EPISÓDIO 02 | A igreja antes das portas abrirem - Acessível em LIBRAS
O que acontece antes das portas do YOU se abrirem?
Neste episódio, conversamos com Marco sobre a cultura de voluntariado do YOU e tudo o que acontece nos bastidores para que uma celebração aconteça.
Uma conversa sobre servir, pertencer, excelência, propósito, cuidado e formação de pessoas. Porque o voluntariado não constrói apenas cultos e equipes — constrói pessoas e comunidades.
Antes de qualquer porta abrir, existem pessoas. E talvez você não precise apenas encontrar uma comunidade. Talvez tenha chegado a hora de ajudar a construí-la.
🤝 PARCEIROS
Consultoria Para Toda Mãe Saber
Informação, acolhimento e orientação prática para uma amamentação mais segura e tranquila.
📲 https://www.instagram.com/paratodamaesaber/
Equipe Gentil Goularte
Treinamento de corrida e força para corredores de todos os níveis.
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Fernanda Goularte Fisioterapeuta
Fisioterapia pélvica para promover saúde íntima, bem-estar e qualidade de vida.
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Fronteira 1845
Experiências de churrasco que transformam encontros em momentos inesquecíveis.
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HUB Psicologia
Psicologia digital com atendimento acolhedor e acessível para cuidar da saúde emocional de pessoas, casais e famílias.
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Maria Vitória Nutricionista
Nutrição clínica e materno-infantil baseada em evidências para cuidar de pessoas e famílias.
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Ramo
Semijoias que conectam pessoas a oportunidades de renda por meio da revenda.
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TEC
Formação bilíngue com ensino leve, constante e com propósito, do reforço à carreira.
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🎙️ YOU Podcast
Conversas que conectam. Histórias que transformam.
#YOUPodcast #YOU #Fé #Evangelho #HistóriasQueTransformam #ConversasQueConectam #LIBRAS
Adriel
Joyce
Marco
- A cultura de voluntariado e excelência no ministério YOUServir com excelência·Amor às pessoas·YOU Ministério
- O senso de missão e pertencimento no voluntariado cristãoIdentidade em Jesus·Servir com coração·Evangelho
- A experiência de Marco ao chegar e servir no ministério YOUFotografia·2x2·Salto·Gui Matos
- A importância da excelência nos bastidores do serviço voluntárioArmário de pobre·Steve Jobs·Identidade
- Como lidar com o esgotamento e a estafa no ministérioPrevenção·Contemplação·Prioridades
Sejam todos muito bem-vindos. Você que tá chegando por aqui, gente, fica conosco. Hoje nós vamos ter um episódio muito especial, muito incrível. E para fazer isso eu tô junto com ela, Joyce. Tudo bem, minha amiga?
Tudo certo, tudo bem?
100%, feliz com esse episódio.
Nossa! Muito mais que feliz.
Nosso pastor vai estar aqui.
Nossa, imagina, imagina. Pensa o que que vai ter.
Vai ser demais.
Pensa o que vai ter.
Gente, no primeiro episódio que nós tivemos da nossa temporada, que são 4 episódios e nós estamos falando sobre uma comunidade para todos. No primeiro episódio a gente tratou um pouquinho sobre bastidores, sobre a visão do Uhu, sobre como surgiu o Uhu, né? Quando que ele veio, pra quem que ele queria comunicar o evangelho, a forma, o jeito, séries, pregações. Se você perdeu, calma, fica aí junto comigo, fica junto conosco aqui, assiste até o final e depois vai lá e assiste o nosso primeiro episódio.
Porque nesse episódio nós vamos falar um pouquinho sobre antes das portas abrirem, aquilo que permeia o coração dos voluntários. A gente vai falar um pouco sobre funções, organizações, o modus operandi que quando a pessoa chega na nossa celebração, chega no nosso culto, E as coisas já estão prontas, já acontecendo, mas a gente quer entender um pouco os pormenores disso e nós vamos estar com ele aqui, o nosso pastor Marco. Seja muito bem-vindo, nós estamos muito felizes de te receber, meu querido.
Valeu, valeu, tamo junto. Bora lá, vai ser muito bom.
Sim. E aí, olha só, tem uma coisa importante, né, que são os nossos, as nossas redes sociais, que pra te ficar ligado em tudo que tá acontecendo, tanto nesse primeiro episódio quanto no segundo, quanto os próximos episódios, que tem muita coisa legal vindo aí. Fica ligado, se inscreve aí no nosso canal, o nosso @oiupodcast também aí no Instagram. Ali tu vai ficar ligado de todas as nossas redes sociais, né? E tem uma coisa assim muito legal que vai acontecer aqui, a gente vai responder algumas perguntas, nós vamos responder algumas perguntas que eu sei que tem muita gente que tem curiosidade aí de saber os bastidores do Uhu, que é o que você precisa, o que precisa acontecer antes de uma celebração começar.
Isso é bem legal. Né? Às vezes a gente chega lá, essa celebração já tá pronta e ninguém tem muita noção de o que que precisou acontecer.
Tá tudo pronto, o café tá pronto, a música, todo mundo tá alinhado, tudo certinho.
Ninguém imagina o que que, né, se passou nas horas anteriores. Então a gente vai falar um pouco sobre isso. A gente vai falar quanto tempo antes os voluntários chegam, quais são os times e as pessoas que fazem tudo acontecer nos bastidores, em que momento o voluntariado passou a ser tão parte importante da identidade do Uhuu, né?
A gente também vai responder isso.
E o que que significa servir dentro da cultura da nossa comunidade? E a gente sabe que a excelência faz parte do IU, de quem faz parte ali do IU, né? Isso é uma coisa que a gente bate muito na tecla, sobre a excelência, sobre fazer tudo com muito amor, com muito carinho. E aqui dentro do IU, muitas pessoas saíram daqui, na verdade saíram não, continuam dentro do IU, mas abriram suas empresas, são empresários, são donos de negócios.
E essas pessoas estão apostando nesse podcast. Essas pessoas estão sendo nossos parceiros do podcast e a gente quer dar muitas honras para essas pessoas assim e falar um pouquinho sobre cada um deles de uma forma muito breve. Nós vamos falar um pouquinho sobre cada um dos nossos parceiros. A gente tem a Consultoria Para Toda Mãe Saber, que são, que é a Roberta, né? Ela ajuda mães a viverem uma amamentação mais segura e tranquila por meio de informação, acolhimento e orientação prática.
A gente tem a equipe Gentil Goulart, que é o treinamento de corrida de rua, seja já para quem corre há anos ou para quem nunca correu. A Fernanda Goulart, fisioterapeuta, que é fisioterapeuta pélvica, ela atua na prevenção e no tratamento de condições que afetam a saúde íntima e a qualidade de vida de mulheres e homens, como perda urinária, dores pélvicas, dor na relação sexual, endometriose e alterações na menopausa, além de acompanhar gestantes na preparação para o parto.
Fronteira 1845. Aqui cria experiências de churrasco para eventos, levando tradição, cuidado e cultura para tudo que acontece ao redor do fogo. Mais do que servir carne, eles transformam encontros em momentos que ficam, porque para eles churrasco nunca foi só sobre carne. Hub Psicologia é uma clínica 100% digital que oferece atendimentos psicoterapêuticos para adolescentes, adultos e casais, além de mentorias e palestras. Eles proporcionam um espaço seguro e acolhedor com um serviço que se adapta ao teu estilo de vida, cuidando de ti, da família por meio da psicologia.
Maria Vitória, nutricionista clínico e materno-infantil, que acompanha adultos, gestantes, mães, bebês, crianças e famílias com cuidado baseado em evidências científicas. Ramos Semijoias é uma loja online, mas é mais do que uma loja online, é uma empresa que conecta pessoas à oportunidade de aumentar sua renda revendendo as melhores semijoias do mercado. E a TEC, que é uma escola formando famílias bilíngues para as nações, é um ensino leve, constante, com propósito, é do reforço à carreira.
Então aqui a gente tem alguns exemplos de pessoas que estão ali no Uhu, né, que servem com excelência e que abriram as suas próprias empresas. Só que quando a gente chega no Uhu, né, quando a gente tem o nosso primeiro impacto, quando a gente chega no Uhu, a gente vê tudo aquilo acontecendo, tudo aquilo, aquela excelência. E às vezes já aconteceu de nos perguntarem qual é a equipe que tá por trás disso, né, qual é a empresa que tá por trás disso, quem tá fazendo isso aqui, porque tem aquela mesa de som gigante, quem que tá manipulando aquela mesa de som, né?
E aí tem muitos, muitos questionamentos, porque é um evento, né? É um evento, a gente pode chamar isso. Mas antes da gente entrar especificamente nessa parte do evento, da celebração em si, eu acho interessante, Marco, tu nos dizer como é que foi a tua primeira impressão de quando tu chegou no Uhuu. Qual foi a tua perspectiva? O que que tu sentiu? A gente sabe que tu veio de uma outra congregação. Qual era as diferenças, as principais diferenças, ou talvez até as similaridades entre elas, né?
A gente quer ouvir um pouquinho de ti nesse primeiro momento, antes das perguntas de fato.
Bora lá então, né? É uma pergunta que, caramba, tem muita história, mas eu vou resumir ela aqui brevemente. A gente chegou, eu cheguei, né, no Uhu junto com a minha esposa em 2016. A gente veio muito cativado até, né, dentro desse tema que a gente tem hoje aqui, falando sobre serviço, sobre voluntariado. A gente veio muito cativado por essa excelência, né, por entender que a Igreja de Jesus ela precisa manifestar beleza naquilo que faz, na sua excelência, no amor às pessoas.
O amor às pessoas, ele vai também se transfigurar num trabalho, num serviço feito de forma excelente. E isso cativou muita gente, né. Então a gente começou um processo lá atrás, né, em 2015 ainda, de amizade ali com o Gesiel, que era o antigo líder aí, o pastor da igreja do do ministério. E começou então a ter esse, a namorar, né? Então a orar por isso. A gente já vinha no processo de saída, né, da nossa outra igreja. E a gente chegou no ministério muito para tirar férias, né?
A gente veio tirar férias. É só que não existe isso, eu entendo. Eu aprendi essa lição, essa grande lição: quando Deus chama a gente para algumas coisas, e Deus bate muito nessa tecla de que Essas férias, muitas vezes tu vai servir tirando férias, porque existe um prazer nesse serviço, né? E a gente vai falar um pouco mais sobre isso. Não existiu, não existiu essas férias. A gente chegou no Uhuu, eu lembro até na época eu cheguei dizendo assim pra minha esposa, pô, eu não tenho, eu não tenho o que fazer nesse lugar, tá tudo pronto, né?
E tinha esquecido, a gente rasga da Bíblia os versículos, ó, os campos estão brancos, né? A gente esquece disso, a gente acha assim, não, tá pronto esse lugar, não tem pra mim, não tem espaço pra mim. Eu achei que o Uhuu era esse lugar. E quando eu cheguei no Uhuu, percebi que tinha muito o que fazer e logo já me envolvi, né, com atividades, me envolvi com a parte de fotografia logo no início. Então curto muito, é um hobby pessoal, a foto, a filmagem.
Por isso que eu tava aqui já olhando aqui os equipamentos, a galera e tudo mais aqui no podcast. Então eu curto muito isso. Servi na fotografia, depois no 2x2, né, servi ali na parte de casais, né. Então muito cativado por esse amor. O Gesiel uma vez me— pra mim que tem essa mania de organização, essa coisa de negócio. Uma vez eu tava num café com ele, 2015, um ano antes a gente entrar no Uhu, e tava nas vésperas do Salto, da nossa conferência anual.
E ele pegou na mão uma timeline do Salto e tipo assim, aquilo ali para muitas pessoas era só uma coisa burocrática, né? Uma timeline. Só que eu ouvi aquela timeline como pensando assim, cara, existe gente preocupada com os detalhes. Meu Deus do céu, né? Porque eu venho muito dessa pegada já, da onde eu vinha também tinha isso. E cara, eu quero andar com esse povo porque eu curto isso, né? Eu não quero um lugar só ali que eu vou lá e faço as coisas do jeito que deu e ah, né, é pra Deus, né?
Aquela famosa frase, é pra Deus. Não, eu quero servir com excelência, com alegria. Cara, tem gente fazendo assim também. Eu não tô que nem, né? Às vezes a gente pensa, ah, sou o único, somos os únicos. Não, tem gente fazendo. Isso me cativou e ali a gente começou um processo de chegada muito em cima desse amor à igreja também, claro, muitas coisas envolvendo, mas também essa coisa da excelência, do serviço. Que me cativou bastante no início.
Que demais! E 2015 tu já estava então no Uhu?
Eu cheguei em 2016. 2015 ali eu visitei uma outra vez, conhecendo, vindo de outro contexto oficialmente. Isso aí, oficialmente.
Lá nesse outro lugar vocês atuavam na parte de liderança também? Como é que era que vocês atuavam nesse contexto? Porque a tua visão então, quando tu chegou no Uhu em 2016, já tinha um olhar diferente. Já tinha uma percepção diferente, porque normalmente a pessoa que chega ela tá mais sensível para frequentar o lugar, para ouvir a palavra, ficar atenta. E tu tava com um olhar já mais minucioso, né, olhando detalhe assim. Então como foi a experiência também de vocês nesse outro contexto? Era somente frequentando, era liderando?
Como é que era, cara? A gente tá desde 2005, né, quando eu me converti. Conversão de igreja de bairro, né, igreja menor, né. Então assim, eu me converti liderando, né. Então aí, claro, tu vai fazer uma avaliação se tá certo, tá errado, não sei. Deus tem os seus propósitos, né. Eu hoje eu não faria o que meu pastor fez comigo, mas Deus tem os seus propósitos. Então eu lembro que um dia eu cheguei no— isso em 2005, né, tinha 17 para 18 anos.
E o pastor— eu cheguei no culto de jovens um dia e tinha ali 15 jovens reunidos E eu mal sabia, né, quase chamando Jesus de Genésio. Eu não sabia praticamente nada da Bíblia, das coisas, mas eu tinha essa vocação, já esse desejo ali. Havia havido, acontecido aquilo que eu tinha, que eu já disse algumas vezes aí com algumas, alguns amigos, que é a batida na cabeça, né, que é tipo assim, cara, em algum momento alguma coisa bateu na cabeça, que a gente sabe que é o Espírito Santo.
O Espírito Santo chama, nos toca, e direcionando o coração, se engajando com o reino, brilhando os olhos, né, como Uma missão, um senso de missão, as pessoas.
Eu digo até hoje, eu digo para minha esposa, eu digo assim, cara, eu não consigo mais viver com esse senso de missão de vida, de algo eterno, né? Tipo assim, algo precisa ser eterno. Eu não posso mais construir algo pequeno. Mas enfim, aí lá na época, né, isso já aconteceu. Não sabia na época expressar isso, mas eu sabia que tinha isso. Cheguei nesse cultinho de jovens Eu tava recém começando a frequentar quando os líderes jovens da época disseram o seguinte: olha, hoje, a partir de hoje, quem vai liderar vocês é o Marco e eu gelei, né?
Meu Deus! E eu vou tocar. Eles tocavam violão, casal que liderava. Vou tocar um violão. Hoje eles até são pastores aqui na cidade. Eu vou tocar um violão, a gente vai tocar uma música e depois o Marco vai ministrar uma palavra. Não falaram nada para mim. Então assim, lá naquela época eu ministrei de surpresa total. Mateus 6 era o que eu sabia, oração do Pai Nosso, e enchi uma linguiça ali em cada versículo. E assim eu fui, porque eu não sabia nem o que Eu sabia algumas coisas ali daquela oração, mas ali começou esse trabalho pastoral de cuidar de pessoas, de aprender as Escrituras, de avançar e liderar.
Então 2005, então foi um processo todo na mesma igreja. A gente teve transições internas dentro da igreja, mas desde então pastoreando, né? E daí sim trabalhando com essa coisa da excelência, trabalhando com essa coisa de pensar igreja, dormir pensando como as pessoas podem servir com a sua vocação. Né? E não necessariamente olhar para as pessoas como alguém que vai ser usado para algo. Não, é olhar para as pessoas pensando, cara, como que essa pessoa pode dar seu próximo passo servindo a Jesus com excelência, com amor naquilo que ela sabe fazer?
E aí a gente começou a trabalhar lá com células naquela época, né? Isso era jovem, isso era jovem ali, já tinha 5 ou 6 células, né, naquela época. Então tipo assim, a gente já começou a fazer um trabalho organizativo, né, dentro desse ministério e separando as áreas também. Até que a gente em 2016, então ali falando 11 anos depois, a gente ainda tava nessa mesma batida liderando trabalhando no ministério jovem, adolescente, promovendo retiro. Então a gente ainda tava nessa mesma pegada.
Até porque servir, eu acredito que liderando, tendo esse olhar de entrega para as pessoas de uma maneira mais minuciosa, onde no teu secreto tu vai te capacitar justamente porque tu não quer entregar qualquer coisa, né? Tu não quer entregar qualquer coisa de qualquer jeito. Tu vai sendo formado pelo Senhor nisso, né? Então essa cultura de serviço já estava em ti e esse olhar de liderança já foi construído nesses anos, né? E aí eu quero perguntar para ti assim, tu te lembra qual foi o primeiro ministério que tu serviu dentro do IU e qual foi o primeiro ministério que tu liderou dentro do IU assim? E como foi isso?
É, primeiro serviço mesmo assim ministerial foi na foto, né? Servi no Salto direto, fui direto pro Salto. E no voluntariado, né? A gente quando tem a conferência a gente chama um voluntariado específico pra conferência e eu me voluntariei ali. Então a gente chegou bem nessa época. E atuei bem ali na parte de fotografia. O meu alvo lá era fotografias de longe, então eu levei uma lente ali, então pegava a galera, eu fotografava mais as pessoas, não o evento em si, mas as pessoas ali.
Então servi nessa parte. Uma coisa me chamou muita atenção, eu lembro até hoje, o Gui Matos, que era uma coisa que eu não tava acostumado a lidar com eventos tão grandes. E o Gui Matos chamou a gente pra rua, eu nunca esqueço isso, né? Gui Matos, se tu assistir aí, né? Eu lembro de ti, foi muito especial esse momento. Ele chamou todos os fotógrafos pra rua. E disse, gente, ó, isso aqui não é sobre foto. Falou umas coisas muito assim sobre profundidade, sobre pra tirar o corpo.
Porque é muito fácil chegar nesse lugar e te colocar como um empregado. Eu tô aqui empregado, sigo ordens, eu vou entregar uma coisa excelente. E a excelência passa a ser o objetivo e a gente esquece o objetivo real.
A excelência é o meio. Você chegou no salto servindo, então é um evento grande, uma mega estrutura, muitas pessoas envolvidas, muitos convidados chegando, pessoas pra assistir.
Então já causa também isso, né?
Então totalmente importante não o que ele tá fazendo.
Tinha um peso, né, o peso da excelência. A gente fez o salto na época na Ubra e a gente tava esperando lá milhares de pessoas naquele dia. Já tinha um hype, né, em cima. Naquela época tinha um hype muito forte, a gente fazia o salto com uma pegada muito mais evangelística. E eu cheguei nesse, nesse processo aí, né, pra fotografar. E aí chamou a gente pra fora e falou sobre profundidade, sobre entrega, sobre amor a Jesus, sobre fazer isso com coração.
E aquilo, cara, aquilo me marcou profundamente. Eu lembro poucas coisas daquele dia. Eu lembro de 2 ou 3 fotos que eu fiz de algumas pessoas que fizeram algumas palestras passada lá. E lembro desse momento, eu não lembro de nada mais do que aconteceu, das músicas, nada. Eu lembro desse momento com o Gui falando aquelas coisas e esses momentos assim pontuais das fotos. E é isso. Então tu vê como a gente, né, tem muito mais, né, por trás, tem coisas muito mais profundas, o senso de pertencimento, tudo isso é importante.
Senão vira um serviço qualquer, né, você vira um serviço contratado A gente poderia contratar, né? Poderia. Pessoas ali que estão fotografando com coração.
Então foi essa coisa bonitíssima. Eu acho que até não teria todos os BO por trás, né? Não querendo ser polêmica, né? Não é, não é esse meu objetivo. Não, mas de tu trabalhar o coração daquela pessoa que tá ali, né? Construir junto. Tu não precisaria, tu só contrataria e tchau e bênção, era isso. Mas não, existe ali todo, não é só tu fazer, tu tá se importando com aquela pessoa, tu tá se importando, quer que aquela pessoa se forme como um discípulo de Jesus. Então tem todo um trabalho por trás, né?
E essa forma, até tu tava falando uma coisa, esqueci a pergunta, que daí tu falou depois, a outra pergunta, e aí a gente começou a liderar depois o 2 a 2, 2 mais 2 na época. E é interessante porque aí também tem um outro exemplo legal lá do Gezi na época, né, que o Gezi quando ele me convidou para eu e a Jéssica, minha esposa, para fazer esse movimento de liderar ali o 2+2, eu disse para o Gezi o seguinte: Gezi, o seguinte, tu quer que a gente lidere isso?
Assim, a gente tinha recém chegado, passou ali alguns meses. Tu quer que a gente lidere o 2+2? Beleza. Mas assim, eu e a Jéssica nós não somos frufru. Não, não vamos promover jantar de casal e coisa nada, nada conta, nada conta, nada conta. A gente vai, participa, mas a gente não é desses do coração assim e tal, de frase, né? Não, a gente vai ser assim, palestra de investimento como casal, é Bíblia, é teologia, é isso aí. E o Gesi, muito sabiamente na época, ele disse, não, é isso aí, vocês vão servir com aquilo que vocês, né, vocês têm vocação, com a forma chamar como Deus chamou você, então bora, né?
E a gente fez isso, a gente fazia encontros quinzenais liderando ali um time e falando sobre diversos temas, né, relacionado a casamento e tal, mas sem muita frescura, muito mais direto ao ponto ali, solucionando questões. Foi a nossa primeira experiência ali por alguns meses também, a gente liderou nessa área, mais na construção do DNA mesmo do casal. Exato, exato. Confrontamento também de comportamentos, de raiz, né, raiz do comportamento, não só comportamento a raiz do comportamento, que é o que mais importa, né?
Não necessariamente batendo em questões morais, né? Ah, não faz isso, não faz. Tá trabalhando a raiz, né, do coração da pessoa, né, do homem, da mulher, do papel deles na relação.
Eu lembro, eu era voluntária dos dois. Se eu começar a falar aqui todos que eu já fui voluntária, que o líder já foi voluntário, os dois já foram meus líderes aí, ó. Só não fui do louvor, graças a Deus. Mas é tão precioso quando a gente começa a deixar de frequentar e começa a construir junto, né? Quando a gente passa assim, a gente olha para aquilo, aquela estrutura, e pensa assim, ó, onde é que eu posso me encaixar aqui? O que que eu posso fazer?
E aí a gente também vai se conhecendo, vai conhecendo o que que o Senhor colocou no nosso coração, que quais são as nossas habilidades. A gente pode ir para várias áreas, histórias. E se conhecendo também, né, e conhecendo o que que o Senhor colocou no nosso coração. Mas a gente começa a construir algo maior, a gente começa a perceber o que que é de fato servir as pessoas e amar as pessoas com aquilo, com o nosso sábado. Com, na verdade, não só o sábado, né, porque tem muitos ministérios que se envolvem durante a semana inteira, não é só o sábado.
Mas a gente começa a entender o que que é amar as pessoas. Talvez a gente não tenha dimensão do tanto que as pessoas se sentem amadas. Porque nem sempre as pessoas vai te falar, e nem sempre vai saber que foi por causa daquela foto que o Marco tirou, sabe? Mas que aquela pessoa se sentiu amada, né? E enfim, e essa transição de deixar de frequentar para começar a construir nos leva a lugares muito especiais, que é tu começa a olhar para igreja com outros olhos, né?
Tu começa a olhar para igreja com aqueles olhos de bastidor, de que as pessoas não são perfeitas, né? E se espera muito da igreja que ela seja perfeita, que as pessoas sejam perfeitas. Só que nós estamos ali para, nesse caminho, nós estamos percorrendo esse caminho de perfeição, né? Só que nem sempre a gente vai ser perfeito e a gente vai errar com as pessoas. A gente nem todo dia a gente vai estar bem e a gente precisa uns dos outros, né?
Então a gente começa a olhar para igreja com esses outros olhares com perspectivas diferentes, olhando os bastidores. E o de pertencimento, como tu mesmo falou, né? E de pertencimento, assim, a gente começa a se colocar nesse lugar de que meu lugar é aqui, né? O nosso logo, seu lugar é aqui, o meu lugar é aqui. E por mais que tenha desafios, a gente pertence a esse lugar. E aí, quando a gente chega no IU, conta pra gente, Marco, como é que é.
E aqui a gente vai Vamos, vamos falar para todo mundo que tá aí, né? Como é que é abrir as cortinas sábado no UOL? Como é que é um sábado? Quando é que começa o sábado? A gente sabe que pela manhã, né? Hoje agora a gente estava— agora é sábado de manhã, né? Agora é sábado de manhã, nós saímos da igreja agora e tava o pessoal do louvor ensaiando, né? Tava o pessoal do louvor. A gente estava usando uma sala que hoje tá disponível, mas porque o college tá de férias.
Mas senão estaria as aulas do college acontecendo agora também de manhã. E à tarde, como é que é a tarde do YOLO?
Só entrando num ponto antes, né, para a gente entrar nessas tecnicidades da coisa, é um ponto polêmico. Então vamos lá, para engajar quem já se desligou agora aqui do podcast. Vamos para polêmica, que é o seguinte: eu acredito, e aí a gente tá falando assim, são muitas pessoas servindo, muitas, num sábado ali durante o culto chega a ter 40 pessoas lá envolvidas. No nosso contexto, que já não é um contexto muito grande, igrejas maiores.
Mas se a gente olhar a realidade brasileira, 98%, sei lá, voz da minha cabeça, mas eu imagino que seja por aí, 98% das igrejas elas não têm toda essa estrutura que a gente tá aqui falando. Então talvez a pessoa não se identifique, mas ela vai fazer um dimensionamento da realidade dela, daquilo que é o que ela vive. Mas antes disso, é uma coisa interessante: todo serviço é voluntário, né? Pelo menos aqui no nosso contexto. Algumas igrejas têm pessoas que são pagas e tudo mais.
E aí, o que move essa pessoa, né? É porque são, é um dia inteiro ali. Como tu falou, tem gente agora de manhã lá, né? Time de louvor já tá lá ensaiando. Ontem eu tava conversando com a Jéssica, a gente tem a nossa líder do louvor, a Gabi, né? E ela comentou lá que amanhã o dia todo eu vou estar na igreja, né? Então a gente até brinca aqui que Nós, nosso culto principal é sábado. A nossa igreja tem vários cultos, o nosso, a nossa atuação aqui é sábado à noite.
E a gente é quase como adventista, a gente, a gente guarda o sábado, né? O nosso sábado é guardado, né, separado aí para Deus. Mas aí o ponto polêmico é o senso, o senso de missão dessas pessoas. O que faz a pessoa se mover a viver dessa forma e colocar o coração, essas dezenas, centenas de pessoas, né, pensando todos voluntários, a se envolver E aí, um ponto que eu acredito do mais profundo do meu coração, que é o fato de que todo ser humano saudável, todo ser humano saudável, ele precisa e ele vive debaixo de um senso de missão.
A pessoa saudável, não tô falando de quem tem problemas e diversos, né, neurodivergências e tudo mais, pessoas que estão saudáveis, ela precisa e ela vive numa missão. E isso move ela para alguma coisa. Então é um empresário que dá tudo, né? A gente vê o case do empresário que diz, né? A gente tem agora um case muito forte brasileiro, que é o case do empresário que diz assim, cara, a minha família é minha prioridade, mas ele passa 24 horas na empresa, focado na empresa.
Ou seja, é o senso de missão. E a igreja, ela é esse lugar, o evangelho, né? Não a igreja institucional, mas o evangelho, ele tem essa característica. De nos dar um senso de missão, de pertencimento, que faz com que essas pessoas aí no sábado de manhã, né, se envolvam com ensaio de louvor. Sábado à tarde estão lá, a gente tem reuniões quase toda semana, praticamente toda semana tem reuniões de líderes, de o que são os líderes de célula, de hosts nosso aqui.
Tem reuniões com os coordenadores das áreas, né. Então à noite ali tem os times que chegam antes, a gente tem um time de boas-vindas que chega antes, que serve, que vai preparando todo aquele ambiente para as pessoas que dizem sim, que é uma decisão tão preciosa, né, tu dizer sim para Jesus, e a gente não transformar isso em algo mecânico, né. Que é, à medida que a igreja cresce, o grande dilema do voluntariado é fugir da mecanicidade, né.
Então a gente servir ainda, as pessoas estarem ali, servirem de coração, né. Como tem as igrejas, tem uma igreja que é a maior do mundo lá da Coreia do Sul, e eu fico pensando assim, cara, Como sair da mecanicidade diante disso, né, de um domingo que reúne centenas de milhares de pessoas com diversas áreas? Como fazer isso, né? É um desafio muito grande para nós ali também. Então essa pessoa que chega ali, é 5, 6 da tarde, né, o nosso culto vai ser 8:30, 5, 6 da tarde chega ali esse time de boas-vindas, essa galera de hospitalidade, que é a galera que fica lá na porta, que recebe, que faz o café, e essa galera tá ali fazendo aquilo de coração, por um senso de missão, um senso tipo assim, minha vida tá empenhada nisso daqui.
Eu não ganho, não tenho um ganho pessoal, o ganho é da missão. Eu acredito nessa missão que é muito maior do que eu. Então a gente tem ali dentro do ministério, falando nesses pormenores, né, tem ali um time de hospitalidade que eu já citei, boas-vindas, o próprio time de louvor que chega antes, a gente faz o aquece, né, dos voluntários ali perto das 8 horas. Então todos se reúnem ali, o time de mídia também chega muito antes, né, então a galera já tá envolvida junto com o nos louvores de manhã, atuando também.
E aqui no I, a gente tem essa característica, né, todos são voluntários. Então todos são voluntários, não existe demérito, né. Tem lugares, várias igrejas que precisam atuar com serviço pago nessas áreas. E talvez um dia, né, a depender do tamanho, nós, a nossa igreja tem de forma geral, tem pessoas ali. Mas isso é uma coisa legal, né. Então é uma coisa legal que a gente tem que desfrutar agora. Talvez chegue um dia que não tenha mais como vai fazer isso, mas tem que desfrutar agora.
Eu sou voluntário do ministério, como pastor do ministério, tem meu trabalho, né? E todos os demais, o Adriano também, pastor do ministério voluntário, e a Joyce, todos, né? A gente tá ali servindo voluntariamente. Isso tem o seu lado positivo. Então todos nós estamos nessa batida atrás de uma missão que é muito maior do que a gente. E nessas diversas etapas, pormenores, né?
Se tem alguma área que eu não citei aqui, mas tem muita gente, tem muita gente, tem um evento, logística de eventos, tem o Prey, tem Libras, nossa igreja tem Libras, nossa igreja tem inclusão.
E eu acredito bastante assim nesse olhar. Parece o senso que Jesus também alcançou os discípulos, né? Parece que ele deu uma chamada nesses caras, tipo, o siga-me tem muito a ver com isso, né? Tá, vamos cumprir algo maior do que vocês mesmos, vamos parar de pescar só peixe, vamos parar de fazer só por fazer, vamos parar de só atender as pessoas de qualquer jeito, pelo trabalho, pelo profissional, pelo salário, né? Mas Jesus traz esse olhar para eles, né?
Vamos fazer algo muito maior do que vocês mesmos, né? Pelo reino, por um reino vindouro, pelo reino eterno, né? Vamos parar de viver só com o olhar daqui, né? E eu acredito muito nisso assim. E quando a gente vai olhando os times, né, o Kids não tá lá em cima do palco, é, os voluntários do Kids não estão lá em cima do palco. Foco. É o time de criação, na maioria da sua atuação é no meio da semana, né? Não acontece ali, tem ainda o serviço dentro do culto, né, operacional, mas atua muito na sua semana editando vídeo, fazendo coisa, né?
A gente tem outras áreas que a área do discipulado, que assim, o discipulado é 24%, é gente entrando, sentando na mesa, direcionando, conversando, acompanhando, tem um a um para ter conversa também individuais, tem esse grupo pequeno de estudo, tem um envolvimento e uma organização muito grande. E que o discipulado, na maioria das vezes, não atua operacionalmente no sábado, mas tem a sua atuação de serviço e que é muito grande.
A pergunta é: como que essas pessoas mantêm o seu olhar de maneira correta Mas conseguindo entender que aquilo com que elas fazem continua sendo importante.
Cara, tem uma cena, tu tava falando, eu tava lembrando da cena do The Chosen, né? The Chosen é muito bom, cara, é muito bom. E aí tem uma cena de Jesus chamando Mateus, né? Não sei se vocês lembram dessa cena, cara. É aquilo ali, é muito lindo aquilo ali, porque Mateus, ele é um cara, ele é o cara que ele é rejeitado por ser cobrador de impostos ali pelo seu próprio povo, mas tem um prestígio. Ele tem um prestígio, né? Ele é um cara que tem recursos financeiros, que tem, que tem o que perder.
E Jesus não tava chamando ele para uma coisa assim que tinha, não tinha nada, Jesus não tava oferecendo nada muito, era uma missão, que é diferente do que nós recebemos hoje. Nós hoje nós temos o plano concreto, Jesus tava oferecendo um pseudo plano, uma coisa que viria completamente surreal ainda, inimaginado. O contexto que a gente não pega das Escrituras é que existiam muitos Messias se levantando naquela época, né? Então o contexto histórico cultural ali daquela época tinha vários caras se levantando como Messias porque era algo que os judeus estavam ali ansiando.
Então tinha muito picareta, né? Hoje não tem isso, né? Mas naquela época tinha muito picareta. Então tinha muito picareta no meio da igreja lá daquela época se fazendo e querendo, né? Então, cara, pensa bem, esse cara ele abraçou uma causa só num chamado, né? Então ele tinha muito a perder, muito a perder nesse sentido. E ele simplesmente olhou para trás e olhou para aquela realidade, ele pensou, cara, vou abraçar essa causa porque eu acredito nisso.
Então eu entendo que passa muito por um senso de identidade. É como tu acreditar em algo e tu ter uma identidade firmada, um pensamento elevado. Hoje em dia, com o pensamento de manada, naquela época, naquele contexto, acontecia algo muito belo, que as pessoas se reuniam, embora dali surgissem as heresias, surgisse tanta besteira, mas as pessoas se reuniam para filosofar nos aerópagos da vida, Então, porra, maravilhoso! Imagina, aqui na praça, no centro de Gravataí, se reúne os filósofos para discutir coisas grandes.
Hoje em dia não é isso que acontece. Hoje em dia as pessoas são conduzidas pelas fakes, conduzidas por narrativas, por pessoas, né, com mentalidades mesquinhas. E naquele tempo tinha um pouco disso. Então existia uma elevação do pensamento. Quando a gente olha para a realidade atual, é muito fácil a gente se mover por um tipo de pensamento pequeno, de tipo assim, cara, o que é confortável para mim, o que é bom para mim. E esse pensamento de tipo assim, do bastidor, de viver de bastidor de igreja, tu precisa estar muito firmado.
Eu até digo às vezes, brincando assim, né, que internamente, que a mídia, algumas áreas são máquinas de moer, são máquinas de moer. Porque a mídia era pressão. É que tem meme na internet, o cara assim, tipo assim, dá tudo errado na igreja, todo mundo olha para trás, que é o cara da mídia, a culpa é dele. Tipo assim, não é, não é, não vai lá na ilha da mídia, né? Vai lá incomodar, encher o saco do pessoal da mídia. Então, tipo assim, não é o diabo, não é nada, é a mídia.
O diabo ali mora ali na galera. Eu, tipo assim, essa galera, eles estão na máquina de moer ali. Se não tem identidade, meu amigo, eu já vi várias pessoas, né, falando da vida real, da nossa, contexto aqui, pessoas que foram moídas nesse processo, né? Assim como o chamado pastoral e outras coisas, é uma máquina de moer se tu não tem uma identidade, porque tu vai precisar muito dessa afirmação ao longo do teu processo. Tu precisa muito desse, ah, tá indo bem, desse afago.
E faz parte. Eu acho que isso não pode ser também assim, ah não, eu sou puritano agora. Não, vira aí, você tem que ter uma identidade firmada em Jesus. Te vira aí, ninguém vai te afagar. Não é assim também. A gente tem que ter isso. Mas na ausência disso, a nossa identidade permanece firmada, porque nós sabemos o objetivo, a missão. E é muito, se perdem aí, eles acreditam que é a visibilidade humana. E aí nós estamos falando do quê?
Do pensamento pequeno e mesquinho, de tipo assim, é meu, eu queria eu aparecer, eu queria eu pregar lá, eu queria eu que fosse conhecido, né?
O que eu tô fazendo sempre desse certo, de um jeito que todo mundo E até fazer para ser visto, né?
Fazer, começar a fazer. Ah, eu começo pequeno, mas é que eu quero ser visto, e daqui alguns anos eu vou, né, começar a pregar, eu vou ser visto, entendeu? Eu tenho uma história muito legal nessa, nesse sentido de servir num lugar que não era visto, e inclusive num lugar que ninguém queria estar, que é, ó, Marco, tu começou no Salto tirando foto. Eu comecei no banheiro. Não só comecei, como foi alguns anos no banheiro, entendeu?
E tá tudo bem, gente, já é algo, né, bem tranquilo. E sempre foi muito falado sobre essa questão de servir no banheiro, de como era importante. E, né, eu realmente tive uma conversão, realmente tive uma identidade, né? De fato, eu entendi o que que era estar ali. E numa das vezes que eu estava servindo no banheiro, chegou umas meninas assim chorando muito, muito, muito, muito, muito, ali e falando sobre como a conferência tava sendo.
E elas ali abrindo o coração, e eu tava ali junto, a gente conversando tudo e falando sobre o que que o Senhor tinha feito na vida delas. E coisas sobre abuso físico, sabe, sobre abuso físico que elas já tinham passado na vida e o quanto o Senhor tava curando elas naquele momento, né. E eu sinto, assim, eu chego até realmente a pensar assim, nossa, se eu não tivesse servindo naquele dia, eu não estaria vendo algo tão grandioso que o Senhor tava fazendo na vida delas, porque realmente era um abuso, era um abuso físico, sabe?
E isso é uma coisa que ninguém, ninguém sabe, ninguém sabe, ninguém vê. Exatamente, ninguém vê, ninguém sabe. Não, não, eu não estava numa, num local de visibilidade, e agradeço a Deus por isso, porque eu vi alguém ser restaurada, alguém ser curada naquele dia, né? E eu acho que entra muito essa questão de servir servir quando ninguém tá te vendo, de ser excelente, né? O que que é ser excelente até nas pequenas coisinhas, né?
É quando a gente olha isso assim, eu acredito que o servir e se engajar voluntariamente no reino de Deus é tu ter esse senso de pertencimento. E isso passa por caminhar com pessoas, isso passa por se envolver junto com pessoas, por se alinhar às motivações certas, né? Porque quando desliga o som, quando desliga a luz, quando desliga o microfone, quando ninguém tá olhando, é tu, a palavra, o Senhor, o fortalecimento entre os amigos de continuar, né, caminhando, de continuar perseverando, de continuar permanecendo.
E eu acredito que isso é é o ponto chave assim para se manter, para se manter, né? Não tem a ver com a corrida de 100 metros, né? Se engajar no reino não tem a ver com a corrida de 100 metros, tem a ver justamente com isso, com permanecer envolvido e entregando com excelência sem perder o olhar nas coisas certas.
E aí entra uma pergunta assim, que é uma pergunta talvez até um pouco difícil assim, mas tu é pastor, capaz que não vai tirar de letra essa, né?
Sempre pronto.
Como a gente faz para corrigir, para corrigir um voluntário sem transformar isso numa cobrança profissional?
Desafio grande, desafio muito grande. A gente vive num tempo diferente de quando eu comecei, né? Quando eu comecei a liderança, eu liderava até muitos jovens, mais jovens, adolescentes. E naquela época, olhar na cara, né? O Adriel já liderou adolescente, jovem, né, mais novinho. Então assim, cara, Toma rumo nessa tua vida, vamos dar um jeito, que tu sabe que funciona para ele, porque ele te enxerga com esse olhar mais paternal, né?
E quando tu vai falar com adulto, que é o nosso caso, muda radicalmente essa fala, né? Ela é um pouco mais comedida, mas ela passa por um filtro do espírito. Eu já fui menos espiritual nessas respostas, mas hoje em dia, depois de apanhar da vida, eu cheguei a essa conclusão de que eu preciso esse filtro do espírito com uma margem de erro muito grande. Por quê? Por que isso? Porque tem pessoas, e aí agora eu falo da realidade atual que nós vivemos, nós pessoalmente liderando adultos, mas também da realidade atual do mundo.
As pessoas hoje são mais carentes, a gente tá num pós-pandemia, então as pessoas hoje elas são muito mais informadas dos seus direitos, né? As pessoas são mais informadas. Então se alguém fala, se eu falo uma coisa para ti, diga misoginia, é uma palavra que não existia, eu nunca tinha ouvido falar disso. Eu tô ouvindo falar nos últimos 5 a 7 anos, sei lá, sei lá, esses, esses dias, né? Fobias, essas coisas, elas, elas— e hoje as pessoas conhecem os conceitos e elas se apropriam, né?
Tu tá me oprimindo, ambiente tóxico. Não existe isso aí, que ambiente tóxico na igreja, nunca existiu isso. A igreja sempre foi o lugar saudável. Agora o ambiente é tóxico, né? Então, e claro, não sou contra isso, Inclusive no Uhu nós temos um trabalho violento, violento, é violento para não ser tóxico, né, para ser um ambiente de, né, de plural, de até na questão profética de as pessoas falarem e tudo mais. Mas esse é um desafio com as pessoas, porque daí a gente tem esse contexto nosso de liderar o adulto, de liderar pessoas que têm agora se apropriou de todos esses vocabulários.
Então hoje tu fala com uma pessoa, Dependendo da pessoa, eu já ouvi isso, a pessoa cometeu diversos erros e lá na frente quando eu fui falar com ela, ela disse assim, cara, eu acho que tu devia ser mais duro, devia ter sido mais duro comigo naquela época. E eu já ouvi o contrário também, já ouvi o contrário, pô, tu falou aquela palavra dura e foi por isso que eu me desanimei.
E o que tu vai fazer com isso, cara?
O que que tu vai fazer com isso daí? Então assim, tipo, não tem uma fórmula, não tem. É a fórmula que eu te diria, eu sei que a resposta é muito decepcionante, é decepcionante, mas mais. E eu me decepciono, eu adoraria. Mas a fórmula é o espírito, a fórmula é andar junto. Assim, clássico, tu não consegue. Acho que a medida são duas cordas que tu estica. Tu não pode esticar uma corda da cobrança, né, desse, não é nem cobrança, mas é empurrar alguém para sua vocação excelente sem que antes tu tenha puxado a corda do discipulado, do andar junto.
Porque senão vira uma relação empresarial. Eu só chego na pessoa e digo, ah, tu tem que melhorar nisso. Mas ela não me conhece, ela não sabe as minhas dores. Quantas vezes aconteceu de eu errar na minha jornada, de eu não perceber esse contexto e de chegar e falar, cara, vamos melhorar nisso. Mas tipo assim, cara, essa pessoa ela é incapaz de melhorar nisso porque ela teve o pai ausente, ela teve uma vida completamente difícil na sua jornada, na sua caminhada.
Então foi alguém que viveu completamente no ambiente disruptivo, num disfuncional, é a palavra. Apanhava da mãe, sei lá o quê, o pai nas drogas. Então tipo assim, como é que eu vou cobrar excelência de alguém que viveu nessa realidade? Eu preciso, eu preciso fazer essa, essa análise, que ela é racional, mas é que ela depende muito do espírito para poder. Eu lembro até hoje hoje lá na outra, na minha outra igreja, a gente, eu pedi para o voluntário cuidar das luzes.
Aí ele tinha cuidado das luzes e era um primeiro evento que a gente ia botar luzes, luzes legais e tal. Aí nós tava lá no meio do evento, tava no meio do evento rolando o evento, aquelas luzes piscando. Quando a gente entrou no momento mais down assim de ministração, e aquelas luzes assim, ó, pau e pau, estrondo na cara e tal. E eu ali, Jesus te amo, Jesus quer fazer uma coisa na tua vida e mudar Quando eu olho para o lado, tava ele lá no meio com a mãozinha no coração recebendo.
E aí eu fico assim, cara.
Aí depois eu fui conversar com ele no fim do evento, ele disse, não, eu achei que era só eu ficar lá em cima, largar as luzes e vir aqui para baixo. Então tipo assim, ele não tinha— uma pessoa sem a menor noção de que ele precisava manter o ambiente, controlar, não foi treinado, não tinha, não tinha esse contexto, uma série de coisas. Então cada caso é um caso, é decepcionante a resposta, mas cada caso tem um ponto em comum. Vamos dar o mínimo múltiplo comum, aquele ponto comum.
O Espírito Santo, a condução do Espírito Santo, as experiências, saber que a gente vai errar, cara, isso aí é batata. Porque senão tu entra, eu como pastor, e pastores, líderes, entra nesse lugar de autocobrança, de tipo assim, ah, eu tenho que acertar muito com essa pessoa, né? Então claro, tem que ter zelo, tem que ter cuidado, tem que ter o espírito, mas saber que são seres humanos, tu vai falhar também, vai falar coisas desconcertadas, vai falar coisas que não funcionam, vai tentar impulsionar e às vezes vai piorar a situação, vai acontecer também.
Também, né? Então acho que tudo isso são pesos e contrapesos que vão te deixando mais saudável nessa jornada que é dura de lidar com pessoas nesse tempo atual, com adultos no contexto que a gente vive hoje.
É o que Deus vai fazendo enquanto nós estamos servindo, né? Que Deus vai ministrando através do Espírito nosso coração enquanto nós estamos nos processos fazendo as coisas, né? E é justamente, eu acho que isso que vai o voluntário no filho de Deus que precisa sempre entender essa identidade, né? Ainda que passe muitas coisas, mas eu preciso sempre entender que eu sou um filho de Deus, eu sou a pessoa que foi ministrada pelo Senhor, tô colocando a mão, mas eu tô sendo também formado nesse processo como filho e com olhar de excedência que é inteiramente do reino.
O olhar de excedência é inteiramente do reino é de Deus, é do Eterno. Deus no início não fez as coisas meia-boca, mais ou menos, não fez alguma coisa e ficou mais ou menos. Não, Deus fez e fez muito bom, né? Então eu acredito que esse olhar assim, essa visão de que o voluntário precisa entender que ele está sendo formado nesse processo, nesse caminho, também é algo que ele precisa entender assim, que é o que Deus faz enquanto nós servimos, né?
Agora, o que existe, né, nesse ambiente do voluntariado que permite que alguém desenvolva habilidades dessa forma, né? Como que ela se percebe nesse momento em que ela tá? A gente tem nosso ambiente, no nosso espaço, olhando o ministério durante anos, pessoas que foram se desenvolvendo nas suas, nos seus ministérios e fizeram daquilo a sua atuação profissional. Servem de maneira muito excelente. Enfim, vários, né, vários. A gente poderia citar vários nomes aqui.
Tu já citou um, né, o Gui Matos também é um, Henrique. Enfim, a gente tem pessoas que— o Jeziel— a gente tem pessoas que serviram em algumas áreas assim e elas fizeram disso a sua profissão. O olhar de excelência que elas estavam dedicando no reino ainda na sua adolescência nem estavam mirando uma área profissional, estavam trabalhando com outra coisa. Bom, enfim, o Henrique era professor de educação física, hoje atua numa área totalmente diferente, mas na igreja ele se envolvia com isso, né?
E o olhar dele foi mudando, né? Então, como que a gente pode falar para essa pessoa, né, que o voluntário, esse ambiente de voluntariado, pode desenvolver ela em alguma habilidade que ela pode usar talvez em algo que ela nem consegue olhar hoje, né? Para ti, né, Marco? Tu que é um cara da tecnologia, que também atua profissionalmente nisso, ama isso, né, gosta bastante. Nosso meio, tu traz bastante isso para dentro da igreja e de maneira muito intencional, né?
Uma das vezes que eu mais escuto da tua parte, entendo também da tua parte, é que quando a gente se coloca para servir com excelência e deixar tudo organizado, é justamente isso isso que a gente tá dando para o espírito. Tá tudo tão organizado que a liberdade a partir de agora é só contigo. Nós estamos tudo com tudo ajustado, né, com tudo ajustado. E é justamente por isso que o espírito agora tem total liberdade para simplesmente falar, porque eu não tô tucanado com uma luz, eu não tô tucanado com um café que eu esqueci, eu não tô tucanado com alguém da escala, não.
Eu ajustei tudo antes para que o espírito tenha essa liberdade, né. Profissionalmente tu começou, né, numa área, mas de alguma maneira, como transformar isso dentro da igreja com olhar de excelência, mas também entender que isso pode me catapultar para fora, né?
Bacana. Deixa eu, eu vou começar essa resposta dando uma viajada agora, uma viajadinha, que é o seguinte: esses dias eu tava vendo um vídeo na internet, eu vou criar uma memória visual em quem tá ouvindo, que é o seguinte: ele mostrava a mudança de pobre. Mudança de pobre, como é que é? Eu já vivi isso aí muito. A mudança de pobre, quando tu pega aquele armarinho velho, sabe aquele armarinho velho que tu mexe ele do lugar, acabou o armário, né?
Se tu tirar ele daquele lugar que tá ali, o armarinho acabou. E aí eu vi a mudança de pobre, o cara tirando o armário de dentro da porta, passando pela porta da casa para tirar da casa ali, né, o armário. E aí conforme foi tirando, tinha um outro cara segurando o armarinho, desabou desabou e virou em nada, virou em nada. Ele caiu para o lado e desabou e ficou do nada. E aí eu tava lembrando de uma biografia do— tem uma biografia do Steve Jobs que é escrita pelo Walter Isaacson, que é muito boa.
E tem uma parte da biografia que me marcou muito, que o Steve Jobs, que é o criador, né, do iPhone, era o CEO da Apple, ele se inspirou no pai dele. Pai dele era um artesão e era alguém que fazia também armários, coisas com e tudo mais. E ele, sabe esse armarinho que eu tô citando? Ele era o cara que fazia esse armário com excelência. E ele era o cara que geralmente, o que que acontece? Qualquer um que tá ouvindo aqui pode fazer esse experimento social na sua casa, que é ir no seu armário do guarda-roupa.
Geralmente é assim, o fundo, o guarda-roupa ele é bonito quando tu olha, mas o fundo do guarda-roupa tem aquele compensado sem vergonha, né? Aquela madeirinha que ela vai abaluando com o tempo. E ela vai cair, e tu vai ficar com aquele armário ali. Se o guarda-roupa todo não for ele, o próprio, né, o próprio sem-vergonha que vai se caindo, vai caindo com o tempo, mas pelo menos aquele fundo é assim. Eu vejo voluntariado dessa forma, dessa mesma maneira, é nós olharmos para aquilo que ninguém vê.
A filosofia do pai do Steve Jobs era essa: por que que eu vou fazer feio aquilo que ninguém vê? Porque o que eu faço fala sobre mim, não fala sobre quem vê. Entende? O que eu faço fala sobre mim, sobre o amor que eu coloco nas coisas. Não é só, não é pegar o tapete e jogar aí debaixo e tipo assim, isso fala sobre mim, sobre o que eu tô entregando, a excelência, o amor que eu tenho. O pai do Steve Jobs ensinou isso para ele, ele levou isso.
A gente vê que na Apple eles têm lá esse trabalho minucioso com os detalhes, com a experiência, né, com todos os produtos, no voluntariado. A Bíblia nos ensina que nós estamos fazendo algo para Deus, não é um produto. Nós estamos entregando a melhor mensagem. É claro que isso não tem um fim em si mesmo, a gente tem o contrapeso. Calma lá, né? Aqui eu tô só indo por esse caminho, é o caminho da, do cara, não é um produto, é a mensagem do evangelho, é eu lidar com pessoas.
Eu não tô entregando um iPhone, embora tenha toda a sua relevância, mas é eu tô entregando aquilo que muda a história de alguém e muda a história de gerações. Então quando eu faço a minha mudança, que eu tô ali no ministério, esse armário não cai.
Por quê?
Porque eu tô entregando excelência ali. Isso faz parte de quem eu sou, tem a ver com a minha identidade. Eu já não entrego mais aquilo que é uma mensagem para alguém, que eu entendo que é uma mensagem poderosa. Eu já não entrego mais essa mensagem. E agora já não é só sobre a mensagem, agora eu entendi que é a minha identidade. É o que eu faço. Eu sou assim porque eu sou excelente, porque eu amo a Cristo. Eu faço isso como quem faz para Deus.
Então esse armário, quando se muda, ele se muda de pé, porque existe o compensado no fundo, é uma madeira grossa, porque eu tô olhando os detalhes, eu tô vendo a excelência. Então quando eu faço algo, meu chefe, eu entendo que meu chefe é Cristo naquele momento, porque não é o que ele vê, não importa se ele tá vendo ou não. Importa que é eu, eu tô vendo, eu sei, e eu sei que Deus tá vendo. Então tem a ver com uma identidade de olhar no espelho e falar, cara, é tu, é sobre ti, não é sobre os outros, o que estão vendo.
E isso para de pé, isso é longevo, porque aquele que é excelente nos detalhes, essa construção de longo prazo, ela— a gente tem os exemplos do ministério, pessoas que entregaram excelência como quem que você faz para Deus. E aquilo começou, é um armário de pé. Quando se mudou, quando foi para lá, eu tenho a minha experiência no ministério de buscar essa excelência. Quando eu vou para empresa, né, o meu trabalho, fui reconhecido várias vezes, muitas delas pela capacidade da oralidade, da dicção, de poder lá apresentar projetos que chegaram a presidentes, chegaram a lugares bem altos, inclusive no Brasil.
Tem a ver com essa excelência, entrego essa preocupação da excelência dentro do contexto E aí esse armário parou de pé quando eu fui para minha empresa, porque lá eu tava fazendo o mesmo, o mesmo, excelência na tecnologia, nos detalhes, né, como citou, na fala, na entrega, de pensar como entregar isso da melhor maneira possível para que haja convencimento das pessoas. Porque agora eu tô, não é só sobre a mensagem que eu entrego, mas é sobre uma identidade que tá dentro de mim, um armário que para de pé independentemente do lugar que eu vou.
Muito bom.
Um agradecimento especial aí a esse pastor, né, que te colocou na liderança lá em 2005, que daí, né, com todo Natalino. Ó, Pastor Natalino aí, ó. Por quê? Porque quando tu começou a pregar lá, naquele momento nem sabia que a tua oralidade, que a tua dicção aí, ó, ia te levar para tantos lugares, né? A gente também pode falar, né, assim, brevemente, brevemente, sobre o quando servir cansa, né? Porque vai cansar, claro, né? Talvez existe ali as pessoas que estão num pique, naquele pique sempre, né?
Mas eu te escuto muito e tu bastante sobre começar o ano. A gente começa o ano a mil, querendo se voluntariar em vários ministérios ali, com muita energia. E vai passando o ano e a gente vai cansando, a gente vai se entregando, né? E eu queria ouvir um pouco de ti, como que— com certeza já escutou muitas histórias de esgotamento, e como que a gente previne isso?
Essa resposta, para ser breve, né? A gente tem um treinamento no ministério para voluntários que estão começando. A gente faz ele no início do ano e tem uma parte do treinamento que eu falo sobre umas coisas que parecem que não são espirituais, mas são muito, são muito espirituais, sobre exercício físico, alimentação. E tu vai dizer assim, cara, mas o que tem a ver? Muito do esgotamento que a gente tem hoje se dá pelo fato de que as pessoas elas estão demasiadamente envolvidas com coisas que não são do seu cotidiano, com as redes sociais, com a vida alheia, com a vida da Virgínia, com Vini Júnior, com Neymar.
Elas estão preocupadas se a Ucrânia lá— elas estão preocupadas. E isso aliado ao sedentarismo, a uma alimentação ruim, é uma bomba. Então muitas vezes a pessoa chega, né, tu fala sobre prevenção, a pessoa chega em mim e diz assim: cara, eu tô cansado do ministério. Para aí, a gente tem que separar bem. Tem a estafa, estafa. Tem a estafa ministerial, mas eu diria, gente, olha, não quero ser duro, mas eu diria que boa parte, a maior parte hoje das estafas ministeriais, elas não são ministeriais.
Elas, é óbvio, o líder de ministério, o voluntário, ele é um cara, ele é um super-herói, ele é um super-herói. Às vezes eu e a Jéssica, a gente fica se perguntando o que que os nossos amigos que não são cristãos fazem, o que eles fazem da vida, meu Deus do céu, porque eu tô aqui, eles estão cansados, amigo meu que não é cristão, que não tem filho, e tá cansado. Como eu tenho filho, tenho, tô aqui atuando ministerialmente. Nós somos super-heróis, graças a Deus, pela presença do Espírito.
Existe uma energia em nós, mas existe, né? Então, por ser essa, esse super-herói, até essa atividade extra, né, essa hora extra, né? Trabalha 8 horas, pega condução, depende de alguém ainda, e aí de noite às vezes tá envolvido com discipulado, com criação de estudo, recebendo pessoas sacar. Então existe essa estafa, mas boa parte dessa estafa real ela se dá por fatores alheios ao ministério, né? Se dá por um pós-pandemia, se dá por pessoas que não praticam exercício algum, pessoas que não têm nenhum tipo de boa alimentação.
E aí elas estão jogando isso para conta da, às vezes, da igreja, jogando para conta do diabo. Então eu diria que boa parte dessa prevenção é eu preguei até sábado agora sobre isso, é contemplação, é diminuir o ritmo, fazer como Josué, né? Quando todo mundo ia embora lá em Êxodo 33 e a nuvem ia embora, Josué ficava quietinho lá na tendinha junto com Deus. É diminuir as vozes, né? Não preciso saber tudo que acontece no mundo. É diminuir um pouco desse impacto, desse emaranhado, essa teia que eu não consigo resolver, essa sensação de que tá, tem um caos ao meu caos maior, e é super comum, mas talvez exista um caos ainda maior que eu não deveria estar absorvendo.
E aí eu tô absorvendo um caos maior desnecessário, vivendo uma vida desregrada. E aí quando chega a estafa, eu vou lá no pastor: pastor, eu quero sair de tudo, eu não aguento mais, tá difícil a minha vida, eu preciso tirar o ministério, entendeu? Então, tipo assim, poucas às vezes de fato é o ministério, poucas às vezes. Geralmente envolve uma coisa muito mais profunda. É óbvio que eu como pastor não vou chegar na pessoa e dizer Não, segue no ministério e resolve esse problema.
Não, porque aí passa por— porque se a pessoa tá nesse lugar, ela precisa reorganizar mesmo, ela precisa de passos atrás, ela precisa desse lugar de tipo assim, cara, calma aí, tem alguma coisa errada na minha vida, eu não tô contemplando a Deus, eu tô vivendo uma vida completamente sedentária, eu sou uma pessoa completamente desregrada na minha alimentação, eu sou uma pessoa que não prioriza a minha família, não prioriza os bons momentos de descanso, então tem algo errado aí.
Isso também é espiritual, tem a ver com o que tá sendo prioridade para mim. Então sim, faz sentido ela se afastar ministerialmente, mas não porque o ministério é o problema, mas é porque ela precisa reorganizar as prioridades da vida inteira dela.
Descansar faz parte, descansar faz parte, mas não significa abandonar a comunhão, não significa abandonar a missão, não significa abandonar o propósito, não significa se isolar, né? Descansar não significa se isolar. Quando a gente vai vai olhar assim a questão de quando Deus está criando todas as coisas e descansou, ele tá— a gente, no nosso olhar, né, no nosso olhar, a gente entende que é como se fosse a semana de 7 dias, né.
Enfim, é outra coisa, mas pelo amor de Deus, né, a gente não vai entrar nisso não. Mas a questão é que esses detalhes que estão no nosso dia a dia fazem total diferença. Com aquilo que Deus está determinando para que a gente viva toda semana, e muitas das vezes todos os dias, sendo abastecidos, edificados no Senhor diretamente, não em outras coisas, né? Hoje parece que não é espiritual isso, mas é que nós estamos sendo totalmente confrontados para ficar nas redes sociais mais tempo.
O algoritmo tá nos mandando cada vez mais coisa. Então é totalmente espiritual direcionar aquilo que parece tão ordinário de uma maneira importante, de uma maneira essencial, porque isso é o que vai nos manter, né, nesse lugar em que a nossa mente vai descansando e nós vamos tirando esse olhar das coisas erradas, né, vamos dizer assim, né.
Sim. E infelizmente a gente tá encerrando, né, nosso podcast. Só que a gente tem uma pergunta, uma última pergunta, que é assim, ó, sabe, resposta vápti-vupti. Tenta, tenta, a gente vai conseguir. 40 caracteres.
Responde num tweet, pelo amor de Deus.
O que tu diria para alguém que frequenta o Wii U há algum tempo, que já ama o Mas que nunca teve coragem de começar a servir. Agora é assim, ó, dica rápida, praticidade.
Essa pessoa, ela precisa entender que Cristo vai ser formado nela à medida que ela se coloca no lugar de risco. Ela precisa se desafiar mais, aumentar a ambição dela, né, como eu comentei alguns dias atrás, aumentar a ambição dela pela missão. À medida que ela abraça a missão, nem sempre ela vai abraçar a missão por paixão, mas à medida que ela conhece a missão, conhece aquilo que Deus está chamando ela para viver, ela vai querer ser construtora disso quando ela entender a dimensão.
Talvez ela não tenha compreendido a dimensão ainda e ela precisa orar, precisa buscar. Mas esse lugar, ele é físico, tem uma fisicalidade que é estar nesse lugar, estar lá no meio das pessoas. Isso é extremamente relevante. Não posso me afastar isoladamente, achar que só oração, mas eu preciso dessa fisicalidade, desse lugar de manada que a gente diria, que às vezes é pejorativo, mas esse lugar de manada ele é bíblico. É igreja reunida, a igreja reunida contemplando, adorando a Deus, e ali uma influência, um poder, uma graça que a gente até não entende pela soberania de Deus, mas que ali ela vai sendo forjada, formada, sendo abraçada, envolvida na missão. Eu diria, dá um passo de fé, seja mais ousado, vai lá, lá, experimenta e vê.
Amém! Muito bom, muito bom. A gente conseguiu enxugar tudo aqui.
Com certeza teríamos muito mais, né?
A gente teria muito mais perguntas, muito mais assunto, mas a gente está aí chegando ao fim. E tu gostaria de completar mais alguma coisa, minha amiga?
Não, não, vai que é tua.
É isso?
Vai que é tua.
Bora, gente! A gente pensou, né, nessa temporada com 4 episódios falando desse assunto, uma comunidade para todos. Cada episódio tá abordando algo essencial que na tua fé, na tua caminhada com Deus, vai fazer total sentido para você se conectar em uma vida com pessoas. E essa vida com pessoas vai te levar a continuar caminhando em Deus de maneira essencial, fora daquilo que estão tentando pregar para você, para você conseguir identificar um falso evangelho.
Para o verdadeiro evangelho. E a vida com comunhão, a vida com amigos, a vida com pessoas vai te levar a esse lugar. Então continue junto conosco, assista o próximo episódio. Se você não assistiu o nosso primeiro episódio, vai lá, corre e assiste, não perde nada. Nos segue, se inscreva no nosso canal, e por hoje é só.
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