Episódios de OsProgramadores

E-150-Edgar Farias de Paula-Analista Engenharia TI @ ITAU

03 de maio de 20261h8min
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Neste episódio do podcast OsProgramadores, Marcelo conversa com Edgar Farias de Paula sobre transição de carreira, engenharia de software e como transformar desafios em oportunidades reais na tecnologia.

Edgar compartilha uma jornada inspiradora: antes de entrar na área de TI, trabalhou como motorista de táxi e de ônibus, e hoje atua como arquiteto Salesforce em um dos maiores bancos do Brasil.

Edgar Farias de Paula é Arquiteto Salesforce, líder técnico e apaixonado por tecnologia, aprendizado e compartilhamento de conhecimento.

Sua trajetória é marcada por uma mudança significativa de carreira — saindo do trabalho como:

🚕 motorista de táxi
🚌 motorista de ônibus

para se tornar um profissional de tecnologia atuando hoje no Itaú Unibanco.

Essa jornada reforça sua mentalidade de:

🚀 aprendizado contínuo
📚 evolução constante
🤝 colaboração e compartilhamento de conhecimento
🎯 foco em resultados

Atualmente, Edgar atua como:

⚙️ Arquiteto Salesforce
👥 Líder técnico
🎓 Instrutor e mentor
🧠 Aprendiz contínuo (“aluno sempre”)

Ele acredita que a tecnologia é um meio poderoso para transformação pessoal e profissional — e que disciplina, consistência e vontade de aprender são fatores decisivos para crescer na área.

Durante a conversa, discutimos temas como:

🚀 A transição de carreira — de motorista para tecnologia
🧠 Como aprender do zero e entrar na área de TI
📈 Crescimento profissional dentro de grandes empresas
👥 Liderança técnica e compartilhamento de conhecimento
📚 A importância de ser “aluno sempre”
💡 Conselhos para quem quer mudar de carreira

🔗 LinkedIn do Edgar Farias de Paula
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👨‍💻 Sobre o convidado💬 Neste episódio🔗 Links

Participantes neste episódio1
E

Edgar Farias de Paula

ConvidadoArquiteto Salesforce
Assuntos7
  • Transicao de CarreiraDe motorista de táxi e ônibus para tecnologia · Aprendizado contínuo e evolução profissional · Superando desafios e buscando oportunidades · A importância de dar valor ao trabalho
  • Seu Jorge e sua carreiraEngenharia de Software e Arquitetura Salesforce · Liderança técnica e gestão de equipes · Crescimento profissional em grandes empresas · A importância de ser 'aluno sempre'
  • Experiência como MotoristaTrabalho como motorista de táxi · Impacto do Uber no mercado de táxi · Trabalho como motorista de ônibus · Desafios e estresse na profissão de motorista
  • Conselhos para Iniciantes em TIFoco em uma área específica · Estudo contínuo e dedicação · Aproveitar oportunidades e bootcamps · Acreditar no próprio potencial
  • Corrente do Bem e MentoriaAjudando pessoas a entrar na área de TI · Suporte em bootcamps e processos seletivos · Expansão da rede de ajuda e mentoria
  • Inteligência ArtificialImpacto da IA no mercado de trabalho de TI · Ferramentas de IA para programação e agilidade · A importância de se qualificar e usar a IA como ferramenta
  • Importância dos hobbiesPaixão por futebol · Interesse por games · Leitura de livros de fantasia · Gosto por rock e bandas brasileiras
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Olá, gente. Hoje eu estou com o prazer enorme de ter o Edgar Farias de Paula aqui comigo. Tudo certinho por aí, Edgar? Opa, tudo bom. Beleza. Bom, Marcelo. Obrigado. Tudo ótimo. E obrigado por você tirar um pouco da sua segunda-feira de carnaval, em vez de você estar descansando. Feriado para você e feriado para mim aqui no Canadá também. Então a gente se reuniu aqui na segunda-feira para papiar e gravar essa entrevista. Então muito obrigado pelo teu tempo, cara. Nada, é um prazer estar aqui. E aí você vai.

Conta para nós, o que é o teu cargo hoje? O que você faz hoje em dia? Hoje eu estou trabalhando como tech lead de uma squad de multitecnologia no Itaú. E eu dirijo um time que tem dados, tem skills de dados, tem skills de analytics e de seu esforço principalmente, que é a tecnologia que eu...

que vem me trazendo até aqui, né, o seu esforço aqui, que me trouxe até aqui. Sensacional, cara. E antes da gente falar dessa tecnologia, dessa coisa toda de TI e tudo mais, né, conta pra gente, que geralmente nessa parte aqui das entrevistas, eu sempre pergunto pra pessoa assim, voltando no tempo.

Como é que tecnologia, como é que computação apareceu na sua vida? Mas no seu caso especificamente, você tem um histórico diferente. Então eu vou te fazer uma pergunta um pouco diferente do padrão que eu geralmente faço, que é o seguinte, como é que a área de transporte, como é que a área apareceu na sua vida? Como é que você começou a sua carreira na parte de táxi e ônibus? Conta para a gente como é que essa área apareceu na sua vida.

Quando eu era jovem, eu tive, ainda menor de idade, eu tive um estágio na Pastoral do Menor, na Mitra, na Glória, da Igreja Católica, e eu comecei a utilizar o computador de forma administrativa. E naquela época, para você ter uma ideia, o Windows 3.11 é muito antigo. E aquilo ali abriu uma porta para um emprego que eu consegui numa cooperativa de táxi.

Então, a partir dali, eu comecei a trabalhar nesse escritório de uma cooperativa de táxi. E o transporte entrou na minha vida, porque eu comecei a gostar, me habilitei. Eu comecei a trabalhar na lotada no final de semana. Eu trabalhava na Kombi, dirigia Kombi. E nessas vindas e vindas, até nessa empresa mesmo de táxi, eu fui para o volante. Então, eu rodei muito tempo na lotada.

eu saí dessa empresa e voltei algumas vezes no escritório, e depois eu fui para o táxi, e daí eu não voltei mais para o escritório, quando eu fui para o táxi. Então, assim, por estar no meio, por conhecer taxista, estar no meio do negócio, foi abrindo algumas portas para mim nesse momento. E naquele momento da minha vida, o táxi era uma oportunidade muito legal. O táxi, antes do Uber chegar,

tinha um mercado muito bom no Rio de Janeiro, entendeu? As pessoas tinham uma posição muito legal, entendeu? O dono de um táxi era um cara classe média pra alta, entendeu? Tinha gente que tinha dois, três táxis, um no nome da esposa, um no nome dele, um no nome da filha, e era um cara abastado, um cara com condições, entendeu? Então era um outro momento para o taxista.

Então, você poder trabalhar ali, e eu nem tinha um táxi, eu era diarista, eu pagava uma diária para trabalhar, para mim foi uma baita oportunidade. E foi assim que eu entrei na área do transporte, rodando na Kombi, depois na van e também no táxi.

E no táxi, como diarista, você tem o dono do táxi, você trabalha o dia inteiro, você faz as suas corridas e você tem que pagar um percentual daquele dia para o dono. Tem um valor mínimo que você tem para o dono do táxi? Tem um valor específico, um valor fechado. Na época, eu rodava meio turno, pagava 100 reais o dia. De segunda a sexta, né? Então, eu tinha que fazer mais de 100 para deixar o dele e levar o meu. E no final de semana, eu trabalhava para mim. Então, assim...

era o sábado que eu fazia só para mim, era o domingo, ou seja, tu acaba não folgando, porque você fica doido para poder trabalhar para você, no domingo tem a bandeira 2, que aí você ganha um percentual acima, então, assim, o teu foco é tentar administrar as coisas em cima desse planejamento para você poder conseguir levar um dinheiro.

E na época a gente levava um dinheiro bom, era uma boa profissão naquele momento de vida. Perfeito, perfeito. E você trabalhou com motorista de ônibus também, não foi isso? Ah, sim. Quando o Uber chegou, não deu para segurar no táxi, não. O Uber fez uma revolução muito grande no transporte no Rio de Janeiro. Conta para a gente como é que foi essa revolução, como é que foi esse impacto para os motoristas de táxi. Então, na época...

O táxi tinha um trabalho muito tradicional, né? E o Uber veio correndo por fora. Você tem uma ideia? O Uber dava água, o Uber dava bala, bombom, para tentar conquistar o passageiro. Hoje não estão dando nada, mas... Hoje o mercado é deles. Mas na época o Uber tinha disso, o Uber...

o passageiro tradicionalmente ainda estava com o táxi. Você andava na rua, as pessoas ainda faziam sinal na calçada. Hoje ninguém fica na calçada esperando um táxi passar, entendeu? Então, assim, eu me lembro como se fosse hoje. A gente continuou vivendo, tinha aquelas notícias de briga taxista com Uber em aeroporto, aqui e ali, pontualmente, mas a gente ia vivendo. Eu lembro que teve um dia em que os taxistas fizeram um protesto.

que fecharam o aeroporto, fecharam Galeão, Santos Dumont. Naquele dia, a Uber deu corrida de graça, ou quase de graça. O passageiro que foi não voltou mais. O passageiro que instalou um aplicativo ali no celular e viu aquela facilidade, ele não veio. Daquele dia em diante... Acabou o mercado. Muitas das vezes eu passava de segunda a sexta pagando as diárias para...

sem levar nada, para no sábado e domingo tirar o meu. Muitas vezes no sábado e domingo a gente dividia a manutenção do carro, aí durante a semana tinha trocado um óleo, trocado uma pastilha, ou consertado alguma coisa, eu ainda, no meu sábado e domingo, ainda interava um valor na manutenção, e eu saí do táxi de venda na época. Eu fui conseguir pagar o proprietário do táxi que eu trabalhava.

na minha rescisão da empresa de ônibus, depois de trabalhar dois anos e meio no ônibus, que eu consegui sair, pegar a minha rescisão, fundo de garantia e outras coisas, que eu consegui pagar o dono do táxi, porque no ônibus também não sobrava muito, era muito apertada, né, na vida naquele momento, mas...

Nesse momento, o táxi começou a me gerar prejuízo, né? Eu começando a acumular dívida e não consegui pagar. Ou eu levava o dinheiro para casa, ou eu pagava a manutenção. E eu decidi sair para o ônibus naquele momento. Porque eu ia ser assalariado, né? Então, assim, levando passageiro ou não, eu tinha um salário. Mas no táxi não era assim, né? No táxi eu precisava que tivesse passageiro e eu não estava mais encontrando.

E como é que foi a transição para o ônibus? Você precisou, você deve ter tido que fazer algum tipo de treinamento, algum aprendizado, habilitação para você poder dirigir o ônibus também, não foi isso? Foi sim, foi o momento mais difícil da minha vida, eu não esqueço, porque eu tinha um patamar de vida legal no táxi, e começou a cair, e quando eu fui para o ônibus, na época eu entrei, me inscrevi em umas empresas, e uma empresa me chamou,

E eu fui para um treinamento. Esse treinamento você fica com ele lá 30 dias. Certo. Ou menos e tal. Acho que eu fiquei uns 20, 22 dias. Uma coisa assim. Mas você não recebe. Você fica passeando de onde? Para cima e para baixo. Você todos os dias tem que ir e voltar para casa. Você dirige para lá, dirige para cá. E até que você seja aprovado e contratado. Então ali eu já tinha largado o táxi com dívida.

eu fiquei esse mês de treinamento sem receber, e depois que te contratam, só vão te pagar no outro mês. Então, assim, eu fiquei praticamente dois meses negativo, né? Sem dinheiro e... me endividando, que as pessoas me ajudaram. Eu fui ajudado, né? Ninguém chega em nenhum lugar sozinho. Eu acredito muito no potencial de ajudar as pessoas. Eu fui ajudado, e é por isso que hoje, quando eu posso, eu também tento ajudar, porque...

é difícil passar por esses momentos. E graças a Deus eu passei, e eu entrei no ônibus, e assim, naquele momento, para mim era a salvação, entendeu? Eu acho que foi um emprego que não foi muito positivo na minha vida, um emprego difícil, um emprego estressante, um emprego... Desafiador, né? Desafiador em vários termos, tá?

em vários termos, psicologicamente, fisicamente, é bastante, entendeu? Então, assim, foi muito complicado, mas manteve, sustentou minha casa ali por dois anos e meio, e a maneira como você é tratado no ônibus...

comparado com a maneira como você é tratado na área de tecnologia, é assim, é a água e o vinho, entendeu? Sim. É muito difícil. É complicado. As pessoas enxergam você como um nada, né? Sim. Para você ter uma ideia, ninguém te chama pelo nome. Você é um número. Você tem uma matrícula e você é um número. Tanto faz você ir ou não ir. Você não faz diferença para ninguém. Não tem nada que você faça que é a diferença. Você tem uma ideia?

é o máximo que você consegue, para quem gosta de crescer, para quem gosta de evoluir, o máximo que você consegue dentro de uma empresa de ônibus, por exemplo, é você escolher uma linha ou um horário para trabalhar. E isso a partir de critérios que eles identificam que são... Você é um funcionário com mérito. Qual é o funcionário com mérito? É o funcionário que não falta, é o funcionário que não perde o horário, não chega atrasado.

o funcionário que não bota atestado. Você passar um bom tempo aí sem faltar, sem botar atestado, sem bater também, eles não gostam que bate, né? É básico. Mas, assim, se você é um cara que tem esses critérios, daqui a pouco você, pô, mano, bota naquela linha lá, deixa eu trabalhar de manhã. Mas quando você entra, você vai indo nos piores carros, nos piores horários, onde ninguém quer estar, onde você vai estar. Foi até algo que fez eu dar uma parada na faculdade na época, porque...

Eu comecei no Bacurau, de noite, linhas ruins, ônibus quentes, né? Imagina aqui no Rio, ônibus calosão do verão, o motor aqui do teu lado, passando marcha, que não tinha esse motor atrás, não tinha esse piso baixo.

e você ali no calor trabalhando, tu entra seco, mas tu sai encharcado de suor, entendeu? E fora isso, os passageiros não necessariamente amistosos, e vários outros problemas diferentes também. Não, não tem passageiro amistoso, não. O máximo que você ganha é um bom dia, quando a pessoa é educada. Amistoso é difícil.

Mas, cara, é incrível isso, né? Mas no grupo, toda vez que eu venho fazer uma entrevista, eu peço para as pessoas escolherem perguntas para trazer aqui para a entrevista. Eu acho que me pediram para fazer uma pergunta para você que eu achei bastante relevante, bem interessante.

que é o seguinte, o que essa experiência como dirigindo táxi, dirigindo ônibus, te trouxe em termos de conhecimento e entendimento do ser humano que te ajudou de uma certa forma a lidar com clientes na área de TI? Teve algum tipo de aprendizado que você trouxe quando você mudou para a área de TI? Cara, teve muito. E...

Mas, assim, no lidar com o cliente é até um pouco complicado. E tem um ponto muito importante que é... Tudo é uma bagagem que a gente vai adquirindo, né? Claro. E ali você vê, o cliente nunca está satisfeito. O cliente sempre quer mais, ele quer o melhor de você. E para ele ser atendido, ele quer até o que você não pode dar. Vou te dar um exemplo, tá?

Trabalhava numa linha que descia ali na Gávea, saindo do túnel ali da... Dois Irmãos? É, acho que é o Dois Irmãos. Tinha um nome que a gente chamava. Saia do túnel e logo na saída do túnel não tem um ponto de ônibus, tem um sinal. Tem um monte de motorista que pouco se importa. Abre a porta ali e a pessoa desce no meio do trânsito. Mas vê um motoqueiro, pode atropelar a pessoa a culpa sua. E eu não deixava. Eu não abria. Tipo assim...

Você deixa de ser bem visto que você está fazendo certo. Fazer o certo não é o suficiente. Você tem que agradar o cliente. Claro. Independente de ser certo ou errado. Para mim, tanto fazia. Eu não tinha essa obrigação de estar agradando. Eu tinha que defender o meu pão de cada dia. Se alguém fosse atropelado, era do meu salário que ia descontar. Era eu que ia receber.

Mas no meio de tecnologia é um pouco diferente, né? Você precisa agradar. Quando você vem, eu venho de consultoria, né? Hoje eu estou no cliente, mas eu venho de consultoria. Você tem que entender o que o cliente quer. Você tem que... Você tem os seus limites, mas você tem que chegar onde ele precisa, né? Então, assim, eu aprendi muito com isso no trato com o cliente. Mas eu aprendi uma coisa muito maior.

E aí eu não digo do trato com o cliente. Eu aprendi a dar valor ao meu trabalho hoje. Eu tive... Imagina... Eu tive num lugar muito difícil. Eu tive num lugar de baixíssima valorização. Eu vejo a pessoa na mesma posição que eu hoje e ainda está reclamando, gente. A gente está... Muitas das vezes, quando a gente olha em volta, a gente está muito acima do mercado de trabalho normal. Total. Muitas das vezes a gente está home office.

e as pessoas estão dentro do treino lotado, as pessoas estão acordando três horas antes para ir trabalhar, a gente acorda dez minutos e entra com a cara suja na reunião. Então, assim, eu aprendi a dar valor ao meu emprego atual. Eu aprendi a dar valor ao que a tecnologia trouxe na minha vida, ao que a tecnologia mudou na minha vida, e eu acho isso muito importante. Eu trato com muito...

com muito carinho mesmo, sabe? Eu sou religião, assim, eu sou católico, eu peço a Deus para me dar sabedoria no meu trabalho, para tomar as melhores decisões. Eu estou numa posição de liderança, para eu ser um bom líder, para eu conseguir ser justo com as pessoas que trabalham comigo, sabe? Porque tudo isso reflete em onde a gente quer chegar.

tudo isso reflete no tipo de profissional que você quer se tornar, né? Então, assim, é algo que mexe muito comigo, saber de onde eu vim e como eu estava e como é diferente para mim hoje, sabe?

Sim. Você reconhece, você entende as dores pelas quais você já passou e você consegue ver o seu avanço e como é que essas dores, apesar de elas não te afetarem hoje, elas afetam outras pessoas que não conseguiram ainda melhorar ou sair de uma posição por onde você já passou e que elas ainda continuam com aquela dor lá. Acho que você consegue entender bem isso também.

E você mencionou faculdade, você estava cursando faculdade enquanto você estava trabalhando como motorista de táxi, de ônibus, como é que foi essa história? Foi no táxi que eu consegui, eu fiz um Enem lá e tirei uma nota, até engraçado, que é a história de como a tecnologia entrou na minha vida. Eu fiz uma prova no Enem, assim, no tiro, sem estudar, estava trabalhando e fiz a prova. Falei, cara, eu vou fazer direito, fazer direito.

E eu não tinha condição de pagar, estava ali, vivendo o meu dia a dia. Mas eu vou fazer direito. Beleza. Primeiro dia de Sisu, com a nota que eu tinha, que era nem 700, era 600 e uns quebrados. Eu me inscrevi nas posições de direito lá, né? Aí vem aquela nota de corte para o segundo dia, né? Eu já não tinha vaga em lugar nenhum para fazer direito. E eu achava que, assim, pelo meu... Pelo fato de eu ser, assim, comunicativo e tal, eu achava que ia me dar bem com isso.

Aí eu falei, já que eu não vou fazer o que eu queria fazer, eu vou estudar perto de casa, vou fazer alguma coisa. Deixa eu ver se eu consigo uma vaga aqui. Eu morando em Campo Grande, tinha a UESO, e eu fui me inscrever no segundo dia de SISU, na análise de envolvimento do sistema, sem saber o que era, não sabia o que era. E me inscrevi em engenharia naval. E deixei. Aí foi passando o dia, eu continuei classificado, continuei classificado.

Beleza, consegui uma vaga em análise e envolvimento do sistema na UESO, Universidade Estadual da Zona Oeste. E aí veio começar as aulas e eu falei, ah, vamos embora, vou para cima. E quando eu entrei, assim, eu tenho uma facilidade um pouquinho com matemática, apesar de eu ter... Eu não tinha um histórico muito bom de escola e tal. Eu fiz o meu segundo grau também no Provão, no antigo...

aquela provona do telecurso, mas eu não fiz o telecurso, fui lá na prova e passei. Telecurso, segundo grau, não era isso? Era, tipo isso. Você fazia o telecurso para você fazer esse provão do Estado, se você passasse nas nove matérias, você tinha o segundo grau. E eu fiz essa prova e passei. E peguei o meu segundo grau sem estudar o segundo grau todo. Eu tinha feito o primeiro ano várias vezes e abandonado. Passei, fui até o segundo ano e abandonei.

Eu nunca fiz o terceiro ano e passei nesse provão. Então, peguei meu diploma de segundo grau e fui para a faculdade de análise de desenvolvimento de sistema. Primeiro período, tu cai logo na turma de algoritmo. Certo. Comecei a prestar atenção naquilo. Falei, cara, isso aqui é maneiro, cara. E é lógica. E eu super me identifiquei. E eu via os colegas apanhando muito de lógica básica de programação, sabe?

Portugal ali e tal. Falei, pô, isso aqui é legal. E fui curtindo e passei. Engraçado é que você não podia ficar reprovado em algoritmo porque ele abria a porta para outras matérias, mas ele não tinha vaga para repetente. Porque você tinha muito repetente, entendeu? Aí entrava na próxima turma do próximo semestre, entrava os alunos novos e mais os repetentes mais antigos. Então, você não podia reprovar. E eu passei de primeira e foi muito legal. Eu fui evoluindo dentro da faculdade.

enquanto eu trabalhava no táxi, que eu rodava meio expediente de dia, né? Eu ia para a faculdade à noite. Quando eu fui para o ônibus, eu fui obrigado a trancar a faculdade, porque, assim, eu já não tinha mais horário, entendeu? Quando eu entrei no ônibus, eu tranquei a faculdade, porque eu rodava em linhas diferentes, rodava em horários diferentes, até eu adquirir aquela...

Aquela suposta moral de escolher o meu horário e escolher a minha linha, entendeu? Que demorou um pouquinho. Então, depois disso que eu voltei para a faculdade e fui nela até eu sair do ônibus depois de dois anos e meio de ônibus.

Você, ou seja, no momento que eles permitiram você escolher o horário e a linha que você trabalhava, isso viabilizou você retornar para a faculdade, foi isso? E a mesma faculdade, mesmo curso? A mesma, eu continuei. Inclusive, eu me formei semestre passado. Olha quanto tempo tem, porque eu não me formei lá. Depois que eu comecei a trabalhar, eu não tive mais, assim, tanto tempo de ir.

Aí eu me inscrevi em AD e dei continuidade e me formei semestre passado. Na mesma instituição ou outra instituição? Não, não. Aí eu tive que sair da pública porque lá eu jubilei. Eu perdi o prazo lá. Eu me formei na Estácio agora, no final de... em dezembro, né? Ou seja, a tua trajetória foi... Você estava fazendo o ESO, né? O ESO. No oeste do Rio de Janeiro.

E você teve que trancar por causa do ônibus, mas eventualmente você conseguiu voltar. Quando você voltou, você voltou para o ESO ou você voltou já para a Estácio? Não, eu voltei para o ESO, eu consegui o emprego. Depois de ter conseguido o meu primeiro emprego na área de tecnologia, eu deixei o ESO de novo. Aí eu não podia mais trancar, eu matriculava e não conseguia ir nas aulas e tal. Quando eu consegui entrar, eu alcancei o...

o meu sonho, a gente estuda para conseguir um emprego, né? Eu dei tudo de mim no meu emprego, entendeu? Quando essa porta abriu para mim, que foi bastante difícil, cara, eu dava tudo. Eu entrei na CB Cloud na época, bem desacreditado, sabe? Quem é que contrata um motorista de ônibus com 35 anos para 36 anos, que nunca trabalhou com tecnologia para ser júnior?

E teve uma pessoa iluminada que me abriu essa porta. E assim, cara, eu comia seu esforço, sabe? Eu ficava o tempo todo, eu não ia para a faculdade, eu não queria aprender o C Sharp, eu não queria aprender o PHP. Eu precisava aprender seu esforço, eu precisava dar uma resposta. Então assim...

Antes de você falar do seu esforço, conta pra gente, você estava na Oeso ainda, não é isso? E apareceu a sua oportunidade na CB Cloud aí. Uma pessoa te indicou, conta pra gente um pouco como é que foi essa, como é que essa porta abriu na tua vida, que eu acho que é importante a gente compartilhar com as pessoas essa transição, essa virada de chave aí, né? O que aconteceu? Eu estava cursando a Oeso, até falar um pouco sobre minha rotina que era complicada.

Eu comprei uma moto para voltar para a faculdade, para eu conseguir ter a logística de estudar. Eu pegava 4 horas da manhã na garagem da empresa de ônibus, ou seja, 2h40 eu estava acordando, tomando um banho e ir lá para Jacarepaguá. Eu saía de moto, chegava lá 4 horas da manhã, estava saindo da garagem de ônibus. De Campo Grande para Jacarepaguá. É, de Campo Grande para Jacarepaguá. Para sair da garagem de ônibus,

para estar parando uma hora da tarde, às vezes duas, dependendo do trânsito. Quando você para, você volta para a garagem, vai prestar conta que no Rio de Janeiro o motorista dirige e cobra em dinheiro, né? Então você tem que levar o dinheiro lá do patrão, prestar conta daquilo ali, para sair dali umas 2h30 para 3h, chegava em casa 4h da tarde, dormia um pouquinho de nada, para 6h30 estar na faculdade, até às 10h30.

para dormir às 11 e acordar às 12 e pouco. Então, assim, foi um momento muito complicado, que sem uma moto eu nem tinha conseguido, porque imagina tudo isso de condução ou de carro. Isso tudo que eu fazia e voltava de moto, era de moto na chuva, de qualquer jeito. Eu tinha que ir de moto, porque senão quebrava a logística, eu quebrava o esquema todo. E eu tive um momento onde eu já estava muito estressado no ônibus, e eu...

pedir para sair da empresa de ônibus, você só sai, ou você sai se você pedir demissão, ou você sai por justa causa. Ninguém te manda embora, eles te dão sempre uma justa causa e você vai para a justiça brigar. E teve um momento que estavam rolando uns acordos e eu consegui sair num acordo onde os dois concordam da demissão e você pega teu fundo de garantia e teu seguro-desemprego. Eu me lembro, foi um dezembro,

eu consegui sair e eu tinha fundo de garantia até maio. E eu falei, cara, até maio eu tenho que estar trabalhando. E um amigo de faculdade, que hoje é meu amigo de vida, né? Sérgio me indicou numa vaga de Seu Esforço que ele tinha entrado e falou, cara, eu vou te indicar, não sei se vai dar certo ou não, porque eu também não estou muito bem aqui, não. Ele tinha acabado de entrar, ele entrou em janeiro.

me indicou para fevereiro, e ele mesmo não estava evoluindo, ele também é super júnior, e aí me chamaram para a entrevista, em fevereiro, foi a Vitória que me entrevistou, Vitória Cardinô, que também me chamou para o meu emprego atual no Itaú, hoje ela não está mais aqui no Itaú com a gente, ela está em outra profissão, em outro emprego, mas ela me entrevistou na época,

e ela me abriu essa porta, mas o processo foi lento, sabe? Ela me entrevistou, falou que a menina do RH ia me ligar, ela me ligou em março, falou que eu ia passar por uma entrevista da psicóloga lá, foi em abril, ou seja, nessa brincadeira meu fundo de garantia. Estava indo embora, que era o que estava me segurando, eu estava ficando... já estava perdendo as esperanças, porque quando você é júnior,

e você precisa de entrar em alguma profissão de tecnologia, a pessoa fala assim para você, pô, lá na empresa tem uma vaga de PHP. Pô, tu vai ali e estuda PHP para ir lá fazer uma entrevista. Aí o outro fala, não, na empresa tem uma vaga de C Sharp. Tu estuda C Sharp e vai lá na entrevista. Na verdade, é que tu não sabe de nada, mano. E você está doido para alguém abrir essa primeira porta para você se dedicar. Porque assim, você estuda um pouquinho de cada coisa, você não sabe de nada de nada. Então...

Quando estava acabando o meu seguro de emprego, eu falei para minha esposa, falei, amor, vou ter que voltar para o ônibus. Ela não faz isso, não. Faz o seguinte, troca de carro e vai para o Uber, e eu tinha um Gol duas portas, eu não podia rodar com ele no Uber, porque você vai continuar tendo a flexibilidade de continuar fazendo as entrevistas, né? Certo. E eu falei, beleza, pedi para minha mãe tirar um carro para mim, quatro portas.

E eu comecei a rodar no Uber. Assim que eu comecei a rodar no Uber, eu fui chamado. Caramba. Fiquei com o carnê de um carro para pagar, mas consegui o emprego com seu esforço. Eu dava o máximo ali. E ainda tinha que rodar, como júnior, eu ainda tinha que rodar um pouquinho de noite para conseguir pagar o carro. Porque o emprego bancava o início das nossas despesas dentro de casa, mas o carro não tinha como pagar. Então eu ainda corri atrás um pouquinho no Uber para pagar a prestação do carro.

Caramba, que história, hein, cara? Que transição, que bacana também essa pessoa que abriu essa oportunidade para você. E você abraçou a oportunidade com unhas e dentes aí, né? Que incrível isso. E como é que foi aprender, como é que foi entrar como júnior e aprender Seis Force? Como você falou, você estava comendo Seis Force. Você ia ao banheiro com a apostila, dormia abraçado com a apostila.

Eu estudava muito, o Salesforce tem uma plataforma de estudos. Eu estava num projeto onde a gente... Eu entrei num projeto onde a gente trabalhava. Não tinha esse lance de ser admin ou ser dev, tu era tudo. Tu tinha que codar e tu tinha que fazer a parte de admin. Certo. E eu estudava bastante. Cara, eu tenho uma ideia. Alguém me dava uma atividade assim, eu ia dizer...

Na sexta-feira, me diga, tem que fazer isso aqui, essa atividade é de oito horas. Me dava na sexta-feira, na hora do almoço, nossa, eu ficava feliz da vida, porque eu tinha as quatro horas da tarde de sexta, eu tinha quarenta e oito, sábado e domingo, e mais quatro horas de manhã na segunda. Só para eu poder dizer assim, está aqui, eu entreguei, está aqui, eu fiz. Entendeu? Dentro de qualquer dificuldade, pesquisando e resolvendo, eu podia falar que assim,

Eu fiz sozinho, entendeu? Eu consegui fazer e era bastante desafiador. Eu tive algumas experiências agora em posição de liderança, em outras situações, onde eu vejo, assim, nem todo mundo dá valor à profissão que tem, sabe? Eu vejo uma pessoa júnior que está querendo se firmar, deveria estar querendo, às vezes não está, deveria estar querendo se firmar na profissão e você fala para ele, poxa, cara, tem que fazer isso aqui.

pesquisa nesses lugares aqui, tem um link e tal, e vai fazer, e o cara sai na sexta com a dúvida, segunda-feira de manhã ele volta com a mesma dúvida, eu falo, pô, mano, eu vou te falar, eu não queria, eu não posso te pedir para trabalhar sábado e domingo, eu não posso, mas se você quisesse resolver, você resolveria, porque eu fico pensando, eu queria resolver, eu queria ficar. Como é que o cara volta segunda-feira de manhã com a mesma dúvida de sexta?

E não deu um Google, pelo menos, entendeu? Assim, eu não posso pedir para o cara trabalhar sábado e domingo, mas, assim, mostra muito que ele não quer como eu queria, entendeu? Nem tem que querer. Eu sou eu e olha onde eu estou chegando, graças a Deus. Mas, assim, talvez ele não vá chegar ou talvez ele nem ambicione, entendeu? Então, assim, cada um sabe onde quer chegar. Mas isso me deixa bem...

Bem orgulhoso da minha trajetória, orgulhoso de saber o que me trouxe até aqui, sabe?

Sim. E conta pra gente, você entrou na CB Cloud, você foi avançando e você foi pra... Acho que você foi da CB Cloud, você foi pra Deloitte, né? E hoje você tá alocado no Itaú, não é isso? Você não é funcionário do Itaú. Não, eu sou funcionário do Itaú. Ah, você é funcionário do Itaú, perfeito. Conta pra gente essa evolução da CB Cloud pra Deloitte, o teu tempo na Deloitte, até a tua chegada no Itaú. Como é que foi essa evolução pra você?

Na CB Cloud, eu entrei como júnior, eu fui evoluindo ali dentro dos projetos, fui ganhando conhecimento. Na época, eu entrei CLT, mas logo eu virei PJ, por algumas vantagens financeiras que me faziam diferença. E assim, a gente foi ganhando... Ah, pô, mandou bem, segura mais um pouco. Mais umas horas aí, né? Tua hora vale tanto, ganha mais R$5 por hora. Pô, ficava igual pinto no lixo, né? Uh, R$5 por hora. Por quê? Por quê?

Fazia a diferença quando você ia ver no final do mês, né? Um, mais cinco reais por hora dá quanto? A calculadorinha ali, né? Pensando. Então, assim, fui crescendo ali dentro da CB. Aí chegou um momento em que a CB foi vendida para Deloitte, né? E foi incorporada. E aí eu ia voltar a CCLT. Eu já estava numa posição mais sênior, porque eu fui evoluindo dentro da CB nesses valores, nessa posição de...

Até mesmo na posição que eu tinha, não tinha muito esse papel, né? Você é... Tinha o tech lead, mas não tinha muito esse papel junior, pleno, senior. Era valor, né? Você é um cara que custa tanto, que vale tanto, né? E eu fui crescendo ali no financeiro, mas eu fui começando a adquirir responsabilidade dentro dos projetos diferentes, ser posicionado em projetos onde eu tinha os juniors ali para cuidar, ou até mesmo...

ficar isolado em projetos onde eu cuidava de tudo, e ali você responde até a nível de arquitetura, quando vem alguma coisa mais difícil, você levanta a mão, pô, me ajuda aqui, o cliente me pediu isso, mas eu não sei se isso aqui está bom e tal, e a galera dava um suporte. E quando eu fui para, quando a Deloitte já veio e adquiriu a CB, eu estava numa posição de liderança técnica.

E aí eu já fui alçado, já fui para Deloitte na posição de sênior e como líder técnico num projeto grande. E fui evoluindo ali, fui atuando como arquitetura. No meu último projeto, na Deloitte, eu fui vendido como arquiteto, um outro projeto financeiro, um arquiteto de financial service. E...

Esse era o patamar que eu estava dentro da Deloitte. Eu tive a possibilidade de crescer lá dentro até para um cargo executivo. Sendo que foi onde parou ali e deu uma estagnada. E onde me deu... Que era o momento de eu sair, entendeu? Tipo assim, essa vaga de executivo não veio. E eu entendi que estava na hora de eu procurar outros desafios. Eu via muito galera de Seas Force fazendo muito leilão para crescer, sabe?

Ah, vou ali que deu mais, vou aqui. Eu sou júnior aqui, mas vou ali que eu vou na vaga pleno, depois eu vou ali na vaga sênior. Eu não fiz isso em nenhum momento. Eu fui crescendo dentro de um mesmo lugar. Até mesmo as pessoas que estavam comigo na Deloitte eram os mesmos chefes que eram meus chefes na CB Cloud na época. Então, assim, eles viram a minha evolução com o tempo, isso sem fazer leilão, sem fazer...

Foi uma evolução pessoal mesmo. E eu cheguei num ponto onde eu ainda queria mais, e esse mais não estava vindo. Aí ali eu achei que estava na hora de eu sair. Eu chego no Itaú para um desafio muito grande para mim. Pensa assim, eu não tinha trabalhado com mais nada de tecnologia, além de ser esforço. E meu time, eu ia liderar um time que... Eu ia substituir uma pessoa muito importante.

eu ia substituir o Eduardo Carvalho, Bisso, que é uma referência de Salesforce no meio, que tem um livro sobre boas práticas de Salesforce, sobre programação orientada a objetos com Apex, que é a linguagem que o Salesforce usa. Eu ia substituir ele dentro do Itaú, na posição de Tech Lead, num time que tinha múltiplas tecnologias, um time que tinha AWS, um time que tinha CRMA.

um time que tinha Mully Soft, que eu ainda não tinha trabalhado. Imagina você chegar num lugar e encontrar um time técnico de oito pessoas, de skills totalmente diferentes, você só sabe uma. Certo. E você precisa conquistar aquele espaço ali e fazer, mostrar o porquê. Se adaptar aquilo e mostrar o porquê que você foi escolhido para aquela função, né? E quem me convidou para essa função foi justamente a Vitória, que me deu o meu primeiro emprego.

Bacana, incrível. Ela me chamou de novo. Foi muito desafiador. Eu estou nessa função até hoje. Eu tenho um time muito... Com a palavra? Um time que manda muito bem. Um time que a gente trabalha muito bem junto. Muito bem capacitado. Muito dedicado.

E a gente tem dado respostas muito boas dentro das nossas, do que tem sido trazido para a gente de desafio. Estou muito feliz com essa, com esse desafio, com essa função que eu tenho hoje, com o time que eu tenho. Entendeu? Então, assim, foi assim que eu cheguei onde estou hoje.

É incrível, né, Kera? E eu tenho certeza que você faz essa reflexão, mas eu estou aqui, enquanto você está falando, eu estou pensando na tua trajetória aqui, né, que você falou, nesse nosso papo até aqui, você falou para mim, você não terminou o segundo grau, você não fez o segundo grau.

cursando, indo na escola, né, todo dia. Então você, em determinado momento, você viu que aquilo era importante para você terminar o segundo grau. Então você fez lá o telecurso e fez o provão e você conseguiu obter o seu segundo grau. Então você aplicou o seu esforço ali e terminou isso.

E você conseguiu se estabelecer como taxista, isso gerou um rendimento para você, e isso abriu a possibilidade de você fazer uma faculdade, você começou a cursar faculdade, você se interessou pela área de tecnologia, de uma certa forma o universo conspirou a seu favor, que você, em vez de ir para direito, você entrou acidentalmente na área de tecnologia, que é interessante isso ver também.

E você olhou aquilo e falou assim, porra, essa coisa aqui é bacana, me interessei por isso aqui, mas quis o Uber aí, que é uma empresa de tecnologia que atrapalhou a sua vida de uma certa forma, que você precisou fazer uma migração para a área de ônibus, que não foi uma área fácil, mas como você falou aqui, manteve comida na mesa na sua casa, você conseguiu ir em frente ali, e com muito esforço, sua moto e tudo mais, para você ir lá no...

no trabalhar e tal, eventualmente você conseguiu escolher a linha, você virou motorista sênior. Tipo isso. Você conseguiu escolher a linha e conseguiu escolher o horário que você trabalhava, isso viabilizou você voltar para a faculdade e você terminou a faculdade, que é mais uma demonstração do teu, como é que chama assim, a tua determinação, acho que é a palavra mais correta a usar aqui.

E teve essa moça, Vitória, que abriu a tua porta aqui para você ir à frente. E a CB Cloud teve a pessoa que trabalhava com você, que estudava com você, o seu colega de turma que te levou para a CB Cloud. Eu acho isso tudo incrível. Eu acho que é uma combinação de incrível esforço, incrível determinação.

E também pessoas que aparecem na vida da gente que dão aquela ajuda, né? Dão aquela força que é importante para você. Amanhã é dia 17 de fevereiro, né? Então amanhã vai fazer 40 anos que eu comecei a trabalhar. E eu comecei numa software house lá no Rio de Janeiro. E eu tinha um colega de turma na UERJ.

que eu estava no estágio e lá um belo dia ele virou para mim, a gente conversava já, eu tinha um relacionamento com ele e tal, e ele falou para mim assim, eu abri uma vaga lá onde eu trabalho, se eu não está interessado, e eu falei, estou interessado sim. Então aquilo ali abriu toda uma porta para mim, então amanhã faz 40 anos que eu comecei naquela empresa também, então eu queria compartilhar isso com você também. Então eu vendo a sua história aqui é bastante, me lembrei dessa pessoa que infelizmente já nos deixou.

mas são pessoas que criaram grandes transformações e geraram um impacto absurdo na nossa vida. Mas voltando aqui para o Itaú, com o que você pode contar? Como é o seu dia a dia liderando essa equipe? A gente mais cedo aqui, a gente conversou sobre os desafios de você lidar com táxi, com Uber, o desafio de lidar com ônibus, o desafio de lidar com clientes, a expectativa do cliente. E você mencionou que até no ônibus você...

Quando eu morava no Brasil, já estou fora do Brasil há quase 30 anos, ainda existia o cobrador, você certamente deve lembrar do cobrador. Lembro, lembro, lembro. Isso foi eliminado, isso é uma redução de custos para a empresa de ônibus. Verdade. Então o motorista virou cobrador e o motorista também. É. E, cara, como é o teu dia a dia no Itaú? O que você pode compartilhar para a gente, que obviamente não seja nenhum segredo, nada que você não possa mencionar aqui? Ah, sim.

A maior diferença do Itaú para o meu trabalho anterior é esse ponto de consultoria e cliente final. Hoje aqui, você no cliente se sente muito mais parte do que está construindo. Você sabe que você tem um legado ali dentro que você está deixando. Na consultoria, você pula de galho em galho. Você não sabe se vai estar naquele projeto de novo. Você não sabe se aquele projeto vai ser da sua consultoria de novo e tal. Você está fazendo...

vivendo um dia de cada vez, né? Você, quando está no banco, ou na parte de um cliente final, que você é um contratado da empresa, você pensa muito mais de como fazer o melhor, porque aquilo reflete em você depois. E você tem que fazer o melhor, porque aquilo ali é um filho que você está criando, entendeu? Se você não educar teu filho direitinho, vai te dar muito mais trabalho do que se você educar. Então, assim,

Você pensa muito em fazer da melhor forma possível para que aquilo cresça e você esteja deixando um legado muito, muito mais correto ali dentro de coisas simples, tá? Assim, dentro de escolhas, melhores escolhas de solução, de código limpo e dentro também de relacionamento, de você, principalmente em posição de liderança. Eu tive grandes líderes, sabe? Que me ensinaram muitas coisas.

de forma diferente e nem tudo que eles faziam eu concordava, mas eu fui tirando o melhor de cada um e isso me... Eu fui trazendo para o meu trabalho, para o meu dia a dia uma forma de tentar liderar da melhor forma possível, sabe? Eu tive pessoas que incentivavam muito, que botavam o time para frente, eu tive pessoas que tinham muita paciência com o cliente, que eu entrar na reunião com...

um cara que eu trabalhei, um cliente sentando a mamona e falando a beça. E eu falava assim, gente, a gente está certo. Por que ele não fala nada? Aí ele, não, calma. Calma, a gente vai dar uma resposta aqui quando a gente entregar, quando o trabalho for bom. Deixa ele falar e tal. Fala assim, cara, que paz, mano. Esse cara é muito zen, né? Pensava assim. Mas eu fui aprendendo um pouquinho com cada um a lidar.

E fui trazendo isso para a minha vida. Então, assim, eu prezo muito por ter um time que a gente tem um ambiente bom de trabalho, que a gente se respeita, que a gente respeita a posição de cada um dentro da sua função, que a gente ouve a opinião de cada um. E isso tem feito muita diferença, sabe? No meu trabalho, eu tenho um time que colabora comigo, entendeu? Assim, eu costumo falar, eu falo sempre para eles, cara, eu não sou dono da verdade. No dia que eu te pedir para fazer uma coisa...

uma coisa, poxa, faz isso desse jeito, e você não concordar, levanta a mão, pô, de garra, não dá pra gente fazer assim, e isso você só adquire com confiança, né, porque as pessoas às vezes têm receio de falar ou de se expor, ou tipo assim, ah, vou fazer do jeito que esse cara tá mandando, se der ruim, o problema é dele, sabe? Então, assim, eu tenho muito, eu tenho isso dentro do meu time, eu tenho essa confiança do meu time, esse time colabora muito com as coisas que eu decido tecnicamente,

E que eu deixo também eles participarem das decisões e que as brigas que a gente compra junto para fazer as coisas do jeito que a gente gosta ou do jeito que a gente acredita que vai funcionar. A gente tem um desafio muito grande no Itaú de qualidade, sabe? A gente tem que pensar sempre...

em atender da melhor forma, em oferecer melhores soluções. Eu não trabalho diretamente para o cliente final, eu trabalho muito para os officers, para os gerentes. Então, para que eles possam fazer um bom trabalho para o cliente final, eu tenho que oferecer o melhor para eles, entendeu? Então, a gente tem muito cuidado com isso. Esse é o meu desafio do dia a dia, sabe?

Cara, isso é bacana demais, né? Eu vi toda essa transformação, essa evolução aqui na sua vida e entender e ver como é que você já está orientando e trabalhando como uma função de liderança aqui, orientando essas pessoas e tendo impacto na vida dessas pessoas que outros tiveram na sua vida também. Isso é bacana demais e extremamente recompensador também.

E, Edgar, você já passou em tantas transformações pessoais, né? E tantas coisas que você já aprendeu com dores diversas, né? Vamos colocar desafios diversos, né? E hoje, acho que essa área de TI está passando por um outro desafio, né? A gente, historicamente, a área de TI sempre foi a área que estava automatizando alguma coisa, né? Então, hoje você está vendo a inteligência artificial.

E essa coisa, não precisamos mais de programadores, que eu não acredito, mas está havendo uma transformação na forma de trabalhar, está havendo uma transformação em termos do ferramental disponível para a área. E como é que você está vendo, como é que você e sua equipe estão vendo essa evolução da inteligência artificial? E o que você pode falar um pouco sobre o impacto que isso já está tendo na sua vida pessoal e profissional? Obviamente, nada que seja segredo.

Não, tudo bem, com certeza. Eu acho assim, a que a gente usa para nos ajudar com tarefas de programação do dia a dia, classes de teste, outras coisas, a gente tem ferramentas internas para utilizar, a gente tem ferramentas internas para acelerar a escrita de stories e outras coisas da metodologia ágil, né? A gente tem pessoas...

eu conheço pessoas que estão bastante preocupadas com isso, sabe? Tipo assim, a IA vai vir, vai roubar o nosso emprego. Falei, cara, quem faz a IA é a gente, eles ainda precisam que a gente vá. A gente tem que estar qualificado, a gente tem que aprender a utilizar da melhor forma. A gente tem... A IA não vai acordar de manhã e trabalhar sozinho, eles precisam que a gente faça ela trabalhar pra gente. Então, assim, eu conversei com um amigo um tempo atrás, assim,

Tem de 10 pessoas de TI, tem os profissionais que estão ali por acaso, não estão muito interessados, tem aquele que está se esforçando, mas ainda não se dá bem, tem os caras que são bons ali no que fazem. E eu botei assim, 3, 3, 3, e tem um que é brabo, esse cara é brabo, esse cara, mano, eu entendo que é IAR.

pode estar dando uma enxugada no mercado e tirando espaço de uma pessoa ou outra aqui. Talvez não tenha esse engajamento. Então, assim, antes desse brabo cair, eu sou o brabo. E você? Você é quem? Você não é o brabo? Antes desse brabo cair, tem nove para cair. Então, assim, mano, você tem que se colocar nessa posição onde você é relevante. Onde você é uma pessoa que vai fazer as coisas funcionarem, entendeu? Então, assim, eu acredito muito que pensada?

A Yá não vai funcionar sem a gente e a gente tem que saber utilizá-la. A gente tem que ter uma visão de como ela também nos ajuda. Tirar o melhor dela para o nosso dia a dia, porque ela também está aqui para nos ajudar. Mas ela não vai me derrubar, mano. Ela não faz coisa que eu faço, ela não vai fazer. Ela não vai cuidar do time que eu cuido, ela não vai entrar nas reuniões e tomar as decisões que eu tenho que tomar.

muitas das vezes ali com uma visão de experiência de vida, de experiência de relacionamento com o cliente, de entender o que aquele cara tem ali, olhando no olho. Tem coisas que só nós vamos poder fazer e vamos continuar tendo que fazer. Então, assim, é a nossa ferramenta agora, precisamos usar, estamos sendo estimulados a usar em todos os âmbitos, a gente...

Tem que tirar o melhor, a gente tem que ser cada vez mais produtivo. A nossa área exige essa produtividade. Mas, assim, não é para se preocupar. É para se preocupar se você não está curtindo, mano. Essa não é a sua vibe, entendeu? Aí, mano, qualquer hora você vai cair. Eu acredito que... Tem gente que ia cair mesmo se ela não estivesse aqui, entendeu? Porque a pessoa não está com esse interesse.

Eu acho que quem quer, quem está se dedicando e quem continuar estudando, eu acho que é uma área que você nunca para de estudar. Você não pode nunca parar de estudar. Você está aí, Marcelo, 40 anos. Eu duvido que...

Você não estuda todo dia ou não vê as coisas novas que estão surgindo. Você está falando de IA porque é novo. A tua bagagem de 40 anos não te ajuda a falar de IA que é recente. Então, eu acredito muito no estudo diário, em crescimento intelectual que você tem que estar buscando para você ter esse crescimento pessoal. Eu não acredito que vai derrubar quem queira realmente continuar. Eu acredito muito que tem coisas que a gente faz que ela não vai fazer.

É muito interessante, de qualquer forma, a ferramental e a evolução da coisa toda. E por falar em evolução, você falou aqui sobre tantas transformações, tantas mudanças na tua vida também. Mas se você pudesse voltar no tempo, você teria feito algo diferente na tua trajetória até aqui? Pensando assim, essa é uma pergunta que acontece em várias situações.

na entrevista e tal, mas eu acho que não, Marcelo. Eu tenho uma música que eu gosto muito, do Los Hermanos, chama-se O Velho Moço. Ela fala de tudo que a gente tem hoje vem da bagagem que a gente adquiriu. Se eu tirasse uma vírgula lá atrás, será que eu seria quem eu sou hoje?

Então, assim, eu tenho conquistado muito, eu tenho tido feedback sobre o meu trabalho de coisas que são frutos de uma sementinha que eu plantei lá atrás, sabe? Que hoje me ajudam a tomar decisões ou pensar melhor, ou saber decidir melhor em cima de coisas que eu preciso.

trabalhar, evoluir ou decidir, eu acho que eu não faria nada diferente, não. Assim, eu tinha uma pessoa, aí é uma observação, né? Eu tinha uma pessoa que eu trabalhei no meu primeiro emprego, que sempre falava assim, cara, tu é bom com computador, e me estimulava a estudar.

E eu não queria nada. Eu era super jovem, eu tinha um dinheiro diferente de outras pessoas. E eu me achava coisa da juventude. E eu não ligava para estudar. Talvez eu tivesse estudado antes, sabe? Não sei. Mas assim, eu gosto do que eu me tornei hoje a partir das decisões que eu tomei.

Mas quando eu penso que essa pessoa tinha me pedido para fazer isso que eu estou fazendo hoje há muito mais tempo, eu fico pensando, caramba, será que eu estaria aqui? Mas eu acho que tudo que eu tenho hoje é bagagem do que eu vivi, então talvez eu não fizesse nada diferente, Marcelo.

Essa reflexão é sempre muito importante. E por falar em reflexão, sei que você já deu vários conselhos aqui, mas como eu falei para você, lá no grupo a gente tem mais de 4 mil pessoas e muitos querendo entrar em tecnologia, os debates mais diversos. E que conselho que você daria para quem está querendo começar na área de tecnologia hoje em dia? Para quem está querendo começar? Eu já ajudei bastante pessoas a entrar na área que eu trabalho.

Eu acho o seu esforço uma boa porta de entrada. E hoje eu tenho trabalhado com outras tecnologias, eu estou vendo muito trabalho com dados, com AWS, com análise de dados, inteligência artificial. Eu acho que... O que eu achei de muito ruim para entrar na área de tecnologia foi ficar atirando para todo lado. Eu acho que não é por aí. Eu acho que a nossa área é muito ampla.

E mesmo muito cedo, eu acho que conversar com as pessoas em volta e entender assim, poxa, cara, você acha legal essa área? Me ajuda, me dá um caminho de estudo, me dá uma direção para eu começar. Mas assim, foca. Foca numa direção e vai. Porque por mais difícil que pareça, quando essa porta abrir, você vai estar preparado e você não vai mais deixá-la se fechar. E depois que você passa por essa etapa de...

de Juninho, de Stag, estagiário, e abriu essa porta, você não vai mais parar. E eu acho que isso é importante. E foi onde eu errei no início, sabe? De tentar de todos os jeitos e atirar para todo lado e não conseguir. E eu só consegui quando eu olhei em uma direção, alguém me deu uma direção para eu estudar.

O Sérgio falou, cara, estuda seu esforço aqui que eu vou te indicar nessa vaga. Por mais que eu continuasse fazendo outras entrevistas, eu estava estudando seu esforço. Quando a porta abriu, no seu esforço tem uma pontuação lá no Trailhead, onde você vai adquirindo umas medalhinhas e tal. Eu já tinha mais avançado, já estava estudando legal e eu estava pronto para trabalhar. Eu acho que o ideal é você olhar para uma direção dentro disso, se informar, pesquisar.

mas você ter foco. E a pessoa, eu já vi pessoas desistir porque, pô, não gosto disso assim, eu queria estar fazendo outra coisa, mas se você não tomar uma decisão, é muito difícil, ficar em cima do muro é ruim. Eu acho que o principal é ter foco, para a galera da minha área de seu esforço, que eu tenho visto entrar, é estudar o seu esforço.

ficar de olho nos bootcamps, no LinkedIn das grandes empresas, participar dos bootcamps e entrar. E para as galera de outras áreas, mesmo que você queira, que quer trabalhar com dados, quer trabalhar com... Pega isso ali e vai para cima com tudo, vai tentando as vagas. Quando essa porta abrir, você vai estar pronto para entrar e não vai mais sair. E isso vai mudar a sua vida, como mudou a minha.

É muito diferente hoje a forma que eu vivo, tudo que eu posso oferecer para a minha família, porque eu consegui entrar e eu consegui crescer dentro da área de tecnologia. Absolutamente fantástico, cara. Excelentes recomendações aqui. E cara, o que você gosta de fazer quando você não está na frente do computador, quando você não está trabalhando? Ah, eu gosto de jogar bola. Eu sou louco por futebol. Eu sou louco. Domingo... Eu sou louco.

Eu faço o meu presencial no Itaú, em São Paulo. Eu faço oito dias presenciais lá. Meu presencial é sem escala, né? Eu poderia fazer oito dias seguidos, mas eu não passo o final de semana lá, porque eu fico com saudade dos meus filhos, da minha família, da minha esposa, e por causa do meu futebol de domingo também, que eu não falto, entendeu? Então, assim, eu volto para o Rio para jogar meu futebol todo domingo de manhã.

Eu gosto muito de jogar bola. E... Eu gosto de games de forma geral. Jogo um LOLzinho no computador. Jogo no Nintendo, um Mario. Gosto de games. Mas, assim, futebol, pra mim, é... Se eu não jogar meu futebol domingo, é como se a semana fosse corrida dez dias direto, entendeu? E, cara, o que que você acha? Quem é que você acha que vai ganhar a Copa?

O Brasil não é, eu tenho certeza Muito ruim O Brasil não está ruim Assim se supera quando chega Numa competição Não dá para superar A gente olha lá para trás Não é ser saudosista não Mas você pensar que o Alex e o Djalminha Não foram a Copa Porque a gente tinha o que? Ronaldo, Rivaldo, Kaká Hoje eu não tenho nem o Alex e nem o Djalminha Quanto mais os que estão lá Então pensam?

Nenhum dos que está lá é maior que esses que não iam, entendeu? E quem que você acha que vai vencer com o seu palpite? Cara, eu torço muito. A Argentina sempre vem forte. França, Espanha. Mas eu queria que a Inglaterra ganhasse. Tem tempo que a Inglaterra não ganha.

Eu não acho que a Inglaterra vai ganhar, não. É, mas eu também acho que não. Eles não têm um elenco, eles têm um time, né? Eles têm um time, mas eles não têm uma bagagem para levar. Assim como a gente também não tem.

A coisa está complexa para o Brasil. Está complexa. Mas eu acho que, você definiu bem a Argentina, França, Espanha. Para mim, eu acho que a Espanha leva essa, porque se eles jogaram, eles jogaram na Eurocopa. Então, tem um time muito jovem, muito bom mesmo, muito rápido. Eles têm uma geração muito boa. É uma geração que vai dar trabalho por uns três Copas.

Mas se você pensar, se você pensar como uma empresa de TI, o que seja, eles fizeram toda uma preparação do pessoal júnior, né? E exatamente evoluiu e começou a gerar frutos, né, cara? É tudo um investimento na educação, no treinamento.

E as pessoas vão crescendo no que fazem. E, cara, você tem alguma dica de livro, música, filme? Você falou aqui dos jogos do Nintendo e tal. Mas qual que é a outra atividade que você queira compartilhar aqui, que você curte, além do futebol? Então, eu gosto muito de ler livro de fantasia. Eu gosto de...

Eu estou esperando, torcendo para aquele velhinho não morrer, para ele acabar de escrever A Guerra dos Tronos, né? Ele escreveu cinco livros, falta dois e ele está empacado lá. Mas eu não sei onde ele chega, não. Estou torcendo muito pela vida dele para ele acabar com esses livros. Para eu continuar lendo. Eu recomendo o Seus Force Apex, do Eduardo Carvalho, do Bisso, para quem está na área de...

para quem está na área de TI, para quem quer experimentar o seu esforço, tem muito de orientação a objetos, que independente de onde você for, orientação a objetos é muito importante, saber do que se trata, super recomendo. De que mais? Livros e... Música, jogos, filme, qualquer coisa. Essa música que eu falei, que eu gosto, o velho moço, eu acho assim...

É uma baita aula de vida. Fala muito da... O velho é a pessoa que traz a bagagem e por que ele toma aquelas decisões. E o moço é como eu era lá quando o meu amigo mandava estudar. Ela falou sobre... Opa. Travou? Voltou? Travou por um segundo. Voltou. Pode falar.

Então, assim, fala um pouco disso. Mas eu gosto muito de rock. Eu gosto do Linkin Park, Offspring. Legal. Bad Relision. Aí, ó. Esse aqui é o melhor do Brasil atualmente. Esse aqui, ó. Dead Fish. Dead Fish no Brasil hoje é o melhor. Já que não tem o Machado e Brau, não tem mais Raimundos. Então, com certeza, Dead Fish. Bacana, cara. É isso. Boa isso de equizer.

E tem, a gente está falando aqui há uma hora, um pouquinho, acho que mais de uma hora aqui, tem alguma pergunta que eu não fiz que você gostaria que eu tivesse feito? Eu acho que não, Marcelo, assim, eu acho que o papo foi muito bom, eu acho que eu contei muita coisa da minha história que eu gostaria de ter contado, eu já tive essa conversa em outros fóruns.

porque a minha história de crescimento de carreira é diferente, sabe? É diferente, sabe? Chegar onde eu cheguei, eu tenho seis anos de tecnologia só. Eu comecei em 2019, né? Estou indo para o sétimo ano agora. Então, assim, estar onde eu estou com sete anos é uma baita conquista, sabe? Tanto para...

Para as pessoas olharem e pensarem, poxa cara, se esse cara doido aí conseguiu, eu também posso, entendeu? Você pode sim, você pode sim. Mas assim, eu gostaria muito que você olhasse para o que eu contei e visse o quanto eu me esforcei, porque não é assim, eu não dei sorte, eu não dei sorte. Eu lutei muito para chegar aqui e eu quero muito que você também possa lutar e você possa chegar e que você acredite. Eu acreditei.

E hoje, graças a Deus, estou colhendo esses frutos. É o que eu gostaria de transmitir para as pessoas que estão começando, que olham essa carreira como uma oportunidade. Vai, cara, vai com tudo. Mergulha mesmo de cabeça, que quando essa porta abrir não vai mais fechar. E você vai estar preparado. Obrigado, Marcelo, por ter me dado essa oportunidade de contar.

Eu que agradeço por esse privilégio aqui, né, de conversar com você e ver essa história fantástica aqui. Eu me permita discordar de você numa coisa aqui, que você falou que você tem sete anos, seis anos de área. Na verdade, a sua experiência na área começou lá com aquela pessoa que falou, pô, você leva jeito para o computador.

começou começou bem você que não percebeu entendeu mas se você parar pensar a experiência começou lá atrás mas ela veio sendo refinada entendeu ela veio ser refinada por todos os desafios pelos quais você é verdade

entendeu é uma coisa decolar entendeu é como é como aquele você era aquele avião aquele avião que tava sendo abestecido e deu um problema aqui no motor deixa eu trocar esse motor aqui ou para para lá tem um negócio aqui e gradativamente aquilo foi e decolou entendeu

mas eu acho que é interessante você pensar nisso por essa perspectiva né você veio sendo preparado gradativamente né você teve lá o desafio do segundo grau você olha sem pra cá tem que terminar esse negócio aqui

Cara, é um grande privilégio aqui conversar contigo. E tem alguma coisa, website, algum trabalho comunitário que você faz, alguma coisa, LinkedIn, alguma coisa que você queira compartilhar aqui antes da gente encerrar o nosso papo? Posso te mandar meu LinkedIn, as pessoas que quiserem um adíquo, que quiserem falar comigo. Menciona o nome, é Edgar. Edgar Farias de Paula. Deixa eu botar aqui, que eu mato o link aqui para você pegar. É Edgar Farias Traço de Paula.

Isso, tá assim, é. Vou botar no chat aqui para você botar no vídeo lá também. Pode deixar que eu coloco. Eu tenho ajudado algumas pessoas que eu tenho conseguido entrar. Eu fiz uma corrente do bem, entendeu? Minha filha trabalha com seu esforço na NTT Data. Meu genro trabalha com seu esforço no Itaú também, que eu ajudei ele.

ajudamos ele a estudar para o bootcamp da JFOX, e da JFOX ele foi para a Deloitte, da Deloitte ele deu match numa vaga do Itaú e entrou, que eu não precisei interferir de forma nenhuma, não precisei nada, só falei assim, pega essa vaga aí, se dá para você entrar, e ele está no Itaú também. E tem um amigo de faculdade da minha filha que entrou nessa primeira leva.

A galera viu eles evoluindo, começou a estudar também, e vieram pedir ajuda, e eles também começaram a estudar para outros bootcamps, e eles três já ajudaram outros três, e a gente está esperando aí chegarem os próximos três para a gente expandir essa corrente do bem, onde a gente dá um suporte para a galera estudar bem para os bootcamps, e dá um suporte para a galera fazer boas provas, e...

tirar as dúvidas, sabe? Pra galera poder evoluir dentro das empresas. Aí já tem uma... tem essa corrente do bem rolando aqui. Se alguém estiver precisando, se alguém chamar no LinkedIn aí...

Fala comigo que a gente bota na fita aqui, tá? Poxa, estou no bootcamp da empresa, mas não estou entendendo muito bem. Pode me explicar isso aqui? A gente entra, a gente faz uma calma, a gente explica, a gente dá um jeitinho. E a gente vai ajudando. A gente quer muito ter as pessoas trabalhando. As empresas precisam dessas pessoas trabalhando. As vagas estão aí. As vagas estão abertas e as pessoas não estão qualificadas para trabalhar.

Isso é verdade, entendeu? Então, assim, queremos muito que vocês trabalhem e vocês entrem.

Bacana demais, cara. Edgar, foi um privilégio aqui conversar com você, cara. Muito obrigado pelo teu tempo novamente nessa segunda-feira de carnaval e um presente aqui que você me deu nesse feriado para você e aqui para mim é o dia da família aqui na minha província. Prazer enorme, cara. E fica comigo mais dois minutos aqui que eu vou parar de gravar, a gente conversa mais dois minutos. Obrigado, Marcelo. Valeu mesmo. Forte abraço.

Só um segundo aqui. Deixa eu parar de gravar nesse negócio aqui, que sempre é problemático aqui.

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