Com provas em celulares, Vorcaro não poderá omitir informações em delação
- Delação Premiada INSSObrigação de revelar informações · Provas em celulares · Mensagens apagadas · Impossibilidade de omissão · Pressão para confissão completa
- Contratos milionários de VorcaroContrato de 35 milhões · Contrato de 129 milhões com família Moraes · Origem dos recursos · Justificativa dos valores
- Atuação de Lucia na políticaContatos com políticos · Relacionamento com autoridades · Negociações políticas · Influência em decisões
- CorrupçãoPagamentos a políticos · Empresas com negócios dependentes de decisões públicas · Conexão entre empresários e autoridades · Jota EF e seus pagamentos
- Filho de Artur LiraEmpresa aberta com capital de 100 mil · Recebimento de 250 mil da Jota EF · Relação com empresa fornecedora · Enriquecimento rápido
- Investimentos FinanceirosOrigem do crédito no governo Bolsonaro · Taxas de juros (6% ao mês) · Envolvimento de políticos · Ligação com Jackson Wagner e Rui Costa
- André MendonçaRelatoria do caso Vorcaro · Destravamento da investigação · Papel na apuração · Declarações sobre ética
- Tribunal Superior EleitoralMinistros do Supremo no TSE · Nunes Marques como presidente · André Mendonça como vice · Potencial viés eleitoral · Desequilíbrio em campanhas anteriores
- Banco MasterConexão com Igreja Universal · Envolvimento em Lava Jato · Recebimento de valores da Odebrecht · Banco pequeno com grandes transações
- Etica e MoralDiferença entre bem e mal · Princípios éticos · Corrupção sistemática · Cultura de impunidade
Ouça agora Alexandre Garcia, opinião independente de um dos maiores jornalistas do país e que você encontra aqui na Gazeta do Povo. Bom dia. O assunto em todas as rodas é o que vai dizer Vorcaro. Ele vai ter que dizer tudo. Tudo que a polícia está descobrindo nos celulares, tudo que já sabemos ele vai ter que confirmar. Ele não tem condições de omitir alguma coisa. Por exemplo, se há uma mensagem apagada no dia que ele foi preso pela primeira vez,
cujo telefone é do Supremo, ele vai ter que dizer com quem ele falou e qual era o conteúdo da mensagem que se apagou imediatamente depois que ele leu. A pessoa sabia que estava praticando erros, prestando serviços, né? Enfim, vejam só, eu anotei aqui pessoas citadas, né? Ciro Nogueira, Antônio Rueda, David Alcolumbre, Rui Costa, Jacques Wagner, os dois do Banco Central. Vai ter que contar o que ele comprava quando botou 35 milhões
o que ele comprava quando fez um contrato de 129 milhões com a família de Moraes. E isso é só uma partezinha daquilo que a gente sabe. Quem está controlando isso é o ministro André Mendonça, que é o relator. Parece que foi o destino, Deus, a sorte, a força das coisas certas que acabou na mão dele, porque enquanto estava na mão do Toffoli, Toffoli envolvido, não podia ir para frente, claro, estava tudo blindado, tudo parado,
parado há um tempão, e aí finalmente andou. E aparece cada vez mais. Agora a gente está vendo no Estadão, além das histórias sobre a irmã e o filho do ministro Nunes Marques, também o filho de 26 anos de Arthur Lira, que abriu ano passado, recém abriu uma empresa com capital de 100 mil e já recebeu 250 mil da JIF, sempre a JIF, segundo o COAF,
aparecendo lá na CPMI da Previdência. Então, a gente está vendo aí que há uma grande distribuição de dinheiro por parte de grandes empresas que têm negócios e que dependem de decisões de políticos ou de juízes, e que pagaram por isso. Então, a gente tem que expor tudo isso, essa gente desonesta. Como falou o próprio relator, André Mendonça, na OAB do Rio de Janeiro, na sexta-feira,
é fazer o certo, fazer a coisa certa pelos motivos certos. Que os advogados têm que... Tudo bem, o dinheiro é importante, mas mais importante que o dinheiro é fazer a coisa certa. Seguir os princípios que norteiam a ética, a vida da gente, a vida de pessoas honestas, que é o certo. Tem o certo e o errado. Tem o bem e o mal. Tem gente que se põe ao lado do mal. Eu vejo aí, né? Estão esperando para esta segunda-feira um depoimento da namorada,
Mas muito mais importante, teoricamente, seria um depoimento da dona Viviane explicar por que desse contrato. Mas já que ele está fazendo a delação, ele mesmo vai explicar o que esperava desse contrato e o que foi prestado por parte desse contrato. Bom, pois é, o presidente da república disse que o ovo da serpente foi gerado no governo Bolsonaro. Não, todo mundo sabe onde foi gerado.
50 mil cartões, que cobravam 6% ao mês, empréstimos consignados em folha, garantido. E eu vi, eu vi a exposição do Vorcaro, lá em Nova Iorque, em 15 de maio de 24, mostrando o crédito sexta como parte do Master. Foi o que deu o impulso, com governadores lá da Bahia, apoiando. Isso dá força para o Jacques Wagner indicar o Guido Mantega para receber um milhão por mês do Master.
e levar todo mundo para Lula, o atual presidente do Banco Central, o Mantega, o Jacques Wagner e o Vorcaro, conversando lá, e o Rui Costa. Todo mundo, assim, estava tudo muito bem. O interessante é que tem mais uma aí, está na revista Piauí, mais um banco pequeno da Igreja Universal do Bispo Edir Macedo, que não está bem, o banco, tal de banco Digimais, e que está lá.
O interessante, o presidente agora desse Digimais é o Aldemir Bendini, que foi preso na Lava Jato, era presidente do Banco do Brasil, teria recebido da Odebrecht 3 milhões, ou pediu para a Odebrecht quando era presidente da Petrobras. É um negócio incrível, está na natureza dessa gente a vontade da corrupção. Eles não conhecem a diferença entre bem e mal, da qual falou o pastor e ministro André Mendonça o outro dia. Então, é isso que nós temos pela frente, isso que é gerado nas urnas.
Nós geramos isso nas urnas, como nós, eleitores. Agora mesmo, agora o Zema está saindo para se candidatar, o Cláudio, governador do Rio de Janeiro, está saindo também para se candidatar, estão se preparando. Só para vocês saberem, a partir de junho, vão estar três ministros do Supremo no Tribunal Superior Eleitoral. O presidente do TSE vai ser o Nunes Marques, o vice-presidente, o André Mendonça, e o terceiro é o Toffoli.
Supremo. Depois tem mais dois ministros do STJ e dois representantes da advocacia, dois juristas. É assim que se compõe o TSE, que vai com uma experiência que a gente teve antes, que uma campanha eleitoral era contida e a outra era liberada, para dizer o mínimo. De Brasília, Alexandre Garcia.
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