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Recordando João Paulo II, o papa que mudou o mundo em que vivemos

02 de abril de 20265min
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Alexandre Garcia recorda o aniversário de morte de João Paulo II e comenta preocupação de Lula com números de pesquisas recentes.
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Alexandre Garcia

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  • Legado de João Paulo IIKarol Wojtyla · visita ao Brasil · impacto na política mundial
  • Eleições Lulapreocupação de Lula · rejeição nas pesquisas · candidatura de Flávio
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Ouça agora Alexandre Garcia, opinião independente de um dos maiores jornalistas do país e que você encontra aqui na Gazeta do Povo.

Bom dia, 2 de abril, quinta-feira santa, e eu lembro que num 2 de abril, em 2005, morreu um papa. Um papa contemporâneo que está entre os maiores papas da Igreja Católica. João Paulo II, ou Karol Wojtyla, polonês, que em 1964 já era arcebispo de Cracóvia.

Ele trabalhou em pedreira durante a invasão nazista. O pai dele morreu, o pai dele era suboficial do exército polonês, teve um ataque cardíaco quando a Polônia foi invadida e deu início à Segunda Guerra Mundial em 3 de setembro de 1939.

Mas Karol Wojtyla brilhou na Polônia, defendendo sempre os direitos de liberdade, de democracia. Ele foi ator antes de entrar num seminário e depois de ter quebrado pedra.

na pedreira, trabalhou numa indústria química também para sobreviver. E foi feito santo em 2014. Morreu em 2005 com 82 anos. Em 2000 e acho que foi 1991, eu tenho que lembrar porque faz parte da história política do mundo. Ele, em 1981, sofreu um atentado a tiros daquele terrorista turco, que depois foi pedir desculpas para ele, pedir perdão.

E a partir dali a saúde dele não ficou boa, mas pôde viajar muito ainda. Em 1980 ele veio ao Brasil, ficou 12 dias, visitou 13 cidades. Eu acompanhei de perto essa visita porque estava no Palácio do Planalto.

E depois ele veio ao Brasil mais duas vezes, 1997, 1991. Eu lembro dos gritos lá em Porto Alegre, rei, rei, rei, o Papa é nosso rei, o Papa é gaúcho. Uma simpatia enorme. Por que eu estou dizendo isso? Porque o mundo mudou com ele, é um trio. João Paulo II, a senhora Margaret Thatcher, senhora Thatcher, e o presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan.

Acabou a União Soviética. E vejam que interessante. No dia seguinte ao Natal de 1991, dia 26 de dezembro de 1991, a força foi tal que acabou se desfazendo a União Soviética.

E hoje há uma guerra entre um antigo Estado que integrava a União Soviética e a matriz da União Soviética, que é Moscou, a Rússia e a Ucrânia. Na verdade, a Ucrânia era o principal Estado produtor de cereais, de bens da União Soviética. Fica aqui esse registro, porque ontem eu falei de Cuba, que virou República Democrática Socialista num primeiro de abril de 1961.

E a ditadura até hoje não tem como ser socialista e ser democrático. Não tem como. Bom, eu queria falar também, a gente está num ano de eleições e a preocupação muito grande do presidente Lula, e ele está meio desesperado, não encontrou um vice que não fosse o Alckmin, não encontrou um partido importante, um...

PSD, por exemplo, para entregar a chapa para o vice, teve que repetir o Alckmin, que é do Partido Socialista, está muito preocupado com a rejeição que as pesquisas estão mostrando. A última pesquisa lá em São Paulo já mostra uma distância maior, cinco pontos.

percentuais de Flávio sobre Lula, e uma rejeição de Lula que está, assim, seis, sete pontos maior que a rejeição de Flávio. E agora ainda tem um tercios aí, que está sendo muito comentado, que é o Caiado. Então, vai ser uma eleição, ainda está em outubro, né? Nós já estamos em abril.

Está chegando. Daqui a pouco tem as convenções, etc. Mas a eleição vai mexer esse país e será decisiva para o futuro. Porque ou o eleitor aprende a votar, porque é um eleitor. Desculpem, mas um eleitor que reelege Dilma. Um eleitor que depois elege Lula, depois de ele ter sido condenado.

por nove juízes, houve as condenações, houve o recurso, houve a revisão, houve o recurso para o tribunal de terceira instância e ainda assim foi condenado. Depois foi descondenado, anularam, porque estavam com medo de Bolsonaro. Agora Bolsonaro está em prisão domiciliar.

e indicou o filho, ungiu o filho como seu representante. E é o que temos nesse ano eleitoral. De Brasília, Alexandre Garcia. Você ouviu Alexandre Garcia. Os maiores nomes do jornalismo brasileiro estão na Gazeta do Povo. Garanta o seu acesso ilimitado a colunas, notícias e análises. Acesse gazetadopovo.com.br barra Alexandre Garcia.