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“Festinha do uísque” de Vorcaro em Londres não é crime, mas também não é ético

11 de março de 20266min
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Alexandre Garcia comenta lista de convidados de degustação de uísque paga por Daniel Vorcaro, julgamento da prisão do banqueiro, e reação da CPMI do INSS a decisão de Dino contra quebra de sigilos.
Assuntos4
  • Degustação de uísque em LondresFinanciamento por Daniel Vorcaro · Lista de convidados · Custo em reais e dólares · Autoridades presentes · Ética e promiscuidade
  • Julgamento Cláudio CastroSegunda turma do Supremo · Relatório de André Mendoza · Voto de Toffoli · Possível delação premiada · Congelamento de bens
  • Crise institucional e uso do Supremo pelo governoSupremo como braço político do executivo · Falta de maioria no Congresso · Responsabilização de Lula · Impacto em eleições futuras · Interferência em questões internas
  • Sigilo INSSDecisão de Dino · Investigação de voto em bloco · Sigilo de Lula e Roberta Luczinga · Gravame regimental · Interferência do Supremo
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Ouça agora Alexandre Garcia, opinião independente de um dos maiores jornalistas do país e que você encontra aqui na Gazeta do Povo. O 360, o Poder 360, que é uma excelente agência de notícias, pesquisou bem. O Estadão confirmou, publicou também. A famosa, agora virou famosa, degustação de uísque no George Bar, em Londres.

por Vorcaro, ao custo em dinheiro brasileiro de 3 milhões e 300 mil, com nota fiscal de 640 mil 831 dólares e 88 centavos. Vorcaro pagou a degustação de uísque McCallum no George Club para Moraes Toffoli, chefe da Polícia Federal Andrei Rodrigues,

Procurador-Geral da República, Paulo Gonê, em abril de 2024, 26 ou 27 de abril. Também lá, o ministro do Superior Tribunal de Justiça, o Missão Cumprida, a missão dada, a missão cumprida, Benedito Gonçalves, presidente da Câmara, Hugo Mota, e o ex-ministro do Supremo, ex-contratado por Vorcaro, ex-ministro da Justiça, ex-presidente do julgamento de Dilma,

É aquela reunião que está nos telefonemas, nos celulares dos dois pombinhos, em que aparece ele contando para ela que fez uma reunião e que consultou Moraes sobre os convidados e que Moraes vetou um. Vetou o Joesley Batista. Essa Joesley não vai esquecer nem que ficou fora do McCallum. Não conheço esse uísque, mas enfim.

gente que tem dinheiro sobrando e de deslumbrados. É crime isso? Não. A priori, não. Mas promiscuidade de autoridades assim, com banqueiro pagando, banqueiro, né? Isso é um elogio para Vorcaro, porque banqueiro de verdade acha que ele é apenas um bobo estagiário tentando ser banqueiro. Isso eu ouvi. Mas é uma promiscuidade que a ética não recomenda, né?

E lá o que vai acontecer depois da décima dose. Gente, sexta-feira, depois de amanhã, a segunda turma do Supremo julga a decisão do relator André Mendonça de prisão cautelar para Daniel Vorkar, Daniel Bueno Vorkar. A segunda turma é composta pelo André Fuchs, Cássio Nunes Marques, Gilmar Mendes e Toffoli.

declarar impedido ou vai votar. E se vai votar, o que ele vota? Ele tentou evitar a prisão. Ele congelou contra o andamento de tudo. Escondeu as provas. E gonê. Como será que ele vai votar? E se ele votar pela prisão, ele fica na prisão e faz uma delação brabo com Toffoli. E Gilmar? Gilmar vai demonstrar ali que está do lado de Fux, de André, ou do lado de Moraes.

Estranho, não é? A gente achar esse vínculo com o Vorcaro lá no fundo. Mas, afinal, o contrato de R$ 129 milhões autoriza a gente a pensar assim. E, por fim, falar sobre Dino, porque a CPMI lá do Senado acionou o jurídico do Senado que está entrando com um agravo regimental contra Dino, que tomou a decisão que invade o interna corpores ou questões internas do Legislativo para dizer que, não, votaram em bloco, não vale.

quebra de sigilo do Lulinha e da Roberta Luxinga, que é o elo entre Lulinha e o careca do INSS. O pessoal está muito irritado lá no Senado. E eu sou do tempo de cobrir Supremo em que as questões internas da Câmara e do Senado eram consideradas no Supremo interna córpores e volta. Agora o governo em geral usa o Supremo, já que não tem maioria na Câmara, não tem maioria no Congresso em geral,

um líder político, braço político. E com isso, a crise que o Supremo levou para a República está batendo em Lula. Porque a maior parte do eleitorado de Lula acha que o Supremo faz parte do poder executivo, que Lula manda no Supremo. E que se tem essas coisas horríveis no Supremo, Lula é responsável. Ele está vendo isso, está preocupado. Sabe que isso vai dar problema na eleição.

o que acontece agora com esse recurso da CPMI. CPMI existe para investigar sem interferência do Supremo. Depois os casos vão para o Supremo. Com Collor foi assim, foi julgamento do Collor no Senado e depois um outro julgamento lá no Supremo, que aliás o absolveu de crimes comuns. No Senado ele foi condenado por crime de responsabilidade. É outra coisa, é um julgamento político de Brasília.

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