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Insuficiência Ovariana

13 de julho de 20261min
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Uma das maiores frustrações na medicina reprodutiva é ver mulheres ainda jovens, com menos de 40 anos, que já apresentam uma baixa reserva ovariana e não conseguem produzir óvulos. Isso gera um impacto emocional enorme, principalmente quando ainda não tiveram filhos e se deparam com a possibilidade de não conseguir engravidar com seus próprios óvulos.
Por isso, cada nova alternativa que surge na ciência precisa ser valorizada. Um exame recente que começa a ganhar espaço é a ELASTOGRAFIA OVARIANA L. Trata-se de um tipo de ultrassom que avalia a “rigidez” do ovário. Existem dois principais tipos: a elastografia STRAIN , que avalia a deformação do tecido, e a SHEAR WAVE , que mede a velocidade de propagação de ondas dentro do ovário. Quanto mais rígido o tecido, maior pode ser o comprometimento do ambiente onde os óvulos se desenvolvem.
Essa avaliação pode trazer uma nova perspectiva. Em alguns casos, ovários mais rígidos podem estar relacionados à fibrose, o que pode dificultar a resposta aos estímulos hormonais. E é exatamente aí que surgem novas linhas de pesquisa: medicamentos como a FINERENONA e a PIRFENIDONA estão sendo estudados por seu possível efeito na redução dessa fibrose.
Ainda estamos em uma fase inicial, sem garantias e sem protocolos definidos. Mas o mais importante é que isso abre uma nova possibilidade. A ideia de que, ao melhorar o ambiente do ovário, possamos recuperar parte da sua função e aumentar as chances de obter óvulos.
Para muitas mulheres, isso representa algo fundamental: ESPERANÇA!
As informações contidas nas publicações deste perfil são de uso educacional e informativo: não substituem o aconselhamento adequado de um médico. Procure sempre a ajuda de um profissional especializado.
Dr. Arnaldo Cambiaghi - CRM 33.692 RQE 42074
Título Especialista Reprodução Assistida: RQE 42074-1
IPGO - Medicina da Reprodução