#102 Os medos que vencem - Daniela Luz Fogaça
O medo faz parte da nossa história, mas não precisa definir o nosso futuro. Deus não nos chama apenas para sobreviver aos traumas; Ele nos convida a viver novamente. A pergunta não é se sentimos medo, mas quantas oportunidades estamos deixando passar por causa dele.
Baraque conhecia a promessa de Deus, mas permitiu que o medo influenciasse sua resposta. Enquanto isso, Jael enfrentou o mesmo cenário com uma postura completamente diferente. A realidade era a mesma; o filtro através do qual cada um enxergava a situação é que mudou tudo.
O medo cria filtros que distorcem nossa visão da vida. Rejeições geram insegurança, traições alimentam o abandono, humilhações produzem isolamento. Aos poucos, deixamos que o passado dite as decisões do presente e limitamos aquilo que Deus deseja fazer através de nós.
Mas Deus raramente responde aos nossos medos apenas com explicações. Ele responde com encontros e novas experiências. Foi assim com Elias, Pedro e Tomé. O Senhor reescreve histórias quando escolhemos caminhar com Ele, transformando feridas em testemunhos e traumas em esperança.
O oposto do medo não é a coragem. Muitas vezes, a coragem é agir mesmo sentindo medo. O verdadeiro oposto do medo é a esperança: a certeza de que Deus continua escrevendo uma história maior do que a nossa dor. Quando atravessamos as tribulações com Cristo, elas deixam de nos definir e passam a formar nosso caráter.
A cruz parecia o fim, mas se tornou o maior símbolo de redenção. As marcas permaneceram nas mãos de Jesus, porém passaram a contar uma nova história. Que os nossos medos deixem de determinar nossos passos e que os encontros com Cristo nos levem a viver uma vida marcada pela esperança.