Episódios de Donos da Razão

#347 - Nossas previsões para o Oscar 2026

11 de março de 202658min
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Chegou um dos momentos preferidos dos Modis no ano: a premiação do Oscar. E se ano passado a gente foi feliz, imagina esse ano com 5 indicações para o Brasil.

Assuntos7
  • Oscar e Prêmios de CinemaFavoritos para Melhor Filme · Categorias principais · Indicações brasileiras · Análise de candidatos
  • Brasil no OscarAgente Secreto como melhor filme internacional · Adolfo Veloso - Fotografia em Sonhos de Trem · Wagner de Assis - Melhor ator · Representatividade brasileira
  • Cinema e SériesTrama sobre vampiros como metáfora de racismo · Blues e música afro-americana · Cenas memoráveis · Elenco e atuações
  • Producao AudiovisualFilmes de arte versus comerciais · Importância do artesanal · Técnicas de filmagem · Diretor como protagonista
  • Crítica a instituições e sistemasFilmes longos versus curtos · Ritmo narrativo · Expectativas do público · Mudança cultural
  • Personagem 'Wicked'Adaptação musical · Ausência de indicações técnicas · Elenco jovem · Produção musical
  • Vinhos e EnologiaDegustação de vinho · Atmosfera do episódio · Conversa descontraída
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Fala, suas tia Gladys. Fala, seus doidinhos do Ping Pong. Aqui. Já estamos na cerimônia do Oscar. Estamos aqui, gente. Já estamos prontos com a nossa roupa de gala. Nosso drink na mão. Eu aqui de Chroma Copa em homenagem ao Tyler. Antecipando Lollapalooza Brasil. E eu trago camadas, né? Ah, é verdade. Você está homenageando ele no Marvel Supreme, é verdade. É, foi por isso que eu falei que eu ia botar. Você jogou por causa do Lolla?

Não, mas é que eu estou pensando muito no Lolla, né? Então botei aqui porque o Tyler participa do filme aí,

Favoritos, né? Da grande noite do cinema mundial. Quando você vai falar do Oscar, não parece que... Favoritos da academia? Não parece que em algum momento você tem que falar assim? Parece. Não é? Aí você fica sempre meio composto. Não, porque a academia é muito agradecido pela academia. A academia escolheu, né? A academia escolheu. E a gente tá aqui pra isso. A gente tá aqui tomando nosso vinho. Mais uma cena do casamento aí. Nosso vinho da Itália.

Posso falar isso? Pode. Nosso vinho da Itália. Eu tô lutando há um ano e meio. Outubro de 2024.

Eu fiquei um ano sem tomar vinho. Porque eu tava cumprindo as obrigações dela. Ela tem as obrigações dela. Deixa ela fazer as coisinhas dela. Deixa ela fazendo as coisinhas dela. E aí fiquei um ano sem tomar vinho, gente. Voltamos com tudo. E tamo aqui tomando o nosso vinho da Itália que a gente trouxe. E eu nunca pude tomar. Ficou ali guardadinho. E era só tipo, nossa. Daqui nove meses, hein? Daqui seis meses, hein? E veio aí, né?

Daqui dois meses e chegou. Chegou. E a gente tá... É um vinho montepuchano. Montepuchano. Conta pra gente.

contar, eu sei que é muito gostoso. Não, é da região... De Abruzzo. Que é por ali, gente. Joga no Google também, que eu não vou dar aula de vinho pra vocês agora, porque eu também não sei, né? Mas a gente tá, o quê? Naquele momentinho pré-Oscar, correndo atrás, né? Porque tamo naquela coisa, na correria do dia-a-dia e tá difícil pra ver todos os filmes. Mas tamo nessa, tamo vendo, tamo bem. E eu acho que botar 10 filmes pra melhor filme do ano é muita coisa.

É puxado. Eu acho que eles meio largaram a mão um pouco, tipo assim... Ah, mas faz tempo, né?

escolher seis. Não, bota dez aí. Bota um Fórmula 1. Por que você botou o Fórmula 1? Não precisava. Não, bota um Frankenstein. Pô, eles estão de zoeira, né? Mas enfim, tem dez filmes. É pra ficar mais competitivo? A gente já falou dos nossos favoritos, né? Não, é isso, porque a gente sabe quem são os favoritos, né? Não, tá, mas dos nossos. Você acha que o Frankenstein vai chegar lá e vai ganhar o melhor filme? Ué, mas vai ganhar outras categorias que são importantes.

O Fórmula 1? Não, sim. Vamos desmerecer as outras categorias também. Mas a gente tá aqui pelo melhor filme, né? Também. A gente fica esperando três horas e meia a cerimônia pra saber

qual é o melhor filme. Também. Melhor diretor, melhor ator e atriz. Entre outros. E eu gosto também das outras categorias. Qual? Maquiagem, figurino, som. Inclusive, nesses daí, tem uns boicotados, né? Você não gosta de roteiro? Gosto. Ah, olha lá. Não, mas o público não se importa. Não, mas a gente tá falando da gente. Ah, tá. O público. Tem um monte de gente que se importa. Você não pode falar por todos. Não, porque se importar, seria a última categoria.

Ah, my dear. A mais importante é o melhor filme. Isso. Melhor diretor, ator e atriz. Roteiro vem e vem depois.

categoria nova que é de casting também, de elenco, que vai ser boa. E o Brasil tá concorrendo. E tem os boicotados do Oscar todo ano, né? Tem, sempre tem. Mas esse ano eu achei que... Wicked, né? Então, mas aí, pô, gente... É filme de... né? De pré-adolescente, né? Não. Não. Gente, é óbvio. É que o musical, ele é sempre, né? Ele é sempre levado pra esse lado. Mas não é nenhum musical, né? O Joker 2. O La La Land, né? É, tipo, é um musical, mas, né? Uma historinha, né? Não,

É bom. Você senta com o seu sobrinho e conta a historinha de Wicked. É bom. E foi boicotado. Não tem a Ariana Grande. Pode ser cancelado agora, porque eu não quero nem ver. Não, não. Tudo bem. É gosto. Estamos falando de gosto aqui. Gosto. Não estamos falando tecnicamente. E aí a Ariana Grande, a galera queria que fosse. Efeitos especiais poderia ter ido. Maquiagem poderia ter ido. Cintia é vivo, gente. Cintia também. E não teve nenhuma indicação.

E aí? O Wicked, o primeiro teve várias, né? O primeiro teve. Mas, cara... Eu que eu gostei do segundo. Mas, assim, né? Tudo bem. É, acho que a gente consegue.

por um Oscar sem Wicked. A gente vai dar nossas apostas, fazer nosso bolão? Uhum. Vamos? Pra galera pegar esse vídeo depois e usar contra a gente. Contra a gente. Eu vou abrir aqui até as categorias. A gente vai falar de algumas, né? É, vamos falar do que é mais importante, né? Porque a gente não vai ficar aqui passando um por um, né? Não, óbvio que não. A gente pode falar, então, de melhor filme, direção, atriz, atriz coadjuvante, ator, ator coadjuvante, roteiro original, roteiro adaptado.

Podemos. Deixa eu deixar a minha... Ah, não vamos começar... Tá, eu também. Como é que tira o caju daqui?

Deixa eu boto. Guindinho voltou a participar do Donos. Cachê dele triplicou, galera. Aí a gente só pôde trás dele. Tá exigente. É, um por ano só. É. É igual Roberto Carlos na Globo. Bom, vamos lá. Deixa eu abrir aqui. Melhor filme. Agora a nossa aposta é do que a gente acha que vai ganhar. Não é que a gente quer que ganhe. Eu queria trazer aqui. Porque assim, a galera fica assim. Ah, o roteirista. Eu tô falando aqui como gosto pessoal.

Porque não necessariamente o filme que eu gosto mais é o tecnicamente impecável. Ah, e o melhor roteiro.

Ah, e porque no ato dois me barrigou. Não. É o que eu assisto e que eu falo assim, hum, mexeu comigo. Tá. Então hoje eu tô aqui como o André Espectador. Porque eu morro de medo de ser o palestrinha. Ah, é. Que fica assim, ah, mas vocês gostaram desse filme? Mas esse filme em 83, essa cena, não. Não. Mas é que a gente tá aqui como modis no Donos da Razão. Porque é arte, a gente já falou isso várias vezes. E aí é o que causa em você. O que pega em você. Às vezes. É muito pessoal.

jeito. Se eu assistir daqui três meses, bate de outro. Tá. Então é sobre a experiência do que viveu no momento. Mas você vai falar o que você acha que vai ganhar. Eu acho que a gente pode falar isso. O que a gente acha que vai ganhar, que vai ser a nossa aposta de bolão. Mas também o que a gente mais gostou e podemos falar de mais de um também. Acho que tá livre. Aham. Tá? O que vai ganhar melhor filme pra mim é uma batalha depois da outra.

Também acho. Certo? Minha aposta também é essa. E eu acho que tem... Com razão. Tem grandes motivos pra isso. Foi um filme que a gente assistiu no cinema e eu fiquei

bem impactado. Nossa, eu amei, gente. E aí, já é um spoiler, mas acho que a direção e o melhor filme vai ser ele mesmo. Ganhou todos os prêmios, né? Tipo, todas as competições que tiveram prévias, eles ganharam. Com razão. Mas é o que eu gostaria que ganhasse? Acho que não. Acho que não. Eu tenho um gosto peculiar para o melhor filme. Eu já sei o que você vai falar. Eu gostaria... Eita! Eu gostaria que ganhasse o melhor filme Bugoni. Sabia que ele ia falar Bugoni.

E eu gostaria. Mas eu entendo também não ganhar. Mas é assim. Mas fale. Não, não. Porque é o melhor filme que eu assisti nos últimos anos. Não acho tudo isso. Então, eu fiquei enchendo o saco da Modi pra assistir. Aí eu reassisti com a Modi. E a Modi não tancou. E aí o Modi... A gente já contou isso aqui, né? Mas o Modi, ele adora ver minha reação. Então, ele queria muito... Não tancou. Ele tava muito feliz com esse filme. Ele queria muito ver comigo pra ver eu reagindo.

Porque eu reajo. Quando eu gosto do filme, quando eu tô muito... Eu reajo. E nesse é não reagir. Porque, assim, eu gostei.

Mas eu tava esperando outra coisa. Mas o que você tava esperando? Não sei, não sei o que eu tava esperando. Porque eu sou a pessoa que eu não gosto de ler muito sobre o filme antes de assistir. E nem assistir trailer, né? Eu não gosto. Eu gosto de ser pego muito de surpresa. Porque eu acho que faz parte da experiência de assistir um filme você também ser pego de surpresa com a sinopse, com, enfim, né? Essas coisas. Então, eu fui muito sem saber que era bugônia.

E aí... Mas ele quebra muito a expectativa. Qualquer expectativa. E é muito legal por isso. O que eu mais gostei nesse filme é isso. Porque você tá achando que é uma coisa e daqui a pouco é outra.

E é uma loucurada, porque eu não sei nem explicar esse filme. E acho que o elenco tá muito bom, é muito legal. E é um tema que é muito atual ao mesmo tempo. Mas eu achei ele um pouco arrastado em alguns momentos. Entendi. Entendeu? Então, mas aí é muito gosto pessoal. Eu, nesse momento da minha vida, eu tô adorando filme arrastado. Acho que tem que ser o negócio. Porque eu comecei a valorizar silêncio. Coisas que no meu dia a dia não existe. Então, tipo, você vai entrar lá no TikTok,

É a galera no 1.5. E falando. E aí você tem que falar, peraí, eu preciso assistir de novo. Porque eu não entendi o que aconteceu. Então, tipo, a gente tá nesse rolê do, tipo, WhatsApp e áudio 2.0. Não sei o quê. Quando eu boto um filme e tem o silêncio, tem a pessoa respirando. Eu também gosto. As pessoas olhando. Não, eu também gosto. Conversando. Aí eu falo assim, nossa, gente. Gosto disso. Mas eu também gosto. Mas o que eu acho do Bugonia é que ele demora um pouco pra algumas coisas acontecerem, engatarem. E aí isso foi me dando uma certa canção.

Diferente, por exemplo, do Agente Secreto. Pra mim, a primeira cena do Agente Secreto é o melhor do filme. Cara, eu fiquei assim, me trouxe aquela nostalgia de filme antigo que o Agente Secreto tem pela textura, por várias cores, pelo tema, né? Mas aquela primeira cena, pra mim, foi filme antigo que você tinha tempo pra... As coisas não eram... A primeira cena hoje, de tudo. Pode ser a série de filme, é do...

do vídeo do Instagram, do TikTok, os primeiros segundos, minutos, precisam ser quiet. Precisa pegar o espectador. Então, é sempre pá! E o Agente Secreto, não. A primeira cena, ela demora pra acontecer e ela é muito instigante. Só que é diferente. Então, o Agente Secreto, ele é um filme de arte, se a gente for pensar. É. Porque eu vi muita gente, né? Muito legal quando você vê, quando sai da furabolha e as pessoas vão assistir, que é uma galera que não tá acostumada a ver filme de arte. O que acontece super,

a maioria das pessoas não estão assistindo filme de arte, elas estão assistindo filme comercial, os filmes que estão sempre sendo colocados pra todo mundo assistir. E aí tinha uma galera reclamando, fazendo posts na internet, tipo assim, ah, esse filme é feito de artista pra artista, porque as coisas não são explicadas. A gente não entende o que aconteceu. Por exemplo, pra mim não ficou claro que era ditadura militar. E aí é tipo assim, a galera quer que o negócio seja mastigado, eles querem que chegue um cara e fale assim,

E eu vim aqui pra te prender. Ah, ditadura militar. E esse é um filme que não tem preocupação nenhuma em explicar nada. E é por isso que eu gosto também do Bugonia, por causa disso. Tem uma premissa. A premissa do Bugonia que a gente tá falando aqui, não sei se todo mundo assistiu. Já deve estar no streaming, em algum streaming, não sei qual. Mas se você procurar, você vai achar. Na real, é a sinopse que eles botam lá, né? Que é pra vender, que é pra não contar o que acontece no filme. Mas são dois conspiracionistas que sequestram

a CEO de uma multinacional acreditando que ela é uma extraterrestre. Que é a Emma Stone. Maravilhosa. Que é a Emma Stone que tá incrível. Ela tá perfeita. Como sempre, né? Eu amo ela. E aí o que eu gosto muito desse filme é que assim, são três personagens que carregam o filme inteiro. Então tem cena de oito minutos que são só os três conversando numa mesa. E eu acho isso tão legal hoje em dia. Tanto que eu tô numa web de filme antigo.

Às vezes eu boto um filme dos anos 80. Não, o meu diretor favorito é o Tarantino e ele sempre fez muito isso. Bastardos Inglórias.

vai dar merda, vai dar merda, vai dar merda, vai dar merda. Ih, não deu? Aí você fala assim, não vai dar mais merda, dá merda. É. Então, tipo, eu gosto, o agente, a primeira cena é meio isso, né? É. Chega os policiais, aí conversa, aí pega o cigarro. Aí tem um cara morto. Aí tem um cara morto com mosca, e aí fica aquela coisa assim, tipo assim, caralho, vai dar merda, que porra que aconteceu? Aí parece que vai dar tudo errado, no final dá meio certo, começa o filme, fala, puta, isso aí, isso aí é muito bom.

Então, acho que tem essa coisa de, os filmes, acho que os filmes premiados de hoje,

Estão muito voltando nessa fonte, eu acho, do que eram os filmes antigos, sabia? Tipo, os principais, assim. Todos os filmes têm quase três horas. É, é verdade. Que é do, tipo assim, tá indo na contramão do que a cultura hoje tá ditando, que é, tipo, tudo tem que ser rápido. É que eu acho que tem filme que precisa. Tem filme que eu penso, pá, pá, eu penso e falo, ah, precisa ter tudo isso de tempo. Eita, mas é que cada um vai ter sua percepção, né?

Sim. Tipo, pra alguém precisou, alguém que assistiu, acho que ia fazer sentido. Pode ser. Então, tipo, eu tô gostando de ver filmes longos, assim. Tá. Tipo, é um negócio que me...

Martin Supreme, por exemplo, que é outro que tá aí no... Longo também. Longo também. Demora pra engatar. Demora pra engatar, mas vai. Mas depois que engata, essa parte que demorou pra engatar ajuda muito na parte que engata. Então, tipo, é legal. É um setup gigantesco. Sim. Pra depois, quando vai, você já conheceu ele, já embarcou. Eu adorei Martin Supreme, gente. Adorei, adorei. Eu tava achando que eu não sei. Eu tava meio assim... Porque foi tanto... O marketing foi tão pesado desse filme. É.

veio polêmica junto, e veio não sei o quê, que eu fiquei assim, será que não vai dar preguiça? Eu amei. A história é inspirada num jogador de ping-pong real, que é o Marty, e é inspirado nele, na verdade, é inspirado num livro sobre ele, só que ele mistura muito ficção com realidade. Então, a história é inspirada, mas não é... Os fatos que acontecem não são fiéis com a realidade e tudo. E o Timothée Cholamay que interpreta ele. Está muito bem.

Esse filme é bom porque é o tipo de personagem que eu gosto, que ele não é o mocinho tradicional. Exato, isso que eu ia falar. Ele é uma pessoa odiosa. Ele é odioso, só que ele é carismático. E aí você fica torcendo pra ele se fuder. Não, mas ele é muito carismático. Então, só que ele se fode e ele não tá nem aí. É. Tipo, ele tem um egoísmo que ele acha que o que ele faz é melhor do que todo o resto do mundo. E que todo mundo tem que notar ele.

E que todo mundo tem que ajudar ele. E o que ele faz, vai botar os Estados Unidos como potência e tal. E a galera fala assim, mano, você joga pingue-pongue.

é aquela vibe do anti-herói, né? É. Que, tipo, ele faz muita merda. Você fala, meu Deus, que cara irritante, mas ele é muito carismático e você gosta dele por um lado também. E ele é muito real. Eu acho que o... E ele é o filme, né? É. O filme segue ele o tempo todo. E aí você fala, cara, e é isso, ele é muito irritante. Mas o que eu amo nesse filme é que ele prende muito porque, meu, acontece uma coisa atrás da outra. Você fala, não é possível. E é muita merda.

acontece. É, tipo, muita merda. E é tudo por culpa dele. Você fala, não é possível. E ele é um cara que é muito ambicioso. Ele é... Egoísta. Ele é egoísta, mas ele tem essa coisa da autoconfiança muito forte. Ele é arrogante, porque ele tem noção do talento dele e ele tem essa gana de que ele quer vencer na vida. Ele quer ganhar dinheiro. Ele quer ser famoso. Ele quer que as pessoas vejam o talento dele. E ele é um fudido. Então, tem essa coisa

pouco que eu acho que brinca também com o sonho americano ali, né? Ainda mais por causa da época que é esse filme. E tem uma coisa que eu acho que as pessoas podem se relacionar também, que é essa coisa de ir atrás do sonho. E de, tipo, você vai fazer de tudo. Você não vai desistir. Você vai atrás do seu sonho. Todos trambiques que eu puder. Ele vai ser trambiqueiro. Ele vai fazer de tudo pra ganhar dinheiro. E ele tem noção do talento dele.

Ele não vai desistir. Então, ele sofre dessa síndrome do americano médio com autoestima. Que é do, tipo assim,

eu nasci na América, eu nasci pra vencer. Nossa, é vergonhoso. E ele fala isso, e nesse momento então é mais vergonhoso ainda, né? Que a gente vê o que os americanos se tornaram. E aí tem muito essa coisa que é do tipo assim, vai ser bom pro esporte ter um americano lá. É do tipo, ele se bota no lugar assim, tipo, cara, lá no Japão, na Ásia, é um sucesso. Mas falta um americano, né? Pra ser o número um. Porque aí, nossa, isso daí vai viajar o mundo todo e tal.

Não tem essa autoestima do americano que assim, é o centro do mundo. E ele é esse cara,

dentro do filme. Ele é. Tudo que ele faz é pra conseguir um dinheiro pra ir pra porra de um campeonato no Japão. Que não vale nada, que ninguém vai falar. E aí você fica duas horas e meia assistindo o filme e ele vai só se metendo em merda, em merda, em merda. Ele levando os outros com ele. E assim, é uma merda atrasada. Você fala assim, meu Deus, o que vai acontecer? E são coisas absurdas que acontecem, assim, né? Que é muito exagerado.

Eu gosto disso. E esse é um filme total de direção, assim. Nossa, sim. A direção é muito boa. O Josh Theft lá,

Ele fez o Joias Brutas também do Adam Sandler lá, que concorreu ao Oscar. Que é essa coisa meio assim, ó. É seguir o protagonista e a câmera vai atrás dele frenético. Você não tem respiro. E começa a dar merda, começa a dar merda. Resolve a merda. Ah, próxima merda. Próxima merda. E eu gosto do final. O final é bom. E não vamos dar muito spoiler, né? Sim. Mas o final pode parecer que acaba do nada, né? É. Mas eu gosto porque tem uma coisa do tipo, ele não conseguiu o que ele queria.

Então, mas aí tem uma coisa meio dúbia. Vai. Ele conseguiu o que ele queria. Conseguiu, mas ele não... Mas aparentemente... É que ele não sabia o que ele queria. Pode ser. Até então. Ele descobriu lá o que ele queria. É. Tanto que ele consegue voltar e aí ele sai de lá vencedor sem vencer. Ele não consegue a grana que ele queria. Ele não vai pro Mundial. Não. Mas ele só queria ser o maior de todos. Tudo bem, mas ele... Não, mas ele...

Isso não... Ninguém viu isso. É isso que eu acho. Ele ganhou do maior de todos. Então, na cabeça dele, ele é o maior de todos.

tava nem aí. Isso não saiu em nenhum lugar. Ele não se tornou grandioso como ele queria ser. Sim. Entendeu? E aí acontece... Ai, vai ser spoiler, gente. Bom. É, um abraço. E aí, o que acontece? Que eu acho que é foda. Que ele é muito egoísta. E aí... Ai, gente. Aí tem a mina que tá grávida dele. Que é a melhor amiga dele. Tá grávida dele. Ele não tá nem aí. Ele não quer ser pai. Ele, tipo, se foda-se. E aí ele volta. A primeira coisa que ele faz é ir lá.

E aí ele chora quando ele vê o filho dele. Então, mas aí você não acha... Não, não acha.

Eu acho. E aí eu acho que aí ele vai lá e senta ali e é isso, sabe? Não sei. Fica uma coisa no ar, é uma interpretação. E eu acho que... O que eu... A minha percepção. E eu acho que aí a vida pode, sabe? Tem um outro sentido. Então, mas a vida só ganhou esse outro sentido porque ele conseguiu aquela conquista lá. Ah, sim. Que foi do tipo assim, ele queria ser o número um. Aquele cara era o número um. Ele não conseguiu ir pro mundial.

Então ele falou assim, a minha única chance é ganhar desse cara aqui agora mesmo. Então criou aquele circo todo e falou, vou jogar contra você.

do número 1. Na cabeça dele, ele comemora como se ele fosse campeão mundial. Sim, sim. Que é do tipo assim, eu sou o número 1 agora. Se eu ganho do número 1, eu sou o número 1. Então, depois que ele ganha, é como se ele voltasse com a missão cumprida. Então, o único momento que ele se permite se emocionar e pensar numa vida de família e tudo isso... Isso, é depois disso. É depois que ele ganha com isso. Então, quando ele vê...

E, ao mesmo tempo, eu acho meio fraco no sentido de que... Ah, o homem fez tudo isso. Ele pode fazer tudo o que ele quiser pra largar a mulher grávida. Ah, sim. Faz tudo pelo sonho.

Aí quando ele volta, ele vê o filho. Ela ficou nove meses se fudendo. Ela se fudeu. Ele ficou procurando cinco dólares pra jogar pingue-pongue. E aí quando ele volta, ele chora e fala assim, é meu filho e tal. Aqui pra você, hein? Tá? Alô, Midianinja. Quem é pai... Temos aqui um homem falando a verdade. Quem é pai tá presente na gravidez também. É isso aí. Concordo com você. Ai, nossa, é minha cara. Não, concordo com você. Vai tomar no seu cu, vai cuidar.

Eu não tô falando que isso é certo, óbvio. Mas eu tô falando que vira. Não, transformou ele.

a transformação, mas eu acho que é uma transformação meio... Superficial. É, que é do tipo assim, foda-se que tá chorando com o seu filho. Sim, não, eu acho que foda-se que ele tá chorando. Mas eu acho que tem essa coisa, sei lá. Vai ter que assistir agora já pensando no que a gente falou aqui, mas a gente falou... Dá a sua opinião sobre esse final aí pra gente, você que assistiu. Mas eu tava lendo que o Josh, né, que é o diretor, ele se inspirou muito na situação dele em Joias Brutas, porque ele falou disso, que ele sempre foi esse cara que ele queria muito vencer,

E ninguém dava moral pra ele em Hollywood. E tem muita essa coisa na indústria também, né? Que, tipo, você tem que ficar se provando. E ninguém dá moral pra você na indústria. Se você é novinho, se você não tem nada grandioso que você fez. Ninguém quer saber quem é você. Querem saber o que você fez. E se você não fez nada, foda-se. Não quero saber de você. Então... E aí ele já tava, tipo assim, desistindo. Só que ele acreditava muito em Joias Brutas.

Até que deram uma moral. Ele fez. Foi um puta sucesso. E aí ele falou, cara, eu queria...

muito vencer, e pra mim isso foi vencer, e quando eu consegui isso, eu não sabia o que eu queria mais da vida. E ele falou, e eu fiquei na merda, tipo, eu falei, meu, não sei, e o meu sonho, aquele era meu sonho, e agora? Eu tenho que pensar no próximo sonho, e tipo, essa coisa dessa ilusão que você cria, e aí ele falou que ser pai também pra ele, tipo, virou essa cabeça que ele tinha de tipo, eu preciso do próximo, do próximo, do próximo.

Por onde está aqui, né? É, então... Mas isso aí que você falou também, tem uma fala

o Kleber Mendonça Filho lá, que eu vou problematizar um pouco. Vai. Quando ele fala lá no... Quando ele ganha os prêmios e tal, ele fala assim, cadê os jovens diretores? Cadê não sei o quê? Eles estão tudo aí. Tá, senhor. É que vocês que são da panelinha do cinema, é só entre vocês. Então, são sempre as mesmas pessoas que fazem tudo. São as mesmas produtoras que pegam dinheiro de edital, são as mesmas produtoras que têm dinheiro pra bancar coisa.

Então, os diretores jovens, os roteiristas jovens, estão tudo aí. Esperando uma oportunidade. Só que são poucas.

São muito poucas oportunidades. Então eu vi isso bater forte em vários amigos, várias pessoas do mercado. Cara, se você olhar, estamos tudo aí. É que vocês estão aqui, né? E a gente está aqui ralando. Então talvez daqui 30 anos a gente vai vencer. Só que a gente vai ter a idade de vocês. Então precisa dar oportunidade para as pessoas. E não é tão fácil, porque é um núcleozinho muito pequeno.

essa polêmica, né, do Josh, que voltou à tona, que foi do Bom Companheiro, né, do filme dele. Cada dois dias tem uma nova, né? Tem, é, mas essa que veio à tona de novo, porque aconteceu em 2017, que foi a história de que ele teve uma situação na gravação lá do set do Bom Companheiro, que tinha uma cena de sexo com uma atriz que é menor de idade, e aí o ator que tava contracenando com ela perguntou ali na hora se ele podia ir pras vias de fato, de verdade, na cena.

E todos riram, e o diretor não cortou, deixou acontecer, e assim seguiu. E aí tem uma coisa que é interessante, e aí isso voltou à tona, e tem toda essa polêmica, e muita gente tá falando, pô, depois dessa, não que ninguém sabia dessa história, mas isso, se você voltar à tona nesse momento da campanha pré-Oscar, pode fazer com que a academia, os votantes, fiquem com preguiça, falem, não, porra, não vamos dar moral pra um cara desse, né? Por mais que já tenha acontecido, já tenha sido falado sobre isso,

tudo. E tem uma questão aí que é uma segunda polêmica, que é a briga dos irmãos. Porque ele fazia tudo com o irmão dele, que é o Benny. Inclusive o bom companheiro. Até aí. Depois eles se distanciaram, brigaram, foram cada um pro seu lado. Muitos dizem que é por causa disso que aconteceu. E o irmão dele está concorrendo, não a melhor filme, mas em outras categorias, com um filme Coração de Lutador The Smashing Machine. Que está correndo melhor com maquiagem, cabelo e etc. E aí dizem, né, tem rumores de que

Essa revelação do que aconteceu veio aí à tona, foi tudo orquestrado pra foder com o Martin Supreme e com o Josh. Então, pode... Sofia Gascon passou por isso, né? Sofia Gascon passou por isso. Mas era também... Porque ela saiu falando, descobriu o tweet antigo dela. É, e não eram tão antigos, né? Sim. Entrevistas do diretor falando mal do México. E eram comentários dela muito pesados, racistas, e por aí vai, né?

O Timothee Lamet tá falando merda em entrevista. Ah, não. O Timothee Lamet é o nosso Caio Castro? Ah, ele pode ser. Porque ele foi lá e criticou num tom de piada as artes, tipo balé e ópera, que não tem tanta repercussão, adiência, apelo na mídia, como outras artes, como o cinema, que o cinema ainda tem e tal. Ele fala o seguinte. Vamos lá. Deixa eu pegar aqui a aspas dele. Quando ela pega o Googlezinho dela, meus amigos.

Não sobra nada. Quero dar informação para o nosso público. Ele falou que o cinema é uma arte que ainda desperta o interesse das pessoas e disse assim, não quero trabalhar com balé ou ópera. Ou coisas do tipo, vamos manter isso vivo, mesmo que ninguém se importe mais com isso. Todo o respeito do pessoal do balé e da ópera por aí. Acabei de perder 14 centavos de audiência. Então, bem irônico e tal. E aí eu peguei uma frase de uma cantora meso-soprana, que é vencedora de três Grammys e um Richard Tucker, que é a Isabel Leonardo.

Ela falou o seguinte. Pois é. Mas por que vai falar uns negócios desses? Pra quê, né? Entendeu? Ah, engraçadão. Aí eu comparei com o Caio Castro porque ele falou do teatro, né? Então, assim...

o Tim Chalamet tem esse negócio de querer estar em todo lugar ao mesmo tempo e tudo ele tem que falar sobre, ele tem que dar opinião, ele tem que fazer caretinha, ele tem que fazer, sabe? Jogo da NBA, ele tá lá, ele tem que aparecer todo jogo. Que ele gosta também, né? E aí ele cria esse personagem dele que ele tá torcendo, tipo, a câmera virou pra ele e ele tá... É tipo assim, mano, se preserva um pouco. E tem o negócio do marketing do Mario Supreme que foi um negócio, né, assim.

Temos até peças de roupa. É verdade, a gente não usou hoje. E a bolinha? A gente não usou.

usou aqui no outro episódio. Mas... Porque ele queria muito fazer. Não foi um negócio que foi tipo, ah, ele teve que fazer e tal. Até porque deu pra ver que ele tava muito animado. Mas ele queria, ele gosta. Ele quer fazer isso. É legal também, eu acho. Ele tem umas coisinhas meio irritantes. Ele é aquele jovem artista, né? Então ele tá muito à frente dos outros jovens. Ele é muito... E aí teve aquelas histórias dele que ele ficou quatro meses sem celular pra fazer o Bob Dylan. Tipo,

Ele tem métodos, entendeu? Ah, mas eu acho que... Não, não, tem, mas é isso. Ele tem que falar sempre. Ele tem que sempre se provar pra mídia e nas entrevistas mostrar que ele é melhor. Tipo, porque eu acho que tem uma coisa dele de todo mundo achar que ele é meio criança ou que ele é um adolescente besta. E aí eu acho que ele tem que ficar se provando o tempo todo pra todo mundo, sabe? E aí eu acho que já virou uma coisa tradicional dele e a chance de falar merda.

Quanto menos você fala, menos chance de falar merda. Quanto mais você fala... E aí eu sinto que pode ter um ranço dos votantes em relação a ele e ao filme, entendeu? Pode acontecer. E aí isso...

Caiu um pouco o favoritismo do Mário Supreme e do Timothee Alemã, que ganhou Globo de Ouro, outros prêmios e tal. Ele ganhou o melhor ator do Globo de Ouro. Mas eu vou te falar que eu tô confiante no melhor ator pro Wagner Moura por conta desse sprint do último mês. É. Porque eu acho que isso conta. Porque essa campanha pré-Oscar é bem importante. A imagem do Wagner no mundo, eu acho que ela só foi assim, ó. É. Que ela deu tipo assim, igual foi com a Fernanda. É, eu acho também. Que ela deu tipo assim, caralho, essa mulher é muito foda.

cara, como é que a gente não conhecia essa mulher? E ele tá muito nessa, assim, ele vai no talk show, cara, ele conseguiu fazer o Jimmy Kimmel ser simpático. Sim. Que é um cara que a gente sabe que ele tem uma predileção pelos amigos dele e quem é de fora dos Estados Unidos, ele sempre tem um tom jocoso ali, de tipo, você não faz parte. E ele tava entretido com o Wagner Moura, realmente trocando ideia. Esses caras estão muito ali do tipo, entrevista, três perguntas, vai embora.

Ele tava trocando ideia com o Wagner Moura. O Wagner Moura, tipo, hipnotizou ele.

tem esse poder de ficar hipnotizando as pessoas. Ele foi na Drew Barrymore, ela fica assim nele. É, ele é hipnotizante, Wagner Moura. Ela vai beijar o Wagner Moura no programa. Então eu acho que isso cria uma simpatia, cria uma coisa assim, tipo assim, pô, esse cara merece. Aí o outro vai falar uma merda. Aí já dá uma... Só que o que aconteceu? A votação acabou semana passada, né? Quem votou, votou. Quem votou, votou. Então se o Timothy Chalamet amanhã falar qualquer atrocidade, já foi. Então assim, tudo que foi falado até semana

passada conta. Exatamente. E eu acho que o Wagner Moura pode ser a zebra nesse prêmio. É, o Michael B. Jordan, ele ganhou um prêmio bem importante que é o Actor Awards, que são esses prêmios mais técnicos, né? E é um prêmio que é um bom termômetro do Oscar que geralmente o que rola lá acontece e tal. Igual a outros como o prêmio dos produtores, o prêmio dos diretores e tal. Todos esses que a batalha lá ganhou.

Mas, então eu acho que assim, eu acho que poderia dar Michael B. Jordan também, até porque ele tá muito bem, ele faz gêmeos, e é impressionante como os dois, os gêmeos, são diferentes entre si. A gente viu até uma entrevista de uma atriz do filme que fala que um dos gêmeos tem covinha e o outro não. Como é que ele consegue fazer uma covinha, entendeu? Tipo, sabe assim, às vezes pode ser a maquiagem e tudo, mas assim, é impressionante que os dois são diferentes e você sabe quem é quem

atua ali, sabe? E tem uma coisa muito forte também de direção, que eu acho que o artesanal, a gente tava falando antes de gravar de coisa de IA, né? Que a gente não sabe o que é verdade, o que é mentira. E eu acho que o artesanal vai fazer, vai ser tão mais importante, porque a gente foi pro tecnologia. E eu acho que vai ser tudo tão tecnológico, o artesanal vai fazer toda a diferença. O Ryan Coogler deu uma entrevista falando que um dos irmãos, que é o irmão mais agitado, eles colocaram, eles deram um sapato, um número menor. Por quê? Quando ele botava o sapato, toda hora que ele tava em cena,

horas que ele ficava de sapato, incomodava. Então ele tava sempre mais acelerado. Ele tava sempre assim. E é um negócio tão sutil, só que é uma atitude humana. É tipo, você dá um sapato menor pro ator. E ele vai ficar incomodado e eu preciso desse incômodo em cena. Gente. Então, tipo, essas sutilezas, essas coisas, eu faço assim, cara, isso é muito genial. Isso é o que eu acho que faz eu amar o cinema, que é quando um diretor tem uma ideia, o ator tem uma ideia que, tipo, não é um efeito especial que vai... Eles já tinham um puta efeito foda que era duplical.

Os irmãos, tudo bem. Mas o acting do Michael B. Jordan... Não, ele tem vários efeitos nesse filme também. É bizarro, né? Assim, eu amei muito Pecadores. Pra mim, cara... Pra mim é muito difícil o melhor filme. Porque eu amei Uma Batalha Após a Outra. Eu amei Pecadores. Eu amei Agente Secreto. Eu amei Mário Supreme. Só que Mário Supreme, pra mim, não tá entre os melhores. Pra mim, os três. É uma batalha Pecadores. Eu acho que é um dos melhores anos de filme. Tem vários bons aqui. Mas assim... Por meu gosto, né? É. Pecadores.

Porque, cara, é um filme que é muito genial. Ele é um thriller ali que fala de vampiros, só que, na real, é uma... Como que fala? Metáfora? É uma metáfora sobre o racismo, sobre uma época segregadora, racialmente, muito forte nos Estados Unidos. Então, assim, envolve música também, que é o blues, que era uma música que era vista como uma música do diabo naquela época, por conta das suas raízes.

E aí tem esse grupo de pessoas pretas que criam esses clubes para poderem serem livres e felizes e tal. E aí os vampiros estão ali representando os brancos que querem se apropriar da cultura preta. Enfim, é muito foda. Me arrepia de falar. E uma das melhores cenas que eu vi nos últimos tempos do cinema é a cena do blues, do jazz, que eles estão ali nesse clube que eles criam.

o celeiro que transforma em clube. É isso. O celeiro que transforma em clube, que eles estão lá cantando, tocando e tal, e eles transcendem, assim. É uma cena, assim, juro que, pra mim, é uma das melhores cenas dos últimos tempos que eu vi no cinema, de verdade. E a música, pra mim, é muito forte. Então, acho que tem isso, né? Assim, a música, ela é a protagonista também ali desse filme, sabe? Então, e esse é um muito bom, quando eu falo que todo mundo tá meio literal e as pessoas precisam tudo explicado, a gente assistiu num

cinema frequentado por pessoas da elite. Exato. Certo? E foi desesperador pra mim. Foi. O meu maior desespero hoje, vou falar assim, o maior desespero da vida é sair de uma sessão de cinema com outras 100 pessoas e ouvir os comentários das pessoas sobre o filme. Eu quero ir embora com a Modi, mas tipo assim, escada rolante, carro... O Modi, ele odeia. Ele falou, vamos logo, vamos logo. Porque nesse filme, nessa ocasião, a gente foi de elevador e a gente caiu no elevador com uma família.

Nossa, é verdade. Não tinha lembrado disso. Era uma família clássica. É uma família que

vamos dizer que o pai mandava mensagem pro Vorcaro, tá? Ele seria o Alan da TI, tá? Essa família tava no elevador e a filha tava profundamente... A filha é super novinha. Super novinha, falando atrocidades. Porque ela entendeu tudo errado o negócio dos vampiros. Você entende que a menina não entendeu porque ela é super novinha, assim. Realmente, ela era uma criança, eu acho. É, uns 12 anos. É, criança, pô. Só que a mãe tava do lado dela e o pai, por incrível que pareça, o único que falou assim, não, filha,

Os vampiros são, na verdade, uma metáfora. Você me tirou de casa e não sei o quê pra ver filme de vampiro, pai. Você acha que eu tenho quantos anos e não sei o quê? E a mãe falando assim... E a mãe falando horrível mesmo. Nossa, não entendi nada. Perda de tempo. Perda de tempo. E é isso. A galera não sacou a energia do filme. E por isso que eu gosto. Porque é um filme que até metade do filme é uma coisa. Na metade tem uma virada de um negócio que você fala assim, peraí, é o mesmo filme? Não, juro. Então vamos embora.

Você vai. Cara, é muito bom. E aí você acha que acabou? Aí tem um final que você fala assim... Nossa, vai ter o 2, será? Será que eles estão jogando pro futuro? Aí você sai do cinema e fala assim, mano... É isso, é um filme que te faz pensar. Eu fiquei muitos dias pensando nele. Juro, eu fiquei muitos dias. E você vai entendendo aos poucos, assim. É muito foda. É muito foda. Todo o elenco eu achei muito absurdo. O menino, que é o menino lá do...

O novinho, né? Ele também é uma revelação e tal. É muito foda. Muito bem também. Muito bom.

Muito bom, muito bom, juro. Então, assim, se ganhar também, eu acho que quem ganha, a minha aposta também, é uma batalha. O meu favorito... Ai, difícil. Eu fico entre os três. Eu gostei muito dos três de diferentes maneiras. Não, mas seu favorito é Pecadores. O seu? É, acho que é. Pecadores mesmo. A gente secreta é puxa sapo. É, não. Pra mim, Pecadores é meu favorito. É que eu amei Uma Batalha Após a Outra também. Eu acho que é um filme que é muito baseado em personagens e eu amo isso. Eu amo demais.

Eu amo personagens. O elenco é absurdo, né? O elenco é absurdo. E eu acho que ele é baseado nos personagens. O filme acontece com os personagens. Os personagens são muito fortes. Então, ele é mais um filme de diretor. Exato. A direção é absurda. Ele não é um filme de roteiro, é um filme de direção. O diretor te bota ali dentro e você vai embora. Não, e você fica assim, que é as cenas dos carros. É um filme de ação, mas é que a ação...

pela ação. Nada contra, mas um Velozes e Furiosos. Tem uma história, tem um porquê daquela velocidade dos carros. E aí aquela luta ali, aquela perseguição que você não sabe onde vai dar. Cara, é muito foda. Juro. Angustiante também. E aí já falando também de ator, né? O Leonardo DiCaprio tá muito bem. Todo o elenco, o Champagne, tem Anna Taylor, a menina também, que é a super revelação também. O Champagne, eu acho que

Ele tá coadjuvante, né? Mas calma, que a gente já chega lá. Mas o Leonardo DiCaprio... Eu gosto muito dele atuando, assim. Gosto muito dele atuando. Essa era dele pós-galã, eu acho muito boa. E tem aquela coisa também que é muito carismática, né? O personagem dele. É muito carismático. E ele é um personagem muito normal, real. Ele tem reações muito que você teria. Você fala assim, caralho, esse cara é engraçado. No meio de tudo isso, ele consegue ser engraçado.

Gosto muito. Então o filme foi isso pra gente, né? E aí tá concorrendo também, né? Além do Agente Secreto, Pecadores, uma batalha. Hamnet, Bogônia, que a gente falou, Fórmula 1, o filme, Frankenstein, Mário Supreme, Valor Sentimental, Sonhos de Trem. Sonhos de Trem, que vale dizer, temos um brasileiro concorrendo ao Oscar pela fotografia, que é o Adolfo Veloso. E ele deve ganhar essa categoria de fotografia, porque ele ganhou todos os prêmios até agora.

Então esse é o Oscar mais garantido pro Brasil nessa premiação. E é legal que temos dois.

aqui no melhor filme, né? Temos. Sonhos de Trem e o Agente Secreto. E ano que vem é um T3, depois 4 e depois o Oscar vai ter que passar no SBT gravado na Anhanguera. E o Agente Secreto, falando um pouco mais dele, eu gostei muito também porque eu acho que ele traz um tema que ele é super comum pro brasileiro, que é essa época da ditadura e tal, mas de um jeito nada óbvio. Nada óbvio. É isso que você falou, né? Tem gente que não sacou que era ditadura. Ele tá ali, a ditadura tá ali, mas é, né?

Aí tem também a coisa dos personagens, que é muito Brasil. A Tânia Mara tá maravilhosa. O folclore, né? Que eu acho uma coisa muito brasileira. E aí a gente tá também no... Estamos falando de Recife, que é um lugar que não é tão retratado quanto São Paulo e Rio de Janeiro. E que é super rico culturalmente. E tem toda a parte folclórica. O negócio da perna cabeluda, que virou um símbolo do filme ali. Tipo, o jeito que é contado.

O jeito que isso entra na história. O sensacionalismo brasileiro ali das notícias.

na cabeluda virou, na época, na vida real, era um jeito de disfarçar nos jornais pra ditadura e comunicar coisas, principalmente sobre violência. Então, tipo, criaram um personagem pra galera poder entender. Porque a galera, o exército, a galera da ditadura ali, eles foram muito enganados, né? Pelos artistas, né? E às vezes eram umas coisas muito óbvias que eles não percebiam. Letra de música, né? Tipo, nome de peça de teatro, matéria de jornal,

que a galera mudava os nomes e tudo. Então, tipo, tem essa representação ali também da perna cabeluda, só que de um jeito muito legal no filme. Que é, tipo, do nada no filme tem uma perna cabeluda correndo atrás das pessoas. É, e é muito nonsense. E aí eu fico pensando, o cara, o votante da academia, o húngaro, o cara mora na Hungria. É, não vai entender nada. E aí eu fico pensando, se esse filme foi bem no mundo todo, tipo, tem algo nele que passa da nossa percepção,

Porque assim, a gente, mesmo a gente não sendo de Recife, a gente entende tudo aquilo, a gente viveu, nossos pais viveram aquele período. Agora, pra um cara que não sabe que o Brasil viveu uma ditadura e tal, o que que fez esses caras gostarem do filme? Então quer dizer que o filme realmente é muito foda, galera. Não, e ele tem uma coisa da emoção ali também, sabe? Mas ao mesmo tempo é divertido, tem uma ironia ali. O personagem do Wagner também, ele é esse cara que traz as emoções muito. E ele é, pra mim, o melhor da atuação do Wagner

Wagner, é que parece que ele nem tá atuando, sabe? Sim, é o melhor tipo de atuação. É, e cara, é muito bom, porque ele tá sofrendo, ele tá tenso, mas ele é leve, ele tá rindo das coisas também, porque o brasileiro é isso, assim, sabe? Sim. Então, pra mim, uma das melhores partes do filme são os momentos na pensão lá, né, da personagem da Tânia, que são eles conversando, que é muito o Brasil. Você imagina a sua família no mesmo rolê.

estou aqui, ele é muito explícito sobre o que ele é. Então eu entendo as pessoas do mundo todo assistirem e falarem assim, caralho, que foda isso aqui, o cara foi desapareceu e todo mundo sabe o que aconteceu com ele e a mulher ficou lutando e tal. No caso do agente secreto, é do tipo assim, tem uns borrões ali, tem umas coisas, você vai correndo atrás e vai juntando tudo. E tem o presente passado, né? O presente passado, e aí tem meio que um atirando para um futuro, tipo, o que

que acontece depois disso. E aí eu acho muito legal pensar que, tipo, pessoas que não têm essa percepção brasileira botaram esse filme no topo, sabe? Sim, sim. Então tem algo nele que é extraordinário. Muito que bem. Melhor filme internacional, vamos apostar na Gente Secreta, né? Nosso bolão. Tem nem papo. Melhor ator, a sua aposta vai em quem? Wagner. Wagner? Eu acho que ele vai surpreender. A minha também. Mas eu tô ali também com o Michael B. Jordan como aposta. Eu acho que vai pra um dos dois. Wagner ou...

Michael B. Jordan. Mas eu quero que vá pro Wagner, óbvio. Tá. Óbvio. Melhor atriz. Estão falando muito da Jessie Buckler, né? De Hamlet. É que a gente não assistiu o Hamlet. A gente não assistiu o Hamlet, então eu não posso te dizer. Mas estão falando que é pra ela. Mas eu vou dizer aí que... Emma Stone? Não. Rose Byrne. Vou dizer que fiquei muito tempo sozinho esses tempos. Se eu tivesse pernas, eu te chutaria. Que é um nome maravilhoso.

É o melhor nome. De todos os filmes é o melhor nome. De tradução, né? Que eu não sei em inglês é como. É literalmente.

E aí a Foquinha me abandonou, né? A Mulher me abandonou em alguns momentos da vida. E esse era um filme que eu tava curioso pelo nome. Olha só como é. E aí eu falei assim, hum, olhei a sinopse. Aí eu falei assim, bom, não é uma comédia. Porque me parece uma comédia. Porque a Rose Byrne, ela é incrível fazendo comédia. Várias comédias dela com o Seth Rogen e tal, né? Ela é incrível. Fui ver o filme. Galera, esse foi o filme que eu fiquei alguns dias pensando nele. E eu acho que pra mulher ele bate num lugar ainda que é tipo mais...

O Mojo me falou, pega se eu for ver. Tipo, é um filme sobre uma mãe, uma mulher, sozinha tendo que lidar com todos os problemas do dia a dia. Então ela tem uma filha doente, que tem um tratamento pesadíssimo, que tem uma sonda e que precisa trocar a cada não sei quanto tempo. O marido tá três meses viajando com a empresa e meio que foda-se. Ela tá com uma reforma na casa e ela é uma psicóloga. Ela tem que atender os pacientes.

E aí meio que o filme pega esse recorte de tempo dela quando a filha piora, o marido não volta e o telhado da casa

dela cai. Então ela tem que arrumar alguém pra consertar o telhado e precisa sair de casa porque inunda a casa dela com a chuva do telhado. E ela vai morar num hotel com essa filha. Vai dando aquela claustrofobia. Com essa filha que tem uma sonda, um negócio. Só que o mais foda desse filme é que a gente só fica nela o tempo inteiro. A filha conversa... A gente nunca vê a filha. A filha aparece na última cena do filme. E aí o que acontece?

Você fica aqui, ó. Ela. Ela chorando. Ela no telefone. Dando merda. Telhado caindo. E aí...

Que desespero. E não sei o quê. E aí ela se mete com um negócio errado. E aí ela tem uma paciente. Aí a paciente larga o bebê com ela. Porque tem medo de matar o bebê e foge. Aí ela tem uma paciente foragida. Tem um bebê pra cuidar. Tem um marido que tá longe, puto com ela. Tem o telhado da casa que o pedreiro vazou. E tem a filha dela que tá com uma sonda no umbigo. Essa é a realidade da mulher. Então. E aí o que pegou, acho que é isso.

Tipo assim, é um exagero. Só que assim, essa mulher... Nenhuma metade existe. Isso que deixa mais angustiante.

Ela tá equilibrando esses oito pratos. Então, mas acho que isso tem muito um paralelo sobre a mulher, né? E aí fica muito nítido, tipo, o homem, tipo assim, você tem que cuidar da nossa filha, aí não sei o quê. E aí, tipo, ela fala assim, mas você não tá entendendo o que tá acontecendo na minha vida aqui? E aí ele tá, tipo, numa empresa morando na Europa, três meses, e brigando com ela, que ela não faz direito, que a médica ligou.

Aí ela vai na reunião da escola, puta, e descasca com professora, com todo mundo, porque assim, olha lá.

essa mulher chegar no limite, a ponto dela fazer atrocidades. Só que aí você compra, você vai com ela e fala assim, tá certo, tem que cagar mesmo nesse aqui, tem que fuder com esse e tal. E aí você vê a exaustão dessa mulher até o limite, limite, limite total. E aí você fica assim, ó. E aí você vai acompanhando ela e fala, caralho, é muito foda. Então, tipo, pra mim foi foda porque eu entendi todas as críticas, mas pra mulher que tá acostumada a passar por isso todo o tempo e ter que se provar e ter que mostrar e tem que fazer a lancheira e tem que ir na reunião da escola.

ao mesmo tempo, mesmo, né, assim. E tem que arrumar o telhado. Aí o carro quebrou. Aí a filha tem que levar no médico. Aí a filha tem que fazer a cirurgia. Sozinha. Então, e ela tá, tipo assim, porque assim, o filme é ela. Ela carrega o filme inteiro. E aí tem o Asap Rock. É um dos atores do filme que tá muito bem também. Ele é meio um coadjuvante que aparece no meio do filme ali, meio que ajuda ela nesse rolê. Esse filme é muito bom.

Então sua aposta é na Rose. Então, não. Eu acho que a Jessie vai ganhar. É, minha aposta é na Jessie. É.

Mas eu gostaria que a Rose ganhasse porque eu acho que tem a surpresa... Mas vai que ganha também. O Oscar tem azarão. Você não quer apostar diferente? Não, eu vou apostar nela então. Vai apostar na Rose. Rose. Então fala aí de novo. Você aposta... Minha aposta é na Rose Byrne. Minha aposta é na Jesse Buckley. Melhor direção. Uma batalha após a outra é o Paul Thomas Anderson. É, não tem... Se bem que o Ryan Coogler, tipo, o que ele faz no Pecadores é impressionante.

Não, mas eu acho que vai ganhar o Paul Thomas Anderson. É, aí vai todo o prestígio, academia. É. É um cara que tá com a gente

tempo. Mas eu acho que é isso, assim, que eu tava falando, que eu gosto muito de filmes que são muito baseados nos personagens, os personagens fazem acontecer, e eu acho que muito disso se deve ao diretor, e as cenas de ação são muito boas, então, cara, pra mim, eu acho que pensando em direção, e a minha aposta é o Paul Thomas Anderson. PTA. Mas quem tá concorrendo, Ryan Coogler de Pecadores, que também seria um grande vencedor pra mim, a Chloe Zaldi-Haminet, Josh Safdie,

Supreme e Joaquin Trier, Valor Sentimental. Ator coadjuvante, a gente também concorda. Champagne, Uma Batalha Após a Outra é nossa aposta. Então, mas o Benício tá muito bom também. O Benício Del Toro tá muito bem também. Eu amo quando tem dois do mesmo filme. E o Benício Del Toro, ele aparece super pouco, né? Se for pensar. É, mas ele é... É que ele é uma metade pra frente, assim. Mas ele é pontual. Mas ele é muito bom, cara. É muito bom.

Mas o Champagne não tem como, é dele. Ele tá muito absurdo. Então, é. Putz, é que o... E aí tem Stellan Skargard,

do Valor Sentimental, Jacob Elord do Frankenstein, o Benício e o Delroy, lindo, de Pecadores. O Delroy tá muito bom, né? Também tá muito bem. Mas minha aposta é o Champagne. É, eu também. Também? Sim. Atriz coadjuvante. Ah, eu queria a Amy Madigan, A Hora do Mal, a Tia Gladys, que foi o meu oi, minha abertura do oi. Eu acho que tem chance, porque o filme hypou, e é muito foda quando você é atriz coadjuvante e você participa de 10 minutos do filme, né?

a cena. É tipo, o filme vira sobre ela? É. Tipo, do nada. Mas eu acho que também pode ir pra Tayana Taylor, de Uma Batalha Após a Outra. Sim, que tá muito bem também. Tá muito bem. E quem mais tem aí? A Yumi Mozaku, de Pecadores, muito bem também. Ellie Fannin, de Valor Sentimental. Inga Ibsdotter-Lileas, de Valor Sentimental, também pode ser. Que ela também foi a que ganhou alguns prêmios, né? A Amy Madigan, da Hora do Mal, ganhou o Critics Choice Awards. É muito difícil falar essa

frase rápida. E a Teiana Taylor ganhou o Globo de Ouro. Então, e foi até, todo mundo ficou meio surpreso do Globo de Ouro e tal. Então, eu acho que a Teiana Taylor também pode ganhar. É que o Critics é muito público e o filme hypou, o filme deu uma... E ela virou, tipo, fantasia, ela virou... Então, eu acho que faz sentido. Eu ia amar se ela ganhasse. E a Teiana no lugar mais dramático, né? É. Então, é uma das duas. Agora, vamos ouvir do nosso roteirista, né? Melhor roteiro original, Pecadores, Valor Sentimental, Blue Moon, foi apenas

Um Acidente e Mari Supreme. O Mari Supreme eu não acho que é um roteiro tão fodão. Acho que a direção é muito boa. Mas se a direção fosse outra, o filme poderia ser uma porcaria. O roteiro do Pecadores eu acho foda. É, eu acho também. É, eu prefiro o roteiro do Pecadores. Só aposta. Minha aposta é o Pecadores. Pecadores também. Roteiro adaptado. Uma batalha após a outra. Hamlet, Bugonia, Frankenstein e Sonhos de Trem. Ah, e eu vou ter que ir de Bugonia, né? Vai de Bugonia.

roteiro em Bugônia é sensacional porque tem muito diálogo, muita conversa e é muito difícil você dividir todas as informações pra falar na hora certa, porque o público tem que saber na hora certa cada tipo de informação. E você assiste e você não pega nenhuma pista do que vai acontecer no final. O roteiro é feito pra te enganar do começo até o 90% do filme. Então eu acho que isso é muito técnico, muito importante, que é do tipo assim, você tá sempre do mesmo lado. Você tá

sempre achando que, tipo, aquilo é uma maluquice. E aí, as conversas, os diálogos... É bom mesmo. É, sempre te levam pra um lugar do, tipo, assim, não, você tá pensando certo, é isso mesmo. Esses caras e não sei o quê, sei o quê. E aí, quando acontece, no final, você fala assim, tanto que eu quis assistir de novo com você, que eu falei, amor, a gente tem que assistir esse filme. E eu queria assistir de novo, porque eu queria assistir e entender tudo que é falado no filme, como as coisas são plantadas pra botar no seu cérebro, pra que caminho você tem que seguir a sua investigação no filme, sabe? E aí, no final,

toma essa virada. E é muito bem colocado. Vou chutar uma batalha após a outra aqui na minha aposta. Ah, pra ganhar. Ué, mas sua aposta não é bugou? Não, mas eu quero apostar no azarão. Melhor direção de elenco, esse é difícil, hein, gente, que é o prêmio novo. Pecadores, uma batalha após a outra. Puta, só elencão. O Agente Secreto, elencão. Raminet e Mari Supreme. É, eu vou puxar a sardinha pro Agente Secreto, porque eu acho que juntar aquelas pessoas ali no mesmo filme dá um

até um orgulhinho, né? É. Então, eu acho que o elenco ali é muito importante. E como é um filme sobre comunidade e sobre essa coisa das pessoas se protegerem, as pessoas se ajudarem no momento onde você tem que se esconder. Então, você oferece sua casa, você oferece seu quarto, você oferece espaço para as pessoas fugirem. Eu acho que o grupo ficou muito conectado. Então, eu acho que grande chance de ganhar. Eu também acho. Eu, assim, putz.

que é óbvio que tá entre, né, Pecadores, Uma Batalha e o Agente Secreto, porque os elencos são absurdos. Sim. Eu quero muito que o Agente Secreto ganhe. Mas eu fico pensando na academia. É, não. Leonardo DiCaprio, Champagne, Benício Deutoro e Theana Taylor. Entre outros, né? Entre outros. A filha também, né, do protagonista que é interpretada pela Chase Infinity, que eu acho que é uma revelação, assim, ela tá muito bem também, não foi indicada coadjuvante. Você vê como o elenco é bom. E nem a Tânia Maria foi indicada coadjuvante.

acho errado, hein? Não foi. Eu acho que eu falei Tânia... Eu falei Tânia... Eu falei Tânia Mara. Tânia Mara é cantora. É, gente, pelo amor de Deus. Se ela falou Tânia Mara em algum momento, gente, é a Tânia Maria. Gente, é a Tânia Maria. Porque eu falei agora, eu falei, ué... Não, Tânia Maria. Tânia Maria, inclusive, que falou que, infelizmente, não vai pro Oscar. Mas ela tinha até falado que antes, que ela tinha falado de fumar, pra pegar...

Pô, tão levando 30 pessoas na delegação. E Tânia não vai? Deixa aqui, Tânia. Eu queria muito ver a Tânia no Oscar. Eu queria um takezinho dela, assim, ó. Ela olhando assim, ó.

Tudo, gente. Apaixonado. Imagina ela com champanhe, tomando um champanhe. Porra. Porra. Mas eu quero muito que o Agente Secreto ganhe de elenco, mas eu acho que vai ganhar... Cara, Pecadores também tem um elencaço. Tem. Também poderia dar... Vou dar pro Pecadores. Ah, mas aí tem um só que faz dois personagens e não vale. É verdade. Não, porra, ele tá mó banho. Não, mas aí não... Não, mas... Engana. Ah, eu quero que o Agente Secreto ganhe de elenco. Vou botar Agente Secreto. Tá. Clubista. É. A gente não falou do...

queridinho Tyler, the creator, que tá muito bem em Mario Supreme, né? Podia ter aparecido mais, né? Ah, mas é que ele é uma participação. Deu vontade, né? Não, mas ele tá muito bem. Eu acho que cortaram algumas cenas, eu acho. Eu acho, eu acho. Não, mas acho que a participação dele é aquilo mesmo. Porque ele é o brother ali, que talvez ele... Ele só é um alívio cômico em alguns momentos e foi isso. É. Tem cenas muito boas os dois juntos.

Nossa, ele tá muito bem, ele destacou. A cena do cachorro pra mim aí é ponto alto. Ah, é muito boa. E tem a cena também deles enganando as pessoas no ping pong lá pra ganhar uns dólares, que é muito bom também. Muito bom também.

O que mais? Acho que é isso, né? Dos principais. Eu acho que é, né? Eu acho que a gente secreto consegue levar dois. Eu acho que... Eu tô torcendo... Filme estrangeiro a gente vai levar. E tô torcendo com o Wagner Moura. Mas estão falando do valor sentimental, né? Que deve ganhar. Não. Eu tô falando... Não, eu tô falando das apostas. Pode ser. Mas a nossa aposta é a gente secreta, eu também acho. Eu acho que assim, de quatro ganhar dois, tá bom.

Orra! Tem gente que é indicado a quinze e não ganha nada. Exatamente. E o Adolfo vai ganhar o...

fotografia. Fotografia. Então imagina a gente volta com três Oscar pra casa. Ia ser incrível. Merecemos. Mas eu queria muito, eu acho que vai uma batalha após a outra vai fazer a Rapa. Vai. Mas eu queria muito que Pecadores ganhassem os prêmios aí, que eles também estão sendo muito indicados, né? O filme também um dos mais indicados. O Martin Supreme foi indicado a 13 coisas no BAFTA, não levou nada, né? Então, eu queria muito que Pecadores ganhassem muitas coisas, que eu acho que o filme é muito foda. Vai além. Mas vamos ver, né, Modi? Dia 15 de

seu Oscar. Próximo domingo. Próximo domingo. Comenta aí se vocês também concordam, se vocês não concordam, quais são os filmes que vocês acham que leva. E é isso, gente. E vamos torcer pro Brasil! Vamos pra cima. Mais uma vez, mais um ano seguido, que o Brasil tá aí, ó, sendo destaque, porque toda a mídia tá falando muito bem de O Agente Secreto e do Wagner Moura, ele tá muito bem nas apostas, assim, da mídia, sabe? Então também eu acho que pode vir aí o Wagner Moura.

E vamos torcer, vai ser muito lindo ver ele lá. Lázaro Ramos vai estar com ele, ele vai levar Lázaro. Vai ser um grande dia esse Oscar também, que a gente acompanhar uma galera do Brasil lá. E vai ser lindo de ver. A Alice Carvalho vai também, vai tocar o puteiro lá. Quero ver essa mesa. Vamos cortar pra essa mesa, porque assim, um Oscar a gente vai ganhar. Essa mesa, em algum momento, vai ter um grito de guerra. Vai ser lindo, gente. Vai ter um Brasil, gente. E eu acho que é isso, sabe?

do ano a gente vai ter Brasil, sim. Porque tamo aí, ó. Deu uma pressão agora. Tamo no destaque das artes. Mas não rolou uma pressão agora? Tipo, e ano que vem? Ah, mas aí tá cheio de coisa boa aqui no Brasil. E pior que tá, hein? Vamos ver. Então é isso, gente. Gente. Viva o Brasil, viva as artes. Aquelas que do nada, né? Viva o Brasil, Midianinja. É daí. Esse é o nosso Brasil. E lembrando, né, que toda sexta-feira temos episódios pra assinantes.

Temos. Né? E... Orelo e apoia-se. Orelo e apoia-se. É uma fofoquinha boa. Então,

Você pode assinar também e fazer parte dessa grande família? Será que Jim Carrey vai aparecer no Oscar? Qual Jim Carrey? Aí que tá, hein? O verdadeiro ou falso? É que foi uma fofoca que a gente comentou lá no assinantes, que é o Jim Carrey que apareceu, deu toda aquela polêmica. E a Modi tem a explicação. A minha aposta... Vai fazer o bolão do Jim Carrey? Não, eu falei duas coisas, né? Não, não. A primeira que você falou. Eu acho que é um personagem pra um filme que vem aí.

Porque mudou a cor do olho. Mudou a cor do olho, o jeito de falar, o tom de voz.

E o Jim Carrey, ele é desses, a gente sabe. Doidinho. Então eu acho que pode ser um personagem pro filme que a gente vai descobrir aí. Mas também pode ser apenas o Jim Carrey, com muitos procedimentos, alguns que não deram tão certo. E é isso, gente. Se você acha que o Jim Carrey é uma pessoa normal, vai na Netflix e procura um documentário que chama Jim e Andy. Jim Carrey e Andy Kaufman. Ele fez um filme onde ele era o Andy Kaufman no filme, que é o ídolo dele, que é o cara mais maluco que já passou pela comédia do mundo,

completamente doido. E o Jim Carrey claramente incorporou o Andy Kaufman durante 3, 4 meses nessa filmagem e tem essas imagens. Então você vai ver que a família chora, o irmão do Andy Kaufman chora, porque fala, cara, é o meu irmão. Então esse cara é capaz de tudo. Então acho que por um personagem ele pode fazer tudo isso. Eu acho. Eu acredito que o Jim Carrey seria capaz de ir lá de personagem, aparecer na premiação, receber o prêmio, levar a família, falar em francês,

ser e estar como um personagem. Eu acho. Né? Porque ele até na entrevista ele fala que ele não é um Jim Carrey, lembra? Ah, Jim Carrey não tá aqui. Então, daqui um ano vocês voltam aqui nesse momento onde a Modi cravou que é um personagem do Jim Carrey. A Modi também. A Modi falou antes. Tá bom. Beijo pra vocês. Semana que vem tamo premiado. Tchau. Uh!

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