Parente de ministro não devia ter ações no STJ e STF
- Parentes em posições públicasConflito de interesses no STJ · Nepotismo judicial · Ética profissional · Familiares atuando em tribunais · Falta de fiscalização
- Eleições Rio de JaneiroAdvogados com trânsito privilegiado · Questões de princípio ético · Falta de transparência · Privilégios de familiares de ministros
- Falta de TransparenciaConfiança na justiça comprometida · Limites do CNJ · Autoridade do Supremo · Integridade institucional
- Denúncia contra autoridades políticasUso de avião de taxi aéreo · Conexões com sócios de empresas · Contratos posteriores suspeitos · Ligações com família Moraes
- Violência contra a mulherDetenção preventiva abusiva · Danos à saúde do detido · Recusa de delação premiada · Transferências arbitrárias de presídios
- Financas GovernamentaisInsuficiência orçamentária · Comparação com países vizinhos · Forças armadas enfraquecidas · Percentual do PIB destinado à defesa
- Sigilo bancário e ocultação de informaçõesQuebra de sigilo sob pretexto · Contradição entre discurso público e privado · Abuso de poder investigativo
Ouça agora Alexandre Garcia, opinião independente de um dos maiores jornalistas do país e que você encontra aqui na Gazeta do Povo. O título principal da página de política do Estadão de ontem diz que 26 parentes de ministros do Superior Tribunal de Justiça advogam no mesmo tribunal. A gente fica pensando ações entre famílias. Na verdade,
Dos 33 ministros, 19 têm sobrinho, mulher, filho, algum tipo de familiar, de parente, advogando lá. Dois responderam mostrando que foi incidentalmente, um filho participou, mas mora nos Estados Unidos, não atua no tribunal em que ele está. Mas, enfim, faz a gente pensar. Sabe por quê?
Um advogado bem conhecido aqui em Brasília, com trânsito aberto no Supremo, saiu a foto dele de bermuda no Supremo, muito amigo de Lula, de Zé Dirceu, já reclamou, dizendo que é difícil a concorrência com advogados que são das famílias de ministros do Supremo, ou de tribunais superiores, o advogado Cacai. Então, é estranho mesmo, é uma questão de princípio, de ética.
Não dá, não pode, não fica bem. E estão aí reclamando do Nicolas. Ah, ele pegou um avião. Esse avião era de uma empresa de táxi aéreo, onde o Vorcaro era sócio, o Tanuri era sócio. Em 2022, ninguém sabia sequer quem era Vorcaro. Ninguém podia prever que o Vorcaro ia ter um contrato de 129 milhões com o escritório de advocacia da família Moraes. Ninguém poderia prever que empresas ligadas ao Vorcaro
estariam ligadas também ao Taiaia Damari DT de Dias Toffoli. Não dava para prever. Mas hoje a gente está vendo essas ligações. Está uma tristeza enorme. O Poder Judiciário é muito importante. O Poder Judiciário tem que estar acima de qualquer suspeita. E o Poder Judiciário são os seus integrantes. Não é uma abstração. São os integrantes que deixam reluzente o conceito do Poder Judiciário
o enlameiam. O Poder Judiciário tem que pensar nisso como um todo. Eu sei que pode uma entidade como o Conselho Nacional de Justiça pode cuidar de muita coisa, mas não pode cuidar do Supremo. Quem cuida do Supremo é o Senado. É o único órgão fiscalizador do Supremo. Esperemos que Alcolumbre tome alguma decisão, como a que ele adotou ontem, não aceitando o pedido de anulação dos governistas da quebra do sigilo
do Lulinha. Aliás, Lula diz uma coisa para o povo e diz outra para os governistas. É uma coisa muito clara. Quando alguém quer esconder alguma coisa, é porque tem alguma coisa a esconder. Não é? Óbvio. Óbvio. Bom, eu falei ontem do orçamento da defesa. O ministro da defesa disse que num mundo em guerra a gente está muito fraco por aqui, muito desarmado. Que precisava chegar a 2% do PIB e o orçamento da defesa.
O PIB é a média mundial. O nosso orçamento é mais ou menos 1,3, 1,4 do PIB. E, com isso, a gente perde, nessa proporção, a gente perde feio para a Colômbia, para o Equador, para o Uruguai, para o Chile, para a Bolívia. Só para citar o Atlas de defesa e citar os nossos vizinhos, na exceção do Equador, mas, enfim, é um país do nosso continente.
terrestre para cuidar, e mais de 7.500 quilômetros de litoral. Precisa ter uma marinha forte, um exército grande, uma força aérea, com todo esse espaço aéreo aí, né? É bom a gente lembrar disso. Bom, e por fim, o Felipe Martins. Parece que o ministro Polivalente, que é relator, que foi o relator nomeado por Toffoli naquele inquérito, enfim, que é também vítima na ação,
alguns presos de preferência. O Bolsonaro é um deles. O ex-ministro da Justiça também, o Anderson. E agora a gente vê que o Felipe Martins tem 38 anos por aí. Ele está com pré-diabetes, ele está com pedra nos rins, ele está com gordura no fígado. Eu arrisco dizer que tudo isso é consequência do estresse. Ele ficou em solitária para forçar uma delação premiada e ele não se dobrou. Mas o corpo dele está pagando.
Aí ele foi transferido da casa de custódia lá de Ponta Grossa para um complexo médico penitenciário. O ministro Moraes ficou sabendo, mandou tirar de lá, mandou voltar para a casa de custódia. Ele foi transferido ontem de Brasília. Alexandre Garcia. Você ouviu Alexandre Garcia. Os maiores nomes do jornalismo brasileiro estão na Gazeta do Povo. Garanta o seu acesso ilimitado a colunas, notícias e análises.
barra Alexandre Garcia.