A Vontade - Beto Cabral
Beto Cabral
- A Vontade e a FéA cura do menino por Jesus · A incredulidade dos discípulos · Fé como um grão de mostarda · A importância da vontade · Esforços insignificantes
- A Necessidade e a VontadeA necessidade que faz o sapo pular · Homem ou sapo? · Vontade vs. esperar a necessidade · Chico Xavier e a vontade · Allan Kardec e a vontade
- A Vontade como Gerência MentalA mente como um escritório · Gabinete da vontade · Vontade como gerência esclarecida · Vontade como leme de forças · Emmanuel e o livro Pensamento e Vida
- Vícios e Prazeres TerrenosVício como fuga da realidade · Dependência química e dopamina · Prazeres terrenos e punição · Satisfação instantânea vs. futuro · Prazer como ferramenta de burilamento
- Conexão do Evangelho com a RealidadeSimplicidade do ensino evangélico · Resumo das passagens bíblicas · Reflexão sobre o Evangelho
- O Poder da Vontade em AçãoDesobsessão e influência espiritual · Corte de sintonia com espíritos · A história do homem do campo · Plantar boas sementes
- Evolução Espiritual e VontadeEvolução não dá saltos · Progresso na próxima vida · Evolução não limitada ao tempo · Intensidade das escolhas · Vontade de progredir
Mateus capítulo 17 que vai dos versículos 14 ao 20. Um homem levou seu filho até Jesus e disse ao mestre
Senhor, ajuda meu filho. Ele sofre com uma, vou usar as minhas palavras, uma possessão desde criança. E ele é sempre tomado. E ele cai no chão, às vezes ele cai no fogo, às vezes ele cai na água. E eu trouxe para os seus discípulos curarem. E eles não o puderam. Então, por favor, ajude o meu filho. Jesus, então, curou o filho dele.
E os discípulos, eles devem ter ficado meio constrangidos ali na hora, então eles não quiseram perguntar na hora não, mas quando tiveram um particular com Jesus, eles perguntaram, mestre, por que nós não conseguimos curar esse menino? Então Jesus lhe disse uma frase que nós conhecemos muito bem, né? Por causa da vossa incredulidade, porque em verdade vos digo, que se tiveres fé como um grão de mostarda, tireis a este monte. Passa daqui para colar.
E ele há de passar, e nada vos será impossível. É muito reconfortante a gente iniciar uma valessa falando do Evangelho, né? Porque o Evangelho, para abordar qualquer tema, o Evangelho já eleva o teor da mensagem que vai ser passada. E porque o Evangelho também sempre vai ter uma mensagem para...
de conteúdo moral, que vai casar com o tema, que vai fazer com que o tema possa ser relatado de uma maneira mais elevada, vamos dizer assim. Porém, é importante, eu acho muito importante, a gente, quando fala do evangelho, porque, veja, as coisas que aconteceram no evangelho aconteceram há dois mil anos atrás. Então, a gente precisa sempre de tentar.
trazer um elemento de ligação dessas coisas que aconteceram há dois mil anos atrás com a nossa realidade de hoje. Senão as coisas ficam muito no campo filosófico, né? A gente fica filosofando, filosofando, as coisas são lindas e são mesmo, mas a gente tem que encontrar uma conexão com as nossas vidas, tá certo? Todas as coisas registradas no Evangelho foram feitas visando a simplicidade.
do ensino para ser de fácil compreensão. E elas eram ensinadas com muita simplicidade, porém, também eram muito resumidas. Vocês vejam que na passagem que eu falei, Jesus lança aquele pensamento, se tiver isso é como um grão de mostarda.
nada, ele será impossível. E morre ali o assunto, não se fala mais nisso. Então as coisas são muito resumidas, então a gente tem que refletir sobre isso, e tentar achar uma ligação com as coisas, senão as coisas ficam muito enigmáticas para a gente. Por quê? É sempre aquele porquê que ele falou isso, aí cada um interpreta de um jeito, cada religião tem a sua visão. Então acho que o nosso papel é sempre refletir.
Então, para começar a fazer a conexão com a nossa vida, eu vou contar um casinho, eu gosto de contar uma história, que aconteceu comigo algumas semanas atrás, que tem tudo a ver com isso aqui. Eu levei o meu filho no supermercado para comprar umas coisas, e na hora que eu ia saindo com ele, a gente passou em frente da geladeira onde ficam os sorvete. Aí nós não resistimos à tentação, né? Vamos tomar um sorvete.
Então a moça que estava atendendo ali naquela área, ela veio para atender a gente, e ela era uma moça muito jovem, devia ter 18, 20 anos, e muito magrinha, bem magrinha mesmo. E aí nós escolhemos sorvete e tal, ela pegou...
contêiner do sorvete, colocou, só que o supermercado não é lugar de se tomar sorvete, né? Então o sorvete devia estar ali muito tempo e estava bem duro, congelado. E ela começou com muito sacrifício, né? Tirar o sorvete dali para pôr no copinho. E num certo ponto ela falou assim, é nessa hora que eu vejo como que eu sou fraca.
Aí eu fiz uma viagem no tempo, né? Eu pensei igualzinho eu quando eu era na idade dela. Ela também magrinha, né? Bem magrinha, né? Eu tinha até os meus apelidos, né? Macarrão, linguiça, aquelas coisas que... Aqueles bullying que faziam com a gente antigamente. E aí eu falei com ela assim... É, mas na idade, você é muito jovem, na idade que você está, você pode mudar isso. Aí ela falou, é... Você quer dizer que eu posso ser o que eu quiser, né?
Eu falei, é, pode ser o que você quiser. Aí ela falou assim, então o que está faltando mesmo é a vontade. Então eu saí dali, depois eu fiquei pensando, e eu lembrei da pergunta 909 do Livro dos Espíritos, não porque eu memorizo as questões, eu não sei muito as questões de qual, talvez eu saiba duas, talvez, mas eu fiquei pensando porque ela é uma questão que me incomoda muito.
pela forma simples e direta com que ela é respondida. Vocês vão se lembrar dela. Poderia sempre o homem, pelos seus esforços, vencer as suas más inclinações? E vocês lembram da resposta. Sim, frequentemente fazendo esforços muito insignificantes. O que lhes falta é a vontade. Aí vem aquela coisa terrível que ele fala, né? Com um pouco de voz se esforça.
com poucos de voz se esforçam. A gente se sente incomodado com isso porque nessa resposta a nossa inferioridade é exposta, ela fica exposta. Mas eu não acredito que o Espírito da Verdade esteja julgando a gente, não. Eu acho que ele simplesmente está dando para a gente um testemunho do que ele observa na humanidade. Ele pode estar em toda parte, ele conhece todos nós.
E é o que ele vê com os próprios olhos. Não é um julgamento, é um testemunho dele. E aí eu penso o seguinte, gente, agora vem a reflexão do que a gente leu antes. Seria o esforço insignificante que o Espírito da Verdade falou o mesmo grão de mostarda a que Jesus se referiu? Vocês já pensaram sobre isso?
Não se apresentam, por exemplo, as nossas más inclinações, muitas vezes como montanhas que parecem impossíveis de se mover, ou de se remover? A pessoa fala, eu quero parar de fumar, mas não consigo. Eu não quero ser impulsivo, mas eu não consigo. Eu quero acordar cedo, mas não consigo. Quero não comer tanto doce, quero não falar dos outros, quero não ficar julgando os outros, quero não ser orgulhoso, egoísta, crítico, intempestivo, mas não consigo.
E aí eu vou fazer uma ressalva aqui, que é o seguinte, no texto Jesus fala assim, esse texto ele está somente no evangelho de Mateus, aliás, o texto não, a frase. No evangelho de Lucas e de Marcos tem a mesma passagem, mas eles não falam sobre o grão de mostarda lá. Não sei porquê, mas eles não falam, eles não pegaram disso, né? Só Mateus que diz que... É...
se tivermos a fé como um grão de mostarda, diferente do que normalmente a gente fala, do tamanho de um grão de mostarda. Ele não fala do tamanho do grão de mostarda, ele fala como um grão de mostarda, o que dá uma conotação totalmente diferente, porque uma semente é uma coisa que vai se desenvolver, então é uma coisa ativa. Então a gente não está falando de tamanho aqui.
Mas quando a gente lê essa passagem, soa para a gente que, como se tivermos fé, mesmo que pequena, nós vamos fazer os milagres que Jesus fazia. No caso, curar enfermos, expulsar demônios, etc. E aí vem outra confusão, que é a confusão com o que está escrito lá em João.
que aquilo que eu faço vocês farão muito mais. Era uma outra situação, não tinha nada a ver com milagre, era com relação à divulgação da boa nova, porque Jesus estava a ponto de ir embora já e ele não teria mais tempo. Então ele fala para os discípulos que eles poderiam fazer muito mais do que ele fez. Então é outra situação. Nessa aqui ele fala apenas isso, nada seria impossível.
Mas aí eu pergunto, que fé é essa de que Jesus está falando? Aí a gente tem que refletir, porque veja bem, eu fico pensando às vezes que é algo que a gente não conhece nesse mundo, porque eu nunca vi ninguém movendo montanha ou com o poder absoluto de sair curando todo mundo. Então, que fé é essa, né? Daí quando Kardec questiona o Espírito da Verdade sobre a mesma problemática da capacidade humana,
Ele usa as palavras, o Espírito da Verdade usa as palavras esforços insignificantes, para uma mesma questão. Os dois falam de coisas muito pequenas, não é mesmo? Muito pequenas, uma semente, esforços insignificantes.
Porém, a gente percebe que todas as duas coisas são dinâmicas. Uma semente é algo que vai crescer e um pequeno esforço vai levar a gente a alguma coisa. Semente e esforço. Agora, o elemento que eu encontrei, que faz a ligação entre as palavras de Jesus e do Espírito da Verdade, nesse caso, eu encontrei numa ressalva que Jesus faz. Aí também é outra questão que a gente tem que falar, porque...
É o versículo 21, é o que vem exatamente depois desse, da semente. Em que Jesus teria falado assim, mas esta casta de demônios não se expulsa senão por meio de oração e de jejum. Alguns historiadores acreditam que isso foi um enxerto na Bíblia, porque dizem que nos textos antigos não existe essa frase. E ela só está em um dos evangelhos.
Mas vamos considerar que ela aconteceu. Ou mesmo se ela não aconteceu, a intenção. O que significa isso? Veja bem que a fé associada à oração e ao jejum, ela nos está falando sobre três coisas. Esforço, disciplina, foco e o tempo. Então vamos ver como é que é isso. Para você jejuar...
e se colocar em estado de oração, primeira coisa, você precisa de esforço, porque não é fácil. Alguém aqui acha que é fácil jejuar. Jejuar que eu falo é um dia ou dois, não é uma hora não, porque nós estamos aqui na palestra por uma hora, a gente não está jejuando, tá? A gente está em oração, talvez, mas não jejuando. Então precisa de esforço.
Precisa de disciplina para não deixar o pensamento ir embora e se manter naquela condição com o pensamento elevado. E precisa do tempo, que logicamente o jejum tem a ver com o tempo, ligado diretamente ao tempo. Essas três coisas a gente pode resumir na vontade. Se a gente tem vontade de fazer isso, a gente consegue fazer isso.
Agora, essa vontade, ela seria uma espécie de receita, tipo assim, você quer atingir isso, você faz isso e você chega nisso. Não é lógico? Parece uma coisa lógica, né? Ou seja, você quer ter uma fé capaz de expulsar um espírito daquela natureza, disse Jesus, é preciso muito jejum e oração. Isso ajuda até a gente a entender a questão da mostarda, né?
Você precisa de ter uma fé como um grão de mostarda, mas essa casta aqui precisa de tempo, de esforço, do jejum, da oração. Então vocês verem que não é bem a questão do tamanho. Que nós precisamos pôr a vontade com disciplina para atingir uma condição moral espiritual, para ter condição de lidar com um espírito naquela natureza. Certo?
Então os teólogos falam assim, não é a quantidade, mas a qualidade e a constância da fé. Daí fazendo insignificantes esforços, tendo hoje uma fé como um grão de mostarda, vamos gradativamente, a semente vai crescendo, com o auxílio do tempo, adquirindo a condição necessária. E nada nos será impossível. A semente vira uma árvore imensa, que alimenta e abriga muita gente embaixo dela.
Aí faz um sentido maior, faz um sentido mais aceitável. A gente recebeu, em 1958, um presente de Emmanuel.
muito singelo, como ele diz mesmo, e muito instrutivo, chamado Pensamento e Vida, que é um livrinho que tem umas mensagens curtas ditadas ao Chico Xavier. E por que eu falo que foi um presente? Porque no prefácio o Emmanuel fala assim, este livro é uma cartilha utilizada no plano espiritual, olha que legal, nas escolas de regeneração para instrução dos espíritos que estão em direção ao berço.
Ou seja, uma vez desencarnados, estão se preparando para uma próxima encarnação, eles estudam esse livrinho lá. Só que o livrinho foi adaptado, ele não foi editado na íntegra para nós, ele foi adaptado. Tanto que no capítulo 2, que é A Vontade, Emmanuel começa dizendo que a mente humana pode ser comparada a um escritório. Olha só.
O plano espiritual não deve ter escritório, né? Então eles tiveram que adaptar. Porque em 1958, quem era... Não precisa de estar vivo nessa época, talvez um pouco depois já dá para ter essa noção. Quem não tinha curso superior, um grande sonho era trabalhar no escritório. Tanto que o primeiro curso que a gente fazia, quando chegava numa certa idade, qual era? Exatamente. Todo mundo aqui viveu a experiência, né?
Então a nossa mente é como se fosse esse escritório. Então tem vários departamentos. O departamento do desejo, da inteligência, da imaginação, da memória e muitos outros ainda que definem os investimentos da alma. Porém, acima de todos eles, surge o gabinete, agora não é departamento mais, agora já é um lugar especial, o gabinete da vontade. A vontade, segundo Emmanuel,
é a gerência esclarecida e vigilante, governando todos os setores da ação mental. E ele diz que a providência divina concedeu-a por auréola luminosa à razão. Vejam só, a vontade, acima de tudo. Depois da laboriosa e multimilenária viagem do ser pelas províncias obscuras do instinto.
Então vejam que a gente pode até pensar que não é somente o raciocínio e a inteligência que definem o espírito humano, que o separa da condição dos animais. É justamente a vontade. Porque os animais não possuem a vontade. Eles não têm no topo do escritório da mente deles essa gerência. Então o ser humano...
é que tem a vontade. E aí nós podemos ver, por exemplo, que uma pessoa que não utiliza a inteligência, a razão, para progredir, continua, então, nas províncias obscuras do instinto, como Emmanuel falou. Está certo? Então é uma decisão nossa.
E ele diz mais, para considerar-lhe a importância, basta lembrar que ela é o leme de todos os tipos de força incorporados ao nosso conhecimento. Aí ele fala umas coisas aqui que eu não vou colocar em detalhes não, porque a gente gastaria muito tempo falando sobre isso, mas ele, de uma forma geral, fala que o pensamento, a eletricidade e o magnetismo, eles são...
são as forças que estão presentes em todas as manifestações universais. Está certo? Então, tudo que existe dentro de nós, no nosso psiquismo, e lá fora, essas três forças estão sempre atuando. Mas o que faz com que essas forças...
se põem em movimento ou continuem estáticas, é justamente a vontade. É como se a vontade fosse um botão, que a gente aperta e põe tudo isso em movimento. Não fosse a vontade, tudo isso ficaria na inércia. Veja só a importância da vontade. Vocês já pensaram da vontade com esse grau de importância? Parece que é só mais uma coisinha que a gente tem, né? Mas como Emmanuel coloca aqui, é uma coisa que está lá no topo de tudo. Então ele diz o seguinte, para a gente concluir aqui.
Sem ela, sem a vontade, o desejo pode comprar, ao engano, aflitivos séculos de reparação e sofrimento. A inteligência pode aprisionar-se na criminalidade. A imaginação pode gerar perigosos monstros na sombra. E a memória pode cair em deplorável relaxamento. Não é esse o quadro psíquico de um ser sem vontade?
então agora vamos voltar aos evangelhos com essa informação que Emmanuel nos deu vocês conhecem uma passagem a passagem da mulher é morroíça, certo? vocês já ouviram várias vezes, já foi contada de todas as formas então só para a gente relembrar, ela perdia sangue então só para a gente relembrar
por uma condição que ela tinha há 12 anos, ela gastou todo o dinheiro dela com os médicos, e os médicos não conseguiram resolver o problema dela. Certo? E ela tinha fé de que se ela tocasse a roupa de Jesus, se ela chegasse perto dele, simplesmente pudesse tocar nele, porque ela se julgava por uma questão da época, tão impura, que ela não tinha coragem de pensar que ela poderia chegar perto dele e conversar com ele. Então ela só queria tocar nele.
É uma coisa sem sentido se você pensar eu vou ali tocar em fulano que eu vou ficar curado de um problema que eu tenho há 12 anos. É uma coisa que não faz o mínimo sentido. Mas é justamente a definição da fé. É você acreditar, mesmo que tudo esteja dizendo o contrário. Então ela enfrenta a multidão, ela se embrenha no meio da multidão e consegue chegar e tocar nas vestes dele e é curada.
Então vejam que ela tinha fé, mas a fé dela não bastou para ela ficar curada. Ela precisou de colocar a vontade em movimento. A vontade que foi que fez que ela saísse de onde ela estava, num lugar isolado, enfrentasse aquela multidão e chegasse lá para tocar em Jesus. Foi a vontade. E o que Jesus falou para ela? Filha, a tua fé te curou. Olha o vinho para vocês verem.
A tua fé te coroa. Foi um empreendimento da vontade dela e da confiança inabalável. Então a gente vê o esforço e a gente vê o grão de mostarda. Os dois juntos. Uma outra passagem. O mesmo acontece com o cego de Jericó. Ele ouviu que Jesus estava nas proximidades. Ele não podia ver, logicamente, mas ele ouviu.
E ele começou a chamar por Jesus. Jesus, filho de Davi, tem de mim compaixão. E aquelas pessoas que estavam seguindo Jesus, mandaram que ele calasse. Você está acomodando, você está... E mandaram que ele calasse. Mas a vontade dele era tanta que ele não se calou. Ele começou a falar mais alto ainda, a gritar, até que Jesus ouviu. E pediu que ele se aproximasse. Certo? E aí Jesus, então, nos dá um outro ensino.
ele pergunta a ele, o que queres que eu faça? Que se resume em, que se translate, traduz em, qual é a sua vontade? Qual é a sua vontade? O que você quer que eu faça? E ele fala que eu tenha vista. E o que Jesus fala depois? Vai, a tua fé te salvou. Então é uma passagem que fica até difícil a gente separar o que é fé e o que é vontade. Não é mesmo?
Parece que as duas ali vão se intimamente, são ligadas, como se fossem duas ferramentas que trabalham juntos, um prego e um martelo. Uma trabalhando com a outra. A fé e a vontade. Quando Jesus usa as duas na mesma situação, e quer as que eu faça, e a sua fé te curou, fica difícil da gente fazer essa diferença. Então a gente poderia pensar também que quando...
Quando a gente conhece a doutrina espírita, a gente acredita que ela é a melhor filosofia para nós, ou é a melhor filosofia que explica as coisas, que traz um entendimento maior sobre a vida, que nos aproxima mais dos ensinos de Jesus e pode responder mais às nossas perguntas e pode também nos ajudar em nossas dores, em nossas dificuldades.
Mas nós não vamos ao centro, nós não lemos um livro, nós nem temos o trabalho de ir na internet assistir uma palestra, nós não usufruímos desse benefício. Ou seja, isso não traz para a gente nenhum benefício. Então, sem a vontade, a gente nunca vai ouvir a tua fé te salvou. A gente vai ter a doutrina, a minha fé, a minha crença.
que a doutrina é a melhor coisa que existe no mundo, mas eu não tenho vontade de participar de nada, de ler, de estudar, de aprender, de fazer com que, de me colocar numa situação em que essa coisa maravilhosa possa me beneficiar. Então, eu nunca vou ouvir a tua fé te curou, porque a gente não usou a vontade.
Nessas passagens, então, nós vemos a importância da vontade gerenciando esse escritório, tá certo? Do psiquismo humano. Mas ainda tem um outro ponto que a gente precisa investigar. Vocês estão acompanhando, gente? Estão ainda com vontade de continuar investigando? A gente vai chegar? Então vamos lá. Pergunta agora é, por que há pessoas que se viciam em drogas?
mesmo tendo conhecimento das consequências. Certo? Bom, nós poderíamos dizer, existem várias explicações para isso. Poderíamos dizer, por exemplo, que o vício, em geral, é uma fuga da realidade, uma forma de compensar um sofrimento emocional. O famoso buraco, né? Que precisa ser preenchido dentro da gente. As pessoas entram na droga, mas por que então é tão difícil de sair delas?
Poderíamos também trazer algumas explicações aqui. Nós poderíamos dizer que ela cria uma dependência química, o que é uma verdade. Quimicamente falando, é uma descarga exagerada de dopamina no cérebro que se acostuma com um prazer surreal. Certo? É uma explicação bem palpável, bem viável. Mas acima de tudo isso, o fato...
é que as pessoas usam droga porque ela proporciona prazer. Se você experimentar uma droga que te faz sentir mal, você nunca mais vai querer aquilo, não é mesmo? Mas dá um prazer tão grande, e é uma coisa, é o que a gente ouve, né? Eu nunca experimentei, mas é o que a gente ouve. É uma viagem tão maravilhosa que a pessoa se apega a isso.
Então, como todos os tipos de vícia, a gente fala da droga, mas todos os vícios, e nós podemos nos enquadrar nele, será sempre a liberação acima do normal de dopamina no cérebro, nos fazendo esquecer os momentos de dores, os desafios da vida, as lutas que precisamos enfrentar, enfim. É uma fuga da realidade e a busca de uma satisfação instantânea. Tá certo?
Uma coisa que é resolvida ali naquele momento, embora depois haja o sofrimento, mas a gente age com o pensamento imediatista. Então eu vou trazer uma outra questão, também igualmente séria, dentro dessa aí. Por que Deus, a suprema inteligência do universo, colocou nos prazeres terrenos uma inevitável punição?
Não é? A gente tem tantos risos que são tão bons, né? Você senta na frente de uma televisão e não quer que a vida se acabe ali para você ficar assistindo aquela televisão o resto da sua vida, né? Ou a pessoa que gosta de uma cervejinha, né?
Enfim, todos os tipos de vício. São momentos em que a gente sente um prazer e esquece de tudo, todas as dificuldades da vida. Mesmo que seja por aquele momentinho ali. Aí a ressalva que a gente tem que fazer, né, gente, que eu não estou fazendo uma apologia aqui e dizer que o prazer é uma coisa negativa. Eu só estou colocando a situação. De quando...
se torna uma coisa exagerada, uma descarga exagerada de dopamina no cérebro causa um bem-estar e faz com que a gente se torne dependente disso. Mas então por que Deus colocou nos prazeres terrenos uma inevitável punição? Parece até uma armadilha, né? Para pegar quem está distraído, nós, né?
Mas será que seria para testar a nossa obediência? Vocês se lembram da passagem de Adão, quando fala assim, Deus criou o paraíso, colocou Adão, e no meio do paraíso ele colocou uma árvore, né, do conhecimento, falou, você não pega dessa árvore, senão você vai perder o paraíso. É para testar a nossa obediência? Será? Né? É para a gente ir pensando. Ou será que é para a gente fazer uma escolha, sabe? Tipo assim,
Eu tenho dois presentes para te dar, tá certo? Mas você só pode pegar um, você não pode escolher os dois, só pode pegar um. O primeiro, eu posso colocar na sua conta bancária 5 milhões de dólares, mas você só pode usar esse dinheiro daqui a 10 anos, tá bem? Ou você pode escolher o outro presente. Eu posso colocar na sua conta bancária, hoje, 500 mil dólares. Qual que você pega?
500 mil dólares hoje ou 5 milhões daqui a 10 anos? Será que você vai estar viva, né? É difícil a gente ver o futuro, né? É difícil a gente ter paciência para esperar o futuro, né? Imagina, por exemplo, é verdade, imagina que fala assim, a gente pode...
se a gente colocar os 5 milhões representando os gozos da vida futura, e os 500 mil, os gozos da vida material. Faz todo sentido, né? A gente quer agora, a gente não quer esperar 10 anos.
E não é meio assim que a gente vive mesmo? A gente lê, a gente conhece o evangelho, a gente conhece a doutrina espírita, que fala o tempo todo para a gente das felicidades futuras se a gente andar na porta estreita, né? Passar pela porta estreita. Mas a gente quer os 500 mil na conta agora. Isso se chama satisfação instantânea. Então a gente continua perguntando.
Será que seria o prazer terreno uma ferramenta de burilamento do espírito, ao invés de tudo isso? Por exemplo, eu tenho a liberdade absoluta de escolher me entregar à satisfação imediata, que normalmente traz uma frustração posterior. Ou construir com pequenos esforços, disciplina, com a ajuda do tempo, vontade.
uma condição espiritual superior que poderá fornecer um prazer infinitamente maior e sem frustrações. Será que seria esse o objetivo? Porque, vejam, quando a gente vê que Deus deu ao ser humano o prazer, e esse prazer não tem limite, o limite é imposto pela nossa vontade apenas.
Não dá para a gente pensar, refletir, por que ele fez isso com a gente? É um exercício de autodomínio, um exercício de conhecimento, de autoconhecimento, de busca do seu autocontrole, de ter o controle da sua própria evolução. Não parece que é assim?
E o mais interessante é que a parte que mais nos ensina nesse processo, das coisas, nas coisas que ele criou, não, a parte que mais nos ensina nesse processo é que menos nos atrai, que é a frustração. A gente aprende muito mais pela frustração do que realmente pelo prazer, né? Então ela nos ensina a moderação e a fazermos melhores escolhas. Veja, gente, que Deus é a sabedoria.
E quando nós não conseguimos encontrar a sabedoria nas coisas que ele criou, então é porque nós precisamos de refletir um pouco mais profundamente sobre elas. Está certo? A gente não pode simplesmente colocar... A Bíblia escreveu errado, não foi Deus que fez isso. Na verdade, a gente precisa pensar mais, refletir mais sobre o assunto. Por exemplo...
se eu perguntar para você assim, por que Jesus não cura todas as enfermidades do mundo? Ou por que Deus não retira todo o mal do mundo?
a gente vê uma guerra começando, e a gente, por... Porque a gente quer ver o mundo de uma forma melhor, a gente ora a Deus que pare essa guerra, que tire da cabeça das pessoas a guerra. A gente gostaria que o mundo fosse melhor, que não houvesse pessoas doentes e tal. E por que a gente, que é tão inferior, a gente quer tudo isso, e Deus, que tem todo o poder, não faz isso?
Essa pergunta é muito profunda, então eu vou buscar uma resposta muito profunda, que é um dito popular. Que diz assim, é porque é a necessidade que faz o sapo pular. Não é? O sapo está na beira da lagoa. Aí dá fome. Você sabe que o sapo tem uma língua.
Aí o bichinho passa o Vanderbilt, nem se mexe, fica ali, tranquilão. E fica parado na dele. Até que aparece uma cobra, aí ele pula. Porque vocês sabem que cobra adora um sapinho, né? Então aí ele pula. Então é uma sabedoria profunda popular, né? A necessidade faz o sapo pular.
ele possui apenas instinto, ele não possui a vontade. Então a necessidade é que faz ele se mexer. Então por essa analogia nós podemos analisar em nós mesmos quão distantes ou próximos nós estamos da realidade do sapo. Vocês se lembram que antigamente as pessoas falavam assim, a pessoa que era covarde, não tem coragem, fala assim, você é um homem ou um rato? Com relação à vontade a gente pode perguntar, você é um homem ou um sapo? Então mudamos a conversa.
Você vai, a gente pode perguntar de outra forma, mais educado, né? Você vai usar a vontade ou vai ficar esperando o empurrão da necessidade? Esperar o impulso bendito da necessidade que pode até incluir a dor, a enfermidade, os conflitos, etc. Então, qual é a nossa decisão? Vamos usar a vontade ou esperar a necessidade para fazer a gente pular?
Certo? A vontade novamente, resolvendo os nossos problemas, né? Então Jesus fala que se tivermos fé como um grão de mostarda, moveremos montanhas e nada nos será impossível. O Espírito da Verdade nos fala que com pequenos esforços insignificantes podemos vencer todas as deficiências morais. E aí eu pergunto a vocês, será que diante disso a gente vai continuar pensando que a gente vai continuar?
como a gente sempre pensa, ah, quando eu estiver na condição de Chico Xavier, a Mara Tereza, né, e agora o Divaldo Franco, né, ele desencarnou, ele também pode virar, pode entrar na equipe. Aí eu vou ter condição de fazer tudo isso, né, minha fé vai poder remover a montanha, eu vou poder ter os esforços necessários, fazer as mudanças, mas a gente pensa o seguinte, gente, Chico Xavier,
Isso é importante a gente falar. Chico Xavier trabalhava, antes de se aposentar, o dia inteiro no escritório, no Ministério da Fazenda. E quando ele saía dali, ele ia para o centro espírita e varava a noite psicografando. Ele ia até de madrugada psicografando os livros que hoje a gente tem. Mas o que fazia ele acordar no outro dia e levantar da cama era vontade. Ele precisava de ter a vontade.
Não é porque ele tinha elevação, porque ele tinha um dom maravilhoso, porque ele era assistido pelo Emmanuel, não. Ele precisava da vontade, senão ele não levantava da cama. E nesse ponto, a gente pode se identificar com ele. Aí a gente fala assim, mas o Chico tinha um dom maravilhoso, ele poderia tirar tudo isso de letra. Aí eu pergunto, e nós, que dons nós temos? Que dons nós temos? É uma pergunta que incomoda, né?
Mas quando falamos de pequenos esforços, nós vamos pensar nesses pequenos esforços como um tijolo. Porque com disciplina, com a ação do tempo, a gente levanta uma parede. E depois levanta uma casa, levanta um prédio. Tijolo por tijolo. Ação da vontade, né? Quais são os nossos dons?
E aí a gente pensa também em Kardec. Kardec trabalhava incansavelmente ao ponto de prejudicar-lhe a saúde. Está certo? Ele foi avisado pelos amigos espirituais dele, os mentores, que se ele não desse uma freada, ele ia acabar desencarnando, porque ele era realmente, a vontade dele era enorme, era tão grande que ele acabou prejudicando a própria saúde, de tanto trabalhar em prol da doutrina.
Ele tinha ideais, tá certo? Mas o que fazia com que ele perseguisse esses ideais foi o fato de ele ter, dia após dia, colocado a vontade dele a serviço da humanidade. Então, nesse ponto, Kardec também é igual, gente.
se ele não tivesse a vontade para levantar da cama no outro dia e continuar fazendo o trabalho dele, apesar de toda a crítica que ele recebia dos opositores, todos os ataques, ele tinha que ter vontade. Era a vontade dele que fazia com que ele continuasse no ideal. Tanto que os espíritos falaram para ele, se você desistir, se você desanimar, a gente coloca o outro no seu lugar.
E aqui a gente não está tirando o mérito de Kardec de forma alguma. Eu fico até pensando que eles estavam meio que blefando para Kardec não desistir, porque arrumar outro igual Kardec seria muito difícil. Mas enfim, a gente vê a vontade desses grandes seres, era a mola que impulsionava eles. Então quando a gente pensar assim...
que quando a gente for, né, quando a gente estiver lá, a gente vai pensar que os seres humanos que vieram antes da gente, eles tiveram também que usar a vontade para fazer o que eles fizeram. E eu vou lembrar uma coisa aqui também, que no sábado, todos os sábados, nós temos um grupo de rapazes que joga bola às sete horas da manhã. Muito profundo isso, né?
Né, Maurinho? Sete horas da manhã. Todos acordam cinco e meia, porque a gente tem que acordar cinco e meia para chegar no local. E cinco e meia a gente já recebe mensagem no WhatsApp. Bom dia, pessoal. Tem um que coloca uma musiquinha lá, caipira. Vamos acordar, pessoal. E todo mundo animado. Tá certo? E o que faz esses rapazes, alguns jovens e alguns não tão jovens, levantar da cama cinco e meia da manhã no sábado?
Eu penso que o futebol é apenas o ideal. Vamos até colocar assim, o prazer. Mas a vontade que faz vencer o desejo de ficar na cama. Está certo? Até mais tarde. É um exercício constante, porque esse futebol já tem quase dois anos, é um exercício constante da vontade que lentamente vai construindo algo importante dentro de cada um deles. Você já pensou nesse grupo de rapazes? O que esse grupo poderá fazer no futuro?
já tendo em si essa experiência da vontade posta em ação por tanto tempo. Isso parece uma brincadeira simples, mas há de trazer algum benefício para eles. E a gente pode dizer também que aqui no centro, entre nós aqui, há pessoas que dirigem uma hora ou mais de uma hora para chegar aqui no centro. E essas pessoas vêm aqui mais de uma vez por semana, às vezes mais de duas vezes por semana, às vezes quatro vezes por semana. Certo?
Aí eu pergunto, o que faz esses companheiros e essas companheiras deixarem o conforto de suas casas, a família, o lazer, às vezes as horas de sono para estar aqui? Aí nós poderíamos pensar o amor à doutrina, o desejo de aprender, a disposição de doar em si alguma tarefa e de confraternizar. Claro, né? Mas, tudo isso...
O que os faz sair de casa, na verdade, se arrumar, entrar no carro e dirigir, é a vontade.
E aí nós até abrimos um parênteses aqui para dizer o seguinte, a gente usa vontade, a gente coloca muitos adjetivos na vontade, mas se a gente parar para refletir, não cabem adjetivos na vontade. A gente fala, uma pessoa tem uma má vontade, uma pessoa tem boa vontade, a pessoa está com falta de vontade. Se a pessoa não é capacitada, mas ela tem boa vontade.
Eu não acho que exista isso, porque ou a pessoa tem vontade ou não tem vontade. Não existe meia vontade. Ou você quer ou você não quer. Então a vontade não cabe a adjetivos. Então essas pessoas, esses companheiros nossos, usam dessa vontade para chegarem aqui duas, três, quatro vezes por semana. E há entre nós pessoas também, gente,
que há um tempo atrás não se sentiam capazes de ser um palestrante, um evangelizador, da criança, no caso, mas utilizaram dessas três coisas, esforço, disciplina e o tempo, que se resumem, como eu disse antes, na vontade. E hoje são excelentes trabalhadores. A vontade moveu essas pessoas.
Então a gente vai chegando a uma conclusão, veja. Cedo, né? Nós que somos espíritas e temos o privilégio de conhecer sobre a reencarnação, veja bem, gente, nós sabemos coisas do tipo, a evolução não dá saltos, não é? Que o que não conseguimos nessa vida, nós podemos fazer na próxima. A encarnação nos dá essa ideia, né?
E que um dia, pela força da fatalidade, nós vamos progredir. São três verdades, tá certo? Ou três coisas que têm o seu lado verdadeiro. Mas, na verdade, são só desculpas. Vocês já pararam para pensar? Isso são só desculpas. E eu vou falar para vocês por quê. Porque a evolução não está limitada ao tempo. Mas como assim não?
Para o espírito, a evolução não está limitada ao tempo. Para as coisas materiais, sim. A gente estuda na Gênesis, que a formação de um planeta, o planeta fica no estado gasoso durante milhões de anos. Depois ele fica no estado sólido, esfriando, mais outros milhões de anos. E aí vem...
começa a aparecer a vida e leva mais bilhões de anos. Aí para o espírito humano aparecer no planeta, leva bilhões de anos. Então, a parte material da vida realmente depende do tempo. Mas o espírito, está certo? O espírito humano, a evolução depende da forma como se vive e da intensidade das nossas escolhas.
da nossa, enfim, resumindo, da nossa vontade de progredir. Alguns podem chegar mais rápido, outros podem levar bilhões de anos. Então não está limitado ao tempo. Então todas essas coisas que a gente colocou que não deixam de ser verdade são apenas desculpas que a gente usa para progredir.
Eu vou contar dois casos aqui, então, já que a gente ainda tem um tempo, mas são curtinhos, não se preocupe, não. Que falam sobre vontade, e a gente remete lá a questão do... do homem que trouxe o filho para que Jesus expulsasse, os discípulos não foram capazes. Eu li certa vez em um livro uma situação que eu não esqueço, gente, porque...
a gente às vezes faz um estudo sobre desobsessão ou sobre influência dos espíritos na nossa vida, e às vezes a gente precisa de um estudo imenso para poder descobrir como se proteger da má influência dos espíritos. E nesse livro, o personagem do livro é uma história real.
Ele está em casa lendo, e ele é um trabalhador espírita, muito, muito dedicado, e entra um espírito na casa dele a fim de atrapalhá-lo. Pelo trabalho que ele fazia, trabalhava com desobsessão e tudo mais. E o espírito começa a falar com ele.
falar várias coisas, para desanimá-lo, para dizer que ele não tem valor, que ele não tem importância, que o trabalho que ele faz não dá resultado, que ele devia ficar pensando na família dele, que ele devia se preocupar com as coisas dele. E ele percebe que ele está sendo sugestionado e ele simplesmente diz assim para o espírito, eu não quero te ouvir, isso que você está falando não tem nada a ver comigo.
Nessa mesma hora ele corta a sintonia do espírito, o espírito perde a sintonia com ele. Olha que coisa simples, não é? O que ele fez simplesmente usou a lucidez dele, a vontade, porque ele poderia simplesmente se deixar levar pelos pensamentos, mas ele usou a vontade dele e disse, eu não vou te dar ouvidos, isso que você está falando não tem nada a ver comigo.
Isso não acontece com a gente. A gente vem com umas ideias malucas na cabeça, né? Desanimadoras e tal. Não são ideias nossas, né? E às vezes uma pequena postura nossa, usando a nossa vontade, que não precisa ser do Chico Xavier, nem da Mala Teira de Calcutá, nem do Allan Kardec, tá certo? A gente pode resolver a situação. Agora então, pra gente encerrar, eu vou contar uma história.
que normalmente é uma piada, mas vamos dizer que é uma história, que vocês devem conhecer muito bem e que tem tudo a ver com o tema à vontade. Um homem da cidade chega perto de um homem do campo e pergunta, e fala, né? Que terra boa, hein? Essa terra aqui dá batata? Ah, não dá não, senhor. Dá milho? Dá não, senhor.
Ah, mas dá pelo menos feijão? Dá não, senhor. Ué, quer dizer que essa terra não dá nada se a gente plantar? Quer a gente plantar? Ah, se plantar, dá. Não tem tudo a ver? Então, gente, que Jesus nos dê força para ter vontade de continuar plantando essas boas sementes em nosso caminhar. Bem? Muito obrigado. Que assim seja.