Episódios de Donos da Razão

#350 - Como queremos envelhecer?

01 de abril de 202655min
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O vídeo da Fernanda Montenegro falando sobre envelhecer nos pegou legal. Estamos lendo menos e rolando mais o feed, mas ATÉ QUANDO? kk.

Participantes neste episódio2
M

Mody

Host
M

Mood

Host
Assuntos4
  • Envelhecimento e LongevidadeFernanda Montenegro · Cícero
  • Literatura e CulturaLiteratura como entretenimento · Impacto da tecnologia na leitura
  • Importância da LeituraLeitura como legado · Clube do livro
  • Desafios da Vida ModernaBurnout e produtividade · Consumo de conteúdo digital
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Fala, seus espertinhos da FUVEST. Fala, suas estressadas vivem pouco. Ah, amor de... Vive pouco, você acha? Ah, eu acho. Tô revendo, tô revendo a minha... Ah, tô revendo tudo, de tudo um pouco. Hoje é um dia de rever, ações. Inclusive, hoje é um episódio de 350, o nosso número. Ó, parabéns pra...

Feliz 350. Feliz 350. E aí nessa brincadeira aí, essa brincadeira aí, a gente tá no sétimo ano de podcast. Ó, é coisa, hein?

É coisa. Tem gente no mundo que não tem sete anos de vida, Moody. E o podcast tem. Não é muito louco? É. É doido. Então, muita coisa já rolou aqui. Muitas análises sobre nós mesmos. E eu amo quando, cinco minutos antes de gravar o episódio, a Moody solta algo. Solta algo que está fervilhando na mente dela.

Que é uma mente inquieta, né? É uma mente que tá sempre buscando uma confusão pra fazer parte, né? É assim que você definiria a minha mente? Se você fosse definir a Moji, é assim, tudo está tão quieto, por que não arrumar uma nova confusão? Esse é o dilema da Moji. Não é assim. É, viciada em confusão.

Ah, Modi. Viciado em confusão. E a confusão pode ser um trabalho. Viciado em confusão? De onde você tirou isso? A confusão pode ser um trabalho, a confusão pode ser um reality show, a confusão pode ser... Mas, gente, a confusão... É inquieta. O que eu posso fazer se a confusão vem atrás de mim? Eu não vou atrás da confusão. Hoje, por exemplo, acordei seis da manhã, peguei uma hora e meia de trânsito no Rio de Janeiro. Vai notando aí, hein? Sentei no avião.

E meu voo foi cancelado. Aí atrasou tudo. Dona Zazão tá saindo atrasada por causa disso. Aí como não chegar estressada? Entendeu?

Entre outros, entre outros que aconteceram no meio do caminho. Então, assim... Mas aí a Modi é isso, aí ela passou por tudo isso. Só que aí é algo inesperado que surge pra mudar o dia da Modi. Então, tudo ia pra um dia cinzento, né, Modi? Aí a Modi se deparou com um vídeo de Dona Fernandona.

falando sobre a morte falando sobre referências culturais e aí a Modi ficou tocada o que te tocou Modi nesse vídeo? não gente, vocês tem que ver vamos botar o vídeo aí na tela bota um pouquinho só pra gente entender o nível de intelectual da nossa querida Fernandona fisicamente eu já andei melhor eu já vi melhor

Estou de óculos. Eu já ouvi melhor. Mas também toda a estrutura cerebral já tem lá seus buraquinhos, entendeu? Mas por um milagre que eu nem quero saber como nem porquê, ainda às vezes eu tenho dentro de mim uma visão de sujeito, verbo e predicado. Então, acordo e canto. Está certo?

Eu tenho na cabeça alguns referenciais culturais fundamentais, mas o que está vindo é o Cícero, o romano, o filósofo romano, porque ele tem um trabalho extraordinário, uma fala maravilhosa, um caminho maravilhoso sobre a velhice e a morte.

de uma maneira extremamente corajosa, ele tem uma frase que está me tocando muito. A morte, nós temos que olhá-la de cima. A gente tem que olhá-la de cima. Porque quanto mais você vive, mais mortes você vê. Sabe? O viver muito é também uma perda imensa.

E aí, assim, ouvir Fernandona falar é, assim, um deleite, né? A mulher com 96 anos, com essa inteligência, fora o carisma, né? Fora o baile. E toda essa inteligência, entendeu? Aí eu amo ouvir ela falar que ela sempre traz algum pensamento maravilhoso. E aí o que ela fala sobre a morte, é interessante que ela fala que ela olha a morte por cima.

E aí, enfim, ela fala um pouco sobre como ela lida com a morte, enfim, e tal. E aí cita referências filosóficas. Cita Cícero, né? Cita Cícero, né? E aí eu falei... Eu amo que ela é muito modesta intelectualmente, porque ela fala assim, ah, eu poderia pensar aqui em várias, como é que me vem na cabeça agora é Cícero, que é uma coisa normal no dia a dia. Do nada, eu mandou um Cícero. Cícero, o romano. Tá bom, conta pra gente.

E aí, o que eu falei para o Moody? Depois que eu assisti o filme. O filme, ó. Depois que eu assisti o vídeo. Já virou um filme, tá vendo? A Moody falou que vai acabar esse episódio aqui e vai abrir um livro porque ela não quer envelhecer sendo burra. E aí, isso é um grande dilema da nova geração, eu acho, viu? Porque vamos envelhecer sendo burro.

dificilmente você vai ter o que a Fernandona tem pra apresentar pra gente hoje quando você tiver 90 anos. Meu maior medo é morrer sendo burra. Não quero. Meu maior medo é esse. Imagina viver sendo burro. Não, eu não quero envelhecer sendo burra. Eu quero ter a minha mente sã.

E preenchida com coisas boas e que me traguem alguma coisa boa, entendeu? Que me traguem evolução. E aí, eu acho que a gente está num momento que a gente está definhando o nosso cérebro. Porque eu me perco, às vezes eu fico... Quando eu paro pra pensar, eu estou um tempão rolando meu feed no Instagram. Pra quê? A troco de quê? Eu te pergunto.

Pois é, e o Cícero lá. Doido pra ensinar a gente. Falando de morte, os caralhos. Fernandona assistindo poesia. Eu quero chegar aos 96 igual a Fernanda Multinegro. E não vai ser vendo o feed do Instagram. Não vai ser vendo o videozinho do TikTok. Entendeu? Fazendo o ranking de qual que é o alimento pior.

é isso que vai me fazer viver melhor. Quando eu penso na Fernandona, eu falo assim, cara, o legado dessa mulher é pra família dela. Que é do tipo, você olhar aquela pessoa ali e falar assim, caralho, avó, minha mãe, caralho, hein? Que foda que ela construiu. O que ela passa pra gente de aprendizado, o que ela passou pra Fernanda, né? A Fernanda sempre fala de tudo que a mãe dela sempre botou pra ela ouvir, pra ela assistir, pra ela ler.

E aí o que a gente tem pra passar pro nosso filho que vem a nascer? A gente pode falar pra ele os 10 maiores bafos das Kardashians, eu posso explicar pra ele sobre o menino Neymar, porque o menino Neymar não vai pra Copa. Não, como evitar. Mas é isso, é o que é discutido hoje, é o que tá sendo falado. Então, fico um pouco triste de pensar que pouquíssimas pessoas vão chegar na idade da Fernandona com a capacidade intelectual que ela sustenta.

Pois é, então a gente tem que o que? Abrir um livro. Não, mas é sério agora, eu tô falando bem por mim. Eu tô lendo cada vez menos livro.

E assim, isso é preocupante. Porque eu sei que assim, eu nunca fui a pessoa que amou ler livros. Nunca foi a minha vibe. Nunca foi. Desde a escola. Eu sempre li porque eu tinha que ler. E aí, óbvio que aí eu, né? Porque nessa coisa de ter que ler, eu encontrei muitas coisas que eu gostei de ler. E li, feliz com prazer e tal. Não é que eu não tenha prazer. Eu gosto de ler. Eu leio, mas eu leio muito pouco. Porque eu tenho mais dificuldade.

E aí eu acho que é algo que tem que ser trabalhado. Eu tenho que dar atenção pra isso. Porque é algo mais difícil pra mim ler. Ainda mais agora nesse momento da vida. A concentração é mais difícil. Não é à toa.

Mas eu posso falar pela nossa geração, né? Que nós somos da mesma geração. Eu não sei as outras gerações. Millennials, né? Millennials. Nossa geração. Isso. Eu sinto um trauma absurdo em toda a galera da nossa geração de você ser apresentado à leitura como sendo algo chato e obrigatório. Então, você ser uma criança de 8 anos e te derem um Machado de Assis pra você ler, cara, é insuportável. Machado de Assis é incrível. Mas eu hoje com 38...

Consigo ler e entender, talvez nem entender tudo ainda. Porque eu tenho que ter essa autocrítica aí também, que tem coisas ali que talvez eu não vá entender. Agora, você imagina uma criança de 8, 9 anos na escola tendo que ler o Machado de Assis e fazer uma resenha para o professor. Você fala assim, eu nunca mais vou ler na minha vida. É isso aqui que é ler?

Um monte de palavra que eu não entendo, aí eu acho que cria uma bagagem ali, que aí depois, quando você vai crescendo, você vai encontrando coisas que você se identifica, né? Sei lá, fazendo faculdade de jornalismo depois, a gente começa a ler muito sobre coisas que a gente gosta, que a gente está estudando, direcionado. Então isso te abre autores, te abre referências, te abre para outras coisas. Mas, enfim, eu entendo muito bem a galera que cresce sem ter vontade de ler.

Justamente porque teve que ler coisas que são muito chatas quando você é uma criança. É. E quando eu paro pra pensar, assim, grandes hits, tipo, da literatura mais de aventura, ficção, que é uma coisa que às vezes pega adolescente. Os hits que eu lembro foram quando a gente era mais velho. Não pode falar Harry Potter, hein?

Não, de jeito nenhum. Mas eu não peguei esse hit, ó. Antes de J.K. Rowling ser cancelada, eu já não era fã de Harry Potter. Você não financiou, então, o trabalho dela contra a galera LGBT. Tá certo. O primeiro livro que eu li por vontade própria, que eu peguei a minha mesada e fiz meu pai me levar na antiga FENAC pra comprar um livro. E aí o lance é, eu morava em Budazart.

essas livrarias só tinha pra São Paulo. O mais perto que tinha era uma na Raposo Tavares. Nossa. Perto da Grã-Riviana. Fui na garupa da moto do meu pai com ele. Meu pai me levou na livraria com a minha mesadinha pra comprar o livro que era Senhor dos Anéis. Foi o primeiro livro que eu li de cabo a rabo.

Por que eu quis? Por quê? Aí é muito sobre experiências pessoais, né? Tipo, eu jogava Magic, eu adorava jogos de estratégia. Comecei a ver meus amigos jogando no PC, esses jogos tipo Diablo, sabe? Tipo, jogos de estratégia ali, que era o máximo. Quando eu tinha 13 anos, que o gráfico era horroroso e você achava incrível.

E aí, nossa, estratégia, RPG e não sei o quê. E o Senhor dos Anéis representava muito isso. Era aquele universo, os personagens tinham uma língua própria que você tinha que aprender o que eles estavam falando e tal. E aí, eu lembro que foi um grande investimento. Foi minha mesada inteira no Senhor dos Anéis. E eu tenho esse livro do Senhor dos Anéis até hoje aqui em casa, sabia? Eles sempre...

Ele está sem a contracapa que está rasgada e a parte de trás. Mas ele sempre viaja. Toda a mudança nossa, esse Senhor dos Anéis está aí. Foi o primeiro livro que eu comprei com o meu dinheiro. E aí eu lembro que era muito legal ler. Porque eu era transportado ali para aquele mundo. E eu queria saber o que acontecia. Eu queria. E eu tinha amigos para conversar sobre.

Na minha época de adolescente, eu lia mais o que a escola pedia mesmo, assim, sabe? Assim, eu lembro de ter lido, sei lá, O Pequeno Príncipe, quando eu era bem nova, que eu gostei. Mas não foi uma coisa que era uma febre, tipo... Por exemplo, Harry Potter mesmo, Crepúsculo, que pra mim marcou muito, mas eu já era mais velha. Por exemplo, teve um livro que me marcou demais, que eu amei, que foi um hit, que era A Menina que Roubava Livros. Mas é 2005, sabe? Ah, eu era nova, mas tipo...

Aí teve o menino do pijama listrado. Mas eu não tinha essa coisa com... Ah, o menino maluquinho. É de criança. Lembro, quando eu era criança, lembrei. Lembrei, veio, tá vendo? Minha memória, às vezes, ela me pega. Mas eu nunca fui a criança, adolescente, que gostava de aventura, assim, nessa coisa meio fantasiosa, entendeu?

Tipo, Senhor dos Anéis, não me pegou. Percy Jackson, Crônicas de Nárnia. Nada desses, assim, me pegavam, sabe? Tanto que não é... Mas o menino com a panelinha na cabeça... O menino maluquinho, tudo a ver.

É, tá doidinha? Me identifiquei. Me identifiquei. Mas, olha, desde quando eu era novinha, eu gostava de alguma coisa que tinha um pezinho no real. Tipo, a menina que roubava livros. Que tem uma história, um contexto histórico aí, meio real.

Menino do pijama listrado, assim, meio pesado, né? O diário de Anne Frank, mas assim, pesado. Eu tô tentando pensar um, tipo, fantasia que me pegou, entendeu? Não tem alguma coisa de realidade que não envolva, sei lá, holocausto, será?

Então, mas é porque era meio que eu tava, sei lá, eram temas que eu tava estudando na escola, talvez, e me interessavam, entendeu? É, desses daí, um que eu li também, logo depois da transição pra faculdade ali, que é quando você acha que você tá mais culto, né? Agora eu tô preparado pra ler coisas diferentes e tal, mas eu lembro que Caçador de Pipas foi um que me marcou. Ai, caraca, eu amei. A gente era mais velho, né?

É, já era mais velho, já tava na faculdade. Mas é isso, clichêzaço, né? Mas enfim, você começa a ser apresentado a coisas... Um livro que eu amei quando eu era nova. Eu, Cristiane F. Olha lá. Só tragédia. Gente, juro. Olha, eu acho que eu tenho que levar pra terapia.

E um Turma da Mônica, assim, no rolo? Não, Turma da Mônica eu amava. Nossa, eu amava. Mas então, era gibi, amava gibi. Amava Turma da Mônica, Mickey, Minnie. As historinhas também gostava. Mas aí já era uma coisa mais gibi, né?

Mas aí o gibi era um negócio que, cara, tinha muito em casa, né? Então, tipo, ah, a criança precisa ler. Enche a criança de gibi. Então tinha um gibi lá do... Pô, mas era tudo. Então, aí tinha do tio Patinhas, aí tinha os do Mickey e da Minnie, aí tem os turma da Mônica, tudo. Então, aí que você... A partir do momento que você é criança, automaticamente vão botar um gibi na tua frente.

E esse é o poder do Maurício de Souza, né? Na nossa geração. Mas então, Moody, você tem um negócio que... Que assim, você vê algo que desperta em você uma vontade de aprender algo. E você se empolga muito. Mas aí você é parecida comigo no lugar que você desiste muito rápido. E aí eu vou trazer aqui uma informação que foi quando a gente foi... É... No museu. Dos dinossauros.

Não era da NASA? Ah, do dinossauro, é. Dos dinossauros. Que a mulher ficou obcecada vendo os dinossauros e sabendo tudo sobre os dinossauros. A mulher saiu e falou assim, eu vou ler todos os livros de dinossauros, eu preciso entender. Como que a gente não sabe essas coisas?

Como que a gente... Moji, onde é civil? A gente não saber essas coisas dos dinossauros. Aí foi, ficou quatro horas no museu. E aí botava o fonezinho. E aí, nossa, o pterodátilo. Não, que o primeiro mamífero. Ai, que as aves. E a Moji tava assim, ó. A Moji tava uma criança de oito anos descobrindo a Disney no meio dos dinossauros. Falou que ia ler tudo sobre dinossauro.

E aí, Modi? Gente, eu vou falar uma coisa. Não, mas eu tô realmente refletindo nesses dias. Porque eu ando ficando muito sozinha. Então eu tenho refletido demais. Eu falei isso pro... Eu também, sabia? Tenho falado isso com o Modi. A gente falou outro dia, né? Uma coisa que eu refleti sobre mim mesma. Que é isso aí, pode ficar pra um outro momento. Mas o que eu ia falar agora, eu não tô tendo tempo pras coisas que eu quero fazer além de trabalho. É só trabalho. E aí... E aí...

Isso vai me levar aqui. Tudo bem, eu amo o meu trabalho. Meu trabalho é algo que me traz uma satisfação pessoal. Por isso que eu acho que é tão difícil de desligar as duas coisas, porque realmente eu amo muito o meu trabalho e me dá muito prazer. Mas assim, eu sei que isso é um privilégio e tudo mais. Só que assim...

Eu tenho vontade de fazer outras coisas. Ah, eu quero... Sei lá, eu sempre falei pro Mood, queria muito aprender e estudar sinais, por exemplo. A língua dos sinais. Adoraria estudar libras, né, no caso. Adoraria. Não tenho tempo. Queria fazer... Queria estudar os dinossauros. Aí eu falei pro Mood outro dia. Nossa, queria aprender a usar a máquina de costura e criar umas coisas doidas só por prazer. Nada pra... Ah, pra vender. Não, por mim.

E aí, vai ficando isso num lugar que eu não sei qual que é esse lugar. Porque eu tô tendo a impressão de que eu não vou ter tempo de fazer o que eu... Eu não vou ter tempo de viver a vida que eu quero. Nossa, foi profundo. Foi profundo isso, hein? Então, mas você vive a vida que você quer? Vivo. Porque o lance é, se você abrir agora o seu celular e for ver seu tempo de tela e botar TikTok...

e ver quanto tempo você fica no TikTok por dia, reverter isso, fazendo outra coisa, provavelmente você vai perceber que você poderia fazer várias coisas além de estar no TikTok. Que provavelmente é o que a Fernanda Montenegro faz. Eu duvido que ela fique duas horas no TikTok por dia. Então ela diz, ah, eu não tenho tempo. Mas aí você fala assim, o que você está fazendo com o seu tempo?

Por que você não tem tempo? Exatamente. Às vezes é porque você está no trânsito, você está no voo, você está fazendo várias coisas. Claro. Mas na hora que você deita na cama e fica 1h15 rolando o feed para saber o que a Rihanna fez no jantar ontem. Eu podia estar lendo o livro sobre os dinossauros.

Você podia estar sabendo uma coisa nova. Você podia estar... Enfim. Mas eu estou falando aqui do lugar de quem... Não, é fácil falar, né? Não faz isso também. Eu estou aqui no lugar de quem faz tudo errado. Não, mas estamos jogando aqui. Como reflexão, que às vezes é muito cômodo para a gente se entreter com qualquer bobeira. Porque a vida já é uma vida pesada de trabalho e tudo. Aí quando você tem um momentinho de paz, a primeira coisa que você faz é rodar o feed. É abrir. Exato. Às vezes você pode rodar o Kindle.

Você muda só o negócio. Mas é mudança de comportamento. Inclusive, não viralizou o menino fazendo a redação lá as palavras difíceis? Então, esse menino aí, ele tá vivendo a vida... Esse menino a gente tem que trazer ele pra perto, tá? Porque esse menino não tá no TikTok. Esse menino não tá vivendo a vida dos outros jovens. Ele tá lendo livros.

Então, eu vi isso, mas eu não fui a fundo. O Moody foi a fundo? Deixa eu ver. Ele tirou zero na redação da FUVEST, porque ele usou palavras difíceis. Essa é a chamada. É isso mesmo? Eu vou ler uma frase pra você, e aí você só me diz o que você tira disso, tá? Abri aqui, tá.

Posso ler pra você uma frase? Vai. Não entendi nada. Sou burra?

O reitor da USP também deve ser burro, porque... Ó, redação completa de Luiz. Intentona pela reconstituição da interioridade. Mas qual que era o tema? Eu queria entender o tema primeiro. Então, o lance pra mim é que, assim, ninguém entendeu nada do que ele escreveu. Ou ele é um ser muito evoluído e realmente ele tem acesso a palavras que são palavras ali que eu gostaria de ter pra minha vida, assim. Levo como aprendizado. Por exemplo, languidez, pra mim, é uma palavra incrível. É.

Grande eloquência, talvez seja mais próxima do que eu já tenha visto alguém falar. Nossa, eu tô vendo aqui, gente, realmente, assim, todas as frases, elas vão, elas são muito difíceis de entender. Meu sonho, tá? Botar o Luiz da Fulvestre, Fernanda Montenegro e Sidney, meu terapeuta, presos num elevador por uma hora e meia.

Nossa, eu queria. E falar. E filmar. Conversem. Conversem e a gente vai filmar só com as câmeras de segurança do elevador. Porque eu sinto que essas pessoas são muito... Porque assim, o cara que escreve isso aqui, ele é muito fora da curva, entendeu? Se essas palavras não existem e ele inventou, ele é mais foda ainda do que se ele conhecesse, eu acho.

Então, esse ser humano é um ser humano evoluído. Luiz da Fulvestre, você tirou zero, mas saiba que você sempre será famoso no meu coração. Porque você é totalmente fora do que a humanidade prega e do que a humanidade é. Ele recebeu zero na segunda fase da Fulvestre, que é o vestibular da USP, né? Ele tem 18 anos, disputava uma vaga no curso de direito e foi desclassificado do processo seletivo. Diante disso, entrou na justiça para solicitar uma justificativa da instituição de ensino.

Aí ele fala assim, recebi um e-mail genérico quando perguntei qual o motivo da eliminação. Juntamente à minha mãe, que é advogada, entrei com pedido de mandado de segurança. Ainda estou aguardando uma resposta ao reitor da USP, só queria entender minha nota. O que diz a universidade? Segundo a FUVEST, afirmou a reportagem do G1, o candidato foi eliminado porque o texto não abordou o tema definido pela frase temática, que era, abre aspas,

O perdão é um ato que pode ser condicionado ou limitado. Ah, mas que tema é esse, gente? Nossa. Então, mas se ninguém entendeu o que ele escreveu, como é que as pessoas sabem que ele não está no tema? Mas será que não entenderam? Foi uma desculpa, você acha? Não há indícios suficientes que demonstrem essa compreensão do tema e desenvolvimento, que prejudica sensivelmente a pertinência das informações e da efetiva progressão textual.

Aí, ó, a organização do vestibular informou ainda que para que a nota zero fosse atribuída, o texto passou por mais de três avaliações cegas e que exatamente por já haver uma banca com até quatro corretores, não há possibilidade em caso algum de pedir uma revisão de nota da redação. Caramba, hein? Aí, ó, segundo professores que foram consultados pelo G1, houve uma preocupação maior com o uso de vocabulário rebuscado e de citações eruditas do que com a clareza de argumentos. Isso aí, com certeza.

Olha a frase. Nesta vereda, sobrepuxa-se a subjetividade. É. Do nada um graciliano Ramos. É isso, gente. Gente, que loucura. Agora então é crime. Ser culto agora é crime.

Eu tô com o Luiz. Eu acho que o cara chegar na segunda fase da Fulvestre e meter o louco desse jeito... Mas às vezes, gente, tem que ser... Não adianta você usar as palavras difíceis lá e não ser compreendido. É, tudo bem. O simples, às vezes, também é o que funciona. É, a Natália Biuri tem coluna na Folha, né? Você não precisa saber escrever mais. E a IA que escreve pra ela ainda, então? Não, então. Mas aí é outro lado. Você tá indo pra um extremo, outro extremo.

Hoje em dia você não precisa saber escrever pra você ser entendido. Você pode ser no vocabulário. Eu acho que eu, lendo assim, no seco, lendo assim, batendo o olho, eu não entendi.

Então, eu teria que abrir meu dicionário e entender o que ele está falando em uma frase para ver se faz sentido. O seu dicionário? Onde está o seu dicionário? Você sempre anda com ele. Não, o dicionário no celular. Ah, tá. Não, meu Aurélio.

Lembra que a gente tinha que levar na escola o Aurélio? Mais uma coisa, a gente era obrigado na escola ter um dicionário. Graças a Deus, né? Pra mim foi importante ler o dicionário. Então assim, se eu investigar as palavras ali e ver o que elas significam, talvez eu chegue numa conclusão. Não posso falar, pois não entendi o que ele quis dizer. Pois é, mas esse menino aí a gente precisa ficar de olho nele, hein? Mas eu espero que os professores tenham feito isso, né?

O quê? De ficar de olho nele? Não. De ter... De chavar do texto. Mas vamos voltar no tema da Fulvestre? Qual que era o tema mesmo? Do perdão? O quê? O perdão é um ato que pode ser condicionado ou limitado. Dá pra falar sobre perdão. Amode como escorpiana, assim. Começaria como a sua redação sobre perdão? Amode. Aqui não tem perdão. A título da Amode seria aqui não tem perdão.

Não, eu ia começar falando que eu, como uma escorpiana, vejo que o perdão, ele é limitado sim. Tô brincando. Eu ia começar falando que o perdão, ele é gag.

Ah, ele é gag pela gay. Ele é Kant. Ele é Kant. Não, tô brincando. Eu acho que eu ia começar a minha redação trazendo uma... Eu gosto disso, né? De descrever uma cena, entendeu? Quase uma coisa mais crônica.

de escrever uma situação para trazer o que eu quero dizer. Então, não sei. E você, Mude? Você é para que lado? Uma dúvida minha. A redação, ela pode ser, por exemplo, uma ficção? Você escreveu uma história que envolva perdão? Boa pergunta. Ou eu preciso dissertar sobre o tema como uma grande análise filosófica ou antropológica ou existencial? Não faço a minha ideia. Eu acho que pode ser, sim, uma ficção, porque é uma redação, né?

Porque eu faria uma redação sobre um... Contando a história de alguém que foi cancelado na internet. Pra falar sobre o perdão seletivo. Poderia ser um caminho. Ou faria algo que seria metalinguístico. Que seria uma redação inteira pedindo perdão.

pros avaliadores e ao mesmo tempo perdoando eles caso eu receba um zero. Mas eu acho que eles querem que você disserte sobre o que é o perdão, né? Ah, mas aí tem que pagar caro. Que isso?

Aí é muito caro. Tá fazendo um job pra FUVEST. O perder é um ato que pode ser condicionado ou limitado. Aí eu posso mandar um orçamento pra eles e a gente negociar. Mas não vou dar de bandeja, não. Eu queria ver a avaliação da Fernanda Montenegro. Eu queria ver qual que seria a redação dela. Aí que eu queria ver. Tudo que ela se propôs a fazer que envolva criatividade, ela vai ganhar de todo mundo. Ah, com certeza.

Que aí ela vai citar o Cícero, ela vai trazer Sócrates, aí vai trazer, tipo, é bizarro. Fernandona, você é a maior que nós temos, não tem como. Tava vendo o Fantástico outro dia lá, a matéria do filme deles lá, que eles são a dupla de bandidos, ela e o Ari Fontoura. Velhos bandidos. Velhos bandidos. E aí você vê a galera falando dela, a galera é meio chocada, assim. Tipo assim, mano, como é que pode? Essa energia, esse controle, essa sabedoria toda.

E aí você tem tempo de ensinar os outros. Fazer um merchan. Chegou uma caixa pra mim. Nossa, eu abri aqui e fez barulho, né? Mas eles mandaram um copo de bebida. Ah, esse é o primeiro recebido da história do Donos em sete anos, será? Ao vivo? Não, o que eu tô mostrando aqui é... Velhos bandidos recebiam aqui, ó. Um copinho de bebida com bebidas pra colocar e fazer seu drink. Até um negocinho dele, que eles devem beber, né? Os velhos bandidos. Ah, eles são danados, viu? Aqui, ó.

Aí tem uns drinks aqui e o ingresso pra assistir.

Vamos nesse fim de semana assistir? Eu quero ver. Bom, esse é um merchan do nada, não. Inclusive, Moide, queria até trazer que teve comentários de Doninhos, porque eu contei para eles há muito tempo atrás, para quem chegou agora é a novidade, que eu, um ano antes do Jô Soares falecer, a gente tinha um grupo com ele de criação de um filme, que era uma série, virou um filme, depois virou série de novo, que era sobre uma gangue da terceira idade,

que precisava assaltar um banco. Isso eu estou dizendo do jeito mais cru e objetivo possível. Sim. E esse projeto, depois que o Jô faleceu, ele ficou parado e a gente não andou com esse projeto. Ele continua guardado aqui. Não é esse filme. Porque as pessoas viram que tinha uma dupla de assaltantes idosos.

E aí já acharam que poderia ser. Não. O nosso continua guardado a sete chaves. Inclusive, se vocês quiserem patrocinar esse filme aí, tem a mão de Jô Soares nele. Mas não é a mesma coisa. Ai, nossa, a ideia do Moji. Não, não é a ideia do Moji. É totalmente diferente. É outra galera trabalhando. E fico feliz de ver Gangues da Terceira Idade sendo...

trazidas pra ficção, porque um dos problemas que minha história tinha, segundo pessoas na época, é que era um elenco velho demais, e que as pessoas não iam assistir. Então, tá aí. Fernanda Montenegro e a Elifontoura na cara de vocês. Simplesmente. E é isso. Essa indústria é muito etarista. E é muito bom quando a gente vê filmes assim, né? Então, muito legal.

É, respeita a velha guarda. E o do Modi podia sair também. Podia. Ô Modi, a gente tava falando desses assuntos aí de ler, etc. E viralizou também uma entrevista do Sem Censura, do Pedro Pacifo, que é o Bookster. Ele falou exatamente isso, que muitas pessoas perderam o prazer de ler e que pra alguns a leitura já não é vista como uma forma de entretenimento. Eu queria ler o que ele falou, vou abrir aqui pra gente ver juntos. Forte, hein?

Ó, vamos abrir, vamos dar play aqui no vídeo do Bookster. Esse tá pra mim, tá um dos principais problemas de hoje em dia. Literatura não é mais vista como entretenimento. A literatura é vista hoje em dia como um objeto pra você aprender alguma coisa. Uma ferramenta de aprendizado. Então, se você olha, isso tá refletido nos mais vendidos. O que são os mais vendidos hoje? São livros que muitas vezes prometem soluções mágicas pros seus problemas da sua vida.

Então, como enriquecer, como ser um bom líder, como ter um relacionamento blindado, como ter uma rotina perfeita. Porque as pessoas enxergam o livro como essa só ferramenta. Se eu vou ler, eu vou ler alguma coisa que vai me ensinar alguma coisa. Isso veio um pouco da própria adolescência na escola. Olha lá. Porque na escola a gente lê para fazer uma prova. A gente lê para aprender que tipo de narrador é aquele.

a ideia do entretenimento, ela acaba se perdendo. E hoje em dia também para os adultos se perdeu. Porque numa sociedade em que valoriza...

A utilidade das coisas, o imediatismo, a leitura, ela vai ter que ser utilizada para me ensinar algo que vou aplicar agora na minha vida. Então é algo que eu vou terminar um livro, eu vou levar para o trabalho e aplicar. Mas o que eu digo muito é que, infelizmente, essas soluções mágicas muitas vezes não funcionam. Porque se não a gente ia andar na rua, só ia ter milionário, líder, com casamento perfeito, não ia ter divórcio. Todo mundo acordando 5 da manhã. E essa, infelizmente, ou felizmente, também não é a realidade.

Lógico que esses livros têm pontos interessantes, mas a literatura, a ficção ficou de lado. Porque a pessoa vai pensar, o que eu vou ler e aprender com histórias inventadas, com personagens criadas? Olha aí. Exatamente o que a gente estava falando, porque a gente teve essa coisa...

da escola, de que você tem que ler na escola pra aprender, pra fazer a prova, pra não sei o que. Então, quando a gente era adolescente, eu, pelo menos, eu lia os livros da escola porque era isso. Então, o livro já me levava pra esse lugar, estou estudando. Sim. Até que, né, vieram os bons aí, esses bons literários de ficção, de aventura e tal, né? Sempre tem, né? Enfim, mas pensando na minha adolescência jovem adulta ali.

E aí, você começa a ir pra esse lado. Mas não sei, me traz essa coisa. Tanto que eu, quando eu quero ler, geralmente eu vou pra esse lugar também, de aprender alguma coisa, sabe?

Pois é, porque você não quer perder tempo. É do tipo assim, ah, eu preciso levar alguma coisa. Isso que ele falou é muito forte, que é tipo, eu preciso aprender pra levar pro meu trabalho. Tudo é canalizado pro trabalho. Tudo é pra você ganhar mais dinheiro. Ganhar dinheiro. Tudo é pra você prosperar. Tipo, não é nada pra você do tipo assim, caramba, quantas séries ruins a gente não assiste na televisão que você fica lá três horas assistindo cinco episódios de uma série ruim que você não vai aprender nada.

Mas te entreteve porque é bonito, o ator é legal, porque é engraçado. Cara, livro é a mesma coisa. Tipo, tem tudo lá. E às vezes é melhor ainda, porque você consegue aprofundar em várias coisas e tal. Então eu acho que a vida do adulto, hoje ela é uma vida muito triste, assim. Porque o adulto, ele sempre precisa provar que ele é melhor que o amiguinho. E aí qual que é o jeito de fazer isso? Eu vou ler o livro do...

como enriquecer, casais não sei o que enriquecem juntos e não sei o que. A galera entra numa obsessão por aprender essa solução mágica que ele fala aqui no vídeo pra eu ganhar mais dinheiro, pra eu ter um apartamento melhor, pra eu trocar de carro, pra eu poder viajar pro Caribe três vezes no ano e a galera não relaxa. E o livro tem muito essa função, de você sentar ali e ler quantas páginas você puder.

Eu, no meu trabalho, o meu trabalho envolve 100% dele é ler e escrever. Então, às vezes, eu tenho que ler em duas horas 50 páginas, que é um roteiro. E eu leio, tipo, normal. Só que às vezes, para eu ler 50 páginas de um livro que não tem a ver com o meu trabalho...

Eu arrumo desculpa, ou eu... Ai, tô cansado, ai, não sei o quê. Só que no meu trabalho aqui, se me der 50 páginas agora, eu não só leio, como anoto, como faço uma grande análise do que eu tenho que fazer, porque faz parte do meu trabalho. Quando sai do trabalho, já fica assim, puta, 50 páginas, ai, não sei se eu vou conseguir. E eu poderia estar deitado na cama, lendo 50 páginas antes de dormir, ao invés de assistir mais um jogo de playoff da NBA.

E eu falei isso para o Mojo outro dia, lembra? Eu falei, o que eu mandei para você de um estudo que fala isso, que é muito mais saudável você ler, meu, seja cinco minutos, que é a última coisa que você faça antes de dormir, seja ler e não mexer no celular, ficar na tela e tal.

E nem que seja cinco minutos. Você não precisa nem ler muito. Que isso já ajuda o cérebro a desligar. Isso ajuda o estresse. Isso ajuda várias coisas. Então, de repente, a gente tinha que incorporar isso daí. Eu leio todas as legendas dos stories da Virgínia.

Ah, Mude, vai cagar. E tem um outro fenômeno também, hoje em dia, que é o audiolivro. Que é do tipo assim... Também tem isso. Vamos pegar o livro e vamos... Como se não fosse o bastante... Ouvir. Não, como se não fosse o bastante o entretenimento do livro, é pouco entretenimento. Vamos botar um famoso lendo o livro pras pessoas ouvirem a história e parecer que tá encenado. Virou teatrinho. Pega o livro, aí você bota os diálogos, bota lá dois atores e aí você... Ah!

Nossa, é verdade, né? Nunca tinha lido essa história do Paulo Coelho. Continua não lendo. Você não viveu a experiência da leitura. Você sabe sobre o que é. Você ouviu uma história baseada no livro do... Me perdoa, mas você não leu o Paulo Coelho. E aí o que acontece agora, com esse negócio do audiolivro...

A galera tá muito engajada nesse negócio que é o micro learning. Que é do tipo assim, você aprender, você não precisa ser bom em tudo. Você precisa saber um pouquinho de cada coisa. E é a próxima geração de burro e ignorante que a gente vai ter, né? Que é do tipo assim, ah, você não precisa saber tudo sobre esse tema. Se você souber o que seja cinco minutos pra você conversar num bar com alguém...

você já está acima da média. Então as pessoas ficam aprendendo sobre coisas rápidas. Então a galera fica ouvindo esses audiolivros, essas coisas de finanças, de não sei o quê, e fica passando para frente, como se tivesse lido livro sobre isso. Elas nem leram, elas ouviram um audiolivro sobre aquilo para otimizar o tempo delas. É tudo sobre eficiência. E é por isso que a gente está... Todo mundo tendo burnout, todo mundo... Ninguém aguenta mais essa vida de trabalho exaustivo. Eu estava aqui vendo a lista de mais vendidos.

Primeiro lugar, café com Deus Pai. Segundo lugar, a psicologia financeira. Que tristeza. Todo mundo fodido. Isso é do momento aqui, tá? Estou num site aqui especializado. A empregada, e aí também está atrelada ao filme, eu acho, né? Esse boom aí.

Aí tem o Verity, que é do Cullen Hoover, então também é ficção. Sim. E olha que interessante, em quinto lugar, A Hora da Estrela, edição comemorativa. Clarice Lispector, eu amo demais A Hora da Estrela, História da Macabea. É um livro que me marcou, inclusive na adolescência, né? E eu li a Clarice Lispector. Olha que legal. Porque é isso, né? E a Maria Voltale, inclusive. E é uma edição comemorativa, fiquei até interessada.

Aí depois vem hábitos atômicos. Aí também é coisa de comportamento, autoajuda. Ah, tá. Depois vem murdoku, que é aquele de, tipo, identificar assassinato. Tipo sudoku. Ah, tá. Que susto.

É um sudoku das... Tipo, ah, é um sudoku. É o morde o cu, tá. Isso. Morde o cu. A Modi mandou essa. Na minha cabeça, realmente, eu formei essas letras. Morde o cu. E aí eu falei assim, caralho, na lista dos 10 mais vendido, ousado. Tá lá o café com Deus Pai e o morde o cu na mesma lista? Porra, isso aí. Aí eu vou ter que dizer que o brasileiro realmente tá lendo. Voltou o hábito da leitura.

Se eu tô no aeroporto, e eu tô lá vendo os livros lá, aí tem todos esses livros desses coach bosta aí. E aí aparece uma capa, e se tu morde o cu, eu compro. Eu compro. E eu ainda falei, morde o cu, é uma brincadeira. Eu não vou pensar duas vezes, eu vou comprar o morde o cu e vou ler no mesmo dia. São enigmas de assassinato. Murdoku, que eu acho que é de murder.

Isso. Anota aí, galera. Ai, gente, por favor. Não perde essa dica, não. E aí segue, né? Mas é isso.

E a lista de 2025, os mais vendidos, Bob Goods em primeiro e segundo lugar. Em quarto, em quinto, tudo Bob Goods. E aí é um pouco mais legal, né? Porque aí você usa... Mas não tem o Coisa de Rico na lista? Ó, em primeiro... Dez vezes mais vendidos em 2025. Tá aqui na CNN. Em primeiro e segundo, Bob Goods. Terceiro, Café com Dois Pais. Café com Dois Pais. Que é uma história LGBT muito linda.

Sim. Que é você assim, você tem dois pais e você cresce aprendendo que isso é normal. Imagina, no Mais Lidos, que sonho. O café com dois pais. Nossa, olha que sonho. Seria um sonho. No terceiro lugar dos Mais Lidos do ano, café com dois pais. Isso. Eu queria ver a sociedade. Quarto lugar, Bob Goods. Quinto lugar, Bob Goods. Sexto lugar, a Psicologia Financeira. Nossa. Sétimo, Verity. Oito, Hello Monster Books.

Do Enaldinho. Nove, Hora da Estrela. Gente, tô impactada com a Clarice Lispector aqui. E a Empregada em 10. Isso é de Mais Vendidos no Geral. É o Não Ficção. É, ué, cadê o...

De ficção. Porque o último que eu li, de cabo a rabo mesmo, desses daí, foi o Coisa de Rico. Coisa de Rico. Que o hype me pegou. E é muito louco pensar o entretenimento. O hype só me pegou porque eu comecei a receber muitos vídeos do Michel Alcoforado dando entrevistas e falando coisas que eu falei assim, caralho, esse maluco é da hora. Aí vi o trecho da entrevista dele no Bial.

E aí eu falei, caralho, esse maluco é foda. Aí eu fui seguir ele no Instagram e aí que eu vi que ele tava lançando o livro. E aí eu entendi, associei que o Coisa de Rico que as pessoas estavam falando era do Michel Cofforado. Comprei imediatamente. Mas ele é um cara que é isso. Ele fez um marketing em volta da persona dele e do livro e da temática do livro.

pra vender o livro, né? Que é uma coisa que o Rafael Montes faz muito bem também, que acho que tem uma nova geração de escritores, que é do tipo assim, como criar um hype em cima de você e da sua história pra vender livros, né? Que é muito diferente do que o Machado de Assis não tinha TikTok. É, tem que atrelar aí a internet pra chamar a atenção das pessoas. Pois é, e fui impactado. E é isso. Hoje agora é assim, né? Tem que ter um peso na internet pra viralizar pras pessoas irem atrás.

Tá, e o Enaldinho, né, Mochi? Que não deixa a gente mentir, né? Enaldinho aí que não deixa a gente mentir. O que é o livro do Enaldinho? Hello Monster Books, Flow Pack. Deixa eu ver. Caralho, mas é o menino da Fulvest, falando inglês. Você vê o livro e você não entende nada. O que é o livro? É ele na capa, com uma cara de...

Ah, é performático. Depois de grandes sucessos de vendas do álbum oficial do Naldinho, a Pixel, Pixel, tem o prazer de anunciar um novo projeto em parceria com o influenciador, o Zello Monster Books. A coleção é composta por oito livros que trazem lindos adesivos para o leitor colecionar.

Além de gogos de brinde. Ah, tá. Os Elos Monsters são compostos por 40 personagens que se dividem em 8 famílias. É livro de pirâmide. Livro ilustrado. Ah, bom, Enaldinho. Entendi. Achei que o Enaldinho tava escrevendo poesia pra nós. Ué, mas tá cheio. Tá assim, ó. Assim, ó. Desses 10 aí, quais você acha que a Fernanda Montenegro leu em 2025?

Nenhum desses. Ô, Modi, mas a Hora da Estrela, como é que foi parar nas mais vendidas? Vai ser interessante. Não, porque eu acho que ele é um clássico. Ele é um clássico, né? Eu acho que Clarice Lispector é uma das mais buscadas. E aí, se você for buscar... Ah, lê Clarice Lispector. Inclusive, pra sua amiga gringa lá, você indicou, né? Clarice Lispector. Eu indiquei. Indiquei pra minha amiga mexicana. Autores. Aí você fala Clarice Lispector. E aí você vai ver os mais lidos, né? Meio que você vai no...

Mas eu não fiz, eu indiquei porque realmente é um dos meus clássicos preferidos, A Hora da Estrela. E aí eu indiquei, e aí ela... Eu mandei uma lista de livros entre novos, antigos, clássicos, não clássicos. É, um passeio pelos clássicos, né? Um passeio, ficção, não ficção. Indiquei, brasileiros, porque ela queria autores brasileiros, né? E livros brasileiros. E aí um deles era Clarice Lispector, e eu falei, ah, é um dos meus clássicos preferidos. Aí ela, ah, já que você falou, eu vou nesse.

E aí ela ficou em depressão. Ela leu em um dia e ficou mal. E falou, poxa, você podia ter me dado um spoiler. Eu falei, bom, você não queria. Eu queria ser essa pessoa que lê em um dia um livro. Que pega assim, ai, comecei a... Eu também. É que é curtinho, né? Não, a Hora da Estrela é muito curta, Mude. Tem 88 páginas. Eu morro de inveja da galera que tipo assim, ai, esse foi o meu lido da semana. Ai, esse foi o meu lido da semana? Eu também. Mas peraí. Você vai ver um livro de 400 páginas. É, peraí.

Que momento que isso aconteceu? Enfim, mas aí é isso, né? Fico feliz pela pessoa, né? E triste por mim. Sim. Mas é isso. Triste por você. Quantas páginas eu li no meu trabalho? Aí ninguém pergunta também, né, André? Mas é, eu tô com um livro aí que eu comecei a ler agora. E encerrando a nossa gravação, eu vou ler.

Eu tô me sentindo meio culpado com o que o Pedro Pacífico falou, porque eu queria muito aprender sobre coisas novas, novos assuntos, novas coisas que eu posso... Só que é sempre pensando pro meu trabalho, obviamente. É sempre pensando pro trabalho. Eu adoraria ler mais sobre astrofísica pra achar algum dispositivo que eu poderia usar num filme, numa história que seja original. Tudo que eu acabo lendo é pra me inspirar, sabe? Ou pra me trazer algum conhecimento de um terreno que eu não piso ainda.

e que eu gostaria de pisar o entretenimento. Aí o que aconteceu? Comecei a ver muito corte do Neil deGrasse, que é um puta astrofísico foda, cientista, que eu amo todas as participações dele, todos os programas dele na Netgeal e tal. Lembro de ver criança, isso daí.

E aí esse cara hoje tem podcast e tal, e ele tem uma conexão com a cultura pop que ele fala sobre esses assuntos de um jeito muito legal. E aí ontem eu tava pesquisando livros do Neil deGrasse, inclusive tem um Astrofísica pra Preguiçosos, me identifiquei super. Olha lá. Quase comprei. Fiquei pensando, porque eu falei assim, putz, mas aí eu vou comprar? E aí tá, legal, mas eu vou ler o livro mesmo?

Tipo, eu quero agora aprender sobre astrofísica. Ah, você tem que botar isso na tua vida. Às vezes não é um aprendizado também que você vai tipo, ah, eu vou estudar pra fazer uma prova, vou estudar pra botar no meu trabalho. É só um aprendizado novo que é um lazer, um estudo que é um lazer, entendeu?

Também dá pra ler por esse caminho. Eu queria desbloquear um espaço do meu cérebro que eu sei coisas que eu não precisaria saber pra saber novas coisas, entendeu? Pra aprender coisa nova. Então, pronto. Sobre o universo, sobre a história. Bota esse desafio. Eu acho que a gente tem que incorporar a nossa rotina no momento da leitura. Eu e você. E aí a gente se ajuda. A gente vai juntos. Eu acho.

Eu gosto de ler ficção também, para me tirar do lugar também do trabalho. Então, é algo que eu gosto de fazer também. E eu estou lendo o livro, eu comecei a ler o 3, chama 3, da Valerie Perrin.

que é a mesma autora de Água Fresca para as Flores, que inclusive é o meu quadro que tem na minha cabeceira da minha cama. Quem já viu sabe. E é a mesma autora, que é uma autora francesa, indicada pela minha irmã. E a minha família inteira leu. Inclusive, isso é legal, fazer um clube do livro com a família. Todo mundo leu o mesmo livro, e aí vocês comentam, conversam sobre o livro.

Minha irmã leu, aí meu pai leu, aí minha mãe leu, agora eu que tô lendo. Muito bem. E o Quindinho é o próximo na lista. Mas você consegue ler o 3 sem ter lido o 1 e o 2 também? Ou as histórias no... Mogi, ele chama 3. Tá brincando, tá brincando. Ah, que susto. Olha lá, viu? Tá vendo como as pessoas tão burras? É sobre 3 amigos, é sobre 3 amigos. E é tão legal porque... E aí também ele tem uma coisa nesse livro, que é a história de 3 amigos que se conhecem na escola e tal.

E aí vai pra... Coisas acontecem, né? Vida adulta e tudo mais. E é legal porque também traz uma nostalgia. Tipo, você começa a refletir sobre sua própria adolescência e sobre as suas amizades da escola, sobre as suas amizades da vida adulta. Então, eu gosto muito de livros que fazem isso, assim, sabe?

Isso é bom. E o meu terapeuta, ele super me indica livros também, que são uma coisa muito legal também. Se você tem um terapeuta que você respeita e você acha que esse cara... Eu sempre peço pra ele, tipo, ele fala assim, ah, tem um livro? Eu falo, qual que é? Porque eu quero saber. Inclusive, tem um livro que ele me indicou, que eu comprei.

Já faz um ano esse livro que eu comprei, porque eu fui olhar na Amazon. Olha que loucura, né? Eu fui olhar na Amazon de novo o livro e aí estava lá, você comprou em janeiro de 2025. E eu realmente comprei esse livro e nunca li. Porque eu lembrei dessa história que é um psicanalista, o Victor Frankl.

que sobreviveu ao Holocausto, contando da perspectiva... Olha lá, de novo esse tema. Contando da perspectiva dele como psicanalista, como é a vida num campo de concentração. Então essa maluquice de você ser um cara que lida muito com mentes e com comportamentos, vivendo num lugar onde você sabe que você vai morrer a qualquer momento. E aí é meio que o livro, chama Em Busca de Sentido. O título é Men's Search for Meaning.

Victor Frankl. Interessante. E eu lembro que eu comprei e a capa é muito feia do livro. Isso me pega. E aí eu fiquei com um pouco de vergonha de andar com um livro feio. Isso aí é uma coisa... Deixa eu ver. Pera. Não, parece que é um livro de Cidinha. Qual que é o nome mesmo? Em busca de sentido. Porque o nome do livro, pô, podia ser... O nome do livro podia ser Um Psicanalista Num Campo de Concentração.

É, porque parece livro de autoajuda, né? Parece livro de autoajuda dos anos 70. Nossa, realmente. A capa é 100% livro de autoajuda. Você vê isso na livraria, autoajuda. Então, eu jamais compraria se ele não tivesse me falado isso. E aí, sabe? Tem uma série do Steve Carell...

Que ele... Que o menino sequestra ele. Ele é o psicanalista do menino e o menino sequestra ele. Lembra dessa série? Sei. É uma série de 2022. O Steve Carell cita esse livro na série. Ah, é? É. Porque tem uma relação ali, porque ele é judeu, né? O personagem é judeu e tal. E aí tem uma relação do Holocausto e desse livro com o que tá acontecendo ali na cena e tal. E aí ele cita esse livro.

É um dos livros mais vendidos de psicanálise da história, esse daí. Só que a capa é feia. E aí, vocês me desculpem, gente, mas eu preciso andar com um livro que a capa é bonita. Como é que eu vou ficar andando por aí? Ah, o que você tá lendo? E eu pego e falo assim, mano, o André perdeu a noção da vida. Ele tá dando um livro que se chama Em Busca de Sentido. Aí você quer performar. Você quer performar a leitura. Ué, mas também é sobre isso.

Leitura também é um lifestyle. Aí o que eu fiz? É uma forma de se mostrar para o mundo? É, me arrependi. Você não julga pessoas pelo livro que elas estão lendo no metrô?

Pode ser? Sim. Você julga. Você já olha ali o cara, a liderança financeira e tal, você fala assim, puta. Tá indo pra Faria Lima, vai descer na estação da Faria Lima. Não tem como não julgar a pessoa. Você julga o livro pela capa, eu julgo a capa do livro da pessoa pra saber quem ela é. Acontece. E eu não posso andar com esse livro, então é um livro que eu preciso achar ele de volta agora, depois da mudança.

E botar ali na cabeceira. Ou fazer uma capa nova. Pedir pra um artista plástico fazer uma capa nova pra eu colar em cima. Que viagem. Pra eu poder andar com o livro. Mas é muito curioso o livro. Eu fiquei muito afim de ler. Então não julguem esse livro pela capa. Leiam e depois me contem o que vocês acharam. E você lê também. É, eu preciso ler também. Leia você também. É um conselho pra você mesmo. Leia. Leia e conta o que você achou. Porque agora eu e o Moody. A gente vai implantar a leitura dos Moody's.

O Sidney já me meteu uns 5, 6 livros bons aí, que eu deixei passar. Então vamos tomar vergonha na cara. Eu vou até... Sabe o que eu vou fazer? Vou botar a foto da Fernanda Montenegro na minha tela de bloqueio do celular. Toda vez que eu pegar no meu celular, eu vou lembrar de Fernandona e vou botar a mão na consciência. É isso. Em vez de rolar feed...

É isso, Nelly. Eu vou abrir meu livro. Acho que a gente precisa. A gente precisa ser mais culto, a gente precisa deixar um legado pra próxima geração. É a nossa função na sociedade. Temos que passar... Estão indicando o livro pras pessoas, entendeu? Enquanto tem gente aí fazendo... Qual é a barrinha de proteína que você não pode comer porque dá câncer no TikTok?

Também interessante, vai. Também não vamos deixar... Não é 880, não é 880. Tá tudo certo. Mas não é feito pra informar esse vídeo. É feito pra te prender e pra cuidar... Pra engajar, mas estão falando coisas que são também... Também é um jeito. O entretenimento também... Não vou demonizar, não. Porque a gente é do entretenimento. O entretenimento é uma maneira ótima de informar as pessoas. O problema é a gente só se informar com o vídeo do TikTok. Esse é o problema.

Mesmo quando ele não bota o primeiro lugar e eu tenho que abrir os comentários pra descobrir qual que é a barrinha que eu tenho que comer. Aí eu acho uma putaria. Não, tem que falar, ah, qual que é o primeiro lugar eu vou botar nos comentários ou curte pra parte 2, me perdeu. Tô fora. Eu quero ver qual que é a pior barrinha. É. Qual que é o pior way.

Mas é isso, a vida é muito triste quando você percebe que você tá 3 da manhã vendo um vídeo pra você ver qual é o requeijão que tem menos sódio pra você comer no mercado. Mas assim, minha vida foi... É isso, eu não tenho nem 40 anos e eu tô perdendo tempo pra saber qual é o requeijão que tem menos sódio pra eu não ter câncer. Gente, vamos... Eu acho que assim, a gente tem que dar limites pra nós mesmos. Eu preferia estar lendo o Crepúsculo, talvez, do que passar por isso. Adoraria. Adoraria.

Galera, vamos ler. Inclusive. Que essa reflexão aqui sirva para todo mundo. Vamos ler. Vamos ler meia horinha por dia.

É só não deixar, não precisa deixar o TikTok de lado, né? É. Agora eu falando comigo mesma, tá? Mas é isso, né, Modi? É isso, Modi. Ó, indiquem livros aí pra gente nos comentários. Vamos fazer troca, vamos fazer clube do livro aqui no Donos? Comentem aí. Vamos. E aí eu tô pensando aqui também que todos os livros que eu tenho lido têm a ver com a minha profissão de alguma forma.

Pois é, então. Inclusive, hoje eu tenho a última aula do meu curso de roteiro e eu indico três livros pras pessoas e os três pra você. Mas aí é uma aula, né, gente? É claro, né? É uma aula, né, Mundo? Vai indicar Crepúsculo, Crônica de Narnia? Não, mas tem um que eu indico que é de não ficção, que é o da família Murdoch.

Que é o que inspirou o Succession. É o livro que o autor de Succession leu pra fazer a série Succession. Então ele é muito legal por isso. Porque você consegue ler e entender como aquilo foi parar na tela e tal. Então, tipo, é uma indicação que pode te entreter. Porque você vai viver a vida dos bilionários ali e tal. Mas o fundo dele é do tipo assim, usar pra uma análise de uma série, né? Sim. E tem outros dois também, que é o do Stephen King, sobre escrita. Que é o Stephen King falando como que ele escreve e as técnicas dele.

E um do John Cleese, o comediante do Monty Python, que chama Criatividade. Onde ele deixa bem claro que criatividade não é um dom. Todo mundo é criativo. Criatividade não é um dom? Criatividade você aprende? Tem a criatividade? Não, todo mundo é criativo. Todo mundo é criativo. Tem gente que usa e tem gente que não usa. Então você pode usar... O cara que faz uma planilha, ele é criativo. Ele criou uma planilha. Faz sentido. É meio que nesse lugar que... Ah, porque os criativos... Nossa, eles são muito criativos. Não, todo mundo é.

Basta você acionar a sua criatividade. Então essa é a minha galera. Muito que bem. Muito que bem. Ah, eu quero falar mais de livros. Me chamem. Vai. Podcast de livro. Não, vai ter que ler, né? Vai ter que ler mais. Ah, tem? Para falar de livro. Vamos fazer o inverso. Vira bookster depois. Tá, eu vou falar. Gemini, lê o livro para mim e manda uma sinopla. Credo. Para. Foi lá no podcast. Retira o que você disse. Estou brincando, galera. Estou brincando.

Então é isso, Modi. Vamos terminar por aqui, porque a gente tem muito livro pra ler. E, Doninhos, indiquem livros pra gente. Falem livros aí que marcaram a vida de vocês. Reflexões... Fazer essa troca aí. Reflexões sobre leitura, coisas que vocês estão vivendo, que parecem um pouco o que a gente tá vivendo. Estamos todos cansados, exaustos da vida. E, às vezes, o livro pode ser uma fuga ali, que na sua intimidade, na sua casa, no seu cantinho, ou no metrô, onde você quiser.

Mas você vai ter aquela meia horinha pra relaxar. Ó, e lembrando que... Todos os amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos, amigos,

Toda sexta-feira temos episódios pra assinante no Apoia São Aurelo. Então estamos lá também. Hoje eu tô usando essa camiseta aqui, ó. Desculpa pelo atraso. É que eu vi um cachorro. Não foi por isso. Mas, perdão aí, galera, pelo atraso, mas quando o BBB acabar tudo volta ao normal. A parte do atraso é a única verdade da camiseta. É, é isso. E sim, lá, MesaCast, hein? MesaCast no Multishow 7 e meia da noite, hein? Prestigia a mulher.

Beijo pra vocês. Beijo. Tchau, tchau.

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