Vorcaro vai entregar até quem poderá julgá-lo depois?
Ouça agora Alexandre Garcia, opinião independente de um dos maiores jornalistas do país e que você encontra aqui na Gazeta do Povo. Uma boa pergunta havendo delação premiada de Vorcaro. Qual será a atitude dele? Que garantias ele terá se tiver que mencionar pessoas que vão julgar? O Procurador-Geral da República, o Ministro do Supremo, digamos, Moraes,
digamos, Toffoli, são ligações que todo mundo conhece. Ou que tiver que passar por alguma coisa de Alcolumbre, de Hugo Mota, de políticos, que ele já mencionou na conversa com a namorada, com a noiva. É um dilema, não é? Eu entrego, mas depois ele me ferra na hora do julgamento. É difícil. Como deve ser difícil para o Supremo agora atender o ofício do presidente da CPI, Carlos Viana, que, ao identificar o telefone
para o qual o Vorcaro apelou o dia inteiro, no dia em que seria preso pela primeira vez, e trocou mensagens, só que as mensagens que vieram para ele se apagaram depois que ele viu, porque o remetente tomou cuidado de mandar, de, digamos, printar mensagem feita num bloco de notas e depois expedir a mensagem na condição de ter uma única visualização. Então, ele queria esconder a mensagem.
o telefone remetente foi identificado como um telefone funcional do Supremo, que é distribuído a ministros. Então agora oficiou-se para o presidente Fachin para ele dizer quem é o ministro que estava naquele dia com esse telefone. É outro dilema, que eu não sei como é que o Supremo vai sair dessa. Já que ontem fizeram homenagem ao ministro Moraes por estar lá há nove anos, e o próprio Fachin disse que é um caráter intimorato, ou seja, sem medo.
namorada, a Marta Creff, estão anunciando ainda a presença dela na CPI, o depoimento dela, talvez, à distância, na CPI. Mas cuidado, cuidado, gente. Isso pode estar sendo usado para desviar as atenções. Ninguém está investigando a namorada dele, com quem ele dormiu, com quem ele namorou, com quem ele fez festa, com quem ele conversou, não. O que a gente quer saber é detalhes como ele falou para ela uma vez, olha,
Ela reclamou, você não está me dando atenção hoje, está sendo meio frio nessa ligação. Não, é que eu estou recebendo aqui o Hugo, o Ciro e o Alexandre. Então, para esclarecer essas coisas, o que a gente quer saber é se autoridades da República foram às festas em Trancoso, qual era o fim que tinha exatamente o contrato de 129 milhões, os negócios com o Tayhaya.
muito mais a contar, além do que já foi descoberto. Então, não caiam nessa de querer, ah, dona Marta Kreff, não sei o quê. Não, isso não é importante, isso é acessório. É só um caminho, tanto que ela vai depor como testemunha. Isso é um caminho para chegar à corrupção da grossa, da grande. Gente, aconteceu, não aqui no Brasil, mas está divertidíssimo essa. Trump recebeu na Casa Branca a chefe do governo do Japão, que é de direita,
conservadora, a Sanae Takahichi. E ao lado dela, abriu-se para perguntas. Estava cheio de repórter japonês. Aí uma repórter japonesa perguntou para o Trump, por que os Estados Unidos não avisaram seus aliados sobre os planos em relação ao Irã? E olha a resposta do Trump, divertidíssima. Não queria abrir indícios. Queríamos surpreendê-los. Agora, quem sabe, sob surpresa,
é o Japão. Por que não nos avisaram antes de Pearl Harbor? Meu Deus do céu. 7 de dezembro de 1941, né? Dia da infâmia no dizer de Roosevelt. Pois é. Essa foi... Meu Deus do céu. Essa foi na lata. Agora os iranianos estão atacando depósitos de gás e petróleo do Catar, da Arábia Saudita. A Arábia Saudita é grande produtora. Estão noticiando como se fosse uma novidade de guerra. Gente,
de Deus, Ploeste na Romênia, Baku no Azerbaijão, na Segunda Guerra Mundial, eram alvos preferidos da aviação dos Estados Unidos, da Royal Air Force e até dos soviéticos, porque era o grande centro de abastecimento dos alemães. Os alemães tratavam de ocupar Baku e Ploeste também. A Romênia, afinal, estava afinada com os alemães por causa das reservas de petróleo. E só para encerrar, Lula confirmou hoje,
O Haddad não sabe nem para quê. Ele vai ser candidato em São Paulo, mas ele quer saber onde ele tem alguma chance. E entra um desconhecido para todos nós, mas conhecido lá dentro. Ele é o secretário executivo número dois lá, Dario Durigano. Aí eu fui ver, ele trabalhava para a meta. A meta, como vocês sabem, é Facebook, é Instagram. E ele trabalhava lá no WhatsApp. Eu disse, puxa, veio da iniciativa privada, está lá desde 2020.
Só que aí a gente vê que ele era assessor jurídico da Dilma, lá na Casa Civil, no governo Dilma, de Brasília, Alexandre Garcia. Você ouviu Alexandre Garcia. Os maiores nomes do jornalismo brasileiro estão na Gazeta do Povo. Garanta o seu acesso ilimitado a colunas, notícias e análises. Acesse gazetadopovo.com.br barra Alexandre Garcia. Música