250- A Odisseia (Participação de Leonardo Albuquerque e Aninha Guimarães)
Chegou a hora de bater um papo COM SPOILERS sobre o filme mais ambicioso de Christopher Nolan até o momento: A Odisseia! Contando com o retorno dos convidados Leonardo Albuquerque e Aninha Guimarães!! Aperta o play e já manda sua opinião sobre o filme nos comentários!!
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- Adaptação de Odisseia· EntretenimentoA Odisseia·Christopher Nolan·Mitologia Grega·Adaptação literária
- Apostas para o Oscar· EntretenimentoChristopher Nolan·Melhor Filme·Categorias Técnicas·Anne Hathaway
- Popularidade e Bilheteria· EntretenimentoChristopher Nolan·Bilhões de dólares·Boca a boca
- Expectativas sobre Filme· EntretenimentoChristopher Nolan·Paula Silveira·Leonardo Albuquerque
- Filmes de Christopher Nolan· EntretenimentoTerror·Faroeste·James Bond·Sherlock Holmes
- Elementos de Terror e Suspense· EntretenimentoBody horror·Cena do Ciclope·Cena da Circe
- Dilemas Morais e Decisões Difíceis· SociedadeJudas·Tripulação·Profecia
- Elenco e Atuações· EntretenimentoTom Holland·Anne Hathaway·Matt Damon·Mia Goth
- Influência de Percy Jackson· EntretenimentoPercy Jackson·Mitologia Grega·Adaptação de histórias
- Críticas e Pontos Negativos de Filmes· EntretenimentoPersonagens femininas·Telêmaco·Didatismo excessivo
- Formato de Exibição e IMAX· EntretenimentoIMAX·70mm·Elitismo no cinema
E aí, meus amigos, tudo bem? Tá começando um novo episódio aqui do Sessão A6. Me chamo Lucas Ribeiro. Finalmente chegou a hora de bater um papo sobre A Odisseia, um dos filmes mais esperados do ano. E para deixar o papo ainda mais completo, tenho aqui dois convidados fantásticos que já participaram de vários outros episódios aqui do Sessão A6, um dos maiores críticos de cinema assim do Brasil. São eles, entendeu? Quem é Isabela Boscovi perto deles?
Tô falando de Leonardo Albuquerque e Aninha Guimarães. Bem-vindos de volta, pessoal! Bem-vindos, bem-vindos!
Lucas criando o reencontro do Vice, né, 2026, depois de alguns anos.
É, 3 anos depois, quase exatamente 3 anos depois.
Um dos membros não renovou para o reencontro, como qualquer reencontro de série.
Sim, é, gente, faz parte.
Mas tô muito feliz de estar aqui, Lucas. Obrigado pelo convite, feliz de falar desse filme que não vou dar spoilers, a minha opinião agora, mas Feliz de falar.
Nossa, qual será a opinião de Léo? Quem conhece ele, quem conhece sabe.
Inclusive, só para dar um leve contexto aqui para o pessoal que tá escutando, eu acho que eu escolhi as pessoas certas porque Léo, para quem não sabe, ele é um louco do Nolan, super fã, adora Christopher Nolan. E Aninha é a louca da mitologia grega, entendeu? Então assim, eu sinto que casou perfeitamente o papo de hoje. Eu acho, espero, acho que vai, acho que vai dar bom.
Eu pensei que tu ia falar que Aninha é a hater de Nolan.
É porque eu gravei—
tu é hater de Nolan, Aninha?
Hater é uma palavra forte, mas eu não sou fã assim exatamente do estilo dele.
Justo, justo.
Mas as últimas vezes que eu vim gravar com o Lucas foi sobre Percy Jackson. Aí eu falei, justamente, gosto muito. Minha carteirinha de fã.
Inclusive, eu vou pedir bem rapidinho para vocês aproveitarem essa oportunidade e se apresentarem para o pessoal que ainda não conhece vocês. Pode ser?
Então, gente, o Vice é o nosso podcast de recomendação de filmes. Eu sou a Narda Albuquerque e tô aqui com Anick Maranhos. A gente tinha um podcast, gente, pra quem não sabe. Eu e a Aninha e Mateus também, que não está aqui conosco, por isso que a gente falou do— ele tá vivo, não está aqui conosco.
Por quê? Ai, essas frases esquisitas.
Mas é um podcast que a gente falava de filmes semanalmente e que hoje tá no hiato há alguns anos, mas que pode ser que volte eventualmente. Nunca fechamos essa porta.
Quem sabe? Vem aí. E eles são de Recife, como vocês sabem, eu sou de Natal. De vez em quando rola alguns encontros, alguma coisa, mas assim, é muito bom ter vocês aqui de volta, ainda mais juntos, pelo menos 2/3 de vocês. Mas continua sendo perfeito do mesmo jeito. E assim, eu quero muito ver até que ponto as nossas opiniões são as mesmas, até que ponto divergem, se nós tivemos experiências parecidas. Então avisando para os ouvintes aí que teremos sim spoilers no papo de hoje, tá bom?
Quem ainda não assistiu, estão avisados. E é isso, bora começar como sempre com a sinopse. Espero que gostem. Bom, a sinopse é a seguinte: o filme acompanha o herói grego Odisseu em sua longa e perigosa jornada de 10 anos para retornar a Ítaca após a Guerra de Troia, enfrentando monstros e deuses enquanto sua esposa Penélope o aguarda. É dirigido, né, por Christopher Nolan, como a gente já falou, que já dirigiu filmes icônicos que vocês com certeza ou já assistiram ou já conhecem, né?
Tenet, Oppenheimer, que estreou, acho que foi o último que estreou, né? Interestelar, que é o preferido de muitos. Esse filme é uma adaptação do poema de Homero, né, um clássico. E no momento dessa gravação, o filme ainda tá em cartaz nos cinemas, tá bom? Olha, eu queria começar antes de mais nada querendo saber assim as expectativas de vocês, porque eu sei que vocês são pessoas diferentes, com expectativas diferentes sobre o Nolan.
Então eu queria saber não só o que vocês esperavam sobre esse filme indo para o cinema, mas assim qual o histórico de vocês assistindo os filmes dele. Léo, eu vou deixar ele falar, mas mais por respeito, porque todo mundo já sabe a resposta do que ele vai dizer.
Mas enfim, Em relação às expectativas pra Odisseia, eu tava com expectativas boas, mas não vou dizer que ia super, tô ansiosa pra que o filme lançasse. Eu esperei até um pouquinho assim pra organizar um rolê pra ir assistir o filme, não deu muito certo. Eu tava acho que mais curiosa pra ver como é que o filme ia ser assim comigo, porque é o Nolan indo pra um território que é muito do meu gosto, né? E aí eu tava, será? Será que eu vou gostar pra caramba assim? De um filme dele mesmo. Agora, será que esse vai ser o que vai me pegar?
Porque no geral— Nolan fazendo de tudo pra Aninha gostar de um filme dele.
Então, velho, e eu já tava assim, ele já começou com um pé muito direito, positivo assim, porque ele botou Tom Holland e Zendaya juntos. Eu sou muito fã desse casal, já começa assim. Eu sou muito fã desse casal, desde que eu vi que ele escalou os dois juntos, eu fiquei, é isso, o Nolan tá indo na minha direção, estamos fazendo as pazes. Que assim, no geral, eu gosto dos filmes dele, mas eu nunca acho que eles me marcam assim, de alguma forma, sabe?
Eu sempre acho que eu não sou o público-alvo dos filmes dele e eu tava muito em paz com isso. Não acho que ele é um péssimo diretor, não fico revoltada assim com as coisas dele. Eu tava até indo bem assim porque eu gostei de Oppenheimer, eu gostei mais do que eu esperava de Oppenheimer lá em 2023, quando lançou. E já saí assim surpresa com o filme, apesar de ainda ter algumas questões ali, principalmente com as personagens femininas e tals.
Mas eu saí apaixonadíssima pelo Cillian Murphy, como eu já era antes, mas Ficou melhor ainda assim a coisa. E aí quando eu vi que ele realmente tava pra fazer agora um filme com mitologia, né, grega, da Odisseia, eu fiquei, cara, acho que pode ser algo interessante, mas vamos ver, né, como é que vai ser. Eu amei muito o filme, eu amei muito o filme. Não sei se eu fico chocada, né, porque realmente parecia que ele estava fazendo um filme que era mais a minha cara mesmo.
Eu fiquei surpresa, eu nem vi as quase 3 horas passarem assim, nem vi. Achei muito legal a jornada, por mais que eu já conhecesse vários pontos ali da jornada do Odisseu. Eu amei acompanhar novas coisas, eu amei ver a versão do Nolan dessas coisas. Eu fiquei realmente surpresa assim, porque você vê que é o Nolan adaptando a Odisseia, é a pegada dele ali, mas eu gostei muito. Eu acho que eu fiz muitas pazes com ele nesse filme assim.
Pra mim é claramente um dos meus favoritos dele. Eu acho ainda um jeito de contar assim a história do Odisseu, ai não sei, tão Nolan, mas eu acho que ele fez tão deu tão certo assim as coisas. Eu gostei de muitas coisas do filme, muitas coisas mesmo. Jeito como ele escolhe contar também, do começo não focando tanto no Odisseu, mas no filho dele. Tem muitas coisas temáticas assim que eu gostei muito. Essa coisa de contar histórias e o mito que se cria nessas lendas que vão se propagando assim, daí começa, as lendas inspiram as outras coisas, inspiram toda época também, que foi, enfim, já tá, fui spoiler, né?
Mas foi tipo a partir das coisas do Cavalo de Troia que foi moldando. E a gente conhece ele primeiro como um mito pra depois conhecer o Odisseu mesmo. Tipo, tem várias histórias assim, eu não esperava que tivesse uma pegada tão de terror em algumas cenas assim, muito. Foi exatamente pega de surpresa na cena da Cici, por exemplo, fiquei muito agoniada. Não era o tipo de coisa assim também que eu esperava vindo do Nolan, mas também foi uma surpresa muito positiva, sabe? Tipo, sério, foram muitas coisas positivas assim do filme pra mim.
Toda vez que tem um filme de Christopher Nolan pra sair, esse é o filme que eu mais espero e aguardo. Chegar, ele é sempre o próximo filme que eu quero ver, né, que eu mais quero ver. E não foi diferente, eu lembro que quando passou Oppenheimer tava toda aquela onda de, ah, qual vai ser o filme de Nolan, qual vai ser o próximo, será que ele vai fazer 007, será que ele vai fazer o filme de helicóptero. E aí tinha até uma história que ele ia fazer um filme de dois vampiros nos anos 20, e aí saiu Pecadores.
E aí eventualmente anunciaram que ia ser Odisseia, né, e aí eu lembro que a expectativa foi lá pra cima, né, uma história muito conhecida, seria a volta do épico hollywoodiano, né? E chegou a Odisseia, e eu acho que ele fez sim esse épico. Pra mim foi um filme perfeito, na verdade, é um dos meus favoritos dele. É tudo isso que a Aninha falou, e eu acho que traz uns temas também muito legais que não estão na obra original, mas que Nolan traz pra discussão, sabe?
No final, aquela coisa que até lembra um pouquinho Oppenheimer, de arrependimento, a questão da guerra, Eu acho que a melhor cena do filme, a gente vai entrar em detalhes depois, mas que tem uma conversa no final que eu não esperava. E eu confesso que no meio eu tava um pouquinho, pô, tá meio lento em alguns momentos. Mas aí quando veio isso, tipo, subiu pra um 10, sabe? Aí veio aquele clímax, a história concluiu de um jeito sensacional.
Antes de ver o filme, eu assisti Troia pela primeira vez com Brad Pitt. Eu nunca tinha visto. E eu sei que Troia, já descobri que tem algumas coisas que são novidades que não estão na Ilíada. Mas foi legal ter assistido Troia antes, eu acho que deixou a história da Ilíada fresca na cabeça e aí depois fui ver a Odisseia, sabe? Eu recomendo isso para quem ainda não viu nenhum dos dois. Mas fiquei muito, muito feliz com esse filme, já tô ansioso pelo próximo filme de Nolan agora, já é o próximo filme que eu quero ver.
Já tem boatos do que que pode ser?
Não, tem não. Assim como Oppenheimer, na época que saiu, o foco foi todo em Oppenheimer, teve Oscar, tudo, só foi ter esses boatos no ano seguinte. Acho que a gente só saber ano que vem, mas eu tenho minhas teorias. A gente pode conversar aqui.
Então todo mundo amou, será que eu odiei?
E vem aí, vai ser expulso do próprio podcast, amor.
A gente vai assumir esse podcast, Lucas, vai mudar o nome para isso.
Meu Deus, medo. Mas ó, eu sabia que seria um super filme porque eu demorei muito para assistir. Até a hora que eu fui para o cinema, todo mundo já tinha assistido, já tava falando super bem, entendeu? Então Eu já sabia que seria um bom filme só pelo que as pessoas estavam falando. E eu não lembro se eu já assisti um filme ruim do Nolan, porque eu falaria de boca cheia que é um filme ruim dele, sabe? Foi aquilo que a Aninha falou, tem filmes que eu tenho mais problemas do que outros.
Assim, eu tô mais pro lado de Aninha. Tipo assim, se fosse um espectro em que ódio seria Aninha e amei, amo Nolan seria Léo, eu ficaria um pouco mais inclinado pra ficar do lado de Aninha, só um pouco.
Ódio?
É, não, mas assim, ódio é uma palavra forte.
É, né? Também é uma palavra muito forte. Eu odeio.
Por motivos quase aquilo que a Aninha falou, personagens femininas, eu tenho uns problemas. Eu senti muita frustração em Oppenheimer, por exemplo, ele tendo uma atriz como a Florence Pugh no filme. Tipo assim, tem umas coisas nesse filme, enfim, enfim, enfim. Ele consegue atrizes fantásticas e ele dá uma profundidade muito ridícula assim pra muitas delas. Claro que não é uma regra, né, existem vários exemplos ótimos que vão contra isso.
Mas eu comecei a pensar, caramba, como tem atriz boa nesse filme? E aí eu já fiquei preocupado, meu Deus, será que vai acontecer a mesma coisa? Então eu fui sabendo que esse filme provavelmente seria bom, mas ao mesmo tempo tendo em mente que eu tenho uma relação com Nolan meio de, nossa, gostei muito disso que você fez, mas ao mesmo tempo tenho minhas dúvidas se esse filme é pra mim. Tipo Tenet, Tenet eu tenho que reassistir porque é um grande conceito de filme que eu ainda nem sei se eu entendi direito até hoje esse filme.
Não tente entender, Lucas, só sentir.
Acho que esse foi o meu problema, Léo. Eu tentei entender. Na próxima eu vou tentar sentir mais, entendeu? Eu preciso pegar sua visão, amigo, porque pegando a sua visão eu consigo virar um amante do— como é o nome dos amantes do Nolan que você falou?
Nolette.
Pronto, exato, exatamente. Quem sabe vem aí. Mas ó, eu me surpreendi muito como eu gostei desse filme. Eu senti inveja de você na saída porque você reassistiu, e eu quero muito reassistir esse filme. Ao contrário de vocês que são leitores muito assim presentes, que entendem muito mais da mitologia, que estão muito mais familiarizados com letras e palavras e frases, sem desenhos, entendeu? Não, mas sério, eu fui sem saber exatamente o que esperar, mesmo sendo uma história muito famosa.
Eu não sabia nem quem do elenco seria Deus, quem ia morrer, quem não ia morrer, eu não sabia nada. Então eu sinto que não saber contribuiu muito para as surpresas do filme para mim. Claro que o Nolan com certeza, como o Léo falou, deve ter algumas escolhas criativas aqui e ali. Ou foi a Aninha que falou, já não lembro mais, mas enfim.
Acho que nós dois falamos que foi tipo a DC do Nolan.
Foi, né?
Pronto. Mas a história em si eu já não tinha muito conhecimento. Eu sinto que eu fui muito beneficiado por ficar chocado com tudo que tava acontecendo. Qualquer coisa eu tava: isso aconteceu mesmo? Algumas coisas pareciam muito novela das 8, tipo assim, que saber que a personagem da Lupita tinha uma irmã gêmea vingativa. Eu olhei pra tela e pensei, claro que ela tem, é claro que ela tem. Tem uns aspectos da mitologia grega que é muito novelão assim, é muito dramático, mas isso é bom, eu achei interessante, eu não achei ruim.
Acho que deixa tudo mais interessante, pelo menos pra mim. Então no geral me surpreendeu muito, como eu falei, enquanto eu assistia, principalmente pro final, eu lembro de pensar tipo assim, caramba, isso aqui é uma obra de arte, isso aqui. E não é o tipo de coisa que eu penso muito assistindo um filme, mas eu tava gostando tanto que eu pensei sozinho, eu pensei assim, então Realmente nós temos 3 Nolandettes como ela, é o que você falou aqui fazendo o podcast sobre o Christopher Nolan. Fomos todos convertidos, tá tudo bem.
Lucas, engraçado isso que tu falou de que parece novela, parece clichê, mas é porque o clichê veio daí, né, dessas histórias. Eu vi um comentário muito engraçado no Twitter que era tipo, era tirando onda disso na verdade, era porque o personagem que treina com o Telêmaco, né, o filho de Odisseu, e é o mentor dele, se chama Mentor.
Foi?
Com acento circunflexo. Sim. E aí o comentário era tipo, meu Deus, que clichê, estão chamando o mentor dele de mentor, que falta de criatividade. Mas é porque vem daí, então os clichês vêm daí. E tu falou isso da familiaridade com a obra e tal, uma coisa que eu acho que a Aninha tem até hoje, mas que eu tive numa parte da minha infância quando eu li Percy Jackson, foi um hiperfoco em mitologia grega. Eu acho que é um hiperfoco bem comum das pessoas passarem.
Sim.
E eu lembro que Percy Jackson no 2, né, Mar de Monstros, ele é inspirado na Odisseia. E eu lembro que na época que eu li lá atrás, ter visto uma versão da Odisseia da década de 90 que eu aluguei na locadora, traduzida por Francis Ford Coppola. Então tinha umas coisas claras na cabeça muito dessa versão que eu tinha visto lá atrás.
Massa, que massa, cara! Diga, pode falar.
Você foi lembrando de Percy Jackson quando tava vendo o filme?
Aninha, pare de querer antecipar o meu roteiro. Eu ainda vou falar de Percy Jackson. Que saco, Aninha.
Lucas comeu uma flor de lótus.
Comi, comi um azeite. Olha, eu queria então seguir para um assunto que a gente inclusive já tá conversando aqui, sobre as 3 horas de filme. O que mais surpreendeu a gente? Tipo assim, qual aquele momento que você pensou, caramba, isso aqui é fantástico, sensacional? Um ponto alto em especial assim? Eu já tenho o meu, mas eu queria saber de vocês.
Eu acho que toda a escala do filme, isso que eu falei de que ele lembra muitos épicos de Hollywood, sabe? Eu acho que não se faz filmes nessa escala hoje, e Nolan é um diretor que ele tem moral para fazer isso, sabe? Eu acho que ele é a pessoa que mais tem essa moral hoje em Hollywood de chegar e falar: eu quero fazer Odisseia. E aí ele faz com as câmeras que ele quer, porque ele sabe que vai fazer 1 bilhão de dólares, sabe? Então acho que ele se aproveita disso de um jeito muito bom.
Ele se aproveita disso para fazer boas histórias, histórias originais, e com essa escala gigantesca que que você via em Lawrence da Arábia, Cleópatra, grandes clássicos da história do cinema, né, que eu espero que voltem agora com a Odisseia, grandes épicos. Tirando isso, em questão de história em si, para mim é essa cena de conversa. E a gente já tá em spoiler, Lucas, pode falar spoiler?
Já, claro, claro, pode falar.
Ah tá, quando eu falei de uma conversa no final, é aquela cena que ele tá falando com Penélope, né, quando ele volta realmente. E aí é meio que uma confissão dele para Atena, e aí vai mostrando o arrependimento dele do que ele fez na Guerra de Troia, E aí ter visto ele de novo foi legal porque eu já vi meio que essa angústia dele, essa culpa ao longo do filme todo quando ele olhava pra Atena. E aí mostra o que ele fez com Troia sendo meio que um reflexo do que vai ficar pra sempre, né, nas guerras da humanidade, que é o que ele traz em Oppenheimer também, a bomba.
O Cavalo de Troia seria a bomba de Oppenheimer, né. E aí eu acho que tem algumas coisas até cristãs pelo meio assim de humanidade, de tratar o outro bem. Quando ele tá falando com a Atena ali, meio que fica de mensagem, sabe? Também quando ele tá de mendigo e tá meio que dentro do próprio castelo de mendigo, ele fala que o melhor jeito de olhar para os homens é de baixo para cima. E aí toda aquela coisa que pode ser um deus escondido ali, eu gosto disso, sabe?
Eu acho que tem uma mensagem para a gente trazer para vida mesmo, que eu não esperava que viesse no final. Então quando veio aquilo, eu fiquei, caramba, já tava no nível alto, foi para o nível mais alto para mim. Aí logo depois disso já é clima e tal. Então ali meio que ficou fantástico para mim.
Então o que mais me conquistou assim no filme, tipo, fora toda a coisa de passar pela mitologia grega e rever as coisas e as aventuras mesmo assim, a vibe mais episódica, as aventuras são interessantes. Acho que eu me apeguei muito a toda jornada do Odisseu assim no geral. Gostei muito do Matt Damon como ele. Eu acho que ele me convenceu muito assim que ele era aquele personagem, sabe? Isso foi uma questão que eu tive com alguns outros personagens e atores também, que parecia que eu via muito a atriz ou ator ali ainda em vez de tal personagem.
Mas eu, apesar de já ter visto 13 mil filmes com Matt Damon, eu ainda conseguia ver só o Odisseu ali, sabe? Toda jornada dele, tanto da culpa pelo que que ele fez, por ele ter quebrado essa lei de Zeus, que é algo que ele valoriza, mas ele foi contra os próprios valores e tudo que a destruição causou depois. Outra temática dele que eu gosto muito é todo o senso de controle que ele quer ter o tempo todo, sabe? Isso aí eu acho muito legal e me identifico também como pessoa controladora, de que ele quer tentar salvar a tripulação de todo jeito.
Não dá para fazer isso, mas ele vai tentar até o momento e vai ter que aprender depois. Ele só consegue voltar para casa quando ele tem que aceitar meio que algumas coisas não estão no controle dele, ele tem que se deixar levar assim pelas coisas, sabe? Isso aí eu achei muito interessante também. Eu não sabia na verdade como que ele voltava para casa, não sei se é exatamente assim também na Odisseia e tal, mas na Odisseia do Homero.
Mas nessa Odisseia daqui eu gostei bastante assim, eu acho que combinou muito também com essa vontade dele de sempre tentar fazer o certo de se redimir e tal. E tem algumas coisas que agora que já tá lá no mundo ele não vai ter como voltar atrás disso, tem que fazer o melhor e confiar no que é que vai ser assim o destino, sabe? Eu gostei bastante dele assim no geral, gosto muito da relação dele com os tripulantes, gosto muito da relação dele com a própria família, apesar de não ver muito eles juntos.
Mas eu gosto muito dessa inspiração que ele fica para o Ten Leme, para Penélope também. Tem alguns momentos que eu acho ele muito engraçado, tipo, eu não sei se ele era para ser Necessariamente. Eu acho que tem um tom assim, sabe, próprio de céu. Por exemplo, quando estão lá no Hades e o Agamenon chega pedindo fofoca, ele diz: eu tô mais perdido que todo mundo aqui, sabe? Acho engraçadíssimo assim. Ou tipo, no final, jurando que ele ia morrer, aí ele dá um discurso assim, sabe?
Tipo: meu tempo acabou e tal. Não, pô, ele só tá se aposentando, sabe? Tipo, tem momentos assim dele que eu acho muito legal, muito legal, sabe?
Essa parte foi muito engraçada. Eu fiquei um pouco perdido porque como a montagem oscila muito entre passado, presente e tudo mais, na mesma cena que tá mostrando ele fazendo o discurso de tipo assim, vou morrer, na cena seguinte já mostra ele seguindo além do horizonte com a esposa.
Enfim, ele espera, ele espera falar exílio, aí depois do exílio mostra ele com a esposa.
Ah, entendi.
Mas eu achava que ele ia morrer ali também. Eu senti, meu Deus, esse filme todo, essa demora toda para chegar e morrer aqui ia ser péssimo, ia ser Mas gostei muito de acompanhar realmente toda a jornada dele assim.
Ele realmente, porque é o filme, mas ele realmente é um grande estrela assim que fez eu gostar muito do filme. Quando ele se importava assim com as outras pessoas também, a relação dele com Sinon, eles se reencontram lá no ar e tal. Eu gostei muito de toda a jornada assim dele.
Perfeito, perfeito. Então vamos lá, eu fiquei chocado como esse filme É perturbador. Tipo assim, tem umas coisas nesse filme que se você me falasse que é de um filme experimental da A24 tentando fazer uma coisa bem diferentona, eu super acreditaria. Eu gostei muito, mas eu achei muito perturbador. Inclusive, ouso dizer, não sei se vocês assistiram, ouso dizer que esse filme tem sequências mais perturbadoras voltadas para o terror e suspense, para tensão, do que Obsessão e Backrooms.
Talvez Obsessão não, Obsessão ainda ganha, mas Backrooms com certeza. Mas aquela cena, por exemplo, do Ciclope, que a gente vê melhor o design do rosto dele, a câmera tá parada nele, é uma cena que ele tá mastigando— é uma pessoa ou é um bicho? Acho que era uma pessoa mastigando, e a câmera super à vontade, a câmera não cortava, ficava lá focando nele e ficava um silêncio. E eu ficava meio assustado assim, foi uma vibe tão esquisita assim.
O jeito como esse filme foi macabro, eu não esperava jamais. Eu não sei até que ponto é uma escolha criativa que o Nolan quis pender para esse lado, ou se o livro, o clássico, realmente já era desse jeito e o Nolan só tava sendo fiel à história. Principalmente assim, a parte do Ciclope e a Circe, né, a Circe, aquela parte que ela transformou o pessoal em porco. Eu acabei vendo essa informação nas redes sociais, o pessoal comentando, nossa, ela transformando todo mundo em porco, não sei o que lá.
E eu sem entender nada que o povo tava falando. Mas o fato de que ele aproveitou essa cena para transformar o filme em um grande body horror, né, totalmente voltado para esse subgênero do terror, vocês não viram assim a cara que eu fiz Eu fiz tanta careta nessa cena, eu fiquei assustadíssimo nessa cena. Mas o meu primeiro ponto positivo assim com certeza foi isso, porque me surpreendeu muito como ele vai pro terror, sabe?
Eu concordo, Nolan fez coisas ali que ele nunca tinha feito antes, o que é muito massa, que ele tá sempre se reinventando, né, como um grande diretor.
Eu queria primeiro saber de vocês, já que vocês leram, primeiro sobre essa questão de até que ponto o Nolan tá sendo fiel ao livro e até que ponto Calma, a gente não leu não.
Pode pular essa, pode cortar essa parte. Eu li 100 páginas do livro.
Eu jurava que Léo ia vir aqui com todo um sommelier, uma review pronta do livro.
Eu queria, sabia que tipo na minha cabeça eu botei algumas metas. Aí a meta era terminar antes do filme, mas não consegui. Eu falei, vou terminar antes do podcast, também não consegui.
Eu também tinha botado como meta ler esse ano um dos meus literários.
É a vida, acontece. Mas deixa eu falar da parte do filme de terror então. Eu, como eu disse, né, eu acho que ele traz coisas ali que ele nunca tinha trazido antes. Até aquela parte dos gigantes é uma coisa meio perturbadora. A criança lá e mostra gritando, aí tem uma névoa atrás. E que cena bem feita! E vocês viram como essa cena foi feita? Que ele pegou pessoas de 2 metros e uma pessoa de 1,50 e colocou uma de costas e não tem efeito de dólar ali.
Ele arrasou muito nos efeitos, tipo, ele sempre é a pessoa dos efeitos práticos também, né? Isso é uma das coisas bem legais assim também, mas ele arrasou muito nesse filme.
Eu soube que ele tinha criado um ciclope numa ilha desde criança para poder— não, mas sério, tô brincando. Mas essa cena do ciclope tem umas coisas também muito massa, porque você vê que ele botou um ator vestido para ser o ciclope e aí tem perspectiva, né? Você mostrava eles pequenos e ele grande. E aí eu vi que ele fez uns bonecos também pra ele comer. Então é tudo prático até onde dá pra ser, né?
Muito massa.
É, Léo, você sabe alguma coisa sobre aquela cena, aquela dos— como é o nome?
Gigantes.
Isso, os gigantes. Tem umas partes que as árvores se mexem, ou eu que fiquei muito bêbado na hora e não percebi, ou as árvores realmente estavam se mexendo. Eu acho que elas estavam se mexendo.
Não, eu acho que era mais tipo armadilha, Lucas. Sabe quando tem aqueles lugares que você pisa e vem um negócio assim? Acho que não foi nada mitológico não, acho que era só armadilha deles ali mesmo.
Não, mas assim, você viu como ele fez isso praticamente?
Não, vi não.
Ah, tá, tá bom. Porque eu fiquei, eu achei tão interessante, tipo assim, a câmera parada, a câmera parecia parada, aí passando umas árvores na frente assim se mexendo. Eu fiquei, o que que é isso que eu tô assistindo? Mas eu gostei. Outra coisa que eu inclusive queria perguntar para vocês, aproveitando que a gente tá falando sobre o terror: vocês se assustaram em alguma parte? Eu vi alguns comentários falando sobre Aí o grito que o Ciclope dá, meu Deus, foi muito alto, eu fiquei muito assustado, minha alma saiu, não sei o quê lá.
Eu até fiquei de boas, foi alto, foi alto, mas foi de boas. O grito que a Lupita deu quando aquela irmã gêmea vingativa deu, quando ela matou o marido dela, eu dei um pulo da cadeira e falei, minha filha, avisa antes. Eu fiquei muito mais assustador, assustador no sentido do nível do susto em relação ao Ciclope, por exemplo, que não me assustou muito, mas aquele grito, meu Deus do céu, fui muito pego de surpresa. Mas eu queria saber de vocês.
Eu acho que não foi susto, mas primeiro eu senti muito na cena que Zeus tá com raiva deles, né? Depois que eles comem as carnes de Apolo, aí eles vão velejar, aí tem uma tempestade. Senti na cadeira assim, nas duas vezes que eu vi. E eu acho que não é susto, mas é aquele sentimento de caramba, não sabia que ia ter isso aqui não. Tipo, tanto na cena do Ciclope quanto na cena do Hades também. Acho que é uma coisa que Nolan— é uma tensão que ele não tinha feito tensão, sabe? De meio que uma coisa macabra. E de susto também.
É, acho que susto, susto assim não tive não. Tanto que eu nem lembrava do negócio do grito quando vocês falaram aí, dos gritos, na verdade. Mas eu tive mais incômodo assim foi da Cici mesmo, foi onde que eu fiquei meio mais assim desconfortável demais vendo. Dá vontade de fechar o olho assim porque tava too much para mim a coisa. Mas foi ótimo, adorei. Continua nesse nível, não vou perguntar outro. Nossa, eu fiquei com muita vontade de ver ele fazendo alguma coisa de terror assim, já que ele tá explorando os gêneros. Também.
Agora, uma coisa que a gente não falou nos pontos positivos, na verdade não sei se é um ponto positivo pra todo mundo, mas é um fato, é uma repercussão que tá dando, que ele tá fazendo marketing muito grande dos formatos que o filme é feito, né? IMAX, 70mm. E eu acho que tá dando muito certo, na verdade. Acho que boa parte do dinheiro que o filme tá ganhando é porque todo mundo tá dizendo, meu Deus, tem que ver em IMAX! E aí quem pode, quem tem acesso, tenta ir, né? Aí as salas ficam lotadas. Vocês viram? Tu tem IMAX natal, Lucas?
Cara, infelizmente não, mas assim, pelo que eu entendi, existem vários tipos de tamanhos de tela dentro do IMAX, né?
Isso, isso.
Mas aquele fez é um tipo diferente dentro, IMAX 70mm. Isso. Não, eu nem, nem o IMAX tinha aqui, na verdade.
Mas é legal isso porque eu acho que tipo cria uma demanda, sabe? Cria uma coisa que, querendo ou não, você podia botar o filme numa tela normal com barras pretas do lado. Eu acho que Tipo, nada impediria para você ver o filme completo. Mas eu acho que tipo cria uma demanda de abrir mais salas no futuro, que nem 3D foi. Ei, as pessoas, é verdade. Mas minha gente, eu tenho uma história, a gente pode continuar nesse assunto, mas eu fui ver duas vezes, né?
E aí na segunda vez que eu fui ver tava tendo goteira dentro da sala de cinema e eu só vi no final porque tava chovendo muito aqui em Recife, né? Para quem não sabe, a cidade que chove bastante. E aí tava chovendo nesse dia perto de onde eu tava. Quando acabou o filme, eu vi que tava uma goteira bem grande assim.
E tu achava que era do filme? A experiência com a chuva?
Achava que era 4D, é, A Fúria de Zeus chegando no IMAX do Shopping Recife.
Aí veio pior que eu nem vi em IMAX também não, que até surpreso com isso. Só são 3 salas IMAX aqui em São Paulo. Eu tava querendo ver logo, aí terminei no Cinemark normal aqui perto de casa. Mas a experiência foi bem, foi bem legal, foi bem boa assim ainda.
Sim, boa. Tu sente que tu perdeu alguma coisa por não ver IMAX?
Não, assim, é porque eu também não sou a doida do IMAX não, de fazer muita questão de ver algumas coisas assim, a não ser quando é um filme do Nolan, alguma coisa assim também, né? Oppenheimer eu assisti em IMAX na época. Ai, mas eu não sei, eu acho que eu tava mais querendo algo mais prático para assistir logo o filme, sabe? Em vez de ter todo deslocamento para um lugar de 40 minutos de distância, sabe? Um negócio mais assim Tipo, foi uma sala boa da Cinemark assim ainda, aquelas D-Box, e eu gostei, eu gostei muito.
Acho que não afetou assim tipo, nossa, achei que o visual do filme, o som do filme não tava tão bom assim por causa da sala. Não, ainda amei, amei o som do filme, achei ótimo assim.
Cara, eu não tive escolha, né, porque não tem aqui em Natal, mas eu acho um pouco elitista essa questão de tipo, você pagou horrores para assistir um filme, mas você tá assistindo errado, porque não é esse jeito que Nolan quer que você assista. Nolan quer que você assista de outro jeito porque esse é o jeito melhor, porque as câmeras foram feitas, entendeu? Eu acho legal na hora que você for promover o filme, na hora que for divulgar e tudo mais, é um jeito diferente então.
Mas o ingresso do cinema tá tão caro, tão, tão caro, e você ainda quer garantir que seja na sala mais cara que existe, que mal existe no Brasil e no mundo. Mas é aquela coisa que Léo falou, talvez se popularize tanto quanto 3D, e Nolan tá ajudando com isso. Porque realmente eu nunca vi tanta gente falando sobre IMAX, gente que não acompanha muito cinema. Que não tem muita noção dessa nossa bolha cinéfila crítica. Então realmente eu sinto que ele tá ajudando a popularizar isso.
Então realmente, talvez mais salas sejam criadas e tudo mais. Eu não sei se isso vai deixar a experiência mais barata, provavelmente não, mas não sei, cara, eu tenho minhas questões com isso, sabe? Eu inclusive achei muito interessante essa questão que foi tão falada que até se tornou tipo piada assim, que eu acho hilário. Com certeza vocês, se eu vi, com certeza vocês devem ter visto E é um meme que vem junto com a frase, né, tipo assim, do jeito que o Nolan quis.
As pessoas vendo em câmeras tipo assim minúsculas, tipo câmera de relógio, câmera de tipo assim da geladeira. Sim, eu achei tão engraçado isso porque eu acho que isso mostra a reação, tipo a resposta social basicamente desse estilo premium e prestigiado, que na verdade as pessoas você pode gravar o seu filme no jeito que você quiser, mas as pessoas vão continuar vendo do jeito que elas conseguem ver, né? Eu achei isso muito, muito interessante assim.
Foi um jeito muito descontraído de você tirar essa pressão de que, ai, Nolan, ele tá separando as classes sociais, tipo assim, ai, só pessoas de classe média alta que conseguem assistir o filme, se não mais, né? Tipo assim, classe alta e tudo mais. Não, tem as pessoas que estão realmente, ah, eu vou assistir, nem se preocupe, Nolan, mas vai ser do meu jeito, tá certo? Eu achei tudo de boa isso, sabe?
Eu acho muito engraçado. Eu vi um muito bom que era uma pessoa que imprimiu todos os frames do trailer numa máquina de dinheiro, aquela de pagamento de cartão, na nota fiscal, sabe? Ela botou e fez com os pontinhos pretos. Nolan fazendo esse formato e ter essa repercussão na internet é legal também para disseminar o formato como um todo e criar uma demanda, né? Que querendo ou não, o filme não vai deixar de lançar em salas normais, mas do jeito que foi o 3D lá atrás vai fazer as pessoas quererem ver mais.
Daqui a pouco pode ser que lance mais salas IMAX 70mm por aí. Então nasce dessa vontade do público de assistir, né? E querendo ou não, tem todo esse meme do jeito que Nolan queria. Mas eu não acho que ele parece arrogante quando fala isso, sabe? Quando ele fala das câmeras IMAX, eu acho que tipo tem outros diretores que fizeram marketing em torno de como deve se ver o seu filme que parece mais arrogante, sabe? Do que o jeito que Nolan trata agora. Eu acho que ele é super de boa com isso.
Justo, Léo, justo, é verdade. Aninha, chegou a hora que eu trouxe aqui para o roteiro, que de Percy Jackson. Sim, Percy Jackson me ajudou a entender melhor A Odisseia, o que eu fiquei muito surpreso. Porque vamos lá, normalmente com o Nolan eu acho os filmes dele um pouco maçantes, às vezes, tá? Tipo assim, Oppenheimer, tem uns filmes que eu sinto o tempo passar de maneira um pouco mais devagar e acaba ficando uma história densa e tudo mais.
Às vezes os filmes são ótimos, geralmente são, porque ele é maravilhoso, mas às vezes eu sinto a história ser densa e às vezes eu ficar até um pouco perdido justamente pela duração e tudo mais. Aqui eu achei o filme muito dinâmico assim, ele tem um ritmo muito, muito bom. A montagem desse filme tá ao lado da história, tá, em termos de pontos positivos, tá a montagem. Eu sinto que o jeito como a velocidade da história vai andando nem é rápido demais para você ficar perdido, Mas não é muito devagar, pelo menos eu pessoalmente não achei.
Eu conheço pessoas que acharam a história um pouco devagar, mas eu achei ela avançando na medida certa e nunca senti que eu tava esperando a próxima cena interessante para prender totalmente a minha atenção. A minha atenção tava sempre lá. Mas por que eu tô falando isso? Porque eu gostei muito que Nolan levou em consideração que talvez nem todo mundo possa conhecer a história e os deuses e seres e criaturas e tudo mais. Tipo assim, os diálogos expositivos eu sinto que são muito bons.
Eu acho que eles ajudam muito a você deixar mais acessível mitologia e tudo mais. Mas mesmo se ele não tivesse feito isso, ele trouxe umas pautas que se ele não tivesse falado nada eu já teria compreendido. Tipo assim, a flor de lótus daquela cena entre a Calipso e o Odisseu, né? E o Ciclope pedindo para Poseidon vingar ele e tudo mais, justamente porque os ciclopes são filhos do Poseidon. É isso, né?
Acertei? Sim, passou no teste mitologia.
Obrigado, obrigado, obrigado. E é só É isso que eu sei.
Mas eu só acho estranho que ele resolveu não colocar a cena da flor de lótus dentro de um cassino, né, como é no original, tocando Lady Gaga.
É isso, faltou Lady Gaga.
Devia ter aprendido com o grande, o grande. Mas assim, só resumindo, quem conhece o podcast e quem já escuta mais tempo sabe que eu e Aninha, a gente conversa geralmente sobre Percy Jackson. Já temos alguns episódios, e se você já escutou esses episódios, você sabe que Aninha gosta de Percy gosto muito mais do que eu, assim, muito mais do que eu. Não faço nem questão de assistir mais, mas Aninha tá sempre ali, entendeu?
Tá bom, vai continuar, galera. Terceira temporada promessa bem aí.
Então, mas não só a animação de Aninha eu acho muito cativante, mas ao mesmo tempo Nolan mostrou que realmente talvez seja interessante assistir por si já, que eu me senti recompensado por eu ter assistido as duas temporadas, entendeu? Porque tiveram coisas aqui que eu fiquei, ah, eu sei o que Tipo assim, mesmo se ele não tivesse falado nada, eu saberia porque eu assisti Portia Jackson. E eu fiquei muito surpreso assim. Então, então tá bom, Portia Jackson valeu a pena, eu acho, ter assistido.
E é isso.
Sim, é só fazer um comentário também. Da última vez que eu vim aqui no podcast, a gente falou da segunda temporada, né? E eu fiquei assim vários minutos falando horrores sobre como eu amei o quarto episódio, que é o episódio que eles estão para entrar no mar de monstros. E aí tem a Carides ou a Sila, e aí é toda uma tensão e tals, e Coloquei uma cena tipo 5 minutos no filme.
Pois é, né?
Da Odisseia, não sei se vocês lembraram, né? Mas tipo, tem algumas coisas assim que é muito episódico toda a história das aventuras do Odysseu lá. Mas eu acho legal que tem alguns episódios que ele escolhe deixar mais rápido. Às vezes eu acho legal e às vezes eu acho tipo, queria ver um pouquinho mais isso aqui, porque ele passou tão rápido também para essa coisa, né? Porque é meio que todo É um excelente exemplo assim de toda coisa do utilitarismo e aquela história do trem, de pra onde você joga o trem pra matar uma pessoa que você gosta ou uma pessoa que você— mil pessoas que você não conhece, sabe?
Toda aquela dúvida cruel e tal. E é um dilema tão interessante, só que o Eduseu faz tão rápido. Só que eu acho isso interessante dele também, tipo, ele não precisa pensar, ele só sabe. Ele só sabe o que é o certo e vai lá, manipula. Acho que eu queria ter mais um pouquinho de peso assim nessa Nesse senso de que as pessoas perceberam que foi tudo manipulação dele, sabe? Toda aquela cena eu achei legal assim, mas eu queria ter visto um pouquinho mais porque eu achei ela interessante.
Eu acho que o peso todo dessa decisão tá mais na cena no Hades antes do que realmente na cena que ele tá para virar o barco, né? Mas eu acho que não teve um peso muito grande de realmente de manipulação, nem de, ó meu Deus, o que eu vou fazer? Parece que tá muito certo que ele vai fazer, né? Que é sacrificar os 6 em vez de todo mundo. Mas eu também acho que ali foi muito rápido, mas eu acho que é muito mais de Nolan, sabe? Que como os monstros não são feitos de forma prática, como ali realmente tem que mostrar o CGI, eu acho que ele quer esconder mais para que não fique datado fácil.
Como ele não gosta de mostrar muito CGI, né, acaba que as cenas estão bem mais rápidas em vez de ser tipo a cena do Kraken de Piratas do Caribe, sabe, que eu acho que é o que se espera de uma cena dessa de monstro. Eu acho que podia ter durado mais, mas eu acho que Nolan não faria, sabe, acho que realmente é do estilo dele não fazer isso. Mas assim, é massa porque ele tá indo além do estilo dele, né? Então podia se esperar.
Sim, tem uma coisa assim também que eu acho muito legal, e é um dos memes que eu mais gostei de ver do filme também. Quando ele descobriu o que é que vai vir depois do ar, de espaço, bem rápido, não só essa parte, mas até eles chegarem nas vacas lá, que é tipo o último que realmente não dá para ele salvar, mostra muito a obstinação dele tentar salvar o povo e como ele tá muito focado nisso e tal. Aí eu lembrei do filme que o maior inimigo da tripulação do Odisseu é o próprio Odisseu. Ele matando todo mundo assim sem querer, velho, foi decisões dele.
Mas eu acho que tem muito também daquela coisa, daquelas histórias que são profecias autorrealizáveis, que só por ele saber que essas coisas iam acontecer, elas acabaram acontecendo, né? Então ele chegou na ilha, falou: não comam, as pessoas iam ver que tem um bicho lá. Aí não comeram muito, quase todo o contexto.
Mas desde aí acho que não tinha nem como evitar assim. Mas ele tentando ir contra o destino, porque a maré mesmo não tava fazendo com que eles conseguissem sair de lá, né? Só tinha meio que essa opção mesmo de comer lá as vacinas.
Eu sou muito lento, eu só percebi agora. E isso que a Aninha falou, realmente tinha esse dilema se o Percy deve, se a tripulação do Percy—
não é o Percy, eu tô falando mesmo, era a Clarice na verdade, na série.
Ela tinha que fazer a decisão, não era o Percy. Realmente. Mas assim, se ela devia ir pelo redemoinho lá ou se ela tem que ir pelo bicho que compensou, o monstro. Eu lembro que vocês falaram que o Mar de Monstros do Percy Jackson é intencionalmente parecido, ele é muito inspirado na história da Odisseia, mas eu não lembrava que os dilemas eram os mesmos, né? Tipo assim, isso aí realmente era uma coisa que eu não, eu nem tinha pensado.
Eles falaram na série que o monstro ia devorar 6 pessoas, que nem falam aqui no filme, ou não?
Falam também.
Aí decidem matar todo mundo, e porque eles vão para o— é porque eles vão para o coisa, né?
A Ana Beth até fica dizendo que o Odisseu tomou essa decisão e era a decisão mais sábia a se tomar, de sacrificar vocês. É só que quando a Clarice olha o comandante dela e ele percebe que ela tá fazendo, você falou uma coisa assim meio que nem Odisseu e aquele, aquele os direitos dele. Aí ela dá para trás e ela vai no redemoinho. Ela não consegue tocar e mostra o momento. Ela vira de última hora e vai para o redemoinho.
Mas o pessoal lá do barco, do navio, não eram fantasmas? Não eram mortos-vivos? Era isso, né?
Era, mas ela se apegou, Lucas. Acontece, ela se apegou.
Vai morrer de novo.
Inclusive, ela tinha feito todo um discurso e tal de motivacional.
Eu gostei muito desse ator, do amigo do Odisseu, do barco. Que eu esqueci o nome dele agora, deixa eu ver se eu me lembro. É o Himesh Patel, que ele faz o Eurílopus do Dev Patel. Não, não sei, o sobrenome dele é Patel, eu não sei se ele é. Acho que eu saberia, mas aquele fez Yesterday.
Sim, é, então eu acho que esse foi o papel dele que eu mais gostei. Eu lembro que eu peguei um ranço dele depois de Yesterday, que eu achei ele tão chato. Sério, coitado, o personagem dele assim, né? Só que ele era tão, tão sem graça assim que eu peguei um ranço do ator, coitado. Mas aí ele melhorou um pouco mais na minha estima.
Eu gostei dele aqui, mas chegou uma hora nesse filme que tava acontecendo tanta desgraça, que tava morrendo tanta gente, que eu pensei, esse filme vai morrer. Tipo assim, inclusive eu fiquei chocado que a Circe transformou o pessoal de volta, de volta, né? Eu achava que era uma história tão dramática e tudo mais, em que de fato é, que uma vez transformados em animais mais, só quando morrer agora. Que nem aquela vez que o Matt Damon lá atirou em um viado, um cervo, sei lá, e aí virou um homem de novo.
Eu achava que era isso, uma vez que você virou o bicho, vai ser bicho até morrer. Mas não, ele falou, por favor, Cici, traga eles de volta. Falou, beleza. Aí passou a mão ali neles, aí eles voltaram. Eu falei, ai, é, ele foi convincente.
É, eu achava que ele ameaçou, né, uma pessoa que era querida para ela também.
Tipo assim, uma pessoa querida que ela também transformou em bicho, sim, mas eu gosto da questão de toda moral, né, que já tinha na história como um todo, dela não transformar em bicho, mas ela mostrar quem eles são de verdade.
Esse é o tipo de personagem que apareceu pouco, mas quando apareceu marcou, tipo, marcou muita presença, teve um impacto. Tipo, ela falou pouco, mas falou bonito, basicamente, entendeu? Inclusive tem gente falando que essa atriz Tem tudo para ser indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante. E é justamente sobre isso, fazendo o gancho agora. Olha como eu sou genial, já fiz o gancho agora para o nosso próximo tópico, que é o quê?
As apostas do Oscar, o nosso bolão. Eu queria saber assim personagens e tudo mais, eu queria falar com vocês mais para frente, mas o nosso bolão qual é? Vai, Léo, fala aí quais categorias você acha.
Então esse filme é o grande filme do ano. Eu sei que Homem-Aranha passou bilheteria já e provavelmente Vingadores vai passar de bilheteria, mas eu acho que esse é o grande filme de 2026 em questão de falatório, em questão de surpresa até. E eu acho que só tem uma coisa que faz esse filme não largar na liderança para ganhar todos os Oscars, ganhar melhor filme, já ser o favorito a melhor filme agora, que é o fato de Nolan já ter feito isso com Oppenheimer, né?
Ele ganhou tudo pelo último filme dele. Eu acho que ele vai ser muito indicado, com certeza. Talvez tenha chance até de chegar a recordes agora que tem categoria nova, a questão do casting. Talvez até chegar perto de Pecadores, que bateu recorde no passado. Mas eu não sei se ganha melhor filme. Eu gostaria muito, acho que tem boas chances, mas acho fácil até Nolan ganhar melhor diretor sem melhor filme, sabe? Por causa disso, de já ter ganho em Oppenheimer.
Eu acho que é isso. Nolan para diretor tem mais chance do que a DC para filme hoje. Eu acho que ele tá em primeiro disparado com quem quer que venha disputar diretor. Mas eu acho que assim, as categorias técnicas vai concorrer um monte, vai ganhar um monte. E aí a gente tem que lembrar que também esse ano tem Duna 3 e Devoradores de Estrelas, não vamos esquecer, que são filmes que eu acho que vão estar nas categorias técnicas também.
Então daqui a pouco a gente fala dos atores, mas eu acho que falando da parte técnica de melhor filme em si, acho que é por aí. Não sei se roteiro adaptado, já que é uma obra tão antiga assim, ele é Odisseia de Nolan no final das contas, então acho que pode acabar Tá sendo indicado.
Tu acha que não vai chegar a ser muito indicado? Porque eu sei que o primeiro foi, abalou assim, mas o segundo tinha sido altamente inovador, né?
Não, mas ele foi indicado a muita coisa, foi indicado a melhor filme inclusive, o 2.
O 2, eu lembro de ter tido a impressão assim de que ele tinha sido, ai meu Deus, eu não quero usar o termo em inglês, é mais tipo overperformance assim, sabe? Tipo decepcionou um pouco do que esperava.
Ele teve essa queda porque já teve muita coisa para o primeiro, né? Só que tem toda a questão do segundo ter saído no começo do ano e agora ele vai sair em novembro, acho que é dezembro, ele vai sair em dezembro. Então ele vai estar naquele hype todo de falar de Oscar e é o fim da trilogia, né? Inclusive tinha gente que colocava nas apostas que ia ser o novo Senhor dos Anéis. Eu não acho que vai acontecer isso não, do terceiro ganhar melhor filme, mas eu acho que tem tudo isso, tipo, ser o último filme, ser uma nova adaptação, né, de um novo livro também. Vamos ver, eu acho que vai chegar forte.
Eu concordo com você. Esses outros filmes, tipo Duna 3, Devoradores de Estrelas, né, eles também são tipo assim— Duna 3 a gente não viu ainda, né, mas assim, se ele for minimamente parecido com os outros dois, tecnicamente ele também vai ser muito bem feito. Então eu acho, acho, suspeito que o Oscar vai tentar muito ser democrático, principalmente nas partes técnicas, porque provavelmente todo mundo ali vai fazer um trabalho tão bom que tipo assim, quem ganhar é porque provavelmente mereceu, e eles estão tentando ali fazer a média, sabe?
Mas realmente, se não fosse por esses filmes, eu acho que A Odisseia tipo ganharia tudo assim. É isso que você falou, eu boto mais fé que vai ganhar nas partes mais técnicas do que as principais assim. Eu realmente não sei se ganharia melhor filme, mas, mas que vai ser indicado provavelmente. Eu acho que vai ser indicado em tudo assim.
A música de Travis Scott do dos créditos. Talvez essa não, mas eu acho que não, acho que ainda é muito Oscar não.
Depende muito do nível que tiver os outros filmes também, né? Tipo de música, essas coisas. Melhor filme, roteiro, diretor, né? Trilha sonora, as mais técnicas também. Montagem. Se esse filme não ganhar montagem, vou ficar tão triste.
Ah é? Eu acho massa como a montagem acontece. É que tu falou de que eles estão falando de uma coisa e aí o barco já tá lá, sabe? Enquanto eles estão falando.
Exato, exatamente, cara, exatamente. Inclusive Tipo, eu acho que eu faço mais questão dele ganhar nas técnicas do que tipo assim, ai, melhor ator ganhou, metei muito, entendeu? Por mais que tiveram performances muito boas aqui, eu sinto que as partes técnicas me impactaram mais, sabe, do que qualquer performance.
Melhor maquiagem talvez.
Nossa, os efeitos práticos também, efeito especial, tá vendo? Efeito prático também conta como especial, efeito especial, né?
Imagina, conta, mas eu acho que muito disso vai entrar em maquiagem também, mas conta. Práticos contam.
Justo, maquiagem. Pronto, maquiagem é outra coisa. Tipo assim, trilha sonora, fotografia, só aquela parte.
Eu acho que vai ser o 4º Oscar de Ludwig Göransson.
Eu não duvido mesmo.
É, ele faz filme com Nolan e com Ryan Coogler, ele ganha Oscar. Minha namorada falou uma coisa engraçada, que é que esse é o ano de Anne Hathaway, né? Ela tá em um monte de filme: Diabos Prada, Verity, tá nesse novo aí do Fim da Rua. Ela disse, ela tem que ser indicada para alguma coisa. E eu acho que ela vai ser pela Odisseia. Eu tava vendo até na internet, a Variety perguntou se ela não iria como atriz principal em vez de coadjuvante. Mas eu acho mais capaz de colocarem como coadjuvante.
Eu acho também que ela tem mais chance de ganhar, né, até como coadjuvante.
Porque teria uma estratégia se ela fosse para principal, de ter ela em principal e a Samantha Morton, que fez Circe, em coadjuvante. Mas pode ser que as duas sejam indicadas a coadjuvante. E eu acho que Enredo é o nome mais forte assim, que aparece mais no filme, mais conhecido, querendo ou não.
Com certeza. Mas ó, eu percebi que Aninha ainda não deu os palpites dela. Tem alguma categoria que você não acha que vai ganhar, ou que você não acha nem que vai ser indicado, ou você concorda com tudo que a gente tá falando?
Como é que é? Não, eu concordo super. Acho que ele vai chegar com força em tudo, tudo quanto é categoria. De indicação assim, achei que não tinha comentado também, mas eu gosto muito do É o Meu com a Tocó Advante também. Mas eu acho que ele talvez dependesse mais de quem seriam as outras pessoas também para entrar com ele na categoria dos concorrentes, né? Se ele consegue entrar lá, não. Mas para mim é uma atuação marcante assim do filme também.
O John Leguizamo, perfeito. Eu gosto muito dele também. E Robert Pattinson, o que é que vocês acham?
Ah, rapaz, talvez ele tem mais chance com Duna. Não sei, me dá, rapaz, assim, é o personagem.
Então ele tá com tanto filme esse ano também. Ele vai ter um filme chamado Prime Time, eu tava vendo, que talvez seja um filme que ele vai ser mais personagem principal, sabe? Ele acaba entrando com um foco maior para esse, porque eu acho que inevitavelmente Robert Pattinson vai ganhar Oscar, vai ser indicado, vai estar nesse nível, sabe? Ele é um grande ator dessa geração. E eu não sei se eles colocariam tipo a primeira indicação dele para Odisseia tendo feito coisas melhores na carreira dele.
Não que ele não esteja bem, mas ele tá sempre bem. Eu acho que de John Leguizamo, como é o meu, vai ser o coadjuvante que vai estar lá.
E outra coisa, tem alguns atores que têm uma urgência maior de ganhar Oscar, digamos assim, do que outros. Por exemplo, Robert Pattinson, eu sinto que ano que vem, se ele quiser, ele pode ser de novo indicado. 2028, 29, 30, eu sinto que ele tem uma versatilidade, ele é muito requisitado. Já outros atores que não necessariamente aparecem tanto, mas esse ano estão ganhando atenção ótima, eu sinto que esse filme vai significar mais para essas pessoas em termos de prêmio, entendeu?
Por exemplo, esse ano foi isso que vocês falaram, Anne Hathaway tá dominando os cinemas, perfeita, maravilhosa, que atriz incrível. Mas ano passado ela não lançou tanta coisa, mas esse ano, tipo assim, tá tudo se alinhando para ela. Será que ano que vem ela vai ter a mesma sorte, entendeu?
Eu acho que é muito isso da narrativa.
Sim, sim, sim.
Então eu fico achando que tem alguns atores que mereciam o esforço da indicação mais do que outro, sabe? Tipo Pattinson, Se ele não for indicado esse ano, eu tenho plena convicção que ano que vem vão ter mais 7 filmes dele e 3 podem ser indicados, entendeu? Mas outros atores eu tenho minhas dúvidas.
Enfim, agora Matt Damon que tu falou, eu acho que ele vai ser indicado sim. Não sei se ele ganha. Ele já tem Oscar, na verdade, né? Ele não tem Oscar de ator, mas ele tem Oscar de roteiro por Uma Mente Brilhante.
Ah é? Eu achava que era pelo negócio de Martin lá, Perdido em Martin.
Não, não, ele e Ben Affleck tem do início da carreira deles um Oscar juntos.
É mesmo? Eu não sabia disso não.
É, mas eu acho que isso não passa na cabeça das pessoas quando vão dar Oscar de atuação, sabe? Tá no momento assim da carreira dele que tipo todo mundo gosta de Matt Damon e daria um Oscar para ele. Mas eu acho também que Tom Cruise vem muito forte esse ano, e querendo ou não, tipo, Tom Cruise também já tem um Oscar honorário da carreira dele, mas é Tom Cruise, sabe? Eu acho que a grande narrativa vai ser Tom Cruise terminou Missão Impossível, vai ganhar Oscar agora por Digger, que é o filme novo do Só um exemplo disso que eu falei, de que já tinha outro Oscar, mas aí deram de atuação.
Brad Pitt tinha um porque ele foi produtor de 12 Anos de Escravidão, e aí ele tinha de melhor filme. Mas aí ele ganhou por Era Uma Vez em Hollywood como ator. Então acho que mesmo Matt Damon já tendo ganhado, eu não acho que é uma coisa que impossibilita tanto, sabe? Não é a mesma coisa se ele já tivesse ganhado de ator.
Sim, é legítimo.
Agora, o Lucas tinha falado da cena do Ciclope, e aí Eu lembrei que Tenet teve toda uma discussão na época que não lançou, de que não dava para ouvir nada e que tipo a mixagem de som era um problema. E aí a gente teve a vantagem de ver com legenda no Brasil, né? Mas na cena do ciclope eu também tive um pouquinho disso, tipo eu fiquei lendo a legenda, claro, mas fiquei ouvindo o que ele tava gritando ali, não tava tão claro. Aí eu fiquei me perguntando como deve ser a edição dublada, tipo será que eles fizeram uma voz mais clara para o Ciclope. Será que ficou uma coisa meio monstruosa também?
Por ser um monstro, né, um ser mitológico, eu imagino que eles botem algum filtro, que alguma coisa para deixar a voz mais intimidadora. Não sei, amigo, é uma boa pergunta. Fiquei curioso para ver se a cena dublada, mas já baixa o volume quando chegar o grito, viu, dele. Assim que ele ficar cego, você baixa o volume, porque pelo amor de Deus, fortíssimo o áudio, o grito do coitado. Então essa essas são as nossas apostas para o Oscar.
E queria seguir para uma pauta que eu não acho que nem vai render muito, porque são os pontos negativos. Teve alguma coisa que deixou a desejar para vocês? Tipo assim, Aninha chegou a mencionar agora rapidinho sobre algumas partes da história ela querer que durassem um pouco mais, queria ver algumas coisas, enfim, com uma duração melhor. Algumas pautas acabaram não ganhando tanto destaque assim. Aí eu queria saber para vocês assim, teve mais alguma coisa que vocês pensaram, poxa, se esse filme tivesse isso ou não tivesse tido aquilo, teria sido ainda melhor assim, ou não? Para vocês tá ótimo do jeito que tá.
E eu tenho um ponto, para mim é o ponto que mais me incomoda, porque essa coisa que eu falei de alguns episódios terem sido meio rápido demais, nem sei se eu digo que é um incômodo assim, porque eu entendo que às vezes não dá escolha que ele tem que fazer. Eu entendo que combinava dentro da estrutura daquele pedaço que era ele ouvindo as coisas do Hades, como é que é assim, que ser mais rápido ali. Só fiquei meio assim porque era uma parte muito interessante, mas parece que toda parte do jornal dele é muito interessante.
Mas o que me incomodou assim, não sei nem se incomoda, mas eu acho meio esquisito, que não me convenceu muito, foi o Telêmaco. Não tô falando mal do Tom Holland, pelo amor de Deus, não estou falando mal da atuação dele nem nada assim. Ele chega um ponto assim no final que ele não me convence que ele era para estar ali, sabe? Tipo, eu acho acho que o início do filme dá uma vibe assim de que ele vai ter uma jornada, que a gente vê mais ele amadurecendo também, sabe?
Essa coisa dele não só querendo encontrar o pai, mas ele se provando como rei de Ítaca. E eu acho, tipo, no final ele vira rei, mas ele não me convenceu de que ele merecia virar rei, sabe? Uma coisa assim, tipo, porque se não fosse pelo pai, ele teria morrido já há muito tempo na história, tipo, na parte do final, tipo, é Ele não conseguiria sair de lá sozinho nem por habilidade física e nem por sagacidade, alguma coisa assim.
E no final o pai dele que mata todo mundo também, porque era o grande dilema dele de como lidar com os pretendentes, né. Bem, o pai dele resolveu esse problema pra ele. Tipo, ele ajudou na questão do cara que tava lá em cima, né, ajudando nas armas e tals. Mas mesmo assim não foi algo que— não, realmente. Ainda dá a impressão de que o Odisseu deveria ser o rei, mas ele não podia por causa de toda a questão que ele ia ser deserdado e tals.
Beleza, mas passou para o filho, me deu uma sensação meio assim, tipo, mas será que ele merece estar aí? Porque não, não consigo que ele vai ser um bom rei agora não para Itaca, principalmente todo aquele rolê que ele fala de que tem pessoas sobrinhas estão vindo, né, a galera do mar e tals. Será que ele vai manter Itaca segura assim? Não confio muito não nele assim no final.
Ô Aninha, eu não entendi isso que tu falou porque eu não peguei isso pelo filme, é isso que tu falou de que Odisseu não podia ser o rei porque ele ia ser deserdado. Na minha cabeça ficou uma coisa mais de ele não queria mais, ele queria ir para Aí eu achava o oeste com o N Hathaway e deixou o trono para o filho, porque para ele descansar, não foi mais nesse sentido que eu achava que ele tinha comentado alguma coisa assim, de que ele matou muitas pessoas lá, muitas pessoas de casas nobres assim, né?
Aí a galera ia querer vingança, e se ele fosse rei ia dar um grande problema assim. Aí tipo, quem matasse a galera ia ser exilado, por isso que ele não queria que o filho matasse pessoas também, porque não poderia ser rei. Ele se ele matasse a galera, ele próprio ia ser exilado. Aí ele disse: não se mete, deixa que eu que fico com esse castigo e tu fica com o trono, fica só com a parte boa da coisa. Um negócio meio assim, né?
Eu tinha entendido isso, mas ia matar o filho dele.
Eu pensei nisso também, o filho vai ser alvo do mesmo jeito.
Eu não peguei muito por esse lado não, faz sentido, mas eu não tinha falado no filme. Não sei se tem em outras obras, né, que falam da Odisseia.
É, mas eu acho que ele não queria ser rei É, eu acho que no final ele tava cansado, na verdade. Eu acho que era as duas coisas. Eu acho que ele realmente não podia mais ficar ali, e ele também não queria essa treta mais não, queria viajar para o horizonte, viajar o mundo e para América.
Ele tava indo, né, para o oeste. Eu tenho uma coisa que eu não gostei, Lucas. Acho que você vai se surpreender, porque na verdade não foi uma coisa nem que eu percebi.
A direção, quer ver?
Não, não, não, aí você se surpreendeu. Me surpreender se eu falasse isso. Foi isso que a Aninha falou, do tipo, tempos sombrios estão vindo. Eu não peguei isso como um erro quando eu tava assistindo, mas aí um amigo meu, Pedrinho, veio falar comigo do que ele tinha achado e tal. Depois eu comecei a pensar, e realmente no filme ele fala, nossa Idade do Bronze está chegando ao fim. Isso é fora da literatura, sabe? Isso é a Idade do Bronze como um todo, não estaria na história, seria uma coisa da história com H maiúsculo.
Pedagógico do que tava acontecendo. Então não teria como ele saber que isso tá vindo, sabe? Então quando eu vi de novo, eu entendi porque isso incomodaria, sabe? Isso não tira a nota 10 que eu dou para o filme, mas me faz ficar, eita, realmente acho que talvez esteja didático demais ali, sabe, do que ele tá querendo falar. E uma coisa que não faz sentido na história, eu vi até um tweet sobre isso falando que era tipo, ah, nós estamos aqui tendo um ano maravilhoso em 800 antes de Cristo, tipo, é a comparação, sabe?
Eles falando quem é Cristo. Então seriam coisas que os personagens dentro da história não saberiam, porque estaria falando da literatura e da história fora do livro. Mas assim, não é algo que me tirou do filme nem me incomodou. Só fui ver de novo quando alguém tinha feito uma crítica, e eu fui rever tendo visto essa crítica, mas fez sentido.
Entendi, justo. Ah, então vocês têm questões tipo assim realmente menores, porque é um filme tão bom, né, que a gente nem tem tanta coisa grave assim para, nossa, o roteiro é lixo. Não, mas realmente, mas ó, no meu caso eu não sei se eu tenho pontos negativos, mas por exemplo, eu falei sobre ter muito diálogo expositivo que ajuda muito a atualizar o público que não necessariamente conhece a história, mas você pode assistir e pode compreender tranquilo.
Tem umas coisas que ele dá uma leve ignorada e que ele não faz tanto isso, e eu gostaria que ele tivesse feito. Por exemplo, eu fiquei surpreso com pouco eles falaram da personagem da Lupita, a Helena de Troia, né? Tiveram muitas falas sugestivas que eu acho que quem conhece a história dela deve fazer total sentido, mas para mim eu fiquei esperando ele dar aquela leve exposição ou leve background da personagem e não aconteceu.
Fiquei esperando tipo assim o rosto dela marcado, né? E o marido dela falando, ah, o a beleza que moveu mil navios e que liderou a guerra. Aí eu fiquei tão curioso para saber mais sobre isso, eu fiquei surpreso que o Nolan assistiu o filme e pensou, não, tá ótimo.
Mas aí é da Ilíada, não seria da Odisseia? Aí você assiste Troia.
Mas e aí, tipo, quem é ela, essa moça querida com as cicatrizes na cara? Eu fiquei curioso, eu não conheço a história dela. Aí tipo assim, sendo que Nolan não fez a Ilíada, ele só fez a Odisseia, aí eu vou, aí eu vou fazer Vou fazer o quê?
Vou assistir.
Teve outra questão também, que algumas vezes durante o filme eles mencionam, tipo, eu não sei se eles falaram povo da água ou o povo do mato, tipo assim, tem um povo que tá chegando e a gente tem que se preparar. Aí fica, que povo é esse? O filme acabou, eu não entendi.
Mas eles falam no final, é a grande revelação do filme.
Mas é o quê? Tipo assim, eu acho que eu perdi então essa história.
São eles!
É o navio do Odisseu.
Não gastei no plot twist aqui ao vivo.
Mas eu não entendi ainda, tipo assim, como assim são eles?
É porque eles falam que tinha uma grande ameaça vindo do mar, e aí Ítaca, Penélope estavam com medo disso chegar na casa deles. E aí você via Odisseu indo nas praias, aí ele falava: não, nós não somos o povo do mar. Não, como assim tem um povo do mar vindo atacar? Nós somos veteranos da Guerra de Troia. E aí no final você descobre que eles que estavam levando a destruição para as terras, e eles que eram o povo do mar. O navio de Odisseu, tá?
Então, por causa do que foi feito em Troia, a lenda nasceu daquilo, do povo que chegava da água e atacava e acabava com as cidades.
Era o povo que quebrou a lei de Zeus, que eles não tinham mais senso do respeito com o próximo e as tradições e tal. Era o povo mais vândalo assim, né? Bárbaros, ao fazer o cavalo de Troia e quebrar com essas tradições e boas costumes, é meio que mostrou o pior da humanidade assim, sabe? E aí espalhou essa lenda de que agora é possível você ser desse jeito e inspirava outras pessoas a serem isso também.
Aí meio que é como um Prometeu grego que dá o fogo para as pessoas. Prometeu já era grego, mas é porque isso tem na— já tem o American Prometheus, é o nome do livro de Oppenheimer.
Sim, sim, entendi. Não, mas é porque assim, realmente eu não conectei essa questão entre o povo do mar e eles terem desonrado a lei de Zeus. Não juntei essas duas coisas como sendo uma só, tipo assim, eu não achei claro o suficiente para pensar, nossa, são eles, entendeu? Tipo assim, ah, mas são eles por causa disso que eles fizeram. Eu não juntei os pontos assim, realmente não faz.
Mas ele fala com todas as palavras.
Amigo, não lembro.
Eu sou o povo do mar. Eu não lembro disso, gente. Tipo assim, agora ele tá sentado na escada conversando com a esposa antes dela saber que é ele. Aí ele tá, é tipo assim, é um momento muito emocionante, tem muita coisa que acontece, né? Quando ele dá a mão para Zendaya e tal, todo aquele momento lá que ele dá todo um discurso, fala como que foi terrível a experiência. E aí ele chegou nessa epifania de que eles são o povo do mar e ele que causou tudo disse, e ele mostra o trauma dele e tal.
Entendi. Não, tipo assim, eu naquela cena— não, sim, sim, justo. Mas assim, naquela cena que ele fala isso, eu tinha entendido que como ele não tava pronto para revelar quem ele era para Penélope, para esposa, eu achei que ele tava assumindo um outro nome para ela não achar que ele era a pessoa que ele de fato era, entendeu? E não que ele tava realmente confessando uma revelação para o público que era verdadeira. Eu achava que ele tava só mantendo uma identidade secreta ali na hora. Entendeu? Mas o que vocês falaram é muito mais interessante, realmente.
É o grande ponto emotivo do filme ali, Lucas.
Tem que ver, amigo. Eu não percebi isso, amigo, desculpa. Eu não percebi que esse ponto era muito importante. Ele falou muita coisa, entendeu? Então basicamente o meu ponto negativo não é nem negativo, são pontas que ou eu não achei muito claro ou eu não peguei. Por exemplo, qual a interpretação de vocês sobre a cena final da Zendaya, que eles mataram ela em troca Ela morre.
Eu acho que tá dentro dessa coisa da Lei de Zeus sendo quebrada, mas tem muito do que eu falei lá no começo, que eu acho que é uma coisa até muito cristã dos valores desse filme, que é aquela coisa que pode ser um deus escondido, sabe, ali. Você tratar o próximo como você trataria Deus. Então quando cortam a cabeça dela, literalmente mostra ele cortando a cabeça da deusa Atena. Então ele ter feito isso com a outra pessoa é o mesmo ter feito isso contra um deus, sabe, você tratar o próximo como gostaria de ser tratado.
E aí ela fica assumindo a forma de Zendaya, que aí pode ser realmente ou Atena aparecendo para ele com essa, essa forma mostrando a culpa dele, ou Atena talvez nem esteja aparecendo para ele e é Odisseu se sentindo mal por ter matado aquela menina e fica imaginando ela, tá?
Eu achei que foi abstrato o suficiente para ficar nessa dúvida. Tipo assim, o filme todo eles falam que a qualquer momento deuses podem está entre nós. Então é legal a gente ser sempre cordial e bacana com todo mundo por causa disso. E quando ela aparece, a gente já sabendo quem ela interpreta, a atriz, eu fiquei na dúvida se eles realmente tinham matado a própria deusa ou se ele ficou tão traumatizado por essa morte em especial que ele passou a enxergar essa moça que foi morta e agora ela tomou o rosto da deusa, entendeu?
Eu fiquei nessa dúvida sobre qual dos dois dúvida é o que eu falei, eu acho que é proposital.
É justo, tá bom.
Ah não, mas eu concordo, eu concordo também. Eu acho muito legal essa dúvida, sendo que eu vi muita gente já tendo como se já fosse tipo óbvio que é um estresse pós-traumático lá dele. Mas eu acho que ainda cabe essa coisa de pode ser ou não pode ser, pode ser que seja ela, não, alguma coisa assim. E eu acho legal assim, acho legal.
É porque o filme meio que não tem os deuses, né, em forma humana. Mas ele meio que vai por uma lógica que eles existem, né? Aí eu acho que tipo faria sentido ela aparecer, só ela, sabe, dentre os deuses. Eu acho que ele não mata a deusa Atena, acho que ele não tem capacidade de matar uma deusa. Eu acho que ele mata uma menina que eu acho que parecia ser uma sacerdotisa do templo de Atena ali. E isso é um desrespeito para Atena, tá?
E fazer isso para o próximo é o mesmo que fazer isso para Deus. Isso é no nosso dia a dia, seria assim também. Se a gente faz mal ao próximo Seria como se tiver machucando a Deus também. Então eu vejo, eu levo muito para esse lado do filme, sabe? Para mim é tipo a grande cena do filme mostrar aquilo. Até porque, engraçado que isso tava dentro até do marketing do filme desde o começo, porque o primeiro pôster que foi lançado era a cabeça de uma estátua.
É verdade, é mesmo.
E ninguém sabia o que era, só que aí foi lançado, tipo, aí o filme passou todinho para no final mostrar o que que ele queria dizer com isso.
Sim, velho, é mesmo, é mesmo.
É, ainda sobre a Zendaya, qual cena que vocês acham que ela gravou, que foi a que o Nolan disse perfect para ela. Vocês viram essa entrevista? Pronto, teve uma entrevista que aparentemente é quase impossível um ator, uma atriz ouvir um perfect do Nolan, e ela escutou. Tipo assim, ela que tem tipo 3 cenas no filme. E eu achei muito engraçado que o Matt Damon, ele falou, caramba, eu já fiz 3 filmes com esse cara e ele nunca falou isso para mim.
Aí a Zendaya tipo apareceu em uma cena quando terminou o que aí a Nola falou perfect para ela.
Tem certeza que não foi Tom Holland falando só por ela ter aparecido no set?
Acho que não, amigo, mas eu fiquei curioso para ver qual era.
Não, eu vi isso daí, os outros atores estavam tirando onda de que, pô, me esforço tanto e não consigo um perfect take.
Qual cena vocês acham que é?
Deve ter sido a dela morrendo, que eu acho que é mais diferente de todas as outras.
Ou então a da mão assim, porque eu acho muito emocionante ver também assim, acho que ela expressa bem Sabe, tipo assim, tem toda a dor ali no olhar dela.
Então vocês não acham que é uma cena de alguma fala dela que foi mais impactante? Foi mais algum momento emotivo mesmo, mais de expressão dela que ela entregou e ele ficou mais tocado? É isso, tá? Beleza, justo, interessante.
Mas eu gosto das falas dela também. Quando ele pergunta, vocês deuses deveriam ser mais claros, aí ela fala, quem não entende a dor, né, a fome, o trovão? Eles são claros.
Sim, outra coisa, quando a Calipso falar para o Odisseu, tipo assim, ai, você tá tentando controlar tudo, se joga em tudo mais, aí ele vai em uma jangada muito meia-boca, tinha tudo para morrer. Aí aparentemente, pelo fato de que Poseidon tem uma rixa com ele pelo que ele fez, mas Zeus, pelo que eu entendi, Zeus não ia deixar ele morrer. Aí eu não entendi isso, por que Zeus não deixaria ele morrer?
Eu achei isso mais ligado realmente uma das mensagens do filme, de você, tipo, só chega nos seus objetivos se você meio que se deixar guiar, né? Assim, você não precisa estar no controle de tudo. No caso, os deuses aí vão estar controlando aquela parte impossível que você não tem seu controle.
Eu peguei mais por aí, mas é porque eu fiquei surpreso, porque ele tem que se entregar para um máquia total de Poseidon, que odeia ele, odeia a cara dele. Mas como ele aprendeu a abrir mão aí do controle que ele sempre tentou ter a vida toda, aí agora ele ele conseguiu chegar em casa, apesar dele tá totalmente entregue a um deus que não gosta dele. Eu fiquei um pouco na dúvida em relação a isso, e eu juro que eu escutei alguém falar que Zeus não ia deixar que Poseidon matasse ele.
É porque tava na profecia, né? A profecia dizia que todos os homens do mar do barco dele iam morrer, mas ele ia sobreviver.
Mas o que Zeus tem a ver com isso?
Ele é o chefe, né?
Mas eu acho que tem uma coisa assim também Tipo, foi o momento em que ele finalmente se humilhou mais assim, sabe? Tipo, porque antes ele, tipo, o Poseidon ficou muito com raiva dele porque ele teve um ato muito orgulhoso assim, que ele até deu de ficar depois, né? Porque ele não precisava dar o tiro no Ciclope, jogar um negócio lá, né? Ele não precisava, ele fez por puro orgulho. E os deuses não gostam muito disso, né, nas histórias assim geral, de desafiar eles e tal.
Aí eu acho que quando ele mostrou uma coisa de um lado mais assim intimidade. Então tudo bem, eu vou deixar, mas vou parar de querer controlar tudo e vou confiar. Aí talvez por isso que Zeus guiou ele assim, não sei. Porque às vezes tem umas coisas assim, tipo, você não precisa ser filho de algum dos deuses, mas eles meio que são seu protegido, sabe? Protegido de algum deles e tals. Talvez na história original você fosse algum protegido dele, por isso que ele se dá tão bem também, não sei.
Ou protegido de Atena. Sabe? Quer dizer, protegido era ele, com certeza, porque tem isso daí, é canônico do Lula. E talvez por isso que ela ajudasse a interferir também para ele guiar lá, tipo, para Zeus fazer com que ele voltasse para casa, sabe? Mas eu acho que foi algo mais assim do que necessariamente não, agora fica aí sentado, irmão, e eu que vou levar ele para casa.
Eu acho que fez sentido isso de ligar com a cena dele matando o Ciclope. Top, porque ali ele foi orgulhoso contra Poseidon, e aí ele se humilhou no território de Poseidon. Então acho que mostrou essa força.
E eu gosto que o filme faz entender assim também porque que ele fez isso, porque você vê assim, cara, para quê? Porque já cachorro morto. Mas eu consigo entender porque que ele fez isso depois, principalmente quando ele tem toda a confissão da culpa e tal. Queria muito salvar aquelas pessoas e voltar, trazer de volta para casa. Foi o primeiro ponto dessa grande jornada que ele perdeu as pessoas e ele tava muito assim também, tipo, não quero mais perder ninguém.
Ele tava meio emocionado assim, tipo, entendeu? Ele ter feito isso, apesar de que não deveria teoricamente assim, sabe? Que ele é uma pessoa tão racional muitas vezes, né? Mas ali foi um momento que ele se deixou muito levar na emoção da coisa. Deu muito ruim, né?
Mas pois é, deu mesmo, deu o filme todinho.
Pois é, deu 3 horas de filme.
Em seguida, eu queria saber a opinião de vocês sobre o elenco, os personagens assim. Eu queria saber se vocês têm preferido entrando oficialmente aqui nessa? A gente já falou bastante de vários, mas eu queria saber assim, se vocês pudessem escolher pelo menos um assim que representou muito vocês em relação a tipo assim, caramba, esse ator ou essa atriz é um destaque muito, muito positivo assim, que eu falo de boca cheia.
Eu acho que o Telêmaco tá perfeito, ele se prova como rei o tempo todo durante o filme.
Já vai começar assim, Léo?
Não, tô brincando. Não, eu tô brincando, mas eu acho que tá bem sim. Eu falei brincando, mas eu acho que tipo ele tá melhor do que ele tá normalmente.
Eu queria perguntar isso, se vocês acham que realmente esse hate todo que esse menino tá ganhando, se é merecido. Se hate não, mas tipo assim, as críticas que ele tá levando.
Queria ser amigo dele.
É hate sim, é hate sim que estão jogando no menino.
Ele é muito legal.
É porque eu tô rolando, eu acho que confundei muito, tipo assim, as coisas que fala entrevistas, essas coisas e tais, como trabalho assim também, né? É porque ele dá cada declaração às vezes de pessoa que não conhece. Não assim declaração de tipo pessoa que não conhece tanto de cinema, que o Sniffles ficou meio puto com ele. Eu não sabia disso.
Eu achei muito legal uma entrevista que tava ele e Matt Damon, e Matt Damon foi super educado. E tipo, ele falou que nunca tinha visto Matrix, foi, e Matt Damon falou Caramba, eu tenho inveja de você que vai poder ver pela primeira vez, sabe? Acho que essas coisas têm que ser mais nesse sentido.
Sim, sim, eu vi pausando ele por causa desse lance Matrix, mas o Matt Damon é fofo, né? Ai, fala sério, ele tem cara de ser tão querido, ele tem cara de ser tão querido.
Mas eu acho que Matt Damon carrega o filme, sabia? Teve toda uma polêmica também porque usam umas linguagens no filme, tipo daddy, he's your daddy, tem outros que ele fala estamos nessa fucking beach, tipo, Odisseu não falaria isso, sabe? Mas é tipo, é uma releitura atual, do mesmo jeito que se fosse aqui em Recife, o pessoal daqui estaria falando com sotaque daqui, sabe?
Eu acho que não tem muito problema.
Isso sem entrar nas polêmicas maiores, né, que eu acho que nem vale a pena citar porque também não tem nada a ver, sabe? Eu acho que é uma representação de uma história de 3.000 anos que no teatro sempre é feito de maneiras tipo homem fazendo papel de mulher e etnias não querem dizer muita coisa, sabe? Eu acho que para os atores essas polêmicas são a maior besteira.
Tem muita polêmica da Odisseia que eu só vi, revirei o olho e segui com a vida, sabe? Porque eu acho que é meio desnecessário. Esse negócio do inglês para mim é uma dessas. A questão das roupas também foi uma grande polêmica. Eu também achei meio, ah, não precisa tanto disso assim.
Olha para a Gamenon entrando em trói, sabe? Só que aquela cena fica bonita no filme, é muito legal.
O capacete dele tem nada a ver com a da época, tá?
Mas olha, é lindo, é tão incrível, é tão imponente.
A gente nunca vê a voz desse homem, vê que incrível.
É uma moralha o homem.
Eu tava esperando uma voz super imponente dele quando mostra ele no Hades.
Eu também, eu também.
Aí veio o Benicep falando, é super doce.
Aí fiquei, ah, você é um querido.
É verdade, mas eu achei bom esse contraponto, sabe? Quando você espera uma coisa e ele não é tão imponente assim quanto você tava aguardando. Eu acho que foi proposital.
Sobre o Tom Holland, a minha opinião é 100% a de Aninha, no sentido que é mais sobre o arco do personagem não ser a coisa mais interessante e o personagem não ter muito o que fazer, tanto o que fazer quanto poderia, quanto o ator. Se fosse outro ator, eu não sei se a diferença seria muito gritante, entendeu? Porque a história do personagem eu não acho que é a melhor, e talvez nem precise ser porque ele não é o protagonista. O que eu tô querendo dizer é que eu não acho que o problema é o Tom Holland, eu talvez seja o jeito como o personagem foi escrito, entendeu?
Eu não sei, mas eu acho que ele fez tudo que pediram para ele fazer ali, foi isso. Eu não acho que tem nenhum problema de atuação, mas eu acho que ele tá gostando de aprender com o Nolan também, sabia?
Pelo menos nas entrevistas parece que ele tá gostando disso, ele tá vendo coisas que nunca deixaram ele ver na Marvel. Tipo, de fazer enquanto ele tá filmando.
Sim, justo. Efeitos práticos também, né? Ele tá falando super bem.
Tem um negócio da câmera IMAX que ele não sabia que filmava só 3 minutos. Aí Nolan sempre falava para parar e ele achava que tava fazendo alguma coisa errada.
Ai, coitado.
Eu não sei quantas coisas assim, sabe? Mas faz parte, pô. Mas que ele esteja na indústria assim, tipo, faz parte. Ele ainda é jovem, não tem tipo uma carreira super longa assim também. Ah, mas deixa eu só comentar um ponto assim de atuações, que aí me incomodou um pouco. Acho que eu não gostei tanto da Enhétui. Ai, que dor falar isso, sério, porque eu adoro ela no geral, mas eu acho que eu tô vendo coisa demais com ela ultimamente.
Por mais, sei lá, eu acho que muitas vezes eu não via Penélope lá, sabe? Eu via Enhétui, tipo, mesmo maneirismos assim, o mesmo jeito dela ficar chateada, o mesmo jeito dela se emocionar. Para mim é muito parecido com outras coisas que eu já vida dela antes, e eu sempre me lembrava de que era a Anne Hathaway ali, sabe? Em vez de me deixar, não, beleza, é a esposa do Odisseu. Aí isso me incomoda um pouco, me incomoda um pouco. Espero que em próximos papéis dela que eu ver, porque vai ter muitos aí ainda, isso não seja tanto uma questão para mim assim.
Eu gostei de Anne Hathaway, eu ia falar inclusive positivamente dela. Eu acho que ela, nas cenas que ela tava, você consegue ver essa saudade de Odisseu e toda a questão de que, pô, ela tá aqui no trono E ela briga com o filho, né, dizendo que, poxa, por causa da pelugem no seu rosto você é falado para ser o rei e eu tô aqui segurando esse trono há tanto tempo. Eu consegui ver essa angústia, consegui ver ela passando todo aquele sentimento naquelas cenas.
Eu acho que mostrou pouco, talvez, dela tecendo o tecido lá. Acho que foi só uma cena que mostrou, mas eu achei legal. Inclusive, Mia Goth tá nesse filme, né. Ela é uma que aparece pouquíssimo, acho que menos de 1 minuto se juntar todas as cenas, que é a da Diane Hathaway, que também não foi muito, muito para frente aquela questão dela ter um romance com Robert Pattinson, né? Só mostra eles se beijando uma hora e aí mostra que ela tava envolvida na conspiração.
Agora, uma coisa que eu pensei agora: o filme dura 10 anos, né? Se você ver desde a Guerra de Troia até ele voltar, e você vê Odisseu envelhecendo muito pela barba, cabelo branco, barba branca. Mas a Diane Hathaway parece que tá a mesma coisa nesses 10 anos. Não sei se teve alguma coisa que fizeram ali Tela um pouco envelhecida. Vocês perceberam alguma coisa?
Mulher envelhece diferente, amigo. A regra, a regra da vida. Fiquei sabendo que é isso. Ela deve ter usado produzir hormônio, não sei o que que é.
É porque a Anny Hathaway também parece ser a mesma Anny Hathaway de 20 anos atrás.
Então também tem esse ponto em relação ao Odisseu das memórias que a gente vê quando ele foi convocado ao Odisseu do final. Parece que ele mudou tanto não, é só quando ele fica lá tipo realmente com a Calypso, sabe? Tipo, ele ainda parece o mesmo jovem assim. Eu não lembro agora muito de cena dela na época da convocação, mas eu acho que ela deve estar a mesma coisa também, né? Tipo, não fez questão de mudar nada. Acho que esse negócio de como mudou marcas tipo de maquiagem assim com o tempo não deve ter sido um grande, uma grande preocupação, porque eu acho que também combina com essa coisa de ser meio interminável o tempo, sabe?
Tipo, você não vê essas coisas, o tempo passando de você mesmo quando você tá vivendo assim, tipo, eles sempre estavam num negócio meio infinito lá. Foi 10 anos desde a Guerra de Troia até ele voltar para casa, mas tipo, não parece assim em momento nenhum do filme. Eu acho isso legal, essa da percepção assim. Eu acho que em relação a quando ele foi convocado, talvez poderia ter botado tipo mais cabelos grisalhos no futuro assim, na fase mais do futuro, sabe? Mas também não sei se precisa.
Na verdade são 20 anos, né? Eu disse 10, mas teve os 10 anos da guerra mais os 10 da Sabe, a cada, né?
É verdade, é verdade. Tanto que o menino era um bebê, né?
É verdade. Inclusive eu vi uma outra entrevista do Tom Holland, ele falando isso, tipo, ele se interpretou como se ele tivesse 16 anos, mas pela conta não fechava, porque ele passou 20 anos fora. Mas eles falam que ele ainda não tem idade para assumir o trono.
Não tem idade. É.
E agora tem outra coisa também, que Nolan não gosta dessa coisa de rejuvenescer muito, né? E é de boa isso, porque em Oppenheimer ele usou maquiagem para Cillian Murphy ficar mais jovem na cena da faculdade. Eu não sei se vocês lembram que ele não usa nada digital para rejuvenescer, e você acredita tranquilamente que aquilo é um universitário sendo Cillian Murphy. Ele confia que a plateia vai entender, sabe?
E se eu pudesse escolher alguém, eu gostei de todos os atores. Continuo achando que Nolan tira muita vantagem de ter atores sensacionais dispostos a fazer pouquíssimo nos filmes dele, tipo a Mia Goth, a Charlize Theron, né? Tipo, Charlize Theron é perfeita, maravilhosa, e ela tem tipo 10 minutos. Mas tipo assim, ao mesmo tempo era só o que a personagem dela precisava nessa história. Então eu acho muito interessante esse poder que Nolan tem assim de tipo assim pegar atores extremamente famosos para cenas de tipo 5 minutos, entendeu?
Enfim, eu acho legal. Mas se eu pudesse escolher alguém, eu acho eu acho que eu também escolheria, que nem o Léo escolheu, a Anne Hathaway. Porque não necessariamente em termos de performance, eu acho que ela tá muito bem aqui, mas eu fiquei surpreso como o Nolan— eu vou ser justo também, né, eu reclamo que às vezes ele não sabe muito bem como escrever personagem feminina, mas quando ele sabe eu preciso falar também, né. O fato da gente ter a Anne Hathaway em um filme de época falando sobre ela tá 20 anos em um trono, mas por ela ser mulher todo mundo continua achando que o trono tá vazio.
E a gente vê nem que seja um pouco essa questão moral dela de ser tratada como invisível quando ela tem poder, mas não tem, e precisa se casar para ter algum valor. Você explorar a questão de feminismo em um filme do Christopher Nolan, eu fiquei muito surpreso assim. Eu fiquei, parabéns, Christopher Nolan, talvez você esteja realmente trazendo temáticas que talvez você não trouxesse em outros filmes. Ou tipo assim, ou talvez nem seja questão de trazer temática, mas seja de você se dar ao trabalho de querer saber aprofundar e trazer camadas para suas personagens femininas, entendeu?
E eu vi muito isso. Acho que a NLZ foi nesse filme, para mim, a personagem feminina que mais tem camada, tem tipo o que fazer e tudo mais. Então eu escolheria ela muito por isso assim. Eu acho que ela contribuiu muito, a personagem dela assim, para a gente sentir o impacto, o que tava em jogo, que o tempo de Itaca tava acabando, né? E o tempo dela como uma mulher nessa sociedade, né? Isso acho que se tornou mais urgente. E o retorno do aconteceu, né, para Ítaca.
Então eu diria que ela foi um destaque para mim também, não só pela atriz, mas também pelo jeito como a personagem foi escrita, sabe? Enfim, achei legal.
Deixa eu só fazer um comentário ainda relacionado a isso que o Lucas falou. Eu gosto da Penélope, eu gostei dela. Minha questão não é nem com a personagem, porque eu gosto da personagem, sim, eu gostei muito de toda coisa dela. Eu acho que minha questão foi mais de tipo, eu tô vendo ela demais nas coisas. Eu fiquei até meio assim porque eu não sei nem dizer quando que atravessa a linha de eu não estou mais vendo tal pessoa ali, eu estou vendo tal personagem, sabe?
Eu acho que todo mundo tá assim, né?
Robert Pattinson, Tom Holland, muito tempo todo, né? Mas eu acho que tem alguns atores que por mais que eu veja eles, eu sempre vejo muito o personagem ali. Tipo, a Zendaya, eu amo Zendaya, eu vejo acompanhando ela, mas tipo, sempre eu vejo a personagem dela ali, sabe? Aí eu não sei nem como é que acontece exatamente isso, se é coisa da atuação da pessoa com valor, se é da atuação Uma coisa que eu acho interessante também é que de uns anos para cá tem tido um movimento no mundo da literatura que tem sido bem popular assim, que são fazer releituras de personagens femininas desses grandes épicos assim de antigamente, só que numa pegada mais feminista.
Não sei se você já ouviu falar de algum deles. O mais famoso é o da Cíce, que eu acho que era Madeline Miller, eu acho, nunca conheci o nome dela.
Eu lembro do livro ter sido lançado e de ver ele vendendo, mas eu não É porque ele foi o que estourou muito.
E como tem uma coisa nova que faz muito sucesso, o povo tenta gostar muito de mitologia grega. Tiveram várias versões depois. Tem uma versão da Penélope também, que aí eu não lembro se é o nome dela ou se é algum outro nome. Tem até uma versão, por exemplo, da esposa do Agamenon, que mata ele depois, sabe? Esse daí eu lembro que eu achei marcante assim, que eu acho que é o nome dela também, Clíntidastra, alguma coisa assim. Mas tipo, tem vários personagens femininas da mitologia no geral, sabe?
E eu fui pensando o quanto que isso influenciou ele também para trazer esse lado, porque não só da Penélope tem mais essa pegada feminina, mas da própria Sís também, falando sobre como, enfim, mulheres sempre são mais abusadas, acontecem essas coisas de guerra e tal, né? E deve ter muito desse lado também. Eu não li nenhuma dessas pegadas de releituras da mitologia grega feminista, mas eu imagino que deve ter tido alguma coisa assim.
E eu acho engraçado que, como eu sou muito no meio da literatura também, no Instagram, aí sempre tem assim, tipo, recomendações. Se você gostou da Céia, leia, sim, leia essas outras coisas assim também. Aí eu fico pensando, ah, legal. Eu não sei se realmente foi alguma inspiração para ele, se ele ouviu falar e achou que era uma boa ideia trazer um pouco mais de espaço nisso no filme. Sei lá, daqui algum ouvinte gostou e se interessa também, ele traz livro. Mas achei legal, achei legal.
Eu não sei se ele utilizou um desses livros como inspiração, acho que talvez saiba que existem e tal, mas eu sei que Nolan usou a tradução de uma mulher chamada Emily Watson da Odisseia em inglês para fazer o roteiro e tal. E é uma tradução mais recente, parece, com alguns traços de uma mulher fazendo assim. Não sei se com traços feministas, mas com traços recentes. E uma curiosidade é que a Emily Watson, a tradutora, meteu o pau no filme. Ela não gostou não.
Sério?
Sério. Tem umas falas dela aí falando que faltou muita coisa, que ela não gostou.
Quais são os comentários que eu vi de pessoas que leram a Odisseia antes reclamaram de coisa assim, de tá faltando tal coisa, tá faltando tal história. Eu queria que tivesse tal detalhe do Odisseu lá no Ciclope. Ah, mas eu queria que tivesse tal coisa, faltou tal coisa no final, sabe? Eu não sei, eu acho que às vezes esses comentários se apegam muito a querer ver tipo a Odisseia do Homero, sabe? Tipo na tela ali, em vez de aceitar que são escolhas e escolhas têm que ser feitas em todas as adaptações.
E é um livro imenso, não dá para adaptar tudo, absolutamente tudo, né? E é mais interessante gente vê ele como justamente essas adaptações que ele escolheu, né? Tô comentando assim porque a maioria dos comentários negativos que eu vi do filme em si, né, sem essas polêmicas de, ai, tá falando uma coisa na linguagem mais contemporânea, foi disso de, ah, mas ele não adaptou bem o Odisseu, ah, mas faltou tal coisa, faltou alguma coisa que tava no livro.
Não, sabe? São tudo escolhas assim que ele fez. O que eu acho que mais importa assim é que é um filme muito a cara do Nuno, sabe? Acho que isso é o mais interessante.
E eu acho que se fosse para fazer exatamente a Odisseia de Homero e não a Odisseia de Nolan, não tinha para que chamar ele, não tinha para que ele fazer. Ele faz o que ele tem a trazer para o filme.
Eu já vi os comentários também, tipo, pô, mas se o Nolan tem essa pegada realista, por que que ele inventou de querer adaptar a Odisseia? Vem porque ele quis, tipo, é uma história que ele gosta, ele gosta de uma história, ele quer adaptar, por que não? Sabe? É só tipo uma outra versão da Odisseia. Talvez seja a partir de agora a versão da Odisseia que fique mais no imaginário popular, sabe? Mas isso não somente é um demérito assim.
E eu acho que sempre quando tem uma grande adaptação inspira muitas pessoas a irem atrás da obra. De, ah, eu gostei muito. Talvez seja algo mais assim, né, tipo o choque de ser algo muito mais diferente do que a gente tá acostumado hoje em dia. Mas eu sempre acho legal isso também, quando você vai que você descobre novas coisas também, outro estilo, outro jeito de ver aquela história. Aí eu acho legal assim, eu sei que eu tô falando isso também só porque eu não li A Odisseia, porque também tem um pouco disso, né?
Esse é o meu olhar de uma pessoa que não leu, conhece os pontos, mas não oficialmente li, né, as coisas. Sei lá, eu acho legal assim essa coisa de ver ele como filme que ele é, sabe?
E é legal porque são obras diferentes, então você ainda pode ler o livro, né? Se fosse 100% igual, acho que as pessoas perderiam até o interesse em ler o livro. Mas eu, como representante dos fãs de Nolan aqui, muitas vezes eu gostaria de dizer que apesar de esperar coisas de Nolan, e espero, é bom ver ele fazendo coisas novas também. Então nesse filme, como a gente citou, que tem todas aquelas coisas de terror, todas as coisas que ele não fazia em outros filmes, é bom ver a evolução do diretor assim, sabe?
Eu acho massa isso, de acompanhar o diretor, que eu vi desde o primeiro filme e amadurecendo e buscando coisas novas. Porque se você não tem coisas novas para aprender, você tá morto, né? Então tem que— pronto, é uma coisa que eu não gosto muito da regra de Tarantino de só fazer 10 filmes.
Ele ainda tá sustentando isso.
Você vai ver Martin Scorsese agora nos seus 80 anos fazendo grandes filmes, grandes, dos melhores filmes da carreira dele, talvez alguns. Tarantino nem sabe qual vai ser o filme porque ele quer que termine com chave de ouro. E aí evita de fazer filmes bons e evita depois de aprender mais com isso, sabe? Eu acho que Nolan tá indo para o caminho bom de fazer coisas novas.
Ah, mas eu tomei um abuso do Tarantino também, que ele fala tanta besteira. Tarantino, ele fala mal do Paul Dano, né? Do nada, Paul Dano vivendo a vida dele normal, aí do nada Paul Dano é um ator. Aí eu fiquei, o que é isso, gente?
Nossa, e o poteiro, sei lá, nossa, tá ligado? E o Motoqueiro, muito ótimo, ele é reconhecido. Enfim, Tarantino, essas coisas dele. O povo reclamou muito dessa coisa de, ai, seu Nolan adaptando fantasia. Mas eu acho interessante justamente quando diretores que a gente não imagina para certos gêneros fazem uma versão de certo gênero, sabe? E aí, tipo, que nem a gente tá falando de, ah, foi muito legal ver esse, esse Flash assim de Nolan com terror.
Eu não imaginaria ver ele fazendo um filme de terror, mas eu quero muito ver como é que seria essa experiência, sabe? Eu acho que isso aí também é muito fácil. Tipo, eu não esperaria algo super fantasioso dele, mas eu achei muito interessante ele trazer esse lado também para fantasia.
Lucas tá feliz que a gente adentrou no próximo tópico naturalmente.
Exatamente, o próximo tópico é exatamente Aninha. Se você tivesse olhado no roteiro, você não teria feito de maneira mais perfeita, né? Você é maravilhosa. Porque o próximo tópico é justamente esse, tá todo mundo aqui falando, e eu concordo assim embaixo com todas as falas de vocês, de que Nolan se beneficiaria muito se ele fizesse um filme de terror mesmo, ou pelo menos com mais elementos de terror. Mas assim, isso é o que a gente gostaria que ele fizesse.
Se vocês pudessem apostar para onde ele iria, aonde de fato ele iria, os últimos filmes dele tem sido menos para ficção e mais para tipo histórico, mitológico, né? O último de ficção dele acho que foi Tenet, né? E eu confesso que eu sinto falta dele embarcar mesmo em ficção, ficção mesmo, tipo assim meio Batman, meio Tenet. Eu gosto dessa área dele, sabe assim? Ou vocês acham que ele vai continuar nessa área mais histórica, mitológica?
Eu não faço ideia do que ele vai fazer. Tem toda essa coisa de que você consegue ver as pegadas dele uma vez que você sabe qual é o próximo filme. E porque eu digo isso? Porque Oppenheimer, ele tinha ganhado um livro de Oppenheimer de Robert Pattinson Tenet. Odisseia, ele já tinha feito Interestelar, que é muito parecido com a história da Odisseia. Então eu não faço ideia, mas talvez tenha pistas na própria Odisseia, sabe? Tem uma comparação que as pessoas fazem, que eu fazia quando a gente tinha visto, que é que Nolan é como se fosse o Stanley Kubrick de hoje em dia, né?
Um dos grandes diretores da história. E Stanley Kubrick tem O Iluminado, que é um grande filme de terror super conceituado, baseado na obra de Stephen King. Eu acho que falta Nolan fazer o Iluminado dele, e eu acho que a hora é agora.
Falta ele pegar um livro do Stephen King, né?
Talvez seja isso. A Zona Morta, ele faz a nova versão da Zona Morta, um livro assim mais conceituado. It Capítulo 3. Não, tô brincando. O que eu acho, e não quero que Nolan faça, que eu acho que ele não vai fazer, não gostaria que ele fizesse, é pegar uma propriedade já existente, tipo ele fazer outro Batman, sabe? Deixa ele criar o que ele tá criando, deixa ele fazer Inception dele, criar os universos dele. Um personagem que não tem há tanto tempo, que eu acho que até combinaria com Nolan, seria Sherlock Holmes.
Eu até pensei, pô, imagina Nolan dirigindo Sherlock Holmes, mas eu acho que ele não faria isso. Eu acho que ele faria um universo próprio dele, sabe? Eu acho que ele não faria personagens pré-estabelecidos. Apesar que eu tô falando tudo isso, mas ele fez Odisseia, né, que é um personagem pré-estabelecido de 3 milhões de anos atrás. Mas eu digo tipo Batman, sabe? O personagem Mas a gente tem muitos filmes já. Eu acho que ele faria uma coisa nova.
Por causa dessa fala, eu suponho então que você não acredita que ele vai fazer James Bond.
É, eu acho que eventualmente esse filme James Bond vai sair dele, talvez no final da carreira, ou não. Eu acho que se fosse para ele fazer James Bond, teria que ter sido agora já, pós-Oppenheimer, no lugar de Denis Villeneuve. Mas já tá com Villeneuve, ele não vai pegar um James Bond já andando, sabe? Eu acho que ele vai—
pode crer, é verdade, é verdade. Mas cara, eu quanto mais eu penso, mais eu acho um filme do James Bond dirigido por Christopher Nolan ia ganhar tanto dinheiro, ia ser um sucesso. Não concordo, mas com certeza o DNI também vai arrasar, né? Ele também é maravilhoso, mas o Nolan, nossa, eu acho que ia dar muito certo, sabe?
Eu sou muito fã de James Bond, eu sou muito fã de Nolan, gostaria muito de ver isso acontecendo. Eu achava que ia acontecer nesse filme que vai estar para sair agora, tá para sair agora, né? Não, que a gente não sabe nada. Mas o próximo, se fosse acontecer agora, talvez até demitam o Denis Villeneuve e botem Nolan. Mas eu acho que não, eu acho que Nolan vai continuar fazendo coisa original.
E assim, se realmente aquele boato que você falou, que eu também ouvi na época que todo mundo tava especulando sobre qual seria o próximo tema do próximo filme dele e tudo mais, na época muita gente começou a escutar que poderia ser um filme de vampiro, né, um negócio assim meio— se isso realmente for verdade E ele realmente estava considerando isso e ele decidiu ir para Odisseia.
Então a gente realmente não tem a menor ideia do que ele vai fazer, porque ele pode fazer um filme de helicóptero meio Blade Runner, que era adaptação do Trovão Azul, que era uma série antiga.
Sim, mas aí não foi isso.
Eu gostaria de ver uma estética meio Blade Runner com Nolan.
Nossa, ia dar muito bom!
Aí Cyberpunk tá super em alta, pelo menos para Apple.
Mas sabe o que eu quero ver com Nolan? E que eu acho que vai fazer bilhões também quando isso acontecer, que é um encontro que eu acho que vai acontecer, que já foi citado nesse programa: Tom Cruise.
Eu amo que você chamou o meu podcast de programa, eu me senti muito chique você falando isso. Nossa, é um programa mesmo, respeito.
Nesse episódio, que é Tom Cruise e Nolan fazerem alguma coisa juntos. Os dois têm essa coisa de fazer real, se pendurar em avião e tal. Eu acho Acho que Tom Cruise postou foto com ingresso desse menor de série, ele gosta, ele é cinéfilo também. É um encontro que tá para acontecer em breve.
É outra sugestão que eu acho que renderia muito dinheiro, o povo pagaria para assistir isso, eu pagaria para assistir isso. Os dois iam ter que ir para o espaço para fazer esse filme, provavelmente, e teria que ter várias câmeras de IMAX trocando a cada 3 minutos, porque com certeza ele iria querer gravar no espaço com câmera IMAX, entendeu? Porque então qual é a graça se não for câmera IMAX, ia ser—
não, ele vai desenvolver uma nova tecnologia para conseguir filmar IMAX no espaço.
Esse momento da carreira de Tom Cruise, que ele tá ficando mais velho, né, vai ser mais por aí. Ele já fez filmes sérios em algum outro momento da carreira, mas ele tava muito na pegada de Missão Impossível, muito filme de ação com dublê, sem dublê no caso, ele sendo dublê. Que agora, a partir de Digger, eu acho que essas escolhas dele vão ser mais diretores aclamados para fazer filmes mais sérios. Isso se Tom Cruise não for começar a dirigir filmes também, que eu acho que pode ser um próximo passo da carreira dele.
Interessante, eu nunca pensei Tom Cruise dirigindo filme. Eu tô precisando— ó, um segredo: eu assisti pouquíssimos filmes de Missão Impossível, mas eu lembro que eu gostava muito, passava aleatoriamente na TV. Os últimos eu nunca assisti, eu tenho vontade de maratonar todos. Mas aí eu comecei a assistir o primeiro Missão Impossível uma vez, eu achei tão chato mas tipo assim, 5 minutos, os 5 eu pensei, não me prendeu, eu parei de assistir. Sim, fale.
Eu vou me comprometer aqui e comprometer a Aninha e Mateus junto de se você assistir os 8, a gente vem fazer um podcast aqui, incluir o Mateus também.
Você falou em nome de 3 pessoas aqui, entendeu? Tá bom, amigo, confirmado, tá certo.
8 filmes, Aninha, só 8. Mas e vocês, o que é que vocês acham dos próximos filmes do Nolo? Que eu falei, né, cara?
É que eu não tenho a menor ideia assim do que que eu acho que seria, a menor ideia mesmo. Só fica assim com as minhas vontades, né? Tipo, saí da outra realmente com muita vontade de ver algum filme de terror dele, mas não sei a menor ideia se ele vai para esse lado ou se não. Mas eu gosto de ser Surpreendido assim, espero que ele continue surpreendendo. Que nem tipo, eu não esperava nunca que ele fosse adaptar Odisseia, e aí foi ótimo assim, foi a melhor experiência que eu tive com ele, pelo menos dos filmes mais recentemente assim, né, que eu vi. Mas eu espero que também seja algo legal assim.
Se James Bond já não tivesse um diretor confirmado, eu ia falar James Bond. Tem algumas franquias, alguns títulos, algumas, enfim, livros e tudo mais que eu sinto que são tão a cara dele que eu não acho que ele iria Claro que a hora que ele quiser, ele pode falar, gente, vou fazer um filme sobre vampiros. Beleza. Mas eu acho que tem muita coisa aí, tem muita marca, muita franquia que é muito a cara dele. E eu acho que ele tem a tendência de seguir isso.
Tipo James Bond, eu sinto que James Bond é tipo Tenet. Pra mim, Tenet foi uma grande amostra do que ele pode fazer se ele fosse fazer um James Bond. Ou então alguma franquia mais pra espionagem, uma coisa mais política, entendeu? Com um pouco mais de ação, eu ia adorar. Eu acho que ele pode fazer isso.
Missão Impossível 9 com Tom Cruise.
Exatamente, é isso. Eu acho que é isso.
O que vocês acham da ideia que eu dei de Sherlock Holmes?
Você falou que talvez não seja Sherlock Holmes diretamente, mas alguma coisa muito inspirada, algo vitoriano, talvez.
Ah, gosto, gosto.
Nessa época ele fez O Grande Truque, né, que é mais ou menos para aquele período, voltar a esse período.
É um filme de época, talvez com a vibe um assassinato, assassinato. Assassinato, mistério, espionagem talvez. Mas vocês acham que ele vai para um lado mais autoral ou que ele iria tentar adaptar mais alguma coisa, pegar alguma coisa conhecida?
Eu pensei que tu ia perguntar algo mais autoral ou algo maior. Eu acho que ele vai crescer ainda mais. Eu acho que escala de filme, Odisseia já foi maior que Oppenheimer. Eu acho que ele vai tentar fazer uma coisa maior em escala.
Então não sei se cabe tanto Sherlock assim, a ideia de Sherlock. Eu sei que ele adaptasse tipo várias histórias dele de uma vez assim. Mas se fosse tipo algo reduzindo a escala, né, que provavelmente não vai. Ah, eu queria ver uma versão do Cão dos Basques Vivos dele, que é um pouco mais sombria assim. Acho que seria legal, mais interessante.
Ou então ele poderia largar tudo e dirigir o próximo Vingadores. Eu apoio super, entendeu? Tô brincando, Léo.
Vocês acham que ele vai fazer a trilogia do Oppenheimer, a trilogia não oficial do Oppenheimer? Porque tem muitos paralelos do Odisseu com o Oppenheimer, né? E é quase, não sei nem se é continuação, mas tipo, é realmente uma outra versão do filme da mesma história assim. E é muito interessante, eu falo isso como algo negativo, tipo, apesar de serem muito parecidos, mas eu acho muito legal, muito legal ver isso. Eu fico pensando se o próximo vai seguir nessa vibe também do criador.
De repente seja uma culpa que Nolan tá carregando no coração, né? Uma coisa que ele tá ultimamente pensando muito nisso. Ou talvez essa história até política de guerras, destruição, que ele tá querendo colocar nos filmes dele. Talvez venha no próximo. Eu pensei em outra coisa que ele nunca fez também. E se Nolan fizesse um faroeste?
Eu não gosto de faroeste, não sei, não apoio.
Eu gosto bastante, eu apoio, eu apoio muito. É porque eu acho que seria algo não para ele também, que legal. Eu acho que cabe essa história também, viu, do homem arrependido.
E cabe a história de talvez fazer uma escala gigantesca também.
Sim, o próximo Era Uma Vez no Oeste. Gosto, gosto, gosto.
Olha aí, com Tom Cruise.
Ou ele subverte que nem o Era Uma Vez no Oeste, o Tom Cruise é o vilão do filme. Gostei, tô gostando.
Eu nunca vi Era Uma Vez no Oeste.
É que o Henry Fonda normalmente fazia os mocinhos, né? E ele é o vilão assim.
Olha aí! E outra coisa também que Nolan gosta de fazer, ele pega atores que eram personagens coadjuvantes nos anteriores e dá um filme para eles estrelarem, né? Ele tem feito isso tipo Oppenheimer, Cillian Murphy fez isso, Odisseia, Matt Damon tinha feito muito filme com ele. Quem sabe ele bota Robert Pattinson, Robert Downey Jr. para ser o principal, ou Tom Holland, ou uma personagem mulher liderando o filme.
Isso eu já acho um pouco difícil. Acho um pouco difícil, mas eu acho que acho legal essa ideia.
Gostei muito do que o Léo falou. Tipo, o Léo falou brincando, mas eu super assistiria um filme de faroeste dirigido pelo Christopher Nolan estrelando Tom Cruise. Eu acho que esse filme ia vender horrores.
É verdade, coloca o dinheiro na tela agora em IMAX.
Claro, não tem que ser em IMAX, tem que ser em IMAX, senão não dá certo.
Cara, eu fico imaginando aquelas paisagens, tipo Terra Laranja, Nolan. Com a câmera.
Quem sabe, né? Imagina se a gente faz uma aposta agora e um de nós acerta. Diga aí se daqui a 1 ano, 2, ele realmente fala qual o próximo filme que ele vai fazer e é exatamente isso. Nossa, eu, nossa, ia ser o máximo!
Eu acho que ele vai divulgar depois do Oscar, tipo ali nos próximos meses, talvez junho, julho. Aí a gente também sabe qual é o filme, próximo filme do Noah. Foi assim com a Odisseia, logo depois de Foi, né, pessoal?
Em seguida, eu acho interessante a gente também falar sobre uma coisa, uma outra pauta, e também a gente já acabou abordando um pouco, que é a questão do orçamento e da bilheteria, os custos, né? Trouxe aqui as informações olhando os sites, né, Wikipédia e Box Office Mojo, que eu geralmente trago, que o filme ele custou uma média de tipo $250 milhões, uma média, e em poucas semanas em cartaz ele já conseguiu passar de $1 bilhão, como o Léo mesmo disse.
Se não me engano, já já passou de 1 bilhão e 120 milhões de dólares. Aí assim, para vocês, o que que fez esse filme chegar nessa marca assim? É só porque é o novo filme do Nolan? É por causa do elenco? É a história que ele tá trazendo? Vocês acham que é o conjunto da obra?
Se você pudesse chutar uma coisa assim que foi responsável por isso, eu acho que grande parte é o nome de Nolan e essa história do IMAX que tá dando certo. Mas principalmente o nome de Nolan, ele é um dos poucos diretores hoje Senão o maior a conseguir isso de tipo você coloca o nome dele na frente e as pessoas vão ver o que quiserem, sabe? O que ele lançar. Acho que Oppenheimer já provou isso e tipo já a mais veio com Odisseia, sabe?
Uma história mais consolidada. Eu tinha feito uma aposta com um amigo meu, Arthur, que Odisseia ia bater o bilhão. Aí ele falou, não, vai não. Eu falei, veja, Oppenheimer fez quase isso. Eu acho que era natural que fizesse bilhão. Eu fico impressionado que o maior filme de bilheteria de Nolan tinha sido Cavaleiro das Trevas Ressurge. E era tipo 1,03 bilhão. Eu acho que Nolan vai ser um dos grandes diretores a conseguir 2 bilhões eventualmente.
Esse já é o maior filme dele agora, né? Acho que deve chegar perto de 1 bilhão e meio. Mas eu acho que só o nome dele já é responsável por grande parte disso.
São vários fatores, na verdade. Bom, eu acho que o nome dele é mais ou menos— está uma estatística tirada da minha cabeça, mas é tipo 50% das pessoas vão ver porque conhecem ele. Mas muitas pessoas que que as pessoas não, mas algumas pessoas do meu convívio assim que eu comentei sobre a Odisseia, é de assistir no cinema e tal, já estavam interessados por outras coisas. Meus pais queriam ver por causa do Matt Damon, sabe, do elenco também.
É verdade, é meio que o filme que tinha tudo assim para você querer ver no cinema, por ser um filme do Nolan, tem um elenco tanto de atores mais velhos quanto atores mais novos que a galera curte também lá no filme. Robert você não entender e tal. E eu tô rolando também. Por ser um épico, acho que dá essa vibe de você assistir no cinema também. Pô, ah, se for para assistir um filme no cinema esse ano, provavelmente vai ser Odyssey, sabe?
Tipo, porque é mais interessante do que ver em casa assim. Quer dizer, tem sempre da Marvel assim geral, né? Mas tipo, novo filme assim que tava esperando muito, eu acho que tem esse fator também. E essa coisa do ser em IMAX, e porque eu acho que são poucos filmes que a gente, eu pelo menos de tipo de guardar para assistir em IMAX, porque eu quero que seja uma experiência mais especial assim. E os do Nolan ultimamente tem sido esse daí também.
Também por ser Odisseia e por ter todo esse fascínio geral de mitologia grega, de fazia um tempo assim, né, que não tinha uma coisa boa assim realmente de mitologia grega passando no cinema. Eu acho que é uma coisa que todo mundo tem de achar meio fascinante essas histórias, mas é meio que você já espera algo meio tranqueiro assim no geral, questão de produção e tal. Teve um boca a boca muito bom do filme também, é muita repercussão do povo falando nas redes sociais de coisas boas, tal, que teve vontade de pegar para ler o dossiê depois, ou ficou falando muito sobre o tema.
Acho que são todas essas coisas assim. E além disso tudo, eu acho que ele é um filme que, como a gente já tinha comentado antes também, ele é muito dinâmico e dá vontade de você ver mais de uma vez no cinema, por mais sejam 3 horas. É um tipo de filme assim que eu vejo muita gente revendo futuro depois, porque é muito legal, porque gostam muito da aventura, de acompanhar e tal, sabe? Eu acho que muita gente rever no cinema também, tipo, por isso que aumenta também, sabe?
Eu acho que ele realmente teve o combo perfeito assim de levar todo mundo para o cinema.
É verdade. E isso que a Aninha falou é verdade também sobre o boca a boca. Se tivesse tudo isso, se tivesse grande elenco, não sei o quê, Nolan, mas não fosse bom a ponto das pessoas estarem falando, ia fazer um grande sucesso no começo interesse, depois ia cair, tipo, as pessoas não iam ter mais esse interesse de, ah, eu vou porque alguém me indicou, eu vou ver de novo. Eu acho que por isso é muito bom, tem a questão do boca a boca também.
Até uns amigos meus assim que tipo não fazem a menor ideia de quem é Nolan, o que que ele dirige e tal, mas eles estavam, ai, estou doido para ver Outra Cena no cinema, acho assim filmão, acho que vai ser muito legal, porque todo mundo comenta, sabe?
Verdade, sim, deve ser o conjunto, com certeza. O fato de ter o elenco que teve teve também é participação do Nolan, né? Enfim, eu acho, gente, eu acho que é o maior elenco que ele já teve, né? Imagino eu, acho que é o maior elenco desse ano em um filme.
Se bem que vai ter Vingadores, né, também.
Por falar nisso de elenco, eu espero até que vá ganhar, não só ser indicado, ganhar aquela questão que a gente falou do Oscar de casting. O casting desse filme, o elenco desse filme, meu Deus do céu, é um diferencial muito grande. Tipo, o elenco de Duna 3 também é muito bom, eu consegui imaginar o elenco de Duna 3 ser indicado, mas o elenco desse filme aqui, meu Deus, é uma coisa absurda assim.
Não só o casting, mas também tem chance de ganhar muito o SEG, o prêmio do Sindicato de Atores de elenco.
Eu acho legal assim também que até os personagens que têm participação pequena assim, ou de tempo de tela menor, eles são todos muito marcantes, sabe? Eu acho que muito disso é do roteiro, né, mas do trabalho dos atores também. Vou estar torcendo, vou estar torcendo muito.
Sim, com certeza, todos nós, todos nós. Galera, tá na hora dos vereditos, né? Assim, eu vou começar falando por mim. No geral, eu diria que é um filmaço. Assim, como a gente já conversou, o preço do ingresso tá caríssimo, né? Então fica cada vez mais difícil incentivar as pessoas para irem ao cinema. Mas se você tiver condições, se você gosta dos filmes do Nolan, se curte a mitologia grega, e se você não se importar com filmes mais longos, né, que esse tem quase 3 horas, é que eu conheço gente, como eu falei, que se importa, né?
Que faz uma diferença para a duração. Então assim, se você tiver disposto aí com a mentalidade mais aberta sobre isso, eu acho que você tem tudo para gostar tanto quanto a gente aqui gostou, se não mais. É um filmaço para quem gosta de aventuras épicas, quem conhece a história e ficou curioso para ver a adaptação, quem não conhece nada também, como foi o meu caso. Tem ótimas surpresas aqui, algumas eu acho que a gente nem chegou a comentar.
No meu caso, e sem saber quase nada também, valeu a pena. Como a gente acabou de falar, o elenco aqui também é maravilhoso. Vale também pelo elenco. E também, se você aí quer ficar ligado nos futuros indicados ao Oscar 2027, né, porque esse aqui com certeza vai marcar presença, então eu recomendaria demais.
Eu tive expectativa muito grande para esse filme. Toda vez que tem um filme de Nolan para lançar, ele vira automaticamente meu próximo filme que eu mais quero ver. E assim, é muito fácil também um filme de Nolan daquele ano se tornar o meu filme favorito do ano. E para mim foi o caso da Odisseia. Eu acho que ele veio e é o filme do ano para mim. Ele traz coisas que eu não esperava, tanto de discussões, de questão de mensagem, quanto de coisas da própria carreira de Nolan como cineasta, dele indo um passo além do que ele já tava, sabe?
Eu espero que esse filme faça muito dinheiro para fazerem mais épicos como esse, outras pessoas fazerem não só de mitologia grega, mas grandes épicos como Hollywood já teve, sabe, de várias inspirações. Então Então quero ver essa, essa nova onda vir a partir da Odisseia, que eu acho que pode acabar vindo. Fiquei muito feliz da gente falar aqui, eu acho que levantou muitas discussões. Vale a pena ver no cinema, eu já tô com vontade de ver de novo depois da gente conversar.
Então para mim é um filme inigualável assim desse ano. E eu não sei se a gente falou do último take do filme, mas eu achei genial ele terminar com o Cavalo de Troia pegando fogo e depois o nome Odisseia, né? Nolan tem de sempre, nem sempre, fez alguns que o título é no começo, mas a maioria dos filmes dele tem o título no final. A Odisseia, eu gosto de voltar e esse caramba, o outro acabou, tipo, título na cara da gente. Oppenheimer já tinha voltado a fazer isso, mas eu gosto do Cavalo de Troia ali, acho que meio que mostra a mensagem do filme como um todo, daquela cena da conversa com Atena, meio que se resume naquele último take.
E eu vou ver esse filme várias vezes vezes ainda, não só no cinema, mas quero ver muito em casa também. Para mim é um filme perfeito.
Tem que ter uma televisão IMAX em casa, viu, Léo? Senão você não tá assistindo. É verdade, Nolo vai ficar muito triste se não tiver IMAX 70mm.
Tem que ter um projetor, tem que ter a bala de pipoca do IMAX.
Ah, eu amei muito o filme, porque a gente passou mais de uma hora falando do negócio aqui. Aqui, tipo, a Estela, porque eu gostei para caramba do filme. Eu fiquei muito feliz assim de ter sido uma surpresa que remendou minha relação com o Noah, que eu realmente não esperava muito. Tipo, realmente já tinha melhorado um pouco mais assim de, ah, achei mais interessante, gostei, mas ainda tem umas coisas, umas questões e tal. Mas a Odisseia realmente foi o filme dele que foi feito para mim, e eu fiquei— é boa essa sensação de ficar ansiosa para o próximo filme dele.
É bom, agora tô entendendo um pouco mais como é Bem-vinda! Pois é, mas é legal isso, é essa grande curiosidade assim de, ah, realmente pode ser que seja uma surpresa muito legal. Eu acho que foi um filme assim que foi muito marcante porque mudou bastante assim minha relação com ele, sabe? Enfim, gostei muito pelas várias coisas que eu já falei assim. Não achei absolutamente perfeito, mas tipo assim, eu não sei se eu diria que é um filme favorito da vida, sabe?
Mas foi um filme incrível assim, que foi muito marcante, que foi muito marcante. Eu tenho certeza também que quando olhar para os filmes que eu assisti desse ano, ele vai estar no top favorito também.
Mas que bom, eu também acho, acho que no meu top 5 com certeza vai estar. Mas agora a gente queria saber de vocês aí, ouvintes. Vocês gostaram do filme? Concordam com a gente? É o melhor que o Nolan fez até agora? Se não for, qual é o seu filme favorito dele, né? Mandem seus comentários, suas críticas, onde quer que estejam escutando, no nosso canal do YouTube nós estamos como Podcast Sessão às 6, no TikTok nós estamos como @podesessaoas6 e no Instagram @sessaoas6, que até fica mais fácil para trocar uma ideia e avisar sempre que um novo episódio é lançado.
E assim a gente vai chegando ao final da análise de Odisseia. Eu queria antes de mais nada agradecer demais demais ao Léo e Aninha por terem topado voltar aqui para o podcast. Enquanto vocês não tomarem abuso da minha voz, eu vou continuar chamando vocês, tá certo? E se quiserem querem divulgar as redes sociais de vocês também, a hora é essa.
Vocês que sabem. Tem uma coisa que a gente falava no vice, que é pedir para todo mundo desse podcast mandar para uma pessoa, pelo menos, porque se todo mundo mandar para um, pelo menos a gente chega no dobro, né?
Então mais pessoas, engenheiros, é verdade.
Na verdade não é bem o dobro, né? Pelo menos o dobro, porque é exponencial, na verdade.
É verdade.
Mas, Lucas, Obrigado por continuar chamando a gente, tô muito feliz de estar aqui de volta. Pra quem não viu, eu dei sorte de no ano passado vir falar com o Lucas sobre Uma Batalha Após a Outra e esse filme ganhou o Oscar de melhor filme. Então será que é um sinal pra Odisseia?
Olha aí, Léo profetizando, olha aí, Léo.
Será que é um sinal? Nas minhas redes sociais eu vou dizer a do Vice, porque está em hiato, né? É Vice BR nas redes sociais todas, procurem lá.
Eu não sei se vale a pena compartilhar nas minhas redes sociais porque eu tô tão louca. Rafael é o gente da vida ultimamente.
Tranquilo, o vício tá em ato, mas os episódios continuam lá perfeitos, maravilhosos.
Quem sabe não volta mensalmente?
Quem sabe?
A cara do Lucas já, eita! Sim, mas antes de terminar também queria agradecer de novo a Lucas. Ai, sempre muito gostoso gravar, gravar sobre filme, história, sempre adoro comentar. Eu sempre adoro vir aqui comentar alguma coisa que eu amo muito, né? Não lembro se eu já comentei alguma coisa sozinha sem ser Percy Jackson aqui nesse podcast. Mas é algo que eu amo, amo assim falar sobre também, Percy. Eu acho que foi uma discussão muito legal, acho que foi um filme que rendeu bastantes tópicos assim.
Eu acho que a gente fez uma análise completa assim de várias coisas do futuro, do passado, presente e o futuro. Exatamente, tipo isso, uma coisa misturada cronologicamente tal qual o filme também. Acho que foi uma conversa muito legal. E aí, legal, né? Legal sim comentar sobre filmes bons. Vou estar torcendo também, vamos estar torcendo todos no Oscar aí por ele.
E a gente tem que voltar com o Mateus nesse podcast, então a gente vai levar um calendário em branco para Mateus falar, diga quando você pode.
Ele falando quando ele pode, do resto é resto, né? A gente se organiza né, a gente, se tiver viagem, grava em partes.
Já vi que dá certo.
Exatamente. Mas então é isso, pessoal. Aos nossos ouvintes, obrigado por acompanharem até aqui, por escutarem até aqui. É um episódio mais longo do que o normal, mas se você escutou até aqui, muito obrigado. Manda esse episódio para aquele amigo que também já assistiu e quer trocar uma ideia. Curtir, compartilhar, tudo isso ajuda demais esse projeto a crescer e alcançar mais pessoas, tá bom? Vamos ficando por aqui. Um beijo enorme e até mais.
Tchau, tchau, tchau!