Irã mostra que, mais uma vez, o governo Lula está distante do povo brasileiro
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Ouça agora Alexandre Garcia, opinião independente de um dos maiores jornalistas do país e que você encontra aqui na Gazeta do Povo. Eu ouvi o ministro de Relações Exteriores de fato do Brasil, que é o autor da política externa brasileira, o ideólogo da política externa brasileira, o ex-ministro Celso Amorim, que é conselheiro de política externa do presidente Lula, afirmar na televisão
preparar para o pior. Ele está incorporado como dirigente do regime iraniano. Só pode ser isso. Ele estava falando sobre guerra. Devemos nos preparar para o pior. Depois ele disse que é condenável, inaceitável, matar um líder de um país. Ainda que esse líder não considere mulheres gente que promova matanças entre o seu povo, imponha absoluta censura,
e seja a cabeça de um regime que há 50 anos, ou quase isso, vem esmagando o povo iraniano, antiga Pérsia. Além disso, eu hoje estava conversando com um amigo meu, libanês, ele lamentando que os chiítas, a manda do Irã, que formam o Hezbollah, do sul do Líbano jogam foguetes sobre Israel. E as forças de Israel revidam, não atacando os executores,
mas atacando os comandantes, que ficam abrigados no meio de Beirute. E como o Mossad sabe tudo, o míssel vai lá no meio de Beirute, exatamente na casa onde eles estão abrigados. Só que a explosão acaba afetando o quarteirão. Ele lamentava isso. Os mísseis iranianos estão atacando países árabes, tem brasileiro apavorado lá em Dubai, Abu Dhabi e tal. São lugares em que eu não tenho a menor vontade,
de ir, mas, enfim, tem muita gente que gosta. E, sobretudo, um missile afundou um petroleiro lá no estreito que ousou tentar passar pelo estreito de Hormuz. E ali no Golfo Pérsico, de onde sai um em cada cinco barris de petróleo do mundo, 20% do petróleo do mundo passa por ali. Tem 150 petroleiros, no mínimo, esperando passagem. E eles vão abater o que tentar passar, os iranianos.
Pode ter um efeito no preço do petróleo, já teve efeito no dólar, que já subiu bastante ontem, e no preço do petróleo também. O Brasil pode até ganhar com isso. Eu acho que a Petrobras já deve estar pensando como suprir essa demanda que vai ficar presa lá no Estreito de Hormuz com o petróleo brasileiro. Porque, como sabemos, nós produzimos muito petróleo, sim,
muito mais. E eu não sei por que essa ideia de estimular carro elétrico. A gente tem tanto petróleo ainda. O Brasil importa derivados de petróleo e exporta petróleo quando é negócio. Está na hora de fazer bons negócios. Agora, o interessante é isso. A política externa brasileira contraria a maior parte da nação. Eu acabei de... A gente sabe que o Estado está a serviço da nação.
nação, e não o inverso. O Estado tem que representar a nação, e a maioria da nação brasileira é ocidental, é judaico-cristã. A nossa cultura, a nossa língua, as nossas religiões, a nossa comida, então, a nossa música, meu Deus. Mas parece que a política externa brasileira está ao contrário.
Apoiando essa ação de tentar mudar o regime do Irã, porque o Irã está no meio. O Irã ali é um hub, é um centro, é um eixo, quase inexpugnável. Só quem conseguiu mesmo foi o Melchara, da Macedônia e os romanos. Ninguém mais consegue por ali, com aquelas montanhas, as fronteiras. Os iraquianos ficaram na montanha, não conseguiram. Então, essa é a situação.
Nosso ministro da defesa, José Múcio Monteiro, que é um bom ministro da defesa, é um bom político, esse pernambucano, aproveitou a incorporação pela primeira vez para o serviço militar de mulheres no Exército Marinho Aeronáutico para lembrar que a gente teria que ter no mínimo 2% do PIB investidos no orçamento de defesa. A gente está desarmado praticamente. Agora estão falando em drones e tal, muito bom. Mas a marinha, como é que a marinha vai cuidar desse mar aí que está cheio
petróleo, da nossa Amazônia Azul, a nossa força aérea também mínima, chegando aí os suecos, meu Deus, e o próprio exército. Nós temos uma fronteira terrestre imensa. Precisamos, sim, o nosso percentual para defesa é ridículo, perto do percentual da defesa de outros países, inclusive com potência regional. É bom a gente lembrar disso. De Brasília, Alexandre Garcia.
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