Episódios de 3 lados da corrida

Episódio 4556 - Tenis de corrida

04 de maio de 202635min
0:00 / 35:56

Vantagens, desvantagens, adaptação, modelos, cuidados, alertas e tudo mais que queira saber sobre os milhares de modelos de tenis de corrida.

Participantes neste episódio3
R

Rick

Host
R

Rodrigo Roenis

Host
D

Danilo Balu

Co-host
Assuntos6
  • Tênis de corrida com placa de carbonoDeclínio da febre dos tênis de placa · Consciência do consumidor brasileiro · Desconforto e instabilidade em corredores amadores · Benefícios limitados para corredores não de elite · Impacto na performance e risco de lesões
  • Adaptação e escolha de tênis de corridaImportância da experimentação na loja física · Percepção individual e subjetividade na escolha · Via negativa: identificar o que não usar · Conforto e segurança como prioridade
  • Evolução da tecnologia em tênis de corridaDesenvolvimento da espuma responsiva · Tendência de retorno a perfis baixos · Comparativo com evolução de raquetes de tênis
  • Mercado de tênis de corrida no BrasilVariedade de modelos e opções · Preço justo e valor percebido · Estoque de tênis de competição em lojas
  • Torneio de TênisFinalidade da placa de carbono em percursos irregulares · Necessidade de estabilidade e firmeza na passada · Diferenças em relação aos tênis de asfalto
  • Marcas e modelos de tênisAdidas Adizero Adios Pro 4 · Adidas USL · Altra · Mount to Coast
Transcrição98 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Começando mais um episódio do Três Lados da Corrida. Estou aqui nos estúdios Terra em São Paulo com Danilo Balu e Rodrigo Roenis. E vamos fazer um episódio que a gente pode dispensar o Balu, eu acho. Está liberado, Balu. Valeu, obrigado. Deixa só o Rô, vamos descer também. É o monólogo. Não tinha aquele teatro, o monólogo das vaginas? É o monólogo do Roenis. Monólogo do Roenis. Vamos falar hoje sobre tênis.

Não, não, não é sobre isso, tá, Rodrigo? Vamos lá, vamos falar sobre tênis. Óbvio, passar sobre tudo, tênis de placa, enfim, e tudo mais. Um tema que recorrentemente, as perguntas no meu Instagram, acredito que 200% do Rodrigo também vem com relação a isso. Mas que a gente acha que é extremamente importante a gente ressaltar algumas coisinhas para todos vocês.

Antes de começar, agradecimento aqui a Oakley que está conosco sempre e também a 220 Energy Drink. Está trazendo aqui nosso energético. Vocês percebem que enquanto a gente vai gravando, hoje é o quarto do dia, então a gente já está um pouco mais acelerado porque as latinhas aqui, ó. Essa daqui já está até vazia, está tudo aqui na canequinha. Estamos bem, vamos que vamos.

Como é que, assim, eu vejo hoje o mercado, vamos falar de tênis, só para a gente começar aqui. Antes de começar hoje a todas as gravações, a gente estava falando. E, pô, a gente caiu numa seara aqui de que...

As possibilidades, as opções hoje são absurdas. Então, facilmente a gente lista aqui uns... Eu, particularmente, tênis bom que eu gosto de usar, eu falaria uns 20 aqui. Mas fácil. Fácil. Mercado brasileiro, não estou nem olhando lá para fora. Que é bem mais pobre que o americano, por exemplo. Exatamente. E eu não gosto de tênis mole, tá, gente? Então, assim, tênis macio não me agrada. E falo isso abertamente, as marcas sabem, falo isso em post e tudo mais.

então acho que é um universo muito grande para as pessoas mas eu acho que o grande alerta que a gente tem que passar independente do que a gente vai falar aqui eu acho que é para as pessoas procurarem informações de pessoas que sejam mais imparciais e menos entusiastas

de, nossa, esse tênis é lindo, é o melhor tênis que o do mundo. Corta. Hoje é terça, tá? Quarta-feira. Gente, esse tênis aqui é o próximo da prova. Quinta-feira vem um outro tênis. E sexta vem outro tênis. E sábado vem outro tênis. E no domingo é um que ela não falou.

E para cada tênis, desconto com o meu cupom. É isso, mais ou menos isso. Como é que vocês veem assim... Eu acho que, óbvio, é extremamente positivo para o mercado, para tudo, para todo mundo, para as empresas, para os corredores, para todo mundo, a gente ter essa gama gigantesca de opções.

Mas como é que vocês veem o cenário hoje do mundo do tênis? O que eu noto de uns dois anos para cá, isso eu acho super legal, a febre, claro que não diminuiu drasticamente, mas a febre do tênis de competição com placa de carbono...

ela caiu um pouquinho. E eu digo isso até pelos meus atendimentos, ou mesmo quando eu vou correr, que seja em algum parque ou na rua, o tênis que a pessoa está usando. O começo ali, se a gente pegar de...

Vai, pós pandemia, logo pós pandemia, até 2023, era uma febre absurda e parecia que o mercado, na verdade o mercado girava especificamente em torno dos tênis de competição com placa. Inclusive as marcas que demoraram para se posicionar com produtos de placa perderam muito o share ali, parte do mercado. Exatamente.

Não que tenha estudo específico, mas o que eu tenho notado é um pouco mais de consciência, principalmente aqui no Brasil. Um pouco mais de consciência se a pessoa vai correr, independente se a pessoa vai correr prova curta de 5, 10 quilômetros ou mesmo maratona, já não é o fator principal o tênis de competição com placa de carbono. Pode ir para esse super tênis aí, aí você tem sem placa, com placa de fibra de vidro, qualquer outro tipo de material, TPU, etc.

Porque a pessoa se sente um pouco mais confortável e segura em correr com esse tipo de tênis. Então, isso eu acho que é um fator relevante, um fator que pelo menos para mim é considerável. A pessoa tem um pouco mais de consciência de falar, putz, eu não vou colocar, sei lá, R$2.500 aqui, se aqui com... Claro que eu não estou falando que é barato. Se aqui com R$1.500, com R$1.200, está me atendendo.

Você acha que teve um pouco isso das pessoas entenderem que ter aquele tênis não vai mudar a performance dela? A gente falando especificamente de um tênis de placa e que às vezes pode até atrapalhar e vale a pena ela ficar mais num conforto ou em alguma coisa que ela já esteja adaptada. E principalmente isso, quando eu vou atender, é óbvio que eu pergunto, vai ser tua primeira maratona ou mesmo, ah, pô, eu vou correr...

Dez anos depois eu vou voltar a correr uma maratona. E a pessoa fala, olha, se tudo der certo, se tudo der certo, quatro horas eu estou no lucro.

E a pessoa já de... Sem experimentar um tênis de competição com placa, fala, cara, eu já não estou nem pensando nisso. Então, eu acho que isso é um pouco de consciência, sabe? Por parte de treinador, por parte de informação, você tem muita informação boa. Mas, óbvio, você tem muita informação que você pode cair em Arapuca. Isso é um fato. Eu acho que no começo da história da placa do tênis, tênis de placa, eu acho que entrou muito aquela história do...

Ele vai te fazer economizar e vai fazer você economizar energia e tudo mais, musculatura e tal. E ele te ajuda. Não, é aquela conta do percentual, aí eu vou correr 4% mais rápido. Não, não vai fazer milagre se não treinar o que tem que treinar. Esse é o ponto. Além do treino, tem a constituição e a capacidade que cada um tem. Sim. Porque assim, aquilo ali ele vai oferecer...

A gente tem que acreditar no que é divulgado, os estudos que fazem ali de quanto devolve a espuma ou a placa e tal. Aquilo ali vai acontecer mediante a um padrão de movimento, força e execução que a pessoa tem que ter. Uma pessoa que corre a 6 por quilômetro, ela não vai extrair de um tênis tanto quanto uma pessoa que corre a 3 por quilômetro.

E está tudo ok. Assim, tudo ok que eu digo? Você só precisa saber que você não vai ter o que o tênis promete, ele não promete para um determinado...

grupo de pessoas. E fora isso, o tênis pode jogar contra. Então, acho que o primeiro ponto todo mundo só olhava pra performance e achava que todo mundo que tiver o tênis vai correr mais rápido. Então, é aquilo que você fez uma vez na Maratona de São Paulo, que você viu o cara com um tênis de placa, que o calcanhar dele tava quase encostando no chão e uma vez com o tênis na mão. Exato.

Então assim, por quê? Porque ele acreditou que aquilo ali, ah, 4%, o cara faz conta, não, 4 horas, então 4% de 4 horas, eu vou tirar 15 minutos, sei lá, quanto tempo é. Aí você fala, cara, não é assim. Então daí acho que primeiro foi, muita gente entrou nesse sonho. E depois, durante muita insistência das pessoas quererem colher esses frutos, elas começaram a perceber que o negócio jogava contra, que era isso. Era...

machucar, era não entregar o que entrega para quem corre mais rápido, desconforto, instabilidade, uma série de coisas que de repente a pessoa começa a falar, poxa...

não está me dando resultado, eu estou colocando um caminhão de dinheiro... Esse é o meu próximo ponto. E ainda não está sendo gostoso, porque não é gostoso. Eu já corri com tênis que eu não me senti bem. Cara, não é legal. Em vez de você estar preocupado com o ritmo que você está correndo, aonde você tem que ir, o caminho que você tem que seguir, se vai se hidratar, você fica pensando como você vai pisar, se você tem que correr no canto da rua, não pode correr no canto da rua, porque teu pé cai mais, cai menos.

Eu acho que nesse momento foi a hora que as marcas entenderam que assim, opa, acho que vale a pena a gente pegar esse público, porque esse público é a maioria. A maioria é a galera que não precisa do tênis de placa.

ou que não busca a performance ou que o tênis de placa vai fazer a diferença. Porque a gente, só pegar número de provas, meia maratona, maratona, mesmo uns 10 mil, de quem corre rápido, dá 2%, 3%, 4%, vai 5% no máximo de uma prova. Pega uma prova de 30 mil pessoas, quantas pessoas correm abaixo das 3 horas?

normalmente. É muito pouca gente. E é só essas pessoas que vão colher o benefício. O cara que corre abaixo de 3 horas e 50 pra cima...

Esse cara não vai colher benefício nenhum. No máximo, a espuma, que é uma espuma melhor do que a gente, de fato, usava há 10, 15 anos atrás. Que, para mim, essa revolução da placa veio muito mais para a espuma. Muito mais. Porque ela te preserva muito mais. E daí, a placa, na realidade, eles tiveram que desenvolver a espuma porque a placa deixava muito duro.

E daí colocaram uma espuma mais macia. Daí começaram a entender que não era só macia, tinha que ser responsiva. Foi aquele desenvolvimento geral ali. Hoje a gente vê, o tênis mais vendido do ano passado é um tênis que não tem placa.

Qual foi? O Adidas USL. Tênis incrível. Incrível. E não ganhei, tá? Não ganho tênis. Não é público. Mas a grande maioria, não vou falar que é todo mundo, porque é muita gente, mas a grande maioria que põe e tem alguns sites com muita credibilidade que faz análise detalhada de tênis, que não é simplesmente... Eles nem ganham, eles compram. O cara mostra que a resposta dele é igual ao tênis de placa.

Sem ter placa. E agregado é um bom valor. Um valor justo. Exatamente. Um valor justo. Então eu acho que começou a ter uma mudança. E eu acho que é importante as pessoas, mesmo quem sentiu na dor, infelizmente, mas começou a entender que eu acho que é isso. Que é o que você falou. Pô, será que não vale a pena olhar um pouco mais pro conforto? Eu tô bem aqui já? Já tá legal dessa forma, né? Pode ser chute mesmo, mas eu acho que as pessoas começaram a sentir que era uma brincadeira cara.

No longo prazo. Tá beleza, ah não, vou correr a SP City, vou comprar. E aí a pessoa viu que pra treinar e fazer prova, comprou um e dois. E aí o preço foi, obviamente, foi escalando.

Escalou tudo. A cadeia inteira, né? Aí acho que as pessoas viram que era uma brincadeira cara. Não, não, beleza. Deixou usar o mínimo possível. É pura percepção, tá? Literalmente, eu vou ter pra prova. Não pra treinar sem... Exato. Eu tenho muito aluno que fala isso. Muito aluno. Que foi uma coisa que a gente viu lá na Germania. Lembra que a gente conversou com o rapaz da... Acho que foi da Mizuno, não foi? Que a gente tava falando? Foi da Mizuno que a gente falou que no Brasil...

Sim, sim, sim. Eles ficam extremamente surpresos. É, que a gente falou que o pessoal tava usando constantemente pra treinar. Eu uso, tá? Eu uso. Mas eu uso, 99% dos meus tênis eu ganho. E eu uso pra entender como é que é. E pra você ser bem sincero, pra mim não muda muito. Não é a performance, não muda muito de eu sentir alguma coisa. Se eu não estou com lesão nenhuma, dor nenhuma...

Posso usar que não vai me dar problema nenhum. Já teve a oportunidade, eu estava uma vez correndo com o Rodrigo lá no The Running Event, coloquei um tênis de placa, corri 200 metros, falei, cara, não está legal, minha canela não está bacana, não usei mais o tênis de placa. Estou zerado agora, posso usar quando eu quiser, mas também não uso só de placa.

Então, assim, quando a gente falou com esse cara da Mizuno, a gente falou pra ele que no Brasil as pessoas procuravam pra usar... Ah, corria quatro vezes na semana? Eu queria correr três, quatro vezes na semana com o tênis. O cara arregulou o olho desse tamanho e falou, não é possível. Como assim? É um tênis de competição. É um tênis pra você performar, não é um tênis pra você treinar. A impressão que eu tenho é que os corredores viram que era uma brincadeira cara em todos os prazos.

E ia ficar complicado. É pra tudo, né, Balu? Porque daí você também não vai ter um tênis só, né?

Se você for ter dois tênis de placa, é mais caro. Daí você dura menos. Então, se você pensar que você vai comprar seis, sete pares desse tênis no ano, vai cinco que seja ao longo do ano, ao preço de hoje, cara, é R$10 mil. E outro detalhe. Recentemente eu coloquei, eu tinha visto uma postagem, que talvez aconteça isso com o mercado daqui a dez anos. Foi dado um exemplo, foi pegando um tênis de competição de 2016.

aí colocaram o que era 2026 atual, que subiu a altura de espuma de entre-sola, e o que vai ser em 2036, que é um palmo. Eu vi, eu vi, é muito bom. Eu acredito que talvez o que vai acontecer é as marcas com o desenvolvimento de espuma do jeito que está, elas vão voltar para os tênis de competição com perfil baixo, porque hoje você tem uma espuma.

Que responde muito mais, que agrede muito menos musculatura. Então, isso eu acho que pode ser uma tendência de mercado. Porque não tem como você elevar demais, porque o tênis acaba ficando perigoso de correr, muito por causa de geometria, de instabilidade. Então, isso eu acho que vai acontecer. Em algum momento, os tênis de competição de perfil baixo que a gente não vê. Eu acho que é o equilíbrio para tudo.

Sai de um ponto, vai para o outro e daí você vai achando ali, acho que as marcas que têm até mais modelos, eles conseguem às vezes até testando. Então, vamos pegar esse modelo aqui, vamos dar uma repaginada, baixa um pouquinho mais, vamos sentir como é que vai vender, como é que vai ser repercutir no mercado. Eu acho que pode ser um termômetro. Eu acho que dois pontos, Ri. Por exemplo, marcas que hoje, que na verdade nunca tiveram presentes no Brasil, mas que...

com esse boom de tênis de competição com placa de carbono, talvez pela leitura de mercado que eles fizeram, de não mergulhar de cabeça. Então, vou dar um exemplo. A Altra, que é uma marca super tradicional, pequena. Eles tiveram lá um tênis que eles categorizaram como sendo o principal tênis de placa de carbono deles.

Só que não era um tênis extremamente carregado de tecnologia, com desenvolvimento de espuma, etc. O tênis comercialmente não performou talvez o que eles esperavam. Eles meio que tiraram o pé e, pô, vamos colocar a nossa experiência nos tênis de rodagem, etc. Que é o que segura, por exemplo, o mercado para eles. E outro exemplo...

que desde o início e até o momento, pelo menos eles não posicionaram, não vi nada lá o ano passado, que foi a Mount to Coast. Uma marca extremamente pequena, que quando a gente conheceu, eles fizeram dois modelos, nenhum dos dois modelos de competição, nada disso, um modelo para... Eles vão atingir o mercado de ultramaratona aqui, mas uma densidade de espuma que vai ser essa, sem carbono, sem absolutamente nada. E o tênis reagiu absurdamente.

Mesmo para você correr no dia a dia. E até o momento, pelo menos eles não mostraram nada de um tênis de competição com carbono. Porque às vezes é essa leitura de mercado que a marca tem. Putz, está passando um pouco esse boom. Para que a gente vai injetar tanto dinheiro se de repente a conta não fecha? Porque não é simplesmente você...

Faz uma forma de uma placa e coloca ali na entressola e fala, beleza, está tudo resolvido. Está feito. Não é assim. Você tem que ter um desenvolvimento do produto e é um investimento muito caro em termos de dinheiro e tempo.

Então, às vezes, vale a pena esse tempo eles usarem para divulgar os outros produtos que eles tenham ali e ativar os players que eles têm. Exato. E a base vende muito mais. Então, quando você coloca muito lá em cima...

E a base? É um portfólio maior. Os tênis de placa são mais caros. Isso é o topo da pirâmide. Então você vai ter menos opções. E como você disse, é um investimento muito maior. De pesquisa e mesmo de material. Então quando você tem um tênis de placa encalhado, mais dinheiro parado. Porque ele custa muito mais. E o termômetro principal hoje, estou falando de Brasil.

O termômetro principal hoje é quando você entra numa loja, seja uma loja... Especializada. Uma flagship, não, loja da marca ou mesmo especializada, é absolutamente normal você ter estoque de tênis de competição, o que há quatro anos atrás esgotava rapidamente. Não é que as marcas estão importando um volume extremamente maior. Talvez estão importando na mesma proporção por ser um tênis caro.

Mas o corredor está se conscientizando dessa condição de, pô, eu posso usar um super trainer, ou algo do tipo. Ou até tem o de competição, que hoje a grande maioria de competição tem placa, né? Mas eu vou ter para eu fazer um, dois treinos e depois eu vou fazer a prova. Exatamente. Não para eu usar no dia a dia. Então, nessa daí, o giro desse produto diminui. Total. É natural, né? Não tem como, é inevitável, né? E eu acho que...

muita gente teve experiência ruim não estou dizendo que seja a maioria mas muita gente teve experiência ruim ruim ou frustrante pode ter sido nula só que você pagou tanto dinheiro que ela acaba sendo ruim mas essa experiência ruim é por imprudência de uso

Não, sim, eu entendo. Eu, cara, eu sou fã do tênis de placa. Eu só acho que não é para todo mundo e para todo momento. Mas eu acho incrível. Você só precisa identificar qual modelo que pode te atender melhor e qual o propósito que você quer com aquilo.

Tem momento onde eu vou treinar e eu quero me proteger um pouco mais, por incrível que pareça, eu prefiro alguns modelos de tênis de placa do que alguns sem. Porque eu, na minha corrida, naquele... Se identificou. Pra mim é melhor do que algum outro. E tá tudo bem.

Assim como o próprio Montio Coast. Putz, meu, tô com a perna cansada, a panturrilha tá meio avisando, eu vou nele. É meu tênis de segurança. Ah, putz, já fiz meu treino de velocidade, ou meu longo, não sei o que lá, vou correr no dia seguinte. Tô mais ou menos? Cara, vou no meu tênis de segurança. Pá!

É fato que eu vou naquele tênis ali. E tá tudo bem. Tem de outras marcas, eventualmente, que dá pra eu usar também. Óbvio que dá. Entendeu? Mas você, acho que cada um, começa a ter que identificar o que te atende melhor. Tem um modelo de tênis, eu não vou falar aqui, porque não é legal expor, porque é uma experiência minha e do Rodrigo, e eu sei. Que eu gostei do tênis e o Rodrigo não se adaptou.

E, cara, eu achei bom. E está tudo bem. É normal acontecer isso. É normal. E não tem placa. Tênis normal, você coloca no pé e está tudo bem. Mas assim, por quê? Porque o Rodrigo tem uma mecânica, o Rodrigo tem um histórico, ele tem uma aplicação de força, ele tem uma preferência, o formato de pé diferente. Não dá para ser tudo igual. Eu recentemente fiz um Rios sobre o Adidas, o Adzero Pro 4. Ad gdyING. E aí

E falei no vídeo, ganhei o 1, ganhei o 2, comprei o 3 e o 4. O 4, para mim, é o pior de todos. Para mim, ficou o pior de todos. Tem gente que é o que mais gostou. Para a tua característica. Para a minha característica. Ele é mais macio, ele é um pouco mais estreito e a forma é menor. No vídeo, eu nem falo de resposta. Eu acho que isso é uma das coisas importantes que o mundo também está aprendendo hoje. Que a resposta é relativa.

Eu não vou discutir um tênis que custa o que custa, como esse Adidas. Cara, se ele não tiver uma... A espuma não for boa, a placa não der resposta, processa os caras. Porque, não é verdade? Assim, não dá você comprar uma Mercedes e falar que, pô, não. Isso aqui quer o ar-condicionado, funciona às vezes.

O motor não é bom. Fala, não, cara. Desculpa. Pelo que eu paguei. Pelo que eu paguei. Isso é o básico. Acabamento filé, motor bom, ar-condicionado bom. E o banco me abraça e faz carinho. Pelo preço que você paga. O tênis é o mesmo. O que eu falo no vídeo? Para mim, a forma dele é menor. Ele é um pouco mais estreito. Coisa que eu não ouvi ninguém falando.

Pode ser que algumas pessoas colocaram e não sentiram. Mas o tamanho é padrão. E depois que eu coloquei um monte de gente veio falar, putz, eu também senti isso. Então, essa coisa do você poder falar e as pessoas falarem a verdade e não falarem só, esse tênis é lindo, é o melhor do mundo. Eu acho que o mais importante é você falar de fato o que você achou daquilo ali.

Porque não é uma certeza absoluta, mas é a sua percepção. Então eu falei aquilo, por quê? Até para alertar as pessoas. Falei, meu, quem está pensando em ter esse tênis, vai na loja e põe o tênis.

Não é igual o 3. Não é igual o 3. O tamanho é diferente. Ele é um pouco mais estreito. Eu senti isso. Pode ser que tenha pessoas que coloquem e não sintam. E está tudo bem. Como tem gente que usa... Tem tênis que eles usam e falam... Pô, é mais instável. Ah, mas a batida é mais isso, é mais aquilo. Está tudo bem. A conversa de tênis... E o Rodrigo faz isso muito bem na consultoria dele. Depois eu quero dar expulso aí, tá? É.

Não, é não querer ter razão no ponto de vista que ele tem do tênis. Eu sei, porque eu já fiz e já vi ele fazendo. Então a pessoa fala assim, pô, eu senti isso, ele fala, poxa, que legal, cara, olha, pô, eu não percebi isso. Não é que, tipo, você está errado. Exatamente. É porque a percepção da pessoa, ela está tendo aquilo ali. Como é que você pode falar que ela está errada? Não, não, esse tênis é ótimo. Não, cara, para você pode ter sido...

Eu já atendi casos de corredor amador, pô, corre ali, corre bem, 34, 35 minutos, 10 quilômetros, fez o teste de competição com carbono e cara acostumado a perfil extremamente baixo. O cara falou, Rodrigo, eu não sinto diferença, cara, de ir jogar uma puta grana num tênis de competição com placa. Porque o tênis de perfil baixo vai, sem placa.

Tá errado? Não, não tá. É isso. Então, eu acho que essas leituras são muito importantes. Eu acho que fica até um recado aí pra todo mundo que tem a tênis, falar assim, quando for indicar pro amigo, porque todo mundo tende, né?

Tomar cuidado. Então você vai falar, você tem que enfatizar isso, essa particularidade. Exato. Eu gostei por isso aqui. Mas um monte de gente me pergunta que eu nem conheço, seguidor. Pô, Rí, dá uma sugestão de tênis. Eu falo, cara, nem te conheço. Mas assim, vou te falar uns que eu vejo que as pessoas se adaptam mais fácil. Puts, normalmente dou dois, três modelos e ainda falo. Vai na loja. Se você vai comprar pela internet, compra num lugar onde você sabe que é fácil devolver.

Porque pode ser que você coloque, às vezes, e não goste do tênis. Esse exemplo que você deu, real, o Adidas EVSL. Adidas fez um baita tênis com preço justo, etc. E foi recente. Eu atendi um corredor que vai... Ele vai correr, acho que... Se não vai correr, Londres é Berlim. Não lembro agora. A gente fez o teste. O que aconteceu? Porque ele falou, cara, o EVSL, etc. Para ele não funcionou. Não encaixou do jeito que deveria. Então, isso acontece, cara.

E acontece mesmo. E é mais comum do que a gente imagina. Exato. Entendeu? E tem um pouco de, acho que, de costume. Então, assim, Balu. Balu é um cara que está acostumado com tênis mais baixo, retão. Se eu colocar um tênis com uma espuma mais alta para ele... Cara... Não vai. É característica da pessoa. Ou ele vai ter que ter uma paciência de falar assim, cara, estou disposto...

a me adaptar ou entender como é que esse tênis funciona e faz parte. De repente você vai lá, você foi viajar, comprou um tênis no escuro, beleza. Então você vai lá, você pega, então vou fazer minha rodagenzinha de 30 minutos, 40 minutos, aqui leve.

sei lá, 10 treinos com esse tênis aqui pra eu entender, me acostumar com mais espuma, ver como é que vai ser. Ah, vai ser quando correr no asfalto e não quando correr na trilha, porque ele é muito mais alto do que eu tô acostumado, eu sinto menos o chão, pode ser que eu torço o pé, vai me gerar uma instabilidade. Então, também entender o que pode te gerar e o que você quer buscar com aquilo ali. Porque

Tem tênis que, cara, pega o... Tem tênis baixo. Ainda existem os tênis baixos. São poucos que vêm pro Brasil. Mas a gente sabe. Eu sei que quando eu tô mais pesado, eu fujo dos tênis mais baixos. Pra mim, não dá. Minha canela não comporta. É fato. Ah, tô. Mas você tem que fazer o fortalecimento. Cara, não quero saber o que eu tenho que fazer.

Antes de saber o que eu tenho que fazer, eu tenho que saber o que eu não tenho que fazer. É o que você não pode fazer. É a via negativa. Não é o tênis que eu vou usar, é o tênis que eu não vou usar. Exato. Ah, meu tênis, eu uso esse tênis todas as vezes que eu uso, meu sólho grita. Ah, o Rodrigo tem um que ele usa e o quadril apita. Cara, não usa porcaria de tênis, cara.

Não é para usar. Exatamente. Não é para usar. Não é para usar e está tudo bem. Se dissesse que a gente só tem dois modelos no mercado, daí você fala, meu, se adapta aí, se vira, troca o quadril, sei lá o que você vai fazer. Entendeu? Mas com a quantidade de opções que a gente tem hoje, e lojas, a gente fala direto, vai em loja, experimenta. A maioria das lojas aqui no Brasil deixa você colocar o tênis no pé. Lá nos Estados Unidos é diferente. Tem tênis que você só pega na mão, você não pode nem...

Nem calçar o tênis, entendeu? Você põe e não pode ficar de pé. Você já teve experiência disso, né? Normalmente acaba acontecendo isso. Tênis de competição com placa de carbono. Se você quiser falar um pouco mais perto do microfone, acho que o pessoal do estúdio vai te agradecer. Tênis de competição com placa de carbono, normalmente as marcas lá fora, e principalmente as marcas que têm flagship, loja própria, eles não permitem, eles não autorizam, eles já deixam claro, você vai calçar.

Você não vai subir na esteira, você só vai calçar o tênis. E é só para ver o tamanho mesmo. Isso acaba acontecendo. Aqui no Brasil...

O conhecimento que eu tenho, as marcas não se apegam muito a isso. O que eu acho melhor, porque é o que vai definir uma venda no final. É, define a venda e muitas vezes define a satisfação. Tanto do atendimento, de você falar, vai lá na loja que você pode experimentar. Isso é muito legal. É muita diferença. Faz muita diferença. E de você acertar, você colocar o seu dinheiro.

se colocar que seja não precisa ser o valor que é 500 reais, quem quer perder 500 reais? exatamente então assim muitas pessoas que me procuram as vezes eu falo, cara, mas você está bem com esse modelo então para que você vai trocar?

Pra que você vai mudar? Uma bola certa, né, cara? Se dissesse, a gente já teve outros papos aqui com relação a tênis, né? Até quando a gente falou de trail, que as pessoas não arriscam comprar um tênis de trail porque é caro e vai usar pouco. Cara, você tá adaptado ao modelo X? Se não mudou muito no ano seguinte, cara, pra que? Ah, eu acho que é um fator importante pra gente falar, Rick. A gente não falou e tem muita...

As pessoas têm muita dúvida com relação a isso. O tênis de competição, mas o tênis de trail, normalmente para a prova, que tem placa de carbono, a finalidade naquela condição, e não sou eu quem estou falando, se a pessoa ler, que seja uma série de artigos mesmo lá fora,

A finalidade do carbono é muito mais estabilizada, dependendo da geometria do tênis, em percurso irregular do que responder. Até porque normalmente os percursos de trilha são técnicos. Então, os tênis que a gente vê com placa de carbono, acaba tendo uma finalidade totalmente diferente dos tênis de competição com carbono para asfalto. Exatamente. E faz diferença, porque...

normalmente o tênis de trilha ele tinha uma espuma até um pouco mais o que mudou, né? Assim como a corrida era uma espuma que era muito mais dura era um termo bem simples pra todo mundo entender e com essa mudança do tênis de rua

mudou também o que? A característica do peso dos tênis. E na trilha, não que o peso seja um problema, mas eles trouxeram a espuma pra lá. Por quê? Porque todo mundo começou a falar que a espuma era melhor, mais resposta, preservava mais a musculatura. Só que na hora que na trilha você pega um percurso que é muito irregular,

Você não pisa de maneira reta, igual a corrida na rua. Ela é muito simples e muito pobre de movimento. Quando você vai para a trilha, é o contrário. Você praticamente não pisa uma vez igual a outra. É, muita irregularidade. Então você precisa de um pouco mais de estabilidade, um pouco mais de firmeza na passada, na hora que você põe o pé no chão. Se você só usasse a espuma nova, ele ia ficar mais macio e ia te gerar uma certa instabilidade.

Então a placa veio para exatamente isso. Foi o caminho inverso da rua. A rua veio a placa e desenvolveu a espuma para controlar aquilo ali. E daí na trilha foi o contrário. Veio a espuma e falou, vamos colocar a placa. Não para você ter algum benefício de propulsão, de melhora. Mas para deixar uma pisada um pouquinho mais firme. Porque de fato você precisa ir para o trail. E a gente vê lá fora...

que o que acaba acontecendo é que o uso do tênis lá, ele é muito mais duradouro. A vida útil do tênis, o gringo, ele usa até... Até moer. Igual o Balu, até sair o dedão pra fora. Até moer.

Eu percebi o que eu tenho também lá fora, sabia? E você vê de tudo, assim. Você vê... Você vai em prova... Não precisa ser na maratona, mas você vai nas provas que tem antes, no 5K, lá na que a gente foi do Running Events, uns dois anos que eu fui lá com o Rodrigo. Você vai pra largada, você olha, é tudo tênis surrado. Acho que é um desapego que eles têm. É, não tem aquela coisa do bonitinho, combinandinho. Eu não tô criticando, porque eu também, às vezes, vou colocar o tênis, eu vejo, pô, vou colocar o tênis, tem detalhe verde, eu ponho minha camiseta verde.

Tá tudo certo, não é problema. Mas lá você vê que a coisa é muito assim, cara, o tênis que eu tenho é esse. Eu tenho esses dois tênis, um é para eu enfiar na lama e o outro é para eu correr na prova. E acabou. Ele tira na hora que sai a sola, entendeu? É um pouco diferente.

Estou generalizando. Sim, mas eu também imagino... A percepção é essa de um maior desapego com o tênis. O europeu usa um tênis... Ele não se preocupa em usar um tênis bem mais surrado, bem mais simples. E do tênis ele transpõe para a roupa também. Isso, é. Para outros aspectos fora da corrida. Exatamente, exatamente.

Mais alguma coisa de tênis? Não, eu acho que é isso. É as pessoas estarem mais conscientes de que forma usar nos treinos. E acho que até ter claro que a placa não é a solução dos mundos. E também não é a culpada de muita coisa. Tem gente que também fica, que absurdo esses tênis. Cara, não usa.

Não usa. É simples. É que todos têm placa, né? É, exato. E tá assim, ah, poxa, mas é um absurdo a altura que tá ficando os tênis. Cara, é uma evolução. É o que o Balu falou ali no episódio, cara. O mercado tá evoluindo. Pega raquete de tênis. Eles jogam com raquete de madeira ainda? Não, não jogam.

Muda tudo, muda o gripe Muda a tensão da corda Muda o material da corda Muda a coisa toda Então assim, faz parte de uma evolução Eu acho que você pode entender Aonde você vai se colocar Se enquadrar

Se enquadrar, o que que te atende? Ah, poxa, eu não gosto de tênis alto. Beleza, tem tênis que eu não consigo usar mesmo, que é extremamente instável. Mas o grande ponto da instabilidade, tem muita gente que falava, né, quando lançou, não, que absurdo, fui fazer uma prova e torci o pé. Não.

É igual as pessoas que falam que vão correr na trilha e torcem o pé. Ah, não posso correr na trilha porque eu torço o pé. É o contrário. Você só está torcendo o pé porque você nunca vai correr num terreno irregular. Você só corre no asfalto e na esteira. Daí quando tem meia pedrinha no chão, é o suficiente para você torcer o pé. Então não é o tênis instável que vai te fazer isso.

Tá bom, um tênis normal mais baixo ou mais alto, o mais alto te deixa mais propenso a isso. Mas se você é uma pessoa que não faz um trabalho de própria opção, não corre em terrenos irregulares, só corre no asfalto e na esteira, a chance de você ter problema com esse tênis é grande. Então não use esse tênis.

exato tá tudo bem você tem a possibilidade de não usar hoje a gente falou aqui então falando de tem marca aqui que tem mais de 10 modelos uma única marca com mais de 10 modelos muito bons para atender as pessoas e de diferentes características rápido não tão rápido muito rápido lento pesado leve para trilha só se fala poxa

O mercado está vasto de opção. E relativamente para todos os bolsos. Para todos os bolsos. Não necessariamente o mais caro vai ser o melhor. Isso daí, o tênis de placa surfou muito essa onda. Do caro é o melhor. Daí tem os wannabe que queriam comprar também para falar que estava ali no meio, que tinha o tênis de placa.

E, cara, perceberam que não vale a pena. Tem tênis aí que custa metade do preço, que vai atender melhor e, às vezes, vai dar até mais resultado. Então, acho que fiquem atentos aí às informações. Acho que as informações, muitas vezes, até a percepção de cada um. Não culpo quem fala que o tênis é incrível, que o tênis é maravilhoso, que, de fato, achou o melhor tênis do mundo. Eu tenho tênis que eu gosto muito, mas eu não fico...

positivando tanto isso, principalmente nas minhas postagens, porque é uma leitura minha. E às vezes a gente acaba influenciando alguma pessoa que pode não se adaptar. Então, para mim aqui, e eu vejo que eu vou falar isso constantemente para as pessoas também,

Tá em dúvida do tênis que vai usar? Cara, vai pra uma loja. Coloca o tênis no pé, experimenta ali, põe um pé direito de um, esquerdo do outro. Vê como é que você vai se sentir, se o tamanho tá certo, se é confortável, se aperta, se você amarrou, gostou, não gostou, se é instável, não é instável. Tem várias coisas que nada, nada vai substituir a sua percepção.

Pode vir eu falando, o Rodrigo falando, vir o Kipchoge falando. Cada um vai ter uma percepção e uma realidade muito diferente. Então, na dúvida, vai até a loja, coloca o tênis no pé para você ter certeza e ter uma chance maior de ter sucesso na sua escolha. Valeu, um abraço.

Anunciantes2

220 Energy Drink

external

Oakley

external
Episódio 4556 - Tenis de corrida | Castnews Index — Castnews Index