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Endometriose - novos caminhos

14 de agosto de 20262min
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A endometriose tem um importante reforço no tratamento clínico, que já existe na Europa há alguns anos e que, em breve, deverá chegar ao Brasil.
O novo consenso brasileiro destaca uma classe que representa um dos avanços mais interessantes dos últimos anos: os antagonistas orais de GnRH, como elagolix, linzagolix e relugolix.
Eles promovem rápida supressão hormonal e, ao contrário dos agonistas de GnRH injetáveis tradicionalmente utilizados, não provocam o efeito inicial de “flare-up”. São considerados principalmente uma opção de segunda linha, para pacientes que não responderam adequadamente ou não toleraram os tratamentos hormonais convencionais.
Um dos destaques é o relugolix associado à terapia hormonal em baixa dose. Estudos com acompanhamento de até dois anos demonstraram manutenção da melhora da dismenorreia e da dor pélvica não menstrual, com boa tolerabilidade e perda de massa óssea inferior a 1%, que posteriormente se estabilizou.
É importante lembrar que o tratamento hormonal não cura a endometriose, mas pode controlar os sintomas e reduzir o risco de progressão da doença.
E esse avanço poderá ter importância não apenas para mulheres que sofrem com dor e comprometimento da qualidade de vida. O bloqueio hormonal também pode integrar estratégias terapêuticas em pacientes com infertilidade associada à endometriose, adenomiose e, em situações específicas, miomas. São novas possibilidades que ampliam nosso arsenal para individualizar cada vez mais o tratamento.
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As informações contidas nas publicações deste perfil são de uso educacional e informativo: não substituem o aconselhamento adequado de um médico. Procure sempre a ajuda de um profissional especializado.
Dr. Arnaldo Cambiaghi - CRM 33.692 RQE 42074
Título Especialista Reprodução Assistida: RQE 42074-1
IPGO - Medicina da Reprodução