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A Maternidade na Corrida da Alma - Merily Lopes

08 de maio de 202659min
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A Maternidade na Corrida da Alma - Merily Lopes by RAETV - Rede Amigo Espírita
Assuntos3
  • Presença maternaAnalogia da corrida de revezamento para a maternidade · O papel da mãe como corredora e a passagem do bastão · A equipe por trás da corrida de revezamento · O filho como bastão · A importância de passar o bastão no tempo certo
  • O livro 'Mãe, as Faces da Força do Amor Materno'Autoria e estrutura do livro · Capítulos sobre diferentes realidades maternas · Poemas de Samia e encontros no YouTube · A influência de Angélica Cardoso da Mata
  • O quarto corredor: O próprio espírito e a evoluçãoO espírito seguindo rumo à evolução · A reavaliação da corrida e do que precisa ser feito · A possibilidade de reencarnação para mães que não deram conta
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Muito obrigada novamente pelo convite que a gente pede para Jesus estar aqui conosco, a espiritualidade amiga e Maria hoje, essa mãe das mães, a gente pede que esteja aqui conosco hoje. Hoje nós estamos aqui para homenagear todas as mães. Pais, não fiquem com ciúme, mas é o dia das mães, é o dia delas.

É uma emoção poder falar isso, né? Parabéns, feliz dia das mães para minha mãe, que deve estar assistindo, graças a Deus a tecnologia, diz que meu pai e minha mãe estão sempre lá vendo. Meu agradecimento à minha mãe, né? Por eu estar aqui hoje, por ela ter me dado a vida, né? Então é tão importante a gente ver isso. A todas as mãezinhas que estão em casa, quem vai ver, as mães que estão aqui, né? Parabéns para todas nós, né?

Eu estou passando por um tempo, sabe quando você vai passando assim por aquelas reflexões, né? De fases da vida, fases de ser mãe, né? Vem com fases, não é isso? A gente sabe que tem essas fases. E quando a Suá me chamou para fazer essa palestra, já fiz algumas palestras do dia das mães, mas eu pensei, nossa, que mais que eu vou falar do dia das mães? Como que eu vou fazer isso?

E aí eu pensei nesse momento que eu estou vivendo, para quem não sabe, meus filhos já estão adultos, né? Minha filha vai completar 27 anos depois da manhã, né? E meu filho está com 19 anos, então é uma fase totalmente diferente, né? E a gente começa a pensar, qual é o meu papel agora na vida dos meus filhos?

Como que acontece isso? Aí começou a vir na minha cabeça uma analogia, uma comparação, uma analogia é uma comparação utilizada para explicar conceitos complexos. Eu estava pensando nisso, aí me veio na cabeça assim, sabe corrida de revezamento?

E na verdade eu pensei assim, ah, é corrida de bastão, eu tive que procurar. E eu vi, eu falei para a pessoa assim, corrida de bastão, né? Não, fui lá procurar, chama corrida de revezamento. Aí eu comecei a comparar, falei pronto, entendi. Maternidade é uma corrida de revezamento.

Então, vamos à corrida de revezamento. Primeiro, explicar para quem não sabe o que é uma corrida de revezamento. Acho que todo mundo já viu, né? Uma corrida de revezamento, os corredores têm um bastão que têm que trocar. Então, tem dois tipos de provas. As provas mais comuns são 4 por 100 metros, que são 4 pessoas. Cada uma corre 100 metros. Ou 4 por 400, que são 4 pessoas correndo 400 metros. E tem esse bastão.

E esse bastão, você tem que passar num lugar certinho. Tem uma marca que você tem que passar esse bastão. Eu nem sabia desses detalhes todos. Só me veio isso. Ser mãe é a mesma coisa com essa corrida de bastão. Você tem que passar no período certo. Você recebe aquele bastão e você passa. Então, aquele outro vai correr. Qual é o objetivo? Aquela equipe que correr mais rápido chega no final. Se você...

passar o bastão antes da faixa você está desclassificado, se você deixar o bastão cair você pode até pegar se estiver naquele limite lá, mas já pensou né gente, o negócio é rápido, se você deixar cair você já perdeu a corrida né, você pode pegar, se tiver ali dentro daquela fase, então eu pensei assim, ah eu acho que é isso, eu acho que maternidade é isso, aí me fez paz né, eu falei entendi, entendi, então vou colocar para vocês, depois vocês me falam se vocês concordam ou não.

A corrida é isso, então. Então, precisamos de uma equipe. A equipe não são só quatro corredores, né? Quando a gente vê qualquer competição, quando você vê ali as quatro pessoas, os quatro atletas que estão ali, ou qualquer esporte que seja, tem uma equipe enorme por trás disso. Então, vamos pensar que tem uma equipe enorme, mas tem quatro corredores, né? O filho é o bastão.

Tá bom? Tudo pra acompanhar? Então, quando a mãe pega esse bastão, a mãe é uma das corredoras, já vou entregar isso, a mãe é uma das corredoras. Ela pega esse bastão. Aí, claro que ela tem que pegar esse bastão com cuidado, né? Foi entregue pra ela, a gente pega aquele filhinho com tanto amor, né? Pegamos ele ali. Mas nós precisamos lembrar do quê? E a mensagem inicial falou disso.

nós vamos ter que passar o bastão. O bastão não é nosso para ficar, não vai ficar conosco. Nós vamos passar, né? Não tem jeito. Então você pegou, você tem seu momento da corrida, mas você vai ter que passar. E aí?

Esse bastão também não é seu, ele veio, ele foi passado para você. Alguém te entregou esse bastão. Em algum momento da vida você não tinha esses filhos. Não é engraçado isso? Depois que a gente tem um filho, ou quem não tem filho, mas tem um bebezinho em casa, quando a gente chega ali...

Parece que você não consegue mais viver sem aquele ser. Aquele ser faz parte agora da tua vida, né? Muda seu mundo. Você fala, como que eu não vivia com essa pessoa antes, né? Como que ele não estava aqui antes? Mas ele foi passado para você, né? De algum momento ele veio para você.

Aí você pensa assim, eu estou ali na corrida, a gente treinou pra caramba, eu fiz a minha parte bem feita, mas agora tem que parar e olhar de longe, para ver se a corrida foi, estamos falando de corrida de revezamento, maternidade como corrida de revezamento. Aí você vai pegar aquilo...

E ver, consegui os quatro corredores, porque agora você vai observar, tem um momento que você só é observador, mesmo sendo daquela equipe. E aí você fala, consegui, chega no final da corrida, se conseguiu, se nós vencemos a corrida, nós vamos comemorar e avaliar como foi, porque tem outras competições.

As encarnações, não é uma corrida só. São várias corridas. Mas e se eu perder? E se meu bastão cair? Se eu não deixar, se eu não der conta? Novamente, a gente vai juntar a equipe, vai se unir e vai ver o que acontece. Como isso acontece. Mas como eu disse para vocês, são quatro corredores.

E novamente, gente, isso não está em livro, tá? Foi um conceito que eu pensei para entender o que eu estou vivendo agora na minha maternidade. E queria dividir com vocês. Mas cada um depois pode falar, não, eu acho que o corredor poderia ser esse, esse e esse. Mas eu trouxe aqui os quatro corredores que nós vamos ver ao longo. Já entreguei aqui a mãe a uma. Que nós vamos ver ao longo, então.

da palestra, né? E para me ajudar nesse pensamento, eu comecei a pesquisar e ver alguns textos, né? Quando a gente está preparando uma palestra, o que eu faço é juntar o material que fala do assunto, para a gente ver o que vai entrar, e sinto que tem muita inspiração, porque vai ficar, porque não vai ficar. Então,

Eu cheguei no contato, eu vi, descobri, vou falar como, esse livro, Mãe, as Faces da Força do Amor Materno. Vocês conhecem esse livro? Eu não conhecia esse livro. Eu estava preparando um material totalmente diferente. E esse livro, então, chega nas minhas mãos pela Ana Tereza. Eu não sei se é assim que fala. Kamasmi? Kamasmi?

Não, não tem uma N não lá, tem uma asmia. É, pode ser. Mas quando se fala dela, todo mundo fala Ana Tereza, eu acho que é para não ter essa confusão. Ana Tereza. E os poemas desse livro, então os capítulos desse livro, cada capítulo vai falar, vai falar a mãe que...

Tem filhos em tratamentos, tratamentos terminais, mães que têm filhos adotivos, mães que têm filhos deficientes, mães que têm filhos que saíram de casa.

usuários de droga, e cada capítulo então vai falar de uma situação que a mãe passa, né, auxiliando. E no final tem um poema, e os poemas são escolhidos ou da Samia, que as pessoas conhecem aqui, a Samia Wanda, né, que é a esposa do Jorge Lahar, que faz o Pinga-Fogo, então essa vocês conhecem mais. E elas fizeram então...

um podcast no YouTube, tem encontros de mães. E elas, então, fizeram, no ano passado, capítulo por capítulo, uma hora e meia cada capítulo, e elas fizeram por alguns meses esses encontros que eu também procurei, ouvi, então é muito interessante esse livro e esse material.

Como que eu cheguei nesse livro, né? Eu tenho que agradecer aqui e falar que a minha palestra não foi feita sozinha dessa vez, porque a minha amiga Angélica, Angélica Cardoso da Mata, ela, eu falei para ela, a gente estava conversando, eu falei que estava preparando essa palestra sobre as mães, mas que eu estava tão pensativa nesse momento que eu vivo, que os meus filhos já estão adultos, e ela me falou, ela falou, eu ganhei um livro, e de repente você vai se interessar.

E aí ela foi e tirou a foto do índice, me mandou, falou, vê o que você quer que eu tiro, então, cópias para você e te mando. E foi assim, eu fui olhando as coisas e falava, me manda isso, me manda aquilo, e ela foi me mandando, ela deve estar assistindo hoje, e ela foi me ajudando. Então, é com parceria da Angélica que eu estou fazendo aqui, esse estudo desse livro, que o material era totalmente diferente.

Então, a gente vai vendo como vai chegando tudo isso para a gente. Então, eu espero realmente que a Soi consiga esse livro para a gente. Ela está tentando, que eu não consegui. Eu sei que Amazon no Brasil tem, mas aqui não tem. Eu acho que é para a Amazon do Brasil chegar aqui, nem vem. Então, realmente, a Soi vai ver para a gente esse livro. Eu espero que vocês se encantem, como eu e a Angélica nos encantamos com essa...

com essa obra. Então, nós vamos começar usando textos, mas continuando nessa analogia. E vamos começar, então, no nosso primeiro corredor da nossa corrida de revezamento, mas é a das mães. O que vocês acham que é o primeiro corredor?

O primeiro corredor é Deus, que nos entrega esse espírito, nos entrega esse bastão. Mas nós podemos colocar que é Deus através da espiritualidade amiga, que faz todo esse trabalho, prepara esse ser para nos entregar esse bastão. É muito interessante ver...

que na hora que a gente recebe esse filho, é dito, a espiritualidade diz, que nós vamos receber esse bebezinho, tem ali no plano espiritual um planejamento, nós aceitamos, pode ter até mãe depois de falar, não lembro disso, mas posso te dizer, se aceitou todos os filhinhos que cada um tem,

Nós aceitamos, nós falamos, sim, eu quero, eu aceito, né? Então, Deus passa, mas esse filhinho, esse bastãozinho, não vem com manual de instrução, já repararam isso, isso a gente sabe. Aí, a Ana Tereza fala isso.

Até hoje, ainda não encontrei um curso para mães que falasse por dentro da experiência materna, que fosse para além das cansativas orientações de faça sim ou assado, para você acertar, ser uma boa mãe.

Então ela fala assim, não tem, não tem, a gente não acha ali um curso para as mães. Tem vários livros, a gente acha uma literatura vasta, principalmente as mães que vão ter os primeiros filhos, compra aquele monte de livrinho e lê aquilo tudo, o que fazer, o que não faz. No segundo não tem mais nada disso, você já jogou todos os livros, eu nem sabia, mas no primeiro você faz tudo isso e você quer fazer, né?

Mas não é um manual ainda, né? Não dá. E é isso que ela fala, né? Não tem esse manual. Mas aí ela diz. Para essa tarefa de tantos desafios, Deus oferece às suas filhas a possibilidade de respirar a atmosfera de uma força maior. De uma força divina, que é o amor.

Inspiradas pelo amor na sua essência e plenitude, as mães poderão se sentir sustentadas para lidar com tudo o que vier neste caminho. Não vem manual, mas vem. Gente, eu achei isso tão lindo. Nós recebemos então a possibilidade, basta nós querermos, de respirar na atmosfera do amor.

Olha só o amor materno. Então agora junto com essa maternidade vem essa força, esse amor, esse trabalho que nós precisamos fazer, né? De compreender que nós temos isso dentro de nós. E aí ele fala, inspiradas pelo amor, nós podemos...

Passar por tudo. Nós somos sustentados por esse amor. Então, quando você vê uma mãe passando por tragédia, você fala, como que essa mãe está conseguindo? Como que está aguentando? Porque nós recebemos essa força divina. Não é incrível isso? Então, todas nós temos. A gente já deu um revinho. Falou que lindo, né? A gente saber que nós temos isso.

conectadas na força do amor materno, as mães poderão abraçar sua grandeza com gratidão e inspirar seus filhos a também reconhecerem suas forças próprias. Então a mãe agora que tem esse amor todo, ela pode passar isso para o filho, para o filho agora poder também entender que tem essas forças todas.

Aí nós podemos dizer, mas isso não acontece com todas as mães. Ou uma mãe pode se questionar, nossa eu amei tanto o meu filho, mas não deu certo, meu filho não viu que tinha essas forças, não conseguiu vencer, não conseguiu se melhorar. Mas lembra que nós falamos, esse filho é alguém que não vem de agora.

É um ser que já tem uma história, que já tem uma vida, que tem uma vivência. É um espírito de muito tempo, de várias encarnações, de milênios. Quem te disse que seu amor não modificou esse filho?

Às vezes a gente olha e fala, nossa, meu filho não conseguiu, meu filho não está conseguindo nada. Quem te disse isso? O seu amor está transformando esse filho, por mais difícil que esse filho seja hoje, você pode falar, o meu amor está transformando, porque esse ser na última encarnação ainda estava pior. Aí uma mãe pode dizer, nossa, mas você não sabe o que meu filho fez. Pode ainda ser, é possível ser pior que isso? É possível.

porque esse é o nosso melhor eu. Então toda mãe fazendo esse esforço de amor, você está realmente dando o seu melhor e seu filho está recebendo. Se ele não receber agora, vai ficar nele, vai ficar aquilo ali, aquele pensamento, e um dia vai tocar, um dia ele vai parar e falar...

Nossa, minha mãe falou isso. Eu sabia disso. Eu tenho esse entendimento. Então, nosso amor, lembra disso, nunca é demais. Nós podemos amar com essa força para os filhos reconhecerem essa força que tem. E nós somos esses filhos também, né, gente? Somos nós também. Que um dia nossas mães nos amou e nos amam, né? As mães encarnadas ou desencarnadas.

Então é importante a gente lembrar disso, né? Que essa força vai modificando. Tá. Vamos passar o bastão. Novamente. Agora o nosso segundo corredor. Então, Deus passou, a espiritualidade, né? Foi lá, fez todo aquele planejamento. Pegamos o nosso bastão. Agora o segundo corredor? A mãe. A mãe que acolhe, que cuida, que educa, né? E corre com esse amor com os filhos, né?

Quando a gente pega esse bastão, o livro Missionários da Luz vai falar da reencarnação de Segismundo. E fala da espiritualidade entregando essa mãe, então, em desdobramento. Essa mãe e pai, vamos colocar o paizinho junto, essa mãe e pai, estão ali em desdobramento. Naquele momento que ele está para renascer, e antes disso já estava tendo reencontros, eles conversaram, eles aceitaram.

mas naquele último momento é feito uma oração e a espiritualidade entrega aquele espírito que começa a se diminuir, a se tornar um formato de bebezinho. E essa espiritualidade então entrega, seja esmundo a sua mãe, que nome, né? Isso aqui é uma coisa tão suave. Esse é o nome, foi André Luiz que deu, né? Então, missionários da Luiz Chico Xavier. E entrega. E quando essa mãe pegou o bastão, pegou o bastão.

Ela abraça esse filho. E é uma cena lindíssima. Quem puder ler, né? A reencarnação do Seja dos Mundos. Se você colocar a reencarnação do Seja dos Mundos, já parece palestra, vídeo, tem tudo. Porque é muito lindo. E aí, colocado na internet, né, gente? Coloca lá, escreve. E aí, ela abraça esse filho. E o filho simplesmente se aclopla.

Ao corpo dela. Aquele filho já está ali. Aquele espírito está ali. Então, para quem tem dúvida, se o espírito está ali no momento da concepção ou não, o espírito está ali no momento da concepção. Ele já foi entregue e agora vai acontecer, né? A concepção ali daquele...

do espermatozoide com o óvulo para esse filho que já está ali, então está junto na hora da concepção do óvulo, né? Então, ela recebe, é isso, é esse bastão que nós recebemos. E eu tenho certeza, né, as mães aqui, as mães em casa vão lembrar exatamente do momento que pega, ou pelo menos na hora que nasce o filho, nós nem sempre sabemos, sabemos espiritualmente quanto recebemos nosso filho, mas...

naquele momento que nasce o nenenzinho. Ah, gente, que sentimento lindo. E desesperador, né? Tem os dois, porque aí tem gente que vai falar assim, nossa, a pessoa está maluca, né? Porque todo mundo fala que é tão lindo, que é tão maravilhoso, e o medo que dá, né? O que vai fazer com essa criança agora? Eu lembro que o meu filho, meu marido falava assim,

A gente não pode ficar mais uma noite assim, só para se pegar melhor o jeito, né? Não, não, está bem, pode ir embora, a enfermeira dizendo, pode ir embora, pode ir embora. E se você ficar mais uma noite assim, a gente entende melhor para ver que ele está bem, né? Então, assim, ao mesmo tempo que tem todo esse amor, tem medo, tem dúvida, tem tudo, né? E a gente tem que falar sobre isso, porque senão fica uma mãe dizendo, olha que coisa mais linda, e a outra fica, meu Deus, eu estou apavorada, né? Então tem isso, né?

Mas então a mãe pega esse momento, esse é o momento que você está com o bastão na sua corrida, é esse o momento, hein? A maternidade tem se tornado uma pesada maratona.

na qual precisamos oferecer aos filhos tudo o que não podemos viver nem aprender. São muitas pressões vindas de todos os lados, inclusive especialistas nas redes sociais que ditam fórmulas educativas. Adorei isso. Especialistas nas redes sociais. Gente, isso é muito real. Essa maternidade está se tornando pesada.

ela chega a falar, a Ana Teresa chega a falar muitas vezes dos partos chamados naturais, é uma coisa que incomoda muito ela, que ela fala assim, já viu os partos chamados naturais, agora, aquelas mães se preparam com uma banheira, uma piscina uma bacia, sei lá, uma coisa grande, para a parte ser natural ir na água, e tem isso e tem aquilo, mas nem todo mundo que consegue ter filho assim

Tem gente que vai ter que ter um filho de cesárea, vai ter gente que vai ter complicações na hora do parto. Como que você faz aí? A outra vai vir e falar, ah, tá vendo? Eu tive meu parto ali, na água, meu filho... A gente está se tornando pesado, porque você vai ter a criança ali, e é tanta cobrança, é tanta foto, né? É tanta coisa nas redes sociais, tantos especialistas, como ele está dizendo aqui.

que já torna um peso, a criança nem nasceu ainda, e tem gente que já está falando de como vai pagar a faculdade. Aqui nos Estados Unidos é muito assim, né? Já tem ali um planozinho para a faculdade da criança. Você não sabe nem se a criança vai querer ir para a faculdade. Tudo bem você ter alguma coisa...

planejada para a sua criança, para o seu filho, você quer. Mas assim, está virando uma competição, está virando um peso, né? Oferecer aos filhos tudo que eu não pude viver. Ah, minha mãe não pôde me dar isso. Agora toma, meu filho, que você vai ter isso, né? Ou tipo, eu não tive carro.

Agora olha só todas as crianças com carro. Aí tem pais que querem dar o melhor carro. Tem pais que já falam, não, vai comprar seu carro, vai trabalhar para ter o carro. Se o pai puder dar o carro, dá o carro. Se o pai não está podendo dar o carro, não dá o carro. Mas não tem uma competição, não. Não tem. Se o filho está precisando trabalhar e ele precisa de um carro, dá o carro. Mas se o filho não quer nem trabalhar, por que você vai dar o carro?

Então tem ali uma coisa de você entender como é a sua vida, como é aquele momento.

E quando nós pegamos esse bastão, gente, e lembrar disso agora, eu não sei nem como que eu fiz, eu falo assim, você trabalha, você leva um para a escola, o outro vai para a creche, na hora que você pensa, como que eu fiz isso tudo mesmo? Parece que passa tão rápido.

mas você fez tudo aquilo, aí na hora de voltar você trabalha e você volta, aí tem dia que você tem que chegar no trabalho a professora liga e fala vem pegar que ficou doente, você pega e aí você fala no verão era dividido eu, minha cunhada, minha irmã e a gente falava você fica tal dia, eu fico tal dia, o que eu vou fazer para o verão, o que eu vou fazer para aquilo

O que dirá se a gente começar a olhar tudo que tem dos especialistas nas redes sociais? A pessoa que faz mês-versário, se você quer fazer mês-versário, faça, gente, lindo. Mas não é uma competição. Se você não pode fazer mês-versário...

Nosso aniversário, que é muito bom. Mas assim, não tem importância as pessoas postarem as coisas. O que nós não podemos é querer competir com isso. Olha lá, um fez o mesmo aniversário desse tema. Parece uma festa de um ano, né?

Festa de um ano, aquela criancinha está ali pequenininha ainda, a pessoa faz aquela festança. Você quer fazer a festança? Faça. Mas se eu não posso fazer essa festança, não faça. Vai lá, comemora aquele um aninho de vida do seu filho. Mas não se preocupe com, eu tenho que dar para o meu filho o que eu não tive. É sempre assim, meu pai falava...

A gente não tinha geladeira em casa, eu carregava um bloco de gelo para colocar. Aí a gente já fala para o filho, o que a gente fala? Eu não tinha computador em casa, telefone, celular. Mas, gente, é por isso que a gente está reencarnando, a gente vai ter isso. Então, que isso não seja essa...

essa competição, perder esse amor, essa educação, trazer Deus, Jesus para dentro de casa, trazer o evangelho no lar, trazer a criança, no nosso caso aqui do centro, para a evangelização, desde a barriga, esse espírito já está recebendo ali.

Isso é importante, né? Essas competições, essas coisas das redes sociais, nós precisamos tomar cuidado realmente. Porque tem coisas positivas? Tem, né? Mas se você entrar naquilo ali que você quer competir, que você quer colocar o seu filho melhor, que você quer colocar aquela posição, você está perdendo o seu tempo do bastão. Lembra? Passa muito rápido, passa muito rápido. Então aproveite ali sem ser essa coisa pesada, né?

Vivemos tempos de excessivo valor do desempenho e corremos desesperadamente atrás de certezas que nos garantam que somos bons pais e mães. Qualquer resultado diferente do excelente é motivo para procurarmos diagnóstico para nossos filhos ou descobrir nossas terríveis falhas que nos mantêm culpadas. Não existe isso.

Esse problema, olha o filho do outro. Eu lembro, as crianças eram pequenininhas, e nós tínhamos esses amigos que viviam com a gente também, eles tinham um filho. E uma vez esse amigo disse assim, o pai desse menino.

Nós queremos sempre que nossos filhos sejam os melhores. Eles vão chegar assim, a gente acha que vai ser o presidente, vai ser famoso, vai ser advogado. Não é isso que a gente faz, gente? Vai ser aquela coisa assim. Aí ele fala assim, aí a gente vai lá, acha que o nosso filho é um superdotado. Já viu isso? E põe as crianças naquele coma que tem, que tinha até aqui em cima, né? Que é aquela coisa para desenvolver matemática, e aqui o inglês, a língua.

Eu lembro que naquela época, eu acho que me marcou muito, porque naquela época eu falava assim, nossa, esse negócio de como parece legal, né? Que é um reforço para criança. De repente, ele falou assim, não, se o seu filho não precisa de reforço, não coloca, porque seu filho vai ser quem ele é.

Por que você acha que seu filho vai ser esse superdotado? Não vai ser. Eu falei, para mim foi um choque, mas foi uma coisa muito boa, porque eu falei, é mesmo, a gente espera isso dos filhos. Você acha assim, meu filho vai mudar o mundo, vai transformar, vai ser diferente, e principalmente vai ser diferente do seu filho, do seu filho, porque imagina, eu vou mostrar meu filho para você, né? Então tem muito isso, né?

É o que ela está falando aqui, nós vivemos nesse tempo de excessivo valor do desempenho. Muito, muito, né? É uma competição, é uma comparação. E eu sempre tentei...

E é um esforço que a gente tem que fazer não comparar os filhos, porque as minhas crianças têm idade, minhas crianças que não são crianças mais, têm uma diferença muito grande de idade, né? São oito anos de diferença. Então, eu sempre tentei colocar eles juntos, mas sem comparar. Elogia um que está fazendo, elogia o outro, vê o defeito de um, vê o defeito do outro, mas sem comparar. Porque esse bastão não vem no mesmo formato, né, gente?

Não tem manual, não tem, não é o mesmo formato. Então, eu lembro que nessa coisa aqui dele falar de procuramos diagnóstico,

A minha filha era muito quietinha, e como ela cresceu aqui dentro, muitas pessoas lembram, ela era muito quietinha. Então, ela chegava assim, olha. Assim. Aí alguém perguntava alguma coisa para ela.

Aí se ela gostasse da pessoa, ela já olhava. Mas se não, ela continuava assim. E ela não olhava. Eu falava, essa menina não é tímida, porque em casa ela não é quieta. Eu acho que ela faz uma escolha ali. Sabe, é uma seleção natural de quem ela quer falar e quem ela não quer falar. Porque não é. Aí as pessoas chegavam para mim e falavam assim. Ah, você tem que levar essa menina no médico.

ela deve ter algum problema, tem algum diagnóstico ali, tem alguma coisa errada. A menina é quietinha, né? Só quietinha. E aí, ficava naquilo, né? Aí na escola chegaram, eu chamava daquela reunião com o professor, chamava e falava, olha, ela é muito quietinha, ela não fala, ela é boa aluna, mas ela é muito quietinha, ela não fala. Então, ficava naquilo.

Nasce um menino, vem o William, a professora chama na escola. Esse menino fala demais. Gente, tem que procurar alguma coisa para esse menino parar de falar. Diagnóstico o tempo todo. Você tem que estar dentro de um padrão, se não está errado. Eu falei, vocês querem que fale muito? Devo ter conversado lá com Deus, manda um agora que fala, né?

E aí você começa, e claro, tem crianças que precisam realmente, né, procurar ajuda, mas não é tudo que todo mundo fala, né? Eu lembro que depois uma pessoa chegou a me perguntar, Bia já estava grande, perguntou, qual foi o tratamento que você fez para ela? Não, nenhum, deve ter sido Deus lá, né? Hoje Beatriz, para quem não conhece, é palestrante espírita, né?

É incrível ver. E ele hoje não fala, mas não é aquela coisa que falha o tempo todo. Então nós vamos ver que... E ele diz ali, olha, qualquer resultado diferente do excelente é motivo de procurar no diagnóstico.

a gente tem que tomar cuidado com isso, porque nós estamos nos cobrando, e cobrando dos filhos, nosso filho tem que ser mais, nosso filho tem que fazer, nosso filho tem que fazer muitas atividades, eu lembro indo para a escola das crianças, e os pais quase indo jogar, quase entrando no campo, jogar futebol americano, as mães vão fazer tia lerem, eu lembro uma mãe que disse, eu fiquei tão...

indignada com aquilo, lá no timezinho da Bia. Se a minha filha não estiver a primeira ali, do grupo todo, porque elas fazem uma equipe, eu tiro e tiro os uniformes que eu doei.

O que houve agora? E é isso que a gente está mostrando para os filhos. Essa competição, essa coisa tem que ser melhor. Ela não está lá na frente porque ela é melhor, porque a menina que dança é melhor. Ela está ali na frente porque a mãe dela deu os uniformes. Como assim? Quem que eu estou criando? O que eu estou fazendo? Então, realmente, nós estamos nesse tempo de excessivo valor de desempenho. A criança vai fazer um esporte só para se distrair.

E a gente acha que o filho vai ser convidado, aquele treinador vai chegar lá e vai falar, meu filho vai ser chamado para isso. E nós precisamos ter cuidado com isso, gente, muito cuidado com esse desempenho, com o que está acontecendo. Uma outra coisa importante também que está acontecendo agora é essa coisa da internet, quanto que eu dou de internet, quanto eu dou de computador para o meu filho, quanto tempo ele vai poder ficar no telefone.

Esse é um problema atual. Os nossos pais tiveram esse problema, sabe como? Televisão. Porque lembra que eles não tiveram televisão? Quando nós tivemos televisão, quanto tempo que se fica na televisão? Quem é que fazia esporte o verão todo, ou ficava do lado de fora? A gente ia para a televisão, choveu, só fica na televisão. Quanto tempo de televisão? Até começar a discutir a televisão. Agora se discute a internet. E daqui a pouco vai ser mais e mais, imagina. Viagens espaciais.

tempo você dá de viagem espacial para o seu filho. Então a gente tem que lembrar disso. Nós estamos vivendo num momento de muito desenvolvimento, as crianças estão se mostrando muito desenvolvidas e nós não estamos compreendendo e a gente está tentando colocar nome em tudo isso, no que está acontecendo.

E ao mesmo tempo em que cuida deste contorno da relação mãe-filho, a mãe também irá precisar de uma rede de apoio que auxilie a se sustentar neste lugar. Portanto, a maternidade não precisa ser solitária, heróica e nem autossuficiente. Que importante isso!

Quantas mães nós conhecemos que querem fazer tudo? O marido chega, o companheiro, a companheira, quem está ali junto. Não, pode deixar que eu faço. Não, não, não, não faz isso. Espera aí que eu faço melhor. Não dá comida assim. Dá comida assim. Ainda mais bebezinho, né, gente? Pais vem lá para trocar a fralda, você não está trocando direito. Troca do jeito que trocar. Não passou creminho? Deixa que a próxima vez eu faço. Quantas pessoas fazem isso?

não passou, ficou assado, a próxima vez passa o creminho, vamos aprender juntos, vamos dividir, a mãe precisa desse apoio, nós não vamos deixar de ser mãe por causa disso, e é muito importante, é o que está dizendo ali, portanto a maternidade não precisa ser solitária, nós podemos pedir ajuda, claro, se eu estou achando que meu filho...

está tendo uma dificuldade, vamos procurar psicólogos, vamos procurar ajuda. No ano passado, meu filho estava na... Agora ele está na faculdade, mas no ano passado ele estava terminando a high school, que é no Brasil, em português, high school é... Já mudou o nome, já não chama mais segundo grau, não. Ensino médio, ensino médio, terminando ensino médio. Colegial. Colegial. Ih, gente, era o que era segundo grau na minha época.

Aí, esse menino terminou na escola, mas ele já tinha as notas, porque aqui um ano antes, o terceiro ano, que era o segundo grau, que aqui são quatro anos, eles pegam as notas, e é ali com aquelas notas que eles aplicam para as faculdades e tudo. No último ano...

Se o aluno quer estudar muito, ele começa a fazer mais matéria, começa a estudar, a estudar, para se preparar para a faculdade. Se ele é bem assim, relaxadinho, ele vai deixar. E esse menino já tinha lá, entrou na faculdade, que tinha que entrar, que queria, e não queria ir mais para a escola. William, acorda, você tem que ir para a escola.

Não, hoje a matéria não é boa, não. Hoje a matéria não precisa. Não, não precisa não. Mas, William, você não tem escola hoje? Vai, meu filho. Hoje só tem duas aulas. Pensa, eu vou acordar e ir para duas aulas para voltar? Não vou. E me enrolava, e me enrolava. Aí, a escola liga, a escola passa mensagem e diz.

Ó, vai ficar pro verão por causa de falta. Tem até nota, mas vai ficar. Ele tava, ele usou todo o sistema, ele sabia quanto que ele podia faltar, quanto ele não podia, ele ficou assim no limite de todas as faltas que ele podia em cada matéria. Aí, o William só recebeu esse e-mail, sabe, né? Tô contando porque ele não entende português mesmo, mesmo que ele ouça o palestre, não vai saber. Hã?

Não, não era com essa bondade que eu falava com ele, não. O William é filhinho. Acorda. Aí, não, olha só, recebi esse e-mail. Tá vendo? Você vai repetindo. Não, eu sei o que eu tô fazendo. Eu posso ter essa falta. Ligo eu pra escola, né? Escola. Negócio é o seguinte.

né, falei com a cálcula, olha, eu sei, recebi o e-mail, eu tento acordar ali todo dia, mas não tô conseguindo, o que que eu faço, né, é aquela ajuda, não dá pra ser solitário, aí, já tava lá, enervada, aí vira e fala, aí ó, não pode deixar, eu vou chamar ele, chama, mas não fala que eu te liguei, né, não, aí chama lá a cálcula, chama ele, no outro dia o William tá lá acordadinho, não precisa nem chamar, vou, começou a ir pra escola de manhã cedo.

Porque alguém teve que falar, porque a mãe já não adiantava mais, né? Então é isso, não dá para ser sozinho, nós não somos autossuficientes. Quando a gente precisar de ajuda, peça ajuda, né? Pede um amigo, pede um parente, alguém que a pessoa fale mais, para conversar.

e para ajudar e se precisar de psicólogo que a gente procure todos esses recursos que nós temos e temos aqui muitos recursos nós não precisamos ficar na solidão terceiro corredor agora que vocês já entenderam a analogia e alguém já pensou quem é o terceiro corredor? chegou a hora de passar o bastão gente 15 anos seu filho ainda te ouve 10 anos

16, 17, tá difícil. 18, acabou, tá? Acabou, acabou. Se alguém falar, meu filho, me ouve. Me ouve até hoje, tá com 20, 30, 40, 50. Não, não. Porque lembra quando você tava nessa idade? E seu pai e sua mãe falavam alguma coisa? E você já tava com a sua opinião.

E você dizia, Anderson e Zeke não ouçam isso. E você dizia, o que eu pensei? O que eu vou fazer? O que eu vou fazer? Não vai ter jeito. Então é bem isso. Não ouve. Chega um momento que não ouve. E aí a gente tem que passar o bastão. Dói, mas tem que passar o bastão. Você sabia que era uma corrida de revezamento. E nós vamos passar esse bastão. Para quem?

para a vida, a vida, agora você fez a sua parte, quando você estava com o bastão, você fez o que você pode, agora a vida recebe esse filho, e a conduz para experiências, escolhas e aprendizados, você vai ficar ali, o que acontece com o outro corredor que para, que entregou o bastão, vai ficar ali assistindo, torcendo, porque é parte da sua corrida, mas acabou, acabou, você pode estar ali, você pode apoiar, você pode continuar amando, você pode fazer oração,

É muito importante, né? Ali ter o pai e a mãe perto. Não estou dizendo que você não vai ser mais nada, mas agora o bastão está com a vida. A escolha não é mais nossa. E os pais que tentam se iludir e dizer é meu, eu vou decidir, meu filho vai fazer a faculdade, meu filho vai ser doutor, meu filho vai fazer aquilo, vai criar um problema. Vai ser prejudicial. Porque o filho faz o que quer fazer com as escolhas dele, né? E não tem muito o que fazer ali. E é nesse momento que eu estou.

passei meus dois bastões passei por isso que eu digo, sabe, chegou aquele momento eu falei, e agora? né, como assim? aí minha filha vai fazer aniversário como eu disse, depois da manhã aí ela falou, não sei o que eu vou fazer mãe, aí porque na semana que vem ela vai viajar viajou a semana passada não sei o que eu vou fazer, eu falei, se você quiser a gente vai na tua casa, faz um barbecue, você convida seus amigos e a gente fica lá só trabalhando pra você aí ela falou né

Ótima ideia, tá bom. Aí chegou hoje e ela falou, não, vai chover, né? Fabe que não vai dar mais. Os amigos vão chegar lá, não sei mais o que eu vou fazer. Eu acho que vão lá fazer um Pilares, ir num restaurante. Tá bom, minha filha, faz isso mesmo. Então eu e seu pai já não vamos mais? Não vamos mais? Mas encomendei bolo, docinho. Vamos lá?

Não, tudo bem. Ah, não, vou passar pra pegar o bolo. O bolo não dá, né? O docinho era minha cunhada que ia fazer e deu pra cancelar. Mas o bolo e o bolo... Ah, o bolo... A gente come no domingo, dia das mães, né? Mas esse bolo todo, quem vai comer? Mãe, traz o bolo!

Uma hora e meia lá de casa. Vou levar o bolo. E vou voltar. Porque agora a vida pegou e a gente só assiste. E a gente vai feliz e volta feliz. Aí ela vai viajar semana que vem. Leva o cachorro para mim. Da igual a Adriana que está com as netinhas. Não, é o cachorrinho, Adriana. Desse tamanho, 60 pounds. Tá bom, tá bom.

É isso, a gente fica vendo, a gente fica ali torcendo, sendo cheerleader e tentando. Mas passou essa fase do que eu vou fazer. A decisão são deles. Eu tenho que ficar feliz, tá bom, minha filha? Eu vou lá levar o bolo, te dou um abraço, te dou para a vença, come o bolo com os seus amigos e pronto. E feliz, né? Não tem nada.

Mas no dia das mães você vem e vai estar lá em casa, entendeu? Entendi, mãe, tá bom. Somos necessitados de acolhimento porque não há como ser forte o tempo todo, nem vulnerável a sofrimentos. Tal lugar não seria nem humano e nem representaria a grandeza espiritual.

Não dá para ser esse super-herói o tempo todo, não dá para ser, né? Tem momento que a gente precisa de colo, tem horas que a vida traz algumas situações que é difícil, né? Que dói, que você não consegue solucionar, que você não consegue ajudar, parece que você tem um entendimento, mas você não consegue fazer aquilo, né?

ajudar teu filho. E eu achei incrível. E essa parte está no capítulo 14, que é o último capítulo, A Mãe das Mães. Maria de Nazaré, A Força do Sagrado. Eu achei isso lindíssimo. Ela diz, Mãe, agora você é a filha. Pode parecer incrível, mas a maternidade meio que nos rouba a possibilidade de habitar esse lugar. Esse lugar de filha, né?

Mas junto desta mãe, a Maria Santíssima, nós podemos sim nos abastecer na maternidade dela e receber um colo. Então agora nós podemos, nesses momentos difíceis, nesses momentos que você só está lá torcendo, nesses momentos que você vê que a vida está levando os teus filhos para o que eles precisam fazer, né? Porque a gente não quer o filho agarrado, a gente quer que vá. Mas a gente pede esse colo à Maria.

A gente pode lembrar de Maria. A gente pode falar. E antes disso também, quando a gente está com o bastão, a gente pode lembrar de Maria também, né? Mãe, né? Mãe Santíssima, me ajude aqui. Porque nessa situação eu não sei como agir.

esteja comigo. E como é importante a gente pedir esse colo, esse auxílio, fazer uma oração, sentido, e a gente pode pedir a nossas mães também, quem tem mãe encarnada, quem é mãe já está desencarnada, nós podemos também fazer essa oração para as nossas mães, mas lembrar de Maria, que é a mãe maior, que é a nossa mãe, e nós podemos sim procurar Maria e pedir esse colo, e pedir essa ajuda, e falar, Maria, está difícil aqui, né?

Não é por acaso que em momentos difíceis da maternidade, é ela que nos vem imediatamente ao coração. Maria de Nazaré. É ela que vem, né? Maria, você passou por isso, nós sabemos por que você passou e ficou ali de pé, forte, corajosa, ajudando. Imagina, né? Nos decolo também. É disto que precisamos em momentos de desespero, de desorientação.

de solidão. São momentos em que se torna até difícil contar para alguém o que estamos vivendo de tão intenso.

Quantas vezes nós passamos, principalmente quando os filhos estão mais velhos, por momentos que dói tanto que você não sabe nem o que está acontecendo, como que você vai agir, que dirá-se a briga com alguém? Porque você acha que as pessoas vão julgar. Porque as pessoas vão falar, como assim seu filho, aquele que a gente estava lá atrás querendo ser o perfeito, como assim, então você não criou bem? A gente tem esse julgamento, ou às vezes dói tanto que você não sabe o que falar. Aí a gente chama Maria, nesse momento a gente chama Maria.

E eu vou falar para cada um aqui, para quem está assistindo e para quem vai assistir depois. Todos nós passamos por esses momentos. Aquele momento que você fala, me ajuda aqui. Deus me ajuda, Maria me ajuda, porque eu não sei o que fazer nesse momento. Eu não sei como lidar.

E às vezes a gente acha que isso acontece na casa do outro. Quando a gente vê o outro, não. Todo mundo acontece. Pode ter certeza. Aquele que está passando por um problema em casa e fala nossa, aquela pessoa não passa por isso. Pode ter certeza, passa. Todo mundo tem esse momento de uau, eu não sei como lidar com isso.

e é a oração, nesse momento nós precisamos pedir essa ajuda, e lembrar que todo mundo passa por isso, ajuda também, porque fica parecendo que o lar do outro é o perfeito, que a gente comemora o dia das mães, é uma delícia, vamos comemorar o dia das mães, vamos falar das mães, mas tem hora que dói, e nós podemos chamar por Maria, nós podemos pedir a essa mãe que nos auxilie.

E aí vem o nosso quarto corredor. Quem é o nosso quarto corredor? Quem que vocês... Gente, depois eu quero ouvir de vocês o que vocês acham, quem cada corredor pode ser, ou se vocês concordam comigo. Esse quarto corredor, então, é o próprio espírito. É o próprio espírito que pega o bastão, amparado por Jesus, e segue rumo à evolução.

Agora esse espírito tem que avaliar a corrida dele, o caminho dele. Nós fomos só, né, esse auxílio, nós tivemos aqui para ser instrumentos de Deus para auxiliar os nossos filhos, mas eles têm que seguir o caminho. A reavaliação do que foi feito, da evolução, do que precisa ser feito para a próxima encarnação. E nós vamos saber que aqui agora, nesse momento, além dos encarnados, estão os desencarnados que estão para...

Reencarnar. Mães que falaram, não dei conta, e eu tenho que voltar, e eu tenho que ter filhos. Vários irmãos desencarnados aqui, pensando nisso na próxima fase, nesse momento. Maria, então, nos oferece, nesse momento, duas possibilidades de nos aproximarmos dela. A de nos sentirmos filhas dela e recebermos um colo em momentos de fragilidade.

Há momentos de muita fragilidade. Já pensou o que é um filho que vai para uma prisão? Um filho que mata alguém? Um filho que está com o diagnóstico que vai desencarnar? Um filho que não vai andar mais? Um filho que você vai ter que se adaptar à sua vida em torno dele? Como é isso?

E tem dores e dores, né? E nós vamos ver que as mães novamente colhem nesse amor para seguir, porque sabem que tem que passar por isso. Se está acontecendo com você, é porque você sabe que esse planejamento foi feito.

São aquelas circunstâncias doloridas em que precisamos de muita força para ver nosso filho entrar na sala de cirurgia, ou quando nos sentimos muito pequenas diante de um desafio enorme. Então Maria nos dá essa possibilidade de um colo. A outra possibilidade é de nos sentirmos muito perto de Maria.

é quando ela se torna uma inspiração para nós, quando precisamos sentir que é possível sobreviver à morte de um filho ou suportar qualquer caminho difícil que nossos filhos tenham escolhido trilhar.

Então nós pensamos em Maria, no exemplo dela, não só em pedir o colo, mas de pensar, ela passou por tudo isso, ela viu o filho dela ali, aquele que era o ser perfeito, ser morto, e ela estava ali. Então naquele momento, o que quer que estejamos passando, é lembrar, Maria, que eu possa seguir o teu exemplo, me dê aqui inspiração para eu ter forças para seguir, para continuar.

E pensando nisso, na perda de um filho, que eu imagino que é uma das dores piores que alguém possa sentir, mas tem uma dor que eu acho que deve ser mais difícil ainda, é quando... Primeiro, quando você sabe que o filho desencarnou, você está ali e enterrou, quando você não enterra, quando esse filho some. Some por causa de drogas, some porque foi sequestrado, some na vida e você nunca mais ouve. Eu acho que isso deve ser uma dor, né?

Não dá para imaginar. O que é isso? E uma dor de perder o filho, eu tenho tido, minha amizade com a Angélica até aumentou muito mais, quando ela... Há dois anos atrás.

a filha dela, a nossa filha do A Caminho da Luz, voltou à pátria espiritual. Poder ter acompanhado tão desperto a dor dessa mãe, e a gente conversa muito sobre isso, como eu disse, foi ela que me mostrou esse livro. Hoje é a ajuda dela que eu estou aqui fazendo essa palestra. E aí, teve um momento que eu pensei na minha avó. Minha avó perdeu um filho.

Engraçado, a gente não conversava, né gente, com as pessoas mais velhas. Eu não sei se vocês conversavam, mas eu não tive... Eu sempre ouvi dizer que minha avó, que o filho dela desencarnou, é a mãe da minha mãe, ele foi assassinado. A minha avó ouviu o filho dela chegando em casa, gritando, gritando, gritando, e ele estava então...

sendo baleado. E ela abre a porta e pega. Vocês já pensaram que dor é essa? E pega, ele cai, morre nos braços dela. E eu pensei, gente, como alguém passa por isso e vive depois, né? E ela...

A gente nunca conversou com ela sobre isso. Nunca. Minha mãe... Aí eu pensei, gente, minha avó desencarnou, eu já tinha Bia, eu já estava aqui. Então eu já era adulta, mas... Sabe, você não conversa e fala, o que foi isso, né? Ele tinha 19 anos de idade. Eu não era nascida ainda.

Aí eu falei assim, nossa, que interessante, a gente não conversa para pegar, né? Como foi? O que foi? Qual foi esse momento? Aí eu lembrei, a irmã mais velha da minha mãe perdeu também uma criança, né? Perdeu um filho, perdeu, desencarnou. E ela, também nunca conversei, nunca conversei com a minha tia. E preparando essa palestra, eu falei, eu liguei para a minha prima, né? A filha dela e falei, prima, tem uma pergunta. Eu posso conversar?

com a sua mãe, como que ela se sente conversando sobre esse assunto, ela falou, prima, pode conversar, ela vai conversar com você, realmente, conversamos assim por horas, foi muito agradável, e aí eu perguntei para a minha tia, como foi isso, o filho dela?

Ela estava, tentava falar, ela estava voltando da escola, ela foi pegar as crianças na escola, que são três, isso há 45 anos atrás, ele tinha seis anos, e ela foi pegar ele na escola e na hora que estava voltando, ela estava de mão dada com ele. E ele, quando já estava chegando em casa, na rua de casa, ele largou da mão dela e atravessou a rua.

passou um carro correndo, muito, uma velocidade alta para aquele lugar ali, e atropelou. E não parou. Não parou, foi embora, e pior, cidade pequena, todo mundo sabe quem é quem, nunca foi feito nada, a pessoa nem se desculpou, e foi ali, imagina que dor, que culpa você deve sentir, porque estava na tua mão, na tua mão, e você deixa, e ela falou sobre isso, que por muito tempo sim, se sentiu ocupada.

Gente, eu perguntei a minha tia, né? Eu falei que estava fazendo a palestra, se eu podia contar isso. E ela disse, claro, que você pode contar. E é bom dividir dor, dividir experiência. É bom dividir coisa boa também, mas é bom dividir isso, né? Saber que tem mães que passam por isso e tem que conviver com isso, né? E um aprendizado.

E ela disse, né, do que foi para eles passarem por tudo aquilo, e para os irmãos, né, para ela, a culpa que ela sentiu. E depois de um tempo ela acabou engravidando de novo, e a criança, né, nasceu, viveu alguns diazinhos e desencarnou também. Então, assim, para ela, ela diz, eu tenho quatro filhos, né. E é exatamente isso, você tem dois no plano espiritual e dois aqui, você tem quatro filhos, né.

Mas os sinais, quando vai acontecer alguma coisa assim, os sinais que você tem que passar esse bastão sempre acontecem. Sempre vêm, né? Sempre estão aqui. E o dela foi, e ela me contou, eu achei a coisa mais linda. Dias antes, e claro que ela só pensou nisso depois do acidente, dias antes do acidente, ela...

estava passando roupa, ela não encontrou tão detalhadamente, parecia que era ontem que tinha acontecido a semana passada, porque assim, ela foi contando tão detalhado, ela falou, dias antes, ou na semana antes, ela estava passando roupa, outro dia a gente comentava sobre isso, né, se passa todas as roupas no Brasil, né, a gente passa tudo, porque pendura no varal, né, e ela estava passando as roupas, e ela foi, ela especificamente falou, ela foi no varal para pegar um short dele, para passar.

E quando ela chegou nesse varal que estava pegando o short, ela ouviu a sogra que tinha desencarnado no ano anterior, que era muito apegada a esse menino, dizer, ela ouvi claramente, eu vou vir buscá-lo. E ela depois lembra disso e fica sentido com a sogra, né? E eu ainda falei, tia...

Você já pensou que ela estava ali te dizendo, não é culpa sua? Está planejado? É um planejamento? Ela vai vir buscar algo? Ele vai estar seguro porque ele vai estar com ela? E ela falou, eu nunca pensei assim. Mas ela disse que ficou até muito tempo chateada com aquilo. Como assim que ela vai vir buscar? Ela gostava dele e agora ela toma o meu filho? Não, ela vai cuidar do teu filho. E aí ela disse que uma outra coisa que aconteceu foi Ela...

Esse menino, ela disse, né, ela chegou a dizer que foram seis anos muito bem vividos, que ele viveu muito, e ele gostava de pegar goiaba, ia lá no pé, né, entre ela e a vizinha, e pegava goiaba. E ele sempre levava goiaba para a vizinha. Naquela manhã, ele pegou a goiaba para a vizinha, subiu lá no pé de goiaba, pegou a goiaba, chegou para a vizinha e disse, essas são as últimas goiabas que eu pego para você.

Então, novamente, está ali os sinais de que você tem que passar o bastão, que você vai passar o bastão, porque ninguém disse que tem uma idade para isso. Então, em algum momento, você tem que passar. Você pegou o bastão, lembra disso, e a gente vai ter que passar. A corrida continua sendo nossa, os filhos continuam sendo nossos, mas nós precisamos lembrar disso, que tem essa passagem de bastão. E aí?

Nós temos aqui um convite à sintonia com o coração de Maria, que ela, a Ana Tereza, coloca nesse livro, eu acho lindíssimo. Eu gostaria de convidar a todos agora, quem quiser fechar os olhos, não vai estar aqui, não vai estar, mas é um texto dela, quando chegar o livro a gente pode ler, mas ela diz, podemos fechar nossos olhos e nos imaginar sentadas diante dela.

sobre a grandeza do seu olhar doce. Nesse instante silencioso, nada a dizer, mas muito a sentir. Deixe aquele choro antigo chegar, aquela dor sem lugar se manifestar, como se você contasse a ela o quanto esperou por esse momento que nem acreditava existir. Deixe-se ficar assim por um tempo.

Imagina que vagarosamente Maria põe as mãos dela em seu coração e no alto de sua cabeça, fortalecendo você. Respire profundamente. Lentamente. Ao se sentir mais leve, imagine-se recebendo um abraço dela e ficando de pé, pronta para seguir.

E ainda de olhos dados com ela, sinta seu coração dizer, gratidão por nos lembrar que somos todas filhas de Deus e, portanto, somos divinas, somos sagradas, somos amadas, incondicionalmente, exatamente como somos. Gratidão, Maria, nossa Mãe Santíssima.

Podemos abrir os olhos agora. E que a gente no momento de dor, ou no momento de felicidade, que a gente possa lembrar disso, né? Que podemos sempre fazer oração a essa mãe maior. E o livro dos Espíritos nos diz, o amor que uma mãe dedica a seus filhos é considerado o maior amor.

que um ser possa ter por outro ser. Feliz dia das mães. Boa noite a todas.

A Maternidade na Corrida da Alma - Merily Lopes | Castnews Index — Castnews Index