Lulinha ainda não está a salvo após Dino blindar lobista
- STF Setor PrivadoMandado de segurança impetrado pela defesa · Sigilo já quebrado anteriormente · Princípio de individualização vs. ações em bloco · Proteção de lobista ligada a Lulinha · Comparação com julgamento do 8 de janeiro
- Roberto LuczingaLobista e braço direito de Queiroz · Apresentou Queiroz para Lulinha · Mansão no Lago Sul · Antecedentes familiares (ex-PF, acionista de banco suíço) · Intermediária de operações financeiras
- DocumentáriosLiberação pela decisão de Flávio Dino · Produção da Warner para HBO Max · Censura prévia do Supremo Tribunal · História do grupo católico fundado em São Paulo · Presença em 70 países e reconhecimento papal em 2001
- Prisões relacionadas a ameaças contra QueirozPrisão de ameaçadores de secretária de Queiroz · Ordem de Queiroz para quebrar dentes de jornalista Laura Ojada · Posicionamento de André Mendonça · Parecer da Procuradoria-Geral da República contra prisão
- Banco MasterCompra do Banco Master · Envolvimento do governador do DF · Afirmações sobre saúde financeira do banco · Bloqueio de André Mendonça (22 bilhões)
- Critica PoliticaBloqueio de documentários sob pretexto de sigilo · Comparação com documentário sobre tentativa de assassinato de Bolsonaro · Alegações de censura por proximidade eleitoral · Contradição nas decisões judiciais
Ouça agora Alexandre Garcia, opinião independente de um dos maiores jornalistas do país e que você encontra aqui na Gazeta do Povo. Muita gente não entendeu a decisão do ministro Flávio Dino numa ação, num mandado de segurança, impetrado pela defesa da Roberta Luxinger. Como se sabe, ela é braço direito do careca do INSS,
Lulinha. Muita gente está achando que Dino está bloqueando a quebra de sigilo do Lulinha. Impossível, porque a quebra de sigilo do Lulinha já é dupla. Foi quebrado pelo ministro André Mendonça, no processo na ação do INSS, a pedido da Polícia Federal, e quebrado pela comissão parlamentar mista que trata do assunto. Os governistas que querem esconder as movimentações financeiras do Lulinha,
apelaram para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, mas ele não os atendeu. A decisão do ministro Dino se refere apenas à quebra do sigilo de Roberta Luxinger, que, de certa forma, beneficia Lulinha. Porque se Lulinha não deixou rastro, porque ele está calejado, tudo é feito pela Roberta Luxinger, que é uma lobista, ela tem, eu já falei para vocês, tem o know-how de ter sido casada com o protógeno Esquerós da Polícia Federal,
ser neta de um grande ex-acionista do Credit Suisse, lá da Suíça, que é um grande banco internacional. O Protogenes, quando fugiu do Brasil, foi para a Suíça. Então ela sabe das coisas. Ela tem uma mansão no Lago Sul, onde recebia o Lulinha e a careca do INSS. Agora vejam só, a decisão do ministro Dino, na base do faça o que eu digo, mas não faça o que o Supremo fez. A decisão se baseia no seguinte,
Não vale essa história de quebra de sigilo em bloco, no coletivo, no atacado. Não vale. Tem que individualizar. Vocês já sabem o que eu vou dizer agora, né? Porque o Supremo não individualizou as condenações do 8 de janeiro. Era por grupo, assim, pega 50, condena 50. O que fez fulano? Ele fez realmente isso? Ele estava armado? Não estava. Ninguém estava armado. A não ser um batom, bíblias, etc. Então, ele está aplicando.
O princípio é correto. Se vai prejudicar alguém, tem que individualizar, dizer por quê. Quais são os indícios que levam à quebra de sigilo da Roberta Luxinger? Os indícios acho que são bem óbvios, mas talvez tenha faltado essa individualização à CPMI. É isso. Agora, o ministro Dino surpreendeu um dia antes, liberando aquilo que o Superior Tribunal de Justiça tinha censurado, censula prévia, dos arautos do Evangelho.
A tradução da Warner, que vai sair agora nesse semestre, na HBO Max. Se chama Escravos da Fé, Os Arautos do Evangelho. Conta a história desse grupo católico fundado em São Paulo, que já está presente em 70 países do mundo. Foi reconhecido pelo Papa em 2001.
Eu estava em Roma, fui visitar a Igreja Santa Maria Maggiore, que é uma das mais sensacionais das centenas de igrejas de Roma, e houve um sotaque paulistano lá dentro, e era uma consagração, uma etapa de uma consagração por parte de um cardeal de um grupo grande brasileiro dos Arautos do Evangelho. A partir dali me interessei por eles. Mas chegou lá no Supremo um pedido. Ah, não pode.
Ah, não, porque vocês vão entrar num sigilo de um inquérito que está sob sigilo. Não tem nada disso. O Warner explicou. Ninguém está entrando em sigilo de nada. Está contando a história dos arautos do Evangelho. E aí Dino liberou. Surpresa, né? Porque ele é comunista. E liberou. Deu liberdade para um grupo terrivelmente católico. O tribunal anterior, mais abaixo, estava fazendo censura prévia. Que história é essa? De novo?
Será que era só mais essa vez, como fizeram com o Brasil Paralelo, que tinha um documentário sobre a tentativa de assassinato de Bolsonaro? Ah, não pode, porque está perto de eleição, mas nem viram ainda, não tinham nem visto. Bom, outra questão que eu ainda queria falar para vocês, para salvar o BRB, a Assembleia Distrital aqui, a Câmara Legislativa do Distrito Federal, por 14 votos a 10, um total de 24, estavam presentes todos,
lei que autoriza a vender o patrimônio do Distrito Federal para cobrir o rombo de R$ 6,6 bilhões. É rombo pequeno, perto do que o ministro André Mendonça bloqueou do Vorcaro. R$ 22 bilhões. Aquele dinheiro que o Vorcaro mandou para o pai dele, R$ 2,2 bilhões. Como a gente faz essas comparações, R$ 6,6 bilhões é o rombo do Banco Regional de Brasília.
para ver se salva o banco. Agora, como é que a gente vai confiar em político quando o governador vinha fazendo declarações dizendo que o banco estava muito saudável? Agora, dez dias. E convenceu, por esse mesmo score, a comprar o Master lá atrás. E só para encerrar, André Mendoza prendeu aqueles que ameaçavam moer uma secretária de Volcaro, por ordem de Volcaro, quebrar os dentes do jornalista Lauro Jardim. Foram presos para salvaguardar
As pessoas ameaçadas. E a Procuradoria-Geral da República disse que não era o caso de prender, que não abonaria um pedido de prisão. Meu Deus do céu. Onde é que eles estão? Em que mundo? De Brasília, Alexandre Garcia. Você ouviu Alexandre Garcia. Os maiores nomes do jornalismo brasileiro estão na Gazeta do Povo. Garanta o seu acesso ilimitado a colunas, notícias e análises.
Alexandre Garcia.