Atrás de voto, governo acaba com taxa das blusinhas e abandona indústria
Alexandre Garcia
- Inflação e Política MonetáriaInflação oficial 12 meses · Meta de inflação · Gastos do governo · Pressão inflacionária · Juros altos · Banco Central
- Fim da taxa das blusinhasTaxação de compras no exterior · Defesa da indústria nacional · Votos do consumidor · Indústria estrangeira · Indústria chinesa
- Caso OrelhaArquivamento pelo Ministério Público · Morte natural do cão · Osteomielite maxilar · Câmeras de segurança · Condenação antecipada · Escola Base
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Bom dia. Vejam só, a inflação dos últimos 12 meses já está em 4,39%. São números oficiais. Não é nem pesquisa de mercado, nem expectativa de mercado. Está chegando perto do teto. O teto é 4,5%. É o máximo admissível da meta de inflação, que é 3% ao ano.
em ano eleitoral deve estar causando pesadelo para o presidente. E foi ele que causou isso, com a mania de gastar, de criar ministério. E isso aqui faz a pressão inflacionária, que desvaloriza o dinheiro de todo mundo. E também provoca, já que o governo não arrecadou o suficiente para pagar tanta despesa, o governo tem que lançar papéis no mercado e ele lançando papéis no mercado tem que pagar juros e com isso pressiona também um juro alto.
Pobre do Banco Central, felizmente independente, senão ainda seria manipulado pelo governo politicamente. O Banco Central é que tem que controlar isso, é obrigação dele. A rigidez, a saúde da moeda e do crédito. Porque se a moeda se desvalorizar, se desvaloriza no bolso da gente. A gente recebe 100 no início do mês, no fim do mês está com 98. Alguém levou.
Bom, e uma outra questão, a taxa das blusinhas. Vocês lembram como o governo defendeu a indústria nacional do vestuário? Porque 80% dos produtos do vestuário brasileiro são de valor inferior ao equivalente a 50 dólares.
Aí o governo taxou as compras no exterior até 50 dólares em 20%. Só que agora, ano eleitoral, o governo ficou pensando assim, não, mas o maior número de votos quem tem é o consumidor que compra a blusinha e não o empresário que produz o vestuário. Então tomou a iniciativa de contrariar tudo que tinha dito, que antes ele estava defendendo a indústria nacional, agora ele defende o consumidor nacional.
e beneficia a indústria estrangeira, principalmente chinesa. Bom, queria falar do cão-orelha, porque surpreendeu. Eu vi nos jornais, surpresa, de repente o Ministério Público manda arquivar tudo. O cão morreu de morte natural, mais exatamente de uma osteomielite maxilar. É o que diz a autópsia veterinária do cão.
Depois examinaram as câmeras na rua, lá da Praia Grande, e viram que, na verdade, os jovens e o cachorro estavam distanciados em 40 minutos e em 600 metros. E o que aconteceu é que se deu o nome dos jovens, que um deles foi para os Estados Unidos, que os pais mandaram porque não aguentava a pressão.
Eu fico pensando, será que aconteceu de novo, como já aconteceu em São Paulo, nos anos 90, com aquela escola, escola base, lá da rua Cuba, se não me engano, aconteceu com o reitor de Santa Catarina, será que foi isso? Porque um delegado lança, o delegado agora é candidato a deputado estadual.
Um delegado lança a história, já lança os nomes e as pessoas já são condenadas. Eu fico muito preocupado com isso. Aliás, toquei nesse assunto outro dia numa grande entrevista que concedi para um documentário que está sendo feito sobre o jornalismo, a mídia, a verdade e aquelas pessoas que são denunciadas por coisas que não cometeram. De Leon, na Espanha. Alexandre Garcia.
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