Episódios de Do Zero ao Topo

Ela começou com R$ 7 mil e criou um império de R$ 300 milhões #278

04 de maio de 20261h24min
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Com apenas R$ 7 mil emprestados da avó, Bruna Vasconi começou vendendo roupas usadas das crianças na garagem de casa, em Brasília. Hoje, a Peça Rara fatura R$ 300 milhões por ano e recebeu investimento da SMZTO, de José Carlos Semenzato. Neste episódio Do Zero ao Topo, os executivos conversam com Mariana Amaro e contam como transformaram um brechó em uma potência nacional.
Assuntos10
  • Peça Prazer Zezé - HomenagemInício com R$ 7 mil e venda de roupas usadas · Transformação de brechó em negócio milionário · Superação de preconceitos com brechós · Expansão para rede nacional de moda circular · Bruna Vasconi
  • Modelo de Negócio e Operação da Peça RaraCuradoria, higienização e precificação de peças · Organização e visual merchandising das lojas · Instituto Eu Sou Peça Rara · Moda circular e sustentabilidade
  • Investimento e Franquias da Peça RaraInvestimento da SMZTO · Modelo de franquias · José Carlos Semenzato · Mariana Amaro · Crescimento e escalabilidade do negócio
  • Crescimento e DesenvolvimentoExperiência em investimentos em franquias · Visão estratégica e mitigação de riscos · Apoio e mentoria aos empreendedores · José Carlos Semenzato
  • Desafios do EmpreendedorismoNecessidade como motor inicial · Tino comercial e vendas diversas · Inspiração em histórias de sucesso
  • Paparazzi e Cultura de CelebridadesEstratégia de marketing alternativo · Débora Seco como embaixadora e sócia · Media por Equity · Construção de marca e credibilidade
  • Visão de Futuro Peça RaraMetas de inauguração de novas lojas · Impacto da taxa de juros no crescimento · Expansão para todo o Brasil · Modelo tradicional e modelo pocket
  • Aprendizado com ErrosErros de planejamento e investimento em tecnologia · Importância da intuição e valores · Lições aprendidas com falhas financeiras · Bruna Vasconi · José Carlos Semenzato
  • Valores na liderançaImportância de valores e essência · Construção de um ecossistema de oportunidades · Profissionalização e delegação · Legado para futuras gerações
  • Genero e Poder
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Me formando, eu já tinha dois filhos pequenos e precisava empreender, eu precisava fazer dinheiro, não tinha outra opção. E vou começar a vender as coisas usadas das crianças. Comecei com a minha avó, minha avó me emprestou, na época, 7 mil reais. Traz pra gente um diferencial muito interessante, porque a gente acaba sendo uma empresa de investimentos, mas que ao mesmo tempo conhece a jornada. A gente tem na pele as dores do empreendedor.

Então, há 20 anos atrás, num espaço de 80 metros, artigos usados de criança, eu fiz 100 mil reais.

falar de 10 anos é uma cultura extremamente nova. Freixó no passado era uma coisa tipo depreciativa, uma coisa de... Pô, a classe média não frequentava. Eu não tinha noção do que eu tava fazendo e da grandeza do que eu tava construindo.

Transformar roupa usada em um negócio milionário, e mais do que isso, em um movimento cultural, não é uma tarefa trivial. Durante muito tempo, o brechó no Brasil esteve associado a preconceito, desorganização e baixa escala.

Mas e se fosse possível profissionalizar esse mercado? Criar uma rede nacional e ainda mudar a forma como as pessoas consomem moda? O episódio de hoje do Zero ao Topo conta a história do Pé-Sahara Brechó, uma rede de franquia que saiu de uma operação local para se tornar uma das maiores redes de moda circular do Brasil.

Para isso, eu converso com a Bruna Vasconi, fundadora da marca, e também com José Carlos Semenzato, um dos principais nomes por trás da estruturação e crescimento do negócio via franquias. Nessa conversa, eles contam como tudo começou,

o preconceito com o modelo de negócio e o que foi preciso para transformar um brechó em uma operação escalável. Eu sou a Mari Amaro, roteirista e apresentadora, e este é mais um episódio do Zero ao Topo, o programa que conta a história e os desafios dos homens e mulheres por trás das grandes empresas do Brasil.

E essa edição conta com o apoio da SMZTO. Mas antes de começar, como sempre, eu quero te pedir para deixar o seu like e se inscrever no canal se você ainda não for inscrito. E se você estiver ouvindo a gente no seu agregador de podcasts favorito, você também pode seguir a gente por aí. Agora vamos para a história de hoje?

Então, Bruna e Semenzato, muito obrigada por terem aceitado o nosso convite para vir aqui hoje no Zero ao Topo para contar um pouco da história de vocês, da história da empresa de vocês também. Obrigada. Eu que agradeço. Uma honra começar a semana ao lado do Semenzato, aqui com você, Mari, falando um pouquinho do Peça Rara. Obrigada.

Legal, sempre bom poder levar uma mensagem como essa, uma empresa que atua na economia circular e que está fazendo a diferença na vida das pessoas, no meio ambiente. Estou muito feliz com esse investimento e espero que...

a nossa marca cresça muito ainda. A gente tem espaço para dobrar de tamanho, triplicar de tamanho. Então, espero que essa mensagem ecoe bastante, alcançando muitos investidores e também aumentando o consumo, né, Bruna? Que é interessante para a gente. Mas antes de falar do futuro e do que você espera para o futuro também, vamos voltar no passado.

Quando você criou o negócio, Bruna. E, na verdade, a gente pode dividir os empreendedores meio que em dois grupos. Os que empreendem por necessidade e os que empreendem por vontade. E você começou empreendendo vendendo diversas coisas, né? Vendendo o que precisava ser vendido, basicamente. Então, você começou a empreender, na verdade, por necessidade ou por vontade? E você sempre teve vontade de continuar, por exemplo, nesse caminho?

Foi por necessidade, Mari. Na verdade, eu sempre gostei, como muitas crianças, brincar de lojinha, de fazer coisas para vender. Mas, na verdade, eu acho que eu tinha realmente esse tino comercial, não é isso que falam? Eu vendia coxinha. Exato. Você vendia coxinha, eu vendia...

bolseirinha, brigadeiro, lingerie, semi-joia, vela. Interessante que a gente fez a nossa convenção esse fim de semana e levamos a Rolopes, que é a franqueada número um da Cacau Show. De quatro mil e tantas lojas pelo país, ela é a primeira. E ela falando das... A Cacau lançou agora recentemente os empreendedores que compram nas lojas para revender. Eu falei, eu fui revendedora da Cacau há 20 anos, porque eu vendi muita Cacau Show. Minha amiga tinha a primeira franquia em Brasília.

Na hora do almoço da faculdade, eu passava lá, pegava as coisas em consignação, vendia na faculdade. No outro dia, a mesma coisa. E paguei muito a faculdade, vendendo no Cacau Show. Como é comerciante nato, né? Enfim, me fiz psicologia. Ao longo do curso, eu fui mãe duas vezes. Então, me formando, eu já tinha dois filhos pequenos e precisava empreender. Eu precisava fazer dinheiro. Não tinha outra opção.

a faculdade ia terminar, no mês seguinte eu não teria mais aquele mailing que comprava tanto Cacau Show quanto Natura, Avon e todas as coisas que eu levava para vender. Ia perder todos os clientes. Ia perder todos os clientes, o que eu vou fazer? Aí me lembrei de uma matéria de uma pequenas empresas, grandes negócios que eu colecionava, a revista, buscando me inspirar, sobre uma mãe que abriu um brechó na garagem de casa aqui em São Paulo, na época.

É isso que eu vou fazer. Fui lá, me lembro da cena. Abri o armário do Davi, tinha duas portinhas da Sofia, comecei a tirar as coisas, olhei para o estante de brinquedo, comecei a tirar as coisas. E vou começar a vender as coisas usadas das crianças. Comecei com a minha avó, minha avó me emprestou, na época, 7 mil reais para eu contratar o contador, alugar a loja, pintar a loja e tal. Falei com mais algumas amigas que foram me fornecendo as peças, me doando as peças na época, enfim.

É uma história muito legal, não posso me prolongar nela porque eu amo de paixão, então foi muito interessante porque com uma semana de loja inaugurada, jornal, Correio Brasiliense, Metrópolis...

Jornal da Comunidade, foram para a loja para me entrevistar, para saber o que eu estava fazendo. Para vocês terem noção, há 20 anos atrás, num espaço de 80 metros, artigos usados de criança, eu fiz 100 mil reais. Então, assim, realmente foi uma aceitação absurda, as pessoas entenderam aquilo ali de uma maneira...

Enfim, e aí começou a história, três meses depois eu, na verdade um mês depois eu tinha uma amiga que me apoiou, que era minha sócia nesse lugar, nessa primeira experiência, a gente conversou porque eu entendi que os nossos objetivos eram um pouco diferentes, e eu fiz questão que ela ficasse na loja para se realizar e fazer da maneira como ela queria fazer o negócio acontecer e abriu o Peça Rara.

Na verdade, eu tive uma primeira experiência antes do Pessahara e em três meses fiz essa mudança, encorajada por essa primeira experiência que parecia que estava dando tão certo e estava de fato. Inaugurei, inaugurei. Aluguei uma loja de 400 metros, quatro vezes o tamanho dessa primeira. Já deu um super salto. E as pessoas falam, mas que risco você correu. Aí tomou um risco alto, né? É isso. Que risco você correu. Eu falo, mas eu tinha tanta certeza de que eu ia fazer dar certo, porque eu não tinha como...

não fazer dar certo, meu pai me apoiou com o cartão de crédito dele, filha, não tenho dinheiro, mas eu tenho crédito, então vamos embora. E aí a gente fez a peça rara, então, em abril de 2007. E aí, ao longo de 10 anos, inauguramos oito lojas, sem pretensão nenhuma, de fato, assim, isso até...

Os grandes empreendedores falam, você tem que ter ambição. Eu não tinha. Eu queria atender realmente a demanda do meu público. Eu não tinha noção do que eu estava fazendo e da grandeza do que eu estava construindo. Eu queria só ter mais uma loja para atender mais clientes e poder receber mais peças. E aí, ao longo de dez anos, foram oito lojas. Meu pai se aposentou, veio trabalhar junto. Minha mãe já desde o início me ajudou. Meus irmãos, eu brinco que eles foram convocados a nos ajudarem porque a gente precisava de braços.

É um trabalho, para vocês terem ideia, a gente recebe em média 500 peças por dia, por loja, peças únicas. Então, assim, eu brinco que é um trabalho trabalhoso, porque é uma a uma que a gente seleciona, precifica, higieniza, cadastra, etiqueta, põe na loja, enfim. É um processo muito interessante, que depende de muitas pessoas, de muitos braços.

E aí que com 10 anos de lojas, lá em Brasília, tudo isso em Brasília, a gente começou a ser muito demandado pelas pessoas, pelos clientes, os amigos, os familiares, que Brasília tem muitas famílias que vieram de fora, então o pessoal vem visitar no final de semana e aí ponto turístico, peça rara, né? Eu vou no primeiro, eu vou no segundo, eu vou no de casa, eu vou no masculino.

E aí, no final de semana seguinte, a pessoa voltava porque, nossa, eu quero levar para a minha cidade. E aí decidimos que, ao invés de fazer consultoria, que a gente acabava fazendo de alguma forma, porque as pessoas vinham com caderneta perguntar e a gente respondia tudo e ajudava e tal.

Vamos contratar uma análise de franqueabilidade, vamos ver se esse negócio realmente é escalável. E aí contratamos uma consultoria, passamos dois anos manualizando processos, organizando, investindo em tecnologia, em sistema próprio, que até então a gente não tinha. E para a nossa feliz surpresa, no final desse processo, a gente já havia vendido a primeira franquia, inaugurada a primeira franquia.

eu recebi um minuto. Na verdade, eu decidi, já que a primeira está validada, vamos reformar, vamos fazer um retrofit da nossa primeira loja, colocar ela com a cara que ela precisa ter para poder receber os interessados que vão buscar esse investimento.

estava na semana de reinauguração da loja da 307 Sul, que é essa que faz aniversário hoje, e aí recebi um telefonema do Pedro, da equipe do Semenzato, não entendi na hora, achei que era um trote, imagina, uma empresa de investimento de São Paulo querendo conhecer a sua história, na verdade a gente já conhece a sua história, a gente quer investir, enfim. Então assim, passando rapidamente pelo início, esse é um pouquinho da minha história.

Isso é mesmo exato. Eu queria, então, colocar você nessa história. Você, além de ser um empreendedor, é um investidor, né? Fundador da SMZTO, que é um private equity que investe em franquias, né? Rede de franquias. Exatamente. Como você ficou sabendo? Como você conheceu o Pé-Sahara? E o que te chamou a atenção nesse negócio a ponto de querer se aproximar?

É muito interessante, porque o nosso início é de começar uma empresa do zero. Microlins, Instituto Embeleze, sempre começando com as primeiras unidades. Depois, Odonto Company, foram várias marcas criadas em que a tese era começar do zero. Então, essa coisa de ser empreendedor, de ter vivenciado as dores.

de ter sido a Bruna desde o seu primeiro momento, traz para a gente um diferencial muito interessante. Porque a gente acaba sendo uma empresa de investimentos, mas que ao mesmo tempo conhece a jornada. A gente tem na pele as dores do empreendedor.

de como é a jornada dele, de como ele pensa, de como ele, o que ela falou aqui, que ela nem viu e fez oito unidades. No final do dia isso tem uma analogia muito idêntica a quando eu fiz as primeiras 17 escolas micro-lims. Esse processo é similar.

Porque você vai, vai, faz e você nem mede consequências. E eu costumo dizer o seguinte, se você planejar nesse momento, você desiste. Porque ao planejar você vai orçar, você vai mensurar risco, você vai dizer, eu não tenho capital para fazer, então eu vou desistir já agora. E quando você tem essa veia empreendedora...

Eu diria que há uma cegueira do ponto de vista de planejamento, de riscos, e isso te torna corajoso, te torna empoderado e você vai, e você faz o impossível. No final do dia, a história dos empreendedores que começaram do zero são muito parecidas.

Porque se eles mensurarem o risco, eles desistem. Meus pais não tinham ideia do que eu estava fazendo. As pessoas que eu circulava naquele momento também não sabiam. Então, você vai e faz. E quando a gente evolui SMZTO, principalmente a partir de 2010, 2012, 2013, a gente começa a entrar num processo de maturidade.

muito motivado pelo meu filho, que volta dos Estados Unidos em 2014, fez faculdade lá. E o Bruno, que é o CEO da SMZTO hoje, pai, você precisa parar de fazer negócio do zero. Não dá mais para a gente esperar quatro anos, cinco anos para validar. Esses dez anos de história...

Se nós entrarmos na primeira unidade e esperar oito anos para fazer validação, esse processo fica muito longo, praticamente impossível fazer uma jornada de investimentos. Até parece que você faz mais dinheiro com isso, mas o risco é muito maior. A chance de dar errado também é gigante.

E quando a gente, então, vai buscar essas teses no mercado, economia prateada, economia circular, alimentação, saúde, áreas diversas, a gente, então, começa a ver a concorrência no setor.

E eu me lembro que no caso do Peça Rara, ficaram duas marcas ali no Finalmente. E foi para a sala do conselho, onde o time apresenta as teses. A minha experiência, obviamente, soma muito nisso, porque...

Para mim vem um retrovisor, vem toda a história do passado. Então você começa a ver uma família super envolvida no negócio, dedicação total. Você vê todo mundo vivendo aquilo, respirando aquilo 24 horas. Você começa a ver princípios da família. A gente tem uma série de pilares de análise para a gente poder evoluir. Porque tudo isso, em algum momento, você precisa mensurar. De novo, agora é a fase de planejamento, agora é a fase de mitigar riscos.

E no momento que a gente conheceu, entrevista com o sócio, mas foi uma decisão assim disparada pelo Peça Rara, em que PESI tivessem tamanhos diferentes, etc. Mas Peça Rara foi assim, cravou ali, falamos, não, é essa empresa que a gente vai investir. E foi muito legal, porque houve uma sinergia muito grande já nas primeiras reuniões.

E aí você começa a planejar o futuro, o sonho grande entra em ação, mas mais do que isso, eu acho que trazendo uma forma que simplifica tudo isso, é dizer que quem investe...

com uma chancela SMZTO hoje, está investindo com risco praticamente zero. Nunca podemos dizer que é um risco totalmente zero, porque você tem uma operação, o franqueado precisa trabalhar, a Bruna daqui a pouco pode colocar alguns processos, ela já falou uma parte, mas isso é um trabalho exaustivo de curadoria de peças, higienização.

E os processos automatizados, você precisa inserir todas essas peças no sistema e depois você tem visual merchandising de loja, você tem capacitação da equipe de vendas, porque não é só ficar ali tirando pedido, você precisa conhecer da modelagem, precisa conhecer das marcas, você precisa conhecer um pouco de tudo do que você tem dentro da loja para você criar argumentação de venda, para você ser eficiente na argumentação.

E com isso gera margem, gera fluxo. E o ponto mais importante, a recorrência. O cliente precisa, e nós temos dois clientes nesse negócio. Nós temos um cliente fornecedor, que são todos nós aqui que temos malas e malas de roupas que às vezes fazem dois, três anos que a gente não acessa essas peças do nosso roupeiro e a gente então fecha essas sacolas e malas e manda para o Peça Rara.

Peça rara faz todo o processo de curadoria, envia, cadastra tudo e envia para o cliente dizendo, olha, está aqui o seu estoque. Hoje a gente já está numa versão mais evoluída, várias lojas já têm a opção de a gente comprar essas peças.

porque antes a versão inicial era consignação, mas hoje nós já damos as duas opções para o fornecedor. Você quer vender agora ou você quer deixar em consignação? Obviamente, na consignação ele ganha um pouco mais, porque ele vai esperar essa mercadoria girar. Na opção de compra, a gente põe dinheiro na frente.

Então, nada mais justo do que ele custar um pouco menos. E isso, obviamente, mexe na atratividade, na margem do negócio. Se o fornecedor precisa de dinheiro, está bom, leva antecipado. E esse processo evolutivo não para. Tecnologia, investimento. E hoje a gente está numa versão do peça rara, que a gente fala sempre assim com muita segurança, nós podemos dar 75% de garantia de sucesso.

o que equivale a dizer que esses 25% é o papel do franqueado. Ele precisa abrir a loja, como eu falei, cuidar da loja, cuidar do corpo de colaboradores, ele precisa se relacionar com os fornecedores, estabelecer uma conexão muito forte com todo o ecossistema de onde ele vive, com a comunidade, com o bairro, no entorno.

E se ele faz esses 25%, bingo, 100%. É uma das marcas que a gente tem menos fricção com franqueados, é uma das marcas que a gente tem menos problema de fechamento de unidades. Não dá para dizer que uma franquia nunca vai fechar. Você tem...

motivos de doença, você tem casais que mudam-se de cidade, você tem mudança de propósito na vida do casal ou da pessoa que opera a loja, mas assim, eu diria que dos indicadores nossos, Peça Rara é uma das marcas praticamente com 100% de assertividade, em que o franqueado monta e se ele seguir fielmente os manuais operacionais, o sucesso é garantido.

E Bruna, você me exato contou um pouquinho como é que foi pra ele ali do outro lado. Eu queria saber como é que foi pra você, porque você parou bem no momento em que você recebeu a ligação, né? Sim. Como que foi receber essa ligação e depois a entrada de um sócio que movimenta tudo dentro do negócio, né? Porque vai acelerar. A ideia era justamente essa, de acelerar. Como que foi?

Foi uma surpresa, eu recebi esse telefonema e no dia seguinte marcamos uma call já gravada para que a gente pudesse já passar a falar algumas coisas, entrar em alguns detalhes, algumas informações. E aí eu não me dava conta que era o semensato do Shark Tank.

Era SMZTO, era SMZTO, e aí o Gustavo, meu irmão, meu sócio, na ocasião da ligação, pedi para ele estar perto, ele estava comigo, e ele sempre falava assim, fã de Shark Tank, ele, Bruna, manda carta, vamos escrever para o programa, a gente tem que ir, você tem que ir. Foi em 2021? 2020? 2020, isso foi início de 2020, então...

Um ano antes, o Gustavo falava e tal. Eu falava, não, a gente não está pronto. Não, falta isso. Não, falta aquilo e tal. Quando eu for, eu não vou para não levar. E aí, até que nessa ligação, em algum momento, o Pedro falou. O José Carlos, aí o Gustavo.

Shark Tank. Enfim, então assim, foi uma emoção porque eu falei, nossa, né? A gente brinca, eu adoro falar aqui, as pessoas perguntam muito qual foi o seu episódio, eu quero assistir. Eu falo, não, foi o Semezato que... Foi um episódio que nós fizemos. Ele que entrou em contato comigo. Um episódio privado.

Então, assim, foi muito emocionante. Logo em seguida, esse telefonema foi no iniciozinho de março, dia 1, 2 de março. No dia 18 de março foi lockdown. Então, assim, ficamos muito frustrados a princípio porque a gente estava já com a agenda marcada para virmos para cá. A gente perde praticamente um ano e meio, dois nesse período. Foi uma inércia no mundo ali, em todos os negócios. É, o mundo todo, todo mundo fala. Uns mais, outros menos. Mas a gente perde entre um ano e meio e dois dessa janela ali.

E tem que perder e não paramos. Então, é isso que eu ia falar. Na verdade, a gente perde, mas no nosso caso, não viemos a São Paulo no final de março. Em abril, aprendemos a fazer as calls, então a gente começou a fazer reuniões online. Já acelerou o processo das videoconferências. Isso, ao longo do semestre, nos reunimos algumas vezes. Em julho, ao invés de nós virmos para cá...

O pessoal do Seme Exato, que foi Seme Exato ainda não, porque estava recluso por conta ainda que não tinha vacina e tal, mas as pessoas que puderam ir foram. E fizemos uma... Eu lembro que eu aluguei uma van, coloquei água gelada, isso e aquilo para receber. E fizemos o tour e tal. Tinha que tentar impressionar. Quem foi nessa turma? O Bruno estava também? O Bruno não foi, porque na véspera o irmão da Samara faleceu de Covid. Ah, é verdade.

Então foi o Renan, o Guilherme, o Marcão e o Pedro. E acho que o Daniel na época, se não me engano. Enfim, então foi aquela tensão, né? A gente não pode fazer feio. Eu nunca mais vou receber um telefonema de uma pessoa, de um investidor, de um empresário, né? Que é a referência que a gente tem no país, no franchising e tal.

E foi muito legal porque, na verdade, com toda essa preocupação que a gente sempre fez, foi ser muito transparente, muito sincero. Então, esse encontro em Brasília foi muito feliz. Nós já tínhamos engatilhadas a venda da loja de Recife, independente da nossa parceria. A primeira de Goiânia e a primeira de Cuiabá. Então, inauguramos essas três lojas, enquanto negociávamos e conversávamos.

O Bruno quis muito que a gente já trouxesse a primeira loja para São Paulo, então o Bruno já entrou como investidor acreditando no negócio. O primeiro franqueado foi o Bruno Semezato, olha isso. Olha a responsabilidade também. Mas realmente estava comprado no negócio, acreditou. Essa é uma crença, quando você se propõe a montar uma loja franqueada, porque de fato, e também para validação, para testar o modelo, foi muito bom essa experiência.

E a gente já queria estar perto. Então, aconteceu dessa forma. Inauguramos essas quatro lojas no segundo semestre de 2020. E aí, 21, de fato, assinamos a entrada da SMZTO como sócios. E superaceleramos, né? O Semenzato muito presente. Bia e Bruno são duas... Eu falo que o Semenzato fez muitas coisas incríveis na vida dele, na carreira dele. Mas a principal deles foi a educação que ele proporcionou para os meninos. Eles são pessoas...

muito especiais, muito comprometidos, muito disponíveis. Então, a nossa profissionalização, tanto nossa, pessoal, assim, minha, dos meus irmãos, da minha família como sócios, e da empresa se deve muito realmente a essa parceria. Ao mesmo tempo, a liberdade que a gente tem e a confiança que eles tiveram em todos nós de nos permitir também continuar mantendo aquilo que a gente...

Sabia que fazia toda a diferença, né? Em termos de cultura de empresa e uma série de coisas. Então foi muito legal. Reservando o DNA, né? E aí 21 inauguramos 30 lojas, 22 mais ainda, 23. Hoje são 130 lojas inauguradas. Ano passado seguramos um pouquinho. Semana Exato não queria que a gente fizesse isso não, mas ele cede. Quando a gente pede, ele segura um pouquinho.

para a gente poder realmente... A expansão aconteceu, obviamente, de forma muito organizada, mas muito acelerada. Então, no passado, a gente precisou olhar para todas as lojas, para todas as operações. A gente tem, acho que, muita sorte e, ao mesmo tempo, muita habilidade em trazer franqueados.

muito disponíveis e que se apaixonam muito pelo negócio mas ainda assim existem os desafios, os perfis às vezes não são tão adequados ao negócio, então a gente precisa cuidar então no passado a gente cuidou muito da rede esse ano a gente volta a acelerar um pouquinho para que a gente possa cumprir a meta a meta você apontando a meta que você estabeleceu

Mas é isso, e o que eu acho que o processo do crescimento de uma marca, ela depende muito do tempo resposta que o próprio mercado, que os próprios franqueados devolvem. E como a gente tem aqui um negócio novo,

Porque falar de 10 anos é uma cultura extremamente nova. Falar que brechó no passado era uma coisa depreciativa. Era uma coisa de... A classe média não frequentava. Era uma coisa muito de bazar, da pechincha. Era uma coisa totalmente... Hoje, quando você entra... De pensar em roupas velhas, usadas. Aquilo que não serve para nada mais. E se achar alguém que interesse...

Hoje não, você entra numa loja do Peça Rara, parece que você está numa loja de departamentos. É um negócio assim, quem não conhece, por favor, precisa conhecer, vai se apaixonar, vai se impressionar. Então, assim, eu acho que a mensagem aqui hoje é dizer assim, quem não conhece esse setor, precisa conhecer.

É fascinante você ter lojas faturando 300 mil, 400 mil, 500 mil por mês. É um faturamento excepcional. Não vou falar lojas próprias, porque aí já tem quase 20 anos, tem maturidade. Mas são faturamentos espetaculares. E o investimento não é alto, isso que é legal, Mari. A gente está falando aqui de um investimento hoje de 500 mil, mais ou menos, para montar, pouco mais, pouco menos, depende. Uma loja padrão, 500 mil reais.

Quando você fala um faturamento hoje na faixa de 200 a 300 mil, vou nivelar por baixo, nós estamos falando uma margem de 15%. 300 mil, 15%, estamos falando em 45 mil por mês. Quanto dá a remuneração, por melhor que seja, de 500 mil reais investidos hoje? O máximo que você vai obter é 1% ao mês, você vai ter 5 mil. Nós estamos falando em 45 mil.

Então você faz oito vezes mais dinheiro, óbvio, não se compara, uma é atividade comercial, você tem risco, a outra é uma atividade passiva, o dinheiro trabalha sozinho lá, mas é muito desproporcional. Então para quem precisa, eu falo sempre assim, porque a análise de quem está assistindo agora é assim, eu preciso de 30 mil para viver por mês.

O outro, eu preciso de 50 mil para viver por mês. E alguém vai dizer, eu tenho três filhos na faculdade, eu precisava reforçar minha renda, eu preciso de mais aqui uns 80 mil. Tá bom, se você montar duas lojas, três lojas, é ter uma capacidade de liderança para montar times.

e conseguir fazer um gerenciamento de três lojas que não sejam tão longes uma da outra, eu falo muito de você montar isso sempre no entorno de onde você vive, para que os deslocamentos não fiquem exaustivos demais. Você consiga visitar suas lojas toda semana, pelo menos.

faz reuniões por videoconferência com a liderança, por que não bateu a meta de ontem? Então, hoje vai ter que bater a meta de hoje e a de ontem. Porque se isso vai acumulando, você vai deixando para o final do mês, você não vai bater a meta. Então, os nossos processos são muito envolventes, não só do franqueado, como também das equipes. E a gente propicia, como eu falei, um negócio muito lucrativo. Eu, às vezes, costumo dizer o seguinte, um bom franqueado,

Se ele tiver 5 a 10 lojas, às vezes ele fica maior do que muitos franqueadores. Um franqueador que tem menos de 100 lojas, ou que tem 50 lojas, um franqueado com 10 lojas, ele faz mais dinheiro.

Então, o franchising é uma coisa que permite essa expansão com segurança, onde você tem um dono cuidando nos lugares mais distantes do Brasil e com um suporte, um apoio da franqueadora.

onde você tem consultores de campo, você tem gerente comercial, você tem campanhas de marketing, de quem conhece há 20 anos a atividade e que manualiza e instrumentaliza isso de forma que o franqueado se torna um executor.

Às vezes me perguntam muito, você quer um franqueado gênio ou você quer um franqueado normal? Eu prefiro mil vezes o franqueado normal, porque o franqueado que é gênio, que é criativo demais, ele fica tentando reinventar a roda, ele fica tentando reinventar uma franqueadora que já deu certo, que já está azeitado os processos. O modelo de negócio já existe, já está comprovado. Já errou bastante lá atrás.

já aperfeiçoou, já corrigiu, sistematizou. Aí ele chega e fala, ah, eu vou fazer diferente. Aí quebra a cara. Isso é, assim, todo dia isso, todo dia. E aí vai lá, Bruna, você tem razão, eu não deveria ter feito, volta a fazer os processos direitinho e a coisa dá certo. Exatamente.

Isso é muito exato. Você falou bastante dos franqueados que são investidores, de certa forma, né? Mas eu queria saber, você como investidor, o que você traz para um negócio além do dinheiro? O que você acha que é a diferença?

Sim, falei um pouquinho agora há pouco até de ter vivido, vivenciado, ter feito várias empresas do zero, traz para a gente uma bagagem, uma experiência muito grande. E a gente preconiza algumas coisas dentro do nosso ecossistema. Primeiro, se você não constrói uma marca de sucesso, você não cria um diferencial.

A marca é o elo de sustentação na cadeia. Você compra de uma marca peça rara porque você sabe quem está por trás dessa instituição. Você sabe quem são os acionistas, você sabe que tem um grupo de investimento sério que cumpre o que é prometido. Isso, para mim, significa mais de 50% da venda.

Então, o franqueado local não precisa ficar investindo horrores de dinheiro, campanhas super caras, onde o CAC, o custo de aquisição do cliente fica muito alto e ele não gera faturamento.

Na medida que a marca reverbera, eu chamo isso muito de marca guarda-chuva, na medida que a gente gera, e o que nós estamos fazendo aqui hoje, é exatamente mostrando para o mercado que existe um ecossistema chamado aqui SMZTO e peça rara em específico, que é uma marca de segurança, que é uma marca que você pode investir e você vai ter bons resultados. Isso reverbera lá na cidade que ele vai montar.

Ter a Débora C como sócia embaixadora é para ampliar os nossos holofotes de sustentação e de confiança e de autoridade da marca. Então o primeiro pilar que eu considero fundamental, investir na marca. A marca é a sua identidade, é o seu sobrenome, é sobre você a sua marca.

Depois vem time, nenhuma empresa também será vencedora, vai se tornar líder número um do mercado, vai se tornar número um do mundo se ela não tem um time coeso, um time dos melhores profissionais. E a gente não abre mão de...

ter os melhores profissionais, tanto na área de operações, a área de tecnologia, a área financeira, a área de marketing, então nós precisamos ter realmente esse ecossistema bem azeitado. Quando tudo isso, depois por último, produto de qualidade e oferta adequada ao bolso do consumidor.

Parece simples, mas você orquestrar tudo isso e fazer com que marca forte, time totalmente focado, obcecado pelo resultado, obcecado pela satisfação do consumidor. Quando tudo isso aqui realmente se encontra...

É a conjugação ou a comunhão perfeita dos astros, que a gente costuma dizer. É só sucesso. E franqueado, quando ele compra essa ideia, quando ele adquire o DNA, quando ele adquire realmente a cultura da empresa, ele leva isso de forma padrão. E aí o consumidor recebe isso, abraça sucesso natural. Então a gente usa muito...

Esses ingredientes aqui que a gente considera, a começar pela qualidade do sócio, depois qualidade do negócio, depois força da marca, time e franqueados escolhidos da melhor qualidade. Não dá para ser perfeito nunca, porque também não existe uma fórmula que você fala, olha o franqueado perfeito.

Para o peça rara tem que ser de tal idade a tal idade, preferencialmente ele tem que gostar de moda. Então assim, nunca você vai encontrar às vezes um franqueado que não tem nada a ver com moda. Ele é um investidor, mas ele sabe liderar, ele sabe montar time, ele sabe delegar. Ele vai ter mais sucesso do que às vezes quem é da área da moda.

Estou dando exemplos aqui porque, de novo, ele vai ser assim, um seguidor, um executor fiel dos procedimentos. Franqueado que dá certo, ele executa o que o franqueador recomenda. Esse é o franqueado de sucesso.

E Bruna, eu queria que você falasse um pouquinho de operação. Você começou a falar até, e o seu Menzato até falou, para você explicar um pouquinho mais, queria que você trouxesse aqui, porque no negócio de vocês, não dá para verticalizar a operação, por exemplo. Vocês não fazem produção, então a matéria-prima que vocês vendem, o produto que vocês vendem, vocês não conseguem fabricar. Como que vocês fazem esse processo?

para conseguir garantir uma qualidade, para conseguir ter uma loja, como o Semenzato falou aqui, uma loja de moda, né? Que não parece um brechó, parece uma loja mesmo, um brechó como aquele brechó antigo que a gente tem na cabeça ainda, todo mundo se lembra mais ou menos, que é uma coisa meio bagunçada, com muitas araras ali, roupas meio espremidas, você precisa realmente quase garimpar ali no meio para encontrar coisas. Como que é o processo de vocês?

Acho que das coisas mais importantes que a gente faz, e é uma pergunta que sempre eu recebo, é o que o Peça Rara tem de diferente? O que o Peça Rara fez de diferente? Obviamente, ao longo dos anos, a gente construiu uma metodologia e colocamos alguns ingredientes adicionais para o brechó convencional. Mas a principal delas, a principal coisa que a gente faz, eu resumo numa palavra que se chama cuidado.

Desde o começo, intuitivamente, acho que também por conta da minha formação, e talvez a minha personalidade, a minha educação e o que eu aprendi com os meus pais, eu entendi que eu precisava cuidar. Cuidar das pessoas.

sejam elas os meus clientes, fornecedores ou os meus colaboradores, cuidar das coisas, ou seja, das peças, dos itens. Então, o brechó convencional, as pessoas levam os itens e os itens são dispostos à venda da maneira como eles chegam.

No nosso caso, não. A gente tanto higieniza quanto repara, quanto pede o apoio do próprio fornecedor para que faça isso e traga a peça em condição de exposição. Quando essas peças são avaliadas e etiquetadas e vão para a loja...

A loja, o visual merchandising da loja, que parece que talvez não fosse necessário num brechó e é necessário, as peças são únicas. Eu não posso dispor a infinidade de itens. Para vocês terem noção, a gente tem numa loja convencional, em média, 20 mil itens expostos. Únicos.

Se eu não tiver critério, se eu não tiver organização, se eu não colocar esses itens em categoria de uma maneira muito organizada, as pessoas não vão encontrar, não vão se encontrar. Atualmente, ao longo dos anos e com a contribuição, com toda modéstia, do peça rara e a maneira como a gente foi educando o nosso consumidor, o nosso público, o nosso cliente, isso vem mudando. Mas, de modo geral, as pessoas não estão acostumadas, elas não estão habituadas, elas não foram educadas.

a frequentarem os brechós. Então a gente precisa facilitar isso. Então as lojas são organizadas, as peças estão em excelente estado. Além disso, a gente tem um braço social muito importante, que é o Instituto Eu Sou Peça Rara. Ele existe informalmente desde o primeiro ano de loja e há quatro anos ele se tornou uma instituição social sem fins lucrativos, onde a gente transforma.

o excesso que a gente recebe nas lojas e aquilo que a gente não seleciona para colocar à disposição dos nossos clientes, mas que mesmo assim a gente repare e dá o devido cuidado e tratamento para que possa servir alguém. Isso tudo é destinado ao Instituto, onde a gente vende esses itens, obviamente, a valores mais interessantes.

e a renda é revertida para as instituições que cuidam de crianças especialmente. E por que isso? Porque simplesmente doar o que a gente tem em excesso não é fazer ação social. Então, assim, é um ciclo muito completo o que a gente faz e o trabalho que a gente tem diário em cada uma das unidades.

Então, eu acho que isso faz toda a diferença, isso faz com que as pessoas, com que a nossa credibilidade e o respeito pelo nosso trabalho cada vez aumente mais, as pessoas vão comentando, elas vão falando, e por mais que a gente tenha ações de marketing muito importantes, a gente tem a Débora Seco, que abriu portas Brasil todo afora, inclusive as pessoas muitas vezes, em todo lugar que eu estou, obviamente, sementado também com certeza, e conhece o Peça Rara, conhece o Peça... Ai, não!

O brechó da Débora Seco, ai, conheço, tem um perto da minha casa. Então, assim... Teve um impacto muito grande. Por mais que a gente faça tudo isso, muito, a principal questão é realmente o atendimento, o relacionamento que a gente constrói com cada cliente, cada fornecedor, cada funcionário, cada franqueado, são as relações que a gente estabelece nesse trabalho. Isso faz toda a diferença, isso faz com que as pessoas falem bem.

E quando falam mal e quando não houve alguma situação que fugiu do nosso controle, porque obviamente isso acontece, a gente faz questão de saber, a gente faz questão de corrigir, a gente faz questão de pedir uma nova chance, uma nova oportunidade para um cliente ou fornecedor. Então, acho que é um pouco disso tudo que faz com que a nossa história seja um pouquinho diferente e com que a nossa operação...

funcione de uma forma mais eficiente do que os brechós convencionais. Eu costumo dizer que eu sou suspeita, eu gosto de todos, eu adoro todos, eu entro em todos os brechós, seja o menor e mais desorganizado e que não está limpo, até o mais sofisticado, acho que todos têm o seu valor.

Adoro quando eu posso, quando eu tenho a oportunidade, às vezes até, de dar algumas dicas, porque eu também aprendo muito em todos os espaços. E também gosto muito de dizer que, assim, o que a gente faz é muito... A BF, por exemplo, a feira que a gente participa todos os anos. Eu adoro andar pela BF, pelos corredores, para poder enxergar um negócio legal, um negócio diferente, o que eu compraria hoje, no que eu investiria o meu dinheiro se eu fosse abrir uma franquia. E aí eu...

Não consigo. Obviamente existem muitas coisas interessantes, muitas marcas legais, coisas inusitadas, mas não tem nada tão legal como peça rara. Porque, assim, imagine que a gente recebe, em média, 40 pessoas por dia, por loja, levando, em média, 40, 50 itens cada uma. Algumas levam muito mais que isso, o que gera um número de 500 peças por dia uma loja madura. Uma loja recém-inaugurada, no mínimo, 100, 150 peças por dia recebe.

de itens que estavam em desuso, esquecidos, guardados, parados na casa das pessoas. Então, o trabalho que a gente faz de realmente recircular tudo isso, colocar isso no mercado, gerar receita, gerar emprego, gerar renda. A gente estava na convenção esse final de semana e eu me emociono muito de olhar uma plateia de 300 pessoas, onde estão ali franqueados, gerentes, e quantas pessoas essas pessoas têm embaixo delas, que depende desse trabalho que a gente está fazendo.

É um ciclo muito grande que a gente acaba movimentando. E tudo isso por conta do nosso compromisso com esse trabalho. E como foi a chegada da Débora Seco, já que ela revolucionou tanto o negócio que está todo mundo...

de alguma forma conhecendo também por conta dela, como que foi a aproximação? Chegou em quem? Então, um pouco desse processo já está no DNA da SMZTO. Uma das primeiras sociedades, primeiro quando eu fiz microlinhos e depois em Belécia, a gente teve uma aproximação muito, eu levava microlinhos para o domingo legal e fazia doação.

de cursos, de casas no programa de auditório, aquele dia de princesa. E ali eu comecei a perceber que você podia construir uma marca nacionalmente sem precisar investir os 10 milhões, 20 milhões em mídia.

Então, essa coisa, eu chamo isso de fazer mais com menos. É um pouco da engenharia financeira que você precisa usar no franchising. Porque você coleta 1, 2% de fundo de propaganda da rede. Esse dinheiro somado de uma rede...

quando ela tem mil unidades é uma coisa, quando ela tem 100, 150, 200, esse dinheiro é pequeno. Não dá para você comprar um pacote de mídia nacional que você pudesse entrar na casa de todo mundo, seja offline, seja digital.

Então, na medida que nós começamos a criar esses caminhos alternativos, uma das grandes sociedades que eu fiz em 2013, 2014, foi quando eu investi, entrei na Espaço Laser e eu trouxe a Xuxa junto. E isso foi...

tipo assim, foi o antes e depois da Espaço Laser, porque ela estava ali no seu último ano na Rede Globo e a Xuxa então despejou toda aquela credibilidade, aquela confiança, né, daquele momento, talvez o auge da carreira dela, logo depois ela foi para a Record, e isso deixou uma chancela muito forte para a Espaço Laser.

E depois essa história foi se repetindo, Ratinho por 11 anos, sendo o garoto propaganda da Odonto Company, o que tornou uma companhia de reconhecimento nacional. Michel Teló com o Ortodonte, Oralcim com o cantor Leonardo. Então, cada marca a gente vai buscar um atributo. No caso do Peça Rara, a gente foi buscar um atributo que fosse alguém, primeiro, que tivesse muita credibilidade.

segundo, precisa ter um fit da moda precisa ser uma pessoa também a Bruna depois pode até complementar mais porque ela está mais próxima da Débora Seco depois da aquisição elas ficaram amigas eu não sou amigo a gente se respeita mas não sou amigo, a Bruna é amiga e aí

Quando a Bruna chega, então, ela dá voz e ela credibiliza essa marca, tornando nacionalmente Peça Rara conhecido, sem precisar botar 20 milhões ali. E o modelo que a gente tem usado? A gente traz essas celebridades como embaixadora, mas como sócio, como sócia. De fato. E com equity de participação.

É o Media por Equity nesse caso? É o Media por Equity, em que você investe cinco anos de entrega de imagem e a gente retribui com uma participação no negócio ao longo de cinco anos. Então, após cinco anos, ela vestiu aquele Equity e ela passa a ter direito sobre um evento de liquidez, passa a ter direito sobre dividendos. Então, é uma forma de você remunerar esses...

essas celebridades sem ter que pôr a mão no bolso numa empresa que está começando, o que custaria muito dinheiro. Ir para a mídia e fazer campanhas onde você não tem lojas espalhadas pelo Brasil. Então esse foi um modelo que eu encontrei muito forte e que tem dado muito certo. Praticamente todas as marcas nossas, a maioria delas tem uma celebridade, tem um sócio que ajuda na construção de marca, é que traz sustentação.

E depois, por terem aqueles canais de 10, 20 milhões de seguidores, naturalmente, quando elas fazem um post, isso reverbera também para todo o Brasil. Nas nossas promoções, né? A Bruna pode complementar um pouco. E aí ela tem todo o interesse que o negócio cresça também. Ela é sócia. Ela está vinculada ao sucesso.

E aí foi super interessante, a gente tivemos a oportunidade de conversar com duas ou três pessoas antes, anteriormente a Débora, que por algum motivo não funcionou. É uma escolha, a gente faz ali, uma série de análises. E aí quando ela chegou, primeiro que foi início de 22, ainda

O mundo ainda um pouco inseguro em relação às consequências da pandemia e foi bastante, obviamente, já com mais segurança, vacina já tinha e tal. Ela foi a primeira delas, das pessoas com quem a gente falou, que quis nos conhecer pessoalmente.

E a gente fez uma reunião. E aí eu também gosto de brincar com essa história porque ela chegou linda, né? Depois nós fomos para a churrascaria. Depois a gente foi almoçar na churrascaria, no shopping, aqui no JK. Depois a gente foi para uma loja. Mas ela chegou linda, com uma roupa branca, maravilhosa. Aí estávamos de mulheres. Eu e Bia Semenzato. Semenzato, meu irmão, Marcelo, meu marido, meu pai. Mais homens. Aí quando ela entrou, eu cutuquei a Bia e falei, Bia, quem vai decidir isso aqui sou eu e você.

Porque ela já chegou chegando, ela já vai, ela já deu uma rasteira aqui. Eu adoro brincar com essa história, mas assim, ela foi muito... E na época eu lembro que eu fiquei, essa mulher é uma excelente atriz. Ela está sendo atriz. Ela não está falando a verdade. E logo em seguida, pude constatar que ela estava falando a verdade. Ela falou, olha, vocês estão muito interessados na minha imagem, no que eu represento para o país, nas portas que vocês querem que eu abra, mas eu tenho muito mais interesse em vocês.

Eu tenho uma... Comprou ideia. É, ela falou, eu tenho uma... Aí facilita as coisas, né? Eu tenho uma carreira de 35 anos, de muita credibilidade, de muita luta. Eu ouvi muitos nãos e recebi muita porta na cara para poder chegar onde eu cheguei. Então, assim, eu tenho muito valor, eu conquistei esse espaço, mas eu preciso hoje, até em função da mudança que existe, de tudo que está acontecendo no mundo em termos de...

de mídia, de marketing e televisão e digital e tudo que está acontecendo, eu preciso me associar, associar a minha imagem a empresas que me tragam também credibilidade em função de outros atributos. E eu quero aprender com vocês. Muito legal.

Ela falou que eu quero contribuir, mas eu quero aprender, eu quero fazer desse negócio usando, obviamente, o que eu posso entregar, que é o que eu sei fazer como atriz e com a credibilidade que eu tenho, para a gente tornar esse negócio realmente o maior do Brasil e quem sabe a gente possa ainda conquistar o mundo, porque isso faz muito sentido para mim. A economia circular tem uma participação em uma empresa de construção.

ecológica, então ela é muito engajada com isso assim que a gente começou a nossa história o nosso relacionamento, a nossa amizade foi uma amizade ela falou, nós somos sócias, mas a gente tem que ser amiga, a gente tem que se conhecer a gente tem que estar à disposição uma da outra porque senão não vai funcionar então tá aqui meu telefone pessoal obviamente eu tenho uma agenda e eu tenho muitos negócios, eu tenho uma série de compromissos, mas o que for possível né

eu vou fazer e está aqui, vamos fazer junto. E essa relação foi amadurecendo e, de fato, ela tem, obviamente, uma entrega, um compromisso mensal de trabalhos e de vídeos e de posts e de coisas que ela faz. Na verdade, ela faz muito além disso.

Temos presenças dela anuais em eventos, em inaugurações, em lojas. Estávamos juntas, inclusive, agora no final de semana. E ela vai para o palco, ela faz abertura, ela faz fechamento, ela faz premiação e grava vídeo. Tirou 500 fotos, gravou não sei quantos mil... Enfim, então realmente foi mais uma... É uma sócia mesmo. E uma visão que, obviamente, o Semenzato, com a experiência dele, trouxe para a gente que fez toda a diferença.

É interessante, Mário, tem um ponto aqui que é assim, por mais que a gente tenha sido meio que pioneiro nesse modelo, as empresas acham que é só você fazer um copiar e colar. No final do dia, o principal segredo de uma parceria dessa dar muito certo é o compromisso da empresa com o consumidor.

Quanto maior for o sócio embaixador de credibilidade e confiança que você tem, maior é o tamanho do seu telhado de vidro.

Maior é a qualidade que você tem que entregar na relação com os seus franqueados, na relação com fornecedores e na relação com os clientes. Então eu falo sempre o seguinte, eu nunca tive, desde as primeiras parcerias, as primeiras sociedades que eu fiz, eu sempre tive uma coisa certa, eu só vou trazer uma sócia com esse quilate, com essa responsabilidade, se eu tiver um bom negócio.

Porque se eu não tenho um bom negócio, isso vai ser um efeito aceleração, sem alicerce, sem pilares de sustentação. Esse prédio vai ruir em algum momento. E assim, não vou dizer nada, mas a gente está cansado de ver essas histórias se repetirem. Por quê? Porque acelera algo que não tem sustentação, depois o consumidor não recebe a oferta que foi prometida.

e aí a coisa realmente começa a degringolar. Então a gente tem muita responsabilidade quando a gente traz sócios, como Débora Seco, como eu falei aqui, Ratinho e muitos outros, é porque a gente de fato acredita muito e a gente tem um propósito genuíno de cumprir com o que é prometido. A satisfação do consumidor tem que estar em primeiro lugar, sempre.

E a gente está falando de uma história de muito sucesso aqui, mas eu queria falar de algum fracasso também. Queria que vocês contassem qual foi o maior erro. Bruna, primeiro você. Acho que você tem mais tempo de trajetória na peça rara. Qual foi o maior erro que você cometeu dentro da empresa? O que você fez que, se você pudesse voltar no passado, você faria diferente?

Então, eu pensava que o maior erro talvez tivesse sido não me planejar para algumas coisas que eu fui fazendo, que eu precisava fazer. Mas eu... Você já descobriu e aprendeu que você faria tudo de novo. Tudo de novo. É porque senão você não estaria aqui para contar essa história. Exatamente. Então, assim, eu me perguntei, me questionei.

Eu já tentei achar esse erro também. É, e fico assim, gente, sabe? Porque... É interessante. E ao mesmo tempo eu falo, mas tem que ter um. Não é possível que eu nunca tenha errado.

Eu acho que fui muito feliz nas minhas escolhas e nas pessoas que foram chegando no meu caminho. Eu tenho muitos colaboradores que estão conosco há muito tempo, que foram crescendo, obviamente, não estão há muito tempo no mesmo lugar. Eles foram tendo oportunidades e foram crescendo junto. Eu brinco que hoje temos alguns que são muito melhores do que eu. Então, não vejo, não consigo te falar...

Por exemplo, sistema. A gente passou por cinco sistemas operacionais de gestão para poder chegar no momento em que a gente investiu no nosso sistema próprio. Talvez um erro tenha sido não investir antes.

Talvez tenha sido... Mas assim, eu também acredito que tudo acontece na hora que tem que acontecer. É isso mesmo. Você só descobriu o que você queria no modelo proprietário também, passando por todos esses outros sistemas que não serviam. Exato, que não me atendiam. Cada mudança de sistema, imagina, a gente tinha um banco de dados gigante, e aí quando a gente ia contratar o sistema novo...

São quantos QPIs? Cada um único. O sistema que atende dias para o mercado não conseguia atender a gente. É, porque você não tem... Os estoques não são fixos. Todo dia é um item novo. E eu não queria apagar nada. Mas tem que apagar, já vendeu. Não, não pode, porque eu preciso acessar se um fornecedor vier questionar.

Então, assim, talvez tenha sido um erro não investir antes em tecnologia, mas foi na hora. Marketing, por exemplo. Nosso marketing foi muito, eu diria que, só o marketing boca a boca e a cidade de Brasília, apesar de ser uma cidade grande, acaba sendo uma cidade muito pequena. Então, a gente sempre se apoiou muito nessa divulgação, nessa indicação. E deveria ter investido um pouco mais? Talvez sim. Mas, ao mesmo tempo, a minha empresa nasceu familiar.

Todos nós passamos a depender do resultado da empresa para poder sobreviver e sempre com muito pé no chão. Meu pai é militar da aeronáutica, então uma pessoa pensa regrada, centrada, cheia de princípios digital. Então, assim, a gente nunca deu um passo muito maior do que a gente poderia, mas ao mesmo tempo a gente dependia daquilo, então o investimento...

Fora do que era a subsistência da família, também não podia acontecer. Talvez tenha sido um erro, talvez tenha sido. Mas eu não consigo te dizer, assim, de um momento, uma vez, uma situação em que eu tenha cometido algo do que eu me arrependa, do que, sabe, tenha dado errado. Acho que mesmo errando, a gente acabou acertando. Você faria tudo de novo. Faria tudo de novo. Eu tenho um erro fatal.

Não canso de dizer, porque em que pese, de novo, se eu tivesse que voltar lá atrás e fazer...

essa história exatamente igual eu faria. Faria tudo de novo. Porque também foi o que me trouxe até aqui. Mas ter assinado contratos de leasing de computadores, financiamento de computadores com indexação pelo dólar em 91, 92, 93. Três anos. Foi quando eu comecei o meu primeiro negócio. E em 94 vem o plano real e simplesmente...

vem uma tal de deflação nas mensalidades dos alunos, então receita decrescente e despesas crescendo por indexação do dólar. Salvo engano era o IGPM que era indexado ao dólar. Foi assim, seis meses eu estava quebrado, falido.

Então foi uma experiência muito amarga com 25, 26 anos de idade, quando eu literalmente quebro pela primeira vez. E coincidentemente eu fui salvo pelo franchise. Um consultor lá de Linz me falou...

Mas você não precisa fechar, não precisa encerrar suas atividades. Faz franquias. Eu falei, mas como? O que é franquia? E aí, falando com advogados, vim para São Paulo e fui entender o que era o franchising. Em 1995 eu entro para o mundo das franquias e nunca mais parei. Hoje são mais de 5 mil franquias no ecossistema, 18 marcas investidas.

a gente faz mais de 10 bilhões de faturamento de sell-out por ano, então, assim, um ecossistema gigante. E vai falar que a gente, nesses 30 anos empreendendo, evoluímos, estamos no nosso ápice de onde pode chegar? Não.

Nesse momento a gente está criando um ecossistema, uma plug-Z, que é como plugar zilhões de oportunidades para que peça rara possa conversar com outras marcas e que as outras marcas possam conversar com peça rara, porque nós temos milhões de clientes dentro do nosso ecossistema SMZTO. Para falar em número, 20 milhões, 30 milhões de clientes.

E que se eu puder pescar nesse aquário, eu tenho compradores por peça rara e vice-versa nas outras marcas. Então, depois de 30 anos, a gente está aqui ainda inovando e, obviamente, trazendo um novo negócio para dentro dos nossos negócios, porque todos os nossos sócios serão sócios dentro da PlugZ.

num modelo que retroalimenta, quanto mais negócios o Peça Rara gerar dentro desse ecossistema, maior participação ela vai ter. E a outra marca, quanto mais negócios ela gerar, maior participação. Então as participações dentro da PlugZ serão variáveis na medida do que cada um gerar de oportunidades ali dentro. E isso vai para a área financeira, financiamento de consumidor, financiamento de franqueados para retrofitar lojas. Então quando...

a gente fala, venha ser um franqueado do grupo SMZTO, venha ser um franqueado do Peça Rara, nós estamos dizendo assim, venha para um mundo infinito de oportunidades, em que existe um grupo há 30 anos pensando em como prover as melhores soluções, desde o volume de compra, as melhores práticas, essa experiência de 30 anos certamente vai fazer com que o franqueado R1...

o mínimo possível, ou que ele não erre preferencialmente. E tudo isso começou por causa de um erro lá atrás de mais de 30 anos. Que, obviamente, você aprende. Foi talvez a melhor coisa que você fez. A melhor escola, porque um erro desse não te deixa errar nunca mais. Aí vem aquela pergunta que você fez em algum momento, né?

Se você fizesse um planejamento, se eu tivesse feito um plano de negócio, se eu tivesse um consultor dito, você não pode assinar o contrato em dólar, talvez eu não teria assinado nenhum contrato, mas também nem existiria. O negócio não teria nascido. Então, passar por todas essas experiências, eu acho que é inerente a todo empreendedor que quer criar algo do zero, diferente de comprar uma franquia.

Quando você compra uma franquia, você compra segurança, garantia de sucesso. E eu queria saber como que está a empresa hoje. Qual que é o tamanho, o que você pode abrir para a gente, Bruna? 130 lojas inauguradas, algumas em fase de implantação, pré-inauguração. Esse ano a gente inaugura algumas unidades. 40, 50 para esse ano? Sim. Isso, até o final do ano. Em 25 e 26 a gente tem sentido o mercado.

Em função dos juros um pouco alto, Mari, era para a gente estar sonhando aqui com 80. Sim. Mas você vê que o custo do dinheiro está muito caro e a gente tem sido comedido. Também. Ah, o franqueado você não tem todo o capital, não, então você não vai montar o negócio. Isso. Porque se ele for financiar uma parte como no passado, chegamos a ter Selic de 2, né? Assim, é uma absurda a diferença, né? Sim.

E ali você tinha um incentivo para você poder crescer com um dinheiro tão barato quanto esse. Mas com a Selic hoje, perto de 15, impossível. Impossível. Impossível você pensar em alavancar o negócio. Isso então traz para um crescimento.

importante, mas não do jeito que a gente gostaria. Isso. Umas 40 de inauguração. Esse ano, fechamos ano passado 300 milhões de faturamento, então, em função dessas novas inaugurações, a gente vai aumentar esse número esse ano também. E para os próximos anos...

E um crescimento também ano a ano, assim, todo ano crescendo. Ah, o ano que cresce menos é isso, são 40 unidades. Então já vem, ela não ficou progressiva, né? Mas ela cresce...

30, 40, 50, teve ano que a gente crescia até um pouco mais, né? 50 unidades, já chegamos a inaugurar, né? A gente começou com 15, no ano seguinte 30, depois 40. Temos lojas no país todo, com exceção Acre, Rondônia e Roraima, que são os nossos estados um pouco mais distantes. Acre, acredito que a gente feche. Estamos negociando, estou super feliz. A candidata estava na nossa última, no nosso último Super Zoom.

E ficou bastante entusiasmada. A gente faz, a cada trimestre, uma reunião online com interessados possíveis franqueados. A gente é mais alto, participa, a gente traz um franqueado experiente. Aquele momento que o franqueado está maduro, está faltando um empurrãozinho para ele tomar a decisão. É a hora que a gente usa, realmente, toda a confiança, credibilidade, autoridade para dizer...

Se alguém não chegar aqui e dar um empurrãozinho também, a pessoa cai de maduro. Ele fala, ah, acaba desistindo. Vou pensar, vou pensar. Então esse é o momento que a gente faz essa reunião, uma live com franqueados. Normalmente tem uns 30, 40, toda a reunião. Sim, toda a live. E desses 30, 40, sempre sai ali 5, 10, que acabam evoluindo para o processo.

Então, dessa última saiu Acre, a gente está fechando, estou super feliz. Então, praticamente, o país todo, alguns estados com mais unidades. São Paulo, capital, a gente tem 27 lojas, capital, interior, soma 5 reais. Mas a grande novidade dessa fala é que dá para triplicar de tamanho. A gente pode chegar facilmente a 400.

A gente tem um modelo tradicional, que é uma loja de 300 metros quadrados no mínimo, e aí temos lojas de 600, 700, 900 metros, porque a depender da cidade e da oportunidade, a gente consegue imóveis que são muito grandes, num valor, num custo...

E como a gente tem os quatro segmentos, o segmento infantil, feminino, masculino, casa, decoração, então a gente consegue ocupar uma loja grande, mesmo com itens de segunda mão. E temos o modelo pocket, que são lojas, obviamente, um pouquinho menores, com investimento menor para cidades menores.

Eu costumo brincar que toda cidade, não importa se ela tem 3 mil, 5 mil, 10 mil, 100 mil habitantes, ou seja uma metrópole, merece ter uma peça rara, porque é muito legal o trabalho que a gente faz. Também costumo dizer que é um serviço que a gente presta, acaba no final das contas sendo uma loja de varejo.

É moda circular, mas é um serviço. A gente está ali à disposição das pessoas, da cidade, da comunidade para conectá-las, para elas se desfazerem das coisas que elas não usam mais, adquirirem novos itens a valores muito interessantes. Então, é um serviço que toda cidade precisa ter. Então, temos aí um país inteiro para a gente poder povoar de peças raras. E estamos aí nesse trabalho. Tenho certeza que a gente vai conquistar muita coisa ainda.

Gente, nós estamos caminhando para o nosso último bloco, para o final do... Ah, para acabar. Pois é, passou muito rápido, né? Mas foi gostoso, um papo bem agradável. Mas ainda não acabou. Agora, nesse bloco final, eu faço sempre algumas perguntas que são mais curtinhas para os convidados. A primeira pergunta é o que você faz quando você não está trabalhando?

Estou em casa com os meus filhos. Eu tenho quatro filhos. Então, ao longo dessa jornada, ainda fui mãe quatro vezes. Não existe não estar trabalhando. Não existe não estar trabalhando. Fazendo alguma coisa. Preciso estar muito com eles. Obviamente, sempre faltou mãe para filho e faltou... Enfim, então, embora eles tenham se tornado...

Tenho dois já adultos de 23 e 22 anos, um de 15 e um de 11. Se tornaram independentes e cresceram, obviamente, com a minha presença e com a minha ausência. Então, porque eu precisava fazer isso, eu precisava trabalhar. Então, eles não me demandam o quanto eu demando deles. Às vezes, eu estou num final de semana, ou não estou em viagem numa semana, não tem inauguração, não tem consultoria, não tem nada, e eu fico mais próximo e eles até estranham, né?

Nessa fase atual que eu estou. Então, eu busco muito. Atualmente, não estou trabalhando, não estou...

No Peça Rara, eu estou pensando em Peça Rara, mas estou em casa com eles. Não desliga, né? Não desliga nunca. Acho que é o que eu mais gosto de fazer, fazer coisas com os meus filhos. E você, Semeizato? Eu, assim, completei 58 anos, né? Agora em março e acho que eu tenho dito que estou vivendo a plenitude, assim. Aquele momento que você se sente totalmente realizado, né?

Em termos de família, em termos de propósito. Tem netos, coisa mais linda do mundo. Três netos, assim, já maravilhosos. Duas meninas e um menino. E eu diria assim, que eu estou começando a aceitar que eu já não devo mais trabalhar 24 horas, como eu sempre fui um workaholic total, sabe? De não ter sábado e não ter domingo. Hoje eu estou me permitindo. Normalmente eu já estou bloqueando a minha agenda de sexta-feira.

E sexta, sábado e domingo vou jogar o meu golfe. É algo assim que tem higienizado muito a minha cabeça. Isso me reoxigena. E como eu comecei muito cedo, com 13 anos, com 53 anos, eu completei 40 anos. Eu estou há 45 anos trabalhando. Então, não é sobre um cansaço físico. É sobre um cansaço mental.

foi uma aceleração e uma concentração de você não se desligar em momento algum. Você está dormindo e você está sonhando e está pensando em todas as metas, objetivos, desafios. É uma assim, você vive no meio de uma tempestade. Acorda de madrugada e manda áudio para você mesmo. Constante vigilância, é você voando com tempestade. Pensa, é aquele momento chato que você fica tenso. É assim a jornada.

É assim que eu fiz a minha jornada para chegar aqui. Porque o meu não foi sair do zero, o meu foi sair do negativo. Eu tinha menos alguma coisa quando eu comecei. E naturalmente essa jornada custa muito caro para chegar aqui. Mas eu posso dizer que valeu muito a pena.

e estou me permitindo agora viajar o quando possível. Meus filhos estão muito bem encaminhados, estão praticamente tocando as operações hoje. Eu estou muito conectado com todos os negócios, mas via conselho, o que me permite, obviamente, somente colocar posições naqueles momentos mais difíceis, em coisas que precisa de uma decisão um pouco mais rebuscada, um pouco mais de retrovisor de experiência, de vida mesmo.

E tem funcionado muito bem. Eu acho que a Bruna é um exemplo de sócia que soube. Primeiro porque sempre nos admirou como sócio e a gente também respeita e admira como sócia. E quando há esse respeito, você não leva nunca para o lado pessoal.

você vai sempre compreender que tem um bem maior, que é uma entidade. E é isso, eu estou falando de governança, eu estou falando de você, do complice das empresas, eu estou falando da responsabilidade que você precisa ter sobre 130 famílias hoje, serão 200 amanhã.

franqueados, que tem seus colaboradores, os fornecedores. Então tem todo um ecossistema. E se você não cuidar da profissionalização, nunca essa empresa estará pronta para um evento de liquidez. Ela não estará pronta para abrir o capital. Ela não estará pronta para ser...

comprada por uma grande rede, por exemplo, que nós temos várias nesse setor no Brasil. Então, a gente aqui está criando algo que amanhã ela vai precisar perpetuar. Peça rara não é sobre...

10 anos, 20 anos da nossa existência, da nossa geração. Essa rara pode ser e deverá ser uma empresa que vai passar de geração a geração. Assim são os demais negócios que a gente constrói. Nunca constrói negócios para a gente, de repente, morrer lá e acabou o negócio. Então você vai profissionalizando e você vai transmitindo conhecimento.

Quando você tem sócios assim, que compreendem e topam a jornada, fica mais fácil, a coisa flui. E já que você falou de sócio, para quem você liga quando você não sabe o que fazer?

É, eu tenho uma conexão só, e é com Deus. É quem eu, na madrugada, no travesseiro ali, só eu e ele, e eu costumo dizer que nós, líderes, não temos nem para quem chorar. Eu não posso...

chorar para a minha mulher, eu não posso chorar para os meus pais, porque não existem mais, eles faleceram, eu também não ia adiantar chorar, porque eles não iam me ajudar, não iam conseguir me dar a melhor recomendação para o mundo dos negócios. Então, hoje, eu peço muita iluminação de Deus mesmo, eu tenho uma conexão muito forte, eu tenho muita fé, eu sou uma pessoa extremamente otimista, mas, ao mesmo tempo, muito pé no chão. Então, é uma ousadia com controle.

Às vezes as pessoas confundem um pouco. O Semenzato é um empreendedor serial. Não, eu sou um empreendedor serial, mas que tem uma cautela, diferentemente de quando a Bruna começou a primeira lojinha dela, diferentemente de quando eu comecei a minha primeira lojinha.

Porque ali eu não tinha nada para perder. Hoje eu tenho muito a perder. Eu tenho autoridade, reputação, 5 mil franquias, 50 mil colaboradores espalhados pelo Brasil todo. Então cada decisão tomada tem repercussões para o bem e para o mal.

Então, eu costumo dizer o seguinte, é um peso de dois pianos de cauda de cada lado, um de cada lado aqui, que você carrega todos os dias. É uma responsabilidade muito grande. Isso faz da gente, obviamente, frágil, ao mesmo tempo muito forte, mas eu falo que o líder é muito...

Solitário. Solitário é a palavra. É uma solidão total. E o máximo que a gente pode é chorar com o travesseiro. Não tem para quem recorrer, porque nós somos a inspiração máxima dentro da... Obviamente, precisa ter muita humildade de saber que nós somos humanos, que nós erramos também. E é assim, com essa leveza, que eu consigo ir.

conduzindo todos os meus sócios, conduzindo todos os negócios com muita humildade, sabendo reconhecer em determinados momentos. Que a melhor ideia não é a minha, a melhor ideia vem do Bruno, a melhor ideia vem da Bruna, a melhor ideia vem da Beatriz, da minha filha. Essa é a grande sabedoria da vida, é você saber aplaudir aqueles que realmente trazem ideias inovadoras.

e nunca ter a vaidade de querer se apropriar de que você é o criador de tudo, de que você é o grande herói, não existe. Eu falei muito sobre time, eu falei muito sobre liderança, eu falei muito sobre pessoas, e você não faz. Eu jamais estaria aqui com esse tamanho de negócio se eu não tivesse confiado nas pessoas, se eu não tivesse delegado às pessoas que elas pudessem dar o seu máximo.

E Bruna, você, pra quem você liga? Você tem alguém? Olha, a depender do tema A depender do tema Eu acho que eu não sou o único Algumas pessoas Mas eu ligo pro Céu Benzato Paisão, mentor Ligo pro meu pai e ligo pro meu irmão Pra assuntos Empresariais E de grandes decisões, de desafios E de momentos difíceis Eu tenho

E é tão bom a gente poder ter alguém pra contar, né? Eu, assim, não tenho. Pode ligar pra Bruna também. Ah, mas eu não tenho experiência pra poder... Nós vamos chorar junto, né? E vocês têm algum livro de cabeceira?

Ai meu Deus, não fala isso não. Olha, é engraçado porque eu sou fã, por exemplo, Silvio Santos. Eu sou fã do... Eu li uns três, quatro livros de biografia.

que são as histórias que me inspiraram. Porque eu acredito em histórias verdadeiras e feitas do zero. Sim, não quero desmerecer as demais histórias, porque alguns executivos têm uma carreira exemplar. E aqui a gente está falando de grandes executivos que fizeram Ford, que fizeram General Motors, que fizeram Walmart.

são executivos, eles nem eram os sócios fundadores, são executivos que fizeram histórias maravilhosas. Mas eu me refiro que eu gosto dessas histórias que são parecidas com a minha. E fora isso, não me inspira muito, sabe?

Parece mais do mesmo. Eu não gosto muito daquelas histórias do palco, daquelas histórias que são fantasiosas. Eu gosto da história de o que você fez mesmo.

Qual o tamanho da empresa que você fez? Quantas pessoas você liderou? Qual foi o EBITDA? Qual foi o IPO? Então, assim, eu gosto dos grandes feitos. Esses me inspiram. A própria história do Benchmol, para mim, é uma história linda de quem começou ali do zero. Então, assim, como ele, eu acho que eu poderia citar aqui vários. Me inspiram muito. Mas também para por aí.

E você, Bruna, tem algum livro que você gosta? Ah, eu tenho alguns. Eu gosto sempre do que eu estou lendo no momento. Eu leio às vezes dois, três, porque eu perco um pouco a paciência. Dá mais quando é mais denso. Faz resumo, por exemplo. Vou fazer. O livro mais importante, talvez, um dos mais importantes que eu tenha lido, foi O Segredo de Luísa, que é a história de uma menina que construiu uma fábrica de goiabada. Foi para mim uma...

Bem interessante. Inclusive, quando a gente profissionalizou no final do ano passado e transferimos a gestão da empresa para o Matheus, que é o nosso atual CEO, eu entreguei para ele o meu livro, Segredo de Luísa, e falei que ele, dependendo da situação, que ele me devolvesse ou então que ele lesse para continuar conduzindo. É uma história muito importante. Mas eu gosto muito, e assim, atualmente eu estou lendo Lidere como uma Mãe, um livro super recente, prefácio da Cristina Junqueira.

Eu sou a fundadora do Leio. Leio. E estou lendo O Caminho do Artista, que é sobre criatividade, marketing e tal. E comprei esse final de semana que eu estou louca para começar a ler uma biografia da Princesa Diana, que eu nunca vi, aí achei num peça rara, uma biografia antiga que me parece ser muito autêntica.

Ainda consome no Peça Rádio. Só, só. Mas tem que ser, né? Quer dizer, tem esses dois atuais que eu estou lendo e vou começar a ler a Dayana. Então, gosto muito, assim. Gosto muito de ler. E se você pudesse voltar em algum lugar do passado e dar um conselho para você mesmo, senhor? Exato, que conselho que seria? Mantenha a sua essência sempre.

Eu faria exatamente tudo igual. Eu diria lá atrás, mantenha a essência. Continua. Continua. Eu não mudaria absolutamente nada do que eu fiz. Sabe quando você consegue ver um equilíbrio em tudo que foi feito? De ponta a ponta. Nunca de menos e nunca de mais, sabe? Na medida certa. Isso no relacionamento com as pessoas, isso na interação, no networking. Tudo muito equilibrado. Tudo a seu tempo, sabe?

e crescer nessa jornada e olhar para trás e ver como foi esse processo evolutivo, eu diria que é um processo quase perfeito. Uma pena que a gente não consegue transformar isso numa receita exata que pudesse dar para as pessoas e falar, bebe isso aqui que você vai fazer exatamente essa história. Não tem. E aí...

É porque mesmo que você faça aí do outro lado, vão ter tantas variáveis, tantas coisas. É, acho que é um pouco do visionário. Os caminhos são sempre diferentes. Então, mas eu acho que algumas pessoas são predestinadas a isso, sabe? Essas que venceram, que começaram do zero e que estão construindo grandes impérios e tal. Elas são predestinadas, elas são diferenciadas. Eu diria assim, elas são escolhidas por Deus. É um pouco assim, claro.

Está um pouco ligado ao QI, está um pouco ligado ao esforço, está um pouco ligado ao tamanho do sonho, está um pouco ligado à entrega, está um pouco ligado a desistir jamais. É muito ingrediente junto e misturado que faz com que vire uma simbiose perfeita. Inexplicável. E você, Bruna, se você pudesse se dar um conselho?

Acho que também muito parecido com esse caminho de ser menos ato. Quando está dando certo é difícil mudar. Seguir a minha intuição, seguir os meus valores, não perder a minha essência, valorizar muito as pessoas, gerar muitas oportunidades para as pessoas, cuidar das pessoas. Parece piegas, parece uma coisa, mas assim, de verdade a gente constrói o que a gente constrói. Essa é a parte importante.

Com as pessoas que estão junto e que se entregam, que se dedicam, não só pelo propósito, mas por você. Eu ouço infinitas vezes e sou muito, muito realizada, muito feliz por isso, porque as pessoas falam que fazem por mim.

E, consequentemente, pelo Peça Rara. Então, o que é que eu estou fazendo para despertar nessas pessoas esse carinho, essa admiração, esse respeito? Então, acho que eu me daria esse conceito de realmente ser fiel aos meus valores, aos meus princípios, ao que eu aprendi desde pequenininha. Mária, tem uma frase para fechar isso aqui, que eu acho que é um mantra que eu usei a vida inteira.

Conhecido de todo mundo, mas pouco souberam usar essa frase na essência, que é dividir para multiplicar. Franchising é mais ou menos isso. É você dividir os ganhos, dividir as responsabilidades e fazer o efeito da multiplicação. Foi muito da minha trajetória. Dividir para multiplicar. Fiz muitos sócios, masters, franqueados, franqueados em ricos.

ganharam muito dinheiro, formaram seus filhos. Nesses 30, mais de 30 anos, eu pude ver essas histórias de realização. E elas são maravilhosas. E essas pessoas são gratas pelo resto da vida. Essas pessoas te mandam tanta energia boa. É um ecossistema tão positivo, sabe? Porque é isso que eu falo, é compartilhar, né? Não é uma coisa de...

Você só pensar em você, só pensar ser uma pessoa que o dinheiro, em primeiro lugar, é ganancioso. Não. É você dividir para multiplicar. É a cadeia inteira prosperando. Todo mundo prosperando. Muito legal. E vocês consideram que estão no topo?

Olha, eu acho que sim, em que pese, no meu caso, eu quero deixar um legado. Então, o desafio agora vem para o Bruno e para a Beatriz, que vão ter que continuar esse legado. Então, vamos dizer que a gente chegou aqui no nosso ápice de 5 mil franquias. Dá para chegar a 10 mil, dá para chegar a 15 mil. Eu acho que essa história eles vão continuar escrevendo.

com uma receita muito particular que eles vão agora, através dessa receita, desse rascunho que eles receberam da minha história até aqui, eles vão poder reescrever essa receita com as pitadas, os ingredientes da atualização digital, do mundo digital, do mundo globalizado, e eles vão poder redefinir e estão redesenhando a SMZTO do futuro.

Tenho plena certeza que eles vão continuar com muita maestria esse legado. E você, Bruna, está no topo? Com certeza ainda não. Tem muita coisa para fazer. Considero que a gente tenha cumprido talvez 10% do caminho. Dá para fazer muita coisa. Muita coisa.

Mas já sou uma pessoa muito realizada, me sinto tortuda, me sinto abençoada por Deus. Acho que sou uma dessas pessoas que fui talvez... Agraciada. Agraciada. Escolhida. Escolhida, predestinada para poder... Privilegiada. Privilegiada. A gente tem saúde hoje, né? Nossa. A gente já agradece todos os dias. Acho que é o bem maior que nós todos almejamos, saúde. Verdade.

é isso, gente muito obrigada pela conversa, foi uma delícia, obrigado você, o tempo passou aqui a gente nem viu eu queria deixar a mensagem final tá pensando em investir? tá pensando em montar um negócio?

Peça rara, entra agora no nosso site, vocês vão amar, vocês vão adorar conhecer essa empresa. E o que é mais importante, investimento que cabe no bolso e rentabilidade excelente. Risco baixíssimo.

Estou assinando embaixo aqui. Garantia de sucesso, tá bom? Vem, vem pro peça rara. É o negócio mais legal que existe hoje pra gente investir. Sem dúvida, disparado. O Semen Zata é investidor e é vendedor também. Melhor vendedor, ou melhor, começou vendendo coxinha. Mas vender coisa boa é a coisa mais fácil do mundo. Continua vendendo. Difícil é vender coisa ruim. Coisa boa é coisa fácil. Muito obrigada. Obrigado a você, Mari. Obrigada, gente. Um abraço pra vocês.

Essa história fica por aqui. O do Zero ao Topo é uma produção do InfoMoney. E você pode participar enviando críticas, elogios, sugestões e outras histórias para zeroautopo.com.br. A captação de áudio e vídeo deste episódio foram feitos por Fábio Teixeira e Renato Costa. A direção é do Nando Lima. A edição é da equipe do InfoMoney. Eu sou a Mariana Amaro, responsável também pelo roteiro e pela apresentação desta edição. Até a próxima história.

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