O Nascimento de Isaque
No episódio desta semana trataremos do Tema:
O Nascimento de Isaque
1) Deus transformou o riso do ceticismo (no anúncio do nascimento de Isaque) no riso da alegria (no cumprimento da promessa). Como podemos controlar nossa reação diante das promessas de Deus?
2) A obediência tem um alto custo, como Abraão comprovou. Como podemos ouvir e obedecer à voz de Deus, mesmo quando a instrução divina exige sacrifícios emocionais ou parece contrária aos nossos sentimentos?
3) Deus ouve o clamor do aflito e desamparado. Qual é a importância do reconhecimento desta verdade para nossa vida de oração?
MESA REDONDA & HORA dai PIMENTA
No tempo atual, muitas igrejas têm recorrido a fontes humanas de ajuda, especialmente financeiras, para sanar suas crises. A confiança na provisão divina para suprir as necessidades e alcançar os desafios da igreja está diminuídas em nossos dias?
Gleibson
Jeremias Couto
Kleber Maia
- Nascimento de IsaacA promessa de um filho para Abraão e Sara · A incredulidade e o riso de Sara · A importância da fé diante das promessas de Deus · O papel de Isaque na linhagem patriarcal
- Oração e compromisso com DeusDeus ouve o clamor do aflito · A importância da fé e da confiança em Deus · A graça de Deus para com todos · A necessidade de uma vida de oração constante
- Obediência superior ao sacrifícioA expulsão de Hagar e Ismael · O custo emocional da obediência a Deus · A confiança na provisão divina em meio a dificuldades · A diferença entre crer para obedecer e obedecer para crer
- Trabalho social da IgrejaA institucionalização da igreja · A dependência da estrutura humana versus a dependência de Deus · A presença da igreja nas diversas esferas da sociedade (política, profissões) · O equilíbrio entre a fé e a ação no mundo · A igreja como empresa versus a igreja como corpo de Cristo
Olá, seja muito bem-vindo ao Poder BD, seu podcast para a Escola Bíblica Dominical. No episódio desta semana, trataremos do tema O Nascimento de Isaac. Aqui comigo, nossos convidados, pastores Kleber Maia, pastor Jeremias Couto. Pai do Senhor, pastor Kleber e pastor Jeremias, sejam muito bem-vindos. Pastor Jeremias, sua oportunidade e sua palavra introdutória.
para este episódio de hoje, o nascimento de Isaac, o segundo na linha patriarcal, nome importante como era o do pai Abraão, pastor Jeremias. Meu querido pastor Gleibson, meu querido pastor Kleber Maia, eu pensei que o senhor ia falar o segundo na linha de sucessão. Eu estou com a minha mente tão na política que veio...
Linha de sucessão, mas linha patriarcal. Resolvido. É uma satisfação estar aqui de volta, participando deste episódio do nosso Poder Bebê e desta série de lições que trata de personagens e a expressão que o comentarista usa, homens dos quais o mundo não era digno.
uma expressão retirada de Hebreus, capítulo 11. E entre esses personagens temos Isaac, o filho da promessa, e vamos estudar nesta lição, nas igrejas que usam o material da CPAD. E aqui estamos para oferecer a nossa cooperação, a nossa colaboração na medida do possível, neste tema que é muito importante.
Na linha patriarcal, não na linha de sucessão.
Pastor Kleber Maia, pai do senhor, e como disse o pastor Jeremias, essa tríade aí, patriarcal, quase dando no imaginário, vamos dizer assim, quase uma analogia de pai, filho e Espírito Santo, mas o que parece, pastor Kleber, numa linha do tempo,
que Abraão, de fato, tem uma conotação bem maior, tem amplitude de escrito, Jacó também, mas Isaac é discreta, a participação dele, e me parece, eu não sei se isso revela alguma coisa ou se traz alguma coisa que possamos comentar durante todo o episódio, mas...
A mim, me parece que muita gente passa de lago, percebe Abelão, percebe Jacob, e Isaac fica num papel um pouco mais excreto, sem perder a importância, como disse, bem disse, o pastor Jeremias na linha patriarcal.
A paz do senhor pastor Gleiberson, a paz do senhor pastor Jeremias, queridos ouvintes do PodEBD, sempre bom estar aqui mais uma vez para trazer subsídios para os professores. De fato, nós vamos começar a tratar aí da vida de Isaac, que é dos três patriarcas, esse que fica...
menos evidente muitas vezes, eu creio que o grande destaque para Isaac é exatamente a sua chegada, seu nascimento, porque isso dá início à dinastia, à descendência.
de Abraão. Abraão era sozinho, não tinha filhos, então a chegada de Isaac é o início da aliança na descendência dele, mas parece ter uma personalidade um tanto passiva e por isso nós não temos de fato assim uma presença tão marcante.
como Abraão e Jacó, aos quais o texto bíblico dedica maior espaço, mais capítulos. Jacó é o pai das tribos, né? Mas há elementos muito importantes na história de Isaac que trazem preciosas lições para os crentes e certamente o professor de EBD vai poder tirar essas lições das...
desses episódios que vamos tratar para aplicar a vida dos seus queridos alunos. Muito bem. Pastor Jeremias, não é porque faz tempo que o senhor não passa por aqui, estava imerso aí na sua agenda, que agradeço, mas já vou lhe colocar a primeira questão.
de caráter, de contexto, vamos dizer assim. Ela constrói o contexto para as demais. E é exatamente nesse episódio que circula ali por volta dos capítulos 17 a 20 do Gênesis, pastor Jeremias. E eu gostaria que o senhor falasse um pouco, contextualizasse para a pergunta não cair de paraquedas e os ouvintes pensarem, serem contextualizados. E a pergunta é direta, porque...
Todas as nossas questões do Poder-BD visam muito mais a aplicabilidade para os dias atuais do que meramente o contexto histórico, apesar que a gente resgata para poder...
preparar a resposta. E como é que a gente controla a nossa reação, pastor Jeremia, diante de promessas de Deus que parecem, vamos dizer assim, não ter sentido de serem cumpridas, mesmo que o coração da gente tenha muita fé.
É possível que alguém até apareça, se não for o próprio que recebe a promessa, mas alguém apareça e desdenha da promessa de Deus. Como é que reage tanto aquele que é submetido à promessa como o entorno dele em relação às promessas de Deus e às nossas reações? Pastor Jeremias. Meu querido pastor Gleibson, eu...
Entendo que esta série, essas três lições, essa tríade, a lição desta semana, a lição seguinte e a outra, são lições interligadas, porque vão tratar praticamente desse personagem, Isaac. E quando estudamos no campo da teologia, uma das matérias que...
é muito importante, antes da teologia sistemática, é a teologia bíblica. Ou seja, a teologia bíblica tenta entender a forma como Deus trabalhou em cada circunstância, em cada época, em cada período, e de acordo com as situações pertinentes ao seu propósito, ao seu objetivo.
E, lendo o livro de Gênesis, nós percebemos que o livro de Gênesis foi escrito com uma forma literária e uma forma, digamos, de organização literária para contar a história da salvação. E para contar a história da salvação, nós temos aí...
aqueles episódios, digamos, coadjuvantes, que sustentam a história, mas temos essa linha principal, que começa lá em Gênesis, capítulo 13, verso 15, com a promessa do descendente, e essa história vem sendo contada, passa pela linhagem de Sete, chega a Noé, chega a Abraão, lá em Ur dos Caldeus.
quando ele, no capítulo 12, é chamado para sair do meio da sua parentela. E chegamos a esse momento em que o processo, digamos, se afunila mais e mais e se estreita no sentido de dar destaque, no meu entendimento, dar destaque ou trazer...
para, digamos, trazer daquele ambiente mais escondido, mas para uma base mais visível, mais concebível, a história da salvação, o plano da salvação. E aí, por isso que nós chegamos.
na história de Isaac, na forma como houve essa concepção, uma concepção aparentemente impossível. E lembrando também, que é um ponto muito interessante, que naquela época havia, e esse fenômeno do nascimento de Isaac passa também por esse outro fenômeno.
ao fenômeno das teofanias. Então havia uma espécie de uma comunhão muito direta, muito direta, muito pessoal. A história bíblica não se preocupa em explicar como isso acontecia, mas você percebe que Deus promete. Deus promete a Abraão, um filho. Deus também fala com ele.
Sara, no caso Saraí, que era a esposa de Abraão, com seu antigo nome, Deus também fala a ela. Quando há a despedida, por exemplo, de Agar e Ismael, você percebe que Deus promete a Abraão que iria sustentar Agar e Ismael.
eles também seriam abençoados por causa da promessa de Abraão. Então, naquela época havia o que chamamos em teologia de teofanias, em que parece que a comunhão era muito direta, de maneira que, embora a promessa parecesse impossível, impossível, do ponto de vista humano,
do ponto de vista das condições até da própria idade, porque nessa idade ninguém tem mais condição de gerar filhos. Então, eles até tinham, digamos, por que duvidar, entre aspas. Por isso ela riu, Sara. Mas, ao mesmo tempo em que essa promessa foi feita,
e uma promessa aparentemente impossível, o que se percebe é que, ainda assim, eles creram na promessa.
Só que aí vamos ver no desenvolvimento da lição, houve aquela tentativa de fazer as coisas, e é o que acontece conosco muitas vezes, queremos fazer do nosso jeito, e não buscamos entender como é que Deus quer que se faça para que aquela promessa se cumpra. Então, em linhas gerais, é dessa maneira que eu pondero nesse início da exposição de Cristo. Pastor Kleber.
E pode se complementar acerca dessa questão. Como bem disse o pastor Jeremias, eu pondero, como a palavra que o pastor Jeremias utilizou, é que a gente tem que levar muito em conta, não é, pastor Kleber? O contexto, a idade e até...
Do ponto de vista da revelação, às vezes a gente tem um encantamento de achar que a natureza do homem naquele tempo era muito diferente da natureza do homem de hoje, quase como uma coisa sobrenatural, que Abraão andasse nas nuvens a patinar nesse universo espiritualizado.
E que é perfeitamente normal uma reação de dúvida. Quantas vezes a gente não tem e qual é a forma que pode complementar essa questão, pastor Kleber Maia?
De fato, pastor Gleibson, nós temos aí dois idosos, ainda mais em situações extremas de incapacidade para ter um novo filho. E por isso, tanto lá em Gênesis 17, verso 17, quanto no capítulo 18, verso 12, Abraão riu, Sara riu.
Porém, o texto de Romanos 4 não coloca esse riso na conta de incredulidade, mas talvez o riso fosse essa reação de, ao mesmo tempo, um certo maravilhamento, e olhando para a sua condição, uma certeza de que...
Na condição natural isso não seria possível. Só que Deus, em sua graça extraordinária, dá o filho a Abraão e a Sara. E aí no capítulo 21, que é a leitura bíblica dessa lição 6, Sara diz que Deus lhe tem feito rir.
e qualquer que visse a sua história ia rir com ela. Então aquele riso de um certo resguardo, uma reação de espanto agora vira uma celebração, uma gratidão, louvor a Deus. E de fato nós vemos que para Deus nada é...
impossível. E talvez, exatamente nessa linha, né, que esse cumprimento da promessa nos traz uma lição tão importante, que lá em Lucas I, quando o anjo diz que Maria ia ter um filho, e ela fica ali também, meu Deus, e como é que vai ser isso?
o anjo fala do que aconteceu. A Isabel, prima dela, que é a, vamos colocar assim, a versão Sara 2.0 do Novo Testamento, e a questão é a mesma.
Se Deus perguntou a Sara e a Abraão, haveria alguma coisa difícil demais? Lá o anjo já diz, porque não há impossível para Deus. Então, quando nós vemos esse tipo de promessa de Deus, nós precisamos interpretá-la à luz, primeiro, do caráter de Deus. Deus é sempre fiel. Deus nunca deixa de fazer aquilo que Ele promete. Depois nós precisamos...
interpretar isso também à luz do controle sobre o tempo que Deus tem. Nós, como disse bem o pastor Jeremias, às vezes queremos...
facilitar as coisas, porque às vezes achamos que Deus não se lembra que nós estamos dentro de um tempo curto, mas Deus tem o tempo certo para fazer as coisas acontecerem.
O que nós precisamos, então, hoje como crentes é confiar na palavra de Deus, na promessa de Deus, alimentar a nossa mente com a palavra e não com as circunstâncias. A palavra, ela produz fé, como Romanos 10 nos lembra, e quando nós recebemos promessas de Deus, podemos realmente crer, ainda que pareça totalmente impossível para nós,
mas Deus é o mesmo e em Cristo nós temos a garantia dessas promessas. Então, aqui é uma lição preciosa para o professor trabalhar com os seus alunos, porque às vezes nós temos reações...
distintas frente à palavra de Deus, às vezes nós ficamos ao mesmo tempo esperando, mas se não se cumpre rápido, desanimamos ou ficamos um tanto céticos quando recebemos uma palavra, mas o Deus que cumpriu a sua promessa a Abraão é o mesmo Deus que cumpre a nós e nos faz também rir.
rir agora como uma reação de alegria, de gratidão, diante daquilo que Deus pode fazer e daquilo que Ele faz na nossa vida, e que esse seja um tempo aí para os professores, então, levarem aos seus alunos esse despertamento para nós reagirmos bem às promessas de Deus.
bem. Bom, nossa segunda questão, essa mais ainda entra, a primeira tem um universo meio contextual e não deixa de nos trazer boas lições, como já colocou aí o pastor Jeremias e o pastor Kleber, mas essa segunda, o pastor Kleber agora com o direito de iniciar, eu acredito
Duas coisas até surpreendem, pastor Cleber, porque, como eu disse, eu bem chamei a atenção já no início, esse currículo de Isaac tão curto, e a gente sai do nascimento agora para enfaticamente apontar o momento em que Deus exige de Abraão.
com sacrifício tamanho que mal dá para a gente contar direito o nascimento, agora já está caminhando para um possível Abraão, tendo que imolar o próprio filho no altar de um holocausto, e aí isso até é paradigmático, mas o que a gente quer levantar aqui, pastor Kleber, sobretudo, é como é que a gente, ao ouvir, como ouvir, ao ouvir,
obedece de maneira inquestionável. E eu duvidaria muito que qualquer homem pode ser no seu estado mais superlativo, ficasse inquestionável diante de um pedido desse e de uma exigência de um sacrifício, não só emocional, mas...
de todo ponto de vista do que ocorre aí com esse momento na história, também tão crucial. E a gente foi do alto ao baixo ponto agora nessa segunda questão, rapidamente, do nascimento a esse ponto de fusão aí na vida de Abraão e de Isaac, pastor Kleber Maia.
De fato, pastor Gleibes, o Abraão viveu muitas emoções, né? Mas nessa lição, nós não vamos ainda abordar o sacrifício de Isaac. Porém, Abraão vai ser colocado diante de um outro momento que precisa abrir mão de um filho, mas ainda não é Isaac, é Ismael. Quando na lição nós vemos que...
há uma zombaria por parte de Ismael, e aqui é preciso atentar bem para o que a lição nos mostra, que não estamos falando de um menino que estava zombando do recém-nascido, e a gente pode fazer uma leitura rápida, sim, mas a lição nos lembra realmente que...
O desmame de Isaac deve ter ocorrido por volta dos 5 anos de idade. Ismael, que era 14 anos mais velho, ele já devia ter próximo aos 20 anos de idade. Não estamos falando de uma criança, mas já um homem zombando de uma criança. E como a reação de Sara, conforme o texto bíblico nos mostra,
que mandar fora, mandar deitar fora a escrava e seu filho para que ela não herde com Isaac, então provavelmente isso aqui tinha a ver com a herança. Talvez o que estivesse acontecendo era Ismael dizendo que ele era o herdeiro, que ele era o primogênito e que Isaac não ia ter nada.
e talvez aí destratando realmente o filho, né, que agora estava sendo desmamado, e Abraão, a palavra diz que quando Sara mandou...
despedir Agar e Ismael, essa palavra foi muito má aos olhos de Abraão por causa do seu filho. Então nós temos aí uma dificuldade, mandar um filho embora, ainda mais ser o filho mais velho, embora não fosse o filho da promessa, de fato é algo que traz dor.
que traz uma angústia a qualquer pai. Porém, Deus vai falar com Abraão e diz, não te pareça mal isso, porque Isaac será...
tua semente, mas do filho da serva eu farei também uma nação, porquanto também é tua semente. Então, Abraão precisa obedecer, porque Deus mandou fazer, mas despedir um filho realmente não é algo que um pai faça com o coração tranquilo.
Porém, nós entendemos uma coisa pelas Escrituras, e eu acho que a essa altura da vida, Abraão já tinha tomado essa lição. A obediência tem um custo, um custo emocional aqui, um custo familiar, porém a desobediência tem um custo muito maior.
E quando lá atrás Abraão e Sara trouxeram esse atalho, isso trouxe agora muitos problemas para a família de Abraão. E então nós vemos que...
Abraão obedece a Deus, mesmo contrariando o coração de pai que sente essa dor. E isso também é algo que pode acontecer conosco, precisar contrariar alguém da família ou o próprio coração para cumprir a voz de Deus.
Mas nós sempre podemos lembrar disso. Primeiro, Deus sempre sabe o que está fazendo. Ele pode exigir de nós coisas que parecem demais, de fato. Mas nós temos a certeza que Deus não nos leva a pecar, não nos prova.
além daquilo que podemos, de fato, ter dele mesmo o escape para nós. Então, quando nós vemos em situação difícil e que precisamos, às vezes...
contrariar o coração, ainda assim podemos e devemos obedecer a Deus. Eu passei por uma situação, permita-me um rápido testemunho pessoal, quando, cerca de 12 anos atrás, fui enviado pela igreja para o campo, a igreja que eu iria assumir era uma igreja muito pequena, numa cidade de 1.700 habitantes e...
A renda da igreja, não o que eu receberia de salário, mas a renda da igreja, era mais ou menos a metade do que eu tinha de salário trabalhando na capital como trabalhava.
E aí meus filhos estudavam e precisavam ficar na capital e eu ia para o interior e iria sustentá-los. E a minha filha um dia chegou e disse, meu pai, não vá, porque como é que a gente vai conseguir sobreviver? Como é que o senhor vai sustentar a gente aqui? E aquele momento realmente que o coração aperta muito.
mas você entende que quando Deus chama, quando Deus promete, quando Deus está no negócio, Ele faz e vale a pena obedecer a Deus, mesmo em situações difíceis, e de fato, Deus cuidou de nós, nunca nos deixou faltar nada, hoje ela está casada, bem casada, e o marido tem uma condição boa, graças a Deus, então...
Deus cuidou de nós. Então, aqui temos lições preciosas, né? Para o professor trabalhar em sala de aula. Às vezes, passamos por dificuldades e o coração aperta, mas ainda assim, vale a pena obedecer a Deus, confiando que Ele sabe o que pede e o que faz na nossa vida. Muito bem. Pastor Jeremias, né? Eu queria complementar, né? Diante dessa boa alusão de sacrifício pessoal.
de certa forma, até de ordem financeira, que reflete nos filhos. Mas eu fiz um resgate aqui, bem devido fazer o resgate da lição, pastor Jeremias, para não patinar no assunto. E uma coisa contraditória, eu gosto de colocar no seu colo, pastor Jeremias, por conta do seu segundo cérebro, que é o cérebro da experiência que o senhor tem.
me chama muita atenção porque aqui diz, o pastor Renato colocou, quando H engravidou ela tratou Sara com desrespeito resultando na expulsão de H por instrução do anjo do senhor
E aí o pastor Kleber citou, para poder dar a sua resposta, eu fiz esse resgate aqui, mas colocando essa pimenta, pastor Jeremias, para o senhor, a coisa me parece que se encaminha numa coisa diante do erro, da precipitação de Abraão, aí agora uma mulher, um filho...
que está de esmama, outro que vai ser expulso ainda em idade que não tinha condição nenhuma de ter provisão só, e isso parece muito contraditório. E ao mesmo tempo que a gente quer evidenciar o sacrifício emocional de Abraão, nossa, isso parece ser muito complexo. Como é que a gente desmistifica e aplica isso sem milímetro, pastor Jeremias?
Meu querido pastor Gleibson, pastor Kleber e queridos ouvintes do programa do Podia Beber, nem todas as coisas ficam no terreno da clareza. Muitas coisas, queiramos ou não, nas escrituras, elas estão envoltas no que chamamos de mistério.
Claro que é nosso direito buscar, e esse é o sentido da teologia, buscar compreender a revelação de Deus, mas nós nunca chegaremos, digamos, a um entendimento completo, a uma compreensão plena. Mas naquilo que é possível, primeiro eu levanto uma questão.
Crer para obedecer ou obedecer para crer? Quando estudamos a vida de Abraão, principalmente nesse episódio que trata do nascimento de Isaac, parece que a predominância é o crer para obedecer e não obedecer para crer. Porque quem não crer, geralmente não obedece. Nenhuma pessoa...
fará qualquer coisa se não tiver uma mínima certeza de que aquilo dará os resultados desejados. Então, a premissa que se estabelece, a primeira premissa é crer. Abraão creu, ele não creu porque viu o milagre, ele creu porque esse era o ato que ele tinha que...
digamos, demonstrar, e aí entramos também na discussão da origem da fé, se é fé humana, se não é fé humana, e eu creio que seja uma fé também provinda de Deus, porque diz lá em Hebreus que o Senhor é o autor e consumador da fé. E também Paulo diz em Efésios que a fé é dom de Deus.
Então, ele foi privilegiado, em ter essa fé, em crer, embora fosse uma promessa humanamente impossível, como já está mencionado desde o início do episódio. E aí entra um outro lado, que é bastante interessante. Que outro lado?
É o fato de que, às vezes, nós cremos, mas somos também ensinados a agir. E que Deus age através das nossas ações e produz o milagre que Ele deseja. Só que a gente tem de estar muito atento à promessa em si. E eu creio que Abraão não tenha tido um sentimento de incredulidade, mas...
tenha pensado em termos, digamos, da sua responsabilidade, entre aspas, em agir para que aquela promessa fosse cumprida, porque humanamente era uma promessa impossível. E a própria Sara enfrenta essa realidade quando pede, ou quando permite que a H tenha relação com a sua concubina, e nós temos de olhar isso.
No contexto da época, ou seja, não é que Deus concordasse, mas Deus tolerou esse tipo de comportamento naquela época, é o que nós chamamos de teologia bíblica, Deus agindo de acordo com as circunstâncias da época, não é? Então, Deus tolerou, Abraão tentou resolver as coisas pelo seu próprio modo, mas não por falta de pé.
mas provavelmente assumindo uma responsabilidade que ele entendia ser sua e dando ouvidos à sua esposa. E isso gerou as consequências todas que conhecemos, inclusive no dia de hoje. A grande litígio e a grande rivalidade entre árabes e judeus, ambos descendentes da semente de Abraão. Bem...
O pastor Kleber mencionou que Ismael já deveria ter uns 20 anos. No caso de Isaac, segundo o comentário do nosso querido pastor, comentador da revista... Linaldo é novato. A senhora Linaldo, o desmame se dava por volta dos cinco anos, era costume de as mães amamentarem.
por um longo período de tempo, e no desmome havia essa festa. Mas quando a Agar cumpriu, ou seja, se deu, ou Abraão se deitou com ela, eu não creio pessoalmente, eu pessoalmente, não creio que ela naquele momento tenha agido com desrespeito. Eu creio que naquele momento ela tenha.
porque ela estava ali para servir ao seu senhor. Então, ela tenha cumprido o desejo de seu senhor. O desrespeito ou a forma desprezível, ela começa posteriormente, à medida que as crianças crescem e Ismael...
corretamente deveria ser o primogênito, e estando em família deveria ser o herdeiro, e todas essas questões que já foram aqui tocadas. Então, o ato, por exemplo, de despedir H, isso pesou no coração de Abraão. Mas vamos ao ponto, ao ponto da fé. Deus disse a Abraão,
Deus falou, olha, não se preocupe, eu vou fazer da semente de Agar, que é a sua semente, também é uma grande mação, porque ele é filho da tua semente. Já foi o texto citado aqui, está no comentário. Então, Abraão creu, embora...
tenha sido doloroso, tenha sido difícil, isso trouxe consequências, porque toda ação humana, e esse é um ponto também a ponderar em aula, toda ação humana gera consequências. Não tem saída. Qualquer ação que façamos gera consequências. Mas ele creu e ele despediu H. Ismael com...
um odre de água e pão, que são dois elementos básicos de sustentação da vida humana. Ou seja, ao oferecer pão e água, embora não o suficiente para toda a jornada, e não seria, ele poderia dar para ela vários odres.
poderia dar para ela uma tonelada de pão e não seria suficiente, porque eles teriam de começar a prover a sua própria subsistência. Mas ao dar pão e água, eu creio que Abraão estava também passando uma mensagem para Hagar e para Ismael. Deus os sustentará, porque Deus assim falou comigo. Então, sigam o seu caminho.
cumpra a sua jornada e também você será uma grande nação. Mas aí eu quero concluir, porque já me alonguei demais, é que toda ação tem consequências e é uma coisa que aprendemos também. Nós queremos às vezes...
Deus tem promessas e às vezes as promessas parecem tardias, ainda mais para a gente que vai chegando à idade provecta, parece que tem promessas que Deus ainda não cumpriu e você fica naquela tentação de querer fazer as coisas, pelas suas próprias mãos, e você não pensa fazer isso porque você quer antecipar, mas é até pelo juízo de responsabilidade que você tem.
Então, você age e age fora do plano de Deus, muitas vezes. E é esse o cuidado que nós precisamos ter. É entender, é buscar a direção de Deus até nas ações. Ele prometeu? Agora, como é que eu devo agir? Eu devo esperar? Eu devo ser passivo?
Eu devo deitar numa rede, para usar uma ilustração do nosso querido Nordeste e do Norte? Eu devo deitar num sofá e ficar esperando? Como é que eu ajo? Então, até para agir, nós precisamos buscar a direção de Deus. Muito bom. Nossa terceira questão. Agora volta, pastor Jeremias, a sua primazia aí na resposta.
eu já vou direto ao ponto. Qual a importância de saber que Deus ouve o aflito para a nossa vida de oração, pastor Jeremias, obviamente, contextualizando o episódio ocorrido aqui para a gente justificar como Deus ouve e ouve mesmo. Há pouco eu falava com o pastor Kleber, pastor Jeremias, em off.
e diz que às vezes a luz se apaga no sentido de ficar meio escuro e a gente não vê o caminho, mas a Bíblia diz, respondendo a ela mesmo, que ela é lâmpada para os nossos pés, e luz para o caminho, e Deus providencia esse facho de luz quando a gente pensa que está tudo perdido.
aconteceu aqui com esse casal, esse casal não, mãe e filho, que são expulsos e deixados ao Léo, mas Deus resgata os. Pastor Jeremias. Meu querido pastor Gleibson, meu querido pastor Kleber e queridos ouvintes do Poder EBD, eu acredito que...
seguindo o contexto que já foi aqui exposto, você crê, e o crê significa que você confia, e ao confiar, você descansa. Então, são três elementos numa sequência. Crê, confia e descansa. No sábado 37, diz...
Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e ele tudo fará. A nossa dificuldade é exatamente essa, não é entregar, não é crer. Cremos, mas às vezes ficamos como aquele pai daquele menino que estava possesso.
E Jesus lhe diz, cria somente, e ele diz, eu creio, mas aí acrescenta, ajuda-me na minha incredulidade, ou seja, eu creio, mas eu preciso que a minha fé seja fortalecida. E a nossa fé só é fortalecida à medida que andemos com Deus, à medida que nos submetemos à direção do Espírito, à medida em que a nossa comunhão com Deus...
Não seja essa comunhão eventual, não seja essa comunhão de uma leitura bíblica uma vez por semana, não seja essa comunhão de uma oração ritualística no templo.
quando estamos juntos, em comunidade, mas essa comunhão seja uma comunhão muito pessoal, muito íntima. E eu diria que hoje, de modo geral, com o crescimento da igreja, o crescimento exponencial da igreja no Brasil, no mundo, e falando da nossa realidade brasileira, nós temos aí uma infinidade de denominações. Você vem para...
para as redes sociais, você encontra um mundo de assuntos ligados à vida de fé, à vida da igreja, mas me parece que, sem querer generalizar, mas já generalizando, me parece que a gente vive numa fé muito superficial.
diferentemente da fé de Abraão, que embora enfrentasse todo aquele drama, toda aquela situação, mas como eu disse no tópico anterior, ao despedir H. e Ismael com o pão e a água, ele está dizendo para ambos, o Senhor o susterá.
Mais difícil, no meu entendimento, foi para Agar e Ismael enfrentarem o drama da subsistência depois, ao longo do tempo. Mas Deus é fiel nas suas promessas. Deus cumpre as suas promessas e é só olhar a história hoje dos árabes. Os árabes têm petróleo, enquanto Israel tem tecnologia. Então, a bênção de Deus foi para ambos.
aquilo que Deus falara com Abraão. Então, a nossa postura diante de Deus, eu entendo, eu tenho promessas de Deus que para mim parecem tardias, mas aí vem o outro lado. O Deus que cumpriu outras promessas em minha vida é o Deus que cumprirá aquelas que ainda não se cumpriram. E eu tenho que crer, avançar, seguir.
confiar e fazer o que me vier as mãos para fazer, não no sentido de antecipar as coisas, não no sentido de querer, digamos, buscar cumprir pelo meu próprio esforço aquilo que Deus quer. Mas é aquele princípio do pastor José Leôncio, que eu guardei e não tiro mais isso do meu coração. Fique na porta.
Não arrombe a porta, não tente destrancar a porta, não tente empurrar a porta, não tente chamar o chaveiro para mudar a textadura da porta, não tente tirar as dobradiças da porta, mas fique na porta, porque a porta vai se abrir. Isso significa crer, confiar e descansar no Senhor. Muito bom. Pastor Kleber.
O que a gente pode complementar para além dessa boa resposta do pastor Jeremias? Mas eu estava pensando aqui, pastor Kleber, uma mulher de nacionalidade egípcia. E eu fui retomar aqui o texto, pastor Kleber, e assim, não há propriamente uma menção de oração. Lógico que a gente pode resgatar.
mesmo que ela tenha sido influenciada pelo ambiente da fé de Abraão, do contexto. Mas o texto é claro quando diz que ela deixou o menino ali a um tiro de um arco, do menino debaixo de uma árvore, para não morrer queimado pelo sol, quando a água já tinha terminado, já não havia mais água no odre.
e ela sentou-se distante e chorava, chorou, levantou a sua voz e chorou. Óbvio, pode ser, veja aqui, com o contexto que ela tenha suplicado a Deus, ou clamado a Deus, já que ela deve ter ouvido Abraão, ouvido Abraão fazer isso.
com frequência. Mas o fato é que está bem claro no texto, no versículo 17, e ouviu Deus a voz do menino, que bradou o anjo a H, não temas, porque Deus ouviu a voz do menino desde o lugar onde ele está. E tem um misto aqui de lições que eu acho que dá para a gente refletir para além do que já bem colocou o pastor.
Jeremias, de aprendizado, pastor Cláudio, sobretudo numa geração hoje que tenta resolver suas aflições muito mais no campo da naturalidade. Quando a gente vê aqui uma mulher de nacionalidade gentílica, um menino que não tem poder de ação nenhum, abandonados à própria sorte, como disse bem o pastor Jeremias.
Abraão parece até que dá uma palavra de confiança, vai, e não te preocupa não que Deus vai cuidar de vocês, mas há um universo aqui que eu atribuo muito a palavra que bem usou o pastor Alinaldo Renovato, a palavra-chave do milagre para uma geração tão distante da nossa. O milagre continua sendo, em essência, a grande centelha do poder de Deus nesse universo. Pastor Kleber Maia.
Pastor Gleibson, de fato, há muitas lições preciosas aqui e nós precisamos lembrar que a própria construção literária do texto tem propósitos. E, na minha mente, o grande propósito desse episódio, especialmente no momento em que a gara está no deserto,
exatamente nos mostrar a dependência que temos de Deus e que devemos ter realmente. Se por um lado Abraão e Sara parece que não quiseram depender inteiramente de Deus e...
colocaram H nesse projeto aí, agora H é despedida com uma provisão que, embora demonstrasse a confiança de Abraão, mas era de fato insuficiente para a manutenção deles. E o próprio texto é construído de maneira a nos mostrar essa dependência. Veja que se no dia do desmame nós entendemos que Ismael tinha já por volta de...
19 anos, e é isso mesmo, no mínimo ele tinha 14 anos só do tempo que ele nasceu para o nascimento de Isaac, mesmo que o desmame tivesse acontecido no dia do nascimento, que obviamente não se deu, então ele tinha mais de 14 anos, ele aqui já tinha 19 para 20 anos, mas ele é colocado no texto como um menino.
Não é o caçador que ele vai se tornar, não é o guerreiro que ele vai se tornar. A gente continua lendo e diz que o moço cresceu e se tornou flecheiro, mas aqui ele é retratado como um menino. Há uma dependência extrema. Porém, Deus ouve o clamor da mãe e do filho.
e chega com providência, com provisão. E isso é uma demonstração extraordinária da graça de Deus. Deus teve graça com Abraão, com Sara, com Agar, com Ismael e com Isaac.
Todos aqui estão sendo beneficiados da graça de Deus. Deus não chegou a trazer qualquer tipo de punição a Abraão, propriamente dito, pela desobediência de ter feito esse atalho com H. Deus não puniu Sara por não ter confiado e sugerido a escrava.
Mesmo com a escrava e seu filho, Deus mostra graça e traz para nós uma lição preciosa. Se Deus ouve o clamor de uma escrava e do seu filho, com quem Deus nem tinha aliança, a escrava em si, o filho era a semente de Abraão. Então, Deus ouve a nossa...
E quando nós entendemos isso, é para nós realmente termos mais confiança na oração. E se Agar tinha razões de confiar em Deus e clamar a ele, e orar a ele, pelo que ela já tinha presenciado da oração de Abraão e seu relacionamento com Deus, possivelmente, nós vemos que Hebreus capítulo 4, verso 16, nos diz que nós devemos chegar com confiança ao trono da graça,
porque nós temos um sumo sacerdote, Cristo, por meio de quem nós temos acesso a Deus, e se temos acesso a Deus, a um Deus que ouve oração, nós precisamos de fato ter uma vida de oração, nunca deixar de orar, mas continuar orando, confiando e esperando num Deus que está sempre disposto a ouvir orações e que mostra isso nesse texto.
E aí o professor tem aqui bastante o que trabalhar, né? Se Deus ouve oração, será que nós estamos orando? Será que nós estamos clamando ao Senhor? E mesmo que tenhamos errado e sido impacientes ou até incrédulos em outro tempo?
Deus, em sua graça, mostra que socorre os aflitos e que, portanto, nós podemos confiar nele e orar, mesmo estando no deserto ou em situações de pouquíssimos recursos, Deus atende a oração e vale a pena nós, então, orarmos ao Senhor.
Muito bem. Bom, chegamos à mesa redonda e hora da pimenta. E quando fala de pimenta, esse quadro é interessante, pastor Jeremias, porque me faz lembrar da minha saudosa avózinha, que amava pimenta e daquela malagueta. Eu não sei se o senhor gosta, pastor Jeremias, mas o fato é que minha velha avó comia a pimenta.
pura com inhame, às vezes não botava nem a mistura, como se diz aí no Rio Grande do Norte, se fala muito mistura, como a carne, ela gostava tanto de pimenta, como comia, e esse quadro, eu acho até, que sublimina, vamos dizer assim, inconscientemente, nós criamos em homenagem a minha avózinha, que gostava muito de pimenta, e eu vou lhe colocar uma pimenta no seu inhame, pastor Jeremias, para o senhor.
trazer para a gente uma resposta. E como? Especialmente, pastor Jeremias, porque o senhor fez aquela alusão de sucessão e não patriarcal, esse contexto de política. Isso lembra muito a nossa velha instituição.
igreja, no sentido institucional, às vezes, hoje em dia, a gente pode dizer muito ligada, mais ligada ao que não foi, aos aspectos política, aos aspectos ligados a grandes corporações, porque seus membros já começam a obter um certo destaque a nível empresarial, como quadro de CEO em empresas, gerentes e tudo, que não era muito comum.
lá para os ídolos mais antigos da nossa denominação? E até que ponto isso não cria um ciclo meio que quase financista, ou até meio que, vamos dizer assim, igreja como...
uma empresa, né, pastor Jeremias, e isso venha a deixar a igreja se meio aqui, vamos dizer assim, a esquecer de todo esse episódio que aconteceu, enfaticamente, como eu falei, da questão do milagre, que o pastor Kleber deu uma resposta pro lado da graça, que não deixa de ser também um momento de graça de Deus pra com a Gá e com o seu filho.
E de que maneira o senhor lê e que a gente pode tirar lições? Pastor Jeremias, será que a igreja confia menos em Deus do que esse episódio exige? E está desconfiada que Deus seja tão provedor e que termina hoje ela se envolvendo com política para querer alguma vantagem no aspecto da lei?
Se botar um deputado, um senador, olha, a igreja hoje tem um senador, tem gente, prefeito, governador. Nossa! E realmente tem em alguns lugares, pastor Jeremias. E até que ponto isso não pesa, né? E não só na política, mas, como eu disse, em outros bem-sucedidos lugares da sociedade, pastor Jeremias.
Meu querido Gleiberson, o senhor pôs aí uma pimenta muito ardida. Daquelas que você tem que amassar bem com o garfo e espalhar bem sobre a comida para não queimar tanto o paladar. Mas vivemos aquilo que a gente chama...
tem uma expressão em alemão que eu não sei pronunciar, mas que traduzido significa espírito do tempo. Cada época tem as suas características. E eu tenho por costume dizer que quanto mais, e quando a gente fala de igreja aqui, a gente tem que pensar em termos da estrutura humana, não estamos falando da igreja, corpo de Cristo, mas da estrutura humana,
Quanto mais institucionalizada por, mais essa igreja dependerá da sua estrutura e, digamos, dependerá menos, entre aspas, de Deus. A institucionalização, embora seja algo necessário em termos de organização humana, você vive...
num país em que há um mundo de leis, e essas leis que conseguem ser cumpridas. Mas quanto mais a igreja se institucionaliza, mais ela fica dependendo da sua própria estrutura. E é esse ponto que exige equilíbrio. Equilíbrio da liderança. Não pôr a estrutura como a força motriz da igreja, mas...
a estrutura como meramente uma necessidade humana para ela cumprir os seus papéis humanos, enquanto uma sociedade humana também cumprir os seus papéis humanos, mas que tenha uma função secundária e que a função maior seja como deve ser.
da ação do Espírito Santo na direção e na condução da igreja. É a questão, por exemplo, que se discute entre teologia e...
e o poder do Espírito Santo, nesses últimos dias e últimas semanas, esse assunto voltou à pena, à tona, aliás. Alguns condenam a teologia. A questão não é a teologia, a questão é a falta de equilíbrio. A teologia bíblica, a teologia, digamos, que põe Deus como centro, ela nos esmaga.
Ela nos põe de joelhos e nos põe como dependentes de Deus. Não faz o contrário. A teologia que faz o contrário não é uma teologia, é uma, digamos, uma sistematização eventualmente baseada até no racionalismo. Então, nós precisamos trabalhar essa questão do equilíbrio. E aí entra um outro ponto. A igreja, humanamente falando, depende também...
de estar presente nas diferentes esferas. E aí eu quero me referir principalmente aos membros da igreja, àqueles que são vocacionados e estamos vivendo no mundo. Vivendo no mundo, alguns são médicos, alguns são engenheiros, alguns são advogados, outros são analistas de sistemas, outros são...
trabalho na área espacial e vai por aí afora. Poderia citar N funções que são funções exercidas pelos crentes, inclusive na área militar. Nós temos aí militares que são crentes convertidos e são generais, coronéis, tenentes, brigadeiros, etc. São esferas da sociedade e a presença da igreja...
nessas esferas, é uma presença necessária e, digamos, natural à medida que a igreja cresça. Isso também inclui a política. Nós não podemos, de maneira nenhuma, excluir a política, porque o mundo, de modo geral, vive e é conduzido pela política.
Não estou defendendo que a Igreja se torne política, não estou defendendo que a Igreja agora tenha um partido político, não estou defendendo que a Igreja agora se torne, digamos, uma entidade militante, politicamente militante, mas que ensine também aos membros a importância de viver os princípios da cidadania celeste.
também como cidadãos aqui no mundo, e expressar esses princípios onde quer que eles estejam, inclusive no mundo da política, mas sempre dependendo de Deus. Ou seja, a estrutura necessária, como falei, porque ela dá suporte às questões humanas. Como cristãos, individualmente, nós temos de estar presentes em todas as esferas. Era a tese de Abraham Kuiper.
da tese das esferas, que ele defendeu muito bem, e eu concordo com ele nesse ponto, presente em todas as esferas. Agora, como é que estamos agindo nessas esferas? Como é que estamos, por exemplo, só para ilustrar, a gente pensa no mundo da política, do cidadão que está lá na vitrine.
Eu contrato, eu vou me alongar um pouquinho só, mas é rápido. Eu contrato aqui um pintor. Eu contrato para ele trabalhar como diarista. E aí o que ele faz? Ele começa a usar o rolo e começa a cantar. Oh, que saudosa lembrança.
tem o Betinho, o Ossian. Aí eu olho para ele mais que o crente espiritual. Não, ele está simplesmente dando um ritmo lento para poder o rolo rolar lento e o serviço demoral. O serviço que poderia ser feito em uma semana, ele faz em duas, três, quatro semanas.
Aí eu contrato o mesmo pintor por empreitada, aí ele pega esse serviço que eu paguei X, eu vou pagar X, que ele poderia fazer em 10, 15, 20 dias, mas ele trabalha o mais rápido possível para acabar em 3, 4 dias.
Isso é uma forma de corrupção. Isso é uma forma de você não dar testemunho da sua fé. Aí, para essa pintura, que tem que ser rápida, ele canta lá, Os guerreiros se preparam para dar ritmo rápido e acabar o mais rápido possível. Ou seja, testemunho é em todas as esferas. E isso é próprio do crente que crê e vive a fé em Deus. Muito bom, pastor Kleber, né? Pastor Jeremias, realmente...
espalhou a espimenta no prato aí, mas amassou, botou punhame, deu até vontade de comer mesmo aí. Aliás, eu comi. Pastor Gleibson, eu creio que essa é a visão que precisamos ter do equilíbrio. A igreja lá no princípio, a igreja dos primórdios, ela não tinha recursos nenhum.
E alguém disse que hoje não podemos mais citar Atos capítulo 3, porque alguém tem prata e ouro, mas não tem mais o poder que os discípulos tinham. Mas a questão é que cada tempo tem as suas características.
E o que a igreja precisa, eu entendo, em resumo, é usar os recursos que tem, mas nunca idolatrá-los. O problema é quando a igreja pega os recursos, sejam financeiros, políticos ou de qualquer outra natureza, e coloca neles a sua confiança, que seria idolatrar esses recursos.
mas sim usar os recursos que tem, crendo que inclusive Deus nos dá recursos, inclusive humanos, políticos e tudo mais, porém não depender desses recursos como se eles fossem a fonte da nossa prosperidade.
Neles não deve estar a nossa confiança, mas em Deus que dá os recursos. E com isso nós podemos fazer uso de recursos. Se Deus tem dado recursos financeiros, vamos usá-los. Mas sabendo que é Deus quem nos dá.
e que pode dar muito mais se precisar. Nós podemos ter recursos políticos, recursos humanos de pessoas capazes? Amém. Porém, a nossa confiança deve estar em Deus, como bem ressaltou o pastor Jeremias, colocando a nossa dependência nele, buscando dele a estratégia, a direção para usar os recursos e não fazendo isso no padrão humano.
Crentes entram na política? Amém, não vejo problema nisso. O problema que eu vejo é quando crentes na política agem como políticos e não como crentes. E aí você segue o padrão estabelecido pelos que lá estão e não por um crente que lá chegou. Agora nós precisamos buscar equilíbrio em tudo isso e entender que Deus é provedor suficiente para a igreja.
Muito bom, dito o que já foi dito e muito bem dito. Só nos resta agora tecer os comentários finais, pastor Jeremias, já que nós não podemos passar aqui muito tempo, até que dá vontade, dependendo do tema. Mas suas palavras finais, pastor Jeremias, com...
Muito obrigado, e sem me estender, é um privilégio estar aí na sua companhia, pastor Gleibson, pastor Carlos, e na companhia de tantas pessoas que eventualmente possam não conhecê-las, mas que acompanham regularmente o Poder Bebê toda semana. Para mim é um privilégio, uma honra, e eu agradeço a Deus e aos companheiros esse privilégio. Pastor Carlos, como disse o pastor Jeremias, pouca gente conhece o pastor Kleber,
como pastor Carlos, que é um nome comum, ele lembrou o pastor Jeremias, pastor Carlos, sua palavra final.
É uma alegria sempre estar aqui, pastor Gleibson, juntamente com o pastor Jeremias, que vem a brilhantar esse nosso episódio. E a minha oração é que o professor use as lições que a palavra de Deus nos traz e que são tratadas nessa lição, não apenas para contar histórias, mas para transformar a história dos alunos.
que a gente saia da sala de aula com mais vontade de orar, com mais dependência de Deus, com mais confiança nele, pronto a obedecê-lo mesmo quando isso for custoso, entendendo que Deus age, cumpre as suas promessas e nos faz rir com alegria e que seja uma lição realmente impactante para todos os alunos e professores.
Muito bem, nossa impressão é que ficou uma grande lição. Você pode ir do Senado da República, ou a presidência da República, ou o Judiciário Legislativo, ou uma profissão como engenheiro, médico, pode ir até como engenheiro da NASA, astronauta e engenheiro à Lua, Lua e Terra. Mas se você mantiver a fé de Abraão e o testemunho de Isaac...
Vai dar tudo certo em nome de Jesus. Nosso muito obrigado. Agradecer ao pastor Jeremias por ainda essa vitalidade mental, a saúde, orando por sua esposa, que vai enfrentar uma cirurgia. Nós pedimos oração aqui ao grupo de pastores que fazem um Poder BD e principalmente aos ouvintes. E na união deste pedido, desta súplica a Deus, rogamos pela irmã.
Pastor Jeremias, me perdoe Débora Irmã Débora Irmã Débora Para que Deus Pome à frente do cirurgião E seja ele a fazer essa cirurgia dela E ela brevemente esteja em casa Para a glória do nome de Jesus Nossa, muito obrigado, pastor
Jeremias é o pastor Carlos Kleber Maia por essa cooperação, meu companheiro de todas as edições e eu quero me despedir além de agradecer a cada ouvinte do Poder BD com a paz do Senhor a paz do Senhor, queridos a paz do Senhor, irmãos