Ainda Estamos Aqui — Ouvindo e praticando as palavras de Jesus
Mensagem por Manoel Geraldo, Instagram [@_manoelgeraldo] no OFAROL Igreja [@ofaroligreja] em Olinda/PE. Siga-nos!
- O Sermão do Monte: Praticando as Palavras de JesusA importância de ouvir e praticar · A porta estreita e o caminho amplo · Cuidado com os falsos profetas e seus frutos · Construir a casa sobre a rocha (fundamento em Jesus) · A diferença entre ouvir e praticar
- O Propósito da Comunidade CristãNão formar religiosos, mas discípulos de Jesus · Diferença entre religiosidade e espiritualidade cristã · O Evangelho: Deus fazendo por nós · Não aumentar o número de membros, mas formar discípulos · Discípulo de Jesus: fé relacional e comunitária
- O Poder de DeusDeus é capaz de fazer infinitamente mais · A comunidade não se sustenta pela capacidade humana · Deus faz do jeito Dele, não do nosso · Deus faz por nós, em nós e através de nós · A finalidade é a glória de Deus
- A Importância da Vida ComunitáriaDiscípulos de Jesus estão em comunidade · A comunidade como meio de discipulado · Avaliação de frutos através da proximidade · O Espírito Santo agindo na comunidade
- Ser Discípulo de JesusNão é apenas um admirador de Jesus · Não é apenas um frequentador de igreja · Não é consumidor de produtos gospel · Não é aluno de teologia de YouTube · Não é fã de personalidade gospel
Que bênção. Que música linda, né? De fato, essa é a nossa canção, não só hoje, mas sempre. Que a gente diga e reconheça, de fato, que o Senhor é grande. Ele é grande. Bem, se você esteve aqui domingo passado, a gente esteve celebrando os oito anos de existência dessa comunidade.
E a gente olhou para um texto bíblico, que foi Efésios, o capítulo vai aparecer aqui na tela. Vai aparecer aqui na tela, eu tenho fé. Mas é um texto que diz, e você sabe ele até de cor, talvez não exatamente todo ele, mas você sabe ele muito bem, que diz que Deus é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo que pedimos ou pensamos. Quem conhece isso aqui?
Todo mundo, né? É um texto bíblico, e a gente olhou para esse texto bíblico que diz que Deus é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo que pedimos ou pensamos, segundo o seu poder que atua em nós.
Olha aí, apareceu. A ele seja a glória na igreja e em Cristo Jesus por todas as gerações para todo sempre. Amém. E a gente percebeu aí que existe uma verdade, que é Deus é capaz. Ou seja, a gente não começa as coisas confiando na nossa capacidade, mas na capacidade e no poder de Deus.
sobre as nossas vidas. Então, a gente entendeu que essa comunidade não chegou até hoje aqui por causa da capacidade daqueles que começaram, por causa da fé daqueles que começaram, por causa das certezas, por causa da expertise, da estratégia, seja lá qual tipo de coisa que tenha a ver, mas, primeiro, por causa dessa consciência.
que Deus é capaz. Isso é verdade, porque depois de oito anos a gente tem entendido isso, que Deus fez muito mais do que pedimos, muito mais do que imaginamos, e hoje nós estamos aqui. Diga-se de passagem que, acho que com exceção de Chico, de Bárbara e de Cris hoje, todo mundo é diferente, né? É uma nova igreja. Não é, pastor? É um novo...
É um novo corpo que se faz aqui depois de oito anos, daqueles que começaram, então Deus fez muito mais. Fez diferente, porque saber que Deus é capaz para fazer alguma coisa não significa que Ele vai fazer do jeito que nós queremos, mas do jeito que Ele quer, e a gente confunde muito isso, a gente acha que Deus é capaz, mas Deus é capaz para fazer o que eu quero. E normalmente não acontece assim, Deus faz do jeito que Ele quer.
E é surpreendente normalmente a maneira que Deus faz. Mas a gente percebeu também que Deus não somente faz por nós, mas principalmente Ele faz em nós e através de nós. Porque normalmente a gente fica nessa primeira parte, a gente quer que Deus faça algo por nós. E a gente percebe nesse texto e em todas as escrituras que na verdade Deus está fazendo algo em nós para e principalmente fazer algo através de nós.
Então, não adianta você ficar orando, dizendo para Deus mudar seu casamento, por exemplo, se você não permitir que Ele, em você e através de você, comece essa obra de transformação do seu casamento.
Não adianta que você está pedindo para Deus fazer por você algo no trabalho, se você não permitir que Deus faça em você e através de você algo lá no seu trabalho. Ou seja, Deus não faz somente coisas por nós. Deus faz principalmente em nós e através de nós. Esse é o método de Deus. Deus tem todo o poder. Mas Ele escolheu fazer em nós e através de nós muito mais do que por nós.
Então, a gente olhou isso e a gente percebeu que tem uma finalidade. Por que Deus faz isso? Para que a glória seja dada a Ele, então, somente. Não é para que o nosso nome fique conhecido, famoso. Não é para as pessoas ficarem olhando para a gente, dizendo, olha, com inveja, que pessoa abençoada. Eu quero ser tão abençoada assim, a inveja santa. Não, é para que as pessoas possam olhar e a gente ter testemunho.
De que, olha, nós conseguimos, chegamos até aqui, mas foi por causa de Deus, unicamente. Não foi apenas pelos meus esforços, mas foi por causa de Deus. Deus foi misericordioso, bondoso, ele atuou. E então eu cheguei a conquistar isso, cheguei até esse local, foi por causa de Deus. E toda a glória seja dada a ele, então somente a ele. E aí...
a gente percebeu que existe um desafio, que é exatamente por todas as gerações. Ou seja, a coisa não para na gente. A coisa precisa continuar depois da gente. Então, depois da gente entender que Deus faz, que Ele tem todo o poder para fazer, que Ele escolheu fazer através de nós, que Ele espera que o resultado seja o reconhecimento, que a glória é dEle. Então...
O que é um desafio? A gente passar isso adiante. É a coisa não parar na gente. É por isso que ele diz, por todas as gerações, a coisa precisa continuar depois de mim, depois de você. Então, algumas pessoas trouxeram essa comunidade até aqui e agora chegou a nossa vez. Então, quem vai ser ou quem serão as pessoas que vão continuar?
Entendendo que Deus é capaz de continuar sendo o instrumento de Deus para ser por meio de quem Deus vai operar, para que ele continue recebendo toda a glória que lhe é devida por gerações e gerações. Então, a gente olhou para isso.
E aí a gente chega num momento que você pode dizer assim, eu entendi, mas por que exatamente nós estamos aqui? Por que essa comunidade está aqui? Por que a gente entende que Deus é capaz, Ele está fazendo através de nós, Ele está buscando a sua própria glória, e Ele deseja então que pessoas depois da gente continuem a ouvir essa mensagem? Por que nós estamos aqui?
Por que nós ainda estamos aqui? Alguém sabe responder a essa pergunta? Será que estamos aqui para fazer o quê? Por quê? Quais são as motivações? Isso é uma coisa muito interessante, porque nós quase não consideramos os nossos porquês. E é preciso, é importante. Então, eu queria aqui falar para vocês algumas motivações do porquê nós estamos aqui, enquanto comunidade. E a primeira delas é que o propósito nunca foi formar religiosos.
Essa comunidade vai surgir para fazer exatamente o contrário do que muitos lugares ficam fazendo por aí, que é cultivar religiosos, cultivar pessoas.
que estão numa tentativa, através dos seus próprios esforços, ganhar ou barganhar com Deus alguma coisa. Então, eu vou à igreja, eu dou dízimo, eu faço boas ações. Então, eu espero que, porque eu estou vivendo uma vida certinha, ou pelo menos, assim, nada que ninguém sabe, porque às vezes esse certinho é só na frente das pessoas, porque por trás, misericórdia. São os religiosos, são...
a pior espécie que tem. A religião aqui é esse sentido de tentativa humana de conseguir alguma coisa de Deus, através daquele que está fazendo. É isso que é religião, é o esforço de ser bom o suficiente, de ser justo o suficiente, de ser suficientemente merecedor de alguma coisa da parte de Deus, porque você está fazendo alguma coisa para Deus.
Então, essa mentalidade de que porque eu estou fazendo alguma coisa, Deus precisa e deve fazer alguma coisa por mim. Por isso essa ideia de que você ouve por aí, às vezes, é assim, decrete, determine, como se Deus ficasse quase que no canto da parede e é obrigado a fazer alguma coisa, porque você, você, olha só, alentrida e dourada, está botando Deus na parede. Isso é religiosidade, gente, porque a espiritualidade cristã, ela caminha...
no caminho completamente oposto a isso. O cristianismo não começa com o homem fazendo alguma coisa para Deus. Muito pelo contrário. O cristianismo, o evangelho vai mostrar para a gente que Deus está fazendo alguma coisa por nós.
Nós estávamos perdidos, mortos em delitos e pecados. Então, Deus, ele deixa o céu de glória, ele entra na nossa história, toma a nossa forma, ele vive a nossa vida, ele vem em nosso resgate. Nós estávamos como pessoas doentes. É isso que Jesus fala. Os sãos não precisam de médicos, mas os doentes. Eu vim para buscar e salvar os perdidos. Então, o cristianismo é...
Deus fazendo por nós algo que nós não podemos fazer em nenhum sentido para Deus. Ele que vem ao nosso encontro, Ele que vem nos reconectar com Ele novamente através da vida, da morte e da ressurreição de Jesus. Isso acontece, esse ato de resgate.
pelos homens, é exatamente por causa daquilo que Jesus fez, por causa da vida de Jesus, por causa da sua vida perfeita, de tudo aquilo realmente de bom que ele fez, por causa dos méritos dele, então, Deus pode voltar a se relacionar conosco.
Então a religiosidade é, eu faço alguma coisa, eu fiz alguma coisa de bom, eu sou bom, então Deus vem até a mim, Deus ouve minha oração, Deus me abençoa. Não, o evangelho é porque Jesus fez, por causa da vida perfeita dele, por causa dele ter me substituído lá na cruz, por causa da justiça dele.
por causa dos meus pecados que foram colocados, imputados a ele. Então, Deus pode vir novamente e se relacionar comigo. Eu posso chamá-lo de pai. Eu posso chegar até a sua presença e ser recebido por ele como filho amado. É por causa disso. Então, o nosso objetivo não é produzir pessoas religiosas. É tirar você dessa tentativa de um ativismo.
está muito relacionada a você ter que fazer, ter que fazer, porque senão Deus vai lhe abençoar. Mas, por outro lado, isso não significa que você não tenha que fazer nada. O resultado dessa compreensão de que Deus já fez por você, inevitavelmente, é você fazer alguma coisa em gratidão a esse Deus. Percebe que isso inverte.
Primeiro Deus faz, você reconhece, você é alvo dessa ação de Deus, então você não tem como fazer outra coisa, senão a se render e viver agora uma vida que a Bíblia vai chamar de santa, de reta, de íntegra, uma vida de serviço.
e todas as coisas mais. Mas é como resultado, não como objetivo. Também, nosso objetivo aqui não é transformar pessoas em evangélicas, porque, diferente dos religiosos, tem os evangélicos também. Esse aqui é aqueles que cantam músicas gospel, acompanham os pastores famosos, tem o linguajar religioso. Você sabe muito bem, são as pessoas evangélicas.
que não necessariamente estão de acordo com o evangelho. Esse termo evangélico é um espectro da sociedade hoje, de gente que vai domingo à igreja, de gente que está postando nos stories, nos feeds, versículos bíblicos.
que as palavras de Deus são palavras de Deus, mas estão completamente descontextualizadas, elas são retiradas do contexto, elas não estão dizendo aquilo exatamente, mas eles pervertem ou trocam o sentido para dizer o que eles querem que seja dito. Então, eles dizem, eu sou evangélico, mas a gente não está aqui para transformar as pessoas em evangélicos. Também a gente não está aqui para aumentar o número de membros.
Porque se existe uma coisa hoje que está acontecendo nas igrejas, é exatamente esse afã pela quantidade de pessoas na igreja. Então, igreja que está dando certo, que é boa, que é legal, é igreja que está entupida de gente. E aí pode ser que essa quantidade de pessoas que estejam nesses lugares, às vezes, sejam pessoas religiosas.
sejam de pessoas evangélicas. Porque o nosso objetivo aqui, qual é? Fazer discípulos de Jesus.
Isso é completamente diferente de um religioso e de um evangélico. Ser discípulo de Jesus é algo muito mais profundo. Por isso que, nesse sentido, uma igreja, ela, infelizmente, não está necessariamente cheia de discípulos. Pode ter de religioso, pode ter de evangélico, mas discípulo de Jesus não necessariamente. É possível você ser membro da igreja.
e você não ser discípulo de Jesus. É possível. É possível frequentar culto, conhecer as músicas, conhecer os versículos, consumir o conteúdo cristão, mas ainda assim você não está sendo formado por Jesus. Membresia é importante, eu não estou dizendo isso, que a gente não quer que a igreja cresça numericamente, não é isso. Mas, entre crescer numericamente,
e ter discípulos de Jesus verdadeiros, o nosso objetivo é ter discípulos de Jesus. Discípulos de Jesus. E aí existe uma diferença enorme entre aqueles que frequentam a igreja, porque eles são discípulos de Jesus, porque discípulos de Jesus entendem que a sua fé é relacional, que o chamado de Jesus para a sua vida e a sua fé é relacional.
Foi pessoal, mas não é individualista. Que Jesus lhe insere dentro de um contexto comunitário, que a fé se vive compartilhada. Logo, discípulos de Jesus estão em comunidade. Mas nem sempre pessoas em comunidade são discípulos. Mas são membros de uma instituição, mas não são discípulos. Porque o alvo de um discípulo de Jesus não é pertencer a uma instituição.
é crescer no seu relacionamento com Jesus, que acontece, dentre outras formas, através de uma comunidade. Mas o que a gente tem visto é, infelizmente, muito mais pessoas sendo membro de igreja, sendo religiosos, sendo evangélicos, mas não discípulos de Jesus. E aí, evidentemente, você deve estar perguntando assim, o que é ser um discípulo de Jesus?
Então vamos começar primeiro, antes de definir o que é discípulo, a gente vendo o que não é discípulo. Então, o que não é discípulo? Um admirador de Jesus. Discípulo não é apenas, veja só, eu estou dizendo aqui apenas admirador de Jesus, porque um discípulo precisa admirar o seu mestre.
Concorda? Mas não é apenas um admirador de Jesus, porque tem gente que admira Jesus, gosta de Jesus. Tem gente que acha que as coisas que Jesus falou foram espetaculares. Jesus falou muita coisa bacana, principalmente a parte do amor.
Todo mundo gosta do amor de Jesus, né? Jesus é um cara muito amoroso. Então a gente acha isso muito inspirador. As palavras de Jesus, elas deixam as pessoas admiradas, principalmente no que tange o seu amor, mas as pessoas esquecem que Jesus falou muito mais coisas que são difíceis de engolir. Muito mais coisas. Inclusive ele mesmo disse que veio trazer a espada, a divisão entre... Tem isso na Bíblia, talvez você nunca leu.
Na família, pai, filho, marido, esposa. Por quê? As palavras de Jesus exigem da gente atitudes. E essas atitudes, quando são tomadas, geram conflitos. Mas fato é que as pessoas admiram muito Jesus. Mas a admiração por Jesus não é automaticamente, não faz automaticamente a pessoa um discípulo seu. Não faz. Admirar Jesus...
é muito pouco para aquilo que é um discípulo. Ser discípulo é muito mais profundo do que gostar das ideias de Jesus. Então, discípulo não é apenas ser admirador de Jesus. Discípulo não é apenas frequentador de igreja, óbvio. Vocês já ouviram falar aqui. Não é, não tem nada a ver. A pessoa, às vezes, frequenta a igreja por hábito. Eu, por exemplo, cresci na igreja, me acostumei para a igreja. Eu não consigo pensar a minha vida sem ir à igreja.
Já são, sei lá, 30 e poucos anos já. Então, estou acostumado a ir à igreja. Cresci todo domingo se arrumando para ir para a igreja, mesmo que toda confusão, porque se você vem para a igreja e o seu domingo às vezes é cheio de confusão, porque tem que arrumar menino, tem que ajeitar a bolsa, tem que tomar banho, tem isso, tem aquilo. É assim mesmo, não vai melhorar não.
porque eu cresci nesse contexto e eu me acostumei. E às vezes a gente se acostuma, e a gente está frequentando a igreja por um costume, por um hábito, porque a gente cresceu, porque você foi acostumado, você foi levado pelos seus pais, você está levando seus filhos, e a gente está fazendo isso por força da tradição. A gente pode estar presente todos os domingos e ainda assim não está sendo um discípulo de Jesus.
Não é necessariamente a frequência que forma você um discípulo. Não é. Outra coisa também é que discípulo não é consumidor de produtos gospel. Porque aí tem gente que acha que se tiver lá no carro um adesivo, foi Deus que me deu, se colocar uma camisa, se colocar lá a capa do telefone...
do computador, sei lá, coisas que identifiquem essa pessoa como evangélica, como gospel, então, ela é um discípulo. Essas coisas podem até fazer parte do ambiente religioso. A gente gosta, às vezes, tem uma frase, um dizer, tem uma imagem que a gente gosta, que caracteriza os ambientes, mas isso não quer dizer evidência nenhuma.
Então, você consumir música gospel, tem gente que só escuta a música gospel. Música gospel. Mas isso não significa que você é um discípulo. Outra coisa também, que eu tenho visto muito, discípulo não é...
aluno de teologia de YouTube, que hoje você vê, assim, eu estou até cansado de ver, porque toda vez que você abre, é sem número de gente vendendo curso no YouTube, ensinando você a ler a Bíblia, ensinando você sobre determinado assunto, tem agora um monte de professor de Bíblia no YouTube.
no Instagram, tem um monte de pastor, alguns são sérios mesmo, são professores mesmo, e estão entregando ali o conteúdo que eles entregam nos seminários. Mas eu não estou falando desse tipo de gente. Esse aí, ok. Eu estou falando de gente que se auto-intitula professor porque leu alguns livros, porque fez um curso não sei onde, e então muitas pessoas estão se alimentando desse conteúdo. E aí... E aí...
Eles acham, agora eu sou um discípulo, eu estou entendendo determinado assunto da Bíblia. Mas veja, informação não é transformação. Você pode saber muita informação. Você pode ter muito conteúdo. Você pode saber muito sobre Deus, mas não significa que você esteja vivendo uma vida de intimidade com Deus.
Informação não é a mesma coisa, porque se a teologia dessas pessoas que estão se inchando de conhecimento não tem feito elas serem cidadãos melhores, pais de famílias melhores, esposas melhores, profissionais melhores, se essa teologia que as pessoas têm se alimentado, que fazem congresso, conferência, seminário, faz uma porrada de coisa.
não transforma a vida delas, tem alguma coisa de errado com essa teologia, gente. Porque teologia é o estudo de Deus, e quando você estuda Deus, você se relaciona com Deus, inevitavelmente você tem que ser uma pessoa diferente. Por isso, estudar teologia não faz você um discípulo de Jesus, faz alguém com informações.
sobre Deus, sobre Jesus, sobre a Bíblia. Apenas isso e nada mais. Discípulo também não é fã de personalidade gospel. Eita, esse daqui é outra coisa também. As pessoas estão, para alguns cantores, alguns pastores, tratando ele como se fosse astros. E aí, quando a gente olha para as Escrituras, a gente percebe que não há espaço.
para outra coisa, senão para servos. Então, quando pastores, escutem bem músicos, pregadores, líderes, eles atraem seguidores para si e não para Jesus, quando no culto, ou seja, em qualquer ambiente, os holofotes não estão sobre quem deveria estar, que é Jesus, mas sobre essas pessoas, porque elas cantam, porque elas pregam, porque elas lideram, quando todos os holofotes estão para pessoas.
e não para Jesus, então o que você está fazendo é exatamente sendo fã de uma personalidade gospel. E tem muita gente assim. Tem muita gente seguindo o influencer gospel lá, seja pastor, líder, seja qualquer outra coisa.
E aí, porque está seguindo essa pessoa, se alimentando diariamente das coisas que está dizendo, então ela acha que é um discípulo, mas isso não tem nada a ver com discípulo. Ser discípulo de Jesus envolve três coisas. Vamos lá, vamos todos dizer juntos? Estar com Jesus, tornar-se como Jesus, fazer o que Jesus faria. É exatamente isso.
Discípulos de Jesus precisam estar, em primeiro lugar, com Jesus. Isso envolve o quê? Envolve a sua vida diária, devocional, de leitura bíblica. Deixa eu perguntar, você leu a Bíblia hoje? Você orou hoje? Você falou com Jesus hoje?
Você passou um tempo de silêncio, de meditação. Quando você pegou a Bíblia hoje, você pegou a Bíblia hoje, e você leu, refletiu, meditou, fechou seus olhos, ficou em silêncio, e você falou com Deus e, principalmente, você deu espaço para Deus falar com você também. Escuta.
A oração é a gente falando com Deus e depois que a gente se alimenta da palavra de Deus, então a gente pode ouvir Deus, a direção de Deus para a nossa vida. Isso é estar com Jesus. Quem é discípulo deseja estar com Jesus. E não existe outra forma de você estar com Jesus se você não mantém, durante a sua vida diária,
Exatamente essas práticas, essas disciplinas espirituais, esses meios de graça, esse nome meio de graça é exatamente por causa disso. Porque através da prática dessas coisas, Deus se comunica conosco. Há relacionamento com Deus quando você lê a Bíblia, quando você ora, quando você medita, quando você passa um tempo em silêncio.
É isso que significa estar com Jesus. Por isso, se não há essas coisas na sua vida diária, então você deve se perguntar se você está com Jesus. Não é apenas ouvir sobre Jesus, mas é estar com Jesus. Nós estamos com Jesus quando exatamente nós cultivamos hábitos espirituais, como leitura bíblica, oração, meditação, tempo de silêncio, e escuta de Deus.
A segunda coisa é tornar-se como Jesus. O objetivo de, então, você vir à igreja, isso é uma prática também espiritual, comunitária, de você se reunir, que é para você exatamente nesse momento aqui ser discipulado. A pregação bíblica e todas as coisas que acontecem dentro dessa igreja aqui tem como foco exatamente discipulá-lo.
Esse tempo de pregação, em muitos lugares, está sendo como um tempo de entretenimento. Então, o que vale e o que é importante é a performance do pregador. Então, se eu estou aqui muito animado, se eu falo, se eu grito, se eu... Aí as pessoas, agora eu estou sentindo Deus, eu me arrepiei.
Veja, mas a pregação bíblica, gente, ela é pedagógica. O objetivo aqui é para que você reflita, para que você seja confrontado com as verdades do Evangelho. E, diante disso, você sai daqui com a cabeça fervendo para, durante a sua semana, você continuar refletindo, orando e pedindo para que Deus trabalhe em você. Mas, primeiro, você precisa entender.
Mas tem muita gente que está se emocionando. E aí está confundindo. E é por isso que não há transformação nenhuma da vida, porque a emoção passa. Mas a compreensão é que vai levando você diariamente a um processo de transformação.
Então, tornar-se como Jesus não é você ter informação sobre Jesus, é o quanto dessa informação vai transformando você, vai modelando. Por isso não é só ouvir sermão como quem ouve conceito. Eu não estou aqui falando conceitos. Não.
E aí muita gente tem caído nesse engano, porque agora, através das redes sociais, você é on the monde. Você escolhe lá o que você quer e você ouve. Eu gosto desse pregador, eu quero ouvir essa mensagem. E aí o desafio de se viver comunitariamente é exatamente porque você vem para cá e você não vai ouvir o que você quer necessariamente. Você vai ouvir aquilo que está dentro de um trabalho pedagógico para a igreja. E as pessoas se frustram.
E aí elas não percebem que o meio pelo qual Deus trabalha na nossa vida para nos tornar como Jesus é exatamente por meio da exposição continuada do Evangelho através da vida comunitária. Porque quem é que está caminhando com você mais proximamente e pode ser usado por Deus para confrontar a sua vida para você se corrigir? É o pastor do YouTube?
Então perceba que o alvo é o nosso caráter, são as nossas decisões, nossos afetos. É a nossa vida ser moldada por Jesus. É por isso que na comunidade local, o Espírito de Deus está agindo por meio de tudo aquilo que está acontecendo, e Deus então vai usando os pastores, os líderes, tudo o que vai acontecendo para que isso haja na nossa vida, para nos transformar.
E as pessoas, não. Eu quero ouvir o pastor fulano e tal, porque meu pastor prega muito ruim. O pastor é frio demais. É frio, eu gosto de um pastor quente. Aí ele vai lá e escolhe o pastor quente. Fazer o que Jesus faria. A pergunta é, como você viveria a sua vida se Jesus estivesse vivendo ela hoje?
Como é que Jesus viveria a sua vida hoje? Como é se Jesus fosse a pessoa que você é lá no seu trabalho? Como seria? Por quê? Jesus não tem a sua vida. Você não disse que entregou a vida a Jesus e agora você está vivendo para ele. Então, como é que Jesus não vive a vida que você vive?
Consegue entender como seria Jesus vivendo a sua vida? Mas você não deveria exatamente, Jesus não deveria estar vivendo a sua vida através de você. Então fazer o que Jesus faria é a gente entender que dentro do nosso contexto, seja a gente um professor, um funcionário público, seja qualquer lugar que a gente esteja fazendo alguma coisa. Então, Jesus faria isso. Então eu faço. Jesus não faria isso. Então eu não faço.
Essa é uma pergunta decisiva, porque se dizemos que Jesus habita em nós, então a vida dele deve aparecer na nossa vida. É fazer o que Jesus faria. Então, o que é que faz de alguém um discípulo de Jesus? Vamos lá repetir novamente. É estar com Jesus, tornar-se como Jesus e fazer o que Jesus faria. E aí, gente... É...
Eu gostaria de olhar com você um texto de Mateus, no capítulo 5, versículo de 1 a 2. Porque, eu não sei se você conhece...
É no capítulo 5 de Mateus, vai começar o Sermão do Monte. Quem que sabia disso aqui? Sermão do Monte é o ensino mais longo de Jesus, registrado no Evangelho de Mateus, que vai do capítulo 5 até o 7. Então, 5, 6, 7, Jesus está vendo as multidões, ele sobe ao monte, se assenta. E olha só que interessante. O que acontece? Seus discípulos, não é isso?
Então, olha só, tem uma multidão, não é assim? Uma multidão de gente, essa multidão de gente tem religiosos, tem evangélicos, tem. Mas olha só, seus discípulos, entende que parece que dentro da multidão tem um grupo de pessoas que são identificadas como discípulos de Jesus. Eles não são...
Qualquer um no meio da multidão não, gente. São discípulos. Discípulos têm características, a gente viu aqui. Eles fazem o quê? Se aproximam de quem? De Jesus. Discípulos se aproximam de Jesus. Porque eles querem estar com Jesus. Porque é o quê? Foi a segunda coisa? Já esqueceu, né? Estar com Jesus. Qual é a segunda coisa? Hã?
Tornar a se fazer com Jesus. Então, discípulos de Jesus estão se aproximando dele e diz o quê? Que ele começou a ensiná-los. Não foi emocioná-los. Não foi arrepiá-los. Foi o quê? Ensiná-los. Ensiná-los. Entende o que eu falei? Que a pregação é pedagógica, é um momento de ensino.
Então, começa o sermão do monte, Jesus não está transmitindo, ele não vai transmitir boas ideias, ele vai formar discípulos, ele sobe ao monte aí para ensinar os seus discípulos, eles se aproximam, então eles vão ouvir. Então, começa no capítulo 5. E no capítulo 7, nos últimos versículos, Jesus vai terminar o seu sermão trazendo três imagens muito fortes.
Mas tudo isso tem a ver com essa coisa aqui. Ouvir as palavras de Jesus e praticá-las. Então, no capítulo 5, versículo 1 e 2, a gente vê Jesus está reunindo os seus discípulos. Tem uma multidão que está ouvindo também, mas seus discípulos estão mais atentos, querendo aprender.
E aí Jesus vai falar um monte de coisa. Chega no capítulo 7, nos últimos versículos, Jesus vai, então, e a gente vai ver isso aqui, essas três coisas que vão acontecer, duas portas, dois caminhos, duas árvores, dois frutos, dois construtores e dois alicerces. Que, resumindo tudo, é para dizer assim, agora vocês têm que praticar.
Exatamente isso. Porque dentro do processo de Jesus para se tornar um discípulo seu, a coisa mais importante é o quê? Praticar. Não é só ouvir. Não é só ter informação. Não é só frequentar. Não é só admirar. Não é só comprar produtos gospel. Não é só acompanhar o pastor famoso. É o quê? Praticar as palavras de Jesus.
Então, vai acontecer isso. Jesus vai dar, no final, imagens, todas elas relacionadas a uma decisão. Uma decisão. Duas portas, dois caminhos, duas árvores, dois frutos, dois construtores e dois alicerces. E é interessante que só é dois. Ou melhor, são dois.
E aí a gente fica numa ideia de que existem vários caminhos, várias formas. Existem muitas maneiras de você encontrar com Deus, de você se relacionar com Deus, de você viver sua vida com Deus. Várias. Não! Parece que Jesus coloca aqui, de maneira muito categórica, que só existem duas maneiras. Duas maneiras. A maneira certa e a maneira errada. Existe um caminho que é diferente do outro.
uma árvore diferente da outra e um fundamento que é diferente do outro. E ambos, cada um, levam para um lugar diferente, um destino diferente, um resultado diferente. Então é até mais fácil, porque dentro das tantas opções que a gente tem, eu não sei você, como eu, que poucas vezes que eu vou tentar escolher alguma coisa num stream desse da vida, eu não consigo.
Porque eu fico passando, cada vez vendo uma coisa diferente, mais interessante, e eu passo mais tempo para tentar escolher alguma coisa para assistir do que assistindo. Porque quando eu começo a assistir, eu começo a dormir. Ou então eu não gosto.
Se é assim também, passar mais tempo escolhendo. Então, parece que Jesus já sabendo dessa nossa característica, então ele coloca para a gente o quê? Você só tem dois. Pronto. Fica mais fácil, né? Então, vamos lá. Jesus diz o seguinte, no capítulo 7, é o final, tá? Depois você dever de casa aí para a semana, você lê todo o Sermão do Monte. Capítulo 5 a 7. Então, depois de Jesus ensinar um monte de coisa, ele vai chegar aí no versículo 13, no capítulo 7, e vai dizer o quê?
Entrem. Olha só, imperativo. Depois de você ouvir tudo, entre pela porta estreita. Pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição. E são muitos os que entram por ela. Essa porta larga aqui é o caminho da autonomia. É o caminho de alguém que depois que ouve tudo o que Jesus falou.
Depois de todas as palavras de Jesus, ele então chega à conclusão e diz assim, olha, eu vou fazer do meu jeito. Essa coisa é legal, é interessante, mas assim, eu prefiro seguir meu coração, meus sentimentos, a minha razão. Eu decido o que é melhor para mim. Jesus está dizendo isso aí, ok, mas não é exatamente aquilo que eu acho que é interessante para a minha vida.
E vai ensinar assim o caminho mais popular que as pessoas tomam. É exatamente isso. Diante das palavras de Jesus, diante daquilo que Jesus está ensinando e falando, talvez você esteja aqui, Jesus está falando com você e você esteja dizendo assim, é, mas eu não concordo com isso não. Jesus chama essa atitude de alguém que está indo por uma porta larga. Uma porta larga. Depois de ouvir as suas palavras e a decisão então de fazer diferente, diferente.
É a mais comum. É a mais comum. A mais popular. E é exatamente aquela que conduz o quê? A perdição. Em contraste, Jesus vai apresentar a porta estreita. Ele vai dizer o quê? Como é estreita a porta. Olha só, como é estreita a porta. E apertado o caminho que leva à vida. São poucos os que a encontram.
E por que, gente, a porta é estreita? Porque ela representa exatamente rendição. Ela representa exatamente essa atitude de você se desfazer de suas razões, de se desfazer do seu orgulho, de se desfazer da sua autonomia e você, então, se submeter a Deus.
A salvação é gratuita, mas recebê-la exige você abrir mão da sua autossuficiência, do seu controle, para então você receber aquilo que Deus tem para lhe dar. Porque se você está cheio de coisa, não tem como passar numa porta estreita, a não ser que você faça o quê? Se desfaça.
Você tire de si, você abandone, você largue, você fique completamente, suficientemente capaz de poder passar. Então é exatamente isso, a porta estreita, porque não passamos por ela carregando tudo o que queremos. Não é possível seguir Jesus, você carregando tudo o que você quer. Nós entramos rendidos, entramos deixando para trás aquilo que não cabe no caminho que Jesus nos propõe.
Então, por isso que ele diz que a porta é o quê? Estreita. Estreita. Mas ela é exatamente o que conduz à vida. Então, depois de ouvir Jesus, você só tem o quê? Duas alternativas. Você seguir com seus achismos, com suas razões, com suas opiniões, ou você se desfazer de tudo isso e seguir pela porta estreita.
A segunda imagem que Jesus vai trazer é exatamente a imagem... Foi duas águas. E frutos. E o contexto aqui começa exatamente falando especialmente sobre os falsos mestres. Antes dele dizer sobre essas árvores, ele vai dar o contexto. Olha só que interessante. Ele vai dizer o quê? Cuidado.
Com os falsos profetas. Ele vem a vocês vestidos de peles de ovelha, mas por dentro são o quê? Lobos devoradores. Vocês os reconhecerão por seus frutos. Preste atenção, está no versículo 15 e 16, está certo? Jesus está dando um alerta. Cuidado com falsos profetas.
Em outras palavras, o que Jesus está dizendo aqui, você vai entender, ok, cuidado, com as vozes que estão formando seu coração. Porque Jesus está naquela condição ali, no ensino com seus discípulos, para que eles então possam ser formados como seus discípulos, concorda? Mas sendo que não tem apenas a voz de Jesus, existem outras vozes.
E aí você precisa estar atento qual é a voz que está dirigindo o seu coração. É a voz de Jesus? Porque pode ter outras vozes de profetas falsos que vêm vestidos como peles de ovelha, mas são lobos, ou seja, são pessoas que estão dizendo que são de Deus, mas elas não estão te levando a um relacionamento profundo com Deus.
porque pessoas de Deus levam você a um relacionamento com Deus. E aí você precisa ter cuidado. E nessa era que a gente está vivendo, digital, a gente está caindo muito fácil nisso daqui. Porque a gente gosta muito da performance. A gente tem acesso hoje, através da rede social, a pessoas muito inteligentes. Pessoas que falam muito bem, comunicativas, carismáticas. Pessoas que conseguem produzir um conteúdo que prende você.
Não é isso? Que prende. Aí a gente fica bestalhado. Que oratória, que insight, que estética de vídeo. Olha a quantidade de seguidores. Bateu um milhão, dois milhão, três milhão. Que agora tem até festa, quando bateu com quantidade. E aí Jesus está dizendo, cuidado com quem está formando seu coração. E é interessante que ele vai dizer uma maneira.
Divo CPCB.
É exatamente, veja, no versículo 17, ele disse pelos seus frutos. E no versículo 20, ele volta a repetir novamente. Por quê? Assim, pelos seus frutos, vocês os reconhecerão. Ou seja, muito mais do que você ouvir a performance de alguém, a frase de efeito de uma pessoa, o vídeo, ou qualquer outra coisa, você precisa se atentar aos frutos. E por fruto, aqui tem a ver com o caráter.
com a conduta, com a coerência, com a vida real que a pessoa está vivendo. Quem é a pessoa por trás dos bastidores, por trás do telefone, do smartphone, da câmera? Quem é a pessoa? Você tem acesso? Porque é isso que Jesus está dizendo. Um profeta de Deus, ele precisa ser ouvido, porque a vida dele é coerente com aquilo que ele anuncia.
E a gente está sendo levado hoje, infelizmente, por pessoas nessa cultura digital que a gente vai admirando, que vai influenciando o nosso coração a viver de determinada forma, a fazer determinada coisa. E a gente não conhece, não tem acesso à vida da pessoa para saber se aquilo ela realmente vive. Por isso que nada substitui a vida comunitária. Porque aqui você tem acesso à vida do pastor, à vida dos líderes, para saber se é coerente.
O que precisa ser, gente? Eu não posso estar falando aqui uma coisa e vivendo outra. É isso que Jesus está dizendo. Os profetas de Deus, você reconhece ele pelos frutos da vida que eles têm. E tu conhece a pessoa no trato com a esposa, por exemplo, com os filhos, no trabalho. Quais são os frutos?
E perceba bem que, infelizmente, eu vejo as pessoas desprezando aqueles que estão mais próximos dela, que estão vivendo a vida com Jesus, e a pessoa não consegue admirar. Não consegue. Porque a gente é arrebatado pelas pessoas.
que a gente acompanha. O discipulado cristão exige relacionamento. Isso é uma via de mão dupla para quem está sendo ensinado e para quem ensina. Por isso que ele fala assim, pelos seus frutos vocês reconhecerão. Reconhecerão.
E aí chega na parte mais séria aqui do Sermão do Monte, que é aquela que Jesus vai dizer algo que é muito forte. Ele vai dizer o quê? Nem todo aquele, olha só, que me diz, Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade do meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia, Senhor, Senhor, Senhor,
entrará no reino dos céus, aliás, perdão, Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome, em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres, então eu lhes direi claramente, nunca os conheci, afastem-se de mim vocês e praticam o mal. Eu já trouxe uma mensagem aqui outro dia sobre isso, mas eu percebo o quanto isso é assustador para mim, o que significa que alguém pode...
realizar coisas impressionantes em nome de Deus, mas ainda assim não ter nenhum tipo de intimidade com Ele. Porque eles dizem, nós fizemos coisas no teu nome, nós expulsamos demônios, operamos milagres, fizemos coisas extraordinárias, mas parece que fazer coisas para Deus, escute bem, nada tem a ver com ter relacionamento com Deus.
Você pode fazer muita coisa para Deus, muita coisa em nome de Deus, mas isso não significa que você caminha com Deus. Por isso que a pergunta mais importante, depois de tudo, não é Ah, eu sei muita coisa sobre Jesus, eu fiz muita coisa para Jesus, mas é Eu conheço Jesus e sou conhecido por ele. Essa é a pergunta mais importante. Não é o que você faz em nome de Deus.
é se você está num relacionamento com Jesus. Por isso, que para terminar o sermão do monte, depois de dizer essas coisas, ele vai contar exatamente uma parábola de dois homens que vão construir uma casa. Vamos ler? Portanto, olha só. Portanto, depois que você ouviu tudo...
Aquele que põe as minhas palavras e pratica é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa. E ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha. Olha só o contraponto, mas... Aliás, eu não passei não, né? Poxa... ...
terminou, está faltando 26 ali, mas quem ouve essas minhas palavras e não as pratica, é como o insensato que construiu sua casa sobre areia, e aí vem o 27, caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu, e foi grande a sua queda. Percebeu? Depois de ouvir as palavras de Jesus, a coisa mais importante,
É se você vai praticar ou não vai praticar. É se você vai entrar na porta estreita. É se você vai ter cuidado. Qual é a voz que está dirigindo o teu coração? Se você vai ter cuidado e atenção de ver os frutos do profeta. Se você vai...
Praticar, ouvir e praticar. Um homem prudente é aquele que ouve as palavras de Jesus e as pratica. O insensato é aquele que ouve, mas não pratica. E perceba bem que a diferença entre os dois não está na tempestade, porque a tempestade vem para os dois. A diferença está exatamente no resultado.
A diferença está sobre o alicerce que cada um deles estabeleceu a sua casa. A casa construída sobre a rocha permanece. E ela não permanece porque é uma casa bem estruturada, bonita, bem feita, com arquiteto, engenheiro assinando a planta, não. Ela fica de pé por causa do quê? Por causa do alicerce.
E aqui é que está o ponto. A casa não caiu por causa do alicerce. Entenda que é exatamente isso. Vai vir uma crise financeira, por exemplo, mas a casa não vai cair. Vai vir a crise conjugal, mas a casa não vai cair. Vai vir o diagnóstico, de repente...
Mas a casa não vai cair. Vai vir a perda, vai vir a tempestade, vai vir, enfim, os dilemas que a nossa vida tem. Mas a nossa casa permanece, porque ela está sendo alicerçada sobre esse fundamento que é Jesus. Então o discípulo não é alguém que nunca vai enfrentar a tempestade. Mas é alguém que está vivendo a sua vida mesmo cheia de tempestades, mas está permanecendo.
porque ele está alicerçado sobre um fundamento firme. E qual é esse fundamento? As palavras de Jesus. As palavras de Jesus. Então, para você refletir e praticar, primeira coisa, entre pela porta estreita. Você tem...
Essa alternativa hoje aqui e durante toda a sua vida, continuar vivendo do jeito que você acha, seguindo a sua razão, seu coração, sua autonomia, ou você pode então seguir...
a orientação de Jesus, se desfazer de todos os seus achismos, se render ao reconhecimento de que as palavras de Jesus são a melhor coisa pela qual você pode estabelecer a sua vida e viver a sua vida a partir dela, mas isso significa um caminho de rendição, de se desfazer, de se arrepender, de abandonar para poder caber.
Exatamente. Porque a gente fica ouvindo isso, né? Você não tem que se diminuir para caber em lugar nenhum. Mas na lógica do reino de Deus, você precisa se diminuir. Para você poder entrar. Então, entre pela porta estreita. Parece difícil, mas é a porta que conduz a vida. Segunda coisa, disser nas vozes que formam você. Quem é?
que você tem ouvido, nem toda voz, por mais que bonita, agradável, é verdadeira, gente. Nem todo conteúdo que você encontra por aí é o conteúdo de alguém que realmente tem relacionamento com Deus e isso importa. Isso importa.
A gente está se enganando muito através das palavras. Nem todo pregador é uma árvore boa. Nós precisamos, é Jesus que diz isso, avaliar os frutos. E essa avaliação de frutos só é possível com o quê? Proximidade. Então, o que Jesus está nos mostrando é você não tem condição de viver de maneira coerente com a fé se você se alimenta através de pessoas que estão distantes de você.
Não tem. Porque se a fé é relacional, então nós precisamos estar o quê? Juntos, compartilhando a vida. Então não tem como você avaliar o caráter, a coerência e a fidelidade do evangelho se você não estiver perto. Então, destina as lozes que formam você. E por último...
construa sobre a rocha. E aqui é a parte mais importante. Porque inevitavelmente vai vir o quê? As tempestades. E por isso, então, que você precisa decidir quem é que você vai ouvir. Se é Jesus, se é seu coração. Qual é a porta que você vai entrar? A larga ou a apertada? O caminho largo ou estreito?
De qual árvore você vai se alimentar? Você vai praticar ou você vai ser só um ouvinte? Vamos ficar de pé, fazer uma oração. Como você viu, são três capítulos de ensino de Jesus para seus discípulos. A gente aqui passou, acho que não deu nem 45 minutos, 60, não sei.
Por isso que é tão importante sua vida comunitária, sua presença na comunidade, seu engajamento nas áreas de serviço. Porque tudo isso faz a gente ser um discípulo de Jesus. Hoje pela manhã nós estávamos lá na Vale da Paz. Foi um tempo massa, né? Com as crianças. Tinham, o quê? Umas 60 crianças? E foi muito legal, gente. Que coisa maravilhosa. Estávamos ali servindo, aqueles irmãos, as crianças, tudo felizes da vida. E Jesus nos chamou para fazer isso.
para estar com Ele, para se tornar como Ele e para fazer o que Ele faz. Então faça uma oração nesse instante. Talvez você...
já tenha estado muito tempo frequentando a igreja, membro da igreja, talvez você ainda não se encontrou com esse Jesus, que desafia a gente a tomar uma postura, uma posição. É isso mesmo. O evangelho é radical nesse sentido, porque ele não deixa você sossegado. Ele não deixa. Aquelas pessoas ali diante de Jesus, algumas saíram quebrantadas.
dizendo que ainda queriam estar com Jesus, seguiriam Jesus, mas outros saíram revoltados. Saíram querendo tramar contra Jesus, aprisioná-lo e matá-lo. Foi a partir desse ensino de Jesus que as coisas começaram a virar um pouco na vida dele. Porque diz o texto, para finalizar o Sermão do Monte, que as pessoas ouviram isso que Jesus estava falando e disseram assim, ele não ensina como os demais mestres.
a gente percebe que as suas palavras saem virtude, saem poder.
E esse poder, exatamente, esse incômodo na gente que faz a gente ter que fazer alguma coisa de todo jeito e a gente fica incomodado. É o poder de Deus que vai nos movimentando, nos sacudindo, vai operando dentro do nosso coração, na nossa mente, vai transformando a gente, vai quebrando para nos refazer a imagem perfeita do seu filho Jesus. Então, nesse instante, faça uma oração, baixa sua cabeça.
E peça que o Senhor te dê força, te dê graça, te ajude a seguir o seu caminho. A verdadeiramente ser um discípulo, a se aproximar dele. A se tornar como ele. A fazer o que ele faz. Não é fácil, é verdade. Jesus sabe disso. Por isso que ele disse, entrem. Entrem. Que naturalmente a gente resiste. A gente se mantém duro.
mas é através desse quebrantamento gerado pela sua palavra, por meio do seu Espírito, é que a gente vai sendo quebrantado. E Deus diz que um coração quebrantado, ele não despreza. Ó Senhor, nós queremos falar contigo nesse instante. Nós queremos te agradecer em primeiro lugar pelas tuas palavras. Te agradecer porque...
Tens uma preocupação genuína com as nossas vidas, que é nos formar como teus discípulos. E cá estamos nós, Senhor, mais um domingo das nossas vidas, ouvindo a tua palavra, refletindo nela e sendo confrontado por ela. Antes de informação, Senhor, de acúmulo de conhecimento, de conceitos, de verdades.
que haja transformação de mente, de corações, de pensamentos, que a gente não saia daqui da mesma maneira, Senhor, que entrou. Nem somente essa vez, nem todas as outras vezes que a gente vier, mas cada vez a gente saia querendo construir a nossa vida sobre esse fundamento que é a Tua vontade revelada por meio das Escrituras. Nos ajuda, Jesus.
Que a gente edifique a nossa casa, porque diante desse mundo, com os seus demônios, com os seus desafios, com as tempestades da vida, só vai ser ou só é possível a gente permanecer, a gente não enlouquecer, se a gente estiver firmado no Senhor. A gente saber que a nossa vida está guardada, que a nossa casa está guardada, que o nosso casamento está guardado, que os nossos filhos estão guardados, que o nosso trabalho...
está guardada em ti, Senhor, que a nossa vida está guardada no Senhor, que pode o diabo, como um leão, rugir ao nosso derredor, tentando nos destruir, mas aqueles que estão em ti, aqueles que foram comprados pelo teu precioso sangue, são guardados pelo maligno e ele não toca. Ah, Senhor, que seja assim, que a nossa casa seja firme, seja firme, não importa os vendavais, não importa os vendados, não importa os vendados,
ela vai permanecer de pé, porque é o Senhor que sustenta, é o Senhor que mantém ela de pé. E o Senhor faz isso para a Tua glória. O Senhor faz isso porque o Senhor é fiel. O Senhor cumpre com a Tua promessa, com a Tua palavra, e com aquilo que o Senhor diz. Muito obrigado, Jesus. Em Teu nome nós oramos. Amém.