Episódios de Sessão às 6

251- Avatar: O Último Mestre do Ar | 2º temporada | + Avatar Aang

30 de agosto de 20261h3min
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AVATAR EM DOSE DUPLA!! No papo de hoje vamos falar sobre a nova temporada de Avatar: O Último Mestre do Ar (showrunners Christine Boylan e Jabbar Raisani) e também o tão aguardado filme Avatar Aang: O Último Mestre do Ar (dirigido por Lauren Montgomery). Episódio COM SPOILERS! Se liga! Ouça também:

  • Avatar: O Último Metre do Ar (1º temporada): https://spotifycreators-web.app.link/e/y1mRLouW05b

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Participantes neste episódio1
L

Lucas Ribeiro

Host
Assuntos6
  • Análise da segunda temporada de Avatar: O Último Mestre do ArSérie live-action·Netflix·Qualidade da adaptação·Toph
  • Destaque para a caracterização e desenvolvimento de personagens como Toph e AzulaToph·Mia Sek·Azula·Elizabeth Yuh·Caracterização·Figurino
  • Análise do filme animado Avatar: Aang, o Último Mestre do ArFilme animado·Lauren Montgomery·Paramount Plus·Nostalgia·Animação 2D
  • Pontos positivos da segunda temporada, incluindo ação e interaçõesCenas de ação·Efeitos especiais·Interações entre personagens·Zuko·Jet·Iroh·Toph
  • Críticas à segunda temporada: ritmo, falta de ação e excesso de diálogoRitmo da narrativa·Falta de cenas de ação·Excesso de diálogo·Formato de episódios
  • Críticas e pontos fracos do filme animado, incluindo furos na históriaFuros na história·Ritmo apressado·Conveniência narrativa·Destaque de personagens
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E aí, pessoal, tá começando mais um episódio aqui do Sessão às 6. Sejam muito bem-vindos, me chamo Lucas Ribeiro e hoje chegou a hora de falar sobre a segunda temporada da série live action da Netflix Avatar: O Último Mestre do Ar. Eu sei que já faz um tempo que foi lançada, mas com todos esses recentes lançamentos da Odisseia, do novo Homem-Aranha, A gente teve tanta coisa urgente para conversar que acabei adiando, adiando, mas antes tarde do que nunca, né?

Chegou a hora de finalmente trocar uma ideia com vocês. Quero saber de vocês se essa nova temporada faz jus à animação, que é maravilhosa, se ela soube adaptar os principais pontos, como a Toph, né, a mais aguardada. Então todos esses pontos e muitos outros a gente vai conversar nessa primeira parte do podcast de hoje, porque na segunda E nós também vamos falar de Avatar, dessa vez a animação, depois dos eventos da série original, depois que eles derrotaram a Nação do Fogo e restauraram o equilíbrio dos elementos.

Tô falando do filme animado Avatar: Aang, o Último Mestre do Ar, tão aguardado por tantos fãs, com elenco já adulto. Era algo que muitos deles esperavam por anos e vai ser esse o tema da segunda parte da conversa, tá certo? O episódio de hoje sem dúvidas é dedicado especialmente para você aí, ouvinte, fã de Avatar, porque é só o que vamos fofocar dessa vez, tá bom? Avisando que as duas partes terão sim spoilers, tá bom? Não acho que vou conseguir falar tudo que gostaria e deveria para conseguir falar de tudo um pouco, tá certo?

Mas os comentários e o feedback de vocês são sempre muito bem-vindos. Aonde quer que estejam escutando esse episódio, fiquem super à vontade para compartilhar suas impressões. Deve ter uma barra de comentários em algum lugar, então quero muito saber de vocês, beleza? E começando, claro, obviamente, né, pela primeira parte, a série live action, no caso a segunda temporada de Avatar: O Último Mestre do Ar. Espero que gostem. A sinopse é a seguinte: após os eventos da primeira temporada, Aang precisa encontrar e dominar a dobra da terra com a ajuda de uma mestre, a chegada da personagem Toph.

Uma coisa interessante é que o showrunner da primeira temporada era um cara chamado Albert Kim, E a partir dessa segunda mudou, agora são a dupla Christine Boyland e Jabar Raisani, o que explicaria porque algumas coisas dessa nova temporada parecem tão diferentes em comparação à primeira. Mas daqui a pouco a gente fala mais sobre isso. Lembrando que as duas temporadas completas já estão disponíveis no catálogo da Netflix. Bom, pra quem não sabe, nós já conversamos sobre a primeira temporada dessa série, eu vou deixar o link na descrição pra quem tiver interesse.

Mas como se passaram uns anos aí, aproveitei a oportunidade pra reassistir a primeira temporada, que é uma coisa que eu faço com frequência sempre que uma nova temporada lança, né, de uma série que eu gosto bastante. E aproveitei pra maratonar logo a segunda, já emendar com essa segunda. Eu cresci assim, como muitos de vocês, assistindo a animação original e não lembro detalhes da história, porque apesar de serem só 3 temporadas, cada temporada um livro, um elemento novo que o Aang teria que aprender, era bem uns 20 episódios por temporada, né.

Mas lembro ser uma série fantástica. Fui reassistir uns anos atrás e tive recordações ótimas de que foi uma série que envelheceu muito bem. Inclusive, o Aang, nem lembro se já disse isso antes, é um dos poucos e raros casos de personagens que, apesar de andar com um grupo, com uma equipe muito carismática, é um dos raros casos no entretenimento que é justamente o protagonista o meu personagem preferido. Quase sempre, e eu imagino que aconteça com vocês também, acaba sendo os personagens secundários e terciários que são mais engraçados, que roubam mais a cena, que costumam ter uma personalidade mais atraente para quem assiste.

Mas o Aang me ensinou tanta coisa crescendo, sabe, sobre filosofia de vida, amadurecimento, ter inteligência emocional para aprender a lidar com seus problemas e como lidar com as frustrações, ou então a pressão e o peso da responsabilidade das coisas, sabe. E com filosofias claramente inspiradas nos ensinamentos budistas, foram fases muito importantes assim da minha vida. E eu imagino que para vocês também. Então a turma do Avatar é um exemplo claro de não saber quem escolher, porque todos são muito bem escritos, são muito carismáticos, são tão bons que eu amo todos eles.

É Sokka, a Katara, a Toph, é a verdadeira definição de tanto faz. Depois de rever no geral, eles conseguem captar bem o conceito da série, traduzir bem a ideia da animação para o live action, e foi muito promissor assim. Em relação à história, acho que o que me incomodou mais na primeira temporada foi que em poucos dias a Katara saiu de uma dominadora que não conhecia nada, nem o básico do básico sabia direito, para terminar todo mundo chamando ela de Mestre Katara, de tipo assim, meu Deus, ensine os meus alunos a aprender a dobrar água tão bem como você.

Eu sinto que eles poderiam ter alguns desenvolvimentos, alguns pontos poderiam ter sido feitos de maneira um pouco mais gradual e equilibrada, que não foi o que aconteceu justamente nessa questão, por exemplo, da Katara. Mas tirando isso, no geral foi uma narrativa muito correta assim, ótimas sequências de ação, efeitos especiais bacanas. Mas os meus maiores problemas, por incrível que pareça, não foram nem da história em si, foram com coisas pequenas.

Por exemplo, a caracterização Quem escutou o episódio naquela época lembra, as roupas, os uniformes dos personagens pareciam sempre muito perfeitos, tudo muito limpo, impecável, parece que todo mundo acabou de sair do shopping, coisa que nem sempre combinava, né, com a história e o passado dos personagens. O Aang, por exemplo, ficou 100 anos preso no gelo e quando sai tá com a roupa intacta, super limpa. É aquela questão de Hollywood de querer garantir mais a beleza e o padrão visual do que a estética do mundo que nós deveríamos estar imersos, entendeu?

É sempre um equilíbrio, e aqui acabou não sendo bem o caso. Alguns até parecem cosplayers assim, em cenários e passados de personagens que você esperaria uma vida mais dura, roupas mais desgastadas e velhas e tudo mais. Sabe aquela leve atenção aos detalhes que você esperaria que tivesse? Normalmente eu nem perco meu tempo trazendo essas questões nos filmes que a gente conversa, E quase nunca acontece isso, na verdade, mas pra eu realmente ter parado pra falar sobre isso com vocês, realmente foi uma questão que me chamou atenção.

Outro aspecto técnico também foram as perucas de alguns personagens. Alguns eram tão artificiais que somando com algumas roupas parecia que eles não souberam traduzir muito bem e adaptar alguns personagens da animação pro live action. Por exemplo, as amigas da Azula, aquela de rosa principalmente, aquela acrobata, algumas coisas poderiam ter sido feitas de maneiras mais orgânicas, pra gente ter uma facilidade maior de entrar nesse mundo fantasioso, sabe?

Mas no geral foi uma primeira temporada, como eu falei, muito promissora. Então apesar disso eu tava animado pra segunda, vi algumas pessoas criticando, falando que ela tava abaixo da média, que poderia ter sido melhor e não foi, que não era boa. Aí fiquei na dúvida, será que é pra tanto? Será que as pessoas tão exagerando? E é justamente sobre isso que eu queria conversar com vocês. Sobre os pontos fortes dessa temporada, eu diria que ela começa assim melhor impossível, ela começa e termina muito muito bem.

O primeiro e o último episódio são assim tão fortes em termos de ação, principalmente o primeiro. O primeiro episódio da segunda temporada, juro para vocês, eu tava olhando a televisão sem acreditar no que eu tava vendo. É um nível muito massa de ação e efeitos especiais. Parecia que eles realmente queriam já começar com todo mundo usando as dominações ao mesmo tempo. A Katara usando a dominação da água de forma tão inventiva, foi tão bonito de ver os efeitos e longas sequências de ação durante o episódio.

Então eu fui muito, muito conquistado e dei muitos votos de confiança, principalmente pelo início dessa segunda temporada. Logo no primeiro episódio eu achei fantástico assim em termos de qualidade. Se você me falasse que tava disponível para assistir na tela do cinema, eu pagaria o ingresso para assistir. Foi um começo muito promissor de uma temporada que eu não sei se entregou direito depois disso, mas já já a gente fala mais sobre.

Outra coisa que me surpreendeu foram as interações entre os personagens, que casaram muito bem. Eu imagino que vocês fãs que já tem a lembrança da história, da narrativa, da animação, mas fresca na memória já teriam esperado essas interações desses personagens. Mas pra mim, que não lembra de muita coisa, que na verdade lembra de pouquíssimo do que acontece no segundo livro, no livro da Terra, eu achei umas duplas muito boas. Assim, nós temos ótimas duplas trabalhando em equipe ou então conversando nessa temporada.

Zuko e Jet combinaram demais. Eu não esperaria jamais, mas assim que eu vi os dois juntos, pensei, realmente faz total sentido. Aang e o Iroh também tem boas cenas. É, Soka e a Toph conversam pouco, eles interagem pouco entre si, mas quando interagem, meu Deus, muito, muito bom! Não tem como ficar melhor. Toph tem uma cena na loja do Iroh, né, aquela loja de chá, que foi tão bem escrita. Foi um diálogo só assim, mas eu acho que foi a melhor, uma das melhores partes da temporada para mim.

Um papo tão significativo e profundo sobre mudança, né, sobre querer crescer e amadurecer, mas ficar com medo do que a família vai achar de você, se vale a pena tentar se reconectar com quem uma vez já teve expectativas específicas sobre você, sobre a pessoa que você deveria ser. Tem pontos tão altos assim que nem envolvem nada muito gigante, muito significativo da história, mas são estudos tão bons dos personagens que me conquistou demais assim.

A qualidade de alguns diálogos é muito superior a qualquer coisa que eu poderia esperar. Reflexões muito boas para o público, diálogos bem escritos assim. E até tem a ver com o próximo ponto, que é o foco nos desenvolvimentos dos personagens. Muitos personagens coadjuvantes da primeira temporada que eu jamais imaginaria que voltariam não só voltam, mas aqui alguns até voltam em peso. Eles têm muita coisa pra fazer. Alguns eu nem lembro os nomes direito, na verdade a maioria, mas alguns que você achava que só veria na primeira temporada e tchau, não, eles estão aqui de volta.

E o roteiro toma coragem de aumentar assim significativamente o elenco dessa série, e você fica se perguntando se eles vão conseguir usar todo mundo assim de forma coerente. De forma apropriada. E no geral é muito bem feito, realmente essa temporada focou muito em desenvolvimento de personagem. Todo mundo tem algum momento, alguma coisa para fazer, seja uma cena grande ou pequena, o que é bem difícil de se fazer, né, administrar essa galera toda.

Mas já já eu falo mais dos personagens com vocês, porque outros aspectos da história que me chamaram muita atenção, que eu nem esperava que eles trouxessem porque eu não lembro direito da história original, principalmente dessa segunda temporada, é que Batesé é onde a gente passa a temporada quase toda, né, e a gente descobre que é basicamente uma ditadura, né? A gente tá livre naquele momento da Nação do Fogo, tá relativamente protegido ali, mas eles fingem completamente que não tem guerra nenhuma acontecendo do lado de fora.

Aquela muralha que protege a cidade também serve como uma bolha, né? Uma bolha social, uma bolha de alienação. Eles estão livres da Nação do Fogo, mas a que custo? Eles alienam todo mundo ali dentro em nome da paz. E os níveis que eles tratam esse lugar não só como um refúgio, mas como realmente uma ditadura silenciosa, como se a gente tivesse vivendo numa Guerra Fria em que as pessoas desaparecem e ninguém sabe o que aconteceu com elas, que a comunidade não deveria saber disso e aquilo.

Então essa forma completamente alienada de viver e o choque que a turma do Avatar teve quando viu isso, essa forma de vida, eu achei muito interessante. Me lembrou muito uma temporada de The Walking Dead que eu assistia na época, já faz vários anos atrás, quando os protagonistas finalmente encontram uma comunidade segura para viver. E era nessa mesma vibe assim, eles viviam tão bem de uma forma tão humanitária e simples, tão, tão longe da realidade dos zumbis e tudo mais, que a galera teve um choque de realidade muito grande com a existência dessas pessoas que não tinham o menor afeto e interesse em saber o que tava acontecendo com o resto do mundo, entendeu?

Uma outra coisa muito interessante que fiquei chocado que eles falaram sobre foi explorar o espectro da Nação do Fogo, porque nós temos desde o rei, né, de um lado, o lado mais extremo, o rei, né, o Lorde do Fogo lá, que ele é o vilão que quer a soberania e aí a excelência da Nação do Fogo, o pai do Zuko que acha que eles são melhores do que todo mundo. É até do outro lado desse espectro nós temos os ex-militares que estão vivendo de forma marginalizada, os refugiados vivendo de maneira clandestina para que ninguém nunca descubra que um dia eles já fizeram parte da Nação do Fogo, porque hoje já se arrependem e já não se veem mais representados.

Essa ideia de clãs marginalizados, de pessoas que um dia já fizeram parte dessa comunidade, dessa nação, mas que hoje se arrependem, que hoje olham para trás e pensam: o que foi que eu fiz com a minha vida, né? Quantas vidas de pessoas e comunidades eu ajudei a prejudicar por causa disso, dessa minha aliança a essa nação tão ofensiva e violenta, né? Então você querer usar isso, mostrar esse espectro super diverso e variado que existe de pessoas da Nação do Fogo para começar a introduzir a mudança do arco do Zuko, eu achei muito, muito bom.

Porque para quem não sabe, sabe, spoiler aí para quem não sabe, mas na animação o Zuko tem um desenvolvimento de personagem incrível, talvez um dos melhores da animação da história de Avatar. Começa como um cara insuportável, violentado pelo pai, que acha que vai ser amado pela família só quando se provar e trouxer o Avatar, para ele terminar sendo justamente a pessoa que vai ensinar a dominação do fogo para ele, né, que é a última justamente para ele conseguir dominar os 4 elementos.

Então na terceira temporada a expectativa é que o Zuko ensine o Aang o elemento do fogo do mesmo jeito aqui que a Toph ensinou a terra, entendeu? Investir tempo nessa segunda temporada fazendo o Zuko ver todas as diferentes pessoas que foram impactadas pelo desastre que foi a Nação do Fogo, também vítimas de queimaduras, pessoas que perderam os pais, é preparar o terreno realmente para o cara incrível que ele vai se tornar. Há quem diga que ele já está se tornando, E achei um ótimo jeito de você começar essa jornada de redenção.

Um dos pontos altos aqui da temporada, com toda certeza, muito bem trabalhado. Agora vamos lá, se eu tivesse que trazer questões negativas que deixaram a desejar, cara, eu concordo com a maioria de vocês que realmente é uma segunda temporada que abaixa um pouco o padrão de qualidade em relação à primeira. Eu não acho que é para tanto assim, meu Deus, estragaram a série, que série ruim. Eu não acho que a série tá ruim, mas para mim é inegável que a qualidade deu uma caída em alguns sentidos.

Por exemplo, lembra que eu falei que eles começam e terminam muito bem? Eu sinto que eles começam bem, mas depois o meio tem uma grandissíssima barriga que às vezes é quase insuportável assim. Eu sei que eu elogiei bastante o diálogo, mas também fiquei chocado com a quantidade de vezes que a gente teve que assistir dois personagens que podiam estar lutando e estavam conversando. A gente teve uma quantidade chocantemente baixa de cenas de ação e luta, principalmente do nosso protagonista que domina vários elementos.

E a essa altura ele domina o ar, a água, e ainda termina essa temporada sabendo muito sobre a terra. Então o fato da gente não ter visto várias sequências inventivas dele usando esses elementos eu achei decepcionante assim, principalmente repetindo, porque eles começam a temporada exatamente nessa pegada, tão bem, né? E você fica pensando, tá, então a temporada inteira vai ser assim, né? Que massa. E aí a série chega e fala Vai não, viu, querido?

Vai não, nem se preocupe. Apesar deles realmente terem muita coisa interessante para dizer aqui, eu sinto que não coube no formato que eles trazem aqui para essa série. Na primeira temporada a gente teve 8 episódios e nessa a gente teve 7 deles tentando adaptar uma série animada que a cada temporada tinha quantos episódios? 20, 22, sei lá. Acho que não cabe assim. Na verdade, às vezes funcionava, às vezes não. É preciso ser justo também, né?

Algumas adaptações foram bem feitas, eu dou crédito onde merece. E às vezes, cara, de verdade, acho que eles esquecem de se divertir. Assim, o episódio final tava a maior depressão. De um lado, gente falando sobre a mãe que morreu, aí do outro lado um papo de quem, ah, não importa quantas vezes você caia na vida, você tem que se levantar porque o mundo não é justo e tudo mais. E o outro lá falando sobre o peso da responsabilidade de salvar o mundo.

Às vezes parece que a história tava tão focada em fazer os personagens todos avançarem os seus dilemas morais ao mesmo tempo, e às vezes se levar tão a sério que a gente esqueceu de se divertir um pouco, sabe? Eu não conheço ninguém que gosta de Avatar porque pensa: meu Deus, como eu amo quando eles trazem dilemas morais e questões existenciais! E nossa, aquele papo sobre superar a morte da mãe, muito bom, melhor parte, sabe? Tipo assim, eu vejo pessoas que amam Avatar não só porque tem ótimas mensagens para capacidades de todos os públicos que absorvem e aprendem até hoje.

Mas assim, não subestime a importância de boas sequências de ação. Isso é uma coisa que muita gente tava preocupada com esse live action, porque é muito mais barato você trazer sequências boas e bem coreografadas de ação em animação. Você tem uma liberdade criativa maior e consegue ser mais inventivo do que querer traduzir isso para o live action, que são pessoas de verdade. Você precisa garantir a segurança dessas pessoas, Às vezes nem os atores conseguem fazer algumas sequências, precisa ser dublê.

Então já tem um custo muito maior, tem bem mais limitações. Então fiquei surpreso porque não vi muito disso na primeira temporada. Tenho recordações da gente ter muitas aventuras, parece que a gente viveu muito mais na primeira temporada do que na segunda, sabe? Na primeira, como a gente teve que passar em várias vilas, cada episódio a gente tava em um lugar diferente, então a impressão que dava é que até a gente chegar na tribo da Água do Norte, que era o foco, a gente passou em vários lugares.

Então não parece que os personagens passaram por muita coisa, mas tempo se passou. Aqui, como a gente passou a segunda temporada inteira em Ba Sing Se, parece que não aconteceu tanto, sabe? Parece que o tempo passa mais devagar, e isso ajuda muito com a barriga para mim, sabe? Quando termina a temporada, eu senti que isso foi muito às custas de querer desenvolver todo mundo e querer destacar todos os dilemas e questões que a gente viu por 20 e poucos episódios da animação em tipo 7 episódios aqui.

Parece que foi às custas de uma aventura divertida e mais interessante que poderíamos ter tido. Não sinto que souberam equilibrar muito bem isso. Foi isso que muita gente ficou falando quando disse que, ai, ficou muito mais adulto. Realmente ficou muito adulto, não no sentido de mais violento, sangrento, mas querer abordar muitos assuntos sofisticados e maduros usando todos os personagens adolescentes de uma vez só. Aí ficou muito, né, realmente.

Tipo assim, falando intelectualmente, para o lado mais crítico, como eu falei antes, eu gostei de muitas discussões que eles trazendo aqui. Por exemplo, tem uma conversa linda, linda entre a Toffe e a sua mãe sobre ela não se sentir uma boa mãe por não saber se conectar com a filha que é cega. A ideia de uma mãe, na visão dela, né, era passar para filha toda a experiência que ela vivenciou. Mas e quando sua filha é tão diferente de você e tem um traço físico, uma deficiência que a diferencia?

A mãe admitir que a cegueira da filha virou uma barreira entre elas e afetou o jeito dela se conectar com a filha dela Eu achei super interessante, muito, muito, muito bom mesmo. Mas ao mesmo tempo, a gente tem tempo pra isso? Assim, cabe em uma temporada de só 7 episódios, entendeu? Se a gente tivesse aquilo que eu falei, 10, 12, 20 episódios, com toda certeza eu adoraria ver isso. Parece super interessante, mas a gente não tem tempo, entendeu?

Por exemplo, a ausência da Toph na batalha final nessa segunda temporada, eu achei gritante. Eu senti muita falta dela contra a Azula. Mas ela tava muito ocupada com sua própria jornada, né? Então teve muita coisa que foi às custas de outras, sabe? A gente deixou de ganhar muita coisa porque eles estavam muito ocupados fazendo outras coisas, e isso saiu caro porque acaba sendo às custas de uma temporada dinâmica. E eu acho que eles têm um problema de ritmo, sim.

A história não avança muito bem, a gente passa muito tempo, cara, falando sobre o Rei de Ba Sing Se precisar muito saber sobre o cometa que vai fortalecer a Nação do Fogo, e o Aang precisa muito chegar até ele, sendo que ele não consegue. Fica muito repetitivo, sabe? Mas nossa, demorou tanto para a gente chegar nesse rei, e o rei é um cara tão ignorante. Nossa, eu tive um ranço tão grande desse rei, porque a gente passa tantos episódios para chegar nesse bendito rei e o cara não tá nem aí.

Imagina você chegar para um líder de uma nação e ele falar: ah, eu não gosto de falar de política não, isso aí é com outra pessoa. Achei tão incompetente. E eu sei que a ideia era essa, né? E é muito atual também porque existem líderes que são assim hoje em dia, que se recusam a se olhar no espelho e ver a responsabilidade das questões que eles precisam enfrentar, né? Mas eu sinto que a gente demorou muito nisso, sabe? E eu fico me perguntando se tudo isso que eu falei não tem a ver com a mudança dos showrunners, por serem mudanças narrativas tão fortes.

Se o excesso de diálogo e falta de ação não teria a ver assim com o baixo orçamento, com corte de gastos, essas coisas, sabe? Até a abertura mudou, vocês viram, né? Eu prefiro a antiga, mas fica a dúvida aí. Essa é a minha grande teoria da conspiração. Agora, em relação aos personagens, vamos lá. Eu normalmente trago os meus preferidos aqui para dar um destaque. Normalmente eu falaria da Katara, do Sokka e tudo mais, né, o Aang.

E eles estão bem. O Sokka é muito bom, esse ator, nossa, é muito, muito bom. Ele é muito carismático. A Katara tem mais o que fazer aqui, a atriz finalmente tem questões mais complexas para lidar, mais coisas acontecem com a sua personagem. Mas dessa vez quero enaltecer os que mais me marcaram uma impressão. Queria começar pela Toph, interpretada pela Mia Sek. É impossível não falar sobre a Toph, não só foi a maior adição da temporada, mas também um dos motivos que todo mundo queria ver essa segunda temporada, né?

Toph é muito amada, tem muitos fãs, Há quem diga que é a melhor personagem da série. Eu gosto muito dela, tenho um carinho muito grande pela sua versão da animação. Era icônica, muito, muito maravilhosa. Fiquei muito atento para ver o que eles iam fazer com ela, se ela seria bem adaptada. Será que eles iam fazer ela muito chata? Será que eles iam manter o fato dela ser sarcástica, irônica, de zoar da própria cegueira para zoar os amigos, entendeu?

Tem uma personalidade muito única e muita gente, inclusive eu, tava de olho para ver se ela seria bem traduzida para essa série, né? E cara, a atriz aqui no geral fez um trabalho muito bom, pelo menos eu achei. Acho que ela poderia ter tido mais sequências de luta, mas todos os personagens, né, como a gente acabou de conversar, poderiam ter mais ação. Ela complementa muito bem esse grupo, o grupinho, né? Traz uma energia provocativa muito bem-vinda, que é a essência da personagem.

Contribui para a equipe tanto de forma provocativa para desafiar os outros Mas ao mesmo tempo contribui não só para o avanço da história como professora do Aang, mas gostei que eles deram outras funções para se mostrar útil também, que não envolvesse necessariamente sua dominação, sabe? Como por exemplo o fato deles estarem em Ba Sing Se e nenhum deles ter experiência de como se comportar e agir numa sociedade mais burocrática.

E eles são todos adolescentes, são muito jovens ainda, né? E a vida dela foi uma vantagem nesse sentido, né? É que ela tem uma experiência de como as pessoas devem agir, que para você conseguir o que quer tem que jogar o jogo, né, aprender a jogar o jogo dos adultos, evitar fazer certas perguntas, tentar fazer amizade com as pessoas certas, que é muito a vida real também, né, entender o lugar onde você está para poder se dar bem, prosperar, seja algum ambiente de trabalho, algum país novo que você tá indo visitar, alguma cidade.

E como a Toff vem de uma família rica, ela passou a vida acostumada a isso. Então gostei que no início, pelo menos, eles tocaram bastante nisso. Então achei muito interessante trazer em camadas como que essa personagem pode ser útil e agregar para equipe. Me convenceu muito. É claro que a maioria disso vem da animação, mas ainda assim eu dou crédito à atriz. Foi me conquistando aos poucos. E por mim, eu veria até mais dela. Eu senti muita falta, cara, nessa temporada dos personagens juntos.

Eu sinto que eles passaram muito tempo tipo juntos conversando. Ela teria sim feito a diferença em várias cenas de ação, mas a atriz eu gostei, ela tá, ela tá de parabéns, nota 10. Em seguida é a Azula, interpretada pela Elizabeth Yuh. Todo tempo que a gente passou com essa personagem na temporada passada, eu sinto que era mais para dar um gostinho do que a gente teria dessa segunda. Se eu não me engano, na animação original a Azula é realmente uma presença significativa na série a partir da segunda temporada, e é isso que eles fazem aqui.

Tem muito mais destaque do que jamais teve na primeira. Aqui eles destacaram bastante como ela é estratégica. Por exemplo, aquela ideia delas enfrentarem e derrotarem as guerreiras Kyoshi e a Suki para tomar o lugar delas e se passarem, se disfarçarem como as guerreiras Kyoshi para poderem entrar em Ba Sing Se ao invés de representantes da Nação do Fogo. Cara, achei tão esperto isso e eu não lembrava de jeito nenhum. Foi uma ótima revelação.

E se eu não me engano, foi uma ideia justamente da Azula, né? Então assim, ela tem seus momentos, ela realmente se prova o braço direito do Rei do Fogo, realmente faz coisas mais interessantes com essa pauta de querer se provar para o pai e tudo mais, já que o Zuko acaba, como a gente já sabe, indo para outro caminho, uma jornada mais de autodescoberta, mais de redenção. E ver esse contraste é bem bacana, né, que não só ela tá disposta a provar para o pai que merece ser a herdeira do trono, mas tá super disposta a pisar em qualquer pessoa, em cima de qualquer um, para fazer o que ela precisar e conquistar o que puder para fazer isso, né?

E ver os contrastes desses irmãos e os caminhos diferentes que estão escolhendo trilhar é muito legal. É mais uma coisa que eu preciso conversar com vocês, é que eu tenho muito fortemente a lembrança de que na medida que a história original do Avatar avança, a gente vê que a Azula vai se tornando não só uma vilã perigosa, mas uma pessoa extremamente desequilibrada e desestabilizada. E eu me pergunto se a gente realmente vai chegar no nível que a série animada trouxe para gente, porque aqui eu não vi muito isso.

Apesar de que ela lançou um raio no coração do seu tio, né, do Iroh. É, primeiro que eu não entendi como que ele não morreu, porque foi direto no coração, né. Enquanto isso, ela fazia a mesma coisa com outras pessoas ao longo da temporada e todas morreram, mas o Iroh de alguma forma sobreviveu. Eles nunca explicaram isso direito, ele só ficou gripado e depois melhorou. Mas enfim, o que eu tô querendo dizer é que eu tive a impressão de que eles escreveram essa personagem para ser malvada mais pelo fato dela ser metódica e calculista e estratégica do que ser uma pessoa realmente louca e fora de si.

E eu sinto que a Azula é a mistura dos dois, entendeu? É metódica e calculista, mas também seu ódio pelos outros a torna imprevisível e fora de controle porque ela é muito poderosa Tem até algumas sequências de ação que mostram o potencial que poderia ter sido aqui, e talvez ela ainda se torne essa pessoa, tudo é possível, talvez ela impressione. Mas no geral eles escolheram tratá-la como uma questão mais pela fala, mostrar verbalmente como ela é metódica estrategicamente, que cai muito naquilo que eu falei dessa temporada ser mais falação e menos ação, entendeu?

É um bom caso de personagem que se tivesse mostrado os poderes dela mais ainda associar ela mais com destruição e fogo e tudo mais, talvez teria sido melhor estabelecida de forma mais fiel e impactante. Ah, e outra coisa que até esqueci de comentar, aquele problema que eu falei da primeira temporada sobre as roupas e a peruca, cara, de verdade, aqui nessa segunda eu não vi isso. Acho que a produção da Netflix está escutando o podcast, porque para mim eles super resolveram esse problema.

Claro que as roupas do time Avatar ainda parecem que eles acabaram de sair de um Ainda são super bonitinhas e arrumadinhas, mas assim, no geral eu me sinto mais imerso nesse mundo. Não vi nenhuma peruca assim louca que me dá vontade de vomitar. Por exemplo, o Jet voltou aqui e o ator, eu tenho quase certeza, assim, você olhando você tem certeza que é o cabelo normal dele, o natural, ou pelo menos foi isso que pareceu de tão convincente que foi em comparação com a primeira temporada, que claramente você vê uma peruca ali, entendeu?

Então eu vejo que trouxeram melhorias e eu tô trazendo isso na parte da Azul Azula justamente para dizer que, cara, a caracterização da Azula é uma coisa fantástica. Assim, eu só não vou dizer impecável, mas ela assim, as roupas da Azula nessa temporada, meu Deus do céu, ela parece ser uma princesa assim, a princesa do mal assim, a princesa do fogo. No primeiro episódio, eu acho que foi no primeiro, que ela tava usando um vestido lindíssimo em uma reunião com o pai, né, o Rei do Fogo, um tom super presente, super forte de vermelho.

Com muitos detalhes dourados, coisa mais linda. Eu sinto que essa personagem foi muito bem tratada pelo departamento de figurino ao longo da temporada, realmente. Isso só faz você querer ficar mais curioso para ver essa personagem, para saber para onde ela vai. Ela foi muito beneficiada nesse setor e fico muito feliz assim. Eu não esperava, acho que ela teve visuais ótimos essa temporada, teve um glow up sim, diria eu, provavelmente a melhor caracterização dessa temporada assim.

Em segundo lugar, eu acho que eu colocaria a Katara, ou visual da Katara. É como aquela moça lá, aquela, a Dama da Noite, não vou lembrar o nome, tá bom, do alter ego dela que ela usa para proteger a vila durante a noite, a madrugada. É aquela caracterização, a tinta no rosto, achei lindo. Mas a Azula realmente me chamou muito, muito atenção e me conquistou demais. Acho interessante também trazer o Iroh, né, o seu tio, interpretado pelo Paul Sun-Hyun Lee.

Realmente acredito que ele trouxe questões interessantes assim, e algumas eu nem tinha pensado, mas que deu uma enriquecida no personagem infinitamente. Por exemplo, eu não sabia de verdade que o Iroh era o sucessor ao trono do Reino do Fogo, e ao invés do Zuko era o filho dele que deveria ser o herdeiro, né, o príncipe. Mas ele morreu misteriosamente, né. Quando eles falaram que ele morreu, eu já pensei que o pai do com a atual Lorde do Fogo, fez alguma coisa, né, e tudo mais para poder chegar mais rápido ao trono, não sei.

Mas a série alega que ele só morreu em batalha mesmo, né, em combate, servindo ao exército. Então talvez tenha sido só isso mesmo, mas que é suspeito, é suspeito. Mas assim, o cara já tá em uma família conturbada e precisa ser o suporte emocional de um personagem complexo como o Uzuko. Mas quando a gente realmente presta mais atenção no que aconteceu na vida dele, não só que ele perdeu o filho, mas que ele vive em uma família que tem muitos conflitos de interesse, né, né, e que ele abre mão desse poder pelo luto do filho, para mim ele consegue se tornar um personagem ainda mais complexo.

E eu gostei que eles deram para ele mais dessa questão de o peso da responsabilidade, de que a Nação do Fogo poderia estar sendo tratada de uma forma bem diferente, e consequentemente o destino do mundo poderia ter sido lidado com pessoas diferentes só porque ele recusou, né, assim, a posição, o trono. Eu achei esse dilema, as consequências das ações passadas dele Dilli, muito, muito interessantes. Gostei muito de ver isso e eu espero que no futuro eles explorem mais essa questão dele sentir o peso da responsabilidade, de que talvez a Nação do Fogo não teria sido tão violenta com o resto dos elementos, com o resto das culturas, com o resto do planeta, se ele tivesse sido o Rei do Fogo, por ter um entendimento, né, uma compreensão e um respeito muito maior das outras civilizações.

Então eu fico imaginando o peso que ele deve sentir, não só o luto do filho, mas sabendo que ele abriu mão de salvar o mundo, né, se ele tivesse do rei e não ter abdicado pelo seu lugar no trono, e muitas pessoas talvez ainda estivessem vivas. E outra coisa, eu sei que a gente tá se encaminhando para uma grande batalha entre o Rei do Fogo e o Aang, né, já tendo dominado os 4 elementos e tudo mais, que é o ápice da série na sua 3ª temporada, que ainda vai vir.

Mas eu sinto que eles têm tanta coisa interessante para explorar essa questão do Iroh ter cedido o lugar para o seu irmão, que tá fazendo um desserviço ao trono e a Nação do Fogo em si. Aí que eu iria gostar muito se na terceira temporada a gente também tivesse um grande embate entre o Senhor do Fogo e o Iroh, né, entre os irmãos. Provavelmente o Iroh não venceria, mas ainda assim eu acho muito interessante esse contraste, né, aquele irmão que se aproveitou de uma oportunidade para ter o poder e o irmão que abriu mão desse poder e hoje tá colhendo tudo que plantou, né.

Hoje tá vendo é o mal que ele ajudou a permitir que a Nação do Fogo se tornasse e se estabelecesse pelo mundo. Então espero muito que existam algum tipo de conflito do futuro entre os dois irmãos, que só tornaria a história deles muito mais rica, sabe? Então gostei muito desse ator, espero que no futuro a gente consiga explorar mais suas complexidades, ao mesmo tempo que ele consiga manter o seu bom astral, né, que é um personagem muito bem-humorado.

Ele é muito conhecido por ser um cara bem-humorado, apesar do seu passado e todo o bem que ele fez à comunidade, porque é um personagem que tem uma benevolência, né, tem uma caridade, um nível de caridade muito grande, e evitar ter ódio no coração assim assim, é uma ótima companhia para o Zuko, de verdade, e um nível de prosperidade que é o que a Nação do Fogo deveria ser, sabe? Alguns ensinamentos indo para um lado mais religioso me lembraram até algumas figuras mais religiosas, né, mais pacifistas, como Jesus Cristo, por exemplo, que realmente achei paralelos muito interessantes.

Ele tem muitas ações benevolentes. Espero que realmente eles tragam mais dessas qualidades desse personagem, que é fantástico. Acho que eles estão fazendo muito, muito bom proveito dele, mas espero que ele manter essa complexidade ao mesmo tempo que mantenha o bom astral também, que é muito importante dele. Sempre foi um personagem positivo, apesar da sua bagagem emocional ser mais pesada, né? Agora, sobre o final da temporada, como que as coisas terminam, né?

Ba Sing Se acontece o óbvio, porque o rei de lá é uma ameba. A Nação do Fogo toma toda a área. E eu confesso que eu fiquei decepcionado que não teve uma grande sequência de ação no final. Tipo assim, teve uma ótima sequência de ação no último episódio, mas não pela defesa da barreira de Ba Sing Se, do mesmo jeito que teve no final da primeira temporada, lutando para salvar a tribo da água do norte, como se fosse uma guerra mesmo entre os elementos e as nações, as comunidades.

E foi espetacular, a gente realmente estava imerso em uma grande sequência de luta de guerra. E eu senti que a gente poderia ter feito a mesma coisa aqui, mas entre a nação do fogo e a nação da terra, né? Mas se não me engano, na animação a gente tem sequências muito boas nesse nível, E a Nação da Terra junto com Avatar tentam evitar isso. Então a gente poderia ter feito mais disso. Infelizmente Ba Sing Se foi tomada, não, não tem jeito.

E eu não acho que vai dar tempo na terceira temporada libertar Ba Sing Se. Eu acho que agora é só quando a Nação do Fogo inteira for derrotada mesmo, o que é uma pena porque a gente passou a temporada inteira focando em ajudar Ba Sing Se, né, e chegar até o rei e tudo mais. Pareceu um pouco de tempo perdido quando eu terminei a temporada. A gente também termina com a Azula dando um golpe assim mortal no coração do Aang quando ele está no estado Avatar.

E a gente aprende que se ele morrer no estado Avatar, ele não reencarna mais, o que foi uma informação nova, pelo menos para mim. E ela consegue atacar ele e a Katara, que ainda bem que não usou, né, aquela água do oásis, né, da tribo da Água do Norte e tudo mais, que ela ia usar para o Zuko, para tirar cicatrizes do Zuko. E eu fiquei muito curioso para saber saber se isso realmente seria suficiente para remover a cicatriz. Eu gosto de acreditar que sim, eu queria isso para ele, mas no fim das contas, né, ainda bem que ela não usou, porque um minuto depois o Aang precisou urgentemente, né, ele tava prestes a morrer.

Eu não gostei que eles terminaram a temporada tipo, meu Deus, será que o Aang vai sobreviver? Sendo que tipo assim, não é uma história original que eles estão contando, a gente sabe o que acontece depois, a gente sabe que a série foi renovada para mais uma temporada. Temporada. Então ficar nessa de, eita, olha só esse gancho que a gente deixou para terceira temporada, eu achei meio estranho assim. Até parece que o menino vai morrer.

Tem algumas direções criativas aqui que eu fico, gente, mas para que fazer isso? A gente sabe que ele tá vivo, sabe? Eles poderiam ter confirmado que ele tá vivo, poderiam ter estabelecido um pouco melhor qual vai ser o futuro desses personagens e para onde eles estão indo para terceira temporada, que inclusive, como eu falei, já foi confirmada. Vai ter uma terceira temporada. E cá entre nós, eu me Eles têm tanta coisa para fazer e resolver e conquistar e levar os personagens para tantos lugares e tantas aventuras ainda, tantas, tantas vilas ainda para explorar.

Teve um episódio muito metalinguístico, bem engraçado, lembro que na época eu achei bem engraçado, que eles vão assistir um teatro de bonecos que é justamente sobre a saga do Avatar e todo mundo fica ofendido pelo jeito escroto como eles são representados nesse teatro. Então todo mundo se zoa e logo depois todo mundo ficou ofendido. Eu lembro que foi um episódio bem, bem popular. Também tem um episódio super macabro que eu duvido que eles façam do mesmo jeito.

Imagino que vocês já saibam qual é, sobre a Katara enfrentar uma senhora dominadora de sangue. Aquele episódio foi super macabro, então eu nunca vou esquecer quando eu fui assistir pela primeira vez esse episódio na animação, que foi super assim louco. Pelo menos quando eu era criança achei super perturbador. Teve uma super reviravolta que aquela senhora que aparentava ser super na verdade era uma louca que tava sequestrando pessoas e usando a dominação de sangue para fazer coisas muito macabras assim.

Como Netflix se importa muito em trazer essa série mais para as famílias, eu duvido que seja tão dark assim como na animação foi. Mas enfim, tem alguns episódios com pontos importantes assim entre os personagens que eu espero muito que eles tenham tempo de trazer. Mas como na primeira temporada a gente só teve 8 episódios e aqui só teve Eu fico preocupado se a gente vai ter tempo de abordar tudo isso. Tem uma jornada muito legal entre Katara e Zuko, que eles vão atrás do cara que matou a mãe da Katara.

E aí a gente lida com o desejo dela de vingança e justiça, que fica beirando ali o lado anti-heroíno. Ou seja, tem coisas interessantes que é pra gente abordar, mas eu não sei se vamos ter tempo pra tudo isso. Por mim, ou você traz uma terceira temporada de vários episódios, tipo 10, 12 episódios no mínimo, no mínimo, ou então você cria uma 4ª temporada e divide o conteúdo da 3ª em duas partes, sabe? Aí uma última coisa, eu não posso esquecer da cena icônica, que deveria ser icônica, né, mas eu vi muita gente tendo problema, da Toph dominando, aprendendo a dominar o metal, né, porque ela foi a primeira pessoa que inventou a dobra do metal, porque o metal é uma variação da terra, assim como o raio, raios elétricos são uma variação do fogo, né.

Então isso foi uma coisa que muita gente não gostou e tudo mais, Mas eu achei que aquela fala dela de que eu sou a Toph e não sei o quê, eu acabei de aprender a dominação do metal, eu achei que ficou muito óbvio. Eu sinto que não precisava daquela fala, ou pelo menos daquele jeito que ela falou. O diálogo daquela cena podia ser um pouquinho mais sofisticado. Eu não acho que você podia ter dado de bandeja assim, dado na boca do público bem mastigadinho o que acabou de acontecer.

Eu acho que dava para você ter entendido o que aconteceu, mas no geral eu achei uma cena Legal, eu não odiei como muita gente, mas eu concordo que não foi de forma alguma tão dramática, icônica quanto poderia ter sido. Eu lembro que na animação eles deram um tempo assim para mostrar os efeitos, a perspectiva da Toph, ver o que ela tava fazendo através dos pés, aquele efeito parecendo um sonar, né, e você enxergar as coisas de uma forma diferente.

Poderiam ter feito muito mais com isso. Como é que você tem uma versão animada que já é um bom exemplo do que você deve fazer e você faz de uma forma tão apressada, sabe? Poderia ter sido de um jeito mais icônico, mais dramático, por ser um momento tão importante da personagem e consequentemente dos fãs dessa personagem, né? Então acho que poderiam ter caprichado muito mais. Como já foi dito, essa segunda temporada tem 7 episódios, um a menos do que a passada, com uma média de duração de pouco mais de 1 hora.

E claro, né, ambas as temporadas já estão disponíveis no catálogo da Netflix. Netflix. Bom, meus amigos, no geral eu diria que a segunda temporada de Avatar: O Último Mestre do Ar tem seus altos e baixos, mas infelizmente eu concordo com a maioria de vocês que é uma temporada abaixo da média em comparação à primeira, e principalmente em comparação com toda a animação que a gente sabe que consegue levar a história que a gente viu de uma forma muito mais interessante e competente.

Aqui eles conseguem focar mais em desenvolver e trazer as complexidades dos personagens personagens, mas como consequência eu realmente acredito, como eu já falei várias vezes aqui para vocês, que isso foi às custas de uma aventura divertida. Eles esqueceram de ser divertidos, de não se levar tanto a sério toda hora, de trazer os personagens trabalhando em equipe, é garantir mais visuais, mais cenas de ação impactantes ao longo da temporada, não só no começo e no fim.

E cara, uma vez que você assiste a animação clássica, tudo aqui fica mediano. Até o que eu não falei aqui fica Nessa série não tem nada muito ruim para mim, mas é mais mediano do que bom, sabe? Repetindo, principalmente quando você lembra da série animada. Eu sinto que tudo nessa série é mais ou menos, ou poderia ser melhor. As atuações, é o elenco, a qualidade da história. Eu sinto que tem muita coisa aqui que até que tem potencial, mas a gente na segunda temporada ainda não viu esse potencial todo ser explorado.

Às vezes parece que a gente tá chegando lá, mas outras vezes parece que tá longe. Sabe? Talvez eles não queiram chegar ao nível da animação, mas a questão é que o formato que escolheram para contar essa adaptação não suporta a qualidade da história que a gente deveria estar vendo, que é a de 20 episódios por temporada, entendeu? Então é uma pena, é uma pena. No geral, eu diria que é um entretenimento legal assim. Como fã, me satisfaz o bastante para eu querer continuar vendo.

Tem coisas boas o suficiente aqui para isso. Se você é muito fã e por algum motivo ainda não assistiu, eu recomendaria baixar as expectativas. Então acaba sendo mais uma série da Netflix que tenta adaptar uma animação de sucesso e acaba não conquistando e agradando tanto quanto poderia os fãs. Claro que um ótimo outro exemplo disso, além de Avatar, é One Piece, que eu só conheço a série live action, que a gente conversa por aqui de vez em quando.

Mas com Avatar eu tenho uma propriedade bem maior para falar, por ter feito muito parte da minha infância, né, como eu já falei, né, crescendo e tudo demais, mas infelizmente não exploram tudo que poderiam. E quem paga o pato somos nós. Uma série com ritmo ruim e que acaba não entregando tudo que poderia, né, sendo bem sincero. E eu acho que Avatar e One Piece tem isso em comum. Realmente eles são adaptações que tentam muito chegar ao original, e em alguns momentos a gente até vê o que poderia ser e eles até chegam perto, mas a versão original acaba sendo superior.

Eu sinto isso com Avatar. Mas é isso, é uma série que poderia ser melhor do que realmente é, e eu espero que eles tratem o final, né, o desfecho dessa série com muito respeito, se a 3ª temporada for a última mesmo, né, e que seja um desfecho que agrada aos fãs. Tá, mas eu já falei demais. Agora eu queria saber de vocês aí, fãs que já assistiram a 2ª temporada. Vocês concordam comigo que essa 2ª deixou a desejar? E o que vocês acharam da atriz que faz a Toffy?

Vocês sentem que ela fez um bom trabalho? Vocês acham que poderia ter sido outra, alguma atriz melhor? Melhor. O que vocês acharam do final? Esperavam mais ação ou acham que a gente teve o suficiente essa temporada? Mandem suas impressões, seus comentários nas nossas redes sociais. O nosso Instagram é @sessaoai6, no TikTok @podsessaoai6, e quem tiver escutando pelo YouTube, o nosso canal é Podcast Sessão AI-6 mesmo, tá bom? Assim fica muito mais fácil trocar uma ideia com vocês para saber, né, o feedback é muito importante.

Quem tiver escutando também pelas plataformas de áudio, nós temos aí na barra de comentários, que dá para mandar a opinião de vocês por lá, beleza? Seja do podcast, seja da série, então não esqueçam que é muito importante. E assim vamos encerrando a primeira parte sobre a nova temporada de Avatar: O Último Mestre do Ar, e vamos agora dar continuidade também com spoilers ao filme animado, que esse sim eu tô muito curioso para conversar com vocês, chamado Avatar: Aang: O Último Mestre do Ar.

Vamos lá! O Avatar Aang, agora adulto, descobre a existência de um poder ancestral e de um antigo mestre do ar chamado Taga, o que o faz acreditar que pode trazer sua cultura extinta de volta à vida. É dirigido por uma mulher chamada Lauren Montgomery, e o currículo dela é bem interessante. Já dirigiu vários filmes animados, mas para DC já dirigiu Mulher Maravilha, Lanterna Verde, alguns da Liga da Justiça. Então ela manja de ação, né, o que é um um ótimo sinal.

E lembrando que o filme completo já tá disponível no catálogo da Paramount Plus. Cara, vou ser bem sincero com vocês, o meu maior receio vendo esse filme era que a grande nostalgia e sentimento de estar matando a saudade de uma época tão gostosa da minha vida não acontecesse, que me reencontrar com esses personagens tão queridos na verdade não fosse nada demais, não me afetasse de forma alguma, e que sem a nostalgia esse filme não funcionaria para para mim, por ser de um tempo que já passou e que não me representa mais.

Mas que felicidade enorme eu tenho aqui para dizer para vocês que não só ela super veio, eu super me emocionei matando a saudade dessa galera, mas é um bom filme. Não é perfeito, mas valeu demais o retorno deles. É impossível não começar os pontos fortes dessa história sem trazer a animação. Cara, eu não tenho nem palavras para descrever para vocês como uma história nova e contada numa animação 2D depois de todos esses anos me impactou.

Não só os visuais são praticamente idênticos aos da animação de 20 anos atrás, mas tem várias sequências com novos estilos de animação, qualidades diferentes, né, todas em 2D, o que foi muito importante e que só fez enriquecer a experiência. Assim, é uma obra de arte, é muito, muito bom. Eu ia falar depois, mas adianto agora que esse filme teve uma grande polêmica sobre não ser lançado nos cinemas. Os fãs implorando pra Paramount pra apoiar a franquia que eles gostam, que esperam tanto por uma nova aventura, pra no fim das contas ir direto pro serviço deles.

Sem contar com a versão pirata que saiu meses antes de estrear e eles nem aí. Agora que a gente já assistiu, valeu a pena? Eu pagaria pra ver esse filme no cinema? E a resposta é com toda certeza. A história não é o ponto mais forte, mas só a ideia de estar na sala de cinema com outros os fãs assistindo uma história original com personagens adultos, que graças a Deus não é sobre passar o bastão para uma nova geração mais jovem, para os seus filhos.

E ainda mais com essa animação belíssima 2D, cara, eu pagava com gosto. Terminei o filme pensando, nossa, como eu teria gostado e me divertido de ter tido essa experiência nos cinemas. E 2D ainda mais, mano, é muito, muito lindo assim, me dava gosto de E tem muito essa moda também de quando finalmente uma animação ganha um filme para os cinemas, ela tem que ser em 3D. 2D de repente não é mais o suficiente. Isso já aconteceu com alguns filmes do Bob Esponja.

Bluey foi confirmada que vai ser em 3D também, o primeiro filme de Bluey nos cinemas. E você vai ter Avatar ali no meio disso tudo, né, com uma modernização muito respeitosa da animação clássica. É de encher de orgulho. Assim. Não consigo imaginar ninguém tendo problemas, pelo menos com a qualidade dos visuais desse filme. O que me leva para o nosso segundo ponto: excelentes sequências de ação. O único pecado disso é que algumas você implora para que durem mais alguns segundos, você implora por tudo que quer ficar mais ali, passar mais tempo naquele embate, e quando vê, acabou.

A sequência da Katara, da Toph, do Zuko e do Sokka contra os Renegados no terceiro ato foi um desses casos. A deles lutando contra o Taga naquela ilha das tartarugas foi a coisa mais emocionante que eu já vi assim, e parece que durou 10 segundos, o que eu não daria para passar mais tempo com esse elenco dentro de uma sequência de luta. Mesmo depois de todos esses anos, não só eles ainda sabem entregar ação que entretém, mas ainda bolam uns movimentos, umas dobras dos elementos que eu pelo menos nunca o Taga fazendo tipo um chicote com o ar, a Katara perfeita como sempre, ver o que eles aprenderam durante esses anos nos combates.

Foi muito, muito legal, por mais breve que tenha sido. Outro ponto positivo são as boas ideias que a história tá disposta a trazer. O fato do vilão do filme vir justamente da comunidade do ar, que é a mais pacífica e que mais zela pela harmonia e proteção dos elementos, eu achei super esperto. Aberto, porque a gente já enfrentou inimigos do fogo, teve um ou outro da água, da terra, mas que alguém veio da nação com culturas e morais tão enraizadas na paz interior e ensinamentos budistas.

Achei inteligente, também gostei da ideia deles criarem uma cidade, uma vila que representasse um espaço seguro para celebrar todos os elementos, que na verdade a diversidade só enriquece a comunidade como uma só né? Por isso que a ameaça daquele espaço na batalha final meio que não era só sobre as vidas que estavam ali, era sobre todo o que aquele espaço representava, né? O avanço que eles tiveram depois de toda a luta contra a opressão da Nação do Fogo.

A história também traz umas mensagens e reflexões bem interessantes sobre saber se perdoar pelo passado, aprender a deixar o passado ir, manter a essência daqueles que já não estão mais com a gente, como passar adiante a cultura e os ensinamentos daqueles que já não estão mais aqui para fazer isso. Sem contar com os temas clássicos do Avatar, né, o peso das grandes responsabilidades, lidar com luto, coisas que já vimos antes, mas que ainda assim cabem bem ao personagem, toda a jornada que já passou desde criança.

O último ponto positivo seria a nostalgia. Ela existe aqui e na maior parte funciona, não só nostalgia, mais easter eggs, referências à lenda de Korra. Amei que eles referenciaram um ship super intenso dos fãs entre Katara e Zuko, né? Muita gente ama eles assim incondicionalmente. E eu amei aquela cena, eles achando nada a ver, e o Aang surtando ali olhando para câmera falando: não, eles não são casal não. Eu gosto de como a produção desse filme é ciente do que os fãs pensam e gostam da franquia, de ficarem antenados ao invés de fazer algo que talvez agrade alguém, que talvez eles devam gostar, sabe?

Ter piadinhas internas e referências, quando bem feito, é uma ótima forma de mirar exatamente nas pessoas que tanto amam e apoiam esse projeto, tipo uma recompensa, sabe? Algo exclusivo para eles. São momentos breves, mas achei inteligente. Agora, o que que não funciona nesse filme? Vamos lá. Meu maior problema aqui é que tem um monte de coisa que não faz sentido para mim. Não só alguns pontos da história parecem muito apressados, mas grandes problemas às vezes são resolvidos com muita facilidade.

Do nada, Katara reviveu todo mundo dos mortos e eles trataram como se fosse: ufa, que sorte, ainda bem que a Katara tava ali para curar a gente. Sendo que, pelo que eu entendi, não era uma ferida aberta. Ai, tô machucado. Eles mesmos deram a entender que eles tinham morrido. Então essa coisa de querer trazer consequências muito altas, mas ao mesmo mesmo tempo não queria abrir mão de nada nem ninguém. Eu achei que a história fez tudo de forma muito conveniente, sabe?

Não que eu quisesse que ninguém morresse, claro, mas eles se colocavam em cenários mortais e tudo dava certo com justificativas muito rasas assim. Não me tirou da experiência nem nada, mas não tem como não ver, tá ligado? Ah, mas nem era isso que eu ia dizer, na verdade. Meu maior problema com a história é que ela tem uns furos tem umas coisas que não fazem sentido nenhum e ninguém ali questiona. E eu me sinto um imbecil porque todos os personagens agem como se tudo tivesse super esclarecido e eu que não prestei atenção.

Mas a questão é que eu prestei atenção nesse filme e realmente tem coisas que não fazem sentido. Talvez aqueles superfãs mais conhecedores da mitologia saibam responder essas questões, mas por exemplo, como que um cajado que absorveu o poder do mundo espiritual, do plano astral consegue dar o dom de dobrar o ar. O que que uma coisa tem a ver com a outra? Desde quando o mundo espiritual que o Avatar acessa tá relacionado com os dominadores nascerem com a capacidade de dobrar um elemento no mundo real, sabe?

Como que essas coisas estão conectadas? Essa energia acumulada no cajado só consegue criar dominadores de ar? Não conseguiria dos outros elementos? Como que você consegue colocar colocar um templo inteiro de um avatar do mundo real para o mundo espiritual. Como que o Aang conseguiu pedir ajuda ao espírito do oceano se a gente aprendeu na série, lá na primeira temporada, que os espíritos do oceano e da lua só vem visitar o mundo mortal quando vem aquele eclipse, né, uma vez a cada sei lá quanto tempo?

E no resto do período eles são seres imortais que não interagem com o nosso mundo real, sabe, foi uma boa referência, mas não fez sentido nenhum para mim. Talvez todas essas questões realmente sejam muito óbvias e eu que não sei, mas nesse momento para mim é só algo que eles não se atentaram em trazer sentido para a história mesmo. Outra questão importante é o destaque dos personagens, né? Como a gente tá falando de um filme que tem menos de 2 horas em comparação a uma série de 3 temporadas, é óbvio que aqui nem todo mundo vai conseguir brilhar.

Cara, se a Toph e o Zuko são seus personagens preferidos, já não garanto que vocês vão amar. Aqui a maioria dos coadjuvantes existem mais para servir de apoio para o Aang do que ter um tempo apropriado para ser mais explorado, ter qualquer tipo de dilema, destaque. Isso reflete até, como eu falei antes, na sequência de ação. É, o Zuko principalmente é uma pena. Aproveitando a deixa para irmos para o elenco, eu sem pensar duas vezes vi dublado e assim, o retorno de dubladores como Eric Bugló— é Bugló que fala o sobrenome dele?

Não sei. E também a diva Luiza Palomanes. Adoro a Luiza Palomanes. Fizeram assim toda a diferença. Que delícia, que gostoso ouvir suas vozes de novo nesses personagens. E os dubladores João Victor Garcia, que faz o Soca, e a Bia Menezes, que faz a Toffe, tem vozes excelentes que combinam muito bem com os personagens. Personagens que mais do que honram a posição que antes era dos queridos Caio César e Ana Lúcia Menezes, que já são falecidos, né?

Então assim, foi muito nostálgico para mim. Acho que os dubladores fazem um bom trabalho. Agora, se eu pudesse escolher uma dupla em termos de personagens mesmo, eu escolheria o Aang e o Taga. Olha, é bem comum em aventuras de herói o vilão ser moldado de maneira muito parecida com o herói, mas com algumas diferenças, né, com alguns injustos. Aqui nós temos duas pessoas extremamente parecidas, dois homens da comunidade do ar que foram congelados por anos.

São pessoas fora do seu tempo que vivem em épocas diferentes. A diferença é como eles carregam a cultura da comunidade, como eles encaram o choque de realidade do mundo atual, né. Aang, apesar de ter sofrido pela chacina que foi por parte da Nação do Fogo, ele carrega sua cultura e os ensinamentos que aprendeu, né. Já o Toph encara para a realidade com desejo radical de reparação histórica, né, custe o que custar, de supremacia da galera do Hade, tomar de volta o que foi tirado nosso, de reconstruir uma comunidade que saiba se defender e esteja preparada para lutar contra quem vier, o que é super contra a crença deles, né.

Então, apesar de serem super parecidos, esses contrastes fazem toda a diferença. E esse desejo do vilão de ter remorso do passado, por ter sobrevivido a uma nação dominadora, opressora e tudo mais, me lembrou muito o vilão do primeiro Pantera Negra, o Killmonger. Apesar de serem histórias diferentes, são motivações e passados com muitas semelhanças, né, que os dois têm. Então, por um lado, é legal, interessante, mas ao mesmo tempo tem que tomar cuidado porque a gente já viu isso antes.

E eu não me importaria deles terem investido um pouco mais de tempo para mostrar o diferencial desse cara, né? Como que as motivações dele devem ser ouvidas e merecem a nossa atenção? Às vezes nem é questão de ter mais tempo, na verdade é mais de escrever melhor os monólogos, as falas dele. Algumas falas dele você já ouviu antes e isso tira um pouco a profundidade dele, sabe? E o que ele teria de especial para oferecer. Mas no geral, a ideia do vilão é muito boa, dele também ser um dos nômades do ar e como que isso afeta emocionalmente o protagonista, né, por sempre querer ter alguém parecido com ele por perto.

Menções honrosas agora para os nossos ícones. Katara, como sempre, perfeita, impecável. É Toph, sempre um agrado, poderia ver muito mais dela. É Zuko, eu digo mesmo. Agora o Sokka, cara, juro para vocês, parece que só faz 5 minutos que a gente acabou de ver a série animada e agora tá nesse filme. Eles captaram exatamente a mesma personalidade dele, a essência é a mesma, ele não mudou em nada. E digo isso da melhor forma possível, a energia dele é a mesma, é muito carismático e amei cada segundo que apareceu.

Tem alguns outros personagens que não me importaria de ter visto também, sendo bem sincero, como o Iroh, a Suki, mesmo que fosse uma rápida participação especial. Bom, o filme termina com o templo daquela Avatar voltando para o plano espiritual, os renegados perderam os poderes que ganharam, villain lá morreu. E eles seguem preservando as memórias e a cultura dos nômades do ar, não só com um novo templo sendo fundado, mas com explorações em busca de artefatos e tudo mais.

E no fim a gente encontra vários bisões da mesma raça que o Apa, encerrando em um tom bem para cima de que de alguma forma a comunidade se mantém viva e prosperando. É sobre o futuro da saga, eu sinceramente não importaria se a cada 1, 2 anos a gente tivesse um filme desse, uma nova aventura de Avatar e sua turma na vida adulta, sabe? Eu assistiria todos com o maior prazer. Mas a realidade é que é um futuro muito incerto, né? A gente não tem acesso a valores de bilheteria porque foi direto para Paramount Plus.

Só eles sabem se o filme fez algum dinheiro. As pouquíssimas salas de cinema que entrou em cartaz foram pouquíssimos dias, mas para se qualificar na temporada de premiação animações. Amaria inclusive se fosse indicado ao Oscar para ver se assim eles valorizam a franquia que tem. Mas no geral é muito enigmático assim o futuro do Aang, se ainda veremos mais filmes animados com ele. O que a gente tem é o anúncio de uma série da próxima Avatar, se não me engano depois de Korra, é chamada Avatar: Os Sete Refúgios, onde dessa vez teremos uma dominadora de terra chamada Pave.

Parece uma princesa da Disney, ela parece ser uma vida. Tô curioso para ver no que vai dar, espero que seja um sucesso. Tá previsto para lançar em outubro ainda desse ano, muito em breve lança. Sobre o orçamento, isso sim eu consegui encontrar. De acordo com a Wikipédia, o filme custou uma média aí de 80 milhões de dólares para ser feito. Infelizmente, como eu falei, a gente não tem os valores que deve ter arrecadado tanto no Paramount Plus quanto nos poucos cinemas selecionados em que esteve em cartaz, mas esse foi o valor que custou e que já tá disponível, né, no catálogo da Paramount Plus.

Meus amigos, no fim das contas, eu diria que valeu a pena sim esperar para ver Avatar: Aang. Normalmente eu falo, ah, tá tudo tão caro, veja só se você puder, não sei o quê. Aqui eu já vou dizer, gosta de Avatar? Cresceu com a série clássica? Tem o mínimo de interesse em querer que essa franquia continue com filmes animados? Então assina a plataforma ou Então compra, aluga o filme. No mundo capitalista que a gente vive, o nosso dinheiro é o jeito como Hollywood vê se a gente tá interessado ou não nas coisas, né?

E acreditem, eu sou super mão de vaca, tá bom? Mas do mesmo jeito que eu entendo e concordo em não promover Harry Potter para não dar palco para doida da J.K. Rowling, a gente também pode fazer o contrário, promover e dar palco para aquilo que a gente acredita que merece sim crescer e tomar tomar espaço no mercado. Eu entendo quem pirateou, jamais vou usar o meu espaço aqui para obrigar ninguém a fazer nada, mas acho válido também dizer que comprar o filme, assinar o Paramount Plus, é assistir por lá, é o jeito de mostrar que a gente tá assim apoiando e querendo ver mais desse conteúdo.

Uma pena que o filme vazou antes, cara, tem muito potencial aqui. Tem seus defeitos, como eu falei, e na maior parte senti que tava faltando alguma coisa que eu não soube exatamente dizer o que tava faltando nesse filme. Mas é uma animação belíssima, é bom estar de volta. Não sei por quê, mas os designs dos personagens também— até esqueci de falar isso— me chamaram bastante atenção, se é que vocês me entendem. Todo mundo cresceu e ficou muito atraente, muito gostoso, entendeu?

Nunca vi isso. Mas assim, é muitas inspirações em anime. Se você gosta de Avatar, não tem nada para assistir, ou tá na dúvida se vale a pena, eu recomendaria. É menos de 2 horas, para mim passou super rápido, super assistiria de novo. E espero muito que essa não seja a última vez que vemos esses personagens de verdade. Aí, outra coisa, se até a Vata voltou depois de 20 anos, vamos começar um abaixo-assinado para Warner trazer de volta os Jovens Titãs, pelo amor de Deus, que eu acho que já passou da hora.

O que que vocês acham? Até porque aquela série terminou de um jeito muito incompleto, né? A gente merece demais. Se a gente conseguiu Avatar depois de todos esses anos, Jovens Titãs não é nada demais. A gente consegue Jovens Titãs, tá bom? Nesse mundo de nostalgia tudo é possível, né? Quem sabe? Mas e vocês aí que já assistiram, também gostaram? Esperavam mais? Também ficaram com alguma dúvida sobre o filme? Vamos teorizar, mandem seus comentários, feedbacks.

Adoro saber sempre as opiniões de vocês. No Instagram estamos como @secaoai6, no TikTok @podesecaoai6. 6, e no YouTube Podcast Sessão às 6 mesmo. E assim a gente vai encerrando a segunda parte da crítica de hoje sobre Avatar Aang, O Último Mestre do Ar, e também chegando ao final desse super episódio aí dedicado para os fãs do nosso querido Aang. Se você gostou do que ouviu, já manda para os amigos, amigas, primos, parentes, que qualquer curtida, qualquer avaliação, qualquer compartilhamento ajuda demais esse projeto alcançar mais pessoas.

Sobre os próximos episódios, enquanto não sair grandes filmes ou séries, que agora finalmente deu uma acalmada, né, nos lançamentos, vou ver se consigo ficar trazendo as novidades que eu acabei perdendo e não conseguindo trazer dos últimos meses, tá bom? Sou doido para falar da última temporada de House of the Dragon, X-Men '97 também. Não prometo nada, mas se der certo, tamo aí. Cenas dos próximos capítulos, tá bom, meus queridos?

Vou ficando por aqui. Aos que escutaram até o final, poxa, muito obrigado! Vocês são 10! Um beijo enorme e até mais!

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