CPMI do INSS e investigações do Master estão prorrogadas
- CPMI do INSSInvestigação de desvios previdenciários · Roubo de 6 bilhões · Extensão por 4 meses · Decisão do Ministro André Mendonça · Investigação de autoridades
- Segurança OperacionalMordomias de magistrados · Gastos do judiciário fora da Constituição · Juízes, promotores e defensores públicos · Custo anual de 15 bilhões · Histórico de excesso brasileiro
- Banco MasterFestas para autoridades · Sala blindada com evidências · Investigação da Polícia Federal · Comportamento de representantes · Vídeos e fotos comprometedoras
- Bloqueio de bens e sequestroImpedimento judicial de garantias · Patrimônio federal como colateral · Área de proteção ambiental de 700 hectares · Valor de 2,3 bilhões · Pressão do governador
- Crise Energética GlobalDemanda nas colheitas de soja · Produção insuficiente no Brasil · Dependência de importação · Impacto nos custos agrícolas · Problemas de abastecimento
Ouça agora Alexandre Garcia, opinião independente de um dos maiores jornalistas do país e que você encontra aqui na Gazeta do Povo. O ministro relator dos rombos nas contas dos velhinhos da Previdência, ministro André Mendonça, aceitou, acatou e atendeu o pedido da chefia da CPMI,
bilhões dos idosos para prorrogar uma comissão que se extinguiria dia 28 agora. Prorrogou por mais quatro meses. Vai ter tempo de se apurar muita coisa ainda. E está examinando até as coisas do Master, que se meteu nessa. Tem lá uma sala blindada onde se guardam as coisas, as fotos, os vídeos das festas que Vorcar oferecia aos sedentos,
as sedentas autoridades que queriam se divertir. Está blindado lá, talvez, até para não atrapalhar casamentos. Mas eu acho que os representados, nós, eleitores, temos todo o direito de saber como se comportam os nossos representantes. Então, a CPI está prorrogada, assim como ele prorrogou também, o ministro André Mendonça, que está mostrando que é o melhor do Supremo, o mais confiável.
indicam, também a investigação sobre o Master por parte da Polícia Federal. Eu queria lembrar, eu estou há 50 anos em Brasília, eu já vi de tudo aqui. É uma espécie de moda. Mordomias, vamos pegar as mordomias. Eu lembro que repórteres iam lá para a Península dos Ministros, onde moravam os ministros na época, iam mexer no lixo dos ministros para ver se encontravam alguma coisa. No lixo do ministro do Trabalho, Arnaldo Prieto,
encontraram filé. O filé estava estragado, foi para o lixo. Mas aí foi denunciado que o ministro estava comendo filé. Imagina. Depois vieram a saída. Collor foi eleito como caçador de maracujá. Lula perdeu a eleição porque chamou de maracujá. Agora tem os penduricalhos. Teve o petrolão, teve o mensalão. Dá de tudo nesse país. Não para nunca. Não para nunca. Agora a gente está vendo aí.
Juízes, promotores, defensores públicos, advogados públicos, se mobilizando para não perder os penduricários. Sabe quando é que dá por ano, segundo um levantamento? Dá mais ou menos 15 bilhões por ano, além do limite que está na Constituição brasileira. Imagina o pessoal que trabalha com o judiciário e que não respeita a Constituição. Vão condenar alguém que está desrespeitando as leis menores?
É um tremendo paradoxo. Isso vem de longe. É da tradição brasileira. Eu lembro de Jânio Quadros, que foi quem mandou escrever na porta dos veículos oficiais o uso exclusivo em serviço. Só podia usar quando estava trabalhando. E não em São Luís para transportar a família de ministro do Supremo, por exemplo. Bom, saiu o boletim Focus do Banco Central, que mostra as expectativas do mercado, mercado financeiro.
este ano é 4,17%. Está subindo. A meta é 3%. O PIB é menos de 2%. 1,84%. E eu acho que do jeito que vão as coisas pode piorar. Selic de 12,5% e dólar de 5,40% lá no fim do ano. Essa é a projeção do mercado. Eu estou vendo aqui as preocupações em torno do preço do diesel ou até do desabastecimento em relação à colheita que está em
de um grande produto, uma grande commodity agrícola, que é a soja. As colhedeiras ou colheitadeiras demandam, tem motores muito potentes que demandam, gastam muito diesel. E o Brasil produz pouco diesel, depende muito da importação de diesel, embora a gente exporte petróleo. É uma questão de mercado. Até o fertilizante fica mais caro, com os problemas de navegação lá pelo estreito,
de Hormuz. E só para encerrar, mais uma ligada ao Master. De novo, a justiça impediu que o governo de Brasília ponha como garantia do BRB, do Banco Local, imóveis que são patrimônio do Distrito Federal. No caso, uma área de 716 hectares da terra cap, que é área de proteção ambiental, que valeria
3 bilhões. É um pedido, o juiz aprovou uma ação movida pela senadora Leila Barros e por gente do Partido Verde. O governador reclamou da decisão da justiça dizendo que é falta de compromisso com o BRB. Gente, é incrível. Incrível. Ele estava querendo comprar, mobilizou todo mundo para comprar o Master. É isso, compromisso com o BRB de Brasília. Alexandre Garcia.
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