Espiritismo com Jesus - Artur Valadares
Palestra realizada no dia 30/08/2025 no Grupo Espírita da Prece, em Uberaba/MG.
Artur Valadares
- Espiritismo e JesusAlegria cristã no Espiritismo · Figuras do Espiritismo no Triângulo Mineiro · Chico Xavier · Eurípedes Barçanuf · Essência do Espiritismo · Conexão com Jesus · Emmanuel · Pão Nosso
- Abertura ao bem-estar de JesusPsiquismo vs. Vida Eterna · Horizontalidade vs. Verticalidade · O Evangelho como curso · Presença transformadora de Jesus · Chico Xavier · Eurípedes Barçanuf
- Mediunidade e EspiritismoEspírita Fenomênico · Espírita Imperfeito · Espírita Filosófico · Espírita Exaltado · Espírita de Coração · Espírita Verdadeiro · Espírita Cristão · Allan Kardec
- Kardec, o apóstolo do coraçãoKardec servidor · Kardec e a caridade · Leon Denis · Espiritismo cristão e humanitário · Simplicidade e amorosidade
Prezados amigos e amigas, boa noite para todos nós. Que Jesus nos abençoe, nos envolva na sua doce paz.
Para mim é uma alegria estar aqui mais uma vez, reconhecendo, revendo corações queridos, conhecendo a novos e buscando desde já retribuir o carinho que receberemos na forma de reflexões que possam ser úteis a todos que aqui estamos, nos dois planos da vida, reflexões que possam nos inspirar, nos fortalecer, nos estimular ao bom combate que todos temos a travar.
a jornada redentora que nos trouxe de volta a este mundo. Então, vamos buscar também nos manter nesse clima de alegria, porque essa é uma das principais características do Espiritismo com Jesus, a verdadeira alegria cristã, que floresce mesmo quando os horizontes são difíceis.
mesmo quando no mundo passamos por turbulências, por dificuldades, é preciso saibamos daí também extrair, irradiar, oferecer ao mundo o perfume da alegria com Jesus. Então, que a gente possa manter esse clima, essa vibração, porque foi esse também o tema que nos propusemos a conversar nesta noite.
E para tanto, iniciamos com uma espécie de indagação, reflexão, que nos faz rememorar alguns dos grandes vultos da doutrina espírita que passaram por essa região. Aqui, pelo Triângulo Mineiro, pelas cidades dessa região, claro, Uberaba, nos recordamos da figura do Chico, que é uma entre outras grandes figuras do Espiritismo que passaram por essas terras.
Como não nos recordarmos também da figura inovidável de Eurípides Barçanuf, aquele que realmente fincou aqui nas terras do Triângulo Mineiro, das Minas Gerais, a mensagem de Jesus com uma vitalidade, com um vigor de apostolado que os anos, que os séculos não poderão apagar.
Referimos apenas a esses dois nomes, para não incorrermos aqui na injustiça de tentar citar a todos, por meio dos dois, elencamos todos esses nomes que vêm à nossa mente e ao nosso coração. E ficamos a nos perguntar, então, o porquê o Espiritismo que eles nos demonstraram, o Espiritismo que foi por eles vivido, divulgado, que foi o seu legado.
Por que esse Espiritismo tanto nos encanta? Ou, lembrando da música que foi aqui cantada, por que esse Espiritismo nos cativa tanto assim? Ao recordarmos de um Chico Xavier, do seu esforço aqui em Uberaba, mesmo lá em Pedro Leopoldo, ao relembrarmos a figura de Eurípedes lá no colégio, nosso coração é de pronto tocado.
ao relembrarmos de histórias que ouvimos falar, de relatos, de casos, ou mesmo de registros que chegaram até nós, isso nos alcança numa profundidade que até nos é difícil dimensionar ou descrever. O que então está por trás disso? É claro que, num primeiro plano, vamos ver a doutrina espírita, na grandeza de horizontes que nos abre.
o consolo que ela nos proporciona, as explicações. Mas sentimos que há algo mais. Na verdade, há algo que revela a própria essência do Espiritismo, que sabemos ser a continuidade de algo que começou antes.
O Espiritismo não é algo que começa ali. Ele é algo que surge no curso de eventos e acontecimentos que remontam a séculos. E sabemos onde vamos encontrar essa origem. Sabemos onde estará a raiz do Espiritismo, que nos ajudará a entender o porquê. Esses corações que aqui relembramos.
nos tocaram, nos fascinaram tanto com a sua vivência espírita. Porque eles nos apresentaram o Espiritismo tal qual ele é em sua essência, ou tal qual ele deve ser, profundamente ligado ao coração de Jesus. A figura do Mestre, que torna o Espiritismo, que já é por si mesmo grandioso nas explicações que nos proporciona,
nas respostas, nos horizontes que nos descortina, já é por si mesmo grandioso, mas com o toque de Jesus, com a presença do Cristo, que ele resgata, tão viva quanto nunca,
Nós entendemos, então, o porquê essas almas ocupam para nós, em nossa memória, em nosso coração, um espaço tão especial. Porque, em verdade, nos apontam para Jesus. Nos fazem sentir que estamos mais perto dEle. Como que nos envolvem numa aura, numa atmosfera, ou diria Kardec, numa psicosfera.
que nos remete a aqueles tempos inesquecíveis para toda a humanidade, para todos aqueles que minimamente já despertaram para a grandeza do Evangelho. O que aqui se passou nestas terras, nesta região, nos faz recordar os tempos inovidáveis do Tiberíades, da Galileia, a figura de Jesus.
Algo que, certo efeito, o próprio Chico disse, quando dessas viagens suas, quando ia visitar casas em outras regiões, em outros locais, e lá estava aquela multidão a esperá-lo, ele mesmo costumava dizer que ali aqueles corações não estavam para vê-lo. Ali estavam porque estavam com saudades de Jesus.
E ele, no seu esforço sincero e profundo de vivência do Espiritismo, reaproximava aqueles corações, os nossos corações, de Jesus. Então é isso que nós vamos tomar como ponto de partida para a nossa reflexão nessa noite. Esse Espiritismo que nos foi apresentado dessa maneira, ou com essa proposta.
para que, operando dentro dessa área espírita, não percamos o foco daquilo que de fato é o primordial, daquilo que deveremos mirar enquanto trabalhadores já minimamente despertos, discípulos já dispostos a seguir por esses passos ou a aceitar esse convite. Recordando-me aqui de uma mensagem do nosso querido Emmanuel, 난 난 난
que está no prefácio do livro Pão Nosso, intitulado No Serviço Cristão. E o Emmanuel, então, ele vai nos conduzir por uma reflexão dentro dessa linha que aqui já iniciamos, que nos faz analisar a nossa relação com o Espiritismo. O que temos feito dele, ou o que ele tem feito em nós. O quanto de espaço, de abertura, de entendimento temos dado ao Espiritismo para compreender nele aquilo que é essencial.
O Emmanuel começa então essa mensagem dizendo assim, que para muitas criaturas, o Espiritismo não passa de um movimento fenomênico, que estará restrito ou às experiências de laboratório, de experimentação, ou à mera discussão filosófica. E é importante considerarmos isso, porque não negamos que isso faça parte do Espiritismo, nem Emmanuel faz.
Todos nós conhecemos a história por meio da qual a doutrina espírita chegou até nós. Sabemos que tudo se iniciou com aqueles fenômenos. A princípio, tidos pela imensa maioria, um simples passatempo. Mero objeto de curiosidade.
algo que se inicia, ou que tem um dos marcos iniciais, naquela noite, em 1848, quando, na casa das irmãs Fox, se iniciam aqueles fenômenos, que depois seriam exportados para a Europa, lá atrairiam muitas e muitas pessoas aos salões aristocráticos, à aquelas reuniões em torno das mesas ditas girantes, das mesas que de fato giravam.
Tudo começou dessa maneira. Recordo-me da figura de Andrew Jackson Davis, grande médium dos Estados Unidos, que na mesma noite em que os fenômenos se iniciavam na casa da família Fox, sente um sopro passar pela acústica espiritual das suas percepções mediúnicas, que lhe dizia, hoje iniciamos um bom trabalho.
Aquele tempo, ou naquele dia, mal teria ele, talvez, noção da dimensão do que estava sendo iniciado. Então nós reconhecemos a importância disso, desses fenômenos, como também os tivemos no Brasil. Muito do espiritismo nascente nestas terras, quando foi aqui se consolidando, fincando raízes, esteve baseado também nos fenômenos, os mais impressionantes.
como nos esquecermos de Santa Maria, os fenômenos que ali se iniciaram, atraindo a atenção de Frederico Peiró, conversando com o tio senhor Mariano, tio de Eurípides Barçanulf, e assim todo o processo que culmina na conversão de Eurípides Barçanulf num legado sublime do Espiritismo em Sacramento e na região.
Os fenômenos de cura, médiums com capacidades impressionantes de cura, de materializações, de efeitos físicos, tudo isso tem a sua razão de ser. E em falando a respeito disso, Emmanuel não está menosprezando esse aspecto da doutrina espírita, os fenômenos. Muito menos o aspecto filosófico, que representa um passo muito significativo na estruturação do Espiritismo.
quando tantos apenas viam naqueles fenômenos, passatempos ou curiosidade, um homem de lucidez, de um profundo bom senso, de um alcance espiritual, um espírito verdadeiramente visionário, porque muito inspirado, Allan Kardec, conseguiu entrever para além daqueles singelos fenômenos, ou até impressionantes fenômenos, conseguiu ver algo ainda mais impressionante.
ainda mais belo, ainda mais fundamental. Diria ele, está registrado no livro Obras Póstumas, quando ele trata da sua iniciação no Espiritismo, diria ele que ali ele entrevia algumas das chaves mais importantes para a humanidade. Algumas das respostas a séculos buscadas pela filosofia, pelos pensadores.
por aqueles que buscavam a verdade, de repente, ali estava, diante dos seus olhos, um conjunto dessas respostas. Era, no entanto, preciso organizar tudo aquilo, todo aquele material, para que, das respostas, das comunicações esparsas, das mais diversas origens, por meio dos mais diversos médiuns,
ele pudesse compor uma doutrina coesa, lógica, racional, tal qual é o Espiritismo, dando um passo muito importante para além dos meros fenômenos, que podem ficar adstritos apenas ao domínio da matéria, apenas àquilo que fere os sentidos físicos da criatura, sem alcançar-lhe...
ou alcançar nela aquilo que é o mais fundamental, o espírito que ela é. Alguém poderá conviver, como se deu com muitos pesquisadores aos tempos de Kardec, conviveram por anos e anos com os fenômenos, sem contudo chegarem a se convencer da realidade daquilo.
porque talvez também temiam todas as consequências morais que a compreensão filosófica trazia junto consigo em torno daqueles fenômenos. Quantos não foram os pesquisadores de renome que por uma vida inteira estudaram aqueles fenômenos, desencarnando sem chegarem ao âmago filosófico, quanto mais ao aspecto moral, quanto menos ao aspecto moral da doutrina espírita, as consequências morais da doutrina espírita.
Então, o aspecto filosófico já é mais um passo importante, primordial. Mas o que Emmanuel está nos dizendo aqui, nesse prefácio da obra Pão Nosso é, para muitos, o horizonte no que diz respeito ao Espiritismo para aí. Ou nos fenômenos, no primeiro círculo, ou...
no aspecto filosófico, num segundo círculo de expansão em relação ao Espiritismo. Contudo, quero acrescentar ele, o Espiritismo não deve parar aí.
o Espiritismo, como foi concebido por Allan Kardec, não deve parar aí. Se limitar a esse horizonte, seja o material fenomênico, seja o filosófico. É preciso ir além. Isso vale tanto para os que estamos aqui, encarnados, quanto também para os que estão de lá, desencarnados. Porque, mano, eu continuo na sua mensagem fazendo a seguinte reflexão.
Tanto aí quanto aqui, ele desencarnado, temos espíritos nas mais diversas categorias de evolução e maturidade. Assim como entre os encarnados existirão aqueles que estão quase que exclusivamente ainda voltados para a matéria, também no mundo espiritual, embora desencarnados, existirão aqueles que não pensam em outra coisa senão a matéria.
a ponto de obsidiarem os encarnados do intuito de, de alguma maneira, por tabela, poder experienciar a matéria da qual ainda não conseguiram se libertar minimamente. Da mesma forma que, na matéria, existirão aqueles que já conseguem, no âmbito do Espiritismo, ultrapassar os fenômenos ou a mera curiosidade para buscar a reflexão filosófica,
para debater, para discutir, para refletir a respeito do que ele apresenta à humanidade, também do lado de lá existirão espíritos nessa condição. Contudo, dentro desse grupo existirão aqueles que... ... ...
param apenas do âmbito filosófico, sem fazerem a devida conexão, ou sem darem o passo a mais fundamental, de trazerem todo esse arcabouço filosófico de ideias novas, de horizontes mais amplos, para a sua vida em termos de consequências inevitáveis, inexoráveis.
Então vivem, por exemplo, num universo de discussões, de debates intermináveis em torno dessas ideias, sem que de fato elas repercutam numa nova maneira de ser, numa nova conduta. Existem os que estão nessa condição no plano material, mas também no mundo espiritual. Espíritos desencarnados, detentores do conhecimento do espiritismo ou dessa realidade espiritual ampliada que já conseguem acessar,
mas que não conseguem ou que ainda não se sensibilizaram para o passo seguinte, sobre o qual Emmanuel vai falar ou vai tratar nesse prefácio e sobre o qual também Allan Kardec tantas vezes abordou.
Por isso, o Emmanuel diz assim, espíritos discutidores, levianos, espíritos que ficam presos só nessas teias ou nessas tramas intelectuais dentro do espiritismo, existirão na matéria e fora dela. Agora, os espíritos que trabalham pelo progresso efetivo da humanidade, distanciados da vida física, pugnam...
diz Emmanuel, pelo Espiritismo com Jesus. Então veja a diferença.
Aqueles espíritos, e ele coloca até esse detalhe para nós, mais distanciados da matéria, ou seja, espíritos que já conseguiram se libertar, se desprender, se desvincular, de alguma maneira, da experiência mais material e de tudo que lhe é feito, as paixões, os interesses mais imediatos, os espíritos verdadeiramente elevados.
Pugnam, defendem, propõem um Espiritismo com Jesus. Não que seja possível, de fato, quando analisamos o Espiritismo na sua essência, separá-lo de Jesus, mas alguns Espíritos conseguirão, entre encarnados e desencarnados.
como se essa vinculação, de alguma maneira, atrasasse o Espiritismo, ou vinculasse a um pretérito do qual precisamos nos afastar, porque não entendem a renovação que o Espiritismo traz para a nossa relação com Jesus, ou no nosso próprio entendimento do Evangelho.
De fato, em se tratando de Espiritismo com Jesus, não estamos a falar de um Espiritismo marcado por um pensamento dogmático, por uma visão muito exterior do que seja essa relação com Cristo. Não estamos a falar dessa experiência estanque que nós trazemos, muitos de nós, em relação ao cristianismo no passado. Estamos falando de uma relação dinâmica.
Horizontes que se nos abrem, um entendimento tão mais profundo, tão mais claro de tudo que está lá no Evangelho e que deve configurar agora a nossa maneira de viver, nossa maneira de nos portarmos. Então, o Emmanuel acrescenta, os espíritos verdadeiramente elevados pugnam por um espiritismo com Jesus.
que, claro, abarque o que veio antes, a importância dos fenômenos, fenômenos que ainda estão aí, que ainda têm a sua utilidade, a importância essencial do aspecto filosófico, do estudo, do alargamento de horizontes mentais, mas um Espiritismo que chegue, de fato, ao seu coroamento, ao seu fecho de ouro, um Espiritismo que chegue a reaproximar a criatura.
do Cristo, do Cristo vivo, enxergado e entendido agora como nunca antes, porque com a chave da doutrina espírita, o Evangelho como que nos vai revelando os seus verdadeiros tesouros. Horizontes vão se nos abrindo, passagens antes incompreensíveis, ou que pareciam mesmo verdadeiros paradoxos.
contrassensos em relação à figura de Jesus, agora vão se nos mostrando perfeitamente compreensíveis, lógicas, expressando a profunda sabedoria desse Espírito, que a doutrina espírita nos ajuda a ver de maneira ainda maior. Já não é mais Deus para nós.
mas isso não o diminui um centímetro sequer, pelo contrário. O traz ainda para mais perto de nós e nos faz vê-lo ainda mais grandioso, mais sublime e mais encantador. Isso que Emmanuel fala no prefácio do livro Pão Nosso é o que vamos encontrar muitas e muitas vezes na própria obra de Kardec.
para que vejamos a consonância que existe entre o que Kardec nos lega e o trabalho de continuidade. Pelo trabalho, pelas mensagens, pelo esforço evangélico do nosso querido Emmanuel, por exemplo.
Quantos companheiros não verão nesse trabalho de Emmanuel, ou terão resistências a esse trabalho de Emmanuel, porque vem ali uma vinculação que, a seu ver, não pareceria das melhores. Amarrar de novo o Espiritismo a essa questão do Cristianismo, a questão do Evangelho. Existem corações encarnados e desencarnados, existem Espíritos que terão resistência a isso.
porque associam ainda ao Evangelho, à figura do Cristo, às experiências de outrora. Não essa nova versão viva, dinâmica, do Evangelho e do Cristo que o Espiritismo nos apresenta desde Kardec. Não é uma inovação de Emmanuel. Não é algo novo que Emmanuel tirou da cartola. É simplesmente uma continuidade.
daquilo que veremos, Kardec já trazia para nós. Porque Kardec não concebia a finalidade maior do Espiritismo sem que ela passasse também por Jesus, pelo Evangelho, como culminância da nossa experiência com a doutrina espírita, como objetivo primordial dela na vida de cada um de nós. É assim que, do livro Pão Nosso, Pão Nosso,
Nós vamos, por exemplo, ao Livro dos Médiuns. Quando Kardec, no capítulo 3º da primeira parte do Livro dos Médiuns, se não me falha a memória, no item de número 28, ele vai fazer uma análise dos tipos de espíritas. Como a descrever para nós o processo. Assim como a doutrina espírita teve um processo de desenvolvimento, também em nós o processo se repete.
Então a doutrina espírita começa com os fenômenos, depois ela deságua numa visão filosófica, que por sua vez apresenta a todos os seus profitentes consequências morais, que poderão ser ou não abraçadas por aqueles que fazem parte dessa doutrina. Cedo ou tarde serão.
Mas pode existir resistência. Podemos nos deter em algum desses passos anteriores. Porque o mesmo que se deu com a doutrina, se dá também dentro de cada um de nós. Mas é isso que Kardec vai mostrar ao fazer esse comentário sobre os tipos de espíritas. Há o que ele vai fazer não só no livro dos médiuns, mas recentemente nós passávamos por alguns artigos da Revista Espírita.
muito pertinentes, em que Kardec, de certo modo, complementa essa sua análise sobre o Espiritismo nos Espíritas, ou a relação de cada Espírita com a mensagem recebida pelo Espiritismo. Fica aí a sugestão, Revista Espírita de Julho de 1866, logo o primeiro artigo, quando Kardec trata de um projeto de caixa geral, um projeto de assistência.
Em um determinado momento desse artigo, Kardec vai falar dos quatro tipos de espíritas. E é encantador. Sempre que a gente pode ler e se aprofundar em Kardec, não tem como não nos encantarmos com a solidez dos seus argumentos, com o didatismo com que ele nos apresenta, a doutrina, o seu desenvolvimento, a sua aplicação. Então ali ele vai falar desses tipos também. Ao que ele vai recapitular...
num artigo que nós liamos bem recentemente, nós estamos mais ou menos nesse trecho da Revista Espírita, num estudo continuado que iniciamos lá no ano de 1858, agora no mês de julho de 1867, Kardec tem um artigo chamado Breve Excursão Espírita, em que ele fala de algumas viagens que ele fez ali para difundir o Espiritismo, conhecer casas espíritas em outras cidades.
Mas também, em um determinado momento do artigo, ele fala da alegria que tomava o seu coração por ver o tipo de espíritas que ele havia encontrado nessas regiões pelas quais passou. Nessa viagem, ele havia ido até Bordeaux, depois, na volta, ele passa pela cidade de Tur e também pela cidade de Orléans.
E ele também fala, então, desse processo de amadurecimento na relação com o Espiritismo, dizendo, olha, uma coisa que a gente tem visto é que cada vez mais o fenômeno, melhor, cada vez menos, o fenômeno não é a questão principal que as pessoas buscam. Cada vez mais, por onde temos passado e viajado, notamos que o que mais os corações têm buscado é justamente aquilo que toca o coração.
aquilo que chega no âmago do ser, aquilo que, portanto, nos remete ao Evangelho, é esse aspecto moral da doutrina espírita. Então Kardec vai compartilhando dessa sua felicidade e falando desse tipo de espírita que ele pôde encontrar ali. Mas voltando à definição do livro dos médiuns, para a gente poder se situar aqui, quais são os tipos que Kardec lá descreve?
O primeiro tipo de espírito que Kardec descreve é o espírita fenomênico, ou aquele para o qual a doutrina espírita se resume àqueles fenômenos. Diante de um fenômeno, ele diria mais tarde, em outra...
definição, digamos assim, dos tipos de espírito, diante do fenômeno ele se sente extasiado, ele se impressiona, fica empolgado. Diante de uma consequência moral ele permanece ainda indiferente, não chega a meditar a respeito disso. O que daquele fenômeno, ou o que de alguma consequência daquele fenômeno, há de conectar-se com a sua vida. Isso ainda o escapa.
Então ele chama esse primeiro tipo, digamos, a casquinha, os primeiros contatos, a primeira experiência com o Espiritismo, o espírita fenomênico ou fenomenológico. Depois ele passa para um segundo tipo, que ele vai denominar espíritas imperfeitos. Para esses, diz Kardec, já divisam algo do aspecto filosófico da doutrina espírita.
Ou seja, já refletem para além dos fenômenos. Ótimo, existem espíritos e eles podem interagir com a matéria. Isso é o início do espiritismo, né? Mas se é assim, então quer dizer que os que morrem aqui permanecem vivos do lado de lá.
Só isso, gente, só isso já traz consequências de uma dimensão que talvez nós espíritas ainda não tenhamos todo o alcance. Ainda mais quando nós pensamos que estamos no ano de 2025, passados mais de dois milênios do advento do Evangelho, e milhões, bilhões de criaturas caminham ainda pelo mundo, eu 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난
sem considerarem isso de maneira um pouco mais profunda. Claro, todos aqueles que são religiosos, de alguma maneira, acreditam na continuidade da vida. Mas quantos meditam, de fato, no alcance e nas consequências disso?
Para nós espíritas, essa continuidade da vida, que para outras visões teológicas é meio vaga, meio incerta, porque não corroborada por fatos, mas muito mais da teoria apenas, para nós espíritas não é este o caso. Abundam fatos, relatos, provas, patentes, vivas, dessa realidade além túmulo.
Então, de repente, você se vê caminhando no mundo em que milhões e milhões de pessoas, nesta nação, ou em qualquer parte, não meditam sobre isso. E vão conduzindo a sua vida sem considerarem isso, o impacto disso. Nós, no entanto, já alcançamos esse horizonte a princípio filosófico.
que naturalmente se conectará a consequências morais. Mas, diz Kardec, os que estão nessa segunda fase, eles já até alcançam, refletem sobre isso, mas ainda têm dificuldade em fazer a conexão disso com a sua vida. Bem, a vida prossegue. O que fazemos aqui repercute do lado de lá. O que isso, então, deve representar na minha maneira de viver? Nada. Vou seguir vivendo mesmo, gente. Vou falar um monte sobre isso, debater sobre isso,
em todo lugar que eu estiver, com um sem número de pessoas, mas vou seguir sendo a mesma pessoa. Muitos e muitos corações. No Espiritismo, ou fora dele, dentro de outras doutrinas, que acreditam na continuidade, não fazem ainda essa conexão, não conseguem vislumbrar o desdobramento da sua vida aqui, nessa continuidade do além. Por isso Kardec, então, os denomina de Espíritas Imperfeitos.
Dentro desse grupo, Kardec vai dizer no artigo lá da Revista Espírita de 1866, quando ele vai fazendo essa denominação também, ele dirá, olha...
Muitos desses corações, as fibras, ainda não lhes estão suficientemente sensíveis para serem, de fato, tocadas a ponto de fazerem uma renovação profunda do seu modo de ser, do seu modo de viver. No entanto, entre eles, já encontramos almas muito zelosas, muito dedicadas.
que propagam a doutrina, que a defendem, que a... enfim, contribuem para com ela. E cedo ou tarde vão dar os passos subsequentes. Mas, no momento, ainda não alcançaram aquilo que é o cerne do Espiritismo. Então ele vai chamar de os Espíritas filosóficos também, ou os Espíritas imperfeitos. Na definição do livro dos médiuns, ele traz um outro tipo 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난
que não vai estar muito bem nas definições que encontramos na Revista Espírita, mas que a gente consegue, de alguma maneira, encaixar, fazer correlações com as outras definições. Ele vai chamar de os Espíritas Exaltados. Eu pulei uma aqui, que é a mais importante, a que mais nos interessa. Mas ele chama de os Espíritas Exaltados. Basicamente seriam aqueles para os quais falta bom senso.
Aqueles que, sim, já entendem a interação dos Espíritos com o nosso plano material, já refletem sobre os horizontes filosóficos, sobre a doutrina espírita em si mesma, mas o fazem ainda sem qualquer filtro.
Então tudo que vem do mundo espiritual é aceito, é passado adiante. Qualquer coisa que diga respeito à espiritualidade é tomada como espírita, sem um crivo, sem uma análise, sem uma ponderação. E nisso misturam um monte de coisas, doutrinas, teorias que não são propriamente espíritas com o espiritismo.
Abraçam ideias que são, em sua essência, antagônicas, com muitos dos aspectos do espiritismo, e vão misturando tudo isso num mesmo balaio, considerando tudo como sendo espiritismo. Se há espíritos, então é espiritismo. Não necessariamente.
o Espiritismo propõe uma relação madura com o mundo espiritual, entendendo as leis que presidem essa relação, entendendo que lá existem espíritos de toda sorte, até mesmo espíritos mais ignorantes que nós próprios em relação às coisas do mundo espiritual. Então não é simplesmente o fato de existir intercâmbio que garanta que aquilo é verdadeiro, que aquilo é...
nobre, que aquilo é elevado. É preciso ter muito senso, muita ponderação. Esse é o espírito kardeciano por excelência, algo que ele nos demonstrou tantas vezes, quando temos a oportunidade de estudá-lo mais a fundo. Isso, em nossos tempos, diria, é muito importante.
Especialmente num tempo em que todo mundo, tendo uma rede social, estando, digamos assim, no areópago da atualidade, que é uma rede social, todo mundo pode falar em nome do Espiritismo. Mas será que está apresentando o Espiritismo mesmo? Será que fala do Espiritismo com o zelo, com o cuidado, com a reverência, com a ponderação com que dele deveremos falar e tratar? Como esses exemplos nos demonstraram, a começar por Kardec?
Então a postura deslumbrada em relação ao que vem do mundo espiritual é, muitas das vezes, dirá Kardec mais prejudicial do que benéfica ao Espiritismo. Porque cria, melhor dizendo, uma série de preconcepções e até preconceitos em relação ao Espiritismo, tornando mais difícil a criatura depois acessar no Espiritismo aquilo que é o seu âmago, aquilo que de fato ele é.
Então lembremos-nos da nossa responsabilidade para com o Espiritismo. O entusiasmo, diz Kardec, ele não reflete, ele deslumbra. E a gente pode mais comprometer o Espiritismo do que auxiliá-lo se não tivermos essa ponderação. Por isso temos dito sempre, é muito importante. Em todos os tempos, sempre o foi, mas agora ainda mais.
É muito importante que conheçamos a fundo Kardec, que entendamos a sua obra, mais do que a sua obra, a sua maneira de pensar e de se portar, para que o Espiritismo, por meio de nós, se engrandeça, se apresente tal qual ele é, sem as mesclas, sem as intromissões, sem aquilo que nós, em nossas imperfeições, às vezes adicionamos ali, comprometendo ou contaminando a sua pureza e a sua grandeza. Então, os Espíritas exaltados.
Mas aí chegamos aos espíritas que nos interessam. Aquilo que, no modo de ver de Kardec, é a meta para todos nós, para todo espírita. Nessa jornada, nesse processo da nossa relação com o espiritismo. Lá no livro dos médiuns ele vai denominá-los os espíritas verdadeiros, ou os espíritas cristãos.
Nas outras denominações, que estão lá, por exemplo, na Revista Espírita, de julho de 1866, no artigo que nós citávamos, Kardec vai chamá-los de Espíritas de Coração. Que foi justamente o que o felicitou muito na viagem do ano seguinte, 1867, quando ele volta fazendo o registro da viagem escrevendo, muito nos felicitamos porque pudemos encontrar entre eles muitos Espíritas de Coração.
Não só aqueles que se detêm nos fenômenos, meramente, tampouco aqueles que vivem em discursos e debates intermináveis em torno do aspecto filosófico da doutrina espírita, mas aqueles para os quais o Espiritismo chegou ao coração.
portanto espíritas verdadeiros, isto é, aqueles nos quais o espiritismo se mostra tal qual é. Aqueles que se tornaram mais um livro espírita, agora vivam a caminhar pelo mundo, sendo lido dia a dia por aqueles que com eles convivem. Então Kardec assim define esses espíritas que 난 난
como está lá na Revista Espírita de 1866, compreendem todo o alcance e o objetivo da doutrina espírita, as suas consequências, abraçando-as integralmente para si mesmos.
Então, eu não somente sei que a vida prossegue, que há possibilidade de intercâmbio, que o que fazemos aqui repercute do lado de lá. Eu não somente sei, estou informado disso ou debato sobre isso. Eu entendo que, em sabendo disso, se não me transformar de fato, esse conhecimento terá sido em vão na minha vida. E talvez eu terei transmitido uma visão do Espiritismo deturpada.
porque a pessoa há de analisar a minha vida e verá, poxa, ele sabe disso, no entanto, a vida dele parece não refletir. Isso que ele difunde. Isso que ele propaga. Ele diz que os atos que aqui realizamos repercutem na vida futura. No entanto, vejo ter os mesmos atos já há muitos anos.
sem que seja possível identificar uma mudança, ainda que gradativa, mas uma mudança no seu modo de ser. Então que espiritismo é esse? Ou será essa então uma doutrina inócua porque não tem o poder de transformar essa alma? Então esses, os espíritas de coração ou os espíritas verdadeiros, são os que abraçam as consequências morais da doutrina espírita, decorrentes naturalmente ou decorrências naturais,
de toda a visão filosófica que o Espiritismo nos traz. As abraçam essas consequências integralmente para si. E diz mais Kardec a respeito dos espíritas de coração. Apresentam um devotamento, uma disposição, uma boa vontade a toda prova. Operam sem qualquer interesse pessoal.
porque colocam a causa da doutrina espírita num local sagrado, muito acima de quaisquer interesses, movimentos, perspectivas meramente humanas ou passageiras. Com esses, diz Kardec, pode-se contar, porque estes chegaram à essência, chegaram a entender de fato qual o grande objetivo do Espiritismo para com a humanidade.
no coletivo, e para com cada um de nós em particular. Ora, se na visão de Kardec, então, o Espírito é verdadeiro, ou a culminância do nosso processo de relação com o Espiritismo está relacionado com as consequências morais, ele fala, portanto, de conduta moral. E se fala de conduta moral, é preciso saber qual é a moral que o Espiritismo propõe.
Qual é o modelo de vida, a referência de vida que o Espiritismo propõe? Aonde chegaremos, ou melhor, em quem chegaremos? Inevitavelmente, em Jesus. Então vejamos que, para Kardec também, não há Espiritismo na sua máxima expressão sem Jesus. Alcançar a finalidade e o objetivo maior do Espiritismo é chegar no Espiritismo com Jesus.
Numa vida cuja moral, o que é moral? Definição dos Espíritos, em O Livro dos Espíritos, regra de bem proceder. Uma vida moral, uma vida moralizada, é uma vida de acordo com a lei divina. E o que os Espíritos tantos nos dizem, e o próprio Kardec, é que a maior referência de vivência da lei divina que nos foi dada, inigualável, incomparável, é Jesus. Portanto,
Um espírita que abrace, que entenda todas as consequências morais do espiritismo é um espírita com Jesus, que traga Jesus para a sua vida, para um convívio diário consigo, para a sua atuação espírita, seja em qual frente for.
Porque isso, então, abre para nós o entendimento do que é esse Espiritismo com Jesus, do qual Emmanuel fala no prefácio do livro Pão Nosso, do qual ele falará tantas vezes em outras obras, e do qual o próprio Kardec nos fala, por meio de outras palavras. O que é o Espiritismo com Jesus? É desprezar os aspectos fenomênicos da doutrina? Não.
É estudá-los, analisá-los, sem esquecer que, apesar daquilo, eu preciso me tornar mais humilde. Eu posso me dedicar, às vezes sinto que aquela é a minha vocação, eu trabalho naquela encarnação, me envolver com aquilo.
Mas não estarei alcançando o verdadeiro objetivo do Espiritismo na minha vida, se me detiver naquilo. Agora, se operando com os fenômenos, ainda assim me empenho dia a dia, por fazer-me mais humilde, mais dedicado, isto é, aplicar tudo aquilo que o Evangelho traz para nós, como conjunto das virtudes divinas, como essa proposta de vida moral, moralizada,
Renúncia, humildade, amor, disposição ao sacrifício pelo bem, compaixão, benevolência, indulgência. Posso trabalhar quanto for com os fenômenos, mas eu não me restringi apenas a eles.
eu consegui ir além, eu consegui fazer com que o Espiritismo de fato ganhe vida em minha vida. Da mesma forma, não há problema algum nos debates filosóficos, nas discussões, nos estudos sempre abrangentes e infinitos em verdade, quando falamos do Espiritismo, afinal de contas, ele trata da grandeza incomensurável da lei divina, da obra do Criador.
Não por acaso, Allan Kardec, na introdução de O Livro dos Espíritos, definirá o Espiritismo como sendo uma ciência do infinito. Porque quantas áreas do pensamento humano ele tangencia, ele há de transformar profundamente. Imagina só, gente, a psicologia com os contributos...
que o Espiritismo traz. A medicina com os contributos que o Espiritismo traz. A educação com os contributos que o Espiritismo traz. A arte com os contributos que o Espiritismo traz. A política com os contributos que o Espiritismo traz. Todas as áreas do pensamento humano, onde existe a relação Espírito a Espírito, Espírito para com Deus, Espírito para com o mundo, ali há Espiritismo.
Por isso Kardec diz ser uma ciência do infinito. Então são estudos intermináveis. Para alguns isso pode ser algo ruim, para outros é uma benção, é um estímulo. Ainda bem que nós temos a eternidade, porque o nosso projeto, a nossa meta é sabermos de tudo, conhecermos de tudo. Jesus não é só o mestre da vida moral.
Jesus, gente, sabe de geologia, de biologia, de física, de química, afinal de contas ele presidiu a formação de todo o planeta, contando com seus ministros. Então tem lá o responsável pelo aspecto geológico da Terra, tem aquele responsável pelo aspecto químico ou biológico da Terra, tem aquele responsável pelos aspectos sociológicos da sociedade, zoológico, tudo que você pode imaginar.
E quem é o Espírito que está coordenando tudo isso? Um Espírito puro, que é aquele que não só alcançou uma vivência plenamente moral, em comunhão com a lei divina, com o Criador, mas a sabedoria em múltiplas e incontáveis frentes do saber que é possível a criatura. Entre nós e Deus, entre nós e a sabedoria de Deus, há sempre um infinito a percorrer.
Por isso é uma ciência do infinito. Então não há problema algum em termos de estudos e mais estudos em nossas casas espíritas. Discussões, debates, às vezes até divergências na maneira de interpretar, na maneira de considerar o Espiritismo, na abordagem, não há problema algum. Desde que não nos detenhamos só nisso. Desde que, além disso, estejamos no esforço diário com Jesus.
por sermos mais humildes, por sermos mais valorosos, mais dedicados, mais amorosos, mais compreensivos, porque senão, facilmente, nós nos perdemos, como tantas vezes já o fizemos, desde os tempos de Jesus, o farisaísmo, nos perdemos facilmente nos labirintos do intelecto. Do intelecto frio, do intelecto que julga, que condena, que se torna soberbo.
E aí surgem, dentro do próprio movimento, as dissensões, os ataques pessoais, as críticas ferinas, não as divergências naturais que podem existir, mas porque falta o aspecto essencial, nos perdemos aí. Nas dimensões estreitas da ciência, como dizia Paulo, que incha, sem o amor que edifica. A ciência por si só, sem que ela esteja orientada pelo amor,
na figura de Jesus, ela facilmente incha. Paulo já dizia isso há dois mil anos, porque ele viveu isso. Ele esteve em Atenas. E Atenas foi a cidade mais refratária à mensagem de Jesus, onde estavam os espíritos mais intelectualmente gabaritados. Aos tempos de Kardec também. Grandes pesquisadores e cientistas do seu tempo não conseguiram passar a primeira barreira dos fenômenos. Alguns começaram a chegar no aspecto filosófico, mas pararam nisso.
Ao passo que, quando Kardec viajava por aqueles rincões, pelo interior da França, ele via de corações, às vezes, pouco, quase nada instruídos, mas que do espiritismo haviam chegado no âmago, haviam alcançado a essência. Como nós vimos em muitos dos rincões nesta pátria, no Brasil.
Médiuns, às vezes, analfabetos, pessoas sem muitos recursos intelectuais, mas que entenderam o Espiritismo em maior profundidade, deles traíram mais do que os mais gabaritados dos cientistas, às vezes, em grandes academias.
porque limitados apenas ao horizonte intelectual, sem que do Espiritismo alcançassem a essência, sem que chegassem ao Espiritismo com Jesus, ao Espiritismo moralizador, transformador das vidas.
Então isso é Espiritismo com Jesus, que Chico nos demonstrou tão bem. Tinha fenômeno? Tinha. Tinha estudo, debate filosófico? Tinha. Mas tinha serviço, tinha humildade, tinha compreensão. E por isso floresceu, por isso encantou, por isso atraiu a tantos. Porque nos remete àquilo que é mais essencial. Aquilo que de fato nosso coração anseia. Poderemos...
nos preencher de respostas, de raciocínios e de argumentos, mantendo o coração ainda sedento, da paz que só o Cristo confere. Só a vivência moralizada confere a uma alma. Recorde-me do relato do desencarno de Charles Richer, feito por meio das mãos de Chico Xavier, pelo espírito Humberto de Campos, irmão X.
Richer que chega do lado de lá, no mundo espiritual, sem ter conseguido, durante a encarnação, chegar a esse espiritismo. Ele que se deteve na experimentação, ali, no início do aspecto filosófico, criou até uma vertente sua, no entanto, ele chega do lado de lá e ouve a voz que vem dos altiplanos, Richer, e a tua tarefa, Richer? E ele então cai em prantos.
porque notou, talvez ali, tardiamente, aquilo que Jesus, já no seu Evangelho, registrava. Graças te dou, ó Pai, porque ocultaste estas coisas aos sábios e aos entendidos, e as revelaste aos pequeninos. Esses conseguem alcançar o maior tesouro do Espiritismo, os pequeninos, os que se fazem pequeninos.
os que se portam com humildade, os que veem que, sem o Cristo, o Espiritismo pode ser simplesmente um mecanismo ou um processo de movimentação intelectual destinado ao sepulcro, destinado à esterilidade. É até interessante isso porque Kardec trata dessa questão do tipo dos Espíritos, ou dos tipos de Espíritos, no livro dos Médiuns.
Você poderia pensar, ele trata também no Evangelho segundo o Espiritismo, mas por que no livro dos médiuns? E em especial, o próximo trecho que nós vamos trazer aqui, ele também trata no livro dos médiuns. Em que ele vai dar uma ênfase profunda nesse aspecto do Espiritismo moralizador.
traduzindo aqui para nós, do Espiritismo com Jesus. Aí você fica pensando, mas por que no livro dos médiums? Que trata mais do aspecto fenomênico ou científico, algo já do aspecto filosófico da doutrina? E eu me recordei de uma frase de Emmanuel que eu acho que explica muito bem isso. O Emmanuel tem uma frase em que ele diz assim, entre fazer psiquismo e resolver problemas para a vida eterna, há grande diferença.
Porque se essas reflexões de Kardec não tivessem no livro dos médiuns, eu poderia tomar o livro dos médiuns como manual para fazer psiquismo. Calma, uma vida inteira conversando com os espíritos, conhecendo o perispírito, tipo de mediunidade, forças da mente, fazer psiquismo. Imagina só, você desencarna, você é uma enciclopédia.
De psiquismo. Você sabe todo tipo de mediunidade, todos os detalhes do corpo mental, espiritual, forças da mente, você sabe de tudo isso. Na hora de passar pela porta estreita, cadê a chave da humildade, meu filho? Cadê o mínimo de serviço? Cadê o mínimo de conhecimento transformado em brandura? Em indulgência, em gentileza, em amorosidade? Cadê aquilo que verticaliza a vida?
Porque conhecimento é horizontalidade. Está cheio de espírito muito espiritual que conhece muito mais do que nós, a serviço das sombras. É só libertação, Gregório, ação e reação. No caso lá do Leonel e do seu irmão, tios que eram obsessores do sobrinho. Porque o pai, no caso o irmão deles, havia matado os dois para ficar com herança. Então estavam vingando o irmão no sobrinho.
Aí o André Luiz chega lá com o Silas, vão conversar, fica compadecido lá do rapaz, vão conversar com eles. Logo o André já vê que um deles era o cabeça, o Leonel. E o Leonel dá uma aula de obsessão, que o André Luiz fica de queixo caído. Ele fala assim, nem tudo que eu estudei em nosso lar até hoje eu aprendi tanto, igual eu aprendi com esse cara aqui.
E ele fala que nós temos escolas de vingadores, onde nós estudamos tudo sobre desejo central, processo obsessivo, mente. Sempre para eles é tranquilo. Mas isso, gente, é horizontalidade na vida. Verticalidade é evangelho. Subir mesmo, só com Jesus. Ou com aquilo que ele representa. Que talvez o espírito encarnado não vai ser cristão, mas ele tem lá os meios de alcançar 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난 난
Aquilo que o Cristo representa e que é universal. Tudo que Jesus trata essencialmente é universal, porque é da lei divina. Então está distribuído aí em diversas doutrinas. Claro que nele temos a síntese maior. Mas tudo que ele falou e trouxe está aí distribuído em outras doutrinas. E é o que traz verticalidade à vida, é o que sublima. Então o Espiritismo que eleva, só esse.
se não posso desencarnar, tendo feito 50, 60 anos de psiquismo, sem resolver problemas da vida eterna. É o que Emmanuel fala. Entre fazer psiquismo e solucionar questões para a vida eterna, há grande diferença. E a diferença entre espiritismo e espiritismo por Jesus.
Porque espiritismo sem o Cristo, sem chegarmos a esse aspecto moralizador, pode ser simplesmente experimentação e análise filosófica que não nos reerga, não nos transforme, não nos liberte. Pode ser simples mediunismo. Simples ou meras filosofias...
de ordem transitória, porque também muito do que o Espiritismo trabalha a gente vai encontrar em outras correntes, em outras vertentes, trabalhados há séculos pela humanidade esses pontos, por pensadores, por iniciadores. Agora, qual é a grande vanguarda mesmo do Espiritismo? Claro que ele compila muita coisa que estava esparça no mundo, ele compila, mas a vanguarda, a maior contribuição do Espiritismo para o futuro da humanidade e a maior contribuição do Espiritismo para o futuro da humanidade.
é o Evangelho explicado segundo as leis do Espírito. Isso nós encontramos de maneira inigualável no Espiritismo. O Evangelho entendido à luz das leis que o Espiritismo revela é um outro Evangelho, absolutamente distinto, porque renova praticamente todos os pontos centrais.
Nosso entendimento da natureza do Cristo, quem ele é, nosso entendimento do que sejam anjos, do que sejam demônios, nosso entendimento do que seja salvação, do que é céu, do que é inferno, tudo se transforma, do que é milagre, tudo ganha uma nova e mais sublime, mais lógica apresentação. E dizem os Espíritos, essa é a base moral da humanidade de por vir.
Por isso Kardec, voltando ao artigo da Revista Espírita, quando fala dos espíritas de coração, que ele ficou feliz por encontrar, ele diz, eles são já aqueles que conseguem trazer as promessas do futuro para hoje. Aquele que entendeu o Espiritismo na essência, ele começa a trazer o futuro da humanidade para agora. Ele começa, digamos assim, a ser uma frestinha da humanidade do amanhã que já pode ser vista hoje.
ele antecipa a nossa destinação, o Espírita de coração. Porque ele mostra o que é a humanidade moldada, formada, digamos assim, conforme Jesus, conforme o Cristo. Por isso, Kardec, nesse trechinho que mencionávamos do Livro dos Médiuns, mais à frente, no item 350, ele fala assim, Se o Espiritismo, conforme foi anunciado,
Tem que determinar a transformação da humanidade? É claro que esse efeito se dará pelo melhoramento das massas que passa pelo melhoramento dos indivíduos, certo?
Então o Espiritismo, dizem os benfeitores, Kardec também escreve sobre isso lá no capítulo 1 do livro A Gênese, Caráter da Revelação Espírita, quando ele faz um estudo profundo sobre o que é o caráter do Espiritismo, a sua principal missão, ele vai chegar inclusive lá à conclusão que de fato o Espiritismo é o consolador, porque cumpre o que estava lá previsto, porque prepara o novo tempo, a nova humanidade.
Esse é o seu objetivo, é a sua meta. Mas ele só alcançará isso, diz Kardec, transformando as massas e, por conseguinte, ou melhor, para que isso se dê, é preciso transformar o indivíduo. Ótimo. Aí Kardec começa a entrar no âmago da reflexão. Diz ele, ou pergunta ele, que importa crer na existência dos espíritos se essa crença não faz que aquele que a tem se torne?
mais benigno e indulgente para com seus semelhantes, mais humilde e paciente na diversidade. Em outras palavras, de que adianta o Espiritismo em minha vida, ou numa vida, sem que ele chegue a me transmutar, me transformar? De novo, voltamos àquela condição em que desencarnamos como uma enciclopédia de conhecimentos espirituais.
sem que, no entanto, aquilo nos transforme. De que serve ao avarento ser espírita se permanece como tal? Ao orgulhoso ser espírita se continua cheio de si? Ou ao invejoso se permanece escravizado à inveja? Prossegue aqui Kardec perguntando. Assim poderiam todos ser espíritas, ou acreditar nas manifestações dos espíritos, e a humanidade permanecer estagnada.
Tal, porém, diz ele, não são os desígnios de Deus, ou não é o objetivo de Deus. Para o objetivo providencial, portanto, qual é esse objetivo? Transformação moral das criaturas e, por conseguinte, da humanidade. Um espiritismo que leve a uma vida moralizada, um espiritismo com Jesus.
Um espiritismo que toque o coração, que é em verdade a base de todo o processo de renovação, já que tudo começa no manancial do sentimento. Para esse objetivo providencial, diz Kardec, é que deve entender todas as sociedades espíritas sérias. E mais, aqui eu acho bonito, vou ler, Ipsis Littres, o que ele diz. Kardec diz assim,
Essa é a estrada pela qual temos procurado com esforço fazer que o Espiritismo enverede. O Kardec está dizendo o seguinte, olha gente, eu tenho me esforçado por conduzir o Espiritismo por uma estrada. E essa estrada para a qual eu tenho me esforçado que o Espiritismo enverede é a estrada de um Espiritismo com Jesus.
Temos tranquilidade para dizer isso aqui. Porque ele próprio vai acrescentar, a bandeira que desfraudamos bem alto é a do Espiritismo cristão e humanitário. Então quando Emmanuel nos fala tanto de Jesus, quando Emmanuel nos fala de um Espiritismo com Jesus, quando Emmanuel descortina para nós o entendimento do Evangelho, ele não está inovando no Espiritismo. Ele não está inserindo coisas suas.
ele está dando continuidade ao que Kardec propôs. Porque Kardec entendia que só esse espiritismo é capaz de realmente transformar destinos. Um espiritismo cristão e humanitário. Essa é a bandeira que Kardec desfraudou para os séculos. Porque uma coisa muito bonita, gente, que nós temos falado muito ultimamente nas nossas reflexões, é conhecer os bastidores da doutrina espírita 난 난
aos tempos de Kardec. É conhecer um Kardec que, infelizmente, é desconhecido de muitos. Muitos veem Kardec do gabinete, o filósofo, o grande pensador, que legou-nos essas obras monumentais. Poucos conhecem o Kardec servidor, o apóstolo do coração.
Temos tido a grata satisfação agora de contar com manuscritos inéditos que têm vindo à tona, orações de Kardec. Outro dia li uma dessas orações de Kardec e me emocionei. A grandeza desse espírito, que a gente acha ser somente aquele homem frio do gabinete, do raciocínio. Está lá Kardec viajando e se alegrando de abraçar espíritas de coração.
Ele passando por aquelas casinhas e falando assim, ali eu computo menos o número, porque eu olho mais o que esses espíritas estão buscando. É o Kardec que está lá no livro Viagem Espírita que fala, se existir dissidências entre vós, sem saber quem começou, sem saber quem está com a razão ou não, eu vou primeiro buscar o lado que tem mais caridade.
Porque ainda que esteja errado, o lado que tem mais caridade tem humildade. Corrige-se facilmente. Agora, de que adianta ter razão com orgulho? Lá em cima. Soberbo. Reticente, agressivo, ferino. Que razão é essa? No mínimo, incompleta. Porque nunca estará a plena verdade distanciada da caridade.
Esse é o Kardec por detrás do Kardec das fotos que às vezes a gente vê. Aquele Kardec que parece assim, frio. É o Kardec que nessa viagem mesmo do ano de 1867...
Ele ia fazer a palestra num local, não tiveram aprovação do local, porque naquele tempo cada reunião tinha que ter aprovação, não tiveram aprovação, e aí improvisaram, vamos fazer a palestra em outro lugar. Onde que a gente faz? Ah, faz no jardim de um dos espíritas, lá na cidade de Tur. E mandaram o jovem ficar lá direcionando as pessoas para o lugar. Esse jovem tinha 21 anos, o nome desse jovem era Leon Denis. Primeira vez que ele encontra o mestre de Leon.
Leão Denis direciona o pessoal e, à luz das estrelas, Kardec fará para mais de uma centena de espíritos. No jardim, ao ar livre. Leão Denis diz, mais tarde, diria mais tarde, que aquela cena nunca se apagou da sua memória. Aquele grande mestre, conhecido pela sua capacidade, por tratar dos assuntos os mais elevados ali na simplicidade do campo, num jardim, falando com os espíritos, sem qualquer conforto, sem qualquer...
favorecimento, porque era um espírita de coração. E aí no outro dia, aquele jovem volta, Kardec havia ficado hospedado ali com a Amelie, na casa daquele espírita, e a cena bucólica que ele vê também se gravaria de maneira indelévia no seu coração.
porque ele vê aquele grande filósofo, aquele grande pensador, que na noite anterior havia tratado das mais elevadas questões da mente e do pensamento humano, ele estava colhendo cerejas em cima de um banquinho, jogando as cerejas para Amélie, no clima da mais absoluta simplicidade e amorosidade. Esse é o Kardec Real, gente.
Esse é o espiritismo que um Chico aqui buscou resgatar, um Eurípides, viveu ali em sacramento e tantos nomes que não ousaríamos aqui elencar porque não haveria tempo. Às vezes, com poucos recursos.
cabedais intelectuais, porque não tiveram a oportunidade, nesta encarnação, de ter acesso a isso, no entanto, entendendo mais da essência do Espiritismo que talvez aqueles que, por anos a fio, se debruçaram sobre os livros, sem, no entanto, fazer o vínculo, o contato com Jesus. Então Kardec diz, essa é a bandeira que desfraudamos bem alto, em torno da qual já temos a aventura de ver muitos corações se reunirem. E ele acrescenta ainda mais adiante um convite.
A posteridade, ele diz, convidamos, pois, todas as sociedades espíritas a colaborar nessa grande obra. Todas as sociedades espíritas, meus amigos. Que nelas exista a experiência mediúnica, o fenômeno, seja de que natureza for, de efeitos físicos, o fenômeno de ordem intelectual, as manifestações, que existam ali os fenômenos. Porque isso é parte sine qua non também do espiritismo, não há espiritismo sem espíritos.
que exista ali o estudo. Debates filosóficos, ampliação de horizontes da mente, que exista, mas que exista em cada sociedade espírita. O Espiritismo com Jesus. O Espiritismo que transforma, que verticaliza, que resgata, que sublima aquele sem o qual
não teremos alcançado o grande objetivo do Espiritismo na vida de cada um de nós, correndo o risco de termos por anos a fio feito o psiquismo, sem resolver as nossas questões para a vida eterna, para a imortalidade. É esse o Espiritismo que o Chico nos ensina a cultivar, um Espiritismo que traga Jesus para conviver e para trabalhar conosco, porque aí se dá a grande bênção da transformação.
A alma que traz o Cristo junto consigo, em tudo que ela faz, ela alcança agora novas dimensões. Tudo que ela experiencia, ela experiencia agora com um novo coração, com uma nova maneira de sentir, extraindo muito mais das experiências e das circunstâncias do dia a dia. Como diz André Luiz, do prefácio do livro Nosso Lar, é muito difícil ingressar alguém na academia do Evangelho do Cristo.
Ingresso esse que se dá quase sempre de maneira estranha. Ele só, na companhia do Cristo, efetuando o curso difícil. Recebendo lições sem cátedras visíveis. E ouvindo vastas dissertações sem palavras articuladas. Acho que nunca fez tanto sentido pra mim essa fala do André Luiz. Porque o Espiritismo com Jesus é esse que entenda o mestre ao seu lado.
faz de toda a sua vida circunstâncias de aprendizado. Seja o que for, que aconteça, onde for, com quem for, se o Cristo estiver conosco, o sentiremos a estimular os nossos sentimentos. Sentiremos que em nós nasce uma nova força de paciência, um novo estímulo de esperança, um novo convite a amar e a compreender, porque a presença mais viva do Cristo em nós nos embala na sua psicosfera.
nos envolve no seu sentir, e então não seremos mais somente nós a sentir, é o Cristo tentando sentir por nós. Não seremos mais apenas nós a olhar para o outro, serão os olhos do Cristo intentando olhar por meio dos nossos. Não serão mais apenas as nossas mãos a se mobilizarem em serviço, serão as mãos de Jesus a buscarem as nossas. No campo da tarefa. E então, como diz André Luiz,
Nós ouviremos vastas dissertações sem palavras articuladas. Você vê uma cena, você vive uma experiência, aquilo se torna um sermão sobre o qual você medita por meses a fio, às vezes até por anos.
Você vive uma experiência singela do cotidiano, você vai notar que aquilo foi Jesus te ensinando por meio de uma cátedra invisível. Seus olhos físicos não o viam, mas Ele estava ali, te ensinando, porque você o trouxe com o Espiritismo para conviver consigo, para mais junto do seu coração. E a proximidade do coração de Jesus do nosso tem um poder transformador que ignoramos. Tem um poder transformador que ignoramos.
é algo que nos embala, algo que nos envolve. É o que explica o poder de um Chico Xavier de atrair as almas. O poder de um Eurípides Barçanuf, naqueles tempos, com tão parques recursos, de trazer pessoas de todas as partes do Brasil para estar com aquela alma. Aquilo é a presença viva do Cristo. Aquilo é Espiritismo com Jesus.
E é o que nós buscamos hoje. Entendendo que, como diz Emmanuel, a fórmula mais segura de progredir, meus amigos, na vida é, a cada dia mais, um tanto menos com nós mesmos e um tanto mais com Jesus.
a cada dia, um pouco mais do Cristo em nós e um pouco menos do que éramos até ontem. Esse é o roteiro que nos está proposto. Esse é o roteiro trilhado por aqueles que nos antecederam e que marcaram, que consolidaram o Espiritismo nestas terras. Esse é o legado que temos a honra e a responsabilidade de transportar.
Que saibamos viver de tal modo que as pessoas possam compreender que efetivamente não há espiritismo como Jesus, perdão, sem Jesus, porque não há espírita que não seja também efetivamente um discípulo de Jesus, onde quer que esteja, no que quer que faça. Que ele a todos nos ilumine, nos inspire e que atendamos ao convite não só de Emmanuel, mas acima de tudo de Allan Kardec.
para que em nossas casas espíritas, em nosso esforço espírita, não nos esqueçamos que a bandeira que o mestre desfraudou bem alto é a do espiritismo cristão e humanitário. É do espiritismo com Jesus. A todos muita luz e muita paz. Que Deus os abençoe sempre.