos rígidos e leves · Adaptação de linguagem em diferentes contextos · Sonho de infância de ser polícia · Paixão pela comunicação esportiva
- Comparação com mudanças na Polícia CivilImagem negativa da polícia no passado · Concurso técnico para delegados · Humanização e tecnificação da polícia · Priorização de inquéritos e investigações inteligentes · Desafios da interiorização de delegados
em formato de videocast. Eu sou Bruna Lima. E eu sou Ana Carolina Gomes. Olha, a gente demorou, mas a gente chegou, né, Bruna? Sim, improviso, chat de canela, tudo pode acontecer. Ao vivo é isso. Mas eu quero dizer que o episódio de hoje tá muito especial, porque como vocês bem sabem, quem é Hit tá aqui, né, Bruna? Isso, esse é o nosso slogan.
E é a pura verdade. Hoje o episódio tá muito especial, porque a gente vai entrevistar alguém que é um super parceiro aqui do Chá de Canela. Quase o nosso patrão, né, Bruna? Isso. A gente tá até aqui falando... A gente tá nervosa. A gente tá nervosa hoje, que o episódio tá peso pesado.
Ele que é o nosso amigo cronista esportivo, trabalhou muito na comunicação, trabalha ainda, é dono aqui da Rádio Nova Belém, já foi delegado, deputado. Piu, o que que tu não fizeste na tua vida? Acho que a pergunta tem que ser essa. Bem-vindo.
o tempo a gente tem que bater palmas nos nossos convidados primeiro deixa eu compartilhar com vocês a alegria, a honra de estar aqui nessa mesa deixa eu paparicar um pouco as apresentadoras pra ver se elas me aliviam porque não é uma característica da dupla aliviar a convidada
Mas, olha, Carol, é uma longa história. A minha história na comunicação começou com 18 anos. Na polícia começou em torno de 25, 26 anos. Na política começou no ano 2000, há 26 anos atrás. E eu acredito que todo esse trabalho junto, esse mix de atividades, tenha me possibilitado quatro mandatos seletivos.
Eu fui uma vez deputado estadual, aliás, é um registro inédito, o primeiro delegado de polícia civil que chegou ao parlamento estadual da história do Pará, fui eu. E logo depois fui três vezes, tive três mandatos de vereador. No meio desse caminho, fui presidente da CLEP, da Associação dos Cronistas, fui presidente da Associação dos Delegados de Polícia, a DEPOL, que é uma entidade muito considerada, muito forte. E...
Tem uma característica aí na minha trajetória que eu me orgulho muito. Em nenhum momento eu saí da comunicação. Nenhum momento. Iniciei no Diário do Pará.
primeiramente como repórter, primeiro como freelancer, depois repórter, depois colunista, depois editor. E lá no diário eu passei uns 15 anos. Quando eu fui aprovado no concurso da polícia, eu mantive uma coluna, era Pio Neto Escreve. E essa coluna por 15 anos ficou no ar. Aí depois, eu já deputado estadual.
O Rominho e a maiorana me convidou para escrever para o liberal. E eu estou lá até hoje. Ou seja, meus projetos, eles costumam ser duradouros. E não são efêmeros, e não são... Ah, o Pio Neto acordou hoje, quer fazer uma brincadeira aqui, amanhã ele enjoa. A gente gosta de... Eu sigo, eu sou muito determinado. Graças a Deus. Agora, Pio, como é que tu consegue ser tão versátil em mundos tão diferentes?
Excelente pergunta, Carol. Acho que talvez o termo versatilidade não se adeque a uma realidade pessoal. É assim, com 17 anos eu fui vestibular.
passei na Universidade Federal de Pará, curso de Direito. E como eu era um fascinado pelo esporte, aquele cara de frequentar treino, de horas vagas, em vez de ir para a festa, não, vai lá para o campo, vai ver isso, vai ver aquilo.
e me interessar. Eu me apaixonei pela comunicação esportiva. Eu até dizia que eu não iria me dar bem em nenhuma outra editoria. Nem cidade, nem polícia. Olha, eu só quero esportes, não for esportes, eu não quero. Mas no Diário eu passei por outras editorias. Passei pela cidade, fui editor de cidade. Não teve jeito. Fui editor de cidade uma época, depois na polícia não.
Mas a verdade é aquela história do sonho de criança. O meu sonho de criança não era ser jornalista, Bruna. Não era. O meu sonho de criança era ser polícia. Eu queria ser polícia. Tem aquela criança que gosta de brincar de forte a parte. Eu gostava de polícia. Eu fiz o curso de direito pensando em polícia.
inclusive eu poderia ter sido um delegado da Polícia Federal passei na primeira etapa mas aí não deu porque eu já tinha tanta atividade em Belém, tanto compromisso que se eu prosseguisse eu ia ter que passar quase um ano fora não ia dar
E, Pio, como a Ana falou, dessa versatilidade, o universo da polícia é um universo mais rígido, mas que pede uma postura diferenciada com relação a esse universo do futebol. Que, para você ser jornalista, repórter de futebol, cronista, até a linguagem é mais leve, tem toda uma brincadeira ali, e tu passa muito isso. Como é que tu consegue te adequar?
Olha, eu fiz parte, Bruna, de uma geração de transição da polícia, vamos colocar assim.
a polícia, ela tinha uma imagem muito, muito, que a gente pode chamar de negativa, que é aquela do prender, do arrebentar, do torturar. Era a imagem que chegava, ai, polícia, ai, delegado, vai apanhar. Histórias que a gente acompanhou do velho pátio da central. Vocês são garotas, vocês são gatas, garotas.
Vocês são novinhas, vocês não acompanharam, mas eu acompanhei tudo isso. História da polícia que prendia, arrebentava. E o nosso concurso, que aprovou em torno de uns 150 delegados, foi o concurso técnico.
foi o concurso que mudaria a história da polícia civil de uma polícia mais, vamos dizer... Humanizada. É, humanizada e técnica. Mais preparada tecnicamente. Onde você iria priorizar bons inquéritos, onde você iria priorizar investigações inteligentes, onde você queria mostrar... Olha, por exemplo... Operações. A nossa turma. A nossa turma não ficou desses 150, ninguém na capital no primeiro momento.
Sabe por quê? Porque aqui a Nenendeu não tinha delegado de carreira. Marituba não tinha delegado de carreira. Benfica não tinha delegado. O interior todo não tinha delegado. Ou seja, alguém que respondia pela delegacia não tinha qualificação.
Ou era alguém ligado à política do município, alguém indicado pelo prefeito, pelo deputado da área, ou era alguém que não era nem formado. Isso era muito comum, não é certo? Que integrava, por exemplo, aquela... Houve uma categoria antes do delegado, que era o comissário. O comissário, muitas vezes, não era nem formado, mas respondia pelo município. E havia também um certo medo, ninguém queria sair de Belém.
para você sair de Belém para trabalhar, nós temos um... É o jargão mais comum que a gente ouve. A gente vive num estado continental. O Pará é um estado continental. Vocês ouviram isso todo dia. É até chato. Mas é verdade. Então, tinha colega nossa, a nossa turma foi decidida que ia toda para o interior.
Ok, realmente não houve sessão. Onde tu foste? Eu fui para o Marituba. Eu fui para o Marituba aqui pertinho, porque eu ia voltar todo dia. Mas tinha colega nossa que tinha que passar 24 horas viajando para a sua delegacia. Inclusive de barco, inclusive de rabeta, onde, sabe? Mas ia. E aí é que eu te digo, essa é a atividade vocacionada.
O cara ia porque gostava. Ia com alegria, voltava, pegava chuva, chegava lá. A minha primeira delegacia, gente, que foi Marituba, eu não vou dizer para vocês que não tinha banheiro a delegacia. Eu vou dizer para vocês que não tinha nenhuma torneira para lavar a mão. Que horror, né? Uma delegacia bem situada, em plena BR, onde todo mundo passava. E como eu sempre fui um homem de muitos amigos,
As pessoas paravam para falar comigo. Pio, vou ir na delegacia tomar um café e tal. Morria de vergonha. E aconteceu um episódio. Vocês vão deixar eu falar? Claro. Tem muita história. A gente gosta. O Pipo já me derrubou, que eu sei. Mas tem muita história. Aí, nessa época, isso foi em 1991, eu era presidente da CLEP, da Associação de Criado Esportivo. Houve um episódio, Carol e Bruna.
que o Mangueirão tremeu. E praticamente havia denúncia que ele tinha rachado. Não sei se vocês lembram disso. Talvez vocês não tivessem nem nascido. Em 1991. Em 1991, não. Então, foi a primeira obra interditada. Interditaram o Mangueirão.
Terditaram o mangueirão, foram sufoco. Teve comentário esportivo que saiu da cabine e foi para dentro do campo com medo da arquivancada cair. O caos total. Assim, uma coisa de louco. Até hoje, treme um pouco. Principalmente o lado B, porque fica em cima das cabinhas de imprensa. Mas isso é previsto para a engenharia. Essa flexibilidade, eu não sei o termo técnico.
Mas, naquela época, era uma tremedeira que parecia que caía até o microfone, se fosse o caso. Aí dava um medo, dava um medo. Então, foi feita uma perícia, uma vistoria, fecharam o Mangueirão. E, nesse tempo, o governador chamou a Clepe, o governador Jader chamou a Clepe, para dizer o que ia ser feito no Mangueirão. O Mangueirão ficou fechado um ano.
E que ia ser feito um outro projeto, um reforço e tudo quanto era estrutura. Não foi essa reforma que o governador e o Alder fez agora, que ele fez um novo mangueirão, vamos combinar. Transformou numa arena, multiuso e tal. Naquele tempo era só para o futebol. E o governador me chamava muito. A gente precisa que a CLEP intermedie a relação do governo com a imprensa esportiva. Porque ela é uma entidade para isso, a Associação dos Cronistas.
Bom, até finalizar a obra, foram assim uns seis meses.
E ele gostou, o governador gostou dessa condução, que não pautou pelo sensacionalismo. E, no final, o governador me chamou para agradecer, com muita educação, porque agradecer, Pio, tudo isso que aconteceu, acho que tinha que acontecer, não teve nenhuma catástrofe, não teve nenhuma desgraça, porque o próprio Maracanã, vocês não vão lembrar, mas eu estive lá.
Ele caiu, uma marquês da arquibancada, com várias mortes. Caiu em cima da geral, num jogo Flamengo e Botafogo. Então era uma tragédia anunciada. Era o que poderia acontecer. Aí com muita morte, uma coisa assim, graças a Deus, não ouve. Aí o governador gostou do nosso comportamento da postura. E nós tivemos uma conversa. A gente disse assim, mas vem cá, eu sei que tu és delegado, eu sei que tu trabalhas aqui perto em Marituba.
Não chegasse comigo para impedir nada. Está sentindo para o governador, eu quero ir para Belém, eu quero uma delegacia. Aí eu disse, governador, eu adoro Marituba, eu gosto de ir lá. Mas eu queria lhe pedir uma coisa, me dê uma delegacia, porque a minha delegacia não tem um banheiro, não tem telefone, não tem uma torneira para lavar a mão e ficou estarecido com a informação. Meu Deus! Ele disse assim, eu não acredito. Eu não acredito.
ele pegou o telefone e ligou para o secretário de obras na época. Era o Paulo Sérgio, o nome do secretário de obras, já é falecido. Aí disse, Paulo, estou aqui com o delegado Pio Neto, ele é lá de Marituba, ele é nosso amigo, é presidente da CLEP e tal, e ele é o titular de Marituba, delegacia de Marituba. E ele está me dizendo as condições da delegacia, inclusive tinha uma outra particularidade, Bruna.
A sala do delegado era quase colada com a carcerada, o xadrez. Aí o preso fazia xixi, o xixi entrava na sala do delegado. Eu já fui repórter de polícia e, tipo, 10 anos atrás era podre também. Era assim, era assim. Gente, aí tudo isso eu relatei. A situação é essa, mas mesmo assim... Aí outra coisa, a primeira equipe que foi pra lá...
Eram três mulheres, eu e mais um delegado. Eram cinco delegados para Marituba. Para trabalhar em regime de plantão 24, por 48 e tal.
E as mulheres, eram mulheres super preparadas, novas. Tinha uma mulher grávida, uma colega grávida. Imagina essa... Primeira coisa que a gente fez logo, Bruno, a gente mandou fazer um mutirão de limpeza e tal. Compramos um ar-condicionado, compramos um ar-condicionado para estar lá. Compramos uma cama de campanha, aquelas camas para dormir. E, pelo menos, em matéria de estrutura, a gente conseguiu alguma coisa como se fosse nossa, né?
Aí, quando eu falei isso para o governador, o governador ligou e havia, naquele momento, um programa de reforma de delegacia. Aí o governador falou, qual é a posição da delegacia de Marituba, perguntando para o secretário de obras. Aí o secretário de obras, por exemplo, não tem posição, ela não está nessa lista.
Aí o governador disse assim Paulo, eu queria que você incluísse A delegacia E eu faço questão de inaugurar Quando estiver pronto
É, com a Carol e Bruna, no dia seguinte, meu irmão, o que mais tinha lá era arquiteta, engenheira. E montando, porque a delegacia tinha um bom terreno. Ela tinha uma área pequena construída. E seis meses depois a delegacia estava pronta. Como nós tínhamos o trauma do banheiro, e todo mundo comentar que não tinha banheiro, se alou quatro. Alou quatro banheiros aí para, sabe, não ter problema.
Aí fizeram a carceragem, afastada, e eu fiquei três anos lá como delegado titular. Caramba! Agora tu tiveste a oportunidade e aproveitou a oportunidade, né? Pois é, isso foi, assim, uma benção de Deus, tá, Carol? Eu digo sempre...
Que a generosidade de Deus na minha vida, nos meus projetos, assim, é algo... Eu sou extremamente temente a Deus, eu sou de orar todas as noites, eu sou de não saber fazer o mal para os outros, tá? Tenho essa dificuldade. Mas onde eu me meto até hoje, eu fui abençoado. Então, eu tenho muita gratidão.
E muita fé em tudo que eu faço. E, Pio, essa coisa é muito carismática. Como tu falaste, sou uma pessoa de boas relações. Tu acha que essa tua entrada na comunicação desde cedo, isso te ajudou a construir? Tudo bem que carisma a gente tem, mas ele também pode ser construído.
Uma pergunta inteligente, ela merece ser respondida com alegria. Você toca num ponto muito inteligente. A imprensa abriu portas para mim, Bruna. A imprensa me deu, quando eu cheguei na polícia em 1990,
Eu já era o Pio Neto. O Pio Neto colunista, o Pio Neto do diário, o Pio Neto não sei de quê. Ah, sem falar, nós estamos falando de um jornal. Eu fazia televisão toda semana. Fiz o Bola na Torre durante oito anos. Fiz outros programas de debate. Fui comentarista de SBT, fui comentarista de vários veículos de comunicação, inclusive a Marajoara, que eu estou até hoje.
E isso seguramente me deu esse privilégio de ser uma pessoa mais conhecida e ter mais acesso. Então, eu devo isso à comunicação, gente. E outra coisa, os repórteres policiais da minha época gostavam demais de mim.
Exemplo. Jotterê Avelar. Avelar. Luiz Eduardo Anais, já falecido. Quem mais, meu Deus? Aquele de óculos. A Maurícia Silveira. Isso sem falar na velha guarda, que tinha Adamofírio, tinha não sei quem. Então, esse pessoal não tinha um dia que não fosse na minha delegacia.
Era pra tomar café porque a gente fazia a ronda, né? A Bruna foi repórter por dia certo. Olha, vou fazer a ronda. Qual é a delegação que tem movimento? Pedreira, Sacramento, Central. Onde tá o Pio Neto? Tá o lugar? Bora lá. Aí sempre tinha. Então eu sempre tava em evidência.
Já pensou administrar isso? Porque é muita coisa para se administrar. Quando você está no cargo desse, que é político, não deixa de ser, acho que precisa ter esse jogo de cintura. Sim, sim. Então, a comunicação me ajudou muito. Teve uma época, quando eu estava fazendo faculdade de Direito,
Eu fiz federal. Federal, vocês sabem que é um pouco diferente, não é aquele seriado. Você vai fazendo as matérias que dá para fazer. Então, teve um semestre que eu enlouqueci. Aí eu disse que eu vou fazer 14 matérias semestre. Com dois empregos. Foi possível? Meu Deus, Pio. Passa essa receita para a gente. Foi possível, gente. Eu saía de casa às 6 horas da manhã.
Aí ia na prefeitura. Eu era funcionário da prefeitura e do diário. Era prefeitura de manhã e diário à tarde. Então, eu ia na prefeitura, batia o meu ponto. Meu chefe sabia que eu fazia faculdade. Aí eu corria para a faculdade para fazer a primeira aula de sete às nove. Voltava para a prefeitura, ficava até as duas da tarde. Duas da tarde, eu ia direto para o diário do Pará.
onde eu ficava, digamos, eu ficava até as quatro. Aí tinha que correr para a Federal, porque era aula de quatro às dez da noite. E dez da noite eu tinha que voltar para o diário, para o fechamento. Meu Deus do céu! Vocês ficam cansados só de ouvir, né? Hoje eu tenho 90 quilos. Eu me considero gordo hoje, né? Nessa época eu tinha 59.
E tu és, para quem não conhece, poucas pessoas não devem te conhecer, tu és um homem alto, né? Pois é, 1,75. Então, eu almoçava o dia de caranguejo, era coxinha, onde eu parava, geralmente era na cantina do diário ou na saída do... Então, era assim. Aí, domingo, aí sábado de manhã, jornal.
Sábado de manhã não tem fora, jornal. Jornal vai fechar mais cedo, vai fechar tipo meio-dia. Aí, domingo, era a minha hora de folga. Digo, o que é que eu vou fazer domingo? Dormir. Eu vou dormir o dia todo, vou acordar. Eu descanso, né? Não quero existir. E era mais ou menos assim. Mas quando chegava a noite, me dava uma depressão. De me lembrar que eu tinha que feitar tudo na semana. Mas depois dessa etapa, quando eu me formei, aí a coisa fluiu muito melhor.
E é o tipo da lição que a gente passa. Lição, não. Experiência que a gente compartilha. Dá para vencer com o trabalho, Bruna. Ainda dá. Se a pessoa, hoje em dia... Olha, eu sou de uma geração pré-internet, pré-celular. O celular chegou em Belém em 1991.
quando chegou. Por que que eu sou ruim de data, não me cobrem datas? Por que que chegou em 1991? Porque nenhuma delegacia tinha celular, o secretário de segurança nessa época, e eu era delegado de Marituba, comprou um celular para cada diretor de seccional, de unidade, etc. E entregou. Então foi a época que chegou, deram aquele celular famoso, aspa, aspa. Não sei se a Eliane deve ter pego. Aquela é uma bota da Motorola que abria, né? Parecia uma arma. Não era nem o celular, era uma arma.
Então, nós pegamos uma etapa mais difícil, né? E uma etapa, digamos assim, hoje, muito mais tecnológica. Total. Muito mais acessível. Hoje, você tem condições de trabalhar remotamente. A facilidade é maior. É muita coisa. E nós carregamos muita pedra.
Acho muito interessante, Piu, tu falar uma questão dessa... Tu tem uma passagem e tu vê de perto a transformação do jornalismo. Já passou pela TV, rádio, impresso. Como é tu olhar toda essa transformação? Como é que tu avalia? É aquela história, né? Tem a tese do Marcelo Bacana, do Marcelo Marx, que vocês devem conhecer. Ele tem uma tese que é bem interessante. Ele diz o seguinte, que o celular, ele transformou todo mundo em jornalista.
todo mundo, a pessoa tem um celular, tem a capacidade de filmar e de falar, já acha que é jornalista. E isso pode até acontecer na prática, mas tecnicamente é muito complicado.
é um risco, é um território sem lei, é um território sem limite, você pode ofender quem quer que seja, você pode mentir, você pode plantar, o que você quiser, aí depois a outra pessoa que se encarrega de...
desmentir, de provar que ela não é o que está sendo, entendeu? Então, como a gente vive num mundo de muita gente sem noção, e vocês sabem disso, isso se tornou um perigo, uma bomba. Uma bomba de efeito assim que a gente não tem como calcular. Então, esse acesso, isso vem muito da internet também, vocês sabem. A gente defende a tese...
da internet ganhar uma regulamentação um pouco mais rigorosa, mas a gente percebe que tem muito desvio de comportamento nesse contexto. Quando a gente fala que todo mundo é jornalista, não é querer dizer que o jornalista é formado, é melhor que o jornalista, por exemplo, eu não sou formado de jornalista, eu sou formado de direito, mas milito desde 1983.
Eu milito há 43 anos. E eu não me lembro, gente, de ter passado um ano sem fazer o que eu tanto gosto, que é a comunicação. Não me lembro. Então, isso é assim. Acumulei como deputado, acumulei como vereador, acumulei como delegado. Eu me lembro que tirava plantão na delegacia, arrumava meia hora para escrever minha coluna, para mandar, e chamava um para levar. Então, era um corre que eu gostava de fazer. Sempre gostei.
E essa mudança na visão da comunicação. A comunicação hoje, vamos dizer assim, ela ganhou contornos de amplitude. Hoje a gente tem muita opção.
Mas o que eu digo é que só vai vencer esse mercado quem mostra qualidade. Precisa ter um critério. As porcarias, nós mesmos vamos fazer o processo seletivo. Isso. A gente até foi o primeiro episódio dessa temporada. Eu acompanhei. A gente até fez um questionamento para o nosso colega de profissão, Carlos Brito.
sobre essa tendência de alguns influenciadores acabarem fazendo a vez de jornalista, como você trouxe aqui. E existe esse risco do alcance. São pessoas que têm uma audiência muito grande nas redes sociais, mas acabam muitas vezes publicando ou agindo sem critério nenhum. Como é que você vê esse crescimento de influenciadores, às vezes, tomando o papel de alguém que deveria ser especializado em notícia, em informação?
Eu vejo muito uma questão de público, Carol. O público compra coisas que a gente não entende. Essa consciência, como ele compra? Eu acompanhei o debate de vocês, até me enxerir, mandei umas mensagens para a Bruna.
dado uma opinião, mas a verdade é que, por exemplo, o Besterol, ele tem público, tem muita gente que adora o Besterol, né? Aquele Besterol, aquelas coisas assim, sem pé e cabeça, quer outra coisa? Fofoca.
É, sem fofoca. Todo mundo gosta de fofoca, né? A fofoca, ela quando ganha corpo, é uma coisa assim que até tu descobrir, aí vem o debate fake e fato, né? Vem o debate fato e fake e tal, porque o fake vende também, gente.
Ele vende mais do que tu que procura fazer um jornalismo investigativo, apurando tuas fontes, consultando mais de uma fonte muitas vezes, isso dá trabalho. Isso não é uma coisa tão fácil de fazer. Então, como eu vejo, Carol, assim, é uma questão de... Outro exemplo, eu acho que vocês até falaram isso no programa.
ou eu vi outro programa que não foi o de vocês, Big Brother. Aí você... Olha, eu gostava até de, de vez em quando, piruar o Big Brother. A Mônica gosta mais, a Mônica é mais fanática, mas eu não. E quando eu vi esse Big Brother, que eu vi o perfil dos candidatos, eu não consegui simpatizar com nenhum.
É como essa Ana Paula conquistar o Brasil. Sendo grossa, arrogante, nariz empinado, humilhando os outros, ofendendo. O Brasil comprou. Não foi verdade? Aí ela se alia a uma parceira que...
poderia até conquistar público, mas com outro vier, mas não a parceira vira discípula. Aí quer imitar, sabe como é? E ganhou! E ganhou! Eu digo, não, então me desculpe, com todo respeito ao contrário, com todo respeito ao contraditório, não vejo como minha praia, tá? Eu vou discordar e vou falar. Aliás, já sei quem foi.
levemente dessa semana, a Mônica e a Alessandra entrevistaram aquele Addison. Sim, sim. É o Adbala, que é gente boíssima, que é meu amigo do futebol. Ele foi jogador, né? Foi jogador do Pai Sandu. E o Addison fez uma explanação aqui fantástica sobre esse Big Brother. Para ele, o pior de todos os tempos.
Para ele, o mais sem conteúdo, o mais sem pele e cabelo. É o que eu mais amei. Para te ver a subjetividade. E foi a maior premiação. Quase 5 milhões de reais por vencedor. Então, são essas coisas. Essa multiplicidade de divisões. E que, graças a Deus, é mais ótimo. O que seria do amarelo, se todo mundo gostar do azul.
Com certeza. Não é legal. E o importante é a gente respeitar. Sim, com certeza. Eu respeito demais. Eu fui acusado uma vez na política por um ex-senador que disse assim, o Pio Neto não aceita ser contrariado. Quanto é o signo, Pio? Sou sagitário. Ah, eu já pensei que fosse capricorniano, porque trabalha muito. Capricorniano é minha irmã. Aí ele espalhou isso no partido. Eu era deputado do partido.
Não, o Pio não adianta a gente conversar quem não aceita ser contrariado. Tira! Aí tu disse logo, não, tá errado. Bora debater aqui a tua ideia. Não pode prevalecer só o que o senhor quer. Mas se isso é ser contrariado, não sou eu. Olha, faça a votação aí, veja a maioria, veja quem é. Se eu perder, se eu for minoria, eu me junto com vocês.
E, Piu, a gente estava falando sobre venda de notícias. Dentro do universo do futebol, a gente vende, né? A gente vende emoção, porque lida ali com a paixão das torcidas. Como é que tu lidas, assim?
Tu também é um apaixonado por futebol. Como é que tu administra isso nas tuas crônicas, no teu trabalho? É assim, depois de 40 anos de tu escrevendo, falando, eu digo sempre que o couro fica duro, a gente endurece. Mas não perde a sensibilidade. Enquanto dá aquele frio na barriga, quando você vai fazer uma cobertura de um repá.
Você vai ver um mangueirão com 50 mil pessoas, aquela festa, aquele... Então, eu continuo com o mesmo frio da barriga da época que eu comecei. E, no meu caso, eu tive problemas sérios. Todo mundo sabe que eu sou paisandu.
Aí o torcedor do Remo, quando me encontra na rua, às vezes se acha no direito de chamar de secador. É mesmo, é. Mas aí, o que aconteceu? O que tu faz, Pio, quando tu ouve uma dessas de torcedor? Não, eu converso com a pessoa. É? Eu vou pra cima. Eu vou, eu não... Tá aqui o Cris, que já viu aí várias vezes. Olha, eu vou pra cima. Meu irmão, por que tu acha isso?
A gente vai botar esse corte. Vem cá, me dá uma prova de que eu sou contra o teu time. O fato de eu ser simpático com a posição não quer dizer que eu sou contra o Remo.
Por exemplo, como eu não vou ficar feliz de ver o Remo numa primeira divisão? Será que eu sou burro? Eu não quero ver um Flamengo aqui, um Corinthians aqui, o futebol paraense em alta cotação no Brasil? Isso não é paixão clubista, isso é burrice. Isso fica para o fanático. Ah, o meu irmão é desse time, ele não aceita. Ele é fanático. Fanático. Pois é, então todo fanático tem um problema mágico.
O fanático, por exemplo, tem fanático que gosta de seita, que larga a vida dele, que não está numa seita. Vai viver aí sem tomar banho, vai viver aí pela rua, por acreditar em alguma coisa, né, Bruna? Mas no esporte isso não. Isso não acontece. No esporte a gente tem que ser racional. Ah, eu vou torcer para o Paissandu quando jogar com o Remo. Mas por que eu tenho que torcer contra o Remo quando joga Remo e Corinthians?
Não sou obrigado a isso, eu quero ver o futuro. É muito difícil ouvir alguém que tosse, ainda mais aqui no Pará, que é essa lixa tão grande. Pois é, mas porque tu estás ecoando, Carol, a visão do torcedor.
Tu não pode ecoar a visão do cronista, do analista esportivo. Porque eu tenho que dar uma satisfação para o público. E esse público vai me cobrar. Se eu escrever o Magneira, ele vai aliar esse fanatismo e vai parar de me ler. Vai parar de me ouvir. Alguém já tentou te agredir? Não. Graças a Deus, não.
Eu acho que nem bate boca, Bruna. Eu sempre tive aqueles anjos da guarda me cercando, sabe? Acho que o Todo-Poderoso sempre nomeia, olha, acompanha lá o Pio Neto. E sou aquele cara, não te digo mais, que ando sozinho, com a mesma naturalidade que ando em grupo. Pego meu carro, vou só para o estádio.
Ando no meio do pessoal até chegar no elevador para subir para as cabines. Cumprimento todo mundo. Faço o jogo do Remo. Faço o jogo do Paissandu. Não tenho nenhum tipo de cautela excessiva, vamos dizer assim, em matéria de segurança pessoal. Vou só. Claro que eu ando armado, ando.
Eu já ia perguntar isso, mas fiquei na dúvida se eu poderia perguntar. Ando armado pelo meu cargo, eu sou delegado de carreira, sou aposentado, mas vou morrer delegado. O delegado aposentado continua sendo delegado, só não está nativo. Então, ando armado, fui assaltado duas vezes. Acho que reagiu, Pio. A primeira, eu tive que reagir. A Gabriela de Aguiar estava eu com a Mônica, tu anda um café.
No início da Braia Guiá, em frente ali ao Remo, Santa Catarina, que tem ali, né? Sim. Vindo da Generalismo. O cara foi para cima dela. Ela estava com uma corrente de ouro grande. Ele puxou e não conseguiu arrancar. Aí eu me levantei. O nosso carro, o meu carro, estava do lado da mesa.
Aí eu me levantei e disse, calma, calma que a gente vai te entregar. Aí começou, eu pego meu celular, pegou o dela, demorou e a Mônica fica paralisada, né? Ela fica assim, em estado de... Aí tá, mas eu tinha que calcular o que é que eu ia fazer ali naquele momento.
Porque tinha um outro cara numa moto esperando por ele. E tu já tinha analisado toda a situação, né? Já tinha visto tudo e a posição da Mônica e o meu carro do lado. E o meu revólver no console do carro. Meu Deus, Pio. Então, o que é que eu vou fazer? Eu tenho que ganhar tempo pra abrir a porta do carro. Aí começou a andar de costa. A Mônica conta essa história. Ele começou a andar de costa pra ir pra moto.
Eu peguei uma cadeira de madeira que tinha e dei na cabeça dele. No meio do peito dele. Aí caiu o revólver, caíram os dois celulares. Enquanto eu dei a cadeirada, fui para o carro.
Eu fui me esquivar no carro para pegar meu revólver. Só que ele chegou primeiro na moto. Meu Deus! Ele chegou na moto e saiu. Ele sai na contramão, né? Ele vai na contramão por causa do fluxo. Eu andei tiro. E aí isso foi falado de ponta a ponta na Brega Guiar. Porque o pessoal de dentro, do lado do café, viu toda a ação, viu tudo o que tinha acontecido. Só estava eu e ela na mesa da calçada esperando o café.
Mas, Piu, e aquela sugestão que a própria polícia dá? Não reaja a assalto. É. É uma sugestão que eu também dou. Você que está acompanhando o chá de canela, jamais faça a besteira que eu fiz. Só que Deus me ajudou e deu tudo certo. Não tivemos nenhum dano. Recuperamos dois celulares. Só a pulseira da Mônica que o cara levou mesmo.
mas tem horas que estrapola. É difícil, impulso, né? Estrapola. Outra vez, foi na fila do açaí, na frente da Marajoara, ali na Pariquisco Aquentino. Eu acho que essa foi mais recente, talvez vocês tenham até ouvido, porque viralizou aí, Delegado Assaltado, não sei o quê, Perepio Neto. E eu estava... Geralmente, eu compro o meu açaí de dentro do carro.
O vendedor vê o meu carro, ele vem, traz o açaí e eu paro. Nesse dia tinha muita fila. E quando eu vi aquela fila, eu disse que ia ficar chato, né, o buzinar e tal. Aí eu resolvi estacionar. Quando eu estacionei, eu desci, fui para a fila.
Quando eu fui para a fila, foi uma questão de dois, três minutos. De novo, duas mortes. Só que não foi direcionado a mim, foi a rastão, a fila. Aí levaram a bolsa de uma senhora e eu estava com o cordão assim, puxaram o meu cordão.
Aí não deu para reagir, foi assim muito rápido e tinha muita gente envolvida. Conseguimos com o vídeo monitoramento, com as câmeras, conseguimos, a polícia da cremação prendeu o cara, eu recuperei meu cordão. Entendeu? Foi feito um trabalho em cima ali. Isso vinha sendo rotineiro.
Mas tu te mantém calmo, né? Em situações como essa. Frio. É a única que diz que não acredita na minha reação, como eu vi. Mas isso é uma coisa de ser da polícia? Vocês recebem algum tipo de treinamento nesse sentido? Eu acho que é treinamento e a experiência, Carol. Por exemplo, quando a gente recomenda não reagir, depende.
Depende do teu cálculo de cenário. Tu vai calcular o cenário, se o cenário pode te contemplar ou não. Se for um cenário assim, tu não tem como, por exemplo, esse do açaí.
Graças a Deus, o meu revolver estava no carro. Porque se eu puxo, o meu revolver tinha criança. Tinha gente. Tinha idoso. Tinha assim. Vai que eu acerto uma pessoa que não tem nada a ver com a história. Porque eu ia atirar para a moto. Dois caras na moto. E vocês imaginam o risco que eu tinha que acertar em 900. E Deus o livre é ele pegar, né? Porque aí tu tá... Eu tinha isso. Não, mas aí, Bruna. Como você imagina a situação? Ele roubou teu cordão e tá saindo.
Tu não tá reagindo, tu tá... Aí quando ele se distrair, tu puxa a tua realidade. Pá!
Mas às vezes eles vão chegando pegando, né? Geralmente homens Esse tipo de ação, quando é muita gente em área de muito movimento é questão de segundos, é muito rápido eles não ficam querem pegar e correr já tem uma moto na frente
Eu calculo que eles viram o meu cordão, que eles dão o primeiro quadrado. Tu não está acompanhando. Aí, identifico o alvo. Olha ali, tem alvo. Bora lá. Tem isso também. Tu daria essa dica para as pessoas? A gente mora numa cidade que a gente sabe que não é das mais seguras. De ficar ligado, de prestar atenção de quem está passando. Às vezes, a gente percebe, mas às vezes, a gente não percebe. Tu percebeste, né? A famosa patetice.
Todo mundo tem. Todo mundo tem esse momento pateta, não tem, Nani? A gente fica. Olha, gente, tem caso. Uma vez, uma estudante universitária, amiga minha, fazia faculdade, para vocês entenderem, que ela era uma pessoa medianamente preparada. Numa fila do Bampará, uma senhora derruba um cheque. Aí ela olhou o cheque, ela estava na fila.
aí ela vai, pega o cheque e entrega para a senhora. Aí a senhora só faz dizer que ela é Nossa Senhora encarnada, que ela salvou uma vida, que ela não sei o quê, por causa desse cheque.
E que ela ia descontar um cheque, vamos chutar, não tenho ideia, um cheque de 5 mil reais, que era do Banco do Brasil, ela ia fazer uma outra operação no Bampará, mas queria descontar esse cheque no Banco do Brasil para ela esperar que ela ia dividir. Golbe. Ela conseguiu arrancar dessa estudante universitária quase mil reais no cheque eletrônico.
Só convencendo que ela ia dar uma premiação da metade do cheque que ela tinha na mão. Ou seja, isso antigamente era chamado de Conto do Pato, do Paco, que era o famoso 71. E a mulher não caiu e ela virou para mim e disse, agora estou me perguntando como eu gerei dinheiro e dei para essa mulher e fiquei esperando ela me trazer a metade dos 5 mil que ela me prometeu.
É a ambição, né? A gente pensa que não cai, Bruno. Mas tem aquele lapsozinho, assim. É oportunidade. Tem muita lábia. O estelionatário é o bandido mais preparado que tem. É o inteligente. A gente convence do impossível.
Ele te convence, ele vai te argumentar que essa parede é preta, tu vai começar a ter dúvida, ele vai te dizer porquê, não sei o que, que tu tá com a ilusão de óculos, que tu tá esquina o oftalmologista. É uma loucura, é uma doidice. Essa coisa da polícia, tu lida com pessoas, com essas variações de lábia.
A psicologia fica muito aguçada, a percepção do ser humano. Tu deve ter uma sensibilidade para fazer a leitura dos psicólogos. A gente fica mais atento. A gente fica assim... Por exemplo, tu não vai nem perceber, Bruno, mas eu vou entrar aqui no ambiente...
rapidinho, eu vou identificar as pessoas que estão aqui. Tá? Sem encarar, sem olhar. Impressionante. Tu escaneia todo mundo. Faço assim, vejo perigo, recuo assim, olha, tem alguma coisa estranha. Tá?
Eu que fui repórter de polícia, me sinto um pouco assim. A gente se acha que é o perda. Eu mudei. Eu mudei com as pessoas... Tipo assim, não é todo mundo que eu já considero meu amigo, não é todo lugar que eu ando. E imagina que é a polícia. Aí você pediu uma dica, não foi? De segurança. O que a gente pode compartilhar com a turma? É assim.
Quanto menos risco, melhor, Carol. A gente costuma se expor muito, a gente costuma... É casa noturna, é não sei o quê. A gente tem uma defasagem ainda na área da segurança pública. Por mais que a gente veja investimento, a gente vê polícia e viatura na rua, a gente vê um bocado de coisa.
Mas o desgraçado do bandido sempre vai encontrar um ponto vulnerável e vai atacar. Isso a gente pode remeter até para outro debate, que é o debate da comunicação. Hoje a gente tem acesso a informações em tempo real. Ontem eu fui ver um caso, estava vendo pelo YouTube um caso.
do cabo da polícia militar, me parece que do Espírito Santo, que houve uma discussão entre a esposa dele e uma vizinha. Discussão banal sobre barulho, sobre não sei o quê e tal. Aí a esposa dele liga para ele.
em contrapartida, as duas vizinhas ligam também para a polícia. Chegam duas viaturas para tentar controlar o conflito. Sabe o que o carro fez? Matou as duas vizinhas a sangue frio no meio da rua. Meu Deus, eu não tinha visto esse caso. Matou as duas vizinhas, no caso antagonista da...
Da esposa, né? Sabe a argumentação? Ninguém trata mal meus filhos porque a esposa deve ter dito que a vizinha tratou mal o filho, coisa parecida. E todo mundo sabe lidar com arma, né, Pio? É. Arme e bebida. Exato. A arma, eu digo sempre, a arma pode te tornar mais valente.
Ela pode querer te tornar mais homem do que os outros. Mas eu não tive esse problema. Graças a Deus, nunca me envolvi em qualquer tipo de confusão nesse sentido. Agora, Piu, a gente está vendo que você era uma pessoa muito equilibrada, muito tranquilo como delegado, apesar de, imagino, ter que manter a rigidez. Só que eu ouvi uma história aí dos bastidores, que você já chegaste a aprender até um galo, Piu. Como foi essa história?
que nem um galo se livrou do teu neto. Carol, isso é fake. Não fui eu que prendi o galo. Foi um delegado que trabalhava comigo. Olha, a senhora já mandou ele falar errado. Vocês querem saber a história verdadeira? Claro, claro. A história verdadeira que aconteceu em Marituba. E, na verdade...
Eu chegava na delegacia antes das oito da manhã. Quando eu chegava, eu encontrava uma senhora muito elegante na porta.
Aquelas senhoras idosas, mas que parece que quando saem de casa, é toda maquiada, é o cabelo feito, é a melhor roupa. Eu entrei na minha sala, aí a escrivante, o delegado, essa senhora quer falar com o senhor. Aí eu pergunto, mas qual é o assunto? Algum boletim de corrente, alguma coisa? Não, nós perguntamos, ela quer falar com o senhor. Onde eu estava? Manda entrar. Ela sentou, ele sentou na minha frente.
Dizia assim, delegado, olha, eu estou aqui para fazer uma queixa, mas eu queria uma providência. Dizia, qual é a sua queixa, qual é a sua denúncia? Toda madrugada, o galo do meu vizinho pula a cerca para... Ela usou uma expressão mais chula, mas eu vou dizer para mexer com a minha galinha.
Fiquei olhando para ela. Disse como é o negócio. Não, é toda madrugada, doutor. Eu moro sozinha. A minha galinha é muito bem cuidada, mas esse galo atrevido, ele pula a cerca e vai mexer com a minha galinha. Aí eu digo, o que a senhora quer que eu possa fazer para lhe ajudar? Sei, doutor, estou lhe passando. Até amanhã, se eu não resolver, eu vou voltar aqui.
Eu esqueci, gente. Deve ser algum problema de cabeça, alguma coisa, né? Passou um dia no outro, um dia ela veio de novo. Bom, e assim eu tentei enrolar umas três audiências, Bruna, para ver se eu matava ela no cansaço. De novo, uma hora ela vai desistir. De vir reclamar do galo da vizinha que está pulando a seca para mexer com a galinha dela.
Aí teve um dia que ela chegou, assim, eu não aguentei mais, eu disse, ela estava até amiga dela, dona fulana, me diga uma coisa, a senhora vem aqui, a senhora se arruma toda, eu estou cheio de problema, mataram ontem, tem outra confusão na feira, o outro chegou aqui com o braço pendurado, porque levou uma teçadada, tudo isso eu tenho que resolver, e a senhora quer que eu faça o quê? Me diga, eu estudei, eu fiz faculdade, eu fiz concurso público. Aí ela virou para mim, disse, mesmo.
Eu pensei que o senhor fosse mais inteligente. Olha! Eu disse, pois sim, mas eu estou debutando no meu lugar. A senhora é a delegada e eu sou a vítima. Prendi o galo. Coisa mais simples do mundo. Eu estou há mais de uma semana vindo aqui com o senhor e o senhor não toma nenhuma providência. Eu disse assim, não está aí a oportunidade para fazer uma brincadeira. Eu vou fazer isso. Mas venha cá, eu vou prender o galo.
Aí a senhora me promete que vai passar pelo menos um mês sem vir aqui, sem olhar para mim. Ela disse, claro, só quero que resolva. Chamei um investigador amigo meu. Esse fulano, Maués, vai lá com essa senhora. Traz a porra desse galo para cá, para a galera.
Me faz isso, eu vou te gratificar, mano. Mas me traz a porra desse galo. Aí lá vai, maluete, correla e tal. De repente, lá vem, maluete, só lama da cabeça, porra, tudo sujo. Ai, tá aqui, delegado galo. Ah, é esse o galo, é. Amarra, amarra a pata dele, joga aí pra trás, que eu falo que a mulher veja, veja o galo pra que...
Mas a minha ideia era entregar o galo, depois que ele chamar o dono e dar. Aí essa que era a ideia. Ai, tá, e ela veio, saiu festejando que o galo tinha sido preso, né?
Reza a lenda que o Mário Quadros, amigo do Cristian Ramos, que era repórter da província do Pará, tirou uma foto do galo lá. O fotógrafo. A delegacia é fotógrafo. Para sair do jornal pedir para ele, não coloca o galo, tu vai me demoralizar. Se o galo sair, parece que eu já estou vendo a manchete. Delegacia de Maritua só prende galo. Não prende nenhum criminoso, só prende galo.
Aí eu sabia, eu já estava antevendo o que ia acontecer. Daqui a pouco vai aparecer quem? Quem? O dono do galo. Claro, como é que vão entrar na minha casa e levar o meu galo? Assim do nada vão aparecer na delegacia. Aí lá vem o dono do galo. Oh, meu...
Delegado Pio, eu lhe conheço, já lhe ouvi no rádio, já li sua coluna, já não sei o quê. E eu estou assustado porque um policial daqui da sua delegacia invadiu meu quintal e trouxe um galo de estimação que eu tenho e tal. Eu disse, meu amigo, senta aí, vou te contar uma história.
Essa senhora, dia sim, dia não, está aqui, reclamando desse teu galo. E que ele perturba a galinha dela, que ele pula o galinheiro de madrugada, que ela monitora, que ela faz o que acontece. Aí ele vira para mim, doutor, ela é doida. Esse senhor não conseguiu identificar que ela é louca, ela é louca.
Eu disse, eu até imagino isso, mas eu não posso simplesmente mandar ela embora, chamar de doida. Mas está tudo resolvido. Eu vou te pegar o galo. Aí, por favor, vê se tu esconde o teu galo. Coloca em outro lugar. Não, tranquilo. Vai buscar o galo.
quando ele foi pro calão só veio o fio, só veio o fio os presos tiram, pegam o galo feito lá o negócio do do almoço, do lanche, sei lá o que mataram o galo ai que história triste Pio que história triste triste fiquei eu quando o dono do galo tomou conhecimento da morte do galo
Doutor, isso não pode. Esse galo era de estimação, era galo de raça, era galo disso, era galo daquilo. Eu disse, meu amigo, quanto custa esse seu galo? Ah, doutor, no mínimo 100 reais. Eu disse, olha, leva 50. Vai-te embora pra tua casa. Eu não quero saber de notícia de galo e galinha. Tão cedo na minha vida. Isso virou crônica, viu? Não, eu não escrevi. Mas a turma tomou conhecimento. Virou muito meme. Virou muito meme, tá?
Teve outro caso do Renato Van Gogh que prendeu um pato, não foi? Mas essa história foi outra. Eu lembro desses anos, né? A história do pato foi um cara que observava uma casa, uma casa do açougueiro. Todo dia o açougueiro saía cedo para ir lá para o açougue e a esposa dele ficava sozinha, né? Aí o bandido, o sétimo inteligente, ele passou os três dias observando essa dinâmica.
Aí era época de copa, uma época até parecida com essa. A gente chegou uma hora, aí foi levar um pato para a dona da casa, quando o açougueiro saiu. Disse, ah, seu marido mandou isso aqui para a senhora e tal. Já sabia nome, já sabia tudo. E pediu que eu levasse a televisão lá para o açougue, que ele quer ver um jogo.
Ela, pô, ganhou o pato, já levou, já ganhou a confiança dele. Olha, entre aqui, pegue a televisão e leve para ele. Essa televisão nunca chegou no açougue, né? Nunca chegou no açougue. Aí o marido chegou e tal, cadê a televisão? Que televisão? A televisão tu mandaste buscar, rapaz. O homem que me deu o pato de presente levou a televisão. Que pato, que televisão? O cara não sabia de nada, né? Aí que aconteceu.
Daqui a pouco estão batendo lá a casa atrás do pato, que o pato também era roubado. O pato era roubado. Aí o dono da casa queria ficar com o pato. Ele disse, não, mas o pato também é o resumo da obra. Prende o pato, leva o pato para a delegacia.
pra ver se aparecia. Mas essa missão não fui eu, gente. Essa missão foi o delegado Renato Van Gogh. Tá aí vivo pra contar a história. É, no espírito tem muita história. Realmente teria que ser uns trechás. Uns trechás de canela. Não, tem muito. Vocês vão rir muito.
Olha, nós só falamos de polícia, praticamente. A gente ainda tem a parte da política, tem a parte só do esporte. A gente não vai ter mais episódio com o Pio Neto, gente. Tem que ter uma série com o Pio. É, eu acho também. E olha, galera, a gente nem falou com a galera do YouTube. Obrigada, um beijo, Mônica. Um beijo, Aline, também. Obrigada pela companhia de vocês aqui. O Felipe também mandou uma pergunta.
Como delegado nativa, teve algum caso acontecimento que te marcou? Algo curioso ou forte?
É um caso... Como é o nome? É Felipe, é? É. Felipe, obrigado pela tua pergunta, irmão. Eu ia falar do caso do esquartejado. É um caso um pouco atípico pro Chá de Canela, que é um programa assim... Quando acontecem essas confusões aí, a gente está vendo o filme, eu e minha esposa, ela diz que é... Ah, não, filme de Jason, eu não quero. Filme de Jason, vocês sabem. É cabeça cortada, é braço, né?
Mas é um caso assim que foi reconhecido pela inteligência da investigação pelo Brasil inteiro. Foi Folha de São Paulo, Manchete, foi Estado de São Paulo, a Polícia do Pará, a Polícia de Marituba. Quem trabalhou esse caso foi a delegada Ivete Vangon, juntamente com a minha supervisão.
Foi um cadáver encontrado em frente ao cemitério Recanto da Saudade, todo esquartejado, todo acomodado em caixas de papelão, em caixas de som.
E essa história é um pouco longa, eu não vou tomar o... Já vai dar nove e meia e a gente já está praticamente terminando, né? Ainda agora a Bruna disse que já estava... Não, eu fico preocupada com o tempo para subir no Spotify. É horrível. Bruna, e esse caso, assim, foi um caso cercado de desafios. O primeiro desafio era identificar a vítima.
Como é que você vai identificar um cadáver? Olha, perna para cá, cabeça para lá. Foi em que ano, mais ou menos, isso? Isso foi em... Eu estava em Marituba, foi em 93. 93. Eu tenho recorte de jornal. No ano que eu nasci. De São Paulo. Aí nós temos uma polícia técnica muito competente, sabe, Carol? E aí conseguimos levar o corpo para lá. Ele foi reconstituído. E tudo costurado. Ainda assim, nós não sabemos quem era.
Só para identificar esse corpo foram três meses. Três meses. Quando a gente identificou, a gente começou a investigar em cima.
das relações dessa vítima. Essa vítima, ela era filho, assim, tinha dez irmãos, a mãe morava em Coraci, muito pobre, aí ele tirava serviço de garçom num restaurante, num bar, restaurante em São Brás.
Lá, ele conheceu um rapaz paulista, um técnico em produtos químicos, alguma coisa assim. Fizeram amizade, que se transformou em romance. Foram morar juntos. E essa relação homoafetiva teve uma certa duração e acabou. Só que acabou por iniciativa do dono do apartamento, que era esse paulista, que trabalhava numa empresa em Ananindeu.
Aí ele tentou terminar a relação, o garçom, vamos chamar de garçom, o garçom não aceitou. Só que o cara, o Paulista, ele planejou a coisa tão bem, ele esquartejou, ele se desfez do corpo.
Ele avisou a família do rapaz que tinha arrumado um emprego para ir em São Paulo, porque ele estava indo para São Paulo. Ou seja, ele construiu uma narrativa assim que dificilmente, se a gente não identifica o cadáver, iria chegar nele. Nós conseguimos mandato de prisão, nós conseguimos entrar no apartamento local do crime sem ele saber, ele trabalhando.
Mandato com mandato, com tudo bonitinho. Uma juíza, a doutora Isilda Pastrana, depois de desembargadora. Eles dão um apoio fantástico lá em Marituba. Acreditou na nossa tese, acreditou. Olha, nas caixas de papelão, haviam fitas adesivas da empresa onde o cara trabalhava.
Então, nós fomos fazendo um quebra-cabeça tão bonito que, quando a gente abordou o cara, já estava com mandato de prisão. A juíza já estava convencida de que era ele. E no trajeto dessa fábrica, onde nós fomos efetuar a prisão, até a delegacia de Maritubini confessou.
Ele disse que matou, esquartejou, porque seria uma legítima defesa, porque ele invadiu o apartamento de madrugada para matar ele. E ele contou sem nenhum arrependimento. Ele contou, assim, sob pressão, no sentido daquele impacto inicial, sem conversar com o advogado. Depois que ele conversou com o advogado, ele tentou fazer a negativa de autoria.
tentou argumentar que foi uma briga, que foi não sei o quê. Só que a gente estava muito respaldado. E ele foi condenado a uma pena de quase 30 anos de cadeia, sendo que, no júri, ele foi condenado por três a dois. Ele conseguiu convencer dois ainda que poderia não ter sido ele, para vocês verem o que o advogado é capaz de fazer num processo desse.
Caramba, Piu. Olha, obrigada por compartilhar suas histórias aí com a gente. Tem muito mais. Obrigada, Piu. Tem muito mais coisa que a gente poderia falar aqui. Mas te agradeço. Foi ótimo o episódio contigo. Obrigada. Hoje foi uma oportunidade de agradecer pela parceria, né? Pessoalmente aqui pro Piu. Toda terça a gente agradece essa parceria com a Rádio Nova Belém, mas hoje a gente...
Agradeço pessoalmente. E vale ressaltar que o Pio acolheu a gente desde o ano passado, né, Bruna? Muito bem. Todo mundo aqui da Rede Nova Belém. É uma super equipe que a gente tem aqui, que trata a gente muito bem, que acolheu a gente super bem, acolheu o Chá de Canela, confiou no nosso projeto. Então, a gente é muito grata por essa casa e por esse acolhimento. Olha, gente, é assim. Vocês me oportunizam falar um pouquinho do projeto, muito rapidamente. O projeto Rede Nova Belém veio...
após as minhas aposentadorias, eu já expliquei para vocês, a minha aposentadoria como delegado aconteceu em 2019, em 2020, eu me aposentei como secretário de Estado de Belém, fui secretário de meio ambiente, aí eu fiquei naquele impasse, eu sempre cheio de atividade, o que é que eu vou fazer? Meu sonho era me dedicar, passar velhice me dedicando à comunicação, que eu já estou realizando, em nome de Jesus. E, ahem,
Eu acompanhando em São Paulo alguns projetos de comunicação, já tinha esse espaço aqui, veio a ideia da Rede Nobelém, ver que seria inicialmente uma cooperativa, vários como vocês, vários apresentadores talentosos, preparados, têm um espaço para levar adiante a sua comunicação.
Só que eu pensei em uma coisa pequena, Carol e Bruna. Hoje nós temos 18 programas ao vivo aqui. Nós temos três programas diários pela manhã. Nós temos a Heloisa Rundi, manhã, com o Feito em Casa. Nós temos o Comando Cidadão, com o Guto. Nós temos o Nova Belém em Foco, com a Patrícia. Quer dizer, virou uma emissora, digamos, com compromissos efetivos. E são 18 programas ao vivo. Tem o meu, da segurança, tem o Levemente, que é um sucesso.
Tem o Vista Sonora, da Aline, que é todo. Aliás, a quinta-feira é espetacular, tá? Quinta-feira tem, além dos três da manhã, a emenda na hora da segurança. Depois tem o Vista Sonora, depois tem o Espiritualidade, além dos rótulos que vêm da Alemanha. O apresentador está fazendo da Alemanha, esse programa. Aí, o Levemente, e fecha com o Valmir Rodrigues, o nosso amigo, com o Essal.
O Valmir que é um espetáculo de pessoa Pois é Só quinta-feira Nós temos tantos programas aí Bem interessantes E vocês vieram para enriquecer Sagrath Repetir temporada Não é favor Nem favor nós para vocês É porque vocês foram observadas Ano passado
a qualidade que vocês entregaram, a responsabilidade, tanto que o podcast Chá de Canela foi premiado como o melhor da temporada no passado. Então, para nós é uma gratidão ter a qualificação de vocês aqui, a qualidade de vocês. Eu sou fã, minha casa é fã, a turma daqui da Nova Belém adora o programa.
Todo mundo curte, de alguma forma. E eu espero que essa parceria dure muito tempo aí para frente. Está aí meu nome, em nome do Mauro Leônides, acho que é meu sócio aqui. Trouxe o Mauro para ajudar, pelo menos, a pagar as despesas, né, Mauro? Na costa do pedileto não dá, né? Então, esse grupo aí, que a gente está muito feliz com o projeto, agradecendo tantos parceiros que acreditam, né?
com inovação. Olha, vou dar um spoiler, né? Spoiler? Isso, dá um spoiler. Vem aí um programa de fofoca.
Vem um programa aí que eu não posso falar mais porque o apresentador, ele não me autorizou. Poxa, tu não vai dar esse furo pra gente. Já vi o piloto, já vi o formato. Vai ter telefone, vai ter participação do ouvinte, vai ter caricato, meu amigo. Fofoca ao vivo. Muita fofoca, muita repercussão de internet, muita repercussão aí de rede social.
vocês não pedem por esperar, vai ser mais uma bomba aí da Nova Belém é isso mesmo, a rede Nova Belém merece essas programações inovadoras e é isso mesmo, muito obrigada de verdade Piu, como a Ana falou, a gente é muito bem acolhida aqui, é um espaço que a gente tem prazer de vir todas as terças e também a gente agradece a UltraO, a nossa outra parceira, que vem ajudando a gente reforçar cada vez a marca do chá de canela Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl Cl
E é isso, né, Ana? É isso. Esse mês a gente também vai fechar uma nova parceria. Em breve a gente vai falar um pouco mais para vocês sobre essa nova parceira que vem nos ajudar a ficar mais bonitas aqui para a apresentação do Chá de Canela. Então, muito obrigada quem acompanha a gente aqui. Não esqueçam também de interagir nas nossas redes sociais, arroba Chá de Canela Podcast, arroba CDC Revista e arroba Rede Nova Belém, que a gente divulga os cortes toda semana. São os cortes mais bombados de Belém, são os nossos.
Obrigada, gente, até a próxima Obrigada, beijo, tchau, tchau