#81 eu fiz de tudo para ser aceita
quando a gente faz de tudo para performar uma versão que acreditamos ser capaz de "chegar lá", a única coisa que se concretiza é um abismo enorme entre nós e a nossa verdade. esse vídeo é uma ode à nossa humanidade, a tudo o que nos faz gente! eu espero que ele te encontre no momento certo!
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- Autenticidade versus performancePressão para ser invencível no empreendedorismo · Vulnerabilidade como ferramenta de conexão · Perda de identidade ao tentar se encaixar · A importância de sentir e expressar emoções
- Superando o medo e a insegurança no empreendedorismoO medo de não ter público ou retorno financeiro · A necessidade de planos B e cautelas · A diferença entre medo e ausência de paixão · Lidar com a realidade em vez de se anestesiar
- A Humanidade como EssênciaA complexidade e incoerência de ser humano · A conexão através da capacidade de sentir · A importância de não esconder as emoções
- Vivências e Residências CriativasTerritório de Criação em São Paulo · Residência Criativa na Chapada dos Veadeiros
Eu fico me perguntando por que é que a gente cria determinadas regras que fazem com que a gente se sinta ainda menos capaz de fazer as coisas que a gente acredita, de ser quem a gente é. Eu me lembro que quando eu estava estudando para ser atriz, eu tinha acabado de chegar do interior, estava em São Paulo, eu estava muito deslumbrada com a vida que eu estava vendo à minha frente.
Eu estava deslumbrada com a cidade grande, eu estava deslumbrada com as possibilidades que eu tinha ali, eu estava deslumbrada em ter saído da casa dos meus pais e agora eu podia fazer o que eu quisesse. E, de repente, eu comecei a ficar deslumbrada com o fato de que atores e atrizes que eu admirava frequentavam os lugares que eu estava frequentando ou estavam ali circulando na escola de teatro que eu fazia. E era uma grande novidade tudo aquilo. E eu sempre fui muito expressiva.
E eu me lembro de ouvir de várias pessoas que eu precisava ser menos, que eu precisava conter a minha emoção, porque eu poderia ficar queimada por ser muito emocionada, por ser muito intensa, por ir com muita sede de ao pote. Era melhor eu fingir costume.
Fingi que aquela situação pra mim era corriqueira, ser um pouco até blasé com as coisas que estavam acontecendo. E eu realmente segui assim, porque eu queria me enturmar, eu queria fazer parte daquele meio. Então eu descobri que pra você fazer parte, você tinha que mostrar que você era parte. Então quem é parte não se deslumbra, né? Quem é parte está acostumado. E aí corta para o momento que eu começo a empreender.
aqui na rede social, no mercado digital, e vejo vários e vários gurus do marketing dizerem que você não pode demonstrar suas vulnerabilidades, suas fraquezas.
porque você precisa passar autoridade. Então, quando você não estiver vendendo, por exemplo, finja que as vagas estão acabando, mas não dê a entender que você não está vendendo. Quando você não sabe uma resposta, finge que você sabe, mas não dê a entender que você não sabe. E isso colocou uma pressão tão grande, na verdade, até muito maior do que a que eu sentia quando era atriz, porque me colocou uma pressão de ser...
uma versão invencível de quem eu sou, sendo que eu estava começando a empreender, e eu errei muito, e errei muitas vezes, e eu não sabia fazer várias outras coisas, e eu não queria ser desonesta com as pessoas de dizer vagas limitadas quando as vagas não eram limitadas, de dizer 50% das vagas preenchidas quando as 50% das vagas não foram preenchidas, eu não queria ser falsa com as pessoas, de dizer que eu estava bem e feliz, e...
faturando milhões, sendo que não era a realidade. Eu não queria me vestir de determinada forma ou ostentar alguma coisa de marca para mostrar que o meu negócio estava indo adiante para que as pessoas se sentissem confiantes e confortáveis o suficiente para me escolher. Eu sempre achei isso uma grande babaquice.
Mas em algum momento, eu confesso que eu fiz uma ou outra dessas coisas. A ostentação, acredito que não. Mas eu comecei a me vestir de outra forma, comecei a...
Tentar usar os acessórios metálicos que falavam que passava mais autoridade. A usar a camisa branca que passava mais autoridade. Eu tentei... Enfim, tentei fazer as pataquadas que falaram que era pra ser feito pra ver se eu passava mais autoridade. E eu quero muito que você saiba uma coisa do fundo da minha alma.
Uma experiência de quem está desde 2020 empreendendo, mas desde 2009 como atriz. Tendo que fingir ser uma pessoa que não é, tendo que se vestir de um jeito que não se vestiria, tendo que se comportar de uma forma que não se comportaria para poder ser aceita. Eu passei 12 anos como atriz, eu passei 12 anos não cortando o cabelo do jeito que eu queria, não pintando o cabelo do jeito que eu queria.
não me vestindo do jeito que eu queria para ser aceita. E não foi isso que me fez ser aceita. Na verdade, eu nem fui aceita naquele mercado da maneira como eu gostaria. Fiz algumas coisas, mas não fui aceita da maneira como eu gostaria, porque eu perdi durante todo esse tempo uma grande coisa.
Eu perdi a minha identidade, eu perdi quem eu era, eu perdi a maneira como eu me expressava, eu perdi de entender como eu gosto do meu cabelo, como eu gosto da minha maquiagem, como eu gosto de me vestir. Eu adorava me vestir com sobreposições que às vezes não tinha nada a ver uma coisa com a outra, mas era a minha maneira de me expressar. Eu gostava de colocar uma meia calça grossa.
e colocar uma saia por cima, e às vezes essa saia não tinha nada a ver, eu tinha uma saia de algodão cru, que eu colocava uma meia calça grossa marrom por baixo, e aí eu colocava uma blusa de frio e uma camisetinha por cima, e eu lembro muito desse lookinho, que era essa meia calça marrom por baixo, essa saia midi de algodão cru, aquele algodão natural, e aí eu tava com uma blusa de frio por baixo, que eu não me lembro a cor agora exata, mas devia ser.
devia ser branca, alguma coisa assim, e eu tava com uma camisetinha da Alice no País das Maravilhas por cima, e a camiseta era rosinha, clara, e um cachecol, porque o ator sempre anda com um cachecol envolvido no pescoço por conta da voz, o ator, o cantor, enfim.
E era uma coisa que não ornava, não combinava nada uma coisa com a outra. Mas eu me sentia tão eu com aquela roupa, eu sentia que eu estava me expressando de alguma forma. E eu perdi aquilo, eu perdi. Tudo bem, não interessa que não tinha nenhum senso estético, eu ia criar um senso estético se eu me permitisse continuar explorando a minha maneira de me vestir.
Mas eu me perdi. Comecei a usar a calça jeans e a camiseta branca pra ser aceita. De alguma forma. E a grande verdade, a grande verdade, é que tudo o que eu conquistei no meu trabalho foi porque eu fui vulnerável o suficiente pra me mostrar como sou.
Nada do que eu conquistei aqui mesmo, no meu trabalho de hoje, nada do que eu conquistei aqui foi conquistado com essa postura arrogante de quem tem todas as respostas. Nada. Pelo contrário.
A maioria das minhas mentoradas, das viajantes que vão para as residências criativas, elas chegam por algum texto ou por algum episódio desse podcast que as atravessa. E normalmente é um texto ou um episódio onde eu estou sendo muito aberta, onde eu estou sendo muito vulnerável, onde eu estou falando também das minhas dificuldades.
Sabe por quê? Porque eu acredito de verdade que aprender com quem também erra, também sente as dores que você sente, também sofre o que você sofre, mas ainda assim estar no caminho é muito mais valioso. Eu quero aprender com quem sente o que eu sinto, com quem sente as inseguranças que eu sinto e ainda assim se coloca no caminho. Eu não quero aprender com quem é um super-herói, porque um super-herói eu não alcanço, eu sou um ser humano, eu não vou alcançar um super-herói.
Ele não tem fraqueza, ele não tem fragilidades, ele não tem vulnerabilidades. Eu tenho, eu tenho. Eu sangro todo mês. E não só de maneira literal, mas de maneira figurada também. Todo mês, em algum momento do mês, eu vou sangrar, eu vou sofrer, eu vou sentir. Nesse exato momento da minha vida, eu tomei uma decisão que tá me fazendo...
Me senti muito triste. Ao mesmo tempo que eu sei que é uma decisão boa, esse sentimento agridoce de ter tomado uma decisão que eu sei que vai ser pra melhor e que eu estou feliz com ela, ao mesmo tempo eu tô muito triste com a minha renúncia, porque como diria Chorão, cada escolha uma renúncia, isso é a vida. E a renúncia que eu vou fazer, ela me dói, ela é grande pra mim.
Ela tá pegando no meu coração, assim, sabe? Ela tá espremendo no meu coração. Tanto que durante muito tempo eu não tava conseguindo falar a minha escolha em voz alta. Porque eu sabia da renúncia que eu ia ter que fazer. E isso me machucava. Mas em meio a esse turbilhão de fazer essa escolha, lidar com essa renúncia, eu também estou lidando com a minha empresa. A desejante, que me traz alegria todos os dias.
que tem mulheres maravilhosas que estão vindo fazer parte, que estão entrando e que vão viajar com a gente, e vão participar do evento em São Paulo. E, gente, eu senti um medo danado de ninguém aparecer. Eu escrevi sobre isso na newsletter, eu quero reforçar aqui, porque...
As pessoas acham, às vezes vocês, vocês não, a gente, eu vou me colocar, a gente olha quem a gente admira e a gente esquece que essa pessoa também pode ser que sinta as mesmas coisas que a gente. Todas as vezes que a gente abre uma inscrição para uma vivência ou para uma viagem, a gente fica muito apreensiva, porque é uma decisão grandiosa para vocês que estão recebendo o convite e obviamente que vocês vão pensar, que vocês vão...
fazer os cálculos, ver se dá certo, e eu entendo porque eu faço isso também, eu acabei de comprar uma para eu ir como viajante, e levou um tempo para eu pensar, para eu falar, putz, é isso mesmo, será que eu consigo mesmo, deixa eu fazer as contas, vamos ver e tal.
Tomei a decisão e vou, mas pra gente que oferece a experiência, essa espera faz a gente questionar, será que vai dar certo? Será que vai ter gente? Será que as pessoas vão comprar? Será que eu não vou sair no prejuízo? Será que isso? Será que aquilo? Será que eu tenho que fazer outro tipo de conteúdo? Será que eu tenho que oferecer de outra maneira? E várias e várias e várias e várias reuniões.
e conversa com as pessoas interessadas, e conversa com a sócia, e muda a maneira que está fazendo o conteúdo. E a campanha? Acrescenta anúncio na campanha? Tira anúncio da campanha? É tanta coisa que atravessa a gente, tanta coisa, a sensação de impotência, porque você faz o que está ao seu alcance, mas você não controla o resultado das coisas, ela está aqui. E sim, as coisas estão dando certo, sim, as pessoas estão se inscrevendo.
Mas não é por isso que a gente não sente do lado de cá a insegurança de que pode ser que isso não dê certo. E a gente tem que ter os planos B resolvidos também, tá? E se ninguém comprar, o que a gente vai ter que fazer? A gente se protege da maneira como a gente consegue, pra que a gente também não saia muito no prejuízo, uma empresa começando, né? A gente toma as devidas cautelas pra gente se proteger.
Mas a gente sente dentro do nosso coração, dentro do nosso estômago, a insegurança de quem lança algo no mundo e não sabe como vai ser recebido, e não sabe se vai ter retorno, e não sabe se vai agradar as pessoas, se vai conectar as pessoas, se vai atrair as pessoas. E eu falo isso porque as pessoas não querem falar sobre isso.
As pessoas não querem contar pra vocês que elas também sentem insegurança. E eu vou falar uma coisa da minha época de atriz. Os maiores atores que a gente admira, todos eles falam que eles sentem insegurança antes de lançar um filme, antes de entrar em cena no palco. E eu ouvi de todos eles que a partir do momento que esse frio na barriga não existisse mais, é porque acabou.
É porque não existe mais o amor, não existe mais o desejo de estar no palco. E eu senti isso, eu senti isso. Eu senti o frio na barriga se esgotar. Eu senti um tanto faz. Tanto faz se eu entrar em cena, tanto faz se eu não entrar. Tanto faz se a peça acontecer, tanto faz se ela não acontecer. Eu senti esse apagamento do entusiasmo.
em relação ao teatro. E foi isso que me fez mudar de profissão, porque o frio na barriga não estava mais aqui. Não era mais importante para mim, a ponto de me deixar com medo. Porque eu realmente acredito que o medo, ele não é um grande vilão. O medo aponta a direção para a gente, e ele nos mostra que a gente se importa com aquilo. Se eu tenho medo...
de não dar certo o meu trabalho, se eu tenho medo de, enfim, uma hora, ninguém mais querer ir para as vivências, para as experiências, ninguém mais querer fazer mentoria comigo, é porque eu me importo com esse trabalho, porque...
eu posso fazer qualquer outro tipo de trabalho. Eu tenho várias coisas na manga que eu posso arrumar um emprego. Mas se eu não vou, se eu insisto, se eu permaneço, é porque esse trabalho tem significado pra mim. É porque ele mexe comigo. E se mexe comigo, é óbvio que eu vou ter a preocupação e o medo de não dar certo. De não superar as minhas expectativas, de eu não conseguir chegar onde eu quero chegar.
É claro que isso vai acontecer, porque eu me importo. E eu sinto que às vezes as pessoas buscam se anestesiar dos sentimentos contraditórios e até negativos que a gente sente, como se fosse uma forma de fazer uma grande faxina para não atrair coisas ruins. Eu já tenho uma visão de que eu prefiro encarar a realidade.
Eu prefiro olhar para ela e eu prefiro pensar sim no que pode dar errado, porque assim eu me preparo. Eu fico munida das ferramentas necessárias para encarar o que vier de ruim.
Porque eu não posso ser inocente e ingênua e de achar que nunca nada vai dar errado. Eu não posso ser inocente e ingênua de achar que eu não vou encontrar um obstáculo no caminho. Eu preciso ser adulta o suficiente para entender que imprevistos podem acontecer e que ser uma boa gestora é justamente me prevenir para conseguir lidar com eles caso eles aconteçam. Então não adianta só pensar positivo e esquecer os obstáculos e as interpéries da vida.
E não adianta também eu tentar me blindar numa couraça de quem tem tudo resolvido para ser aceita pelas pessoas. Porque que pessoas são essas que vão me aceitar só se eu for assim? Porque honestamente, se você só me aceitar, se eu não cometer nenhum erro e se eu não me vulnerabilizar, eu não sei se aqui é o seu lugar.
Porque as pessoas que estão à minha volta e que gostam do meu trabalho e que são minhas amigas, enfim, as pessoas que me cercam, elas preferem a realidade, elas preferem a vulnerabilidade, elas preferem poder se conectar com quem sente todas as coisas.
Elas preferem poder olhar nos olhos das pessoas e ver que existe um ser humano ali dentro e com toda a complexidade do que é ser um ser humano, com toda a incoerência do que é ser um ser humano. Eu gosto muito de trazer algumas coisas dos bastidores, de como eu me sinto nos bastidores, para dividir com vocês.
Porque eu percebo que existem muitas mulheres que acabam desistindo dos seus negócios, dos seus sonhos, dos seus desejos, por acharem que porque elas falharam uma ou duas vezes, elas não nasceram para aquilo. Eu já falei para vocês que eu postei um vídeo uma vez falando sobre pessoas autênticas e de como elas estão sustentando o desconforto.
para manter essa autenticidade, e de que algumas pessoas acreditam que não, que pessoas autênticas não sustentam desconforto algum. E eu fico com pena da pessoa sentir isso, porque ela vai cobrar de si mesma que ela seja sempre...
impecável, que ela nunca duvide do que ela sente, que ela nunca duvide do que ela faz, que ela sinta sempre tudo muito certo, que ela pense positivo o tempo inteiro. E eu não sei você, mas essa obrigação de pensar positivo o tempo inteiro me traz muito mais ansiedade do que lidar com a possibilidade de algum obstáculo. Porque é inevitável que eu pense. E se ninguém vier? E se ninguém se inscrever na resistência criativa?
E se ninguém mais gostar do que eu faço, é inevitável que eu pense isso. Não tem como esse tipo de pensamento não atravessar a minha cabeça. E se eu ficar, não, não pensa isso, não pensa isso, não pensa isso, eu vou só intensificar esse pensamento. Se eu sentar com esse pensamento e falar, beleza, por que você está pensando isso, Inara? E tentar entender de onde vem esse medo e falar, beleza, vamos dar uma solução clara e prática para ele. Você está com medo de que nada dê certo?
Tudo bem, vamos supor então que nada realmente der certo, ninguém compre, não vai ter mais viagem. O que vai acontecer? E aí eu lido com a concretude. Bom, se ninguém comprar, eu tenho que fazer isso, isso, isso, eu vou gastar isso, isso, isso. Beleza, eu tenho um plano concreto. Eu sei o que vai acontecer caso nada der certo. E uma das coisas eu tenho certeza. Se tudo o que eu estou produzindo, promovendo, não der certo,
nenhuma dessas coisas vai provocar em mim uma catástrofe gigantesca a ponto de eu me perder de mim, a ponto de eu perder a minha segurança. Nenhuma dessas coisas. Porque eu tenho pra onde voltar. Eu tenho um teto sobre a minha cabeça. Eu tenho comida no meu prato. E eu tenho a capacidade de trabalhar. Eu tenho um monte de coisa que eu sei fazer. Essa catástrofe gigantesca que muitas vezes eu espero...
Ela está tão, tão, tão, tão, tão, tão distante de mim, mas tão distante de mim, que não tem nem porque eu gastar meu tempo pensando nela. Mas eu posso investir o meu tempo pensando nas coisas possíveis de acontecerem, para eu saber como eu vou atravessá-las. Vou dividir com vocês um trecho da newsletter que eu escrevi e vou deixar ela aqui embaixo inteira. Me disseram que se eu contasse abertamente sobre as minhas inseguranças, eu perderia a minha autoridade.
Que mentir e fingir um autocontrole absoluto era a maneira mais eficaz de atrair as pessoas. Que as pessoas gostam de quem é invencível e de quem não titubeia. Porque as pessoas não se sentem seguras com quem está próximo a elas. É preciso estar à frente ou no pedestal. Mas que pessoas? Eu te pergunto. Porque as minhas pessoas não são assim.
Eu não sou assim. Eu gosto de gente que sente e me conta em detalhes o que atravessa. Eu gosto de gente caótica que se coloca no caminho do que deseja e vive diariamente os efeitos colaterais disso. Eu gosto de assistir os deleites de quem me conta como atravessou os desafios. Eu gosto de gente que escolhe habitar a realidade e dividir como é que faz para que ela fique ainda mais bonita e fértil do que a fantasia. Eu realmente acredito que a gente se une pela nossa capacidade de sentir.
E tentar mascarar, maquiar ou esconder todas as coisas que a gente sente só faz com que a gente contribua para essa sociedade que nos mantém cada vez mais distantes de realizar os nossos desejos e sonhos, porque a gente acredita que a gente precisa ser super humano para conseguir. Sendo que a única coisa que vai realmente sobreviver a essa maluquice que é o mundo é a nossa humanidade. E o que nos faz humanas...
É sentir essa complexidade, esse caos, essa incoerência toda que nos habita. E conseguir atravessar a vida e a realidade dando conta de lidar com isso e não escondendo isso. Porque honestamente, no fundo do meu coração, vou dividir um negócio aqui com você. Se você continuar escondendo aquilo que você sente no fundo da gaveta, essa gaveta vai estourar uma hora ou outra.
Quando você menos espera e vai tudo pelos ares, igual caixa de Pandora. Eu espero que eu tenha te encorajado a continuar o seu caminho, mesmo com todos os pensamentos que te fazem às vezes duvidar se você consegue, se você é capaz, se você deveria estar onde você está. Deixe esses pensamentos virem, conversa com eles, senta, toma um café.
Ouça o que eles têm a dizer para você, mas não os dê poder o suficiente para te tirar do caminho. Porque é isso que eu faço por aqui. Não é que eu não pense que as coisas vão dar errado. Muitas vezes eu penso. Mas eu não deixo que esse sentimento domine e comande as minhas escolhas. Quem domina e comanda as minhas escolhas é a Inara.
que acredita que tudo vai dar certo, que deseja tanto e que sabe tão bem pra onde tá indo, que é infreável, imparável. E mesmo com todos os medos, mesmo com todas as inseguranças, segue. Se esse episódio fez sentido pra você, dê um like no vídeo, comente o que você sentiu. Não deixe de se inscrever no canal, ou dar uma nota pro podcast caso você esteja só ouvindo, é muito importante pra mim.
Me fala o que vocês acharam também desse novo ângulo, porque eu gostei bastante de gravar assim pra vocês. Achei que ficou bem legal. Se você tá só ouvindo, abre o vídeo pra você dar uma olhadinha na nova disposição.
Eu gostei, eu achei que ficou confortável e gostoso para a gente bater esse papo. Mais uma vez, reitero o convite de fazer parte de uma das nossas vivências, dia 30 de maio, acontecerá em São Paulo, e do dia 29 de julho a 2 de agosto, na Chapada dos Veadeiros, a gente vai ter a residência criativa.
Então, seja para passar um dia inteiro juntas, ou cinco dias vivenciando um lugar paradisíaco, enquanto a gente mergulha em todas as coisas que a gente discute aqui, e traz para fora essa versão corajosa e desejante, você está convidada. Todas as informações estarão aqui embaixo no nosso site, e você também sempre pode me chamar por direct para tirar suas dúvidas. Fique super à vontade, eu estou por aqui, tá bem? E a gente se vê na semana que vem.
Tchau!
Residência Criativa
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