Episódio #266 - Guilherme Bechara
Este é o Episódio #266 do Podcast Áreas Contaminadas, com Guilherme Bechara. Quem quiser e puder, torne-se um apoiador dos nossos canais no Apoia.Se: https://apoia.se/ecdambiental .
Guilherme é um dos dinossauros do GAC, porque começou na nossa área antes de existir o termo Gerenciamento de Áreas Contaminadas. Ele é mais um que se apaixonou pela Geologia a partir de uma viagem às cavernas do PETAR durante seu Ensino Fundamental, entrou na graduação na USP no meio dos anos 90, quando havia um refluxo das regulações, do papel do Estado na economia e da industrialização no Brasil, fazendo com que não houvessem muitos empregos na 2.a metade da década, particularmente nas posições mais desejadas pelos geólogos: mineração e petróleo, enquanto surgia uma “nova área”: a Geologia Ambiental, que viria a ser chamada de GAC. A esses fatores estruturais, um caso fortuito o apresentou à nova área: um Simpósio em 1996 onde haveria uma palestra para apresentar a parceria CETESB/GTZ que, em 1999, publicaria o Manual do GAC. Ali, Guilherme se apaixona pela nossa área, consegue entrar em um estágioem uma das poucas empresas existentes à época, a CSD/Geoklock (atual EBP) e se torna um dos personagens mais relevantes do nosso mercado nos últimos quase 30 anos. Foram muitos poços com bidim, amostragem de solo no trado com avaliação com Gastech no saquinho, bailers, potenciométricos feitos à mão, ligações com ficha telefônica, inúmeros perrengues incluindo alguns tiroteios e tambémmuitas remediações complexas, projetos grandiosos, investigações de altíssima resolução, e muito, muito trabalho duro, dando muita contribuição em debates, conversas, fortalecimento de instituições como órgãos ambientais, associações, e especialmente na ABNT, certamente refletindo a sua excelente formação humanista, que remete ao Ensino Fundamental e Médio na Escola de Aplicação da USP, a origem de tudo. Eu em nome de todo o mercado e em meu próprio nome agradeço demais ao Guilherme por todo o seutrabalho, inclusive na ABNT. Vocês também, com certeza, vão gostar de ouvir esse episódio com mais um dos dinossauros do GAC.
O nosso patrocinador Master é a Clean Environment Brasil(www.clean.com.br). Nosso patrocinador Ouro é a VSOL Group (https://vsolgroup.com/)
Agradeço muito aos atuais 47 colaboradores da ECD no Apoia.Se: Ábila de Moraes, Alison Dourado, Allan Umberto, Álvaro Guerra, Ariane Rodrigues, Augusto Amável, Beatriz Lukasak, Bruna Fiscuk, Bruno Balthazar, Bruno Bezerra, Carlos Marteleto, Carlos Tolentino, Claudia Deckers, Cristina Maluf, Diego Silva, Fabiano Rodrigues, Fábio Mathias Fabbris, Fernanda Nani, Filipe Ferreira, Giselle Alvarado, Heraldo Giacheti, Hermano Fernandes, José Gustavo Macedo, JulianaMantovani, Julio Costa, Leandro Freitas, Lilian Puerta, LuanaFernandes, Luiz Ferreira, Marcelo Silva, Marina Fernandes, Nádia Hoffman, Rafael Sousa, Renata Machado Lima, Rodrigo Alves, Rodrigo Gaudie-Ley, Silvio Almeida, Sueli Almeida, Tamara Dias, Tatiana Sitolini, Tatianne Grilleni, Tiago Soares, Willem Takiya, e mais 6 apoiadores anônimos.
Muito obrigado a vocês, que são os principais responsáveis pela manutenção dos nossos canais de divulgação. Assim, poderemos ir ainda mais longe!!!!
Quem quiser e puder, junte-se à nossa campanha acessando o site: https://apoia.se/ecdambiental
Para aqueles que querem receber por e-mail nossa Newsletter com notícias, novidades, avisos e outros assuntos ligados ao GAC, por favor, se inscrevam preenchendo o breve formulário no link: https://forms.gle/bo9fTRGMWveDnFht8
Estamos no Substack, na página https://ecdambiental.substack.com/
OutrosEpisódios disponíveis no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=p8QWufseND0&list=PLs7djYoA_FiQXo7pjp9WiWB0z-yCcfdX3
A trilha sonora foi composta por Mauro Tanaka Riyis (@asalatosampa) e Guilherme Durão (@guilherme.durao) .
Para quem tem interesse no tema, acompanhe a gente também em: linktr.ee/ecdtraining
- História do Gerenciamento de Áreas Contaminadas (GAC)Formação e paixão pela geologia · Início da carreira em áreas contaminadas · Evolução das técnicas de campo e laboratório · Desafios e aprendizados no início da carreira · Experiência em projetos de postos de combustíveis · Trabalho na CETREL e Lúmina · Participação na ABNT e elaboração de normas · Desenvolvimento de tecnologias de geotecnia para remediação · Atuação na Geoíntegra · A importância da formação humanista e diversidade cultural · O papel do geólogo no GAC · Evolução do GAC no Brasil · Legislação e órgãos ambientais · Contaminantes emergentes
- Legislação e Regulamentação AmbientalCONAMA 273 e postos de combustíveis · Obrigatoriedade de estudos de passivo ambiental · Diferenças na fiscalização entre estados · Revisão do CONAMA 420 e ADD 038
- Normas Técnicas e ABNTImportância da tripartite na elaboração de normas · Evolução das normas de poço de monitoramento · Dificuldades na elaboração e revisão de normas · Impacto da pandemia na participação em reuniões da ABNT · Revisão da norma 15492
- Tecnologias de Remediação e InvestigaçãoTécnicas de geotecnia aplicadas à remediação · Desafios do desembolso imediato em projetos de remediação · Escavação em grande diâmetro · Evolução de tecnologias de investigação · Monitoramento de barragem de rejeito
- Carreira ProfissionalInfluência da Escola de Aplicação da USP · Transição da educação física para o GAC · A importância do aprendizado em campo · Desafios da vida de consultor autônomo · O papel da Geoíntegra no mercado · Gestão de pessoas e SSO · Características geracionais dos geólogos
Olá pessoal, bom dia, boa tarde, boa noite. Eu sou o Marcos Tanaka Reis, diretamente dos estúdios ECD, dando as boas-vindas a vocês que nos ouvem. Temos a alegria de anunciar que este é o podcast Áreas Contaminadas em sua sétima temporada no ano de 2026. Nosso grande objetivo com este podcast é aproximar todas as pessoas que atuam no mercado do GAC.
trazendo conhecimento para essas pessoas. Esse conhecimento vem na forma de conceitos técnicos e discussões de mercado e também conhecendo e reconhecendo melhor nossas amigas e nossos amigos que compartilhem essa atuação e, por que não, essa paixão conosco. Como diz o Hemingway, quem luta ao nosso lado importa mais que a própria guerra. Nós lutaremos lado a lado com vocês, junto com vocês, por muito tempo. Venha lutar conosco para que um novo horizonte se levante para todo mundo. Está no ar o podcast Áreas Contaminadas.
Olá, pra todo mundo que está aí lavando a louça, tirando os cobertores do armário, pensando no DDS, revisando aquele relatório, bom dia, boa tarde, boa noite. Esse é o episódio 266 do podcast Aéreas Contaminadas, já na sétima temporada. Inclusive, vamos completar seis anos agora em junho, uma marca muito legal. Espero que estejamos conseguindo suprir as expectativas e ajudar vocês nessa caminhada pelo GAC. Com certeza, continuaremos tentando dar o nosso melhor para essa construção coletiva.
Aqui no podcast Ares Contaminadas, misturamos material técnico, conceitos, referências, normas, artigos, com espaço para discussão e reflexão, e por vezes, como hoje, sendo um espaço para nos conhecermos melhor, trazendo aqui pessoas que realmente fizeram e fazem o GAC acontecer. Os nossos episódios são editados com muito carinho pela querida Lilian Corea Sorris, que também é nossa revisora, gerente, coordenadora, analista, assistente, estagiária, enfim, é o coração e a alma dos estúdios ECD.
Os episódios são oferecidos pela ECD Training, que é a nossa empresa, dedicada a oferecer cursos e treinamentos em company, presenciais e online, para empresas ligadas ao GAC. São oferecidos também pela comunidade de apoiadores e apoiadoras do Apoia-se. Essa nossa campanha de financiamento coletivo no Apoia-se é muito importante para a gente. Primeiro porque nos ajuda muito a pagar os nossos boletos, e isso os boletos não param de chegar, né?
Mas além da questão financeira, dá para dizer que é a grande responsável por estarmos aqui, essa comunidade é muito responsável por isso, uma demonstração de carinho, uma ação voluntária, uma homenagem que essas pessoas fazem para a gente. Esse carinho nos mostra o quanto essas pessoas acham importante que continuemos. Saber que há pessoas que consideram o nosso trabalho relevante é algo muito potente, que nos dá muita força para continuar.
Se você também quiser e puder se juntar a esse grupo de atualmente 47 pessoas, é simples. É só entrar no site apoia.se barra ECD Ambiental, tem tudo muito bem explicadinho por lá. Mais uma vez, em nome da família ECD e em nome de toda a nossa comunidade que se beneficia dos conteúdos gratuitos, muito obrigado aos apoiadores e apoiadoras.
O nosso podcast conta também com duas queridas empresas patrocinadoras, que nos enchem de orgulho por serem empresas muito importantes, renomadas no mercado, que querem unir as suas poderosas marcas ao nosso trabalho aqui, mostrando que estamos no caminho certo. Além disso, termos esses patrocínios permite que a gente se dedique a manter a frequência, a rotina e a periodicidade desse nosso trabalho nas redes.
O patrocínio máster é da Clean Environment Brasil, que comercializa produtos e tecnologias para investigação e para remediação de áreas contaminadas. Acesse o site da Clean, www.clean.com.br. O patrocinador ouro é a Vessol Group, que oferece soluções e análises químicas em diferentes unidades pelo Brasil. Agradecemos demais essas empresas, que nos ajudam muito financeiramente e também nos dão aquela força, implicitamente dizendo continuem. Com certeza, continuaremos por muito tempo.
Bom pessoal, hoje teremos um episódio muito interessante que traz outro grande personagem do GAC, outro dinossauro do GAC, o Guilherme Bechara. É muito interessante porque a história dele começa também com viagens às cavernas do Petar, que despertaram nele a paixão pela geologia. Na graduação já se inclinou para a chamada área ambiental, antes mesmo de termos o GAC institucionalizado. Então o Guilherme participou de toda a construção do nosso mercado como conhecemos.
Vocês com certeza vão gostar muito. Então é isso, fiquem agora com as palavras de Guilherme Bechara.
Oi, pessoal, bom dia, boa tarde, boa noite. Bem-vindos, bem-vindas mais uma vez ao podcast Aéreas Contaminadas. Hoje eu estou aqui, mais uma vez, com um convidado ilustre, dessa vez, Guilherme Bechara. Guilherme, bom dia, boa tarde, boa noite. Bem-vindo aqui ao podcast. Bom dia, boa tarde, boa noite, Itanaca, pessoal, ouvintes. Uma honra enorme aqui ter sido convidado por outro ilustre da área para falar um pouco aí da história do GAC, né?
aqui no Brasil, em São Paulo, enfim. Legal, legal. Aqui a gente chama pessoas jovens, pessoas antigas, e daí me deram a ideia de fazer uma série, juntar os dinossauros do GAC. Aqui a gente já chamou, sei lá, Rodrigo Cunha, Newton, Paulo Negrão, e os dinossauros mais recentes aqui foram o Sérgio, Sérgio Gihara, e o André Rebouças, e agora o Guilherme se junta a esse grupo dos dinossauros.
Então, Guilherme, vamos começar... Eu sou mais recente. Isso, eu sou mais recente. É isso aí. Então, Guilherme, conta para nós aí como foi o começo da sua jornada, onde o pequeno Guilherme cresceu, o que ele gostava de fazer e que caminhos te levaram para a geologia, que não é uma coisa tão usual, uma pessoa escolher geologia. Bom, eu, minha família, pai e mãe são funcionários públicos, eram funcionários públicos, meu pai...
professor do Instituto de Química da USP, e eu a vida inteira, então, estudei na Escola de Aplicação da USP, na escola pública, dentro da universidade. E a vida toda gostei muito de biologia, sempre gostei de mergulhar, gostei dos animais, da mata, etc. E a minha ideia inicial era fazer biologia para fazer biologia marinha. Esse era o meu gosto, a minha preferência na época.
Mas aí, na oitava série, a professora de biologia conseguiu o ônibus da geologia e o grupo de espelho, espelhoologia da geologia, o GEL, para levar a escola de aplicação para uma viagem de estudo do meio do Petar, do Parque Estado Alto Risco do Alto Ribeira, uma das maiores concentrações de caverna do Brasil. E eu gostei demais. Gostei demais do local, da geologia e dos geólogos.
E eu gostei demais, oitava série. E aí depois passei para o primeiro colegial, teve de novo a viagem da oitava série, implorei para a professora voltar para a viagem. Ela muito, minha amiga, deixou. Então eu gostei muito. Foi então que eu tomei a decisão de mudar de área.
perspectivas, eu queria fazer biologia, fazer biologia marinha, mas depois de conhecer o Petar, as cavernas e os geólogos, eu decidi que ia fazer geologia para poder estudar caverna, fazer pesquisa em caverna. Então, entrei na Geociências da USP, isso em 1992, e fiquei seis anos na geologia.
o curso é de cinco anos, integral, exatas, mas eu sempre tive que trabalhar junto com o curso, então eu acabei fazendo o curso em seis anos. E foi em 1996, teve o Congresso Brasileiro de Geologia em Salvador, na Bahia, eu ia para lá, para o Congresso, e um amigo meu, Paulo Vale, Paulo de Tarso Vale, que...
está na RM hoje há muitos anos, fora, mora na Bélgica, enfim. E ele, na época, era estagiário da CSD Jocloque e trabalhava com áreas contaminadas. E, nesse congresso, ia ter um curso pré-congresso que ia falar de áreas contaminadas. E, antes, combinando a viagem para a Bahia e tal, para Salvador.
Ele comentou desse curso e me interessou. Eu falei, acho que vou fazer com vocês também. Então, na época, Denise Maranhão também estava nessa turma, por exemplo, alguns nomes do GAC que me lembro. Então, a gente foi fazer esse curso pré-campo, pré-congresso. E esse curso pré-congresso nada mais era que o primeiro lançamento do Manual de Gerenciamento de Áreas Contaminadas,
no DAGTZ, que era a empresa alemã, de meio ambiente alemã, junto com a CETESB, e eles estavam lançando a primeira versão de estudo do Manual de Gerenciamento de Áreas Contaminadas. E eu gostei muito do assunto também, na época, falei, nossa, que legal, assunto interessante, parece que tem bastante área, etc. E quando a gente voltou, o Paulo...
comentou que na Geocloc tinha uma vaga de estágio aberta, e aí resolvi, então, me candidatar a essa vaga de estágio e, felizmente, fui selecionado para iniciar, trabalhar na Geocloc, em 1996, fui convidado para começar, então fui selecionado para começar a minha vida de estagiário no GAT. E, na época, não existia...
telefone celular, na empresa ter dois ou três computadores que tinham acesso à internet via discada, quem conhece sabe que dói dentro do ouvido, mas conhece aquele barulhinho da discagem via telefone e fazia-se fila para poder ver os seus e-mails.
Me lembro de ter desenhado quantas plumas, pintado à mão as plumas, no Faber-Castell. Certo, certo. E pintando pluma. Potenciométrico sempre feito à mão, nunca. Bom, todos esses programas hoje que fazem, que desenham já os potenciométricos, e a gente não, ali com linha paralela, auxiliar.
para poder traçar o potenciométrico. E os trabalhos de campo também muito mais... Complicados, né? Complicados, de raiz. Desde o ponto de vista técnico, então, por exemplo, na época se instalava poço com bidim, poço de monitoramento com bidim, se ranhurava muitas vezes o poço na Seguetinha, na Serra Seguetinha, porque ela continua sendo atingidos ao nosso site. Por favor, ela continua sendo atingidos ao nosso site. Por favor, ela continua sendo atingidos ao nosso site.
Por favor, ela continua sendo atingidos ao nosso site. Por favor, ela continua sendo atingidos ao nosso site. Por favor, ela continua sendo atingidos ao nosso site. Por favor, ela continua sendo atingidos ao nosso site. Por favor, ela continua sendo atingidos ao nosso site. Por favor, ela continua sendo atingidos ao nosso site. Por favor, ela continua sendo atingidos ao nosso site.
no almoço né e até no campo mesmo né então por exemplo todo levantamento de entorno a gente saía com a base no posto na área e saia literalmente desenhando casinha por casinha né o pesadelo era chegar no fim do quarteirão e ter faltado poder apagar tudo voltar lá
E hoje em dia é muito mais fácil. A gente tem o Google Earth, você já sai com uma planta pronta de campo, todo desenho vai lá só para fazer um cheque. Então, não estou dizendo que é melhor ou que é pior, estou dizendo que é diferente. E na época a gente diria que suava bem mais. Sim, com certeza. Não só suava, eu acho que antigamente tinha uma coisa muito importante para mim, pelo menos.
que foi aprender a ter tomado de decisões em campo. Porque, na época, não tinha telefone celular, você não ligava para o seu chefe para decidir. Desculpa, tem uma parede, eu preciso mudar o furo meio metro, posso mudar? Sim, sim. Na época, a gente estava em campo, muda, faça, resolva. Me lembro muito bem de chegar no campo de manhã, não é procurar um orelhão, um telefone...
ligar, cobrar para o escritório, cheguei no campo, minha previsão são dois furos, dois postos hoje. E no fim do dia, ligar, olha, sei lá, furei um poço e meio, não deu um segundo, mas amanhã pretendo, e ok, e assim caminhava. E isso, entendo que, para o meu crescimento profissional, foi muito importante, porque a gente era obrigado a tomar uma...
fez muita diferença para mim, esse início de carreira, vamos dizer, no GAC. Bom, aí então fiquei na Geoploc como estagiário, me formei exatamente na época do NERA. O NERA foi um projeto grande que a Shell lançou na época para fazer uma espécie de uma varredura para a tomada de decisões.
nos postos de combustíveis do Brasil. Então, me lembro que nós saímos em quatro equipes, uma no sul, uma no sudeste, uma centro-oeste e nordeste e uma norte. E eu tinha acabado de me formar e fui convidado, então, na época, pelo Alexandre Chinobi, que era o gerente do departamento, para poder montar as equipes para fazer centro-oeste e nordeste. Então, foram...
A minha equipe foram 56 postos de combustíveis investigados, em três meses, e foram 10.500 quilômetros, entre Sertão de Bahia, Sertão de Pernambuco, Sertão de Alagoas, Litoral de Alagoas, Litoral da Bahia, Minas Históricas, enfim. Saímos de São Paulo, Minas, Bahia e Sertão Nordeste, até o Litoral, Litoral Nordeste e São Paulo.
Foi outro, para mim, assim, ali eu aprendi. Eu imagino. Fui muito bom. Eu, dois auxiliares, um carro cheio de equipamento e vamos que vamos. Ligando a cobrar e quebra-trado e tendo que passar fax e tirar xerox das notas. Sim, sim, sim. E pôr no correio, despachar para poder ter um reembolso de dinheiro.
que tinha acabado o dinheiro, enfim. Foi muito desafiador para mim, recém-formado, muito desafiador e um aprendizado assim... Tinha que sacar grana, né? Ia lá no banco e sacava grana para pagar todo mundo. Sacava grana. Quem lembra, acho que poucos aqui vão lembrar, mas na época eu saí com um fotovar.
que me dia eu vou lá. Anterior ao Gasteck, né? É, eu acho que era um feed. É, é um feed, sim. E o negócio era canadense, feito para trabalhar na neve. Imagina, trabalhar no sertão do Modé. Não funcionava. Não funcionava. Era extremamente... Eu não vou ser legal, era extremamente desconfortável. Mas ele quase foi parar na parede uma vez.
Até que eu consegui que trocasse por um gasteque, na época ainda analógico, de botãozinho, de ponteirinho que media ali os poátens em campo. Bom, aí então fiz esse primeiro projeto que foi bastante desafiador e logo em seguida virei um ponto focal de postos Shell. Então, toda a comunicação com Shell, com representantes legais, com engenheiros e...
engenheiros de meio ambiente da Shell, acabou sendo sempre uma boa parte, vamos dizer assim, comigo. Aí eu fiquei na Geoclock até 2002, me formei em 99, 98, 99, quando eu fiz esse caminho, e aí em 2002, então, eu saí da Geoclock e fui trabalhar na CETREL.
que estava instalando o escritório em São Paulo, com a Cestine Spielberg, na época, que tinha sido a chefe na Geoclock, que me convidou para ajudar ela a montar o escritório da CETREO em São Paulo. Desde alugar galpão para montar o operacional, comprar haste, trado...
Então tivemos esse desafio bem grande de montar a CETREL em São Paulo, e fiquei na CETREL até 2008, entre mudanças, porque a CETREL depois virou Lúmina, depois virou CETREL Lúmina, depois virou Debreche Ambiental, enfim. Lembro de ter quatro ou cinco cartões de visita em meu nome com empresas diferentes em função da visita.
era mais interessante entregar um ou outro cartão de visita. Então, fiquei na CETREL, LUM, na CETREL, LUM, enfim, até chegar à posição de gestor de contratos, que dentro da brecha é como se fosse o gerente de projetos. E aí não era mais posto, né, Guilherme? Aí não era posto, tinha tudo, na indústria. CETREL tinha posto, mas já tinha também muito...
A gente tinha muito cliente industrial, principalmente por conta do polo petroquímico de Camassari. A gente trabalhava muito aqui no polo petroquímico de Mauá, com vários projetos de recuperação, de remediatação de áreas contaminadas. Então, eu fiquei lá na CETREL até 2008. E nesse meio do caminho de CETREL,
foi quando eu comecei a participar na BNT, das reuniões da BNT, com o intuito de elaborar normas que fossem aplicáveis ao gerenciamento de áreas contaminadas, porque, por exemplo, a norma anterior de posto de monitoramento falava de porubidim, instalações em 4 polegadas...
entre outros. Então, foi em 2005 que foi criada a Comissão 068 da BNT, que é voltada a toda essa gama de normas da nossa área que está dentro da Comissão de Trabalho Temporário da BNT 068, com relatorias, enfim, desde então até hoje, amanhã, que estava comentando com vocês na nossa conversa.
que amanhã tem reunião plenária de ABNT para discussão. Desde então, eu participo da ABNT, às vezes como relator, às vezes como ouvinte, às vezes como opinante, ou sei lá como fala isso. Enfim, parte do grupo de trabalho, dentro do IGT do grupo de trabalho. E aí, em 2008, eu fui para a Servimar, trabalhar na Servimar como gerente de departamento de anteprojeto.
na época eram mais gerentes, cada um com um certo número, um núcleo de clientes diferentes, sempre também com áreas desde farmacêutica.
industrial, petroquímica e posto também, a gente ainda trabalhava com o posto de combustível. Depois fiquei na Servimar de 2008 a 2011, e depois, em 2011, fui convidado pela Brasfonte, que é uma empresa de fundações especiais, para tentar desenvolver no mercado brasileiro as tecnologias, utilizar as tecnologias de geotecnia Olá!
a remediação de áreas contaminadas, como, por exemplo, solidificação, estabilização em situ, usando o soil mixing, geoconfinamentos com paredes, com diafragma, construídas ou por planchel, ou até por jet ground, ou umas outras metodologias. E a ideia era, então, desenvolver, tentar desenvolver e vender esse tipo de produto.
para o mercado, que sinceramente acho muito, muito interessante. São técnicas solidificação, estabilização em situ, soil mixing, são técnicas que eu acho altamente aplicáveis, a gente não tem esse hábito. Pelo que eu sei, nos Estados Unidos já é bastante utilizado, já tem um tempo que se utilizam. Fiquei dois anos, então, na Brasfond, tentando...
a desenvolver esse mercado, visitei todas as consultorias ambientais, tentando entender, literalmente, projetos com esse foco de aplicação de geotecnia para a recuperação de área contaminada. Hoje em dia, acho que está um pouquinho melhor, né, Guilherme? Está um pouquinho melhor, mas vejo que a dificuldade maior desses projetos de geotecnia aplicadas à recuperação de áreas contaminadas e à zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad zasad
é que o trabalho é muito rápido. Então, uma escavação, uma solidificação, estamos falando de semanas, meses. Então, em função do tamanho da área, às vezes, um mês você já solidificou tudo. E para quem paga a conta, ele me paga um mês e meio depois. E uma conta que não é pequena, porque, por exemplo, eu me lembro de um custo só para mobilizar o sóio mixing.
na cidade de São Paulo era algo em torno de 150 mil reais. Então, eram volumes de dinheiro que não são diferentes de, por exemplo, uma oxidação química, um MPE hoje, só que o desembolso para quem paga era imediato. Diferente de um MPE, uma oxidação que divide-se em dois, três anos, quatro, cinco, enfim, consegue diluir.
Na época não, hoje em dia também. São trabalhos muito rápidos, é uma remoção, como se fosse uma remoção. Então você vai lá, retira, destina, pronto, acabou. Só que você então lhe paga. E aí, quem paga a conta, às vezes ele preferia fazer esse final...
Provavelmente, para quem paga é melhor. Mas tem diversas técnicas que são, sim, aplicáveis ainda hoje em dia. Ainda hoje, não hoje em dia. Eu vejo muita vantagem, por exemplo, a gente mesmo aqui dentro... Eu ainda não falei, mas hoje eu estou na Geoíntegra. Mas aqui mesmo dentro da Geoíntegra, há pouco tempo, a gente fez um projeto grande de remoção de solo, de escavação em grande diâmetro.
com contaminação a 18 metros de profundidade. Então, se você pensar que tem uma contaminação, por exemplo, num solo argiloso, onde é difícil você aplicar outra metodologia de remediação que você consiga colocar o contaminante em contato com o agente remediador, como se chama assim, a 18 metros de profundidade. Uma escavação padrão com reta escavadeira, você precisa ir num espaço gigantesco.
para fazer as vermas e conseguir chegar a 18 metros de profundidade. E essa escavação de grande diâmetro foi excelente. A gente concluiu a escavação em um mês e pouco. Do lado de um prédio, ainda tinha uma dificuldade toda estrutural para manter o prédio e não destruir fundação, enfim, não derrubar o prédio. Então, é um exemplo de metodologias de geotecnia e não derrubar o prédio.
que entendo ser muito aplicáveis. Só tem essa dificuldade maior aí que é o desembolso imediato, mas a resolução do programa também é imediata. Então, depende de quem vai pagar. É, depende da estratégia aí de quem vai pagar a conta, saber se dá para estender no tempo ou se ele quer uma ação mais direta, mais rápida, né? E mais efetiva, né?
remover um solo, você solidificar, misturar literalmente o solo contaminado ou com um agente oxidante ou com um agente, por exemplo, cimento, para solidificar e estabilizar em si, também é uma garantia de atingimento de meta muito maior, por exemplo, uma oxidação, uma redução, depende de muitos fatores, muitas variáveis. Então...
como uma excelente metodologia quando a gente fala da geotecnia para áreas contaminadas depende sempre da estratégia de quem usa e do bolso no fim das contas de quem usa bom, então fiquei na Brasfond os dois anos não executei nenhum projeto mas depois que eu saí eu soube que logo na sequência
tiveram dois ou três projetos grandes, multinacionais, grandes e projetos bem grandes que eu iniciei as conversas, mas soube que depois esses dois ou três aí acabaram virando projeto. Se deu certo, eu não fiquei sabendo. Mas eu acredito, obviamente, que sim, porque eu acredito na técnica e a Brasfond é uma empresa de ponta de tecnologia.
a fazer fundação para a hidrelétrica. Então, não é furar 18 metros. Isso, exatamente. Isso aí é brincadeira. Não é o seu problema. Então, fiquei esse período lá. Depois, em 2013, eu encerrei meu tempo lá de Brasfonde, justamente porque, como eu estava tentando desenvolver o mercado, já tinha passado em todas as consultorias. Não havia um...
virados projetos, projetos não haviam acontecido e não tinham muito como me sustentar na empresa só como vendedor e... Sem vender, né? Sem acontecer. Então, depois de dois anos de empresa, eu fui gentilmente convidado a me retirar. Tudo bem, foi bem gentil mesmo uma conversa.
nesse sentido, de não trazer negócio e estar insatisfeito com o trabalho, porque eu já tinha feito o trabalho de divulgação. Foi então que eu cheguei na Geoíntegra, fiquei seis meses trabalhando como autônomo, prestando serviço de consultor para as consultorias, que é um trabalho bastante difícil também. A vida de consultor, imagino que em qualquer área não é fácil. Na época, eu tinha filhos pequenos.
de autônomo. Me lembro uma hora que eu estava com 10 propostas na rua, torcia para não sair às 10, porque não tinha perna, para botar 10 coisas ao mesmo tempo, mas torcendo para sair às 10, porque eu precisava pagar a escola, saúde. Então, fiquei uns seis meses trabalhando como autônomo, fiz alguns projetos grandes, de porte.
E foi então que eu cheguei na Geoíntegra, o Duvaldo, o proprietário da Geoíntegra, e na época ele estava procurando alguém para dividir a diretoria com ele e dividir em dois a empresa, entre aspas, um departamento comercial, um departamento de diagnóstico e um departamento de remediação. Porque antes ele fazia tudo, proposta...
gestão técnica, gestão da empresa, e calhou muito bem. Que bom, né? Que sorte dos dois, né? Que momento certo. Exato. Eu estava precisando dele e ele precisando de mim. Foi então que deu certo, eu comecei a trabalhar como diretor técnico de investigação, bem, seja o íntegro, isso em 2013.
E estou aqui até hoje, na Geoíntegra, como diretor. Em 2017, o Oduvaldo me convidou para fazer parte da sociedade, da empresa, uma porcentagem da empresa, eu aceitei. E hoje estou aqui na Geoíntegra, a gente trabalha, acho que todo mundo que escuta provavelmente conhece.
ou meio, ele deve saber quem é já o íntegra. A gente trabalha exclusivamente hoje com gerenciamento de áreas contaminadas. Eu na diretoria da investigação, o Duvaldo na diretoria da remediação. Até hoje, então, tem essa separação da investigação com a remediação. Aqui na empresa, a gente acha que é mais fácil lidar.
Então, até mesmo por conta dos times, né? Então, quando a gente fala de investigação, a gente fala de um projeto de 45, 50, 60 dias, às vezes mais, dependendo do tamanho da investigação, claro, né? E na remediação a gente fala de processos de anos, né? Então, sei lá, um ano remediando, seis meses remediando, depois mais dois, três, quatro, monitorando. Então, o processo é mais longo. Então, a gente entende que...
Essa divisão facilita a gestão, tanto do projeto, tanto técnica como financeiramente. Fica mais fácil gerir. Então, hoje, a gente aqui dentro trabalha com duas diretorias e, claro, todo o resto do acordo administrativo, operacional, enfim.
perguntar umas coisinhas do começo, que me lembrei aqui de uma coisa. Você falou que estudou na escola de aplicação. Tem amigos meus que se formaram comigo na educação física que estudaram lá. O Rui, a Patrícia Pedotti, a Luciana. E o Sassão da sua turma? Até hoje são meus amigos. Eu estava com eles semana passada. Não sabia que era amigo seu. Sim, sim. Fala que você conhece o Marcos Taraca, vai ser divertido.
esse fim de semana. A escola foi uma coisa muito importante para mim. Eu gostei muito de estudar na escola de aplicação. Eu sei que hoje ainda é assim, mas na época 30% das vagas eram destinadas a filhos de funcionários da USP. 30% das vagas, 33,33% das vagas para filhos de professores da USP.
e os outros 33% para a comunidade geral. Então, você tinha uma diversidade enorme dentro da escola, dentro de cada turma e dentro da escola como um todo. Você tinha desde, não desmerecendo, mas desde o filho do jardineiro da USP ao filho do...
ao ex-presidente do São Paulo Futebol Clube, sabe? É comigo. Então, assim, essa diversidade cultural, financeira, foi muito importante para a minha formação como pessoa. Tanto é que, até hoje, a gente mantém a turma da escola desta época.
caramba, rapaz a gente estava fim de semana passados juntos e eu aqui agora hoje com 54 então algumas décadas sim, sim mas enfim a escola de aplicação foi realmente algo muito significativo na minha vida e não tenho dúvida que devo a ela o que eu sou hoje sim Olá!
tanto profissionalmente como pessoalmente, como pessoa, a escola foi muito, muito, muito importante para mim. O saber lidar com esse caso que você contou de...
de logo o recém-formado ter que andar o Brasil inteiro, ficar alguns meses viajando, ao mesmo tempo uma responsabilidade, uma dificuldade, e ter que chegar no lugar e falar, opa, eu sou o Guilherme, eu sou da empresa lá, o senhor dono do posto, deixa eu fazer uns furos aí. Tudo isso aí, a escola te ajudou com certeza, a escola de aplicação nesse caso. E também esse projeto foi muito desafiador, porque, como você disse, tinha acabado de me falar tudo bem na época.
os estagiários faziam também muito campo. Eu não aprendi nada de GAC, zero relacionado ao GAC na faculdade. Na faculdade, né? Foi tudo na Joclo, aqui no meu tempo, nessas andanças pelas empresas, pelo gerente de áreas contaminadas. Então, a gente fazia muito campo, mesmo como estagiário na época. Então, eu era um cara de campo.
As pessoas, o Rogério Farias, na época, era um dos meus chefes também, a gente era muito amigo, ele me mandava para campo, gostava muito de ir para campo, me ensinou muito. E até em função disso, esse primeiro projeto foi muito desafiador, no sentido de vai lá, toma a decisão, faça acontecer. E assim, faça acontecer, e eu contei, foram 52 travesseiros,
esse projeto, foram quatro tiroteios Nossa Senhora! Meu Deus do céu! No sertão, no sertões da vida, foram três trados quebrados, perdidos, e essa história do Fotovaque, do Gasteque, só de que não tinha espaço de amostra, o projeto era realmente um raio-x.
Qual era o escopo do trabalho? Fazer um croquis do posto, fazer o entorno de 100 metros, mais ou menos, um, dois quarteirões, uma malha de soil gas survey na época, na furadeira, desce o caninho furadinho e mede com gasteque. E a gente fazia três sondagens até três metros de profundidade no máximo.
com coleta de três amostras, uma em cada furo, e depois, à noite, no hotel, eu media sulfeto, sulfato, TH, tinha mais uns dois parâmetros que eu precisava analisar de noite no hotel. Então, assim, foi um aprendizado na marra, tanto técnico como de vida, como de segurança operacional. Sim, sim. Tipo, corre, larga tudo e corre.
Quatro tiroteios, meu Deus do céu. No terceiro, vocês já estavam, meu Deus, de novo. Quatro eventos de tiro do nosso lado, na nossa frente, próximo, sei lá. Sem contar, chegar no posto, conversar, vir aqui, contratar o da Shell, fazer um trabalho ambiental, etc. Então, tinha gente que topava, gente que não topava. Tinha que achar um...
no telefone, ligar para a empresa, falar que aquele cara não deixou. Então, vai para o próximo, depois a gente se fala, qualquer coisa você volta. Só que o voltar era umas 100 quilômetros. Sim, sim. Tinha um roteiro de sair daqui, dar toda a volta e voltar. Então, foi algo realmente um aprendizado.
E, bom, uma outra coisa interessante é a BNT, né? Você falou que você entrou logo no começo, então, 2006, por aí, né? Formou o grupo, agora, 2026, 20 anos depois, você participou de muitas novas, mas depois nós vamos falar da que eu participei junto com você ali, né?
você coordenou ali, eu no começo, depois você conseguiu fazer o negócio funcionar finalmente, graças a Deus. Mas desse monte de coisa que você fez ali, que você participou, qual você acha a norma mais importante que foi feita nesse tempo todo? E qual a norma mais difícil, que foi mais complicada de sair? A pergunta é difícil, porque, na verdade, a mais importante ela pode vir à ela, ela pode vir à ela ela pode vir à ela ela pode vir à ela
Então, se você não faz uma coleta de solo bem feita, todo o resto do trabalho pode ser comprometido. Se você não instala um poço bem instalado, vai comprometer o resto do trabalho. Se você faz tudo direito e na avaliação de risco à saúde humana considera o receptor errado ou não considera os parâmetros de entrada direito, também prejudica o trabalho. Então, acho que o conjunto de normas é...
Foi e é muito importante para a gente, pelo menos, dar um mínimo de qualidade, que eu acho que esse é o motivo, é o objetivo de uma norma, é dizer ali minimamente o que você precisa fazer para ter uma qualidade mínima. Então, lembrando que normas técnicas, para você fazer uma norma técnica, ela tem que ser tripartite.
representante do consumidor, um representante do produtor e um representante neutro, porque senão é muito fácil criar uma reserva de mercado. Ah, eu só faço o Poço Azul. Ah, eu também. Então, põe aí na norma que só pode ter Poço Azul. É muito fácil criar uma reserva de mercado, então, por isso, a obrigatoriedade de ser tripartite. E, voltando aí ao assunto, então, quer dizer, não entendo, é difícil dizer qual é o mais importante.
pouco, a gente acabava utilizando a norma de poço de monitoramento, que nem era para a área contaminada, era poço de piezômetro, poços de monitoramento, enfim, e hoje em dia a gente tem, então, essa gama de normas que ajudam quem está começando ou mesmo quem já está há muito tempo na área conseguir manter o mínimo de um padrão de qualidade e um mínimo de e
de padronização, visto que são muitas empresas de consultoria. Aliás, isso também é um dado interessante, que na época que eu me formei na geologia, é assim, Petrobras estava já há 10 anos sem lançar concurso, a mineração estava há 10 anos sem lançar concurso, e meio ambiente estava começando. Então, para o geólogo, na época que eu me formei, não tinha emprego, não tinha emprego. A mineração,
e o petróleo eu não estava contratando. E esse era o foco do geólogo. Já o meio ambiente estava começando. Então, foi até mais um dos motivos que me levou a ir para a área ambiental. Mas perdi um pouco o fio da merada, porque eu fui para lá. Mas, enfim... Estava dizendo que tem muitas consultorias, muitas consultorias por isso. Ah, sim. E na época em que me formei e comecei a trabalhar, ela já tinha ela.
meia dúzia de empresas multinacionais e algumas poucas brasileiras. E hoje tem muita empresa. Então, também precisa dar uma padronizada no tipo de trabalho e na entrega para quem avalia. A gente sempre olha do lado de cá, mas precisa olhar o lado de lá. A gente está acostumado com São Paulo, que é de São Paulo, sabe que a CETESO tem uma excelente...
técnico reconhecido internacionalmente, etc. Mas, quando a gente sai para os outros estados, a gente sabe que não é bem assim. Se não tem uma padronização e um mínimo de processo, de procedimento para fazer direito... Para se apoiar, né? Para mim, não tem uma norma, é o conjunto delas. E a questão da elaboração e revisão das normas, qual foi mais difícil elaborar,
eu acho que eu não elaborei nenhuma do zero, a não ser a de poço, de instalação de poço. Aquela de 2007, certo? De 2007, que aí sim eu participei da elaboração e foi mais difícil, porque a gente sai de um zero. Quando é revisar uma norma, entendo que tem normas que são muito revisadas, então teve...
chamam essa, enfim, que tiveram que ter adequações, mas também não sei dizer qual foi a mais difícil. Teve a sua dificuldade. Acho que a gente fez junto, foi um pouco mais trabalhosa, mas acho que talvez por conflitos de interesse e não em relação a...
não pela dificuldade em si da elaboração de uma norma. Lembrando de novo que tem que ser tripartite e tem interesses, e nas três partes tem interesse, até o neutro tem interesse, que o neutro muitas vezes é cetésimo e quer ser o mais restritivo possível para ajudar ela, mas a gente entende que não é assim, uma norma não pode ser o mais restritivo possível.
mas um fato curioso é que quando veio a pandemia e as coisas começaram a funcionar online porque antes de pandemia as reuniões de ABNT eram presenciais dentro da CETESB a ABNT é uma elaboração ela é voluntária, não se paga não tem dinheiro então não dá para uma Petrobras se deslocar do Rio de Janeiro um órgão ambiental de Brasília se deslocar e ela continua ela continua ela continua
consultores e CETESP. Depois de pandemia, começou a história do online muito fortemente, o que ajudou muito, porque hoje há uma participação muito maior, pelo menos em TEP.
pelo menos ali na tela. Sim, sim. A fala continua sem... Mesmo a meia dúzia, com mais uma meia dúzia que vem falando bastante, que é excelente, mas a gente ainda vê muita gente participando, mas sem comentar, mas acho ótimo essa participação maciça de órgãos ambientais de outros estados, de produtores.
e de consumidores não tinha, não tinha justamente por conta dessa dificuldade de ser presencial e de ter todo o tempo disponibilizado, o deslocamento, o hotel.
Bom, do GAC todo que você começou, não tinha nem manual, né? O manual do GAC, puxa vida. E aí foi tudo sendo desenvolvido. Quais são as coisas que você acha que melhoraram, deram saltos técnicos no GAC? Não precisa ser técnico, né? Talvez o decreto seja o melhor, a DD38, ou talvez o liner, sei lá, o rolo. O que você acha que... Quais foram os saltos importantes aí que você vê?
A questão da instalação do poço, para mim, já foi uma evolução gigantesca. Pensar que a gente fazia, arranhava uma serra e amarrava um pano no poço com linha de pedreiro e coletava a amostra de solo nutrado, dispensava lá primeiro e coletava com a colher de pedreiro.
Então, assim, eu acho que no todo teve uma evolução gigantesca, necessária, principalmente porque quando a gente fala de uma caracterização quantitativa, analítica, química, nós estamos falando de PPM, PPD. Então, qualquer espirro, se o cara fuma e não põe uma luva, tem diferença, né? Provavelmente causa uma diferença no resultado, o que causa...
e depois uma interpretação erônica, uma decisão tomada ou para mais ou para menos. Então, toda essa evolução do GAC foi muito importante, muito interessante e importante para o desenvolvimento do GAC em geral.
Os órgãos ambientais também vejo que no Brasil estão começando a entender do assunto, porque, como eu disse, tem muitos focos em São Paulo por conta de CETESO. Você sai daqui, já tive N reuniões, já tivemos várias reuniões em órgãos ambientais estaduais e dá para ver que falta muito.
tecnicamente, e com a elaboração das normas e dos manuais, etc., isso facilita muito, porque a experiência está lá, a experiência é colocada no papel, dividida para a sociedade como um todo, seja o produtor, o consumidor ou o neutro. Então, acho que o GAC evoluiu muito, vejo com muito bons olhos essa evolução.
mas de papel de norma, para mim, o que talvez tenha sido mais significativo foi o CONAMA 273 para postos de combustíveis. Porque antes nunca houve, e eu diria hoje também, nunca houve uma legislação que obrigasse...
entregar os seus estudos ou fazer os seus estudos de passivo. Aqui no estado de São Paulo, quando veio o Conoma 273, que começou a exigir legalmente, o combustível quer operar legalmente? Quero, me entrega seu estudo de passivo. Hoje, lá, a lista de CETES de área contaminada são mais ou menos 7 mil.
6.500 depósitos de gasolina, justamente por conta do Conal 273, que trouxe essa visibilidade, não é visibilidade, é obrigatoriedade de estudar, e lá vem trazer a área contaminada. E entendo a priorização, vou chamar assim, por posto de combustíveis, que são áreas fontes que a gente sabe que realmente vazam muito.
estão inseridas dentro... Dentro da cidade. Dentro da cidade. Então, entendo que, se pensar em risco, o risco do posto de gasolina contaminar alguém do entorno é muito maior do que uma indústria que está lá na zona industrial, que só tem indústria com a volta, que só trabalha oito horas por dia, ou pelo menos tem os três turnos, mas só tem gente exposta oito horas por dia.
Então, entendo que esse foi um documento muito importante que trouxe a obrigatoriedade de se fazer os estudos. E, na época do CONAMA 273, eram, se não me engano, de 15 mil postos de combustível no estado de São Paulo, dos quais 70% são contaminados. Só que são em torno de 150 mil indústrias no estado de São Paulo.
E tem lá 500, sei lá, não me lembro, não vi o número agora, mas fato que não é a realidade de número de áreas contaminadas industriais no estado de São Paulo. Então, entendo que a hora que, se um dia chegar essa hora de como realmente exigir que as fontes poluidoras... Sejam realmente...
sejam realmente preventivas, que façam seus estudos, eu entendo que vai melhorar muito mais. E ainda entendo, tem várias pessoas que não gostam muito que eu falo isso, mas, enfim, no meu entendimento, era muito mais importante a gente conhecer essas 150 mil indústrias. Estou falando só de estado de São Paulo, conhecer essas 150 mil indústrias.
estado de São Paulo. A gente está entrando numa discussão hoje de contaminantes que tem em tudo, em tudo quanto é lugar, que a gente ainda não tem muito laboratório que analisa, muito parâmetro de referência, é uma novidade, não estou falando que não deve ser vista e ser pesquisada e ser estudada e ser um...
uma exigência futura, mas acho que ainda tem um pouco para trás para exigir. A gente ainda tinha que conhecer melhor os nossos passivos, o BAP, vou chamar assim, o básico, para depois a gente começar a pensar no que tem surgido hoje. Trazendo ainda o gancho de ABNT para isso, a gente vê que dentro mesmo da ABNT, a cada cinco anos a gente tinha que revisar uma nova...
mas acho que a gente tinha que pensar mais o que está mais fácil do que... Tentar ampliar. De novo, não que não tenha que olhar. Não estou falando que isso é balela, bobagem, que não deve ser. De forma nenhuma, são contaminantes. Se tem um tudo, nós estamos muito mais expostos. Então, acho que tem que sim olhar para isso. Mas eu ainda entendo que a gente precisava conhecer um pouco melhor o que a gente já tem.
Guilherme, conta aí para nós um projeto, algum trabalho que você tenha falado que esse negócio aqui ficou bom. Fizemos esse negócio aqui que é meio diferente e o resultado foi bom para caramba. Eu acho que acabei já falando, acabei dando meus exemplos. São meus exemplos carinhosos.
um aprendizado muito grande. Mais recentemente, aqui na Geoíntegra, a escavação em grande diâmetro, esse projeto a 18 metros, numa área industrial, do lado de prédios de calcões, foi muito desafiador e deu muito certo, e foi muito gratificante esse retorno. E eu, aqui dentro da Geoíntegra, como eu disse, trabalho...
quase que 90%, vou dizer, com investigações. As investigações são muito rápidas e muito limitadas, vamos dizer. Então, teve dois projetos grandes que foram muito desafiadores no sentido da investigação.
A investigação sempre é desafiadora. Bom, acho que qualquer projeto, quando não é você que pegou desde o início. Ah, sim, é. Pois é. Quando você não fez preliminar, confirmatória. Então, tem sempre uma dúvida, tem falta de dados. Mas entendo que os dois... E tem um outro terceiro projeto. Os dois projetos, foi esse primeiro, muito gratificante, é um aprendizado. O segundo, essa de escavação em grandes profundidades, que foi muito desafiador.
e um terceiro que é lá no Petar. É, caramba! Porque eu acabei não falando, mas antes de entrar na geologia, depois que eu fui a segunda vez com o colégio para o Petar, eu acabei a terceira vez para o Petar com uns amigos que estavam comprando um terreno lá, eu acabei entrando de sócio, comprei um terreno e dei uma casa até hoje. Nossa Senhora!
O Petar é outro lugar também que eu tenho muito no meu coração. E tem um projeto ambiental, uma empresa que faz beneficiadora de minério, que já também falida, já saiu de lá.
há bastante tempo, mas sobrou lá uma barragem de rejeito, infelizmente, numa chuva, teve um escorregamento, uma corrida de detritos, que infelizmente acertou exatamente a barragem de rejeito, né? Então, teve aí o extravasamento dessa barragem, hoje, então, a gente faz o monitoramento, é um projeto antigo, hoje estamos na fase só de monitorar, que me agrada muito... Porque você vai lá...
a mostrar, porque assim, eu sei a teoria, mas há quanto tempo eu não faço uma baixa vazão, eu assim, toma uma bomba, vai lá, pega a maletinha, vai lá fazer a baixa vazão. Nossa, tem um tempo que eu não faço isso, né? Mas quando é pra lá, eu vou... Converso com dois, três técnicos, olha como é que faz mesmo, e já lembra, né? Porque é comandado de bicicleta, mas é um outro projeto também que eu tenho com carinho, mas...
por um outro motivo e não por ser área contaminada.
Legal. E o que você faz hoje na Geoíntegra? Você é o sócio, o gerente da parte de investigações, mas como é que é o dia a dia e como é que é a empresa? E já pegando também o gancho, você é um geólogo da mesma idade que eu, um pouquinho mais novo, mas da mesma geração que eu, e que aprendeu ali no campo. Então, o geólogo, os meus amigos geólogos da minha idade gostavam, gostam de ir para o campo.
da idade do meu pai, meu pai é geólogo, então, pô, aí é que vai ir para o campo mesmo, né? Mas, de lá para cá, tem cada vez menos geólogos gostando de ir no campo. E aí, como é que você vê o papel do geólogo hoje na empresa, você olhando para o lado da empresa? O que você me disse? Ah, então, bom, aqui na empresa, né,
Eu, hoje, sou diretor técnico de investigação e sócio. Então, a gente cuida desde a parte administrativa da empresa, então, perspectiva para os próximos 10 anos, desde o futuro, presente e passado. Ainda bem a gente não trabalha porque não tem o passivo, isso aqui na empresa. Mas poderia também estar trabalhando com o passado.
Mas eu faço aqui hoje, desde a administração da empresa, implantação de sistemas, resultados, prospecção de novos negócios. Felizmente, a Agião Íntegra tem um nome muito bom no mercado e a gente não precisa, a gente não tem departamento comercial, a gente não faz nada a zero de comercial hoje. Mas...
toda a parte administrativa, toda a parte da gestão de pessoas, apesar de ter o departamento de RH, de pessoas, etc. A gente sabe que a gente sempre é chamado para resolver os problemas do RH. Os investimentos, os novos negócios, tem horizontes de perspectiva de novos.
trabalhos que a gente possa imaginar um dia trazer para dentro da empresa, isso mais essa parte administrativa. Aí tem a parte técnica, então a parte técnica como diretor eu faço atendimento ao cliente, proposta, depois que aprovada a proposta passa para a equipe, então a gerência e a coordenação.
são os responsáveis pelo desenvolvimento do projeto, sempre com o meu apoio técnico, se necessário, mas a gente também tem gerentes bastante experientes, então, em geral, esse apoio para o coordenador que executa o trabalho é mais feito pelo próprio gerente. E depois o coordenador faz o relatório, o gerente corrige e eu leio 100% dos relatórios elaborados pela...
pelo departamento de investigação, eu leio 100% dos relatórios. Não só porque assino a RT, que está no meu nome, mas também para poder manter a qualidade que a empresa deseja, mas principalmente para desenvolver a equipe.
parte dele, do português até a parte técnica, é uma forma de melhorar o trabalho da empresa e deu também para mim ter menos trabalho, ser mais assertivo e ter menos trabalho na correção. O que mais que a gente faz aqui? Bom, aí eu sou também gerente de SSO da empresa, então eu sou engenheiro de segurança de trabalho também, esqueci de falar isso.
curso de engenharia pós-graduação na engenharia de segurança do trabalho, então hoje eu também sou internamente responsável pelo SSO. Claro que não faço, não dou conta, não tem, é impossível, humanamente impossível operar isso tudo, mas eu tenho uma empresa terceira que faz o dia a dia, mas sempre com meu apoio, então diariamente também estou envolvido com esse tipo de Olá!
em campo, né? Acidentes em Gabum, a gente não tem muito acidente, esse tipo de coisa, faz tempo que não tem, mas telefone de emergência é meu, eu que sou acionado, então é mais uma das tarefas que eu executo aqui dentro, né? A gente tem a ISO 9000, plantada, e a 17025, né? Então, em geral, também faço todo o acompanhamento das...
auditorias e, no dia a dia mesmo, tratamento de não conformidades, oportunidades de melhoria, enfim, bastante coisa. Bastante coisa. E o geólogo que gosta de ir para o campo e agora mais recente não gosta tanto. Aí a questão dos geólogos, acho que isso vejo que é algo talvez geracional.
Eu não sei se por conta de tecnologia, das coisas mais fáceis, mais à mão ou não. Então, por exemplo, já teve pessoal contratado aqui que faz a vistoria da... Fazia, né? Veio para cá e fazia a vistoria de preliminar pelo Google Earth, né? Com a menina lá no com o homenzinho, né? É, é.
passeando no Quarteira, vamos lá, vamos olhar, isso é antigo, sei lá se é isso, se não é, enfim, não é padrão da GeoWin, se é um funcionário que veio recém-contratado e resolveu inovar. Fazia a historia do entorno pela internet, porque tem a ferramenta, não é a melhor, mas tem, existe, está lá, dá para fazer.
Talvez não seja a imagem de hoje, mas dá. Não dá, mas é verdade, dá para fazer. Então, eu acho que é um problema geracional, não sei se só na geologia, porque eu vejo, por exemplo, um médico que não tem muito tanto interesse em fazer a residência. Você fala, poxa, mas é um absurdo. Tudo bem, mas também é um absurdo o geólogo não ir lá fazer uma descrição em campo.
O cara que trabalha com gá que não ir lá e olhar e fazer o entorno. Entendo eu que do mesmo jeito, não no mesmo grau. O médico, né? Um diagnóstico errado ali pode ser a vida em muito pouco tempo e não no tempo de exposição de uma inalação em ambiente fechado.
Então, eu vejo que talvez tenha um... Eu acho que não é um desinteresse, eu acho que é a facilidade mesmo do dia das coisas, afastou um pouco o pessoal do mão na massa, de navegar, de olhar, de ver, de levantar todas as tampas de uma área para olhar. Eu estou falando de gerenciamento de áreas contaminadas, se for lá...
para o geólogo, a universidade. Então, a gente vê até pela própria grade, que na época que fiz a geologia, você passava, não sei exatamente, mas praticamente metade do curso em campo, em trabalhos de campo. E atualmente é um terço, não é mais metade do tempo. Então, você vê que mesmo dentro da universidade, já diminuiu.
E não sei dizer se só por conta de financeiro, eu acho pouco provável, mas eu acho que é por conta da rapidez das coisas mesmo, de hoje em dia, da facilidade das ferramentas. Então, o que eu fiz no comentário lá atrás, é que no campo eu aprendi muito, porque eu tinha que tomar a decisão no campo. Hoje, esse eu logo aqui, uma sondagem.
e o geólogo vai para campo, e já aconteceu de me ligar e falar, olha, escuta, Guilherme, mas tem uma parede aí, será que eu posso mudar 30 centímetros, meio metro, furo? Poxa vida, né? Poxa, não, tira a parede. Isso, não, fura-se em cima da parede. Tira a parede, porque tem que ser aí. Então, você tem que ir para um jeito, cara. Tira a parede, você vai ter que furar aí.
Então, eu acho que é uma coisa... E também eu falei um problema geracional, mas não é um problema. Uma característica. É uma característica geracional. Meu pai fala muito isso. Às vezes eu vou lá e reclamo com ele. Pô, pai, na época que era boa, que fazia isso. Para, para. A época hoje é outra. Então, se você não sabe, se adeque. Se você não sabe mexer cunhado, vai atrás. Quem não mexe cunhado...
vai mais para frente. Então, eu vejo que também não adianta a gente ficar só reclamando, chorando, hospitando. Mas eu entendo que o pessoal vai menos hoje para campo e eu acho, tenho essa impressão, que é mais uma coisa por conta da facilidade mesmo, do dia a dia da facilidade.
Guilherme, e do GAC? Como é que você vê o GAC, a situação dele hoje? O que você acha que vai acontecer? E o que você acha que poderia melhorar? Fala, poxa, sei lá, tal lei ou tal norma, sei lá. Qual é o diagnóstico hoje que você acha que vai acontecer e o que poderia ser feito para melhorar? É, bom, dá para ver uma evolução significativa, né? Antes a gente falava com o bidinho no poço e hoje em dia é bem diferente, né?
Então, dá para ver que houve uma evolução, dá para ver que essa melhora é significativa, ela é importante, e a gente consegue observar isso até na própria revisão das normas da BNT, então, as normas vindo uma atrás da outra, agora sendo revisada, agora a BNT entrou num ritmo realmente de revisão de norma. Os órgãos ambientais, a CETESB,
Ela é morosa, mas ela tem know-how, ela tem uma documentação, uma estruturação importante, tecnicamente parruda. Mas é algo que, por exemplo, no Conama eu não vejo muito acontecer. Então, a gente sabe lá, o Conama 420 está em revisão. Puts, é muito tempo. Há muito tempo o Conama está em revisão.
Mesmo o ADD 038, também sabemos que está em revisão, mas também está em revisão já há algum tempo. O que podemos fazer para melhorar? Eu acho que acelerar ou manter uma certa atualização das normativas. Uma coisa que eu não falei e que é extremamente importante e significativa para o GAC foi que hoje a gente tem diversos cursos relacionados à área.
que na nossa época não aprendi nada na faculdade, foi tudo na marra. E hoje em dia você tem N pós-graduações, cursos rápidos, que são de extrema importância para o desenvolvimento técnico de quem executa o GAC. A gente tem as ferramentas se desenvolvendo, não sei se tão rapidamente, mas as ferramentas do GAC se desenvolvem, então...
tinha lá só o Baylor, depois veio a Prestáltica, e tinha lá agora a Baixa Vazão, tem aí uma evolução de tecnologias, alta resolução, então a gente tem um ferramental importante. Agora, o que fazer para melhorar? Eu acho que a legislação, os órgãos têm que cobrar mais, porque a posição do consultor é uma posição ingrata, porque a gente sabe, a gente quer fazer, a gente quer fazer direito, a gente quer proteger o ambiente.
Quem paga a conta não quer, muitas vezes. A não ser que ele seja o causador e ele tenha uma consciência. Mas, muitas vezes, é um cara que comprou um terreno, que o terreno está contaminado e que ele não quer nem saber e que ele precisa resolver. Então, eu entendo que tem muito a desenvolver e que o desenvolvimento, a melhoria, no meu entendimento, seria...
teoria, ter ninguém para ficar verificando se fez ou não fez, é só colocar na legislação. Você vai operar uma atividade que tem potencial? Vou. Você opera? Vou. Então, me entregue seus estudos de passivo. E, a partir daí, desenvolver, então, uma lista de áreas contaminadas para ter um entendimento e um volume amostral de casos.
cases de que aqui deu certo, aqui não deu, qual que é a diferença, porque aqui deu, porque aqui não deu. Então, eu entendo que, se tivesse uma exigência maior dos órgãos reguladores, eu entendo que teria uma evolução, a evolução do GAC seria muito mais rápida, porque ela teria que acompanhar isso no país todo. Quando a gente fala de São Paulo, a gente sabe, é mega evoluído, a gente tem...
MIP, tem baixo vazão, tem sonda sônica para furar. Agora, eu sempre dou o exemplo, vai lá para a surpresa, lá em Rondônia. Três dias de voadeira para chegar no local. Eu entendo que precisa ter uma cobrança maior para a gente ter um desenvolvimento maior. Entendo também que é difícil cobrar porque não tem braço para acompanhar.
Então, se todos os órgãos ambientais do Brasil resolvessem agora que todo mundo vai exigir de todo mundo agora ao mesmo tempo, os estudos de passivo, ia ficar confuso. Mas eu sinto muita falta disso. E, claro, a gente tem a norma técnica, mas a norma está lá, mas depende de quem usa. Sim, sim, sim. A idoneidade de quem usa. Então...
Qualquer trabalho em gerenciamento de áreas contaminadas é muito específico, é caro, é um trabalho cuidadoso. Não existe solução de prateleira no GAC, não existe. Então, não é porque é clorado que dá certo a que se dá. Não é, a gente sabe disso. Se juntar a legislação, os órgãos reguladores cobrando mais,
Quem executa, tendo mais responsabilidade nessa execução, e a gente ter normas que padronizem o todo, eu entendo que é daí para melhor, entendo que a gente está nesse caminho. Às vezes, eu só acho que a gente pula etapas, foi como eu comentei sobre os emergentes, por exemplo. Então, eu acho que antes de chegar e exigir contaminante emergente, para mim, Guilherme,
a gente tinha que exigir, por exemplo, da indústria os estudos de passivo. Eu acho que aí a gente teria um resultado, aquela história do ótimo inimigo do bom. Então, é melhor você saber duas ou três áreas que têm contaminante emergente. 150 mil, ou, sei lá, 15 mil, vai 10%. Então, nós estamos falando aí, se eram 15 mil postos e 5 mil contaminados, nós estamos falando de 30% no mínimo, e aí
arredondando, que 30% é contaminado. Então, se a gente puxar da indústria 150 mil indústrias, 10% vai ser... 15 mil. 15 mil. 45 mil, se for 30%. 50 mil, 60 mil áreas contaminadas na conta de padaria. Então, no meu entendimento, para a gente melhorar, deveria...
ter uma maior cobrança, uma maior responsabilidade de quem usa, e as normas técnicas. Porque o desenvolvimento de equipamento, esse tipo de coisa, está aí, desenvolve, se desenvolve em todas as áreas. Isso é ferramental, não me preocupa, porque sempre vai ter melhor, e a cada vez vamos fazer um melhor, vai fazer um melhor, vai fazer um melhor, vai fazer um melhor, vai fazer um melhor. Mas eu acho, sim, que é o...
mas o comprometimento de quem faz, fazer direito, o compromisso de quem paga, pagar também, de fora de dinheiro, que a gente sabe, quem está na consultoria sabe que, muitas vezes, o outro lado é que quem quer pagar não quer fazer direito, mas aí, de novo, vai para a pessoa, então eu não faço. Leva a fazer os 10 furos. Quantas? Acho que todo mundo já escutou. Não precisa fazer 10 furos. Não, mas eu só pago 4. Não.
Então faz com o outro. Eu não vou com o pessoal 4. Eu não vou assinar meu nome no negócio com o 4. Então eu acho que também é por isso que eu digo que é o comprometimento, o compromisso de quem utiliza a norma, de quem executa, de quem faz, faz direito e com discernimento.
Legal. Bom, Guilherme, agora é aquele momento que o jogo dá uma virada, então você pode me fazer uma pergunta se você quiser. Já fiz um monte para você, você pode fazer uma para mim aqui. Pô, mas aí eu queria saber como é que você... Agora eu quero saber como você conhece meus amigos. Isso daí é interessante. Nós fizemos juntos a faculdade de educação física, então nós entramos juntos na edição da minha turma da educação física. Eu sou graduado de educação física lá na Eu sou graduado de educação física.
lá na USP, na Escola de Educação Física da USP. Então, mas essa era a minha pergunta direcionada ao tema, porque essa foi mais uma brincadeira. Mas eu já ia perguntar a sua formação e como que você chegou no GAC. Eu ia inverter, já que você falou para inverter, eu ia inverter.
Não, é isso aí. Eu sou formado em educação física e trabalhei com isso, dei aula em escola por muito tempo e o meu pai é geólogo. Trabalhou geologia de mineração, sondagem para pesquisa mineral, Amazônia, toda aquela coisa.
E aí, em um determinado momento, ele foi terceirizado. Então, a Rousinha, a mineradora onde ele trabalhava, terceirizou algumas atividades de geologia, então ele foi terceirizado. E nessa terceirização, ele ficou com a pesquisa, sondagem para mineração e tal. Isso foi em 1998. Quando foi 2000, eu acho, 2000, 2001,
ele tinha uma empresa agora, não sabia como administrar uma empresa, chamo meu irmão para trabalhar lá com ele, e o meu irmão ouve falar que tinha um negócio de investigação de áreas contaminadas, e que então seria interessante abrir também uma empresa de sondagem ambiental, além da sondagem para mineração, uma empresa de sondagem ambiental para atender as consultorias de áreas contaminadas. E fizeram isso.
Em 2004. Em 2003, eu trabalhando ainda com educação física, abro a Unesp em Sorocaba para o curso de engenharia ambiental, eu entro na Unesp, mas para melhorar a minha condição técnica para fazer o trabalho de educação ambiental.
e nada a ver com áreas contaminadas. Passado um ano, eles abriram a empresa e falaram, pô, você está na engenharia ambiental, nós estamos aqui com o negócio ambiental, você não quer vir aqui com a gente? Daí entrei lá em 2005, e é assim que eu entrei no mundo das áreas contaminadas, pela sondagem ambiental. Muito interessante saber que um cara que fez educação física, que fez um pouco de gestão ambiental,
e virou um cara, referência, professor da pós-graduação de gerenciamento de áreas contaminadas na área de gerenciamento de áreas contaminadas. É curioso. Eu também não sabia, não. Então, eu brinco com os alunos ali do Senac agora, que eu estou improvisado nesse negócio de áreas contaminadas, o que eu sei mesmo é educação física, foi isso que eu estudei para valer.
não tinha essa noção, não. É isso aí. Bom, Guilherme, antes a gente terminar, queria que você pudesse dar uma indicação para o pessoal, sei lá, algum livro, algum filme que você tenha visto, uma série legal, seja da área, não seja da área, qualquer indicação aí para os ouvintes. Na verdade, o que eu tenho mais gostado de fazer atualmente é cerâmica. Ah, que legal! Legal!
Nada de intelectual. Acho que cheguei num ponto da vida que não estou falando que estou velho, mas estou. Acho que a caminho eu deixo de ficar. E acho que a vida inteira trabalhei muito com o intelecto. Sempre trabalho muito intelectual. Estava buscando algo que me tirasse um pouco...
de ter que pensar logicamente. Sim, sim. Decidir coisas, né? É, aí eu resolvi que ia fazer aula de cerâmica e estou gostando muito. Mas, enfim, isso aí é só um comentário. Agora, a relação ao livro, deixa eu ver um livro que eu gostei. Eu gostei muito do Tortarado, né? É um livro muito pequeno, falar da forma que ele conta a história.
e eu acho que isso também acaba remetendo um pouco desse meu trabalho, desse meu primeiro projeto lá no Sertão, porque foi realmente assim, eu trabalhei lá em Cabrobó, Salgueiro, meio de Sertão, Sertão mesmo, né? Então eu gostei muito do Tortarado, achei o livro com a linguagem simples.
pra caramba, realmente. Gostei que é rápido de ler. Eu vejo o livro por número de páginas. Não, tô brincando, mas assim, mais ou menos brincando, porque se tem muita página, eu vou procurar outro que tem menos. Sim, sim, sim. A gente tem uma vida muito corrida, e assim, eu gosto de começar e terminar.
eu faço na vida, né? A não ser meu casamento. Mas se eu não ser o casamento, eu não gosto de prolongar muito na vida. Gosto de ser mais assertivo e vamos terminar, vamos, começa, termina, né?
Tortarado eu gostei bastante. Tá bom, tá bom. Muito boa a dica. Bom, Guilherme, é isso aí. Vou agradecer. Obrigado por ter vindo. Obrigado pela conversa. Foi muito legal falar com você no ar e fora do ar. E agora é isso aí. O podcast é seu. Você pode falar o que você quiser. Falar do Corinthians, cantar. Você que manda agora. Já falei da cerâmica aqui.
Não, eu queria falar que, nossa, é uma honra enorme aqui ter sido convidado, eu estou na época de você, para a gente fazer esse bate-papo, né? Espero que tenha atendido aí as expectativas tua, de quem escuta o podcast. Queria muito a participação de todo mundo na BND, se eu pudesse sugerir, porque eu acho que é realmente de extrema importância, não é agora tirando brincadeiras à parte, é a ferramenta que a gente usa, que quem...
o podcast, utiliza e usa para a sua vida profissional, o seu dia a dia. Então, a importância de estar lá, de opinar, e até quando você tem um grupo, quanto mais heterogêneo, melhor as discussões, você participou, você sabe o quão rico que são as discussões, o quanto se aprende dentro de uma elaboração de uma norma BNT.
Então, queria convidar todos, todas, todes a participarem aí da BNT, nem que seja como ouvinte, eu não gosto de falar isso, porque aí todo mundo entra e fica só como ouvinte. Mas já é melhor do que no I, né, Guilherme? Já é melhor do que no I, é por isso que eu digo aqui, nem que seja como ouvinte, para entender como funciona, para entender...
Falar, nossa, que absurdo. Como é que deixou entrar isso numa norma? Está ótimo. Então, ajude a participar. E ajude depois, nem que seja na consulta pública, porque depois da norma elaborada, passa para uma consulta pública onde qualquer ser humano do planeta Terra pode ler e opinar a respeito. E a gente tem o hábito de deixar passar. E aí, depois, reclamar. Como? Que absurdo que deixaram isso.
pessoal, está lá, consulta pública, todo mundo podia ter opinado. E é isso aí, eu acho que o que eu queria deixar mais de recado mesmo é que eu queria tanto, o que eu queria mais mesmo na vida é que esse planeta tivesse paz, né? Ah, sim. Essa coisa de...
de violência, de guerra, de ódio, não faz bem para ninguém. E é muito melhor viver em comunidade do que contra ela. Mas, enfim, espero que as coisas mudem. Tomara, tomara. Nossos filhos precisam disso aí, não é? Pois é, nem falo disso. Porque, em caso, eu já sou conhecido como profeta.
Eu ainda brinco com eles que a inteligência artificial Eu acho que é uma ferramenta excelente Quando usada para o bem Mas como eu disse agora há pouco Infelizmente para mim a humanidade Tende mais para o mal É uma ferramenta muito boa Para fazer coisa errada Sim, com certeza Mas acho que é isso Agradecer, só agradecer mesmo Ao convite Olá!
reforçar que o mercado está aí, que há mercado, que eu acho que o órgão ambiental, os órgãos reguladores, deviam exigir mais, que sejam feitos os estudos, apresentados os estudos, estudados, as áreas. Vamos para a frente. Está certo. Legal. Obrigado, Guilherme. Até o próximo. Legal, Tanaka. Obrigadão. Um grande abraço. Obrigadão mesmo.
Bom pessoal, espero que vocês tenham gostado desse episódio com o Guilherme Bechara. Vejam que mais uma vez as coincidências foram felizes para nós e trouxeram para o nosso GAC, esse cara fantástico, essa pessoa maravilhosa e o profissional sensacional que ele é, para aqui e para o nosso mercado. Vejam que interessante ele ter a oportunidade de viajar para o Petar, como muitas outras pessoas com quem falamos aqui.
isso fez com que ele quisesse conhecer mais a geologia. E aí dentro da faculdade, dentro do Instituto de Geologia da USP, o ciclo econômico no fim dos anos 90, que estava no auge do neoliberalismo, esvaziando o papel do Estado, incrementando a desregulação e a abertura econômica, realmente sem regulação, tudo isso fez com que não houvesse mais empregos fáceis para geólogo, principalmente no petróleo e na mineração. E nem tampouco perspectivas nessas áreas aí no final dos...
dos anos 90, entre 95, 97 e ano 2000, estava realmente muito ruim para os geólogos na mineração e no petróleo. E aí ele ser amigo de uma pessoa que trabalhava na antiga CSD Geoclock, atual EBP, era na época uma empresa de uma área nascente.
a geologia ambiental, que era o embrião do GAC, antes mesmo de existir o nome GAC, institucionalizado, e essa pessoa amiga dele, junto com ele, em um congresso de geologia, onde seria lançado o início da cooperação CETESB-GTZ, essa cooperação que desembocaria no manual do GAC de 1999. Então ele ia lá nesse congresso, ver essa apresentação, fez ele gostar dessa nova área, e também fez com que ele começasse a estagiar na antiga CSD Geoclock, hoje EBP.
Aí virou história, com o Guilherme participando de toda a evolução do mercado, mudanças de stakeholders, mudanças de tipo de cliente, de exigências, de órgãos ambientais, criação e revisão de normas, enfim, ele sendo um dos protagonistas dessa evolução.
Aí das fichas telefônicas à inteligência artificial, passando por muitos tiroteios, perrengues, postos com bidim, remediações de alto impacto, investigação de alta resolução e muitas outras coisas, a caminhada dele foi muito interessante, como vocês ouviram, muito produtiva e, acima de tudo, muito humana. Provavelmente um reflexo da formação dele lá na escola de aplicação da USP, onde tudo começou.
E aí uma passagem muito interessante comigo foi na revisão da norma 15492, onde eu era o relator e tive realmente muita dificuldade em contornar alguns interesses que estavam se contrapondo à norma, como eu já contei em outros episódios. Um pouco de teimosia minha e muita falta de habilidade minha também, quase colocaram tudo a perder e hoje não teríamos a norma revisada, que na minha opinião altera o patamar da amostragem solo no GAC. A norma ficou muito boa.
E foi aí que, quando eu estava com essa dificuldade tremenda, foi que o Guilherme entrou na jogada, primeiro como subrelator, subrelator no papel, mas assumindo a relatoria na prática. Ele conduziu os trabalhos e fechou a norma, negociando com os interesses que estavam dificultando a aprovação, de modo a deixar a norma com o espírito inicial e contornando as dificuldades, em mais uma demonstração da sua enorme habilidade técnica e maior ainda habilidade de negociação de convencimento.
Então, em nome de todo o mercado e em meu próprio nome, agradeço demais ao Guilherme por isso. E agradeço também demais pela conversa aqui, nesse episódio, dentro e fora do ar. Foi realmente muito legal, aprendi muito, me diverti muito. Aproveito e agradeço também aos nossos patrocinadores, a Clean Environment Brasil e a Vessual Group. Agradeço as pessoas queridas que são apoiadores e apoiadoras financeiras no Apoia-se. Repito, quem quiser e quem puder, entra na nossa campanha, o site é apoia.se barra e cd ambiental.
E é claro, somos especialmente gratos a vocês que nos ouvem aqui todas as semanas. Vocês são a razão de existência do que a gente faz aqui nos estudos ECD. Continuem conosco nesse podcast no Spotify, no YouTube, nos agregadores e no Substack. Continuem conosco na nossa querida newsletter, cujo link de inscrição está na descrição desse episódio. E também nas redes, o Instagram é arrobaECDambiental, Telegram é canal Áreas Contaminadas, enfim, fiquem conectados conosco. A todos e todos vocês, muito obrigado e até a semana que vem.
Clean Environment Brasil
VSOL Group